BRPI0608782A2 - fórmula para bebê com probióticos - Google Patents

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BRPI0608782A2
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bifidobacterium
baby
probiotic
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Anne Donnet-Hughes
Ferdinand Haschke
Marie-Claire Fichot
Karl-Josef Huber-Haag
Eduardo Schiffrin
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Nestec Sa
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Abstract

FóRMULA PARA BEBê COM PROBIóTICOS. A presente invenção refere-se a uma fórmula para bebê compreendendo uma fonte de proteína em uma quantidade de não mais do que 2,0g/100 kcal, uma fonte de lipídeos, uma fonte de carboidrato e um probiótiço onde o probiótico está presente em uma quantidade equivalente a entre 10^ 2^ e 10^ 5^ cfu/g de fórmula seca. A invenção se estende ainda ao uso de tal fórmula para bebê para modular o sistema imune de um bebê neonatal para promover o desenvolvimento nas primeiras semanas da vida do bebê de uma microbiota intestinal benéfica comparável com aquela encontrada em bebês alimentados no peito bem como para promover a maturação do sistema imune de um bebê neonatal nas primeiras semanas de vida.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "FÓRMULA PARA BEBÊ COM PROBIÓTICOS".
A presente invenção refere-se a uma fórmula para bebê com
probióticos.
O leite da mãe é recomendado para todos os bebês. No entanto,
em alguns casos, amamentar no peito é inadequado ou sem sucesso devido a razões médicas ou a mãe escolhe não dar de mamar. Fórmulas para bebês foram desenvolvidas para essas situações.
No passado recente, certas cepas de bactérias atraíram atenção
considerável porque elas foram verificadas exibir propriedades valiosas para o homem se ingeridas. Em particular, cepas específicas dos gêneros Lacto-bacilli e Bifidobacterium foram verificadas ser capazes de colonizar a muco-sa intestinal, reduzir a capacidade de bactérias patogênicas em aderir ao epitélio intestinal, ter efeitos imunomoduladores e auxiliar na manutenção do
Estudos extensivos foram realizados para identificar novas cepas probióticas. Por exemplo, a EP 0 199 535, a EP 0 768 375, o WO 97/00078, a EP 0 577 903 e o WO 00/53200 descrevem cepas específicas de Lactobacilli e Bifidobacteria e seus efeitos benéficos.
Até onde é especificamente sabido dos bebês, imediatamente
antes do nascimento, o trato gastrointestinal de um bebê é imaginado ser estéril. Durante o processo de nascimento, ele encontra bactérias do trato digestivo e pele da mãe e começa a ser colonizado. Existem grandes diferenças com relação à composição da microbiota intestinal em resposta à alimentação do bebê. A flora fecal de bebês alimentados no peito inclui populações consideráveis de Bifidobacteria com algumas espécies Lactobacil-lus, enquanto bebês alimentados com fórmula têm microbiota mais complexa, com Bifidobacteria, Bacteroides, Clostricia e Streptococci todas geralmente presentes. Após desmame por volta de 2 anos de idade, um padrão
de microbiota intestinal que lembra o padrão adulto se estabelece.
Por esta razão, foi proposto adicionar probióticos a fórmulas de bebês para encorajar a colonização a acontecer e promover colonizaçãocom as bactérias "boas" - espécies de Bifidobacteria e Lactobacilli - ao invés das bactérias prejudiciais - patógenos tal como clostridia, etc. Tipicamente, um mínimo de 107 cfu/g de fórmula é adicionado, embora geralmente quantidades maiores sejam preferidas, por exemplo, até 1012 cfu/g de fórmula.
Mais recentemente, foram expressas algumas preocupações sobre a adição de bactérias probióticas à fórmula para bebê que é pretendida ser a única fonte de nutrição para bebês no primeiros seis meses de vida. Essas preocupações foram sumarizadas no documento de posição médica do ESPGHAN Committee on Nutrition intitulado "Probiotic Bactéria in Dietetic Products for Infants" (Journal of Paediatric Gastroenterology and Nutrition, 38:365-374).
