PT700254E - Processo para a preparacao de um produto de soja finamente dividido - Google Patents

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Stefan Bodenstab
Brigitte Gredt-Vogel
Michel Groux
Martina Kuslys
Peter Marwood
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Description

"^254 ί—^ ^
DESCRIÇÃO
“PROCESSO PARA A PREPARAÇÃO DE UM PRODUTO DE SOJA FINAMENTE DIVIDIDO” A presente invenção diz respeito a um processo para a preparação de um produto de soja finamente dividido e hidratado que incorpora a totalidade dos componentes dos grãos de soja sem casca, destinado a ser utilizado como ingrediente nutricional em produtos alimentares tais como bebidas nutricionais e sucedâneos do leite e como ingrediente funcional, por exemplo, dos cremes gelados. A patente de invenção norte-americana n° 4409256 descreve um processo para se obter um leite de soja em que os grãos inteiros, com casca, são submetidos a uma operação de moagem a seco, adicionando--se água para formar uma calda que é depois tratada termicamente com vapor para inactivar os factores antitripsínicos, sendo então efectuado um arrefecimento com evaporação da água (instantânea) se o processo for praticado de forma descontinua, ou por permuta de calor se o processo for praticado de forma contínua. A suspensão é então centrifugada para se efectuar a separação das películas e a seguir seca-se o produto obtido. A patente de invenção norte-americana n° 4194018 descreve um processo para se obter uma suspensão aquosa de soja na qual os grãos de soja sem casca são sujeitos a uma primeira moagem grosseira em presença de água, a um tratamento térmico com vapor para inactivar os factores antitripsínicos, a um arrefecimento com evaporação (instantânea) e a uma segunda moagem fina. Obtém-se assim uma suspensão aquosa de soja finamente dividida, sem necessidade de separação de um resíduo que incorpora as substâncias insolúveis.
Comparativamente com os processos existentes para a preparação de leite de soja, nos quais há sempre um passo de separação das substâncias insolúveis, os dois processos supramencionados permitem utilizar todo o grão de soja, sem se rejeitar o resíduo não solubi-lizado, o que permite obter um ganho nutricional e económico apreciável. 1 t
No entanto, no processo de acordo com a patente de invenção norte--americana n° 4 409 256, o facto de se trabalhar com grãos inteiros, com casca, impõe a obrigatoriedade de se retirar a casca a seguir ao tratamento térmico, o que conduz a uma perda substancial, ao ser executada essa operação, de outros componentes. Por outro lado, o processo de acordo com a patente de invenção norte-americana n° 4 194 018 obriga a uma segunda moagem após o tratamento térmico com um moinho de bolas que é bastante dispendioso.
Posto isto, a obtenção destes produtos de soja finamente dividida, de tipo leite de soja, coloca um problema ainda não resolvido pela técnica anterior. É desejável poder utilizar a totalidade do grão de soja, com excepção da casca, mas procurando· minimizar as perdas de fracções nutricionalmente interessantes e procurando diminuir os custos de produção, conservando simultaneamente uma textura perfeitamente lisa e um gosto agradável não oxidado. A presente invenção tem por objecto resolver este problema, descrevendo um processo para a preparação continua de um produto de soja finamente dividido e hidratado que incorpora a totalidade dos componentes do grão de soja sem casca, segundo qual: a) é retirada a casca, a seco, aos grãos de soja, b) efectua-se a moagem em presença de água quente, de forma continua, dos referidos grãos de soja num período curto, c) trata-se termicamente este produto da moagem a uma temperatura compreendida entre 148°C e 170°C durante um período compreendido entre 3 segundos e 5 minutos, de modo a obter-se uma suspensão, sendo de 30 segundos o tempo mínimo de tratamento a 148°C e sendo mais curto o tempo mínimo de tratamento a temperaturas mais elevadas, d) faz-se passar esta suspensão instantaneamente através de uma válvula de contrapressão onde é sujeita a uma operação de evaporação instantânea do vapor.
