PT98367B - Processo e aparelho para processar um centro numero de condutores de fio - Google Patents
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Description
A presente invenção refere-se a um processo e a um aparelho para o processamento de uma pluralidade de condutores. Mais partieularmente, a presente invenção refere-se a um processo e a um aparelho capaz de aplicar terminais e realizar outras operações de trabalho nas duas extremidades de fios condutores respectivos, que podem ter cumprimentos e diâmetros variáveis, com uma velocidade ou cadência elevada.
ACL
São conhecidas várias máquinas, na técnica anterior, para o processamento de fios condutores, nas quais se aplicam terminais em uma ou nas duas extremidades dos fios condutores. Um desses aparelhos é apresentado na patente US 3 019 678, concedida a Schwalm e outros, em 6 de fevereiro de 1962. Nesta máquina, que ê conhecida no mercado como Ampomator, máquina automática de preparação de condutores, fornece-se um fio condutor para um primeiro mecanismo de transferência, que apresenta a extremidade dianteira do fio condutor (que é ligada a uma fonte de alimentação) a um primeiro aplicador de terminais, aplica-se um terminal na extremidade dianteira do fio condutor • e depois posiciona-se o fio condutor numa segunda posição, na qual , ele é transportado passando por meios de corte e desnudação, sendo
o fio condutor que passa pelos meios de corte e desnudação recebido por um segundo meio de transferência, a máquina cortando e desnudando aiêm disso o fio condutor entre a extremidade à qual se fixou inicialmente um terminal e a sua fonte de alimentação, sendo depois a extremidade traseira do fio condutor cortada transferida para um segundo aplicador de terminais. Depois de se ter aplicado um terminal na extremidade traseira do fio condutor este é então descarregado da máquina. A máquina representada nessa patente é capaz de processar apenas um fio único Uma variante comercial da máquina apresentada nessa patente, conhecida por Model IV-C, é capaz de processar dois fios condutores, mas neste modelo ambos os fios condutores têm de ter aproximadamente o mesmo diâmetro. Além disso, como os aplicadores de terminais que aplicam os terminais às extremidades traseiras dos fios condutores cortados estão dispostos lado-a-lado, muito próximos um do outro, não ê prático executar operações de trabalho substanciaimente diferentes sob a extremidade dos condutores cortados, tais como dobrar terminais, aplicar pingos de solda, aplicar mangas isolantes, etc.
A patente US 3 583 055, concedida a Hammond em 8 de Junho de 1971, dá a conhecer um aparelho que mede e corta um par de fios condutores e apresenta as extremidades dos fios condutores emparelhados, sequencialmente em postos de trabalho afastados, que são apropriados para executar várias operações de trabalho nas extremidades dianteiras e traseiras dos fios condutores. Embora a máquina apresentada nesta patente tenha tido uma grande aceitação comercial, ela tem o incoveniente de os pares de condutores terem de ter substanciaimente o mesmo comprimento e o mesmo diâmetro.
ACL
A patente de Scharf (US 3 267 556) dá a conhecer um aparelho que aplica um terminal à extremidade dianteira de um fio condutor que se estende a partir de uma fonte de aprovisionamento, faz passar o fio condutor pôr um mecanismo de corte e desnudamento depois de ter sido aplicado um terminal ou similar na extremidade dianteira e proporciona um transportador montado numa cadeia de rolos sem fim que transporta a extremidade traseira do fio condutor, depois de ter sido cortado, para passar por outro aplicador de terminal. Esta máquina da técnica anterior tem o inconveniente de ser incapaz de proces* sar simultaneamente uma pluridade de fios condutores que podem ter • comprimentos e diâmetros diferentes.
A patente US 3 872 584, publicada em 25 de Março de 1975, dá a conhecer um aparelho completamente automático que mede, corta e desnuda uma pluridade de fios condutores, que podem ter diâmetros e comprimentos diferentes. Aplicam-se terminais, ou similares, nas extremidades dianteiras dos fios condutores e transfere-se a pluralidade de fios cortados para um transportador que depois define as posições das extremidades traseiras dos condutores cortados passando por uma pluralidade de aplicadores de terminais, ou outras estruturas que executam funções de trabalho para um posto de descarga. 0 transportador tem uma pluralidade de conjuntos de fixação montados numa cadeia sem fim.
A patente US 4 559 702 descreve uma máquina para a fabricação de cablagens que possui um transportador indexável com cérceas para os condutores para manter os fios numa relação de paralelismo, estendendo-se as extremidades dos condutores para um lado do transportador. Cada uma das cérceas dos fios condutores compreende uma pluralidade de pinças de fixação individual dos fios condutores empilhadas umas contra as outras. As pinças dos fios condutores individuais podem ser deslocadas da pilha para uma posição estendida, de modo que os fios sejam apresentados individualmente às máquinas de processamento dos fios.
