BRPI0112080B1 - vetores particulados para aperfeiçoamento da absorção oral de principios ativos - Google Patents

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Abstract

"vetores particulados para aperfeiçoamento da absorção oral de princípios ativos". a invenção se refere a vetores particulados designados para aperfeiçoar a absorção oral de princípios ativos, caracterizados em eles consistem de uma matriz de polímero compreendendo pelo menos um polímero biodegradável associado com pelo menos um polímero policatiônico.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "VETOR PARTICULADO PARA APERFEIÇOAMENTO DA ABSORÇÃO ORAL DE PRINCÍPIOS ATIVOS E COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA". A presente invenção se refere a vetores particulados para aumentar a absorção de princípios ativos após administração oral ao homem e animal. E atualmente aceito que muitos dos princípios ativos que serão usados nos próximos 30 anos não foram ainda descobertos. Além disso, os estudos prospectivos estão em acordo no pensamento que a maioria destes princípios ativos do futuro, derivados das técnicas de engenharia biológica, serão peptídeos e/ou proteínas. Estas novas drogas serão extremamente ativas com doses efetivas que serão da ordem de micrograma ou menos. Umas poucas drogas, principalmente peptídeos, já são conhecidas no mercado da América do Norte ou Europa (análogos de LH/RH, hormônio de crescimento, estreptoquinase, anticorpos, etc). Mais do que uma centena de peptídeos e proteínas estão atualmente soí^endo ensaios ciínicos nos humanos.
Os peptídeos e proteínas atualmente no mercado têm um certo número de problemas que limitam seu uso em humanos: - a única rota de administração é a rota parenteral (intravenosa, subcutânea ou intramuscular), e - sua meia-vida para eliminação no corpo é curta, necessitando, desse modo, de administrações múltiplas. Não existe atualmente nenhuma forma para a administração oral de peptídeos e proteínas, pelo que formas multiparticuladas, pretendidas para a rota parenteral, têm estado presente no mercado por vários anos (Enantone® a partir dos Laboratórios Takeda, e Sandostatine® dos Laboratórios Novartis). A ausência de formas pretendidas para a rota oral é explanada pela sensibilidade de peptídeos e proteínas aos sucos digestivos, que degrada os produtos medicinais baseados em proteína do mesmo modo como proteínas de alimentação; isto resulta em uma ausência totalmente virtual de absorção devido à destruição inicial. Desde que a rota oral é a rota que é a mais comum e a mais facilmente aceita no homem, o desenvolvimento de uma forma para proteger os peptídeos e proteínas de inatividade pelos sucos digestivos, enquanto ao mesmo tempo permite absorção gastrointestinal, representaria maior progresso terapêutico para o início deste século.
Está na conta desta inatividade pelas enzimas proteolíticas do trato gastrointestinal que a insulina, um peptídeo de 51 amino ácidos, tem sido administrada por quase 80 anos. Certas tentativas em aperfeiçoar a absorção oral de peptídeos e proteínas têm sido feitas. Vários estudos de literatura citam, por exemplo, um aumento na absorção oral de insulina quando ela está incorporada em nanocápsulas de poli(isobutilcianoacrilato) (Michel C., e outros., J. Pharm. Pharmacol., 43, (1991), 1-5; Damge C., e outros., Diabetes, 37, (1998), 246-251). Estas nanocápsulas apresentam uma estrutura vesicular correspondente a nanogotículas de óleo circundadas por uma membrana muito delgada do polímero. Contudo, o polímero escolhido é conhecido por sua natureza tóxica nas células, que impede uma administração repetida por vários anos de ser considerada. Similarmente, a presença de óleo no núcleo das nanocápsulas à longo prazo levaria a problemas de toxicidade nos locais de administração, impedindo, conseqüentemente, a comercialização de nanocápsulas de insulina de serem consideradas. Além disso, o efeito hiploglicemiante é observado somente após 2 dias, provavelmente devido a passagem muito limitada das partículas através da mucosa intestinal, e a uma liberação lenta de insulina. As nanopartículas de insulina preparadas com o mesmo polímero (polialquil cianoacrilato), e administradas oralmente, não têm mostrado qualquer atividade hipoglicemiante (Couvreur P. e outros., Acta Pharm, Technol., 26 (1980), 220-222).
