BRPI0403365B1 - Aparelho para desviar secreções digestivas descarregadas dentro do trato intestinal de um paciente a partir de pelo menos uma da papila duodenal - Google Patents

Aparelho para desviar secreções digestivas descarregadas dentro do trato intestinal de um paciente a partir de pelo menos uma da papila duodenal Download PDF

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BRPI0403365B1
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Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "APARELHO PARA DESVIAR SECREÇÕES DIGESTIVAS DESCARREGADAS DEN- TRO DO TRATO INTESTINAL DE UM PACIENTE A PARTIR DE PELO MENOS UMA DA PAPILA DUODENAL".
Antecedentes da Invenção A presente invenção refere-se ao fato de que a boca é o início do trato digestivo, também conhecido como trato alimentar. A digestão inicia tão logo dá-se a primeira mordida de uma refeição. A mastigação parte o alimento em pedaços que são mais facilmente digeridos, enquanto a saliva mistura-se com o alimento para iniciar o processo de decompô-lo em uma forma que o corpo possa absorver e utilizar. A garganta, também denomina- da faringe, é o próximo destino para o alimento. Daqui, o alimento desloca- se para o esôfago ou tubo de deglutição. O esôfago é um tubo muscular que estende-se da faringe até o estômago. Por meio de uma série de contrações, denominadas peristalses, o esôfago fornece o alimento para o estômago. Logo antes da conexão com o estômago existe uma zona de alta pressão, denominada esfíncter esofa- geal inferior, a qual funciona mais ou menos como uma válvula para impedir que o alimento passe de volta para o esôfago. O estômago é um órgão co- mo um saco com fortes paredes musculosas. Além de conter o alimento, este é também um misturador e um moedor. O estômago secreta um ácido e enzimas poderosas que continuam o processo de decompor o alimento.
Quando o alimento deixa o estômago, este tem a consistência de um líquido ou uma pasta. Dali o alimento move-se para o intestino delgado. O intestino delgado é um longo tubo frouxamente enrolado den- tro do abdômen e é composto de segmentos (o duodeno, o jejuno, e o íleo). O intestino delgado continua o processo de decomposição do alimento pela utilização das secreções digestivas que compreendem enzimas liberadas pelo pâncreas e biles do fígado. A peristalse também funciona no intestino delgado, movendo a alimento e misturando-o com as secreções digestivas. O duodeno é grandemente responsável para continuar o processo de de- composição do alimento, com o jejuno e o íleo sendo principalmente respon- sáveis pela absorção de nutrientes na corrente sanguínea.
Três órgãos ajudam o estômago e o intestino delgado digerirem o alimento: o pâncreas, o fígado, e a vesícula biliar. Entre outras funções, o pâncreas secreta as enzimas para o intestino delgado. Estas enzimas de- compõem as proteínas, as gorduras, e os carboidratos do alimento que co- memos. O fígado tem muitas funções, duas das quais são de produzir e se- cretar a bile, e limpar e purificar o sangue que vem do intestino delgado que contém os nutrientes apenas absorvidos. A bile é um composto que auxilia na digestão da gordura e elimina os produtos de refugo do sangue. A vesícu- la biliar é um reservatório que acomoda-se logo sob o fígado e armazena a bile. A bile desloca-se do fígado para a vesícula biliar através de um canal denominado o duto cístico. Durante uma refeição, a vesícula biliar contrai enviando a bile para o intestino delgado. Uma vez introduzida no intestino delgado, a bile e as secreções pancreáticas auxiliam na digestão do alimen- to.
