PT83292B - Laminados barreira para a retencao de oleos essenciais e aromas; processo para a sua fabricacao e recipientes assim obtidos - Google Patents

Laminados barreira para a retencao de oleos essenciais e aromas; processo para a sua fabricacao e recipientes assim obtidos Download PDF

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Description

O presente invento refere-se a laminados barreira, a um processo para os fabricar e aos recipientes assim obtidos. Mais particularmente, o presente invento refere-se a laminados barreira úteis na fabricação de recipientes e caixas de cartão que resistem substancialmente à absorção de óleos essenciais e de componentes aromáticos que se encontram presentes em várias bebidas neles contidas.
Nos últimos anos, os fabricantes de-sumos de fruta e o público consumidor têm tecido algumas críticas relativamsa_ te aos recipientes normais de cartão revestido com polietileno, correntemente empregados no mercado, por causa da sua ten dência para absorverem vários óleos essenciais e componentes aromáticos importantes que se encontram presentes na maior parte das bebidas à base de frutos e de citrinos. Especificamente, esses óleos essenciais e componentes aromáticos difundem-se facilmente através do revestimento interior de polieti leno e são absorvidos tanto pelo polietileno como pelo substrato de cartão prejudicando significativamente o paladar e atqualidade do sumo de fruta. Além disso, o oxigénio penetra facilmente no interior do recipiente e oxida vários componentes aromatizantes que se encontram presentes no sumo, diminuiu
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do assim o tempo possível de duração da armazenagem do produto e também afectando adversamente o paladar do sumo. Uma des crição mais pormenorizada dos problemas associados com a utilização de caixas de cartão revestidas a polietileno para embalar bebidas derivadas de citrinos é feita na Patente dos Es tados Unidos N94 529 606, que se incorpora na presente memória descritiva como referência.
Uma tentativa bem conhecida para resolver o probema aci ma referido consistiu em fabricar recipientes a partir dum la minado que tem uma camada intermédia de folha metálica, usual mente, alumínio. Um exemplo dum laminado de cartão/folha de alumínio/polietileno ê descrito e mencionado na Patente dos Estados Unidos N93-365 111 que se incorpora na presente memória descritiva a título de referência. Como aí se descreve, a camada intermédia de folha de alumínio proporciona uma boa barreira que evita que o oxigénio entre para dentro do recipiente. Além disso, a folha inibe os óleos essenciais da bebi da de serem absorvidos pela base de cartão. No entanto, como se esperava, verificou-se que a camada de polietileno em contacto com a bebida continua a absorver facilmente uma quantidade inaceitável de óleos essenciais e de componentes aromati zantes da bebida.
Outra tentativa.para resolver o problema acima referido da retenção de óleos essenciais e componentes aromatizantes que se encontram em várias bebidas embaladas de citrinos ê re ferida na Patente dos Estados Unidos N94 513 036 que foi emitida em 23 de Abril de 1985. O laminado barreira nela descrito compreende, desde a superfície exterior até à superfície interior, um substrato de cartão, uma teia de polímero de pro pileno nela aplicada e uma teia de polímero de olefina que re cobre a teia de polímero de propileno. Preferivelmente, o snbs trato de cartão é também revestido na sua superfície exterior com uma teia de polímero de olefina vedãvel por acção do calor. Infelizmente, verificou-se que esse laminado só proporciona uma melhoria marginal na retenção de óleos essenciais e
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de componentes aromatizantes em relação aos outros laminados da técnica anterior e aos recipientes feitos a partir deles.
