BRPI0215475B1 - sistema de abastecimento de água, e, método para controlar pressão em um sistema de abastecimento de água - Google Patents

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Abstract

"sistema de abastecimento de água, válvula de controle diferencial, e, método para controlar pressão em um sistema de abastecimento de água". é descrito um sistema de abastecimento de água que compreende uma linha de abastecimento e uma rede de consumidores, um dos quais sendo um consumidor monitorado que recebe o nível mínimo de pressão, um sistema de regulagem de pressão que compreende uma válvula de redução de pressão (prv) associada com uma válvula piloto pré-ajustada em uma pressão de saída nominal e um sistema de controle de pressão que compreende uma válvula de controle diferencial (dcv). uma unidade de amostragem é provida para medir um parâmetro de fluxo indicativo da pressão no consumidor monitorado e que emite um sinal de pressão a um controlador que, por sua vez, gera um sinal de controle em resposta ao sinal de pressão para ativar um atuador da dcv, governando assim a vazão pela dcv, de maneira a se obter a pressão desejada no consumidor monitorado, independente de alteração da vazão na prv.

Description

“SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA, E, MÉTODO PARA CONTROLAR PRESSÃO EM UM SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA” CAMPO DA. INVENÇÃO A presente invenção encontra-se no geral no campo de controle de fluxo e pressão de água. Mais particular mente a invenção diz respeito a um sistema de controle para uma rede de abastecimento de água, A invenção diz respeito também a um dispositivo usado com o sistema e a um método de controle de água.
FUNDAMENTOS DA INVENÇÃO
Um sistema de abastecimento de água, por exemplo, um sistema de água municipal, tipicamente compreende uma linha de abastecimento principal alimentada por uma fonte de água (por exemplo, reservatório, poço, lago, etc.) e dispositivos de bombeamento para impelir a água através de uma rede de tubos tal que ela possa chegar a vários consumidores à jusante.
Tipicamente, são também providos vários dispositivos de regulagem e controle de pressão ao longo da rede de tubos a fim de monitorar o fluxo de água e reduzir a pressão da água a um nível tal que, por um lado, garanta o funcionamento adequado dos vários sistemas que são ativados por pressão, por exemplo, sistemas de irrigação, dispositivos de válvula, etc., e, por outro lado, não danifiquem nenhum equipamento de extremidade dos consumidores pela pressão excessiva, por exemplo, estouro dos tubos, danos de aquecedores solares, e outros equipamentos domésticos conectados à rede de água (lavadoras de pratos, máquinas de lavar, etc.). Pressão excessiva pode também ser prejudicial para instalações industriais que recebem água da rede.
Doravante na especificação e reivindicações, o termo “rede de tubos” refere-se à tubulação e instalações que estendem-se da fonte de agua até os consumidores.
Os consumidores de um sistema de abastecimento de água podem ser, por exemplo, consumidores domésticos, instalações industriais, instalações públicas e municipais, consumidores agrícolas, etc., todos os quais sendo aqui referidos na especificação e reivindicações coletivamente como “rede de consumidores”.
Entre a rede de consumidores existe pelo menos um consumidor em um local onde a pressão medida é menor do que a pressão medida nos outros locais de consumo. Um consumidor como esse pode ser, por exemplo, um consumidor remoto, por meio do que a perda de pressão ocorre por causa do fluxo através de uma tubulação extensa e pela derivação (perda por atrito e por altura), ou um consumidor em um local elevado (edifício alto ou em uma montanha), etc.
Doravante na especificação e reivindicações, um ou mais consumidores nos quais a pressão mais baixa é medida é referido como um “consumidor monitorado” (também conhecido como um “consumidor crítico”). O consumo de água em um sistema de abastecimento de água municipal varia durante o dia. Maior consumo é tipicamente medido nas horas matinais (entre cerca de 6 e 9 horas da manhã) e novamente nas horas da tarde (entre cerca de 7 e 9 horas da noite). Entretanto, esses picos estão sujeitos a variações, por exemplo, nos finais de semanas, entrada do horário de verão, mudanças de estação, eventos relevantes, tal como uma competição esportiva importante, etc. É uma preocupação das autoridades de abastecimento de água, por exemplo, uma prefeitura, ou uma empresa de abastecimento de água, que o consumidor monitorado receba água em uma pressão mínima, digamos, por exemplo, cerca de 2 XA atmosferas, de maneira a garantir o funcionamento adequado de vários equipamentos ativados por pressão e de desfrutar de uma pressão razoável em uma instalação de água doméstica, por exemplo, em torneiras, duchas, etc. O aumento da pressão no consumidor monitorado necessariamente implicará em um aumento de pressão muito mais significativa nos consumidores à jusante, até mesmo uma sobrepressão prejudicial.
Por um lado, sobrepressão demanda mais unidades de bombeamento potentes e é mais caro. Em segundo lugar, ela exige uma rede de tubos que possa suportar tal sobrepressão. Então existe um problema de sobrepressão que pode provocar danos aos consumidores, conforme já mencionado.
Ainda mais, vazamentos insignificantes na rede de tubos, por exemplo, pequenos finos ou conexões deficientes dos elementos da tubulação, tomam-se proporcionalmente significativos com o aumento da pressão, e podem ser o motivo para uma certa perda significativa de água doce que é desviada. Relatórios mostram que taxas de perda de água doce por vazamentos atingem até cerca de 15 a 40% de uma entrega de fluxo do fornecedor.
Uma variedade de sistemas de pressão e controle de água é conhecida. Um arranjo básico compreende uma válvula de redução de pressão (PRV) que funciona para reduzir a pressão entre uma entrada e uma saída sua, independente de alterações no fluxo através do dispositivo ou alterações de pressão à montante. Diversos tais PRVs são tipicamente montados ao longo de uma rede de tubos, por exemplo, em derivações para subúrbios, adjacentes a instalações de consumo importantes, edifícios, etc.
Uma PRV típica compreende um orifício de entrada que fica em comunicação fluida com um orifício de saída por meio de uma passagem de fluxo controlada por uma câmara de controle de pressão. Quando a câmara de controle de pressão é pressurizada, a passagem de fluxo fica restrita para restringir assim o fluxo entre o orifício de entrada e o de saída, de maneira a se obter uma pressão de saída essencialmente constante. A pressão no interior da câmara de controle é governada por vários dispositivos de controle de fluxo, que eventualmente servem ao propósito de controlar a vazão de água através da câmara de controle.