Uma vez que os nutrientes foram absorvidos e o líquido sobrado passou através do intestino delgado, o restante é passado para o intestino grosso, ou cólon. O cólon é um longo tubo muscular que conecta o intestino delgado ao reto. É composto do cólon ascendente, do cólon transversal, do cólon descendente, e do cólon sigmóide que conecta ao reto. O excremento, ou os dejetos que sobraram do processo digestivo, é passado através do cólon por meio da peristalse, primeiramente em um estado líquido e final- mente na forma sólida. Conforme o excremento passa através do cólon, o resto da água é removida. O excremento fica armazenado no cólon sigmóide até que um movimento de massa esvazia-o para o reto. O próprio excremen- to é principal mente detritos de alimentos e bactérias. Estas bactérias de- sempenham diversas funções úteis, tais como sintetizar várias vitaminas, processar os produtos de refugo e as partículas de alimentos, e proteger contra as bactérias nocivas. Quando o cólon descendente torna-se cheio de excremento, ou fezes, este esvazia o seu conteúdo no reto para iniciar o processo de eliminação. O reto é uma câmara curta que conecta o cólon ao ânus. É o trabalho do reto receber o excremento do cólon e reter o excremento até a evacuação acontecer. Quando qualquer coisa (gás ou excremento) entra no reto, sensores enviam uma mensagem para o cérebro. O cérebro então de- cide se o conteúdo retal pode ser liberado ou não. Se este pode, os esfíncte- res relaxam e o reto contrai, expelindo o seu conteúdo. Se o conteúdo não puder ser expelido, os esfíncteres contraem e o reto acomoda-se, de modo que a sensação passa temporariamente. O ânus é a última parte do trato digestivo. Este consiste nos músculos do soalho pélvico e nos dois esfíncteres anais (músculos internos e externos). O revestimento do ânus superior é especializado em detectar o conteúdo retal, indicando se o conteúdo é um líquido, um gás ou um sólido.
Os músculos do soalho pélvico criam um ângulo entre o reto e o ânus que impedem o excremento sair quando este não deve. Os esfíncteres anais provêem um controle fino do excremento. O esfíncter interno está sempre apertado, exceto quando o excremento entra no reto.
Breve Sumário da Invenção Um exemplo da invenção é um aparelho para desviar as secre- ções digestivas, tais como a bile e as secreções pancreáticas. O aparelho compreende um tubo o qual quando estendido fica posicionado substancial- mente dentro do intestino delgado. O tubo compreende uma extremidade mais próxima a qual quando estendida é operante para receber as secre- ções digestivas, uma extremidade mais distante a qual quando estendida é operante para descarregar as secreções digestivas no trato alimentar, e uma parede do tubo que tem uma superfície interna e uma superfície externa, a superfície interna da parede do tubo definindo uma passagem que estende- se entre a extremidades mais próxima e mais distante. Quando estendida a passagem é operante para transferir as secreções digestivas da extremidade mais próxima para a extremidade mais distante e a parede do tubo é operan- te para separar as secreções digestivas do alimento dentro do intestino del- gado.
Outro exemplo da invenção é um aparelho para facilitar a mal absorção alimentar pelo desvio da bile e das secreções pancreáticas. Um tubo compreende uma extremidade mais próxima, uma extremidade mais distante, uma parede do tubo que tem uma superfície interna e uma superfí- cie externa, e uma passagem que estende-se entre a extremidade mais pró- xima e a extremidade mais distante e sendo definida pela superfície interna da parede. Um stent está conectado na extremidade mais próxima do tubo e sendo dimensionado para acoplar um lúmen anatômico (tal como a ampola hepatopancreática, o duto de bile, o duto pancreático, e/ou o duodeno) atra- vés do qual as secreções digestivas fluem. Quando estendido em um paci- ente o stent fica posicionado dentro do lúmen anatômico, uma porção subs- tancial do tubo fica posicionada dentro do intestino delgado, e a bile a as secreções pancreáticas do paciente entram na extremidade mais próxima, fluem através da passagem e descarregam da extremidade mais distante no intestino delgado ou no intestino grosso por meio disto reduzindo o contato digestivo entre a bile e as secreções pancreáticas e o alimento no intestino delgado.
Ainda outro exemplo da invenção é um método para tratar a obesidade pelo desvio das secreções digestivas para facilitar a mal absor- ção. Um tubo é colocado dentro do intestino delgado de um paciente, o tubo compreendendo uma extremidade mais próxima, uma extremidade mais dis- tante, uma parede do tubo que tem uma superfície interna e uma superfície externa, uma passagem que estende-se entre a extremidade mais próxima e a extremidade mais distante e sendo definida pela superfície interna da pa- rede, e um stent conectado na extremidade mais próxima. O stent está preso na ou próximo da papila duodenal maior de tal modo que a extremidade mais próxima do tubo recebe a bile e as secreções pancreáticas. A extremi- dade mais distante do tubo fica dentro do intestino delgado de um paciente em um local mais distante da papila duodenal maior. O contato digestivo é impedido entre a bile e as secreções pancreáticas e o alimento dentro do intestino delgado passando a bile e as secreções pancreáticas através da passagem do tubo. A bile e as secreções pancreáticas são descarregadas da extremidade mais distante do tubo no intestino delgado. A breve descrição acima de exemplos da invenção não deve ser utilizada para limitar o escopo da presente invenção. Outros exemplos, ca- racterísticas, aspectos, modalidades, e vantagens da invenção ficarão apa- rentes daqueles versados na técnica da descrição seguinte, a qual é por meio de ilustração, um dos melhores modos contemplados para executar a invenção. Como será percebido, a invenção é capaz de outros aspectos dife- rentes e óbvios, todos sem afastar-se da invenção. Conseqüentemente, os desenhos e as descrições devem ser consideradas como ilustrativos por na- tureza e não restritivos.
