BRPI0609672A2 - método e composição para tratar distúrbios mucosos - Google Patents

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BRPI0609672A2 BRPI0609672-7A BRPI0609672A BRPI0609672A2 BR PI0609672 A2 BRPI0609672 A2 BR PI0609672A2 BR PI0609672 A BRPI0609672 A BR PI0609672A BR PI0609672 A2 BRPI0609672 A2 BR PI0609672A2
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Anthony T Blikslager
Adam J Moeser
Ryuji Ueno
Sachiko Kuno
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Sucampo Ag
Univ North Carolina State
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Abstract

MéTODO E COMPOSIçãO PARA TRATAR DISTúRBIOS MUCOSOS. A presente invenção refere-se a um método e composição para tratar distúrbios mucosos usando um composto de prostaglandina específico. O composto de prostaglandina induz uma mudança conformacional na junção firme que resulta em recuperação da função de barreira mucosa. Conseqúentemente, o composto de prostaglandina usado aqui é útil para o tratamento de distúrbios mucosos.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "MÉTODO ECOMPOSIÇÃO PARA TRATAR DISTÚRBIOS MUCOSOS".
Campo Técnico
A presente invenção refere-se a um método e composição paratratar distúrbios mucosos.
Particularmente, a presente invenção refere-se a um método ecomposição para tratar uma condição associada com função de barreira mu-cosa reduzida em um paciente mamífero.
Fundamentos da Técnica
Tecidos epiteliais agem como barreiras entre dois compartimen-tos fluidos, e a função de barreira epitelial é fornecida pelas células epiteliaise as junções firmes (em seguida TJ ou TJs) que as conectam. As TJs são oscomponentes mais apicais dos complexos juncionais célula-célula, desem-penham um papel crítico no estabelecimento e manutenção da polaridade dacélula dentro de tecidos, e funcionam como barreiras seletivas para macro-moléculas e impedem a difusão de lipídeos e proteínas entre o domínio demembrana apical e basolateral. As TJs também formam a barreira variávelque regula o movimento paracelular de moléculas através da folha epitelial,deste modo mantendo a homeostase tecidual. As TJs epiteliais mucosas sãoestruturas dinâmicas e sujeitas à modulação durante a remodelagem do te-cido epitelial, reparo de ferimento, inflamação e transformação em tumores.A associação da função de TJ anormal e desenvolvimento de tumor epitelialfoi sugerida por estudos mais iniciais que mostram alterações nas estruturasde TJ de canceres epiteliais.
Existem muitos relatos na relação crucial entre diminuição ouperda da função de TJ mucosa e vários canceres.
É relatado que Helicobacter pylori, que desempenha um papelno desenvolvimento de carcinoma gástrico, interrompe a função de barreiraepitelial (Infection and Immunity 66(6): 2943-2950, 1998 e Science 300:1430-1434, 2003). Também é relatado que a infra-regulação da proteína dejunção firme é comum no câncer gástrico avançado (Oncology Reports 13:193-199,2005).É relatado que a permeabilidade de TJ aumentada do epitélio docólon e conseqüentemente uma diminuição na função de barreira epitelialprecedem o desenvolvimento de câncer de cólon (Carcinogenesis 20(8):1425-1431,1999).
É relatado que alterações na função de TJ pode ser importanteno desenvolvimento tanto de doença inflamatória da bexiga urinaria quantode carcinoma de célula transicional (International Journal of Molecular Medi-cine 16:3-9, 2005).
É relatado que a perda da função de TJ e expressão da molécu-la de TJ são observadas no câncer de mama humano (American Journal ofPathology 153(6):1767-1773, 1998 e Journal of Mammary Gland Biology andNeoplasia 8(4): 449-462, 2003).
É relatado que a perda de junções firmes tem uma relação fe-chada com a atipia estrutural na progressão de carcinomas endometriaishumanas e seu potencial maligno (Human Pathology 35(2), 159-164: 2004).
É relatado que o interrompimento de TJs, que é consideradocontribuir para a tumorigênese epitelial, foi observado em células do câncerovariano (The Journal of Biological Chemistry 280(28): 26233-26240, 2005).
É relatado que as alterações das TJs foram encontradas nostumores oncocíticos da tireóide (Ultrastructural Pathology 22(6): 413-420,1998).
É relatado que existe desorganização de junções firmes em car-cinoma hepatocelular, e estas anomalias estruturais podem alterar barreirasde permeabilidade e limitam a comunicação intercelular, que podem contri-buir para o comportamento proliferativo das células neoplásticas (J. Submi-crosc. Cytol. 15(3); 799-810, 1983).
Esôfago de Barrett (BE) representa a conseqüência histológicamais séria de doença de refluxo gastroesofágico (GERD) que desenvolveem 5 a 10% de pacientes com GERD. O esôfago de Barrett é reconhecidocomo uma condição pré-maligna, com a incidência de adenocarcinoma na-queles com Barrett' s sendo muito mais alta do que na população geral.
É relatado que a barreira paracelular é distintamente diferente noepitélio de Barrett, e a diferença funcional dramática existe em propriedadesde barreira no epitélio de Barrett comparada com o esôfago normal (Ameri-can Journal of Gastroenterology 98(8): 1901 -1903, 2003).
É relatado que as alterações em proteínas de TJ em esofagitede refluxo (GERD) o mais provavelmente aumentam a permeabilidade doepitélio esofágico, deste modo prejudicando o mecanismo de defesa desteepitélio (Journal of Gastroenterology 40, 781-790, 2005).
A função de barreira intestinal refere-se à capacidade da muco-sa intestinal para impedir que componentes luminais potencialmente prejudi-ciais tais como bactérias e toxinas associadas transmigrem através do epité-lio e ganhem acesso aos tecidos sistêmicos. A decomposição da função debarreira intestinal pode resultar de uma variedade de condições patológicasincluindo lesão isquêmica, choque, estresse, doenças infecciosas, e doen-ças inflamatórias intestinais (IBD).
Doenças inflamatórias intestinais (IBD) são definidas por infla-mação intestinal recorrente, crônica de origem obscura, das quais as duasformas principais são doença de Crohn e colite ulcerativa. Ambas as doen-ças parecem envolver uma resposta imune desregulada aos antígenos dotrato gastrointestinal (Gl), uma quebra na função de barreira mucosa, e/ouuma reação inflamatória adversa a uma infecção intestinal persistente, do-ença do colágeno, terapia de radiação, medicação oralmente administrada, esemelhantes.
A doença de Crohn é caracterizada por áreas espessas da pa-rede gastrointestinal, com inflamação estendendo-se através de todas ascamadas, ulceração profunda e fissura da mucosa, e a presença de granu-lomas. As áreas afetadas podem ocorrer em qualquer parte do trato gastro-intestinal, embora o íleo terminal seja freqüentemente envolvido, e elas po-dem ser intercaladas com áreas de tecido relativamente normal. Em coliteulcerativa, a doença também está presente dentro do cólon e reto. A infla-mação é superficial mas contínua sobre a área afetada e granulomas sãoraros.
Também é tornando-se crescentemente evidente que muitospacientes criticamente doentes sofrem de insuficiência orgânica múltipla ini-ciada por perfusão esplâncnica escassa. A insuficiência orgânica múltipla é acausa principal de morte em pacientes de unidade de tratamento intensivo.
Estes distúrbios mucosos gastrointestinais no geral são difíceispara curar e, em alguns casos, tratamentos cirúrgicos são aplicados a estes.Terapias medicinais correntemente disponíveis para estes distúrbios incluemesteróides, Salazopirina (nome geral é Salicilazossulfapiridina), agentes i-munossupressivos, etc. Entretanto, os medicamentos esteroidais mostramefeitos colaterais quando administrados em dosagens grandes durante umlongo período de tempo, e os agentes imunossupressivos devem ser cuida-dosamente usados por causa dos efeitos colaterais muito prejudiciais. Con-seqüentemente, é desejado desenvolver um medicamento que é eficaz parao tratamento de distúrbios mucosos gastrointestinais intratáveis e que po-dem ser usados seguramente durante um longo período de tempo.
As prostaglandinas (em seguida, referidas como PGs) sãomembros da classe de ácidos carboxílicos orgânicos, que estão contidos emtecidos ou órgãos de seres humanos ou outros mamíferos, e exibem umafaixa ampla de atividade fisiológica. As PGs encontradas na natureza (PGsprimárias) no geral têm um esqueleto do ácido prostanóico como mostradona fórmula (A):
<formula>formula see original document page 5</formula>
As PGs são classificadas em vários tipos de acordo com a estru-tura e substituintes no anel de cinco membros, por exemplo,Prostaglandinas da série A (PGAs);
<formula>formula see original document page 5</formula>Prostaglandinas da série B (PGBs);
<formula>formula see original document page 6</formula>
Prostaglandinas da série C (PGCs);
<formula>formula see original document page 6</formula>
Prostaglandinas da série D (PGDs);
<formula>formula see original document page 6</formula>
Prostaglandinas da série E (PGEs);
<formula>formula see original document page 6</formula>
Prostaglandinas da série F (PGFs);
<formula>formula see original document page 6</formula>
e semelhantes. Além disso, elas são classificadas em PGiS contendo umaligação dupla 13,14; PG2s contendo ligações duplas 5,6 e 13,14; e PG3scontendo ligações duplas 5,6, 13,14 e 17,18. As PGs são conhecidas tervárias atividades farmacológicas e fisiológicas, por exemplo, vasodilatação,indução de inflamação, agregação de plaqueta, músculo uterino estimulante,atividade muscular intestinal estimulante, efeitos anti-úlcera e semelhantes.As prostaglandinas principais produzidas no sistema gastrointestinal humano(Gl) são aquelas da série E, I e F (Sellin, Gastrointestinal and Liver Disease:Pathophysiology, Diagnosis, and Management. (WB Saunders Company,1998); Robert, Physiology of the Gastrointestinal Tract 1407-1434 (Raven,1981); Rampton, Prostaglandins: Biology and Chemistry of Prostaglandinsand Related Eicosanoids 323-344 (Churchill Livingstone, 1988); Hawkey, etai., Gastroenterology, 89: 1162-1188 (1985); Eberhart, et ai., Gastroentero-logy, 109: 285-301 (1995)).
