Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "CÁPSULASPARA INALADORES".
A presente invenção refere-se a uma cápsula como embalagemprimária, especialmente para formulações farmacêuticas de inalação A cápsulade acordo com a invenção, é componente integral de um inalador de pó utili-zável.
Estado da Técnica
A terapia de aerossol medicinal, orientada para a inalação pul-monar, tem um papel importante no tratamento de inúmeras doenças pul- monares. Além de nebulizadores de líquidos contendo substância ativa, osinaladores de pó são particularmente utilizados para a aplicação de formula-ções de substâncias ativas pulverizadas.
No campo dos inaladores de pó, são conhecidos aparelhos dedoses únicas e de doses múltiplas. Nos inaladores de pó de dose única, adosagem pode ser efetuada na forma de cápsulas, na maioria das vezes,cilíndricas, que contêm uma formulação de pó. Formulações de pó contêm asubstância ativa em forma micronizada (com um tamanho de partícula decerca de 1 - 5 um) e nâ maioria das vezes, um ou mais coadjuvantes. Casouma cápsula é Utilizada como reservatório, então esta é aberta nos inalado- res de pó antes da manobra de inalação por meio de furo, esmagamento outrituração, para que o pó, através da aspiração do paciente, possa ser trans-portado da cápsula e seja produzido um aerossol trazido pelo ar, que o paci-ente aspira. Dependendo do aparelho, uma ou mais cápsulas podem seraprovisionadas juntas no aparelho ou cada cápsula é colocada individual-mente no aparelho quando utilizado.
As cápsulas p referente mente utilizadas em um inalador de póconsistem em duas ou mais partes e possuem preferentemente o tamanho3. Um tal inalador de pó é, por exemplo, um inalador da marca HandiHaler®,tal como publicado, por exemplo, na EP 1342483.
O modo e maneira, como a formulação de pó prevista para a
inalação embalada pela cápsula se apresenta, é decisivo para a qualidadedo produto e, com isso, a aptidão para a aplicação inalatória. Via de regra,nesse caso, o pó de inalação entra diretamente em contato com o materialda cápsula, devendo ser observados os critérios de qualidade para a emba-lagem primária. Eventualmente, nesse caso, a embalagem primária pode serenvolvida por uma segunda proteção externa, do agente de embalagem se-cundário, que precisa ser removido antes do uso. Nesse caso, o agente deembalagem secundário abrange inteiramente, via de regra, o agente de em-balagem primário. Agentes de embalagem secundários são utilizados espe-cialmente, quando o agente de embalagem primário não oferece nenhumaproteção temporal ilimitada ou suficiente contra, por exemplo, umidade ou outras influências externas. Tais agentes de embalagem secundários podemser, por exemplo, reservatórios de folhas de uma folha de alumínio (blister esimilar).
Em tais casos, via de regra, o agente de embalagem secundárioé inicialmente removido, antes que a cápsula fechada seja introduzida no inalador de pó. Ali a cápsula é, então, aberta pelos meios correspondentesdo inalador de pó.
A escolha de um material apropriado para as cápsulas é deter-minado por dois fatores: por um lado, o material tem que poder preencheruma certa função protetora. Por outro lado, o material tem que ser de modo
tal, que possa dar à cápsula a forma necessária para a utilização no inaladorde pó para que possa preencher a função a ela destinada. No caso do Han-diHalers®, a cápsula tem que ser de modo tal, que o pó possa ser aplicadopelo efeito Bemoullie produzido através da aspiração do paciente.
- Cápsulas para inaladores de pó consistem normalmente em ge-
latina dura, derivados de celulose, amido, derivados de amido, quitosana eoutros, mas também são conhecidas cápsulas de materiais plásticos sintéti-cos, tais como polietileno, policarbonato, poliéster, polipropileno ou tereftala-to de polietileno e outros.
Os materiais utilizados até agora têm a desvantagem, de serem
permeáveis nos dois sentidos para umidade atmosférica. Desse modo, há anecessidade, de aumentar a capacidade das cápsulas, para conservar o póde inalação de maneira estável. Além disso, materiais tais como gelatina,são sensíveis contra umidade e podem quebrar em uma secura muito eleva-da. Por outro lado, com condições úmidas, eles se tornam pegajosos, fatoque prejudica um enchimento eficiente e/ou utilização das cápsulas, por e-xemplo, em inaladores. De maneira especial, pode comprovar-se como sen-do complicado, produzir uma abertura satisfatória ou estável na cápsula paraa liberação do pó. Uma certa parte do pó pode remanescer aderido à parededa cápsula e desse modo, não está à disposição para o efeito terapêuticoapós a inalação. Resumindo, as características mecânicas e físico-químicasdos produtos conhecidos no estado da técnica, inclusive de produtos com autilização dos materiais plásticos acima, não são inteiramente satisfatórios.Descrição da Invenção
Um dos objetivos principais das cápsulas, é proteger a substân-cia ativa, como também toda a formulação de inalação contra alterações bio-lógicas, químicas ou físicas. Nas alterações físicas incluem-se, nesse caso,especialmente alterações, que podem alterar a aplicação da dose de partícu-las finas predeterminada. Pelo termo dose de partículas finas entende-se,nesse caso, a dose, que o pulmão do paciente pode alcançar. O último éinfluenciado pelas ações recíprocas da partícula de substância ativa microni-zada entre si, quanto também, pelas ações recíprocas com os coadjuvantes.
Foi demonstrado, então, que particularmente através da alteração do graude umidade no interior da embalagem, essas ações recíprocas podem au-mentar de modo tal, que a dose de partículas finas diminui nitidamente. Nes-se caso, tais alterações incluem a penetração de água na embalagem exa-tamente do mesmo modo, quanto a remoção de água do interior da embala-gem.