Breve Descrição Dos Desenhos Apesar da especificação concluir com reivindicações as quais especificamente ressaltam e distintamente reivindicam a invenção, acredita- se que a presente invenção será melhor compreendida da descrição seguin- te tomada em conjunto com os desenhos acompanhantes, nos quais os nú- meros de referência iguais identificam os mesmos elementos e nos quais: Figura 1 apresenta um exemplo de um tubo de desvio estendido dentro de um intestino delgado;
Figura 2 apresenta um exemplo de um tubo de desvio com um stent;
Figura 3 apresenta uma vista anatômica dissecada com um stent em Y;
Figura 4 apresenta uma vista anatômica dissecada com um stent permeável; e Figura 5 apresenta um exemplo de um stent duodenal com um tubo de desvio.
Descrição Detalhada A Figura 1 ilustra uma vista em corte transversal do trato digesti- vo humano, que inclui uma seção do estômago (8) e do intestino delgado (10). Como aqui mostrado o intestino delgado (10) inclui o duodeno (12) e uma seção do jejuno (16). Estão também mostradas seções do duto de bile (22) e do duto pancreático (24), os quais transportam a bile e as secreções pancreáticas que descarregam através da papila duodenal maior (20) no duodeno (12). A anatomia do duto de bile (22), do duto pancreático (24) e da papila duodenal maior (20) pode variar. Em alguns casos, o duto de bile (22) e o duto pancreático (24) juntam-se na ampola hepatopancreática (26), um duto comum o qual abre através da papila duodenal maior (20) para dentro do duodeno (12). A ampola hepatopancreática (26) pode variar de compri- mento de uma pessoa para a outra. Em alguns casos, uma pessoa não tem a ampola hepatopancreática (26) em cujo caso o duto de bile (22) e o duto pancreático (24) ambos abrem diretamente no duodeno (12), tipicamente através da papila duodenal maior (20).
Em um exemplo da invenção, um tubo de desvio (30) fica posici- onado substancialmente dentro do intestino delgado (10) de um paciente. O tubo de desvio (30) compreende uma extremidade mais próxima (32), uma extremidade mais distante (34), e uma parede do tubo que tem uma superfí- cie interna e uma superfície externa por meio de que a superfície interna de- fine uma passagem que estende-se entre a extremidade mais próxima (32) e a extremidade mais distante (34). No presente exemplo, o estado estendido do tubo de desvio (30) compreende a extremidade mais próxima (32) ficando posicionada de modo a receber as secreções digestivas, a extremidade mais distante ficando posicionada para descarregar as secreções digestivas den- tro do intestino delgado (10), e a passagem sendo operante para transferir as secreções digestivas da extremidade mais próxima (32) para a extremi- dade mais distante (34). A parede do tubo é operante para separa as secre- ções digestivas do alimento dentro do intestino delgado (10). As secreções digestivas continuam a fluir livremente mas o contato digestivo entre a bile e as secreções pancreáticas e o alimento dentro do intestino delgado (10) é reduzido por meio disto facilitando a mal absorção dos nutrientes do alimen- to e reduzindo o consumo calórico do paciente. Além disso, como as secre- ções digestivas fluem dentro do tubo de desvio (30), o contato direto é mini- mizado entre a parede do intestino e as secreções digestivas, as quais po- dem ser irritantes ou cáusticas quando não misturadas com o alimento. O tubo de desvio (30) será geralmente estendido transoralmente utilizando as técnicas endoscópicas conhecidas na técnica, no entanto, o tubo de desvio (30) poderia ser estendido transanalmente ou intra-abdomi- nalmente. A extremidade mais próxima (32) é ancorada utilizando qualquer uma de uma variedade de diferentes técnicas, que incluem sem limitação a utilização de stents, suturas, grampos, anéis, clipes, ganchos, adesivos, e similares. Como aqui mostrado, a extremidade mais próxima (32) fica anco- rada na ou próximo da papila duodenal maior (20) e recebe tanto a bile quanto as secreções pancreáticas, no entanto, é também contemplado que a extremidade mais próxima (32) pode receber somente uma das duas secre- ções digestivas. Antes ou após a ancoragem da extremidade mais próxima (32), a extremidade mais distante (34) fica