Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "SISTEMA DE TRANSPORTE E DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA".
[001] A presente invenção refere-se a um sistema de transporte e de distribuição de energia elétrica de baixa tensão, tal como canalizações elétricas pré-fabricadas, que compreende elementos de transporte constituídos por vários condutores paralelos, isolados e chapeados uns sobre os outros, associados a elementos de distribuição, constituídos por vários condutores paralelos e espaçados entre si.
[002] Os sistemas de transporte e de distribuição de energia elétrica através de canalizações elétricas pré-fabricadas são bem conhecidos. Eles têm como função por um lado o transporte da energia elétrica de um ponto a um outro em uma instalação, por exemplo de um quadro elétrico e um outro quadro elétrico, e por outro lado a distribuição dessa energia elétrica para os diferentes receptores situados de modo distribuído nessa instalação, propondo para isso pontos de conexão fixos e aproximados entre si ao longo das canalizações, por exemplo da ordem de um ou dois pontos de conexão por metro. Os receptores são nesse caso alimentados por meio de caixas de derivação conectadas a esses pontos de conexão. Além disso é com fre-qüência exigido que a colocação e a retirada de uma caixa de derivação possa ser feita facilmente sem cortar a alimentação elétrica das canalizações de acordo com um tipo de conexão chamado abaixo de "plug-in" [003] Existe uma primeira tecnologia de realização de uma tal canalização elétrica pré-fabricada na qual as barras condutoras da canalização são paralelas, isoladas e aplicadas uma contra as outras dentro de um invólucro metálico. Essa primeira tecnologia permite reduzir a reatância da canalização elétrica pré-fabricada e proporciona uma melhor troca térmica com o exterior notadamente para grandes intensidades, tais como as intensidades superiores a 1000 A. Em uma segunda tecnologia, as barras condutoras são paralelas mas espaçadas umas das outras dentro do invólucro. Essa segunda tecnologia aumenta a reatância da canalização elétrica e torna a troca térmica com o exterior menos eficaz, em contrapartida ela permite muito mais facilmente colocar e retirar caixas de derivação de acordo com uma conexão de tipo "plug-in". A primeira tecnologia é portanto bem adaptada para a função de transporte da energia elétrica enquanto que a segunda tecnologia é melhor adaptada à função de distribuição da energia elétrica.
[004] Uma solução consiste portanto em utilizar barras condutoras isoladas e aplicadas umas contra as outras mas que apresentam expansões a intervalos regulares e aproximados entre si para propor conexões de tipo "plug-in". Entretanto nessa solução, a dissipação do calor para o exterior perde sua eficácia e o custo de uma tal canalização se torna rapidamente elevado nas grandes potências notadamente em razão da dificuldade para isolar e dobrar barras grandes condutoras a intervalos aproximados. Na solução apresentada na patente US 4886468, uma canalização elétrica é constituída de barras condutoras isoladas, aplicadas umas contra as outras e que apresentam a intervalos regulares excrescências condutoras, transversais ao eixo longitudinal das barras e que se afastam umas das outras para permitir uma conexão de tipo "plug-in" de caixas de derivação. A dissipação do calor ao longo da canalização é nesse caso bem efetuada visto que as barras permanecem aplicadas mas um tal sistema permanece complexo para fabricar e para isolar. Além disso por construção, essas soluções propõem sistematicamente pontos de conexão em todo o comprimento da canalização mesmo nas zonas da instalação nas quais o usuário não tem nenhuma caixa de derivação para instalar, o que pode trazer a ele um custo excedente grande em relação a sua real necessidade.
[005] O objetivo da invenção é portanto propor um sistema de transporte e de distribuição de energia elétrica que acumula as vantagens técnicas e econômicas das duas tecnologias e portanto que assegura por um lado a função de transporte com uma pequena impe-dância dos circuitos, pequenas perdas e uma boa dissipação térmica e por outro lado a função de distribuição com possibilidades de conexão de tipo "plug-in", ao mesmo tempo em que otimiza o número dessas possibilidades de conexões em função das necessidades reais do usuário.
[006] Para isso, a invenção descreve um sistema de transporte e de distribuição de energia elétrica que compreende vários elementos de transporte, que possuem cada um deles vários condutores de transporte paralelos, isolados e chapeados uns sobre os outros, cada extremidade desses elementos de transporte apresentando uma expansão dos condutores de transporte para conectar dois elementos de transporte adjacentes por meio de um bloco de junção, e que compreende pelo menos um elemento de distribuição que possui vários condutores de distribuição paralelos e espaçados entre si, dos quais pelo menos uma das duas extremidades está diretamente conectada a um elemento de transporte por um dispositivo de derivação ao nível de um bloco de junção, sem adjunção de meios de proteção elétrica contra as sobrecargas de corrente.
