PT83467B - Sapato de madeira para corrigir a hiperlordose e curar a lipodistrofia localizada nas coxas e nos musculos nadegueiro - Google Patents

Sapato de madeira para corrigir a hiperlordose e curar a lipodistrofia localizada nas coxas e nos musculos nadegueiro Download PDF

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Description

A presente invenção refere-se a um sapato ou sandália de madeira que recebe uma configuração particular na sua sec ção da planta do pé do utilizador do plano de marcha e, mais -pgp ticularmente, a um sapato ou sandália de madeira cuja finalidade principal é corrigir a hiperlordose e curar a lipodistrofia localizada nas coxas e nos músculos nadegueiros. Isso consegue -se variando o espaço entre a sola do pé e o plano de marcha me diante um aumento gradual da porção traseira para a porção dian teira do referido sapato de madeira. A forma real deste aumento gradual e o valor máximo do mesmo, à frente, dependem da altura do indivíduo e das dimensões do sapato convencional usuahnente calçado pelo utilizador, bem como da terapia que se planeou seguir para corrigir a hiperlordose e ourar a lipodistrofia do in divividuo.
. Nos últimos anos difundiu-se o termo geral celuli). ’ te particularmente para a situação de distribuição não harmóni
- ca das massas adiposas localizadas nos flancos, nas coxas e nas nádegas, o que conduziu a estudos sobre as causas respectivas, bem como a sugestões para eliminar ou atenuar tal distribuição. Eatre a população feminina, nas jovens e mesmo as muito jovens podem ser particularmente afectadas dando-lhes uma postura pouco graciosa, mesmo que sejam elegantes, de modo que podem surgir o desconforto, a infelicidade e complexos.
A etiopatologia, isto é o estudo das causas, desta questão foi desenvolvida por muitos cientistas, com opiniões um tanto diferentes entre si. Assim, há a etiopatologia linfática de Alquir, a artítrica de Wetterwald, a hepática de Paviot, a tô xica de Guy-laroche, a intestinal de Gachlinger, a alérgica de Lagbze, a da seda de Kermogant, limitando as citações apenas a autores conhecidos, mas sem desprezar outras causas que incluem as causas dietéticas, as causas capilares, etc..
Os estudos e as diferentes teses apontadas até agora não conduziram a indicações claras ou a especificações dadas acerca da palavra celulite”, para ser considerada como um sinal ou uma doença para deduzir consequentemente sugestões idóneas re lativamente a terepeuticas que conduzam a resultados efectivos. Presentemente são sugeridas várias terapêuticas: desde fisioterapia até hormonas, desde massagens até agentes de difusão, des de dietas até psicoterapia, desde raios laser até mesoterapia. Além disso, prevê-se um número indeterminado de aplicações locais, por exemplo banhos, cremes, unguentos, líquidos, etc..
Devido à sua actividade profissional, o Requerente curou vários casos de celulite e, antes de mais nada, concluiu o seguinte:
a) ela atinge quase exclusivamente o sexo feminino;
b) ela localiza-se preponderantemente nos flancos e nas nádegas.
No que respeita a a), parece que o grupo das hormonas da mulher (com uma preponderância de hormonas femininas (es trona, progesterona) é responsável pelas infiltrações de celuli . te. No que respeita a b), essa localização deve relacionar-se
I··· , .
anftnn I
é solicitado, ou degeneram. As ná com o facto de que um órgão, um tecido que não uma função que não é realizada, atrofiam-se ou degas e as coxas estão expostas a uma degeneração gorda e celulítica quando não são utilizadas e isso pode suceder nas mulheres que não desenvolvem actividades desportivas. Pode considerar-se um absurdo admitir que músculos tão importantes e obriga tórios para a postura e para a marcha possam na realidade não ser muito solicitados ou não ser nada solicitados mesmo durante uma prática desportiva, mas no entanto isso ê verdade.
