PT2254591T - Inibição e tratamento de biofilmes gastrointestinais - Google Patents

Inibição e tratamento de biofilmes gastrointestinais Download PDF

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Description

DESCRIÇÃO "INIBIÇÃO E TRATAMENTO DE BIOFILMES GASTROINTESTINAIS"
Um "biofilme" é um fenómeno bem conhecido e pode ser definido como uma população de células procarióticas em crescimento sobre uma superfície e fechada numa matriz autoproduzida de material polimérico extracelular, a qual medeia a adesão das células entre si e com as superfícies. Os biofilmes não são simplesmente conjuntos passivos de células que estão presos às superfícies, mas são sistemas biológicos estrutural e dinamicamente complexos. Em comparação com as células que são de natureza planctónica, as bactérias que crescem em biofilmes exibem um fenótipo diferente em relação à taxa de crescimento e transcrição de genes. Ver http://en.wikipedia.org/wiki/Biofilme.
Os biofilmes indesejados têm sido responsáveis, por exemplo, pela formação de incrustações nas torres de arrefecimento de água, tubos de água, unidades de membranas e plantas de processamento de alimentos. Os biofilmes são notoriamente difíceis de erradicar. Os micróbios nos biofilmes industriais estão protegidos de produtos químicos antimicrobianos, bacteriófagos ambientais e amebas fagocitárias. (Donlan RM, Costerton JW. Biofilms: survival mechanisms of clinically relevant microorganisms. Clin Microbiol Rev 2002; 15167-293.)
Além da sua importância na indústria, os biofilmes podem estar envolvidos numa percentagem significativa de infeções microbianas humanas (Potera C. Forging a link between biofilms and disease. Science 1999;283: 1837-8). Parsek e
Singh propuseram quatro critérios para definir a etiologia de uma infeção por um biofilme: as bactérias patogénicas estão associadas à superfície ou aderentes a um substrato; o exame direto revela bactérias em agregados, contidas dentro de uma matriz de constituintes bacterianos ou do hospedeiro; a infeção está localizada; e a infeção é resistente a terapia de antibióticos apesar da sensibilidade aos antibióticos dos organismos planctónicos constituintes (Parsek MR, Singh PK. Bacterial biofilms: an emerging link to disease pathogenesis. Annu Rev Microbiol 2003; 57:677-701. )
As infeções por biofilmes podem estar envolvidas na etiologia de cáries dentárias, doença periodontal, fibrose quística (CF) infeções das vias respiratórias, endocardite valvular nativa, prostatite bacteriana crónica, otite média e infeções vaginais. Os microrganismos de biofilmes estão também envolvidos nas infeções relacionadas com implantes, nas quais se formam populações microbianas aderentes sobre as superfícies de cateteres, válvulas cardíacas proféticas, substituições de articulações, e outros dispositivos (Donlan RM. Biofilms and device-associated infections. Emerg Infect Dis 2001;7:277-81.) O trato intestinal proporciona um reservatório para muitas bactérias de biofilmes resistentes a antibióticos, incluindo espécies Enterobacteriaceae, Pseudomonas aeruginosa e espécies Acinetobacter (Donskey CJ. The role of the intestinal tract as a reservoir and source for transmission of nosocomial pathogens. Clin Infect Dis 2004;39:219-26.) O agente patogénico oportunista humano, Pseudomonas aeruginosa, é uma causa importante de mortalidade relacionada com infeções entre os pacientes criticamente doentes, e acumula uma das taxas mais elevadas de casos fatais de todas as infeções gram-negativas. Embora se considere tradicionalmente que os pulmões são um sitio principal de infeção por P. aeruginosa entre os pacientes criticamente doentes, um número significativo destas infeções surge como consequência da contaminação direta das vias respiratórias pela flora gastrointestinal ou por disseminação hematogénica dos intestinos para o parênquima pulmonar. Os métodos eficazes para a inibição, redução e/ou tratamento de P. aeruginosa teriam um impacto significativo para esta condição.
Em relação aos biofilmes no intestino, sabe-se agora que as bactérias podem existir, por exemplo, como biofilmes no epitélio do cólon, dentro da camada de muco que o reveste, e sobre partículas de alimentos no lúmen. (MacFarlane S, MacFarlane GT. Composition and metabolic activities of bacterial biofilms colonizing food residues in the gastrointestinal tract. Appl Environ Microbiol 2006;72:6204-11; Probert HM, Gibson GR. Bacterial biofilms in the human gastrointestinal tract. Curr Issues Intest Microbiol 2002;3:23-7.) As bactérias associadas a biofilmes gastrointestinais incluem Bacteroides ssp., Clostridium ssp., Fusobacterium ssp., Klebsiella ssp., Espirochaetes ssp., Pseudomonas aeriginosa, Escherichia coli, Helicobacter pylori, Bifidobacterium ssp. E cocos gram-positivos. A WO 2004/066945 A2 refere-se a composições de enzimas hidrolíticas para reduzir condições tecidulares que envolvem biofilmes, tais como distúrbios gastrointestinais. A US 6,759,040Bl refere-se à preparação e utilização de misturas de enzimas hidroliticas de especificidade múltipla que degradam biofilmes.
Assim, tem permanecido por satisfazer uma necessidade de composições melhoradas relacionadas com a redução de biofilmes dentro do intestino de mamíferos. A presente invenção proporciona estas e/ou outras vantagens.
SUMÁRIO A presente invenção refere-se a uma composição para utilização na inibição ou tratamento de uma infeção por biofilmes gastrointestinais, que compreende combinar uma quantidade farmaceuticamente eficaz de uma celulase estável em ácido, uma glucoamilase, um complexo de hemicelulase/pectinase estável em ácido, β-glucanase, um complexo de protease/peptidase que tem atividade de dipeptidil-peptidase IV (DPP-IV), quitosanase, lisozima e peptidase de Serratia com, pelo menos, um de um veículo, adjuvante, excipiente, tampão e diluente farmaceuticamente aceitável. Assim, as presentes composições, são dirigidas à redução de biofilme(s) gastrointestinal(ais) no intestino de animais.
Na descrição descreve-se métodos que incluem a pesquisa de composições antibiofilme fisiologicamente aceitáveis, incluindo, por exemplo, composições nutracêuticas, terapêuticas ou farmacêuticas, que compreendem enzimas antibiofilme e outros componentes adequados para ingestão oral por mamíferos tais como humanos, e métodos de preparação e utilização ou administração de tais composições. Estes métodos são dirigidos à seleção de enzimas digestivas em modelos de biofilme para identificar enzimas e composições úteis para as composições antibiofilme fisiologicamente aceitáveis e aos métodos de tratamento aqui discutidos. Tais enzimas podem ser selecionadas como agentes únicos, misturas de agentes ou em combinação com agentes antimicrobianos, agentes quelantes, lactoferrina, produtos derivados de plantas ou outros componentes, consoante for desejado.
As composições antibiofilme fisiologicamente aceitáveis utilizam enzimas digestivas para a inibição e redução do biofilme patogénico no trato gastrointestinal de humanos.
Por exemplo, as composições antibiofilme fisiologicamente aceitáveis e os métodos podem ser dirigidos à utilização de celulases, hemicelulases, lisozima, pectinases, amilases, ADNase I, peptidase de Serratia e outras hidrolases que são capazes de digerir a matriz de exopolissacáridos e exoproteinas de biofilmes.
Num aspeto da presente invenção, as presentes composições antibiofilme fisiologicamente aceitáveis são dirigidas a composições antibiofilme fisiologicamente aceitáveis orais para utilização num método de inibição e tratamento de biofilmes gastrointestinais patogénicos em humanos.
As presentes composições antibiofilme fisiologicamente aceitáveis são dirigidas a agentes que são de origem alimentar, de origem hídrica ou são nosocomiais. Além disso, as infeções por biofilmes podem ser resistentes a antibióticos e/ou recorrentes. As composições antibiofilme fisiologicamente aceitáveis podem ser utilizadas em conjunto com antibióticos ou antimicrobianos. Além disso, estas composições antibiofilme fisiologicamente aceitáveis podem ser utilizadas em doentes cujas infeções por biofilmes não responderam aos antibióticos ou antimicrobianos.