Enquanto isso, pesquisa dos componentes de leite humano está avançando rapidamente. Sempre foi suposto que o leite de peito humano fosse estéril. No entanto, muito recentemente e conforme descrito, por exemplo, por Martin e outros em seu artigo "Human milk is a source of lactic acid bactéria for the infant gut" (J. Pediatr. 2003; 143: 754-8), várias cepas bacterianas foram isoladas de leite de peito humano. Não é, até o momento, possível declarar conciusivamente que tais bactérias são capazes de se reproduzir ou, pelo menos, que todas as cepas identificadas são também capazes. Não obstante, é imaginado que essas bactérias e fragmentos de bactéria devam estar presentes no leite humano para um propósito ou propósitos específicos.
Para o benefício de bebês que não serão amamentados completamente no peito, há uma necessidade contínua de se desenvolver fórmulas infantis que vão reproduzir o leite humano o máximo possível, ambos em termos de suas propriedades nutricionais e bioativas.
Sumário da Invenção
Os presentes inventores constataram surpreendentemente que como investigações da presença de bactérias e fragmentos de bactéria em colostro humano e leite humano continuam, um denominador comum está começando a emergir, a saber que quaisquer cepas específicas que forem encontradas, sua concentração parece ser muito menor do que as concen-trações anteriormente propostas para adição a fórmulas de bebê.
Deste modo, a presente invenção prove uma fórmula para bebê compreendendo uma fonte de proteína em uma quantidade de não mais do que 2,0 g/100 kcal, uma fonte de lipídeos, uma fonte de carboidrato e um probiótico onde o probiótico está presente em uma quantidade equivalente a 102 e 105 cfu/g de fórmula seca.
A invenção também se estende ao uso de um probiótico na fabricação de uma fórmula para bebê para promoção da maturação do sistema imune de um bebê neonatal nas primeiras semanas da vida do bebê on- de o probiótico está presente em uma quantidade equivalente a 102 e 105 cfu/g de fórmula seca.
A invenção se estende ainda ao uso de um probiótico na fabricação de uma fórmula para bebê para modulação do sistema imune de um bebê neonatal para promover nas primeiras semanas da vida do bebê o de- senvolvimento de uma microbiota intestinal benéfica comparável com aquela encontrada em bebês alimentados no peito onde o probiótico está presente na fórmula em uma quantidade equivalente a 102 e 105 cfu/g de fórmula seca.
Em um aspecto adicional, a invenção se estende a um método para promoção da maturação do sistema imune de um bebê neonatal com necessidade dele nas primeiras semanas da vida do bebê que compreende administrar ao bebê uma quantidade terapêutica de uma fórmula para bebê contendo um probiótico em uma quantidade equivalente a entre 102 e 105 cfu/g de fórmula seca. Em um último aspecto, a invenção se estende a um método para
modulação do sistema imune de um bebê neonatal com necessidade dele para promover nas primeiras semanas da vida do bebê o desenvolvimento de uma microbiota intestinal benéfica comparável com aquela encontrada nos bebês alimentados no peito que compreende administrar ao bebê uma 30 quantidade terapêutica de uma fórmula para bebê contendo um probiótico em uma quantidade equivalente a entre 102 e 105 cfu/g de fórmula seca.
Sem desejar ser limitado pela teoria, os presentes inventoresacreditam que seja possível que a introdução de níveis relativamente baixos de bactérias probioticas no trato digestivo de um bebê neonatal de alguma maneira promova maturação do sistema imune do bebê e prepare ou inicie o sistema imune do bebê a suprimir qualquer tendência em estabelecer uma resposta inflamatória contra colonização por organismos benéficos e então favorece o desenvolvimento de uma microbiota intestinal benéfica durante as próximas semanas da vida enquanto mantendo uma defesa imune competente contra colonização por patógenos. É possível que este efeito, embora ainda um efeito imunomodulador, seja fisiologicamente diferente do efeito
sobre o sistema imune das quantidades muito maiores de bactérias probioticas que foram convencionalmente adicionadas à fórmula para bebê e, na verdade, a outros produtos alimentícios para consumo humano. É até mesmo possível que a presente invenção possa oferecer a possibilidade de "treinar novamente" o sistema imune de crianças mais velhas e adultos que sofrem de condições associadas com uma incapacidade do sistema imune em reconhecer bactérias comensais benéficas tal como Bifidobacteria como resultado que o sistema imune ataca tais bactérias do mesmo modo que ele ataca as bactérias patogênicas. Descrição Detalhada da Invenção
No presente pedido, as palavras que seguem são dadas como
uma definição que deve ser levada em consideração quando lendo e interpretando a descrição, exemplos e reivindicações.
