PT99362B - Processo para a preparacao de aditivos para produtos da higiene intima feminina contendo monoesteres e diesteres de alcoois alifaticos polihidricos - Google Patents

Processo para a preparacao de aditivos para produtos da higiene intima feminina contendo monoesteres e diesteres de alcoois alifaticos polihidricos Download PDF

Info

Publication number
PT99362B
PT99362B PT9936291A PT9936291A PT99362B PT 99362 B PT99362 B PT 99362B PT 9936291 A PT9936291 A PT 9936291A PT 9936291 A PT9936291 A PT 9936291A PT 99362 B PT99362 B PT 99362B
Authority
PT
Portugal
Prior art keywords
glyceryl
weight
process according
proportion
compound
Prior art date
Application number
PT9936291A
Other languages
English (en)
Other versions
PT99362A (pt
Inventor
Susan K Brown-Skrobot
Mary M Irving
Original Assignee
Mcneil Ppc Inc
Priority date (The priority date is an assumption and is not a legal conclusion. Google has not performed a legal analysis and makes no representation as to the accuracy of the date listed.)
Filing date
Publication date
Application filed by Mcneil Ppc Inc filed Critical Mcneil Ppc Inc
Publication of PT99362A publication Critical patent/PT99362A/pt
Publication of PT99362B publication Critical patent/PT99362B/pt

Links

Landscapes

  • Medicinal Preparation (AREA)
  • Acyclic And Carbocyclic Compounds In Medicinal Compositions (AREA)

