BRPI0506870B1 - Method for treating shear blades - Google Patents
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Abstract
método para tratamento de gumes cortantes de lãminas de barbear são descritos métodos para tratamento dos gumes cortantes de lãminas de barbear tendo um revestimento aderente de polifluorocaboneto sobre as mesma. os gumes das lãminas de barbear revestidas são tratados com um solvente, que o qual remove parcialmente o revestimento dos mesmos. a adição de um antioxidantes ao solvente otimiza a efeitividade do tratamento.
Description
"MÉTODO PARA TRATAMENTO DE GUMES CORTANTES DE LÂMINAS DE BARBEAR" CAMPO TÉCNICO
Esta invenção refere-se a lâminas de barbear e, mais especificamente, a métodos para tratamento de lâminas de barbear.
FUNDAMENTOS
As lâminas de barbear são tratadas com um revestimento como politetrafluoretileno (PTFE), por vezes mencionado como "telômero", com a finalidade de reduzir a força de corte necessária para o uso da lâmina de barbear. No entanto, em vários casos o revestimento é aplicado de modo demasiado espesso para permitir um conforto ótimo na raspagem de pelos, especialmente durante o primeiro uso. O revestimento espesso no gume da lâmina é empurrado para trás durante a raspagem, resultando em maior desempenho após o primeiro uso. Consequentemente, os esforços têm sido dirigidos ao adelgaçamento, de maneira confiável e reproduzível, do revestimento da lâmina, para simular os efeitos do revestimento "empurrado para trás".
Em alguns casos, uma parte do revestimento é seletivamente removida utilizando-se um solvente para a obtenção de uma camada delgada, o que pode otimizar as características da lâmina de barbear, especialmente em seu primeiro uso. Esses métodos são apresentados na patente U.S. N° 5.985.459, concedida a Kwiecien et al.
Essa patente observa que o adelgaçamento do revestimento a um grau que já não seja visível em fotomicrografias a uma ampliação de 900 vezes ainda deixa um delgado revestimento que tem boas propriedades de corte. Sugere-se que a espessura das camadas pode ser tal que estas estejam quimicamente ligadas.
SDMÁRIO A presente invenção refere-se a gumes cortantes que exibem uma melhoria no corte durante o "primeiro uso". Conforme discutido acima, um método de adelgaçamento do revestimento da lâmina envolve o uso de um solvente para remover uma porção do dito revestimento, deixando uma camada delgada e uniforme sobre o gume da lâmina. 0 inventor descobriu que a inclusão de um antioxidante na solução de solvente oferece um adelgaçamento aprimorado, já que o antioxidante ajuda a melhorar a estabilidade do solvente, o que proporciona um adelgaçamento consistente do revestimento da lâmina durante o tratamento de um grande número de lotes de gumes de lâminas.
Em um aspecto, a invenção apresenta um método para o tratamento de uma lâmina de barbear revestida com polifluorocarboneto. 0 método inclui a etapa de colocar a lâmina de barbear revestida com polifluorocarboneto em contato com uma solução contendo um solvente e um antioxidante, de modo a remover parcialmente o revestimento de polifluorocarboneto da dita lâmina de barbear.
Em alguns casos, o polifluorocarboneto inclui politetrafluoroetileno.
Em alguns casos, o antioxidante inclui uma porção fenol, por exemplo a porção fenol da fórmula I: fórmula I 0 antioxidante pode incluir uma porção organofosforada, por exemplo, a porção organofosforada da fórmula II: fórmula II 0 antioxidante pode incluir uma lactona e/ou uma hídroxilamina. A concentração de antioxidante no solvente pode ser menor que cerca de 0,1 % (por exemplo, menor que cerca de 0,05 % ou menor que cerca de 0,01 %) . O antioxidante pode ser estável a uma temperatura maior ou igual ao ponto de ebulição do solvente.
Em alguns casos, o solvente inclui ao menos um dentre perfluoroalcano, perfluorocicloalcano, perfluoroaromático ou um oligômero dessas substâncias (por exemplo, dodecafluorocicloexano, octafluoronaftaleno, perfluorotetracosano, perfluorotetradecaidrofenantreno, isômeros de perfluoroperidrobenzilnaftaleno, perfluorotetradecaidrofenantreno, subproduto oligomérico com alto ponto de ebulição na produção de perfluorotetradecaidrofenantreno, ou perfluoropoliéteres). Em alguns casos, o solvente inclui um oligômero de perfluoroperidrofenantreno com a fórmula geral C14F23 (Ci4F22)nCi4F23/ em que n é 0, 1 ou 2, ou perfluorotetradecaidrofenantreno. Em alguns casos, 0 solvente inclui uma pluralidade de antioxidantes.
