BR112014013473B1 - rolo de gravação em relevo, unidade de gravação em relevo, material de tecido celulósico feito de lenço de papel, e método para uniformizar a força mecânica de um material de tecido celulósico gravado em relevo - Google Patents

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Abstract

ROLO DE GRAVAÇÃO EM RELEVO, UNIDADE DE GRAVAÇÃO EM RELEVO E MÉTODO PARA PREGAS CELULÓSICAS DE GRAVAÇÃO EM RELEVO E MATERIAL DE TECIDO CELULÓSICO GRAVADO EM RELEVO. A presente invenção refere-se a um rolo de gravação em relevo que possui uma pluralidade de protuberâncias da gravação em relevo (P3), cada qual contendo uma base (41), uma superfície lateral (45) e uma superfície de topo (43). A superfície lateral (45) de pelo menos algumas das protuberâncias da gravação em relevo (P3) tendo inclinação variável ao longo da extensão do perímetro da protuberância.

Description

CAMPO TÉCNICO
[001] A presente invenção refere-se ao campo da produção doassim chamado lenço de papel ou papel crepado, em particular, papel higiênico, toalhas de cozinha, guardanapos de papel ou lenços e similares. De modo mais particular, a presente invenção refere-se aos aprimoramentos nas unidades de gravação em relevo e a métodos para o processamento mecânico do lenço de papel.
ESTADO DA TÉCNICA
[002] O lenço de papel ou papel crepado é usado para a produção de vários artigos para casa, artigos professionais, bem como para uso industrial. Em particular, o lenço de papel é usado para produzir papel higiênico, toalhas de cozinha e outros produtos em folha ou rolo. Em várias aplicações, o lenço de papel passa por um processo mecânico de gravação em relevo. Substancialmente, o processo de gravação em relevo consiste em passar uma ou múltiplas dobras de lenço de papel através de um aperto definido entre um rolo de gravação em relevo e um rolo de pressão. O rolo de gravação em relevo está munido de protuberâncias que coatuam com a superfície do rolo de pressão. Em algumas modalidades, tanto o rolo de gravação em relevo quanto o rolo de pressão são feitos de material rígido, por exemplo, aço e as protuberâncias de um rolo se encaixam com as cavidades da outra.
[003] Em outras modalidades, mais amplamente usadas, o rolode gravação em relevo possui protuberâncias que penetram em uma camada de revestimento de produção elástica do rolo de pressão e a deformam em relação ao formato substancialmente cilíndrico que essa camada possui quando o rolo de pressão não está funcionando e não está em contato com o rolo de gravação em relevo. Os dois rolos são pressionados um contra o outro, de modo que as protuberâncias penetram na superfície lateral do rolo de pressão devido à deformação por compressão do revestimento de produção do rolo de pressão. O material celulósico que forma o material de tecido e que passa através do aperto entre os dois rolos é permanentemente deformado e as projeções de gravação em relevo são formadas desse modo tendo um padrão que corresponde ao padrão das protuberâncias do rolo de gravação em relevo.
[004] O processo de gravação em relevo acarreta em uma grande tensão mecânica sobre a dobra do papel e na ruptura localizada das suas fibras celulósicas.
[005] A gravação em relevo é usada por razões estéticas paradecorar a dobra do papel, bem como e acima de tudo, por razões técnicas e funcionais, por exemplo, para criar áreas de colagem para colar mais dobras umas nas outras, formando desse modo um material de tecido com multidobras. Aplica-se cola sobre as superfícies externas das projeções de gravação em relevo e, portanto, a mesma é aplicada em áreas limitadas. A gravação em relevo também é usada para modificar, mudar ou aprimorar as características específicas do lenço de papel, tal como espessura, maciez e capacidade de absorção.
[006] As fibras celulósicas com dobra são submetidas a umagrande tensão nas áreas onde a dobra é deformada através da gravação em relevo; portanto, formatos, dimensões e o arranjo das protuberâncias da gravação em relevo não podem ser escolhidos arbitrariamente, pois critérios específicos devem ser levados em consideração, o que limita a escolha do padrão de gravação em relevo. Durante a criação de um novo padrão de gravação em relevo, deve-se ter, portanto, o compromisso de atender às exigências técnicas e funcionais e à necessidade de o papel não ser submetido a uma tensão excessiva, pois caso contrário, rupturas localizadas ou um enfraquecimento excessivo do material celulósico poderia ocorrer.
[007] Para gerar as protuberâncias da gravação em relevo, a superfície cilíndrica dos rolos de gravação em relevo é gravada. As técnicas anteriores de gravação providas para o processamento mecânico através da remoção da fibra. As técnicas recentes de gravação são baseadas no laser e decapagem química. O uso de rolos de gravação em relevo gravado através de técnicas antigas (a formação, por exemplo, protuberâncias truncadas em forma de pirâmide), a deformação do material com dobra celulósica é distribuída de modo uniforme. Por outro lado, o enfraquecimento da dobra não é homogêneo devido ao arranjo não isotrópico das fibras celulósicas, conforme explicado abaixo.
[008] Ao usar as atuais gravações (obtidas através de decapa-gem química e de vários formatos), o aspecto do padrão de gravação em relevo é significativamente melhor, porém, a dobra não é deformada de modo uniforme; isso resulta não apenas em um enfraquecimento heterogêneo, mas também em alongamentos heterogêneos e consequentemente, em vincos, em soltura e deslocamentos localizados da dobra durante o processamento.
[009] Como é bem sabido por aqueles versados na técnica, olenço de papel é geralmente produzido através de processos úmidos ou com água. Em uma refinaria, uma polpa de água e de fibras celulósicas é produzida com uma porcentagem de matéria seca abaixo de 5%, de maneira típica na ordem de 2-4%. Se necessário, aditivos, tais como resinas resistentes à umidade, corantes ou similares são adicionados; e a polpa é distribuída pelas cabeças de máquina ("cabeça de máquinaes") em um tecido ou feltro de formação. A água é então gra- dualmente drenada a partir da camada de polpa formada sobre o tecido ou feltro de formação, de modo a aumentar a porcentagem de matéria seca dentro da camada de polpa. Quando a porcentagem de matéria seca é de tal ordem que a camada de material celulósico adquire uma força mecânica adequada, a camada de fibra é transferida para meios de secagem, por exemplo, um cilindro Yankee, rolos de secagem ou similares.
[0010] Mesmo se as fibras da polpa tiverem uma orientação completamente aleatória, assim que a polpa para distribuída sobre o tecido de formação, a maior parte das fibras é disposta na direção de máquina, ou seja, paralela à direção de abastecimento do tecido de formação, graças ao modo pelo qual elas foram distribuídas sobre o tecido de formação, através de um fluxo contínuo de polpa fornecida pelos bicos lineares da cabeça de máquina, de acordo com a direção de abastecimento do tecido de formação. Como um resultado, o material celulósico finalizado não possui as características isotrópicas da força mecânica e mais precisamente, ele possui menor resistência na direção transversal de máquina e maior resistência na direção longitudinal, ou seja, na direção de máquina. O material possui substancialmente menor resistência à tração na direção transversal de máquina do que na direção de máquina. Isso também limita o formato e a orientação das protuberâncias da gravação em relevo e das projeções que serão geradas sobre o material celulósico e, portanto, deve ser levado em consideração durante a criação de um novo padrão de gravação. Na realidade, a gravação em relevo causa tensão de tração e alongamento sobre o material celulósico.
[0011] Além disso, a gravação em relevo obtida através das protuberâncias com geometria simples (de maneira típica, as protuberâncias em forma de pirâmide truncada ou cone truncado) por um lado reduz a força mecânica e, por outro lado, aumenta a diferença entre a força mecânica na direção longitudinal (direção de máquina) e a força mecânica na direção transversal de máquina, elevando o comportamento anisotrópico do material celulósico gravado em relevo.
[0012] Isso ocorre de maneira típica nas unidades de gravação emrelevo onde o rolo de gravação em relevo coopera com um rolo revestido com a camada de material de produção elástica com superfície substancialmente cilíndrica, ou seja, sem cavidades nas quais as protuberâncias da gravação em relevo são inseridas. Neste caso, uma pressão é realmente exercida entre os dois rolos, fazendo com que as protuberâncias da gravação em relevo penetrem parcialmente no revestimento feito de material de produção elástica, com um consequente alongamento localizado do tecido ou material com dobra em correspondência com os lados de cada protuberância, onde o tecido ou material com dobra é pressionado entre a protuberância e a superfície de produção do rolo de pressão.
[0013] A US-A-2005/0173085 descreve uma unidade de gravaçãoem relevo e um método de gravação em relevo para o processamento de um material celulósico, de modo a degradá-lo na direção de máquina mais do que na direção transversal de máquina. Essa unidade conhecida de gravação em relevo usa rolos de gravação em relevo gravados com protuberâncias e cavidades, ou seja, rolos de gravação em relevo macho e fêmea. Os rolos de gravação em relevo cooperam para que as protuberâncias de um rolo macho de gravação em relevo penetrem nas cavidades de um rolo fêmea de gravação em relevo. O uso de três rolos distintos de gravação em relevo desse tipo, definindo dois apertos de gravação em relevo sequencialmente dispostos, destina-se à obtenção um processamento de dobra celulósica que degrada as características mecânicas da dobra na direção de máquina enquanto preserva a resistência da mesma na direção transversal de máquina.
[0014] A EP-A-2353858 descreve uma unidade para gravação emrelevo de folhas de embrulho ou embalagem, em particular, para filtro de cigarro. O processamento de películas plásticas é descrito em particular. A unidade de gravação em relevo, descrita aqui compreende um par de rolos de gravação em relevo, os quais cooperam através de seu entrosamento. Em algumas modalidades descritas nesse documento da técnica anterior, para transmitir moção entre os rolos de gravação em relevo, as protuberâncias dos dois rolos são geradas por gravações com profundidades diferentes, de modo que os lados das protuberâncias na direção de máquina sejam mais longos do que os lados na direção transversal de máquina. As protuberâncias da grava-ção em relevo possuem, portanto, uma altura variável, visto que as suas bases repousam, não sobre uma superfície cilíndrica, mas sim sobre uma superfície em degrau, a qual é mais profunda em correspondência com o lado orientado na direção de máquina e menos profunda em correspondência com o lado na direção transversal de máquina. A consequente maior extensão dos lados orientados na direção de máquina aumenta o torque transmitido a partir de um rolo motorizado de gravação em relevo para um rolo de gravação em relevo impulsionado à rotação. Nem o problema das características mecânicas anisotrópicas do material celulósico nem a maneira de modificar a força mecânica da dobra gravada em relevo são mencionados aqui.