posicionada para mais distante dentro do intestino delgado (10). Em uma modalidade, a extremidade mais distante (34) é estendida utilizando a peristalse natural e o movimento do alimento através do intestino delgado (10) até que o tubo de desvio (30) fi- que totalmente estendido dentro do intestino delgado (10). O grau de mal absorção procurado pode ser controlado pelo comprimento do tubo de des- vio (30). Na maioria dos casos, a extremidade mais distante (34) ficará posi- cionada no jejuno (16) ou no íleo, no entanto, é possível que a extremidade mais distante (34) fique posicionada em qualquer local mais distante no trato alimentar tal como o duodeno (12) ou o cólon. O comprimento do tubo de desvio (30) pode ser relativamente longo inicialmente para maximizar a mal absorção, e encurtado durante procedimentos posteriores para modelar a taxa de mal absorção de longo prazo. A mal absorção de nutrientes pode ser utilizada por um número de razões. Uma tal utilização é para induzir a perda de peso como um trata- mento para a obesidade mórbida. Uma técnica de mal absorção alternativa é executar um procedimento de desvio biliopancreático (BPD), o qual envolve uma cirurgia significativa para re-rotear a porção mais próxima do intestino delgado. Apesar do procedimento de BPD poder diminuir com sucesso os efeitos adversos e as co-morbididades associadas com a obesidade mórbida e melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente, o tratamento é altamente invasivo e difícil de reverter. Em contraste, a extensão do tubo de desvio (30) é minimamente invasiva e comparativamente simples de re- verter enquanto provendo os mesmos ou similares benefícios terapêuticos. A Figura 2 ilustra um exemplo de um tubo de desvio (30). Preso na extremidade mais próxima (32) está um stent (36) para acoplar um lúmen anatômico através do qual as secreções digestivas fluem, tais como o duto de bile (22), o duto pancreático (24), ou a ampola hepatopancreática (26). O stent (36) pode ou não manter os esfíncteres abertos que correspondem aos respectivos lúmens anatômicos. O stent (36) pode ter qualquer uma de uma variedade de configurações conhecidas na técnica e dimensionado para montar no lúmen anatômico desejado. Além disso, o stent (36) pode ser re- vestido com uma luva do mesmo material ou diferente que o tubo de desvio (30). Em um exemplo, o stent (36) é um stent de nitinol de expansão. O tubo de desvio (30) pode ser feito de qualquer um de uma va- riedade de materiais conhecidos na técnica, que incluem sem limitação o politetrafluoroetileno ou outros fluoropolímeros, poliolefinas, dacron, látex, silicone, e similares. O tubo de desvio (30) pode ser feito de um material homogêneo ou de uma estrutura composta. Por exemplo, o tubo de desvio (30) pode compreender uma camada isolante e um componente de enrijeci- mento separado de modo a impedir o esmagamento ou a formação de nós. É ainda contemplado que o tubo de desvio (30) podería ser feito de materiais que biodegradam dentro de um tempo predeterminado de modo que o tubo de desvio (30) podería ser removido através de processo digestivos normais. A parede do tubo de desvio (30) no presente exemplo é geral- mente impermeável de modo a minimizar a comunicação das secreções di- gestivas com o alimento até que as secreções sejam descarregadas através da extremidade mais distante (34). É contemplado, no entanto, que a parede do tubo de desvio (30) podería ser semipermeável, por exemplo através de poros ou perfurações, para facilitar uma liberação gradual das secreções digestivas para o intestino delgado (10). Em outro exemplo, a parede do tubo de desvio (30) é permeável à água de modo que a umidade no intestino del- gado (10) hidrataria as secreções digestivas dentro do tubo de desvio (30) em virtude de um gradiente osmótico e facilitaria o fluxo através da passa- gem do tubo de desvio (30). Em um tal exemplo, a parede do tubo de desvio (30) podería ser semipermeável ou impermeável às secreções digestivas. A Figura 3 ilustra uma modalidade onde um stent em Y (40) está conectado na extremidade mais próxima (32). O stent em Y (40) inclui uma porção biliar (42) inserida no duto de bile (22) e uma porção pancreática (44) inserida