Relatório descritivo de patente de Invenção “EQUIPAMENTO COM SISTEMA DE AQUECIMENTO E
MONITORAMENTO DE TEMPERATURA DE FLUIDO EM RECIPIENTE PARA EMBALAGEM INDIVIDUAL E COLETIVA DE SOLUÇÕES PARA APLICAÇÃO PARENTERAL” Refere-se a presente invenção a um equipamento contendo sistema de aquecimento de temperatura de fluido para aplicação parenteral, com a finalidade de manter a temperatura do fluido a ser utilizado em pacientes em fases de exames, tratamentos clínicos, cirúrgicos e outros.
Esse equipamento consiste na montagem de resistências blindadas e sensores de monitoramento de temperatura, sendo que o gerenciamento dessas funções é realizado por uma central de comando e controle que recebe energia elétrica e efetua a ■ conversão para uma faixa de 40 a 60 Volts alimentando as resistências e gerenciando a temperatura pré-programada através dos sensores instalados no equipamento. A utilização e administração de fluidos em pacientes é de vital importância em diversos procedimentos de ■tratamento tanto de exames clínicos quanto cirúrgicos, ministrados em clínicas, hospitais, laboratórios e outros.
Nos procedimentos cirúrgicos realizados em hospitais, existem normas e critérios técnicos para se manter a temperatura do paciente principalmente no estágio pré, trans e pós-operatório onde deve-se manter o paciente a uma temperatura próxima do normal (fisiológica) no sentido de evitar a hipotermia e suas várias consequências, entre elas o retardamento da recuperação da anestesia, o aumento da demanda de oxigênio que causam a hipoxemia devido aos tremores musculares, entre outras. ■ Por tudo isso, são utilizados diversos procedimentos para aquecer o fluido usado na administração parenteral para tentar adequar a temperatura do fluido de forma que esta fique próxima à temperatura fisiológica do paciente, entre vários procedimentos é utilizado o aquecimento em forno de microondas, banho-maria através de aquecimento em fogão ou mergulhão.
Nos procedimentos citados e atualmente utilizados existem inúmeras desvantagens sendo que a principal delas é a falta de controle exato da temperatura dos fluidos a serem utilizados nos pacientes , com a possibilidade de ocorrer hemólise no sangue, alterações eletroquímicas nas diversas soluções parenterais utilizadas e inclusive o risco de caramelização dos fluidos e soluções que contenham glicose, entre outras.
Todas essas possibilidades advêm da falta de controle na temperatura de aquecimento das soluções hospitalares, onde utiliza-se o meio de aquecimento por banho-maria no fogão ou mergulhão torna-se quase impossível controlar a temperatura do fluido aquecido e mesmo com a utilização do forno de micro-ondas também não é diferente pois o aquecimento pode sofrer grande variação devido a espessura da parede e do tamanho da embalagem em que o fluido está acondicionado, da potência do forno, do tempo de utilização do mesmo etc.
Tendo em vista essas desvantagens e dificuldades, foi que se desenvolveu a presente invenção que trata de um equipamento que permite a armazenagem individual e também coletiva de embalagens contendo fluido ou soluções hospitalares diversas, mantendo-as com uma temperatura estável e pré-determinada com constante monitoramento através de sensores de medição de temperatura e com sistema automatizado de funcionamento controlado por termostato e visores digitais, o que permite uma facilidade no controle e manutenção da temperatura dos fluidos armazenados, tanto para o que estiver sendo utilizado no paciente quanto para os que estiverem armazenados em sistema de espera para posterior utilização.
As principais vantagens do uso da presente invenção são, primeiramente de poder manter as soluções - parenterais nas temperaturas desejadas e semelhantes às fisiológicas, prevenindo assim as variações térmicas nos pacientes tal como a hipotermia, além de impedir as alterações eletroquímicas dos variados tipos de componentes presentes nas soluções parenterais utilizadas nos pacientes, para possível reposição ou ■ tratamento medicamentoso. A presente invenção poderá ser mais bem compreendida através da seguinte descrição detalhada, em consonância com as figuras em anexo, onde: A figura 1 representa o equipamento com -sistema de aquecimento e monitoramento da temperatura, sendo utilizado em paciente num leito hospitalar. A figura 2 mostra o equipamento com sistema de aquecimento e monitoramento da temperatura de forma a permitir o aquecimento de uma embalagem individual de solução parenteral -desde o frasco principal até a saída pela agulha na ponta do duto transmissor ao paciente. A figura 3 representa um vista frontal de um conjunto de uma determinada solução de fluido, contendo o frasco da solução e o conjunto de equipo (duto transmissor do fluido). - A figura 4 representa o equipamento com sistema de aquecimento e monitoramento da temperatura, com vista lateral em perspectiva, e com corte lateral de forma a possibilitar a visualização interna dos dispositivos de aquecimento e monitoramento de várias embalagens ao mesmo tempo, permitindo - assim que estas fiquem disponibilizadas para utilização na temperatura desejada e necessária. A figura 5 representa uma vista lateral em perspectiva do suporte para acento e armazenagem coletiva dos frascos ou embalagens de fluido. A figura 6 representa em vista lateral e em perspectiva o conjunto de aquecimento e monitoramento interno da temperatura do recipiente coletivo de embalagens de fluido. A figura 7 representa em vista lateral em perspectiva a Caixa térmica que é parte integrante do equipamento com sistema de aquecimento e monitoramento da temperatura.
