"ALIMENTO PARA ANIMAIS, COM ADIçãO EXTERNA E INTERNA DE PRODUTO PARA AUMENTO DE PALATABILIDADE” Refere-se o presente relatório descritivo, a um pedido de patente de invenção para um alimento obtido a partir de uma massa composta de ingredientes variados que, após etapa de cozimento, é produzida por meio de processo de extrusão, em equipamento adequado, em modo contínuo, sendo que, por meio de um dispositivo instalado junto ao cabeçote do equipamento, na saída, a massa recebe, internamente, a injeção por agulhas especiais - também em fluxo contínuo, de um elemento palatabilizante que pode ser pastoso/oleoso ou mesmo líquido, em forma de soro, leite por exemplo, além de outros produtos similares passíveis de oferecerem, a partir da parte interna do alimento, umidade, aroma e sabor diferenciados.
Após essa etapa, em linha de produção, a massa contínua é cortada em variados formatos, podendo resultar em alimento do tipo bastonete, trapezoidal, travesseiro, palito ou outros, seguindo para secagem, recebendo, em etapa posterior, a aspersão de uma camada externa de gordura e, finalmente, sendo revolvida para receber um segundo produto palatabilizante, externo. O alimento, assim composto de massa única, contém, portanto, internamente, o elemento palatabilizante inserido através dos dispositivos aplicadores especiais, e também elemento palatabilizante externo, os quais podem ser combinados em porcentagens adequadas (em torno de 15 a 20% do peso total do alimento).
Dessa forma, com os produtos palatabilizantes aplicados interna e externamente em uma massa de textura única, obtém-se um inédito alimento para cães e gatos, o qual mantém a umidade e oleosidade necessárias e, principalmente, um alto grau de palatabilidade, desde o início até o final da mastigação, quando do consumo por cães e gatos.
ESTADO DA TÉCNICA São conhecidos os alimentos para cães e gatos, popularmente denominados “rações”, sendo produtos atualmente formados por processo industrial de extrusão, a partir de uma massa obtida pela mistura, em porcentagens adequadas, dos ingredientes necessários à alimentação de cães e gatos. A massa, extrudada, avança de forma contínua, em grande compressão até a expulsão pelo cabeçote, cujo projeto de molde produz variadas configurações para o alimento, seja em seção tubular, retangular ou outra, sendo a massa, em seguida, cortada em diferentes dimensões e comprimentos e seguindo, então, para a etapa de secagem.
Finalmente, o alimento, já cortado e seco, é dirigido à uma etapa na qual recebe aspersão de produto gorduroso, recebendo, em seguida, a aplicação do elemento palatabilizante.
Como é de conhecimento de técnicos no assunto, a referida camada externa, composta geralmente de gordura e elemento palatabilizante, é de suma importância para a manutenção de algumas propriedades do alimento, o qual será embalado e exposto para a venda, necessitando, portanto, que a massa de que é composto mantenha certa umidade e sabor, o que é, de certa forma, conseguido pela adição da gordura combinada ao elemento palatabilizante, aplicados em quantidade tal que perfaçam em torno de 4 a 5% do peso total do alimento.
Ocorre que esse produto palatabilizante, normalmente aplicado apenas na parte externa do alimento, aderida ao material gorduroso, na verdade não penetra totalmente na massa.
OBJETIVO DA PATENTE A patente em questão vem propor a simples inserção à massa contínua, em avanço, na saida da extrusora - junto ao cabeçote, de um elemento palatabilizante em forma de fio, também contínuo, injetado por agulhas ou outro meio adequado, como palatabilizante interno, dando assim ao produto, um sabor interno à massa de textura única.
Segue-se, em linha de produção, o corte em formatos e dimensões variadas, sendo o alimento, em forma de bastonete, trapezoidal, travesseiro, palito ou outro, passado à etapa de secagem, recebendo, em seguida, a aspersão de camada de gordura, se necessário, e, finalmente, recebendo o elemento palatabilizante, aplicado agora, na parte externa do alimento.
Tanto a dosagem interna quanto externa dos elementos palatabilizantes, podem ser combinadas, distribuídas proporcionalmente de modo a atingir em torno de 10 a 20% do peso total do alimento.
Assim constituído o alimento, o mesmo mantém, em massa única, a palatabilidade ideal, em total equilíbrio, permitido pela textura única da massa.
Além disso, como outra inquestionável vantagem, a massa em textura única, a medida em que vai sendo triturada, conserva as propriedades originais de palatabilidade, mantidas desde o início até o final da mastigação.
Tanto o palatabilizante interno quanto o palatabilizante externo podem ser combinados, seja em porcentagens, como já foi dito, como também em termos de sabores, podendo o alimento receber por exemplo, sabor de fígado, aplicado internamente e, externamente, receber sabor peixe. Pode-se imaginar a vantagem em relação ao novo produto, para um gato por exemplo, o qual, a medida em que mastiga, tem o paladar excitado pela homogeneização entre os dois sabores, junto à massa, em umidade e texturas adequadas.
