PT97976B - Processo de tratamento farmaco-tecnico de uma substancia activa, injectavel, com uma substancia suporte, nomeadamente coprosterol, acido glicocolico, colesterol ou esteres de colesterol, e de formulacoes parentericas - Google Patents

Processo de tratamento farmaco-tecnico de uma substancia activa, injectavel, com uma substancia suporte, nomeadamente coprosterol, acido glicocolico, colesterol ou esteres de colesterol, e de formulacoes parentericas Download PDF

Info

Publication number
PT97976B
PT97976B PT97976A PT9797691A PT97976B PT 97976 B PT97976 B PT 97976B PT 97976 A PT97976 A PT 97976A PT 9797691 A PT9797691 A PT 9797691A PT 97976 B PT97976 B PT 97976B
Authority
PT
Portugal
Prior art keywords
substance
microspheres
process according
namely
cholesterol
Prior art date
Application number
PT97976A
Other languages
English (en)
Other versions
PT97976A (pt
Inventor
Josue Garza Flores
Juan Angeles Uribe
Original Assignee
Aplicaciones Farmaceuticas
Priority date (The priority date is an assumption and is not a legal conclusion. Google has not performed a legal analysis and makes no representation as to the accuracy of the date listed.)
Filing date
Publication date
Application filed by Aplicaciones Farmaceuticas filed Critical Aplicaciones Farmaceuticas
Publication of PT97976A publication Critical patent/PT97976A/pt
Publication of PT97976B publication Critical patent/PT97976B/pt

Links

Classifications

    • AHUMAN NECESSITIES
    • A61MEDICAL OR VETERINARY SCIENCE; HYGIENE
    • A61KPREPARATIONS FOR MEDICAL, DENTAL OR TOILETRY PURPOSES
    • A61K9/00Medicinal preparations characterised by special physical form
    • A61K9/14Particulate form, e.g. powders, Processes for size reducing of pure drugs or the resulting products, Pure drug nanoparticles
    • A61K9/16Agglomerates; Granulates; Microbeadlets ; Microspheres; Pellets; Solid products obtained by spray drying, spray freeze drying, spray congealing,(multiple) emulsion solvent evaporation or extraction
    • AHUMAN NECESSITIES
    • A61MEDICAL OR VETERINARY SCIENCE; HYGIENE
    • A61KPREPARATIONS FOR MEDICAL, DENTAL OR TOILETRY PURPOSES
    • A61K9/00Medicinal preparations characterised by special physical form
    • A61K9/14Particulate form, e.g. powders, Processes for size reducing of pure drugs or the resulting products, Pure drug nanoparticles
    • A61K9/16Agglomerates; Granulates; Microbeadlets ; Microspheres; Pellets; Solid products obtained by spray drying, spray freeze drying, spray congealing,(multiple) emulsion solvent evaporation or extraction
    • A61K9/1605Excipients; Inactive ingredients
    • A61K9/1617Organic compounds, e.g. phospholipids, fats
    • AHUMAN NECESSITIES
    • A61MEDICAL OR VETERINARY SCIENCE; HYGIENE
    • A61KPREPARATIONS FOR MEDICAL, DENTAL OR TOILETRY PURPOSES
    • A61K9/00Medicinal preparations characterised by special physical form
    • A61K9/48Preparations in capsules, e.g. of gelatin, of chocolate
    • A61K9/50Microcapsules having a gas, liquid or semi-solid filling; Solid microparticles or pellets surrounded by a distinct coating layer, e.g. coated microspheres, coated drug crystals

Landscapes

  • Health & Medical Sciences (AREA)
  • Engineering & Computer Science (AREA)
  • Bioinformatics & Cheminformatics (AREA)
  • Life Sciences & Earth Sciences (AREA)
  • Animal Behavior & Ethology (AREA)
  • Veterinary Medicine (AREA)
  • Chemical & Material Sciences (AREA)
  • Medicinal Chemistry (AREA)
  • Pharmacology & Pharmacy (AREA)
  • Epidemiology (AREA)
  • Public Health (AREA)
  • General Health & Medical Sciences (AREA)
  • Biophysics (AREA)
  • Molecular Biology (AREA)
  • Medicinal Preparation (AREA)
  • Pharmaceuticals Containing Other Organic And Inorganic Compounds (AREA)
  • Acyclic And Carbocyclic Compounds In Medicinal Compositions (AREA)
  • Medicines Containing Material From Animals Or Micro-Organisms (AREA)
  • Medicines That Contain Protein Lipid Enzymes And Other Medicines (AREA)
  • Compounds Of Unknown Constitution (AREA)
  • Steroid Compounds (AREA)
  • Manufacturing Of Micro-Capsules (AREA)