Sob condições fisiológicas normais, prostaglandinas endogena-mente produzidas desempenham um papel principal em manter a função doGl, incluindo regulação da motilidade e trânsito intestinais, e regulação daconsistência fecal. (Sellin, Gastrointestinal and Liver Disease: Pathophysio-logy, Diagnosis, and Management. (WB Saunders Company, 1998); Robert,Physiology of the Gastrointestinal Tract 1407-1434 (Raven, 1981); Rampton,Prostaglandins: Biology and Chemistry of Prostaglandins and Related Eico-sanoids 323-344 (Churchill Livingstone, 1988); Hawkey, et ai, Gastroentero-logy, 89: 1162-1188 (1985); Eberhart, et ai, Gastroenterology, 109: 285-301(1995); Robert, Adv Prostaglandin Thromboxane Res, 2:507-520 (1976); Ma-in, et ai., Postgrad Med J, 64 Suppl 1: 3-6 (1988); Sanders, Am J Physiol,247: G117 (1984); Pairet, et ai., Am J Physiol., 250 (3 pt 1): G302-G308(1986); Gaginella, Textbook of Secretory Diarrhea 15-30 (Raven Press,1990)). Quando administradas em doses farmacológicas, tanto PGE2 quantoPGF2a mostraram estimular o trânsito intestinal e causar diarréia (Robert,Physiology of the Gastrointestinal Tract 1407-1434 (Raven, 1981); Rampton,Prostaglandins: Biology and Chemistry of Prostaglandins and Related Eico-sanoids 323-344 (Churchill Livingstone, 1988); Robert, Adv ProstaglandinThromboxane Res, 2:507-520 (1976)). Além disso, o efeito colateral o maiscomumente relatado de misoprostol, um análogo de PGEi desenvolvido parao tratamento de doença ulcerosa péptica, é diarréia (Monk, et ai, Drugs 33(1): 1-30 (1997)).PGE ou PGF podem estimular a contração intestinal, mas o efei-to de enteromistura é insuficiente.
Conseqüentemente, é imprático usar PGEs ou PGFs como ca-tárticos por causa de efeitos colaterais tais como contração intestinal quecausam dor abdominal.
Os mecanismos múltiplos, incluindo modificar respostas nervosasentéricas, alterar a contração do músculo liso, estimular a secreçao de muco,estimular a secreção tônica celular (em particular o transporte de Cl" eletrogê-nico) e aumentar o volume de fluido intestinal foram relatados contribuir paraos efeitos do Gl de prostaglandinas (Robert, Physiology of the GastrointestinalTract 1407-1434 (Raven, 1981); Rampton, Prostaglandins: Biology and Che-mistry of Prostaglandins and Related Eicosanoids 323-344 (Churchill Livings-tone, 1988); Hawkey, et ai, Gastroenterology, 89: 1162-1188 (1985); Ebe-rhart, et ai, Gastroenterology, 109: 285-301 (1995); Robert, Adv ProstaglandinThromboxane Res, 2:507-520 (1976); Main, et ai, Postgrad Med J, 64 Suppl1: 3-6 (1988); Sanders, Am J Physiol, 247: G117 (1984); Pairet, et ai, Am JPhysiol, 250 (3 pt 1): G302-G308 (1986); Gaginella, Textbook of SecretoryDiarrhea 15-30 (Raven Press, 1990); Federal Register Vol. 50, N2 10(GPO,1985); Pierce, et ai, Gastroenterology 60 (1): 22-32 (1971); Beubler, etal, Gastroenterology, 90: 1972 (1986); Clarke, et ai, Am J Physiol 259: G62(1990); Hunt, et ai, J Vet Pharmacol Ther, 8 (2): 165-173 (1985); Dajani, et ai,Eur J Pharmacol, 34(1): 105-113 (1975); Sellin, Gastrointestinal and Liver Di-sease: Pathophysiology, Diagnosis, and Management 1451-1471 (WB Saun-ders Company, 1998)). As prostaglandinas adicionalmente mostraram ter efei-tos citoprotetivos (Sellin, Gastrointestinal and Liver Disease: Pathophysiology,Diagnosis, and Management. (WB Saunders Company, 1998); Robert, Phy-siology of the Gastrointestinal Tract 1407-1434 (Raven, 1981); Robert, AdvProstaglandin Thromboxane Res 2:507-520 (1976); Wallace, et ai, AiimentPharmacol Ther 9: 227-235 (1995)).
As Patentes U.S. N— 5.225.439, 5.166.174, 5.284.858,5.428.062, 5.380.709, 5.876.034 e 6.265.440 descrevem que certos compos-tos de prostaglandina E são eficazes para o tratamento de úlceras tais comoúlcera duodenal e úlcera gástrica.
A Patente U.S. N2 5.317.032 de Ueno et ai descreve catárticoscompostos de prostaglandina, incluindo a existência de tautômeros bicíclicose a Patente U.S. N- 6.414.016 de Ueno descreve os tautômeros bicíclicoscomo tendo atividade pronunciada como agentes anti-constipação. Os tau-tômeros bicíclicos, substituídos por um ou mais átomos de halógeno podemser utilizados em doses pequenas para aliviar a constipação. Na posição C-16, especialmente, átomos de flúor, podem ser utilizados em doses peque-nas para aliviar a constipação.
As publicações do pedido de Patente U.S. N— 2003/0130352 e2003/0166632 de Ueno et al. descrevem um composto de prostaglandinaque abre e ativa canais de cloreto, especialmente canais de CIC, particular-mente o canal de CIC-2.
A publicação do pedido de Patente U.S. Ne 2003/0119898 deUeno et ai. descreve uma composição específica de um composto de pros-taglandina halogenado para o tratamento e prevenção de constipação.
Os inventores previamente demonstraram em um modelo in vitrosuíno de isquemia intestinal que o reparo da função de barreira intestinal émediada através de um mecanismo que envolve produção de prostaglandina(PG) através de caminhos dependentes de ciclooxigenase e secreção de Cl"ativada (Am J Physiol, 276: G28-36, 1999 e Am J Physiol Gastrointest LiverPhysiol, 284:G46-56, 2003).
Os inventores também demonstraram previamente que PGE2 ePGI2 têm um papel sinergístico na restauração da função de barreira intesti-nal, ao passo que a adição de cada um sozinho teve um efeito diminuído (J.Clin. Invest. 1997. 100(8): 1928-1933).
Além disso, é indicado que a secreção de Cl" estimulada porPGEt diminui na restauração da função de barreira intestinal (J. Clin. Invest.76:1828-1836,1985).
Em outros estudos, Misoprostol mostrou ter efeitos na função debarreira, embora desoxi-PGE1 e Sulprostone não tiveram nenhum efeito ne-la (Am. J. Physiol. Gastrointest. Liver Physiol. 281:G375-81, 2001).Divulgação da Invenção
Um objetivo da presente invenção é fornecer um método e com-posição para tratar distúrbios mucosos em paciente mamífero. Outro objetivoda presente invenção é fornecer um método e composição para proteger amucosa no paciente mamífero.
Apesar da técnica anterior, os inventores descobriram que umcomposto de prostaglandina específico tem um efeito significante em umamudança conformacional nas TJs que resulta na recuperação da função debarreira mucosa, que resultou na conclusão da presente invenção.
