BRPI0610190A2 - instalação para implementação de um método para produção de polpa de papel, lenhose e açúcares e método de produção utilizando tal instalação - Google Patents

instalação para implementação de um método para produção de polpa de papel, lenhose e açúcares e método de produção utilizando tal instalação Download PDF

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BRPI0610190A2
BRPI0610190A2 BRPI0610190-9A BRPI0610190A BRPI0610190A2 BR PI0610190 A2 BRPI0610190 A2 BR PI0610190A2 BR PI0610190 A BRPI0610190 A BR PI0610190A BR PI0610190 A2 BRPI0610190 A2 BR PI0610190A2
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Brazil
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BRPI0610190-9A
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Inventor
Bouchra Benjelloun Mlayah
Michel Delmas
Gerard Avignon
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Cie Ind De La Matiere Vegetale
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    • D21PAPER-MAKING; PRODUCTION OF CELLULOSE
    • D21CPRODUCTION OF CELLULOSE BY REMOVING NON-CELLULOSE SUBSTANCES FROM CELLULOSE-CONTAINING MATERIALS; REGENERATION OF PULPING LIQUORS; APPARATUS THEREFOR
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Abstract

A presente invenção propõe uma instalação (10) na qual a impregnação e o fracionamento do material básico (MP) são conduzidos a uma pressão atmosférica, caracterizada pelo fato de compreender meios (18, 20) para a transferência do material básico (MP) sucessivamente para uma primeira estação de tratamento (PT1) e uma segunda estação de tratamento (PT2), cada uma compreendendo meios (Gi, G2) para a combinação temporária, na primeira estação (PT1), o material básico (MP) com uma quantidade de uma primeira mistura de ácidos orgânicos e, na segunda estação (PT2), para combinar temporariamente o material básico (MP) com uma quantidade de uma segunda mistura; e meios, após a impregnação, para recuperar pelo menos parcialmente a quantidade da segunda mistura após a impregnação e para reciclar pelo menos uma parte da segunda mistura recuperada para formar pelo menos parcialmente a dita primeira mistura de impregnação utilizada na primeira estação (PT1).