Description

BIIIZMD(JS) -3ME.MOR.IA.....DESCRITIVA
'Ípí* presente invento refere-se a um processo para melhorar o controlo das propriedades farmacocínéticas e farmacológicas de uma substância farmaceuticamente activa injectãvel, sendo a referida substância farmaceuticamente activa susceptivel de ser administrada por injecção parenterica a um mamífero ou, eventualmente, a outros animais» Refere-se Igualmente a uma microesfera sólida, rião porosa, com um diâmetro compreendido entre 5 e 300 iam, compreendendo pelo menos uma tal substância farmaceuticamente ac™ tíva, contida numa estrutura esférica formada por, pelo menos, uma substância suporte farmacologícamente ínactiva, assim como à utilização de urna tal microesfera no fabrico de uma formulação destinada a administração parentêríca por injecção» arte....amterior.
Já se utilizaram substâncias biologicamente activas, fracamente solúveis em meio fisiológico, sob a forma de suspensão de partículas e administraram-se por injecção Intramuscular, para obter uma dissolução lenta e, portanto, um efeito prolongado no organismo humano ou animal» As misturas de rioretisterona e de mestranol, sob a forma de pó cristalino em suspensão aguosa, por exemplo, foram testadas tendo em vista o fabrico de um antíconceptívo injectãvel, intramuscular (J, Sarza Flores & col, Contraceptíon. Maio 1988, Vol» 35, rió„5, 471-481)»
Estas composições da arte anterior apresentam, de modo geral, provavelmente devido às variações na granulometria e a irregularidades na forma das partículas, vários defeitos;
-curva de libertação das substâncias activas apresentando um forte pico ímedíatamerite após a injecção, seguido de uma vertente descendente, o que aumenta a dose total, necessária para obter um efeito durável suficiente;
-formação ocasional de grumos ou crostas na suspensão;
-necessidade de utilizar agulhas hipodérmicas de grande diâmetro, para evitar o risco de bloqueio à saida da seringa»
720 „1.331.12 ΡΤ η 4
Bin/MD(JS) -4-
Em certos casos, o contacto directo da partícula activa com o tecido vivo que a rodeia (concentração local, muito grande) pode provocar reacções inflamatórias ou lesões.
As substâncias possuindo uma solubilidade elevada em meio fisiológico não podem ser administradas sob esta forma se se deseja obter um efeito retardado. Um processo conhecido para frenar a dissolução de tais substâncias é revesti-las ou microencapsulã-las.
A Patente EP NQ. 257 368 (AMERICAN CYANAMID CO) descreve uma composição, para utilização parentórica constituída por rníeroesferas de gorduras e/ou ceras, de origem natural ou sintética, com baixo ponto de fusão (40°-cerca de 60°), carregadas de partículas de um polipéptido, por exemplo uma hormona de crescimento. Guando estas composições são inJectadas em bovinos, a hormona de crescimento vê a sua libertação retardada pelo revestimento de cera ou de gordura, o que provoca um prolongamento da sua presença no organismo animal, levando a um aumento do crescimento ou da lactação. Estas microesferas têm tendência a deformai—se, a aglutinarse ou a coalescer quando a temperatura ambiente é elevada, nomeadamente nos países tropicais (40-60°C) o que pode acarretar problemas de manutenção ou de armazenagem.
Como a proporção de polipéptido activo, na partícula, está limitada na prática a 30-40 %, a injecção destas partículas apresenta, igualmente, o inconveniente de injectar no organismo uma quantidade de substância portadora estranha a este organismo (cera de abelhas, gordura de origem vegetal, mineral ou sintética, etc) da ordem de, pelo menos, 1,5 - 3 vezes a da substância activa.
Na arte anterior foram utilizadas outras técnicas de revestimento ou de microencápsulamenta, algumas das quais estão descritas, por exemplo, na Encyclopédía of Chemical Technology, 3sL. edição, volume 15, páginas 470 a 493 (1981), JOHN WILEY AND SONS. As microcápsulas assim formadas contêm, frequentemente, partículas centrais de tamanho muito diferente, ou mesmo sem nenhuma
720
3.L33Í.12 PT.4 BIII/MD(JS) partícula central _R„
A Patente EP Ng. 210 875 (TERAGENIX CORP. > descreve a injecção de microesferas de vidro carregadas radioactivamente, no cot— po, por exemplo no figado, para tratar localmente um tumor canceroso. A presença remanescente de tais esferas, após tratamento, não se justifica senão em casos graves.
A eliminação da substância suporte pelas vias metabólicas do meio interior pode ser difícil; uma tal substância é aceitável para administração oral (e eliminação pelas vias digestivas) em medicina humana, mas muito menos para injecção parentèrica em medicina humana.
Por outro lado, utilizaram-se hormonas esteroides como meio de contracepção, sob a forma de implantes subcutâneos. Estes implantes, com um comprimento de 0,5 a 2 cm, podem ser fabricados por fusão e conformação da hormona no estado fundido, pura ou misturada com um portador lipídico. Estes processos de fabrico estão descritos por exemplo na W0-8S/07S16 (Endocon) ou na patente EU 4 244 949 (Gupta). A duração de acção destes implantes pode ultrapassar um ano, mas por outro lado este sistema é incomodo para durações de acção desejadas apenas para algumas semanas. Exige a colocação por meio de incisão cirúrgica ou por trocater e eventualmente a remoção por excisão.
SUMARIO DD INVENTO
A finalidade do presente invento é a de fornecer formulações de libertação retardada para administração por injecção parentérica, por meio de agulha, ao homem ou a outros mamíferos, que permitem uma libertação controlada das substâncias farmacologicamente activas, sem apresentar os inconvenientes das suspensões de partículas ou das microcãpsulas da arte anterior.
Esta finalidade é conseguida graças a um processo que consiste em colocar a referida substância sob a forma de microesferas sólidas não porosas, com um diâmetro compreendido entre 5 e
720 *30 ‘1 ΙΟ ρτ ÍL
U »L.Uu.’i » 1 L. I ί « *τ
BIII/MDÍJS) ό-
«•β·?’
300 micra, compreendendo pelo menos uma substância farmaceuticamente activa contida numa estrutura esférica formada por pelo menos uma substância suporte farmacologicamente inactiva, estando a referida substância suporte, que forma a estrutura esférica, naturalmente presente no organismo do referido mamífero, sendo estável no estado sólido até à temperatura de, pelo menos, 60°C e no meio fisiológico do referido mamífero, e sendo a cinética de dissolução da substância suporte no organismo do mamífero receptor mais lenta do que a cinética de libertação da substância activa nesse mesmo organismo, e em separar as referidas microesferas em fracções calibradas segundo os seus diâmetros, e graças à utilização destas fracções, ao fabrico de uma formulação destinada ã administração oarentérica oor inierrão, \w< V«l tuV W III ub I [ uif tu I liil Ui lul Im? Im/ tiat I w· I I tutu· I «Aibn bit Im/ b·/ I Ju I I _J Viu bu b*. VuV Vm/ M
Por estável no estado sólido, até 60°C, deve-se entender não apenas as microesferas que não fundem, mas também as que não amolecem e não aglutinam»
Por estável no estado sólido, no sentido do presente invento, não se deve também entender a estabilidade indefinida que apresentaria, por exemplo, uma microesfera de vidro, mas sim suficientemente estável para que a ordem de grandeza da duração da vida neste meio (verificando-se o desaparecimento das esferas por simples dissolução lenta ou por ataque químico metabólico) não seja inferior à duração de acção, desejada, do medicamento: por outras palavras, a cinética de dissolução da substância suporte no organismo do mamífero receptor, deve ser mais lenta do que a cinética de libertação da substância activa nesse mesmo organismo .
Se se utiliza um processo de pulverização-congelação para o fabrico das microesferas, a substância suporte deve ser quimicamente estável à sua temperatura de fusão, assim como no estado fundido, pelo menos num domínio de temperatura suficiente para esta operação.
A velocidade de dissolução de uma microesfera num dado meio solvente, é uma função do raio da esfera (tendo em conta as rela-
720
3,. L331.12 PT „4
-7* í- * ções que ligam o volume, a superficie e raio de uma esfera). Segundo um aspecto do presente invento, o facto de utilizar esferas solidas, nâo porosas, permite ter um conhecimento preciso da relação massa-superfície das partículas e, portanto, graças a uma selecção do calibre das esferas, isto é, do raio ou de uma repartição dos raios encontrar um parâmetro de controlo da taxa de libertação do ou dos princípios activos administrados.,