Conseqüentemente, um objetivo principal da embalagem, émanter a composição química da atmosfera constante no interior da emba-lagem, para prevenir alterações físicas ou químicas da formulação de subs-tância ativa, ou manter a formulação de inalação estável. Nesse contextodiferencia-se, por um lado, entre uma estabilidade voltada para um tempocurto, que a formulação de inalação precisa possuir durante o tempo de utili-zação eficaz ("estabilidade in-use"), isto é, o tempo de retirada da cápsula daembalagem protetora adicional prevista (embalagem secundária), colocaçãono inalador, até a abertura da cápsula e aspiração do pó de inalação e, poroutro lado, uma estabilidade prolongada, isto é, a estabilidade, que precisaser assegurada, enquanto a formulação de inalação é protegida com segu- rança pela embalagem protetora fechada (da embalagem secundária). Alémdisso, o objetivo da presente invenção, foi pôr uma cápsula à disposição,que é fabricada de maneira simples com melhor efeito protetor para a formu-lação de substância ativa, apresenta características mecânicas e físico-químicas vantajosas e evita as desvantagens do estado da técnica.
Uma solução desse problema pôde ser encontrada pelo fato, de
que cápsulas, tais como são utilizadas, por exemplo, no HandiHaler®, foramproduzidas a partir de um material, que abrange uma composição do políme-ro, na qual está incorporado, pelo menos, um adsorvente.
Nesse caso, demonstrou-se, surpreendentemente, que a con-
servação de formulações de inalação em forma de pó pode ter efeito positivosobre a distribuição das partículas finas e pode aumentar mesmo a fraçãodas partículas finas das doses aplicadas. Nesse caso, foi verificado, que issopode prolongar consideravelmente tanto a estabilidade prolongada da formu-lação do medicamento, quanto também a estabilidade in-use.
Conseqüentemente, a presente invenção refere-se a cápsulas,
que podem ser utilizadas junto com um inalador de pó e como tal, são com-ponente integral do inalador de pó utilizável. Nesse caso, as cápsulas podemser aprovisionadas tanto nos aparelhos ou as cápsulas são introduzidas umaa uma manualmente no aparelho durante a utilização.
Um objetivo da cápsula e de seu material consiste preferente-
mente em retardar e eventualmente minimizar a troca de matéria gasosa,especialmente vapor de água, entre seu interior e o meio ambiente.
Um outro objetivo consiste em encontrar um material de cápsula,que seja apropriado para fabricar cápsulas preferentemente do tamanho 3,
que podem ser colocadas em um inalador Bernoulli.
Um outro objetivo consiste em fabricar cápsulas com uma massatotal ajustada para a aplicação a partir do inalador e estabilidade mecânica.Nesse caso, é vantajosa uma densidade de gelatina ou polietileno.Descrição Detalhada da Invenção
A invenção refere-se a uma cápsula, especialmente para a em-balagem de formulações de inalação, na qual pelo menos um espaço oco é abrangido por uma parede, caracterizada pelo fato de que pelo menos umaparte da parede apresenta uma composição do polímero, que contém pelomenos um adsorvente.
A estrutura do reservatório de acordo com a invenção, é deter-minada pela utilização prevista, por exemplo, pelo inalador de pó a ser utili-
zado. No caso do reservatório de acordo com a invenção, trata-se preferen-temente de uma cápsula de duas partes, sendo que as duas partes podemser encaixadas telescopicamente uma na outra de modo tal, que se formauma cápsula com um espaço oco fechado interno, que se encontra na mes-ma. Nesse espaço oco encontra-se a formulação de inalação. Preferente-
mente, a cápsula de acordo com a invenção, é de estrutura cilíndrica comextremidades arredondadas. Somente após a abertura da cápsula no inala-dor, a preparação farmacêutica pode ser aplicada pelo processo de inalação.A cápsula é preferentemente um componente integral de um inalador utilizá-vel.
Nesse contexto, o termo "espaço oco fechado" representa um
espaço oco fechado por paredes, do qual um pó que se encontra no mesmonão pode desprender-se sem a abertura do mesmo.
O termo "formulação de inalação" representa nesse caso, prefe-rentemente uma formulação de pó farmacêutica, a qual consiste em partícu-
Ias de pó de substância ativa facilmente pulverizável com um tamanho (diâ-metro aerodinâmico médio) de menos do que 100 micrometros, preferenci-almente de 1 até 15 micrometros, de modo mais preferido, de 1 até 5 micro-metros. Adicionalmente, a formulação farmacêutica pode conter um excipi-ente pulverizado, muito escoável, por exemplo, lactose, com um tamanho
médio < 500 um, preferentemente < 200 um, de modo particularmente prefe-rido, < 100 um, bem como outros coadjuvantes para aperfeiçoar o poder depulverização."Componente integral de um inalador instalável" significa, que acápsula ou um elemento está presente no inalador, sem o qual não é possí-vel ou não é prevista a carga do inalador com a formulação de medicamento(formulação de inalação) para a finalidade da inalação. A cápsula pode estarfirmemente conectada com o inalador no estado pronto para o uso (estadoinstalável), de modo que ela pode ser não retirada livre de destruição ou semdanificar o inalador, ou ela está conectada com o inalador livre de destrui-ção, frouxa ou separável.
Instalável significa, que o reservatório de acordo com a inven-ção, se apresenta instalado no inalador. Isso já pode ser efetuado do lado dafabricação ou a cápsula é colocada no inalador pelo paciente. Eventualmen-te, o reservatório é aberto mecanicamente pelas peças do inalador e/outransportado no inalador para o local da aplicação. A ordem desses dois es-tágios também pode ser alterada.
Com as cápsulas de acordo com a invenção, uma formulação de
inalação é protegida melhor contra a penetração de substâncias indesejá-veis, especialmente de umidade do meio externo do que no caso das cápsu-las comparáveis conhecidas do estado da técnica.
As cápsulas de acordo com a invenção, contêm uma composi-ção do polímero do adsorvente, isto é, pelo menos uma parte das cápsulas éfabricada a partir de um tal material. De acordo com uma forma de concreti-zação preferida de acordo com a invenção, as cápsulas consistem inteira-mente ou essencialmente em uma composição do polímero do adsorvente,isto é, de uma composição do polímero contendo pelo menos um adsorven-te.
No presente relatório descritivo, utiliza-se a expressão adsorvente,para designar um componente, que está em condição, de reagir com umcomponente químico, indesejável na cápsula (isto é, perto da composiçãofarmacêutica) ou causar uma ação recíproca, que apresenta uma afinidadepara o adsorvente e que com grande probabilidade pode ser retido pelo adsor-vente. Embora diversos mecanismos de reação sirvam de base, as expres-sões "adsorvente" e "absorvente" no presente relatório descritivo são utiliza-das como sinônimos e permutáveis.