A presente invenção refere-se a um aparelho e a um processo para a fabricação a grande velocidade de uma pluralidade de condutores. A presente invenção permite a fabricação de vários comprimentos de condutores, bem como a utilização de fios condutores de calibres diferentes, para conseguir esse objectivo, a presente invenção refere-se a um aparelho para a fabricação de condutores que possui uma pluralidade de dispositivos de fixação de fios que são móveis entre uma posição aberta e uma posição fechada. Cada um dos dispositivos de fixação dos fios tem um canal que está dimensionado para permitir que o fio seja posicionado junto dos dispositivos de fixação dos fios e coopere com os fios para fazer avançar o fio para o interior dos dispositivos de fixação. Os meios de accionamento cooperam com os dispositivos de fixação dos fios. Dado que os meios de accionamento deslocam os dispositivos de fixação dos fios no mesmo sentido em que t os meios de fornecimento dos fios fazem avançar o fio, de modo que, • quando os dispositivos de fixação dos fios são deslocados, o fio avançará para o interior dos canais dos dispositivos de prisão dos fios.
q
A presente invenção refere-se também a um processo para a produção de uma pluralidade de condutores a partir de um fio contínuo. 0 processo compreende as fases de fornecer o fio contínuo para um posto de alimentação, enquanto que, simultaneamente, faz avançar os meios de prisão dos fios de um aparelho de fabricação de condutores, posicionar o fio num canal dos meios de prisão dos fios, deslocar os meios de prisão dos fios de uma posição aberta para uma posição fechada, na qual o fio é mantido numa posição determinada relatimente aos meios de prisão dos fios e fazer avançar cada um dos meios de prisão dos fios fechado, numa direcção que é complanar com a direcção da alimentação do fio.
Nos desenhos anexos, as figuras representam:
A fig. 1, uma vista em perspectiva de uma parte superior de um dispositivo de fixação do fio que ê usado numa máquina para a fabricação de condutores, tendo a parte superior as garras de fixação do fio;
A fig. 2, uma vista em perspectiva de uma parte inferior do dispositivo de fixação do fio representado na fig. 1, tendo a parte inferior cavidades que seguem uma pista;
A fig. 3, uma vista em perspectiva com as peças separadas do dispositivo de fixação do fio ilustrado na fig. 1, ilustrando as maxilas de fixação do fio separáveis e o componente elástico para as mesmas;
A fig. 4, uma vista parcial em perspectiva que mostra uma parte da correia transportadora da máquina para fabricação de condutores, com uma pluralidade de dispositivos de fixação do fio a ela fixados, ilustrando a figura o movimento relativo simultâneo do fio e dos dispositivos de fixação do fio;
A fig. 5, uma vista pareial em perspectiva, semelhante â fig.
4, que ilustra a fixação do fio nos dispositivos de fixação do fio, ao mesmo tempo que se mantém o movimento relativo de cada um deles;
A fig. 6, uma vista parcial em perspectiva, semelhante à fig.
5, que ilustra a acção de rotação de um dispositivo de fixação do fio respectivo, enquanto continua movimento relativo dos dispositivos de fixação dos fios e dos fios, e o fornecimento de um primeiro condutor até um comprimento apropriado enquanto o dispositivo de fixação ê mantido na sua posição;
A fig. 7, uma vista parcial em perspectiva, semelhante à fig. 5, ilustrando uma primeira acção de corte do fio enquanto continua o movimento relativo dos dispositivos de fixação dos fios e do fio;
A fig. 8, uma vista parcial em perspectiva, semelhante â fig.
6, ilustrando a acção de rotação de um segundo dispositivo de fixação do fio respectivo e o fornecimento de um segundo condutor até um coprimento apropriado;
A fig. 9, uma vista em perspectiva, semelhante à fig. 7, ilustrando uma segunda acção de corte do fio, permitindo desse modo mudar o diâmetro do fio; e
A fig. 10, uma vista de lado de uma parte da máquina para a fabricação de condutores, ilustrada em perspectiva nas fig. 4 a 9.
As fig. 4 a 10 ilustram a parte (2) de fornecimento e corte do fio da máquina para a fabricação de condutores usada para fornecer e manipular o fio (4) a grande velocidade. Como se mostra nas figuras, posicionam-se dispositivos de fixação de fios (6) a intervalos respectivos no aparelho para cooperar com o fio, como será descrito com mais pormenor. Embora possa conceber-se que podem usar-se vários dispositivos de fixação do fio, será descrita em pormenor a forma de realização particular do dispositivo de fixação de fios representado no desenho.