É também conhecida da técnica a utilização dum poliêster, tal como PET (tereftalato de poli-etileno) que tem exce lentes propriedades de barreira de aromas, na formação de gar rafas moldadas por sopragem para conterem bebidas constituídas por sumos de fruta. No entanto, a técnica não refere qual quer laminado que compreenda um substrato tal como cartão que tenha uma camada de poliéster tal como PET directamente ligada e que possa ser usado para a fabricação duma caixa ou reci piente vedado para bebidas. No entanto, obteve-se um certo su cesso laminando indirectamente PET a cartão para utilização noutras aplicações. Por exemplo, a Patente dos Estados Unidos N94 455 184 descreve um método para aplicar por coextrusão uma camada de PET, com uma camada intermédia de adesivo, a um substrato de cartão. O laminado resultante ê útil para a cons. trução de tabuleiros com pequena profundidade que podem ir ao forno, sendo bem conhecido da técnica que é extremamente difí cil fixar pelo calor, PET a PET, como seria o caso ao tentar-se fabricar uma caixa de cartão, com um topo em aresta no to po, revestida interiormente com PET, tal como se descerve na Patente dos Estados Undios N93 120 333. A maior dificuldade na fabricação dessa embalagem selada a quente reside nas elevadas temperaturas (cerca de 2609C = 5009F) necessárias para fixar pelo calor PET a PET. Na realidade, a essas temperaturas extremas, o cartão comum descolora acentuadamente e começa mesmo a arder. Para tornar o caso ainda pior, o PET cristã liza quando é arrefecido a partir duma tal temperatura necessária para criar uma vedação pelo calor PET/PET tornando assim virtualmente impossível a obtenção de vedações estanques a líquido comercialmente dignas de confianças.
Recentemente, foi introduzida no mercado uma nova resina de poliéster geralmente designada como PET-G (tereftalato de poli-etileno modificado com glicol). Muito embora reconheça a boa limpidez, as propriedades de barreira e a processabi
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lidade desta resina, a indústria ainda não se apercebeu atê hoje de que, ao contrario do PET, o PET-G pode ser laminado sobre substratos tais como cartão sem a necessidade de se uti lizarem camadas intermédias de adesivo ou se pré-tratar o substrato com materiais ou processos especiais. Ê de signifi cativa importância o facto de, ao contrário das camadas de PET, as camadas de PET-G poderem ser seladas pelo calor umas às outras usando-se técnicas e equipamento convencionais de sela gem pelo calor. Por consequência, o presente invento refere-se a um vasto conjunto de laminados que são extremamente úteis na fabricação de caixas e recipientes de cartão económicos, que não sõ desempenham uma excelente função ao preservarem e manterem os componentes aromatizantes voláteis que se encontram na bebida neles contida, como também possuem vedações estanques a líquidos comercialmente aceitáveis.
à luz do que acima se refere, um objectivo principal do presente invento consiste em proporcionar vários laminados barreira económicos que são úteis na fabricação de recipientes que possuem propriedades superiores de retenção e preser vação de óleos essenciais e componentes aromatizantes que se encontram presentes nos vários líquidos nele contidos, compre endendo os referidos laminados um substrato de base tal como cartão e uma camada interior de PET-G selãvel pelo calor em contacto com a bebida. Noutras formas de realização particularmente preferidas, os laminados também incluem camadas intermédias de materiais barreira a oxigénio tais como folha de alumínio, PET, nylon, cloreto de polivinilideno (PVDC) e copo límero etileno/álcool vinílico (EVAL).
Outro objectivo principal do presente invento consiste em proporcionar recipientes económicos que são construídos dos mencionados laminados barreira superiores, para se conseguir a retenção de óleos essenciais e componentes aromatizantes que se encontram presentes em muitos líquidos.
Outro objectivo do presente invento e proporcionar uma chapa em bruto de laminado barreira que compreende um substra
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to, que tem uma camada interior de PET-G que está em contacto com o produto, a qual pode ser facilmente dobrada e selada por acção do calor de maneira convencional para formar uma caixa de cartão económica, estanque a líquidos e que preserva substancialmente os óleos essenciais e os componentes aromatizan tes que se encontram presentes na bebida nela contida.
