BRPI0609013A2 - processo de usinagem de uma face de uma lente oftálmica - Google Patents

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BRPI0609013A2
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Alexandre Gourraud
Loic Quere
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Abstract

PROCESSO DE USINAGEM DE UMA FACE DE UMA LENTE OFTALMICA. O processo de usinagem de uma face (3) de uma lente oftálmica (1) compreende uma etapa principal de usinagem no decorrer da qual a posição de uma ferramenta de usinagem (8) é sincronizada com a posição angular da lente oftálmica (1) acionada em rotação em tomo de um eixo de rotação (4) transversal à dita face (3) de modo a usinar na dita face uma superficie assimétrica em relação ao eixo de rotação (4) da lente oftálmica (1), e compreende por outro lado uma etapa complementar de usinagem de um entalhe (22) em tomo do eixo de rotação (4) da lente oftálmica (1).

Description

"PROCESSO DE USINAGEM DE UMA FACE DE UMA LENTEOFTÁLMICA"
A invenção se refere ao domínio da fabricação das lentesoftálmicas destinadas a serem inseridas em uma armação de óculos adaptadaspara corrigir a visão de um portador.
Ela se refere mais especialmente a um processo de usinagemde uma face de uma tal lente oftálmica.
A fabricação de uma lente oftálmica compreende geralmenteuma primeira fase no decorrer da qual é produzido por moldagem e/ouusinagem um esboço que compreende uma borda delimitada por uma facedianteira e uma face traseira, e uma segunda fase no decorrer da qual o esboçoé contornado, quer dizer que sua borda é usinada para passar para uma formaadaptada para a inserção em uma armação de óculos dada.
Na primeira fase, propriedades de correção que correspondemà prescrição do futuro portador são conferidas à lente oftálmica pela forma epelas disposições relativas das faces dianteira e traseira (a face traseira sendoaquela que é voltada para o olho do portador dos óculos corretores).
Certas lentes oftálmicas, notadamente as lentes ditas"progressivas" que corrigem a presbiopia, apresentam uma face dianteira ouuma face traseira assimétrica em relação ao eixo longitudinal do cilindroformado pela borda da lente não contornada.
Quando uma face da lente é simétrica em relação a esse eixolongitudinal, essa face pode ser usinada no esboço pela execução de umprocesso de torneamento clássico, o esboço sendo acionado em rotação emtorno do dito eixo enquanto que uma ferramenta de usinagem entra emcontato com a lente para usinar essa face simétrica.
Em contrapartida, quando uma face assimétrica deve serproduzida, os processos de torneamento clássico não podem mais serempregados na medida em que eles só permitem a usinagem de formassimétricas em relação ao eixo de rotação da peça.
Uma solução para a usinagem das superfícies assimétricasconsiste em executar um processo de fresagem no decorrer do qual umaferramenta de fresagem giratória, móvel em relação ao esboço, usina a faceassimétricas. Esses processos de fresagem aplicados no domínio das lentesoftálmicas proporcionam geralmente uma qualidade de acabamento inferioràquela proporcionada por um processo de torneamento.
Uma outra solução permite a execução de um processo detorneamento para usinar no esboço uma face assimétrica. Trata-se de umprocesso no decorrer do qual a lente oftálmica é acionada em rotação emtorno do eixo longitudinal que atravessa as faces da lente enquanto umaferramenta de usinagem é sincronizada com a posição angular da lenteoftálmica de maneira a acompanhar a forma assimétrica que ela deve usinarna lente.
Os documentos EP 1 449 616 e GB 2 058 619 descrevem umtal processo que permite usinar uma face assimétrica em uma lente acionadaem rotação por um dispositivo de torneamento.
O objetivo da invenção é melhorar esse tipo de processo.