[0015] A US-A-2005/0138981 descreve os padrões de gravaçãoem relevo para rolos de gravação em relevo de lenço de papel. Em algumas modalidades descritas aqui, as protuberâncias da gravação em relevo possuem uma inclinação que varia ao longo da extensão das mesmas. Nenhuma relação específica é descrita entre a mudança na inclinação da protuberância e a direção de máquina ou direção transversal de máquina do rolo de gravação em relevo, e o problema da diferença na força mecânica da dobra celulósica entre a direção de máquina e a direção transversal de máquina não é mencionado.
[0016] A DE-A-20 2007 011 885 descreve um rolo de gravaçãoem relevo com protuberâncias de gravação em relevo, cujos lados possuem descontinuidades na forma de projeções ou cavidades. O formato da protuberância de gravação em relevo é destinado a aumentar a resistência compressiva da dobra gravada em relevo. O problema da diferença na força mecânica entre a direção de máquina e a direção transversal de máquina da dobra celulósica antes da gravação em relevo não é abordado. Nenhuma medida será indicada aqui para solucionar este problema.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
[0017] De acordo com um aspecto, para solucionar completamente ou pelo menos parcialmente pelo menos um dos problemas da técnica anterior, um rolo de gravação em relevo está munido de um eixo geométrico de rotação e uma superfície externa substancialmente cilíndrica munida de uma pluralidade de protuberâncias da gravação em relevo, cada qual possui uma base, uma superfície lateral e uma superfície de topo, no qual as bases e as superfícies de topo das protuberâncias da gravação em relevo são delimitadas por linhas fechadas e no qual, em vista plana, a superfície de topo é menor do que a superfície de base e encontra-se dentro da última. Em algumas modalidades, cada protuberância possui uma dimensão mais longa e uma dimensão mais curta, cuja proporção não é maior do que 20. A dimensão mais longa e dimensão mais curta podem ser referidas de maneira alternativa como a baseou como a superfície de topo ou como ambas. Na realidade, conforme se tornará claramente aparente logo abaixo com referência à algumas modalidades, as protuberâncias podem ter uma base redonda e uma superfície de topo alongada ou vice e versa. De maneira alternativa, tanto a base quanto o topo podem ser alongados, embora de um modo diferente. Por exemplo, se a base tiver o formato redondo, a superfície de topo será alongada e terá, portanto, uma dimensão mais longa e uma dimensão mais curta. A superfície de topo pode ser, por exemplo, um retângulo e neste caso, ela terá um lado mais longo (dimensão mais longa) e um lado mais curto (dimensão mais curta). Em outras modalidades, a superfície de topo pode ser elíptica e neste caso, a dimensão mais longa será aquela com o maior eixo geométrico da elipse e a dimensão mais curta será aquela com o menor eixo geométrico da elipse. O mesmo pode ocorrer quando a base tiver um formato alongado. Em geral, quando a base e/ou a superfície de topo tiverem um formato alongado, a dimensão mais longa e a dimensão mais curta poderão ser identificadas.
[0018] Para obter uma tensão mais uniforme sobre o material detecido celulósico gravado em relevo pelo rolo de gravação em relevo e, portanto, uma resistência mais uniforme do produto gravado em relevo, a superfície lateral de pelo menos algumas das protuberâncias da gravação em relevo possui uma inclinação variável ao longo da extensão do perímetro da protuberância.
[0019] A inclinação da superfície lateral pode ser definida em cadaponto da linha fechada que delimita, ou seja, circunda a base da protuberância de gravação em relevo, posteriormente também referida como linha de base. A inclinação da superfície lateral da protuberância pode ser definida em qualquer ponto da linha de base como se segue. Considerando-se a tangente para a linha de base no ponto em questão, o plano geométrico ortogonal à tangente e passando através do ponto considerado da linha de base. Esse plano intercepta a superfície lateral da protuberância ao longo de uma linha que passa através do ponto considerado. Se a linha de interseção para um segmento retilíneo, o ângulo formado por ela juntamente com a base da protuberância definirá a inclinação da superfície lateral da protuberância no ponto considerado. Se na área considerada, a superfície lateral para cônca- va ou convexa, a linha de interseção será então uma linha curvada com uma concavidade virada para fora ou para dentro. Neste caso, a inclinação média pode ser identificada, calculada, por exemplo, pela média dos ângulos formados pela base da protuberância e pelas linhas de tangente desta linha curvada. De maneira alternativa, considerando-se o ponto na linha de base e o ponto de interseção do plano considerado com a linha de beira da superfície de topo da protuberância; a inclinação da superfície lateral no ponto considerado pode ser definida como o ângulo formado entre a base da protuberância e a li-nha que passa através dos ditos dois pontos. A base da protuberância está sobre uma superfície cilíndrica do rolo de gravação em relevo. No entanto, a dimensão da base é significativamente menor do que o diâmetro da seção transversal do rolo de gravação em relevo e, portanto, a base da protuberância pode ser assimilada ou aproximada de uma superfície plana, em relação à qual a inclinação da linha mencionada acima pode ser definida.
[0020] Em modalidades vantajosas, a inclinação da superfície lateral de pelo menos algumas protuberâncias muda de um modo contínuo ou substancialmente contínuo, ou seja, gradualmente. Gradual, contínuo ou substancialmente contínuo significa que a mudança ocorre sem descontinuidade e, portanto, nela a superfície lateral da protuberância não possui nenhum canto afiado. Sendo assim, um processamento mais delicado da dobra gravada em relevo é obtido, sem concentração de tensão e com uma superfície mais macia e com toque mais agradável.
[0021] Em algumas modalidades, as superfícies laterais com inclinação variável possuem um formato substancialmente cônico e não plano.
[0022] Em modalidades vantajosas, pelo menos uma das linhasfechadas, a qual delimita a base e a superfície de topo das protube- râncias que possui a superfície lateral com inclinação variável, é redonda. Em algumas modalidades, uma das duas linhas fechadas que delimita a base e o topo da protuberância possui um formato elíptico ou ovoide. Em geral, a superfície de topo é de maneira preferida delimitada por uma linha curvada, sem canto afiado, de modo a obter um produto gravado em relevo mais macio e mais suave, também evitando desse modo, a concentração de tensão e os riscos de rasgo ou perfuração.
[0023] Em algumas modalidades, a linha fechada que delimita abase é redonda e a linha fechada que circunda a superfície de topo é elíptica ou ovoide, com o maior eixo geométrico menor do que o diâmetro da linha de base redonda. Em outras modalidades, a linha fechada que delimita a base é elíptica ou ovoide e a linha fechada que circunda a superfície de topo é redonda e o menor eixo geométrico da linha que delimita a base é mais longa do que o diâmetro da linha redonda que circunda a superfície de topo.
[0024] A linha fechada que circunda a superfície de topo da protuberância pode ser definida por uma beira formada entre uma superfície de topo substancialmente plana (ou mais precisamente, uma superfície de topo cilíndrica com um raio que corresponde ao raio do rolo de gravação em relevo) e a superfície lateral da protuberância. Em outras modalidades, essas duas superfícies (topo e lateral) podem ser unidas por uma porção de superfície arredondada, ou seja, por uma beira arredondada.
[0025] Usando-se tal rolo projetado para gravação em relevo, asprojeções gravadas em relevo e geradas sobre o material de tecido são definidas pelas mesmas características. As características estruturais e morfológicas descritas acima com referência às protuberâncias do rolo são aqui planejadas, portanto, também com referência às projeções gravadas em relevo do material gravado em relevo.
[0026] Em geral, nem todas as protuberâncias da gravação emrelevo do rolo de gravação em relevo devem ter uma superfície lateral com uma inclinação variável. Ao contrário, é possível que apenas algumas dessas protuberâncias da gravação em relevo possuam um ângulo variável, as outras tendo um ângulo fixo. Por exemplo, algumas protuberâncias da gravação em relevo podem ter o formato do tipo cone truncado com uma seção transversal redonda ou do tipo pirâmide com uma base quadrada e neste caso, a inclinação da superfície lateral é constante ao longo de todo o perímetro das protuberâncias da gravação em relevo. Em geral, pelo menos uma parte, de maneira preferida mais do que 50%, de maneira mais preferida mais do que 70% das protuberâncias da gravação em relevo do rolo de gravação em relevo possui uma superfície lateral com inclinação variável.
[0027] A mudança na inclinação da superfície lateral da protuberância de gravação em relevo determina o modo pelo qual o material de tecido gravado em relevo é deformado. Quanto maior a inclinação em relação à superfície de base da protuberância de gravação em relevo, maior é a tensão da gravação em relevo. Na realidade, a gravação em relevo causa uma deformação localizada permanente no material celulósico que forma o material de tecido. Essa deformação resulta em um alongamento devido à penetração das protuberâncias da gravação em relevo em um revestimento de produção elástica de um rolo de pressão definindo junto com o rolo de gravação em relevo um aperto de gravação em relevo, através do qual faz-se passar o material de tecido a ser gravado em relevo. Portanto, em correspondência com a protuberância de gravação em relevo, o material celulósico é alongado por um elemento que depende do elemento de penetração da protuberância de gravação em relevo dentro do revestimento de produção elástica do rolo de pressão. Quanto maior a inclinação do lado da protuberância de gravação em relevo, ou seja, da superfície lateral da protuberância de gravação em relevo, mais concentrada é a deformação do alongamento e, portanto, a tensão de tração sobre o material de tecido. Por outro lado, quanto menor a inclinação, ou seja, quanto menor o ângulo formado em um dado ponto pela superfície lateral e pela base da protuberância de gravação em relevo, maior o comprimento do material de tecido sobre o qual a deformação permanente é distribuída e desse modo, menor é a tensão de tração.
[0028] Deve ser observado que devido ao efeito da técnica de produção, as fibras celulósicas da dobra celulósica ou de um material de tecido possuem uma orientação preferida na direção de máquina, ou seja, na direção em que o material é produzido, a qual corresponde também à direção de máquina no processamento subsequente de gravação em relevo.
[0029] O material celulósico possui, portanto, uma maior resistência na direção de máquina e uma menor resistência na direção transversal de máquina. Consequentemente, impondo-se, durante a gravação em relevo, uma maior deformação na direção de máquina e uma menor deformação na direção transversal de máquina, é possível obter uma resistência mecânica à tração mais uniforme para o produto final. Na realidade, a maior a deformação da gravação em relevo é imposta em uma direção paralela à direção de máquina, ou seja, na direção em que o produto é mais resistente. A menor tensão e a menor deformação são impostas na direção transversal de máquina.