Ê ainda um outro objectivo do presente invento proporcio nar um processo para a fabricação de laminados barreira superiores tais como PET-G/cartão/PET-G e PET-G/PET/cartão/PET~G que são úteis para a fabricação de embalagens, seladas pelo calor de maneira convencional, para armazenar várias bebidas que contêm óleos essenciais e componentes aromatizantes.
Tal como utilizadas no seguinte resumo a descrição porme norizada do presente invento, as expressões óleos essenciais e componentes aromatizantes pretende-se que incluam os componentes detectáveis que se encontram presentes em muitas bebidas e que têm um impacto directo sobre o paladar dessas bebidas, que, no caso do sumo de laranja inclui óleo da casca (de que ê um componente importante o d-limoneno).
presente invento proporciona vários laminados barreira que são úteis para a fabricação de recipientes e caixas de cartão para armazenagem de várias bebidas, particularmente,be bidas de frutos citrinos, que contêm óleos essenciais e compo nentes aromatizantes. Um exemplo comum, que todos os laminados barreira de acordo com o presente invento possuem, ê uma super fície interior que está em contacto com a bebida, constituída por uma fina camada ou película de PET-G. Como um exemplo duma forma de realização particularmente preferida, o laminado barreira compreende um substrato de cartão que tem uma fina camada de tereftalato de poli-etileno (PET-G) directamente fi xada ã superfície interior do cartão em contacto com o líquido e à sua superfície exterior. Outros exemplos de substratos apropriados incluem papel, folhas metálicas, acrilonitrilo-bu tadieno-estireno (ABS), estireno-acrilonitrilo (SAN), cloreto de polivinilo (PVC), poliestireno (PS), policarbonato (PC),
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polietileno (PE) e polipropileno (PP). Noutras formas de rea lização do presente invento particularmente preferidas, o la minado barreira compreende um substrato, uma barreira intermédia ao oxigénio tal como cloreto de polivinilideno (PVDCj , copolímero etileno-ãlcool vinícolo (EVAL), nylon, PET ou folha de alumínio; e uma fina camada de PET-G como superfície do recipiente em contacto com a bebida.
Os laminados barreira acima descritos são particularmen te apropriados para a construção de vãrios tipos de caixas de cartão seladas, um exemplo bem conhecido dos quais e a caixa de cartão com remate superior angular e as chapas em bruto pa ra eles descritas na Patente dos Estados Unidos N93 120 333 que é incorporada na presente memória descritiva como referên cia. Outro recipiente particularmente apropriado para bebidas em que esses laminados barreira podem ser utilizados ê o reci piente Hypa-S, que é um recipiente semi-rígido disponível na Bosch Packaging Machinery, uma devisão de Robert Bosch Techical Products Corporation, Piscataway, N.J., Estados Unidos da América. Outros recipientes, caixas de cartão e embalagens que podem ser feitos de laminados barreira de acordo com o presente invento incluem os que são descritos na Patente dos Estados Unidos N93 795 359 que foi concedida em 5 de Março de 1974 a Tetrapak International AB, Lund, Suécia, e na Patente dos Estados Unidos N93 977 591 que foi concedida em 31 de Agosto de 1976 a AB Ziristor, Lund, Suécia que se incorporam na presente memória descritiva como referência. Ainda outros recipientes, caixas de cartão e semelhantes que podem ser fei tos de laminados barreira de acordo com o presente invento in /p\ cluem recipientes Tetra PakA-7, Combi Blocs7 e latas de folha-fibra, presentemente muito usadas na indústria de concentrado de sumo de laranja congelado.
Também se descrevem vãrios métodos de fabricação desses laminados barreira e caixas e recipientes obtidos a partir de les.