A velocidade de dissolução dos princípios activos depende, igualmente, da estrutura da microesfera e, em particular, da acessibilidade do seu interior ao solvente. Urria substância inactiva, tendo por exemplo, a estrutura de um gel inchãvel ern meio fisiológico (por exemplo uma fraeção de colagénio) nâo provoca senão um ligeiro atraso na libertação de substâncias activas, enquanto que uma substância tendo uma estrutura hidrofóbíca compacta fornece um efeito de retardamento máximo. Segundo um outro aspecto do presente invento, a selecção da molécula determinante e estruturante da microesfera, permite obter uma libertação retardada dos princípios activos, de algumas horas a várias semanas,,
Se a substância farmacologícamente activa se encontra sob a forma de solução sólida na substância suporte ou de suspensão praticamente homogénea de partículas dispersas, pequenas (por ex.. coloídes) em relação ao diâmetro da microesfera (10-300 pm), a sua dissolução é frenada em função das concentrações respectípectívas. Se a substância activa se encontra sob a forma de pai— ticulas maiores, revestidas com uma camada exterior de uma substância hidròfoba, o início da dissolução é retardado. Por razões técnicas de fabrico, o tamanho das partículas revestidas é limitado em relação ao diâmetro das microesferas: no processo de pulverízaçâo/congelaçâo, é preferivel limitar o tamanho das partículas a 1/10 do das microesferas. 0 ajustamento destes diferentes parâmetros permite, segundo o invento, um controlo preciso da libertação dos princípios activos.
Esta mesma precisão de controlo, ao evitar as sobredosagens ou a necessidade de compensar as subdosagens, permite reduzir a quantidade total, prevista, de administração da ou das substânci7Ξ 720
3.L331.12 PT.4
BIII/MD(38)
-8z':.....
FF as biologicamente activas a uma quantidade mínima, necessária para obter o efeito terapêutico desejado e diminuir assim o risco de produzir, no doente, efeitos secundários indesejáveis.
Uma dose injectável de 200 mg de microesferas, por ámpola, contenda até 50 mg de princípio activo é considerada razoável.
Certas substâncias aditivas da associação podem não ser directamente activas no organismo receptor, pelo menos na aplicação visada, nem constituir a base da estrutura esférica. A associação pode compreender diversos meios farmaceuticamente aceitáveis para melhorar a estabilidade ou a integridade química das substâncias ou do conjunto da estruturas surfactantes, anti-oxidantes, antimicrobianos, tampões, etc. Em particular, pode ser útil baixar o ponto de fusão ou inibir uma reacção de decomposição, durante o processo de fabrico (por ex. fusão-congelação) das microesferas.
Em relação âs suspensões de princípios activos puros, sob a forma de partículas irregulares, conhecidas na arte anterior, as microesferas segundo o presente invento têm a vantagem de ter menos tendência para se aglutinar e de passarem de modo mais fluido por uma agulha hipodérmica. Por outro lado, as microesferas podem ser seleccionadas e separadas, de maneira mais rigorosa e mais fiável, em função do seu tamanho, do que as partículas de formas irregulares.
A forma galénica de acordo com o presente invento pode-se apresentar sob a forma de pó de microesferas em frascos—âmpola, pronto a ser posto em suspensão, ou sob a forma de suspensão já preparada, embalada em âmpolas injectáveis ou directamente em seringas, prontas a ser administradas em medicina humana ou veterinária. 0 meio de suspensão pode ser a água, uma solução salina, um óleo, contendo os tampões, surfactantes, conservantes habitualmente utilizados nas suspensões injectáveis pelos técnicos farmacêuticos, ou qualquer outra substância ou combinação que não ameaçe a integridade fisica e quimica das substâncias em suspensão, e que convenha ao organismo que a receberá. Se se pretender evitar uma elevação inicial brusca da taxa de princípio activo,
720
3X331.12 PT.4 fôUI/MDCJS) no meio interno do organismo receptor, preferir-se-á, no caso de suspensões prontas a ser empregues, a utilização de vectores líquidos, nos quais os ditos princípios activos são praticamente insolúveis. No caso de substâncias activas parcialmente solúveis no vector líquido morno, mas insolúveis a frio, preferír-se-á, no plano farmacológico, evitar a formação de precipitados (efeito dito de caking) realizando formulações que apresentam separadamente as microesferas em po e o vector liquido, que não serão misturados senão no momento da injecção..
Nas aplicações veterinárias, ern que a duração do efeito desejado pode ser muito longa (por exemplo o período de lactação da fêmea adulta), podem-se utilizar diâmetros de algumas centenas de micra. Se se pretender limitar o diâmetro das agulhas de seringas de injecção, para conforto do paciente, é conveniente limitar o diâmetro das microesferas a 300 micra e, mais preferivelmente, a 1.00 micra. Pelo contrário, para durações muito curtas do efeito desejado (por exemplo, circadianas), o diâmetro de uma microesfera pode ser baixado a 5 micra.
É preferível, para a maior parte das aplicações em medicina humana (duração do princípio activo compreendida entre um ciclo circadiano e um ciclo mensal), utilizar microesferas cujo diâmetro esteja compreendido eritre 5 e 100 micra, consoante as combinações de substâncias actívas/substâncias de suporte.
Pode-se realizar uma selecção das microesferas segundo o seu diâmetro, na altura do fabrico com a ajuda de processos conhecidos: por exemplo por separadores ciclónicos, por crivagem com sucção do ar ou, ainda, por crivagem em meio aquoso. Na prática, é suficiente que mais de 70% das microesferas tenham diâmetros compreendidos entre 70% e 130% de um diâmetro especificado. Se necessário, a curva de dissolução ideal, determinada pela aplicação pretendida, pode ser encontrada efectuando uma mistura de lotes possuindo diâmetros diferentes, adequados. Além disso, as partículas que nao estão conformes às especificações podem ser recicladas..
720
3.L331.12 PT„4 fôIII/MD(JS)
Os processos para pôr um produto sólido sob a forma de mí~ croesferas, por abrasão mecânica, são conhecidos no estado da técnica.. Outros processos utilizam, por exemplo, a colocação em suspensão do produto no estado fundido sob a forma de microgotas, sob agitação, num vector líquido com o qual o dito produto é não miscível, seguido da solidificação do dito produto» Para produziras microesferas de acordo com o presente invento, preferiu-se desenvolver, um processo que consiste em pulverizar, sob pressão e./ou com o auxílio de gás quente, (eventualmente com vibrações) a substância suporte destinada a constituir as esferas, no estado fundido, na qual as substâncias farmacologicamente activas foram dispersas e se encontram, seja no estado dissolvido, seja sob a forma de partículas < 5 pm, e depois congelar rapidamente a névoa assim formada» É no entanto difícil fabricar microesferas, contendo partículas sólidas revestidas, com diâmetro < 2 pm por um processo de pulverização-congelação»
As substâncias suporte, farmacodinamicamente inactívas, de acordo com o invento, cuja temperatura de fusão é superior a cerca de 70° e que são, ou podem ser tornadas, termoestáveis acima do seu ponto de fusão para poderem ser submetidas ao processo de fabrico, permitem produzir microesferas estáveis (sem amolecimento ou aglutinação) a temperaturas ambientes baixas ou médias»
No entanto, na medida em que o princípio activo ern suspensão, suporta temperaturas elevadas sem decomposição é preferível, para evitar um risco de alteração das microesferas aquando de uma elevação acidental importante da temperatura (transporte, armazenamento), escolher uma substância suporte cuja temperatura de fusão seja superior a 90°C, para constituir a estrutura da mícroesf era.
De entre as substâncias suporte preferidas, citaremos como substâncias inactivas podendo constituir a estrutura das microesferas:
1-Coprosterol, cujo ponto de fusão é de 101°C, produto obtido pela metabolização dos esterõis e que participa na formação dos esteroides e dos ácidos biliares»
7ε 720
3.L331.12 PT.4
ΒΙΪΪ/MDíJS) -Π
2- Acido glicocólico, cujo ponto de -fusão é de 130°C, que faz parte dos sais biliares.
3- Colesterol, cujo ponto de fusão é de 143°-149°C, principal esterol nos mamíferos, presente em quase todos os tecidos do organismo humano, e seus ésteres.
