PT86970B - Projectil fumigeno e municao assim equipada - Google Patents
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Description
PROJECTIL FUMIGENO E MUNIÇÃO ASSIM EQUIPADA i
• O presente invento refere-se a projecteis fumigenos i destinados ã protecção por camuflagem de veículos terrestres, !; em particular, de carros.
í'
Já foram propostos numerosos projecteis fumigenos ;
do tipo que compreende, pelo menos, um vaso de composição pirotécnica capaz de gerar fumo durante a sua combustão, para a i protecção de veículos terrestres.
i
I
Entretanto, os projecteis fumigenos propostos até i agora não dão satisfação total.
j i ii
Η Jã foi igualmente proposto no documento EP-A-0 108 |i 939 (FEISTEL) um projectil do tipo que compreende pelo menos i um elemento 1 da composição pirotécnica apto a gerar fumo durante a sua combustão e uma carga de pólvora 2 absorvente de contraste no âmbito infravermelho.
Mais precisamente, o documento EP-A-0 108 939 proipõe meios que permitem garantir um despoletamento quase-ins! tantaneo da composição fumigena e da carga de pólvora, de tal • maneira que esta última beneficie das correntes de ar quente . ascendentes geradas pela composição fumigena, a fim de prolon gar no tempo o estado de suspensão das partículas de pólvora. Esta ideia está expressa na pãgina 2, linhas 6 a 16 do documento EP-A-0 108 939.
ι ; i j!
il Mais precisamente ainda, o documento EP-A-0 108 939 apresenta duas formas de realização.
Segundo a primeira forma de realização ilustrada na ι
l figura 1 , os elementos de composição pirotécnica fumigena 1 | estão colocados atrás duma carga de pólvora 2. Além disso, os
I elementos de composição pirotécnica fumigena 1 estão associa: dos a uma carga 3 que garante uma segmentação dos elementos 1, conforme ilustrado nas figuras 2C e 2D. A carga de pólvora l· está associada a uma carga pirotécnica 4. Esta como está colo cada abaixo da carga ou cartucho de pólvora 3, associada aos [ elementos 1, faz com que o despoletamento da carga de pólvora i 2 não possa ser garantido senão depois da segmentação e disί ' persão dos elementos de composição pirotécnica fumigena. Este facto leva a que haja uma realização muito lenta da camufla : gem. [ í i ___
Ij De acordo com a segunda forma de realização ilustra ! da nas figuras 4 e 5, a carga de pólvora está colocada, pelo j; contrário, atrás dos elementos de composição pirotécnica fumiI gena 1. Neste caso, a explosão da carga pirotécnica 4 associa j da à carga de pólvora 2 acelera os elementos de composição pi rotécnica. Isto leva a uma realização muito afastada da compo j sição pirotécnica fumigena.
i
I , O documento FR-A-2 343 989 diz respeito a um dispoΪ sitivo de lançamento de engodos infravermelhos. De acordo com !!
o documento FR-A-2 343 989, o projectil de lançamento de engo do infravermelho compreende uma carga pirotécnica com combustão no infravermelho encerrada num estojo constituído por um invólucro tubular que está fechado nas suas extremidades opos^ tas por dois bujões amovíveis ligados entre si por uma liga2 ção mecânica de resistência limitada, apta para ser quebrada i sob a acção dum dispositivo de ignição associado.
| Os dispositivos descritos nos documentos acima indi.
I cados não permitem a existência duma camuflagem totalmente sa ; tisfatória.
presente invento tem a finalidade de propor um no vo projectil fumigeno adaptado para proporcionar uma protecção muito rápida a seguir ã detecção duma ameaça, garantindo ainda i uma protecção prolongada no tempo.
I
O presente invento tem mais precisamente por finali dade propor um novo projectil fumigeno adaptado para proporcionar uma protecção quase instantânea, quer dizer, em menos ,dum segundo, garantindo uma camuflagem do veículo durante uma duração que atinge 30 a 60 segundos.