[007] A seção dos condutores de distribuição é inferior à seção dos condutores de transporte. Um número limitado de portinholas de derivação, espaçadas por intervalos, são dispostas ao longo dos elementos de distribuição, permitindo instalar caixas de derivação através de conexões de tipo "plug-in". A soma das correntes consumidas por receptores ligados a caixas de derivação de um elemento de distribuição pode ser superior à corrente nominal que percorre uniformemente o comprimento de um elemento de distribuição.
[008] Outras características e vantagens vão aparecer na descrição detalhada que se segue fazendo-se referência a um modo de realização dado a título de exemplo e representado pelos desenhos anexos nos quais: - a figura 1 representa um exemplo de esquema geral de um sistema de acordo com a invenção que possui três elementos de transporte, uma caixa de derivação e dois elementos de distribuição ligados em suas duas extremidades, - a figura 2 detalha um modo de realização de um bloco de junção que liga entre si dois elementos de transporte dotados de três condutores, - a figura 3 mostra uma vista em corte do bloco de junção da figura 2 de acordo com um eixo X-X, - a figura 4 representa um outro exemplo de esquema de um sistema de acordo com a invenção, - a figura 5 mostra o esquema de um sistema que compreende um elemento de distribuição ligado por uma só de suas extremidades, - as figuras 6 e 7 ilustram a distribuição das correntes em um sistema de acordo com a invenção, - a figura 8 representa um outro modo de realização de um bloco de junção.
[009] Na figura 1, o sistema de transporte e de distribuição de energia elétrica compreende vários elementos de transporte, tais como elementos de canalizações elétricas pré-fabricadas. Cada elemento de transporte 10 tem um comprimento determinado LT, por exemplo igual a cinco metros, e contém, em um invólucro tubular rígido, vários condutores de transporte 11, que podem ser barras metálicas ou cabos, paralelos, isolados uns dos outros e chapeados uns sobre os outros. Esses elementos de transporte 10 apresentam em suas extremidades 12 uma expansão dos condutores de transporte 11 permitindo que eles sejam unidos entre si pelas extremidades por meio de um bloco de junção 15. Esse bloco de junção 15 assegura a conexão elétrica por ligação dois a dois dos diferentes condutores respectivos 11 de dois elementos de transporte 10 adjacentes. Cada bloco de junção 15 também pode incorporar pelo menos um dispositivo de derivação 14, de modo a assegurar a junção entre dois elementos de transporte assim como a derivação de elementos de distribuição.
[0010] O sistema de transporte e de distribuição de energia elétrica possui também um ou vários elementos de distribuição 20, 20’, que podem ser elementos de canalizações elétricas pré-fabricadas, e que contêm, em um invólucro tubular rígido, vários condutores de distribuição 21, por exemplo barras metálicas ou cabos, paralelos e espaçados entre si. Esses elementos de distribuição 20, 20’ são montados em derivação dos elementos de transporte 10, cada elemento de distribuição tendo pelo menos uma de suas extremidades 22 diretamente ligada a um dispositivo de derivação 14 ao nível de um bloco de junção 15.
[0011] A figura 1 mostra elementos de distribuição 20 ligados por suas duas extremidades 22 a dispositivos de derivação 14. Nesse caso, por razões evidentes de construção, um elemento de distribuição 20 é preferencialmente paralelo a um elemento de transporte 10.
[0012] A figura 5 mostra um elemento de distribuição 20’ ligado por uma só de suas extremidades 22 a um dispositivo de derivação 14. Nesse caso, o elemento de distribuição 20’ é indiferentemente ou dirigido paralelamente a um elemento de transporte 10, como indicado na figura 5, ou dirigido de acordo com uma outra direção, por exemplo perpendicularmente a um elemento de transporte 10.