Description

DESCRIÇÃO
DA
PATENTE DE INVENÇÃO
N.° 99 362 <..··
REQUERENTE: McNeil-PPC, Inc., norte-americana, estabelecida em Van Liew Ave., Millttown, NJ 08850, Esta dos Unidos da América
EPÍGRAFE: PROCESSO PARA A PREPARAÇÃO DE ADITIVOS PARA PRODUTOS DA HIGIENE ÍNTIMA FEMININA CONTENDO MONOÉS TERES E DIÉSTERES DE ALCÕOIS ALIFÁTICOS POLIHlDRICOS
INVENTORES: Susan K. Brown-Skrobot e Mary M. Irving, residentes nos Estados Unidos da América
Reivindicação do direito de prioridade ao abrigo do artigo 4.° da Convenção de Paris de 20 de Março de 1883.
Estados Unidos da América em 30 de Outubro de 1990 e em 3 de Maio de 1991, sob os números de série 605,899 e 695,471, respectivamente.
INPI. MOD. 113 RF 16Z32
Descrição referente à patente de invenção de McNeil-PPC, Inc., nor te-americana, industrial e comercial, estabelecida em Van Liew Ave., Millttown, NJ 08850, Estados Unidos da América, (inventores: Susan K. Brown-Skrobot e Mary M. Irving, residentes nos Esta dos Unidos da América), para “PROCESSO PARA A PREPARAÇÃO DE ADITIVOS PARA PRODUTOS DA HIGIENE ÍNTIMA FEMININA CONTENDO MONOÉSTE
RES E DIÊSTERES DE ÁLCOOIS ALIFÃTICOS POLIHÍDRICOS”.
DESCRIÇÃO
1. Âmbito da Invenção
A presente invenção refere-se à prepara ção de produtos não absorventes utilizados na higiene íntima fe minina como por exemplo irrigações, supositórios, géis, lavagens, e também contraceptivos. Mais particularmente a invenção refere-se a um componente activo que, quando incorporado em pro dutos de higiene feminina, reduz a quantidade de certas toxinas produzidas por bactérias.
2. Antecedentes da Invenção
Muitos produtos da higiene e limpeza in
terna feminina são utilizados predominantemente pelas senhoras sob a forma de líquidos. Mais especificamente, muitas senhoras utilizam irrigações líquidas vaginais para irrigar e limpar a vagina e evitar infecções vaginais, para contracepção e esterilidade e para promover o aborto (Feminine Hygiene Products:
Why Your Advice Is Needed, U.S. Pharmacist, May, 1986, pãg. 20-27, Thomas A. Gossel). As composições para irrigações vaginais podem ser constituídas por várias composições. O vinagre é a substância mais habitualmente utilizada para irrigações com o objectivo de higiene vaginal. O vinagre consiste em aproximadamente 4 a 6% de ãcido acético. Existem, contudo, dados insufici entes para provar definitivamente que o vinagre é eficaz na alteração do valor do pH vaginal durante um período de tempo sufi^ ciente para promover o crescimento da. flora vaginal normal, e assim evitar as infecções.
A Especificação da Patente Britânica NQ. 1,374,105, publicada em 13 de Novembro de 1974 e entitulada Composições Efervescentes descreve composições para irrigações vaginais contendo um gel de sílica. As composições podem ser comprimidas e utilizadas com limpeza de dentes, anti-ãcidos, laxativos analgésicos e irrigações vaginais. As composições des. critas contêm substâncias produtoras de dióxido de carbono e/ou oxigénio, por exemplo, misturas de persulfato/perborato, e produtos farmacêuticos adequados, diluentes, por exemplo, cloreto de sódio, agentes quelantes como por exemplo AEDT (ãcido etileno-diamino-tetraacético) , tensioactivos, lubrificantes, aromatjL zantes e odorizantes.
A Patente NOrte-Americana NQ. 3,584,119 atribuída em 8 de Junho de 1971 a Daniel B. Langley, descreve composições para irrigações vaginais que contêm 3 a 8 ppb em pe so de agente solúvel em ãgua, dodecilbenzeno sulfonato de sódio lauril sulfato de potássio ou de sódio ou 2-5 ppb em peso de mo nopersulfato de um metal alcalino ou 5-10 ppb em peso de borato de um metal alcalino, utilizados como soluções aquosas de 5-60 g por litro.
A Patente Norte-Americana NQ. 3,219,525 atribuída em 23 de Novembro de 1965 a Samuel G. Berkow e col., descreve um recipiente pressurizado que contêm uma solução com
1,5 a 2,5 mg de um germicida activo de amónio quaternário catió nico, 30 a 60 mg de um agente molhante anti-séptico. A composição resultante é uma espuma de aerossol.
Foi referido que quando são utilizadas loções ácidas ou alcalinas diariamente para irrigações, não existem alterações globais no valor do pH da vagina ou da mucosa vaginal. Foi também, por sua vez, demonstrado que durante o período da irrigação, o valor do pH vaginal assume o valor da solução de irrigação. Trinta minutos após a irrigação com uma solução ácida, o valor do pH torna-se efectivamente alcalino.
Strobino e col. referiram que algumas irrigações são tóxicas ao esperma, e são assim utilizadas com um contraceptivo. Pelo contrário, as irrigações com bicarbonato de sódio são outro tipo de irrigações, utilizadas para aumentar a sobrevivência do esperma e assim, aumentarem a fertilidade (Sodium Bicarbonate Douching For Improvement Of The Postcoital Test, Fertility and Sterility, Vol. 33, NQ. 6, Junho de 1980, pãg. 608-612, Ansari, Gould and Ansari).
Um tipo de doença, que ocorre durante a menstruação é o sindroma do choque tóxico (TSS), é uma doença de multi-sistemas grave e por vezes fatal, que está associada com infecção ou com colonização por bactérias de Staphylococcus aureus (£3. aureus) . Esta doença tem sido associada à utilização de tampões durante a menstruação. Pensa-se que a doença é causa da pelo sindroma do choque tóxico da toxina-1 (TSST-1), que é a toxina produzida pela maior parte das estirpes da estafilococos isolados de pacientes com a doença TSS menstrual.
Após a publicação de relatórios associando o sindroma do choque tóxico com a utilização de tampões, vários investigadores efectuaram estudos para avaliar o efeito de tampões no crescimento de bactérias de S. aureus bem como o efeito de tampões na produção de TSST-1 por essas bactérias. Os esforços iniciais para conhecer o papel dos tampões na doença TSS revelaram dados confusos. Slievert e col. (Obstet. Gynecol. Vol. 64, pãg. 666-670, Novembro de 1984) estudaram o efeito de tampões em S. aureus para avaliar se os componentes dos tampões aumentam ou não o crescimento de S. aureus e a produção da toxi na-1 do sindroma do choque tóxico. Eles concluíram que, nas con
dições de ensaio do seu estudo, os componentes de tampões não proporcionam nutrientes para o crescimento da S. aureus do síndroma do choque tóxico nem factores que induzem a produção da toxina-1 do síndroma do choque tóxico acima dos níveis de controlo. Após seis horas de incubação, alguns tampões comerciais que foram ensaiados eram inibidores ao crescimento bacteriano e suprimiam a produção de toxinas. Outros suprimiam a produção de toxinas mas não inibiam o crescimento das células. Um tampão inibia o crescimento das células mas aumentava a quantidade de toxina produzida. Por outro lado, Tierno e Hanna (Contraception, Vol. 31, pág. 185-194, 1985) referiram que nas suas experiências os tampões estimulavam as bactérias S. aureus a produzirem TSST -1.
Reiser e col., (J. Clin. Microbiol.,
Vol. 25, N°. 8, pág. 1450-1452, Agosto de 1987) referiram em se guida os resultados dos ensaios que conduziram para determinar o efeito de quatro tipos de tampões na produção da toxina-1 do síndroma do choque tóxico. A quantidade de ar disponível para os tampões que foram ensaiados foi limitada à contida nos sacos (feitos de celulose com um peso molecular de corte inferior a 10 000) em que os tampões foram introduzidos durante o ensaio. Este processo foi considerado vantajoso dada a quantidade limitada de ar disponível que podia simular, mais adequadamente do que os métodos anteriormente utilizados, as condições in vivo na vagina durante a menstruação com um tampão em posição e em que um dos tampões que foram ensaiados não estavam alterados an tes do ensaio. Os resultados dos ensaios conduzidos por Reiser e col. indicavam que os tampões proporcionavam uma ãrea superfi^ ciai aumentada para as bactérias !3. aureus crescerem e oxigénio adequado para a produção de toxinas. Não foi observada inibição significativa do crescimento das bactérias de estafilococos ou produção de TSST-1 por qualquer um dos tampões utilizados.
Robbins e col., publicação em J. Clinicai Microbiol., Vol. 25, NS. 8, pág. 1446-1449, Agosto de 1987 ao mesmo tempo de Raiser e col., referiram o efeito de 17 tampões comerciais na produção de toxinas de TSST-1 utilizando um processo de disco-membranaágar (DMA), com uma incubação a 37QC durante 19 horas com 5% de CO2 em ar. As membranas do filtro
que se sobrepunham ao meio de ágar (com ou sem sangue) em peque nos pratos de petri foram inoculadas com uma estirpe de £3. aureus produtora de TSST-1. Robbin e col., concluíram que o papel principal dos tampões em TSS pode ser o de proporcionar uma superfície fibrosa para a colonização elevada e ou suficiente para a produção de TSST-1. Além disso, eles verificaram a evidência da produção de TSST-1 por aditivos como por exemplo o desodorizante/tensioactivo utilizado num tampão desodorizante comer ciai e uma diminuição na produção de TSST-1 por inibição do crescimento de S. aureus tal como foi observado no caso de um tampão comercial diferente. Pensa-se que quer a inibição da pro dução de TSST-1 quer a inibição do crescimento de £3. aureus pode revelar-se importante na redução do risco de TSS.
