PT93042A - Reactor de leito fluidificado e respectivo dispositivo de medicao de fluxo de ar - Google Patents

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Description

r . ν' <r>
TITULAR: FQSTER WHEELER ENERGY CORPORATION EPÍGRAFE: 11REACTOR DE LEITO FLUIDIFICADO E RESPECTIVO DISPOSITIVO DE MEDIÇÃO DE FLUXO DE AR"
MEMÓRIA DESCRITIVA
Antecedentes da Invenção
Esta invenção refere-se a um reactor de leito fluidificado e, mais particularmente, a um reactor no qual a taxa do fluxo de ar, para o leito fluificado do reactor, é medida.
Reactores de leito fluidificado, incluindo geradores de vapor, combustores e gaseificadores, são bem conhecidos. Nesta disposição, o ar é passado através de uma placa perfurada, ou algo semelhante, a qual suporta um leito de material de partículas, incluindo um combustível fóssil tal como carvão e um adsorvente para o enxofre gerado como resultado da combustão do carvão, para fluidificar o leito e promover a combustão do combustível a uma temperatura relativamente baixa. Quando o calor produzido pelo leito fluidificado é utilizado para converter água em vapor, como num gerador de vapor, o sistema de leito fluidificado oferece uma atractiva combinação da liberta * ção a altas temperaturas, alta adsorção de enxofre, baixas emi_s soes de óxidos de azoto e flexibilidade do combustível. 1
·► Λ
Ο sistema mais típico de combustão de leito f 1 uidifJ_ cado é normalmente referido como um leito fluidificado borbulhan-te no qual um leito de material de partículas é suportado por uma placa de distribuição de ar. 0 ar de suporte da combus tão é introduzido no leito de material de partículas através de uma pluralidade de perfurações na placa, causando a expansão do material que fica num estado suspendido ou fluidificado. No caso em que o reactor·. se encontra na forma de um gerador de vapor, as paredes do reactor são formadas por uma pluralidade de -«· · ,-í* tubos de transferência de calor. 0 calor produzido pela com*· bustão no interior do leito fluidificado é transferido para um -f— meio de troca de calor, tal como a água, circulando através de tubos. Os tubos de transferência de calor estão normalmente ligados ao circuito de circulação de água natural, incluindo um tambor de vapor, para separar a água do vapor, assim formado, o qual é levado para uma turbina para gerar electricidade ou p_a ra um utilizador de vapor.
Num esforço para ampliar os melhoramentos na eficiência na combustão, no controlo de emissões poluentes, e na operação de retorno permitida pelo lei.to bojbul hante>5 um reactor de leito fluidificado^tem sido desenvolvido utilizando um leito fluidificado rápido ou circulante. De acordo com esta técnica, densidades do leito fluidificado, entre 5¾ e 20% em volume de sólidos, são obtidas, o que é bem abaixo de 30¾ em volume de sólidos, típico do leito fluidificado borbulhante. A formação do leito fluidificado circulante de baixa densidade é devida ao pequeno tamanho das partículas e à quantidade de só- 2 lidos envolvidos no processo, a qual requer elevada reciclagem de sólidos . A velocidade de alcance do leito fluidificado circu lante está entre a do terminal dos sólidos, ou velocidade de queda livre, e a velocidade que é função da quantidade envolvida no processo, para além da qual o leito seria convertido numa linha de transporte penumática. A elevada circulação de. sólidos,. requerida pelo leito circulante fluidificado, torna-o insensível para os padrões de libertação do calor do combustível, minimizando, assim, a variação da temperatura dentro do combustor, ou gaseificador, e diminuindo, assim, a formação de óxidos de azoto. Também o elevado carregamento de sólidos aumenta a eficiência dos dispositivos mecânicos usados para separar o gás, a partir dos sólidos para a reciclagem dos mesmos. 0 aumento resultante, em termos de adsor ventes de enxofre e de tempo de residência do combustível, reduz o consumo de adsorvente e de combustível. Para além disso, o leito fluidificado circulante tem, inerentemente, mais retorno que o leito fluidificado borbulhante.