Fazendo referência às fig. 1 a 3, cada dispositivo de fixação dos fios (6) tem um primeiro componente de base (8) e um segundo componente de base (10). Como se mostra melhor na fig. 3, o primeiro elemento de base (8) tem uma secção (12) de cooperação com a correia transportadora, que se estende a partir da primeira superfície lateral da mesma. Proporcionam-se saliências (14) na secção (12), estando as saliências (14) afastadas uma da outra, como se mostra nas fig. 1 e 3, para formar uma cavidade (16). A função das saliências e da cavidade será descrita adiante mais completamente.
Numa segunda superfície lateral (22) do componente de base (8) proporciona-se um cavidade curva (20). A cavidade (20) tem um raio substancialmente constante em todo o seu comprimento. Adjacentes à cavidade (20) estão colocadas aberturas de . fixação (24). Como se mostra na fig. 3 as aberturas de fixação respectivas . (24) são colocadas de lados opostos da cavidade.
segundo componente de base (10) tem uma primeira superfície lateral (26), uma segunda superfície lateral (28) voltada para o lado oposto, uma superfície superior (30) e uma superfície inferior (32). Estendendo-se a partir da segunda superfície lateral (28) e da superfície inferior (32) há um componente de guia e alinhamento (34). Como se vê melhor nas fig. 2 e 3, o componente (34) tem uma superfície inferior (36) e uma superfície lateral (38), cooperando ambas com um seguidor de uma pista da máquina para a fabricação de condutores, como se discute adiante mais completamente. Na primeira superfície lateral (26) do componente de base (10) proporciona-se uma cavidade curva (40). A cavidade (40) tem um raio substancialmente uniforme em todo o seu comprimento. No componente (34) é proporcionada uma cavidade alargada (42) (fig. 2). A cavidade alargada tem um raio substancialmente uniforme em todo o seu comprimento. Os centros da cavidade (40) e da cavidade alargada (42) são caoxiais.
Na abertura circular formada quando a cavidade (20) e a cavidade (40) são deslocadas em colaboração uma com a outra, proporciona-se um componente rotativo (44). Nesta posição, como se mostra nas fig. 1 e 2, a segunda superfície lateral (22) do componente de base (8) fica situada encostada à primeira superfície lateral (26) do componente de base (10). Os componentes de base (8) e (10) são fixados nesta posição com o componente rotativo (44) proporcionado na abertura.
componente rotativo (44), como molhor se vê na fig. 3, inclui uma parte de base redonda (46), uma haste redonda (48), que se estende para cima a partir da parte de base, e uma parte de retenção por aperto (50), que se estende a partir da base. A haste redonda (48) tem um diâmetro que é ligeiramente menor do que o diâmetro da abertura formada pelas cavidades (20) e (40). Isso permite que a haste (48) seja posicionada na abertura, ao mesmo tempo que permite que a haste rode relativamente aos componentes de base (8) e (10).
A parte de base redonda (46) tem um diâmetro maior do que o diâmetro da haste (48). 0 diâmetro da parte da base (46) é ligeiramente menor do que o diâmetro da cavidade alargada (42). Este dimensionado da parte de base (46) e da cavidade (42) permite que a parte de base (46) rode relativamente à cavidade (42). Porém,
- a parte de base (46) é mantida numa posição relativamente estável pela cavidade (42). A porção de base (46) tem um primeiro e um segundo seguidores (52,54) de pistas, que se estendem a partir da superfície inferior (56) da parte de base, no sentido de uma superfície superior (58). 0 primeiro seguidor de pista (52) é proporcionado ao longo de um diâmetro respectivo da parte de base. 0 segundo seguidor de pista (54) ê também proporcionado ao longo de um segundo diâmetro respectivo do componente de base, numa direcção que é substancialmente perpendicular ao primeiro seguidor de pista (52,54) intersectam-se mutuamente numa posição alinhada com o eixo central da parte de base (8).
Voltando a referir a fig. 1, a parte de retenção por aperto (50) está ligada integralmente à haste (48) e tem uma parede inferior (60) e voltada para as paredes laterais (62) em sentidos opostos. As paredes laterais (62) estendem-se a partir da parede inferior (60) numa direcção que ê substaneialmente perpendicular à parede inferior. Cada parede lateral (62) tem duas aberturas (64) que se estendem através das paredes laterais. Como se mostra na fig. 3, as aberturas (64) de uma parede lateral estão situadas alinhadas com aberturas correspondentes na outra parede lateral. As paredes laterais (62) estão afastadas umas das outras a uma distância suficiente para permitir que os componentes de fixação (66) e (66') se introduzam entre as mesmas.