é à primeira vista surpreendente, injectar colesterol em suspensão de partículas esféricas num ser humano, tendo em mente o papel que se lhe atribui em certas doenças cardiovasculares. Mas em relação às 5-10 g naturalmente presentes no estado livre no meio fisiológico, os 50-200 mg de uma injecção são uma quantidade baixa. Além disso, a sua relativa inércia metabólica permite considerá-lo como farmacodinamicamente inactivo nestas doses. Por outro lado, as suas propriedades físicas fazem dele uma excelente substância suporte dentro do quadro do presente invento.
As substâncias farmacologicamente activas que convêm, particularmente, a este sistema galénico são as que 1) são solúveis (ou reactivas) em fluidos biológicos, 2) que, mesmo possuindo tendência para decompor a temperaturas muito elevadas, próximas ou superiores ao seu ponto de fusão, permanecem física e quimicamente estáveis no ponto de fusão da substância inactiva que serve de estrutura.
Um exemplo é a metoclopramida, um antiemético francamente solúvel em água.
Um outro exemplo é a morfina base, um analgésico narcótico, cujo ponto de fusão é a 254~25ó°C e que se torna física e quimicamente instável próximo de 200°C. A morfina (partículas da ordem de 1 um a 5 um, ou mais pequenas) é dispersa em colesterol liquido (TF=14S°C) sem risco de decomposição. A mistura é pulverizada e congelada em microesferas. Sob esta forma, a morfina pode, por exemplo, ser administrada à razão de uma injecção diária, em meio hospitalar, de 50 mg de morfina contidas em 200 mg de microesferas/âmpola (dose muitíssimo variável devido às reacções individuais à morfina)? para um paciente em ambulatório, prefere-se adap72 720
3.L331.12 PT.4 BIII/MDÍJS)
tar a apresentação (dose e estrutura das esferas) para uma injecção todos os 2-3 dias, e mesmo semanal.
Entre as substâncias activas demasiado solúveis em meio fisiológico para poderem ser administradas no estado livre, apresentando um efeito retardado, e suficientemente estáveis ao calor para poderem ser incorporadas no colesterol, citaremos nomeada™ men te;
a) substâncias que actuam sobre o sistema nervoso central (tranquilizantes como o LDRAZEPAM, o HALOPERIDDL, os antiparkinsonianos, como o BIPERIDEN, o TRI-HEXIFENIDIL. HCL, anti-convulsionantes, como o CLONAZEPAM, narcóticos, como a MORFINA BASE),
b) sobre o sistema neurovegetativo (antieméticos, como a METOCLDPRAMIDA, o MALEATO de ACEPROMAZINE, gastroeinéticos, como a DOMPERIDONA),
e) vasodilatadores, periféricos, como a VINCAMINA, a NILIDRINA HCL, a FLUNARIZINA, o P1Z0TIFEN0, a DI-HIDROERGOTAMINA, ou brónquicos, como o BROMO-HIDRATO, o FENOTEROL, o TOLBUTEROL, o CLENBUTEROL, o SALBUTAMOL,
d) anti-histaminicos (ASTEMIZOLE, MALEATO de CLORFENAMINA, AZATADINA),
e) antagonista dos receptores Hp, a FAMOTIDINA,
f) vários esteroides (DEXAMETASONA, BETAMETASONA) são, igualmente, convenientes.
A dissolução de certos analgésicos, por si pouco solúveis, como a indometacina ou o naproxeno, pode ser vantajosamente frenada por incorporação numa estrutura de colesterol (o que permite espaçar as injecçSes, aumentando as doses unitárias).
presente invento será melhor compreendido com o auxilio das figuras e dos exemplos que o ilustram. Não está, contudo, limitado a estas formas de execução.
BREVE DESCRICSO DAS FIGURAS
A figura 1 mostra o esquema de fabrico de microesferas de colesterol de acordo com o presente invento.
ríT/
(microscópio electrõ72 720
3.L331.12 PT,4
BIH/MDCJS) ”13~
A figura 2 mostra uma microfotografia nico) de microesferas de colesterol.
A figura 3 mostra a repartição granuiométrica de uma fracção de microesferas de colesterol, (diâmetro médio de 15 pm) „
A figura 4 mostra a repartição granuiométrica de uma fracção de microesferas de colesterol (diâmetro médio de 25 pm).
A figura 5 representa uma montagem experimental para detei— minar a velocidade de dissolução das microesferas»
As figuras 6 e 7 mostram o perfil de dissolução de microesferas (fig»6) de 17-B-estradiol, suportado por colesterol, comparado com o perfil de dissolução de cristais de 17-tà-estradioi (fig..7).
As figuras 8 e 9 mostram o perfil de dissolução de microesfera de diazepam, suportado por colesterol, comparado com o perfil de dissolução de cristais de diazepam»
A figura 10 mostra os níveis plasmáticos de diazepam obtidos (no coelho) por injecção, respectivamente, de uma solução (curva 0) de cristais, em suspensão (curva 1) e de microesferas de diazepam,/colesterol (curva 2)»
As figuras 11, 12, 13 mostram os níveis plasmáticos de 17-βestradiol, obtidos (no coelho) por irijecçâo, respectivamente, de uma solução (curva 0) de cristais, em suspensão (curva 1) e de· microesferas de 17-íá-estradiol/colesterol (curva 2)»
Ex.®ÍD.i5.1ç....il fabrico de microesferas de colesterol»
Fazemos referência à figura 1. 0 azoto pré-aquecido sob pressão é enviado pelo tubo de entrada A-^ para dentro do dispositivo pulverizador e atravessa uma zona de aquecimento B termo-regulada onde é levado a uma temperatura compreendida entre 160 e 190°C, antes de ser admitido no pulverizador D» 0 pulverizador D ,í!l®
720
3X331.12 PT.4 e:i: π /md(js) -14ufa
estã ligado, por uma tubagem a um recinto C aquecido no qual o colesterol é mantido no estado fundido (T=150°C) e sob pressão de azoto (entrada A2). É arrastado pela corrente de azoto e misturado com esta, para ser pulverizado ern névoa pelo bico de saída do pulverizador D e penetra na câmara de pulverização-congelação F„ Um reservatório E contém o azoto liquido que se evapora e penetra, por várias canalizações, sob a forma de gás ultra-frio, a grande velocidade, na. câmara de pulverização-congelação F, onde encontra a névoa de colesterol. As gotíeulas, logo após a sua formação peio pulverizador, são rodeadas por uma corrente de gás glacial que as cristaliza em microesferas e as impede de tocar nas paredes antes da sua solidificação total. A temperatura à saida da câmara de pulverização-congelação está compreendida entre ~13°C e ™50oC„ A totalidade das microesferas, produzidas com a ajuda desta câmara F, tem urna forma esférica perfeita. A saida da câmara F encontram-se dois separadores ciclónicos, G2, conhecidos, montados em série. As microesferas são recuperadas em recipientes coleetores e H2; os gases à saída dos ciclones, atravessam um filtro descontaminador I, no qual se mantém uma ligeira depressão em relação à pressão reinante no primeiro ciclone, com a ajuda de uma bomba. A figura 2 mostra uma fracção de microesferas de colesterol recuperadas, em mícrofotografia (pelo microscópio electrônico).
Exemplo.....2Repartíção grariu 1 ométrica.
As microesferas de colesterol, fabricadas nas condições operatórias anteriores são separadas em fracções.
As figuras 3 e 4 mostram as distribuições granulométricas de fracções centradas, respectivamente, em 15 pm e 25 pm.
Exemplo.....3:. Fabrico de microesferas de 17-B-estradiol/colesterol.
Utiliza-se o procedimento do exemplo 1 com uma mistura de
17-B-estradiol/colesterol numa relação ponderai 1/9. Condições operatórias:
Fusão: 149°C em atmosfera de azoto.
72C
3..L331.12 PT.4
8III/MD(JS) -15
Aspersão: por válvula, com pressão de ar de 19,6 kPa (200 g/cm2) Congelação: por ar a -20°C, sob pressão de 392 kPa (4 kg/cm2) Recuperação: por ciclones
Selecção: em meio aquoso e por crivagem segundo a granulometria.
Exemplo.....4: Fabrico de microesferas de diazepam/colesterol.
Utiliza-se o procedimento do exemplo 1 com uma mistura de diazepam/colesterol numa relação ponderai 1/2 „ Condições operatórias:
Fusão: 138°C em atmosfera de azoto.
Aspersão: por válvula, com pressão de ar de 9,8 kPa (100 g/cm2) Congelação: por ar a -20°C, sob pressão de 392 kPa (4 kg/cm2) Recuperação: por ciclones
Selecção: em meio aquoso e por crivagem segundo a granulometria.
Exemplo.....5.:. Fabrico de microesferas de cafeina/colesterol „
Utiliza-se o procedimento do exemplo 1 com uma mistura de cafeina/colesterol numa relação ponderai 20:80. Condições operatórias :
Fusão: 165°C em atmosfera de azoto.
Aspersão: por válvula, com pressão de ar de 13,7 kPa (140 g/cm2) Congelação: por ar a -20°C, sob pressão de 392 kPa (4 kg/cm2) Recuperação: por ciclones
Selecção: em meio aquoso e por crivagem segundo a granulometria.
ANALISES.......COMPARATIVAS.......ESPECTRO FOTO MÉTRICAS.......DE........UV........E.......IV........ANTES.........E.
APQS....A. ...FORMAÇAO.....DAS.....MICROESFERAS
É necessário verificar que não interveio nenhuma degradação química das substâncias no decurso do processo de fusão-congelação, que possa modificar a sua acção terapêutica. A comparação faz-se entre a matéria prima (cristais) e as microesferas obtidas por fusão-congelação, por análises espectrofotométricas em UV e IV. Os gráficos antes e depois devem ser sempre sobreponíveís em UV e geralmente em IV. Quando surgem diferenças nas curvas de infra-vermelhos, convém verificar se não foram provocadas por um