Embora a memória descritiva termine nas reivindicações
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que descervem particularmente e distintamente reivindicam o presente invento, acredita-se que o presente invento será me lhor compreendido mediante a leitura da seguinte descrição em que se faz referência aos seguintes desenhos nos quais: a Figura 1 é uma vista em secção recta duma forma de realização dum laminado barreira de acordo com o presente invento;
a Figura 2 ê uma vista em secção recta dum laminado barreira particularmente preferido de acordo com o presente invento;
a Figura 3 é uma vista em secção recta duma máquina para fazer um laminado barreira de acordo com o presente invento ; e a Figura 4 ê uma vista em secção recta doutro laminado barreira, particularmente preferido de acordo com o pre sente invento.
A Figura 1 é uma vista em secção recta dum laminado bar reira superior 10 de acordo com o presente invento. Na Figura 1, o laminado 10 compreende um material de substrato 12 tal como cartão que tem uma fina camada 14 de tereftalato de poli etileno modificado com glicol (PET-G) a ele fixada. Ê de par ticular importância que a camada de PET-G esteja directamente ligada ao substrato de cartão 12 sem necessidade de uma ca mada adesiva intermédia. Ê ainda de importância o facto de o substrato de cartão 12 não precisar de possuir características especiais como por exemplo ter sido revestido com um primário ou ter sido submetido a um tratamento especial tal como uma descarga de coroa. Por exemplo, o substrato de cartão 12 pode compreender papel kraft branqueado normal que é bem conhecido na técnica de fabricação de recipientes.
A Figura 3 ilustra uma máquina que foi usada na fabrica ção do laminado barreira representado na Figura 1. Na Figura 3, colocou-se uma película 14 com 30,5 cmx 30,5 cmx 0,051 mm (12 x 12 x 2,0 milésimos) de PET-G, que foi obtida na firma Van Leer Plastics, Houston, Texas, Estados Unidos da
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América e esta identificada como Produto N9 42002, directamen te sobre a superfície superior de um substrato 12 de cartão com 30,5 cm x 30,5 cm x 0,61 mm (12 x 12 x 0,024) que foi
obtido na firma International Paper Company, Stamford, Connec titut, Estados Unidos da América e substancialmente idêntico ao usado na fabricação da sua caixa de cartão normalizada com aresta superior revestida a polietileno. Em seguida, colocou-se o substrato 12 e a película de PET-G 14 entre uma placa de prensa superior geralmente designada por 20 compreendendo uma folha de alumínio 22 com a espessura de 0,72mm (0,030) e uma folha de material de separação 24 de plástico fluorado e uma placa de prensa inferior designada geralmente por 30 compreendendo de cima para baixo uma folha de material de separa ção 32 de plástico fluoretado, uma folha com a espessura de 0,46 mm (0,018) de cartão 34, uma esteira de borracha de silicone 36 com a espessura igual a 0,79mm (1/32), outra folha de car tão 3 4 com a espessura de 0,46mm (0,018), outra esteira de borracha de silicone 36 com a espessura igual a 0,79mm (1/32) e uma folha de alumínio inferior 38 com a espessura igual a 0,76mm (0,030). A sanduiche resultante foi então colocada numa prensa aquecida convencional que tem a chapa superior 40 aquecida a aproximadamente 1219C (2509F) e uma chapa inferior 42 à temperatura ambiente. Ã sanduiche aplicou-se uma força de cinquenta (50) toneladas (aproximadamente 49 Kg/cm = 700 psi) durante aproximadamente 30 segundos. Desactivou-se a prensa e retirou-se o substrato de cartão revestido com PET-G. Foi especialmente significativo o facto de o PET-G se ligar extremamente bem ao cartão sem necessidade de se utilizar uma camada adesiva intermédia entre o PET-G e o cartão e sem ter de se tratar previamente o cartão com, por exemplo, uma descarga eléctrica. De facto, quando foi manualmentè separada do alumínio, a película de PET-G estava recoberta com fibras de cartão aderidas, indicando dessa forma que a ligação PET-G/ /cartão era significativamente mais forte do que a ligação que mantêm fixadas entre si as fibras individuais do cartão.