Esta finalidade é atingida, segundo o presente ini; vento, por intermédio dum projectil fumigeno do tipo supra- j i,
I citado e conhecido em si, compreendendo, pelo menos, um vaso j1 de composição pirotécnica apto a gerar fumo durante a sua com ί; bustão e uma carga de pólvora absorvente de contraste no âmbiί to infravermelho caracterizado pelo facto de:
: i
- a carga de pólvora estar colocada antes do vaso de composição pirotécnica fumigena, no sentido da ejecção,
I
I
- uma cana explosiva estar associada à carga de pólvora para ia despoletar, e
- o vaso de composição pirotécnica fumigena possuir um canal [longitudinal para a transmissão de fogo ã cana explosiva, de jtal maneira que esta expluda rapidamente na trajectória após io lançamento do projectil, com o fim de garantir, por um lado, |o despoletamento quase-instantâneo do cartucho de pólvora e • por outro lado, travar o vaso de composição pirotécnica antes de qualquer dispersão deste.
Graças a esta estrutura, é obtido, por um lado, o despoletamento rápido da carga de pólvora e por consequência ’ um primeiro efeito de camuflagem quase instantâneo. Por outro i lado, graças ã estrutura proposta no quadro do presente inven to o vaso de composição pirotécnica fumigena pode ser ejectado a uma velocidade elevada, afim de tomar rapidamente, a vez da carga de pólvora para garantir uma camuflagem contínua do veí- culo a proteger, sendo tudo posto em prática num ponto relativamente próximo do veículo para garantir um efeito de disfarce eficaz.
De preferência, de acordo com o presente invento, a carga de pólvora é formada de pólvora de latão cuja granulometria é escolhida para ser absorvedora de contraste no âmbito i infravermelho.
i
De acordo com uma caracteristica vantajosa do presente invento, a cana explosiva está centrada no eixo do projectil, a carga de pólvora rodeando a cana em toda a sua peri. j feria e cobrindo a extremidade anterior dessa cana, de tal ma μ neira que a cana explosiva faça despoletar a carga de pólvora sob a forma de um disco total.
li
I
Entre a carga de pólvora e o vaso de composição pirotécnica fumigena estã intervalada de preferência uma carga de separação.
ij Segundo o invento, o vaso de composição pirotécnica i fumigena estã ligado vantajosamente a um estojo que aloja a i carga de pólvora por meios de ligação adaptadas para serem | quebrados quando a carga de separação é inflamada. Esses i meios de ligação são escolhidos de preferência no grupo que ! compreende: uma manga com superfície exterior termo-retráctil, i
| um orgao de ligação em cola epoxi, um orgão de ligação em fiI ta adesiva, ou ainda uma haste central.
Esta última, de acordo com o presente invento, é formada de preferência por uma manga provida duma pluralidade de aberturas oblongas. Tal como será descrito mais em pormenor na continuação, essas aberturas oblongas permitem em particular a transmissão de fogo à composição pirotécnica fumigena.
De forma vantajosa, o vaso de composição pirotécni[ca está dividido em elementos diferentes.
i
De acordo com uma forma de realização considerado actualmente como preferencial, o projectil compreende um retar dador de trajectória inflamado durante a ejecção do projectil, um relais pirotécnico associado ao retardador de trajectória, uma carga de separação intercalada entre a carga de pólvora e o vaso de composição pirotécnica fumigena, uma carga iniciante associada ã cana explosiva e um êmbolo de segurança interI calado nas passagens de fogo que ligam o relais ã carga de se Iparação e ã carga iniciante, sendo o êmbolo de segurança deslocãvel entre uma posição de segurança, em armazenagem, na qual obtura as passagens de fogo e uma posição de libertação, ! l na qual, apos ejecçao, liberta as passagens de fogo.
i 0 presente invento diz respeito igualmente a uma munição destinada à protecção por camuflagem de veículos, comί portando, num casquilho, um projectil do tipo supracitado e ί uma carga pirotécnica disposta no fundo do casquilho para a ejecção do projectil.
i Outras característas, finalidades e vantagens do presente invento serão evidentes pela leitura da descrição
I pormenorizada que vai seguir-se e em relação aos desenhos ane’xos, dados a título de exemplos não limitativos e nos quais:
I i
- a figura 1 representa uma vista esquemática em cor ite axial, longitudinal, duma munição de acordo com uma primeiIra forma de realização do presente invento,
- a figura 2 representa uma vista esquemática em cor te axial, longitudinal, duma munição de acordo com uma segun- ida forma de realização do presente invento, e i
- a figura 3 ilustra esquematicamente a camuflagem
I obtida pela realização em prática duma pluralidade de munições jde acordo com o presente invento.