Em ambos os casos, quer se trate de um reactor de le_i_ to fluidificado borbulhante, quer se trate de um reactor de leito fluidificado circulante, o leito de material de partículas é suportado por uma placa de distribuição de ar. Um repletor de ar está localizado sob a . placa de distribuição de ar, e o repletor recebe ar de um dispositivo de circulação, como, por exemplo, um ventilador., 0 ar de suporte da’combustão é feito passar, a partir do repletor de ar, através de aberturas ou ori- 3 fícios na placa de distribuição de ar para fluidificar material ✓ em partículas. E importante que o fluxo de ar para o leito de material de partículas seja medido para assegurar que o fluxo de ar para o leito seja suficiente para manter o estado fluidificado do leito e, no caso de um leito fluidificado circulante, para assegurar que o leito não é convertido numa linha de transpor te pneumática. Os métodos convencionais de medição do fluxo de ar para o leito de material de partículas, apresentam, no entanto, muitas desvantagens e prejuízos. Por exemplo, um primeiro método convencional requer a colocação de um orifício de placa ou de um venturi, numa longa secção de tubagem entre o ventiU'-dor e o repletor, negando a possibilidade de desenho compacto do reactor, enquanto que um segundo método convencional requer a utilização de um anemómetro térmico ou de um dispositivo em forma de favo, o qual aumenta grandemente o capital dispendido e os custos de operação do reactor.
Sumário da Invenção E assim um objectivo da presente invenção o fornecimento de um reactor de Jeito fluidificado que seja relativamente compacto em termos de dimensão. E outro objectivo da presente invenção proporcionar um reactor do tipo acima indicado, no qual a taxa do fluxo de ar para o leito de material de partículas do reactor seja medida com rigor. E ainda outro dos objectivos da presente invenção 4
proporcionar um reactor do tipo acima indicado, no qual o fluxo de ar para o leito de material em partículas é.medida, determinando o diferencial entre a pressão num repletor fornecendo ar para o leito, e a pressão existente num bucal distribuidor de ar, para o leito, a partir do repletor. E ainda outro objectivo da presente invenção proporcionar um reactor do tipo acima indicado, no qual um orifício na placa está colocado na admissão de um bucal, e a pressão dentro do bucal é medida através de um orifício inserido no bucal, a jusante do orifício na placa. a E ainda outro objectivo da presente invenção proporcionar um reactor do tipo acima indicado, no qual um bloco de venturi, em boca de sino, está localizado na admissão de um bu-cal, e a pressão no venturi é medida através de um orifício inserido no estrangulamento do bloco de venturi.
A E ainda outro objectivo da presente invenção proporcionar um reactor do tipo acima indicado, no qual a pressão atra vés do bucal é medida, através de um orifício no mesmo, num ponto que seja, pelo menos, cinco vezes o diâmetro do bucal, a jusante da admissão do mesmo.