Similarmente, a administração oral de ciclosporina é errática e eminentemente variável, apesar do desenvolvimento de uma forma farmacêutica de microemulsão (Neoral®, dos laboratórios Novartis). O desenvolvimento de nanopartículas de ciclosporina não tem atualmente tornado possível aumentar a biodisponibilidade oral deste principio ativo, que permanece limitado a menos do que 5% (Ford J. e outros., Int. J. Pharm., 183, (1999), 3-6). A heparina tem sido usada por cerca de cinqüenta anos na prevenção e tratamento de doenças tromboembólicas, mas tem o problema de ser particularmente hemorrágica, e de requerer monitoramento biológico e clínico estritos. Por outro lado, as anomalias funcionais das hemostasis que conduzem à uma situação de hipercoagulabilidade (congênita ou desordem adquirida de anti-trombina III, co-fator II, proteínas C e S), vários fatores de risco são notados para doença tromboembólica, definida como um conjunto de doenças de hemostasis que conduzem à formação de um coágulo de fibrina ou obturadores de plaquetas no lúmen de um vaso sangüíneo.
Estes fatores de risco relacionados ao paciente são: . idade: a doença alcança mais do que 50% em indivíduos com mais de 40 anos de idade . sexo: incidência mais alta da doença em mulheres de menos de 40 anos, e especialmente durante gravidez . obesidade . a administração de agentes contraceptivos . fumante . hipertensão arterial . diabetes . hipercolesterolemia . confinamento ao leito, que promove varizes estases . insuficiência cardíaca . cirurgia: a incidência da doença aumenta no estado pós-sirúrgico. A heparina é um muco-polissacarídeo aniônico sulfatado natural consistindo de D-glucosamina e unidades de ácido glucurônico ou ácido idurônico, que é sintetizada pelos mastócitos e industrialmente extraído de pulmão bovino ou intestino de porco. Desde que as glucosaminas e ácidos urônicos podem ser substituídos com sulfato de grupos acetil, cerca de dez unidades de sacarídeo diferentes foram, desse modo, identificadas. Estas várias unidades são distribuídas muito coerentemente, definindo três regiões intramoleculares, uma das quais sendo uma estrutura de pentassacarídeo, o lugar de ação entre a heparina e a antitrombina III. Na ligação à antitrombina III, a heparina catalisa a inativação de vários fatores de coagulação, em particular trombina e fator Xa. Isto resulta em um prolongamento do tempo de coagulação medido pelo tempo de cefalina ativada. A heparina é, de fato, uma substância altamente heterogênea, visto que ela compreende um mosaico de moléculas de cadeia de sacarídeo com um peso molecular de entre 2500 e 40000 daltos. As cadeias de polissacarídeo de heparina natural podem ser fracionadas por vários processos (cromatografia ou hidrólise química e enzimática), produzido, desse modo, heparinas de baixo peso molecular (LMWHs) que têm novas propriedades que as distinguem da heparina não-fracionada. Para aqueles técnicos no assunto, as propriedades mais importantes são uma meia-vida que é cerca de duas vezes maior, pouco ou nenhum efeito anticoagulante, mais facilidade de administração subcutânea, melhor tolerabilidade local, baixa força hemorrágica, e farmacocinéticas mais longas. A heparina é atualmente administrada parenteralmente, isto é., intravenosamente ou subcutaneamente. Contudo, este tipo de administração é restritiva, e pode acarretar problemas de submissão ao paciente. Além disso, um vez injetada intravenosamente, a heparina é rapidamente eliminada da circulação do sangue, e uma dose maior deve ser administrada em intervalos regulares de modo a obter ação anticoagulante efetiva, que é freqüentemente acompanhada por mistura anormal ou complicações tal como trombopenia.
Desse modo, a possibilidade de administração de heparina oralmente ter ia, de fato, um maior impacto em um bom número de casos clínicos no campo cardiovascular.
Agora, na base de sua estrutura, a heparina é vista para ser uma molécula de alto peso molecular compreendendo uma densidade alta de carga. Ela, portanto, não pode cruzar facilmente a barreira digestiva após administração oral.
Desse modo, a heparina oralmente administrada não é absorvida no trato gastrointestinal, e perde sua atividade anticoagulante no meio ácido (Morton e outros., Int. J. Pharm., 9, (1981), 321-335, Doutremepuich e outros., Seminars in Thrombosis and Hemostasis,ll(3), (985), 323-325). A estratégia, portanto, usada consiste na composição para a falta de atividade de absorção anticoagulante por meio de um grande aumento na dose administrada.