Cada componente de fixação (66) ou (66'), como se vê melhor na fig. 3, tem uma superfície superior (68), uma superfície inferior (70), uma superfície (72) de cooperação com os fios e uma superfície (74) de cooperação com as molas. Como se vê na fig. 1, a superfície superior (68) tem uma superfície plana (76), substancialmente paralela à superfície inferior (70) e uma superfície inclinada (78), que está provida junto da superfície (72) de cooperação com os fios.
Fazendo referência à fig. 2, a superfície (74) de cooperação com as molas tem uma cavidade de recepção da mola (80) que se estende para dentro a partir da superfície (74) de cooperação com as molas e a superfície inferior (70). A cavidade (80) tem uma projecção (82) que se estende para a mesma. A projecção (82) • coopera com uma mola (84) para manter a mola em posição, como se discute 1 adiante mais completamente.
A superfície (72) de cooperação com os fios tem ranhuras de alinhamento (86) situadas junto da superfície inferior (70) da mesma. Paredes divisórias (88) que separam as ranhuras tâm superfícies terminais redondas, como se mostra na fig. 3. As superfícies terminais redondas permitem que os componentes de fixação (66) se movam relativamente uns aos outros quando o dispositivo de fixação dos fios (6) estiver completamente montado.
Em cada um dos componentes de fixação (66) e (66') proporciona-se uma abertura (89). A abertura de montagem (89) coopera com barras de montagem (91), como se discute adiante mais completamente.
componente de fixação (66), como melhor se represente na fig. 3, tem uma superfície (90) de posicionamento dos fios e componentes (92) de retenção dos fios. A superfície (90) de posicionamento dos fios aplica-se ao fio, quando este ê introduzido na mesma, para manter o fio em posição. Na superfície (90) proporcionaram-se recortes dentados (94) para garantir que o fio é mantido em posição. Os componentes (92) de retenção dos fios estão colocados por cima da superfície (90) junto da superfície superior (68). Os componentes de retenção representados são saliências com ranhuras entre si. As saliências têm superfícies (96) (fig. 1) substancialmente paralelas à superfície inferior (70), que cooperam com o fio, para impedir que o fio seja retirado no sentido da superfície superior (68).
A mola (84) ê colocada junto da parede inferior (60), como melhor se vê na fig. 2. A mola estende-se através dos componentes de fixação (66) e (66') dos fios para proporcionar aos componentes de fixação dos fios a elasticidade necessária para o funcionamento do dispositivo (6) de fixação dos fios. Como se mostra na fig. 3, a mola (84) tem uma configuração geral em C.
Na condição de montagem, como se mostra nas fig. 1 e 2, o componente rotativo (44) está fixado na abertura formada entre os componentes de base (8) e (10). Nesta posição, o componente rotativo (44) está livre para rodar em torno dos componentes de base mas o componente rotativo é limitado no seu movimento relativamen* te aos componentes de base numa direcção paralela ou perpendicular . ao eixo da abertura.
Para associar na montagem os componentes de fixação (66) ou (66') conjuntamente, deslocam-se os componentes de fixação em cooperação mútua, para uma posição análoga à posição ilustrada na fig. 1. A mola (84) é então deslocada para se aplicar aos componentes de fixação. A configuração da mola (84) e da cavidade (80) de recepção da mola (com a qual a mola coopera) são dimensionadas de modo que, quando se desloca a mola para a cavidade, a mola cooperará com as saliências (82) retendo desse modo a mola na cavidade. Com a mola (84) correctamente posicionada, os componentes de fixação são mantidos elasticamente em cooperação uns com os outros, como se mostra nas fig. 1 e 2.
Com a mola (84) retida nos componentes de fixação (66) e (66'), o subconjunto é deslocado em cooperação com a parte (50) de retenção de fixação. A inserção continua até que as aberturas de montagem (89) dos componentes de fixação são deslocados para o alinhamento com aberturas (64) respectivas da parte (50) de retenção. Quando se verifica este alinhamento, interrompesse a inserção, e as barras de montagem estão posicionadas nas aberturas (89) e nas aberturas (64). As barras cooperam com os componentes (66) e (66') para posicionar rigorosamente e manter os componentes na posição representada nas fig. 1 e 2. Nesta posição, é importante noter que a superfície inferior (70) está afastada da parede inferior (60) da parte (50) de retenção de fixação. Este afastamento permite que os componentes de fixação (66) e (66') rodem em torno das barras de montagem (91).