Para isso a invenção visa um processo de usinagem de umaface de uma lente oftálmica que compreende uma etapa principal de usinagemno decorrer da qual a posição de uma ferramenta de usinagem é sincronizadacom a posição angular da lente oftálmica acionada em rotação em torno deum eixo de rotação transversal à dita face de modo a usinar na dita face umasuperfície assimétrica em relação ao eixo de rotação da lente oftálmica, esseprocesso sendo caracterizado pelo fato de que ele compreende uma etapacomplementar de usinagem de um entalhe em torno do eixo de rotação dalente oftálmica.
Um tal processo de usinagem permite erguer uma superfíciecortada em prisma no centro da lente acionada em rotação minimizandoassim, e mesmo suprimindo, o volume residual de matéria responsável por umfenômeno de usinagem ao contrário.
De fato, por ocasião de uma operação de usinagem de umaface cortada em prisma no centro em que a posição de uma ferramenta deusinagem é sincronizada com a posição angular da lente oftálmica acionadaem rotação, a superfície a usinar é assimétrica nas proximidades do eixo derotação da lente, quer dizer que a normal à superfície no ponto de interseçãocom o eixo de rotação da lente forma um ângulo com o dito eixo de rotação.Quando a ferramenta de usinagem se aproxima do eixo de rotação da peça nodecorrer de seu trabalho, uma porção da matéria a retirar necessita que umaporção da ferramenta continue sua progressão para além do eixo de rotação dapeça.
Esse volume residual, que é denominado "espiga", é emconseqüência disso retirado forçando-se para isso a ferramenta a trabalhar porintermitência ao contrário, quer dizer com um sentido de deslocamentorelativo entre a lente e a ferramenta que é oposto ao sentido de trabalho para oqual a ferramenta foi prevista.
Na medida em que o processo de acordo com a invençãopermite minimizar, e mesmo suprimir, a espiga evocada, a ferramenta estáconstantemente ou quase constantemente em utilização nominal. Essautilização é dita "nominal" na medida em que ela é aquela prevista pelofabricante da ferramenta. A utilização da ferramenta no sentido previsto emseu caderno de encargos permite portanto se livrar de um desgaste prematuroda ferramenta ou de um dano pontual.
De acordo com uma característica preferida, o dito entalhedefine uma porção da dita superfície assimétrica.
A dita etapa complementar de usinagem pode além disso serrealizada graças a uma ferramenta de usinagem, ou então graças a umaferramenta distinta da ferramenta de usinagem.De acordo com uma outra característica preferida, a dita etapacomplementar de usinagem é realizada sem sincronizar a posição de umaferramenta destinada à usinagem do entalhe com a posição angular da lenteoftálmica acionada em rotação.
Nesse caso, a ferramenta destinada à usinagem do entalhe sóestá em contato com a lente oftálmica no decorrer de uma porção angular darotação da lente oftálmica.
Por outro lado, a usinagem do entalhe pode ser realizadadeslocando-se uma ferramenta na direção do eixo de rotação da lenteoftálmica. O avanço da dita ferramenta pode ser interrompido quando o centroda ferramenta é posicionado no eixo de rotação da lente oftálmica.
O entalhe pode compreender uma borda que passa pelo eixo derotação da lente oftálmica.
De acordo com uma característica preferida, um volumeresidual de matéria é adaptado para ser usinado ao contrário pela ferramentade usinagem por ocasião da etapa principal de usinagem, esse volume residualsendo sensivelmente centrado em relação ao eixo de rotação da lenteoftálmica. Esse volume residual pode ser usinado no decorrer da etapaprincipal de usinagem ou, ao contrário, a etapa principal de usinagem pode serinterrompida antes da usinagem do dito volume residual.