Como adsorvente pode ser utilizado preferentemente qualquermaterial, que apresenta a capacidade, de adsorver umidade ou extrair umi-dade da atmosfera ambiente de outra maneira, ou qualquer material, que está em condição, de adsorver da atmosfera ambiente outros componentesquímicos (indesejáveis) ou extrair de outra maneira, entre os quais recaem,sem restrição, também oxigênio, dióxido de carbono, monóxido de carbono,aminas, aldeídos, epóxidos e álcoois.
No presente relatório descritivo e nas seguintes reivindicações, a
expressão "adsorvente" de acordo com uma forma de concretização preferi-da, também pode ser utilizada como sinônimo com a expressão "agente desecagem" ou "agente de desidratação". Exemplos não restritivos de adsor-ventes apropriados abrangem, entre outros, sílica-géis, aluminas secantesou aluminas que adsorvem umidade ou água, alumossilicatos, tais como ze- ólitos ou bentonitas, peneiras moleculares, carvão ativado, óxidos de metaisalcalino-terrosos, sulfato de cálcio ou suas misturas.
De acordo com uma forma de concretização preferida de acordocom a invenção, o adsorvente abrange pelo menos um agente de desidrata-ção. Exemplos não restritivos de agentes de desidratação preferidos, são
sílica-gel, alumossilicatos, tais como bentonitas ou zeólitos, peneiras mole-culares e/ou sulfato de cálcio.
As cápsulas de acordo com a invenção, aumentam a utilidadedas cápsulas enchidas com respeito a sua funcionalidade, sua durabilidadeou estabilidade ao armazenamento, inclusive das composições farmacêuti-
cas contidas nas mesmas. Elas evitam especialmente os efeitos negativosda umidade ou de outros componentes químicos nocivos sobre as composi-ções farmacêuticas e o material da cápsula, bem como uma pegajosidadedas paredes das cápsulas com base na umidade elevada.
Além disso, verificou-se surpreendentemente, que a presença de
pelo menos um adsorvente ou agente de desidratação na composição dopolímero possibilita de maneira vantajosa uma perfuração, corte ou aberturada parede da cápsula de outra maneira, especialmente através de punção oudispositivos de corte/abertura, tais como são utilizados, por exemplo, em ina-ladores de pó convencionais, onde é evitada uma ruptura ou uma fragmen-tação das cápsulas. Desse modo, o adsorvente tem também influência sobreas características mecânicas da composição do polímero em comparação
com uma composição do polímero sem adsorvente. Isso possibilita surpre-endentemente a fabricação de cápsulas, que tanto apresentam melhorascaracterísticas de barreira, quanto também apresentam simultaneamente aestabilidade e penetrabilidade necessárias, para por exemplo, com auxíliodas punções ou dispositivos de corte/abertura, poder produzir uma abertura
na parede da cápsula, que é suficientemente grande e estável, para liberareficientemente a composição farmacêutica pulverizada. Inesperadamente,também foi verificado, que nas cápsulas de acordo com a invenção, o pro-blema de um novo fechamento parcial ou total da abertura após sua produ-ção, mediante corte ou perfuração da parede da cápsula com punções ou
dispositivos de corte/abertura, mas antes da liberação do pó da cápsula, émenos pronunciado ou pode ser mesmo inteiramente evitado. Presume-se,sem que a invenção fosse restrita à exatidão dessa suposição, que esse e-feito positivo é atribuído à influência do adsorvente sobre as característicasmecânicas e físicas da composição do polímero. Desse modo, as cápsulas
de acordo coma invenção, unem uma proteção estável e ótima da composi-ção do polímero com uma melhor liberabilidade da composição farmacêuti-ca, também em outros processos usuais para a abertura da cápsula, por e-xemplo, com separação das duas partes da cápsula.
Preferencialmente, o adsorvente presente na composição do
polímero é um adsorvente em forma de partícula. Desse modo, o adsorventepode apresentar-se preferentemente em forma granulada e em pó. No en-tanto, adsorventes polímeros também são úteis no âmbito da invenção.
De acordo com uma forma de concretização particularmente pre-ferida de acordo com a invenção, a composição polímera contém, em rela-
ção aos % em peso, da composição total, pelo menos 5 % em peso, prefe-rentemente pelo menos 10 % em peso, especialmente entre cerca de 10 e50 % em peso, de adsorvente. Em geral, preferentemente em maiores es-pessuras de parede de mais do que cerca de 0,4 mm, utilizam-se teores umpouco mais elevados de adsorvente, por exemplo, na faixa de 10 até 80 %em peso. Nas paredes mais finas da cápsula, preferentemente de menos doque cerca de 0,4 mm, a composição polímera contém preferentemente me- nos do que 50 % em peso, de adsorvente. Naturalmente, é possível, ajustara duração e intensidade da proteção da composição farmacêutica embaladana cápsula contra componentes químicos nocivos, tal como umidade, sendoque, por exemplo, a quantidade de adsorvente varia na composição do polí-mero. A capacidade e cinética de adsorção também pode ser ajustada atra-
vés do tipo do adsorvente. Além disso, por exemplo, sua função de barreirapode ser ajustada através da qualidade da composição do polímero, aditivosadicionais pelo teor de polímero, a espessura da parede da cápsula e o pro-cesso utilizado para a fabricação das paredes da cápsula. As superfícies detroca específicas entre a atmosfera externa e a interna da cápsula podem
ser ajustadas.
De acordo com uma forma de concretização preferida de acordocom a invenção, a composição do polímero (estrutura do polímero) utilizadacontém pelo menos um material termoplástico. Materiais termoplásticos úteissão geralmente todos os materiais com características termoplásticas, por
exemplo, um polímero, que foi obtido a partir de um único monômero, umcopolímero de dois ou mais monômeros, uma mistura de dois ou mais polí-meros de um único monômero cada, uma mistura de dois ou mais copolíme-ros ou uma mistura de pelo menos um polímero, que foi obtido a partir de ummonômero e pelo menos um copolímero.
