PT99069B - Contentor medicinal climatizado - Google Patents

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Description

ELECTROLUX S.A.R.L.
CONTENTOR MEDICINAL CLIMATIZADO
MEMÓRIA DESCRITIVA
Resumo presente invento diz respeito a um contentor com um espaço (100) calorífugo que está equipado com um grupo frigorífico (20) , com um grupo de bombagem, com uma unidade de comando e com uma fonte de energia eléctrica. Este contentor tem também um conjunto de transporte (60) amovível, asséptico, descartável com uma bolsa reservatório com líquido fisiológico, um saco colector de recolha deste líquido, um recipiente para o transporte de um órgão com um dispositivo de suspensão do órgão, um elemento distribuidor, passando o referido líquido pelo recipiente, pelo saco e pelo grupo de bombagem.
Tem aplicação no âmbito da conservação e do transporte de órgãos vivos para transplantação.
presente invento diz respeito ao âmbito da medicina e em particular ao dos seus equipamentos e, mais especialmente, a um contentor climatizado para a conservação e transporte de órgãos vivos para serem transplantados.
Como se sabe, em matéria médica uma técnica correntemen te utilizada hoje, consiste em proceder a implantes de órgãos completos, quando se verificou que qualquer outro tratamento é ineficaz para acabar com anomalias patológicas ou desregulações funcionais.
Esta técnica exige um dador do qual um órgão ou um grupo de órgãos é extraído e um receptor ao qual o órgão ou grupo de órgãos extraído é implantado para se substituir ao que falha e ao qual se procedeu previamente à ablação.
Este tipo de intervenção é agora clássico para as transplantações do coração, do fígado, do rim, e mesmo para o grupo coração-pulmões.
As equipas médicas que se encarregam da extracção e as que se encarregam do implante utilizam protocolos dos quais existem em geral diversas escolas com variantes. É preciso, bem entendido, que os protocolos de extracção e de implantação sejam semelhantes e compatíveis.
Não é muito corrente que o dador e o receptor estejam simultaneamente próximos no tempo e no espaço. É por isso que é necessário conservar e na maior parte das vezes transportar o órgão entre a sua extracção e a sua reimplantação.
Depois da extracção, é preciso verificar-se o estado real do órgão e ficar também seguro de que o órgão foi preservado em boas condições antes da sua reimplantação, e é ainda necessário, antes de proceder a ela, assegurar-se que o estado de conservação histológica e funcional estã correcto a fim de se assegurar razoavelmente uma probabilidade de recolha do implante com o mãximo de probabilidades de sucesso.
São múltiplas as técnicas de preservação de um órgão durante a fase de transporte, e também em função dos protocolos de extracção e de reimplantação. É assim que em matéria de transplantação cardíaca foi proposto parar primeiramente o coração antes da extracção, por meio da injecção de uma solução de cardioplegia arrefecida a cerca de 4° C e em seguida conservar o órgão a implantar frio, mergulhando-o numa solução de Collins e/ou procedendo a uma injecção lenta e contínua intracoronária hipotérmica de uma solução de Fluosol, e tendo o cuidado de vigiar se a temperatura de conservação não fica próxima de 0° C a fim de evitar os efeitos deletérios para o miocãrdio que resultam de lesões criogénicas.
estado em que se encontra o órgão no momento da sua reimplantação deve também ser verificado. Imagina-se facilmente que este estado é não somente função do estado inicial no momento da extracção, mas também tributário das condições de conservação e de transporte. É portanto imperioso que a equipa médica encarregue do implante possa dispor e conhecer o máximo de informações relativas ao órgão, no momento da extracção propriamente dita, assim como as condições nas quais se efectuou o transporte nas suas várias fases. Estas informações, acrescentadas às que foram obtidas directamente pelos exames e análises do órgão exactamente antes da sua reimplantação permitem determinar se o estado em que o órgão é recebido justifica que o receptor seja preparado” para receber o implante deste órgão. Estas informações são, por exemplo, as que resultam nomeadamente de estudos histológicos e de medidas por birrefringência sobre as biopsias miocárdicas e de medidas do pH intramiocárdico com a ajuda de uma sonda.
As condições de transporte são múltiplas e variadas.
As temperaturas exteriores ambientes podem, grosso modo, e de acordo com os locais, ser consideradas como estando compreendidas entre aproximadamente -20° Ce + 50° C. Os meios de transporte podem recorrer aos barcos, às camionetas, às ambulâncias, aos automóveis, às motos, aos aviões e aos helicópteros que têm os seus regimes próprios de choques e vibrações com amplitudes e frequências específicas.