[0013] Cada elemento de distribuição 20, 20’ possui de modo distribuído, a intervalos LD que podem ser ou não regulares, por exemplo intervalos inferiores ou iguais a um metro, um número limitado de pon- tos de conexão chamados de portinholas de derivação 25 que permitem instalar caixas de derivação 27 através de conexões de tipo "plug-in", quer dizer uma conexão que permite a colocação e a retirada de uma caixa de derivação 27 sem cortar a alimentação elétrica do sistema de transporte e de distribuição. Esse tipo de conexão é conhecido e está presente em numerosos elementos de distribuição, do gênero canalizações elétricas pré-fabricadas e seu modo de realização não será detalhado aqui. O intervalo LD entre duas portinholas de derivação 25 adjacentes é inferior ao comprimento LT dos elementos de transporte 10.
[0014] As caixas de derivação 27 servem para alimentar receptores 29 situados a jusante. Esses últimos podem ser desse modo distribuídos vantajosamente em todo o comprimento de um elemento de distribuição 20, 20’ para uma melhor distribuição das correntes consumidas. Além disso, é fácil modificar a implantação dos receptores 29 ligados às caixas de derivação 27, acrescentar ou retirar certas caixas de derivação sem paralisar o funcionamento dos outros receptores.
[0015] Por outro lado, quando um usuário deseja instalar um receptor 29 de grande potência, por exemplo de potência superior ou igual ao calibre de um elemento de distribuição, ou quando ele só tem um receptor para instalar em todo o comprimento de um elemento de transporte 10, ele conserva a possibilidade de conectar esse receptor 29 através de uma simples caixa de derivação 26 ligada a um dispositivo de derivação 14, como indicado na figura 1, essa ligação sendo feita de modo fixo e fora de tensão. A caixa de derivação 26 inclui seus próprios meios usuais de proteção elétrica contra as sobrecargas de corrente.
[0016] Em um primeiro modo de realização apresentado na figura 2, os elementos de transporte compreendem três condutores de transporte 11 que apresentam uma expansão em cada uma de suas extre- midades 12 para facilitar a ligação ao nível de um bloco de junção 15. Essa expansão gera uma distância L entre dois condutores 11 adjacentes. De preferência, o valor dessa distância L é escolhido de modo a ser sensivelmente igual ao afastamento que existe entre os condutores 21 dos elementos de distribuição 20, 20’ com o objetivo de simplificar o dispositivo de derivação 14. O bloco de junção compreende em uma caixa 15 vários pares de placas condutoras 17, 18, cada par circundando as extremidades desnudadas de um condutor de transporte 11 e de um condutor de distribuição 21 correspondente. O isolamento entre dois pares de placas condutoras 17, 18 por um lado e entre as placas condutoras 17, 18 e a caixa 15 por outro lado, é assegurado por um dispositivo de isolamento 19 adequado.
[0017] Em referência à figura 3, as primeiras placas condutoras 17 e os dispositivos de isolamento 19 (visível na figura 2) do bloco de junção 15 são prolongados para formar um dispositivo de derivação 14 incorporado ao bloco de junção. As primeiras placas condutoras 17 asseguram a conexão elétrica entre um condutor de transporte 11 e um condutor de distribuição 21 correspondente. As segundas placas condutoras 18 são constituídas por duas meia placas 18a, 18b distintas, a meia placa 18a assegurando a fixação e a conexão elétrica dos condutores de transporte 11 e a meia placa 18b assegurando a fixação e a conexão elétrica dos condutores de distribuição 21. Um tal dispositivo de derivação 14 oferece assim dois locais de derivação 23 disponíveis, cada local podendo acolher a extremidade 22 de um elemento de distribuição 20, 20’ como indicado na figura 3, mas também uma caixa de derivação 26. Por outro lado, é possível acrescentar um outro dispositivo de derivação 14 ao nível de um bloco de junção 15 de acordo com uma direção perpendicular ao eixo longitudinal 30 dos elementos de transporte 10, alongando para isso as placas 17 nessa direção. Um bloco de junção 15 pode nesse caso compreender dois dispositivos de derivação 14 situados de um lado e de outro desse eixo longitudinal 30 como indicado na figura 1.
[0018] O conjunto do bloco de junção 15 e do dispositivo de derivação 14 é comprimido por meios de aperto, constituídos por exemplo por vários parafusos de aperto 16a, 16b com arruelas elásticas, suficientes para assegurar uma boa conexão elétrica entre os condutores 11, as placas condutoras 17, 18a, 18b e os condutores 21. Assim nesse primeiro modo de realização, as placas condutoras 17, 18a, 18b podem vantajosamente realizar simultaneamente um ou vários dispositivos de derivação 14 assim como uma ligação entre dois elementos de transporte 10 adjacentes. Entretanto, esse modo de realização oferece menos flexibilidade para a colocação no lugar das derivações, visto que essas últimas ou são realizadas no momento da ligação entre elementos de transporte 10 ou necessitam de uma intervenção nos elementos de transporte 10.