Vai ser descrito em primeiro lugar a forma de realii |zação da munição ilustrada na figura 1.
Esta munição 10 compreende um casquilho 12, fixado num suporte 20 que aloja um impulsor. O casquilho 12 aloja ele própio um projectil 100 que, no essencial, compreende da parte da frente para trãs, no sentido do deslocamento, uma carga de pólvora 110 associada a uma cana explosiva 112 e um vaso de composição pirotécnica, fumigena, distribuída em dois elementos 150, 152, segundo a forma de realização ilustrada na figu :ra 1, sem que este número possa ser considerado como limitativo .
Na figura 1, anexa, com o algarismo 14 foi designado o eixo longitudinal da munição 10 e do projectil 100. Este [eixo 14 corresponde no essencial a um eixo de simetria.
t | 0 casquilho 12 é formado dum acoplamento cilíndrico
I centrado no eixo 14. Está munido na sua extremidade posterior íduma gola anelar 16 que se estende radialmente em relação ao 'eixo 14 e em direcção deste.
] O casquilho 12 estã fixado no suporte 20 por interjmédio desta gola 16. Com efeito, a gola 16 estã presa entre uma nervura anelar 22, solidária da periferia exterior 24 do isuporte 20 e um anel com filetes 26 engrenado no interior do [casquilho 12 e que se vem prender com uma peça em canhão file jtada 28, solidária do suporte 20.
i i
.| 0 anel filetado 26 e a nervura anelar 22 são coaxiais do eixo 14.
O suporte 20 tem um esporão 30 que se estende radial jmente em relação ao eixo longitudinal 14. Este esporão permite que o casquilho seja imobilizado num morteiro por intermédio duma montagem de baioneta, de forma clássica em si.
| A estrutura do impulsor ilustrada na figura 1 anexa [ é bem conhecida de qualquer perito neste campo.
I suporte 20 sustenta na sua extremidade anterior
I uma copela 32 .
i
Esta copela 32 possui uma passagem axial transversal 34 que recebe um inflamador com comando eléctrico 36.
I
I
J Os dois fios 38, 40, destinados a assegurar a alimen tação do inflamador 36 estão ligados um a um rebite 42, o ou tro a uma peça de contacto 44.
suporte 20 é realizado num material elèctricamente í conductor. 0 rebite 42 está fixado ao suporte 20 com o fim de [' garantir uma ligação eléctrica entre o fio de alimentação 38 I e o suporte 20.
A peça de contacto 44 está engrenada num furo que atravessa a base do suporte 20, coaxialmente ao eixo longituI dinal 14. Assim, a peça de contacto 44 é acessível pela parte i posterior da munição.
i
I A peça de contacto 44 está isolada do suporte 20 por !
uma capa electricamente isoladora 46.
í ί A copela 32 define na sua superfície anterior, uma icâmara que recebe uma carga de ejecção 48, por exemplo, ã base
I de pólvora negra.
Um pistão 50 está intercalado entre o suporte 20 que aloja o impulsor que acaba de ser descrito e a extremidade posterior do projectil 100.
pistão 50 é formado por uma anilha que se estende transversalmente ao eixo longitudinal 14. A anilha 50 está provida dum furo central 52.
ι !
A extremidade anterior do casquilho 12 está obturada em armazenagem por uma tampa 60. A tampa 60 está imobilizada no casquilho 12 por intermédio, pelo menos, dum pino cortável 62 que se estende radialmente em relação ao eixo longitudi '.nal 14.
| Vêem-se na figura 1, dois elementos 152, 150 do vaso de composição pirotécnica fumigena empilhados axialmente de jtrás para a frente no projectil 100. Os elementos 152, 150 são ! cilíndricos de rotação ã volta do eixo longitudinal 14. Estão iencerrados nos estojos respectivos 153, 151.
j
Os elementos 150 e 152 definem um canal livre, cen|tral 160 centrado no eixo longitudinal 14 e alinhado com o fuiro interno 52 previsto na anilha 50.