S. Notermans e col., (Journal of Food Safety, Vol. 3 (1981), pãg. 83-88) referiram que o monolaurato de glicerilo, quando utilizado numa proporção de 5 g por kg de suspensão de carne (pH 6,0-6,2) inibia as produções de toxina por Clostridium botulium, tipo A, tipo B e tipo E. Este artigo não menciona o Staphylococcus aureus nem quaisquer toxinas produzidas a partir dele nem menciona as composições de higiene fe minina que utilizam o monolaurato de glicerilo ou o sindroma do choque tóxico.
No sindroma do choque tóxico (TSS), quer associado ou não com a menstruação, os sintomas incluem, febre, hipotensão, vermelhidão, e escamação da pele. O TSST-1 está muito associado com situações menstruais mas ê menos frequentemente isolado de Staphylococcus aureus em situações não menstruais da doença. Dado que o TSST-1 pode induzir muitos com portamentos clínicos de TSS no coelho e noutras espécies, pensa -se geralmente que ele é a toxina em causa no TSS (Schlievert, Staphylococcal Enterotoxin B and Toxic Shock Syndrome Toxin-1 Are Significantly Associated With Non-menstrual TSS, The Lancet, Vol. 1 (8490), 17 de Maio de 1986). Contudo, Garbe (Garbe, Arko, Reingold e col.,
Staphylococcus aureus isolates from patients with non-menstrual toxic shock syndrome: Evidence for additional toxins, JAMA, 1985, Vol. 253; pág. 2538-42) notaram que muitos TSS isolados de situações não menstruais não expressavam TSST-1 embora fos5
sem a causa dos sintomas do tipo TSS num modelo do coelho. Das toxinas formadas por isolados não menstruais de aureus, a TSST-1 foi produzida por 40% dos referidos por Schlievert, 1986.
A produção de TSST-1 por £5. aureus tem sido predominantemente associada com TSS menstrual relacionada com a utilização de tampões. Foram iniciadas experiências para determinar se se podia minimizar ou interromper a produção de TSST-1 com materiais fibrosos absorventes. Foi inesperadamente identificado um grupo de compostos que é descrito nos pedidos de patente co-pendentes Norte-Americanas N°s. 343,965, 27 de Abril de 1989 e 316,742 em 27 de Abril de 1990, que são aqui in corporadas como referência.
Contudo, existe a necessidade de encontrar uma composição para irrigações que seja capaz de combater a produção de TSST-1 pelo Staphylococcus aureus dentro da cavidade vaginal.
Resumo da Invenção
A invenção refere-se a composições não absorventes para irrigação da vagina contendo um composto escolhido do grupo consistindo em:
a) um monoêster de um ãlcool alifático polihídrico e de um áci do gordo contendo de oito a dezoito ãtomos de carbono e em que o referido monoêster tem pelo menos um grupo hidroxilo associado com o seu resíduo de álcool alifático,
b) diésteres de um ãlcool alifático polihídrico e de um ãcido gordo contendo de oito a dezoito ãtomos de carbono e em que o referido diéster tem pelo menos um grupo hidroxilo associado com o seu resíduo de álcool alifático, e
c) misturas dos referidos monoésteres e diésteres.
A parte de ácido gordo dos monoésteres e diésteres acima mencionados pode ser derivada dos ácidos caprílico, cáprico, láurico, mirístico, palmítico e esteárico, que são ácidos gordos saturados cujos comprimentos de cadeia, são respectivamente Cg, C1Q, C12, C14, Clg e Clg. A parte de ãcido gordo dos monoésteres e diésteres acima mencionados pode ser derivada também de ácidos gordos não saturados com compri6
mentos de cadeia de carbono que variam também de Cg a C^g sendo um exemplo desses ácidos gordos não saturados o ácido oleico. 0 ácido gordo preferido para a utilização na prática da presente invenção é o ãcido lãurico, que é um ãcido gordo saturado cuja fórmula química é C^H^COOH.
Tal como utilizado nestas especificaçõei e nas reivindicações anexas, o termo alifãtico tem a significação habitualmente atribuída na química orgânica, isto é, ali fático refere-se a compostos orgânicos caracterizados por possuírem uma composição linear ou ramificada da cadeia dos átomos de carbono.
Tal como utilizado nesta especificação e nas reivindicações anexas, o termo polihídrico refere-se ã presença num composto químico de pelo menos dois grupos hidroxi^ lo (OH). Assim, um álcool polihídrico alifático é aquele que tem pelo menos dois grupos hidroxilo e que o esqueleto de carbo no é linear ou ramificado.
Os álcoois polihídricos adequados para formarem monoésteres e/ou diésteres para utilização na prática da presente invenção são o 1,2-etanodiol? 1,2,3-propanotriol (glicerol); 1,3-propanodiol; 1,4-butanodiol; 1,2,4-butanotriol e produtos semelhantes. 0 álcool alifãtico polihídrico preferido para utilização na prática da presente invenção é o 1,2,3-propanotriol (vulgarmente conhecido como glicerol) cuja fórmula química é HOOE^CH (OH) C^OH.
Os ésteres que são úteis na prática da presente invenção tem pelo menos um grupo hidroxilo associado com o seu resíduo de álcool alifático. Assim, deve entender-se que o monoéster do 1,2-etanodiol e um dos ácidos gordos acima mencionados pode ser utilizado na prática da presente invenção dado que o referido éster, cuja fórmula geral é
C Hn .1—C—0—CHO—CHnOH n 2n+l 2 2 têm pelo menos um grupo hidroxilo (isto é o grupo hidroxilo na extremidade direita da fórmula estrutural acima apresentada) na porção do éster derivada do álcool alifãtico que é o 1,2-etanodiol. Por outro lado, deve ter-se em atenção que o diéster de
1,2-etanodiol e um dos ácidos gordos acima mencionados não pode ser utilizado na prática da presente invenção dado que o referi, do éster, cuja fórmula geral é CnH2n+l-C-°-CH2-CH2°-C-CnH2n+l não tem pelo menos um grupo hidroxilo na parte do éster derivada de 1,2-etanodiol.
monoéster de glicerol e um dos ácidos gordos designados pode ser utilizado na prática da presente invenção dado que o éster terá dois grupos hidroxilo associados com ele que são derivados do glicerol. 0 diéster de glicerol e um dos referidos ácidos orgânicos pode também ser utilizado dado que esse éster terá um grupo hidroxilo associado com ele e que é derivado do álcool alifático e glicerol. De facto/ como se poderá ver em seguida, verificou-se que as misturas de monolaurato de glicerol e dilaurato de glicerol são úteis na prática da presente invenção. Finalmente, deve ter-se em consideração que o triéster de glicerol e um dos ácidos gordos definidos não pode ser utilizado na prática da presente invenção dado que esse éster não tem pelo menos um grupo hidroxilo na sua parte que é derivada de álcool alifático, isto é glicerol.
Os ésteres preferidos para a utilização na prática da presente invenção são o monolaurato de glicerilo, dilaurato de glicerilo e suas misturas.
É particularmente preferido o monolaura to de glicerilo vendido segundo a marca comercial de Monomuls 90 L-12 por Henkel Corporation. Este composto contém cerca de 96% em peso de monolaurato de glicerilo. Não é detectado dilaurato de glicerilo nas amostras deste composto utilizadas nos Exemplos a seguir apresentados. O monolaurato de glicerol é um composto referido por GRAS pela FDA (Food and Drug Administratin) para a utilização como emulsionante para alimentos. Esta substância não é tóxica para seres humanos e têm propriedades antimicrobianas.
Outros ésteres preferidos para a utilização de acordo com esta invenção incluem os derivados de monolaurato de alcanõis C-3 tais como o laurato de 2-hidroxi-l-pro8
pilo e o laurato de 3-hidroxi-l-propilo. Os derivados de dilaurato de alcanóis C-3 tais como o 1,3-dilaurato de glicerol, 1,2_ -dilaurato de glicerol também devem ser activos na redução da quantidade de enterotoxinas, A, B, Ce TSST-1 com a enterotoxina produzida. TAmbém se pensa que os derivados de etileno glicol como por exemplo o monolaurato de etileno glicol bem como os lauratos de polietileno glicol, por exemplo, monolaurato de dietileno glicol e monolaurato de trietileno glicol, sejam act_i vos. Também é de esperar que alguns polímeros tenham uma activã. dade de redução de toxinas, por exemplo, o monolaurato de polie tileno glicol (200 PM), o monolaurato de polietileno glicol (400 PM), monolaurato de polietileno glicol (1 000 PM), e laura tos de polipropileno glicol tais como por exemplo o monolaurato de polipropileno glicol.
Outros compostos que se pensam ser acti_ vos contra a toxina TSST-1 nas composições desta invenção são: monocaprilato de glicerilo, caprato de glicerilo, uma mistura de monocaprilato de glicerilo com caprato de glicerilo, monopal_ mitato de glicerilo, monoestearato de glicerilo e monoleato de glicerilo.