Outras características e vantagens da invenção aparecem à luzda descrição que vais e seguir em um modo de realização preferido dado atítulo de exemplo não limitativo, descrição feita em referência aos desenhosanexos nos quais:
- as figuras 1 e 2 representam uma lente oftálmica progressiva,respectivamente vista de perfil e vista de cima, que pode ser obtida graças aum processo de acordo com a invenção;
- a figura 3 é uma vista em perspectiva que representaesquematicamente uma ferramenta de usinagem adaptada para operar juntoem torneamento com uma peça cilíndrica cortada em prisma acionada em rotação;
- as figuras 4 e 5 representam a ferramenta de usinagem dafigura 3, respectivamente vista de perfil e vista de frente;
- as figuras 6 e 7 representam esquematicamente dois modosde trabalho da ferramenta das figuras 4 e 5, respectivamente um modonominal e um modo ao contrário;
- a figura 8 representa esquematicamente a ferramenta deusinagem e a superfície cortada em prisma da figura 3;
- a figura 9 mostra uma fase de usinagem da superfície cortadaem prisma pela ferramenta;
- a figura 10 mostra a mesma fase de usinagem que a figura 9,depois que a peça cortada em prisma tenha sofrido uma rotação de 180°;
- a figura 11 representa esquematicamente e simultaneamenteas vistas das figuras 9 e 10;
- as figuras 12 a 17 mostram cronologicamente a etapacomplementar de usinagem de um entalhe do processo de usinagem de acordocom a invenção;
- as figuras 18 a 22 mostram cronologicamente a etapa doprocesso de usinagem de acordo com a invenção que segue a dita etapacomplementar das figuras 12 a 17;
- a figura 23 mostra o volume residual de matéria que éusinado com a ferramenta trabalhando ao contrário;
- as figuras 24 a 27 mostram cronologicamente uma operaçãode usinagem da superfície cortada em prisma pela ferramenta sem usinagemprévia de um entalhe;
- a figura 28 representa o volume residual de matéria a usinarcom a ferramenta funcionando ao contrário, no caso da operação de usinagemdas figuras 24 a 27.As figuras 1 e 2 mostram a forma de uma lente oftálmicaprogressiva 1. A vista de cima da figura 2 mostra que essa lente 1 apresentaum contorno circular. Esse contorno circular será na seqüência usinado paracorresponder ao contorno da armação de óculos escolhida.
A figura 1 mostra o perfil típico de uma tal lente progressiva 1.Essa lente 1 compreende uma face traseira 2 da qual a curvatura é regular,assim como uma face dianteira 3 da qual a curvatura se acentua fortementeem uma zona especial da lente 1.
A lente 1 não apresenta em conseqüência disso simetria derotação em relação a um eixo longitudinal 1 que passa pelo centro docontorno circular da lente 1.
Para obter uma tal lente 1, é corrente partir de um cilindro dematéria bruta, a face traseira 2 tendo sido eventualmente pré-moldada, eproceder a uma usinagem da face dianteira 3 a partir da peça bruta 5esquematizada em pontilhados na figura 1.
Em razão da assimetria da face dianteira 3 da lente em relaçãoao eixo 4, essa face 3 só pode ser obtida por torneamento sincronizando-se aposição de uma ferramenta de usinagem com a posição angular da lenteoftálmica acionada em rotação em torno do eixo 4.
A fim de simplificar a exposição do processo de acordo com ainvenção, operações de torneamento vão ser descritas em referência aoexemplo esquematizado na figura 3 e que consiste em usinar em uma peçabruta 5' (abaixo denominada "o bruto 5'") que apresenta uma superfíciecortada em prisma 6.
Mais precisamente, as operações que serão descritas emexemplo na seqüência visam retirar por usinagem uma camada de matéria 7de espessura constante a partir da superfície cortada em prisma 6 do bruto 5'no decorrer de operações de torneamento que empregam uma ferramenta 8associada a um porta-ferramenta 9.O bruto 5' é acionado em rotação de acordo com a direção 10em torno de um eixo 4' enquanto que a ferramenta 8 é móvel na direção 11paralela ao eixo 4' assim como na direção 12 transversal ao eixo 4'.
Um dispositivo de torneamento não representado é adaptadopara acionar o bruto 5' em rotação de acordo com a direção 10 e parasincronizar a posição da ferramenta 8 na direção 11 com essa rotação, comoexposto mais adiante.