Isto é, a presente invenção refere-se a um método para tratarum distúrbio mucoso em um paciente mamífero, que compreende adminis-trar uma quantidade eficaz de uma prostaglandina representada pela fórmulageral seguinte (I):
<formula>formula see original document page 10</formula>
em que L, M e N são hidrogênio, hidróxi, halógeno, alquila inferi-or, hidroxialquila (inferior), alcanoilóxi inferior ou oxo, em que pelo menos umde L e M é um grupo outro que não hidrogênio, e o anel de cinco membrospode ter pelo menos uma ligação dupla;
A é -CH3, ou -CH2OH, -COCH2OH, -COOH ou um derivado fun-cional destes;
B é ligação única, -CH2-CH2-, -CH=CH-, -C=C-, -CH2-CH2-CH2-, -CH=CH-CH2-„ -CH2-CH=CH-, -C=C-CH2- ou -CH2-C=C-;
<formula>formula see original document page 10</formula>
, 0 ou ligação únicaem que R4 e R5 são hidrogênio, hidróxi, halógeno, alquila inferior, alcóxi infe-rior ou hidroxialquila (inferior), em que R4 e R5 não são hidróxi e alcóxi inferi-or ao mesmo tempo;
Ri é um resíduo de hidrocarboneto alifático inferior ou médiobivalente saturado ou insaturado, que é não substituído ou substituído comhalógeno, alquila, hidróxi, oxo, arila ou grupo heterocíclico, e pelo menos umdo átomo de carbono no hidrocarboneto alifático é opcionalmente substituídopor oxigênio, nitrogênio ou enxofre; e
Ra é um resíduo de hidrocarboneto alifático inferior ou médiosaturado ou insaturado, que é não substituído ou substituído com halógeno,oxo, hidróxi, alquila inferior, alcóxi inferior, alcanoilóxi inferior, cicloalquila(inferior), cicloalquilóxi (inferior), arila, arilóxi, grupo heterocíclico ou grupoheterocíclico-óxi; alcóxi inferior; alcanoilóxi inferior; cicloalquila (inferior); ci-cloalquilóxi (inferior); arila; arilóxi; grupo heterocíclico; grupo heterocíclico-óxi, contanto que Ra seja substituído por halógeno ou Z seja C=0a um paciente em necessidade deste.
Particularmente, a presente invenção refere-se a um métodopara tratar uma condição associada com função de barreira mucosa reduzi-da em um paciente mamífero, que compreende administrar uma quantidadeeficaz do composto de prostaglandina da fórmula (I) a um paciente em ne-cessidade deste.
A presente invenção também refere-se a um método para prote-ger mucosa em um paciente mamífero, que compreende administrar umaquantidade eficaz de um composto de prostaglandina específico a um paci-ente em necessidade de proteção.
Ainda em um outro aspecto da presente invenção, uma compo-sição compreendendo uma quantidade eficaz do composto de prostaglandi-na da fórmula (I) para tratar um distúrbio mucoso em um paciente mamíferoé fornecida. A composição da presente invenção pode ser usada para o mé-todo da presente invenção divulgado como acima.
Ainda um outro aspecto da presente invenção, o uso do compos-to de prostaglandina da fórmula (I) para a fabricação de uma composiçãofarmacêutica para o tratamento de um distúrbio mucoso em um pacientemamífero é fornecido.Breve Descrição dos Desenhos
A Figura 1 é um gráfico que mostra a resistência elétrica transe-pitelial (TER) em resposta ao COMPOSTO A (13,14-diidro-15-ceto-16,16-difluoro-PGEi) em íleo de suíno lesionado por isquemia. Os valores repre-sentam médias ± SE; n = 6. Tecidos isquêmicos banhados em indometacina(5x10"6 M) contendo solução de Ringer demonstraram elevações marcantesna resistência elétrica transepitelial (TER) na presença do COMPOSTO A(doses de 0,1 uM e 1 uM), adicionado depois de um período de equilíbrio de 30 min.
A Figura 2A é um gráfico que mostra o efeito do COMPOSTO Ana corrente de circuito curto. A Figura 2B é um gráfico que mostra a mudan-ça na corrente de circuito curto (Alsc) em resposta ao COMPOSTO A emíleo de suíno lesionado por isquemia. Em ambas as figuras, os valores re-presentam médias ± SE; n = 6. Tecidos isquêmicos foram banhados em in-dometacina (5x10'6 M) contendo solução de Ringer. Aumentos significantes(P < 0,05) na secreção de Cl", indicada tanto pela corrente de circuito curto(Isc) quanto pela mudança absoluta na corrente de circuito curto (Alsc), fo-ram observados em resposta ao tratamento com doses crescentes do COMPOSTO A (*P < 0,05).
A Figura 3 é um gráfico que mostra o efeito do COMPOSTO Aem Fluxos de 3H-Manitol mucosos a serosos. Os valores representam mé-dias ± SE, n = 4. Tecidos isquêmicos foram banhados em indometacina(5x10"6 M) contendo solução de Ringer. O íleo de suíno foi submetido à is-quemia intestinal e exibiu fluxos mucosos a serosos de 3H-manitol aumenta-dos comparados com o controle não isquêmico. A aplicação de 1 uM deCOMPOSTO A reduziu os fluxos mucosos a serosos de 3H-manitol a níveisde controle não isquêmico. P < 0,05.
A Figura 4 é um gráfico que mostra a mudança na corrente decircuito curto em resposta ao tratamento com o COMPOSTO A no cólon as-cendente de suíno lesionado por isquemia.
A Figura 5 é um gráfico que mostra uma resistência elétricatransepitelial (TER) em resposta ao tratamento com o COMPOSTO A nocólon ascendente de suíno lesionado por isquemia.
A Figura 6 é um gráfico que mostra fluxos serosos a mucosos de3H-manitol em resposta ao tratamento do COMPOSTO A no cólon ascen-dente de suíno lesionado por isquemia.
Descrição Detalhada da Invenção
A nomenclatura dos compostos de prostaglandina usados aqui éfundamentada no sistema de numeração do ácido prostanóico representadona fórmula (A) acima.
A fórmula (A) mostra um esqueleto básico dos átomos de carbo-no C-20, mas a presente invenção não é limitada àqueles tendo o mesmonúmero de átomos de carbono. Na fórmula (A), a numeração dos átomos decarbono que constituem o esqueleto básico dos compostos de PG começano ácido carboxílico (numerado 1), e átomos de carbono na cadeia a sãonumerados 2 a 7 para o anel de cinco membros, aqueles no anel são 8 a 12,e aqueles na cadeia oo são 13 a 20. Quando o número de átomos de carbo-no é diminuído na cadeia a, o número é suprimido na ordem partindo da po-sição 2; e quando o número de átomos de carbono é aumentado na cadeiaa, os compostos são denominados como compostos de substituição tendosubstituintes respectivos na posição 2 no lugar do grupo carbóxi (C-1). Simi-larmente, quando o número de átomos de carbono é diminuído na cadeia co,o número é suprimido na ordem partindo da posição 20; e quando o númerode átomos de carbono é aumentado na cadeia w, os átomos de carbono a-lém da posição 20 são denominados como substituintes. A estereoquímicados compostos é a mesma como aquela da fórmula (A) acima a menos quede outro modo especificado.
Em geral, cada um dos termos PGD, PGE e PGF representa umcomposto de PG tendo grupos hidróxi nas posições 9 e/ou 11, mas no pre-sente relatório descritivo, estes termos também incluem aqueles tendo subs-tituintes outros que não o grupo hidróxi nas posições 9 e/ou 11. Tais com-postos são referidos como compostos de PG 9-desidróxi-9-substituído oucompostos de PG 11-desidróxi-11 -substituído. Um composto de PG tendohidrogênio no lugar do grupo hidróxi é simplesmente denominado comocomposto de 9- ou 11 -desóxi-PG.
Como estabelecido acima, a nomenclatura dos compostos dePG é fundamentada no esqueleto do ácido prostanóico. Entretanto, no casoque o composto tem uma estrutura parcial similar como uma prostaglandina,a abreviação de "PG" pode ser usada. Assim, um composto de PG do qual acadeia a é estendida por dois átomos de carbono, isto é, tendo 9 átomos decarbono na cadeia a é denominado como composto de 2-descarbóxi-2-(2-carboxietil)-PG. Similarmente, um composto de PG tendo 11 átomos de car-bono na cadeia a é denominado como composto de 2-descarbóxi-2-(4-carboxibutil)-PG. Além disso, um composto de PG do qual a cadeia w é es-tendida por dois átomos de carbono, isto é, tendo 10 átomos de carbono nacadeia w é denominado como composto de 20-etil-PG. Estes compostos,entretanto, também podem ser denominados de acordo com as nomenclaturas IUPAC.
Os exemplos dos análogos (incluindo derivados substituídos) ouderivados incluem um composto de PG do qual o grupo carbóxi na extremi-dade da cadeia a é esterificado; um composto do qual a cadeia a é estendi-da; sal fisiologicamente aceitável deste; um composto tendo uma ligaçãodupla na posição 2-3 ou uma ligação tripla na posição 5-6, um compostotendo substituinte(s) na posição 3, 5, 6, 16, 17, 18, 19 e/ou 20; e um com-posto tendo alquila inferior ou um grupo hidroxialquila (inferior) na posição 9e/ou 11 no lugar do grupo hidróxi.
De acordo com a presente invenção, os substituintes preferidosna posição 3, 17, 18 e/ou 19 incluem alquila tendo 1 a 4 átomos de carbono,especialmente metila e etila. Os substituintes preferidos na posição 16 inclu-em alquila inferior tal como metila e etila, hidróxi, átomos de halógeno taiscomo cloro e flúor, e arilóxi tal como trifluorometilfenóxi. Os substituintes pre-feridos na posição 17 incluem alquila inferior tal como metila e etila, hidróxi,átomos de halógeno tais como cloro e flúor, arilóxi tal como trifluorometilfe-nóxi. Os substituintes preferidos na posição 20 incluem alquila inferior satu-rado ou insaturado tal como alquila C1-4, alcóxi inferior tal como alcóxi C1-4,e alcoxialquila inferior tal como alcóxi C1-4-alquila C1-4. Os substituintespreferidos na posição 5 incluem átomos de halógeno tais como cloro e flúor.Os substituintes preferidos na posição 6 incluem um grupo oxo que formaum grupo carbonila. A estereoquímica de PGs tendo substituinte de hidróxi,alquila inferior ou hidroxialquila (inferior) na posição 9 e/ou 11 pode ser a, |3ou uma mistura destes.