Com o dispositivo (6) de fixação dos fios completamente montado, o dispositivo de fixação dos fios pode ser utilizado para se aplicar a, e reter uma parte do fio (4) em posição, relativamente ao dispositivo (6). Isso será descrito mais completamente com referência ao funcionamento da máquina para a fabricação de condutores.
Como se ilustra nas fig. 4 a 10, vários dispositivos de fixação dos fios (6) cooperam com uma correia (200). A correia (200) tem saliências (202) que se estendem a partir de uma sua superfície. As saliências (20) estão separadas umas das outras por cavidades (204). Como se mostra na fig. 4, a correia (200) coopera com a secção (12) de cooperação com a correia de cada dispositivo
(6) para proporcionar meios para deslocar os dispositivos (6). Por outras palavras, quando se move a correia (200) (de uma maneira convencional), as saliências (20) e as cavidade (204) engrenam com as cavidades (16) e as saliências (14) respectivas dos dispositivos (6), fazendo assim com que os dispositivos (6) de fixação dos fios se desloquem com a correia (200). Deve notar-se que a correia é manipulada por um motor (não representado), que pode ser acoplado ou desacoplado conforme for necessário para permitir que a correia se mova ou pare como for apropriado.
Quando os dispositivos (6) de fixação dos fios são deslocados, é importante que o movimento se limite a uma direcção paralela ao movimento da correia. se forem comandados outros tipos de movimento, os dispoditivos (6) podem controlar com precisão o posicionamento dos condutores. Por conseguinte, proporcionam-se uma pista (206) e uma parede de posicionamento (208) para cooperar com o dispositivo (6) de fixação dos fios.
A pista (206) estende-se através da máquina para a fabricação de condutores, na proximidade da correia (200). A pista estende-se para cima a partir de uma superfície (210), como se mostra nas fig. 4 a 9. Como se ilustrou nas figuras, os seguidores da pista (52) e (54) estão posicionados sobre a pista (206). As dimensões dos seguidores da pista e da pista permitem que os dispositivos (6) de fixação dos fios deslizem ao longo da pista numa direcção paralela à pista. Porém, a cooperação da pista e dos seguidores da pista impede que os dispositivos de fixação se movam numa direcção perpendicular ao eixo da pista.
Como meio auxiliar para garantir o movimento preciso e o posicionamento exacto dos dispositivos (6) de fixação do fio, os componentes de guia e alinhamento (34) cooperam com a parede de posicionamento (208). Como se mostra na fig. 4, a superfíc ie inferior (36), a superfície lateral (38) e a superfície superior de cada elemento (34) aplicam-se respectivamente à superfície (210), à superfície lateral (212) e ao bordo (214) da parede (208). Esta configuração impede que os dispositivos de fixação dos fios se inclinem, permitindo no entanto que os dispositivos se movam ao longo da pista.
Vai agora descrever-se o funcionamento
do dispositivo (6) de fixação dos fios, ou outro dispositivo análogo, com referência à parte (2) de alimentação e corte da máquina para a fabricação de condutores. Mas antes de descrever os pormenores da parte (2), é importante fazer notar que a velocidade de funcionamento de uma máquina para a fabricação de condutores depende da velocidade com que é fornecido e cortado o fio contínuo. Por outras palavras, quando a maioria das máquinas para a fabricação de condutores utilizam postos de trabalho semelhantes, isto é, posto de aplicação de terminais por estampagem, etc. e quando estes postos de trabalho são eficientes a velocidades ou cadências elevada, a velocidade da máquina é limitada essencialmente à velocidade a que o fio contínuo é fornecido â máquina. Portanto, uma parte de fornecimento e corte do fio da máquina capaz de uma manipulação a alta velocidade ê essencial para aumentar o rendimento da máquina para a fabricação de condutores.
Como se mostra na fig. 4, uma pluralidade de dispositivos de fixação dos fios coopera com a correia (200) e a pista (206), como atrás se explicou. A correia (200) é um componente contínuo que se estende através da máquina para a fabricação de condutores com uma configuração de uma oval alongada. Os dispositivos de fixação dos fios são colocados junto da correia, tendo portanto a pluralidade de dispositivos também uma configuração oval alongada. 0 espaçamento proporcionado entre os dispositivos de fixação dos fios depende da aplicação. Porém, em qualquer aplicação particular, o espaçamento proporcionado entre os dispositivos (6) é substanciaimente idêntico.