Explicado superficialmente, passa o alimento a ser melhor detalhado, através dos desenhos anexos, onde se veem: Figura 1 - Mostra, esquematicamente, a nível ilustrativo, o processo para a produção do alimento, o qual, parcialmente cozido, é transferido ao extrusor, recebendo, na saída, aplicação do palatabilizante interno, seguindo para corte, secagem, aspersão de gordura e, finalmente, aplicação de palatabilizante externo.
Figura 2 - Mostra em vista ampliada, o alimento com suas camadas aplicadas à massa única.
Figura 3 - Mostra um gráfico, o qual será completado por uma tabela, inserida no texto, mais adiante. O gráfico, juntamente com a tabela, mostra o consumo, sempre alto, do alimento em questão, (B) com palatabilizante interno e externo, ao passo que o alimento (A) com palatabilizante externo, sofre decréscimo de consumo.
Em conformidade com os desenhos anexos, o “ALIMENTO PARA
ANIMAIS, COM ADIçãO EXTERNA E INTERNA DE PRODUTO PARA AUMENTO DE PALATABILIDADE”, objeto desse presente pedido de patente de invenção, constitui-se de um alimento para animais, de massa em textura única, dotada de elemento palatabilizante, aplicado tanto externamente quanto externamente.
Para a sua produção, a massa (M), após devidamente formulada e parcialmente cozida, é, inicialmente transferida, de modo convencional, de um tanque (1) para uma extrusora (2), cujo cabeçote é dotado de um dispositivo aplicador formado por agulhas ligadas a um reservatório (3) contendo elemento palatabilizante (4). A aplicação poderá ser efetuada, preferencialmente, por meio dessas agulhas especiais, ou por outro meio adequado, desde que industrialmente, de modo a formar ininterruptamente, na saída da massa (M), também em fluxo continuo, uma camada interna (5) de elemento palatabilizante. A massa (M), até então dessa forma constituída, passa por etapa convencional de corte (6), formando então o alimento (7) já em sua configuração final, conforme o formato desejado, seja bastonete, trapezoidal, travesseiro, palito ou outro, sendo obtido em massa de textura única e dotado, portanto, com uma camada interna de elemento palatabilizante (5). O alimento (7) segue então para etapas convencionais de secagem (8) e etapa de aplicação de camada de gordura (9), se necessário, passando, finalmente, em um módulo (10) para receber a camada externa de elemento palatabilizante (11). O processo acima descrito, transcorre em etapas conhecidas, decorrentes de equipamento já usado em processos industriais, obtendo-se, no entanto, graças à aplicação contínua do elemento palatabilizante (4), internamente à massa (M) de textura única, uma camada (5) que irá proporcionar ao alimento (7) um alto poder de palatabilidade, mantida desde o início até o final quando da mastigação por parte do animal. A aplicação permite um controle do volume das dosagens, tanto para a camada interna (5) quanto para a camada externa (11), as quais podem ser combinadas ou distribuídas proporcionalmente, em torno de 10 a 20% do peso total do alimento (7), mantendo, durante toda a mastigação, a umidade e o sabor necessários para satisfazer a palatabilidade desejada.
Além da combinação de porcentagens, as camadas (5) e (11) podem apresentar sabores diferenciados entre si, também combinando fígado, peixe e outros, os quais serão devidamente homogeneizados durante a mastigação, já que impregnam-se à massa (M) de textura única, tanto a partir da parte interna quanto da superfície externa, aumentando também, dessa forma, a palatabilidade.
TESTES EFETUADOS O inventor, através de pesquisas, vem mostrar, por meio de tabela inserida logo abaixo, completada pelo gráfico da figura 3, os resultados obtidos com o uso do alimento (7) em questão - formado a partir de massa em textura única, dotado de camadas palatabilizantes interna (5) e externa (11), em variadas porcentagens e combinações de sabores, em comparação a um alimento contendo apenas a camada externa convencional de elemento palatabilizante.
Assim, a título ilustrativo, mostrado na tabela que segue, o alimento convencional é denominado A (com palatabilizante superficial) e o alimento em questão (7), (com palatabilizante total). Para tanto, foram escolhidos 5 animais, relacionados por números 7, 9, 71, 138 e 140, sendo-lhes oferecido, por quatro dias, 600 gr do produto A e do produto B.
Na tabela abaixo é mostrado, durante os quatro dias de alimento administrado, o consumo total por animal, tanto para o alimento A (alimento com palatabilizante superficial), quanto para o alimento B (alimento cora palatabilizante total), sendo o índice de consumo indicado no gráfico (apresentado como Figura 3): A - Produto com palatabilizante superficial (externo) B - Produto com palatabilizante total (interno e externo).
Como pode observar-se, o consumo do alimento B, motivo desse pedido de patente, manteve-se em seu máximo, graças ao aumento de palatabilidade obtido pela aplicação dos sabores interna e externamente, ao passo que o consumo do alimento A, apenas com palatabilizante externo, apresentou gradativo decréscimo em seu consumo, conforme mostram os resultados da tabela, completados pelos índices apresentados no gráfico da figura 3.