[0030] Isso resulta em um assim chamado material "quadrado", ouseja, no qual as características da força mecânica nas duas direções (direção de máquina e direção transversal de máquina) são substancialmente comparáveis uma à outra ou de qualquer forma menos diferente do que em um produto tradicional. Substancialmente, para obter isso, pelo menos algumas protuberâncias da gravação em relevo devem ter uma superfície lateral com maior inclinação na direção de má- quina e menor inclinação na direção transversal de máquina. Não é necessário que todas as protuberâncias sejam formatadas desse modo. É suficiente que pelo menos algumas delas sejam projetadas assim, enquanto outras possuem uma inclinação constante ou até mesmo uma inclinação variável no modo oposto (maior na direção transversal de máquina e menor na direção de máquina). Neste último caso, é necessário que a maioria das protuberâncias da gravação em relevo tenha uma inclinação da superfície lateral menor na direção transversal e maior na direção de máquina, enquanto as outras protu-berâncias da gravação em relevo possuem maior inclinação na direção transversal de máquina e menor inclinação na direção de máquina.
[0031] Com referência ao único rolo de gravação em relevo, a direção transversal de máquina é a direção paralela ao eixo geométrico do rolo, enquanto a direção de máquina é ortogonal ao mesmo, ou seja, é a direção da tangente na circumferência da seção transversal do rolo de gravação em relevo.
[0032] Em algumas modalidades, um rolo de gravação em relevo éfornecido, no qual a inclinação das superfícies laterais das protuberâncias da gravação em relevo muda, de modo que toda a tensão na dobra da gravação em relevo do material celulósico, gravado em relevo pelo rolo de gravação em relevo, seja menor em uma direção paralela ao eixo geométrico de rotação do rolo de gravação em relevo, ou seja, na direção transversal de máquina e maior em uma direção ortogonal ao eixo geométrico de rotação do rolo de gravação em relevo, ou seja, na direção de máquina.
[0033] Em algumas modalidades, pelo menos algumas protuberâncias da gravação em relevo possuem maior inclinação em uma direção paralela ao eixo geométrico do rolo de rotação e menor inclinação em uma direção ortogonal ao eixo geométrico do rolo de rotação.
[0034] A densidade das protuberâncias pode estar, por exemplo, compreendida entre 10 e 200 protuberâncias/cm2 e de maneira preferida entre 15 e 180 protuberâncias/cm2 . A densidade pode estar em particular compreendida entre 20 e 100 e de maneira mais particular 20 entre 30 e 90 protuberâncias/cm2 . Em geral, a densidade é de maneira preferida maior do que 30 protuberâncias/cm2 ; acima desse valor, referência é feita à microgravação em relevo.
[0035] Em algumas modalidades, as bases das protuberâncias dagravação em relevo possuem uma dimensão mais longa e uma dimensão mais curta e a proporção entre a dimensão mais longa e a dimensão mais curta é maior do que 1 e igual ou menor do que 10 e está compreendida de maneira preferida entre 1,1 e 7 e de maneira mais preferida entre 1,5 e 5. Deve ser compreendido que a presente descrição também inclui qualquer valor intermediário entre aqueles indicados acima e qualquer subintervalo compreendido no intervalo mais amplo definido acima.
[0036] Em algumas modalidades, as superfícies de topo das protuberâncias da gravação em relevo podem ter uma extensão substancialmente redonda. As superfícies de base podem ter uma extensão quase elíptica.
[0037] A maioria das protuberâncias da gravação em relevo estáorientada de maneira preferida com a dimensão mais longa de sua base elíptica em uma direção paralela ao eixo geométrico do rolo de gravação em relevo e com a dimensão mais curta em uma direção ortogonal ao eixo geométrico do rolo.
[0038] Em algumas modalidades, as protuberâncias podem serprojetadas de forma diferente e uma série diferente de protuberâncias pode ser fornecida. Por exemplo, uma primeira série de protuberâncias da gravação em relevo pode compreender protuberâncias direcionadas com sua dimensão mais longa em uma direção paralela ao eixo geométrico do rolo de gravação em relevo e uma segunda série de protuberâncias da gravação em relevo pode compreender protuberâncias direcionadas com sua dimensão mais curta em uma direção paralela ao eixo geométrico do rolo de gravação em relevo. Neste caso, o número de protuberâncias da gravação em relevo da primeira série pode ser maior do que o número de protuberâncias da gravação em relevo da segunda série. A proporção entre o número de protuberâncias da gravação em relevo da primeira série e o número de gravação em relevo 10 protuberâncias da segunda série pode ser, por exemplo, maior do que 1 e igual ou menor do que 10, pode estar, por exemplo, compreendida entre 1,2 e 5, de maneira preferida entre 1,5 e 4 e de maneira mais preferida entre 1,8 e 2,5, sendo compreendido que a presente descrição também inclui qualquer valor intermediário e qual-quer subintervalo compreendido no intervalo mais amplo definido acima.
[0039] Em algumas modalidades, o arranjo das protuberâncias dasduas séries mencionadas acima pode ser definido para que cada protuberância de gravação em relevo da segunda série seja circundada por uma pluralidade de protuberâncias da gravação em relevo da primeira série, formando desse modo um conjunto de protuberâncias. O conjunto de protuberância significa, em geral, uma série de protuberâncias disposta de acordo com um padrão geométrico repetido. As protuberâncias são, portanto, dispostas sobre uma superfície do rolo de gravação em relevo, de acordo com um padrão fornecido pela repetição de um padrão base, o qual é por sua vez, definido por uma série ou conjunto de protuberâncias dispostas de acordo com o arranjo geométrico mencionado acima. Em algumas modalidades, cada conjunto de protuberâncias compreende seis protuberâncias da gravação em relevo da primeira série que circunda uma protuberância correspon- denteda segunda série. Algumas protuberâncias da primeira série podem ser compartilhas com conjuntos adjacentes.
[0040] Em algumas modalidades, para reduzir as vibrações, tensões e/ou desgaste, os conjuntos de protuberâncias são alinhados de acordo com as linhas helicoidais que se estendem sobre a superfície cilíndrica do rolo de gravação em relevo. As linhas helicoidais podem ter uma inclinação compreendida, por exemplo, entre 1° e 10°, de maneira preferida entre 2° e 8° e de maneira mais preferida entre 3° e 7°, por exemplo, cerca de 5°, em relação ao eixo geométrico do rolo de gravação em relevo. Deve ser compreendido que a presente descrição também inclui qualquer valor intermediário e qualquer subintervalo compreendido no intervalo mais amplo definido acima.
[0041] Em algumas modalidades, as bases das protuberâncias dagravação em relevo ou pelo menos algumas delas, podem ter uma extensão substancialmente elíptica. As bases elípticas podem ser combinadas com as superfícies redondas de topo ou com as superfícies elípticas frontais fornecidas, de modo que a dimensão e o formato das superfícies frontais e de base façam com que a inclinação da superfície lateral da protuberância seja variável ao longo da extensão da protuberância.
[0042] Em algumas modalidades, as superfícies frontais das protuberâncias da gravação em relevo possuem uma dimensão mais longa e uma dimensão mais curta e a proporção entre a dimensão mais longa e a dimensão mais curta é maior do que 1 e igual ou menor do que 10, de maneira preferida compreendida entre 1,1 e 7 e de maneira mais preferida compreendida entre 1,5 e 5, sendo compreendido que a presente descrição também inclui qualquer valor intermediário e qualquer subintervalo compreendido no intervalo mais amplo definido acima. As superfícies frontais podem ser, por exemplo, elípticas. Pelo menos algumas protuberâncias da gravação em relevo podem ter uma base aproximadamente redonda.
[0043] Neste caso, pelo menos a maioria das protuberâncias da gravação em relevo são direcionadas com sua dimensão mais curta substancialmente paralela ao eixo geométrico do rolo de gravação em relevo. Em algumas modalidades, todas as protuberâncias da gravação em relevo são direcionadas com a dimensão mais longa da superfície frontal em uma direção substancialmente paralela ao eixo geométrico do rolo de gravação em relevo.
[0044] Em algumas modalidades, o rolo de gravação em relevocompreende uma primeira série de protuberâncias da gravação em relevo, disposta com a dimensão mais longa da superfície frontal orientada em uma direção paralela ao eixo geométrico do rolo de gravação em relevo e uma segunda série das ditas protuberâncias da gravação em relevo orientada com a dimensão mais curta da superfície frontal paralela ao eixo geométrico do rolo de gravação em relevo. O número de protuberâncias da gravação em relevo da primeira série é de maneira preferida maior do que o número de protuberâncias da gravação em relevo da segunda série. A proporção entre o número de protuberâncias da gravação em relevo da primeira série e o número de protuberâncias da gravação em relevo da segunda série pode ser, por exemplo, maior do que 1 e igual ou menor do que 10, por exemplo, compreendida entre 1,2 e 5, de maneira preferida entre 1,5 e 4 e de maneira mais preferida entre 1,8 e 2,5. Deve ser compreendido que a presente descrição também inclui qualquer valor intermediário e qualquer subintervalo compreendido no intervalo mais amplo definido acima.
[0045] Em algumas modalidades, cada protuberância de gravaçãoem relevo da segunda série é circundada por uma pluralidade de pro-tuberâncias da gravação em relevo da primeira série, formando desse modo um conjunto de protuberâncias. Cada conjunto de protuberâncias compreende, por exemplo, seis protuberâncias da gravação em relevo da primeira série que circunda uma protuberância da segunda série. Os conjuntos adjacentes podem compartilhar algumas protuberâncias da primeira série. Os conjuntos podem ser alinhados de acordo com as linhas helicoidais que se estendem pela superfície cilíndrica do rolo de gravação em relevo. A inclinação dessa linha helicoidal ou das linhas do alinhamento do conjunto pode estar compreendida entre 1° e 10°, de maneira preferida entre 2° e 8° e 5 de maneira mais preferida entre 3° e 7° em relação ao eixo geométrico do rolo de gravação em relevo. A inclinação pode ser, por exemplo, de quase 5°. Deve ser compreendido que a presente descrição também inclui qualquer valor intermediário e qualquer subintervalo compreendido no intervalo mais amplo definido acima.
[0046] O rolo de gravação em relevo também pode ter protuberâncias adicionais de gravação em relevo, formatadas de modo diferente das ditas protuberâncias da gravação em relevo. Por exemplo, as protuberâncias adicionais da gravação em relevo podem ser munidas de um formato decorativo ou de um formato simples de cone ou pirâmide truncada com uma inclinação constante ou substancialmente constante da superfície lateral em relação à direção radial.