A complexidade e a variedade destas técnicas de extracção, de transporte e de implantação assim como os sucessos dos implantes assim feitas ficam grandemente subordinadas às aptidões da técnica de conservação e de transporte do órgão.
Concebe-se portanto toda a importância e o interesse que há em se poder dispor de um contentor que permita a conservação e o transporte de um órgão extraído que possa adaptar-se facilmente, à vontade, aos protocolos efectivamente escolhidos pelas equipas médicas, e que possa também permitir a estas últimas disponham do máximo de informações relativas às condições de conservação e transporte do órgão entre a sua extracção e a sua implantação.
No documento dos Estados Unidos 4 745 759 descreve-se um contentor para o transporte de rins. Este documento divulga um contentor especializado para a conservação de rins que, se ele é relativamente satisfatório para estes órgãos não convém senão a este tipo de órgão e não se presta de maneira nenhuma a uma adaptação às escolhas dos protocolos operatórios e de preservação, nem permite saber em que condições o órgão foi conservado e transportado. Este contentor não tem nenhuma vocação para a universalidade.
A finalidade do invento é a dar solução à maior parte dos inconvenientes da técnica anterior e de permitir a conservação e o transporte de órgãos vivos para serem transplantados nas condições escolhidas conforme se desejar de acordo com as decisões das equipas médicas e cujo desenrolar pode ser conhecido com precisão em qualquer momento para facilitar o diagnóstico do estado do órgão recebido imediatamente antes da sua eventual extracção.
invento tem como finalidade um contentor climatizado para a conservação e o transporte de órgãos vivos para serem transplantados que é constituído, entre outros, por uma caixa com uma tampa articulada que delimita um espaço interior com um calorífugo assim como compartimentos exteriores; um grupo frigorífico que estã alojado em parte num dos compartimentos e noutra parte no referido espaço interior e que se destina a manter nesse espaço interior uma determinada temperatura definida; um grupo de bombagem que está alojado em parte num outro compartimento e noutra parte no referido espaço interior e que se destina a alimentar pelo menos um órgão colocado nesse espaço interior com um líquido L para utilização fisiológica de acordo com uma determinada pressão e um determinado débito definidos; uma unidade de comando que estã ligada ao grupo frigorífico e ao grupo de bombagem e que se destina a fazê-los funcionar e a vigiar o funcionamento que lhes é atribuído; e ainda uma fonte de energia eléctrica que estã ligada a esses grupos frigoríficos e de bombagem e à referida unidade de comando e que se destina a assegurara a sua alimentação. Este contentor é notável nomeadamente pelo facto de ter um conjunto de transporte amovível, asséptico, descartável, e que está equipado entre outras coisas com uma bolsa reservatório destinada a conter o líquido para alimentar este órgão, com um saco colector destinado a recolher o líquido que alimentou este órgão com um recipiente de transporte para receber este órgão e destinado a ser equipado com um dispositivo de suspensão para manter este órgão assim como com um elemento distribuidor para alimentar o órgão com este líquido e também com uma canalização que liga esta bolsa e este elemento distribuidor passando pelo grupo de bombagem e ligando este recipiente e este saco.
Outras características do invento ressaltarão da leitura e da descrição e das reivindicações que se seguem assim como da observação dos desenhos anexos, que são dados apenas a título de exemplo, nos quais:
- a Figura 1 é uma vista em perspectiva geral e esquemática de um contentor de acordo com o invento;
- a Figura 2 é uma vista em perspectiva do conjunto de transporte amovível e de uma parte da caixa;
- a Figura 3 representa uma parte do reservatório de transporte e um modelo de realização do dispositivo de suspensão numa vista explodida; e
- a Figura 4 é um esquema em que se representam as ligações funcionais entre os diversos constituintes do contentor de acordo com o invento.
Os contentores para a conservação e/ou o transporte de órgãos ou de tecidos vivos sendo bem conhecidos nesta técnica, não se fará, no que se segue, senão a descrição do que diz respeito directa ou indirectamente ao invento. De resto o especialista do sector técnico que a tal diz respeito servir-se-à das soluções correntes clássicas à sua disposição para fazer face aos problemas particulares com os quais é confrontado.