Em alguns casos, 0 método inclui, também, a remoção do solvente após o contato com a lâmina de barbear. 0 solvente pode ser removido, por exemplo, mediante a imersão da lâmina em uma solução de lavagem. A temperatura da solução de lavagem pode estar próxima ao ponto de ebulição da solução de lavagem. Em alguns casos, a solução de lavagem inclui perfluoro(2-n-butil hidrofurano). Em alguns casos, 0 ponto de ebulição do solvente é maior que a temperatura de dissolução para o polifluorocarboneto no dito solvente. Por exemplo, a lâmina de barbear pode ser tratada com solvente a uma temperatura abaixo do ponto de ebulição do mesmo, mas maior ou igual à temperatura de dissolução para o polifluorocarboneto no dito solvente. Alternativamente, a lâmina de barbear pode ser tratada com solvente a uma temperatura acima do ponto de ebulição do mesmo, e maior ou igual à temperatura de dissolução para 0 polifluorocarboneto no dito solvente.
Em alguns casos, caracterizado pelo fato de que a lâmina de barbear é revestida com um polifluorocarboneto, mediante a aplicação de uma dispersão de polifluorocarboneto sobre a lâmina de barbear e o subsequente aquecimento da dita dispersão até uma temperatura suficiente para fazer aderir o polifluorocarboneto à lâmina de barbear. A dispersão pode ser aplicada sobre a lâmina de barbear, por exemplo, mediante aspersão da dispersão sobre a lâmina de barbear, ou mediante a imersão da lâmina de barbear na dita dispersão.
Em alguns casos a lâmina de barbear inclui um gume cortante, o qual é revestido com um polifluorocarboneto.
Em alguns casos, o método inclui filtração da solução.
Em alguns casos, o método inclui o contato da lâmina de barbear revestida com polifluorocarboneto com uma pluralidade de antioxidantes. Os antioxidantes podem incluir, por exemplo, uma porção contendo fenila e uma porção contendo organofosforados. Exemplos desses antioxidantes incluem aqueles com as fórmulas I e II: fórmula I fórmula II
Em alguns casos, os antioxidantes das fórmulas I e II estão presentes na razão de 1/2, Em alguns casos, a temperatura da solução situa-se na faixa entre cerca de 200 °C e 400 °C (por exemplo, entre cerca de 250 °C e cerca de 350 °C, entre cerca de 260 °C e cerca de 300 °C, ou cerca de 280 °C).
Em alguns casos, a solução é submetida a uma pressão situada na faixa entre cerca de 210 e 830 kPa (30 e 120 psi) (por exemplo, entre cerca de 280 e 420 kPa (40 e 60 psi)).
Em outro aspecto, a invenção apresenta um método para tratamento de uma lâmina de barbear revestida com polifluorocarboneto, que inclui colocar a dita lâmina de barbear revestida com polifluorocarboneto em contato com uma solução de perfluoroperidrofenantreno e uma 1/2 razão dos compostos das fórmulas I e II.
fórmula I fórmula II
Os detalhes das uma ou mais modalidades da invenção são demonstrados nos desenhos em anexo e na descrição abaixo. Outros recursos e vantagens da invenção ficarão evidentes a partir da descrição e dos desenhos, bem como a partir das reivindicações.
DESCRIÇÃO DOS DESENHOS A Figura 1 é uma fotomicrografia de um gume da lâmina de barbear tratado com polifluorocarboneto, antes do tratamento com um solvente contendo antioxidante.
As Figuras 2 e 3 são fotomicrograf ias do gume da lâmina de barbear tratado com polifluorocarboneto, após o tratamento com um solvente contendo antioxidante.