Estes e outros aspetos, caracteristicas e formas de realização são definidos neste pedido, que inclui a seguinte Descrição Detalhada. A menos que expressamente especificado de outro modo, todas as formas de realização, aspetos, caracteristicas, etc., podem ser misturadas e combinadas, associadas e permutadas, de qualquer maneira pretendida.
DESCRIÇÃO DETALHADA
Os biofilmes gastrointestinais em mamíferos têm sido implicados numa variedade de doenças possíveis, quer como originando essas doenças ou piorando-as. As presentes composições são dirigidas à redução de biofilme(s) gastrointestinal(ais) no intestino de animais e são para uso em métodos que incluem a inibição, tratamento ou redução de biofilmes no sistema gastrointestinal.
Seleção de Enzimas Antibiofilme
Os dispositivos de biofilme, tais como o Dispositivo de Biofilme Calgary (Ceri et ai, 1999; US 7,041,470) podem ser modificados, por exemplo, para serem utilizados em conjunto com os métodos supramencionados, para identificar composições antibiofilme fisiologicamente aceitáveis, para selecionar enzimas que (a) são disponíveis por via oral; (b) são geralmente reconhecidas como seguras (GRAS); (c) que se sabe ou que se possa estabelecer que retêm a sua atividade durante a passagem através do estômago; e (d) são ativas na rutura de biofilmes em sistemas de modelo. Pode utilizar-se outros dispositivos que sejam adequados para o estudo de biofilmes que afetam os humanos. Como discutido em Ceri, um Dispositivo de Biofilme Calgary (CBD) proporciona um ensaio rápido e reprodutível para a suscetibilidade de biofilmes a antibióticos utilizando 96 biofilmes equivalentes numa placa de 96 poços padrão (ou outro número adequado, consoante for desejado), cujos biofilmes são em seguida expostos aos antibióticos sob investigação. Na presente discussão, tais biofilmes de seleção são expostos a concentrações de enzimas como aqui discutidas. A formação de biofilmes pode ser, por exemplo, seguida de microbiologia quantitativa e microscopia eletrónica de varrimento.
Enzimas Ilustrativas que Tratam ou Inibem Biofilmes 0 crescimento bacteriano sobre uma superfície gastrointestinal envolve frequentemente a autoprodução de uma matriz extracelular rica em polissacáridos que proporciona suporte estrutural para a formação de comunidades de biofilmes. As enzimas que rompem as matrizes de biofilme destes organismos dentro do trato gastrointestinal são o objeto dos presentes métodos. A (s) enzima(s) particular(es) a ser(em) utilizada(s) pode(m) ser selecionada(s) de acordo com as propriedades, se conhecidas, do biofilme específico a ser removido, ou pode utilizar-se uma combinação de várias enzimas com diferentes atividades enzimáticas. A composição da matriz extracelular é complexa e variável entre diferentes espécies bacterianas e mesmo dentro da mesma espécie em diferentes condições ambientais. Apesar da sua composição heterogénea, os exopolissacáridos são um composto típico da matriz do biofilme, que proporcionam a estrutura onde são inseridas as células microbianas. Entre os muitos exopolissacáridos diferentes que foram descritos, a celulose e a β-l,6-acetilglicosamina ligada por N parecem ser os componentes mais comuns da matriz do biofilme de muitas bactérias diferentes.
Num aspeto, as composições antibiofilme fisiologicamente aceitáveis adequadas compreendem, preferencialmente, uma quantidade de agentes anti-β-Ι,6-N-acetil-D-glicosamina polimérica (poli-β-Ι,6-GlcNAc) que dispersam substancialmente a poli-β-Ι,6-GlcNAc e são assim capazes de degradar significativamente o biofilme. Por exemplo, ver Itoh Y, Wang X, Hinnebusch BJ, Preston JF, Romeo T. Depolymerization of β-Ι,6-N-acetyl-D-glucosamine disrupts the integrity of diverse bacterial biofilms. J Bacteriol 2005;187;382-7). Nalgumas formas de realização, para este e outros agentes, quer sozinhos ou em combinação, uma tal redução significativa significa, se medida in vitro, uma redução log de 1, tipicamente 1,5, ou 3,0-3,8 ou melhor. In vivo, essa redução significativa pode ser uma redução substancial de um ou mais sintomas associados a uma infeção por biofilmes, ou mesmo uma eliminação substancial de um ou mais sintomas associados a uma infeção por biofilmes. Os agentes anti-GlcNAc ilustrativos incluem uma β-hexosaminidase e uma enzima dispersante de biofilmes de A. actinomycetemcomitans, DspB ou dispersina B, que hidrolisa especificamente as ligações glicosídicas de poli-β-Ι,6-GlcNAc e rompe o biofilme bacteriano (Kaplan JB, Ragunath C, Ramasubbu N, Fine DH. 2003. Detachment of Actinobacillus actinomycetem comitans biofilm cells by an endogenous β- hexosaminidase activity. J Bacteriol 2003;185:4693-8) anteriormente identificadas. A dispersina B dissocia o polimero de β(1, 6)-acetilglicosamina ligada por N utilizando uma maquinaria catalítica semelhante a outra família de 20 hexosaminidases que dissociam resíduos de β(1,4)-acetilglicosamina ligada por N. A dispersina B e hexosaminidases semelhantes com atividade em biofilmes são adequadas para utilização nos métodos e composições antibiofilme fisiologicamente aceitáveis aqui discutidos. Os agentes anti-poli-β-Ι,6-GlcNAc podem ser utilizados em conjunto com celulase, discutida mais abaixo.
De acordo com a presente invenção, as composições antibiofilme fisiologicamente aceitáveis compreendem uma celulase numa quantidade capaz de degradar significativamente o biofilme. Essas celulases podem ter atividade contra, por exemplo, a celulose num biofilme de salmonela ou outros. Celulase refere-se a uma classe de enzimas produzidas principalmente por fungos, bactérias e protozoários que catalisam a hidrólise de celulose. No entanto, existem também celulases produzidas por outros tipos de organismos, tais como plantas e animais. Sabe-se que as celulases que têm sido utilizadas como enzimas digestivas são estáveis em ácidos. Estas incluem, mas não se limitam às celulases das espécies de Aspergillus. Conhece-se vários tipos diferentes de celulases que diferem estrutural e mecanisticamente. O número EC para este grupo de enzimas é EC 3.2.1.4. A reação catalisada é a endo-hidrólise das ligações 1,4^-D-glicosídicas na celulose. Outros nomes para a celulase são: Endoglucanase, endo-1,4-β-glucanase, carboximetilcelulase, endo-1,4^-D-glucanase, β-1,4-glucanase, β-l,4-endoglucano-hidrolase, celudextrinase, avicelase. As celulases têm sido utilizadas in vitro na rutura de biofilmes em implantes médicos sob condições de pH ácido (Loiselle M, Anderson KW, The use of cellulase in inhibiting biofilm formation from organisms commonly found on medical implants. Biofouling 2003;19 :77-85.) Em formas de realização típicas, a(s) presente(s) celulase(s) são resistentes à desnaturação/inativação a uma gama de pH de 1,0 a 5,0 e 10 a 14, possui/possuem atividade hidrolítica ao longo de uma gama de pH de 1 a 14, tem/têm atividade hidrolítica eficaz no ambiente gástrico a um pH em jejum de 1,0 a 3,0 e na presença de alimentos e outro material ingerido, e/ou possui atividade hidrolítica eficaz a um pH de 6,5 a 7,5 que inclui o pH fisiológico no intestino delgados e cólon.