Como é evidente, de acordo com a invenção, faz-se o tratamento térmico a uma temperatura e durante um período que não tem consequências negativas sobre as características organolépticas. À temperatura de 148°C trabalha-se de preferência durante um período entre 30 segundos e 3 minutos. 2
Γ
No que diz respeito ao limite superior de temperatura, o seu valor não é critico e apenas é limitado pelas consequências de natureza organoléptica.
De preferência, trabalha-se a uma temperatura que pode ir até 170°C, caso em que a duração mínima do tratamento é de cerca de 5 segundos. A operação de remoção das cacas a seco é importante e é necessário executá-la com um mínimo de estragos causados aos dois cotilédones, uma vez que é redibitória para a obtenção de uma suspensão lisa e não áspera para a língua.
Num segundo passo, efectua-se a moagem, em presença de água, da matéria-prima constituída pelos grãos de soja sem casca. Esta moagem faz-se a uma temperatura compreendida entre 60°C e 100°C, estando a razão soja:água compreendida entre 1:3 e 1:10 e para valores de pH compreendidos ente 2,5 e 8,5. A moagem tem lugar, de preferência, a uma temperatura superior a 80°C, por exemplo, entre 85°C e 95°C, e com uma duração de 10 segundos, de preferência entre 3 e 4 segundos. A razão soja:água é limitada à esquerda do intervalo de variação para permitir uma solução bombeável e também é limitada à direita do intervalo, pois a solução seria muito líquida e originaria um teor em proteínas muito baixo. Os moinhos utilizados são moinhos de dentes e moinhos coloidais que permitem obter uma suspensão em que 50% das partículas têm dimensões inferiores a 200 pm e 90% das partículas não vão além de 700 pm. Eventualmente é possível executar a seguir a esta primeira moagem grosseira, uma segunda redução mais fina que permita obter 90% das partículas com um tamanho inferior a 500 pm. Neste caso utiliza-se também.um moinho coloidal.
Esta operação possibilita a inactivação das lipoxigenases do grão por acção do calor transportado pela água, o que permite evitar o desenvolvimento de qualquer sabor característico que resulte da acção dessas lipoxigenases sobre os ácidos gordos insaturados contidos na matéria gorda do grão de soja.
Num terceiro passo sujeita-se a suspensão a um tratamento térmico. O aquecimento pode ser directo ou indirecto e leva a suspensão 3
Γ a uma temperatura compreendida entre 150°C e 155°C durante um periodo entre 20 e 30 segundos. De preferência o aquecimento é directo e leva a suspensão a uma temperatura de 150°C. Este passo permite uma hidratação completa das suspensão e um amolecimento das partículas. Durante este tratamento térmico a viscosidade da suspensão aumenta, o que favorece a moagem que tem lugar no passo subsequente. Por exemplo, é possível realizar este passo num dispositivo de ultra-pasteurização classicamente utilizado para o leite, em que se injecta o vapor a uma pressão suficientemente elevada para permitir a injecção na suspensão, seguindo-se um tubo de manutenção à temperatura de processo. O passo de ultrapasteurização proporciona também uma inactivação dos factores antitripsínicos da soja.
Num quarto passo faz-se passar instantaneamente a suspensão através de uma válvula de contrapressão para uma câmara a uma pressão reduzida relativamente à pressão da suspensão à entrada. A suspensão experimenta uma evaporação imediata do vapor (instantânea), o que faz aumentar o volume da suspensão. Devido à evaporação instantânea da água absorvida no passo de injecção de vapor, as partículas de soja sofrem uma desintegração. O aumento do volume da suspensão ao passar através da válvula de contrapressão faz aumentar extraordinariamente o atrito e isso origina uma moagem da suspensão na válvula de contrapressão. As partículas sobreaquecidas podem também ser desintegradas à saída da válvula de contrapressão, devido a um fenómeno de fractura provocado por uma evaporação rápida do vapor. A combinação do aquecimento e da evaporação instantânea desempenham pois o papel de um passo de moagem. Obtém-se assim uma suspensão muito fina e hidratada na qual 50% das partículas têm dimensões inferiores a 60 pm e 90% têm dimensões inferiores a 90 pm. Esta desintegração das partículas da suspensão totalmente hidratada, assim como o amolecimento de tais partículas, permite um alisamento (ausência de sensação arenosa na boca) da referida suspensão. A expansão do vapor ao passar através da válvula de contrapressão arrefece a suspensão até valores entre 50°C e 120°C, consoante a temperatura de evaporação instantânea do vapor. É ainda possível 4
V
V
u arrefecer a suspensão para uma temperatura compreendida entre 4°C e 60°C.