A normal 13 à superfície cortada em prisma 6 não se estendede acordo com o eixo 4', o que é uma conseqüência da assimetria dessasuperfície 6 em relação ao eixo 4'.
Ainda que, por razões de clareza da exposição, as operaçõesque serão descritas na seqüência visem retirar uma camada 7 de espessuraconstante de um bruto 5' na configuração da figura 3, essas operações podemse aplicar a qualquer superfície da qual a normal ao centro é distinta do eixolongitudinal da peça, e notadamente à lente ofíálmica progressiva das figurasle 2.
A ferramenta de usinagem 8 mostrada na figura 3 érepresentada em detalhe nas figuras 4 e 5 respectivamente de perfil e defrente.
Essa ferramenta 8 tem uma forma geral circular e apresentauma face de trabalho 14 que forma uma aresta de corte com um bisel lateral15 que liga a face de trabalho 14 a uma face traseira 16 que apresenta umdiâmetro inferior à face de trabalho 14.
Essa ferramenta 8 é mantida em um porta-ferramenta 9, deacordo com a figura 3, por um parafuso (não representado) que fixa o centro17 da ferramenta 8 ao porta-ferramenta 9, ou por um meio qualquer quepermite ligar rigidamente a ferramenta 8 ao porta-ferramenta 9 de maneiraque a aresta de corte esteja disponível em pelo menos uma parte dacircunferência da ferramenta 8 para a usinagem do bruto 5'.A ferramenta 8 pode ser realizada em diamante policristalino,em diamante monocristalino, ou qualquer outro material que convém para arealização de uma ferramenta de torneamento.
As figuras 6 e 7 mostram a ferramenta de torneamento 8respectivamente em uma configuração de corte dita "nominal" e em umaconfiguração de corte dita "ao contrário".
A figura 6 mostra que, na configuração de corte nominal, obruto 5' a usinar é acionado em rotação de acordo com a direção 18 e aferramenta 8 é posicionada de tal modo para que sua aresta de corte ataque acamada 7 a retirar por sua face de trabalho 14 produzindo aparas 19. Essaconfiguração é aquela para a qual uma tal ferramenta 8 foi prevista.
A figura 7, em contrapartida, mostra a ferramenta 8 na mesmaposição que aquela da figura 6, enquanto que o bruto 5' é acionado emrotação de acordo com a direção 18' que é o inverso da direção 18 da figura 6.A ferramenta 8 trabalha aqui ao contrário, quer dizer que a camada 7 dematéria a retirar é atacada pelo bisel 15 e não pela face de trabalho 14. Nessaconfiguração, esses aparas 19' são mesmo assim produzidas e a camada 7 dematéria é efetivamente retirada mas trata-se de uma utilização imprópria daferramenta 8 que pode acarretar um desgaste prematuro, e mesmo um danoimediato da aresta de corte dessa ferramenta 8.
No decorrer da usinagem, a ferramenta 8 deve emconseqüência disso ser utilizada ao máximo em sua configuração nominalmais do que em sua configuração ao contrário.
A figura 8 é uma vista esquemática que mostra os elementosda figura 3, a saber a ferramenta 8 (aqui desprovida de seu porta-ferramenta 9para simplificar o desenho), a superfície 6 do bruto 5' e a camada 7 de matériaa usinar esquematizada entre o traço cheio e o traço pontilhado.
A superfície cortada em prisma 6 é acionada em rotação emtorno do eixo 4'.A técnica de torneamento empregada aqui para usinar acamada 7 do bruto 5' graças à ferramenta 8 permite, de acordo com a figura 9,aproximar a ferramenta 8 do bruto 5', que é acionado em rotação, paraproceder à usinagem da camada 7 ao nível de uma linha de usinagem 20 deonde são formadas as aparas.