A fig. 4, bem como as fig. 5 a 9, ilustram apenas uma parte da correia (200). A parte ilustrada corresponde â parte (2) de fornecimento e corte do fio da máquina. Os dispositivos de fixação do fio representados nos desenhos são proporcionados para fins de ilustração, não se devendo entender como significando uma limitação do uso de outros dispositivos numa tal máquina para a fabricação de condutores.
Voltando â fig. 4, o fio (4) ê deslocado como se indica pela seta (A), para a posição (2) da máquina. 0 fio (4) é enrolado em torno de uma bobina (não representada) ou outro objecto que permita uma alimentação contínua do fio. Quando o fio (4) se desloca, •
• a correia (200) e os dispositivos de fixação do fio (6) são deslocados * no sentido da seta (B). Deve notar-se que o fio (4) e os dispositivos
de fixação do fio (6) são deslocados substancialmente com a mesma velocide durante esta operação.
Tal como se vê na fig. 4, quando os dispositivos (6) de fixação do fio são deslocados em torno da parte curva, sendo os componentes de fixação (66) e (66') movidos para a posição aberta, tem de aplicar-se uma força para vencer a elasticidade da mola (84). A força necessária é produzida pelos roletes (220), como se mostra na fig. 10. Como está representado, os roletes (220) estão afastados da correia (200) a uma distância (X) quando os dispositivos (6) primeiramente se encostam aos roletes. A distância (X) é substancialmente igual à altura dos dispositivos entre os roletes e a superfície inferior (36) e a superfície plana (76) da superfície à superfície (68). Porém, os roletes são posicionados de modo tal que a distância dos roletes (220) à correia (200) é gradualmente diminuída até uma distância (Y). Por conseguinte, quando a distância diminui, as superfícies superiores (68) são forçadas a rodar em torno das barras (91). Isso move os componentes de fixação (66) e (66') para a posição aberta.
Os movimentos do fio (4) e da correia (200) são coordenadas de modo tal que, quando o fio (4) se deslocar precisamente para além de um dispositivo (6) de fixação do fio (para uma posição semelhante â representada na fig. 5), o dispositivo de fixação é deslocada para além dos roletes (220), de modo a permitir que os componentes de fixação (66) e (66') sejam repostos elasticamente para a posição fechada. Nesta posição fechada, o fio ê retido pela superfície (90) de posicionamento do fio e a cavidade (98) de posicionamento do fio, como atrás se descreveu. Para acomodar a fixação do fio, é importante que o fio seja posicionado a um nível que corresponde ao nível da superfície (90) de posicionamento do fio.
Com o fio (4) fixado num dispositivo (6) de fixação do fio, como se mostra na fig. 5, o avanço do fio e da correia contínua, como se indica respectivamente pelas setas (C) e (D). Ê importante notar que, quer o fio que a correia têm até esta altura estado em movimento contínuo.
 medida que continua o avanço, um dispositivo de fixação do fio (6) ê deslocado para uma zona de rotação, como se mostra na fig. 6. Na zona de rotação, o componente rotativo
(44), faz-se avançar o componente de base (46) ao longo da pista (206), até que a parte de mesa giratória (210) fique situada directamente por baixo da base, nesta posição, a parte de pista (232) associada à parte (230) ê colocada no seguidor de pista (54).
Quando a pista (232) for posicionada no seguidor (54) da pista, é interrompido o movimento da correia (200) e do dispositivo (6) de fixação do fio. Isso permite que a parte de mesa giratória (230) rode, rodando desse modo o componente rotativo (44) do dispositivo (6) de fixação (6), como atrás foi discutido. Este movimento do componente rotativo (44) ê necessário para posicionar a extremidade da posição dianteira a ser estampada, etc. Pode conceber-se que seja proporcionada uma pluralidade de partes de mesa giratória (230) em vários sítios na pista (206). As posições das porções (230) corresponderiam ao posicionamento dos postos de trabalho, de modo que as extremidades dos fios (4) seriam deslocadas para a posição apropriada.
Não está representado um outro processo para rodar o componente rotativo. Neste processo, um tipo qualquer de garra seria deslocado para se encaixar com a parte superior do dispositivo de fixação do fio. A garra prender-se-ia no dispositivo de modo tal que, quando a garra rodasse, o dispositivo também, rodaria. Para que a garra rodasse o componente rotativo, seria retirada uma parte da pista, garantindo assim que não seria proporcinada qualquer pista em nenhum seguidor de pista quando se verifica a rotação. Quando a garra pode mover-se alinhada oom a correia, este processo permite o movimento contínuo dos dispositivos de fixação do fio numa direcção paralela à correia.