A E ainda outro objectivo da presente invenção proporcionar um reactor do tipo acima indicado, no qual a pressão é me dida entre um número estatisticamente signficativo de bucajs. 5 É ainda outro objectivo da presente invenção proporcionar um reactor do tipo acima indicado, no qual a taxa do fluxo de ar para o leito de material de partículas é obtida de mane^ ra eficiente, não sendo necessário nenhum plano de tubagem adicio nal, e apenas um mínimo de espaço de tubagem. A fim de serem cumpridos estes e outros objectivos, o reactor de leito fluidificado da presente invenção inclui uma pia ca de distribuição de ar adaptada para suportar o leito de material de partículas incluindo combustível. A pluralidade de bucais estende-se através da placa para a recepção de ar do' repjetor^ de ar, e para a descarga numa direcção ascendente para o leito, a uma velocidade suficiente para fluidificar o material do leito e suportar a combustão ou gaseificação do dito combustível. Uma unidade de detecção de pressão está disposta em, pelo menos, um dos bucais, e num repletor de ar, pelo que a taxa de fluxo de ar, para o leito de material de partículas, pode ser deteminada a par tir da diferença de pressão entre o bucal e o repletor de ar.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS A breve descrição, feita acima, bem como outros objectivos, características e vantagens do reactor da presente invenção, serão mais completamente apreciados por referência à seguinte invenção detalhada dos presentemente preferidos, mas não menos ilustrativos aperfeiçoamentos, de acordo com a presente invenção, quando em conjunto com os desenhos anexos, nos quais: A Figura 1 é uma perspectiva seccional vertical, re- 6 presentando o reactor de leito fluidificado da presente invenção; A Figura 2 é uma perspectiva seccional parcial alargada de uma porção da placa de distribuição de ar e de um bucal utilizado num reactor de leito fluidificado da Figura 1; A Figura 3 é uma perspectiva similar à da Figura 2, mas representando um aperfeiçoamento alternativo de um bucal uti lizado no reactor de leito fluidificado da Figura 1; e A Figura 4 é também uma perspectiva similar à da Figura 2, mas representando um aperfeiçoamento alternativo de um bucal utilizado no reactor de leito fluidificado da Figura 1.
DESCRIÇÃO DAS MODALIDADES PREFERIDAS
Em referência à Figura 1 dos desenhos, a referência numérica 10 refere-se, em geral , a um envólucro formando uma porção principal de um permutador de calor de leito fluidificado, ou reactor, o qual pode ter a forma de caldeira, combustor, ou qualquer dispositivo de tipo semelhante. 0 envólucro 10 ê formado por uma parede anterior 12, uma parede posterior 14, e duas paredes laterais, uma das quais é mostrada pelo número de referência 16. A parte superior do envólucro 10 não é mostrada para conveniência de representação, entendendo-se que consiste duma secção de convexão, um topo, e uma saída para permitir a descarga dos gases da combustão, de uma forma também convencional. 7
Um leito de material de partículas.representado, em geral, pela referência numérica 18, está disposto dentro do envjó lucro 10, e está assente sob uma placa de ar perfurada 20, que divide o envõlucro 10 numa câmara de replecção de ar 22, e numa secção de fornalha 24. Uma entrada de ar 26 é fornecida através da secção inferior da parede posterior 14, em comunicação com a câmara de replecção de ar 22, para a distribuição de ar a partir de uma fonte exterior (não representada), para a câmara. Reguladores de fluxo de ar convenientes (não representados), podem ser acoplados na entrada 26, para fazer variar a abertura que seja eficaz na admissão 26 e, assim, controlar o fluxo de ar para a câmara 22, Uma vez que os reguladores de fluxo de ar têm um desenho convencional, e são bem conhecidos dos peritos no ramo, não serão descritos com mais detalhe.
Como foi acima referido, a placa perfurada de distribuição de ar 20 está adaptada para suportar um leito 18 de material em partículas que consiste em material inerte, um material combustível sólido, como por exemplo o carvão, e um material ab sorvente para o enxofre, formado durante a combustão do combustível, se o combustível contiver grandes quantidades de enxofre. Nos casos em que a remoção do enxofre não é requerida, como por exemplo, nos combustores sólidos de lixo municipais, pode ser utilizada areia inerte em vez do absorvente. A globalidade do aparelho ilustrado na Figura 1 pode, como exemplo ilustrativo, ser incorporada num dispositivo de transferência de calor apropriado, em que o calor produzido pelo leito, o qual é fluidificado durante o processo de combustão, é utilizado para converter água em vapor, tal como num gerador de vapor. Neste senti- 8
do, as superfícies interiores das paredes 12, 14 e 16 podem ser apropriadamente fornecidas com um isolamento térmico conveniente, tal como revestimentos de material refractário (não representados).