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A figura 2 ê uma vista em secção recta de um laminado particularmente preferido que é útil na construção de recipientes e caixas vedadas pelo calor. Na Figura 2 o laminado barreira 50 compreende um substrato de cartão 52 que tem uma fina camada 54 de PET-G ligada ã superfície do laminado que contacta com o líquido quando o laminado 50 é transformado num recipiente ou numa embalagem. 0 laminado barreira 50 tem também outra fina camada 56 de PET-G que é aplicada ã superfície exterior do substrato de cartão 52 seguindo substancial mente o mesmo método de aplicação que se descreveu acima num processo de uma fase única de duas fases. Esse laminado reves tido externa e internamente é particularmente apropriado para fazer chapas em bruto de cartão que se destinam a ser dobradas de modo a formar-se uma caixa de embalagem e seladas pelo calor em ãreas em que as superfícies interior e exterior da embalagem se sobrepõem uma à outra, tais como a costura lateral da embalagem, os painéis do fundo e os painéis superiores Um exemplo é uma embalagem com um topo em cunha descrita na Patente dos Estados Unidos N93 120 333 que e também incorpora da na presente memória descritiva como referência.
Surpreendentemente verificou-se que, na fabricação de embalagens a partir do laminado barreira descrito na presente memória descritiva se podiam empregar as técnicas de formação de chapas em bruto,, de dobragem e de vedação bem conhecidas pelos técnicos peritos na fabricação de embalagens com um topo em cunha. Foi particularmente surpreendente a verificação de que, ao contrário das camadas de PET, as camadas de PET-G aderem facilmente umas ãs outras depois de terem sido submeti das a uma operação convencional de selagem pelo calor utilizando temperaturas e pressões modestas, enquanto ao mesmo tem po proporciona vedações impermeáveis a líquidos comercialmente aceitáveis. Por exemplo, cortou-se um. laminado barreira compreendendo PET-G/cartão de papel/PET-G de modo a obter-se uma chapa em bruto com um topo em cunha, por meio de um cunho ~ 2 e prensa vulgares a uma pressão de 4,2 Kg/cm relativos (60
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psig). Em seguida, a chapa em bruto foi dobrada de maneira a obter-se um tubo de secção recta rectangular selando-se pelo calor a costura lateral com um dispositivo de selagem a quen te a 1219C(2509F) e a pressão de 4,2 Kg/cm relativos ( 60 psig) durante aproximadamente 30 segundos. Em seguida, vedaram-se pelo calor as abas do fundo com um dispositivo de selagem a quente para fundos, a 1359C (2759F) e ã pressão de
4,2 Kg/cm relativos (60 psig) durante aproximadamente um mi nuto. Encheu-se então a embalagem com sumo de laranja e depois selaram-se por acção do calor as abas superiores da embalagem com o dispositivo de selagem presentemente utilisado na indústria. Teve um significado particular o facto de,di ferentemente das selagens pelo calor de PET/PET, as selagens a quente de PET-G/PET-G eram estanques a líquidos e extremamente dignas de confiança. Em parte, acredita-se que isso se deve ao facto de o PET cristalizar quando é arrefecido a partir da temperatura necessária para criar uma vedação a quente (cerca de 2609C = 5009F) enquanto o PET-G praticamente não cristaliza quando arrefecido duma temperatura de sela gemigual a cerca de 13 59C (2739F) .