720
3.L331.12 PT-4
ΒΪΠ/MDCJS) -16-
fenómeno de polimorfismo, recorrendo à eromatografia líquida de elevada resolução com montagem de díodos- Convém, igualmente, recorrer à termografía, não só para limitar bem os pontos de fusão, mas também para determinar se surgem endotermias ou exotermias, que também podem exprimir modificações estruturais ou um polimoí— físmo, susceptíveis de ter um efeito no processo de formação das microesferas, para além das degradações químicas produzidas pelo aquecimentoAparelho utilizado em espectrografía em ultra-violeta: Hewlett Packard, modelo 8452A com montagem de fotodíodos, com célula de quartzo possuindo um feixe de 0,1 cm.
Solventes: etanol para o 17-beta-estradíol e o colesterol; HCL a 0,1 N para o díazepam„
Os resultados nâo mostram vestígios de alteração.
Aparelho utilizado em espectrofotometría de infra~vermelhos: Nicolet 205 FT-IR. Meio de dispersão: brometo de potássio.
Cromatografo: líquido de alta resolução com montagem de diodos: marca: WATERS, com fotodíodos (array detector) mod. Waters 990 e N-E.C. Powermate 2 workstatíon
Termógrafo: SHIMADZU DSC-50 Calormeter e CR4A workstatíon.
Cs resultados não mostram nenhuma alteração após a colocação sob a forma de microesferas do 17-beta-estradiol e do díazepam..
Na figura 5 mostra-se a montagem experimental para efectuar os testes de dissolução in vitro- Uma célula de perfusâo l, contendo a amostra, é alimentada por um reservatório (sob agitação) de meio de dissolução 2; ambos estão contidos num banho-maria 3. A densidade óptica do meio, é registada por um espectrofotometro e o meio é reconduzido ao reservatório. Um colector de esferas e uma bomba peristãltíca 6 completam o circuito- Os exemplos
720
3.L331.12 PT.4 BIII/MDCJS)
seguintes mostram a reprodutibilidade comparada das partes iniciais das curvas de dissolução de cristais e microesferas de granulometria comparável, de um mesmo produto. 0 aparelho utilizado é o da figura 5. Vários (3-6) circuitos de medida (células de dissolução e tubagens) contendo amostras idênticas, são postos a funcionar em paralelo pela mesma bomba peristáltica e medidos simu 1taneamen te.
Exemplo 5s Dissolução de microesferas de 17-beta-estradiol/colesterol (1/9) aparelho utilizado é o da fig. no.5
Meio de dissolução utilizado: HgO qualidade HPLC com 0,01 X de Tween 80 Amostras 50 mg
Branuiornetrias 50 a 100 micra
Intervalos de amostragem: 0, 3, 6, 9, 2i, 24 horas
Comprimento das ondas de espec trofotometr ia s 282 nm
As curvas de dissolução são mostradas nas figuras 6 (microesferas) e 7 (cristais).
Exemplo 6s Dissolução de microesferas de diazepam/colesterol (1/2 ) s aparelho utilizado é o da fig. no«5
Meio de dissolução utilizados HgO qualidade HPLC com 0,01 % de
Tween 80 Amostras 50 mg
Sranulometria: 50 a 100 micra
Intervalos de amostragem: 0, 1, 2, 4, 8 horas
Comprimento das ondas de espectrofotometrias 286 nm
As curvas de dissolução são mostradas nas figuras 8 (microesferas) e 9 (cristais).
720
3,. L331 ,.12 PT „4
8III/MD(JS) -18
Exemplo.....7». FORMULAÇÕES
Fórmula NP-l
Microesferas de 17-beta-estradiol/colesterol* Políetíleno-glicol 800 25 20 mg mg
Carboximetilcelulose sódica X. »5 Cí1 í? mg
Polisorbato 80 2,0 mg
PropíIparabeno 0,14 mg
NaCl 1,2 mg
F^O q-b„p_ 1 ml
*equivalentes a 2,5 mg de 17-beta-estradiol
Fórmula NP.2
Microesferas de diazepam/colesterol a 33t* T7 X mg
Polietileno-glicol 4000 3,0 mg
NaCl 8,5 mg
Álcool benzílico 9,0 mg
Hidróxido de sódio ou HCL: suf„ para pH 5-
M^O q„b,p., 1 ml
*equivaientes a 10 mg de diazepam
Exemplo.....8:. ESTUDO DOS NÍVEIS PLASMAT1CQS DE 17-BETA-ESTRADIOL/
COLESTEROL NO COELHO_ estudo compreende a avaliação comparada do efeito produzido pela administração parentérica de estradiol, sob forma de uma solução oleosa (fig«ll), de uma suspensão aquosa de partículas d© estradiol (fig,.12) e de uma suspensão aquosa de rnioroesf eras (fig.,13) de estradiol/colesterol (fórmula nS.l), sobre os níveis plasmáticos no coelho„
A 10 coelhos machos da raça Nova Zelândia;, com um peso médio de 3,5 kg, administra-se uma dose única, intramuscular, de 5 mg de estradioΙΟ intervalo d© amostragem é de 1, 2, 4 e 24 horas, durante 20 dias, e em seguida a cada três dias até atingir 30 dias.,
720
3X331 „12 PT „4 fôIII/MD(JS) -19
4*
..ftst* jT
As colheitas são de 2 ml por venopunçáo, são centrifugadas e depois guardadas a -20°C até à análise por análise radío-ímuriológíca„
F.xomplo.....9s. EVOLUÇfiQ COMPARATIVA DOS NÍVEIS PLASMÁTICOS DE DIAZEPAM EM SOLUÇÃO OLEOSA, EM SUSPENSÃO DE CRISTAIS E Eti SUSPENSÃO DE MICROESFERAS.
Sujeitos de experimentação: coelhos da raça Nova Zelândia com idade de cerca de 5 meses e pesando, em média, 3,7 kg.
A colheita de referência é de 5 ml de sangue por punção cardíaca, seguida de administração intramuscular de 2 ml da fórmula a testar no membro inferior direito (fórmula nS.2). Os cristais que serviram de comparação são constituídos por uma mistura .1:2, fundida, recongelada e triturada, de diazepam/colesterol
As colheitas a analisar foram retiradas com intervalos de 30 min„ durante 2 horas e com intervalos de 60 min„ até completar 6 horas. Em vários ensaios, em função das características cinéticas do medicamento, podem-se fazer colheitas adicionais.
As colheitas a analisar, de 2 ml, igualmente retiradas por punção cardíaca, foram colocadas num Vacutainer, adicionando-lhes heparína, centrifugadas a 3000 rpm durante 10 min. e em seguida separando-se o plasma e congelando-se em críotubos a -20°C até ao momento da sua análise.
6.o.n.d.i.ções.....çromat.o.g.rá,f.ícas..:.
Detecção UV a 220 nm
Coluna Novapack de 10 micra
Fase móvel: tampão fosfato pH 3,5/acetoriitrilo
59:41 v/v
Cau dal: 1,6 ml/m i n
Padrão interno: ibuprofeno
A figura 10 mostra a evolução dos níveis plasmáticos até 30 horas após a injecção, obtidos respectívamente por injecção de
720
3.L331.12 PT ..4
8:r.n/MD(Js)
uma solução oleosa (curva 0), de uma suspensão de microesferas segundo a fórmula nõ„2 do exemplo 8 (curva 2) e de uma suspensão equivalente de cristais (curva 1)» Constata-se que a utilização de microesferas elimina o pico plasmãtico inicial.
Em resumo, o conjunto dos resultados anteriores mostra que na fase inicial de dissolução as substâncias farmaceuticamente activas apresentam valores numéricos mais reprodutíveis e um perfil de dissolução mais regular quando estão sob a forma de uma amostra de microesferas calibradas do que quando sob a forma de partículas de formas irregulares. Isto permite calcular de forma mais precisa uma dose farmaceuticamente eficaz. Além disto, o desaparecimento, ou pelo menos a forte diminuição, do pico inicial de dissolução (em relação a quaisquer cristais ou partículas), assim como a frenagem e o prolongamento global do fenómeno de dissolução permite calcular as doses unitárias maiores destinadas a serem administradas com intervalos de tempo mais espaçados.
Por outro lado, os resultados anteriores mostram que a utilização deste tipo de estrutura convém tanto para o fabrico de medicamentos cuja duração de acção é relativamente curta, de algumas horas a alguns dias (p. ex. analgésicos) como para as substâncias cuja duração de acção pretendida é de várias semanas. Entre estas últimas pode-se citar em particular a utilização de hormonas sexuais (como a progesterona e o 17-B-estradíol) para o fabrico de anticonceptivos destinados a injecção mensal ou de anticonceptivos destinados mais particularmente à mulher no post™ -partum, ou ainda no fabrico de medicamentos com longa duração de acção, injectáveis, destinados à prevenção da osteoporose na mulher em menopausa.
processo de fabrico anteriormente descrito, as estruturas esféricas e as formulações obtidas e sua utilização por via parentérica por injecção, não estão, evidentemente, limitadas às substâncias dadas rios exemplos anteriores, mas são aplicáveis a todas as substâncias farmacologícamente activas, quimicamente estáveis durante a micronizaçào, com a condição de as modificações farmacocinéticas que possibilitam as microesferas (duração curta ou longa segundo o diâmetro, regularização dos perfis plasmáti™ 720
3.L331.12 ΡΤ.4
BIII/MDUS) -21-
cos) apresentarem uma vantagem terapêutica ou de comodidade e que as doses a administrar não ultrapassem um volume razoável. Podese escolher o modo de administração de entre a injecção hipodérmica, a injecção subcutânea, a injecção intramuscular, a injecção intra-articular e a injecção intrar aquidiana, de acordo com a aplicação pretendida.

