PT1097101E - Sistema de elevador que tem motor de accionamento localizado na porção inferior da via de elevação - Google Patents
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Description
ΕΡ 1 097 101 /PT
DESCRIÇÃO "Sistema de elevador tendo o motor de accionamento localizado na porção inferior da via de elevação"
CAMPO DO INVENTO 0 presente invento refere-se, em geral, a um sistema de elevador e, mais particularmente, a um sistema de elevador, que inclui um motor de accionamento, localizado na via de elevação por baixo da cabina de elevador.
ANTECEDENTES DO INVENTO A construção de uma casa das máquinas para um elevador envolve custos consideráveis. Os custo incluem o custo da construção da casa das máquinas, da estrutura necessária para suportar o peso da casa das máquinas e do equipamento do elevador e o custo de colocar à sombra as instalações em relação à luz do sol (por exemplo, as leis relativas à radiação do sol no Japão e em outros locais). Têm sido desenvolvidos sistemas de elevador para evitar a despesa de uma casa das máquinas. Estes sistemas de elevador são difíceis de instalar e de manter porque o acesso à via de elevação pode ser difícil ou perigoso, em especial, para o pessoal de manutenção enquanto trabalha na via de elevação sobre maquinaria que controla o movimento do elevador se a maquinaria, como o motor de accionamento, estiver localizado num espaço entre a cabina de elevador e uma parede lateral da via de elevação. Além disso, os sistemas de elevador tipicamente requerem espaço adicional da via de elevação para acomodar a maquinaria, disposta entre a cabina e a parede lateral da via de elevação.
Em WO 98/29327 é descrito um sistema de elevador que tem as características do preâmbulo da reivindicação 1 É um objecto do presente invento proporcionar um sistema de elevador sem uma casa das máquinas, que evita as desvantagens acima mencionadas, associadas aos sistemas de elevador anteriores. 2
ΕΡ 1 097 101 /PT
RESUMO DO INVENTO É definido na reivindicação 1 um sistema de elevador de acordo com o presente invento.
Uma vantagem do presente invento é que o sistema de elevador reduz de modo significativo o espaço e os custos de construção em comparação com um sistema de elevador tendo uma casa de máquinas.
Uma segunda vantagem do presente invento é que as dimensões da via de elevação podem ser mantidas num mínimo porque o motor de accionamento não ocupa o espaço na via de elevação entre a cabina de elevador e uma parede lateral da via de elevação.
Uma terceira vantagem do presente invento é o acesso seguro e simplificado ao motor de accionamento e ao equipamento associado a partir do poço de elevador.
Uma quarta vantagem do presente invento é que a tecnologia dos cabos achatados reduz o tamanho do motor de accionamento e das roldanas e reduz deste modo o espaço do poço necessário para acomodar o motor e as roldanas.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS A FIG. 1 é uma vista esquemática em alçado lateral de um sistema de elevador, tendo o motor de accionamento localizado de um modo acessível no poço da via de elevação por baixo da cabina de elevador. A FIG. 2 é uma vista esquemática em alçado lateral de um sistema de elevador, tendo o motor de accionamento localizado de um modo acessível no poço de via de elevação por baixo da cabina de elevador. A FIG. 3 é uma vista esquemática em alçado lateral de um sistema de elevador, tendo o motor de accionamento localizado de um modo acessível no poço de via de elevação por baixo da cabina de elevador de acordo com o presente invento. 3
ΕΡ 1 097 101 /PT A FIG. 4 é uma vista lateral em corte de uma roldana de tracção e uma pluralidade de cabos achatados, cada um tendo uma pluralidade de cordões.