De acordo com uma modalidade da tecnologia anterior, é provida uma assim chamada válvula hidráulica, em que a câmara de pressão é carregada por um orifício de restrição com uma vazão de entrada constante Qi conectado à montante da PRV e que é descarregada por uma válvula piloto que tem um fluxo de saída nominal estabelecido Q2 conectado à jusante da dita PRV. Quando Qi for maior do que Q2, a pressão no interior da câmara de controle pressurizada aumenta para de forma a restringir assim (ou fechar) a passagem de fluxo entre 0 orifício de entrada e o orifício de saída da PRV, de forma a restringir assim o fluxo de saída Qout da PRV, implicando em uma correspondente queda na pressão de saída Pout da PRV.
De acordo com um arranjo diferente, em vez de um orifício de restrição e uma válvula piloto, são providos solenóides (opcionalmente solenóides proporcionais) conectados a controladores elétricos, por meio do que 0 fluxo de entrada de água Qi e o fluxo de saída Q2 são controlados de forma a governar assim a pressão interna na câmara de controle.
De acordo ainda com uma modalidade diferente, uma câmara de predisposição é montada em um êmbolo da válvula piloto para ativar hidraulicamente um diafragma interno da válvula piloto. A dita câmara de predisposição é conectada a um abastecimento de água à montante, por meio do que um êmbolo da válvula piloto fica deslocável de forma a restringir o fluxo de saída Q2 da válvula piloto.
Ainda um outro sistema de controle diz respeito à montagem de uma câmara de predisposição em um componente de ajuste de um abastecimento da válvula piloto, por meio do que o componente de ajuste da válvula piloto fica deslocável de maneira a restringir o fluxo de saída Q2 da válvula piloto.
De acordo com uma modalidade da solução apresentada, é provida uma câmara de predisposição montada integralmente com a válvula piloto. Entretanto, solenóides de controle são ainda exigidos para restringir o fluxo de entrada Qi e o fluxo de saída (¾.
Cada um dos sistemas de controle citados apresenta pelo menos uma das diversas deficiências e inconvenientes seguintes: i. O mau funcionamento de um ou ambos os solenóides deixa a PRV inativa. Isto pode resultar em uma das duas posições extremas indesejadas, a primeira sendo o corte total do abastecimento de água, e o segundo sendo a provisão aos consumidores de uma pressão que é igual à alta pressão à montante (já que a PRV não preenche sua função), por meio do que o fornecedor de água fica exposto a responsabilidade pelo mau funcionamento pelos danos causados aos consumidores. ii. Cada alteração de pressão ou fluxo perceptível implica na ativação dos solenóides, pode meio do que a fonte de energia associada fica rapidamente escassa; iii. Maiores aberturas/fechamento dos solenóides e dos componentes da válvula podem tomar o sistema vulnerável a mau funcionamento. iv. O uso de solenóides exige filtragem da água a um alto nível (tipicamente da ordem de mícrons). Assim, é de se esperar mais manutenção. v. Um fator importante é a opção de instalar o sistema de controle por retroajuste. Na maioria dos casos, são necessárias montagens e instalações individuais que tomam o custo da instalação impraticável. vi. A baixas vazões o sistema entra no assim chamado estado de instabilidade, onde o sistema atinge sem sucesso um estado estacionário. vii. A câmara de predisposição é um elemento sensível que exige ajustes finos e que é suscetível a sujeira. viii. Os sistemas não oferecem nenhum arranjo de desvio, por meio do que o mau funcionamento de um sistema como esse pode fazer com que o consumidor receba pressão excessivamente alta, que pode provocar danos.
Portanto, é um objetivo da presente invenção fornecer um sistema de controle de abastecimento de água capaz de fornecer pressão essencialmente desejada no consumidor monitorado, independente de alterações no consumo, isto é, vazão no sistema. Um sistema de abastecimento de água de acordo com a invenção fornece pressão essencialmente constante medida no consumidor monitorado, independente de sua localização e de perdas por altura na rede de tubos, e também independendo de mudanças súbitas no consumo ou de mudanças sazonais desse tipo.
De acordo com um outro aspecto da presente invenção, é provida uma válvula de controle diferencial usada na obtenção de uma vazão constante, a despeito de mudanças de pressão na linha, eliminando tais alterações de pressão.
Ainda um objetivo adicional da presente invenção é fornecer um método para controlar pressão em um sistema de abastecimento de água, de maneira a fornecer pressão desejada a um consumidor monitorado. SUMÁRIO DA INVENÇÃO A presente invenção requer um sistema de abastecimento de água que compreende uma rede de consumidores e um sistema de regulagem de pressão que, a despeito da vazão alternada no sistema, mantém a pressão no consumidor monitorado a um nível de pressão desejado.
De acordo com um aspecto da invenção, é provido um sistema de abastecimento de água que compreende uma linha de abastecimento e uma rede de consumidores, um dos quais sendo um consumidor monitorado que recebe o menor nível de pressão, um sistema de regulagem de pressão que compreende uma válvula de redução de pressão (PRV) associada com a válvula piloto pré-ajustada em uma pressão de saída nominal; e um sistema de controle de pressão que compreende uma válvula de controle diferencial (DCV); uma unidade de amostragem para medir um parâmetro de fluxo indicativo da pressão no consumidor monitorado e emitindo um sinal de pressão a um controlador; o dito controlador gerando um sinal de controle em resposta ao sinal de pressão para ativar um atuador da DCV, governando assim a vazão pela DCV, de maneira a se obter a pressão desejada no consumidor monitorado, independente de alteração da vazão pela PRV.
De acordo com uma modalidade, o parâmetro de fluxo é a vazão medida adjacente à PRV e convertida em um sinal de pressão representativa da pressão do consumidor monitorado, com base em cálculos de conversão. E de acordo com uma outra modalidade, o parâmetro de fluxo é a pressão medida no consumidor monitorado.
No caso de o parâmetro de fluxo ser a vazão, é tipicamente provida uma amostragem de pressão para ler a pressão em uma linha de saída da DCV para gerar um sinal de pressão local, por meio do que o dito sinal de pressão local e o sinal de pressão são comparados no controlador.