Claims (17)

  1. ι ~ Processo de tratamento farmaco-técnico de uma substância farmaceuticamente activa, injectâvel, que permite um melhor controlo sobre as suas propriedades farmaeocinéticas e farmacológicas, sendo a referida substância farmaceu™ por injecção compreender a de modo a ticamente activa susceptivel de ser administrada parentèrica a um mamífero, caracterizado por mícroesferonizaçao da referida substância.
    obter-se microesferas sólidas, não porosas com um diâmetro compreendido entre 5 e 300 micra que contêm a referida substância farmaceuticamente activa numa estrutura esférica formada por, pelo menos, uma substância suporte farmacologicamente inactíva, estando a referida substância suporte, que forma a estrutura esférica, naturalmente presente no organismo do referido mamífero, e sendo estável no estado sólido até uma temperatura de peio menos 60 °C e no meio fisiológico receptor do dito mamífero,, sendo a cinética de dissolução da substância suporte no organismo do mamífero receptor mais lenta do que a cinética de libertação da substância activa nesse mesmo organismo., e a separação das referidas microesferas em fracções calibradas segundo os seus diâmetros,.
  2. 2 - Processo de acordo com a reivindicação I, caracterizado por a separação em fracções ser efectuada de maneira que mais de 70% das referidas microesferas tenham diâmetros compreendidos entre 70% e 130% de um diâmetro especificado.
    Processo de acordo com a reivindicação 2, caracterizado por compreender os passos seguintes:;
    a) a dispersão da substância activa na substância suporte e fusão da substância suporte sob atmosfera inerte;
    b) pulverizaçâo da matéria fundida em névoa de goticulas, sob pressão de atmosfera inerte;
    c) congelação em atmosfera frias
    d.) separação em fracções granulométrícas.,
    4 - Processo de acordo com a reivindicação aracterizado por o diâmetro da referida mícroesfera estar compreendido entre
    72 720
  3. 3.L331.12 PT.
  4. 4
    ΒΙΙΪ/MDCJS) -23-
    10 e 100 um.
  5. 5 - Processo de acordo com a reivindicação 4, caracterizado por compreender ainda a adição de aditivos farmaceuticamente aceitáveis„
  6. 6 - Processo de acordo com a reivindicação 3, caracterizado por a substância suporte ser escolhida de entre o coprosterol, o ácido glicocólico, o colesterol e os ésteres de colesterol.
  7. 7 - Processo de acordo com as reivindicações anteriores, caracterizado por a substância suporte ser o colesterol.
  8. 8 - Processo de acordo com a reivindicação 6, caracterizado por a substância farmaceuticamente activa ser escolhida de entre as substâncias que actuam sobre o sistema nervoso central como os tranquilizantes, nomeadamente o iorazepam, o haloperidol, e o di™ azepam, como os antiparkinsoníanos, nomeadamente o biperíden, o tri-hexilfenidil HCI, como os anticonvulsívantes, nomeadamente o clonazepam, e como os narcóticos, nomeadamente a morfina base e os derivados da morfina.
  9. 9 - Processo de acordo com a reivindicação 6, caracterizado por a substância farmaceuticamente activa ser escolhida de entre a.s substâncias que actuam sobre o sistema neurovegetativo, como os antíeméticos, nomeadamente a metaclopramida, o maleato de acepromazina e como os gastrocinéticos, nomeadamente a domperídona..
  10. 10 - Processo de acordo com a reivindicação 6, caracterizado por a substância farmaceuticamente activa ser escolhida de entre os vasodílatores periféricos, nomeadamente a víncamina, a nilidrina, a flunarizina, o pizotifeno, a di-hidroergotamína, e brônquicos, nomeadamente o bromo-hidrato, o fenoterol, o tolbuterol, clenbuterol e o salbutamol.
  11. 11 - Processo de acordo com a reivindicação 6, caracterizado por a substância farmaceuticamente activa ser escolhida de entre os anti-histamínícos, nomeadamente o astemízole, o maleato de
    72 720
    3.L331.12 PT.4 BIII/MD(JS) clorfenamina, a azatadina, e de entre os antagonistas dos receptares Hg, nomeadamente a famotidina.
  12. 12 - Processo de acordo com a reivindicação 6, caracterizado por a substância farmaceuticamente activa ser escolhida de entre os esteróides, nomeadamente a desametasona, a betametasona e o Í7-R~estradiol.
  13. 13 - Processo de acordo com a reivindicação 6, caracterizado por a substância farmaceuticamente activa ser escolhida de entre os analgésicos, nomeadamente a indometacina e o naproxeno.
  14. 14 - Processo de preparação de uma formulação destinada a administração parentérica por injecção, caracterizado por se associarem microesferas calibradas, de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 13, com um vector liquido farmaceuticamente aceitável.
  15. 15 - Processo de acordo com a reivindicação 14, caracterizado por as referidas microesferas serem suspensas num vector llujUlQO TcU filctC. c?LtT.XC.cliHE?ft ufô tíCulLSVej. uSlQaiiIuU Qc Sn ui S soluções aquosas, nomeadamente uma solução salina, e os óleos.
  16. 16 - Processo de acordo com a reivindicação 14, caracterizado por as referidas microesferas serem suspensas num vector liquido farmaceuticamente aceitável no qual as referidas substâncias activas são substancialmente insolúveis.
  17. 17 - Processo de acordo com a reivindicação 14, de preparação de um anticonceptivo destinado a injecção parentérica mensal, caracterizado por compreender a associação de microesferas calibradas de 17-fl-estradiol contidas numa estrutura de colesterol, com um vector líquido farmaceuticamente aceitável.
PT97976A 1990-06-14 1991-06-14 Processo de tratamento farmaco-tecnico de uma substancia activa, injectavel, com uma substancia suporte, nomeadamente coprosterol, acido glicocolico, colesterol ou esteres de colesterol, e de formulacoes parentericas PT97976B (pt)