Há apenas dois processos para rodar os dispositivos de fixação do fio (6). Vários outros processos podem ser usados com os mesmos resultados.
Com referência à fig. 6, uma vez que um primeiro dispositivo de fixação do fio (6a) tenha sido rodado, um segundo dispositivo de fixação (6b) do fio ê deslocado passando pelos roletes (220). Porém, os elementos de fixação (66) e (66') são mantidos na posição aberta por êmbolos (250). Com os êmbolos (250) * postos em posição, a correia (200) pára, garantido que o dispositivo . (6b) de fixação do fio se manterá na posição aberta. Embora a correia e o dispositivo de fixação sejam mantidos no lugar, continua o avanço
- fazendo com que o fio forme um laço, como se mostra na fig. 6. Isso continua até que se tnha fornecido um comprimento apropriado de fio passando pelo dispositivo (6b) de fixação do fio, para formar o condutor. Nesta altura, são levantados os êmbolos (250), deixando que o dispositivo (6b) de fixação do fio prenda o fio. Simultaneamente, a correia (200) é de novo posta em movimento.
movimento coordenado do fio (4) e da correia (200) continua, como atrás se descreveu, até que o dispositivo (6a1) de fixação do fio se desloque para além dos roletes (220). Quando os dispositivos (6b) e (6a1) de fixação dos fios são movidos um dispositivo de corte (260) ê deslocado para baixo, como se mostra na fig. 7. 0 dispositivo de corte ê fechado sobre o fio (4), cortando desse modo o fio para criar condutores separados. Como se indica pela seta na fig. 7, o dispositivo de corte (260) pode mover-se no mesmo sentido que a correia (200). Embora este movimento seja um tanto limitado, ele permite que o dispositivo de corte corte o fio quando o fio e a correia estão em movimento. Por conseguinte, esta operação não reduz a velocidade da máquina para fabricação de condutores.
Depois de o fio ter sido cortado, os dispositivos (6b) e (6a') de fixação do fio são rodados de modo que as extremidades dos condutores são postas na posição requerida Vale a pena notar que embora os dispositivos de fixação estejam representados para rodar directamente depois do posto de alimentação, pode admitir-se que a rotação se verifique num sitio distante do posto de alimentação.
A sequência de eventos atrás descrita repete-se para cada condutor. Portanto, como os passos são idênticos, não se repete a explicação.
A fig. 9 ilustra um processo usado para cortar o fio (4) antes de ser fornecido a um dispositivo (6) de fixação do fio. Isso permite inserir vários fios na máquina. Um dispositiv (270) de corte do fio é deslocado para uma posição adjacente ao fio. 0 avanço do fio ê interrompido e as lâminas do dispositivo de corte (270) cooperam com o fio diferente para o dispositivo de fixação do • fio.
• A utilização do dispositivo (6) de
fixação do fio e o movimento contínuo da máquina para a fabricação de condutores são muito convenientes. A velocidade das máquinas para fabricação de condutores da técnica anterior era controlada pela velocidade com que podia fornecer-se o fio e cortar-se o mesmo no posto de corte. Por outras palavras, os vários postos: de aplicação de terminais por estampagem, etc. podiam funcionar com uma velocidade muito mais elevada do que a velocidade do posto de alimentação e de corte. Com a alimentação e o corte contínuos proporcionados pela máquina segundo a presente invenção, pode aumentar-se a velocidade global da máquina sem ser necessário qualquer outro ajustamento. Isso aumentará a produção e reduzirá os custos.