De acordo ainda com uma outra modalidade, o sistema de abastecimento de água compreende adicionalmente uma porta de desvio para anular a DCV no caso de um mau funcionamento da DCV e/ou do controlador ser detectado (incluindo qualquer parâmetro de controle, por exemplo, problemas de suporte lógico, erros de sinal de controle, etc.).
De acordo com um aspecto diferente da presente invenção, é provida uma válvula de controle diferencial usada em um sistema de controle de pressão de acordo com a presente invenção. A válvula de controle diferencial compreende: um alojamento montado com uma entrada estática, uma entrada dinâmica e uma saída da válvula; uma câmara de controle dividida de forma selada por um diafragma flexível que divide a câmara em uma primeira câmara que se comunica com a entrada estática e uma segunda câmara que se comunica com a saída da válvula e com uma passagem que fluxo controlada que serve para fazer a comunicação entre a dita segunda câmara e a dita entrada dinâmica; um componente de obturação carregado por mola articulado com o diafragma e que é deslocável axialmente dentro da passagem de fluxo controlada em resposta a deslocamento de pressão diferencial do diafragma flexível; e um atuador controlado para deslocar axialmente o componente de obturação, para governar assim o fluxo através da passagem de fluxo controlada em resposta à pressão diferencial sobre o diafragma flexível e uma força oposta conferida pelo atuador e a mola.
De acordo com uma modalidade particular da válvula de controle diferencial, o componente de obturação é um componente de vedação tipo agulha montado para encaixe de vedação com uma sede de vedação correspondente da passagem de fluxo; o dito componente de vedação e a sede de vedação sendo essencialmente cônicos igualmente e onde a área de fluxo seccional transversal entre a sede de vedação e o componente de vedação é proporcional em relação ao deslocamento axial do componente de vedação. A invenção adicionalmente diz respeito a um método para controlar a pressão no sistema de abastecimento de água que compreende uma linha de abastecimento e uma rede de consumidores, um dos quais sendo um consumidor monitorado que recebe o menor nível de pressão; um sistema de regulagem de pressão que compreende uma válvula de redução de pressão (PRV) montada com uma válvula piloto pré-ajustada em uma pressão de saída nominal, um sistema de controle de pressão que compreende uma válvula de controle diferencial (DCV) conectada em série à dita válvula piloto, uma unidade de amostragem de parâmetros de fluxo e um controlador; o método compreendendo as seguintes etapas: (i) medir um parâmetro de fluxo indicativo da pressão do consumidor monitorado e emitir um sinal de pressão ao controlador; (ii) gerar um sinal de controle pelo controlador, o dito sinal de controle sendo responsivo ao sinal de pressão; (iii) ativar um atuador da DCV pelo sinal de controle, governando assim a vazão no atuador da DCV de maneira a controlar a vazão na válvula piloto e obter a pressão desejada no consumidor monitorado, independente de alteração na vazão na PRV.
No caso de o parâmetro de fluxo ser a vazão, o método compreende as etapas adicionais de: (iv) medir a vazão adjacente à PRV e transmitir um sinal de vazão ao controlador; (v) converter o sinal de vazão em um sinal de pressão representativo da pressão no consumidor monitorado, com base em cálculos de conversão; (vi) medir a pressão local em uma linha de saída da DCV e gerar um sinal de pressão local correspondente; (vii) comparar o sinal de pressão local e o sinal de pressão e gerar um sinal de controle correspondente; (viii) retomar à etapa (iii). É vantajoso que o sistema de abastecimento de água seja montado com uma porta de desvio que anula a DCV, de maneira tal que, no caso de mau funcionamento do sistema, o desvio se abra para fornecer assim a pressão de saída Pout em uma saída da PRV. correspondente à pressão de saída nominal estabelecida na válvula piloto. A invenção também diz respeito a um sistema de abastecimento de água que é capaz de tratar também vazões significativamente baixas, evitando-se assim a denominada “instabilidade”, a saber, uma situação em que um sistema de abastecimento de água típico não pode estabilizar seus parâmetros de pressão a baixas vazões.
De maneira, é provido um sistema de abastecimento de água que compreende uma linha conectada a pelo menos um consumidor, um sistema de regulagem de pressão que compreende um caminho de alta vazão e um caminho de baixa vazão de desvio instalado (HFPRV) que tem um alto fluxo nominal e associado com uma válvula piloto pré-ajustada em uma primeira pressão de saída nominal; e um sistema de controle de pressão que compreende um controlador, uma válvula de controle diferencial (DCV), uma unidade de amostragem para medir vazão no sistema; o dito caminho de baixo fluxo e associado com a válvula piloto pré-ajustada em uma segunda pressão de saída nominal; em que a dita unidade de amostragem emite um sinal do parâmetro de fluxo ao controlador que gera um sinal de controle responsivo para ativar um atuador da DCV para dessa forma governar a vazão pela DCV; por meio do que, quando o sinal do parâmetro de fluxo cair abaixo de um valor pré-estabelecido, a dita DCV se fecha, implicando no fechamento da HFPRV e na abertura simultânea da LFPRV; e quando o parâmetro de fluxo exceder o dito valor pré-estabelecido, a LFPRV se fecha e a HFPRV se abre.