De acordo com a invenção, as composições não absorventes desta invenção contêm uma quantidade do ter acima descrito que ê eficaz para inibir a toxina 1 do Sindroma ao Choque Tóxico (TSST—1) quando o referido produto é exposto a aureus- Por exemplo, verificou-se que as quantidades eficazes eram desde cerca 0,1% e superior e, de preferência, pe lo menos 0,5% em peso do composto de monoéster ou diêster (ou mistura deles), com base no peso da solução preparada.
As misturas de monolaurato de glicerilo /dilaurato de glicerilo desta invenção contem de preferência pe lo menos 90% de monolaurato de glicerilo; mais preferivelmente elas contêm pelo menos 95% de monolaurato de glicerilo. Mais preferivelmente, a mistura dos compostos deve ser constituída preferencialmente na integra por monolaurato de glicerilo.
O componente activo das composições des.
ta invenção pode ser formulado por várias formulações como por exemplo as utilizadas nas formulações comerciais correntes para irrigação, ou para irrigações de viscosidade inferior. Por exem
pio, o componente activo das composições desta invenção pode ser formulado com tensioactivos, de preferência tensioactivos não iónicos, tal como Cremophos RH60, Tween 20 ou produtos seme lhantes. As composições desta invenção podem também conter conservantes tais como metil paraben ou propil paraben ou produtos semelhantes. Os compostos que podem conferir maior viscosidade, tais como o propileno glicol, podem também ser adicionados às composições desta invenção. Geralmente, são preferidas composições com viscosidade superior de modo a criar formulações que tendam a permanecer na vagina durante um período de tempo relativamente longo após a administração. Uma formulação típica é a seguinte: 0,30% em peso de monolaurato de glicerilo, 0,50% em peso de Cremophos RH60, 2,00% em peso de Tween 20, 0,30% em peso de metil paraben, 0,10% em peso de propil paraben, 1,0% em peso de propileno glicol, 0,04% em peso de Azul FD&C (farmacopeia Americana) =(=(= 1/ um corante e 95,76% em peso de água desionizada. Outra formulação típica contem 0,50% em peso de monolau rato de glicerilo, 1,50% em peso de Cremophos RH60, 1,00% em pe so de Tween 20, 0,30% em peso de metil paraben, 0,10% em peso de propil paraben, 0,04% em peso de azul FD&C =(=(=1, um corante e 96,56% em peso de água desionizada.
monolaurato de glicerilo foi descrito como ingrediente activo útil no combate do síndroma do choque tóxico da toxina-1 nos pedidos de patente Norte-Americana com os números de Série 343,965, pedida em 27 de Abril de 1989 e 316,742 pedida em 27 de Abril de 1990, que são aqui incorporados como referência. Estes pedidos descrevem o monolaurato de glicerilo e os seus análogos como um material que, quando expo_s to a S. aureus em produtos absorventes, pode reduzir a formação da toxina TSST-1. Pensa-se também que os compostos activos nas composições desta invenção são eficazes no combate da produção de outros tipos de toxinas de Estafilococos, em particular as enterotoxinas de Estafilococos A, B, Ce TSST-1 com A. Verificou-se essa eficiência em relação às enterotoxinas acima meneio nadas quando o composto activo é colocado num material absorven te. A eficiência dos compostos da invenção contra a formação das enterotoxinas de Estafilococos A, B, Ce TSST-1 com A é des crita nos pedidos de patente Norte-Americanas co-pendentes com o número de Série 07/605910 (número de acesso PPC 369) apresentado em 30 de Outubro de 1990. Verificou-se também que o monolaurato de glicerilo era eficaz na inibição da produção de exotoxinas pirogênicas de Estreptococos (SPE) A, B e C, bem como de hemolisina produzida pelos estreptococos dos Grupos A, B, F e G. Pensa-se que os análogos do monolaurato de glicerilo serão também eficazes para inibir a produção dessas toxinas. A eficiência do monolaurato de glicerilo na inibição da produção de to xinas por estreptococos quando utilizado em solução e em produtos absorventes é ilustrada no pedido de patente Norte-americana co-pendente com o NQ. de série _, (ne. de acesso PPC 389) apresentado em 3 de Maio de 1991.
Os seguintes exemplos são ilustrativos dos efeitos das composições desta invenção sobre a produção de TSST-1. Estes exemplos apenas ilustram, obviamente, os produtos da invenção sem limitar o âmbito da invenção.
EXEMPLO 1
Foi adicionado monolaurato de glicerilo a irrigações comercialmente disponíveis e estas misturas foram aquecidas para dissolver o monolaurato de glicerilo. As composi ções para irrigações foram preparadas de forma a conterem o monolaurato de glicerilo em concentrações de 0,1, 1,0 e 10,0% em peso da irrigação líquida. Especificamente, foi combinada a irrigação de Massengil de Vinagre e Water Douche contendo apenas vinagre e água com monolaurato de glicerilo neste mesmo Exemplo. As soluções deste Exemplo incluem as irrigações de Mas. sengil de Vinagre e Water Douche que é um produto comercial fabricado por Beecham Products, uma divisão da Beecham Inc., Pittsburgh, Pensilvânia, isoladamente e as três soluções contendo Massengil de Vinagre e Water Douche com 0,1% em peso de monolau rato de glicerilo, Massengil de Vinagre e Water Douche com 1,0% em peso de monolaurato de glicerilo e a irrigação de Massengil de Vinagre e Water Douche com 10% em peso de monolaurato de gli. cerilo.
A actividade do monolaurato de glicerilo foi determinada utilizando o Processo do Saco do Tampão refe
rido por Reiser e col. em Journal of Clinicai Microbiology, Volume 25, Agosto de 1987, pág. 1450-1452. O processo foi ajustado de forma a permitir a utilização deste procedimento sem tampões ou materiais absorventes da forma a seguir descrita.
Foi utilizada nos ensaios a estirpe FRI-1169 de Staphylococcus aureus, obtida na forma liofilizada de Dr. Merlin Bergdoll, Food Research Institute, Universidade de Wisconsin, em Madison, Wisconsin, Estados Unidos da América. A suspensão de £[. aureus foi preparada misturando bem um (1) mi. ligrama (mg) da estirpe £3. aureus liofilizada com um (1) milili tro (ml) de Infusão de Cérebro e Coração (BHI) (obtido de Difco Laboratories, Detroit, Michigan, Estados Unidos da América), transferindo a referida mistura para um tubo de ensaio contendo cinco (5) ml de caldo BHI, misturando de novo muito bem, e incubando durante vinte e quatro (24) horas a 37QC antes da util/ zação.
microorganismo com o meio foi posteriormente adicionado a tubos de centrifugação esterilizados, centrifugou-se a 2 000 r.p.m. durante vinte minutos numa centri fugadora refrigerada, o sobrenadante foi separado por decantação, a pastilha obtida foi re-suspensa em solução salina com fosfato, pH 4.0. Este processo foi repetido durante cinco lavagens em sequência de 10 minutos cada uma. O valor do pH da solu ção de 4,0 permitia a inoculação sem excesso de nutrientes e evitava que as bactérias sofressem um choque por exposição a so luções de pH 4,0. Este procedimento foi executado da forma descrita para os produtos de irrigações de Massengil e Summer's Eve Douche.
Foram colocados cem ml de ágar de BHI (também obtido de Difco Laboratories) em cada um de dez tubos de cultura de 3,8 cm x 20 cm. Foram preparados sacos de diãlise de celulose e foram esterilizados da maneira referida por Reiser e col. Os sacos de diálise de celulose esterilizados (8 000 PM restritiva) foram inoculados com a suspensão de S. aureus acima referida numa quantidade suficiente para proporcionar no 8 início do ensaio uma concentração de 5,20 x 10 cfu/ml de bactérias S. aureus.
As soluções de ensaio foram preparadas
por adição de monolaurato de glicerilo sólido a soluções de irri gação comerciais (Massengil e Summer's Eve), aquecendo a 60°C em concentrações que resultam num teor de monolaurato de glicerilo de 0,1, 1,0 e 10% em peso nas soluções de irrigação aqueci das. Estas soluções foram arrefecidas com agitação e posteriormente adicionadas aos sacos de diálise inoculados contendo aureus em quantidades de 1,0 g em peso.
Foi adicionado um grama de ãgua destila da esterilizada a sacos de diálise inoculados com S. aureus ape nas sem outros aditivos e esta mistura é referida como controlo de inoculação. Cada saco ou saqueta de diálise foi em seguida inserido em tubos de cultura contendo o ãgar BHI e foi deixado endurecer. Foram utilizados dois controlos de inoculação, cada um em duplicado. Foram utilizados assim neste ensaio dez tubos de cultura, quatro deles contendo os controlos (dois com Vinagre de Massengill e Water Douche e dois sem) , e seis tubos de cultura contendo o monolaurato de glicerilo adicionado a duches convencionais em concentrações de forma a resultar em Massengill Douche com 0,1% em peso de monolaurato de glicerilo, Massengill Douche com 1,0% em peso de mololaurato de glicerilo, e Massengill Douche com 10% em peso de monolaurato de glicerilo, em duplicado. Após um período de incubação de 24 horas, os tubos de cultura foram medidos para determinar a concentração das células e concentração de TSST-1. Os resultados obtidos neste exemplo são apresentados na Tabela 1.