Uma vez que a suspensão que foi sujeita ao tratamento térmico por injecção de vapor está esterilizada, após o arrefecimento sob condições estéreis, pode ser utilizada para enchimento assepticamente a uma temperatura compreendida entre 4°C e 60°C, tal qual, quer por si só quer misturada, por exemplo, com leite de vaca esterilizado, sem que seja necessário executar qualquer outra operação suplementar.
Esta suspensão pode ser utilizada para a produção de iogurtes, cremes gelados ou bebidas, em particular nas de baixo teor em leite; junta-se-lhes a referida suspensão na quantidade pretendida. Por exemplo, no caso dos cremes gelados, junta-se a quantidade necessária para substituir cerca de 25% do leite de vaca desnatado. Esta adição é realizada por dois motivos: para proporcionar o teor em proteínas da soja e devido à característica estabilizadora da suspensão obtida em conformidade com o processo da invenção. A suspensão obtida segundo o processo da invenção contém um resíduo não solubilizado mas hidratado e amolecido. No caso de se pretender obter leite de soja em pó, a presença do resíduo tem uma consequência prejudicial, devido ao facto de os constituintes do referido resíduo fixarem muito fortemente a água. A eliminação desta água é realizada de forma clássica em evaporadores tubulares e depois a secagem propriamente dita tem lugar numa torre de secagem por pulverização. Ora, os constituintes do resíduo fixam a água tão fortemente que não é possível alcançar um teor em matérias secas superior a 18% à saída do evaporador, o que implica custos de secagem proibitivos para se obter um pó deste produto.
Verificou-se que era possível resolver o problema se se efectuasse uma hidrólise enzimática da suspensão obtida em conformidade com o processo descrito supra.
Os hidratos de carbono da suspensão são principalmente polissa-cáridos, de tipo celuloses, hemiceluloses, ligninas e pectinas. São utilizadas portanto enzimas que degradem este polissacáridos, de tipo celulases, hemicelulases, pectinases, amilases, endoglucanases, 5 (Γ ^ )^V_Ç. pectina-liases, endopoligalacturonases, pectina-esterases, endoara-binases, β-l,4-galactanases, endoxilanases e arabinofuranosidases. Além do mais, a experiência mostra que as proteínas desempenham também uma função nos fenómenos de retenção da água e de viscosidade levada. Assim, é possível utilizar uma mistura que contenha simultaneamente proteases e enzimas que degradem os polissacáridos. É possível fazer actuar as enzimas num passo único ou então sucessivamente. As condições de hidrólise, (temperatura, pH duração da hidrólise e concentração em enzimas) são seleccionadas em função das enzimas utilizadas e das características pretendidas para o produto (uma hidrólise mais intensa dará origem a um produto menos viscoso). A hidrólise enzimática é interrompida por inactivação térmica das enzimas, submetendo-se a suspensão a uma temperatura entre 90°C e 150°C durante um período entre 5 segundos e 2 minutos. Finalmente, verificou-se que seria possível melhorar ainda a possibilidade de evaporação da água na suspensão de soja acrescentando-lhe um agente emulsionante, quer antes do passo de moedura, quer antes ou após a hidrólise enzimática. Esta adição faz-se de modo a que seja atingido um teor compreendido entre 0,5 e 4% do referido agente emulsionante relativamente ao conteúdo em matérias secas. Este agente emulsionante é escolhido entre os monoglicéridos purificados, de preferência os monoglicéridos aniónicos. O produto pode ser acondicionado no estado líquido, quer em produtos frescos, quer numa embalagem asséptica. Assim, é possível utilizar esse produto por si só ou então misturado