A FIG. 5 é uma vista em corte de um dos cabos achatados. DESCRIÇÃO DETALHADA DAS CONCRETIZAÇÕES PREFERIDAS
Referindo a FIG. 1, um sistema de elevador está indicado, de modo geral, pelo número de referência 10. O sistema de elevador 10 inclui uma via de elevação 12, definida por uma estrutura envolvente 14, tal como um edificio. A via de elevação 12 inclui aberturas para portas em cada nivel ao longo da via de elevação para receber as portas da via de elevação 16, 16. É proporcionada uma cabina de elevador 18 na via de elevação 12, para a movimentação para cima e para baixo ao longo da via de elevação por intermédio de carris de guia de elevador convencionais (não mostrados). Um contrapeso 20, acoplado de um modo móvel aos carris de guia de contrapeso convencionais (não mostrados) está localizado num lado da via de elevação 12 num espaço, que se prolonga ao longo do comprimento da via de elevação, entre a cabina de elevador 18 e a parede lateral 14 da via de elevação, para contrabalançar a cabina de elevador durante o seu movimento para cima e para baixo ao longo da via de elevação. O sistema de elevador 10 inclui, pelo menos, uma correia ou cabo de suspensão achatado 22, para suportar o peso da cabina de elevador 18 e do contrapeso 20. O cabo de suspensão 22 pode ser feito de aço, fibras não metálica ou qualquer outro material adequadamente forte para suportar a cabina de elevador 18 e o contrapeso 20, durante o movimento e aceleração da cabina de elevador e do contrapeso ao longo da via de elevação 12. O emprego de cabos achatados ou correias permite que motores de accionamento e roldanas mais pequenos accionem e suspendam as cargas da cabina de elevador e do contrapeso em comparação com motores de accionamento e roldanas, que utilizam cabos redondos convencionais. O diâmetro das roldanas de accionamento utilizadas nos elevadores com cabos 4
ΕΡ 1 097 101 /PT redondos convencionais está limitado a 40 vezes o diâmetro dos cabos, ou maior, devido à fadiga dos cabos, quando os mesmos se conformam repetidamente ao diâmetro da roldana e se endireitam. Os cabos achatados ou correias têm uma relação de aspecto maior do que um, onde a relação de aspecto é definida como sendo a relação entre a largura w e a espessura t do cabo ou correia (relação de aspecto = w/t) . Por conseguinte, os cabos achatados ou correias são inerentemente finos em relação aos cabos redondos convencionais. Sendo finos, existe menos tensão de dobragem nas fibras quando a correia se envolve em torno de um dado diâmetro de roldana. Isto permite a utilização de roldanas de tracção de menor diâmetro. O binário é proporcional ao diâmetro da roldana de tracção. Por conseguinte, a utilização de uma roldana de tracção de diâmetro mais pequeno reduz o binário do motor. O tamanho do motor (volume do rotor) é grosseiramente proporcional ao binário; por conseguinte, muito embora a potência mecânica de saida permaneça a mesma independentemente do tamanho da roldana, os cabos achatados ou correias permitem a utilização de um motor de accionamento mais pequeno que funciona a uma velocidade mais elevada em relação aos sistemas que utilizam cabos redondos convencionais. Consequentemente, podem ser acomodados no poço de via de elevação motores de accionamento convencionais e achatados mais pequenos o que reduz significativamente o tamanho e os custo de construção do poço de via de elevação.
Em resumo, a redução do tamanho da máquina (isto é, do motor de accionamento e das roldanas) tem um certo número de vantagens. Em primeiro lugar, a máquina mais pequena reduz o requisito do espaço do poço da via de elevação, quando a máquina está localizada por baixo da cabina de elevador. Segundo, uma máquina pequena utiliza menos material e será menos dispendiosa de produzir em comparação com uma máquina maior. Terceiro, o menor peso de uma máquina pequena reduz o tempo de manuseamento da máquina e a necessidade de equipamento para elevar a máquina para o lugar de modo a reduzir significativamente o custo de instalação. Quarto, baixo binário e alta velocidade permitem a eliminação de engrenagens, as quais são caras. Além disso, as engrenagens podem provocar vibrações e ruido, e requerem manutenção de 5
ΕΡ 1 097 101 /PT lubrificação. Podem, no entanto, ser empregues máquinas com engrenagens, caso seja desejado.