DESCRIÇÃO DETALHADA
Os métodos para revestimento de gumes de lâminas para barbear com polifluorocarbonetos são conhecidos na técnica e são apresentados, por exemplo, na patente U.S. N° 5.263.256, concedida a Trankiem. No entanto, esses métodos geralmente produzem uma lâmina com um revestimento inicial de polímero relativamente espesso. (Vide Figura 1) Isso pode resultar em uma força de corte desproporcionadamente alta durante a primeira raspagem. Um método para a otimização das características da primeira raspagem envolve o adelgaçamento do revestimento de polímero, por exemplo mediante o uso de um solvente para remover uma porção substancial do dito revestimento. Conforme discutido acima, esse método é apresentado na patente U.S. N° 5.985.459, cuja descrição completa está aqui incorporada, a título de referência. 0 inventor descobriu que a adição de um antioxidante ao solvente melhora a reproducibilidade destes métodos para adelgaçamento do revestimento de pol i fluorocarboneto. A lubricidade do revestimento de telômero depende, em parte, do peso molecular do polímero, de modo que é desejável o uso de diferentes pesos moleculares, dependendo da lubricidade desejada para uma aplicação específica (por exemplo, uma lâmina de barbear para uso masculino versus uma lâmina de depilar para uso feminino) . Adicionalmente, a lubricidade do revestimento de telômero pode ser afetada pelo revestimento rígido da lâmina de barbear. A adição do antioxidante melhora a reproducibilidade das condições de processamento, independentemente do peso molecular do telômero e do revestimento rígido da lâmina de barbear. MÉTODOS PARA TRATAMENTO DE UMA LÂMINA REVESTIDA: Uma lâmina revestida com um polifluorocarboneto é tratada com um solvente adequado e um antioxidante (ou uma pluralidade de antioxidantes) para remover o excesso de polifluorocarboneto do gume da lâmina, produzindo assim uma camada delgada de polifluorocarboneto. (Vide Figuras 2 e 3.) A lâmina é revestida e tratada com solvente, conforme descrito na patente U.S. N° 5.985.459. Os solventes adequados e os parâmetros do processo são discutidos em detalhe, mais adiante neste documento. 0 antioxidante pode incluir um estabilizante fenólico, como Irganox B-215 (disponível junto à Ciba SpecialChem). Os antioxidantes fenólicos são excelentes doadores de hidrogênio, e são usados na indústria para estabilizar polímeros. Por exemplo, os radicais ROO* são desativados por fenol impedido mediante a seguinte reação: 0 radical ienóxi gerado é muito estável devido a sua habilidade para adotar numerosas formas mesoméricas. Exemplos de antioxidantes fenólicos são fornecidos na Tabela 1, abaixo: ______________Tabela 1: antioxidantes fenólicos______________ Alternativamente ou em adição à inclusão de uma porção fenólica, o antioxidante pode incluir um composto organofosforado. Esses compostos são úteis na decomposição dos hidroperóxidos, e impedem a divisão dos mesmos em radicais alcóxi e hidróxi extremamente reativos. Alguns exemplos de compostos antioxidantes organofosforados incluem aqueles listados na Tabela 2, abaixo.
Tabela 2: compostos antioxidantes organofosforados As lactonas e os compostos de hidroxilamina também podem ser usados como antioxidantes.
Esses compostos são particularmente úteis no sequestro de radicais alquila, inibindo assim o ciclo de auto-oxidação. Sob condições deficientes em oxigênio, os seqüestrantes de radical alquila contribuem significativamente para a estabilização do polímero. Em muitos casos, os antioxidantes à base de lactona são usados em combinação com antioxidantes fenólicos e antioxidantes à base de fosfito, proporcionando assim um alto desempenho, mesmo em baixas concentrações. Alguns exemplos de antioxidantes à base de lactona e de hidroxilamina incluem benzofuranona substituída e aqueles mostrados na Tabela 3, abaixo.
Tabela 3: antioxidantes à base de benzofuranona e de ________________________hidroxilamina________________________ Geralmente, o antioxidante é adicionado à solução de solvente em uma quantidade inferior a cerca de 1,0 %, em peso (por exemplo, menos que cerca de 0,5 %, 0,4 %, 0,3 %, 0,2 %, 0,1 %, 0,05 %, 0,04 %, 0,03 %, 0,02 %, 0,01 % ou 0,005 %). O antioxidante é adicionado a um solvente para a obtenção de uma solução de antioxidante e solvente. A solução é, então, geralmente filtrada para remover as partículas grandes de material antioxidante, reduzindo assim a probabilidade de danos aos gumes das lâminas de barbear, que poderíam ser causados por partículas grandes durante a agitação. Em geral, é usado um filtro grosso, filtrando partículas com tamanho de cerca de 30 mícrons. Em alguns casos, a solução é purgada com um gás não-reativo, como argônio ou nitrogênio, antes da adição das lâminas de barbear revestidas à solução.
Nos casos em que a reação é realizada sob condições atmosféricas inertes, o antioxidante pode ser adicionado apôs o término do tratamento, por exemplo quando a solução de solvente é exposta ao ar.