As definições que seguem aparecem no Artigo 1.2 do European Commission Directive 91/321 /EEC de 14 de maio de 199 sobre fórmulas de
bebê e fórmulas de acompanhamento e são adotadas no presente relatório: "Bebê": criança de menos de 12 meses de idade;
"Fórmula para bebê": alimento pretendido para a nutrição completa de bebês durante os primeiros seis meses de vida.
A expressão "microbiota intestinal benéfica comparável com a- quela encontrada nos bebês alimentados no peito" significa uma microbiota intestinal dominada por populações apreciáveis de espécies Bifidobacterium e Lactobacillus para a exclusão de populações apreciáveis de espécies talcomo Bactroides, Clostridia e Streptococci.
"Probióticos": probióticos são definidos como preparações de célula microbiana ou componentes de células microbianas com um efeito benéfico sobre a saúde ou bem-estar do hospedeiro. (Salminen S, Ouwe- hand A. Benno Y. e outros "Probiotics: how should they be defined" Trend Food Sei. Technol. 1999:10 107-10).
A expressão "as primeiras semanas da vida de um bebê" significa os dois primeiros meses de vida.
O probiótico está presente na fórmula em uma quantidade equi-valente a entre 102 e 105 efu/g de fórmula seca. Esta expressão inclui as possibilidades de que as bactérias estejam vivas, inativadas ou mortas ou até mesmo presentes como fragmentos tal como DNA ou matérias de parede celular. Em outras palavras, a quantidade de bactérias que a fórmula contém é expressa em termos de habilidade de formação de colônia da quanti-dade de bactérias como se todas as bactérias estivesse vivas sem importar se elas estão, de fato, vivas, inativadas ou mortas, fragmentadas ou uma mistura de qualquer um desses estados. De preferência o probiótico está presente em uma quantidade equivalente a entre 102 e 104 efu/g de fórmula seca, com mais preferência ainda em uma quantidade equivalente a entre_103_e_10*.cfu/g de fórmulcLseca______________ _____________ ._.
A fórmula para bebê de acordo com a presente invenção contém uma fonte de proteína em uma quantidade de não mais do que 2,0 g/100kcal, de preferência 1,8 a 2,0 g/1000kcal. O tipo de proteína não é a-creditado ser crítico para a presente invenção contanto que as necessidades mínimas para teor de aminoácido essencial sejam satisfeitas e crescimento satisfatório seja assegurado embora seja preferido que mais de 50% em peso da fonte de proteína seja soro de leite. Deste modo, fontes de proteína baseadas em soro de leite, caseína e suas misturas podem ser usadas, bem como fontes de proteína baseadas em soja. Até o ponto onde proteínas são conhecidas, a fonte de proteína pode ser baseada em soro de leite ácido ou soro de leite doce ou suas misturas e pode incluir alfa-lactalbumina e beta-lactoglobulina em quaisquer proporções desejadas.De preferência, no entanto, a fonte de proteína é baseada em soro de leite doce modificado. Soro de leite doce é um subproduto prontamente disponível de fabricação de queijo e é freqüentemente usado na fabricação de fórmulas para bebê baseadas em leite de vaca. No entanto, soro de leite doce inclui um componente que é indesejavelmente rico em treonina e pobre em triptofano chamado caseino-glico-macropeptídeo (CGMP). Remoção do CGMP de soro de leite doce resulta em uma proteína com um teor de treonina mais próximo daquele do leite humano. Este soro de leite doce modificado pode ser suplementado com aqueles aminoácidos que ele tem
teor baixo (principalmente histidina e triptofano). Um processo para remoção de CGMP de soro de leite doce é descrito na EP 880902 e uma fórmula para bebê baseada neste soro de leite doce modificado é descrita no WO 01/11990. Uso de soro de leite doce como a proteína principal na fonte de proteína permite que todos os aminoácidos essenciais sejam providos em
um teor de proteína entre 1,8 e 2,0 g/kcal. Tais fontes de proteína foram mostradas em estudos animais e humanos ter uma razão de eficiência de proteína, digestibilidade de nitrogênio, valor biológico e utilização de proteína pura comparáveis com fontes de proteína adaptadas para soro de leite padrão com um teor de proteína muito maior por 100 kal e resultar em cresci-
mento satisfatório_apesar de seu teor de proteína reduzido. Se soro de leite doce for usado como a fonte de proteína, ele é de preferência suplementado por histidina livre em uma quantidade de a partir de 0,1 a 1,5% em peso da fonte de proteína.