No caso de o parâmetro de fluxo ser vazão medida antes ou depois da HFPRV, mas antes ou depois da derivação do circuito de controle de baixo fluxo, respectivamente, a DCV compreende: um alojamento montado com uma entrada estática e uma entrada dinâmica, ambas estando em comunicação fluida com uma saída da válvula piloto pré-ajustada a uma alta pressão de saída nominal, e uma saída da válvula estando em comunicação de fluxo com uma saída do HFPRV; uma câmara de controle dividida de maneira selada por um diafragma flexível que divide a câmara em uma primeira câmara que se comunica com a entrada estática, e uma segunda câmara que se comunica com a saída da válvula, e com uma passagem de fluxo controlada servindo para efetuar a comunicação entre a dita segunda câmara e a dita entrada dinâmica; um componente de obturação carregado por mola com o diafragma e sendo deslocável axialmente dentro da passagem de fluxo controlada em resposta ao deslocamento de pressão diferencial do diafragma flexível; e um atuador controlado pelo controlador, para deslocar axialmente o componente de obturação, para governar assim o fluxo através da passagem de fluxo controlada em resposta à pressão diferencial sobre o diafragma flexível e uma força oposta conferida pela mola e o atuador. DESCRIÇÃO RESUMIDA DOS DESENHOS A fim de entender a invenção e ver como ela pode ser posta em prática, algumas modalidades preferidas serão agora descritas, apenas a título de exemplos não limitante, com referência aos desenhos anexos, em que: A figura 1 é uma representação esquemática de um sistema de abastecimento de água de acordo com uma modalidade da presente invenção; A figura 2 é uma representação esquemática que mostra com um pouco mais de detalhes um sistema de controle do sistema de abastecimento de água ilustrado na figura 1;
As figuras 3 A a 3C ilustram uma válvula de controle diferencial usada em um sistema de controle de fluxo de acordo com a presente invenção; em que: A figura 3 A ilustra a válvula em uma posição fechada; A figura 3B ilustra a válvula em uma posição parcialmente aberta; e A figura 3C ilustra a válvula em uma posição completamente aberta; A figura 4 ilustra uma modalidade de uma válvula de controle diferencial de acordo com a presente invenção, a válvula na sua posição fechada; A figura 5 é uma representação esquemática de um sistema de abastecimento de água de acordo com uma modalidade diferente da presente invenção; A figura 6 é uma representação esquemática do sistema de controle usado em um sistema de abastecimento de água de acordo com a modalidade da figura 5; e A figura 7 é uma representação esquemática de um sistema de controle para impedir instabilidade, em associação com um sistema de abastecimento de água de acordo com a presente invenção.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO A atenção se volta primeiramente para a figura 1 dos desenhos, que ilustra, a título de representação esquemática, um sistema de abastecimento de água de acordo com a presente invenção, que representa uma parte de ramificação de um sistema de abastecimento de água municipal típico. O sistema compreende uma rede de tubulações com origem em uma fonte de água, por exemplo, lago, reservatório de água, poço, etc. (não mostrados). Água pode ser impelida através da rede de tubos 20 por meio de uma ou mais unidades de bombeamento 24 ou outro dispositivo adequado, conhecido per se, por exemplo, a gravidade, etc. A água em movimento através da rede de tubos é bombeada a uma pressão essencialmente alta, até que ela chega às seções de derivação em cada vizinho ou bloco, onde uma válvula de redução de pressão (PRV) 26 está montada para reduzir a pressão da água, conforme fica aparente a seguir com mais detalhes também ao sistema de controle designado no geral por 30 ilustrado com num pouco mais de detalhes na figura 2. r E uma preocupação da companhia de abastecimento de água (tipicamente a prefeitura, etc.) que todos os consumidores ao longo da linha de abastecimento recebam pelo menos uma certa pressão nominal de maneira a garantir assim a operação e funcionamento adequados de vários equipamentos ativados por pressão, por exemplo, chuveiros, dispositivos de válvula e de filtro, etc., bem como desfrutar de instalações de água de pressão e domésticos razoáveis, por exemplo, torneiras, duchas, etc. Por outro lado, é uma preocupação significativa da empresa de abastecimento de água que a pressão nos consumidores não exceda uma certa pressão nominal, de maneira a não ficar suscetível a danos provocados por sobrepressão, por exemplo, estouro dos tubos (que ocorre tipicamente em coletores solares), vazamentos significativos, etc.
Uma tubulação principal 32 que estende-se da PRV 26, ramifica-se nos tubos 34 que levam a uma rede de consumidores que compreende diversas casas 36 e uma torneira municipal ou doméstica 38 e um consumidor significativamente remoto designado por 40 posicionado no topo de uma montanha e conectado ao tubo principal 32 pela linha de tubos 42. Em condições normais, a pressão monitorada neste último consumidor 40 é a mais baixa, por causa da extensa tubulação até chegar a ele (perdas por atrito e altura através dos acoplamentos e elementos de derivação) e devido a perdas de altura em vista de diferenças de altitude. O consumidor 40 é referido como um consumidor monitorado (às vezes também referido como um consumidor crítico). A discussão adicional está voltada para o sistema de controle designado no geral por 30, com referência adicional sendo feita também à figura 2. A PRV 26 compreende uma entrada 50 acoplada a uma seção de tubo principal à montante 20 e uma saída 52 acoplada a uma linha de tubo principal à jusante 32. Uma passagem de fluxo 56 é formada dentro da PRV entre a entrada 50 e a saída 52 seláveis por um componente de válvula 58 que encaixa de maneira selada sobre a sede da válvula 62. A PRV compreende adicionalmente uma câmara de controle 64 formada com um diafragma flexível 66 que suporta axialmente o componente da válvula 58. O arranjo é tal que a pressurização da câmara de pressão 64 faça com que o diafragma 66 deforme para baixo, implicando no deslocamento correspondente do componente da válvula 58 em direção à sede da válvula 62, dessa forma restringindo, ou fechando completamente, a passagem de fluxo 56. A despressurização da câmara de pressão 64 resulta no deslocamento axial do componente da válvula 58 para desencaixar a sede da válvula 62, de maneira a abrir novamente a passagem de fluxo 62. A pressão no interior da câmara de controle 64 é governada pela quantidade de água introduzida ou drenada da câmara 64. Uma linha de desvio de controle 72 é conectada à PRV à montante em 74, estando em comunicação fluida com uma pressão de entrada Pm que corresponde à pressão à montante. Montada na linha de desvio de controle 72 existe uma unidade de filtro 79 e um orifício de restrição de fluxo 80 que tem uma vazão constante. Estendendo-se ao interior da câmara de controle 64 fica uma linha de controle de pressão 82. Adicionalmente montada na linha de desvio de controle 72 fica uma válvula piloto 86 que tem uma pressão de saída nominal, ajustável manualmente pelo governador tipo parafuso 88.
Estendendo-se à jusante da válvula piloto 86 e conectada à seção do tubo 87 existe uma válvula de controle diferencial (DCV) 90 que tem uma saída acoplada à saída 52 do PRV 26. a DCV. compreende um atuador operado eletricamente 92. A construção da DCV 90 será explicada com mais detalhes com referência às figuras 3 e 5. A DCV é acoplada à PRV em 96 pela seção do tubo 94, estando em comunicação fluida com uma parte à jusante do tubo principal 32 na pressão Pout.