Uma demonstração prática pode ser feita pelos interessados colocando numa posição direita em frente de um espelho, com os pés ligeiramente afastados e fazendo balançar livremente os braços ao lado do corpo. Quando nessa posição a linha ideal da carga do corpo humano tem de partir do alto da cabeça, seguir ao longo das orelhas, do pescoço, dos ombros, dos braços e estender-se idealmente da ponta do dedo médio até ao solo. Quando uma tal linha de carga é normal, o ponto de chegada referente a cada braço ficará ao lado do pé respectivo, na zona central do mesmo,enquanto que numa condição anormal o ponto de chegada ficará para o lado da ponta dos pés ou inclinados para a frente.
Quando a linha de carga for anormal, é evidenciada uma acentuação da curvatura normal da coluna vertebral, isto ê, uma hiperlordose lombar com uma proeminência notável do abdómen quase saliente para a frente. Se a pessõa se mantiver nessa posição ê então possível notar que, calcando profundamente as mas sas musculares da zona das nádegas, elas estão flácidas, invari áveis, relaxadas não só quando se mantém a mesma posição como também quando se faz um movimento levantando primeiro um joelho e depois o outro, visto que esse movimento não provoca qualquer contracção dessas massas musculares.
Para estudar as localizações celulíticas nas coxas e nas nádegas e obter sugestões para possíveis terapias apropria das para as correcções e/ou curas, o Requerente fez particularmente com que pacientes colocados sob a sua observação contraís sem, na posição direita, os músculos abdominais e endireitassem a coluna vertebral distendendo os músculos das costas. Nesta po
sição e condição forçadas de severa tensão muscular, o citado ponto de chegada e um prolongamento ideal da linha de carga re sulta para cada paciente no interior da área central dos pés, e os músculos das nádegas e das coxas ficam contraídos, não só quando o paciente estava ainda nessa posição, como também quando se simula um movimento de deambulação ou de marcha elevando alternadamente um pé e o outro.
Substancialmente, a mulher que tem o baricentro do corpo deslocado para a frente, quer quando está parada numa p£ sição direita, quer quando anda ou pratica desporto, usa prepon derantemente os músculos da zona dianteira das coxas, que 6 com efeito proporcionalmente mais magra, enquanto que os músculos das nádegas e os da zona posterolateral das coxas são pouco ou mesmo nada utilizados e degeneram em gordura e celulite. Este deslocamento do baricentro para a frente pode por vezes ser de natureza constitucional, isto ê, hereditária e transmitida da mãe para a filha, mas é muito mais vezes devido ao uso de tacões altos, já quando a utilizadora ê muito jovem. Para evitar o deslocamento para a frente, o corpo da jovem acentua a curva tura lombar, o abdómen toma-se poeminente, as nádegas perdem a sua função estática e dinâmica e evidenciam-se assim perturba ções estéticas mesmo apôs alguns anos.
Para compensar o que está mal feito e procurar, den tro dos limites do possível, um remédio para a patologia em pro gresso, sugerem-se três instrumentações terapêuticas, mais precisamente í
1. Quando de pé ou a caminhar, corrigir continuamente a posição do corpo, pensando em empurrar a cabeça para cima - mas sem levantar o queixo ou pôr-se nas pontas dos pês - corrigindo assim a hiperlordose;
2. praticar várias vezes ao dia exercícios físicos de bajs culamento da bacia para fortalecer os músculos abdominais;
3. provocar - o mais possível e com uma intermitência ad.e quada - o deslocamento do baricentro do corpo para trás, quer de pê, quer em marcha, depois de ter calçado sapatos ou sandáli as de madeira providos de uma biqueira elevada.
ÍjMÍKt^
Enquanto que, relativamente aos instrumentos terapeu ticos 1. e 2. é possível confiar apenas na disponibilidade e no querer do paciente, para o instrumento terapêutico 3. e obviamen te necessário ter à sua disposição sapatos ou sandálias de madej. ra apropriados para usar por forma a proporcionar o referido des locamento do baricentro do corpo.