Em continuação â referência da Figura 1, a placa per furada de distribuição de ar 20 inclui uma pluralidade de distribuidores de ar, ou bucais 28, extendendo-se através de uma pluralidade de aberturas espaçadas, formadas através da placa 20. Os bucais 28 têm a forma de membros tubulares dispostos verticaj[_ mente que se estendem ascendentemente a partir da placa 20, para uma distância pré-determinada, para dentro do leito 18 de material em partículas. Os bucais 28 estão espaçados na direcção anterior-posterior, como mostrado na Figura 1, subentendendo-se que se encontram também espaçados de distâncias pré-determinadas de lado a lado, de forma a cobrir toda a área envolvida pelas pa redes 12, 14 e 16, e a parede lateral, não representada. A extremidade inferior de cada um dos bucais 28, como mostrada na Figura 1, projecta-se abaixo da superfície inferior da placa 20, e comunica com a câmara de replecção de ar 22. A extremidade superior de cada um dos bucais 28, como mostrado na Figura 1, pode incluir um braço de descarga 30, disposto em ângulo agudo com a porção queseestende verticalmente, do corpo 32, do bucal 28. A Figura 2 mostra um primeiro aperfeiçoamento de um bucal 28 adaptado para a medição da pressão estática no mesmo, 9 i
para determinar a taxa de fluxo de ar para o leito 18 de material em partículas, de acordo com a presente invenção. De ace>£ do com este aperfeiçoamento, o bucal 28 inclui um orifício de placa 34, localizado na admissão para a porção que se estende do corpo 32, verticalmente, do bucal 28. Quando o ar do reple-tor 22 entra no bucal 28, é gerado um perfil de fluxo que varia com a distância, a jusante do orifício de placa 34.
Um orifício 36 é inserido na porção do corpo 32 do bucal 28, a jusante do orifício de placa 34, e um dispositivo de determinação de pressão 38 é introduzido no orifício 36. Uma linha de determinação 40 ê acoplada ao dispositivo de determinação 38, e é directamente ligada a um transmissor de pressão diferencial 42, ou através de um dispositivo de retenção, 44, facultativo, como será descrito mais à frente. 0 transmissor de pressão diferencial 42 está ligado a uma linha de detecção 46, a qual detèr-mina a pressão no repletor de ar 22, de forma convencional. 0 orifício 36 está inserido, preferencialmente, no local da "vena contracta", que é o ponto no qual o perfil do fluxo gerado pelo orifício de placa 34 se contrai a um mínimo, de acordo com os princípios convencionais do fluxo de fluidos.
Em adição, o orifício 36 é inserido a jusante do orifício de placa 34, para evitar que o detector de pressão 38 fique obstrui_ do, devido à acumulação de poeiras ou muito pequenas partículas no orifício da placa 34, que entrem no bucal 28, por retro-fluxo, quando o reactor é desligado. A obstrução 'do dispositivo de detecção de pressão 38 pode também ser evitada por adição de um 10 filtro (não representado), no dispositivo de detecção de pressão 38, ou colocando o dispositivo num local, a jusante do orifício de placa 34,
Preferencialmente, a pressão estática é medida numa pluralidade de bucais 28, para minimizar os erros de amostragem e proporcionar uma taxa de fluxo de ar estatisticamente significativa na entrada, e ao longo de toda a área do leito 18 de material em partículas. A diferença de fluxo entre os bucais é minimizada colocando orifícios de placa 34 idênticos, na admissão de cada bucal 28. Quando a pressão é medida numa pluralid_a de de bucais 28, uma linha de detecção 40, partindo de cada um dos componentes da pluralidade de bucais 28, pode ser ligada através do dispositivo de retenção 44 facultativo. 0 dispositivo de retenção 44 contabiliza a leitura da pressão resultante da pluralidade de bucais 28, e seu volume recomendado é de, pelo menos, três vezes o volume de todas as linhas de detecção 40. E também conveniente medir cada uma das pressões diferenciais dos múltiplos bucais instrumentados, e achar a média das leituras, através do