As lâminas de barbear são, então, colocadas na solução e agitadas, removendo-se assim uma porção do revestimento de polifluorocarboneto. A temperatura e pressão das condições de tratamento variam conforme o revestimento da lâmina de barbear, o solvente, e o antioxidante. Em alguns casos, o tratamento é feito a uma temperatura elevada. Em alguns casos, a temperatura é inferior ao ponto de ebulição do solvente, mas superior à temperatura de dissolução do polifluorocarboneto. Por exemplo, a temperatura pode ser acima de cerca de 100 °C, acima de cerca de 200 °C, ou acima de cerca de 300 °C. Geralmente, a temperatura de reação situa-se abaixo de cerca de 500 °C, abaixo de cerca de 400 °C, ou abaixo de cerca de 300 °C. Nos casos em que a temperatura situa-se abaixo do ponto de ebulição do solvente, as condições de reação geralmente incluem pressão atmosférica.
Em alguns casos, a temperatura é maior ou igual ao ponto de ebulição do solvente.
Nos casos em que a temperatura é maior ou igual ao ponto de ebulição do solvente, geralmente é usada uma pressão elevada. O processo de tratamento por solvente do gume da lâmina revestido com polifluorocarboneto é realizado à temperatura necessária para dissolver o polímero, isto é, dentro de sua faixa de temperatura de dissolução, conforme definido acima. Em alguns casos, é desejável o uso de uma pressão aumentada para reduzir a perda de solvente. Nesses casos, o tratamento das lâminas de barbear é realizado a pressões aumentadas (por exemplo, de cerca de 280 kPa a cerca de 830 kPa (de cerca de 40 psi a cerca de 120 psi)) Em geral, as lâminas de barbear são tratadas na solução de solvente durante menos que cerca de 30 minutos, por exemplo menos que 25 minutos, ou menos que 20 minutos. Em geral, as lâminas de barbear são tratadas durante mais que cerca de 1 segundo, por exemplo mais que cerca de 5 segundos, 10 segundos, 30 segundos, 1 minuto, 2 minutos, 5 minutos, cerca de 10 minutos, ou cerca de 15 minutos. Os tempos de reação dependem de diversos fatores, incluindo, mas não se limitando a, solvente, temperatura, pressão e número de lâminas.
Geralmente, as combinações de antioxidante e solvente são escolhidas quando o antioxidante é estável ou no ponto de ebulição do solvente, ou na temperatura de dissolução do revestimento de polímero no solvente. 0 ponto de ebulição do solvente e a temperatura de dissolução do revestimento de polímero no solvente podem mudar de acordo com a pressão.
Consequentemente, a possibilidade de usar pressão aumentada também é considerada na escolha de uma combinação antioxidante/solvente.
Exemplos de propriedades de solvente desejáveis são apresentados abaixo: (1) Solubilidade do polifluorocarboneto A depressão do ponto de fusão é usada para identificar a solubilidade. Os pontos de fusão de polímeros e as depressões de fusão em solventes são medidas em um calorímetro de varredura diferencial Seiko Instrument DSC-220 Differential Scanning Calorimeter (DSC), a uma taxa de aquecimento de 10 °C/min em nitrogênio. 0 ponto de fusão é o pico mínimo da endoterma de fusão. Os estudos de depressão de fusão usam aproximadamente 5 mg de PTFE/solvente em panelas herméticas de alumínio ou aço inoxidável, ou em ampolas de vidro. Os líquidos que exibem uma depressão no ponto de fusão para PTFE são considerados solventes. A depressão no ponto de fusão estabelece a faixa mais baixa de temperaturas de dissolução. (2) Compatibilidade com o solvente na temperatura de dissolução do polifluorocarboneto Em alguns casos, o solvente é um líquido na temperatura de dissolução. Em outras palavras, o solvente tem um ponto de ebulição acima da temperatura de processamento e um ponto de fusão abaixo da temperatura de dissolução. É claro que essas propriedades físicas podem ser manipuladas mediante a alteração das pressões de processamento. Embora as pressões aumentadas sejam úteis e possam ser usadas em processos de manufatura, o uso de um solvente que é líquido a temperatura de dissolução e sob condições ambientes de pressão elimina a necessidade de se usar um equipamento de alta pressão e pode, portanto, em alguns casos, reduzir os custos de processamento do procedimento. Nos casos em que é utilizada uma pressão mais alta, o solvente geralmente tem uma temperatura crítica acima da temperatura de processamento. (3) Baixa polaridade As moléculas com pouca ou, com a máxima preferência, nenhuma funcionalidade polar são mais comumente utilizadas nos métodos apresentados. Essas moléculas, por exemplo, incluem perfluorocarbonetos não-polares alifãticos, cíclicos ou aromáticos, mas também podem ser usados os homopolímeros de epóxido de hexafluoropropileno, com extremidade terminada por flúor e baixo peso molecular (BPM). 0 solvente, o antíoxidante e o polímero precisam ser estáveis à temperatura de processamento. A agitação aumenta a taxa de dissolução do polímero ao longo do gume da lâmina. Dois outros fatores influenciam a taxa de dissolução: (1) a maior área superficial de interface entre o polímero e o solvente resulta em taxas mais rápidas, e (2) o peso molecular mais alto e as concentrações mais altas do polímero resultam em taxas de dissolução mais lentas. 0 tempo necessário para a dissolução irã variar conforme o polímero e o solvente específicos escolhidos, bem como conforme outros fatores discutidos acima, inclusive o antioxidante. Exemplos específicos do tratamento por solvente são apresentados nos exemplos.