Muito embora se tenha verificado que uma embalagem ou um recipiente com uma camada de PET-G como superfície em con tacto com a bebida, inibe a permeação de óleos essenciais e componentes aromatizantes através deles, verificou também que o PET-G é um pouco deficiente em evitar que o oxigénio entre para dentro da embalagem ou recipiente. Como se mencionou an teriormente na presente memória descritiva, o oxigénio oxida vários componentes que se encontram em muitas bebidas, origi nando assim uma alteração do paladar. Uma solução para este problema consiste em incluir uma camada intermédia de barrei ra ao oxigénio entre o substrato do laminado e a camada de PET-G que está em contacto com a bebida. Por exemplo, uma ca mada intermédia de PET entre o substrato de laminado e a cama da de PET-G do laminado que contacta com o líquido proporciona uma barreira excelente contra o oxigénio. Esse laminado
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barreira é ilustrado na Figura 4. Na Figura 4, o laminado barreira 60 compreende um substrato 62 como por exemplo cartão que tem um camada 64 de PET-G ligada directamente a ele. O laminado 60 tem uma camada intermédia 66 de PET aderida à superfície interna do substrato 62 por meio duma camada adesiva 68 tal como a descrita na Patente dos Estados Unidos N9 4 455 184 que ê incorporada na presente memória descritiva a título de referência. Finalmente, o laminado barreira 60 tem uma camada 69 de PET-G interior em contacto com a bebida, di rectamente ligada ã camada de PET intermédia 66 através da aplicação simultânea de calor e pressão.
Outros exemplos de materiais de barreira intermédia ao oxigénio que podem substituir a camada intermédia de PET 68 da Figura 4 inclui folha de alumínio, PVDC, EVAL e nylon.Nal guns casos, é também necessário incluir resinas de ligação entre o substrato do lamiado (tal como cartão) e essas camadas intermédias barreira ao oxigénio. Em geral, as resinas dessa camada de ligação são agentes de ligação interlaminares à base de poliolefinas usados para fazer aderir camadas incomportáveis em estruturas obtidas por coextrusão ou laminadas. Além de ligarem camadas de polímeros diferentes, as re sinas de ligação são também usadas para ligar polímeros a metais (folhas), contraplacados de madeira e papel. Esses materiais são ou submetidos a coextrusão entre outros põlíleros ou revestidos por extrusão sobre outros substratos antes de serem combinados para formação de estruturas compostas median te a aplicação de calor e pressão. As aplicações por coextrusão incluem película e chapa vazadas, película suprada e fras cos moldados por sopragem com extrusão.
As resinas de ligação típicas incluem resinas CXA da DuPont e a família de resinas PLEXAR vendidas pela firma Northern Petrochemical Company (Norchem). As resinas CXA são polímeros multifuncionais com base numa estrutura de etileno. Elas incluem terpolímeros, qu.adripolímeros de etileno e ace tato de vinilo e outros tipos de poliolefinas modificadas.
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As resinas de PLEXAR são produzidas a partir de copolímeros de LDPE, MDPE, HDPE, PP e EVA modificados.
A escolha de resina de ligação para uma aplicação par ticular depende de vários factores tais como a natureza quí mica dos materiais a ser ligados, as viscosidades de fusão das outras resinas a ser tratadas por coextrusão, as tempera turas de processamento do material, o tipo de processo utili zado e o tipo de equipamento de processamento. As resinas de ligação oferecidas pelos fornecedores acima identificados cobrem uma larga gama de índices de fusão e são capazes de ligar numerosos materiais de base usados em aplicação de embalagem como se indica num artigo intitulado What Can Be Coextruded? The Sky's The Limit publicado nas páginas 78-80 do numero de Setembro de 1980 da revista Modern Plastics que se incorpora na presente memória descritiva como referência.
Para ilustrar a superior qualidade das embalagens de cartão revestido com PET-G e cheias de acordo com a maneira acima descrita na retenção do óleo da casca, que é considera do como sendo um dos óleos essenciais que se encontram presen tes no sumo de laranja, realizou-se um estudo de envelhecimento sobre sumo de laranja que foi armazenado em embalagens de cartão feitas de um laminado barreira de acordo com o pre sente invento. Também foram ensaiadas várias embalagens e re cipientes da técnica anterior, para comparação. As embalagens cheias foram armazenadas a 4,4?C (409F) durante um período de tempo de trinta e cinco dias ao fim dos quais se analisou o sumo de laranja para determinar a percentagem de perda de óleo essencial da casca. Os resultados encontram-se indicados na seguinte TABELA 1.