com açúcar e leite, ou ainda sob a forma de uma bebida nutricional que contenha vitaminas, sais minerais e não só. O produto obtido também pode ser submetido a uma operação de secagem num dispositivo clássico que combine o evaporador e a torre de secagem por pulverização. Devido à hidrólise dos constituintes responsáveis pela retenção da água, é possível efectuar a evaporação até serem obtidos teores em matérias secas compreendidas entre 18% e 40%, o que permite efectuar a secagem por pulverização em condições economicamente favoráveis. O produto também pode ser embalado por si 6 p' só ou misturado com açúcar e leite ou ainda pode ser utilizado para se fazer uma bebida nutricional. O produto obtido contém todos os compostos do grão de soja sem casca. Tal produto permite pois a preparação de bebidas dietéticas (de tipo leite de soja) com um elevado teor em fibras hidrolisadas, conservando simultaneamente excelentes caracteristicas físicas e organolépticas: viscosidade ideal, boa dissolução do pó nos líquidos frios ou quentes, ausência de textura arenosa na boca. Obtém-se uma bebida de sensação lisa na boca e que é estável durante a conservação. Este pó também pode ser utilizado como aditivo para os iogurtes e para os cremes gelados. De acordo com a invenção também é possível tratar a polpa da soja obtida para fabricar leite de soja. Neste caso, trata-se termicamente esta polpa a uma temperatura superior a 148°C, sendo de 30 segundos o período mínimo de tratamento a 148°C e sendo mais curto o período mínimo de tratamento a temperaturas mais elevadas, e depois faz-se passar instantaneamente esta polpa através de uma válvula de contrapressão. O tratamento térmico e o passo de evaporação instantânea do vapor são pois iguais aos executados com os grãos de soja. Tudo quanto se disse anteriormente para o tratamento térmico é também válido para a polpa de soja.
Seguidamente ilustra-se a presente invenção mais minuciosamente por meio de exemplos de realização.
Exemplo 1
Efectua-se a moagem de grãos de soja sem casca em presença de água previamente aquecida a uma temperatura de 90°C, segundo uma razão soja:água de 1:5,7 durante 5 segundos. Depois faz-se passar esta suspensão por um dispositivo de injecção directa de vapor onde a sua temperatura aumenta instantaneamente para 150°C. A seguir faz-se passar pelo tubo de tratamento à temperatura de processo a uma pressão de 5,7 bar durante 30 segundos. A suspensão passa então instantaneamente através de uma válvula de contrapressão e entra na câmara sob pressão reduzida (0,16 bar). Este tratamento impõe uma redução do comprimento das partículas e impõe também uma estrutura 7 V f i Vi U, lisa à suspensão. A suspensão arrefece instantaneamente para 55°C por evaporação instantânea do vapor.
As amostras retiradas à saida do moinho e à saída da câmara hipobárica revelaram as características seguintes:
Amostra Saída do moinho Saída da câmara hipobárica 50% de partículas com um diâmetro inferior a 140 pm 37,5 90% de partículas com um diâmetro inferior a 650 pm 85 um
Exemplo 2
Neste exemplo foram repetidas as condições do exemplo 1, com excepção do passo de moagem que foi executado em dois tempos: uma primeira moagem grosseira seguida de uma moagem coloidal. 0 quadro seguinte agrupa as características da suspensão obtida.
Amostra Saída do 10 moinho Saída do 2o moinho Saída da câmara hipobárica 50% de partículas com um diâmetro inferior a 165 um 165 pm 40 pm 90% de partículas com um diâmetro inferior a 600 pm 460 pm 85 pm A seguir são executadas operações nas mesmas condições do exemplo 1. Os produtos obtidos não revelam nenhuma diferença quando comparados com os desse exemplo.