Claims (4)
- Aparelho para a fabricação de condutores para a produção de um certo número de condutores a partir de um fio (4), caracterizado por compreender:Um certo número de dispositivos (6) de prisão dos fios que são susceptíveis de se deslocar entre uma posição aberta e uma posição fechada, tendo cada um dos dispositivos de prisão do fio (6) uma calha (16) nele proporcionada, estando a calha (16) dimensionada para permitir que o fio (4) seja nela posicionado e mantido;Meios de alimentação do fio posicionados junto dos dispositivos (6) de prisão dos fios, cooperando os meios de alimentação dos fios com o fio (4) para fazer avançar o fio (4) no interior dos dispositivos de prisão (6) dos fios;Meios de accionamento (200) proporcionados junto dos dispositivos (6) de prisão do fio, cooperando os meios de accionamento (200) com os dispositivos de prisão (6) do fio para deslocar os dispositiv os (6) de prisão do fio;Deslocando os meios de acciomanamento (200) os dispositivos (6) de prisão dos fios no mesmo sentido em que os meios de alimentação . do fio são deslocados (4), de modo que quando os dispositivos de prisão do fio são deslocados, o fio (4) será avançado no interior das calhas (16) dos dispositivos de prisão (6) do fio.Aparelho de acordo com a reivindicação1, caracterizado por se proporcionarem meios de abertura (220) junto dos meios de alimentação do fio, cooperando os meios de abertura (220) com os dispositivos (6) de prisão do fio quando se fazem avançar os dispositivos (6) de prisão do fio no sentido dos meios de alimentação do fio, forçando os meios de abertura (220) os dispositivos (6) de prisão do fio a ser proporcionados na posição aberta quando os dispositivos de prisão (6) do fio são deslocados para os meios de alimentação do fio, permitindo assim que o fio (4) seja avançado no interiordas calhas (16) dos dispositivos (6) de prisão do fio.Aparelho de acordo com a reivindicação
- 2, caracterizado por os meios de abertura (220) serem constituídos por um certo número de rolos (220) que cooperam com superfícies dos dispositivos (6) de prisão do fio, estando os rolos (220) posicionados de modo tal que, quando os dispositivos (6) de prisão do fio posicionados junto dos meios de alimentação do fio, os dispositivos (6) de prisão dos fio estão na posição aberta.Aparelho de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por se proporcionarem primeiros meios de corte (260) no aparelho de fabricação de condutores a uma certa distância dos meios de alimentação do fio, sendo os primeiros meios de corte (260) proporcionados para cortar o fio (4) no sitio apropriado para garantir que o aparelho de fabricação de condutores produzirá um certo número de condutores individuais.Aparelho de acordo com a reivindicação 4, caracterizado por se montarem primeiros meios de corte (260) no aparelho de fabricação de condutores de modo tal que os primeiros meios • de corte (260) possam deslocar-se no mesmo sentido que os dispositivos (6) de prisão do fio, permitindo assim os primeiros meios de corte (260) cortem o fio (4), enquanto que o fio e os meios de prisão (6) do fio são deslocados.Aparelho de acordo com a reivindicação 4, caracterizado por se proporcionarem segundos meios de corte (270) junto dos meios de alimentação do fio, cooperando os segundos meios de corte (270) com o fio (4) para cortar o fio (4) antes de se fazer avançar o fio (4) para se aplicar aos dispositivos (6) de prisão do fio.7ãAparelho de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por os meios de accionamento (200) serem constituídos por uma correia (200) que tem primeiras saliêneias (202) neles proporcionadas, cooperando a correia (200) e as primeiras saliências (202) com um braço (12) e segundas saliências (14) dos dispositivos (6) de prisão do fio para proporcionar os meios necessários para coordenar o movimento dos dispositivos (6) de prisão do fio e do fio (4).Aparelho de acordo com a reivindicação
- 7, caracterizado por se proporcionar uma pista (206) que coopera com os dispositivos (6) de prisão dos fios para assegurar que os dispositivos (6) de prisão do fio ficam adquadamente alinhados no aparelho de fabricação de condutores, estendendo-se a pista (206) numa direcção substancialmente paralela à correia (200).Aparelho de acordo com a reivindicação
- 8, caracterizado por os dispositivos (6) de prisão do fio serem rotativos relativamente à pista (206) do aparelho de fabricação de condutores de modo que as extremidades dos condutores possam ser apresentadas a vários postos de trabalho proporcionados no aparelho de fabricação de condutores.105Aparelho de acordo com a reivindicação 3, caracterizado por se colocar um macaco (250) junto dos rolos (200), de modo que quando um dispositivo (6) de prisão do fio respectivo for avançado para além dos rolos (200), o macaco (250) pode ser deslocado para cooperar com o dispositivo (6) de prisão do fio, mantendo desse modo o dispositivo (6) de prisão do fio na posição aberta.liaProcesso para a produção de um certo número de condutores a partir de um fio (4), caracterizado por compreender as fases de:
fornecer o fio contínuo (4) para um posto de alimentação, enquanto, simultaneamente, se fazem avançar os meios de prisão (6) do fio de um aparelho de fabricação de condutores; posicionar o fio (4) numa calha (16) dos meios de prisão do fio; deslocar os meios (6) de prisão do fio de uma posição aberta para uma posição fechada, na qual o fio (4) é mantido em posição relativamente aos meios (6) de prisão do fio; e fazer avançar cada um dos meios de prisão (6) do fio numa direcção que é complanar com a direcção de alimentação do fio.A requerente reivindica a prioridade do pedido de patente britânico apresentado em 20 de Julho de 1990, sob o n2 9016000.3.
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