A sistema de controlo ou monitorização. E também conveniente monitorizar e apresentar, individualmente cada bucal para fornecer uma indicação da distribuição do fluxo de ar ao longo de toda a placa de grelha. A Figura 3 ilustra uma segunda modalidade da presente invenção, a qual inclui componentes idênticos aos da modalidade anterior, sendo aos componentes atribuídos os mesmos números de referência. Na modalidade apresentada na Figura 3, um bloco de
ê venturi 48 é colocado dentro da porção que se estende vertical-mente do corpo 32 do bucal 28. 0 bloco de venturi 48 é, preferi_ velmente, uma peça isolada de metal, tendo a admissão em boca de sino, para que em vez de produzir um perfil de fluxo com a "vena contracta", seja gerada uma velocidade coerente ao longo do estrangulamento do bloco de venturi 48. Um orifício 36 é colocado no interior do corpo 32 do bucal 28, em qualquer ponto do estraji gulamento do bloco de venturi 48. 0 dispositivo de detecção de pressão 38 é inserido no orifício 36, e visto que existe uma velocidade coerente ao longo de todo o estrangulamento do bloco de venturi 48, o dispositivo 38 consegue obter medidas de pressão uniformes, e passíveis de ser repetidas. Além disso, o orifício de detecção 36 está inserido a jusante da boca de sino, mas ao longo da extensão do estrangulamento no bloco de venturi 48, de tal modo que não existe qualquer proeminência a montante do orifício de detecção 36, no qual se possam acumular partículas, e bloquear o dispositivo de detecção de pressão 38. Finalmente, o bloco de venturi 48 forne ce uma força mecânica, excelente para o dispositivo de detecção 38. 0 dispositivo de detecção de pressão 38 está ligado a uma linha de detecção 40, de forma semelhante à descrita em cima, com referêni cia à Figura 2. Como nesta última disposição, a linha de detecção 40 pode ser enviada para um transmissor de pressão diferen*· ciai ou, preferencialmente, a pressão é medida numa pluralidade de bucais e uma linha de detecção, a partir de cada búcal, é en- 12 viada para um dispositivo de retenção , o qual comunica com um transmissor de pressão diferencial. A Figura 4 ilustra uma terceira modalidade da presente invenção, na qual o bucal 28 não inclui um orifício de placa. Nesta modalidade, o orifício 36 está colocado dentro da porção do corpo 32, do bucal 28, num ponto que está, preferivelmente, a, pelo menos, cinco vezes a distância do diâmetro do corpo do bucal, a jusante da admissão do bucal. Desta forma, medições de fluxos inconsistentes são minimizadas, visto que a turbulência criada pelos efeitos de entrada na admissão do bucal foram dissi pados, e um fluxo uniforme foi desenvolvido, permitindo,assim, leituras coerentes de bucal para bucal. 0 dispositivo de detecção de pressão 38 é inserido no orifício 36 e é ligado da mesma maneira descrita acima em referência ás Figs 2 e 3.
Em operação,os reguladores de fluxo de ar associados com a admissão de ar 26 são abertos e o ar é distribuído através da câmara de replecção de ar 22,no sentido da placa de distribuição de ar perfurada 20 e para dentro dos terminais de admissão dos bucais 28. 0 ar flui, então, em sentido ascendente através das porções que se estendem verticalmente do corpo 32 dos bucais 28 antes de descarregar dos seus braços de descarga 30 para o interior do leito 18 de material em partículas.0 ar é descarregado para dentro do leito 18 numa d-irecção geralmente virada para a placa de distribuição de ar 20 para fluidificar 13
o material em partículas e para prevenir a formação de uma camada assente de material em partículas entre a superfície da placa de distribuição de ar 20 e a porção superior dos bucais 28. 