As proteínas podem ser intactas ou hidrolisadas ou uma mistura
de proteínas intactas e hidrolisadas. Pode ser desejável fornecer proteínas parcialmente hidrolisadas (grau de hidrólise entre 2 e 20%), por exemplo, para bebês acreditados estar sob risco de desenvolver alergia ao leite de vaca. Se proteínas hidrolisadas forem requeridas, o processo de hidrólise pode ser realizado conforme desejado e é conhecido na técnica. Por exem- pio, um hidrolisato de proteína de soro de leite pode ser preparado hidroli-sando enzimaticamente a fração de soro de leite em uma ou mais etapas. Para uma proteína extensivamente hidrolisada, as proteínas de soro do leitepodem ser submetidas à hidrólise tripla usando Alcalase 2,4L (EC 940459), então Neutrase 0,5L (obtenível da Novo Nordisk Ferment AG) e então pancreatina a 55°C. Alternativamente, para uma proteína menos hidrolisada, o soro de leite pode ser submetido à hidrólise dupla usando NOVOZYMES e então pancreatina. Se a fração de soro de leite usada como o material de partida for substancialmente livre de lactose, é verificado que a proteína sofre muito menos bloqueio de lisina durante o processo de hidrólise. Isto permite que a extensão do bloqueio de lisina seja reduzido de a partir de cerca de 15% em peso de lisina total para menos do que cerca de 10% em peso
de lisina; por exemplo, cerca de 7% em peso de lisina que melhora bastante a qualidade nutricional da fonte de proteína.
A fórmula para bebê de acordo com a presente invenção contém uma fonte de carboidrato. Qualquer fonte de carboidrato convencionalmente encontrada em fórmulas para bebê tal como lactose, sacarose, maltodextri-
na, amido e suas misturas pode ser usada embora a fonte preferida de car-boidratos seja lactose. De preferência, as fontes de carboidrato contribuem entre 35 e 65% da energia total da fórmula.
A fórmula para bebê de acordo com a presente invenção contém uma fonte de lipídeos. A fonte de lipídeo pode ser qualquer lipídeo ou gordu-
ra que^seja adequado para uso em fórmulas para bebê. Fontes de gordura preferidas incluem oleína de palma, óleo de girassol de alto teor oléico e ó-leo de açafrão de alto teor oléico. Os ácidos graxos essenciais ácido linoléi-co e a-linolênico podem ser também adicionados bem como quantidades pequenas de óleos contendo altas quantidades de ácido araquidônico e áci-
do docosaexaenóico pré-formados tal como óleos de peixe ou óleos micro-bianos. No total, o teor graxo é de preferência tal de modo a contribuir entre 30 e 55% da energia total da fórmula. A fonte de gordura tem de preferência uma razão de ácidos graxos n-6 para n-3 de cerca de 5:1 a cerca de 15:1, por exemplo, cerca de 8:1 a cerca de 10:1.
A fórmula para bebê também vai conter todas as vitaminas e
minerais compreendidos ser essenciais na dieta diária e em quantidades nutricionalmente significantes. Necessidades mínimas foram estabelecidaspara certas vitaminas e minerais. Exemplos de minerais, vitaminas e outros nutrientes opcionalmente presentes na fórmula para bebê incluem vitamina A, vitamina vitamina B2, vitamina B6, vitamina B12) vitamina E, vitamina K, vitamina C, vitamina D, ácido fólico, inositol, niacina, biotina, ácido pantotê-5 nicò, colina, cálcio, fósforo, iodo, ferro, manganês, cobre, zinco, manganês, cloreto, potássio, sódio, selênio, cromo, molibdênio, taurina e L-carnitina. Minerais são geralmente adicionados na forma de sal. A presença e quantidades de minerais específicos e outras vitaminas vão variar dependendo da população de bebê pretendida.
10 Se necessário, a fórmula para bebê pode conter emulsificantes e
estabilizadores tal como lecitina de soja, ésteres de ácido cítrico de mono- e diglicerídeos, e similares. Isto é especialmente o caso se a fórmula por provida em forma líquida.