De acordo com uma forma de concretização particularmente pre-
ferida de acordo com a invenção, o material termoplástico utilizado é polieti-leno ou polipropileno. De acordo com uma outra forma de concretização deacordo com a invenção, pode ser utilizado poliestireno, especialmente quandose deseja soldar (por exemplo, solda com ultra som) as partes da cápsula.
Poliamidas podem ser preferidas, quando se desejam, por exemplo, paredesparticularmente finas da cápsula. Para poder ajustar características um pou-co "mais macias", por exemplo, também podem ser utilizados silicones.Exemplos não restritivos de polímeros (materiais termoplásticos)de monômeros individuais abrangem: poliestireno, poliolefinas, especialmen-te polietileno e polipropileno, poliacrilatos, polimetacrilatos, poliimidas, poli-carbonatos, polietersulfonas, poliamidas, poliésteres e cloretos de polivinila. Exemplos não restritivos de copolímeros abrangem: etileno-acrilato, políme-ros modificados e copolímeros de anidridos de ácido maléico, bem comocopolímeros enxertados. Caso seja utilizado um copolímero ou uma mistura,prefere-se a utilização de uma combinação, que consiste em monômeros oupolímeros, que apresentam (pelo menos) uma unidade de monômero quími-
ca comum. Por exemplo, pode ser utilizado um material termoplastico, quecontém polietileno linear de baixa densidade (LLDPE), polietileno com baixadensidade (LDPE) e copolímero de etileno-acetato de vinila (EVA), em quecada um dos componentes apresenta etileno como unidade de monômero.
De acordo com uma possível forma de concretização de acordo
com a invenção, a composição do polímero não contém nenhum elastômeroou somente pequenas quantidades do mesmo. Foi verificado que, com isso,em muitos casos, o fenômeno do novo fechamento da abertura produzida naparede da cápsula para a liberação da composição farmacêutica, pode serdiminuída de modo particularmente nítido. De acordo com uma forma de
concretização alternativa, a composição do polímero contém, no entanto, pelomenos um elastômero, sendo que também aqui as características da com-posição do polímero contendo adsorvente são particularmente vantajosaspara a embalagem primária e liberação de composições farmacêuticas pul-verizadas. O elastômero pode ser selecionado, por exemplo, do grupo que
consiste em borracha de estireno-butadieno (SBR), copolímeros de estireno-etileno-butadieno-estireno (SEBS), borracha de butila, borracha de etileno-propileno (EPR), borracha de etileno-propileno-dieno-monômero (EPDM) ecopolímeros de etileno-acetato de vinila (EVA) e butadieno-acrilonitrilas.
Materiais preferidos são materiais plásticos processáveis pela
técnica de moldagem por injeção ou moldagem por sopro. Além disso, sãovantajosos materiais plásticos, para cujo processamento não é necessárionenhum agente de desmoldagem, que possa causar uma aderência do ma-terial de enchimento na parede. Isso tem a vantagem, de que o interior doreservatório não precisa ser limpo pelo agente de desmoldagem, por exem-plo, para cumprir as determinações legais, que limitam a utilização de agen-tes de desmoldagem para agentes de embalagem primários. De acordo com uma forma de concretização preferida de acordo
com a invenção, a composição do polímero pode conter ou constar em 5 até85 % em peso, pelo menos de um polímero, especialmente pelo menos emum material termoplástico e 5 até 85 % em peso, de pelo menos um adsor-vente.
A concentração relativa do material termoplástico e adsorvente
como função do material termoplástico utilizado e dos adsorventes utilizadospode variar preferentemente dentro das faixas mencionadas acima. De acordocom uma forma de concretização particularmente preferida, a composiçãodo polímero-adsorvente contém polietileno, especialmente polietileno de alta
densidade (HDPE) e cerca de 20 até 50 % em peso, especialmente 20 até40 % em peso, de pelo menos um adsorvente em forma de partícula ou a-gente de desidratação.
O adsorvente tem preferentemente um tamanho máximo de par-tícula de menos do que 50 um, especialmente menos do que 40 um, de mo-
do particularmente preferido, menos do que 25 um, em cada caso medidocomo resíduo de peneira máximo de 2 %. O tamanho médio da partícula,determinado pelo método de difração de laser (Malvern, segundo dados dofabricante, medição no ar), encontra-se entre cerca de 0,5 e 50 um, prefe-rentemente entre 0,5 e 40 um, especialmente entre 1 e 20 um, de modo
mais preferido, entre 1 e 10 um.
De acordo com uma forma de concretização preferida de acordocom a invenção, a espessura da parede da parede da cápsula, pelo menosem um corte da mesma, encontra-se entre cerca de 0,05 e 2 mm, especial-mente entre cerca de 0,1 e 1,1 mm, de modo mais preferido, entre 0,1 e 0,5
mm. Foi verificado, que uma tal espessura de parede, via de regra, põe àdisposição tanto uma estabilidade satisfatória da formulação de substânciaativa na cápsula de acordo com a invenção, como também possibilita umavantajosa liberabilidade.
Além disso, foi verificado, que de acordo com uma forma deconcretização preferida de acordo com a invenção, a proporção do tamanhomáximo da partícula do adsorvente para a espessura da parede da parededa cápsula deve encontrar-se entre 0,01 e 0,2, especialmente entre 0,02 e-0,1, pois neste caso, foram encontradas estabilidades particularmente vanta-josas com liberabilidade muito boa das formulações de substância ativa.
De acordo com uma forma de concretização preferida de acordocom a invenção, a mistura básica é preparada com o ao menos um polímeroe o ao menos um adsorvente de maneira convencional, em que o polímero(material termoplástico) é aquecido, para produzir uma massa em fusão, oadsorvente (desde que ainda não ocorrido) e outros aditivos convencionaissão acrescentados e misturados, depois do que a mistura é convertida paraum granulado e nessa forma pode ser armazenada. Este granulado pode serutilizado, então, para a fabricação da estrutura (cápsula) desejada, por e-xemplo, mediante moldagem por extrusão, especialmente no entanto, medi-ante moldagem por injeção.
De acordo com uma forma de concretização preferida de acordocom a invenção, o ao menos um adsorvente é distribuído uniformementesobre a espessura da parede da cápsula ou de parte da mesma produzida apartir da composição do polímero com pelo menos um adsorvente. Nessaforma de concretização, a composição polímera pode ser considerada comosendo monolítica.