Exemplo 3
Trabalha-se nas mesmas condições utilizadas no exemplo 1, com a excepção do tratamento térmico ser feito a 170°C durante 5 segundos. 0 quadro seguinte agrupa as características da suspensão obtida. 8
Amostra Saida do moinho Saida da câmara hipobárica 50% de partículas com um diâmetro inferior a 176 ym 42 ym 90% de partículas com um diâmetro inferior a 641 ym 83 ym
Exemplo 4
Toma-se uma parte da suspensão do exemplo 1 como amostra de contraprova. Divide-se o resto da suspensão em três lotes A, B e C.
Prepara-se também duas misturas de enzimas: - mistura ‘PROT’ que contém uma mistura de proteases - mistura ‘POLIS’ que contém uma mescla de enzimas que degradam os polissacáridos. 0 quadro seguinte resume os tratamentos enzimáticos das diferentes amostras de suspensão.
Lote Enzimas PH Duração (minutos) Temperatura A ‘PROT’ 6,7 20 55ÒC B ‘PROT + POLIS’ 6, 8 20 55°C C Dois passos: 1) ‘POLIS’ 6,7 20 55°C 2) ‘PROT’ 6,7 20 55°C Contraprova
As quantidades de enzimas utilizadas são de 0,1% para a mistura ‘POLIS’ e de 0,05% para a mistura ‘PROT’ (percentagem de enzimas relativamente ao conteúdo em matérias secas da suspensão). A inactivação das enzimas de cada lote é realizada por meio de um tratamento térmico durante 10 segundos 110°C. 0 quadro seguinte resume a comparação das viscosidades das diferentes amostras nesta fase. 9
Lote Viscosidade A Elevada B Fraca C Fraca Contraprova Elevada 0 teor em matérias secas nos diferentes lotes é de 14% a seguir à hidrólise. Envia-se então cada lote para um evaporador. 0 quadro seguinte mostra os teores em matérias secas (TS) obtidos à saida do evaporador.
Lote TS obtido à saída do evaporador A 18% B 26% C 26% Contraprova 18%
Efectua-se depois a secagem por pulverização das diferentes amostras e reconstitui-se com água o pó obtido. 0 quadro seguinte resume as caracteristicas da bebida obtida.
Lote Caracteristicas da bebida reconstituída B e C - excelente textura na boca - excelente dissolução Contraprova - textura espessa e arenosa - má dissolução: manchas brancas sobre a parede do copo
Exemplo 5
Utiliza-se a polpa de soja tal como foi obtida para produção de um leite de soja. Diluiu-se novamente esta polpa até se obter um teor em matérias secas de 6%. A seguir faz-se passar esta suspensão por um dispositivo de injecção directa de vapor onde a sua temperatura sobe para 150°C. Depois vai passar pelo tubo de tratamento à tem- 10
peratura de processo a uma pressão de 5,7 bar durante 30 segundos. A suspensão passa então instantaneamente através de uma válvula de contrapressão e entra na câmara sob pressão reduzida (0,16 bar). Este tratamento origina uma redução do comprimento das partículas e confere uma estrutura lisa à suspensão. A suspensão é arrefecida para 55°C por evaporação instantânea do vapor.
Obtém-se um produto que revela as características a seguir indicadas.
Amostra Polpa após nova diluição em água Saída da câmara hipobárica 50% de partículas com um diâmetro inferior a 153 pm 40 pm 90% de partículas com um diâmetro inferior a 585 pm 88 pm
Exemplo 6
Este exemplo descreve a preparação de um creme gelado em que parte do leite foi parcialmente substituída por soja.
Prepara-se uma suspensão conforme descrito no exemplo 1. Utiliza--se então essa suspensão directamente e incorpora-se na mistura líquida do creme gelado nas proporções a seguir indicadas.
Ingrediente receita sem soja receita com soja (%) matérias secas (%) matérias secas pó de leite desnatado 10 7 suspensão de soja . / . 3 outros ingredientes (gordura, pó de soro do leite, açúcares, emulsionantes e estabilizadores) 25 25 Agua 65 65 100 100 11 (Γ ^^
Seguidamente congela-se esta mistura e obtém-se um creme gelado à base de leite e de soja.