No que se segue utilizar-se-á um só e único número de referência para identificar um elemento homólogo, seja qual for o modelo de realização.
Para comodidade da exposição descrever-se-à sucessivamente cada um dos constituintes de um contentor climatizado para a conservação e o transporte de órgãos vivos para serem transplantados de acordo com o invento.
Como se vê examinando as figuras do desenho, este modelo de realização de um contentor de acordo com o invento compreende uma caixa (10), um grupo frigorífico (20), um grupo de bombagem (30), uma unidade de comando (40), uma fonte de energia eléctrica (50) e um conjunto de transporte amovível (60).
A caixa (10) compreende essencialmente, um invólucro resistente por exemplo em metal ou em resinas sintéticas com um isolamento térmico por exemplo em lã de vidro ou em poliéster expandido que assegure uma boa acção calorífuga, e no qual está fixada uma tampa (11) articulada. Esta caixa está munida com os alvéolos (110) nos quais estão alojados os fechos (111) e as pegas para transporte (112) das quais uma única é visível, de qualquer tipo clássico. A estanqueidade entre a caixa e a tampa é assegurada pelas aros em chicana (113) e pela junta (114), logo que a tampa fique na posição de fechada e trancada pelos fechos (111). Uma cadeia ou correia ou compasso que está representado mas que não é referenciado limita a amplitude de abertura da tampa.
Como se vê, a caixa (10) define tem rio exterior os compartimentos (12), por exemplo, dois dispostos lateralmente e em oposição, aos quais voltaremos, assim como um espaço interior (100), calorífugo, destinado a receber, entre outros coisas um órgão O para ser transplantado.
grupo frigorífico (20) compreende um gerador criogénico (21), de preferência de absorção pelo efeito Peltier, assim como um permutador (22) . Este grupo tem um ventilador (23), por exemplo, munido de turbina que permite fazer circular o ar do recinto (100) para o permutador (22) a fim de fixar e manter a temperatura interior que foi escolhida. Este grupo tem uma regulação (24), por exemplo, electrónica, a qual permite comparar a temperatura do espaço interior com a um valor que lhe é atribuído e pilotar o gerador criogénico (21) e o ventilador (23) a fim de manter a temperatura no espaço interior calorífugo (100) dentro das tolerâncias do valor desejado que lhe foi atribuído. Pelas razões seguidamente se expõem, este grupo de bombagem é ligado à unidade de comando (40) e à fonte de energia eléctrica (50) .
Este grupo frigorífico (20) está colocado em parte num dos compartimentos (12). E o resto deste grupo, em particular o permutador (22), o ventilador (23) e a sonda da regulação (24) estão colocados no espaço interior (100).
O grupo de bombagem (30) tem uma bomba (31), de preferência peristáltica, com um motor (310) e uma cabeça de bomba (311) munida com uma guia (311) e com um rotor, por exemplo com três roletes (313), de preferência com esferas, como está ilustrado. Este grupo de bombagem tem também uma célula de pilotagem (32), um detector de bolhas (33) e as seguranças (34) às quais se voltará em seguida. De preferência, este é um motor do tipo passo a passo, em que cada um dos passos está dividido em dezasseis micro-passos.
Este grupo de bombagem (30) está colocado em parte no outro compartimento (12). O resto deste grupo, em particular a cabeça de bomba (311) e as sondas dessas célula de pilotagem (32), o detector de bolhas (33) e as seguranças (34) estão colocadas no espaço interior (100). Este grupo de bombagem permite débitos reguláveis continuamente entre aproximadamente 1 ml/h e 300 ml/min e pressões da ordem de aproximadamente 10 a 100 mm/Hg ou seja 1,33 a 13,3 kPa, por exemplo.
Este grupo de bombagem está ligado à unidade de comando (40) e à fonte de energia eléctrica (50) pelas razões expostas em seguida.
A unidade de comando (40) é, essencialmente, constituída por um teclado (41) alfa-numérico e de funções, um écran (42) de exposição, um circuito electrónico (43), captadores-accionadores (44) e ligações (45) essencialmente memórias, ficheiros de instruções.