Os cabos achatados ou as correias distribuem as cargas também do elevador e de contrapeso numa maior área superficial sobre as roldanas em comparação com os cabos redondos para a pressão especifica reduzida nos cabos, aumentando deste modo a sua vida operacional. Além do mais, os cabos ou correias achatados podem ser feitos a partir de um material de elevada tracção tal como uretano ou borracha, encamisados com reforço de fibras ou aço. O cabo de suspensão 22 está fixo numa primeira extremidade a um primeiro suporte 24 que está acoplado de modo fixo no interior de uma porção superior da via de elevação 12, tal como a uma parede lateral 26 ou tecto 28 da via de elevação. O cabo de suspensão 22 prolonga-se para baixo a partir da sua primeira extremidade, circula geralmente 90° em torno de uma primeira roldana de elevador 30, acoplada por baixo e num lado da cabina de elevador 18, prolonga-se em geral horizontalmente para uma segunda roldana de elevador 32, acoplada por baixo e num lado oposto da cabina de elevador, circula geralmente 90° em torno da segunda roldana de elevador 32, prolonga-se para cima e circula geralmente 180° em torno de uma primeira roldana deflectora 34, acoplada de um modo fixo no interior de uma porção superior da via de elevação, tal como à parede lateral 26 ou ao tecto 28 da via de elevação 12, prolonga-se para baixo e circula geralmente 180° em torno de uma roldana de contrapeso 36, acoplada a uma porção de topo do contrapeso 20 e prolonga-se para cima e está acoplado numa segunda extremidade no interior de uma porção superior da via de elevação, tal como à parede lateral ou tecto da via de elevação por intermédio de um segundo suporte 37. O sistema de elevador 10 inclui um motor de accionamento 38, tendo uma roldana de accionamento 40 para movimentação da cabina de elevador 18 e do contrapeso 20 para cima e para baixo, ao longo da via de elevação 12, por intermédio de, pelo menos, uma correia ou cabo de accionamento achatado 42. O cabo de accionamento 42 pode ser feito de aço, fibras não metálicas ou qualquer outro material adequadamente forte para 6
ΕΡ 1 097 101 /PT suportar o peso do desequilíbrio entre a cabina de elevador 18 e o contrapeso 20. O motor de accionamento 38 está acoplado a, e suportado por uma parede lateral ou chão 44 da via de elevação 12 no interior de um poço de via de elevação 46. Como é mostrado na FIG. 1, por exemplo, o cabo de accionamento 42 está acoplado numa primeira extremidade a uma porção inferior 48 do contrapeso 20, prolonga-se para baixo e circula geralmente 90° em torno da roldana de accionamento 40, prolonga-se em geral horizontalmente e circula geralmente 90° em torno de uma segunda roldana deflectora 49 e prolonga-se para cima e está acoplado numa segunda extremidade a um lado de baixo 50 da cabina de elevador 18. Devido ao motor de accionamento 38 estar localizado por baixo da cabina de elevador 18 no poço de via de elevação 46, o sistema de elevador 10 evita as despesas adicionais e espaço associado com a construção e manutenção de uma casa das máquinas. O cabo de accionamento 42 pode também ser empregue numa configuração de "tracção de duplo enrolamento". Numa tal configuração, o cabo de accionamento 42 está acoplado na sua primeira extremidade à porção inferior 48 do contrapeso 20, prolonga-se para baixo e circula geralmente 90° em torno da roldana de accionamento 40, prolonga-se em geral horizontalmente e circula geralmente 180° em torno da segunda roldana deflectora 49, prolonga-se em geral horizontalmente como mostrado pela linha a traço ponto 52 e circula geralmente 180° em torno da roldana de accionamento 40, prolonga-se em geral horizontalmente e circula geralmente 90° em torno da segunda roldana deflectora 49 e prolonga-se para cima e está acoplado na sua segunda extremidade ao lado de baixo 50 da cabina de elevador 18. Como é mostrado na FIG. 1, o cabo de suspensão 22 e o cabo de accionamento 42 estão separados e independentes um do outro.