De acordo com uma outra forma de concretização preferida deacordo com a invenção, o ao menos um adsorvente, no entanto, próximo àsuperfície da parede da cápsula ou a composição do polímero está presenteem uma concentração mais elevada do que em sua região interna. Em relaçãoa isso, a composição do polímero utilizada apresenta pelo menos uma zona demigração em uma superfície da parede da cápsula e uma região interna,sendo que a concentração máxima do ao menos um adsorvente dentro da zo-na de migração é pelo menos duas vezes mais alta do que a concentraçãomáxima do ao menos um adsorvente na região interna. Em muitos casos,isso é vantajoso com respeito à função de barreira da parede da cápsula.Essas estruturas polímeras são descritas, por exemplo, no PCT/FR03/03465ou no PCT/IB2004/004403. Sua respectiva publicação é incluída, com isso,expressamente por referência nesse relatório descritivo. Geralmente, no entanto, de acordo com uma possível forma de
concretização da presente invenção, também pode ser utilizada qualqueroutra composição do polímero-adsorvente no âmbito da presente invenção,por exemplo, a descrita na US 5.432.214, US 5.911.937, US 4.665.050, EP0.432.438 ou na EP 0.400.460. Sua publicação corresponde é incluída, com
isso, expressamente por referência no presente relatório descritivo.
Tal como já foi citado, os materiais de polímero-adsorvente utili-zados podem conter além disso, aditivos (complementos) orgânicos ou inor-gânicos (convencionais), tais como fibras, estabilizadores, corantes, pigmen-tos, agentes de expansão ou combinações dos mesmos ou também outros
aditivos conhecidos do processamento de materiais plásticos. Preferente-mente, a quantidade dessas substâncias adicionais é reduzida para umaquantidade mínima. De acordo com uma forma de concretização preferida, acomposição do polímero-adsorvente contém pelo menos um componentefibroso adsorvente, especialmente uma fibra superabsorvente, por exemplo,
de poliacrilato. De acordo com uma outra forma de concretização de acordocom a invenção, não se utilizam fibras absorventes (wicking fibers) na com-posição do polímero.
Em uma forma de concretização preferida, o material plásticodesidratado possui pronunciada adesão para substâncias químico-farmacêu-
ticas, especialmente para partículas com tamanho corrente no pulmão, demaneira que ao utilizar o reservatório em um inalador, todo o conteúdo dacápsula pode ser liberada. Isso garante uma dosagem mais exata, especi-almente da fração fina da preparação farmacêutica corrente no pulmão.
Outros dados para possíveis composições polímeras ou o possível
processamento em questão, podem ser retirados do estado da técnica mencio-nado acima, especialmente da EP-A 0.599.690 e do PCT/IB2004/004403.
Em uma forma de concretização, a aplicação do reservatóriopode conter regiões com diferente composição de polímero / adsorvente. Oúltimo é oferecido, por exemplo, nas cápsulas, que consistem em várias par-tes diferentes.
Em algumas formas de concretização, a parede da cápsula con- siste em pelo menos duas camadas, uma interna e pelo menos uma camadaexterna sobreposta. Nesse caso, a camada interna forma a parede imediatado espaço oco e com isso, está em contato com a formulação de inalação.Nesse caso, uma das duas camadas pode consistir na composição do polí-mero com adsorvente, a outra camada, de um material farmacologicamente
neutro. Também são possíveis estruturas de sanduíche, nas quais a camadaexterna forma uma primeira barreira contra umidade, a camada média con-siste em polímero com adsorvente e a camada interna consiste em um materialfarmacologicamente neutro. São possíveis outras seqüências de camada.Materiais farmacologicamente neutros apropriados são correntes ao técnico
e abrangem (além das composições do polímero utilizadas de acordo com ainvenção com pelo menos um adsorvente), por exemplo, composições dopolímero ou materiais plásticos, tais como polietileno, polipropileno ou polies-tireno.
Nesse caso, os materiais das camadas individuais podem ser selecionados de modo tal, que eles não são ligados uns com os outros porfecho pelo material ou que eles são ligados uns com os outros por fecho pe-lo material.
Novamente em uma outra forma de concretização, a parede doreservatório é solicitada por fora com a composição do polímero contendo o
adsorvente, de modo que se forma uma superfície lacrada fechada. Essavariante tem a vantagem, que com a aplicação da camada absorvente, es-pecialmente a desidratante, também podem ser lacrados eventuais pontosde costura, que s paredes das cavidades podem apresentar. Essa variantepresta-se particularmente nas cápsulas de duas partes.
A cápsula preferida de acordo com a invenção, é uma cápsula
de duas partes. Tais cápsulas consistem preferentemente em duas partestelescopicamente encaixáveis umas nas outras, em um corpo da cápsula(corpo) e em uma tampa da cápsula (tampa), que podem ser unidas umascom as outras de maneira tal, que se forma um espaço oco estável, fechadode volume definido, que contém a preparação farmacêutica. A dimensão dacápsula é tal, que ela pode ser utilizada, por exemplo, em inaladores de pó correntes carregados com cápsulas.
Em uma forma de concretização particularmente preferida, atampa e o corpo da cápsula têm a forma de um cilindro com corte transver-sal redondo e face fechada convexa, quase semi-esférica.
Em uma forma de concretização preferida, a cápsula consiste em um material plástico desidratante com uma dureza Shore D de 60 até 80,preferentemente de 65 até 73.
Prefere-se, que uma tal cápsula seja tão estável, que ao longodo eixo longitudinal ou do eixo transversal, ela resista a uma força de até 10N, de modo mais preferido, de até 15 N. A vantagem consiste em que a cáp- sula se adapta melhor às solicitações, que atuam sobre a cápsula na fabri-cação, no enchimento, embalagem, transporte e outros.
Em uma forma de concretização preferida, a tampa e corpo dacápsula são de forma cilíndrica, reciprocamente semelhante, consistindo emuma camisa em si fechada com respectivamente um lado fechado e um a- berto. Nesse caso, a forma e tamanho da tampa e da cápsula são de modotal, que o corpo com sua extremidade aberta pode ser encaixado telescopi-camente de maneira tal na extremidade aberta da tampa, que a tampa estásolidamente unida com o corpo.