O circuito electrónico (43) comporta circuitos lógicos, comparadores e Os captadores-accionadores (44) são, nomeadamente, destinados à pilotagem do grupo frigorífico (20) e do grupo de bombagem (30) nomeadamente graças às suas sondas, como ressaltará da leitura do que se segue. Esta unidade de comando (40) está colocada pelo menos em parte em pelo menos um dos compartimentos (12). Os captadores-accionadores (44), em particular, estão colocados no recinto (100). Pica claro que esta unidade de comando (40) pode ficar colocada também num fundo duplo ou numa parede dupla por exemplo anterior e/ou posterior, munidos com um painel amovível para aí poder ter acesso do lado interior e/ou do lado exterior.
circuito electrónico (43) constitui um centro de gestão lógica e um centro de gestão e de controlo material.
A estrutura deste circuito electrónico é tal gue o centro de gestão lógica estã implantado num microcomputador pessoal do tipo portátil configurado para captar e memorizar, quer dizer dar entrada de todos os parâmetros necessários para pôr o contentor a funcionar e à respectiva vigilância ao longo de todo o transporte. Este centro de gestão lógica tem como funções, por exemplo :
- registar as informações gerais (local de extracção, data, hora, identidades dos intervenientes...);
- registar as temperaturas Θ, débitos d, pressões P, pH, ...existente;
- registar os valores atribuídos às temperaturas, débitos, pressões, pH...;
- introduzir instruções especiais (ciclos diferentes das perfusões, mudanças de funcionamento do contentor, segundo certos valores encontrados de parâmetros determinados;
- traçar em contínuo, sobre o ecran de preferência gráfico em cores, da evolução dos parâmetros;
- exibir e imprimir o historial do transporte.
Este centro de gestão e de controlo material compreende:
- um cartão microcomputador (431)' que é a chave de cúpula do conjunto;
- um cartão memória (432) específico para servir de caixa negra;
um cartão detector de bolhas, seguranças (433) para vigiar as condições do escoamento do líquido fisiológico através da canalização e da presença da tubuladura na cabeça da bomba, cartão que é pilotado pelo cartão microcomputador;
- um cartão bomba (434) também pilotado pelo cartão microcomputadorpara regular a intensidade da corrente no motor de accionamento (310) da cabeça da bomba (311) a fim de fixar o binário motor e, se necessário, atribuir também um conjunto de binário-velocidade a fim de obter uma pressão conhecida de cerca de mais ou menos 20%;
- um cartão do frio (435) também pilotado pelo cartão microcomputador para regular o funcionamento do grupo frigorífico;
- um cartão alimentação (436) para fornecer todas as tensões e todas as intensidades necessárias ao funcionamento do contentor e para assegurar automaticamente as comutações no momento da ligação às fontes exteriores de energia;
Para isto, utiliza-se por exemplo um microcomputador PC do tipo MOTOROLA 68000 com duas ligações (430) do tipo normalizado RS 232 para a comunicação entre este e a electrónica de comando associada aos captadores-accionadores (44).
Além disso, uma tomada (401) apropriada, colocada num local conveniente permite uma eventual ligação a um calculador exterior para autorizar uma permuta e um tratamento das informações.
É evidente que alarmes visuais, acústicos ou outros permitem assinalar em tempo real ou em tempo diferido, qualquer anomalia ou desvio em relação a um valor atribuído, particularmente grave.
A fonte de energia eléctrica (50) é destinada à alimentação do grupo frigorifico (20) do grupo de bombagem (30) e da unidade de comando (40). Esta fonte de energia eléctrica é, por exemplo, constituída por uma bateria interna tal como um acumulador â base de Pb ou Ni-Cd que permite assegurar uma autonomia de funcionamento no contentor de acordo com o invento na ausência de qualquer ligação à fontes exteriores de energia. Ela tem também tomadas de ligação (51,52) e conversores eléctricos, tanto em frequência como em tensão, que permitem utilizar as fontes exteriores de energia de corrente contínua de tensões diversas e de corrente alternada de tensões diversas e de frequências variadas. Estas fontes exteriores permitem substituir ou mudar da fonte de energia interna. Este procedimento é clássico e não nos alargaremos sobre isto, sendo numerosas as soluções. Basta indicar que o contentor, de acordo com o invento, estã apto a funcionar ligado a fontes exteriores contínuas de tensões compreendidas de preferência entre cerca de 5 e 24 V e a fontes de energia exteriores de corrente alternada com tensões compreendidas de preferência entre cerca de 90 e 270 V e com frequências compreendidas entre cerca de 50 e 400 Hz.