Comparativamente com a receita sem soja, o creme gelado assim preparado revela uma estrutura mais rica e uma melhor estabilidade durante a armazenagem.
Exemplo 7
Este exemplo descreve a preparação de um creme gelado em que a parte de leite foi parcialmente substituída pela polpa de soja.
Prepara-se uma suspensão conforme descrito no exemplo 5. Utiliza--se então esta suspensão directamente e incorpora-se na mistura líquida do creme gelado nas proporções a seguir indicadas.
Ingrediente receita sem soja receita com soja (%) matérias secas (%) matérias secas pó de leite desnatado 10 9 suspensão de soja . / . 1 outros ingredientes (gordura, pó de soro do leite, açúcares, aromas, emulsionantes e estabilizadores) 25 25 Água 65 65 100 100
Congela-se depois esta mistura e obtém-se um creme gelado à base de leite e de soja.
Comparativamente com a receita sem soja, o creme gelado assim preparado revela nma estrutura mais rica e uma melhor estabilidade durante a armazenagem.
Exemplo 8
Este exemplo descreve a preparação de uma bebida nutricional à base de grãos inteiros de soja sem casca e o seu enchimento asséptico. 12
Vi L-ϋ
Efectuá-se a moagem dos grãos de soja sem casca em presença de uma solução que contém todos os outros ingredientes, previamente aquecida a uma temperatura de 90°C, segundo uma razão soja:água de 1:5,7 durante 5 segundos. Depois faz-se passar esta suspensão por um dispositivo de injecção directa de vapor onde a sua temperatura sobe para 150°C. A seguir vai passar pelo tubo de tratamento à temperatura de processo sob uma pressão de 5,7 bar durante 30 segundos. A suspensão passa então instantaneamente através de uma válvula de contrapressão e entra na câmara sob pressão reduzida (0,16 bar). Este tratamento impõe uma redução do comprimento das particulas e confere uma estrutura lisa à suspensão. A suspensão é arrefecida para 55°C por evaporação instantânea do vapor.
Ingrediente receita sem soja (%) matérias secas soja 5 outros ingredientes (gordura, açúcares, aromas, emulsionantes e estabilizadores) 10 Água 85 100
Atendendo a que esta bebida, que foi sujeita ao tratamento térmico por injecção de vapor, está esterilizada, após o seu arrefecimento em condições estéreis realiza-se o enchimento de forma asséptica.
Exemplo 9
Este exemplo descreve a preparação de uma bebida nutricional em pó à base de leite de vaca e de soja.
Prepara-se uma suspensão conforme descrito no exemplo 1. Depois mistura-se esta suspensão com todos os outros ingredientes e a seguir seca-se por atomização. Obtém-se uma bebida nutricional em pó. 13
Ingrediente Composição do pó sem soja Composição do pó com soja (%) matérias secas (%) matérias secas leite de vaca 60,6 33, 8 soja . / . 23,0 outros ingredientes (açúcares, aromas, emulsionantes e estabilizadores) 36,4 40,2 Água 3 3 100 100
Lisboa, 24 de Novembro de 2000
O AGENTE OFICIAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL ^ ^1 14

Claims (17)

  1. t Γ REIVINDICAÇÕES 1. Processo para a preparação de um produto de soja finamente dividido, em que: a) é retirada a casca, a seco, aos grãos de soja, b) é efectuada a moagem em presença de água quente, de forma continua, dos referidos grãos de soja num período curto, c) é efectuado o tratamento térmico deste produto da moagem a uma temperatura compreendida entre 148°C e 170°C durante um período compreendido entre 3 segundos e 5 minutos, de modo a obter-se uma suspensão, sendo de 30 segundos o tempo mínimo de tratamento a 148°C e sendo mais curto o tempo mínimo de tratamento a temperaturas mais elevadas, d) faz-se passar esta suspensão instantaneamente através de uma válvula de contrapressão onde é sujeita a uma operação de evaporação instantânea do vapor.