As fontes comerciais de celulases, hemicelulases e outras enzimas que podem ser utilizadas incluem as seguintes: Deerland Enzymes, Kennesaw, GA (www.deerland-enzymes.com); National Enzyme Company (www.nationalenzyme.com). Specialty Enzymes (www.specialtyenzymes.com); e outras. As enzimas podem ser derivadas de qualquer fonte adequada, tal como fontes vegetais, bacterianas, fúngicas ou animais.
De acordo com a presente invenção, a composição antibiofilme fisiologicamente aceitável compreende celulase, glucoamilase, complexo de hemicelulase/pectinase, β-gluconase, um complexo de protease/peptidase que tem atividade de dipeptidil-peptidase IV (DPP-IV), quitosanase, lisozima e peptidase de Serratia com pelo menos um veículo, diluentes, excipientes, tampões ou adjuvantes farmaceuticamente aceitáveis. Os veículos ou diluentes, excipientes, tampões, adjuvantes farmaceuticamente aceitáveis, e semelhantes são não tóxicos para os recetores às dosagens e concentrações utilizadas.
Numa outra forma de realização, a quantidade de celulase por dose oral é de cerca de 100-300 CU e tipicamente de cerca de 200 CU; a quantidade de complexo de hemicelulase/pectinase é de cerca de 60-100 HSU, e tipicamente cerca de 80 HSU; a quantidade de β-gluconase é de cerca de 6-10 BGU, e tipicamente cerca de 8 BGU; a quantidade de protease ácida é de cerca de 15-25 SAP, e tipicamente cerca de 20 SAP; e a quantidade de protease alcalina é de cerca de 15-25 HUT, e tipicamente cerca de 20 HUT.
Ainda noutras formas de realização, a quantidade de celulase por dose oral varia desde 1 a 10 000 CU, a quantidade de complexo de hemicelulase/pectinase varia desde 1 a 8 000 HSU, a quantidade de β-gluconase varia desde 1 a 1000 BGU, a quantidade de protease ácida varia desde 1 a 10 000 SAP, e a quantidade de protease alcalina varia desde 1 a 40 000 HUT.
Numa outra forma de realização, a composição antibiofilme fisiologicamente aceitável compreende adicionalmente e qualquer um ou mais dos seguintes numa quantidade capaz uma quantidade capaz de degradar significativamente o biofilme: dissacáridos, amilase, a-amilase, β-amilase, endoglucanase, xilanase, lipase, bromelina, papaína, ficina, protease de kiwi, protease ou proteinase derivada de qualquer planta, ou fitase.
Numa outra forma de realização, a composição antibiofilme fisiologicamente aceitável contém adicionalmente qualquer uma ou mais das seguintes enzimas específicas numa quantidade capaz de degradar o biofilme: 1,2-1,3-a-D-manano mano-hidrolase, 1,3-p-D-xilano xilano-hidrolase, 1,3-β-ϋ-glucano glucano-hidrolase, 1,3(1,3;1,4)-α-D-glucano 3-glucano-hidrolase, 1,3(1,3;1,4)-β-D-glucano 3(4)-glucano-hidrolase, 1,3-1,4-a-D-glucano 4-glucano-hidrolase, 1,4-a-D-glucano glucano-hidrolase, 1,4-a-D-glucano gluco-hidrolase, 1,4-(1,3:1,4)-β-D-glucano 4-glucano-hidrolase, 1,4^-D-glucano gluco-hidrolase, 1,4^-D-xilano xilano-hidrolase, 1,4-p-D-manano manano-hidrolase, 1,5-a-L-arabinano-hidrolase, 1,4-a-D-glucano malto-hidrolase, 1,6-α-D-glucano 6-glucano-hidrolase, 2,β-β-fructano fructano-hidrolase, α-dextrina 6-glucano-hidrolase, α-D-galactosídeo galacto-hidrolase, α-D-glucosídeo gluco-hidrolase, a-D-manosideo mano-hidrolase, acilneuraminil-hidrolase, polissacárido capsular de Aerobacter galacto-hidrolase, β-D-fructofuranosideo fructo-hidrolase, B-D-fucosideo fuco-hidrolase, α-D-fructano fructo-hidrolase, β-D-galactosídeo galacto-hidrolase, β-D-glucosídeo gluco-hidrolase, β-D-glucuronosideo, glucuronoso-hidrolase, β-D-manosídeo mano-hidrolase, β-Ν-acetil-D-hexosaminida N-acetil-hexosamino-hidrolase, sulfato de celulose sulfo-hidrolase, colagenase, dextrina 6-a-D-glucano-hidrolase, glicoproteina-fosfatidilinositol fosfatido-hidrolase, hialuronato 4-glicano-hidrolase, hialuronoglucuronidase, pectina pectil-hidrolase, peptidoglicano N-acetilmuramoil-hidrolase, fosfatidilcolina 2-acil-hidrolase, fosfatidilcolina 1-acil-hidrolase, poli(1,4-a-D-galacturonideo), poli(l,4-(N-acetil-β-D-glucosaminida))-glicano-hidrolase, proteases, sacarose α-glicosidase, triacilglicerol acil-hidrolase, triacilglicerol proteína-acil-hidrolase.
Outro grupo de enzimas que pode ser aqui utilizado é um subgrupo de serina-proteases comummente designadas como subtilisinas. Uma subtilisina é uma serina-protease produzida por bactérias Gram-positivas ou fungos. As sequências de aminoácidos de um número de subtilisinas foram determinadas, incluindo pelo menos seis subtilisinas de estirpes de Bacillus, nomeadamente, subtilisina 168, subtilisina BPN, subtilisina Carlsberg, subtilisina DY, subtilisina de amylosacchariticus, e mesentericopeptidase, uma subtilisina de Actinomycetales, termitase de Thermoactinomyces vulgaris, e uma subtilisina fúngica, proteinase K de Tritirachium album.
Uma lipase ilustrativa como se discute acima pode ser uma lipase microbiana. Como tal, a lipase pode ser selecionada de lipases de levedura, por exemplo, Candida, e lipases bacterianas, por exemplo Pseudomonas ou Bacillus; ou lipases fúngicas, por exemplo, Humicola ou Rhizomucor.
Os exemplos de amilases úteis nos presentes métodos, etc., incluem amilases de Bacillus, por exemplo, amilase de Bacillus stearothermophilus, amilase de Bacillus amyloliquefaciens, amilase de Bacillus subtilis ou amilase de Bacillus licheniformis ou amilases de Aspergillus, por exemplo amilase de Aspergillus niger ou Aspergillus oryzae.
Outro grupo de enzimas úteis nos presentes métodos, etc., inclui as pectinases que pertencem às classes de enzimas poligalacturonases (EC3.2.1.15), pectinoesterases (EC3.2.1.11), liases de pectina (EC4.2.2.10) e hemicelulases tais como endo-1,3-3-xilosidase (EC 3.2.1.32), xilano 1,4-p-xilosidase (EC 3.2.1.37) e a-L-arabinofuranosidase (EC 3.2.1.55). Um organismo de origem adequado para pectinases pode ser o Aspergillus niger ou Aspergillus aculeatus. A lisozima, também conhecida como muramidase ou N-acetilmuramida glicano-hidrolase, é uma enzima de 14,4 quilodalton (EC 3.2.1.17) que danifica as paredes das células bacterianas catalisando a hidrólise das ligações 1,4-β entre os resíduos de ácido N-acetilmurâmico e N-acetil-D-glicosamina num peptidoglicano e entre resíduos de N-acetil-D-glicosamina em quitodextrinas. A lisozima encontra-se na saliva, lágrimas e polimorfonucleócitos e tem atividade antibacteriana conhecida. A enzima atua através do ataque a peptidoglicanos (presentes nas paredes das células de bactérias, especialmente bactérias Gram-positivas) e hidrólise da ligação glicosidica que liga o ácido N-acetilmurâmico com o quarto átomo de carbono da N-acetilglicosamina. A lisozima foi utilizada no tratamento de otite média e sinusite (US 7,060,674). As composições orais de lisozima têm sido utilizadas no tratamento de várias condições em humanos, incluindo artrite (US 7,229, 809) .