0 leito de material em partículas proporcionado na pl_a ca de distribuição de ar 20, é incendiado enquanto o ar é introduzido na câmara de replecção de ar 22. Combustível adicional e/ou material absorvente é introduzido pelos meios convencionais (não representados), e a ignição do combustível é feita por queimadores (não representados), posicionados dentro do leito. "A medida que a combustão do combustível progride, é introduzido ar adicional na câmara de replecção de ar 22, em quantidade suficieri te para se conseguir uma combustão substancialmente completa. A altas pressões e a elevada velocidade, o ar de supor te da combustão, introduzido através da placa de distribuição de ar 20, a partir da câmara de replecção de ar 22, está a uma velocidade que causa a expansão do leito 18, de material em partículas, e toma um estado suspenso ou fluidificado. Neste caso em que o reactor utiliza um leito circulante fluidificado, o ar é in troduzido a uma velocidade que é muito maior do que a velocidade da queda livre das partículas relativamente finas, no leito, e me nor do que a velocidade de queda livre das partículas relativamein te grosseiras. »
Para assegurar que o estado ideal de temperatura e flui dificação do leito 18, de material em partículas, seja mantido, é medida a velocidade do fluxo de ar no leito 18. Em cada aperfei- 14
çoamento da presente invenção, a velocidade do fluxo de ar no lej_ to 18 é medida por determinação da pressão diferencial entre a pressão estática na câmara de replecção de ar 22, e a pressão estática dentro de, pelo menos, um bucal 28. Desde que o fluxo de ar dentro dos bucais 28 tenha elevada velocidade, geralmente supe rior a 100ft/seg, enquanto que o fluxo de ar através da câmara de replecção 22 seja estagnante ou tenha muito baixa velocidade, então, existirá uma diferença de pressão estática substancial entre estes dois pontos. A velocidade de fluxo de ar no leito 18, no material em partículas, é determinada a partir da diferença na pressão estática, por meio de cálculos mecânicos de fluidos convencionais que são conhecidos por aqueles que são peritos no ramo.
Em cada aperfeiçoamento da presente invenção a pressão também é medida, preferivelmente, numa pluralidade de bucais 28, para formar uma pressão média significativa, estatisticamente, para representar a velocidade do fluxo de ar no, e ao longo de toda a área do leito 18 do material em partículas. No aperfeiçoamento da Figura 2 a pressão é medida, preferivelmente, no mesmo ponto do perfil de fluxo gerado em cada bucal 28, para assegurar a obtenção de medidas de pressão uniformes.
Neste aperfeiçoamento da presente invenção, a pressão no bucal 28 é enviada para o transmissor 42, de pressão diferencial, por meio de dispositivos de detecção de pressão 38 e da linha de detecção da pressão 40. Também, a pressão no repletor de ar 22 é enviada para o transmissor de pressão diferencial 42, por meio da linha de detecção 46. 0 transmissor de pressão diferencial 42 determina a diferença de pressão entre a câmara de replecção 15
de ar 22, e o bucal 28. De preferência, em cada aperfeiçoamento, as leituras de pressão numa pluralidade de bucais 28 são enviadas para o condensador/amortecedor 44, onde são contabilizadas. Além da contabilização das leituras de pressão, o amortecedor 44 amortece as oscilações de pressão transitórias e flutuações, causadas pelo fluxo de ar não estacionário, através dos bucais 28. A pressão média amortecida é enviada para o transmissor de pressão diferencial 42, que lê a diferença de pressão entre a câmara de replecção de ar 22, e o dispositivo de retenção 44.
Verifica-se, assim, que o reactor de leito fluidificado da presente invenção, no qual a velocidade do fluxo de ar para o leito é medida, fornece várias vantagens. Por exemplo, pela colocação de um dispositivo sensor, dentro da porção do corpo de um bucal, a necessidade de uma tubagem volumosa associada com um tubo de venturi, e a necessidade para um anamómetro térmico caro, ou uma grelha de venturi, em forma de favo, são eliminadas. Assim, um espaço substancial e os custos de equipamento podem ser poupja dos pelo reactor de leito fluidificado da presente invenção. Pa; ra além disso, uma maior flexibilidade de desenho de tubagem é conseguida pela exclusão de tubos de venturi, e uma operação no leito, em condições estequiométricas, é realizável devido ao aper feiçoamento na precisão das medidas de fluxo de ar.