• Em uma forma de concretização especial, a tampa e corpo são providos com dispositivos de fecho, que são vantajosos no fecho provisórioe/ou definitivo da cápsula.
Em uma tal forma de concretização, encontram-se na camisainterna da tampa saliências puntiformes e na camisa externa do corpo, cavi-dades puntiformes um pouco maiores, que estão dispostas de maneira tal, que ao fechar a cápsula as saliências engrenam nas cavidades. Alternativa-mente, as saliências podem ser formadas na camisa externa do corpo e ascavidades, na camisa interna da tampa. São preferidas disposições, nasquais as saliências ou cavidades estão dispostas respectivamente em formacircular ou em forma de espiral em volta da camisa. Ao invés da estruturapuntiforme das saliências ou cavidades, essas também podem girar continu-amente a camisa da tampa ou do corpo em forma circular.
Em uma forma de concretização, na camisa interna da tampa ena camisa externa do corpo uma ou várias saliências que giram em formacircular são formadas de maneira tal, que no estado fechado da cápsula,uma saliência da tampa se encontra respectivamente ao lado de uma saliên-cia do corpo.
Nas formas de concretização com cavidades e/ou saliências cir-culares mencionadas, essas podem ser contínuas ou interrompidas. Em umaoutra forma de concretização, as saliências do lado externo do corpo pertoda extremidade aberta e os furos na tampa perto da extremidade aberta sãoformados de maneira tal, que as saliências do corpo no estado fechado dacápsula engrenam nos furos da tampa. Nesse caso, as saliências podem serde tal modo, que a tampa pode ser aberta a qualquer hora sem dano dacápsula ou então, que a cápsula depois de fechada uma única vez não podemais ser aberta sem destruição.
Em uma outra forma de concretização, forma-se um rebordo dolado externo do corpo, que corre verticalmente em direção ao eixo de ligaçãoentre a tampa e o corpo ao redor do corpo. O rebordo serve como retentorpara a tampa, quando esta é encaixada sobre o corpo, para evitar uma per-furação da tampa com o corpo. O limite entre a extremidade aberta do corpoe do rebordo corresponde ao limite do corpo sobre o qual a tampa pode serempurrada. O rebordo está localizado de maneira tal no corpo, que a tampapode ser empurrada o suficiente sobre o corpo, para realizar um fechamentosólido entre a tampa e o corpo. Isto é, o rebordo encontra-se, por exemplo,não diretamente no lado aberto do corpo. O lado do rebordo, que apontapara a extremidade aberta do corpo, encontra-se como aresta vertical demodo tal sobre a parede externa do corpo, que a tampa, quando fecha, nãopode ser empurrada por cima do rebordo. O lado do rebordo, que apontapara a extremidade fechada do corpo, pode ser formado na forma de umaaresta quase perpendicular ou nivelar-se em direção à extremidade fechadado corpo. A formação de uma aresta quase perpendicular pode ser vantajo-sa em um ajuste frouxo da cápsula em um porta-cápsula, a variante com orebordo em si nivelado, em um ajuste sólido. O rebordo pode ser contínuo ou interrompido.
Em uma forma de concretização preferida, o rebordo nivela-seem direção à extremidade fechada do corpo e com seu lado orientado para aextremidade aberta do corpo ascende em sentido vertical sobre o corpo dacápsula. Nesse caso, a altura da aresta formada desse modo, é de tal ma-
neira, que a aresta no estado fechado da cápsula não distingue-se da tampada cápsula, de modo que a passagem da tampa da cápsula para o corpo dacápsula é plana.
A espessura das paredes da tampa e do corpo podem variar emtoda a área. Desse modo, a espessura da parede, via de regra, nas áreas
arredondadas da tampa ou do corpo ou no local do corpo, no qual está for-mado o rebordo, é maior do que nas áreas, nas quais as paredes decorremem linha reta. Em uma forma de concretização, as paredes da tampa e docorpo têm uma espessura de 0,1 mm até 0,5 mm.
Em uma outra forma de concretização, formam-se nós do lado
externo da cápsula, em uma outra, três ou mais nervuras, que decorrem pa-ralelamente ao eixo longitudinal da cápsula. A vantagem desses dispositivosconsiste, em que a cápsula pode ser retirada de um porta-cápsula, tal comosão utilizadas, por exemplo, nos inaladores de pó mencionados acima, demaneira ta^ que ela não é danificada ou abre. As nervuras ou nós podem
decorrer ao longo de todo o lado externo da cápsula ou apenas cobrir umaparte da mesma. Alternativamente, eles podem ser formados somente natampa ou somente na área do corpo, que no estado fechado da cápsula évisível para fora. As nervuras decorrem paralelamente ao eixo longitudinalda cápsula e conseguem, que a cápsula seja fixada verticalmente no porta-
cápsula mencionado. No caso dè um corte transversal circular da cápsula,as nervuras são preferentemente dispostas de maneira tal, que o cortetransversal da cápsula não apresenta nenhuma simetria de rotação em tornodo eixo médio. Em uma tal forma de concretização, as nervuras podem serformadas apenas na área do corpo, que é visível no estado fechado da cáp-sula. Uma tal forma de concretização evita o bloqueio da cápsula em umporta-cápsula.
Em uma forma de concretização sem rebordo, mas com nervu-
ras na parte do corpo, que é visível no estado fechado da cápsula, as nervu-ras são formadas de maneira tal, que as extremidades das nervuras orienta-das para a extremidade aberta do corpo preenchem o objeto do rebordo, istoé, de servir como retentor para a tampa ao juntar a tampa com o corpo.
Em uma outra execução, as camisas da tampa e do corpo des-
crevem um cilindro oco com corte transversal redondo, oval, triangular, qua-drado, hexagonal, octogonal ou poligonal, sendo que o respectivo lado supe-rior está aberto e o lado inferior está fechado. O lado inferior fechado podeser plano ou convexo. As formas de concretização angulares têm, por e-
xemplo, a vantagem, de que elas podem ser armazenadas economizandoespaço.