Além disso, os análogos ou derivados acima podem ser compos-tos tendo um grupo alcóxi, cicloalquila, cicloalquilóxi, fenóxi ou fenila na ex-tremidade da cadeia w onde a cadeia é mais curta do que as PGs primárias.
O composto de prostaglandina específico usado na presenteinvenção é representado pela fórmula (I):
<formula>formula see original document page 15</formula>
em que L, M, N, A, B, Z, R1 e Ra são os mesmos como acimaindicado.
Um composto preferido usado na presente invenção é represen-tado pela fórmula (II):
<formula>formula see original document page 15</formula>
em que LeM são átomo de hidrogênio, hidróxi, halógeno, alqui-la inferior, hidroxialquila (inferior), alcanoilóxi inferior ou oxo, em que pelomenos um de L e M é um grupo outro que não hidrogênio, e o anel de cincomembros pode ter uma ou mais ligações duplas;A é -CH3> ou -CH2OH, -COCH2OH, -COOH ou um derivado fun-cional destes;
B é ligação única, -CH2-CH2-, -CH=CH-, -C=C-, -CH2-CH2-CH2-,-CH=CH-CH2-, -CH2-CH=CH-, -C=C-CH2- ou -CH2-OC-;
<formula>formula see original document page 16</formula>
em que R4 e R5 são hidrogênio, hidróxi, halógeno, alquila inferi-or, alcóxi inferior ou hidroxialquila (inferior), em que R4 e R5 não são hidróxi ealcóxi inferior ao mesmo tempo;
X1 e X2 são hidrogênio, alquila inferior, ou halógeno;Rt é um resíduo de hidrocarboneto alifático inferior ou médiobivalente saturado ou insaturado, que é não substituído ou substituído comhalógeno, alquila, hidróxi, oxo, arila ou grupo heterocíclico, e pelo menos umdo átomo de carbono no hidrocarboneto alifático é opcionalmente substituídopor oxigênio, nitrogênio ou enxofre;
R2 é uma ligação única ou alquileno inferior; eR3 é alquila inferior, alcóxi inferior, alcanoilóxi inferior, cicloalquila(inferior), cicloalquilóxi (inferior), arila, arilóxi, grupo heterocíclico ou grupoheterocíclico-óxi, contanto que um de X1 e X2 seja substituído por halógenoou Z seja C=0.
Na fórmula acima, o termo "insaturado" nas definições para Ri eRa é intencionado a incluir pelo menos uma ou mais ligações duplas e/ouligações triplas que são isolada, separada ou serialmente presentes entreátomos de carbono das cadeias principais e/ou laterais. De acordo com anomenclatura usual, uma ligação insaturada entre duas posições seriais érepresentada denotando-se o número mais baixo das duas posições, e umaligação insaturada entre duas posições distais é representada denotando-seambas as posições.
O termo "hidrocarboneto alifático inferior ou médio" refere-se aum grupo hidrocarboneto de cadeia reta ou ramificado tendo 1 a 14 átomosde carbono (para uma cadeia lateral, 1 a 3 átomos de carbono são preferí-veis) e preferivelmente 1 a 10, especialmente 1 a 8 átomos de carbono.
O termo "átomo de halógeno" abrange flúor, cloro, bromo e iodo.
O termo "inferior" por todo o relatório descritivo é intencionado aincluir um grupo tendo 1 a 6 átomos de carbono a menos que de outro modoespecificado.
O termo "alquila inferior" refere-se a um grupo hidrocarbonetosaturado de cadeia reta ou ramificada contendo 1 a 6 átomos de carbono e4ncluÍH3Q^ex©^|QHttpentila e hexila.
O termo "alquileno inferior" refere-se a um grupo hidrocarbonetosaturado bivalente de cadeia reta ou ramificada contendo 1 a 6 átomos decarbono e inclui, por exemplo, metileno, etileno, propileno, isopropileno, buti-leno, isobutileno, t-butileno, pentileno e hexileno.
O termo "alcóxi inferior" refere-se a um grupo de alquila inferior-O-, em que alquila inferior é como definido acima.
O termo "hidroxialquila (inferior)" refere-se a um alquila inferiorcomo definido acima que é substituído com pelo menos um grupo hidróxi talcomo hidroximetila, 1-hidroxietila, 2-hidroxietila e 1 -metil-1 -hidroxietila.
O termo "alcanoilóxi inferior" refere-se a um grupo representadopela fórmula RCO-O-, em que RCO- é um grupo acila formado por oxidaçãode um grupo alquila inferior como definido acima, tal como acetila.
O termo "cicloalquila (inferior)" refere-se a um grupo cíclico for-mado por ciclização de um grupo alquila inferior como definido acima mascontém três ou mais átomos de carbono, e inclui, por exemplo, ciclopropila,ciclobutila, ciclopentila e cicloexila.
O termo "cicloalquilóxi (inferior)" refere-se ao grupo de cicloalqui-la (inferior)-O-, em que cicloalquila (inferior) é como definido acima.
O termo "arila" pode incluir anéis de hidrocarboneto aromáticonão substituídos ou substituídos (preferivelmente grupos monocíclicos), porexemplo, fenila, tolila, xilila. Os exemplos dos substituintes são átomo dehalógeno e haloalquila (inferior), em que o átomo de halógeno e alquila infe-rior são como definidos acima.
O termo "arilóxi" refere-se a um grupo representado pela fórmulaArO-, em que Ar é arila como definido acima.
O termo "grupo heterocíclico" pode incluir grupo heterocíclicomono- a tri-cíclico, preferivelmente monocíclico que é anel de 5 a 14, preferi-velmente 5 a 10 membros tendo átomo de carbono opcionalmente substituí-do e 1 a 4, preferivelmente 1 a 3 de 1 ou 2 tipos de heteroátomos seleciona-dos de átomo de nitrogênio, átomo de oxigênio e átomo de enxofre. Os e--xemplos do grupo heterociclico incluem furila, tienila, pirrolila,oxazolila,iso-xazolila, tiazolila, isotiazolila, imidazolila, pirazolila, furazanila, piranila, piridi-la, piridazinila, pirimidila, pirazinila, 2-pirrolinila, pirrolidinila, 2-imidazolinila,imidazolidinila, 2-pirazolinila, pirazolidinila, piperidino, piperazinila, morfolino,indolila, benzotienila, quinolila, isoquinolila, purinila, quinazolinila, carbazolila,acridinila, fenantridinila, benzimidazolila, benzimidazolinila, benzotiazolila,fenotiazinila. Os exemplos do substituinte neste caso incluem halógeno, egrupo alquila inferior substituído por halógeno, em que o átomo de halógenoe o grupo alquila inferior são como descritos acima.
O termo "grupo heterocíclico-óxi" significa um grupo representa-do pela fórmula HcO-, em que Hc é um grupo heterocíclico como descritoacima.
O termo "derivado funcional" de A inclui sais (preferivelmentesais farmaceuticamente aceitáveis), éteres, ésteres e amidas.
Os "sais farmaceuticamente aceitáveis" adequados incluem saisnão tóxicos convencionalmente usados, por exemplo um sal com uma baseinorgânica tal como um sal de metal alcalino (tal como sal de sódio e sal depotássio), um sal de metal alcalino terroso (tal como sal de cálcio e sal demagnésio), um sal de amônio; ou um sal com uma base orgânica, por exem-plo, um sal de amina (tal como sal de metilamina, sal de dimetilamina, sal decicloexilamina, sal de benzilamina, sal de piperidina, sal de etilenodiamina,sal de etanolamina, sal de dietanolamina, sal de trietanolamina, sal detris(hidroximetilamino)etano, sal de monometil- monoetanolamina, sal deprocaína e sal de cafeína), um sal de aminoácido básico (tal como sal dearginina e sal de lisina), sal tetraalquilamônio e semelhantes. Estes sais po-dem ser preparados por um processo convencional, por exemplo do ácido ebase correspondentes ou por troca de sal.
Os exemplos dos éteres incluem éteres alquílicos, por exemplo,éteres alquílicos inferiores tais como éter metílico, éter etílico, éter propílico,éter isopropílico, éter butílico, éter isobutílico, éter t-butílico, éter pentílico eéter 1-ciclopropil etílico; e éteres alquílicos médios ou superiores tais comoéter octílico, éter dietilexílico, éter laurílico e éter cetílico; éteres insaturadostais como eter oleilico e eter linolenilico; eteres alquenilicos inferiores tais co-mo éter vinílico, éter alílico; éteres alquinílicos inferiores tais como éter etiníli-co e éter propinílico; éteres hidroxialquílicos (inferiores) tais como éter hidroxi-etílico e éter hidroxiisopropílico; éteres alcoxialquílico (inferior) inferiores taiscomo éter metoximetílico e éter 1 -metoxietílico; éteres arílicos opcionalmentesubstituídos tais como éter fenílico, éter tosílico, éter t-butilfenílico, éter salicí-lico, éter 3,4-di-metoxifenílico e éter benzamidofenílico; e éteres arilalquílicos(inferiores) tais como éter benzílico, éter tritílico e éter benzidrílico.