A fórmula para bebê pode conter opcionalmente outras substân-
15 cias que podem ter um efeito benéfico tal como fibras, lactoferrina, nucleotí-deos, nucleosídeos e similares.
O probiótico pode ser selecionado a partir de qualquer cepa que satisfaça a definição de um probiótico dada acima. Ele pode ser, por exemplo, um Lactobacillus, um Bifidobacterium, um Streptococcus, um Lactococ-
eus, um±euconostoc,juma-Enterobacteriaceae ou um. Enterococcus. Exemplos de espécies Lactobacillus preferidas são Lactobacillus rhamnosus e Lactobacillus paracasei. Cepas particularmente preferidas são Lactobacillus rhamnosus ATCC 53103 obteníveis da Valio Oy of Finland sob a marca registrada LGG, Lactobacillus rhamnosus CGMCC 1.3724 e Lactobacillus pa-
racasei CNCM 1-2116. Exemplos de espécies Bifidobacterium preferidas são Bifidobacterium lactis, Bifidobacterium breve, Bifidobacterium longum e Bifidobacterium animalis. Cepas particularmente preferidas são a cepa de Bifidobacterium lactis vendidas pela Christian Hansen company of Denmark sob a marca registrada BB12, Bifidobacterium lactis CNCM I-3446, Bifidobacteri-
um longum ATCC BAA-999 obtenível da Morinaga Milk Industry Co. Ltd. of Japan sob a marca registrada BB536 e Bifidobacterium breve obtenível da Rhodia sob a marca registrada Bb-03. Exemplos de espécies Streptococcuspreferidas são Streptococcus thermophilus e Streptococcus salivarius. Uma cepa particularmente preferida é a cepa Streptococcus thermophilus vendida pela Christian Hansen company sob a marca registrada TH4. Um exemplo de uma espécie Lactococcus preferida é Lactococcus lactis. Um exemplo de uma espécie Leuconostoc preferida é Leuconostoc lactis. Um exemplo de uma espécie Enterococcus preferida é Enterococcus faecium.
De preferência, pelo menos dois probióticos diferentes estão presentes, contanto que o limite superior de 105 cfu/g de fórmula seca seja respeitado. Uma combinação particularmente preferida é um Lactobacillus
tal como espécie Lactobacillus rhamnosus ou Lactobacillus paracasei por exemplo e Bifidobacterium tal como espécie Bifidobacterium lactis, Bifidobacterium longum, Bifidobacterium breve ou Bifidobacterium animalis por exemplo. Exemplos de tais combinações de cepas são Bifidobacterium longum ATCC BAA-999 com Lactobacillus rhamnosus ATCC 53103, Lactobacil- lus paracasei CNCM 1-2116 ou Lactobacillus rhamnosus CGMCC 1.3724. Uma outra combinação particularmente preferida são duas cepas Bifidobacterium. Um exemplo de tal combinação é Bifidobacterium longum ATCC BAA-999 com Bifidobacterium lactis CNCM I-3446.
Conforme acima mencionado, a quantidade de probiótico ou
_pr_obióticos-usada-não_de-ve_exceder-0 equivalente.de. 105 cfu/g de produto
seco e é de preferência equivalente a entre 103 e 104 cfu/g. As cepas podem ser vivas ou inativadas ou morta ou fragmentadas quando adicionadas à fórmula ou uma mistura. Alternativamente uma mistura de bactérias em qualquer um ou todos esses estados diferentes pode ser usada.
A fórmula para bebê pode ser preparada de qualquer maneira
adequada. Por exemplo, uma fórmula para bebê pode ser preparada misturando juntas a fonte de proteína, a fonte de carboidrato e a fonte de gordura em proporções apropriadas. Se usados, os emulsificantes podem ser incluídos na mistura. As vitaminas e minerais podem ser adicionados neste ponto
mas são geralmente adicionados mais tarde para evitar degradação térmica. Quaisquer vitaminas lipofílicas, emulsificantes e similares podem ser dissolvidas na fonte de gordura antes da mistura. Água, de preferência água quefoi submetida à osmose reversa, pode ser então misturada para formar uma mistura líquida.
A mistura líquida pode ser então termicamente tratada para reduzir cargas bacterianas. Por exemplo, a mistura líquida pode ser rapidamerlte aquecida para uma temperatura na faixa de cerca de 80°C a cerca de 110°C por cerca de 5 segundos a cerca de 5 minutos. Isto pode ser realizado através de injeção de vapor ou através de trocador de calor; por exemplo, um trocador de calor de placa.