Desse modo, estudos prévios têm demonstrado que, após administração oral ao homem de um grande quantidade de heparina em solução (40 000 IU, isto é, entre 10 e 17 vezes a dose convencionalmente administrada intravenosamente de duas em duas horas), somente uma pequena quantidade é absorvida via o sistema digestivo e distribuída no sangue. Além disso, a atividade anticoagulante medida por meio do tempo de cefalina ativada (ACT) é muito baixa (Baughman e outros., Circulation, 16, (1998), 1610-1615). Similarmente, no homem, após administração oral de heparina de baixo peso molecular (LMWH), nenhuma atividade é observada no plasma (Dryjski e outros., Br. J. Clin. Pharmacol., 2, (1989), 188-192).
Numerosas modificações químicas à heparina, e a preparação de várias formulações foram consideradas para aperfeiçoar a biodisponibilidade da heparina após administração.
Primeiro, os testes consistiram no estudo das modificações da estrutura da heparina (heparinas de fontes diferentes, mais ou menos fragmentadas, até a aparência das heparinas de baixo peso molecular).
Soluções foram preparadas por complexação da heparina com adjuvantes tais como lisina, espermina ou glicina, de modo a reduzir a ionização da heparina. Após administração oral, estas soluções mostraram baixa absorção da heparina (Tidball e outros., Proc. Soc. Exp. Biol. Med,. 111, (1962), 7375).
Soluções de sais ácidos de heparina foram também preparadas pela combinação de heparina com sais de sódio de ácido etileno-diaminatetracético ou sais de bile (Morton e outros., Int. J,. Pharm., 9, (1981), 312-335).
Soluções de água em óleo (OW) ou soluções micelares de sais de monooleína pretendidas para aumentar a absorção de heparina foram também consideradas (Taniguchi e outros., Int.J. Pharm., 4., (1980), 219-228).
Soluções de propileno glicol contendo heparina e compostos derivados da N-acetilação do ácido amino aromático ácido 4-amiofenilbutírico demonstraram um aperfeiçoamento na absorção gastrointestinal e na biodisponibilidade de heparina após administração oral em ratos e macacos (Leone-Bay e outros, J. Controlled Red., 50, (1998),4-49).
Embora muitas destas várias soluções de heparina (Tidball e outros., Proc. Soc. Exp. Biol. Med. 111, (1962), 713-715, Morton e outros., Int. J. Pharm., 9, (1981), 321 -335, Taniguchi e outros., Int. J. Pharm.,4, (1980), 219-228, e Leone-Bay e outros., J. Controlled Red., 50 (1998), 41-49) tenham feito o possível para aperfeiçoar a absorção gastrointestinal da heparina, o efeito anticoagulante observado é muito menor e de duração mais curta do que aquele obtido após administração subcutânea para doses muito maiores. Além disso, o estado toxicofarmacológico dos promotores de absorção e excipientes usados compromete o sucesso destas formulações. Cápsulas de gel de heparina gastro-resistentes foram administradas em coelhos e pequena atividade anti-Xa plasmática (0,15 IU/ml) é observada entre a segunda e quarta horas. Contudo, neste caso também, doses muito grandes de heparina (5000 IU anti-Xa/kg) são administradas (Doutremepuich e outros., Thérapie, 39, (1984), 147-152).
Outros estudos consistiram na procura de otimizar a absorção de heparina, e, como um resultado, o efeito terapêutico desejado. Esta nova etapa foi marcada pela manufatura de sistemas de administração de droga, tais como lipossomas e micropartículas, que capacita que o encapsulamento de heparina seja proporcionado. Estas técnicas de encapsulamento usadas para enzimas, drogas e hormônios permitem que estas moléculas permaneçam na circulação do sangue mais tempo do que quando elas são usadas na forma livre, na conta de sua liberação gradual a partir dos sistemas de polímero e a proteção que referidos sistemas concedem a elas com relação à degradação enzimática (Couvreur e outros., Drug Del. Ver., 10,(1993), 141162).
Os lipossomas foram também preparados e administrados em cães; a absorção intestinal do princípio ativo foi observada, mas somente atividade biológica fraca foi detectada, enquanto que doses de heparina que são ainda extremamente altas foram administradas (500 000 IU) (Ueno e outros., Chem. Pharm. Bull., 30 (6), (1982), 2245-2247).