A presente invenção tem por objecto remediar essa falta da técnica presente, relativamente ã terapêutica para corrigir a hiperlordose e curar a lipodistrofia.
As vantagens oferecidas pela presente invenção consistem substancialmente em proporcionar um meio simples e de pro dução pouco dispendiosas, mais precisamente um sapato ou sandália de madeira cuja sola tem o seu troço dianteiro muito arqueado para cima para formar uma elevação que aumenta gradualmente a partir do chamado arco metatársico para a ponta do referido sapa to relativamente ao plano de marcha. Essa elevação dianteira está obviamente em contraste com o tacão alto traseiro de um sapato convencional com um tal salto, sendo este 61 timo muitas vezes alto ou mesmo muito alto, particularmente nos sapatos de senhora, como manda a mo da.
Para melhor compreender as características novas da
I presente invenção e justificar as vantagens que advêm do uso de sapatos ou sandálias de madeira segundo a presente invenção para corrigir a hiperlordose e curar a lipodistrofia, descreve-se a seguir uma forma de realização preferida do sapato segando a pre sente invenção, com referência aos desenhos anexos, cujas figuras representam:
A fig. 1, uma vista em alçado lateral esquemático de um corpo humano para pôr em evidência uma linha de carga que apresen ta hiperlordose;
A fig. 2, uma vista em alçado lateral esquemática semelhante à da fig. 1, mas representando uma linha de carga substancialmente rectilínea ideal, cuja finalidade é representar um corpo hu mano sem hiperlordose e sem lipodistrofia, quando se utilizam com • fins terapêuticos sapatos ou sandálias de madeira segundo a pressente invenção;
do um to
A fig. 3» uma vista em alçado, parcialmente em corte do la esquerdo de um sapato de madeira do pé esquerdo de acordo com dos vários tipos fabricados actualmente, estando um tal sapade madeira provido de um tacão convencional baixo;
A fig. 4, um alçado, com corte parcial, numa vista com as peças separadas de um sapato de madeira segundo os princípios da presente invenção; e
A fig. 5, uma vista em alçado do sapato de madeira ilustrado na fig. 4, na qual os elementos componentes estão solidamente associados como se torna necessário para a utilização de um tal sapato de madeira, estando também representado o pé e a parte terminal da perna, de maneira esquemática, supondo-se o corpo humano na sua posição direita.
Gom referência aos desenhos e em primeiro lugar às fig. 1 e 2, pode ve3>-se que se supãe que um sapato de madeira (A4) está a ser usado num corpo humano (A). 0 sapato (A4) pãe melhor em evidência a hiperlordose de acordo com a linha de car ga que vai desde o alto da cabeça (Al) até ã extremidade inferi or (A2). Por meio da hiperlordose é também evidenciada a proemi nência do baricentro do corpo (A), que está deslocado para a frente.
corpo (B) da fig. 2 tem uma linha de carga (Bl-B2) idealmente rectilínea e vertical. Esta representação ideal foi preferida para evidenciar que a terapêutica a realizar pela utilização - intermitentemente mas repetidamente, tanto quanto possível - do sapato ou sandália (B4) com a configuração segundo a presente invenção se destina a levar para trás o baricentro do corpo (B), de modo que a vertical que passa pelo centro de gravidade atinja a linha de junção dos centros dos pés na sua extremidade inferior.
sapato de madeira representado esquematicamente na fig. 2 sob os pés do utilizador e praticamente apropriado pa ra corrigir a hiperlordose e curar a lipodistrofia devido à sua característica principal relacionada com a forma, na qual uma subida que aumenta gradualmente é prevista na porção dianteira do sapato. Segundo uma forma de realização genérica da presente invenção, este sapato de madeira correctivo e curativo pode ser — 6 —
- executado sob a forma de uma sé peça, de preferência de madeira, cuja superfície superior tem, por sua vez, uma forma ortopédica para melhor assentar a sola do pé do utilizador.