Os dados apresentados na Tabela 1 demonstram que para uma concentração de 0,1% em peso de monolaura to de glicerilo, existe uma redução de 66% em TSST-1 enquanto que para 1,0% em peso de monolaurato de glicerilo, foi observada uma redução de 95%. Ocorreu uma redução de 99% na presença da formação de TSST-1 para uma concentração de 10% em peso de monolaurato de glicerilo. A contagem de células viáveis permitiu verificar que aumentavam as células quando expostas a Massengill Douche contendo 0,1% de monolaurato de glicerilo a partir da concentração logarítmica de 7,21 na formulação comercial de con trolo isolada para um aumento de 8,35. Pelo contrário, o Massen gill Douche com 1% em peso de monolaurato de glicerilo resultava numa concentração logarítmica de 6,85 (4,9% de diminuição) resultado de novo o monolaurato de glicerilo a 10% em peso com Massengill Douche num aumento da concentração logarítmica de
7,21 observada no controlo para 7,35. A metodologia utilizada não evitava a migração do ingrediente activo através de sacos de diálise. Contudo, mesmo tendo em conta esta migração, foi ainda observado e registado um efeito.
EXEMPLO 2
Foi também avaliado o crescimento e a produção de TSST-1 por £>. aureus na presença de Summer’s Eve Douche com e sem monolaurato de glicerilo. O Summer's Eve Douche é fabricado por C.B. Fleet Co. Inc. em Lynchburg, Virgínia e pode ser adquirido nos Estados Unidos da América. Embora existam vários produtos de irrigação vendidos segundo a marca comercial de Summer’s Eve, o produto ensaiado neste Exemplo continha água purificada, vinagre e ácido benzóico. Foram aque cidas as soluções contendo o Summer's Eve Douche e várias concentrações de monolaurato de glicerilo de forma a dissolver o ingrediente activo de forma descrita no Exemplo 1. As soluções contendo concentrações de monolaurato de glicerilo nas quantidades de 0,1, 1,0 e 10% em peso foram incluídas neste Exemplo. As soluções foram preparadas e ensaiadas em quantidades de 1,0 grama da forma descrita no Exemplo 1. Os resultados obtidos são apresentados na Tabela 2.
EFEITO DO GML ADICIONADO A MESSENGIL DOUCHE NA FORMAÇÃO
DE TSST-1 E CRESCIMENTO DE STAPHYLOCOCCUS AUREUS
TABELA 1
AMOSTRA CONCENTRAÇÃO FINAL DE S.nAUREUS (x lob CFU/ML) CONCENTRAÇÃO FINAL DE S. AUREUS (Logig CFU/ml) QUANTIDADE FINAL TSST-lb'c -(ng)
Apenas o Inoculado 91.20 9.96 6,309.80
Massengill Douche 0.16 7.21 6,512.52
Massengill Douche (0.1% GML) 2.25 8.35 2,161.60
Massengill Douche (1.0% GML) 0.71 6.85 315.80
Massengill Douche (10% GML) 0.22 7.35 35.78
Número de células viáveis de ÊL aureus expressas como logaritmo em relação â base 10.
Tal como determinado pelo método de ELISA referido por Reiser e col. em Applied and Environmental Microbiology, Dezem bro de 1982, pág. 1349-55.
Determinação média de amostras duplicadas.
TABELA 2
EFEITO DO GML ADICIONADO AO DE SUMMER’S EVE DOUCHE NA FORMAÇÃO
DE TSST-1 E CRESCIMENTO DE STAPHYLOCOCCUS AUREUS
AMOSTRA CONCENTRAÇÃO FINAL DE S.OAUREUS (x 10 CFU/ML) CONCENTRAÇÃO FINAL DE S. AUREUS (LOg10 CFU/ml) QUANTIDADE FINAL TSST-lb'c (ng)
Apenas o Inoculado 91.20 9.96 6,309.80
Summer1s Eve Douche (Controlo) 0.021 6.34 670.94
Summer's Eve Douche (0.1% GML) 0.005 5.74 27.87
Summer's Eve Douche (1.0% GML) 0.006 5.83 4.60
Summer’s Eve 0.12 7.08 4.00
Douche (10% GML)
Número de células viáveis de aureus expressas como logaritmo em relação à base 10.
' Tal como determinado pelo método de ELISA referido por Reiser e col. em Applied and Environmental Microbiology, Dezembro de 1982, pág. 1349-55.
I
Determinação média de amostras duplicadas.
Os resultados referidos na Tabela 2 revelam uma redução significativa na contagem de células viáveis de uma concentração logarítmica de 9,96 para 6,34 (diminuição de 36%) na presença de irrigações comerciais, juntamente com uma redução significativa na formação de TSST-1, de 6 309,80 pa ra 670,94 (diminuição de 89%). A redução na concentração de células viáveis é mais provável devido à presença do ácido benzõi co, que é um bactericida bem conhecido, para além do ácido acéti co na formulação comercial. Os dados apresentados na Tabela 2 resultaram numa redução na formação de TSST-1 de um valor de 96% com uma concentração de 0,1% de monolaurato de glicerilo e
reduções de 99% na presença de 1,0 e 10% em peso de monolaurato de glicerilo quando comparadas com as obtidas com o sistema de controlo contendo apenas o Summer's Eve Douche.
A presença de 0,1% em peso de monolaura to de glicerilo resultava numa concentração logarítmica de 5,74 (diminuição de 9%) das células viáveis quando comparado com o controlo. Na presença de 1,0% em peso de monolaurato de gliceri lo, a concentração logarítmica era de 5,83 (diminuição de 8%). Pelo contrário, uma solução de 10% em peso de monolaurato de glicerilo no Summer's Eve Douche resultava numa concentração lo garítimica de 7,08 (diminuição de 11%).
EXEMPLO 3
Neste Exemplo, foi avaliado o crescimen to e a produção de TSST-1 por S. aureus na presença de uma suspensão de monolaurato de glicerilo em ãgua destilada em concentrações de 0,1, 1,0 e 10% em peso. As soluções foram avaliadas em quantidades de 1,0 gramas da forma descrita no Exemplo 1, com a excepção de não ter sido utilizado produto comercial no ensaio. Os resultados obtidos são apresentados na Tabela 3.
TABELA 3
EFEITO DA SUSPENSÃO DE GML EM ÃGUA NA FORMAÇÃO DE TSST-1 E CRESCIMENTO DE STAPHYLOCOCCUS AUREUS
AMOSTRA CONCENTRAÇÃO FINAL DE S. AUREUS (X 10~ CFU/ML) CONCENTRAÇÃO FINAL DE S. AUREUS (Log10 CFU/ML) QUANTIDADE FINAL TSST-lbfc (ng)
Ãgua Inoculada (controlo) 91.20 9.96 6,309.80
GML (0.1%) EM ÁGUA 0.35 7.55 3.45
GML (1.0%) em ãgua 0.002 4.31 2.32
GML~(10%) em água 0.03 6.53 4.02
Numero de células S. aureus viáveis expressas como logaritmo em relação à base 10.
Tal como determinado pelo método de ELISA referido por Reiser e col. em Applied and Environmental Microbiology, Dezembro de 1982, pãgs. 1349-1355.
C Λ» X»
Determinação média de amostras duplicadas.
Os dados apresentados na Tabela 3 revelam uma redução significativa na formação de TSST-1 (99,9%) em concentrações de monolaurato de glicerilo suspenso em água destilada em concentrações de 0,1% em peso de monolaurato de glice rilo e superiores. Além disso, a redução de mil vezes na formação de toxinas também tinha uma redução correspondente de 99,6% no número de células viáveis de S. aureus gue se notavam a uma concentração de 0,1% em peso de monolaurato de glicerilo. Para concentrações crescentes de monolaurato de glicerilo, o efeito antimicrobiano era mais predominante para o valor que 1,0% em peso. Ocorreu um efeito antimicrobiano reduzido para 10% em peso de monolaurato de glicerilo, o que podia ser atribuído ã insolubilidade do composto ensaiado. As reduções na formação de TSST-1 não se alteravam significativamente de 0,1% para 10% de monolaurato de glicerilo, enquanto que resultavam alterações ’U5»»a»t
significativas no número de células viáveis.
EXEMPLO 4
Este Exemplo foi conduzido de forma a determinar o crescimento e a produção de TSST-1 por S. aureus na presença de um produto de contracepção não absorvente, a Today Sponge, com e sem monolaurato de glicerilo. A Today Sponge é fabricada por Whitehall Laboratories Inc., Nova Iorque, Estados Unidos da América. A Today Sponge é descrita pelo fabricante como contendo Nonoxinol-9, ãcido benzóico, ãcido cítrico, dihidrogeno citrato de sódio, metabissulfito de sódio, ãcido sórbico e ãgua numa esponja de poliuretano expandido. A esponja tem um peso médio de 7,0 gramas.
Foram aquecidas soluções de monolaurato de glicerilo em ãgua até o monolaurato de glicerilo se ter dissolvido e em seguida foram colocadas por meio de uma pipeta em quantidades de 1,0 gramas de Today Sponge de forma a serem obti das concentrações de monolaurato de glicerilo de 0,1, 1,0 e 10% em peso com base no peso da Today Sponge. As amostras de 1,0 gramas foram inseridas em saquetas de diãlise inoculadas conten 8 do aureus produtor de TSST-1 a uma concentração de 5,20x10 Cfu/ml na altura inicial. As amostras acima mencionadas foram avaliadas da forma descrita no Exemplo 1. Os resultados obtidos no ensaio são referidos na Tabela 4.
TABELA 4
EFEITO DA SUSPENSÃO DE GML EM ÃGUA NA FORMAÇÃO DE TSST-1 E CRESCIMENTO DE STAPHYLOCOCCUS AUREUS
AMOSTRA CONCENTRAÇÃO FINAL DE S. &UREUS (x 10 CFU/ml) CONCENTRAÇÃO FINAL DE S. AUREUS (Log10 CFU/ml) QUANTIDADE FINAL TSST-lb'c (ng)
Today Sponge (controlo) 5.66 8.75 12,635.21
Today Sponge (0,1% GML) 4.60 8.66 2,185.88
Today Sponge (1.0% GML) 4.46 8.65 799.99
Today Sponge (10% GML) 0.13 7.13 3.29
L Número de » células S. aureus viáveis expressas como logaritmo
em relação à base 10.