  2. 2. Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo facto de a moagem ter lugar com água a uma temperatura superior a 80°C e durante 10 segundos, de preferência entre 3 e 4 segundos.
  3. 3. Processo de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 ou 2, caracterizado pelo facto de o tratamento térmico ser efectuado por injecção de vapor a uma temperatura compreendida entre 150°C e 155°C durante 20 a 30 segundos.
  4. 4. Processo de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 3, caracterizado pelo facto de o passo de moagem b) compreender também um passo de moagem fina.
  5. 5. Processo de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 4, caracterizado pelo facto de a moagem ser efectuada segundo uma razão soja:água compreendida entre 1:3 e 1:10 e para um valor de pH entre 2,5 e 8,5. 1 V
    t
  6. 6. Processo de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 6, caracterizado pelo facto de a suspensão ser arrefecida para uma temperatura compreendida entre 4°C e 60°C.
  7. 7. Processo de acordo com a reivindicação 6, caracterizado pelo facto de se efectuar um enchimento asséptico da suspensão quer por si só quer misturada, a uma temperatura compreendida entre 4°C e 60°C.
  8. 8. Processo de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 6, caracterizado pelo facto de se efectuar uma hidrólise enzimática da suspensão obtida.
  9. 9. Processo de acordo com a reivindicação 8, caracterizado pelo facto de a hidrólise enzimática ser efectuada em um ou vários passos por enzimas que degradam os polissacáridos ou por uma mistura de enzimas seleccionadas entre o conjunto de enzimas proteolíticas e enzimas que degradam os polissacáridos.
  10. 10. Processo de acordo com uma qualquer das reivindicações 8 ou 9, caracterizado pelo facto de se utilizar uma mistura de enzimas que contém pelo menos uma enzima que degrada os polissacáridos e pelo menos uma enzima proteolítica.
  11. 11. Processo de acordo com uma qualquer das reivindicações 8 a 10, caracterizado pelo facto de uma ou várias das enzimas que degradam os polissacáridos serem escolhidas entre as enzimas que degradam as celuloses, as hemiceluloses e as pectinas.
  12. 12. Processo de acordo com uma qualquer das reivindicações 8 a 11, caracterizado pelo facto de a seguir ao passo de hidrólise enzimática se executar um passo de secagem da suspensão hidrolisada.
  13. 13. Suspensão aquosa de soja finamente dividida que incorpora a totalidade dos componentes do grão de soja sem casca, caracterizada 2 pelo facto de 50% das partículas terem dimensões inferiores a 60 μια e 90% das partículas terem dimensões inferiores a 90 pm, podendo a referida suspensão ser obtida em conformidade com o processo de acordo com a reivindicação 1.
  14. 14. Pó de soja finamente dividido que incorpora a totalidade dos componentes do grão de soja sem casca, caracterizado pelo facto de possuir, a seguir à reconstituição em água, 50% das partículas com uma dimensão inferior a 60 pm e 90% de partículas com uma dimensão inferior a 90 pm, podendo o referido pó ser obtido em conformidade com o processo de acordo com a reivindicação 1.
  15. 15. Utilização da suspensão aquosa de acordo com a reivindicação 13, para a produção de iogurtes, cremes gelados e bebidas.
  16. 16. Utilização do pó de soja de acordo com a reivindicação 14, para a produção de iogurtes, cremes gelados e bebidas.
  17. 17. Processo para a preparação de um produto de soja finamente dividido, a partir da polpa de soja, segundo o qual se trata ter-micamente essa polpa a uma temperatura superior a 148°C, sendo de 30 segundos o tempo mínimo de tratamento a 148°C e sendo mais curto o tempo mínimo de tratamento a temperaturas mais elevadas, e segundo o qual se faz passar instantaneamente essa polpa através de uma válvula de contrapressão. Lisboa, 24 de Novembro de 2000 O AGENTE OFICIAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL
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