Para explicar melhor os princípios da presente inven ção e satisfazer algumas outras formas de realização, admitiu-se que a referida característica principal é obtida utilizando um sapato de madeira que compreende dois elementos componentes soli. damente sobrepostos·
As fig. 3 e 4 são comparáveis e servem para dar aos entendidos nestas técnicas uma ideia mais clara das novas características de um sapato de madeira segundo as fig. 4 e 5, relati vamente a um dos muitos tipos convencionais sugeridos e/ou fabri cados segundo a técnica anterior.
Observando a fig. 3, pode notar-se que, de acordo com a técnica anterior, um sapato de madeira pode considerar-se constituído por um elemento (11), na generalidade de madeira, e um elemento de sola (12) ligado solidamente à superfície inferior do elemento superior (11). Apenas a título de exemplo, a sola (12) foi provida de um salto (13) com uma altura modesta (s’). Na fig. 3, a sola(12) foi considerada ser feita de resina sinté tica, como sucede geralmente no calçado existente à venda.
A superfície superior do sapato de madeira (10) na qual se apoia realmente o pé do utilizador estende-se da extremi dade traseira (14) até à extremidade dianteira (14a) Muitas vezes essa superfície tem uma forma ortopédica (não representada) para melhor suportar o pé do utilizador quando nela assenta. Mas é importante realçar que usualmente o nível do suporte traseiro (14) é mais elevado que o suporte dianteiro (14a) relativamente ao plano de marcha (s).
Como atrás se mencionou, o nível mais elevado do suporte traseiro (14) relativamente ao suporte dianteiro (14a) será desvantajoso para o utilizador que tem já tendência para a hi perlordose, quer por causas de hereditariedade, quer pelo uso re • petido de saltos mais ou menos altos.
i As fig. 4 e 5 devem ser comparadas com a fig. 3, pa- 7 i Vfecrjoos' ’ _ ra confirmar o que atrás se mencionou e está representado esque maticamente nas fig. 1 e 2, para ilustrar as características no vas da presente invenção relativamente a este exemplo de realiza ção.
De acordo com a fig. 4, na qual estão representados os elementos (21) e (22) deparados, pode ver-se que a superfície inferior (26) substancialmente plana do elemento superior (21) está inclinada para cima desde a parte traseira da porção dianteira do sapato de madeira (20), quando a porção substancialmente plana da superfície inferior do elemento inferior (22), isto ê da extremidade traseira (30) até ao chamado arco metatár sico (29) dianteiro, está assente no plano de marcha (s). Como está representado, o troço terminal traseiro (30) do elemento inferior (22) é ligeiramente arqueado para cima. Alem disso, a inclinação da superfície inferior (26) do elemento (21) é obvia mente confirmada quando os dois elementos componentes (21) e (22) do sapato de madeira (20) são ligados entre si solidamente, como se mostra na fig. 5, na qual estão representados o pé do u tilizador, bem como a extremidade inferior da sua perna.
Para completar os objectivos da presente invenção, o elemento inferior (22) que forma a sola do sapato de madeira (20) tem de ter uma configuração tal que não só proporciona um tacão dianteiro, isto é, uma elevação dianteira que aumenta gra dualmente, em vez de um tacão traseiro, como também permite um movimento de basculamento notável do corpo do utilizador, sendo isto realmente importante e útil para obter o efeito curativo desejado por meio do sapato segundo a presente invenção.
A vista com as peças separadas da fig. 4 mostra o e lemento inferior, ainda de resina sintética, cuja superfície in ferior é substancialmente plana desde um troço traseiro curto (30) (ligeiramente arqueado para cima) até ao chamado arco meta társico dianteiro (29) e prossegue depois pela porção dianteira (30a) que tem uma forma notavelmente arqueada que forma uma ele vação dianteira que aumenta gradualmente até à ponta (31) da so. la, dependendo o espaço que se forma em relação ao plano de mar • cha (s) do raio de curvatura desta porção terminal dianteira * (30a) do sapato de madeira (20). As fig. 4 e 5 tomam mais cla- 8 -
ra a nova característica da presente invenção que a representação esquemática da fig. 2.