Para maximizar a precisão das leituras da pressão, em cada um dos aperfeiçoamentos acima referidos, os bucais podem ser calibrados num teste ao leito, que consiste 'num leito de areia fria de uma altura do leito típica. 0 "offset" dinâmico para 16

Claims (16)

  1. —*4—r as leituras de pressão diferencial devido ao fluxo não estacionário através dos bucais, devido à acção "chug/plug" (movimento oscilatório) do material do leito acima do bucal, pode também ser incluido na curva de calibração do bucal. Embora não especificamente ilustrado nos desenhos, é compreensível que outro equipamento e componentes estruturais adji_ cionais e necessários poderão ser fornecidos, e que estes e todos os compnentes descritos acima estão dispostos e suportados de m£ do apropriado, para formar um sistema operativo completo. Deve também compreender-se que se podem fazer alterações na presente invenção, sem afastamento do objectivo da inven Ção. Por exemplo, o combustível fornecido à fornalha 24 pode ser em forma líquida ou gasosa, em vez da forma sólida em partículas, como foi descrita. Claro que outras variações podem ser feitas pelos peritos no ramo, sem afastamento da invenção, como definida pelas reivindicações anexas. REIVINDICAÇÕES 1- Um reactor de leito fluidificado contendo meios' para for mar uma fornalha e uma secção de recuperação de calor; meios, na dita fornalha, para suportar um leito de material sólido de partículas incluindo combustível, um dispositivo de replecção de ar, disposto abaixo da dita fornalha, pelo menos um distribuidor de ar para introduzir ar no dito dispositivo de replecção de ar até ao dito leito, a uma velocidade suficiente para fluidificar o dito material de partículas, ’e manter a combustão ou gaseificação do dito combustível; um primeiro disposit_i vo de detecção de pressão, disposto no dito distribuidor de ar 17 7*"
    para detectar a pressão do ar no dito distribuidor, e um segundo dispositivo de detecção de pressão disposto no dito disposj^ tivo de replecção de ar, para detectar a pressão do ar no dito repletor, através do qual a taxa de fluxo do ar para o dito le_i_ to de material de partículas é determinada a partir da difereji ça de pressão do ar detectada pelos referidos, primeiro e segundo dispositivos de detecção de pressão.
  2. 2- Um reactor de leito fluidificado, conforme reivindicado na reivindicação 1, caracterizado pelo facto de o dito distribuidor de ar ter uma extremidade de admissão e uma extremidade de saída, através do qual um orifício na placa está disposto na dita extremidade de admissão, e estando o primeiro dispositivo de detecção de pressão localizado a jusante do dito oríH cio na placa.
  3. 3- Um reactor de leito fluidificado, conforme reivindicado na reivindicação 2, caracterizado pelo facto de o dito orifício na placa gerar umas linhas de fluxo dentro do mencionado distri buidor de ar, e estando o dito primeiro dispositivo de detecção de pressão localizado no ponto da maior contracção das ditas linhas de fluxo.
  4. 4- Um reactor de leito fluidificado, conforme reivindicado na reivindicação 1, caracterizado pelo facto de o mencionado distribuidor de ar ter uma extremidade de admissão e uma extremidade de saída, estando o bloco de venturj colocado na dita extremidade de admissão, e estando o primeiro dispositivo de 18
    detecção de pressão mencionado, dentro do bloco de venturi men c ionado.
  5. 5- Um reactor de leito fluidificado, conforme reivindicado na reivindicação 4, caracterizado pelo facto de o bloco de ven turi mencionado ter uma entrada em boca de sino.
  6. 6- Um reactor de leito fluidificado, conforme reivindicado na reivindicação 1, caracterizado pelo facto de o distribuidor de ar referido ter uma extremidade de entrada e uma extremidade de saída, e estando o primeiro dispositivo de detecção de pressão mencionadOj localizado a uma distância da dita extremidade de entrada, que é, pelo menos, tão grande como cinco vezes o diâmetro do distribuidor de ar mencionado.