Os exemplos dos ésteres incluem ésteres alifáticos, por exem-plo, ésteres alquílicos inferiores tais como éster metílico, éster etílico, ésterpropílico, éster isopropílico, éster butílico, éster isobutílico, éster t-butílico,éster pentílico e éster 1-ciclopropiletílico; ésteres alquenílicos inferiores taiscomo éster vinílico e éster alílico; ésteres alquinílicos inferiores tais comoéster etinílico e éster propinílico; éster hidroxialquílico (inferior) tal como és-ter hidroxietílico; ésteres alcóxi inferior alquílico (inferiores) tais como éstermetoximetílico e éster 1 -metoxietílico; e ésteres arílicos opcionalmente subs-tituídos tais como, por exemplo, éster fenílico, éster tolílico, éster t-butilfenílico, éster salicílico, éster 3,4-di-metoxifenílico e éster benzamidofe-nílico; e éster arilalquílico (inferior) tal como éster benzílico, éster tritílico eéster benzidrílico.
A amida de A significa um grupo representado pela fórmula -CONR' R", em que cada um de R' e R" é hidrogênio, alquila inferior, arila,alquil- ou aril-sulfonila, alquenila inferior e alquinila inferior, e incluem porexemplo alquilamidas inferiores tais como metilamida, etilamida, dimetilami-da e dietilamida; arilamidas tais como anilida e toluidida; e alquil- ou aril-sulfonilamidas tais como metilsulfonilamida, etilsulfonil-amida e tolilsulfonila-mida.
Os exemplos preferidos de L e M incluem hidrogênio, hidróxi eoxo, e especialmente, M é hidróxi e L é oxo que tem uma estrutura de anelde 5 membros do, assim chamado, tipo de PGE.
O exemplo preferido de A é -COOH, seu sal, éster ou amidafarmaceuticamente aceitáveis deste.
O exemplo preferid de X1 e X2 estao ambos sendo atomos dehalógeno, e mais preferivelmente, átomos de flúor, assim chamados do tipo16,16-diflúor.
Ri preferido é um resíduo de hidrocarboneto contendo 1 a 10átomos de carbono, preferivelmente 6 a 10 átomos de carbono. Além disso,pelo menos um átomo de carbono no hidrocarboneto alifático é opcional-mente substituído por oxigênio, nitrogênio ou enxofre.
Os exemplos de Ri incluem, por exemplo, os grupos seguintes:
-CH2~CH2-CH2-CH2-CH2-CH2-,
-CH2-CH=CH-CH2"CH2"CH2-,
-CH2-CH2"CH2"CH2"CH=CH-,
-CH2_C=C-CH2-CH2-CH2-,
-CH2-CH2-CH2-CH2-O-CH2-,
-CH2-CH=CH-CH2-0-CH2-,
-CH2-C=C-CH2-0-CH2-,
-CH2-CH2-CH2-CH2-CH2-CH2-CH2-,
-CH2-CH=CH-CH2-CH2-CH2-CH2-,
-CH2-CH2-CH2-CH2-CH2-CH=CH-,
-CH2-CSC-CH2-CH2-CH2-CH2-,
-CH2-CH2-CH2-CH2-CH2-CH(CH3)-CH2-,
-CH2-CH2-CH2-CH2-CH(CH3)-CH2-,
-CH2-CH2-CH2-CH2-CH2-CH2-CH2-CH2-,
-CH2-CH=CH-CH2-CH2-CH2-CH2"CH2",
-CH2-CH2-CH2-CH2-CH2-CH2-CH=CH-,-CH2"C=C-CH2"CH2"CH2"CH2~CH2", 6
-CH2-CH2_CH2"CH2"CH2"CH2-CH(CH3)-CH2-.
Ra preferido é um hidrocarboneto contendo 1 a 10 átomos decarbono, mais preferivelmente, 1 a 8 átomos de carbono. Ra pode ter umaou duas cadeias laterais tendo um átomo de carbono.
A forma de realização mais preferida é um composto de prosta-glandina é 13,14-diidro-15-ceto-16,16-difluoro-prostaglandina Ei ou 13,14-diidro-15-ceto-16,16-difluoro-18-metil-prostaglandina Ei.
A configurado do anel e das cadeias a e/ou w nas formulas (I) e(II) acima pode ser a mesma como ou diferente daquela das PGs primárias.Entretanto, a presente invenção também inclui uma mistura de um compostotendo uma configuração do tipo primário e um composto de um configuraçãoque não do tipo primário.
Na presente invenção, o composto de PG que é diidro entre 13 e14, e ceto(=0) na posição 15 pode estar no equilíbrio de ceto-hemiacetal porformação de um hemiacetal entre hidróxi na posição 11 e ceto na posição 15.
Por exemplo, foi revelado que quando tanto Xi quanto X2 sãoátomos de halógeno, especialmente, átomos de flúor, o composto contémum isômero tautomérico, composto bicíclico.
Se tais isômeros tautoméricos como acima estão presentes, aproporção de ambos os isômeros tautoméricos varia com a estrutura do res-tante da molécula ou o tipo do substituinte presente. Algumas vezes um i-sômero predominantemente pode estar presente em comparação com o ou-tro. Entretanto, deve ser avaliado que a presente invenção inclui ambos osisômeros.
Além disso, os compostos de 15-ceto-PG usados na invençãoincluem o composto bicíclico e análogos ou derivados deste.
O composto bicíclico é representado pela fórmula (III):<formula>formula see original document page 22</formula>
em que, A é -CH3) ou -CH2OH, -COCH2OH, -COOH ou um deri-vado funcional destes;
-X1'-e-X2-são-hJdrogénio^alquilainferiovou halógeno;
<formula>formula see original document page 22</formula>
em que R4' e FV são hidrogênio, hidróxi, halógeno, alquila inferi-or, alcóxi inferior ou hidroxialquila (inferior), em que R4' e R5' não são hidróxie alcóxi inferior ao mesmo tempo.
Ri é um resíduo de hidrocarboneto alifático inferior ou médiobivalente saturado ou insaturado, que é não substituído ou substituído comhalógeno, alquila, hidróxi, oxo, arila ou grupo heterocíclico, e pelo menos umdo átomo de carbono no hidrocarboneto alifático é opcionalmente substituídopor oxigênio, nitrogênio ou enxofre; e
R2' é um resíduo de hidrocarboneto alifático inferior ou médiosaturado ou insaturado, que é não substituído ou substituído com halógeno,oxo, hidróxi, alquila inferior, alcóxi inferior, alcanoilóxi inferior, cicloalquila(inferior), cicloalquilóxi (inferior), arila, arilóxi, grupo heterocíclico ou grupoheterocíclico-óxi; alcóxi inferior; alcanoilóxi inferior; cicloalquila (inferior); ci-cloalquilóxi (inferior); arila; arilóxi; grupo heterocíclico; grupo heterocíclico-óxi.
R3' é hidrogênio, alquila inferior, cicloalquila (inferior), arila ougrupo heterocíclico.
Além disso, embora os compostos usados na invenção possamser representados por uma fórmula ou nome com base ern tipo ceto nãoobstante da presença ou ausência dos isômeros, deve ser observado que talestrutura ou nome não intencionam-se a excluir o composto do tipo hemiace-tal.
Na presente invenção, qualquer um dos isômeros tais como osisômeros tautoméricos individuais, a mistura destes, ou isômeros ópticos, amistura destes, uma mistura racêmica, e outros isômeros estéricos podemser usados no mesmo propósito.
Alguns dos compostos usados na presente invenção podem serpreparados pelo método divulgado nas USP N- 5.073.569, 5.166.174,5.221.763, 5.212.324, 5.739.161 e 6.242.485 (estas referências citadas sãoaqui incorporadas por referência).
De acordo com a presente invenção, um distúrbio mucoso emum paciente mamífero pode ser tratado administrando-se o composto deprostaglandina descrito acima ao paciente. O paciente pode ser qualquerpaciente mamífero incluindo um ser humano. O composto pode ser aplicadosistêmica ou topicamente. Usualmente, o composto pode ser administradopor administração oral, injeção intravenosa (incluindo infusão), injeção sub-cutânea, administração intra retal, administração intra vaginal, administraçãotransdérmica e semelhantes.
A dose pode variar dependendo da cepa do animal, idade, pesocorporal, sintoma a ser tratado, efeito terapêutico desejado, via de adminis-tração, termo de tratamento e semelhantes. Um efeito satisfatório pode serobtido por administração sistêmica 1 a 4 vezes por dia ou administração con-tínua na quantidade de 0,001 a 1000 ug, mais preferivelmente 0,01 a 100 ugde ingrediente ativo por um kg de peso corporal por dia.
O composto de prostaglandina preferivelmente pode ser formu-lado em uma composição farmacêutica adequada para a administração emuma maneira convencional. A composição pode ser aquela adequada para aadministração oral, injeção ou perfusão assim como ela pode ser um agenteexterno, supositório ou pessário.