Devem fazer-se considerações análogas às referentes aos níveis dos planos de apoio do pé (14) e (14a) da fig.3, relativamente aos planos de apoio do pé (24) e (24a) na porção traseira e dianteira do sapato de madeira, respectivamente, como se representa na fig. 4. Pode ver-se que, segundo uma característica nova da presente invenção, o nível traseiro (24) é neste caso notavelmente inferior ao nível dianteiro (24a).
Devido a diferença dos níveis, a pessoa será levada a deslocar o seu corpo angularmente para trás, mas realmente im pelida a ficar na sua posição direita, como se representa esque maticamente na fig. 5 (com referência ao pé e à extremidade da perna) de maneira a não perder o equilíbrio. A pessoa e assim o brigada a contrair os músculos abdominais e a endireitar a oolu na vertebral com solicitação dos músculos traseiros, como se re feriu nas experiências indicadas pelo Requerente. 0 resultado ê uma contracção gradualmente maior dos músculos das coxas e das nádegas que são compulsivamente postos em acção quer na postura de pé, quer em marcha, quando se utilizam os sapatos de madeira (20) intermitentemente durante um tempo suficientemente longo, ate obter o resultado pretendido.
sapato de madeira como o representado nas fig. 4 e 5, no qual se prevê uma elevação dianteira segundo a presente invenção, é uma representação genérica e não uma limitação para outras formas de realização.
Com efeito, devem fazer-se as seguintes considerações:
I. Nem todas as pessoas interessadas nesta terapêutica têm a mesma altura e dimensão do pé. As suas idades podem igual mente ser diferentes;
II. Nem todas as hiperlordoses têm o mesmo grau no início da terapêutica, de modo que nem todas as alterações da linha de carga têm a mesma identidade;
III. Nem todas as pessoas toleram uma modificação rápida e
máxima do equilíbrio estático e dinâmico do eixo do corpo; além do aparecimento de dores musculares devido a serem postas em a£ ção as massas musculares que estavam inactivas possivelmente há alguns anos, a pessoa pode apresentar dificuldades na sua marcha e equilíbrio, principalmente nos primeiros tempos do tratamento.
No que se refere aos pontos I. e II., o Requerente efectuou controlos radiológicos em algumas dezenas de pacientes do sexo feminino: idades de 18 aos 35 anos; alturas dos 154 aos 182 cm; medida dos sapatos do 35 ao 42.
Os indivíduos foram estudados radiologicamente na sua posição direita, primeiro quando estavam descalços e depois quando usavam os sapatos de madeira segundo a presente invenção. Experimentaram-se diferentes valores da elevação dianteira, considerando essa elevação como sendo a diferença de nível entre o suporte dianteiro (24a) e o suporte traseiro (24) do pé, como se representa nas fig, 4 e 5.
Numa primeira selecção deduziu-se numa mulher com a altura de 162 cm e que usa normalmente sapatos do tamanho 37, era possível a correcção óptima com uma elevação dianteira de 1 cm.. Escolheu-se este resultado como base para calcular a elevação di anteira óptima para pessoas que usam os diferentes números de sa patos, de acordo com a fórmula seguinte:
: 1 - a:x sendo: ~_____________ í a - número do sapato usado normalmente pela paciente x - altura da elevação dianteira a escolher para o trata mento.