Finalmente, microesferas compostas de amino ácidos condensados por calor também foram empregadas (Santiago e outros., Proceed. Intern. Symp. Control. Rei. Mater., 19, (1992), 514-515, e Santiago e outros., Proceed. Intern. Symp. Control. Rei. Bioact. Mater., 20, (1993),300-301). No último caso, a partícula obtida, que está entre 0,5 e 10 micrômetros no tamanho, é referida como um protenóide. Sua administração em ratos e macacos torna possível determinar a absorção intestinal da heparina; contudo, estes resultados promissores vêm contra três obstáculos maiores. Primeiramente, a atividade biológica da heparina é somente manifestada em mais de 90 minutos. Além disso, a atividade biológica foi obtida em ratos para doses mais do que 10 vezes maior do que aquelas usadas parenteralmente no homem. Finalmente, estudos de imunização oral muito numerosos são baseados no fenômeno de erguimento pelas placas de Peyer de micropartículas carregadas de antígeno que estão entre 1 e 10 micrômetros de tamanho. Sob estas condições, os protenóides usados devem induzir um fenômeno imunoalérgico que comprometería a administração repetida destas partículas.
Sistemas de polímero têm também sido o objetivo de muitos estudos. Desse modo, Yang e outros., (J. Control. Rei., 60, (1999), 269-277) prepararam micropartículas de heparina baseadas somente em polímeros de ácido láctico e ácido glicólico (PLGA) com o objetivo de inibir a proliferação das células de músculo liso de vasos sangüíneos durante um estudo in vitro (Yang e outros., J. Control. Rei., 60, (1999),269-277). As micropartículas, manufaturadas por uma técnica de pulverização-secagem, são muito pequenas (entre 3 e 9 micrômetros). A liberação de heparina in vitro é muito lenta (entre 10 e 40 dias), que é incompatível com uma administração oral, para qual o tempo de trânsito é de cerca de 24 a 48 horas.
Contudo, todos estes testes usam doses de heparina que são muito maiores do que convencionalmente usadas terapeuticamente no homem. Desse modo, existe ainda uma necessidade de proporcionar pacientes com um sistema de administração que aumentem a absorção dos princípios ativos, especialmente da heparina, após administração oral, e que permitem que referidos princípios ativos sejam administrados em concentrações mais baixas, reduzindo, desse modo, os efeitos colaterais.
Agora, os inventores têm mostrado, surpreendentemente e inesperadamente com relação a permeação de moléculas grande que cruzam a barreira gastrointestinal, estes vetores particulados compreendendo uma matriz de polímero baseada em uma mistura de polímero biodegradável não-eutérico e em um polímero policatiônico não-eutérico que permite a administração oral de quantidades de princípios ativos, especialmente de heparina, que estão próximos àquelas convencionalmente parenteralmente usadas.
Desse modo, um objetivo da presente invenção é vetores particulados para aperfeiçoamento da absorção oral de princípios ativos, formados de uma matriz de polímero compreendendo pelo menos um polímero biodegradável combinado com pelo menos um polímero policatiônico.
Para as propostas da presente invenção, os polímeros biodegradáveis e os polímeros policatiônicos podem ou não ser gastroresistentes (entérico).
Em outra concretização particular da invenção, a matriz de polímero é tal que a percentagem do polímero policatiônico varia entre 1% e 99% em relação ao polímero biodegradável.
Em outra concretização particular da invenção, o polímero biodegradável e o polímero policatiônico estão presentes em quantidades equivalentes.
Vantajosamente, o polímero biodegradável não-eutérico é escolhido a partir do grupo consistindo de poliésteres, especialmente polímeros de ácido láctico, copolímeros de ácido láctico e de ácido glicólico (PLGA), poli-e-caprolactona (PCL), polianidretos, poli(amidas), poli(uretanos), poli(carbonatos), poli(acetais), poli(orto-ésteres) e polímeros naturais (colágeno, polissacarídeos, etc.).
Vantajosamente, o polímero policatiônico é escolhido a partir do grupo consistindo de derivados de celulose, os copolímeros de ésteres de ácido acrílico e metacrílico vendidos pela companhia Rhõm GmbH sob a marca comercial Eudragit®, e, mais particularmente, poliésteres de ácido metacrílico com uma proporção pequena de cloreto de trimetilamonioetil metacrilato (Eudragit® RS), ou uma grande proporção de cloreto de trimetilamonioetil metacrilato (Eudragit® RL), chitosan e seus derivados, e polilisina.