no duto pancreático (24). O stent em Y (40) pode ou não estender- se para dentro da ampola hepatopancreática (26). O tubo de desvio (30) es- tende-se do stent em Y (40) na ampola hepatopancreática (26) e para dentro do intestino delgado (10) através da papila duodenal maior (20). Conseqüen- temente, a bile que flui através do duto de bile (22) e as secreções pancreá- ticas que fluem através do duto pancreático (24) entrarão na extremidade mais próxima (32) e fluirão através do tubo de desvio (30). A Figura 4 ilustra uma modalidade onde um stent permeável (50) está conectado na extremidade mais próxima (32). Como mostrado neste exemplo, o stent permeável (50) é parcialmente revestido e está inserido no duto de bile (22) e na ampola hepatopancreática (26). Conseqüentemente, a bile que flui através do duto de bile (22) entrará na extremidade mais próxi- ma (32) do tubo de desvio (30) através do stent permeável (50). O stent permeável (50) inclui uma passagem (52) através da qual as secreções pan- creáticas que fluem do duto pancreático (24) passam através da parede do stent permeável (50) e entram na extremidade mais próxima (32) do tubo de desvio (30). A passagem (52) pode tomar uma variedade de formas, incluin- do furos (como aqui mostrado), uma cinta não-revestida dentro do stent permeável (50), ou o stent permeável (50) não possuindo nenhum revesti- mento. As modalidades alternativas incluem o stent permeável (50) sendo inserido no duto pancreático (24) e na ampola hepatopancreática (26) ou não inserido na ampola hepatopancreática (26).
Em outra variação, a bile e as secreções pancreáticas são rece- bidas por dois tubos de desvio que mantém a separação entre as duas se- creções digestivas. Os tubos de desvio podem ser coaxiais (isto é, um den- tro do outro) ou independentes. Uma vantagem dos tubos de desvio separa- dos é que as secreções digestivas correspondentes podem ser descarrega- das em diferentes locais ao longo do trato alimentar mudando o comprimen- to dos respectivos tubos de desvio. Por exemplo, um tubo de desvio podería ser longo o bastante para descarregar a bile no jejuno enquanto que o outro tubo de desvio podería ser longo o bastante para descarregar as secreções pancreáticas no íleo. Em ainda outra variação somente uma das secreções digestivas é desviada. Por exemplo, as secreções pancreáticas podem ser canalizadas em um tubo de desvio enquanto que a bile descarrega natural- mente no duodeno através da papila duodenal maior (ou vice-versa). A Figura 5 ilustra uma modalidade onde um stent duodenal (60) (aqui mostrado em corte transversal parcial) está estendido dentro do lúmen anatômico do duodeno (12). Neste exemplo o stent duodenal (60) é flexível, revestido, e geralmente em forma de ampulheta. Quando estendido a extre- midade mais próxima (64) e a extremidade mais distante (66) substancial- mente acoplam a parede do duodeno (14) de tal modo que o alimento que flui através do duodeno (12) passa através do stent duodenal (60). Um es- paço anular (62) é definido entre o stent duodenal (60) e a parede do duode- no (14). O stent duodenal (60) fica posicionado dentro do duodeno (12) de tal modo que o espaço anular (62) abranja a papila duodenal maior (20). Op- cionalmente, o espaço anular (62) pode também abranger a papila duodenal menos (não-mostrada). A extremidade mais próxima (32) do tubo de desvio (30) estende-se através da extremidade mais distante (66) e abre para den- tro do espaço anular (62), assim provendo uma comunicação de fluido entre o espaço anular (62) e a extremidade mais distante (34) do tubo de desvio (30). Conseqüentemente, as secreções digestivas entrarão no espaço anular (62) através da papila duodenal maior (20) e/ou da papila duodenal menor, entrarão no tubo de desvio (30) através da extremidade mais próxima (32), fluirão através do tubo de desvio (30), e descarregarão no intestino delgado (10) através da extremidade mais distante (34). Uma vantagem da presente modalidade é que esta pode acomodar uma variedade de anatomias do duto de bile (22), do duto pancreático (24) e da papila duodenal maior (20). Uma vantagem adicional é que o dispositivo pode ser estendido sem intervir com a anatomia pancreática.