Exemplos de solventes incluem perfluoroalcanos, perfluorocicloalcanos, compostos perfluoroaromáticos e oligômeros dessas substâncias. Em alguns casos, muitos dos perfluoropoliéteres (PFPE) funcionam. Para uso na presente invenção o termo "perfluorocicloalcanos" refere-se a compostos cíclicos saturados, que podem conter anéis fundidos ou não-fundidos. Além disso, o cicloalcano perfluorado pode ser substituído por grupos perfluoroalquila e perfluoroalquíleno. Para uso na presente invenção, o termo "grupo perfluoroalquila" refere-se a uma cadeia carbônica saturada ramificada ou linear.
Os perfluorocarbonetos saturados com estruturas de anel alifático e altas temperaturas críticas geralmente proporcionam solubilidade do PTFE sob as temperaturas e pressões mais baixas. Os solventes perfluorados podem ser obtidos, por exemplo, junto à PCR, Inc., de Gainesville, Florida, EUA. 0 dodecafluorocicloexano (CgFi2) , o octafluoronaftaleno (Ck>F8), e o perfluorotetracosano (n-C24F50) podem ser obtidos junto à Aldrich Chemical Co. 0 perfluorotetradecaídrofenantreno (C14F24) , comumente denominado perfluoroperidrofenantreno, pode ser obtido junto à F2 Chemicals, Prestou Lancashire, Inglaterra, sob o nome comercial Flutec PP 11. Uma mistura de isômeros de perfluoroperidrobenzilnaftaleno (Cl^o) , disponível sob o nome comercial Flutec PP25, pode ser obtida junto à F2 Chemicals, Preston Lancashire, Inglaterra. Um subproduto olígomérico da fabricação do Flutec PP11 (C14F23 (Ci4F22)nCi4Fi2 em que n=0,l e 2), com alto ponto de ebulição e que é uma mistura bruta de perfluorocarbonetos, também pode ser obtido junto à DuPont. A faixa aproximada de temperaturas de ebulição dos componentes é de 280 °C a 400 °C. Para a dissolução de PTFE das marcas MP1100, MP1600, LW1200 ou Vydax presente nos gumes de lâmina, são geralmente usadas temperaturas na faixa entre 270 °C e 340 °C, durante cerca de 10 a 200 segundos.
Para uso na presente invenção, o termo "perfluoropoliéteres" (PFPE) refere-se a compostos perfluorados contendo a ligação — (CF2—CFR—O—)n em que R=F, CF3. Esses compostos são às vezes denominados perfluoroalquiléteres (PFAE) ou perfluoropolialquiléteres (PFPAE).
De preferência, a cadeia de polímero é completamente saturada e contém apenas os elementos carbono, oxigênio e flúor, não estando presente o hidrogênio. A efetividade de um processo de adelgaçamento pode ser determinada, por exemplo, usando-se um teste de corte em feltro de lã, o qual mede as forças de corte das lâminas ao medir a força necessária para que cada uma destas atravesse um feltro de lã. As forças de corte de uma lâmina podem alterar-se ao longo do tempo, por exemplo conforme a lâmina se desgasta ou conforme o revestimento na lâmina é removido. Consequentemente, a lâmina é utilizada 500 vezes no cortador de feltro de lã, e a força de cada corte é medida.
Em alguns casos, após uma lâmina ter sido tratada por solvente, esta é submetida a outro processamento para remoção de qualquer excesso de solvente. Isso pode ser feito mediante a imersão do gume da lâmina em uma solução de lavagem para o solvente.
Geralmente, as lâminas são lavadas a uma temperatura próxima ao ponto de ebulição da solução de lavagem. Tanto o solvente à base de perfluoro (2-n-butil hidrofurano) da marca Fluorinert FC-75, produzido pela 3M, como o 1,1,1,2,3,4,4,5,5,5,-decafluoropentano da marca HFC-43, produzido pela DuPont, são soluções de lavagem úteis à presente invenção.