A figura 10 mostra também a usinagem da camada 7 pelaferramenta 8 enquanto que o bruto 5' efetuou uma rotação de 180° em relaçãoa sua posição da figura 9, no decorrer de seu acionamento contínuo emrotação. Essa figura 10 permite ver que a ferramenta 8, para continuar ausinagem da camada 7 ao nível da linha de usinagem 20, se deslocouparalelamente ao eixo de rotação 4' de uma distância que depende daassimetria da superfície 6.
Essa técnica de usinagem permite que a ferramenta 8 esteja empermanência em contato com a camada 7 de matéria a usinar (ainda que elaseja assimétrica) acionada em rotação, e isso graças à sincronização daposição da ferramenta 8 com a posição angular do bruto 5'.
As operações efetuadas de acordo com essa técnica deusinagem vão na seqüência ser descritas em referência a uma representaçãode acordo com a figura 1 na qual um observador está posicionado noreferencial do bruto 5', que é portanto considerado como imóvel, enquantoque é a ferramenta 8 que é considerada como móvel em rotação em torno doeixo 4' de acordo com a direção 21. Essa representação, ainda que sendoequivalente àquela das figuras 9 e 10 em termos de movimentos relativos daferramenta 8 em relação ao bruto 5, permite utilizar desenhos como aquele dafigura 11 no qual são convencionalmente representadas duas ferramentas quecorrespondem cada uma delas a uma posição da ferramenta para cada meiavolta do bruto 5'. Os elementos que aparecem para cada uma dessas posiçõesda ferramenta 8 são referenciados por um sufixo A na posição à esquerda doeixo 4' e por um sufixo B na posição à direita do eixo 4', nas figuras.A figura 11 combina assim, de acordo com a ditarepresentação, as figuras 9 e 10.
Em todas as figuras, a linha de usinagem é representada emnegrito quando a ferramenta 8 trabalha em modo nominal (exemplo da figura11), e é representada em traços hachurados quando a ferramenta 8 trabalha aocontrário (exemplo da figura 21).
O processo de acordo com a invenção vai agora ser descritoem referência às figuras 12 a 23 utilizando-se para isso a representação dafigura 11.
Em referência à figura 12, uma primeira etapa consiste em virusinar um entalhe em torno do eixo de rotação 4' do bruto 5'. A ferramenta 8é com essa finalidade utilizada primeiro em torneamento clássico, quer dizersem sincronizar a posição da ferramenta 8 com a posição angular do bruto 5'.
A ferramenta 8 é assim aproximada da superfície 6 ao longodo eixo 4'.
Em referência à figura 13, a ferramenta 8 entra na matéria dobruto 5' enquanto o centro 17 da ferramenta 8 está a uma distância do eixo 4'sensivelmente igual ao raio da ferramenta 8. A penetração da ferramenta 8 namatéria do bruto 5' é efetuada de acordo com uma altura adaptada à espessurada camada 7 de matéria a retirar (ver a posição 8B da ferramenta 8), querdizer a profundidade de passagem desejada.
Essa penetração na matéria da ferramenta 8 sendo efetuada deacordo com uma operação de torneamento clássico aplicada a uma superfíciecortada em prisma 6, a ferramenta 8 vem ora realizar a operação de usinagem(posição 8B) e vem ora se posicionar à distância da superfície 6 (posição 8A).
Em referência à figura 14, a ferramenta 8 é em seguidadeslocada na direção do eixo de rotação 4' ao mesmo tempo em que segueuma altura de usinagem adaptada à espessura da camada 7 de maneira aformar o entalhe 22 à medida de seu deslocamento.O entalhe 22 é em seguida prosseguido até que a ferramenta 8chegue na posição central, quer dizer que seu centro 17 venha se posicionarno eixo 4' (ver as figuras 15 e 16).
A figura 17 mostra o entalhe 22 produzido pela operação dasfiguras 12 a 16.
Uma vez que o entalhe 12 foi realizado, operações deusinagem propriamente ditas são executadas de acordo com as figuras 18 a22. Essas operações de usinagem são agora realizadas de acordo com atécnica de torneamento, descrita precedentemente, no decorrer da qual aposição da ferramenta 8 é sincronizada com aposição angular do bruto 5'.