[0047] De acordo com outro aspecto, a presente invenção também se refere a uma unidade de gravação em relevo que compreende pelo menos um primeiro rolo de gravação em relevo e uma primeira pressão, o rolo definindo no local um primeiro aperto de gravação em relevo e pelo menos um primeiro caminho para um primeiro material de tecido se estendendo ao longo de um dito aperto de gravação em relevo, caracterizado pelo fato de que o primeiro rolo de gravação em relevo é um rolo de gravação em relevo conforme descrito acima.
[0048] Em algumas modalidades, a unidade de gravação em relevo pode compreender um segundo rolo de gravação em relevo e um segundo rolo de pressão, definindo no local um segundo aperto de gravação em relevo e pelo menos um segundo caminho para um se gundo material de tecido, se estendendo ao longo do segundo aperto de gravação em relevo, um dito segundo rolo de gravação em relevo sendo um rolo de gravação em relevo conforme descrito acima. A unidade de gravação em relevo pode ser uma unidade de gravação em relevo ponta a ponta. Neste caso, o primeiro rolo de gravação em relevo e o segundo rolo de gravação em relevo formam um aperto de la- minação, através do qual os caminhos dos materiais de tecido passam. A distância entre os dois rolos de gravação em relevo é definida para causar a laminação dos dois ou mais materiais de tecido no aperto de laminação. Em outras modalidades, os rolos de gravação em re-levo podem ser dispostos de modo a obter uma gravação em relevo agrupada e neste caso, um rolo de laminação pode ser fornecido a jusante do aperto entre os dois rolos de gravação em relevo, cooperando com um dos dois rolos de gravação em relevo para gravar em relevo os materiais de tecido. Em ambos os casos, pelo menos uma unidade dispensadora de cola pode ser fornecida para aplicar cola sobre as projeções de gravação em relevo, geradas por um dos rolos de gravação em relevo antes da laminação dos materiais de tecido.
[0049] Em geral, um rolo de pressão não gravado, ou seja, comuma superfície substancialmente, é associado com o rolo de gravação em relevo.
[0050] O rolo de pressão associado com o rolo de gravação emrelevo possui de maneira vantajosa um revestimento de material de produção elástica. Quando a unidade de gravação em relevo está em funcionamento, o rolo de pressão e o rolo de gravação em relevo são dispostos com tal distância de centro a centro que as protuberâncias da gravação em relevo do rolo de gravação em relevo penetram na camada de produção elástica do rolo de pressão, deformando a mesma elasticamente. O tecido de material celulósico é deformado devido ao efeito de penetração das protuberâncias da gravação em relevo dentro do revestimento de produção elástica do rolo de pressão.
[0051] Geralmente, um rolo de pressão para cada rolo de gravação em relevo é fornecido. É, no entanto, possível usar também o mesmo rolo de pressão para cooperar com dois ou mais rolos de gravação em relevo, dispostos, por exemplo, em sequência ao longo da extensão de circunferência do rolo de pressão.
[0052] Também é possível usar mais rolos de pressão cooperandocom o mesmo rolo de gravação em relevo.
[0053] A presente invenção também refere-se a um material detecido celulósico que compreende pelo menos uma dobra de material celulósico gravado em relevo com projeções gravadas em relevo, cada projeção gravada em relevo tendo uma base, uma superfície lateral e uma superfície de topo, a dita base e a dita superfície de topo sendo delimitadas por linhas fechadas. De acordo com a invenção, a superfície lateral de pelo menos algumas projeções gravadas em relevo possui uma inclinação variável ao longo da extensão do perímetro da projeção. O material de tecido também pode compreender outras projeções gravadas em relevo, formatadas de modo diferente daquelas com inclinação variável, por exemplo, as projeções que possuem superfícies laterais com inclinação constante.
[0054] Em algumas modalidades, o material de tecido é processado para que a inclinação da superfície lateral das projeções seja variável, de modo que o elemento de gravação em relevo do material de tecido na direção de máquina seja maior do que o elemento de gravação em relevo do material de tecido na direção transversal de máquina. Quando referir-se ao produto, a direção de máquina é a direção de acordo com a qual o material de tecido é disposto nas máquinas de produção ou de processamento. Em geral, a direção de máquina pode ser identificada como a direção da maioria das fibras celulósicas, visto que as últimas são principalmente ou predominantemente direciona- das na direção de máquina. Quando o material de tecido possui um comprimento indefinido, ou seja, por exemplo, um produto em rolo, a direção de máquina também é a extensão da direção de longitudinal do produto, ou seja, a direção de comprimento. A dreção transversal de máquina está orientada em 90° em relação à direção de máquina.
[0055] O elemento de gravação em relevo significa a deformaçãopermanente à qual o produto ou material de tecido é submetido devido à gravação em relevo. O elemento de gravação em relevo é, portanto, proporcional ou está de certa forma conectado com a porcentagem de alongamento do material, ou seja, o alongamento por unidade de comprimento.
[0056] O material de tecido também pode ter mais do que uma dobra, por exemplo, duas dobras. As duas ou mais dobras podem ser coladas por meio de uma colagem de ponta a ponta ou agrupada ou similares. Em geral, o material de tecido pode ter projeções gravadas em relevo com formatos que correspondem aos formatos das protuberâncias de gravação em relevo do rolo de gravação em relevo que as gerou. As características de formato, densidade, arranjo, direção, etcetera, das protuberâncias definidas com referência ao rolo de gravação em relevo, de acordo com a invenção, também podem ser definidas, portanto, como as características das projeções gravadas em relevo do material de tecido.
[0057] De acordo com mais um aspecto, um método é fornecidopara uniformizar a força mecânica de um material de tecido celulósico gravado em relevo, por exemplo, lenço de papel, tendo uma distribuição de fibra celulósica preferencialmente direcionada na direção de máquina. O método compreende as seguintes etapas:
[0058] dispor pelo menos um primeiro rolo de gravação em relevoe um primeiro rolo de pressão munido de uma camada de revestimen- to de produção elástica, definindo no local um primeiro aperto de gravação em relevo e pelo menos um primeiro caminho para a dobra de material de tecido, o dito caminho se estendendo ao longo do primeiro aperto de gravação em relevo;
[0059] prover, sobre uma superfície cilíndrica lateral do rolo degravação em relevo, uma pluralidade de protuberâncias da gravação em relevo, onde pelo menos algumas delas possuem uma inclinação variável ao longo da extensão do perímetro da protuberância de gravação em relevo, pelo menos algumas das ditas protuberâncias da gravação em relevo tendo maior inclinação em uma direção ortogonal ao eixo geométrico de rotação do rolo e menor inclinação em uma direção paralela ao eixo geométrico de rotação do rolo;
[0060] gravar em relevo a dobra de material de tecido no aperto degravação em relevo através das protuberâncias da gravação em relevo, a inclinação variável da superfície lateral pelo menos de algumas das ditas protuberâncias da gravação em relevo gerando uma tensão total de dobra da gravação em relevo de material celulósico gravado em relevo menor em uma direção paralela ao eixo geométrico de rotação do rolo de gravação em relevo (direção transversal de máquina) e maior em uma direção ortogonal ao eixo geométrico de rotação do rolo de gravação em relevo (direção de máquina).
[0061] Substancialmente de acordo com o método descrito aqui, aforça mecânica da dobra de material celulósico, a qual é formada com as fibras preferencialmente orientadas na direção de máquina, é uniformizada pela imposiçãod e uma deformação da gravação em relevo através da unidade com rolo de gravação em relevo munido de protuberâncias e o rolo liso de pressão (ou seja, sem protuberâncias) tendo um revestimento de produção elástica. A força mecânica é feita mais uniforme através do tensionamento do material celulósico mais na direção de máquina e menos na direção transversal de máquina. Isso é possí- vel ao fazer com que as protuberâncias penetrem no revestimento de produção elástica do rolo de pressão e os lados de pelo menos algumas protuberâncias do rolo de gravação em relevo possuam inclinação variável. A mudança na inclinação é feita para que pelo menos algumas protuberâncias da gravação em relevo possuam uma superfície lateral mais íngreme na direção de máquina do que na direção transversal de máquina. Quando a protuberância de gravação em relevo penetra na espessura de produção elástica do rolo de pressão, a maior inclinação na direção de máquina causa, ao longo da superfície lateral da protuberância do rolo de gravação em relevo, a deformação da dobra celulósica, a qual é maior do que a deformação da dobra ao longo da direção transversal de máquina sobre o lado menos íngreme.
[0062] Quando a protuberância com inclinação variável penetra nacamada de produção elástica, a dobra de material celulósico é submetida à deformação devido à tração ao longo da superfície lateral da protuberância. Quando é pressionada entre a superfície lisa de produção elástica do rolo de pressão e as superfícies de topo das protuberâncias do rolo de gravação em relevo, a dobra de material de tecido celulósico é deformada localmente com a tração ao longo dos lados das protuberâncias do rolo de gravação em relevo. Onde a superfície lateral da protuberância é mais íngreme, a deformação é mais concentrada e, portanto, uma maior tensão é aplicada sobre a dobra celulósica. Isso ocorre na direção de máquina. Na direção transversal de má-quina, onde a inclinação da lateral da protuberância é menor, a deformação é distribuída sobre um comprimento maior e, portanto, a porcentagem de deformação (e, portanto, a tensão mecânica) é menor.
[0063] O resultado final que pode ser alcançado desse modo deuma forma surpreendentemente simples é uma força mecânica mais uniforme da dobra gravada em relevo.
[0064] Em relação aos sistemas de gravação em relevo que usam grupos de três rolos de gravação em relevo macho e fêmea, uma maior isotropia das características mecânicas da dobra é obtida de um modo bem mais simples. Isso ocorre tanto devido ao menor número de rolos usados quanto à necessidade de ter apenas um rolo gravado para cada dobra individualmente gravada em relevo, ao invés de três rolos gravados que devem cooperar todos juntos para gravar em relevo uma única dobra.