A composição da presente invenção pode conter ainda aditivosfisiologicamente aceitáveis. Os ditos aditivos podem incluir excipiente, dilu-ente, enchedor, resolvente, lubrificante, adjuvante, aglutinante, desintegra-dor, agente de revestimento, agente encapsulante, base de ungüento, basede supositório, agente aerossolizante, emulsificador, agente dispersante,agente de suspensão, espessante, agente de tonicidade, agente tamponan-te, agente suavizante, preservante, antioxidante, corretivo, sabor, corante,um material funcional tal como ciclodextrina e polímero biodegradável e es-tabilizador. Os aditivos são bem conhecidos na técnica e podem ser selecio-nados daqueles descritos em livros de referência gerais de produtos farma-cêuticos.
A quantidade do composto de prostaglandina definido acima nacomposição da invenção pode variar dependendo da formulação da compo-sição, e no geral pode ser de 0,000001 a 10,0%, mais preferivelmente0,00001 a 5,0%, o mais preferivelmente 0,0001 a 1%.
Os exemplos de composições sólidas para a administração oralincluem tabletes, comprimidos, tabletes sublinguais, cápsulas, pílulas, pós,grânulos e semelhantes. A composição sólida pode ser preparada misturan-do-se um ou mais ingredientes ativos com pelo menos um diluente inativo. Acomposição pode conter ainda aditivos outros que não os diluentes inativos,por exemplo, um lubrificante, um desintegrador e um estabilizador. Tabletese pílulas podem ser revestidos com uma película entérica ou gastroentérica,se necessário. Eles podem ser cobertos com duas ou mais camadas. Elestambém podem ser incorporados em um material de liberação prolongada,ou microencapsulados. Adicionalmente, as composições podem ser encap-suladas por meio de um material facilmente degradável tal como gelatina.Eles podem ser dissolvidos ainda em um solvente apropriado tal como ácidograxo ou seu mono, di ou triglicerídeo para fornecer uma cápsula mole. Otablete sublingual pode ser usado em necessidade de propriedade de açãorápida.
Os exemplos de composições líquidas para a administração oralincluem emulsões, soluções, suspensões, xaropes e elixires e semelhantes.A dita composição pode conter ainda um diluente inativo convencionalmenteusado por exemplo água purificada ou álcool etílico. A composição podeconter aditivos outros que não os diluentes inativos tais como adjuvante porexemplo agentes umectantes e agentes de suspensão, adoçantes, sabores,fragrância e preservantes.
A composição da presente invenção pode estar na forma decomposição de pulverização, que contém um ou mais ingredientes ativos epode ser preparada de acordo com um método conhecido.
Os exemplos das composições injetáveis da presente invençãopara a administração parenteral incluem soluções, suspensões e emulsõesaquosas ou não aquosas estéreis. Os diluentes para a solução ou suspen-são aquosa podem incluir, por exemplo, água destilada para injeção, soluçãosalina fisiológica e solução de Ringer.
Os diluentes não aquosos para solução e suspensão podem in-cluir, por exemplo, propileno glicol, polietileno glicol, óleos vegetais tais comoóleo de oliva, álcoois tais como etanol e polissorbato. A composição podecompreender ainda aditivos tais como preservantes, agentes umectantes,agentes emulsificantes, agentes dispersantes e semelhantes. Eles podemser esterilizados por filtração, por exemplo através de um filtro de retençãode bactérias, compondo-se com um esterilizador, ou por meio de esteriliza-ção por gás ou irradiação de radioisótopo. A composição injetável tambémpode ser fornecida como uma composição em pó esterilizada a ser dissolvi-da em um solvente esterilizado para injeção antes do uso.
O presente agente externo inclui todas as preparações externasusadas nos campos de dermatologia e otolaringologia, que inclui ungüento,creme, loção e pulverização.
Uma outra forma da presente invenção é supositório ou pessá-rio, que podem ser preparados misturando-se ingredientes ativos em umabase convencional tal como manteiga de cacau que amolece na temperaturacorporal, e tensoativos não iônicos tendo temperaturas de amolecimentoadequadas podem ser usados para melhorar a absorbabilidade.
O termo "tratamento" ou "tratando" usado aqui inclui quaisquermeios de controle tais como prevenção, cuidado, alívio da condição, atenua-ção da condição e parada da progressão.
De acordo com a presente invenção, o composto de prostaglan-dina da fórmula (I) induz uma mudança conformacional na junção firme queresulta na recuperação da função de barreira mucosa. Conseqüentemente, ocomposto de prostaglandina usado aqui é útil para o tratamento de distúrbiosmucosos.
O termo "distúrbio mucoso" usado aqui refere-se à condição as-sociada com função de barreira mucosa reduzida.
Uma tal condição associada com a função de barreira mucosareduzida pode ser qualquer dano mucoso causado por qualquer fator patoló-gico. Tais fatores incluem por exemplo, mas não limitam-se a, inflamação,lesão isquêmica, choque, estresse, resposta imune desregulada aos antíge-nos, infecção, doença entérica, doença do colágeno, radiação, medicamen-tos e semelhantes. O exemplo preferível inclui um distúrbio mucoso gastrointestinal.
O distúrbio mucoso gastrointestinal inclui, por exemplo, mas nãoé limitado a, lesão isquêmica tal como obstrução intestinal estrangulante talcomo vólvulo, lesão isquêmica mesentérica aguda ou crônica, isquemia in-testinal, lesão de barreira intestinal, lesão mucosa tal como lesão mucosainduzida por choque, doença inflamatória intestinal tal como doença deCrohn, colite incluindo colite ulcerativa, colite isquêmica, proctite ulcerativa,proctosigmoidite ulcerativa, colite linfocítica, colite distai intratável, ileocolite,colite colagenosa, colite microscópica, bolsite, colite por radiação, colite as-sociada a antibiótico e diverticulite, e doença de Behcet.
Os compostos usados aqui também são úteis para o tratamentode insuficiência orgânica múltipla iniciada por perfusão esplâncnica escassa,e perda resultante de propriedades de barreira intestinal.
Como é descrito acima, existe a relação crucial entre diminuiçãoou perda da função da junção firme mucosa e vários canceres, de modo queum outro aspecto da condição da função de barreira mucosa reduzida incluicâncer ou condição pré-maligna.
O câncer ou condição pré-maligna usados aqui incluem, masnão limitam-se a, carcinoma esofágico, doença de refluxo gastroesofágico,esôfago de Barrett, carcinoma gástrico, câncer duodenal, câncer do intestinodelgado, câncer apendicular, câncer do intestino grosso, câncer de cólon,câncer de reto, carcinoma anal, câncer pancreático, câncer hepático, câncerda vesícula biliar, câncer do baço, carcinoma renal, câncer da bexiga, carci-noma prostático, carcinoma testicular, câncer uterino, câncer ovariano, car-cinoma mamário, carcinoma pulmonar e carcinoma da tireóide.
Os compostos usados aqui também são úteis para o tratamentode infecção com base em ou acompanhada pelos distúrbios mucosos exem-plificados acima.
A composição farmacêutica da presente invenção pode conterainda outros ingredientes farmacológicos na medida em que eles não con-tradizem o propósito da presente invenção.
Outros detalhes da presente invenção serão descritos a seguircom referência aos exemplos, que, entretanto, não são intencionados a limi-tar a presente invenção.
Exemplo 1
(Método)
Cirurgias experimentais em animal
Porcos híbridos Yorkshire de seis a oito semanas de idade decada sexo foram alojados individualmente, e mantidos em uma alimentaçãopeletizada comercial. Os porcos foram refreados temporariamente de alimen-tação durante 24 horas antes da cirurgia experimental. Anestesia geral foi in-duzida com xilazina (1,5 mg/kg, IM), cetamina (11 mg/kg, IM), e tiopental (15mg/kg, IV) e foi mantida com infusão intermitente de tiopental (6 a 8 mg/kg/h).Os porcos foram colocados em uma almofada de aquecimento e ventiladoscom 100% de 02 por intermédio de uma traqueotomia usando um ventiladorciclado a tempo. A veia jugular e artéria carótida foram canuladas e análise dogás sangüíneo foi realizada para confirmar o pH normal e pressões parciaisde CO2 e O2. Solução de Ringer Lactado foi administrada intravenosamenteem uma taxa de manutenção de 15 ml/kg/h. O íleo foi abordado por intermé-dio de incisão de linha média ventral. Segmentos ileais foram delineados li-gando-se o intestino em intervalos de 10 cm, e submetidos à isquemia ocluin-do-se o fornecimento de sangue mesentérico local durante 45 minutos.Estudos em câmara de Ussing
A seguir do período isquêmico de 45 minutos, os tecidos foramcolhidos do porco e a mucosa foi extraída da camada seromuscular em so-lução de Ringer oxigenada (95% de 02/5% de C02) (mmol/l: Na+, 154; K+,6,3; Cl', 137; HC03", 24; pH 7,4) contendo 5x10"6 M de indometacina paraimpedir a produção de PG endógena durante o procedimento de extração.Os tecidos depois foram montados em câmaras de Ussing de 3,14 cm2 deabertura. Para os experimentos em câmara de Ussing, tecidos ileais de umporco foram montados em câmaras de Ussing múltiplas e submetidos a tra-tamentos in vitro diferentes. Os tecidos foram banhados nos lados serosos emucosos com 10 ml de solução de Ringer. A solução de banho da serosacontinha 10 mM de glicose, e foi osmoticamente balanceada no lado mucosocom 10 mM de manitol. As soluções de banho foram oxigenadas (95% de02/5% de C02) e circuladas em reservatórios de camisa de água. A diferen-ça potencial (PD) espontânea foi medida usando pontes de Ringer-ágar co-nectadas a eletrodos de calameiana, e a PD foi de circuito curto através deeletrodos de Ag-AgCI usando um clampeamento de voltagem que foi corrigi-do quanto à resistência fluida. A resistência elétrica transepitelial (Q.cm2) foicalculada da PD espontânea e corrente de circuito curto (/sc). Se a PD es-pontânea estivesse entre -1,0 e 1,0 mV, os tecidos foram clampeados decorrente a ± 100 uA durante 5 segundos e o PD registrado. A corrente decircuito curto e PD foram registradas em intervalos de 15 minutos em umexperimento de 4 horas.