Applications Claiming Priority (1)

Application Number Priority Date Filing Date Title
FR9007417A FR2663224B1 (fr) 1990-06-14 1990-06-14 Forme galenique parenterale.

Publications (2)

Publication Number Publication Date
PT97976A PT97976A (pt) 1992-04-30
PT97976B true PT97976B (pt) 1998-11-30

Family

ID=9397599

Family Applications (1)

Application Number Title Priority Date Filing Date
PT97976A PT97976B (pt) 1990-06-14 1991-06-14 Processo de tratamento farmaco-tecnico de uma substancia activa, injectavel, com uma substancia suporte, nomeadamente coprosterol, acido glicocolico, colesterol ou esteres de colesterol, e de formulacoes parentericas

Country Status (33)

Country Link
US (1) US5643604A (pt)
EP (1) EP0487674B1 (pt)
JP (1) JP2690398B2 (pt)
KR (1) KR0157438B1 (pt)
CN (1) CN1058608C (pt)
AT (1) ATE117546T1 (pt)
AU (1) AU643540B2 (pt)
BG (1) BG61178B1 (pt)
BR (1) BR9105782A (pt)
CA (1) CA2064861C (pt)
CZ (1) CZ286199B6 (pt)
DE (1) DE69107026T2 (pt)
DK (1) DK0487674T3 (pt)
ES (1) ES2068592T3 (pt)
FI (1) FI107697B (pt)
FR (1) FR2663224B1 (pt)
GR (1) GR3015809T3 (pt)
HU (1) HU219461B (pt)
IE (1) IE69172B1 (pt)
IL (1) IL98458A (pt)
NO (2) NO920576L (pt)
NZ (1) NZ238543A (pt)
PH (1) PH30243A (pt)
PL (1) PL167177B1 (pt)
PT (1) PT97976B (pt)
RO (1) RO110198B1 (pt)
RU (1) RU2095055C1 (pt)
SK (1) SK279867B6 (pt)
TN (1) TNSN91047A1 (pt)
TW (1) TW205511B (pt)
UY (1) UY23239A1 (pt)
WO (1) WO1991019485A1 (pt)
ZA (1) ZA914549B (pt)

Families Citing this family (34)

* Cited by examiner, † Cited by third party
Publication number Priority date Publication date Assignee Title
US6090925A (en) 1993-03-09 2000-07-18 Epic Therapeutics, Inc. Macromolecular microparticles and methods of production and use
US5981719A (en) 1993-03-09 1999-11-09 Epic Therapeutics, Inc. Macromolecular microparticles and methods of production and use
NZ260408A (en) 1993-05-10 1996-05-28 Euro Celtique Sa Controlled release preparation comprising tramadol
US5965161A (en) 1994-11-04 1999-10-12 Euro-Celtique, S.A. Extruded multi-particulates
US6416778B1 (en) 1997-01-24 2002-07-09 Femmepharma Pharmaceutical preparations and methods for their regional administration
US5993856A (en) * 1997-01-24 1999-11-30 Femmepharma Pharmaceutical preparations and methods for their administration
US6287693B1 (en) * 1998-02-25 2001-09-11 John Claude Savoir Stable shaped particles of crystalline organic compounds
GB9819272D0 (en) * 1998-09-03 1998-10-28 Andaris Ltd Microparticles
WO2000057851A2 (en) 1999-03-26 2000-10-05 Pozen Inc. High potency dihydroergotamine compositions
DE19940795A1 (de) * 1999-08-27 2001-03-01 Lohmann Therapie Syst Lts Schnellzerfallende Pellets auf der Basis von Chitosan
EP1297756B1 (de) * 2001-09-27 2005-02-09 Cognis Deutschland GmbH & Co. KG Kugelförmige Sterinzubereitungen, deren Herstellung und Verwendung
AU2002336653A1 (en) * 2001-10-24 2003-05-06 Luciano Mastronardi Management of postoperative pain
JP2005513080A (ja) * 2001-12-20 2005-05-12 フェムファーマ, インコーポレイテッド 薬物の膣送達
RU2205634C1 (ru) * 2002-06-18 2003-06-10 Нестерук Владимир Викторович Лекарственное средство, обладающее противорвотным действием
US7314859B2 (en) * 2002-12-27 2008-01-01 Diobex, Inc. Compositions and methods for the prevention and control of insulin-induced hypoglycemia
US7655618B2 (en) * 2002-12-27 2010-02-02 Diobex, Inc. Compositions and methods for the prevention and control of insulin-induced hypoglycemia
US9173836B2 (en) 2003-01-02 2015-11-03 FemmeParma Holding Company, Inc. Pharmaceutical preparations for treatments of diseases and disorders of the breast
JP2006515026A (ja) * 2003-01-02 2006-05-18 フェムファーマ ホールディング カンパニー, インコーポレイテッド 乳房の疾患および障害の処置のための薬学的調製物
CA2528545C (en) * 2003-06-13 2014-08-12 John Claude Savoir Process for the manufacture of stable shaped particles consisting of estradiol and cholesterol
US7413690B1 (en) 2003-10-29 2008-08-19 The University Of Mississippi Process and apparatus for producing spherical pellets using molten solid matrices
US7491263B2 (en) 2004-04-05 2009-02-17 Technology Innovation, Llc Storage assembly
SI1838716T1 (sl) 2005-01-05 2011-10-28 Lilly Co Eli Olanzapin pamoat dihidrat
WO2007072491A2 (en) * 2005-12-21 2007-06-28 Baskaran Chandrasekar Sustained release pharmaceutical formulation and treatment of ischemic heart disease by administering the same
EP2591675A1 (en) 2006-11-27 2013-05-15 H. Lundbeck A/S Heteroaryl amide derivatives
US20080153789A1 (en) * 2006-12-26 2008-06-26 Femmepharma Holding Company, Inc. Topical administration of danazol
CA2721509A1 (en) 2008-04-14 2009-10-22 Posi Visionary Solutions Llp Method and pharmaceutical composition for obtaining the plasmatic progesterone levels required for different therapeutic indications
RU2395139C1 (ru) * 2009-04-10 2010-07-20 Российская Федерация, от имени которой выступает Государственная корпорация по атомной энергии "Росатом" Способ изготовления волновода переменного сечения
US20110003000A1 (en) * 2009-07-06 2011-01-06 Femmepharma Holding Company, Inc. Transvaginal Delivery of Drugs
UY33103A (es) 2009-12-15 2011-07-29 Techsphere S A De C V Formulacion farmaceutica parenteral en suspension, de liberacion sostenida, en dosis baja y ultra baja, en terapia hormonal en el sindrome climaterico
RU2012133627A (ru) * 2010-01-14 2014-04-20 Умекрине Муд Аб Фармацевтическая композиция, содержащая 3-бета-гидрокси-5-альфа-прегнан-20-он, с улучшенными свойствами хранения и растворимости
RU2576236C1 (ru) * 2014-08-22 2016-02-27 Александр Александрович Кролевец Способ получения нанокапсул антибиотиков в агар-агаре
RU2577689C1 (ru) * 2014-08-26 2016-03-20 Александр Александрович Кролевец Способ получения нанокапсул антибиотиков в агар-агаре
RU2578408C1 (ru) * 2014-09-10 2016-03-27 Александр Александрович Кролевец Способ получения нанокапсул алкалоидов
ITUB20153652A1 (it) * 2015-09-16 2017-03-16 Fatro Spa Microsfere contenenti lattoni macrociclici antielminitici