  7. 7- Um reactor de leito fluidificado, conforme reivindicado na reivindicação 1, caracterizado pelo facto de existir uma pluralidade de distribuidores de ar, e estando um primeiro di£ positivo de detecção de pressão localizado, pelo menos, numa porção dos ditos distribuidores de ar.
  8. 8- Um reactor de leito fluidificado, conforme reivindicado na reivindicação 1, caracterizado pelo facto de compreender, ainda, meios de cooperação com o primeiro dispositivo de detec ção de pressão, e destinando-se o dito segundo dispositivo de detecção de pressão à determinação do fluxo de ar para o leito fluidificado mencionado.
  9. 9- Um dispositivo de medição do fluxo de ar, para medir a taxa do fluxo de ar para um reactor de leito fluidificado, con- 19
    tendo um leito fluidificado de partículas como sendo uma fonte de calor, um dispositivo de replecção de ar disposto abaixo do dito leito fluidificado, e, pelo menos, um distribuidor de ar para a introdução de ar a partir do referido dispositivo de re plecção de ar, para o dito leito fluidificado, compreendendo o mencionado dispositivo de medição do fluxo de ar: um primeiro dispositivo de detecção de pressão, disposto no dito distribuidor de ar, para a detecção da pressão do ar no dito distribuidor; e um segundo dispositivo de detecção da pressão, disposto no referido dispositivo de replecção de ar, para detecção da pres são do ar no dito repletor, através do qual a taxa do fluxo de ar para o dito leito de material de partículas é determinada, através da diferença entre as pressões de ar detectadas pelos ditosjprimeiro e segundo dispositivos de detecção de pressão.
  10. 10- Um reactor de leito fluidificado, conforme reivindicado na reivindicação 9, caracterizado pelo facto de o dito distribuidor de ar tèr uma extremidade de entrada e uma extremidade de saída, estando um orifício na placa disposto na dita extre midade de entrada, e estando o dito primeiro dispositivo de de tecção de pressão localizado a jusante do dito orifício na pia ca.
  11. 11- Um reactor de leito fluidificado, conforme reivindicado na reivindicação 10, caracterizado pelo facto de o dito orifício na placa originar linhas de fluxo no interior do dito dis- 20 tribuidor de ar, e estando o dito primeiro dispositivo de detec ção de pressão localizado no ponto de maior contracção das referidas linhas de fluxo.
  12. 12- Um reactor de leito fluidificado, conforme reivindicado na reivindicação 9, caracterizado pelo facto do dito distribu_i_ dor de ar ter uma extremidade de entrada e uma extremidade de saída, estando um bloco de venturi colocado na dita extremidade de entrada, e estando o dito primeiro dispositivo de detec-ção de pressão localizado no dito bloco venturi.
  13. 13- Um reactor de leito fluidificado, conforme reivindicado na reivindicação 12, caracterizado pelo facto do bloco venturi conter uma entrada em boca de sino.
  14. 14- Um reactor de leito fluidificado, conforme reivindicado na reivindicação 9, caracterizado pelo facto do dito distribui dor de ar ter uma extremidade de entrada e uma extremidade de saída, e estando o dito primeiro dispositivo de detecção de pressão localizado a uma distância da extremidade de entrada que é, pelo menos, tão grande como cinco vezes o diâmetro do dito distribuidor de ar.
  15. 15- Um reactor de leito fluidificado, conforme reivindicado na reivindicação 9, caracterizado pelo facto de conter uma pIjj ralidade de distribuidores de ar , e estando um primeiro dispo sitivo de detecção de pressão localizado em, pelo menos, uma porção dos ditos distribuidores de ar.
  16. 16- Um reactor de leito fluidificado, conforme reivindicado 21 na reivindicação 9, caracterizado pelo facto de compreender, ainda, meios de cooperação entre o dito primeiro dispositivo de detecção de pressão e o segundo dipositivo de detecção de pressão, a fim de determinar o fluxo de ar para o dito leito fluidificado. Lisboa, 1 de Fevereiro de 1990 PELO AGENTE OFICIAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL 0 ADJUNTO
    22
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