Como é mostrado na FIG. 1, uma peça de ligação rígida alongado 54 está acoplado, de modo giratório numa primeira extremidade 55, a um eixo de rotação da roldana de accionamento 40 e numa segunda extremidade 57 a um peso 56, que está suspenso de uma porção inferior da via de elevação 12, tal como uma parede lateral 58 da via de elevação, por intermédio de uma mola de tensão 60. A peça de ligação rígida 54 está também acoplada em 59, entre as suas primeira e 7
ΕΡ 1 097 101 /PT segunda extremidades 55, 57, a um eixo de rotação da segunda roldana deflectora 49. O peso 56 comunica uma força para baixo à segunda extremidade 57 da peça de ligação rigida 54, o que faz girar a peça de ligação rigida para baixo em torno da sua primeira extremidade 55 e move, por sua vez, a segunda roldana deflectora 49 para baixo, a fim de proporcionar tensão no cabo de accionamento 42 entre a segunda roldana deflectora 49 e a cabina de elevador 18. Deste modo, a peça de ligação rigida 54, o peso 56 e a mola de tensão 60 cooperam, como um mecanismo de aplicação de tensão, para manterem o cabo de accionamento 42 numa condição esticada. O sistema de elevador 10 tolera grandes desequilíbrios na tensão do cabo de accionamento 42 entre o lado do elevador e o lado do contrapeso do sistema de elevador. Por exemplo, se o cabo de accionamento 42 for uma correia de fibra não metálica, tal como uretano, tendo um coeficiente de atrito relativamente elevado μ = 0,5 em relação ao cabo de aço, a tracção disponível para accionar a cabina de elevador 18 com tracção de duplo enrolamento é θμθ = e5(2n) = 2, 71828n = 23,14. Este valor de relação de tracção de "23,14" significa que tl/t2 tem de ser maior do que 23,14 antes do cabo de accionamento 42 começar a escorregar sobre a roldana de accionamento 40 e a segunda roldana deflectora 49, em que tl é a tensão na porção do cabo de accionamento 42 entre a segunda roldana deflectora 49 e a cabina de elevador 18 e t2 é a tensão no cabo de accionamento entre a roldana de accionamento 40 e o contrapeso 20. Deste modo pode ser tolerado um desequilíbrio considerável na tensão do cabo de accionamento 42 em relação a um sistema de elevador que emprega o cabo de aço convencional e roldanas de ferro fundido, tendo uma relação de tracção de somente cerca de 5.