Em um modo particularmente vantajoso da invenção, o polímero biodegradável é ou PCL ou PLGA, o peso molecular de referidos polímeros estando entre 2 000 e 100 000.
Em uma concretização particular de acordo com a invenção, os vetores particulados estão ou na forma de nanopartículas entre 50 e 1000 nm, e preferivelmente entre 200 e 400 nm de diâmetro, ou na forma de micropartículas, entre 1 e 1000 micrômetros, e preferivelmente entre 50 e 200 micrômetros de diâmetro.
De acordo com a invenção, a matriz de polímero compreende uma ou mais substâncias escolhidas a partir do grupo compreendendo polímeros entéricos, tenso-ativos, e substâncias solúveis em água ou liposolúveis.
Em uma concretização particular da invenção, o princípio ativo é escolhido a partir do grupo consistindo de heparina e produtos relacionados, heparinas de baixo peso molecular (LMWs) e produtos relacionados, peptídeos e proteínas, especialmente insulina, ciclosporina, oligonucleotídeos de anti-detecção, DNA e hormônio de crescimento.
Em outra concretização particular da invenção, o vetor particulado para injeção de heparina padrão em uma dose de entre 2 000 IU e 20 000 IU/dia, e LMWH em uma dose de entre 600 IU e 4200 IU/dia [sic].
Um objetivo da presente invenção é também uma composição farmacêutica contendo um vetor particulado i conforme descrito acima, em combinação com qualquer excipiente farmaceuticamente aceitável.
As composições podem ser usadas uma ou mais vezes por dia, em qualquer forma que seja adequada para administração oral, especialmente na fórmula de cápsulas de gel, tabletes, grânulos, sachês ou liofilizada.
As composições de acordo com a invenção permitem que os princípios ativos sejam administrados em doses equivalentes a cerca de 1 a 10 vezes a dose usada parenteralmente. Tais vetores tornam possível eliminar os problemas da rota parenteral (esterilização da droga, dor no ponto de injeção, ansiedade do paciente, risco de infecção, número limitado de pontos de injeção). Eles também evitam, conforme é freqüentemente o caso via a rota oral, a administração de doses muito grandes de princípios ativos, visto que os princípios ativos são usados em uma dose equivalente àquela convencionalmente usada intravenosamente, ou muito levemente mais alta, em mais de 10 vezes, e preferivelmente 1 a 3 vezes referida dose.
Além disso, o uso de polímeros considerados como biocompatíveis (biodegradável e/ou não-biodegradável), é uma garantia de ausência de toxicidade de referidas partículas.
Os vetores particulados, de acordo com a invenção, também tornam possível inesperadamente obter-se ação mais longa do que para a administração de uma dose similar em solução administrada intravenosamente, onde é sabido que a dose : administrada oralmente deve freqüentemente ser muito mais alta do que as doses administradas intravenosamente de modo a ser capaz de exercer sua atividade, na conta das perdas de princípio ativo incorridas por sua residência no trato gastrointestinal (pH ácido do estômago, enzimas, várias secreções, primeira passagem através do fígado, etc.).
De acordo com a invenção, os vetores particulados podem ser preparados por qualquer método conhecido àqueles técnicos no assunto. Exemplos que podem ser mencionados incluem o método de preparação por emulsificação e evaporação de solvente, conforme descrito por Alex e outros., J. Microencapsulation, 7 (3), (1990), 347-355). Outros métodos podem também ser considerados, especialmente pulverização-secagem, revestimento e extrusão.
Os Exemplos e Figuras que se seguem ilustram a invenção sem, contudo, limitá-la. A FIGURA 1 ilustra a atividade biológica da heparina determinada pelo tempo de cefalina ativada após administração oral de micropartículas de heparina preparadas a partir da mistura de polímero Eudragit® RS/PLGA em proporções de (1/1) de acordo com o procedimento do exemplo 1, e administrada de acordo com o procedimento do exemplo 9. A FIGURA 2 ilustra a heparina após administração oral de nanopartículas de heparina preparadas a partir da mistura de polímero Eudragit® RS/PCL em proporções de (1/1) de acordo com o procedimento do exemplo 1, e administradas de acordo com o procedimento do exemplo 9. A FIGURA 3 ilustra as cinéticas de glicemia induzida com uma administração oral de 2 g de glucose, 4 horas após a administração oral de nanopartículas de insulina preparadas de acordo com o procedimento do exemplo 10 (controles = ratos não-tratados; polegadas = ratos tratados com nanopartículas de acordo com a invenção). A FIGURA 4 ilustra as cinéticas de glicemia induzida com uma administração oral de 2 g de glucose, 8 horas após a administração oral de nanopartículas de insulina preparadas de acordo com o procedimento do exemplo 10 (controles = ratos não-tratados; polegadas = ratos tratados com nanopartículas de acordo com a invenção).