Geralmente, a solução de lavagem é facilmente separável do solvente, para permitir que a dita solução de lavagem seja reutilizada. A remoção do polifluorocarboneto dissolvido (por exemplo, PTFE) do solvente permite a reutilização do solvente e/ou do PTFE, A separação do polifluorocarboneto e do solvente pode ser obtida mediante destilação ou outros métodos conhecidos pelos versados na técnica.
Todas as porcentagens e razões aqui descritas são em peso, exceto onde indicado em contrário.
Para uso na presente invenção, o termo "gume cortante da lâmina de barbear" inclui o ponto de corte e as facetas da lâmina. 0 requerente reconhece que toda a lâmina podería ser revestida do modo aqui descrito, mas não se acredita que um revestimento envolvente desse tipo seja essencial à presente invenção. As lâminas de barbear de acordo com a presente invenção incluem todos os tipos conhecidos na técnica. Por exemplo, lâminas de aço inoxidável são comumente utilizadas. Muitas outras lâminas de barbear disponíveis comercialmente incluem, também, uma camada intermediária de cromo/platina entre a lâmina de aço e o polímero. Esse tipo de camada intermediária é aspergida em partículas sobre a superfície do gume da lâmina, antes do revestimento por polímero. Além disso, o material da lâmina pode ser revestido com um revestimento de carbono tipo diamante (Diamond Like Carbon, ou DLC) conforme descrito nas Patentes U.S. N“ 5.142.785 e 5.232.558, antes do revestimento por polímero.
REVESTIMENTO DA LÂMINA
Um gume da lâmina revestido com polifluorocarboneto pode ser preparado por meio de qualquer processo conhecido na técnica. Por exemplo, o gume da lâmina pode ser revestido com uma dispersão de polifluorocarboneto. A lâmina revestida é, então, aquecida para eliminar o meio de dispersão e sinterizar o polifluorocarboneto sobre o gume da lâmina.
Exemplos de polifluorocarbonetos incluem os pós de politetrafluoroetileno das marcas MP1100, MP1200, MP1600 e LW1200, produzidos pela DuPont.
As dispersões de polifluorocarboneto geralmente incluem de 0,05 % a 5 % e, de preferência, de 0,7 % a 1,2 %, em peso, de polifluorocarboneto disperso em um meio dispersante. 0 polímero pode ser introduzido na corrente de fluxo, ou misturado diretamente a um reservatório agitado e, então, homogeneizado. Quando injetado na corrente de fluxo, geralmente se usa um misturador estático a jusante. O meio de dispersão geralmente inclui um ou mais dentre um fluorocarboneto (por exemplo, da marca Freon, disponível junto à DuPont), água, compostos orgânicos voláteis (por exemplo, álcool isopropílico), ou um C02 supercrítico, A dispersão pode ser aplicada ao gume cortante de qualquer maneira adequada como, por exemplo, mediante imersão ou por aspersão da dispersão sobre o gume da lâmina. Nos casos em que for usada nebulização, um campo eletrostático pode ser empregado em conjunto com o nebulizador, de modo a aumentar a eficiência de deposição. 0 revestimento ê geralmente aquecido durante a aplicação, para proporcionar melhor adesão.
EXEMPLOS
Exemplo 1: Aproximadamente 1.500 lâminas revestidas com LW-1200 foram empilhadas na extremidade de uma haste de agitação modificada de um minirreator Parr 4560 de 350 ml (o dispositivo de lavagem). 0 dispositivo de lavagem foi, então, preenchido com 2/3 de solvente Flutec PP11, mais o antioxidante 1RGANOX B-215 (0,01 %). Argônio foi purgado através de uma seringa durante 5 minutos, a uma taxa de fluxo de 620 litros por hora (22 scfh, ou pés cúbicos padrão por hora) . O aparelho todo foi fechado e o argônio foi purgado através da saída de gás da bomba, durante mais 5 minutos. O dispositivo de lavagem foi, então, lacrado e aquecido até atingir 250 °C. A haste de agitação foi acionada, e posta para girar a 8,4 rad/s (80 rev/min) até a temperatura atingir 273 °C. A temperatura foi, então, mantida em 273 °C durante cerca de 90 segundos.
Nesse momento, a pressão no interior da câmara atingiu de 280 kPa a 420 kPa (de 40 psi a 60 psi) . O aquecimento foi interrompido e o resfriamento a ar foi introduzido para resfriar o dispositivo de lavagem. A agitação foi, então, interrompida quando a temperatura atingiu 260 °C. As laminas foram removidas quando a temperatura estava em redor de 60 °C.