Conforme pode-se ver na figura 1, uma unidade de amostragem de pressão 100 é montada no local do consumidor monitorado 40, a dita unidade de amostragem 100 compreendendo um transmissor para transmitir um sinal de pressão PS receptível por um controlador 108. Percebe-se que, em vez de transmitir o sinal de pressão PS por meio de comunicação sem fio, isto pode ser feito por outros meios, por exemplo, telecomunicações por fio (por exemplo, por linhas telefônicas, linhas elétricas, sinalização ótica, etc.). O circuito de controle fecha com a emissão de um sinal de controle CS que é responsivo ao sinal de pressão PS e que ativa o atuador 92 da DCV, conforme será explicado a seguir com mais detalhes.
Um sistema de abastecimento de água que não seja suportado por um sistema de controle de circuito fechado normalmente teria diversas quedas de pressão durante o dia, em decorrência do maior consumo tipicamente medido nas horas matinais (entre cerca de 6 e 9 horas da manhã) e novamente nas horas ao entardecer (entre cerca de 7 e 9 horas da noite). Entretanto, esses picos são sujeitos a alterações, por exemplo, nos finais de semana, com a entrada do horário de verão, mudanças de estação, eventos relevantes, tal como uma competição esportiva importante, etc. Cada vez que uma queda de pressão desse tipo for medida, o consumidor monitorado 40 passará por uma queda de pressão bastante significativa que pode ter influência no funcionamento de algum equipamento doméstico, ou até mesmo afetar a qualidade de vida. Por outro lado, a fim de compensar tal perda de pressão durante horários críticos, o sistema pode ser programado de maneira tal a evitar queda de pressão abaixo de uma pressão nominal mínima predeterminada no dito consumidor monitorado. O resultado de um arranjo como esse é que as assim chamada horas mortas do dia, isto é, aquelas horas em que o consumo de água é mantido em um mínimo (por exemplo, depois da meia noite e antes do amanhecer) o consumo é muito baixo e assim perdas desprezíveis na tubulação, por exemplo, nas conexões e acoplamentos, por exemplo 109 na figura 1, ou vazamentos em torneiras domésticas ou públicas, por exemplo, a torneira 38, tomar-se-ão vazamentos significativos. O sistema de abastecimento de água de acordo com a presente invenção, conforme ilustrado no exemplo da figura 1, supera este problema monitorando continuamente a pressão no consumidor monitorado 40, onde a pressão nominal mínima é determinada. Um sinal de pressão correspondente à pressão medida na unidade de amostragem de pressão 100 é transmitido e captado por uma antena 113 do controlador 108. Em resposta ao sinal de pressão PS, o controlador gera um sinal de controle CS para o atuador 92 da DCV 90 para assim abrir ou fechar um caminho de fluxo através da DCV 90, de maneira tal que a PRV 26 seja continuamente ajustada de forma a fornecer a pressão desejada no consumidor monitorado 40, independente de alteração da vazão por causa de mudanças de consumo. O controlador 108 é programado ou programável de maneira a controlar o atuador 92 dentro de faixas de operação pré-selecionadas, de maneira a não exaurir a fonte de energia (tipicamente baterias) e reduzir desgaste do sistema que ocorre pelo uso excessivo. Dessa maneira, é vantajoso que o controlador 108 seja programado de maneira a gerar um sinal de controle CS correspondente a uma faixa de sinais de pressão PS de maneira a responder somente a mudanças de pressão significativas, por exemplo, um sinal de controle CS seria gerado pelo controlador 108 somente quando o sinal de pressão fugir de uma certa faixa de valores.
Cada vez que um sinal de controle CS for emitido pelo controlador 108, o atuador 92 da DCV 90 muda uma passagem de fluxo na DCV para controlar assim a quantidade de água que passa pela seção do tubo 94, isto é, até que ponto a câmara de pressão 64 da PRV 26 é pressurizada, eventualmente controlando a pressão de saída Pout de PRV 26.
Atenção adicional é agora voltada para as figuras 3A a 3C dos desenhos concernentes a um desenho particular da válvula de controle diferencial (DCV) 90 que é uma válvula do tipo agulha. A válvula de controle diferencial compreende um alojamento 132 que tem um orifício de entrada estática 136 (que, na configuração do sistema de controle ilustrado na figura 2, é acoplado à seção do tubo 87) e uma entrada dinâmica 134 (que, na configuração de um sistema de controle da figura 2, é também acoplado à seção do tubo 87). O alojamento 132 é adicionalmente formado com uma saída da válvula 140 (que, na configuração do sistema de controle da figura 2, é acoplado à seção do tubo 94 que estende-se até o orifício de saída da PRV 26).
Formado dentro da DCV 90 fica uma câmara de controle 144 dividida de maneira selada por um diafragma flexível 146 que divide a câmara de controle em uma primeira câmara superior 148 que está em comunicação fluida com a entrada estática 134, e uma segunda câmara inferior 150 que está em comunicação fluida com o orifício de saída 140.
Uma passagem de fluxo 154 é formada com a superfície de vedação 156. A passagem de fluxo 154 comunica entre a entrada dinâmica 134 e a segunda câmara 150, e de fato serve para efetuar a comunicação entre a entrada dinâmica 136 e a saída 140. Um componente de obturação 160 é articulado em 162 no diafragma 146 e compreende uma parte de vedação cônica 164 correspondente à sede da vedação cônica 156 (mais bem visto na figura 3C). Um anel O 166 é provido para completar a vedação. O componente de obturação 160 é deslocável axialmente dentro da passagem de fluxo entre uma posição completamente fechada e posições abertas nas quais a comunicação de fluxo se dá entre a entrada dinâmica 134 e a saída 140. O componente de obturação 160 fica normalmente predisposto no sentido de encaixe de vedação (fechando) da passagem de fluxo 154 por meio de um mecanismo de atuação 169 que compreende um componente de mola espiral 170 que se apóia em uma extremidade na chapa de suporte 172 montada em uma extremidade do componente de obturação 160 e na sua extremidade oposta em um componente de chapa deslocável axialmente 174 montado em uma haste rosqueada 176 suportada pelo mancai 178 e rotacionável por meio do atuador 92. O arranjo é tal que a rotação da haste 176 implica no deslocamento axial do componente de chapa 174 para aumentar e diminuir assim a força axial da mola 174, resultando em deslocamento axial da chapa de suporte 172 e respectivamente do componente de obturação 160 no sentido de abrir ou fechar a passagem de fluxo 154. Entretanto, percebe-se que ambos os orifícios de entrada, a saber, a entrada estática 136 e a entrada dinâmica 134, são acoplados na mesma linha de abastecimento de água, e são portanto igualmente pressurizados. Dessa maneira, a primeira câmara 148 e a segunda câmara 150 são igualmente pressurizadas, resultando em que o diafragma 156 fique em uma posição neutra, à parte da pressão axial aplicada pelo mecanismo de atuação 169. A pressão no interior da segunda câmara 150 com a força aplicada pela mola 170 convertida em pressão, é essencialmente igual à pressão na primeira câmara 148. O resultado deste arranjo é que a pressão dinâmica é diferenciada e a abertura real do caminho de fluxo é governada pela pressão axial aplicada pelo mecanismo de atuação 169, a saber, pela força da mola 170 e o deslocamento axial conferido pelo atuador 92.