Em uma forma de concretização, a elongaçao da cápsula (dis-tância da extremidade fechada do corpo para a extremidade aberta da tam-pa em relação ao diâmetro na cápsula fechada) é maior do que 1, em uma
outra forma de concretização, a elongaçao é igual a 1 e em novamente umaoutra forma de concretização, a elongaçao é menor do que 1. A última tem avantagem, de que o corpo apresenta uma grande abertura para o enchimen-to. Em uma das formas de concretização com uma elongaçao igual a 1, atampa e corpo são de modo tal, que a cápsula fechada tem a forma de uma
esfera, o que pode ser vantajoso para um carregamento automático de uminalador com a cápsula de um reservatório.
Para obter uma melhor vedação entre tampa e corpo no estadofechado da cápsula enchida, o ponto de costura entre tampa e corpo parafechar pode ser soldado, colado ou etiquetado, com o que a permeabilidade
ao vapor de água diminui consideravelmente. Prefere-se soldar a tampa ecorpo. Alternativamente, toda a tampa pode ser revestida com um filme pro-tetor contínuo. O último pode ser a partir do material preferido de acordo19
com a invenção. Nesse caso, a própria cápsula pode ser de um material, oqual não contém nenhum adsorvente.
Em uma outra forma de concretização preferida, a fenda podeser fechada com um material de enchimento. Como material de enchimento5 para um tal enchimento da fenda prestam-se materiais de enchimento far-maceuticamente admissíveis, tais como por exemplo, eudragita, de uma fa-mília de polímeros à base de ácido metacrílico e ésteres de ácido metacríli-co. Um tal material de enchimento pode ser introduzido na fenda como solu-ção ou suspensão em um solvente apropriado, de preferência, levemente10 volátil.
Tais cápsulas são reservatórios apropriados do tipo de acordocom a invenção, para inaladores, tais como são conhecidos, por exemplo,pelo nome comercial HandiHaler®, Spinhaler®, Rotahaler®, Aerolizer®, Flow-caps®, Turbospin®, AIR DPI®, Orbital® e/ou na DE 33 45 722, EP 0.591.136,
DE 43 18 455, WO 91/02558, FR-A-2.146.202, US-A-4.069.819, EP 666085,US 3.991.761, WO 99/45987.
Uma invenção preferida refere-se a um conjunto de um inaladorpara a inalação de medicamentos pulverizados e da cápsula de acordo coma invenção, especialmente uma cápsula de duas partes de estrutura cilíndri-
ca com extremidades arredondadas, sendo que o inalador é caracterizadopor a) uma parte inferior cupular, aberto para cima, o qual apresenta no re-vestimento duas janelas opostas e na borda da abertura tem um primeiroelemento de dobradiça, b) uma placa, a qual cobre a abertura da parte infe-rior e apresenta um segundo elemento de dobradiça, c) uma câmara de ina-
lação para encaixar a cápsula, que é formada verticalmente ao plano da pla-ca do lado da placa voltado para a parte inferior e à qual está previsto umcabeçote móvel contra uma mola, sendo que o cabeçote é provido de duasagulhas polidas, d) uma parte superior com um bocal e um terceiro elementode dobradiça, bem como e) uma tampa, que apresenta um quarto elemento
de dobradiça, sendo que os elementos de dobradiça da parte inferior, daplaca, da parte superior e da tampa estão conectados uns com os outros.
Nesse caso, trata-se preferencialmente de um inalador da marcaHandiHaler®.
Um outro aspecto da presente invenção refere-se a um agentede embalagem secundário, contendo pelo menos uma cápsula tal comodescrita nesse relatório descritivo, em que o agente de embalagem secundá- rio é preferentemente impermeável à umidade e de modo mais preferido,apresenta pelo menos parcialmente uma folha de alumínio (por exemplo, umblister).
Ainda um outro aspecto da presente invenção, refere-se à seca-gem de pequenas quantidades de formulações de medicamentos inaláveis.
É que foi demonstrado, que as cápsulas de acordo com a invenção, não es-tão apenas em condição, de impedir ou retardar a entrada de umidade nascápsulas, de modo que através das cápsulas é acessível um processo paraconservar as formulações de medicamentos inaláveis secas, mas sim, tam-bém, que as formulações de medicamentos inaláveis com pequena umidade
residual podem ser secadas com as cápsulas de acordo com a invenção.Particularmente, são apropriadas formulações de medicamentos em umaquantidade de até 50 mg, preferentemente de até 30 mg, de modo particu-larmente preferido, de até 15 e de modo muito particularmente preferido, deaté 10 mg. O grau de umidade pode perfazer, por exemplo, até 5 % em pe-
so, da formulação. Os dados referem-se às cápsulas do tamanho 3. Esse eoutros tamanhos de cápsulas apropriados são detalhadamente descritos nosexemplos.
Finalmente, um outro aspecto da presente invenção, refere-se àutilização de uma composição de polímero tal como descrita nesse relatório descritivo (com pelo menos um adsorvente) para a fabricação de uma cáp-sula tal como descrita nesse relatório descritivo.Exemplos
Cápsulas do tamanho 3 foram fabricadas tal como segue:A composição do polímero-adsorvente continha 67 % em peso, de High-Density Polyethylen (HDPE), 3 % em peso, de EVA (elastômero) e30 % em peso, de um zeólito sintético (peneira molecular 4a, tamanho má-ximo de partícula 20 um). Adicionalmente, foi preparada manualmente umapré-mistura de HDPE e EVA. Essa foi misturada em um extrusor de roscasem fim dupla com a zeólito sintética. O composto foi transformado para aforma de granulado. O granulado, desde que não seja imediatamente pro-cessado a seguir, pode ser soldado para ser armazenado em sacos de alu- mínio, para excluir a umidade. O granulado foi processado por meio de mol-dagem por injeção para formar cápsulas do tamanho 3, sendo ajustado umMFI (Melt Flow Index) de cerca de 18 e utilizado um canal de injeção com0,6 mm. De acordo com uma segunda variante, a composição do polímero-adsorvente continha 66 % em peso, de High-Density Polyethylen (HDPE), 3
% em peso, de EVA (elastômero), 30 % em peso, de uma zeólito sintética(peneira molecular 4a, tamanho máximo de partícula 20 um) e adicionalmen-te 1 % em peso, de uma fibra de poliacrilato-superabsorvente sintética.