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TABELA 1 % de perda de óleo da casca
Caixa A
Caixa B
Caixa C
Caixa D
Garrafa E
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<5
Caixa A
Caixa B
Caixa C
Caixa D
Garrafa E
- Caixa normal de polietileno/cartão/poliétileno
- Caixa de polipropileno/cartão/polipropileno
- Caixa de polietileno/cartão/polietileno/folha de alumínio/polietileno
- Caixa de acordo com o presente invento de PET-G/cartão/PET-G
- vidro (controlo)
Todas as embalagens de cartão e garrafas tinham o tamanho de 1/4 de galão com excepção.da embalagem B que tinha 1/2 galão de capacidade.
A maneira de proceder praticamente seguida para medir a % de perda de óleo da casca é descrita pormenorizadamente em Scott, Clifford e M.K. yeldhuis, Rapid Estimate of
Recoverable Oil in Citrus Juices by Bromate Titration,
Journal of the Association of' Agricultural Chemists, Volume 49 N93,628 - 633 (1966) que se incorpora na presente memória descritiva como referência.
A comparação acima mostra que as embalagens feitas dum laminado barreira de acordo com o presente invento são claramente superiores ãs outras embalagens da técnica anterior na retenção do óleo da casca. Na realidade, a embalagem feita dum laminado barreira de acordo com o presente invento aproxima-se da capacidade de preseryação do óleo da casca pe lo vidro.
Embora se descrevessem e se ilustrassem diversas formas de realização do presente invento particularmente prefe30
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ridas, é óbvio para os técnicos do ramo que neles se podem fa zer mudanças e modificações de vária ordem sem afastamento do espírito e âmbito do invento. Além disso, muito embora a ante rior descrição do presente invento tenha sido geralmente dedi cada à fabricação dum laminado barreira superior para fazer recipientes que retêm uma quantidade substancial de óleos essenciais e componentes aromatizantes que se encontram presentes nos sumos de fruta neles contidos, o presente invento pode aplicar-se com igual facilidade a qualquer recipiente ou embalagem que se destine a conter outras bebidas e produtos que tenham componentes essenciais semelhantemente difíceis de reter. Por consequência, pretende-se que as seguintes reivindicações abranjam essas alterações, modificações e outras áreas de aplicação que se encontrem dentro do âmbito do presente invento.
Depósito do primeiro pedido para o crito, foi efectuado nos Estados Unidos da invento acima des-

Claims (11)

  1. REIVINDICAÇÕES
    Ia’- Laminado barreira útil para a fabricação dum recipiente vedado que possui uma retenção melhorada de óleos essen ciais e de componentes aromatizantes que se encontram presen tes num líquido nele contido, caracterizado pelo facto de ccm preender o referido laminado barreira um material de substra to tendo uma superfície interior e uma superfície exterior e uma camada de tereftalato de poli-etileno modificado com gli col ligada â mencionada superfície interior do citado material do substrato, constituindo a referida camada de terefta lato de poli-etileno modificado com glicol a superfície do mencionado recipiente vedado que está em contacto com o líqji do.
  2. 2a’- Laminado barreira de acordo com a reivindicação 1, caraç
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    Case 3442 s ΓΓΗϊτπ terizado pelo facto de posuir uma camada intermédia de material barreira ao oxigénio entre o material do substrato a que se encontra ligado e a camada de tereftalato de poli-etileno modificado com glicol.
  3. 3 Laminado barreira.de acordo com a reivindicação 2, caracterizado pelo.facto de a camada intermédia de material barreira a oxigénio ser cloreto de polivinilideno, copolímero de etileno/álcool vinílico, nylon, tereftalato de polietileno ou folha metálica.