[0019] De acordo com um outro modo de realização apresentado na figura 8, um bloco de junção 15 compreende de modo separado uma ligação entre dois elementos de transporte 10 e um ou vários dispositivos de derivação 14. Nesse modo, os dispositivos de derivação 14 são constituídos, por exemplo, por portinholas de derivação de acordo com um modelo conhecido que permite eventualmente conexões de tipo "plug-in". A figura 8 mostra um exemplo no qual um bloco de junção 15 compreende, além de uma ligação, uma primeira portinhola de derivação 14’ dirigida em uma direção e uma segunda portinhola de derivação 14” dirigida em uma direção oposta. As portinholas de derivação 14’, 14” podem acolher elementos de distribuição 20, 20’ mas também caixas de derivação 26.
[0020] Assim, graças a esse modo de realização, os elementos de distribuição 20 podem ser colocados no lugar ou retirados sem intervenção sobre os elementos de transporte 10, o que simplifica a insta- lação do sistema descrito na invenção. Além disso, essa solução permite utilizar ligações padrão e conexões de derivação de tipo "plug-in". Ela necessita entretanto que seja realizada nas extremidades dos condutores de transporte 11 uma expansão em um maior comprimento. Essa expansão dos condutores de transporte 11 gera uma distância L entre dois condutores 11 adjacentes. O valor dessa distância L é escolhido de modo a ser sensivelmente igual ao afastamento que existe entre os condutores 21 dos elementos de distribuição 20, 20’, de modo a poder utilizar portinholas de derivação 14’, 14”.
[0021] É evidente que os elementos de transporte 10 e de distribuição 20 podem, de modo equivalente, possuir um número de condutores de transporte 11 e de distribuição 21 diferente de três (em especial quatro condutores para veicular três fases e um neutro).
[0022] A alimentação elétrica de um tal sistema de transporte e de distribuição de energia elétrica é assegurada por uma fonte de alimentação externa (por exemplo um transformador) não representada e conectada em uma extremidade de um dos elementos de transporte 10, com meios de proteção adaptados 31.
[0023] Uma canalização elétrica pré-fabricada é caracterizada por diferentes parâmetros tais como: - a corrente nominal lN, - a resistência global R dos condutores, - a reatância X dos condutores para uma freqüência de emprego dada, - a impedância Z = V(R2+X2).
[0024] A resistência R é representativa do conjunto das perdas elétricas totais PT dissipadas na canalização. Essa resistência R é deduzida por cálculo a partir de uma medição dessas perdas totais de acordo com a fórmula: R = Pt/In2· [0025] Em corrente alternada, as perdas elétricas totais PT nos condutores de uma canalização incluem não somente as perdas ligadas à resistência pura dos condutores, que são função da resistividade do material empregado e corrigidas dos efeitos de pele e efeitos de proximidade aos quais são submetidos os condutores, mas também notadamente as perdas ligadas às variações da indução B que induzem perdas por histerese no invólucro metálico e perdas por correntes de Foucault nos materiais condutores. O conjunto dessas perdas varia sensivelmente de acordo com que se utiliza uma tecnologia com condutores chapeados uns sobre os outros ou condutores espaçados uns dos outros. É constatado desse modo que a resistência, a reatância e portanto a impedância dos condutores são muito menores na tecnologia de condutores chapeados do que na tecnologia de condutores espaçados. Devido a isso, os elementos de transporte 10, dos quais os condutores são chapeados, geram globalmente menos perdas elétricas do que os elementos de distribuição 20, 20’, dos quais os condutores são espaçados. O mesmo acontece para as quedas de tensão em linha e isso em especial quando o fator de potência da instalação é baixo. Além disso, já foi assinalado no início do exposto que a tecnologia de condutores chapeados permite uma melhor dissipação do calor com o exterior.