Tratamentos experimentais
Depois que os tecidos foram montados em câmaras de Ussing,os tecidos foram deixados aclimatar durante um período de 30 minutos paraobter medições de referência estáveis. Os tecidos depois foram tratadoscom doses variadas de COMPOSTO A (13,14-diidro-15-ceto-16,16-difluoro-PGE0 (0,01 uM, 0,1 uM, e 1 uM) adicionando-se o composto à solução debanho mucosa (f = 30 min).
Estudos de fluxo de 3H-manitol
Estes estudos foram realizados ao mesmo tempo assim comomedições elétricas foram registradas. Para avaliar o fluxo mucoso a seroso,3H-manitol foi adicionado às soluções mucosas. A seguir de um período deequilíbrio de 15 minutos, padrões foram tomados dos reservatórios de ba-nho. Trinta minutos depois da adição de tratamentos, três períodos de fluxode 60 minutos sucessivos (de 30 a 210 minutos dos experimentos) foramrealizados tomando-se amostras dos reservatórios de banho opostos ao ladoda adição de isótopo. As amostras foram contadas para 3H-manitol em umcontador de cintilação líquida. O fluxo mucoso a seroso unidirecional (Jms) foideterminado usando equações padrão.
Examinacão histolóaica
Os tecidos foram tomados em 0, 60, e 180 minutos para a avali-ação histológica de rotina. Os tecidos foram secionados (5 um) e manchadoscom hematoxilina e eosina. Para cada tecido, 3 seções foram avaliadas.Quatro vilosidades e criptas bem orientadas foram identificadas em cadaseção. O comprimento da vilosidade foi obtido usando um micrômetro naocular de um microscópio óptico. Além disso, a altura da porção coberta epi-telial de cada vilosidade foi medida. A área de superfície da vilosidade foicalculada usando a fórmula para a área de superfície de um cilindro. A fór-mula foi modificada subtraindo-se a área da base da vilosidade, e multipli-cando por um fator que é responsável pela posição variável em que cadavilosidade foi secionada transversalmente (Gastroenterology 1993; 104:440-471). A porcentagem da área de superfície vilosa que permaneceu expostafoi calculada da área de superfície total da vilosidade e da área de superfícieda vilosidade coberta por epitélio. A porcentagem da área de superfície vilo-sa exposta foi usada como um índice de restituição epitelial.
Análise estatística
Os dados foram relatados como médias ± SE. Todos os dadosforam analisados usando-se um ANOVA para medidas repetidas, excetoonde a resposta máxima foi analisada usando-se um ANOVA de uma viapadrão (Sigmastat, Jandel Scientific, San Rafael, CA). Um teste de Tukey foiusado para determinar as diferenças entre tratamentos a seguir de ANOVA.(Resultados)
O efeito na corrente de circuito curto e resistência transepitelial através deíleo de suíno lesionado por isquemia
O íleo de suíno foi submetido a um período de 45 minutos deisquemia mesentérica e depois montado em câmaras de Ussing nas quais acorrente de circuito curto (lsc), um indicador da secreção de Cl", e resistênciatransepitelial (TER), um indicador da função de barreira mucosa, foram ava-liados. Quarenta e cinco minutos de isquemia intestinal resultaram em umaqueda de 40% em TER comparada com o tecido de controle não isquêmicoindicando que a função de barreira foi prejudicada no tecido isquêmico. Aaplicação de 0,01 uM, 0,1 uM, e 1 uM de COMPOSTO A ao lado mucoso damucosa lesionada por isquemia (Figura 1) induziu aumentos dependentes dedose em TER, com 1 uM de COMPOSTO A estimulando um aumento de 2vezes em TER (ATER = 26 Q.cm2, P < 0,01).
A aplicação de 0,1 uM e 1 uM de COMPOSTO A à mucosa is-quêmica estimulou picos acentuados e significantes (P < 0,05) em lsc, emuma maneira dependente de dose, indicando a ativação de secreção de Cl"eletrogênica nestes tecidos. Respostas de dose similares foram observadasquando da avaliação do efeito do COMPOSTO A na mudança absoluta emlsc (A lsc = 29 ± 5,1, 16 ± 4,5, e 2 ± 0,8 para 1 mM, 0,1 uM, e 0,01 uM deCOMPOSTO A). As elevações em lsc precederam aumentos em TER.O efeito no fluxo mucoso a seroso de manitol no íleo de suíno lesionado porisquemia.
Porque o fluxo mucoso a seroso de 3H-manitol mostrou ser umindicador sensível da função de barreira mucosa, nós medimos o fluxo de3H-manitol através da mucosa lesionada por isquemia para confirmar valoresde TER. A lesão isquêmica resultou em um fluxo significantemente aumen-tado de manitol comparado com tecido de controle não lesionado (Fig 3) in-dicando que a função de barreira foi comprometida no tecido isquêmico. Aaplicação de 1 uM de COMPOSTO A resultou no retorno do fluxo de 3H-manitol para controlar níveis não isquêmicos.Avaliação histológica do tecido isquêmico tratado com o COMPOSTO A
A restauração aguda da função de barreira na mucosa lesionadaenvolve 3 mecanismos combinados: (1) contração de vilosidade que reduz aárea de superfície exposta total para o reparo, (2) restituição ou migraçãocelular para selar a membrana basal exposta, e (3) fechamento do espaçoparacelular e junções firmes. Para determinar se melhoras na função de bar-reira em resposta ao tratamento com COMPOSTO A foram em parte devidoà restituição epitelial realçada, nós avaliamos a histologia de tecidos isquê-micos de recuperação em vários pontos no tempo durante o período de re-cuperação. A análise histológica de tecidos lesionados revelou degradação eelevação do epitélio intestinal no 1/3 apical das vilosidades. Isto correlacio-nou-se a uma área de superfície exposta a 30% do epitélio por análise mor-fométrica (Tabela 1). Dentro de 60 minutos do tecidos de montagem em câ-maras de Ussing, as vilosidades intestinais passaram por restituição rápida ecompleta.
Tabela 1. Avaliação morfométrica da restituição epitelial em mucosa ileal desuíno lesionada isquêmica
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Na tabela 1, os valores representam médias ± SE para % de á-rea de superfície exposta da vilosidade e altura da vilosidade; n = 3. Os teci-dos foram íleo de mamífero submetido a isquemia in vivo de 45 min, depoisdo que eles foram montados em câmaras de Ussing para o monitoramentodas respostas de recuperação. Os tecidos foram colhidos em 0 min, 60 min,e 180 min de pós isquemia durante a fase de recuperação in vitro, ficadosem formalina tamponada a 10%, e processados para a examinação histoló-gica de acordo com protocolos padrão. Indometacina (Indo) foi administradapara selecionar os tecidos a 5 uM, e COMPOSTO A foi dado a 1 uM. Os va-lores sem sobrescrito comum (*,#) diferem em P < 0,05.
Exemplo 2
De acordo com o mesmo procedimento descrito no Exemplo 1exceto para usar cólon ao invés de íleo, a recuperação da função de barreiramucosa em condição isquêmica pelo COMPOSTO A foi investigada.
A) Mudança na resposta da corrente de circuito curto ao COM-POSTO A em cólon ascendente de suíno lesionado por isquemia, B) Resis-tência elétrica transepitelial (TER) em resposta ao COMPOSTO A em cólonascendente de suíno lesionado por isquemia e C) Fluxos serosos a mucososde 3H-manitol em resposta ao COMPOSTO A em cólon ascendente de suínolesionado por isquemia foram mostrados nas figuras 4 a 6 respectivamente.
A aplicação do COMPOSTO A ao cólon ascendente de suínoisquêmico aumentou Isc (Figura 4) e TER e reduziu os fluxos serosos a mu-cosos de 3H-manitol (Figuras 5 e 6).
Conclusões
Os dados demonstram que o agonista de CIC-2, COMPOSTO A,estimula a secreção de Cl" e recuperação subsequente da função de barreiramucosa em íleo e cólon de suíno lesionado por isquemia. Além disso, o efei-to salutar do COMPOSTO A na função de barreira mucosa parece ser medi-ado através de reduções na permeabilidade paracelular e independente darestituição epitelial. Estas observações indicam que o agonista de CIC-2,COMPOSTO A induz uma mudança conformacional na junção firme que re-sulta em recuperação da função de barreira. Agonistas seletivos de CIC-2podem fornecer um novo meio farmacológico de apressar a recuperação dointestino realmente lesionado.