Entretanto, deve-se notar que o componente de obturação 160 pode ser deslocado axialmente por outro meio sem ser o componente de obturação 169, por exemplo, por meio de um mecanismo de atuação hidráulico, etc.
Na posição da figura 3 A, a DCV 90 está na sua assim chamada posição fechada, em que a parte de vedação 164 do componente de obturação 160 encaixa de maneira selada a sede 156 para fechar efetivamente a passagem de fluxo 154. Na figura 3B, a DCV 90 está ilustrada em uma posição parcialmente aberta, em que a passagem de fluxo 154 está aberta até um certo ponto para efetuar a comunicação entre a entrada dinâmica 134 e a saída 140, por meio da segunda câmara 150. Percebe-se que as superfícies cônicas correspondentes 156 e 164 dão origem a uma passagem de fluxo suficientemente grande que é menos suscetível ao bloqueio por areia, sujeira, etc. Na posição da figura 3C, a DCV 90 está ilustrada em uma posição completamente aberta, em que o componente da chapa 174 está completamente retraído e essencialmente nenhuma força está aplicada pela mola 170 para efetuar assim o fluxo máximo entre a entrada dinâmica 134 e a saída 140.
Atenção adicional está voltada para a figura 4 dos desenhos que ilustra uma DCV de acordo com uma modalidade da presente invenção, designada no geral por 190, que é essencialmente similar em princípio à DCV 90 ilustrada nas figuras 3A-3C, a principal diferença consistindo na construção dos orifícios de entrada. Conforme visto na figura 4, o alojamento 194 compreende uma entrada principal 196 que se divide em uma entrada dinâmica 198 e uma entrada estática 200 que se comunicam com a entrada principal 196 por meio do duto 204 integral com o alojamento 194. Outros componentes e a construção da DCV 190 são similares aos descritos em relação à DCV 90 ilustrada nas figuras 3a-3C e a parte de trás está voltada para a descrição referente a essas figuras.
Atenção adicional está agora voltada para as figuras 5 e 6 que ilustra um sistema de abastecimento de água de acordo com uma modalidade da presente invenção. A presente modalidade difere da modalidade anterior ilustrada com referência às figuras 1 e 2 em particular no que diz respeito ao sistema de controle designado no geral por 220. Dessa maneira, elementos na modalidade das figuras 5 e 6 que são similares aos da modalidade representada nas figuras 1 e 2 estão designados com números de referência iguais com uma indicação de plique (‘).
No presente exemplo, água é provida a um subúrbio de uma cidade que supre água a uma pluralidade de casa 226, algumas instalações industriais 227 e instalações públicas 229, por exemplo, um edifício de escritórios e um arranha-céu 230 que constitui o assim chamado consumidor monitorado, em que a pressão medida é a mais baixa.
Diferente da modalidade da figura 1, um fluxímetro 240 é montado em uma linha de abastecimento 242 que estende-se da PRV 26’ para medição de um parâmetro de fluxo que, no presente caso, é um sinal de vazão FRS, sinal este que é então transferido ao controlador 250. O sinal de vazão é convertido no controlador 250 em um sinal de pressão correspondente representativo da pressão residente no consumidor monitorado 230. Isto é obtido por meio de cálculos de conversão que, com base na experiência e medições, convertem um sinal de vazão em um sinal de pressão. Em resposta ao FRS (e ao sinal de pressão PS correspondente a ele) um sinal de controle CS é gerado no controlador 250, sinal de controle este CS que é então direcionado para o atuador 92’ de uma DCV 90’ para ativar assim o mecanismo de atuação da DCV 90’, da maneira explicada a seguir com referência às figuras 3A-3C.
Além do mais, um sensor de pressão 258 é montado na seção da linha 94’ que estende-se entre uma saída 140’ da DCV 90’ e a saída 52’ da PRV 26’. A pressão detectada pelo manômetro 258 transmite um sinal de pressão local geral PS’ que é comparado com o sinal de pressão convertido obtido pelo sinal de vazão FRS, de maneira a fechar o circuito de controle e prover assim um circuito de controle mais preciso. O arranjo de acordo com a modalidade da figura 5 é tal que, com o aumento da vazão detectado pelo fluxímetro 240, um sinal de vazão correspondente RFS é transmitido ao controlador 250, por meio do que um sinal de pressão correspondente é obtido, em resposta ao que um sinal de controle CS é gerado pelo controlador 250, de maneira a atuar o atuador 92’ da DCV 90’ para drenar assim a câmara de pressão da PRV 26’ para aumentar assim o fluxo através da PRV e fornecer a maior demanda, por exemplo, em horas de pico, conforme explicado anteriormente.