O conjunto de transporte amovível (60) é constituído entre outras coisas por um cesto de suporte (600). Neste cesto estão dispostos uma bolsa reservatório (61) para líquido fisiológico L, munida de uma ponta de ligação (620), um saco colector (62) também munido com uma ponta de ligação (620), um recipiente (63) para transporte de órgãos com um dispositivo de suspensão (64) e um elemento distribuidor (65). Uma canalização (66) que permite ligar a ponta de ligação (610) da bolsa reservatório (61) ao elemento distribuidor (65) assim como o recipiente de transpor te (63) à ponta de ligação (620) do saco colector (62). A parte da canalização (66) que serve de conduta (661) para ligar a ponta de ligação (610) da bolsa reservatório (61) ao elemento distribui dor (65>) compreende um troço que forma uma tubuladura (6610) destinada a ser associada à cabeça de bomba (311), entre a guia (312) e o rotor (313) e que é própria para se deformara periodicamente por acção de uma bomba peristáltica. Conforme se vê, a guia (312) que tem uma configuração circular envolve uma parte da trajectória circular exterior dos roletes do rotor da cabeça da bomba. 0 intervalo livre entre a guia e os roletes destina-se a receber a tubuladura. Esta tubuladura é de preferência à base de silicone. Tudo isto se torna claro nas figuras do desenho.
detector de bolhas (33) tem como finalidade vigiar a qualidade do escoamento do líquido fisiológico. As seguranças (34) têm como finalidade de só permitir o funcionamento do grupo de bombagem se a tubuladura tiver sido ligada à cabeça da bomba e se ela tiver sido aí correctamente inserida. Um dispositivo conveniente apropriado assegura a manutenção da tubuladura deste modo colocada no lugar.
O recipiente de transporte (63) compreende, essencialmente, um corpo (630) com uma ponta de ligação (631) destinado a ser ligado à parte da canalização (66) que serve de conduta (662) para ligar à ponta de ligação (631) do recipiente (63) à ponta de ligação (620) do saco colector (62). 0 corpo (630) destina-se a receber uma tampa (632) eventualmente mantida no seu lugar por meio de uma fixação de qualquer tipo apropriado, por exemplo por meio de parafusaria, encastramento elástico, grenouille,... Conforme se vê no desenho, essa tampa (632) apresenta diversos orifícios. Entre os referidos diversos orifícios há um entalhe periférico (634), aproximadamente semi circular, que se destina à passagem da conduta (661) que vai para o elemento distribuidor (65). Entre esses orifícios há também uma fenda (635), aproximadamente rectangular, que desemboca na periferia da tampa e que se destina a receber, de preferência de forma corrediça, o dispositivo de suspensão (64). Além deste entalhe e desta fenda, a tampa também tem as perfurações (636) que estão repartidas em círculo na proximidade da periferia da tampa, e em relação aos quais voltaremos a referimo-nos. Tudo isto aparece claramente nas figuras dos desenhos.
No modelo de realização representado estã ilustrado o dispositivo de suspensão (64) que é, por exemplo, dum tipo com pinça. Esta pinça compreende dois ramos (640) ligados por um eixo de articulação (641) à maneira de uma tesoura. Uma mola (642) tende a manter a pinça na posição de fechada. Os ramos (640) terminam numa das extremidades das orelhas (643) para agarrarem e que se destinam para se fazer o comando manual da sua abertura, e na outra extremidade têm os mordentes de aperto (644) que se destinam a agarrar uma parte do órgão a transportar. Como se pode ver, cada um destes ramos está munido de uma garganta (645) colocada na proximidade do eixo e do lado que estã próximo das orelhas para agarrar. Estas gargantas (645) destinam-se a ligar-se à fenda (635). Como se vê, logo que a pinça fica assim montada na tampa ela é trancada e obrigada à posição de fechada. Logo que em seguida a tampa fica fixada no corpo do recipiente a pinça fica além disso imobilizada no lugar.
De acordo com uma variante não representada o dispositivo de suspensão (64) é, por exemplo, constituído por um filete eventualmente revestido por uma espuma ou algo análogo para receber o órgão a ser transplantado gue pode ou não ser suspenso da pinça da qual se falou anteriormente. Este filete é então agarrado à tampa graças às perfurações (636), por qualquer forma que seja apropriada.
Conforme se pode ver no desenho, o recipiente (63) é mantido no cesto (600) graças a um suporte (601) ou a algo análogo. A bolsa (61) é por exemplo, suspensa ou de outra maneira fixada no cesto por exemplo, com a ajuda de consolas como está representado, enquanto que o saco (62) repousa ou é de outra maneira mantido no fundo deste cesto não representado para não sobrecarregar o desenho.