Um suporte secundário 120 centrado no eixo 14 está intercalado entre o vaso de composição pirotécnica fumigena 150, 152 e a carga de pólvora 110. O suporte secundário 120 possui um canal central 122 centrado no eixo 14 que aloja de trás para frente um retardador de trajectória 124 e um relais pirotécnico 126. O retardador de trajectória 124 está engrenado na extremidade dianteira do canal 160.
A carga de pólvora 110 e a cana explosiva 112 associada estão alojadas num estojo 114. Este estojo 114 compreende uma parede cilíndrica 115, centrada no eixo 14, solidária numa peça com uma parede transversal antes da obturação 116.
I .I A extremidade posterior do estôjo 114 está obturada
I ipor um disco 118. Entre o disco 118 e a parede cilíndrica 115 do estôjo 114 está intercalada uma junta tórica de estanquicidade.
I A cana explosiva 112 e formada por uma lingueta cilíndrica centrada no eixo 14. A cana explosiva 112 está rodeada dum invólucro 111.
!
A cana explosiva 112 é suportada pelo disco 118.
i i Verifica-se pelo exame das figuras anexas que a carga de pólvora 110 rodeia a cana explosiva 112 em toda a sua periferia e além disso cobre a extremidade anterior desta cana. Assim, a cana explosiva 112 despoleta o cartucho de pólvo ra 110 sob a forma dum disco total. A parte central deste dis:co é gerada pela parte do cartucho de pólvora colocada ã frenjte da cana explosiva 112. A borda do disco é gerada pela parte |do cartucho de pólvora 110 que cerca a cana explosiva 112.
Aliás, está previsto entre o suporte secundário 120
I· e o disco 118, uma câmara 140 centrada no eixo longitudinal
14.
i Esta câmara 140 aloja de trãs para a frente, um êm! bolo de segurança 142 e uma carga iniciante 144.
I j
| A carga iniciante 144 está colocada atrás da cana explosiva 112 e comunica com aquela.
j O êmbolo de segurança 142 está adaptado para ser deslocável entre uma posição de segurança, que corresponde ã ! posição de repouso, na qual obtura as passagens de fogo e uma i
posição de libertação, obtida depois da ejecção do projectil
I 100 para fora do casquilho 12, na qual o êmbolo 142 liberta a passagem que liga o relais 126 e a carga iniciante 144.
' 0 êmbolo 142 é guiado por deslizamento entre a carga ! iniciante 144 e o suporte secundário 120 numa direcção radial em relação ao eixo longitudinal 14. 0 êmbolo de segurança 142 ê solicitado para a posição de libertação por meios elásticos [não ilustrados nas figuras para simplificar a ilustração.
O êmbolo de segurança 142 possui uma passagem transversal que se estende paralelamente ao eixo longitudinal 14.
A passagem transverssal acomodada no êmbolo de segui rança 142 não está alinhada com a passagem de fogo que liga o relais 126 ã carga iniciante 144 senão quando o êmbolo 142 é 'deslocado para a posição de libertação, quer dizer, senão que depois do projectil 100 ter sido ejectado para fora do casqui:lho 12 .
A estrutura desse êmbolo de segurança, conhecida de qualquer perito no ramo, não vai ser descrita em pormenor no seguimento. Esse êmbolo de segurança 142 pode ser semelhante, por exemplo, ao êmbolo ilustrado nas figuras 3 e 4 dos pedidos; ι de registos de patentes francesas, publicados sob os números
294 420 e 2 293 872.
ι;
ί A carga de pólvora 110 é composta vantajosamente de (partículas metálicas cuja granulometria é escolhida para ser •| absorvedora de contraste no âmbito infravermelho. De preferên ijcia, segundo o invento, trata-se de pólvora de latão.
ί
I Segundo uma outra característica vantajosa do inveníto, o vaso de composição pirotécnica fumigena e mais precisaímente os estojos 151, 153 que os alojam, está (ão) ligado (s) aos meios que alojam a carga de pólvora 110 por meios de ligaI ção adaptados para serem rotos durante a explosão da cana 112 [ou durante a inflamação duma carga de separação intercalada ientre a carga de pólvora 110 e o vaso de composição pirotécnica fumigena 150, 152.