  4. 4 Laminado barreira de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, caracterizado pelo facto de possuir uma camada de tereftalato de polietileno modificado com glicol li gada à superfície exterior do substrato.
  5. 5 Laminado barreira de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, caracterizado pelo facto de o material de substrato ser papel, cartão, cloreto de polivinilo, tereftalato de poli-etileno, poliestireno, polietileno, polipropileno ou copolímero de etileno/acetato de vinilo.
  6. 6a’- Processo para a fabricação de uma barreira de laminado de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 5, caracte rizado pelo facto de se fazer contactar uma película de teref talato de poli-etileno modificado com glicol directamente com a superfície interior duma teia de material de substrato,formando assim um laminado e se aplicar calor e pressão ao referido laminado de modo a formar-se o mencionado laminado barreira.
  7. 7a’- Processo de acordo coma reivindicação 6, caracterizado pelo facto de se colocar uma segunda película de terefta lato de poli-etileno modificado com glicol em contacto directo com a superfície exterior da teia de material de substrato formando dessa maneira um laminado de duas faces e se aplicar calor e pressão ao referido laminado de duas faces de modo a formar-se o laminado barreira.
  8. 8a*- Processo para a preparação duma barreira de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 5, caracterizado pelo facto
    -15Case 3 442 de se revestir a superfície interior dum material de substrato com uma camada adesiva de fixação; se colocar uma película de um material que constitui uma barreira intermédia ao oxige nio em contacto com a mencionada camada adesiva de fixação; e se ligar uma película de tereftalato de poli-etileno modifica do com glicol à referida película de um material que constitui uma barreira intermédia ao oxigénio, formando-se assim o referido laminado barreira.
  9. 9a’- Recipiente que possui uma melhor retenção de óleos essen ciais e de componentes aromatizantes que se encontram presentes num líquido nele contido, caracterizado pelo facto de compreender uma parte do corpo tendo um rebordo superior e um rebordo inferior; um painel terminal superior ligado ao re ferido rebordo superior da mencionada parte do corpo; e um painel terminal inferior ligado ao citado rebordo inferior da referida parte do corpo, sendo a mencionada parte do corpo feita dum laminado barreira de acordo com qualquer das reivin dicações anteriores.
  10. 10 ’- Recipiente que possui retenção melhorada de óleos essen ciais e de componentes aromatizantes que se encontram presentes num líquido nele contido, sendo o referido recipien te feito a partir duma chapa em bruto de laminado dobrãvel duna única peça e compreender: quatro painéis das paredes laterais formando um corpo tubular com a secção transversal geral mente rectangular tendo fechos superior e inferior dobráveis para dentro, caracterizado pelo facto de a chapa em bruto de laminado dobrãvel, duma única peça, compreender um laminado de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 5.
  11. 11a*- Processo para a fabricação de recipientes vedados, de acordo com a reivindicação 10, a partir duma chapa em bruto de laminado dobrãvel constituindo uma peça única tendo uma superfície interior em contacto com o líquido, tendo o referido recipiente quatro painéis que constituem as respecti vas paredes laterais e que formam um corpo tubular de secção transversal geralmente rectangular e possuindo fechos supe-161
    57457
    Case 3'442 rior e inferior de dobrar para dentro e apresentando o referi do recipiente características melhoradas de retenção de óleos essenciais e componentes aromatizantes que se encontram presentes num líquido nele contido, processo esse caracterizado pelo facto de se ligar uma camada de tereftalato de polietile no modificado com glicol à superfície interior e a superfície exterior duma chapa em bruto de uma só peça, dobrãvel que cons titui o material de substrato, formando a mencionada chapa em bruto dobrãvel duma só peça que tem uma superfície em contacto com o líquido e se dobrar a mencionada chapa em bruto dobrãvel para se formar o referido corpo tubular; e ainda por se vedar por acçao do calor a referida chapa em bruto laminada, dobrãvel, de uma só peça de cartão, a fim de se formar o referido recipiente vedado.
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