Exemplo 1: Preparação de vetores particulados contendo heparina (micropartículas) Uma solução de heparina padrão ou de baixo peso molecular (1 ml, 5 000 IU) é emulsificada com mistura rápida magnética por 3 minutos (500 rpm) em uma solução de dicloro-metano (10 ml) contendo o polímero ou a mistura de polímero (250 mg). Esta primeira emulsão (água/óleo) é então derramada em um volume de água (1500 ml) contendo um tenso-ativo, polivinil álcool (0,1% grau de hidrólise 88%), que dá, por mistura rápida mecânica (2 000 rpm), uma segunda emulsão água/óleo/água. Após mistura rápida por 2 horas, a precipitação das gotículas de dispersão é obtida após evaporação do solvente. As micropartículas de polímero assim obtidas são então isoladas 5 por filtração. As partículas apresentam um tamanho médio de 150 micrômetros.
Exemplo 2: Preparação de vetores particulados contendo heparina e gelatina A (micropartículas) O processo é realizado de acordo com o > exemplo 1, com adição de gelatina A (0,5%) à solução de heparina.
Exemplo 3: Preparação de vetores particulados contendo heparina e cloreto de sódio (micropartículas) O processo é realizado de acordo com o exemplo 1, com adição de NaCl (0,2%) à solução de heparina.
Exemplo 4: Preparação de vetores particulados contendo heparina (nanopartículas) Uma solução de heparina padrão ou de baixo peso molecular (1 ml, 5 000 IU) é emulsificada usando-se uma sonda de ultrasom por 3 minutos em uma solução de dicloro-metano (10 ml) contendo o polímero ou a mistura de polímero (250 mg). Esta primeira emulsão (água/óleo) é então derramada em um volume de água (1500 ml) contendo um tenso-ativo, polivinil álcool (0,1%), que dá, por homogeinização sob pressão (homogeneizador de dois estágios), uma segunda emulsão água/óleo/água. Após cisalhamento por 3 minutos, a mistura rápida é cessada, e o solvente é evaporado da suspensão coloidal em um evaporador sob pressão reduzida, resultando na formação de nanopartículas de polímero em suspensão em água. A : suspensão de nanopartícula é lavada três vezes por centrifugação (25 000 rpm). Esta suspensão pode ser usada conforme obtida ou seca no freezer. As partículas apresentam um tamanho médio de 250 nm.
Exemplo 5: Preparação de vetores particulados contendo heparina e gelatina A (nanopartículas) O processo é realizado de acordo com o exemplo 4, com adição de gelatina A (0,5%) à solução de heparina.
Exemplo 6: Preparação de vetores particulados contendo heparina e cloreto de sódio (nanopartículas) O processo é realizado de acordo com o exemplo 4, com adição de NaCl (0,2%) à solução de heparina.
Exemplo 7: Caracterização Fisicoquímica das partículas As micropartículas e nanopartículas são preparadas de acordo com os procedimentos dos exemplos 1 a 6, e contêm no total 0,25 g de polímeros ou de mistura de polímeros.
As características das micropartículas são colocadas na Tabela 1, como a média de 3 testes (médio ± desvio padrão).
As características das nanopartículas são colocadas na Tabela 2, como a média de 4 testes (média ± desvio padrão). O teor de princípio ativo (expresso como uma percentagem e como IU de heparina/grama de polímero) em e/ou nas referidas partículas, é determinado por meio de um método colorimétrico validado com uma solução de Azure II no caso de heparina padrão não-fracionada, e por fenelometria no caso de LMWH (heparina de baixo pewso molecular). O diâmetro das micropartículas e nanopartículas foi obtido por meios padrões de difusão de luz conhecido àqueles técnicos no assunto. O potencial de superfície das nanopartículas foi determinado por eletroforese à laser.