Outra enzima que pode ser utilizada nas presentes composições é a desoxiribonuclease I (ADNase I), uma fosfodiesterase capaz de hidrolisar o ácido polidesoxirribonucleico. A ADNase I foi purificada de várias espécies em vários graus. A ADNase I, quando inalada, afeta a capacidade da P. aeruginosa para formar biofilmes nos pulmões nas etapas iniciais de desenvolvimento. A ADNase I hidrolisa o ADN presente na expetoração/muco de doentes com fibrose quística e reduz a viscosidade nos pulmões, promovendo uma melhor eliminação das secreções. As enzimas que são estáveis em ácidos são candidatas para utilização em conjunto com os métodos, composições antibiofilme fisiologicamente aceitáveis, etc., aqui discutidas. As atividades da ADNase I são classificáveis em três grupos com base nas distribuições da ADNase I nos diferentes tecidos. A ADNase I de tipo parótida é segregada a partir da glândula parótida e deve passar através das condições muito ácidas no estômago.
Aqui, as composições antibiofilme fisiologicamente aceitáveis são para ser administradas através da boca, tipicamente pelo menos 1 hora antes ou 1 hora depois de uma refeição ou consumo de alimentos. Aqui, as composições antibiofilme fisiologicamente aceitáveis são tipicamente para ser administradas 2 a 4 vezes por dia (outros intervalos podem ser apropriados em certas circunstâncias) e o regímen é tipicamente para ser seguido durante um período prolongado, por exemplo pelo menos cerca de 1 ou 2 meses. A preparação de enzimas pode ser combinada com um agente antimicrobiano natural, tal como óleo de orégão, berberina ou ácido undecilénico ou com uma prescrição antibiótica ou antimicrobiana. A preparação de enzimas pode ser combinada com a ingestão oral de um ou mais microrganismos probióticos. A Organização Mundial de Saúde define organismos probióticos como microrganismos vivos que quando administrados em quantidades adequadas conferem um benefício para a saúde do hospedeiro. A preparação de enzimas pode ser combinada com um ou mais prebióticos. Um prebiótico é definido como "ingredientes fermentados seletivamente que permitem alterações específicas, na composição e/ou atividade da microflora gastrointestinal que conferem benefícios ao bem-estar e saúde do hospedeiro." (Roberfroid M. Prebiotics: the concept revisited. JNutr 2007,-137(3 Supl 2):830S-7S.)
Os métodos relacionados com as presentes composições incluem métodos de seleção, preparação e utilização, incluindo para o fabrico de medicamentos.
Por exemplo, os métodos incluem métodos de seleção de uma composição antibiofilme fisiologicamente aceitável adequada para administração oral a um mamífero, que retenha ao mesmo tempo eficácia no intestino, em que o método compreende proporcionar uma multiplicidade significativa de amostras de um biofilme alvo vivo em pelo menos um substrato; aplicar a cada uma da multiplicidade de amostras uma de uma gama de doses de um agente antibiofilme candidato selecionado do grupo que compreende uma celulase estável em ácido e um agente antibiofilme anti-β-Ι, β-ΛΓ-acetil-D-glicosamina polimérica (poli-β-Ι,6-GlcNAc), sob condições em que as amostras do biofilme alvo podem crescer ausentes de um efeito antibiofilme significativo devido ao agente antibiofilme candidato; e, determinar se cada uma da gama de doses do agente antibiofilme candidato inibiu o crescimento da sua respetiva amostra.
Os métodos podem compreender ainda a seleção tanto da celulase antibiofilme estável em ácido como do agente anti-poli-β-Ι,6-GlcNAc antibiofilme. 0 agente anti-poli-β-Ι,6-GlcNAc antibiofilme pode ser uma hexosaminidase tal como a Dispersina B. Os métodos podem compreender ainda a seleção de pelo menos um de um complexo de hemicelulase/pectinase estável em ácido, β-gluconase, protease ácida, protease alcalina ou peptidase de Serratia. A quantidade de celulase pode ser equivalente a uma dose de cerca de 100-300 CU, a quantidade de complexo de hemicelulase/pectinase pode ser de cerca de 60-100 HSU, a quantidade de β-gluconase pode ser de cerca de 6-10 BGU, a quantidade de protease ácida pode ser de cerca de 15-25 SAP e a quantidade de protease alcalina pode ser de cerca de 15-25 HUT.
Os métodos podem compreender também a seleção de pelo menos um agente estável em ácido selecionado dos seguintes: um dissacárido; amilase; a-amilase; β-amilase; glucoamilase; endoglucanase; xilanase; lipase; lisozima; uma enzima com atividade de dipeptidil-peptidase IV (DPP-IV); quitosanase; bromelina; papaína; ficina; protease de kiwi; protease ou proteinase derivada de qualquer planta, ou fitase. A lipase pode ser uma lipase microbiana, tal como de, pelo menos, uma de Candida, Pseudomonas, Bacillus, Humicola ou Rhizomucor. A amilase pode ser, pelo menos, uma de uma amilase de Bacillus ou amilase de Aspergillus. A seleção pode compreender, pelo menos, uma pectinase que pode ser, pelo menos, uma de uma poligalacturonase (EC3.2.1.15), pectinoesterase (EC3.2.1.11), liase de pectina (EC4.2.2.10) ou hemicelulase. A pectinase pode ser, pelo menos, uma pectinase de Aspergillus niger ou pectinase de Aspergillus aculeatus.
Os métodos podem ainda compreender a seleção de, pelo menos, um dos seguintes: 1,2-1,3-a-D-manano mano-hidrolase, 1,3-p-D-xilano xilano-hidrolase, 1,3-p-D-glucano glucano-hidrolase, 1,3(1,3;1,4)-α-D-glucano 3-glucano-hidrolase, 1,3(1,3;1,4)-β-D-glucano 3(4)-glucano-hidrolase, 1,3-1,4-a-D-glucano 4-glucano-hidrolase, 1,4-a-D-glucano glucano-hidrolase, 1,4-a-D-glucano gluco-hidrolase, 1,4-(1,3:1,4)-β-D-glucano A-glucano-hidrolase, 1,4^-D-glucano gluco-hidrolase, 1,4^-D-xilano xilano-hidrolase, 1,4^-D-manano manano-hidrolase, 1,5-a-L-arabinano-hidrolase, 1,4-a-D-glucano malto-hidrolase, 1,6-a-D-glucano 6-glucano-hidrolase, 2,β-β-fructano fructano-hidrolase, a-dextrina 6- glucano-hidrolase, α-D-galactosídeo galacto-hidrolase, α-D-glucosideo gluco-hidrolase, α-D-manosídeo mano-hidrolase, acilneuraminil-hidrolase, polissacárido capsular de Aerobacter galacto-hidrolase, β-D-fructofuranosideo fructo-hidrolase, β-D-fucosídeo fuco-hidrolase, a-D-fructano fructo-hidrolase, β-D-galactosídeo galacto-hidrolase, β-D-glucosideo gluco-hidrolase, β-D-glucuronosídeo, glucuronoso-hidrolase, β-D-manosídeo mano-hidrolase, β-Ν-acetil-D-hexosaminida N-acetil-hexosamino-hidrolase, sulfato de celulose sulfo-hidrolase, colagenase, dextrina 6-a-D-glucano-hidrolase, glicoproteina-fosfatidilinositol fosfatido-hidrolase, hialuronato 4-glicano-hidrolase, hialuronoglucuronidase, pectina pectil-hidrolase, peptidoglicano N-acetilmuramoil-hidrolase, fosfatidilcolina 2-acil-hidrolase, fosfatidilcolina 1-acil-hidrolase, poli(1,4-a-D-galacturonideo), poli(1,4-(N-acetil^-D-glucosaminida))-glicano-hidrolase, proteases, sacarose α-glicosidase, triacilglicerol acil-hidrolase, triacilglicerol proteína-acil-hidrolase.