Entretanto, quando a vazão detectada no fluxímetro 240 diminuir, um sinal de controle correspondente CS é transmitido pelo controlador 250 ao atuador 92’ da DCV 90’ para fechar assim a sua passagem de fluxo, por meio do que a câmara de pressão da PRV 26’ é pressurizada para efetuara assim a restrição da passagem de fluxo da PRV 26’. A modalidade da figura 6 ilustra um sistema de controle designado no geral por 260 que compreende os mesmos elementos do sistema de controle 30 da figura 2 e, portanto, elementos iguais são designados com números de referência iguais por meio de uma indicação de duplo plique. O sistema de controle 260 da figura 6 compreende uma porta de desvio adicional 264 que sai fora da DCV 90” com uma porta operada eletricamente 268, tipicamente sendo um solenóide conectado por meio de uma linha de controle 270 ao controlador 108”. O arranjo é tal que, quando o sistema detectar uma posição falha, por exemplo, uma mola quebrada da DCV, ou um erro no controlador 108”, um capacitor 274 montado no controlador 108” é descarregado para ativar o solenóide 268, por meio do que a porta de desvio 264 se abre de maneira a anular a DCV 90”. Com a abertura da porta desvio 264, a DCV 90” fica inativa, por meio do que a válvula piloto 96” é conectada diretamente à saída 96” da PRV 26”. É óbvio que uma porta de desvio 264 ilustrada na figura 6 pode ser igualmente aplicada em um sistema de controle do tipo descrito com referência à figura 5. Além disso, percebe-se que, em vez de ativar o solenóide 268 descarregando o capacitor 274, uma anulação do sinal de controle de ORCS pode ser gerada pelo controlador 108” toda vez que algum tipo de estado de falha for detectada. Por exemplo, no caso de um problema de comunicação, onde qualquer dos sinais não seja recebido ou transmitido pelo controlador, uma falha de energia, um problema mecânico relacionado com a DCV (por exemplo, quebra de mola), problemas de suporte lógico, etc. Ainda mais, quando em vez de uma porta ativada por solenóide, outros meios podem ser utilizados para abrir a porta, tais como, por exemplo, hidráulicos ou pneumáticos.
De volta agora à figura 7, está ilustrado um sistema de controle de acordo com uma variação da invenção, designada no geral por 300. Na modalidade da figura 7, elementos que se correspondem com os elementos referidos na figura 2 são atribuídos com mesmos números de referência acrescidos de 200. O sistema de controle 300 é em particular adequado para o tratamento de situações referidas na tecnologia como de instabilidade, onde o fluxo pela linha de abastecimento 332 é significativamente baixo e onde a PRV 326 não é capaz de fornecer pressão de saída estabilizada. Isto ocorre em particular uma vez que PRV 326 é desenhada para tratar altas vazões e onde deslocamento insignificante do componente da válvula 358 com relação à sede da válvula 62’ toma o dispositivo instável.
Esta situação é superada provendo um sistema de controle 300 ilustrado na figura 7 que compreende um circuito de controle de alto fluxo 319 e um circuito de controle de baixo fluxo 312. O circuito de controle de alto fluxo 319 compreende uma válvula de regulagem de pressão de alto fluxo HFPRV 326 montada com um sistema de controle similar ao descrito em relação à figura 2, isto é, que compreende uma unidade de filtro 378, um orifício de restrição de fluxo 380, uma linha de controle de pressão 382, uma válvula piloto 386 e uma DCV 390. O controlador 408 é provido para governar o atuador 392 da DCV 390 e adicionalmente recebe um sinal de vazão RF detectado por um fluxímetro 325 montado para medir o fluxo total através do sistema. O fluxímetro 325 pode ser montado tanto antes como depois da HFPRV 326, mas antes ou depois da ramificação do circuito de controle de baixo fluxo 321, respectivamente. O circuito de controle de pressão de baixo fluxo LFPRV designado por 321 é de fato um sistema de tubulação que sai fora da válvula de regulagem de pressão de alto fluxo HFPRV 326 por meio de uma seção do tubo 327 que estende-se de um tubo de entrada à montante 320 e uma seção do tubo de saída 329 conectado à jusante na linha de abastecimento principal 332. Uma válvula de regulagem de pressão de baixo fluxo LFPRV 331 é montada ao longo do desvio montada com o circuito de controle de baixa pressão 321 que compreende elementos similares, a saber uma unidade de filtro 333, um orifício de restrição de fluxo 335 e uma válvula piloto 337 conectada à jusante da LFPRV 331 em 339. Estendendo-se entre o orifício de restrição de fluxo 335 e a válvula piloto 337 fica uma linha de controle de pressão 341 conectada à câmara de pressão 347 da LFPRV 331, similar ao arranjo do circuito de controle de pressão de alto fluxo 319 e ao sistema de controle designado no geral por 30 da figura 2. O arranjo de acordo com a modalidade da figura 7 é tal que a vazão seja monitorada continuamente pelo fluxímetro 325 que emite um sinal de vazão FR ao controlador 408. Mediante a detecção de que a vazão caiu abaixo de um limiar mínimo, o controlador 408 gera um sinal de controle CS para o atuador 392 da DCV 390 para comprimir assim a mola espiral da DCV, fechando assim o fluxo através da DCV 390. Em decorrência disto, água não mais escoa através da válvula piloto 386 por meio do que a câmara de controle 364 de HFPRV 326 é altamente pressurizada para fechar assim a passagem de fluxo da HFPRV 326 pelo componente da válvula. Conforme já mencionado, o fluxímetro 335 pode ficar posicionado em qualquer local intermediário adequado para medir o fluxo total através do sistema.
Em decorrência disto, a pressão cai na saída 339 de LFPRV 331, abaixo da pressão pré-estabelecida na válvula piloto 337, por meio do que a passagem de fluxo por ela se abre de maneira a facilitar o fluxo de água através do desvio a baixa vazão. O sistema de controle 300 retoma para seu circuito de alta vazão quando o fluxímetro 325 gerar um sinal de vazão correspondente a um sinal de alta vazão (que antecede a um limiar predeterminado) ao controlador 408 que por sua vez gera um sinal de controle para o atuador 392 da DCV 390 para abrir assim sua passagem de fluxo, resultando na abertura da HFPRV 326 e simultaneamente o fechamento da LFPRV 331.
REIVINDICAÇÕES

Claims (21)

1. Sistema de abastecimento de água, compreendendo uma linha de abastecimento (32) e uma rede de consumidores, um dos quais sendo um consumidor monitorado (40) que recebe o menor nível de pressão, um sistema de regulagem de pressão que compreende uma válvula de redução de pressão (26) associada com a válvula piloto (86) pré-ajustada em uma pressão de saída nominal; sendo o sistema de abastecimento de água caracterizado pelo fato de que o sistema de regulagem de pressão está associado com um sistema de controle de pressão (30) que compreende uma válvula de controle diferencial (DCV) (90); uma unidade de amostragem (100) para medir um parâmetro de fluxo indicativo da pressão no consumidor monitorado (40) e emitir um sinal de pressão a um controlador (108); o controlador (108) gerando um sinal de controle em resposta ao sinal de pressão para ativar um atuador (92) da válvula de controle diferencial (DCV) (90), governando assim a vazão pela válvula de controle diferencial (DCV) (90), de maneira a se obter a pressão desejada no consumidor monitorado (40), independente de alteração da vazão pela válvula de redução de pressão (PRV) (26),
2. Sistema de abastecimento de água de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a válvula de controle diferencial (DCV) (90) é montada em uma saída da válvula piloto (86) para controlar a vazão através dela.