Estes meios de ligação podem tomar formas numerosas. Pode tratar-se duma manga com invólucro termoretrãctil, dum orgão de ligação em cola epoxi, dum orgão de ligação em fita adesiva ou ainda duma haste central, alojada no canal 160.
Está ilustrado na figura 2 uma forma de realização duma munição de acordo com esta última variante de realização.
Os elementos da forma de realização ilustrados na fi gura 2, tal como os descritos anteriormente em relação à figu ra 1, têm referências numéricas idênticas.
Distingue-se na figura 2 uma haste 170 alojada no canal 160 que atravessa os vasos de composição pirotécnica fuj migena 150, 152.
A haste central 170 é formada dum acoplamento provi do duma pluralidade de aberturas oblongas 172.
A extremidade posterior da haste 170 recebe uma cui 'nha anelar 174 provida duma cabeça alargada 176 que repousa jcontra o pistão de ejecção 50.
I ί A extremidade anterior da haste 170 está fixada sobre o suporte secundário 120.
Vêem-se igualmente na figura 2, uma carga de separação 145 colocada entre o suporte secundário 120 e a extremidade anterior do vaso de composição pirotécnica fumigena.
A carga de separação 145 estã colocada precisamente :numa câmara anelar 146 acomodada na superfície posterior do (suporte secundário 120. Esta câmara 146 comunica por canais !147 com a carga iniciante 144. Os canais 147 estendem-se paralelamente ao eixo longitudinal 14. Assim, em posição de segurança do êmbolo 142, as passagens 147 ficam separadas do relais 126. Porém, pelo contrário, quando o êmbolo de segurança
142 é deslocado para a posição de libertação, os canais 147 comunicam com o relais 126.
Verifica-se igualmente pelo exame da figura 2, anei xa, que a câmara 146 que recebe a carga de separação 145 está i!
obturada por um véu de estanquicidade 148 que se estende trans versalmente ao eixo longitudinal 14 e que evita qualquer transmissão de fogo directa a partir do canal principal 160 para a carga de separação 145.
I
I funcionamento da munição ilustrada nas figuras 1 e 2 é o seguinte.
A munição 10 estã colocada por montagem em baioneta
I por intermédio do pino 30 no morteiro de lançamento, de forma ' clássica em si.
i i A aplicação duma tensão apropriada entre o suporte i
e o local de contacto 44 garante a alimentação do inflamador 36 e a partir dai a inflamação da carga de ejecção 48.
i i
i
Os gases desenvolvidos pela carga de ejecção 48 soli citam o pistão 50 e o projectil 100 para a frente do casqui! lho 12. O esforço transmitido ã tampa 60 provoca o corte do pino 62 e produz a ejecção do projectil 100. Simultaneamente, os gases de ejecção que atravessam a abertura 52 existente no pistão 50 e/ou o furo 174, expandem-se no canal 160.
; Por esse facto, na ejecção, o fogo é transmitido j pelo canal central 160 (e por intermédio das aberturas obloni gas 172) às duas sub-cargas fumigenas 150, 152 que tomam o seu ;regime, e ao retardador de trajectória 124.
Durante a ejecção do projectil 100 para o exterior do estojo 12, o êmbolo de segurança 142 é deslocado para a posição de libertação.
As passagens de fogo que ligam o relais 126 ã carga iniciante 144 e ã carga de separação 145 que inicialmente estavam obturadas, são então libertas.
No final da combustão de retardação 124, o relais 126 é inflamado e este transmite o fogo ã carga iniciante 144 e ã carga de separação 145.
A carga de separação garante a separação do vaso de composição pirotécnica fumigena 150, 152 e a carga de pólvora 110, por rotura dos meios que os ligam inicialmente (por exem pio, por rotura da haste 160).
A carga iniciante 144 transmite o fogo ã cana 112 que durante a sua explosão despoleta a pólvora 110 segundo um disco com o eixo centrado na trajectória. A pólvora 110 pode ser formada, por exemplo, de partículas metálicas em latão.
De resto, a explosão da cana 112 trava o deslocamento das cargas fumigenas 150, 152 para garantir que estas são postas em serviço em posição relativamente próxima do ponto de lançamento, apesar duma velocidade de ejecção elevada das cargas fumigenas 150, 152. As cargas fumigenas 150, 152 são postas em operação no solo. Estas cargas fumigenas 150, 152, duI rante a sua combustão, geram uma nuvem opaca infravermelha.