Tal como determinado pelo método de ELISA referido por Reiser e col. em Applied and Environmental Microbiology, Dezembro de 1982, págs. 1349-1355.
Determinação média de amostras duplicadas.
Os resultados referidos na Tabela 4 revelam uma redução na formação de TSST-1 para um valor de 82% me nos toxinas com 0,1% em peso de monolaurato de glicerilo, e reduções de 93% e 99,9% registadas, respectivamente, na presença de 1,0 e de 10% em peso de monolaurato de glicerilo.
Em relação a viabilidade das células, a presença de 0,1% em peso de monolaurato de glicerilo resultava uma concentração logarítmica de 8,66 (redução de 1,0%) quando comparada com o controlo. Na presença de 1,0% em peso de monolaurato de glicerilo, ocorria uma concentração logarítmica de
8,65 (redução de 1,1%), com 10% em peso de monolaurato de glice rilo, existia um efeito microbiano superior, resultando numa di. minuição de 18% das células viáveis.
EXEMPLO 7
Dado que as irrigações comerciais são frequentemente utilizadas em excesso como contraceptivos, foi efectuada uma experimentação com monolaurato de glicerilo para a avaliação da actividade espermicida. Foi ensaiado o monolaura to de glicerilo para determinar a sua actividade espermicida utilizando o Ensaio de Sander-Cramer, que utiliza sémen humano. 0 composto foi preparado em solução salina a uma concentração de 100 mg/ml. Foi rapidamente misturado um (1) ml desta solução com 0,2 ml de sémen humano. Foi preparada uma gota pendente dejs ta mistura e ela foi examinada microscopicamente para determinar a mobilidade do esperma num período de 20 segundos apôs o início da mistura. Para esta concentração mais elevada, a mobilidade do esperma durava mais do que três minutos, indicando a ausência do efeito na mobilidade do esperma.
Estes exemplos demonstram que o monolau rato de glicerilo é um inibidor activo de toxinas para a toxina de TSST-1 produzida pelas bactérias £3. aureus. Além disso, o composto não inibe significativamente o crescimento ou viabilidade celular nas concentrações utilizadas em composições comerciais da presente invenção. Além disso, o monolaurato de glicerilo não inibe a mobilidade do esperma.
EXEMPLO 8
Nesta experiência, conduzida por Dr. Patrick Schlievert da Universidade de Minesota, foi adicionado o monolaurato de glicerilo em concentrações várias a 50 ml de Caldo de Infusão de Cérebro e Coração. Estas soluções foram em g
seguida inoculadas com 1,0 x 10 CFU/ml de estreptococos do grupo A estirpe C203, ou, S. aureus MN8, que ê um produtor conhecido de TSST-1. Amostras contendo estreptococos do grupo A C203 foram incubadas a 37QC, durante 12 horas, sem agitação de modo a reduzir a exposição do organismo ao oxigénio, na presen ça de 7% de C02· As amostras contendo MN8 foram incubadas comparativamente com a excepção de existir agitação (a uma taxa de 200 rpm) e num incubador padrão convencional. Os resultados obtidos nesta experiência são resumidos na Tabela 5
TABELA 5
EFEITO DE MONOLAURATO DE GLICERILO NA PRODUÇÃO DE TOXINAS E VIABILIDADE DE CÉLULAS EM ESTREPTOCOCOS DO GRUPO A E EM
S. AUREUS MN8
C203
MN 8
Amostra
Tipo SPE
GML mg/100 CFU A B
0 3.1 x 108 6.0 3.0
0.05 3.5 x 108 6.0 3.0
0.1 3.2 x 108 1.5 0.75
0.25 3.3 x 108 N.D. N.D.
0.5 3.2 x 108 N.D. N.D.
0.75 2.0 x 108 N.D. N.D.
1.0 4.0 x 107 N.D. N.D.
1.25 3.5 x 106 N.D. N.D.
1.50 0 N.D. N.D.
1.75 0 N.D. N.D.
2.0 0 N.D. N.D.
5.0 0 N.D. N.D.
10.0 0 N.D. N.D.
0 8.4 x 109
0.05 9.0 x 109
0.1 9.4 x 109
0.25 6.2 x 109
0.5 10 1.8 x 10 U
.75 9.7 x 109
1.0 2.1 x 10
1.25 7.0 x 109
10
1.5 1.4 x 10
1.75 ϊ ί in10 1.1 x 10
2.0 4.0 x 105
2.25 2.0 x 105
2.5 2.3 x 104
5.0 2.1 x 104
10.0 2.9 x 104
TSST-1
N.D.
N.D.
N.D.
N.D.
N.D.
N.D. N.D. N.D. N.D. N.D. N.D.
EXEMPLO 9
Neste Exemplo, conduzido por Dr. Patrick Schlievert, foram avaliadas estirpes de estreptococos do grupo A que expressam individualmente SPEA, SPEB ou SPEC e estirpes de grupos B, F e G de estreptococos para determinar o efeito do monolaurato de glicerilo na produção da exotoxina. Utilizando o processo referido no Exemplo 8, foram expostos os microorganismos a várias concentrações de monolaurato de glicerilo num caldo de Infusão de Cérebro e Coração. Foram utilizadas a estirpe 594, que produz SPEA, Estirpe 86-858, que produz SPEB e Estirpe T18P que produz as toxinas de SPEC, respectivamente. Foi medida a produção de toxinas por imunorevelação de Western durante períodos de até 96 horas. Os resultados obtidos nesta experiência para determinar o efeito do monolaurato de glicerilo na produção das toxinas de SPEA, SPEB e SPEC são apresentados na Tabela
6.
A estirpe de £3. aureus Mn8 foi também exposta ao monolaurato de glicerilo. Foi medida a quantidade da produção de TSST-1 pela estirpe Mn8 de S. aureus. Os resultados obtidos neste ensaio são apresentados na Tabela 7.
Foram medidas as estreptolisinas 0 e S, também produzidas pelas estirpes 594, 86-858 e T18P, bem como a hemolisina de estreptococos do Grupo B, hemoliina de estreptoco cos do Grupo F e hemolisina de estreptococos do Grupo G, por li se de uma mistura de 0,1% de eritrõcitos de ovelha e 0,014% de 2-mercaptoetanol como agente redutor efectuado em 0,75% de agarose numa solução tamponada com fosfato (PBS), 4,5 ml por placa 0 PBS era constituído por fosfato de sódio 0,005 MOlar, com NaCl 0,15 Molar a pH 7,0. Foi utilizada a hemõlise induzida por uma cultura isenta de células de 20 ul adicionada a furos em placas após 24 horas como medida da produção de lisina.
A lipase foi medida da mesma forma da hemolisina, com a excepção de se ter usado como padrão 0,1% de tributirina.
Os resultados da estreptolisina reduzida 0 e S são também apresentados na Tabela 6. Os resultados obtidos nas experiências demonstram o efeito do monolaurato de
glicerilo na produção de toxinas por estreptococos dos Grupos B, F e G nas Tabelas 8, 9 e 10, respectivamente. Os dados revelam uma redução notável nas quantidades de toxinas e/ou hemolisina produzidas por estreptococos dos Grupos A, B, F e G na pre sença de monolaurato de glicerilo.
TABELA 6
EFEITO DO MONOLAURATO DE GLICERILO EM ESTREPTOCOCOS DO GRUPO A
Bactériaa GML (ug/ml) Log CFU/ml SPE (ug/ml) Hemolina^5 Reduzida
594(SPEA) 0 8.6 3.2 7.0
2.5 8.5 0.3 4.0
10.0 8.3 0.3 0.0
20.0 6.0 0.0 0.0
86-858(SPEB) 0 8.0 0.8 4.0
2.5 7.7 0.0 2.0
10.0 7.7 0.0 0.0
20.0 5.8 0.0 0.0
T18P(SPEC) 0 7.9 0.4 8.0
2.5 7.9 0.0 8.0
10.0 6.1 0.0 0.0
s E fi — Tamanho de inoculado entre IO3 e 10° CFU/ml — Inclui estreptolisina O e S medida em mm de diâmetro na lise
- 24 4
EFEITO DE GML EM Staphylococcus aureus— MN8
Eh 40 O A 00
•3* A
ra A A
tf M A A 00 CN
A A
tf
A A in LT) A A
Ch A A A A
0
A A A A
tnH
0 g o o O o
A A A A A
O O 00 O
Eh A
ra a a τί< O
A tf M A A
X! A
tf
oo rH a A A
ιφ,Α n A A ϊ—1
A A O O
tnH
0 g O O o Γ'
A I—1 A A
o A O o
EH A
tf ra A A O o
Λ tf K A A
0 ι-1
ft M* tf
g A rH a A ra
Φ i(D,A A A
EH Ί
0 dn CN O A σι
t 0 6
A O O 00 A
0 A A
t
0
Ή Eh CN σ o O
tf
Φ
ft ra
tf K σ» o o O
tf A
A tf
A o A A A
00 'Φ.Α A
Ί
tnH O A A ra
0 g
A σι r~ A A
tl
EH o o O o
raol
tf M o o O o
A A
Λ tf ,
AQl
»0 A CN CN CN A
0
tfl ι—1 00 00 00 A
0 g
A A A A A
,_,
A
d s
a \ o O O O
o u> CN O O
A A
r-|
U
A m
O
i—1 0
X a
Γ—1
O Φ
0
rH o
0 g
t g
tf
A Φ
tf ra >—s
O •rl iH
0 A g
tf
A tf &>
g tf tf
0 g •rl
t ra
Φ •rl A
0 ra I—1 1
rtf tf 0 EH
tf Pc g ω
tf •rl Φ ω
g tfl ω Eh
tf %
EH A w Eh
tf| ΛΙ Pl t|
TABELA 8
EFEITO DE GML EM ESTREPTOCOCUS DO GRUPO B
GML Período de 8 hr Tempo 24 hr
(pg/ml) Log células/ml Hemolisina Log células/ml Hemolisina
0 8.7 2 8.5 2
2.5 8.1 0 8.4 0
10.0 4.0 0 3.0 0
Tamanho de inoculado 2.0 x 103/ml
TABELA 9
EFEITO DE GML EM ESTREPTOCOCUS DO GRUPO F
Periodo de Tempo
GML _8 hr_24 hr_ (pg/ml) Log células/ml Hemolisina Log células/ml Hemolisina
0 8.3 7 8.3 7
2.5 8.5 0 8.3 0
10.0 4 10 0 103 0
Tamanho de inoculado 2. 0 x 105/ml
TABELA 10
EFEITO DE GML EM ESTREPTOCOCUS DO GRUPO G
Período de Tempo
GML 8 hr 24 hr
(pg/ml) Log células/ml Hemolisina Log células/ml Hemolisina
o 8.9 8 10.0 8
2.5 8.1 5 10.0 6
10.0 104 0 103 0
Tamanho de inoculado 8 x lO^/ml
EXEMPLO 10
Nesta experiência, conduzida por Dr. Pa trick Schlievert, foram feitas tentativas para induzir o cresci^ mento da estirpe de estreptococos C203 e estirpe de estafilococos MN8 em placas contendo o monolaurato de glicerilo. A concen tração inibidora mínima de monolaurato de glicerilo para a estirpe C203 era de 1 mg/100 ml em placas de ágar guando foram placadas 5 x 10 CFU. A placa de 2 mg/100 ml não revelou cresci mento. A concentração inibidora mínima de monolaurato de glicerilo para a estirpe MN8 era de 5 mg/100 ml quando foram placa8 das 7 x 10 CFU. A placa de 7,5 mg/100 ml nao revelou crescimen to. Esta experiência foi conduzida numa média de duas vezes por semana durante um período de seis meses. Os dados indicam que não havia mutantes susceptíveis de crescer na presença de níveis inibidores de monolaurato de glicerilo.