[0065] Ao usar-se um rolo de gravação em relevo cooperando comum rolo de pressão liso (não gravado) com um revestimento de produção elástica, também é possível obter uma microgravação em relevo, ou seja, uma gravação em relevo, por exemplo, com densidades de 30 protuberância/cm2 ou maior. A micro-gravação em relevo, ou seja, tais densidades altas de protuberâncias por unidade de superfície, não podem ser obtidas nas unidades de gravação em relevo que usam rolos de gravação em relevo macho e fêmea. Além disso, os dispositivos e métodos descritos aqui permitem a gravação em relevo que torna o material de tecido gravado em relevo mais uniforme usando também unidades padrão de gravação em relevo, por exemplo, ponta a ponta, usando simplesmente um rolo de gravação em relevo gravado com um padrão de gravação em relevo conforme descrito acima. Isso permite que um fabricante de lenço de papel, que já tem uma ou mais unida-des tradicionais de gravação em relevo, melhore a sua produção sim-plesmente substituindo os rolos de gravação em relevo, ao mesmo tempo em que mantém inalteradas as outras características de a unidade de gravação em relevo. Isso não ocorre em outros sistemas conhecidos que tentam obter uma maior uniformidade da força mecânica por meio da degradação do material de tecido, principalmente ao longo da direção de máquina e de sua preservação na direção transversal de máquina, o que exige unidades especiais de gravação em relevo, onde a natureza e estrutura da gravação em relevo e dos rolos de pressão, bem como o seu número e arranjo são especificamente estudados para obter esse resultado. Essas unidades de gravação em relevo são mais onerosas do que uma unidade tradicional de gravação em relevo. BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
[0066] A presente invenção será melhor compreendida por meioda descrição abaixo e dos desenhos em anexo, os quais mostram uma modalidade não limitante da invenção. De maneira mais particular, nos desenhos:
[0067] A figura 1 é uma vista lateral se uma primeira unidade degravação em relevo no qual a invenção puder ser incorporada;
[0068] A figura 1a é uma ampliação do detalhe 1a da figura 1;
[0069] A figura 2 é uma vista lateral se outra unidade de gravaçãoem relevo puder ser incorporada na invenção;
[0070] A figura 2a é uma ampliação do detalhe 2a da figura 2;
[0071] A figura 3 mostra de maneira esquemática um desenvolvimento plano de uma porção de um rolo de gravação em relevo utilizável em uma das unidades de gravação em relevo, descritas acima;
[0072] As figuras 3 a e 3b mostram seções de acordo com IIIA eIIIB da figura 3; a figura 3c mostra uma ampliação esquemática da pro-tuberância e dos elementos geométricos da mesma, definindo a inclinação da superfície lateral da protuberância em um ponto genérico da linha de base da protuberância;
[0073] A figura 4 mostra um desenvolvimento plano de um rolo degravação em relevo utilizável nas unidades de gravação em relevo, ilustradas acima em um desenvolvimento plano;
[0074] As figuras 4a, 4b, 4c e 4d mostram seções de acordo comIVA-IVA, IVB-IVB, IVC-IVC e IVD-IVD da figura 4;
[0075] A figura 5 mostra um desenvolvimento plano de uma porção de um rolo de gravação em relevo em mais um modalidade;
[0076] A figura 6 mostra uma seção transversal esquemática am- pliada de um material de tecido com duas pregas, obtido por meio de uma unidade de gravação em relevo, como na figura 1 e a série de protuberâncias como na figura 4;
[0077] A figura 7 é a seção de acordo com VII-VII da figura 6;
[0078] A figura 8 mostra uma seção esquemática ampliada de ummaterial de tecido gravado em relevo através de uma unidade de gravação em relevo, como na figura 1 com um rolo de gravação em relevo tendo protuberâncias da gravação em relevo, como na figura 3; e
[0079] A figura 9 mostra uma seção local de acordo com IX-IX dafigura 8.
DESCRIÇÃO DETALHADA DE UMA MODALIDADE
[0080] A figura 1 mostra de maneira esquemática uma unidade degravação em relevo, na qual a invenção pode ser incorporada. No exemplo ilustrado, a unidade de gravação em relevo é uma unidade de ponta a ponta, ou seja, os rolos de gravação em relevo são dispostos de modo a laminar as dobras que formam o material de tecido no aperto entre os mesmos rolos de gravação em relevo, na qual pelo menos algumas protuberâncias de um rolo de gravação em relevo são pressionadas contra as protuberâncias correspondentes do outro rolo de gravação em relevo.
[0081] Essas unidades de gravação em relevo são conhecidas inse; um exemplo desse tipo de unidade de gravação em relevo é descrito, por exemplo, na US 6032712. Aqui, apenas os elementos essenciais da unidade de gravação em relevo serão mencionados. De maneira mais particular, a unidade de gravação em relevo da figura 1, indicada inteiramente com o número 1, compreende um primeiro rolo de gravação em relevo 3 que coopera com um primeiro rolo de pressão 7. O rolo de pressão 7 possui um revestimento de produção elástica, por exemplo, feito de borracha e indicado com 7B.
[0082] Um segundo rolo de gravação em relevo 5 coopera com o primeiro rolo de gravação em relevo 3. Um aperto de laminação 6 é definido entre os rolos de gravação em relevo 3 e 5. O segundo rolo de gravação em relevo 5 coopera com um segundo rolo de pressão 9, cuja superfície cilíndrica externa está revestida com um material de produção elástica, indicado com 9B, por exemplo, borracha. Os dois rolos de gravação em relevo 3 e 5 possuem protuberâncias de gravação em relevo, indicadas de maneira esquemática com P3 na ampliação da figura 1A. O formato dessas protuberâncias pode variar; alguns exemplos serão descritos abaixo com referência às figuras 3 e a seguir.
[0083] Com o primeiro rolo de gravação em relevo 3, uma unidadede colagem 11 coatua, a qual aplica cola sobre as projeções gravadas em relevo, formadas pelas protuberâncias da gravação em relevo P3 sobre uma primeira dobra 10 V1 disposta no aperto de gravação em relevo formado entre o rolo de gravação em relevo 3 e o rolo de pressão 7 e ao longo do aperto de laminação 6. Uma segunda dobra V2 é disposta em torno do rolo de pressão 9, no aperto de gravação em relevo definido entre essa última e o rolo de gravação em relevo 5, e em seguida colada na dobra VI do aperto de laminação 6.
[0084] Na saída do aperto de laminação 6, um material de tecido éobtido, o qual é indicado de maneira esquemática com N.
[0085] Cada dobra VI e V2 pode ser, por sua vez, composta pormais camadas. Em algumas modalidades não mostradas, entre as duas dobras VI e V2 uma terceira dobra também pode ser disposta, a qual pode ser lisa ou pré-gravada em relevo em uma unidade separada de gravação em relevo.
[0086] A figura 2 mostra de maneira esquemática uma unidadeagrupada de gravação em relevo. Essas unidades de gravação em relevo 20 são conhecidas in se. Um exemplo de unidade agrupada de gravação em relevo é descrito na Patente US No. 3867225.
[0087] De maneira esquemática, a unidade de gravação em relevo21 da figura 2 compreende um primeiro rolo de gravação em relevo 23 cooperando com um primeiro rolo de pressão munidpo de uma superfície lateral revestida com um material de produção elástica 25B, por exemplo, borracha. Um dispensador de cola 27 coopera com o primeiro rolo de gravação em relevo 23. A unidade de gravação em relevo 21 compreende um segundo rolo de gravação em relevo 29 que coopera com um segundo rolo de pressão 31 revestido com um material de produção elástica 3 IB.
[0088] Uma primeira dobra VI é disposta em torno do primeiro rolode pressão 25 e é gravado em relevo no aperto de gravação em relevo formado entre o rolo de pressão 25 e o primeiro rolo de gravação em relevo 23. O dispensador de cola 27 aplica cola sobre as projeções gravadas em relevo, geradas sobre a primeira dobra VI; desse modo, a dobra gravada em relevo VI é colada na dobra V2 por laminação em um aperto de laminação 36 formado entre o primeiro rolo de gravação em relevo 23 e um rolo de laminação 33. A segunda dobra V2 é disposta em torno do segundo rolo de pressão 31 e gravada em relevo no aperto de gravação em relevo formado entre o segundo rolo de pressão 31 e o segundo rolo de gravação em relevo 29.
[0089] Os rolos de gravação em relevo 23 e 29 estão munidos deprotuberâncias indicadas de maneira esquemática com P9 na figura 2A que mostra uma ampliação da área IIA 5 da figura 2. O formato da protuberância será descrito em maiores detalhes logo abaixo com referência a algumas modalidades. O arranjo das projeções gravadas em relevo, formadas sobre a dobras VI e V2 é definido para que essas projeções formadas sobre a dobra VI sejam inseridas, ou seja, agrupadas, nos espaços formados dentre as projeções gravadas em relevo da dobra V2 ou vice e versa, conforme sabido por aqueles versados na técnica.
[0090] Uma possível modalidade das protuberâncias da gravaçãoem relevo de um dos rolos de gravação em relevo descrito acima será ilustrada em maiores detalhes abaixo com referência às figuras 3, 3A e 3B.
[0091] A figura 3 mostra um desenvolvimento plano de uma porção da superfície cilíndrica de um rolo de gravação em relevo da unidade de gravação em relevo 1, 5, 23 ou 29. A figura 3 mostra substancialmente parte do rolo de gravação em relevo superfície, como ele seria se a superfície cilíndrica do rolo repousasse sobre uma superfície plana; as protuberâncias da gravação em relevo, indicadas genericamente com P3 são, portanto, representadas em uma vista frontal, ou seja, ortogonal à superfície de topo das protuberâncias.
[0092] Nesta modalidade, cada protuberância P3 do rolo de gravação em relevo possui uma base 20 delimitada por uma linha de base substancialmente redonda 41. D indica o diâmetro da base da protuberância P3.
[0093] Cada protuberância P3 possui uma superfície de topo indicada com 43. Nesta modalidade, a superfície de topo 43 possui um formato substancialmente elíptico com a dimensão mais longa dl e uma dimensão mais curta d2. As protuberâncias são direcionadas, de modo que a dimensão mais longa dl da superfície de topo 43 fique substancialmente paralela à direção de máquina indicada com MD na figura 3, enquanto a dimensão mais curta d2 fique substancialmente paralela à direção transversal de máquina indicada pela seta CD na figura 3. Como é sabido, a direção transversal de máquina CD está substancialmente paralela ao eixo geométrico do rolo, enquanto a direção de máquina MD está ortogonal ao eixo geométrico do rolo e, portanto, paralela à direção de abastecimento da dobra material processada pelo rolo de gravação em relevo. A direção de máquina MD corresponde à extensão longitudinal do material de tecido e, portanto, da dobra VI ou da dobra V2. A direção de máquina MD também corresponde, portanto, à direção preferencial das fibras celulósicas que formam as dobras VI e V2, devido ao fato de que essa também é a direção de acordo com a qual a polpa de fibras celulósicas é disposta sobre a máquina de papel.
[0094] Conforme mencionado na introdução, a dobra celulósicapossui uma maior força mecânica na direção de máquina MD e uma menor na direção transversal de máquina CD como um resultado da direção preferencial das fibras celulósicas, de acordo com a direção de máquina MD em relação à direção transversal de máquina CD.