Os métodos podem compreender ainda a seleção de uma subtilisina estável em ácido, uma ADNase I estável em ácido, óleo de orégão, berberina, ácido undecilénico, um antibiótico de prescrição, um antimicrobiano de prescrição, um microrganismo probiótico ou um prebiótico.
Nalguns aspetos, os métodos compreendem a inibição de uma infeção por biofilmes gastrointestinais num mamífero, em que o método compreende: identificar a presença da infeção por biofilmes gastrointestinais, administrar por via oral ao mamífero uma quantidade terapeuticamente eficaz de pelo menos um agente antibiofilme que compreende uma celulase estável em ácido ou um agente anti-β-1, 6-IV-acetil-D- glicosamina polimérica (poli-β-Ι,6-GlcNAc) em pelo menos um veículo farmaceuticamente aceitável, numa quantidade e durante um tempo suficiente para originar degradação significativa do biofilme no sistema gastrointestinal do mamífero. Noutras formas de realização, os métodos compreendem a administração de um ou mais dos outros aspetos das presentes composições. A composição pode ser utilizada como uma substância terapêutica ativa, para utilização no fabrico de um medicamento para inibir ou tratar um biofilme gastrointestinal num mamífero, ou para fabricar um medicamento capaz de reduzir os sintomas associados a um biofilme gastrointestinal num doente humano, por exemplo que compreende combinar uma quantidade farmaceuticamente eficaz de, pelo menos, um de uma celulase antibiofilme estável em ácido ou um agente antibiofilme anti-β-Ι, 6-N-acetil-D-glicosamina polimérica (poli-β-Ι,6-GlcNAc) numa quantidade capaz de degradar significativamente o biofilme com pelo menos um de um veículo, adjuvante, excipiente, tampão e diluente farmaceuticamente aceitável.
Alvos de Biofilme Ilustrativos
Os organismos de biofilme alvo ilustrativos, que incluem tanto organismos infecciosos indígenas como de biofilme são discutidos a seguir.
Enterococos
Os enterococos, embora façam parte da flora normal do trato gastrointestinal humano, foram reconhecidos como uma causa importante de infeção nosocomial há mais de duas décadas e estão comummente envolvidos em infeções do aparelho urinário, bacteriemia, infeções intra-abdominais e de feridas cirúrgicas, infeções relacionadas com cateteres e endocardite.
Estafilococo
Os estafilococos patogénicos podem formar biofilmes nos guais exibem uma maior resistência aos antibióticos e ao sistema de defesa imunitário do gue os seus homólogos planctónicos. 0 Staphylococcus aureus é um agente patogénico comum associado a infeções nosocomiais. Pode persistir em guadros clínicos e ganhar resistência acrescida aos agentes antimicrobianos através da formação de biofilmes. 0 Staphylococcus aureus está entre os principais agentes patogénicos gue provocam infeções da corrente sanguínea capazes de formar biofilmes no tecido hospedeiro e em dispositivos médicos permanentes e de perdurar e causar doença. As infeções provocadas por S. aureus são cada vez mais difíceis de tratar devido ao aumento da resistência aos antibióticos (por exemplo, Staphylococcus aureus resistente a vancomicina ou meticilina). Em particular, num ambiente de biofilme, os micróbios exibem uma maior resistência aos agentes antimicrobianos.
Pseudomonas 0 agente patogénico oportunista humano, Pseudomonas aeruginosa, é uma causa importante de mortalidade relacionada com infeções entre os pacientes criticamente doentes, e acumula uma das maiores taxas de casos fatais de todas as infeções gram-negativas. Embora se considere tradicionalmente que os pulmões são um sitio principal de infeção por P. aeruginosa entre os pacientes criticamente doentes, um número significativo destas infeções surge como consequência da contaminação direta das vias respiratórias pela flora gastrointestinal ou por disseminação hematogénica do intestino para o parênquima pulmonar. A Pseudomonas aeruginosa provoca infeções graves em doentes comprometidos imunologicamente e é um agente patogénico importante em doentes com fibrose quística. Um mecanismo de virulência importante é a formação de um biofilme mucoide. 0 alginato segregado é um constituinte crucial da matriz do biofilme mucoide. No entanto, os mutantes de P. aeruginosa negativos para o alginato são também capazes de formar biofilmes não mucoides, que exibem uma arquitetura diferente daquela dos biofilmes formados por P. aeruginosa mucoide com sobreprodução de alginato (Nivens DE, Ohman DE, Williams J, Franklin MJ. Role of alginate and its 0 acetylation in formation of Pseudomonas aeruginosa microcolonies and biofilms. J Bacteriol 2001;183: 1047-57; Wozniak DJ, Wyckoff TJ, Starkey M, Keyser R, Azadi P, OToole GA, Parsek MR. Alginate is not a significant component of the extracellular polysaccharide matrix of PAI 4 and PAOI Pseudomonas aeruginosa biofilms. Proc Natl AcadSci USA 2003;100:7907-12.)
Helicobacter pylori A H. pylori é um dos agentes patogénicos humanos mais comuns que infetam 50% da população mundial. Está associada a úlceras duodenais, úlceras gástricas, gastrite e carcinoma gástrico. O tratamento da H. pylori é difícil e envolve regímenes de múltiplos fármacos e intervalos de tratamento prolongados. Há uma taxa de recidiva de 10-20%.
Estudos recentes documentam a importância dos biofilmes na patogénese da doença por H. pylori. (Coticchia JM et ai. Presence and density of Helicobacter pylori biofilms in human gastric mucosa in patients with peptic ulcer disease. J Gastrointest Surg. 2006;10:883-9). Uma formulação multienzimática oral é muito promissora para facilitar a eliminação de biofilmes de H. pylori e a erradicação dos agentes patogénicos de H. Pylori, reduzindo, desse modo, o risco de gastrite, doença de úlcera péptica e cancro gástrico.
Listeria O agente patogénico de origem alimentar Listeria é o agente ocasionador de listeriose, uma doença grave onde a forma aberta tem uma mortalidade severa superior a 25%. A Listeria monocytogenes pode sobreviver e crescer numa grande gama de condições ambientais tais como temperaturas de refrigeração, baixo pH e alta concentração de sal. Isto permite que o agente patogénico ultrapasse as barreiras de segurança e conservação de alimentos, e seja um risco potencial para a saúde humana. A Listeria monocytogenes pode encontrar-se especificamente em alimentos crus, tais como leite liquido não pasteurizado, vegetais crus, aves domésticas cruas e cozinhadas. Tem a capacidade de crescer a baixas temperaturas; permitindo, assim, o seu crescimento em alimentos refrigerados. Julgava-se que a Listeria monocytogenes estava exclusivamente associada a infeções em animais, mas recentemente esta espécie patogénica foi também isolada, na sua forma dormente, no trato intestinal de uma pequena percentagem da população humano (Rouquette C, Berche P. The pathogenesis of infection by Listeria monocytogenes. Microbiologia 1996;12:245-58).
Campylobacter A Campylobacter jejuni é uma espécie de bactéria microaerofilica, Gram-negativa, em forma de bastonete curvado que se encontra comummente nas fezes de animais. É uma das causas mais comuns de gastroenterite humana no mundo. A intoxicação alimentar provocada pela espécie Campylobacter pode ser gravemente debilitante, mas raramente coloca a vida em risco. Foi relacionada com desenvolvimento subsequente da sindrome de Guillain-Barre (GBS), que geralmente se desenvolve duas a três semanas após a doença inicial. Os alimentos contaminados são uma fonte importante de infeções isoladas, sendo normalmente a carne e as aves domésticas incorretamente preparadas a fonte das bactérias. A infeção por C jejuni resulta geralmente em enterite, a qual se caracteriza por dor abdominal, diarreia, febre e mal-estar. Demonstrou-se que o agente patogénico gastrointestinal importante Campylobacter jejuni existe como três formas de biofilme monoespécie em cultura liquida. (Joshua GW, Guthrie-Irons C, Karlyshev AV, Wren BW. Biofilm formation in Campylobacter jejuni. Microbiology 2006,-152 (Pt 2):387-96.)