A figura 18 mostra a penetração da ferramenta 8 na matéria dobruto 5' seguindo a camada 7 de matéria a usinar.
A figura 19 mostra a progressão da ferramenta 8 na direção doeixo 4'.
A partir da figura 20, a ferramenta 8, em sua posição 8A,penetra em uma zona de usinagem ao contrário. De fato, a ferramenta em suaposição 8A usina a camada 7 em modo nominal ao longo de uma linha deusinagem 23 e usina também ao contrário a camada 7 de acordo com umalinha de usinagem 24 situada do outro lado do eixo 4'.
A figura 21 mostra a seqüência da progressão da ferramenta 8que acaba de usinar a camada 7 unicamente ao contrário até que a ferramenta8 chegue à posição da figura 22 na qual a usinagem da camada 7 estáterminada.
A figura 23 mostra o volume residual 25 de matéria da camada7 que resta a usinar antes que a ferramenta 8 comece a usinar ao contrário,quer dizer imediatamente depois da posição da figura 19.
O volume residual 25 representado na figura 23 é portanto ovolume que será usinado ao contrário pela ferramenta 8.
A altura f desse volume residual 25 é tal que:<formula>formula see original document page 13</formula>
onde R é igual ao raio da ferramenta 8 e ré igual à distância que separa o topodesse volume residual de uma de suas bordas (ver a figura 23).
Em variante, é possível interromper a usinagem na posição dafigura 19 e depois eliminar o volume residual 25 por exemplo por polimento.A ferramenta 8 não funciona assim nunca ao contrário.
Deve ser notado que, mesmo se essa variante não é executadae que o volume residual 25 é usinado de acordo com as figuras 20 a 22, otrabalho ao contrário da ferramenta 8 está limitado a esse volume residual 25bem inferior ao volume total da camada 7 a usinar.
A título de comparação, uma operação de usinagem emcondições similares vai agora ser descrita mas sem proceder à realização deum entalhe prévio.
As figuras 24 a 27 mostram uma tal operação.
A figura 24 mostra a usinagem por uma ferramenta 26 de umacamada 27 de matéria a usinar em um bruto 28. Essa usinagem é realizadasincronizando-se a posição da ferramenta 26 com a posição angular do bruto28.
Essa figura 24 é a última posição da ferramenta 26 antes doinício de um trabalho ao contrário visto que uma porção da linha de usinagem26, ao nível de sua posição 26A, vai passar do outro lado do eixo 29 derotação do bruto 28.
A figura 25 mostra de fato que a ferramenta 26 trabalha emusinagem nominal em sua posição 26B de acordo com uma linha de usinagem30 enquanto que ela trabalha, ao nível de sua posição 26A, por um lado emusinagem nominal de acordo com uma linha de usinagem 31 de um lado doeixo 29 e, por outro lado, em usinagem ao contrário de acordo com uma linhade usinagem 32 do outro lado do eixo 29.
A usinagem prossegue assim de acordo com as figuras 26 e 27até a retirada completa da camada 27.
A figura 28 mostra o volume residual 33 da camada 27 que, apartir da posição da figura 24, é usinado com a ferramenta 26 trabalhando aocontrário.
A altura de passagem f do volume residual 33 compreende àprofundidade de passagem que define a camada 7 e é bem superior à altura fdo volume residual 25 do processo de acordo com a invenção (ver a figura 23).
O processo de acordo com a invenção permite portanto umaredução grande do volume usinado ao contrário por ocasião do emprego deuma tal técnica de torneamento em que a posição de uma ferramenta ésincronizada com a posição angular do bruto a usinar.
A diferença entre o volume residual 25 do processo de acordocom a invenção e o volume residual 33 é tal que, graças ao processo deacordo com a invenção, a ferramenta de usinagem trabalha muito pouco aocontrário.