[0095] Devido ao fato de que a superfície de topo 43 de cada protuberância P3 possui um formato elíptico com uma dimensão mais longa dl e uma dimensão mais curta d2, enquanto a superfície de base delimitada pela linha de base 41 possui um formato redondo com uma dimensão constante (diâmetro D), cada protuberância P3 possui uma superfície lateral 45 cuja inclinação é variável ao longo da superfície lateral em torno do eixo geométrico central da protuberância. Isso pode ser facilmente compreendido observando-se as figuras 3A e 3B que mostram duas seções transversais, de acordo com os planos ortogonais IIIA-IIIA e IIIB -IIIB da figura 3 respectivamente.
[0096] De maneira prática, o plano da seção IIIA-IIIA é ortogonalao eixo geométrico do rolo de gravação em relevo e, portanto, à direção transversal de máquina CD, enquanto o plano da seção IIIB-IIIB é um plano radial, ou seja, ele contém o eixo geométrico do rolo.
[0097] α1 e α2 indicam os ângulos que representam a inclinaçãoda superfície lateral, ou seja, do lado da protuberância P3 na seção respectivamente ao longo de um plano paralelo à direção de máquina MD (figura 3A) e ao longo de uma direção paralela à direção transversal de máquina CD (a figura 3B). De maneira prática, esses ângulos são formados pela linha obtida pela interseção entre o plano da seção e a superfície lateral da protuberância em relação à superfície de base da protuberância, a qual pode ser assimilada a uma superfície plana, devido às dimensões menores da protuberância em relação ao raio do rolo de gravação em relevo.
[0098] O ângulo α1 é maior, ou seja, a inclinação da superfície lateral 45 da protuberância P3 é maior na direção de máquina, enquanto o ângulo α2 é menor na direção transversal de máquina CD.
[0099] Devido à essa inclinação diferente, a porção de materialcelulósico gravado em relevo 30 pela única protuberância P3 é submetida a uma maior porcentagem de deformação na direção de máquina MD e uma menor na direção transversal de máquina CD. Isso ocorre devido ao fato de que o lado é mais íngreme na direção de máquina do que na direção transversal de máquina. Consequentemente, como o alongamento da dobra celulósica que forma o material de tecido é, em termos absolutos, igual em ambas as direções e é definido de maneira prática pelo grau de penetração da dita protuberância dentro do material de produção elástica que reveste o rolo de pressão correspondente, essa deformação é distribuída sobre um comprimento maior na direção transversal de máquina e sobre um comprimento menor na direção de máquina, de modo que de maneira prática, a porcentagem de alongamento será maior na direção de máquina e menor na direção transversal de máquina.
[00100] Substancialmente, o material de tecido celulósico gravado em relevo ou a dobra será consequentemente submetida a uma tensão e % de alongamento maiores na direção de máquina, ou seja, na direção que é mais resistente, do que na direção transversal de máquina CD, ou seja, na direção que é menos resistente. Como um resultado, um material celulósico é obtido com todas as características de resistência mais uniformes nas várias direções. O grau diferente de gravação em relevo, ou seja, a porcentagem diferente de deformação, compensa a resistência diferente da dobra celulósica nas duas direções CD e MD.
[00101] A figura 3 mostra de maneira esquemática uma ampliação de uma protuberância genérica P3 15 e alguns elementos geométricos, sobre os quais é possível definir geralmente, em termos gerais, a inclinação de superfície lateral 45 da protuberância P3 em um ponto genérico IP de uma linha de base 41 que circunda a base da protuberância P3. No ponto genérico IP ao longo da linha de base 41 que delimita a base da protuberância P3, a linha "t" é delineada, tangente à linha de base 41. Então o plano P é delineado passando através do ponto IP e ortogonal à tangente t. Esse plano P intercepta a superfície lateral 45 da protuberância P3 ao longo de uma linha de interseção "L". Na maioria dos casos, essa linha L é uma linha reta. A inclinação da superfície lateral 45 da protuberância P3 no ponto IP é provida pelo ângulo α formado entre a linha L e a superfície de base circundada pela linha de base 41 que pode ser aproximada de um plano. No caso mais genérico, no qual a linha de interseção L do plano P com a superfície lateral 45 não é uma linha reta ou não pode ser aproximada de uma linha reta, será possível definir sobre essa linha um ponto 2P sobre a linha de beira da superfície frontal ou de topo 43. Considera-se agora uma linha ou segmento de linha que passa através dos pontos IP e 2P. Essa linha forma com a superfície de base da protuberância o ângulo α que define a inclinação (média) da superfície lateral 45 no ponto IP.
[00102] Nas figuras 3A e 3B, H indica a altura da protuberância. A altura H é a distância entre a superfície de topo da protuberância e base. Como a dimensão do raio do rolo de gravação em relevo é significativamente maior (em algumas ordens) do que a dimensão (altura e largura) das protuberâncias, a superfície de topo 43 e a superfície de base são muito pequenas em relação ao diâmetro do rolo (tanto sobre o topo quanto sobre a base das protuberâncias); essas superfícies podem ser, portanto, aproximadas de superfícies planas. A altura H é então a distância entre as duas superfícies planas. De maneira prática, a linha fechada que delimita a base de uma única protuberância está sobre uma superfície cilíndrica que pode ser aproximada, pelas razões mencionadas acima, de uma superfície plana. O que foi ilustrado acima se aplica tanto às protuberâncias das figuras de 3 A a 3C quanto às protuberâncias com diferentes formatos, por exemplo, aquelas descritas abaixo.
[00103] A figura 4 mostra, de maneira similar à figura 3, um desenvolvimento plano de uma porção de um rolo de gravação em relevo de uma modalidade diferente.
[00104] Neste caso, as protuberâncias P3 que possuem uma superfície lateral com uma inclinação variável são combinadas com uma segunda série de protuberâncias P3X formatada como um cone truncado e com base redonda, as quais possuem, portanto, uma inclinação constante da superfície lateral ao longo de toda a protuberância extensão. De maneira preferida, conforme mostrado na figura 4, as protuberâncias P3 são significativamente maiores do que as protuberâncias P3X. Em particular, cada protuberância P3X é circundada por seis protuberâncias P3. Em outras modalidades, as protuberâncias P3X podem ser omitidas e, se necessário, substituídas pelas protuberâncias P3.
[00105] Uma configuração similar com uma protuberância em forma de cone truncado P3X também pode ser fornecida em combinação com as protuberâncias P3 projetadas como na figura 3.
[00106] A mudança de inclinação dos lados da protuberância P3 das figuras 4, 4A e 4B é obtida com uma geometria diferente daquela representada nas figuras 3, 3A e 3B.
[00107] De maneira mais particular, as protuberâncias P3 da figura 4, 4A, 4B possuem uma superfície de base delimitada por uma curva elíptica 51. A superfície frontal das protuberâncias P3 indicada com 53 possui uma extensão redonda. D1 indica o diâmetro das superfícies frontais 53, enquanto D2 e D3 indicam respectivamente a dimensão mais longa e a dimensão mais curta das bases elípticas da protuberância P3, delimitadas pela curva 51.
[00108] Conforme mostrado nas duas seções das figuras 4A e 4B, desse modo uma inclinação também é obtida em tamanho maior de acordo com o ângulo α1 e menor de acordo com o ângulo α2 da superfície lateral 55 das protuberâncias P3, nesta modalidade. As protuberâncias são direcionadas de modo que a dimensão mais longa D2 da base das protuberâncias P3 fique substancialmente paralela à direção transversal de máquina CD, enquanto a dimensão mais curta D3 fique paralela à direção de máquina MD, pelas mesmas razões descritas em maiores detalhes com referência às figuras 3, 3 A e 3B.
[00109] Portanto, nesta modalidade novamente, através das protuberâncias P3 com inclinação variável, a porcentagem de deformação, ou seja, uma % de alongamento, ao longo da gravação em relevo da dobra celulósica é obtida, maior na direção de máquina e menor na direção transversal de máquina.
[00110] Conforme mencionado, as protuberâncias P3X possuem vice e versa, lados com inclinação constante, conforme representado de maneira esquemática nas duas seções das figuras 4C e 4D obtidas de acordo com planos ortogonais, paralelos à direção transversal de máquina e à direção de máquina respectivamente.
[00111] A figura 5 mostra, em uma representação plana similar àquela das figuras 3 e 4, mais uma modalidade de um rolo de gravação em relevo de acordo com a invenção. MD e CD novamente indicam a direção de máquina e a direção transversal de máquina.
[00112] Nesta modalidade, o rolo de gravação em relevo possui du- as séries de protuberâncias 15 indicadas por P3 e P3Y, com formato e orientação diferentes. As protuberâncias P3 foram projetadas como as protuberâncias P3 da figura 4 e das figuras 4A e 4B. As protuberâncias P3Y são similares às protuberâncias P3, porém, direcionadas de forma diferente com a dimensão mais longa da base elíptica paralela à direção de máquina e a dimensão mais curta paralela à direção transversal de máquina. Além disso, na modalidade da figura 5, na medida em que as protuberâncias P3Y são de interesse, a diferença entre o diâ-metro dimensão da superfície de topo e as duas dimensões máxima e mínima da base é menor do que as dimensões das protuberâncias P3. Em outras modalidades, as protuberâncias P3Y podem diferir da protuberância P3 apenas na direção, tendo um formato geométrico idêntico às protuberâncias P3.
[00113] É importante observar que o número de protuberâncias P3Y é substancialmente menor do que o número de protuberâncias P3, de modo a manter a maior porcentagem de deformação na direção de máquina do que na direção transversal de máquina. Na modalidade ilustrada, cada protuberância P3Y é circundada por seis protuberâncias P3 dispostas com os centros das superfícies redondas de topo de acordo com os vértices de um hexágono que, neste exemplo, é levemente irregular devido ao efeito do formato elíptico das bases das protuberâncias P3. Essas protuberâncias P3 que circundam a protuberância P3Y formam um conjunto de protuberâncias.
[00114] Conforme mostrado na figura 5, os conjuntos de protuberâncias são dispostos de acordo com alinhamentos, os quais estão levemente inclinados em relação à direção de máquina MD e à direção transversal de máquina CD. De maneira mais particular, as direções de alinhamento dos conjuntos, indicadas com L1 e L2 na figura 5, formam ângulos de cerca de 5° em relação à direção transversal de máquina CD e à direção de máquina MD respectivamente. Desse modo, um uso mais uniforme dos rolos de pressão e menos vibrações na máquina são obtidos.