Em funcionamento, o motor de accionamento 38 é sinalizado por um controlador (não mostrado) para rodar a roldana de accionamento 40 no sentido contrário ao sentido dos ponteiros do relógio, a fim de mover a cabina de elevador 18 para baixo ao longo da via de elevação 12. A roldana de accionamento rotativa 40 faz com que a segunda roldana deflectora 49 rode também no sentido contrário ao sentido dos ponteiros do relógio, o que puxa para baixo uma porção do cabo de accionamento 42 entre a cabina de elevador 18 e a 8 ΕΡ 1 097 101 /PT segunda roldana deflectora 49. O cabo de accionamento que se move para baixo 42, por sua vez, puxa para baixo a cabina de elevador 18 fixa ao cabo de accionamento no seu lado de baixo 50. A cabina de elevador que se move para baixo 18 faz com que as roldanas de elevador 30, 32 a rolem ao longo do cabo de suspensão 22 ao longo do seu comprimento e afastando-se da primeira extremidade do cabo de suspensão no primeiro suporte 24. O elevador que se move para baixo 18 puxa para baixo uma porção do cabo de suspensão 22 entre a segunda roldana de elevador 32 e a primeira roldana deflectora 34. Este puxão para baixo faz com que a primeira roldana deflectora 34 rode no sentido contrário ao sentido dos ponteiros do relógio, o que puxa para cima uma porção do cabo de suspensão 22 entre a primeira roldana deflectora 34 e o contrapeso 20 para por esse meio mover o contrapeso para cima. O motor de accionamento 38 é também sinalizado por um controlador (não mostrado) para rodar a roldana de accionamento 40 no sentido dos ponteiros do relógio, a fim de mover a cabina de elevador 18 para cima ao longo da via de elevação 12. A roldana de accionamento rotativa 42 puxa para baixo uma porção do cabo de accionamento 42 entre a roldana de accionamento 40 e o contrapeso 20. O cabo de accionamento que se move para baixo 42 puxa, por sua vez, para baixo o contrapeso 20 fixo ao cabo de accionamento na sua porção inferior 48. O contrapeso que se move para baixo 20 faz com que a roldana de contrapeso 36, que roda no sentido contrário ao sentido dos ponteiros do relógio e puxa para baixo uma porção do cabo de suspensão 22, entre o contrapeso 20 e a primeira roldana deflectora 34. A porção do cabo de suspensão que se move para baixo 22 faz com que a primeira roldana deflectora 34 rode no sentido dos ponteiros do relógio, que por sua vez, faz com que as roldanas de elevador 30, 32 rolem ao longo do cabo de suspensão ao longo do seu comprimento no sentido da primeira extremidade do cabo de suspensão no primeiro suporte 24. As roldanas de elevador rotativas 30, 32 fazem com que a cabina de elevador 18 se mova para cima ao longo da via de elevação 12.
Pode surgir um problema se a cabina de elevador 18 não estiver a funcionar perto da capacidade total. Por exemplo, se a cabina de elevador 18 estiver só meio cheia, a tensão 9
ΕΡ 1 097 101 /PT numa porção do cabo de accionamento 42 entre segunda roldana deflectora 49 e a cabina de elevador 18 pode ser zero, ficando, desse modo a cabina de elevador sem reacção se o motor de accionamento 38 for sinalizado para movimentar a cabina de elevador para baixo. Para remediar este potencial problema, o peso 56 puxa para baixo a segunda roldana deflectora 49, a fim de manter sempre numa condição esticada uma porção do cabo de accionamento 42 entre a segunda roldana deflectora 49 e a cabina de elevador 18 mesmo quando a cabina de elevador está vazia. Deste modo o peso 56 impede que o sistema de elevador 10 fique eventualmente sem reacção. A FIG. 2 ilustra um sistema de elevador 100 que é semelhante ao sistema de elevador 10 da FIG. 1, excepto a implementação do mecanismo de aplicação de tensão para manter o cabo de accionamento 42 numa condição esticada. Os elementos iguais aos da disposição da FIG. 1 estão indicados com números de referência iguais. Como é mostrado na FIG. 2, uma mola de tensão 102 está acoplada numa primeira extremidade ou inferior 104 no interior de uma porção inferior da via de elevação 12, tal como ao chão 44 ou ao longo de uma parede lateral da via de elevação a uma altura inferior à da segunda extremidade 57 da peça de ligação rígida 54. A mola 102 está acoplada, numa segunda extremidade ou superior 106, à segunda extremidade 57 da peça de ligação rígida 54 para puxar para baixo e desse modo girar a peça de ligação rígida para baixo em torno da sua primeira extremidade 55. A peça de ligação rígida 54, que gira para baixo, move, por sua vez, a segunda roldana deflectora 49 para baixo, a fim de manter numa condição esticada uma porção do cabo de accionamento 42, entre a segunda roldana deflectora 49 e a cabina de elevador 18. Deste modo, a peça de ligação rígida 54 e a mola de tensão 102 cooperam como um mecanismo de aplicação de tensão para manutenção do cabo de accionamento 42 numa condição esticada.