Exemplo 3
Ratos Crl:CD(SD)IGS BR VAF/PIus fêmeas foram designados a4 grupos de estudo (65/grupo). Os grupos 2 a 4 receberam 20, 100, ou 400|ig/kg/dia de COMPOSTO A, respectivamente, por alimentação por sondaesofágica durante 104 semanas. O grupo de controle (Grupo 1) recebeu oveículo, uma solução aquosa a 1% de Polisorbate 80. O volume de dose foide 5 mUkg/dia para todos os grupos. Quando a morte não programada doanimal ocorreu durante o período de estudo, uma necrópsia foi realizada noanimal. Depois de 104 semanas de tratamento, todos os animais sobreviven-tes foram sacrificados e submetidos à necrópsia. Cada rato foi avaliado mi-croscopicamnte quanto à ocorrência de carcinoma mamário.
Como mostrado na Tabela 2, o COMPOSTO A reduziu a inci-dência de carcinoma mamário.
Tabela 2. Incidência de carcinoma mamário.
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Embora a invenção fosse descrita em detalhe e com referênciaàs formas de realização específicas desta, estará evidente a uma pessoahabilitada na técnica que várias mudanças e modificações podem ser feitasnesta sem divergir do espírito e escopo desta.

Claims (27)

1. Uso de um composto de prostaglandina representado pelafórmula geral (I) seguinte:<formula>formula see original document page 34</formula>em que L, M e N são átomo de hidrogênio, hidróxi, átomo de ha-lógeno, alquila inferior, hidroxialquila (inferior), alcanoilóxi inferior ou oxo, emque pelo menos um de L e M é um grupo outro que não hidrogênio, e o anelde cinco membros pode ter pelo menos uma ligação dupla;A é -CH3, ou -CH2OH, -COCH2OH, -COOH ou um derivado funcional destes;B é ligação única, -CH2-CH2-, -CH=CH-, -C=C-, -CH2-CH2-CH2-,-CH=CH-CH2-, -CH2-CH=CH-, -C=C-CH2- ou -CH2-C=C-;<formula>formula see original document page 34</formula>em que R4 e R5 são hidrogênio, hidróxi, halógeno, alquila inferi-or, alcóxi inferior ou hidroxialquila (inferior), em que R4 e R5 não são hidróxi ealcóxi inferior ao mesmo tempo;Ri é um resíduo de hidrocarboneto alifático inferior ou médiobivalente saturado ou insaturado, que é não substituído ou substituído comhalógeno, alquila, hidróxi, oxo, arila ou grupo heterocíclico, e pelo menos umdo átomo de carbono no hidrocarboneto alifático é opcionalmente substituídopor oxigênio, nitrogênio ou enxofre; eRa é um resíduo de hidrocarboneto alifático inferior ou médiosaturado ou insaturado, que é não substituído ou substituído com halógeno,oxo, hidróxi, alquila inferior, alcóxi inferior, alcanoilóxi inferior, cicloalquila(inferior), cicloalquilóxi (inferior), arila, arilóxi, grupo heterocíclico ou grupoheterocíclico-óxi; alcóxi inferior; alcanoilóxi inferior; cicloalquila (inferior); ci-cloalquilóxi (inferior); arila; arilóxi; grupo heterocíclico; heterocíclico-óxi, con-tanto que Ra seja substituído por halógeno ou Z seja C=0para fabricar uma composição farmacêutica para tratar distúrbio mucoso emum paciente mamífero.
2. Uso como descrito na reivindicação 1, em que o dito compos-to de prostaglandina é composto de 16-mono ou dialógeno-prostaglandina.
3. Uso como descrito na reivindicação 1, em que o dito compos-to de prostaglandina é composto de 15-ceto-prostaglandina.
4. Uso como descrito na reivindicação 1, em que o dito compos-to e prostaglandina é composto de 13,14-diidro-16-mono ou dialógeno-prostaglandina.
5. Uso como descrito na reivindicação 1, em que o dito compos-to de prostaglandina é composto de 13,14-diidro-15-ceto-prostaglandina.
6. Uso como descrito na reivindicação 1, em que o dito compos-to de prostaglandina é composto de 13,14-diidro-15-ceto-16-mono ou dialó-geno-prostaglandina.
7. Uso como descrito na reivindicação 1, em que o dito compos-to de prostaglandina é composto de 13,14-diidro-16-mono ou difluoro-prostaglandina.
8. Uso como descrito na reivindicação 1, em que o dito compos-to de prostaglandina é composto de 15-ceto-16-mono ou difluoro-prostaglandina.
9. Uso como descrito na reivindicação 1, em que o dito compos-to de prostaglandina é composto de 13,14-diidro-15-ceto-16-mono ou difluo-ro-prostaglandina.
10. Uso como descrito na reivindicação 1, em que o dito com-posto de prostaglandina é composto de 13,14-diidro-16-mono ou dialógeno-prostaglandina E.
11. Uso como descrito na reivindicação 1, em que o dito com-posto de prostaglandina é composto de 15-ceto-16-mono ou dialógeno-prostaglandina E.
12. Uso como descrito na reivindicação 1, em que o dito com-posto de prostaglandina é composto de 13,14-diidro-15-ceto-16-mono oudialógeno-prostaglandina E.
13. Uso como descrito na reivindicação 1, em que o dito com-posto de prostaglandina é composto de 13,14-diidro-16,16-difluoro-prostaglandina Ei.
14. Uso como descrito na reivindicação 1, em que o dito compostode prostaglandina é composto de 13,14-diidro-15-ceto-prostaglandina Ei.
15. Uso como descrito na reivindicação 1, em que o dito com-posto de prostaglandina é composto de 13,14-diidro-15-ceto-16,16-difluoro-prostaglandina Ei ou composto de 13,14-diidro-15-ceto-16,16-difluoro-18-metil-prostaglandina El
16. Uso como descrito em qualquer uma das reivindicações de 1a 15, em que o dito distúrbio mucoso é uma condição associada com funçãode barreira mucosa reduzida.
17. Uso como descrito na reivindicação 16, em que a dita condi-ção associada com a função de barreira mucosa reduzida é o distúrbio mu-coso gastrointestinal.
18. Uso como descrito na reivindicação 17, em que o dito distúr-bio mucoso gastrointestinal é a doença inflamatória intestinal.
19. Uso como descrito na reivindicação 18, em que a dita doen-ça inflamatória intestinal é doença de Crohn, colite ou doença de Behcet.
20. Uso como descrito na reivindicação 19, em que a dita colite éselecionada do grupo consistindo em colite ulcerativa, colite isquêmica, proc-tite ulcerativa, proctosigmoidite ulcerativa, colite linfocítica, colite distai intra-tável, ileocolite, colite colagenosa, colite microscópica, bolsite, colite por ra-diação, colite associada a antibiótico e diverticulite.
21. Uso como descrito na reivindicação 16, em que a dita condi-ção associada com função de barreira mucosa reduzida é câncer ou condi-ção pré-maligna.
22. Uso como descrito na reivindicação 16, em que o dito câncerou condição pré-maligna é selecionado do grupo consistindo em carcinomaesofágico, doença de refluxo gastroesofágico, esôfago de Barrett, carcinomagástrico, câncer duodenal, câncer do intestino delgado, câncer apendicular,câncer do intestino grosso, câncer de cólon, câncer de reto, carcinoma anal,câncer pancreático, câncer hepático, câncer da vesícula biliar, câncer dobaço, carcinoma renal, câncer da bexiga, carcinoma prostático, carcinomatesticular, câncer uterino, câncer ovariano, carcinoma mamário, carcinomapulmonar e carcinoma da tireóide.
23. Uso de um composto de prostaglandina representado pelafórmula geral (I) seguinte:<formula>formula see original document page 37</formula>em que L, M, N, A, B, Z, Ri e Ra são os mesmos como definidona reivindicação 1para fabricar uma composição farmacêutica para proteger a mucosa em umpaciente mamífero.
24. Método para tratar um distúrbio mucoso em um pacientemamífero, que compreende administrar ao paciente em necessidade desteuma quantidade eficaz de um composto de prostaglandina representado pe-la fórmula geral (I) seguinte:<formula>formula see original document page 37</formula>em que L, M, N, A, B, Z, Ri e Ra são os mesmos como definidona reivindicação 1.
25. Método para proteger a mucosa em um paciente mamífero,que compreende administrar ao paciente em necessidade deste uma quanti-dade eficaz de um composto de prostaglandina representado pela fórmulageral (I) seguinte: <formula>formula see original document page 38</formula> em que L, M, N, A, B, Z, Ri e Ra são os mesmos como definidona reivindicação 1.
26. Composição para tratar um distúrbio mucoso em um pacien-te mamífero, que compreende uma quantidade eficaz de um composto deprostaglandina representado pela fórmula geral (I) seguinte: <formula>formula see original document page 38</formula> em que L, M, N, A, B, Z, Ri e Ra são os mesmos como definidona reivindicação 1.
27. Composição para proteger a mucosa em um paciente mamí-fero, que compreende uma quantidade eficaz de um composto de prosta-glandina representado pela fórmula geral (I) seguinte: <formula>formula see original document page 38</formula> em que L, M, N, A, B, Z, R1 e Ra são os mesmos como definidona reivindicação 1.
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