[00115] As figuras de 6 a 9 mostram de maneira esquemática seções transversais das porções de material de tecido que podem ser obtidas com uma unidade de gravação em relevo projetada como na figura 1 e com protuberâncias da gravação em relevo projetada conforme descrito acima. De maneira mais particular, a figura 6 mostra a porção de um material de tecido N formado por dobras gravadas em relevo VI e V2 com projeções gravadas em relevo S1 e S2 coladas em correspondência com as superfícies frontais, viradas para dentro do material de tecido e indicado com SF. A figura 7 mostra uma seção transversal de acordo com VII-VII da figura 6, ondas projeções gravadas em relevo SI, S2 sobre as dobras VI e V2 possuem um formato correspondente àquele das protuberâncias de gravação em relevo das figuras 4A e 4B. Os planos transversais das figuras 6 e 7 são direcionados de acordo com a direção de máquina e a direção transversal de máquina respectivamente.
[00116] A dimensão da superfície de topo é igual nas duas direções ortogonais das seções das figuras 6 e 7, visto que neste caso, elas são superfícies redondas, enquanto as superfícies de base das projeções S1 e S2 possuem dimensões variáveis entre um valor máximo (na seção da figura 7, de acordo com direção transversal de máquina) e um valor mínimo (seção da figura 6, de acordo com direção de máquina).
[00117] As figuras 8 e 9 mostram, vice e versa, seções locais de acordo com os planos ortogonais de um material de tecido N formado novamente pelas dobras VI e V2 com projeções gravadas em relevo S1 e S2, cujo formato corresponde ao formato das protuberâncias da gravação em relevo das figuras 3, 3A e 3B, com superfícies frontais elipticamente formatadas SF e superfícies de base redondas. Em am bos os casos, a inclinação das projeções gravadas em relevo S1, S2 muda para a direção de máquina (seção da figura 8) e direção transversal de máquina respectivamente (seção da figura 9).
[00118] Em geral, os formatos das projeções gravadas em relevo do material de tecido, obtidos com um rolo de gravação em relevo ou uma unidade de gravação em relevo de acordo com a invenção irá corresponder aos formatos das protuberâncias do rolo de gravação em relevo ou aos rolos da unidade de gravação em relevo. A altura das projeções gravadas em relevo é geralmente diferente da altura das protuberâncias da gravação em relevo e a mesma depende da rigidez do material de revestimento de produção elástica, dos rolos de pressão e da pressão linear com a qual os rolos de pressão pressionam os rolos de gravação em relevo.
[00119] As características das protuberâncias da gravação em relevo são, portanto, as mesmas das projeções gravadas em relevo formado sobre as dobras do material de tecido.
[00120] A direção transversal de máquina e a direção de máquina podem ser definidas no produto final, o qual será geralmente enrolado na forma de um rolo. Quando o produto é enrolado em um rolo, a direção de máquina é aquela do desenvolvimento longitudinal do material de tecido e a direção transversal de máquina é aquela paralela ao eixo geométrico do enrolamento do rolo. Além disso, quando o material de tecido é cortado em folhas para formar, por exemplo, produtos dobrados tais como guardanapos, lenços ou similares no produto final, a direção de máquina pode ser detectada como a direção da orientação preferencial das fibras celulósicas que formam as dobras que com-põem o material de tecido, enquanto a direção transversal de máquina é aquela ortogonal à direção de máquina.
[00121] A tabela a seguir mostra valores experimentais de comparação, obtidos por meio da gravação em relevo do material de papel através de um rolo tradicional de gravação em relevo e de rolos de gravação em relevo de acordo com o que foi descrito aqui. Os dados da tabela referem-se ao processamento de um produto subsequentemente enrolado em um rolo e os mesmos são úteis para comparar os parâmetros de força mecânica na direção de máquina MD e na direção transversal de máquina CD nos vários casos, bem como para verificar a obtenção da espessura aparente fornecida e dos volumes de enrolamento. Na coluna esquerda, alguns parâmetros úteis dos produtos usados são mostrados. Nas colunas seguintes, os valores dos parâmetros são mostrados para os vários tipos de materiais. Mais precisa-mente, os quatro materiais testados são como se segue:B/S: dobra não gravada em relevo de papel virgem
[00122] 1(6386): padrão tradicional de gravação em relevo com protuberâncias cônicas, densidade de 44.86 protuberâncias/cm, pressão da gravação em relevo 2,8 bar. A pressão da gravação em relevo é a pressão do ar dos ativadores com pistão do tipo cilindro usados para pressionar o rolo de pressão e o rolo de gravação em relevo um contra o outro. Esse parâmetro é significativo na comparação e avaliação dos vários exemplos.
[00123] 11(6984): padrão de gravação em relevo, como na figura 5,com 45,32 de protuberâncias/cm, pressão da gravação em relevo e comprimento do enrolamento como acima;
[00124] 111(6984): padrão de gravação em relevo, como na figura5, com 45,32 protuberâncias/cm , pressão da gravação em relevo 3,5 bar e comprimento do enrolamento 40m;
Figure img0001
Figure img0002
[00125] A partir da tabela abaixo, torna-se aparente que para papel virgem (B/S) a resistência na direção de máquina (MD) é quase o dobro da resistência na direção transversal de máquina (CD). A % de alongamento em ruptura na direção de máquina (MD) é igual a 15,7% enquanto na direção transversal de máquina (CD) é igual a 4,5%. Isso confirma que o papel virgem, mesmo antes da gravação em relevo, possui uma resistência à tração significativamente menor na direção transversal de máquina do que na direção de máquina. A segunda coluna mostra como os dados sobre a resistência e % de alongamento são fortemente degradados pela gravação em relevo. Na realidade, a resistência na direção de máquina diminui a partir de 250 a 203 N/m e na direção transversal de máquina 10 a partir de 128 a 68 N/m. A pro-porção entre os valores de resistência diminui a partir de 51,2% a 33,5%.
[00126] Isso significa que a gravação em relevo diminui toda a resistência à tração e aumenta o comportamento anisotrópico do papel, ou seja, a sua característica de menor resistência na direção transversal de máquina do que na direção de máquina.
[00127] A terceira amostra ilustra que na gravação em relevo com protuberâncias de acordo com a descrição acima, a degradação é menor. Em particular, a resistência na direção de máquina diminui apenas até 220 N/m, enquanto na direção transversal de máquina apenas em 80 N/m. A proporção de valores de resistência à ruptura diminui a partir de 51,2 (papel não gravado em relevo) até 36,4 (gravado em relevo papel); esse valor é maior do que os 33,5 obtidos com uma gravação em relevo tradicional.
[00128] A quarta amostra foi obtida com o mesmo padrão de gravação em relevo, porém, com uma pressão mais alta na gravação em relevo. Isso foi necessário para obter um volume do material gravado em relevo equivalente ao volume do material da segunda amostra (gravação em relevo padrão). O volume é fornecido pelo diâmetro do rolo enrolado. No caso da segunda amostra (gravação em relevo padrão) com 40 m de material enrolado celulósico, um rolo de 100 m diâmetro foi obtido, enquanto com a terceira amostra apenas um diâmetro de 85 m foi obtido. Consequentemente, na quarta amostra, uma pressão mais alta da gravação em relevo foi usada, gerando projeções gravadas mais altas em relevo com uma degradação consequente mais forte da resistência à tração. Na realidade, a resistência na direção de máquina passa de 220 N/m a 206 N/m, enquanto nas direções transversais de máquina é ainda 80 N/m. A proporção entre a resistência à ruptura na direção transversal de máquina e na direção de máquina melhora, passando de 36,4 da terceira amostra até 38,8 da quarta amostra.
[00129] Na conclusão, a gravação em relevo através das protuberâncias que possui lados com inclinação variável permite, portanto, obter um material de tecido celulósico com alongamento de ruptura menos heterogêneo nas duas direções MD e CD em relação a um material gravado em relevo com um padrão tradicional de gravação em relevo comparável às dimensões das protuberâncias e, portanto, à densidade e ao volume do produto final (diâmetro do rolo com comprimento igual do material enrolado de tecido).
[00130] É importante notar também que a degradação de resistência à tração na direção transversal de máquina é feita pela gravação em relevo em todos os casos. No entanto, com um padrão de grava- ção em relevo conforme descrito acima com as protuberâncias tendo superfícies laterais com inclinação variável, essa degradação é signifi-cativamente menor e não aumenta quando a pressão da gravação em relevo aumenta além de um limite fornecido.
[00131] Os exemplos acima mostram formatos diferentes de protuberâncias da gravação em relevo e projeções gravadas em relevo diferentes e correspondentes. Em geral, deve ser notado que o formato das protuberâncias pode ser escolhido, de acordo com as características de papel virgem. Em outros termos, as protuberâncias com formatos diferentes podem ser combinadas de modo arbitrário para aumentar a resistência em uma primeira direção sem, no entanto, arriscar a resistência na direção ortogonal ou para razões estéticas.
[00132] Na realidade, os testes conduzidos provaram que para cada formato de protuberância (ou de série ou conjunto de protuberâncias) corresponde a uma reação diferente do papel processado, ou seja, resultados diferentes são obtidos para as resistências à tração de acordo com as duas principais direções (CD e MD).
[00133] Nos exemplos ilustrados referência foi sempre feita às protuberâncias com base ou topo redondo ou elíptico, porém, é compreendido que outros formatos podem ser usados, por exemplo, as protuberâncias com seção quadrangular (losangos, retângulos, quadrados) ou seção poligonal com mais do que quatro lados com canto afiado ou unidas de forma diferente, obtidas através de decapagem química ou remoção mecânica de lascas, fornecidas de modo que os lados da protuberância sejam angulados diferentemente entre os lados adjacentes da mesma protuberância, ou seja, entre as áreas consecutivas ao longo da superfície lateral da mesma protuberância, de modo a deformar o papel nas formas indicadas acima.
[00134] É compreendido que os desenhos mostram apenas um exemplo fornecido por meio de uma demonstração prática da presente invenção, a qual pode variar nas formas e arranjos sem, no entanto, fugir do escopo do conceito que salienta a presente invenção. Quaisquer números de referência nas reivindicações são fornecidos com o único fim de facilitar a leitura das mesmas à luz da descrição e dos desenhos e os mesmos não limitam de forma alguma o escopo de proteção representada pelas reivindicações.