Claims (4)

  1. REIVINDICA ÇÕES
    - lã Processo para a preparação de uma compo sição líquida para utilização na higiene íntima feminina caracterizado por se incorporar numa proporção de 0,1% a 10% em peso, um composto escolhido no grupo consistindo em:
    a) monoésteres de um álcool alifático polihídrico e de um ãcido gordo contendo oito a dezoito átomos de carbono e em que o referido monoéster tem pelo menos um grupo hidroxilo asso ciado com o seu residuo de álcool alifático,
    b) diêsteres de um álcool alifático polihídrico e de um ãcido gordo contendo oito a dezoito átomos de carbono e em que o referido diéster tem pelo menos um grupo hidroxilo associado com o seu resíduo de álcool alifático, e
    c) misturas dos referidos monoésteres e diésteres, estando o referido composto presente numa proporção que é eficaz para inibir a produção do sindroma de choque tóxico da toxina-1 pela bactéria Staphilococus aureus quando o referido produto é exposto à referida bactéria, em combinação com um veículo farmaceuticamente aceitável.
    - 22 Processo de acordo com a reivindicação
    1, caracterizado por o referido ácido gordo ser o ácido láurico
    - 3§ Processo de acordo com a reivindicação
    1, caracterizado por o referido álcool polihídrico ser o glicerol.
    - 4â Processo de acordo com a reivindicação
    1, caracterizado por o referido composto ser o monolaurato de glicerilo.
    - 5ã Processo de acordo com a reivindicação
  2. 4, caracterizado por o referido monolaurato de glicerilo estar presente numa proporção de pelo menos 0,1% em peso com base no peso da referida composição.
    Processo de acordo com a reivindicação 4, caracterizado por o referido monolaurato de glicerilo estar presente numa proporção de pelo menos 0,5% em peso com base no peso da referida composição.
    Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por o referido composto compreender uma mistura de monolaurato de glicerilo e dilaurato de glicerilo.
    - 8ã Processo de acordo com a reivindicação
  3. 7, caracterizado por a referida mistura estar presente numa pro porção de pelo menos cerca de 0,1% com base no peso da referida composição.
    - 9ã Processo de acordo com a reivindicação
  4. 8, caracterizado por a referida mistura compreender pelo menos 90% em peso de monolaurato de glicerilo.
    Processo de acordo com a reivindicação
    - 10§ 29
    7, caracterizado por a referida mistura estar presente numa pro porção de pelo menos cerca de 0,1% com base no peso da referida composição.
    - llâ Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por o referido composto compreender monocaprilato de glicerilo.
    - 12ã Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por o referido composto compreender caprato de glicerilo.
    - 133 Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por o referido composto compreender uma mistura de monocaprilato de glicerilo e caprato de glicerilo.
    - 143 Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por o referido composto compreender monomiristato de glicerilo.
    - 15§ 30
    - 155 Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por o referido composto compreender monopalmitato de glicerilo.
    - 16ã Processo de acordo com a reivindicação 1 caracterizado por o referido composto compreender monoestearato de glicerilo.
    - 17ê Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por o referido composto compreender monooleato de glicerilo.
    Processo para a preparação de uma compo sição líquida para utilização na higiene íntima feminina caracterizado por se incorporar numa proporção de 0,1 a 10% em peso um composto escolhido no grupo consistindo em:
    a) monoésteres de um álcool alifático polihídrico e de um ãcido gordo contendo oito a dezoito átomos de carbono e em que o referido monoéster tem pelo menos um grupo hidroxilo asso ciado com o seu resíduo de álcool alifático,
    b) diésteres de um álcool alifático polihídrico e de um ãcido gordo contendo de oito a dezoito átomos de carbono e em que o referido diéster tem pelo menos um grupo hidroxilo asso31 ciado com o seu resíduo de álcool alifático, e
    c) misturas dos referidos monoésteres e diésteres, estando o referido composto presente numa proporção que ê eficaz para inibir a redução do sindroma de choque tóxico da Enterotoxi na A, Enterotoxina B ou Enterotoxina C pela bactéria Staphi lococus aureus quando a referida composição é exposta à referida bactéria em combinação com um veículo farmaceuticamente aceitável.
    - 19â Processo de acordo com a reivindicação 18, caracterizado por o referido ácido gordo ser o ãcido lãurico
    - 20§ Processo de acordo com a reivindicação 18, caracterizado por o referido álcool polihídrico ser o glice rol.
    - 21â Processo de acordo com a reivindicação 18, caracterizado por o referido composto ser o monolaurato de glicerilo.
    - 22ã Processo de acordo com a reivindicação 21, caracterizado por o referido monolaurato de glicerilo estar presente numa proporção de pelo menos 0,1% com base do peso da referida composição.
    - 23§ Processo de acordo com a reivindicação 21, caracterizado por o referido monolaurato de glicerilo estar presente numa proporção de pelo menos 1,0% com base do peso da referida composição.
    - 24§ Processo de acordo com a reivindicação 18, caracterizado por o referido composto compreender uma mistu ra de monolaurato de glicerilo e dilaurato de glicerilo.
    - 25§ Processo de acordo com a reivindicação
    24, caracterizado por a referida mistura estar presente numa proporção de pelo menos cerca de 0,1% com base no peso da referida composição.
    - 26§ Processo de acordo com a reivindicação
    25, caracterizado por a referida mistura compreender pelo menos 90% em peso de monolaurato de glicerilo.
    27ã
    Processo de acordo com a reivindicação 25, caracterizado por a referida mistura compreender pelo menos 95% em peso de monolaurato de glicerilo.
    - 28â Processo de acordo com a reivindicação 25, caracterizado por a referida mistura estar presente numa proporção de pelo menos cerca de 0,1% com base no peso da referida composição.
    - 29§ Processo de acordo com a reivindicação
    28, caracterizado por a referida mistura compreender pelo menos 90% em peso de monolaurato de glicerilo.
    - 30é Processo de acordo com a reivindicação
    29, caracterizado por a referida mistura compreender pelo menos 95% em peso de monolaurato de glicerilo.
    - 31§ Processo de acordo com a reivindicação
    18, caracterizado por o referido composto compreender monocapri lato de glicerilo.
    - 32§ Processo de acordo com a reivindicação 18, caracterizado por o referido composto compreender caprato de glicerilo.
    - 33§ Processo de acordo com a reivindicação 18, caracterizado por o referido composto compreender uma mistu ra de monocaprilato de glicerilo e caprato de glicerilo.
    - 34ã Processo de acordo com a reivindicação 18, caracterizado por o referido composto compreender monomiriss tato de glicerilo.
    - 35ã Processo de acordo com a reivindicação 18, caracterizado por o referido composto compreender monopalmi tato de glicerilo.
    - 36ã 35
    - 36â Processo de acordo com a reivindicação
    18, caracterizado por o referido composto compreender monoestea rato de glicerilo.
    - 37ã Processo de acordo com a reivindicação
    18, caracterizado por o referido composto compreender monooleato de glicerilo.
    - 38ã Processo para a preparação de uma compo sição líquida para utilização na higiene íntima feminina , caracterizado por se incorporar um veículo farmaceuticamente acei tãvel e um composto escolhido no grupo consistindo em:
    a) monoêsteres de um ãlcool alifático polihídrico e de um ãcido gordo contendo oito a dezoito ãtomos de carbono e em que o referido monoéster tem pelo menos um grupo hidroxilo asso ciado com o seu resíduo de ãlcool alifãtico,
    b) diésteres de um ãlcool alifãtico polihídrico e de um ãcido gordo contendo de oito a dezoito ãtomos de carbono e em que o referido diéster tem pelo menos um grupo hidroxilo associado com o seu resíduo de ãlcool alifãtico, e
    c) misturas dos referidos monoêsteres e diésteres, estando o referido composto presente numa proporção que é eficaz para inibir a produção de exotoxinas A, B e C pirogénicas de estafilococos, e hemolisinas produzidas pelos estreptococos dos Grupos A, B, F e G quando a referida composição é exposs ta ã referida bactéria.
    A requerente reivindica ainda as priori^ dades dos pedidos de patente norte-americanos apresentados em 30 de Outubro de 1990 e em 3 de Maio de 1991, sob os números de série 605,899 e 695,471, respectivamente.
PT9936291A 1990-10-30 1991-10-29 Processo para a preparacao de aditivos para produtos da higiene intima feminina contendo monoesteres e diesteres de alcoois alifaticos polihidricos PT99362B (pt)