Exemplo 2: Uma solução de antioxidante (IRGANOX B-215) e solvente (FLUTEC PP11) foi adicionada a um recipiente de pressão (preenchendo cerca de metade do mesmo). A solução foi, então, purgada com nitrogênio durante cerca de 5 minutos. Após a solução ter sido purgada, uma haste com lâminas de barbear revestidas com PTFE foi inserido no recipiente de pressão, submergindo as ditas lâminas na solução de antioxidante e solvente. A solução foi novamente purgada com nitrogênio ou argônio durante cerca de 3 minutos. 0 recipiente de pressão foi, então, lacrado e a pressão foi aumentada até cerca de 280 kPa (40 psi) . A temperatura do solvente foi aumentada até cerca de 280 °C, sob agitação da haste com as lâminas de barbear revestidas. As lâminas foram agitadas durante menos que cerca de 2 minutos. Após o término, a temperatura do recipiente de reação foi resfriada, e a pressão foi subsequentemente liberada. Em alguns casos, as lâminas foram submetidas ainda a uma etapa de lavagem, para remover qualquer solvente restante. A Tabela 4, mais adiante neste documento, representa as forças de corte de três lâminas de barbear para o primeiro corte, o 5o corte, e o 500° corte. As lâminas de barbear são descritas mediante o uso de três diferentes materiais A, B e C para revestimento rígido. Como pode ser visto, as lâminas de barbear tratadas com o solvente Flutec™ e o antioxidante IRGANOX B-215 apresentam maior consistência na primeira e na quinta forças de corte, em comparação às lâminas de barbear tratadas somente com o solvente Flutec. Além disso, valores de Lbqq consistentemente mais baixos foram observados em todos os revestimentos, quando o antioxidante foi adicionado, tornando o uso do solvente Flutec™ com antioxidante mais reproduzivel que o uso do solvente Flutec™ por si só. Sem se ater à teoria, acredita-se que o antioxidante melhore a estabilidade do solvente, o que melhora a reproducíbilidade do adelgaçamento da lâmina. Consequentemente, o uso do antioxidante proporciona um método de fabricação aprimorado, já que essa combinação permite maior consistência e reprodutibílidade entre as diversas lâminas de barbear.
Tabela 4: comparação de lâminas de barbear tratadas com solvente Flutec™, com e sem antioxidante Antioxidante Irganox B-215 ** L500, 1b é uma média de forças de corte entre o 500° e 0 505° cortes.
Diversas modalidades da invenção foram descritas. Todavia, deve-se compreender que várias modificações podem ser feitas sem se afastar do espírito e do escopo da invenção. Consequentemente, outras modalidades estão dentro do escopo nas reivindicações apresentadas a seguir.
REIVINDICAÇÕES
Claims (39)
1. Método para tratamento de uma lâmina de barbear revestida com polifluorocarboneto, caracterizado pelo fato de compreender: colocar a lâmina de barbear revestida com polifluorocarboneto em contato com uma solução contendo um solvente e um antioxidante, de modo a remover parcialmente o revestimento de polifluorocarboneto da dita lâmina de barbear.
2. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o polifluorocarboneto compreende politetrafluoroetileno.
3. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o antioxidante compreende uma porção fenol.
4. Método, de acordo com a reivindicação 3, caracterizado pelo fato de que a porção fenol compreende um composto da fórmula I fórmula I
5. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o antioxidante compreende uma porção organofosforada.
6. Método, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato de que a porção organofosforada compreende um composto da fórmula II fórmula II
7. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o antioxidante compreende uma lactona, uma hidroxilamina, ou uma combinação desses itens.
8. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a concentração de antioxidante no solvente é menor que cerca de 0,1 %.
9. Método, de acordo com a reivindicação 8, caracterizado pelo fato de que a concentração de antioxidante no solvente é menor que cerca de 0,05 %.
10. Método, de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que a concentração de antioxidante no solvente é menor que cerca de 0,01 %.
11. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o antioxidante é estável a uma temperatura maior ou igual ao ponto de ebulição do solvente.
12. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o solvente compreende ao menos um dentre um perfluoroalcano, um perfluorocicloalcano, um perfluoroaromãtico ou um oligômero dessas substâncias.
13. Método, de acordo com a reivindicação 12, caracterizado pelo fato de que o solvente compreende ao menos um dentre dodecafluorocicloexano, octafluoronaftaleno, perfluorotetracosano, perfluorotetradecaidrofenantreno, isômeros de perfluoroperidrobenzilnaftaleno, perfluorotetradecaidrofenantreno, subproduto oligomérico com alto ponto de ebulição na produção de perfluorotetradecaidrofenantreno, ou perfluoropoliéteres.