I
O retardador de trajectória 124 é adaptado para garantir um despoletamento quase instantâneo de carga de pólvora 110, quer dizer, em menos dum segundo a contar da iniciação da inflamação e de preferência da ordem de 0,3 a 0,4 segun dos após esta iniciação.
local de despoletamento da carga de pólvora 110, quer dizer, a distância que separa o ponto de despoletamento do ponto de lançamento, é determinado, por um lado, pela velo cidade de ejecção, por outro lado, pelo tempo de trajectória.
Segundo o invento, a carga de ejecção 48 e o retardamento da trajectória 124 estão adaptados para garantir o despoletamento da carga de pólvora 110 a uma distância da ordem duma dezena de metros do ponto de lançamento.
De resto, a carga de ejecção 48 e a cana explosiva 112 que garante o efeito de travagem sobre a carga fumigena 150, 152, estão adaptadas de preferência para garantir a queda das cargas fumigenas 150, 152 aproximadamente a 30 ou 40 metros do ponto de lançamento.
Estas cargas fumigenas 150, 152 estão adaptadas para ser postas em regime aproximadamente uma dezena de segundos após a inflamação da carga de ejecção 48 e para gerar uma nuvem espessa de fumo durante aproximadamente 30 a 60 segundos.
i Como está ilustrada na figura 3, de preferência, se gundo o presente invento, uma pluralidade de munições é despo ; letada simultaneamente na direcção da ameaça. Estas munições < são ejectadas por intermédio duma pluralidade de morteiros apresentando azimutes equi-distríbuidos, afim de despoletar uma nuvem de camuflagem com uma considerável extensão horizon[; tal entre o ponto de lançamento (veículo a proteger) e a amea11i
1: ça detectada.I lij
I1
Está ilustrado esquemãticamente na figura 3, um veí. culo a proteger, referenciado V e a camuflagem obtida por
Iejecção de 5 projecteis de acordo com o invento. A ejecção idos projecteis é operada com tiro disparado com uma trajectójria baixa, por exemplo, a 11Q da horizontal, de tal maneira ;que o eixo das nuvens de partículas resultantes das cargas de pólvora 110 seja quase horizontal.
Mais precisamente, deduz-se da figura 3, 5 nuvens de ^partículas metálicas em latão referenciadas M e 5 nuvens de l [fumo referenciadas F difundidas pelas cargas fumigenas 150, ;152.
Como indicado anteriormente, as nuvens de partículas metálicas M são despoletadas aproximadamente a 10 metros do veículo V a proteger, enquanto que as nuvens de fumo F são geradas aproximadamente 30 a 40 metros do veículo V.
A título de exemplo, a cana explosiva 112 pode ser adaptada para gerar uma nuvem de partículas metálicas M apresentando um diâmetro da ordem de 7 metros e uma espessura da ordem de 1 a 2 metros.
Evidentemente, os azimutes dos vários morteiros que recebem uma munição de acordo com o presente invento, são adaptados para garantir uma cobertura tanto de nuvens de pari íticulas metalicas M como de nuvens de fumo F, para gerar um écran de camuflagem contínuo.
O plano médio vertical definido pelas nuvens de partículas metálicas M e as nuvens de fumo F estendem-se perpenίdicularmente a uma linha que liga o veículo V a proteger e a ameaça detectada.
I
I
Segundo uma outra variante da realização em prática testadas pelos requerentes que deu satisfação, as munições 10 >de acordo com o invento são despoletadas na direcção da ameaça por salva de 6 segundo um ângulo de abertura total de 120°.
| Evidentemente que o presente invento não está limiItado ãs formas de realização particulares que acabam de ser ίdescritas, mas a quaisquer variantes que estejam de acordo com ;o seu espírito.
RESUMO
O presente invento refere-se a um projéctil fumigeno do tipo que compreende pelo menos um vaso de composição pirotécnica (150, 152) apto a gerar fumo durante a sua combustão. Segundo o invento, o projéctil compreende ainda, antes do vaso de com posição pirotécnica fumigena, no sentido de ejecção, uma carga de pólvora (110) e uma cana explosiva (112) apta para despoletar a carga de pólvora e a travar o vaso de composição (150, 152) .