Voltando agora à FIG. 3 é ilustrada uma concretização do presente invento pelo sistema de elevador 200. O sistema de elevador 200 inclui uma via de elevação 202, definida pela estrutura envolvente 204 de um edifício. É proporcionada uma cabina de elevador 206 na via de elevação 202 para movimentação para cima e para baixo ao longo da via de 10 ΕΡ 1 097 101 /PT elevação por intermédio de carris de guia de elevador convencionais (não mostrados). Um contrapeso 208, acoplado de um modo móvel ao carris de guia de contrapeso convencionais (não mostrados), está localizado num lado da via de elevação 202 num espaço que se prolonga ao longo do comprimento da via de elevação, entre a cabina de elevador 206 e a parede lateral 204 da via de elevação, para contrabalançar a cabina de elevador, durante o seu movimento para cima e para baixo ao longo da via de elevação. Um motor de accionamento 210 e uma roldana de accionamento associada 212 estão dispostos numa porção inferior da via de elevação 202, tal como no poço de via de elevação. O sistema de elevador 200 inclui ainda, pelo menos, um cabo achatado ou correia 214 para proporcionar não só a suspensão e a tracção para a cabina de elevador 206 mas também para o contrapeso 208. O cabo achatado 214 pode ser feito de aço, fibra não metálica ou qualquer outro material adequadamente forte para suportar a cabina de elevador 206 e o contrapeso 208, durante o movimento e aceleração da cabina e do contrapeso ao longo da via de elevação 202. O cabo achatado 214 está fixo na primeira e segunda extremidades 216, 218 no interior de uma porção superior da via de elevação 202, tal como a uma parede lateral, carris de guia ou tecto da via de elevação. O cabo achatado 214 prolonga-se para baixo a partir da sua primeira extremidade 216, circula geralmente 90° em torno de uma primeira roldana de elevador 220 acoplada por baixo e num lado da cabina de elevador 206, prolonga-se em geral horizontalmente para uma segunda roldana de elevador 222 acoplada por baixo e num lado oposto da cabina de elevador, circula geralmente 90° em torno da segunda roldana de elevador 222, prolonga-se para cima e circula geralmente 180° em torno de uma primeira roldana deflectora 224 fixa no interior de uma porção superior da via de elevação, tal como a uma parede lateral ou tecto da via de elevação, prolonga-se para baixo e circula geralmente 180° em torno da roldana de accionamento 212, prolonga-se para cima a circula geralmente 180° em torno de uma segunda roldana deflectora 226 fixa no interior de uma porção superior da via de elevação, prolonga-se para baixo e circula geralmente 180° em torno de uma roldana de contrapeso 228 acoplada a uma porção de topo do contrapeso 208 e prolonga-se para cima e 11
ΕΡ 1 097 101 /PT está acoplado na sua segunda extremidade 218 no interior de uma porção superior da via de elevação, tal como à parede lateral ou tecto da via de elevação. A cabina de elevador suportada a partir de cima 206 evita a necessidade de proporcionar um motor de accionamento por cima da via de elevação 202 entre a cabina de elevador 206 e um tecto 230 da via de elevação, ou numa casa das máquinas dispendiosa e que ocupa espaço. Além disso, a tecnologia de cabo achatado reduz o tamanho do motor de accionamento e das roldanas necessárias para suportar e mover uma dada carga, quando comparado aos cabos redondos convencionais e por esse meio reduz o tamanho, e o custo de construção, do espaço no interior do poço de via de elevação para acomodar o motor de accionamento e roldanas.