O elemento distribuidor (65) é por exemplo um cateter ou algo de análogo destinado a ser implantado no órgão a implantar por exemplo em posição aproximadamente quer horizontal quer vertical. Este cateter por exemplo de qualquer tipo conhecido deverá ser de um tipo não traumático e que não sai de posição de maneira a que uma vez que a conduta (661) seja ligada ao órgão este não possa ser magoado e/ou separar-se do cateter no decurso do transporte por causa das trepidações e de eventuais choques.
De preferência a bolsa reservatório (61), o saco colector (62), o vaso de transporte (63), o dispositivo de suspensão (64), o elemento distribuidor (65) e a canalização (66) da mesma maneira que eventualmente o cesto de suporte (600) são do tipo descartável e de uso único. Deste modo as condições de assepsia podem ser rigorosamente observadas pois que estes constituintes consumíveis não são utilizáveis senão uma vez e não têm por isso que ser limpos e esterilizados em vista de uma nova utilização. Para os fabricar utilizam-se os materiais correntes para uso médico convenientemente escolhidos e apropriados a cada um deles.
Fica claro que se a duração prevista do transporte é importante, e superior às capacidades próprias da bolsa (61) e do saco (62) ou bem que estes são mudados ou bem que a bolsa é abastecida e/ou o saco esvaziado e isto bem entendido respeitando e conservando as rigorosas condições de assepsia.
Entre os captores (44) figuram as sondas que permitem medir a temperatura Θ em um ou mais pontos do espaço interior do recipiente assim como nos órgãos tais como os ventrículos e o septo do órgão a implantar, assim como a temperatura do líquido de utilização fisiológica; sondas que permitem medir o débito d e a pressão P do líquido assim como os valores do pH e de outros parâmetros que são procurados pelas equipas médicas e que são necessários para a sua informação como por exemplo as pressões parciais de gases tais como CC>2 e o C>2.
contentor de acordo com o invento está apto a funcionar às temperaturas ambientes compreendidas entre por exemplo aproximadamente -10°C e + 38° C mantendo uma temperatura no interior do espaço calorífugo entre aproximadamente 4° C e 12° C e isto com variações de mais ou menos 1,5° C.
A fonte de energia eléctrica permite por exemplo com uma bateria interna de 12 volts ter uma autonomia total e absoluta de duas horas.
A unidade de comando permite vigiar e registar além do tempo, e a abertura e o fecho voluntário ou acidental do contentor, a temperatura exterior, a temperatura dentro do espaço interior calorífugo, a temperatura do órgão a implantar, e do líquido de utilização fisiológica, o débito e a pressão do líquido de utilização fisiológica, e de outros parâmetros tais como o pH o teor em gás carbónico, em oxigénio, etc.,do líquido de utilização fisiológica, a alimentação eléctrica. É evidente que esta enumeração não é limitativa.
A unidade de comando permite a vigilância e o registo de todos estes dados durante um tempo por exemplo de setenta e duas horas. Estas informações podem ser lidas e/ou restituídas em cada momento e guardadas se houver local para isso, por exemplo durante um ano, graças à caixa negra.
Os valores atribuídos podem ser registados previamente ou seres registados quando se quiser em função dos desejos das equipas médicas.
volume útil do espaço interior calorífugo é da ordem de uns quarenta litros. A bolsa gue serve de reservatório tem por exemplo uma capacidade compreendida entre aproximadamente cinco e dez litros e o saco colector tem por exemplo uma capacidade da ordem aproximadamente de seis a doze litros enquanto que o recipiente de transporte tem por exemplo uma capacidade compreendida entre aproximadamente dois e quatro litros.
Compreende-se todo o interesse do contentor de acordo com o invento o qual permite melhorar a qualidade e a duração da conservação sendo simultaneamente fiável e de fácil utilização seguro e de utilização universal.