[0026] As figuras 6 e 7 vão permitir, através de um exemplo de ilustração, compreender melhor a distribuição das correntes nos elementos de distribuição 20, 20’. Na figura 6, um elemento de distribuição 20 é conectado por suas duas extremidades aos pontos A e B de um elemento de transporte 10, via dois blocos de junção 15 que compreendem cada um deles um dispositivo de derivação 14. O elemento de distribuição 20 alimenta cinco receptores 29 que se supõe serem idênticos nesse exemplo e que consomem cada um deles uma corrente lR. Os cinco receptores 29 são ligados a pontos de conexão C, D, E, F e G, correspondentes a caixas de derivação 27 distribuídas no ele- mento 20. Na figura 7, um elemento de distribuição 20’ é conectado por uma só de suas duas extremidades ao ponto A de um elemento de transporte 10, via um dispositivo de derivação 14. O elemento de distribuição 20’ alimenta três receptores 29 que se supõe serem idênticos nesse exemplo e que consomem cada um deles uma corrente lR. Os três receptores 29 são ligados a pontos de conexão C, D e E, correspondentes a caixas de derivação 27 distribuídas no elemento 20’.
[0027] Quando um elemento de distribuição 20 de resistência R é percorrido uniformemente por uma corrente nominal chamada de lN, as perdas totais PT permitidas são iguais a R*In2· Quando uma tal corrente nominal lN percorre uniformemente um elemento de distribuição, isso corresponde a uma elevação de temperatura que leva esse elemento de distribuição 20 para uma temperatura limite de funcionamento permitida anotada Θ.
[0028] A impedância de um elemento de distribuição 20 é bem superior à impedância de um elemento de transporte 10 pois por um lado os elementos de transporte 10 são em tecnologia de condutores cha-peados e por outro lado a seção dos condutores 21 de um elemento de distribuição 20 é inferior à seção dos condutores 11 de um elemento de transporte 10. Assim quando um elemento de distribuição 20 é montado em derivação de um elemento de transporte 10 como indicado na figura 6 e visto que não há praticamente nenhuma queda de tensão entre A e B, o elemento de distribuição 20 é portanto atravessado principalmente pela corrente que corresponde aos receptores 29 que são ligados a ele. Além disso, como o elemento de distribuição 20 é ligado em suas duas extremidades, essa corrente se distribui de um lado e de outro do elemento de distribuição 20. Assim, a corrente lR consumida pelo receptor 29 ligado ao ponto E provém de modo sensivelmente idêntico dos segmentos DE e FE. Portanto a corrente lDE, que circula no segmento situado entre os pontos D e E, é idêntica à corrente IFe, que circula entre os pontos F e E, e é igual a: lR/2. Do mesmo modo, a corrente ICd, que circula entre os pontos C e D, é idêntica à corrente IGf, que circula entre os pontos G e F, e é igual a lR + IDe, ou seja: 3/2*lR. Do mesmo modo, a corrente Uc, que circula entre os pontos A e C, é idêntica à corrente IBg, que circula entre os pontos B e G, e é igual a lR + ICd, ou seja: 5/2*lR. É visto desse modo que as perdas resultantes são diferentes em cada um dos segmentos do elemento de distribuição 20.
[0029] Entretanto, levando-se em consideração a boa condutibili-dade térmica dos condutores utilizados (cobre ou alumínio), se pode tomar a hipótese que a temperatura permanece sensivelmente homogênea no conjunto do elemento de distribuição 20. Devido a isso, se pode determinar uma corrente máxima consumida lM = Σ lR (= 5 * lR no exemplo), calculada de modo a não ultrapassar a temperatura limite de funcionamento permitida Θ, que corresponde às perdas totais PT. Su-pondo-se uma distribuição regular dos cinco pontos de conexão C, D, E, F, G ao longo do elemento de distribuição 20, obtém-se então um valor máximo lM da ordem de: 3,2 * lN.
[0030] No exemplo da figura 7, o raciocínio é idêntico. O elemento de distribuição 20’ é atravessado unicamente pela corrente que corresponde aos três receptores 29 que estão ligados a ele. Assim, a corrente IDe, que circula entre os pontos D e E, é igual a: lR. Do mesmo modo, a corrente ICd, que circula entre os pontos C e D, é igual a lR = Ide, ou seja: 2 * lR, e a corrente lAc, que circula entre os pontos A e C, é igual a lR + ICd, ou seja: 3 * lR. As perdas resultantes são aqui também muito diferentes em cada segmento do elemento de distribuição 20’. Levando-se em consideração a boa condutibilidade térmica dos condutores utilizados (cobre ou alumínio), se pode tomar a hipótese que a temperatura permanece sensivelmente homogênea no conjunto do elemento de distribuição 20’. Devido a isso, se pode determinar uma corrente máxima consumida lM = Σ lR (= 3 * lR no exemplo), calculada para não ultrapassar a temperatura limite de funcionamento permitida Θ, que corresponde às perdas totais PT. Supondo-se uma distribuição regular dos três pontos de conexão C, D, E, ao longo do elemento de distribuição 20’, obtém-se então um valor máximo lM da ordem de: 1,5 *IN.