Uma característica principal do presente invento é o achatamento dos cabos utilizados no sistema de elevador descrito acima. O aumento na relação de aspecto resulta num cabo que tem uma superfície de engate, definida pela dimensão de largura "W", que é optimizada para distribuir a pressão de cabo. Por conseguinte, a pressão de cabo máxima é minimizada no interior do cabo. Adicionalmente, ao aumentar a relação de aspecto em relação a um cabo redondo, que tem uma relação de aspecto igual a um, a espessura "tl" do cabo achatado (ver FIG. 5) pode ser reduzida, mantendo ao mesmo tempo uma área em corte transversal constante das porções do cabo que suportam a carga de tensão no cabo.
Como é mostrado na FIG. 4 e 5, os cabos achatados 722 incluem uma pluralidade de cordões de suporte de carga individuais 726, encerrados dentro de uma camada comum de revestimento 728. A camada de revestimento 728 separa os cordões individuais 726 e define uma superfície de engate 730 para engate na roldana de tracção 724. Os cordões de suporte de carga 726 podem ser formados a partir de um material não metálico de elevada resistência, leve, tal como fibras de aramida, ou podem ser formados a partir de um material metálico, tal como fibras de aço finas de elevado teor de carbono. É desejável manter a espessura "d" dos cordões 726 tão pequena quanto possível de modo a maximizar a flexibilidade e minimizar a tensão nos cordões 726. Adicionalmente, para cordões formados a partir de fibras de aço, devendo os diâmetros de fibra ser inferiores a 0,25 12
ΕΡ 1 097 101 /PT milímetros e, de preferência, na gama de cerca de 0,10 milímetros a 0,20 milímetros. As fibras de aço que têm tal diâmetro melhoram a flexibilidade dos cordões e do cabo. Ao incorporar cordões que têm as características de peso, de resistência, de durabilidade e, em particular, de flexibilidade de tais materiais nos cabos achatados, o diâmetro de roldana de tracção "D" pode ser reduzido enquanto se mantém a pressão de cabo máxima dentro dos limites aceitáveis. A superfície de engate 730 está em contacto com uma superfície correspondente 750 da roldana de tracção 724. A camada de revestimento 728 é formada a partir de um material de poliuretano, de preferência, um uretano termoplástico, que é extrudido por cima e através da pluralidade de cordões 726, de uma maneira tal que cada um dos cordões individuais 726 é restringido contra o movimento longitudinal em relação aos outros cordões 726. Podem também ser utilizados outros materiais para a camada de revestimento se os mesmos forem suficientes para satisfazerem as funções requeridas da camada de revestimento: tracção, desgaste, transmissão de cargas de tracção aos cordões e resistência aos factores ambientais. Deve ser entendido que muito embora outros materiais possam ser utilizados para a camada de revestimento, se os mesmos não forem ao encontro ou excederem as propriedades mecânicas de um uretano termoplástico, então os benefícios que resultam da utilização de cabos achatados podem ser reduzidos. Com as propriedades mecânicas do uretano termoplástico o diâmetro da roldana de tracção 724 pode ser reduzido a 100 milímetros ou menos.
Como um resultado da configuração do cabo achatado 722, a pressão de cabo pode ser distribuída mais uniformemente ao longo do cabo 722. Devido à incorporação de uma pluralidade de pequenos cordões 726 dentro da camada de revestimento de elastómero de cabo achatado 728, a pressão sobre cada cordão 726 é significativamente diminuída em relação aos cabos da arte anterior. A pressão do cordão é diminuída, pelo menos, de n“1/2, sendo η o número de cordões paralelos no cabo achatado, para uma dada carga e secção transversal de fio. Por conseguinte, a pressão de cabo máxima no cabo achatado é significativamente reduzida em comparação com um elevador 13
ΕΡ 1 097 101 /PT convencional com cabos, que têm uma capacidade de suporte de carga semelhante. Além do mais, o diâmetro de cabo efectivo 'd' (medido na direcção da dobragem) é reduzido para a capacidade de apoio de carga equivalente e podem ser atingidos valores mais pequenos para o diâmetro de roldana 'D' sem uma redução na relação D/d. Adicionalmente, o minimizar do diâmetro D da roldana permite a utilização de motores de alta velocidade menos dispendiosos, mais compactos como a máquina de accionamento.