Tendo mostrado e descrito as várias modalidades da presente invenção, adaptações adicionais dos métodos e dos sistemas aqui descritos podem ser executadas por modificações apropriadas por alguém versado na técnica sem afastar-se do escopo da presente invenção. Diversas tais modi- ficações potenciais foram mencionadas, e outras ficarão aparentes para aqueles versados na técnica. Conseqüentemente, o escopo da presente in- venção deve ser considerado em termos das seguintes reivindicações e está compreendido não ficar limitado aos detalhes de estrutura e de operação mostrados e descritos na especificação e nos desenhos.

Claims (16)

1. Aparelho para desviar secreções digestivas descarregadas dentro do trato intestinal de um paciente a partir de pelo menos uma da papi- la duodenal (20), o aparelho compreendendo: a) um stent (36) de material revestido, em que quando o stent é posicionado, uma extremidade proximal e uma extremidade distai do stent fixam na parede do duodeno (12) de forma proximal e distai respectivamente ao redor da papila duodenal (20), para a criação de uma câmara isolada en- tre uma superfície externa do stent (36) e a parede de duodeno (12), o stent (36) ainda compreendendo uma abertura que se estende através do stent (36) entre a extremidade proximal e a extremidade distai do stent (36) para a passagem das secreções digestivas a partir da câmara isolada dentro do trato intestinal; b) um tubo de desvio (30) compreendendo uma extremidade proximal (32) em comunicação fluida com a abertura e sendo operativo para receber as secreções digestivas descarregadas do mesmo, caracterizado pelo fato de que ainda compreende uma extremidade distai (34) que, quan- do estendida, é operativa para descarregar as secreções digestivas dentro do trato intestinal, e em que o aparelho é operativo para transferir as secreções di- gestivas a partir da câmara isolada adjacente ao stent (36) para a extremi- dade distai (34) do tubo de desvio (30) enquanto expõe uma parte substan- cial do trato intestinal ao redor do aparelho para entrar em contato com o alimento.
2. Aparelho, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a parede do tubo (30) é impermeável.
3. Aparelho, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a parede do tubo (30) é pelo menos parcialmente permeá- vel à água.
4. Aparelho, de acordo com a reivindicação 3, caracterizado pelo fato de que a parede do tubo (30) tem um gradiente osmótico.
5. Aparelho, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o tubo (30) tem um comprimento suficiente de modo que, quando estendido, a extremidade distai (34) do tubo fica posicionada no je- juno (16).
6. Aparelho, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o tubo (30) tem um comprimento suficiente de modo que, quando estendido, a extremidade distai (34) do tubo fica posicionada no íleo.
7. Aparelho, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o stent (36) tem a forma de uma ampulheta.
8. Aparelho, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o material revestido do stent (36) é o mesmo material da parede do tubo (30).
9. Aparelho, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a parede do tubo (30) ainda compreende um componente de enrijecimento.
10. Aparelho, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a parede do tubo (30) é biodegradável.
11. Aparelho, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o stent (36) é expansível para se prender ao duodeno (12).
12. Aparelho, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a abertura se estende para dentro de uma passagem aber- ta (52) que se estende entre a extremidade proximal (32) e a extremidade distai (34).
13. Aparelho, de acordo com a reivindicação 12, caracterizado pelo fato de que a abertura se estende para dentro de uma cintura estreita da passagem (52).
14. Aparelho, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o tubo de desvio (30) tem uma seção transversal menor do que a passagem (52) para permitir a passagem de alimento ao redor do tubo de desvio (30).
15. Aparelho, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o stent (36) é dimensionado para expor uma parte subs- tancial do duodendo (12) para entrar em contato com o alimento.
16. Aparelho, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o tubo de desvio (36) tem uma seção transversal menor do que o intestino delgado (10) para permitir a passagem de alimento ao redor do tubo de desvio (30).
BRPI0403365A 2003-08-20 2004-08-20 aparelho para desviar secreções digestivas descarregadas dentro do trato intestinal de um paciente a partir de pelo menos uma da papila duodenal BRPI0403365B8 (pt)

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