Claims (1)

12- Contentor climatizado para a conservação e transporte de órgãos vivos para serem transplantados, constituído entre outros elementos por: uma caixa (10) com uma tampa articulada (11) que delimita um espaço interior (100) com um calorífugo assim como com compartimentos exteriores (12); um grupo frigorífico (20) que está alojado em parte num dos compartimentos (12) e noutra parte no referido espaço interior (100) e que se destina a manter nesse espaço interior (100) uma determinada temperatura definida; um grupo de bombagem (30) que estã alojado em parte num outro compartimento (12) e noutra parte no referido espaço interior (100) e que se destina a alimentar pelo menos um órgão (0) colocado nesse espaço interior (100) com um líquido (L) para utilização fisiológica de acordo com uma determinada pressão e um determinado débito definidos; uma unidade de comando (40) que está ligada ao grupo frigorífico (20) e ao grupo de bombagem (30) e que se destina a fazê-los funcionar e a vigiar o funcionamento que lhes ê atribuído; uma fonte de energia eléctrica (50) que está ligada a esses grupos frigoríficos (20) e de bombagem (30) e à referida unidade de comando (40) e que se destina a assegurara a alimentação desses elementos, sendo o contentor caracterizado por compreender um conjunto de transporte (60) amovível asséptico e descartável que estã munido entre outros elementos por uma bolsa reservatório (61) que se destina a conter o referido líquido (L) para alimentar o referido órgão (0); um saco colector (62) destinado o recolher o referido líquido (L) que alimentou o referido órgão (0); um recipiente de transporte (63) para receber o referido órgão (0) e destinado a ser equipado com um dispositivo de suspensão (64) a fim de manter o referido órgão (0) e com um elemento distribuidor para alimentar o referido órgão com o referido líquido (L); uma canalização (66) que faz a ligação da bolsa (61) com o elemento de distribuição (65) e gue passa pelo grupo de bombagem (30) e que faz a ligação do recipiente (63) com o saco (62).
23- Contentor de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por o referido recipiente de transporte (63) ter um corpo (630) com uma ponta de ligação (631) para receber a canalização (66) e uma tampa (632) com orifícios (634, 635, 636)para a passagem do dispositivo de suspensão (64) e para a passagem da canalização (66) que vai para o elemento distribuidor (65).
33- Contentor de acordo com as reivindicações 1 e 2, caracterizado por o referido dispositivo de suspensão (64) compreender uma pinça.
43- Contentor de acordo com as reivindicações 2 e 3, caracterizado por os referidos orifícios terem uma fenda (635) aproximadamente rectangular que desemboca na periferia da tampa (632) e que se destina a receber em sistema de corrediça a referida pinça com o auxílio de ranhuras (645) complementares que estão nela inseridas.
J
53- Contentor de acordo com a reivindicação 2, carac• terizado por os referidos orifícios terem um entalhe (634) periférico aproximadamente semi-circular destinado a receber a canalização (66) que vai para o elemento distribuidor (65).
63- Contentor de acordo com as reivindicações 1 e 2, caracterizado por o referido dispositivo de suspensão (64) compreender um filete e os referidos orifícios terem perfurações (636) repartidas em círculo na proximidade da periferia da tampa (632) para receber esse filete.
7â- Contentor de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 6, caracterizado por o referido grupo de bombagem (30) ter uma cabeça de bomba peristáltica (311) com um rotor de três roletes (313) e com uma guia (312) circular que envolve uma parte da trajectória circular exterior desses roletes e pelo facto da referida canalização (66) que faz a ligação da referida bolsa (61) e do referido elemento de distribuição (65) ter uma conduta (661) com uma tubuladura (6610) flexível destinada a ser inserida contra a referida guia (312) para aí ser pressionada pelos referidos roletes (313).
8a- contentor de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 7, caracterizado por o referido elemento de distribuição (65) ser um cateter não traumatizante e que não se solta.
9a- Contentor de acordo com qualquer uma das reivindicações la 8, caracterizado por a referida unidade de comando (40) compreender um teclado (41), um écran para visualização (42), circuitos electrónicos (43) de tratamento da informação com memórias, funções lógicas e de comparação, receptores-accionadores (44) para emitir informações para os circuitos e recebê-las assim como ligações eléctricas (45) entre eles e os grupos frigoríficos (20) e de bombagem (30) e a fonte de energia eléctrica (50) .
10a- contentor de acordo com a reivindicação 9, caracterizado por a referida unidade de comando (40) ter uma ligação (401) a um calculador exterior.
11a- Contentor de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 10, caracterizado por a referida fonte de energia eléctrica (50) compreender um acumulador interno autónomo, ligações (51, 52) a geradores exteriores e conversores de tensão-frequência a fim de fornecer a partir dos geradores exteriores uma energia equivalente à do acumulador interno autónomo.
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