As cápsulas obtidas foram enchidas com 5,5 mg de uma formu-lação sensível à água e em seguida, a parte superior e inferior das cápsulas
foram soldadas umas com as outras. As cápsulas fabricadas dessa maneiraforam armazenadas abertas, isto é, sem outra embalagem secundária, auma temperatura de 40°C e 75 % de umidade relativa do ar. Após diferentestempos, a fração inalável da partícula (fração de massa da partícula com umtamanho aerodinâmico inferior a 5 um) foi medida com um inalador de pó ao
ser aplicada. Como inalador de pó foi utilizado um aparelho do tipo HandiHa-ler® (WO 94/28958), a fração inalável foi medida com auxílio de um impactorem cascata com uma vazão de 39 l/min.
Como resultado, foi verificado, que a "estabilidade in-use" da for-mulação nas cápsulas, que consistem em material convencional sem adição
de peneira molecular, pode ser prolongada de 1 dia para pelo menos 9 dias.Como "estabilidade in-use" entende-se o espaço de tempo entre a retiradada cápsula da embalagem (por exemplo, da embalagem de blister) e a utili-zação da cápsula no processo de inalação. Nesse espaço de tempo a cáp-sula tem que apresentar uma estabilidade suficiente, para proteger a subs-
tância ativa contida na mesma, por exemplo, contra umidade. Este é especi-almente de grande significado em inaladores de doses múltiplas.
As cápsulas de acordo com a invenção, são preferentemente doseguinte tamanho:
a) comprimento do corpo da cápsula: 22,2 + 0,46 mm; 20,22 +0,46 mm, 20,98 + 0,46 mm; 18,4 + 0,46 mm; 16,61 + 0,46 mm; 15,27 + 0,46mm; 13,59 + 0,46 mm; 12,19 + 0,46 mm; 9,3 + 0,46 mm.
b) Comprimento da tampa da cápsula: 12,95 + 0,46 mm; 11,74 +
0,46 mm; 11,99 + 0,46 mm; 10,72 + 0,46 mm; 9,78 + 0,46 mm; 8,94 + 0,46mm; 8,08 ± 0,46 mm; 7,21 + 0,46 mm; 6,2 + 0,46 mm.
c) Diâmetro externo do corpo da cápsula: 9,55 mm; 8,18 mm;7,36 mm; 7,34 mm; 6,63 mm; 6,07 mm; 5,57 mm; 5,05 mm; 4,68 mm.
d) Diâmetro externo das tampas da cápsula: 9,91 mm; 8,53 mm;7,66 mm; 7,64 mm; 6,91 mm; 6,35 mm; 5,83 mm; 5,32 mm; 4,91 mm.
e) Comprimento total da cápsula fechada: 26,1 + 0,3 mm; 23,3 +0,3 mm; 24,2 + 0,3 mm; 21,7 + 0,3 mm; 19,4 + 0,3 mm; 18,0 + 0,3 mm; 15,9+ 0,3 mm; 14,3+ 0,3 mm; 11,1+0,3 mm.
f) Volumes da cápsula: 1,37 ml; 0,95 ml; 0,78 ml; 0,50 ml; 0,37ml; 0,30 ml; 0,21 ml; 0,13 ml.
A seguir, a invenção deve ser detalhadamente elucidada à vistade desenhos:
Na figura 1 é mostrada a forma de concretização mais simplesda cápsula 1 de acordo com a invenção, no corte transversal. A cápsula 1consiste na tampa 2 e do corpo 3, que são encaixados telescopicamente umno outro. A tampa 2 e corpo 3 são da mesma estrutura e têm cada, um ladoinferior convexo 4.
Na figura 2a, no corte transversal, é mostrada uma forma deconcretização, na qual, no corpo 3 da cápsula 1 é formado um rebordo 5,que se estreita em direção à extremidade fechada do corpo. Com o lado ori-entado para a extremidade aberta do corpo, o rebordo 5 encontra-se quaseverticalmente sobre o corpo. A aresta formada desse modo limita a região docorpo sobre o qual a tampa 2 pode ser empurrada telescopicamente.
Uma outra forma de concretização é ilustrada na figura 2b. Ocorte transversal mostra, que esta forma de concretização se diferencia darepresentada na figura 2a pelo fato, de que a espessura da parede da tampa2 ou do corpo 3 não é formada com a mesma espessura em toda a região,mas sim, varia em algumas regiões parciais. Adicionalmente, os lados inferi-ores convexos 4 da tampa ou do corpo apresentam cada um recorte cônca-vo no vértice. Nas figuras 2c e 2d estão representadas tampas da cápsula com saliências sobre a camisa interna 6. A figura 2e mostra uma outra formade concretização do corpo da cápsula, que se diferencia daquele das figuras1, 2a e 2b pela espessura da espessura da parede.
Na figura 3 está representada uma forma de concretização naqual o rebordo 5 sobressai quase que perpendicularmente no corpo tanto na direção do lado superior do corpo, como também na direção do seu lado in-ferior.
A forma de concretização da figura 4 representa um aperfeiçoa-mento da forma de concretização da figura 2a, na qual forma-se uma cavi-dade circular ou saliência 6 ou 7 na tampa 2 ou corpo 3 para o melhor fe-
chamento da cápsula 1.
Na figura 5 forma-se uma vista frontal da forma de concretizaçãomostrada como corte transversal na figura 4. A figura 6 mostra uma outravariante da invenção com cavidades pontuais 8 e 9 como vista frontal.
Na figura 7 está representada uma variante da cápsula 1, na
qual, no corpo 3 perto da extremidade aberta, as saliências 10 e na tampa 2perto da extremidade aberta, os furos 11. são formados de maneira tal, queas saliências 10 no fechamento da cápsula engrenam nos furos 11..
A figura 8 representa uma forma de concretização da cápsula 1por fora, na qual são formadas nervuras 12 no corpo 3.
As cápsulas, tais como estão representadas nas figuras, podem
ser fabricadas em uma forma de concretização a partir do material de acordocom a invenção, particularmente a partir de polietileno com agente de desi-dratação. Em uma outra forma de concretização, a cápsula é fabricada apartir de um polímero e, em seguida, pulverizada com este material. Em se-
guida, em uma outra forma de concretização, a cápsula é etiquetada ou la-minada com uma folha de metal, por exemplo, folha de alumínio.