O volume residual 25 sendo além disso bastante inferior aovolume residual 33, esse volume residual 25 pode ser, em variante, deixadotal qual ou polido por ocasião de uma operação suplementar. A ferramenta deusinagem portanto absolutamente não trabalha ao contrário de acordo comessa variailte.
Variantes de realização do processo podem ser consideradassem por isso sair do âmbito da invenção. Notadamente, ainda que asoperações das figuras 3 a 22 tenham sido descritas em referência à usinagemde uma camada 7 de matéria a usinar de espessura regular em uma superfícieplana cortada em prisma 6, o processo de acordo com a invenção se aplicaevidentemente à produção de uma lente oftálmica de acordo com as figuras 1e 2 retirando-se para isso uma camada de matéria de espessura irregular deum bruto 5.

Claims (13)

1. Processo de usinagem de uma face (3) de uma lenteoftálmica (1) que compreende uma etapa principal de usinagem no decorrerda qual a posição de uma ferramenta de usinagem (8) é sincronizada com aposição angular da lente oftálmica (1) acionada em rotação em torno de umeixo de rotação (4) transversal à dita face (3) de modo a usinar na dita faceuma superfície assimétrica em relação ao eixo de rotação (4) da lenteoftálmica (1), esse processo sendo caracterizado pelo fato de que elecompreende uma etapa complementar de usinagem de um entalhe (22) emtorno do eixo de rotação (4) da lente oftálmica (1).
2. Processo de usinagem de acordo com a reivindicação 1,caracterizado pelo fato de que a dita etapa complementar de usinagem érealizada previamente à dita etapa principal de usinagem.
3. Processo de acordo com uma das reivindicações 1 e 2,caracterizado pelo fato de que o dito entalhe (22) defme uma porção da ditasuperfície assimétrica.
4. Processo de acordo com uma das reivindicações 1 a 3,caracterizado pelo fato de que a dita etapa complementar de usinagem érealizada graças à ferramenta de usinagem (8).
5. Processo de acordo com uma das reivindicações 1 a 3,caracterizado pelo fato de que a dita etapa complementar de usinagem érealizada graças a uma ferramenta distinta da ferramenta de usinagem (8).
6. Processo de acordo com uma das reivindicações 1 a 5,caracterizado pelo fato de que a ferramenta destinada à usinagem do entalhe(22) só está em contato com a lente oftálmica (1) no decorrer de uma porçãoangular da rotação da lente oftálmica (1).
7. Processo de acordo com a reivindicação 6, caracterizadopelo fato de que a dita etapa complementar de usinagem é realizada semsincronizar a posição de uma ferramenta destinada à usinagem do entalhe (22)com a posição angular da lente oftálmica (1) acionada em rotação.
8. Processo de acordo com uma das reivindicações 6 e 7,caracterizado pelo fato de que a usinagem do entalhe (22) é realizadadeslocando-se uma ferramenta na direção do eixo de rotação da lenteoftálmica (1).
9. Processo de acordo com a reivindicação 8, caracterizadopelo fato de que o avanço da dita ferramenta é interrompido quando o centroda ferramenta é posicionado no eixo de rotação da lente oftálmica (1).
10. Processo de acordo com uma das reivindicações 1 a 9,caracterizado pelo fato de que o entalhe (22) compreende uma borda quepassa pelo eixo de rotação da lente oftálmica (1).
11. Processo de acordo com uma das reivindicações 1 a 10,caracterizado pelo fato de que um volume residual de matéria é adaptado paraser usinado ao contrário pela ferramenta de usinagem (8) por ocasião da etapaprincipal de usinagem, esse volume residual sendo sensivelmente centrado emrelação ao eixo de rotação da lente oftálmica (1).
12. Processo de acordo com a reivindicação 11, caracterizadopelo fato de que o dito volume residual é usinado no decorrer da etapaprincipal de usinagem.
13. Processo de acordo com a reivindicação 11, caracterizadopelo fato de que a etapa principal de usinagem pode ser interrompida antes dausinagem do dito volume residual.
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