Bacillus anthracis 0 Bacillus anthracis é uma bactéria Gram-positiva que forma endósporos e é o agente etiológico do antraz pulmonar, gastrointestinal e cutâneo. Nas áreas endémicas onde há interação entre gado e humanos, são comummente relatados casos crónicos de antraz cutâneo. Atualmente, existem poucos dados conhecidos do inventor que expliquem a importância do modo de vida em biofilme do B. anthracis, contudo foram caracterizados biofilmes noutras espécies patogénicas e não patogénicas de Bacillus, incluindo Bacillus cereus e Bacillus subtilis, respetivamente. 0 B. anthracis forma facilmente biofilmes que são inerentemente resistentes aos antibióticos comummente prescritos. (Lee K, Costerton JW, Ravel J, Auerbach RK, Wagner DM, Keim P, Leid JG. Phenotypic and functional characterization of Bacillus anthracis biofilms. Microbiology 2007;153(Pt 6): 1693-701.)
Yersinia A iersiniose é uma doença infeciosa provocada por uma bactéria do género Yersinia. Nos Estados Unidos, a maioria da doença humana é provocada por uma espécie, Y. enterocolitica. A infeção por Y. enterocolitica ocorre muito frequentemente em crianças de tenra idade. Os sintomas comuns em crianças são febre, dor abdominal e diarreia. Os sintomas gastrointestinais são comuns tanto nos estados agudos como crónicos da iersiniose. A infeção é muito frequentemente adquirida pela ingestão de alimentos contaminados, especialmente produtos de porco crus ou malcozinhados. O consumo de leite não pasteurizado contaminado ou água não tratada pode também transmitir a infeção. A Yersinia pestis, o agente ocasionador de peste bubónica, é transmitida a roedores e humanos pelas picadas de pulgas, cujos proventriculos estão bloqueados por uma massa densa das bactérias de biofilme. (Tan L, Darby C. A movable surface: formation of Yersinia sp. biofilms on motile
Caenorhabditis elegans. J Bacteriol. 2004; 186:5087-92.) 0 bloqueio deixa a pulga com fome e estimula-a a picar repetidamente na procura de refeições de sangue, espalhando assim as bactérias a novos hospedeiros. Os modelos de biofilme que utilizam Caenorhabditis elegans podem ser utilizados para identificar enzimas que matam biofilmes de Yersinia (Styer KL, Hopkins GW, Bartra SS, Piano GV,
Frothingham R,Aballay A. Yersinia pestis kills Caenorhabditis elegans by a biofilm-independent process that involves novel virulence factors. EMBO reports 2005; 10:992-7 . )
Espécies de Brucella
Os humanos são geralmente infetados por uma de três vias: através da ingestão ou consumo de algo que esteja contaminado com Brucella, da respiração no organismo (inalação) ou da entrada de bactérias no corpo através de feridas cutâneas. A via mais comum de infeção é a ingestão ou consumo de produtos lácteos contaminados.
Salmonella A Salmonella enterica, um agente patogénico de origem alimentar que causa salmonelose, é provocada pela ingestão de bactérias que invadem o epitélio intestinal e se multiplicam no mesmo. Sabe-se que a Salmonella enterica forma biofilmes, e a sua fixação e crescimento em células eucarióticas é facilitada por exopolissacáridos (Ledeboer & Jones, 2005) . Muitas pessoas infetadas por Salmonella desenvolvem diarreia, febre e cólicas abdominais 12 a 72 horas após infeção. A doença dura geralmente 4 a 7 dias e a maioria das pessoas recuperam sem tratamento. No entanto, nalgumas pessoas a diarreia pode ser tão grave que o doente tem de ser hospitalizado. Nestes doentes, a infeção por Salmonella pode disseminar-se dos intestinos para a corrente sanguínea e, em seguida, para outros sítios do corpo e pode originar morte, a menos que a pessoa seja tratada imediatamente.
Shigella
Existem vários tipos diferentes de bactérias de Shigella: Shigella sonnei, também conhecida como Shigella do "Grupo D" é responsável por mais de dois terços da shigellose nos Estados Unidos. A shigellose é uma doença infeciosa provocada por um grupo de bactérias chamadas de Shigella. Muitos dos que são infetados por Shigella desenvolvem diarreia, febre e cólicas estomacais que começam um dia ou dois depois de terem sido expostos à bactéria. Algumas bactérias Shigella tornaram-se resistentes aos antibióticos. Um segundo tipo, a Shigella flexneri, ou Shigella do "grupo B", é responsável por quase todas as restantes. Outros tipos de Shigella continuam a ser causas importantes de doença no mundo em vias de desenvolvimento. Um tipo que se encontra no mundo em vias de desenvolvimento, a Shigella dysenteriae tipo 1, provoca ali epidemias mortais.
Typhi (febre tifoide) A Salmonella enterica serovar Typhi provoca febre tifoide, uma febre entérica que é potencialmente fatal. Os portadores assintomáticos podem transportar as bactérias na vesícula biliar. A Salmonella typhi vive apenas em humanos. As pessoas com febre tifoide transportam as bactérias na sua corrente sanguínea e trato intestinal. Além disso, um pequeno número de pessoas, chamados portadores, recupera da febre tifoide, mas continua a transportar as bactérias. Tanto as pessoas doentes como os portadores libertam a S. typhi nas suas fezes (excrementos). A Salmonella typhi é transmitida por alimentos, água e bebidas contaminados. Foi recentemente desenvolvido um sistema para analisar a formação de biofilmes de salmonella sobre lamelas de vidro (Prouty AM, Schwesinger WH, Gunn JS. Biofilm formation and interaction with the surfaces of gallstones by Salmonella spp. Infect Immun 2002;70:2640-9.)
Escherichia coli A Escherichia coli enterotoxigena visa o intestino delgado onde o efeito de barreira da microflora autóctone é baixo devido a maior acidez e aos movimentos peristálticos nesta região. Este organismo adere e coloniza o muco para desencadear um efeito patogénico (Knutton S, Lloyd DR, Candy DC, McNeish AS. In vitro adhesion of enterotoxigenic Escherichia coli to human intestinal epithelial cells from mucosal biopsies. Infect Immun 1984;44:514-8.) Isto significa que o agente patogénico e/ou as suas toxinas podem aderir facilmente aos enterócitos expostos e invadir o hospedeiro.
Vibrio cholerae (cólera) 0 Vibrio cholerae é um agente patogénico Gram-negativo, facultativo que é o agente ocasionador de cólera, uma doença diarreica devastadora que afeta milhões de pessoas no mundo em vias de desenvolvimento a cada ano; sobrevive em reservatórios aquosos, provavelmente na forma de biofilmes.
Entamoeba histolytica A amebiase intestinal invasiva, provocada por Entamoeba histolytica inicia-se com a fixação de trofozoitos à camada mucosa do cólon, rutura e/ou depleção da mucosa, e aderência e citólise das células epiteliais e inflamatórias do hospedeiro. Um modelo de trabalho corrente da amebiase intestinal sugere que o microambiente do intestino do hospedeiro, em particular as mucinas intestinais e o biofilme bacteriano, podem influenciar o comportamento de amebas patogénicas. As enzimas que rompem o biofilme bacteriano serão úteis na inibição e tratamento de amebiase.