3. Sistema de abastecimento de água de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a saída da válvula de controle diferencial (DCV) (90) está em comunicação fluida com uma saída da válvula de redução de pressão (PRV) (26).
4. Sistema de abastecimento de água de acordo com a reivindicação l, caracterizado pelo fato de que o parâmetro de fluxo é monitorado todas as horas do dia e da noite.
5. Sistema de abastecimento de água de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o controlador (108) é programado para gerar sinais de controle representativos das faixas pré-estabelecidas de sinais de pressão.
6. Sistema de abastecimento de água de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o parâmetro de fluxo é a vazão medida adjacente à válvula de redução de pressão (PRV) (26) e convertida em um sinal de pressão representativo da pressão no consumidor monitorado (40), com base em cálculos de conversão.
7. Sistema de abastecimento de água de acordo com a reivindicação 6, caracterizado pelo fato de que compreende adicionalmente uma amostragem de pressão (100) para ler a pressão em uma linha de saída da válvula de controle diferencial (DCV) (90) para gerar um sinal de pressão local, por meio do que o sinal de pressão local e o sinal de pressão são comparados no controlador (108).
8. Sistema de abastecimento de água de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o parâmetro de fluxo é a pressão medida no consumidor monitorado (40).
9. Sistema de abastecimento de água de acordo com a reivindicação 8, caracterizado pelo fato de que o sinal de pressão é transmitido ao controlador (108) por meio de comunicação sem fio.
10. Sistema de abastecimento de água de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a válvula de controle diferencial (DCV) (90) é montada intermediária a um orifício de saída da válvula piloto (86) e um orifício de saída (52) da válvula de redução de pressão (PRV) (26).
11. Sistema de abastecimento de água de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a pressão na saída da válvula de controle diferencial (DCV) (90) não excede a pressão de saída nominal pré-estabelecida na válvula piloto (86).
12. Sistema de abastecimento de água de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a válvula de controle diferencial (DCV) (90) é uma válvula do tipo agulha diferencial dinâmica integrada.
13. Sistema de abastecimento de água de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o sistema de controle de pressão (30) é um sistema de controle do tipo circuito fechado, em que mudanças de pressão em uma saída da válvula de controle diferencial (DCV) (90) são continuamente monitoradas e comparadas com o sinal de pressão.
14. Sistema de abastecimento de água de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que compreende adicionalmente uma porta de desvio (264) para anular a válvula de controle diferencial (DCV) (90) mediante detecção de um estado faltoso que ocorra em qualquer um entre o controlador (108) e a válvula de controle diferencial (DCV) (90).
15. Sistema de abastecimento de água de acordo com a reivindicação 14, caracterizado pelo fato de que a porta de desvio (264) é ativada para uma posição aberta por um sinal de controle de anulação emitido pelo controlador (108).
16. Sistema de abastecimento de água de acordo com a reivindicação 15, caracterizado pelo fato de que a porta de desvio (264) é aberta por um solenóide (268) e o controlador (108) compreende um capacitor (274) que é projetado para descarregar e ativar o solenóide (268) no caso de detecção de falha no atuador (92) ou controlador (108).
17. Método para controlar pressão em um sistema de abastecimento de água como definido em qualquer uma das reivindicações 1 a 16, cujo sistema de abastecimento de água compreende uma linha de abastecimento (32) e uma rede de consumidores, um dos quais sendo um consumidor monitorado (40) que recebe o menor nível de pressão; um sistema de regulagem de pressão que compreende uma válvula de redução de pressão (26) montada com uma válvula piloto (86) pré-ajustada em uma pressão de saída nominal, sendo o método caracterizado pelo fato de compreender associar o sistema de regulagem de pressão com um sistema de controle de pressão (30) que compreende uma válvula de controle diferencial (90) conectada em série à dita válvula piloto (86), uma unidade de amostragem (100) de parâmetros de fluxo e um controlador (108), com o método compreende ainda as etapas seguintes: (i) medir um parâmetro de fluxo indicativo da pressão do consumidor monitorado (40) e emitir um sinal de pressão ao controlador (108); (ii) gerar um sinal de controle pelo controlador (108), o sinal de controle sendo responsivo ao sinal de pressão; (iii) ativar um atuador (92) da válvula de controle diferencial (DCV) (90) pelo sinal de controle, governando assim a vazão no atuador (92) da válvula de controle diferencial (DCV) (90) de maneira a controlar a vazão na válvula piloto (86) e obter a pressão desejada no consumidor monitorado (40), independente de alteração na vazão na válvula de redução de pressão (PRV) (26).
18. Método de acordo com a reivindicação 17, caracterizado pelo fato de que a válvula de controle diferencial (DCV) (90) é montada intermediária a um orifício de saída (52) da válvula piloto (86) e um orifício de saída (52) da válvula de redução de pressão (PRV) (26).
19. Método de acordo com a reivindicação 17, caracterizado pelo fato de que o parâmetro de fluxo é vazão, com o método compreende ainda as etapas de: (iv) medir a vazão adjacente à válvula de redução de pressão (PRV) (26) e transmitir um sinal de vazão ao controlador (108); (v) converter o sinal de vazão em um sinal de pressão representativo da pressão no consumidor monitorado (40), com base em cálculos de conversão; (vi) medir a pressão local em uma linha de saída da válvula de controle diferencial (DCV) (90) e gerar um sinal de pressão local correspondente; (vii) comparar o sinal de pressão local e o sinal de pressão e gerar um sinal de controle correspondente; (viii) retomar à etapa (iii).
20. Método de acordo com a reivindicação 17, caracterizado pelo fato de que o sistema de abastecimento de água é montado com uma porta de desvio (264) que anula a válvula de controle diferencial (DCV) (90), por meio do que, no caso de mau funcionamento do sistema, o desvio se abre para fornecer assim pressão de saída Pout em uma saída da válvula de redução de pressão (PRV) (26) correspondente à pressão de saída nominal estabelecida na válvula piloto (86).
21. Método de acordo com a reivindicação 20, caracterizado pelo fato de que a porta de desvio (264) é uma válvula ativada por solenóide (268) e o solenóide (268) é ativado por um sinal de controle emitido pelo controlador (108).
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