Os resultados mostram que a técnica de manufaturamento é muito reproducível.
Para as micropartículas e nanopartículas preparadas com um polímero biodegradável apenas, os níveis de incorporação de heparina são baixos, que requerería, mesmo assumindo-se absorção, quantidades excessivamente grandes e incompatíveis de partículas (da ordem de várias gramas em uma administração simples).
Em contraste, as micropartículas de acordo com a invenção têm um nível de incorporação que é suficiente para permitir a administração de quantidades compatíveis de partículas.
Tabela 1 a exemplos comparativos b exemplos de acordo com a invenção Tabela 2 a exemplos comparativos b exemplos de acordo com a invenção Exemplo 8: Quantidade de heparina liberada in vitro A atividade biológica de heparina encapsulada em e em seguida liberada a partir das partículas preparadas de acordo com os exemplos 1 a 6 foi determinada por meio de um método cronométrico (ACT, tempo de cefalina ativada; C.K, Prest® kit, Diagnostica Stago), e um método cromogenético (atividade anti-Xa; Starchrom® Heparina kit, Diagnostica Stago) de acordo com as instruções do fabricante.
Os resultados obtidos mostram que os valores obtidos para a quantidade de heparina liberada são idênticos para os dois métodos, que confirmam que a heparina tem sua atividade biológica conservada após encapsulamento.
Exemplo 9: estudo in vivo após administração oral em coelho O^resultados são dados nas Figuras 1 e 2. Cápsulas de gel contendo as partículas de polímero de heparina preparadas de acordo com os Exemplos 1 a 6 de 250 mg de polímeros ou de mistura de polímero, são administradas em uma dose única, de 2000 IU para heparina padrão, ou 600 IU para LMWH, em coelhos presos por 12 horas. Amostras de sangue (500 μΐ) são tomadas no tempo T0 e em tempos regulares a partir da veia externa da orelha. Após centrifugação de cada amostra de sangue a 7 000 g por 8 minutos, o tempo de cefalina ativada ou a atividade anti-Xa são determinados conforme indicado no exemplo 8.
Inesperadamente, como uma administração oral única, e com uma concentração de princípio ativo que é de 20 a 250 vezes menor do que aquela usada na técnica anterior [2 000 IU de heparina, pelo que os outros publicaram doses de estado variando de 40 000, 60 000 a 90 000 de oito em oito horas por 5 dias (Baugham, Proceed. Intern. Symp. Control. Rei. Bioact. Mater., 26, (1999), 4) até 500 000 IU (Ueno e outros., Chem. Pharm., 30 (6), (1982), 2245-2247)], as partículas de heparina preparadas de acordo com a presente invenção produzem um aumento significante no tempo de coagulação.
Em contraste, após administração oral de micropartículas ou nanopartículas preparadas de polímeros biodegradáveis somente (PLGA, PCL, etc.), nenhuma absorção de heparina padrão foi observada. Após administração oral de micropartículas ou nanopartículas preparadas de polímeros não-biodegradáveis somente (Eudragit® RL, Eudragit® RS), nenhuma absorção de heparina padrão foi observada.
Desse modo, os vetores particulados de heparina da presente invenção permitem a administração oral de doses que são virtualmente equivalentes àquelas atualmente administradas intrevenosamente e subcutaneamente no homem, enquanto que, ao mesmo tempo, assegura eficácia sustentada do princípio ativo.
Exemplo 10: Preparação de vetores particulados contendo insulina (nanopartículas) A solução de insulina é emulsificada usando-se um sonda de ultra-som por 30 segundos em uma solução de diclorometano contendo a mistura de polímero (250 mg).
Esta primeira emulsão água/óleo é então derramada em um volume de água (40 ml) contendo um tenso-ativo, polivinil álcool (0,1%) e emulsificada usando uma sonda de ultra-som por 1 minuto, dando, desse modo, uma segunda emulsão água/óleo/água. O solvente orgânico é então evaporado usando-se um evaporador sob pressão reduzida, resultando na formação de nanopartículas. A suspensão coloidal é centrifugada por 30 minutos (42 000 g), o sobrenadante é removido, e as nanopartículas são re-suspensas em água e usadas conforme obtidas. As partículas apresentam um tamanho médio de 350 nm.