Claims (23)

1. Rolo de gravação em relevo (3, 5, 23, 29) com um eixo geométrico de rotação e uma superfície externa substancialmente cilíndrica munida de uma pluralidade de protuberâncias da gravação em relevo (P3), cada protuberância de gravação em relevo tendo uma base, uma superfície lateral (45, 55) e uma superfície de topo (43; 53), a dita base e a dita superfície de topo sendo delimitadas e circundadas por linhas fechadas (41; 51), a distância entre base e superfície de topo definindo uma altura da protuberância, em que a superfície lateral (45; 55) de pelo menos algumas das ditas protuberâncias da gravação em relevo (P3) possui inclinação variável ao longo da extensão do perímetro, da protuberância, sendo que a dita inclinação muda continuamente ao longo do perímetro da protuberância de gravação em relevo, de modo que a superfície lateral das protuberâncias são desprovidas de cantos afiados, pelo que tensão de gravação em relevo total de uma dobra de material celulósico (V1, V2), gravado em relevo por um dito rolo de gravação em relevo (3, 5, 23, 25), é menor em uma direção (CD) paralela ao eixo geométrico de rotação do rolo de gravação em relevo (3, 5, 23, 25) e maior em uma direção (MD) ortogonal ao eixo geométrico de rotação do rolo de gravação em relevo, para pelo menos algumas das ditas protuberâncias da gravação em relevo (P3), a dita inclinação sendo maior em uma direção (MD) ortogonal ao eixo geométrico de rotação do rolo e menor em uma direção (CD) paralela ao eixo geométrico de rotação do rolo.
2. Rolo de gravação em relevo, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a base das ditas protuberâncias da gravação em relevo (P3), delimitada e circundada pela dita linha fechada (41, 51), está sobre uma superfície cilíndrica do rolo de gravação em relevo, cada protuberância de gravação em relevo tendo altura constante ao longo do seu perímetro.
3. Rolo de gravação em relevo, de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizado pelo fato de que as ditas protuberâncias (P3) são distribuídas de acordo com uma densidade compreendida entre 10 e 200 protuberâncias/cm.
4. Rolo de gravação em relevo, de acordo qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizado pelo fato de que as bases das ditas protuberâncias da gravação em relevo (P3) possuem uma dimensão mais longa e uma dimensão mais curta e que a proporção entre a dimensão mais longa e a dimensão mais curta é maior do que 1 e igual ou menor do que 10, de maneira preferida está compreendida entre 1,1 e 7 e de maneira mais preferida entre 1,5 e 5.
5. Rolo de gravação em relevo, de acordo com a reivindicação 4, caracterizado pelo fato de que as superfícies de topo possuem uma extensão substancialmente redonda.
6. Rolo de gravação em relevo, de acordo com a reivindicação 4 ou 5, caracterizado pelo fato de que a maioria das ditas protuberâncias da gravação (P3) em relevo é direcionada com sua dimensão mais longa em uma direção (CD) paralela ao eixo geométrico do rolo de gravação em relevo.
7. Rolo de gravação em relevo, de acordo com a reivindicação 4 ou 5, caracterizado pelo fato de que uma primeira série das ditas protuberâncias da gravação em relevo (P3) é direcionada com sua dimensão mais longa em uma direção (CD) paralela ao eixo geométrico do rolo de gravação em relevo e uma segunda série das ditas protuberâncias da gravação em relevo (P3Y) é direcionada com sua dimensão mais curta em uma direção (CD) paralela ao eixo geométrico do rolo de gravação em relevo; e que o número de protuberâncias da gravação em relevo (P3) da primeira série é maior do que o número de protuberâncias da gravação em relevo (P3Y) da segunda série.
8. Rolo de gravação em relevo, de acordo com a reivindica- ção 6 ou 7, caracterizado pelo fato de que a proporção entre o número de protuberâncias da gravação em relevo (P3) da primeira série e o número de protuberâncias da gravação em relevo (P3Y) da segunda série encontra-se entre 1,2 e 5, de maneira preferida entre 1,5 e 4 e de maneira mais preferida entre 1,8 e 2,5.
9. Rolo de gravação em relevo, de acordo com a reivindicação 7 ou 8, caracterizado pelo fato de que cada protuberância de gravação em relevo (P3Y) da dita segunda série é circundada por uma pluralidade de protuberâncias da gravação em relevo (P3) da primeira série, formando desse modo um conjunto ou série de protuberâncias.
10. Rolo de gravação em relevo, de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que cada conjunto de protuberâncias compreende seis protuberâncias de gravação em relevo da dita primeira série de protuberâncias da gravação em relevo.
11. Rolo de gravação em relevo, de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que os ditos conjuntos de protuberâncias (P3) são alinhados de acordo com as linhas helicoidais que se estendem sobre o rolo de gravação em relevo superfície cilíndrica.
12. Rolo de gravação em relevo, de acordo com a reivindicação 11, caracterizado pelo fato de que as ditas linhas helicoidais possuem inclinação compreendida entre 1° e 10°, de maneira preferida entre 2° e 8° e de maneira mais preferida entre 3° e 7° em relação ao eixo geométrico do rolo de gravação em relevo.
13. Rolo de gravação em relevo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 4 a 12, caracterizado pelo fato de que as bases das ditas protuberâncias da gravação em relevo (P3) possuem um formato substancialmente elíptico.
14. Rolo de gravação em relevo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 3, caracterizado pelo fato de que as superfícies de topo das protuberâncias da gravação em relevo possuem uma dimensão mais longa e uma dimensão mais curta e que a proporção entre a dimensão mais longa e a dimensão mais curta é maior do que 1 e igual ou menor do que, 10, de maneira preferida compreendida entre 1,1 e 7 e de maneira mais preferida compreendida entre 1,5 e 5.
15. Rolo de gravação em relevo, de acordo com a reivindicação 14, caracterizado pelo fato de que pelo menos algumas das ditas protuberâncias da gravação em relevo (P3) possuem uma base aproximadamente redonda.
16. Rolo de gravação em relevo, de acordo com a reivindicação 14 ou 15, caracterizado pelo fato de que pelo menos a maioria das ditas protuberâncias da gravação em relevo é direcionada com sua dimensão mais curta substancialmente paralela ao eixo geométrico do rolo de gravação em relevo.
17. Rolo de gravação em relevo, de acordo com a reivindicação 16, caracterizado pelo fato de que todas as ditas protuberâncias da gravação em relevo são direcionadas com sua dimensão mais longa substancialmente paralela ao eixo geométrico do rolo de gravação em relevo.
18. Rolo de gravação em relevo, de acordo qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizado pelo fato de compreender protuberâncias adicionais de gravação em relevo (P3X), formatadas de modo diferente das ditas protuberâncias da gravação em relevo.
19. Rolo de gravação em relevo, de acordo com a reivindicação 18, caracterizado pelo fato de que as ditas protuberâncias adicionais da gravação em relevo possuem uma superfície lateral com inclinação substancialmente constante em relação à direção radial.
20. Unidade de gravação em relevo que compreende pelo menos um primeiro rolo de gravação em relevo (3; 5; 23; 29) e um primeiro rolo de pressão (7; 9; 25); 31) munidos de uma camada de revestimento de produção elástica (7B; 9B; 25B; 31B), definindo no local um primeiro aperto de gravação em relevo e pelo menos um primeiro caminho para uma primeira dobra (V1) de material de tecido e se estendendo ao longo de um dito aperto de gravação em relevo, caracterizada pelo fato de que um dito primeiro rolo de gravação em relevo (3; 5; 23; 29) é um rolo de gravação em relevo como definido em uma ou mais das reivindicações precedentes .
21. Unidade de gravação em relevo, de acordo com a rei-vindicação 20, caracterizada pelo fato de compreender um segundo rolo de gravação em relevo (3; 5; 23; 29) e um segundo rolo de pressão (7; 9; 25; 31) munidos de uma camada de revestimento de produção elástica (7B; 9B; 25B,;31B), definindo no local um segundo aperto de gravação em relevo e pelo menos um segundo caminho para uma segunda dobra (V1; V2) de material de tecido e se estendendo ao longo de um dito aperto de gravação em relevo, um dito segundo rolo de gravação em relevo sendo um rolo de gravação em relevo como definido em uma ou mais das reivindicações 1 a 15.
22. Material de tecido celulósico (N) feito de lenço de papel caracterizado pelo fato de que compreende pelo menos uma dobra (V1; V2) de material celulósico gravado em relevo com projeções gravadas em relevo (S1; S2) e tendo fibras celulósicas preferencialmente orientada na direção de máquina (MD), no qual cada projeção gravada em relevo compreende uma base, uma superfície lateral e uma superfície de topo, a dita base e a dita superfície de topo sendo delimitadas e circundadas por linhas fechadas, no qual a superfície lateral de pelo menos algumas da dita projeções gravadas em relevo possui uma inclinação variável ao longo da extensão do perímetro da protuberância, a dita inclinação mudando continuamente ao longo do perímetro das projeções gravadas em relevo, de modo que um elemento de gravação em relevo e, assim, o alongamento percentual do material de teci- do na dita direção de máquina seja maior do que o elemento de gravação em relevo e, assim, o alongamento percentual do material de tecido na direção transversal de máquina.
23. Método para uniformizar a força mecânica de um material (N) de tecido celulósico gravado em relevo e feito de lenço de papel e com uma distribuição preferencial de fibra celulósica na direção de máquina (MD); o dito método caracterizado pelo fato de que compreende as etapas para:dispor pelo menos um primeiro rolo de gravação em relevo (3; 5; 23; 29) e um primeiro rolo de pressão (7; 9; 25; 31) munidos de uma camada de revestimento de produção elástica (7B; 9B; 25B; 31B), definindo no local um primeiro aperto de gravação em relevo e pelo menos um primeiro caminho para uma dobra (V1; V2) de material de tecido, o dito caminho se estendendo ao longo do primeiro aperto de gravação em relevo;prover, sobre uma superfície cilíndrica lateral do rolo de gravação em relevo (3; 5; 23; 29), uma pluralidade de protuberâncias da gravação em relevo (P3; P3Y), onde pelo menos algumas delas possuem superfície lateral (45; 55) com uma inclinação variável ao longo da extensão do perímetro da protuberância de gravação em relevo, pelo menos algumas das ditas protuberâncias da gravação em relevo (P3; P3Y) tendo maior inclinação em uma direção ortogonal ao eixo geométrico de rotação do rolo e menor inclinação em uma direção paralela ao eixo geométrico de rotação do rolo;gravar em relevo a dobra (V1; V2) de material de tecido no aperto de gravação em relevo através das protuberâncias da gravação em relevo (P3; P3Y) fazendo com que as ditas protuberâncias de gravação em relevo penetrem a camada de revestimento de produção elástica (7B; 9B; 25B; 31B) do rolo de pressão (7; 9; 25; 31), a inclinação variável da superfície lateral (45; 55) pelo menos de algumas das ditas protuberâncias da gravação em relevo (P3; P3Y) gerando uma tensão total de dobra da gravação em relevo de material celulósico gravado em relevo menor em uma direção (CD) paralela ao eixo geométrico de rotação do rolo de gravação em relevo (direção transversal de máquina) e maior em uma direção (MD) ortogonal ao eixo geométrico de rotação do rolo de gravação em relevo (direção de máquina).
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