Em conformidade com as presentes figuras nós temos que: O equipamento com sistema de aquecimento e monitoramento da temperatura é constituído de uma Caixa recipiente com isolação térmica (01), com Tampa (02) também dotada de isolação térmica, um Suporte (03) que é utilizado como acento e .armazenagem das embalagens ou frascos das soluções parenterais, sendo que essa Caixa (01) é dotada internamente de uma Central de comando (04) composta de uma fonte de alimentação que isola a rede elétrica e converte a voltagem recebida para uma faixa de 40 a 60 Volts para alimentar a Resistência elétrica blindada (05) que faz o .aquecimento interno da Caixa (01) sendo acionada através da Chave de acionamento Liga/Desliga (06) sendo que a Central de comando (04) conta também com Teclas reguladoras (07) que possibilitam a programação da temperatura desejada que é visualizada através do Visor digital (08) disposto na parte externa frontal da Central de .comando (04) que efetua o monitoramento da temperatura interna através do Sensor de temperatura (12) sendo este, responsável pelo acionamento do termostato da Central de comando (04) ligando-a ou desligando-a quando a temperatura estiver em desacordo com a pré programada através do Regulador (07), sendo que a alimentação .elétrica da Central de comando (04) provém da Fonte de alimentação (09) que possui isolação térmica da rede elétrica, e recebe alimentação elétrica externa através do Cabo de força (10).
Desta forma essa Caixa recipiente com isolação térmica (01) constitui-se de parte integrante da presente invenção com a finalidade de armazenar e manter os frascos ou embalagens (11) com soluções parenterais em temperatura determinada, para que estas soluções possam estar sempre na temperatura ideal de utilização em cada paciente.
Para tanto, a presente invenção dispõe também de uma Bolsa aquecedora (15) para ser utilizada com recipiente individual para armazenar e manter na temperatura pré-programada o frasco ou embalagem (11) individualmente com a solução a ser aplicada no paciente, sendo que essa Bolsa aquecedora (15) é dotada de Zíper (16) para fechamento e proteção interna, Resistência elétrica (23) com isolamento elétrico que faz o .seu aquecimento, essa Bolsa (15) contem um Suporte (17) para pendurá-la aos suportes próprios a esse fim, conta também com uma Bolsa prolongamento térmico (18) para efetuar a manutenção e aquecimento da solução em seu percurso pelo Duto (42) até o paciente, essa Bolsa prolongamento (18) obviamente é dotada em -toda sua extensão de Resistência elétrica (22) com isolamento elétrico, conta também com Visor transparente (19) que permite a visualização do Copo (41) reservatório de gotejamento, conta também com Abertura (21) para permitir a regulagem de vazão da solução através do Regulador (43) disposto no próprio Duto (42) do . Conjunto de equipo, com consoante manutenção do aquecimento em todo o percurso da solução pelo duto (42) do conjunto de equipo de aplicação até a agulha (44); Essa Bolsa prolongamento (18) conta também com um Zíper (24) em toda sua extensão o que permite o fechamento e abertura para armazenagem do conjunto de equipo de -aplicação da solução parenteral e um Visor transparente (25) disposto próximo à ponta de saída do Duto (42) para permitir o controle visual da saída da solução e a conseqüente entrada da solução parenteral no paciente através da agulha (44), essa Bolsa prolongamento (18) conta ainda com um Sensor de temperatura (20) disposto próximo à ponta de saída do Duto (42) de forma a monitorar a temperatura exatamente na saída efetuando a conseqüente nivelação da mesma caso seja necessário.
Tanto a Bolsa aquecedora (15) quanto a Bolsa prolongamento (18) recebem alimentação elétrica através da Central de comando (30) que fica disposta externamente e é composta por fonte de alimentação que isola a rede elétrica e converte a voltagem recebida para uma faixa de 40 a 60 Volts para alimentar as Resistências elétricas (23 e 22) que fazem o aquecimento da Bolsa aquecedora (15) e da Bolsa prolongamento (18) sendo acionada através da Chave de acionamento Liga/Desliga (33), sendo que esta .Central de Comando (30) conta também com Teclas reguladoras (31) para ajustes da temperatura desejada que pode ser visualizada através do Visor digital (32), sendo a alimentação de corrente elétrica feita através do Cabo de força (34) à Central de comando (30) que transmite a energia convertida às resistências elétricas (22 -e 23) através do Cabo (35) e do Conector elétrico (36) ao Sensor de temperatura (20) que monitora a temperatura da solução transmitida pelo Duto (42) na saída da Bolsa prolongamento (18).
Dessa forma, esse equipamento mostra-se com grande eficácia no que tange a efetuar o aquecimento e o . monitoramento da temperatura das mais variadas soluções parenterais que são utilizadas tanto na medicina humana quanto na veterinária. Sendo permitido efetuar o aquecimento e a monitoração da temperatura de uma única embalagem ou frasco, inclusive quando de sua utilização e aplicação no paciente ou mesmo de embalagens -de forma conjunta, deixando-as na temperatura ideal e desejada para ser utilizada quando dos procedimentos médicos.
Claro que tal equipamento com tamanha praticidade de utilização e grande eficiência poderá ser fabricado para armazenar e aquecer os mais variados tamanhos e modelos de embalagens das soluções parenterais existentes ou que possam vir a ■ ser comercializadas no mercado.
REIVINDICAÇÃO