Applications Claiming Priority (2)

Application Number Priority Date Filing Date Title
US60589990A 1990-10-30 1990-10-30
US69547191A 1991-05-03 1991-05-03

Publications (2)

Publication Number Publication Date
PT99362A PT99362A (pt) 1992-09-30
PT99362B true PT99362B (pt) 1999-03-31

Family

ID=27085087

Family Applications (1)

Application Number Title Priority Date Filing Date
PT9936291A PT99362B (pt) 1990-10-30 1991-10-29 Processo para a preparacao de aditivos para produtos da higiene intima feminina contendo monoesteres e diesteres de alcoois alifaticos polihidricos

Country Status (1)

Country Link
PT (1) PT99362B (pt)

Also Published As

Publication number Publication date
PT99362A (pt) 1992-09-30

Similar Documents

Publication Publication Date Title
US5547985A (en) Additives to feminine products
JP3219807B2 (ja) 吸収剤製品を用いた毒素製造の予防
US5679369A (en) Additives to tampons
EP0395099B1 (en) Additives to tampons
US4364929A (en) Germicidal colloidal lubricating gels and method of producing the same
US3751562A (en) Medicated gelled oils
US4479795A (en) Antimicrobial polymer compositions
US4343788A (en) Antimicrobial polymer compositions
EP0274714A1 (en) Topical preparation containing ofloxacin
JPS6361289B2 (pt)
WO1986007258A1 (en) Anti-bacterial methods and agent
PT99362B (pt) Processo para a preparacao de aditivos para produtos da higiene intima feminina contendo monoesteres e diesteres de alcoois alifaticos polihidricos
Greey et al. Penicillin creams
TW205504B (pt)
NZ248147A (en) Method of inhibiting tsst-1 by exposing s aureus to mono- or diesters (or mixtures) of a polyhydric alcohol and a c8-18 fatty acid

Legal Events

Date Code Title Description
BB1A Laying open of patent application

Effective date: 19920512

FG3A Patent granted, date of granting

Effective date: 19981207

MM4A Annulment/lapse due to non-payment of fees, searched and examined patent

Free format text: LAPSE DUE TO NON-PAYMENT OF FEES

Effective date: 20080609