EXEMPLOS EXEMPLO 1:
Documentação da Atividade Antibiofilme de uma Formulação Multienzimática
Foram realizadas experiências iniciais com uma formulação multienzimática que consistia em Celulase - 2000 CU,
Glucoamilase - 50 AGU, Hemicelulase/Pectinase - 300 HSU,
Beta-glucanase - 100 BGU, atividade de Complexo de protease/peptidase w/DPP-IV - 100 000 HUT, Quitosanase - 100 unidades, Lisozima - 200 000 SHU, e peptidase de
Serratia - 1000 unidades. Estas atividades enzimáticas estavam contidas numa mistura de 500 mg que incluía 20 mg de L-leucina. A formulação multienzimática foi testada ao longo de uma série de diluições desde 50 mg/mL até 0,34 mg/mL. Foram feitas diluições em Caldo de Mueller Hinton Ajustado com Catiões (CAMHB) estéril ou Caldo de Dextrose de Sabouraud (SDB) para leveduras. A formulação multienzimática foi testada in vitro contra Escherichia coli 0157:H7, Klebsiella pneumoniae ATCC 4352, Candida paratropicalis ATCC 99916 e Candida albicans SJ2083133. Embora a Candida albicans forme biofilmes significativos in vivo, não é previsível que forme biofilmes in vitro, mas foi incorporada na experiência pela sua importância clínica. O processo experimental para o ensaio de suscetibilidade antimicrobiana de alto débito utilizou um ensaio num Dispositivo de Biofilme Calgary (MBEC™ P&G, Innovatech). Este protocolo padrão pode ser dividido numa série de passos, os quais são detalhados a seguir.
Cultura dos organismos e formação dos biofilmes. a. Utilizando uma cultura-mãe criogénica (a -70 °C) , inocular uma primeira subcultura dos organismos bacterianos listados acima sobre ágar tríptico de soja (TSA). b. Incubar a 37 °C durante 24 horas e armazenar a placa envolvida em parafilme a 4 °C. c. A partir da primeira subcultura, inocular uma segunda subcultura sobre TSA. Incubar a 37 °C durante 24 horas. A segunda subcultura deve ser utilizada dentro de 24 horas desde do momento em que foi removida perla primeira vez da incubação, d. Utilizando a segunda subcultura criar um inoculo em 3 mL de água estéril que corresponda a um Padrão de McFarland de 0,5 (1,5 x 108 células por mL) num tubo de ensaio de vidro utilizando uma zaragatoa de algodão estéril.
e. Diluir esta solução a 1:30 em CAMHB (ou 1 : 10 em SDB para leveduras). f. Inverter o organismo diluído 3-5 vezes para se conseguir uma mistura uniforme do organismo. g. A densidade celular será confirmada diluindo sucessivamente e aplicando em mancha amostras triplicadas do inoculo sobre TSA ou SA. h. O organismo diluído remanescente (22 mL) será colocado nos depósitos de um dispositivo MBEC HTP peg 96. i. Colocar a tampa do dispositivo MBEC peg 96 sobre a placa do fundo que continha o organismo. j . Colocar o dispositivo sobre um agitador oscilante numa incubadora humidificada a 37 °C durante 24 horas ajustado a 3-4 oscilações por minuto. k. Foram utilizadas placas de poli-L-lisina para cultivar C. paratropicalis e C. albicans. Estes foram preparados diluindo uma solução de poli-L-lisina a 0,1% (p/v) (Sigma P8920) 10X em água desionizada que foi esterilizada por filtração.
As placas de microtitulação de 96 poços estéreis foram preparadas num hote de fluxo laminar. Cada placa incluía controlos de esterilidade, controlos de crescimento e poço de exposição a antibiótico. A gentamicina foi utilizada para as bactérias e anfotericina B para a Candida em gamas de concentração desde 1024 mcg/mL a 1 mcg/mL. Os organismos foram testados utilizando tempos de exposição de 24 horas.
Foi avaliada uma placa por organismo por ponto no tempo. As amostras em triplicado foram utilizadas para avaliar o impacto da formulação multienzimática sobre a formação do biofilme. A concentração inibidora minima (MIC) planctónica e a concentração bactericida minima MBC foram determinadas depois de incubar a placa de exposição a 3512 °C durante 24 horas. A determinação de MIC foi efetuada por inspeção visual. A MIC é definida como a concentração minima que inibe o crescimento do organismo. Os resultados de MBC são determinados após a incubação de 24 horas pelo +/-crescimento.
Os resultados da concentração minima de erradicação do biofilme (MBEC) foram determinados após uma incubação de 24 horas dos painéis de MBEC utilizando o leitor de placas em conjunto com dados de redução do LoglO. A turvação foi avaliada visualmente nos poços da placa de recuperação. Alternativamente, foi utilizada um leitor de placas de microtitulação para se obter as medições de densidade ótica a 630 nm (OD63o) · Os poços transparentes (OD63o < 0,1) são evidência da erradicação do biofilme. A MBEC é definida como a concentração minima de antibiótico que inibe o crescimento do biofilme.
Os resultados da experiência 1 foram como se segue: a. Escherichia coli 0157:H7 - Não foram observados pontos de corte de MIC, MBC e MBEC com as multienzimas testadas. A formulação multienzimática tinha atividade antibiofilme em todas, exceto nas 2 concentrações mais baixas testadas. Os dados são apresentados na tabela a seguir:
b. Klebsiella pneumoniae ATCC 4352 - Para a MIC e a MBC não foram observados pontos de corte às concentrações testadas. 0 valor da MBEC para a formulação multienzimática foi de 6,25 mg/mL. A formulação multienzimática tinha atividade antibiofilme com reduções log de 3,0 - 3,8 às concentrações de 50 - 6, 25 mg/mL e ~1,5 para as concentrações mais baixas. Os dados são apresentados na tabela a seguir:
c. Candida paratropicalis ATCC 99916 - Não foram observados valores de corte para a MIC, MBC e MBEC às concentrações testadas. A formulação multienzimática tinha atividade antibiofilme com uma redução log às concentrações entre 25 mg/mL e 1,56 mg/mL. Os dados são apresentados na tabela a seguir:
d. Candida albicans SJ2083133 não produziu de forma fidedigna um biofilme pelo que as multienzimas não puderam ser avaliadas. EXEMPLO 2: A experiência 2 avaliou a formulação multienzimática anterior sem e com 125 mg de ácido etilenodiaminotetracético dissódico quanto à atividade antibiofilme contra Staphylococcus aureus ATCC 29213 e Staphylococcus aureus MRSA U de C #18. 0 meio e condições de crescimento foram TSB/TSA, aeróbicas e 35 ± 2 °C. A conceção e condições experimentais foram como descritas acima para a experiência 1.
Os resultados da experiência 2 foram como se segue:
Staphylococcus aureus ATCC 29213 - Constatou-se que as MIC, MBC e MBEC para a formulação multienzimática não têm pontos de corte às concentrações testadas. A formulação multienzimática tinha atividade antibiofilme a todas, exceto à concentração mais baixa testada. As reduções log versus controlos de crescimento (GC) foram significativas ao nivel de Pá0,05. Os dados são apresentados na tabela a seguir:
Staphylococcus aureus ATCC 29213 - Constatou-se que a MBEC para a formulação multienzimática com EDTA não tem ponto de corte às concentrações testadas. Observou-se que a MBC para as multienzimas/EDTA tem o ponto de corte a 3,13 mq/mL e observou-se que a MIC para as multienzimas/EDTA tem o ponto de corte a 1,56 mg/mL. A redução log para as multienzimas/EDTA é muito superior à redução log para a formulação multienzimática e a uma concentração muito menor para as multienzimas/EDTA, o que mostra que as multienzimas/EDTA tem um efeito muito maior na erradicação do biofilme bacteriano. Os dados são apresentados na tabela a seguir.
Staphylococcus aureus MRSA 399 - Constatou-se que a MIC, a MBC e a MBEC para a formulação multienzimática não têm ponto de corte às concentrações testadas. A formulação multienzimática exibiu atividade antibiofilme ao longo de uma gama de concentrações, embora a atividade fosse inconsistente. É observada variabilidade entre as amostras em triplicado. Os dados são apresentados na tabela a seguir.
EXEMPLO 3:
Staphylococcus aureus MRSA 399 - Constatou-se que a MBEC para a formulação multienzimática com EDTA não tem ponto de corte às concentrações testadas. Constatou-se que a MIC e a MBC para a formulação multienzimática com EDTA têm o ponto de corte a 1,56 mg/mL. A formulação multienzimática com EDTA é mais potente e mais eficaz na erradicação do biofilme bacteriano em comparação com as multienzimas uma vez que a maior redução log da formulação multienzimática com EDTA se situa a uma concentração menor do que a maior redução log das multienzimas. A observação para as enzimas/EDTA quanto às atividades MIC e MBC indica propriedades antimicrobianas, assim como antibiofilme significativas. Os dados são apresentados na tabela a seguir.