Assim, por exemplo, quando o número do sapato usado normalmente for o 35 s
37 : 1 = 35 : x
de modo que
x - 35 : 37 = 0,9 cm
e no caso de um sapato número 42:
x = 42 : 37 = 1,1 cm
No que respeita ao ponto III., compreender-se-á que
poderá ser útil, se não necessário, ter dois ou mais sapatos de madeira segundo, por exemplo, a forma de realização representada nas fig. 4 e 5 ao dispor do utilizador, tais como sapatos de madeira com elevações dianteiras gradualmente crescentes, entre os níveis dos planos dos suportes (24) e (24a).
Como o elemento superior (21), em cuja superfície superior assenta efectivamente o pé, tem de preferência uma for ma ortopédica para ser mais apropriada para o pé do utilizador, pode ser importante proporcionar apenas um elemento superior único (21) com tal forma ortopédica e dois ou mais elementos inferiores (22) do tipo representado nas fig. 4 e 5, mais facilmente desmontáveis e intermudáveis e também solidamente ligáveis a esse elemento superior único (21).
Segundo uma outra forma de realização da presente in venção, um tal elemento inferior (22) não é ligado ao elemento superior (21) usando um adesivo apropriado (como se faz usualmen te) mas sim usando meios convencionais apropriados para permitir a desmontagem e a substituição conforme se desejar para a efecti vação da terapêutica. De maneira diferente da primeira forma de realização, a face superior do elemento inferior (22) ajusta-se à superfície inferior do elemento superior (21) e é suficientemente apertado contra o mesmo, por exemplo utilizando parafusos colocados em pontos (a), (b) e (c), como se mostra a tracejado na fig. 5.
Algumas outras considerações podem ser úteis para os especialistas da matéria:
- Verificou-se que a utilização de sapatos de madei ra segundo a presente invenção é equivalente a uma hora de exer cicios físicos, mas os resultados são mais evidentes. O trabalho de se manter direito e de usar os sapatos segundo a presente invenção, bem como a dificuldade da marcha no início do tratamento devida ao uso dos mesmos é atenuado ao fim de pouco tem po e, passados alguns dias, a pessoa pode mesmo subir e descer escadas. Depois de ter usado tais sapatos de madeira durante al guns meses a musculatura das coxas e das nádegas tem recuperado a sua tonicidade. So nessa altura pode pdr-se em prática a tera
- 11 reoWó'
í sfsSEHTÃ ! escudos :
peutica local dos infiltrados celulíticos para também evitar a tão temida recaída a curto prazo;
- o uso de sapatos ou sandálias de madeira com uma elevação dianteira segundo a presente invenção pode ser importan te para algumas outras pessoas que não apresentam hiperlordose ou lipodistrofia e que no entanto têm o hábito de não andar direitas e não marcharem numa posição correcta do corpo. A terapêutica anterior, durante a qual o indivíduo use os referidos sapatos de madeira, tenderá a corrigir essa posição anormal do corpo e mesmo evitar agravamentos ao longo do tempo.

Claims (1)

  1. REIVINDICAÇÕES
    - lâ Sapato ou sandália de madeira para corrigir a hiper lordose e curar a lipodistrofia, caracterizados por compreenderem: um elemento superior (21), cuja superfície superior tem ge ralmente uma forma ortopédica e serve para assentar na mesma di rectamente a sola do pé do utilizador, enquanto que a superfície inferior (26) é substancialmente plana e está provida de tro ços terminais dianteiro e traseiro curtos (28, 28a), respectivamente, que estão ligeiramente curvados para cima com um raio de curvatura grande; um elemento inferior (22) que forma a sola do sapato de madeira e que tem uma configuração tal que a sua super fície superior (25) se ajusta à superfície inferior solidamente ligada do elemento superior (21) do sapato de madeira (20), enquanto que a sua superfície tem uma porção média substancialmen te plana que se estende desde um troço traseiro (30) ligeiramen te curvado para cima até ao chamado arco metatársico dianteiro (29) e prossegue depois para a frente até à ponta do sapato de madeira formando um troço terminal dianteiro (30a) muito arquea do para cima para proporcionar uma elevação gradualmente crescente a partir do arco metatársico dianteiro (29) até ã ponta (31), relativamente ao plano de marcha (s) do sapato de madei12 - βο$οο ·
    Sapato ou sandália de madeira de acordo com a reivin dicaçao 1, caracterizados por serem realizados como uma só peça de preferência de madeira e provida com a referida elevação dian teira gradualmente crescente.