A mistura líquida pode ser então resfriada para cerca de 60°C a cerca de 85°C; por exemplo, através de esfriamento rápido. A mistura líquida pode ser então homogeneizada; por exemplo, em dois estágios em cerca de 7 MPa a cerca de 40 MPa no primeiro estágio e cerca de 2 MPa a cerca de 14 MPa no segundo estágio. A mistura homogeneizada pode ser então resfriada mais para adicionar quaisquer componentes sensíveis a calor; tal como vitaminas e minerais. O pH e o teor de sólidos da mistura homogeneizada são convencionalmente padronizados neste ponto.
A mistura homogeneizada é transferida para um aparelho de secagem adequado tal como um secador com pulverização ou secador com congelamento e convertida em pó. O pó deve ter um teor de umidade de menos do que cerca de 5% em peso.
O(s) probiótico(s) selecionado(s) pode(m) ser culturado(s) de acordo com qualquer método adequado e preparado(s) para adição à fórmula para bebê através de secagem com congelamento ou secagem com pulverização. Alternativamente, preparações bacterianas podem ser compradas de fornecedores especializados tal como Christian Hansen e Morinaga já preparadas em uma forma adequada para adição a produtos alimentícios tal como fórmula para bebê.
Exemplo 1
Um exemplo da composição de uma fórmula para bebê de acordo com a presente invenção é dado abaixo. Esta composição é dada a título de ilustração apenas.
Nutriente poMOOkcal por litro<table>table see original document page 12</column></row><table><table>table see original document page 13</column></row><table> Exemplo 2
O estudo animal que segue descreve uma avaliação investiga-cional do efeito da administração de probióticos de acordo com a invenção sobre a maturação do sistema imune de filhotes de camundongos neonatais. 5 30 camundongos livres de germe grávidos são aleatorizados em
cinco grupos. Os filhotes são distribuídos a um de cinco grupos (n=24 a 28 filhotes por grupo). Todos os filhotes de uma única mãe vão para o mesmo grupo. Quatro dos grupos recebem probióticos sozinhos ou em combinação com bactérias de microbiota de murino normal (enterobacteria) como segue: Grupo 1: Controles (placebo) Grupo 2: Probióticos (104 cfu)
Grupo 3: Probióticos mais flora de murino (104 cfu de probióticos e 103 cfu de enterobacteria)
Grupos 4: Probióticos (108 cfu) 15 -Grupo 5:—Probióticos mais flora de murino (108 cfu e 103 cfu de enterobacteria)
Este ambiente experimental é usado para testar os probióticos que seguem: Lactobacillus rhamnosus ATCC 53103, Bifidobacterium longum ATCC BAA-999, Lactobacillus paracasei CNCM 1-2116 e combinações de 20 Lactobacillus rhamnosus ATCC 53103 e Bifidobacterium longum ATCC BAA-999 e Lactobacillus paracasei CNCM 1-2116 e Bifidobacterium longum ATCC BAA-999.
As mães e os filhotes recebem uma dieta estéril clássica. Eles são mantidos em isoladores até 10 dias após o nascimento e têm acesso livre a alimento e água.
Os filhotes nos grupos 2 a 5 recebem as bactérias concentradas em uma gota de PBS (correspondendo a cerca de 10 |xl) enquanto os filho-tes no grupo de controle recebem o PBS sozinho. O PBS com e sem bactérias de acordo com o grupo é administrado oralmente em uma base diária aos filhotes a partir de 7 dias após o nascimento até o desmame. Os filhotes e suas mães são transferidos para um ambiente convencional 10 dias após 5 o nascimento.
Os filhotes em cada grupo são divididos em quatro subconjuntos. Um subconjunto de filhotes de cada grupo é sacrificado 7 dias após nascimento para determinar os marcadores diferentes na linha de base. Dois subconjuntos adicionais de filhotes de cada grupo são sacrificados nos dias
10 e 14 de idade respectivamente. Filhotes no subconjunto restante em cada grupo são imunizados com vacina sistêmica (administração subcutânea de vacina do toxóide do tétano 0,125 Lf/camundongo em hidróxido de alumínio) no desmame (Dia 21 de vida). A resposta imune à vacina é acompanhada semanalmente por três semanas e então os filhotes restantes são sacrifica-
dos. Sangue (para a detecção de anticorpos IgG) e fezes (para avaliação de microbiota e detecção de anticorpo IgA) são obtidos de todos os filhotes nos Dia 21, Dia 28 e Dia 36 de vida. Amostras de sangue e tecido pos-mortem (baço, intestino, fígado, nós linfáticos mesentéricos e glândulas mamárias) são obtidas sob condições estéreis.