Family Cites Families (29)

* Cited by examiner, † Cited by third party
Publication number Priority date Publication date Assignee Title
BE744162A (fr) * 1969-01-16 1970-06-15 Fuji Photo Film Co Ltd Procede d'encapsulage
US3773919A (en) * 1969-10-23 1973-11-20 Du Pont Polylactide-drug mixtures
US3937668A (en) * 1970-07-15 1976-02-10 Ilse Zolle Method for incorporating substances into protein microspheres
DK123067B (da) * 1970-09-25 1972-05-15 Niro Atomizer As Fremgangsmåde til behandling af et pulverformigt, fedtholdigt mælkeprodukt.
JPS5017525A (pt) * 1973-06-14 1975-02-24
US3982537A (en) * 1974-12-30 1976-09-28 Louis Bucalo Dynamic implants and method for implanting the same
CA1077842A (en) * 1975-10-09 1980-05-20 Minnesota Mining And Manufacturing Company Albumin medicament carrier system
IT1202370B (it) * 1976-07-12 1989-02-09 Hoffmann La Roche Soluzioni inietabili in cui l'atti vita' emolitica degli agenti di formazione di micelle naturali e' evitata mediante l'aggiunta di lipoidi e relativi prodotti
US4357259A (en) * 1977-08-01 1982-11-02 Northwestern University Method of incorporating water-soluble heat-sensitive therapeutic agents in albumin microspheres
US4244949A (en) * 1978-04-06 1981-01-13 The Population Council, Inc. Manufacture of long term contraceptive implant
US4331654A (en) * 1980-06-13 1982-05-25 Eli Lilly And Company Magnetically-localizable, biodegradable lipid microspheres
US4384975A (en) * 1980-06-13 1983-05-24 Sandoz, Inc. Process for preparation of microspheres
US4349530A (en) * 1980-12-11 1982-09-14 The Ohio State University Implants, microbeads, microcapsules, preparation thereof and method of administering a biologically-active substance to an animal
FR2524312B1 (fr) * 1982-04-01 1985-10-04 Tech Cuir Centre Nouvelles formes de micro-encapsulation de substances medicamenteuses par des couches homogenes de collagene natif
US4492720A (en) * 1983-11-15 1985-01-08 Benjamin Mosier Method of preparing microspheres for intravascular delivery
US4963367A (en) * 1984-04-27 1990-10-16 Medaphore, Inc. Drug delivery compositions and methods
JPS61174940A (ja) * 1985-01-29 1986-08-06 Oogawara Kakoki Kk ワックス類コーテイング単核状マイクロカプセルおよびその製造方法
US4675173A (en) * 1985-05-08 1987-06-23 Molecular Biosystems, Inc. Method of magnetic resonance imaging of the liver and spleen
IL79407A (en) * 1985-08-01 1991-03-10 Theragenics Corp System and method for delivering insoluble material into a living body
EP0257368B1 (en) * 1986-08-11 1992-03-25 American Cyanamid Company Compositions for parenteral administration and their use
US4837381A (en) * 1986-08-11 1989-06-06 American Cyanamid Company Compositions for parenteral administration and their use
CA1319886C (en) * 1987-02-03 1993-07-06 Alberto Ferro Mixed micelle solutions
US4892734A (en) * 1987-04-06 1990-01-09 Endocon, Inc. Dispensing paste for forming medicinal pellets
US4748024A (en) 1987-04-06 1988-05-31 Endocon, Inc. Flash flow fused medicinal implants
EP0357644B1 (en) * 1987-04-06 1994-08-17 Aberlyn Capital Management Limited Partnership Flash flow fused medicinal implants
EP0366058A3 (en) * 1988-10-27 1991-03-20 Abbott Laboratories Controlled-release delivery device, method for producing device, and method of using device
US5019400A (en) * 1989-05-01 1991-05-28 Enzytech, Inc. Very low temperature casting of controlled release microspheres
US5085864A (en) * 1989-10-30 1992-02-04 Abbott Laboratories Injectable formulation for lipophilic drugs
FR2663223B1 (fr) * 1990-06-14 1994-12-02 Af Aplicaciones Far Lab Forme galenique parenterale.

Also Published As

Publication number Publication date
PH30243A (en) 1997-02-05
IL98458A (en) 1995-12-31
RO110198B1 (ro) 1995-11-30
SK279867B6 (sk) 1999-04-13
TNSN91047A1 (fr) 1992-10-25
PT97976A (pt) 1992-04-30
HUT61458A (en) 1993-01-28
DK0487674T3 (da) 1995-06-26
BG95911A (bg) 1993-12-24
DE69107026D1 (de) 1995-03-09
EP0487674B1 (fr) 1995-01-25
ES2068592T3 (es) 1995-04-16
NO302927B1 (no) 1998-05-11
ATE117546T1 (de) 1995-02-15
HU219461B (hu) 2001-04-28
UY23239A1 (es) 1991-07-12
FR2663224B1 (fr) 1995-01-20
CZ286199B6 (cs) 2000-02-16
NO920576D0 (no) 1992-02-13
IL98458A0 (en) 1992-07-15
BR9105782A (pt) 1992-08-18
NZ238543A (en) 1993-08-26
GR3015809T3 (en) 1995-07-31
FI920661A0 (fi) 1992-02-14
EP0487674A1 (fr) 1992-06-03
PL290678A1 (en) 1992-06-26
ZA914549B (en) 1992-03-25
IE69172B1 (en) 1996-08-07
NO920576L (no) 1992-04-08
CA2064861A1 (fr) 1991-12-15
AU8066791A (en) 1992-01-07
RU2095055C1 (ru) 1997-11-10
FI107697B (fi) 2001-09-28
FR2663224A1 (fr) 1991-12-20
JP2690398B2 (ja) 1997-12-10
CN1057960A (zh) 1992-01-22
CA2064861C (fr) 2000-08-01
KR0157438B1 (ko) 1998-11-16
CS181591A3 (en) 1992-06-17
CN1058608C (zh) 2000-11-22
AU643540B2 (en) 1993-11-18
WO1991019485A1 (fr) 1991-12-26
JPH05501268A (ja) 1993-03-11
KR920702212A (ko) 1992-09-03
IE912018A1 (en) 1991-12-18
US5643604A (en) 1997-07-01
PL167177B1 (pl) 1995-08-31
TW205511B (pt) 1993-05-11
DE69107026T2 (de) 1995-08-31
HU9200775D0 (en) 1992-05-28
BG61178B1 (bg) 1997-02-28

Similar Documents

Publication Publication Date Title
PT97976B (pt) Processo de tratamento farmaco-tecnico de uma substancia activa, injectavel, com uma substancia suporte, nomeadamente coprosterol, acido glicocolico, colesterol ou esteres de colesterol, e de formulacoes parentericas
CA2085344C (en) Injectable pharmaceutical composition
RU2212230C2 (ru) Жировая эмульсия для ингаляции
NO176784B (no) Fremgangsmåte ved fremstilling av farmasöytisk mikrokapselblanding omfattende overflateaktivt middel
CN113413372A (zh) 一种基于阿立哌唑微晶凝聚体的长效可注射微球及其制备方法
KR20030011816A (ko) 약학적 조제약 및 그 제조 방법
Singh et al. Development and evaluation of dry powder inhalation system of terbutaline sulphate for better management of asthma
JPWO1999044594A1 (ja) 吸入投与用脂肪乳剤

Legal Events

Date Code Title Description
BB1A Laying open of patent application

Effective date: 19920116

FG3A Patent granted, date of granting

Effective date: 19980805

MM4A Annulment/lapse due to non-payment of fees, searched and examined patent

Free format text: LAPSE DUE TO NON-PAYMENT OF FEES

Effective date: 20120206