14. Método, de acordo com a reivindicação 13, caracterizado pelo fato de que o solvente compreende um oligômero de perfluoroperidrofenantreno com a fórmula geral C14F23 (C14F22) 11C14F23; êm que n é 0, 1, ou 2.
15. Método, de acordo com a reivindicação 13, caracterizado pelo fato de que 0 solvente compreende perfluorotetradecaidrofenantreno.
16. Método, de acordo com a reivindicação 14, caracterizado pelo fato de que o solvente compreende, ainda, uma pluralidade de antioxidantes.
17. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de compreender, ainda, a remoção do solvente após o contato com a lâmina de barbear.
18. Método, de acordo com a reivindicação 17, caracterizado pelo fato de que o solvente é removido mediante a imersão da lâmina em uma solução de lavagem.
19. Método, de acordo com a reivindicação 17, caracterizado pelo fato de que a temperatura da solução de lavagem está próxima ao ponto de ebulição da dita solução.
20. Método, de acordo com a reivindicação 17, caracterizado pelo fato de que a solução de lavagem compreende perfluoro(2-n-butil hidrofurano).
21. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o ponto de ebulição do solvente é mais alto que a temperatura de dissolução para o polifluorocarboneto no dito solvente.
22. Método, de acordo com a reivindicação 21, caracterizado pelo fato de que a lâmina de barbear é tratada com solvente a uma temperatura abaixo do ponto de ebulição do mesmo, mas maior ou igual à temperatura de dissolução para o polifluorocarboneto no dito solvente.
23. Método, de acordo com a reivindicação 21, caracterizado pelo fato de que a lâmina de barbear é tratada com solvente a uma temperatura acima do ponto de ebulição do mesmo, e maior ou igual a temperatura de dissolução para o polifluorocarboneto no dito solvente.
24. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a lâmina de barbear é revestida cora ura polifluorocarboneto, mediante a aplicação de uma dispersão de polifluorocarboneto sobre a lâmina de barbear e o subsequente aquecimento da dita dispersão até uma temperatura suficiente para fazer aderir o polifluorocarboneto à lâmina de barbear.
25. Método, de acordo com a reivindicação 24, caracterizado pelo fato de que a dispersão é aplicada sobre a lâmina de barbear mediante a aspersão, sobre a mesma, da dita dispersão.
26. Método, de acordo com a reivindicação 24, caracterizado pelo fato de que a dispersão é aplicada sobre a lâmina de barbear mediante a imersão da mesma na dita dispersão.
27. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a lâmina de barbear compreende um gume cortante, o qual é revestido com um polifluorocarboneto.
28. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de compreender, ainda, a filtração da solução.
29. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de compreender o contato da lâmina de barbear revestida com polifluorocarboneto cora uma pluralidade de antioxidantes.
30. Método, de acordo com a reivindicação 29, caracterizado pelo fato de que os antioxidantes compreendem uma porção fenila e uma porção organofosforada.
31. Método, de acordo com a reivindicação 30, caracterizado pelo fato de que os antioxidantes compreendem: fórmula I fórmula II
32. Método, de acordo com a reivindicação 31, caracterizado pelo fato de que a razão fórmula I/fórmula II é de 1/2.
33. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a temperatura da solução situa-se na faixa entre cerca de 200 °C e 400 °C.
34. Método, de acordo com a reivindicação 33, caracterizado pelo fato de que a temperatura da solução situa-se entre cerca de 250 °C e cerca de 350 °C.
35. Método, de acordo cora a reivindicação 33, caracterizado pelo fato de que a temperatura da solução situa-se entre cerca de 260 °C e cerca de 300 °C,
36. Método, de acordo com a reivindicação 33, caracterizado pelo fato de que a temperatura da solução é de cerca de 280 °C.
37. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a solução é submetida a uma pressão entre cerca de 210 kPa e 830 kPa (entre 30 psi e 120 psi) .
38. Método, de acordo com a reivindicação 37, caracterizado pelo fato de que a solução é submetida a uma pressão na faixa entre cerca de 280 kPa e 420 kPa (40 psi e 60 psi).
39. Método para tratamento de uma lâmina de barbear revestida com polifluorocarboneto, caracterizado pelo fato de compreender: colocar uma lâmina de barbear revestida com polifluorocarboneto em contato com uma solução de perfluoroperidrofenantreno e uma razão de 1/2 dos compostos da fórmula I e da fórmula II fórmula I fórmula II
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