As variáveis resultantes que seguem são medidas:
Maturação imune avaliada através a avaliação de histologia e imunoistoquímica de tecido intestinal e determinação de proporção e fenóti-po de células imunes bem como subconjuntos e níveis de IgA fecal;
Resposta imune à vacinação por IgG específico e níveis de cito-
cina no sangue usando técnicas de ELISA;
Análise de microbiota endógena, contagem e determinação de bactérias em fezes.

Claims (14)

REIVINDICAÇÕES
1. Fórmula para bebê compreendendo uma fonte de proteína em uma quantidade de não mais do que 2,0g/100 kcal, uma fonte de lipídeos, uma fonte de carboidratos e um probiótico, em que o probiótico está presen- te em uma quantidade equivalente a entre 102 e 105 cfu/g de fórmula seca.
2. Fórmula para bebê de acordo com a reivindicação 1, em que a fonte de proteína está presente em uma quantidade entre 1,8 e 2,0 g/100 kcal.
3. Fórmula para bebê de acordo com a reivindicação 1 ou 2, em 10 que mais de 50% em peso da fonte de proteína são proteína do soro.
4. Fórmula para bebê de acordo com qualquer reivindicação anterior, em que o probiótico é uma cepa Lactobacilus, uma cepa Bifidobacterium, uma cepa Streptococcus, uma cepa Lactococcus, uma cepa Leuconos-toc, uma cepa Enterobacteriaceae ou uma cepa Enterococcus.
5. Fórmula para bebê de acordo com a reivindicação 4, em queo Lactobacillus é uma espécie Lactobacillus rhamnosus ou Lactobacillus pa-racasei.
6. Fórmula para bebê de acordo com a reivindicação 5, em que a cepa de Lactobacillus é Lactobacillus rhamnosus ATCC 53103, Lactobacil- lus paracasei CNCM 1-2116 ou Lactobacillus rhamnosus CGMCC 1.3724.
7. Fórmula para bebê de acordo com a reivindicação 4, em que a onde a cepa Bifidobacterium é uma espécie Bifidobacterium lactis, Bifido-bacterium longum Bifidobacterium breve ou Bifidobacterium animalis.
8. Fórmula para bebê de acordo com a reivindicação 7, em que 25 a cepa Bifidobacterium é Bifidobacterium longum ATCC BAA-999 ou Bifidobacterium lactis CNCM I-3446.
9. Fórmula para bebê de acordo com qualquer reivindicação anterior, a qual compreende pelo menos dois probióticos diferentes.
10. Fórmula para bebê de acordo com a reivindicação 9, a qual 30 contém uma cepa Lactobacillus e uma cepa Bifidobacterium.
11. Fórmula para bebê de acordo com a reivindicação 10, em que a cepa Lactobacillus é Lactobacillus rhamnosus ATCC 53103 ou Lacto-bacillus paracasei CNCM 1-2116 e a cepa Bifidobacterium é Bifidobacterium longum ATCC BAA-999 ou Bifidobacterium lactis CNCM I-3446.
12. Fórmula para bebê de acordo com qualquer reivindicação anterior, em que a cepa ou cepas é/estão presente(s) em uma quantidade total equivalente a entre 103 e 104 cfu/g de fórmula seca.
13. Uso de um probiótico na fabricação de uma fórmula para bebê para modulação do sistema imune de um bebê neonatal para promover o desenvolvimento nas primeiras semanas da vida do bebê de uma microbiota intestinal benéfica comparável com aquela encontrada em bebês alimenta- dos no peito, em que o probiótico está presente na fórmula em uma quantidade equivalente a entre 102 e 105 cfu/g de fórmula seca.
14. Uso de um probiótico na fabricação de uma fórmula para bebê para promoção da maturação do sistema imune de um bebê neonatal nas primeiras semanas da vida do bebê em que o probiótico está presente na fórmula em uma quantidade equivalente a entre 102 e 105 cfu/g de fórmula seca.
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