Está também mostrada na FIG. 5 uma roldana de tracção 724 que tem uma superfície de tracção 750, configurada para receber o cabo achatado 722. A superfície de engate 750 está conformada de modo complementar para proporcionar tracção e para guiar o engate entre os cabos achatados 722 e a roldana 724. A roldana de tracção 724 inclui um par de aros 744 dispostos nos lados opostos da roldana 724 e um ou mais divisores 745 dispostos entre cabos achatados adjacentes. A roldana de tracção 724 também inclui camisas 742, recebidas dentro dos espaços entre os aros 744 e os divisores 745. As camisas 742 definem a superfície de engate 750, de tal modo que existem folgas laterais 754 entre os lados dos cabos achatados 722 e as camisas 742. O par de aros 744 e divisores, em conjunto com as camisas, realizam a função de guia dos cabos achatados 722, para impedir problemas de alinhamento grosseiros no caso de condições de folgas no cabo, etc. Muito embora mostrado como incluindo camisas, deve ser notado que pode ser utilizada uma roldana de tracção sem camisas.
Muito embora este invento tenha sido mostrado e descrito com respeito a concretizações de exemplo do mesmo, deve ser entendido por os especialistas na técnica que podem ser feitas alterações, omissões e adições anteriores e várias outras na forma e pormenores do mesmo sem sair do âmbito do invento, tal como definido nas reivindicações que se seguem.
Lisboa,
Claims (5)
- ΕΡ 1 097 101 /PT 1/2 REIVINDICAÇÕES 1 - Sistema de elevador que compreende: uma via de elevação (caixa) de elevador (202), definida por estrutura envolvente; uma cabina de elevador (206) e um contrapeso (208), localizados na via de elevação; e um motor de accionamento (210), que inclui uma roldana de accionamento (212), localizada numa porção inferior da via de elevação, estando o motor de accionamento acoplado à cabina de elevador e ao contrapeso por intermédio de, pelo menos, um cabo achatado (214) para movimentação da cabina de elevador para cima e para baixo ao longo da via de elevação; caracterizado por o dito, pelo menos, um cabo achatado (214) proporcionar tanto a suspensão como a tracção da cabina de elevador (206)
- 2 - Sistema de elevador de acordo com a reivindicação 1, que inclui ainda, pelo menos, uma roldana de elevador (220, 222), acoplada à cabina de elevador (206), primeira e segunda roldanas deflectoras (224, 226), acopladas no interior de uma porção superior da via de elevação (202) e uma roldana de contrapeso (228), acoplada a uma porção de topo do contrapeso (208), tendo o cabo achatado (214) primeira e segunda extremidades (216, 218), acopladas no interior de uma porção superior da via de elevação (202) e que se prolonga para baixo a partir da sua primeira extremidade (226) por intermédio de, pelo menos, uma roldana de elevador (220, 222), que se prolonga para cima e circula em torno da primeira roldana deflectora (224), que se prolonga para baixo e circula em torno da roldana de accionamento (212), que se prolonga para cima e circula em torno da segunda roldana deflectora (226), que se prolonga para baixo e circula em torno da roldana de contrapeso (228) e que se prolonga para cima e terminando na sua segunda extremidade (218) .
- 3 - Sistema de elevador de acordo com a reivindicação 2, em que dita, pelo menos, uma roldana de elevador (220, 222) ΕΡ 1 097 101 /PT 2/2 está acoplada ao lado de baixo da cabina de elevador (206) e o cabo achatado (214) suporta por debaixo a cabina de elevador (206) .
- 4 - Sistema de elevador de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 3, em que o cabo achatado (214) é feito de material em fibras não metálico.
- 5 - Sistema de elevador tal como definido nas reivindicações 1 a 4, em que o cabo achatado (214) é feito em uretano. Lisboa,
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