    - 3a -
    Sapato ou sandália de madeira de acordo com a reivin dicaçao 1, caracterizados por 0 referido elemento superior (21) ) ser de preferência de madeira, 0 referido elemento inferior ser de preferência de resina sintética e a superfície inferior do re ferido elemento inferior (22) ser substancialmente plana na sua secção intermédia que se estende desde 0 troço terminal traseiro (30) ligeiramente curvado para cima até ao chamado arco metatársico dianteiro (29) e prossegue depois para a frente até ã ponta (31) do referido sapato de madeira (20) formando um troço terminal dianteiro (30a) sendo este notavelmente curvado para cima pa ra proporcionar uma elevação dianteira gradualmente crescente na ponta (31) relativamente ao plano de marcha (s) do referido sapa to de madeira (20).
    - 4a -
    Sapato ou sandália de madeira de acordo com as reivindicações 1 ou 3, caracterizados por os referidos elementos componentes (21,22) estarem ligados solidamente entre si de modo que 0 referido sapato de madeira (20) é formado como um corpo único que possui um troço terminal dianteiro (30a) notavelmente curvado para cima para criar uma elevação dianteira gradualmente crescente correspondente ã diferença de níveis entre cs suportes dianteiro e traseiro (24a,24), respectivamente, as quais assenta a sola do pé do utilizador.
    - —
    Sapato ou sandália de madeira de acordo com as reivindicações 1 ou 3, caracterizado por compreender um elemento su . perior único (21) e dois ou mais elementos inferiores (22), ten- 13 - do estes formas diferentes uns dos outros no que respeita à superfície inferior dos mesmos, que compreende, por sua vez, um troço terminal curto ligeiramente curvado para cima (30) na parte traseira do referido elemento inferior (22), uma secção média substancialmente plana que se estende desde o referido troço ter minai (30) até ao chamado arco metatársico dianteiro (29), e uma secção dianteira (30a) que é muito curvada para cima como é desja jado na ponta (31) do referido sapato de madeira (30), relativamente ao plano de marcha (s)
    Ml H m
    Sapato ou sandália de madeira de acordo com as reivindicações 4 e 5, caracterizados por a forma da superfície inferior do referido sapato de madeira (20) sapato de madeira (20) se destinar a manter o movimento equilibrado do corpo do utiliza dor durante a marcha e por o raio de curvatura do referido troço dianteiro (30a) ser escolhido de modo tal que se cria uma elevação dianteira gradualmente crescente que está relacionada com o número do sapato convencional usado pelo indivíduo pela fórmula seguinte:
    37 ·. 1 = a : x na qual:
    - 37 é a dimensão ou número base de um sapato convencional usado por uma pessoa cuja altura é 1,62 m;
    - 1 é a elevação dianteira base correspondente a um sapato de madeira para um tal paciente;
    - a é o número do sapato usualmente usado pelo paciente que pretende ser curado; e
    - x é a elevação mais desejável do sapato de madeira a u sar para os fins terapêuticos.
    - 7â Sapato ou sandália de madeira de acordo com as reivindicações 5 e 6, caracterizados por cada um dos elementos inferiores referidos (22) ter uma configuração para proporcionar uma elevação dianteira gradualmente crescente que é a mais apro priada para a pessoa tratar e poder ser ligado solidamente ao re ferido elemento superior único (21) por meios convencionais, por exemplo parafusos de aperto, que funcionam em pontos (a,b,c) apropriados do referido sapato de madeira (20) e ser facilmente desligado do mesmo.
    Lisboa, 30 de Setembro de 1986
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