Todos os termos aqui utilizados, são usados de acordo com os seus significados correntes, a menos que o contexto ou a definição indique claramente o contrário. Também, a menos que expressamente indicado em contrário, a utilização de "ou" inclui "e" e vice-versa. Os termos não limitativos não são para ser interpretados como limitativos a menos que expressamente especificado, ou o contexto indique claramente, o contrário (por exemplo, "incluindo," "possuindo" e "compreendendo" indicam tipicamente "incluindo sem limitação"). As formas singulares, incluindo nas reivindicações, tais como "um," "uma," "o" e "a" incluem a referência plural a menos que expressamente especificado, ou o contexto indique claramente, o contrário. 0 âmbito das presentes composições, sistemas e métodos antibiofilme fisiologicamente aceitáveis, etc., inclui ambos os conceitos meios mais função e passo mais função. No entanto, as reivindicações não são para ser interpretadas como indicando uma relação "meio mais função" a menos que a palavra "meio" seja especificamente explicitada numa reivindicação, e são para ser interpretadas como indicando uma relação de "meio mais função" quando a palavra "meio" é especificamente explicitada numa reivindicação. De forma semelhante, as reivindicações não são para ser interpretadas como indicando uma relação "passo mais função" a menos que a palavra "passo" seja especificamente explicitada numa reivindicação, e são para ser interpretadas como indicando uma relação "passo mais função" quando a palavra "passo" é especificamente explicitada numa reivindicação. A partir dos precedentes, entender-se-á que, embora se tenham aqui discutido formas de realização especificas para os fins de ilustração, podem ser feitas várias modificações sem que se afaste do espirito e âmbito da presente discussão. Por conseguinte, os sistemas e métodos, etc., incluem tais modificações assim como não são para ser interpretados como limitando, a menos que expressamente especificado, ou o contexto indique claramente, o contrário (por exemplo, "incluindo," "possuindo" e "compreendendo" indicam tipicamente "incluindo sem limitação"). As formas singulares, incluindo nas reivindicações, tais como "um, " "uma," "o" e "a" incluem a referência plural a menos que expressamente especificado, ou o contexto indique claramente, o contrário. A partir dos precedentes, entender-se-á que, embora se tenham aqui discutido formas de realização especificas para os fins de ilustração, podem ser feitas várias modificações.

Claims (8)

  1. REIVINDICAÇÕES
    1. Uma composição para utilização na inibição ou tratamento de uma infeção por biofilmes gastrointestinais, que compreende combinar uma quantidade farmaceuticamente eficaz de uma celulase estável em ácido, uma glucoamilase, um complexo de hemicelulase/pectinase estável em ácido, β-glucanase, um complexo de protease/peptidase que tem atividade de dipeptidil-peptidase IV (DPP-IV), quitosanase, lisozima e peptidase de Serratia com, pelo menos, um de um veiculo, adjuvante, excipiente, tampão e diluente farmaceuticamente aceitável.
  2. 2. A composição para utilização na inibição ou tratamento de uma infeção por biofilmes gastrointestinais, de acordo com a reivindicação 1, em que a composição compreende ainda um agente anti-poli-β-Ι,6-V-acetil-D-glicosamina (anti-poli-β-Ι,6-GlcNAc) selecionado de hexosaminidase ou Dispersina B.
  3. 3. A composição para utilização na inibição ou tratamento de uma infeção por biofilmes gastrointestinais, de acordo com a reivindicação 1 ou 2, em que a quantidade de celulase por dose varia desde 1 a 10 000 CU, a quantidade de complexo de hemicelulase/pectinase varia desde 1 a 8, 000 HSU e a quantidade de β-gluconase varia desde 1 a 1000 BGU.
  4. 4. A composição para utilização na inibição ou tratamento de uma infeção por biofilmes gastrointestinais, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 3, em que a composição compreende ainda uma quantidade eficaz de pelo menos um agente estável em ácido selecionado dos seguintes: um dissacárido; a-amilase; β-amilase; endoglucanase; xilanase; lipase; bromelina; papaína; ficina; protease de kiwi; qualquer protease ou proteinase derivada de planta; ou fitase.
  5. 5. A composição para utilização na inibição ou tratamento de uma infeção por biofilmes gastrointestinais, de acordo com a reivindicação 1 a 4, em que a composição compreende ainda pelo menos uma enzima estável em ácido numa quantidade capaz de degradar o biofilme, a pelo menos uma enzima sendo selecionada das seguintes: 1,2-1,3-a-D-manano mano-hidrolase, 1,3^-D-xilano xilano-hidrolase, 1,3-p-D-glucano glucano-hidrolase, 1.3 (1,3;1,4)-α-D-glucano 3-glucano-hidrolase, 1.3 (1,3;1,4)-β-D-glucano 3 (4)-glucano-hidrolase, 1,3- 1.4- a-D-glucano 4-glucano-hidrolase, 1,4-a-D-glucano glucano-hidrolase, 1,4-a-D-glucano gluco-hidrolase, 1.4- (1,3:1,4)-β-D-glucano 4-glucano-hidrolase, 1,4-β- D-glucano gluco-hidrolase, 1,4^-D-xilano xilano-hidrolase, 1,4^-D-manano manano-hidrolase, 1,5-a-L-arabinano-hidrolase, 1,4-a-D-glucano malto-hidrolase, 1,6-a-D-glucano 6-glucano-hidrolase, 2,δ-β-fructano fructano-hidrolase, α-dextrina 6-glucano-hidrolase, a-D-galactosídeo galacto-hidrolase, a-D-glucosideo gluco-hidrolase, α-D-manosideo mano-hidrolase, acilneuraminil-hidrolase, polissacárido capsular de Aerobacter galacto-hidrolase, β-D-fructofuranosideo fructo-hidrolase, 1-D-fucosídeo fuco-hidrolase, a-D-fructano fructo-hidrolase, β-D-galactosideo galacto-hidrolase, 13-D-glucosídeo gluco-hidrolase, β-D-glucuronosídeo, glucuronoso-hidrolase, β-D-manosídeo mano-hidrolase, β-Ν-acetil-D-hexosaminida N-acetil-hexosamino-hidrolase, sulfato de celulose sulfo-hidrolase, colagenase, dextrina 6-a-D-glucano- hidrolase, glicoproteina-fosfatidilinositol fosfatido-hidrolase, hialuronato 4-glicano-hidrolase, hialuronoglucuronidase, pectina pectil-hidrolase, peptidoglicano N-acetilmuramoil-hidrolase, fosfatidilcolina 2-acil-hidrolase, fosfatidilcolina 1-acil-hidrolase, poli(1,4-a-D-galacturonideo), poli (1,4- (N-acetil-3-D-glucosaminida))-glicano-hidrolase, proteases, sacarose α-glicosidase, triacilglicerol acil-hidrolase, triacilglicerol proteina-acil-hidrolase.
  6. 6. A composição para utilização na inibição ou tratamento de uma infeção por biofilmes gastrointestinais, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 5, em que a composição compreende ainda uma subtilisina estável em ácido numa quantidade capaz de degradar o biofilme.
  7. 7. A composição para utilização na inibição ou tratamento de uma infeção por biofilmes gastrointestinais, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 6, em que a composição compreende ainda ADNase I estável em ácido numa quantidade capaz de degradar o biofilme.
  8. 8. A composição para utilização na inibição ou tratamento de uma infeção por biofilmes gastrointestinais, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 7, em que a composição compreende ainda pelo menos um de um óleo de orégão, berberina, ácido undecilénico, um antibiótico de prescrição, um antimicrobiano de prescrição, um microrganismo probiótico ou um prebiótico.
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