Claims (10)
- R E I V I NDICAÇÕESI 1â — Projectil do tipo que compreende, pelo menos, [ um vaso de composição pirotécnica (150, 152).! apto a gerar fumo durante a sua combustão, e uma carga de pól vora (110) absorvente de contraste no âmbito infravermelho, caracterizado pelo facto de:- a carga de pólvora (110) estar colocada ã frente do vaso de composição pirotécnica fumigena, no sentido da ejecção,- uma cana explosiva (112) estar associada ã carga de pólvora j (110) para a despoletar, e íi- o vaso de composição pirotécnica fumigena (150, 152) possuir ium canal longitudinal (160) para a transmissão de fogo à cana explosiva (112), de tal maneira que esta expluda rapidamente : na trajectória depois do lançamento do projectil, com a fina: lidade de, por um lado, garantir o despoletamento quase-insjtântaneo da carga de pólvora (110) e por outro lado, de travar o vaso de composição pirotécnica (150, 1 52) antes de qual.quer dispersão deste. [ ! I
- 2ã - Projectil de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo facto de a carga de pólvora [ (110) ser formada por pólvora de latão.í |
- 3a - Projectil de acordo com qualquer uma das reivin dicações 1 ou 2, caracterizado pelo facto de a [cana explosiva (112) estar centrada no eixo do projectil (14), a carga de pólvora (110) cercando a cana (112) em toda a sua iperiferia e cobrindo a extremidade frontal dessa cana, de tal [maneira que a cana explosiva (112) faz despoletar a carga de [pólvora (110) sob a forma dum disco pleno.I : ijI
- 4â - Projectil de acordo com qualquer uma das reivin i dicações 1 a 3, caracterizado pelo facto de [compreender uma carga de separação (145) intercalada entre a [icarga de pólvora (110) e o vaso de composição pirotécnica fumi ; gena (150 , 152) .i |
- 5â - Projectil de acordo com a reivindicação 4, caI racterizado pelo facto de o vaso de composição 'pirotécnica fumigena (150, 152) estar ligado a um estojo (114) í que aloja a carga de pólvora (110) por meios de ligação (170)I i adaptados para serem cortados quando a carga de separação ! (145) é inflamada.I
- 6a - Projectil de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo facto de os meios de ligação (170) serem escolhidos no grupo que compreende: uma manga de ji revestimento termo-retractil, um orgão de ligação em cola epoxi, um orgão de ligação em fita adesiva ou uma haste cenI trai.I ί
- 7a - Projectil de acordo com qualquer uma das reivin • dicações 5 ou 6, caracterizado pelo facto de ;os meios de ligação serem constituídos por uma vareta central i, (170) formada por uma manga provida duma pluralidade de aberl· puras oblongas (172).I
- 8a - Projectil de acordo com qualquer uma das reivin i! dicações 1 a 7, caracterizado pelo facto de o i:; vaso de composição pirotécnica fumigena estar dividido em ele imentos diferentes (150, 152).i [
- 9a - Projectil de acordo com qualquer uma das reivin dicações 1 a 8, caracterizado pelo facto de compreender um retardador de trajectória (124) inflamado durante a ejecção do projectil, um relais pirotécnico (126) associado à retardação da trajectória, uma carga de separação | (145) intercalada entre a carga de pólvora (110) e o vaso de !composição pirotécnica fumigena (150, 152), uma carga ini1 ciante (144) associada à cana explosiva (112) e um êmbolo de segurança (142) intercalado nas passagens de fogo que ligam o relais (126) ã carga de separação (145) e à carga inicianteI (144), o êmbolo de segurança (142) sendo deslocãvel entre uma posição de segurança, em armazenagem, na qual obtura as passagens de fogo e uma posição de libertação, na qual, após a ejecção, liberta as passagens de fogo.i
- 10â - Munição destinada ã protecção de veículos, caracterizada pelo facto de comportar num casquilho (12) um projectil (100), de acordo com qualquer uma das I reivindicações 1 a 9, e uma carga pirotécnica (48) disposta no fundo do casquilho para a ejecção do projectil.I Correspondente pedido foi depositado em França, sob o ns 87 03415, em 12 de Março de 1987, cuja prioridade reivinidica.
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