[0031] Em conseqüência disso, nos dois exemplos, se pode aceitar que a soma das correntes consumidas por receptores 29 ligados a um elemento de distribuição 20, 20’ seja bem superior à corrente nominal lN que seria aceitável em todo o comprimento desse elemento de distribuição 20, 20’, sem ultrapassar a temperatura limite de funcionamento permitida Θ. Isso é obtido por um lado graças às tecnologias diferentes empregadas para os elementos de transporte 10 e de distribuição 20, 20’, e por outro lado graças a uma limitação do número e do calibre das caixas de derivação 27 e a uma distribuição dessas caixas ao longo de um elemento de transporte 20, 20’. O interesse é dar ao usuário a oportunidade de otimizar vantajosamente o calibre de seus elementos de distribuição 20, 20’ em relação às correntes consumidas a jusante. Assim, em um sistema de acordo com a invenção, um elemento de distribuição 20 de corrente nominal lN igual a 630 A poderá alimentar até cinco receptores 29 distribuídos que consomem 400 A cada um deles, se ele estiver ligado em suas duas extremidades a um elemento de transporte 10. Do mesmo modo, um elemento de distribuição 20’ de corrente nominal lN igual a 500 A e ligado em só uma extremidade, poderá alimentar até três receptores 29 distribuídos que consomem 250 A cada um deles.
[0032] A limitação do número de caixas de derivação 27 é obtida por construção limitando-se para isso o número de portinholas de derivação 25 integradas em um elemento de distribuição 20, 20’ e a limitação do calibre das caixas de derivação 27 suscetíveis de ser instala- das nessas portinholas de derivação 25, é obtida por exemplo com o auxílio de um detetor de erros mecânico clássico que impede a conexão de caixas de derivação 27 não permitidas.
[0033] Disso resulta que em uma instalação que possui um sistema tal como descrito na presente invenção, quer dizer constituído por um ou vários elementos de distribuição 20, 20’ montados em derivação de elementos de transporte 10, a maior parte da corrente de linha passa nos elementos de transporte 10. Além disso, ainda que a seção dos condutores de distribuição 21 seja inferior à seção dos condutores de transporte 11, não é necessário acrescentar meios de proteção elétrica contra as sobrecargas de corrente entre os elementos de transporte 10 e os elementos de distribuição 20, 20’.
[0034] Assim se obtém um sistema de transporte e de distribuição de energia elétrica de bom desempenho e simples visto que por um lado a função de transporte da energia elétrica é otimizada pela utilização de elementos de transporte 10 padrões de condutores chapeados e portanto que favorecem as trocas térmicas com o exterior e que diminuem as perdas globais, e por outro lado a função de distribuição da energia elétrica é simplificada pela utilização de elementos de distribuição 20, 20’ padrões de condutores espaçados que facilitam as conexões de tipo "plug-in" para as caixas de derivação 27.
[0035] Para o usuário, a diligência a adotar para colocar no lugar um tal sistema de transporte e de distribuição pode, por exemplo, ser a seguinte: primeiro colocar em energia a superfície a alimentar, quer dizer instalar os elementos de transporte 10 ao longo das construções, e depois em função das necessidades reais, instalar de modo distribuído elementos de distribuição 20, 20’ e/ou caixas de distribuição 26 unicamente nas zonas úteis das construções otimizando assim o custo global da instalação.
[0036] Finalmente, para elementos de transporte 10 de compri- mento LT, é possível considerar elementos de distribuição 20, ligados em suas duas extremidades 22 a um dispositivo de derivação 14, de um comprimento ou igual a LT de acordo com um modo de realização preferido, ou igual a um múltiplo de LT, por exemplo 2 * LT como mostra a figura 4. Em contrapartida, os elementos de distribuição 20’, que só são ligados em uma única extremidade 22, são preferencialmente de um comprimento da ordem de LT/2.
[0037] É evidente que é possível, sem sair do âmbito da invenção, imaginar outras variantes e aperfeiçoamentos de detalhe e mesmo considerar o emprego de meios equivalentes.