Exemplo 11: estudo in vivo após administração oral de nanopartículas de insulina em ratos diabéticos Os resultados são representados pelas Figuras 3 e 4. A suspensão de nanopartículas de insulina preparadas de acordo com o Exemplo 10 é administrada oralmente como uma dose única (100 IU/kg) em ratos, presos por 12 horas, tornados diabéticos pela administração de streptozotocin. Ehn teste de hiperglicemia induzida (2 g de glucose administrada oralmente) é realizado 4 e 8 horas após administração oral das nanopartículas. Amostras de sangue são tomadas em T0 e em tempos regulares a partir da veia da calda. A glicemia e a insulinemia são determinadas para cada amostra de sangue.
Inesperadamente, após uma administração oral única, as partículas de insulina preparadas de acordo com a presente invenção reduzem significantemente a glicemia.
Em paralelo, um aumento na insulinemia é observado.
REIVINDICAÇÕES

Claims (15)

1. Vetor particulado para aperfeiçoamento da absorção oral de princípios ativos, sendo os ditos vetores constituídos de uma matriz polimérica compreendendo pelo menos um polímero biodegradável associado com pelo menos um polímero policatiônico, caracterizado pelo fato de que o dito polímero biodegradável e o polímero policatiônico estão presentes em quantidades equivalentes.
2. Vetor particulado, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o polímero biodegradável não-entérico é escolhido do grupo constituído de poliésteres, em particular polímeros de acido lático, co-polímeros de ácido lático e acido glicólico (PLGA), poli-c-caprolactonas (P-CL) e polianidridos, poliamidas, poliuretanos, policarbonatos, poliacetais, po-liortoésteres e polímeros naturais.
3. Vetor particulado, de acordo com a reivindicação 2, caracterizado pelo fato de que o polímero biodegradável não-entérico é PCL ou PLGA, e o peso molecular dos ditos polímeros sendo entre 2000 c 100.000.
4. Vetor particulado, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 3, caracterizado pelo fato de que o polímero policatiônico é escolhido a partir do grupo consistindo de derivados de celulose, os copolímeros de éste-res de ácido acrílico e metacrílico vendidos pela companhia Rhõm GmbH sob a marca comercial Eudragit®, e, mais particularmente, poliésteres de ácido metacrílico com uma proporção pequena de cloreto de trimetilamonioetil me-tacrilato (Eudragit® RS), ou uma grande quantidade de cloreto de trimetilamonioetil metacrilato (Eudragit® RL.), quitosana e seus derivados, e polili-sina.
5. Vetor particulado, de acordo com qualquer uma das reivindica ções 1 a 4, caracterizado pelo fato de que está na forma de nanopartículas ou micropartículas.
6. Vetor particulado, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato de que está na forma de nanopartículas, tendo o diâmetro entre 50 a 1000 nm.
7. Vetor particulado, de acordo com a reivindicação 6, caracterizado pelo fato de que está na forma de nanopartículas, tendo o diâmetro entre 200 a 400 nm.
8. Vetor particulado, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato de que está na forma de micropartículas, tendo o diâmetro entre 1 a 1000 pm.
9. Vetor particulado, de acordo com a reivindicação 8, caracterizado pelo fato de que está na forma de micropartículas, tendo o diâmetro entre 50 a 200 pm.
10. Vetor particulado, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 9, caracterizado pelo fato de que também compreende uma ou mais substâncias escolhidas a partir do grupo compreendendo polímeros entéricos e substâncias solúveis em água ou lipossolúveis.
11. Vetor particulado, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 10, caracterizado pelo fato de que o princípio ativo é escolhido da heparina e produtos relacionados, e heparinas de baixo peso molecular e produtos relacionados, peptídeos e proteínas.
12. Vetor particulado, de acordo com a reivindicação 11, caracterizado pelo fato de que o princípio ativo é heparina.
13. Composição farmacêutica, caracterizada pelo fato de que contém pelo menos um vetor particulado como definido em qualquer uma das reivindicações 1 a 12, em combinação com qualquer excipiente farmaceutica-mente aceitável.
14. Composição farmacêutica, de acordo com a reivindicação 13, caracterizada pelo fato de que é preparada em uma forma adequada para administração oral.
15. Composição farmacêutica, de acordo com a reivindicação 14, caracterizada pelo fato de que é preparada na forma de cápsulas de gel, comprimidos, grânulos, sachês ou materiais liofilizados.
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