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "INSTALAÇÃO PARA IMPLEMENTAÇÃO DE UM MÉTODO PARA PRODUÇÃO DEPOLPA DE PAPEL, LENHOSE E AÇÚCARES E MÉTODO DE PRODUÇÃO UTILIZANDO TAL INSTALAÇÃO".
Campo Técnico da Invenção
A presente invenção refere-se a uma instalação, ou um sistema,para implementação de um método de produção de polpa de papel, lenhosee açúcares.
Técnica Anterior
A presente invenção refere-se, em particular, a uma instalaçãopara a implementação do método descrito na patente européia EP-B1-1.180.171.
Sumário da Invenção
A presente invenção tem por objetivo, em particular, propor umainstalação que permite a implementação ideal e econômica desse método,permitindo a extração seletiva, em particular, dos produtos tais como lenho-se e açúcares.
Para essa finalidade, a invenção propõe uma instalação para aimplementação de um método para produção de polpa de papel, lenhose eaçúcares, no qual:
* plantas anuais ou perenes, utilizadas em sua totalidade ou par-cialmente, que constituem o material básico lignocelulósico original (MP) sãocombinadas com uma mistura de ácidos orgânicos durante uma etapa deimpregnação;
* durante uma etapa fracionada, a fração sólida constituindo apolpa de papel é então separada da fase orgânica contendo, em particular,ácidos orgânicos originais em solução, monômeros e polímeros de açúcardissolvidos, e lenhose derivados do material de planta básica original;
* a impregnação e fracionamento são conduzidos em pressãoatmosférica;
caracterizado pelo fato de compreender:
meios para a transferência de material básico, a partir de a mon-tante para a jusante, sucessivamente para uma primeira estação de trata-mento e pelo menos uma segunda estação de tratamento para o materialbásico e que são dispostos consecutivamente a partir de a montante para ajusante e constituindo um primeiro par de estações de tratamento consecuti-vas, cada estação de tratamento compreendendo:
meios conhecidos como meios de impregnação para combinartemporariamente, na primeira estação, o material básico com uma quantida-de de uma primeira mistura de ácidos orgânicos, conhecida como mistura deimpregnação, e, na segunda estação, para combinar temporariamente o ma-terial básico com uma quantidade de uma segunda mistura de impregnaçãode ácidos orgânicos; e
meios, após a impregnação, para recuperar pelo menos parcial-mente a dita quantidade de uma segunda mistura depois da impregnação epara reciclagem de pelo menos uma parte da segunda mistura recuperadapara formar pelo menos parcialmente a dita primeira mistura de impregnaçãoutilizada na primeira estação.
De acordo com as características adicionais da invenção:cada estação compreende meios, após a impregnação, de re-moção de uma parte da dita quantidade da segunda mistura para extrair apartir da mesma, em particular, monômeros e polímeros de açúcar dissolvi-dos, e lenhose derivados do material de planta básico original;
os meios de impregnação para a combinação temporária do ma-terial básico com uma quantidade de uma mistura de ácidos orgânicos com-preende meios para pulverização do material básico de forma que a misturade impregnação passe através do material básico;
os meios de transferência do material básico a partir de a mon-tante para a jusante compreendem um transportador, em particular do tipocorreia, no qual o material básico é depositado a montante da primeira esta-ção e é transportado de forma continua;
depois de ter passado através do material básico, a mistura deimpregnação é descarregada do transportador por gravidade;
cada estação de tratamento compreende meios abaixo do trans-portador que coletam a mistura de ácidos orgânicos depois de ter passadoatravés do material básico;
os meios de coleta compreendem pelo menos uma parte vazadaque recebe, pela ação da gravidade, a mistura de ácidos orgânicos depoisde ter passado através do material básico;
cada estação de tratamento compreende pelo menos uma bom-ba da qual a entrada ou sucção é conectada aos meios de coleta da estaçãoe da qual a saída ou descarga pode ser seletivamente conectada a um cir-cuito de reciclagem e/ou um circuito de extração;
em cada estação, a instalação compreende meios para aquecere para controlar a temperatura da dita quantidade de mistura de impregna-ção;
a instalação compreende meios para suprir continuamente a ditaprimeira estação com material básico;
a instalação compreende meios para a pré-impregnação, ou pa-ra a impregnação prévia, do material básico com uma mistura de ácidos or-gânicos, antes da introdução do material básico na primeira estação;
a instalação compreende meios para suprir pelo menos uma es-tação a jusante com uma mistura de ácidos orgânicos para impregnação;
a instalação compreende meios para suprir a estação localizadamais a jusante com uma mistura de ácidos orgânicos para impregnação;
a instalação compreende meios para aquecer e para controlar atemperatura da dita mistura;
a instalação compreende uma câmara, dentro da qual a pressãoatmosférica prevalece e dentro da qual os ditos meios são dispostos paratransferência do material básico sucessivamente para cada uma das esta-ções de tratamento consecutivas, e que compreende uma entrada para aintrodução do material básico dentro da câmara para suprimento da dita pri-meira estação, uma saída para descarregar o material básico depois de suatransferência para a última estação e dentro da qual o dito meio de impreg-nação e os ditos meios de recuperação são pelo menos parcialmente dis-postos;a instalação compreende, sucessivamente a partir de a montan-te para a jusante, n estações de tratamento às quais o material básico é su-cessivamente transferido, e cada par de estações consecutivas é projetadoou produzido da mesma forma que o dito primeiro par de estações consecu-tivas.
Breve Descrição das Figuras
Características e vantagens adicionais da invenção se tornarãoevidentes a partir da leitura da descrição detalhada que segue, para a com-preensão da qual referência será feita aos desenhos em anexo, nos quais:
a figura 1 é uma representação esquemática de uma modalidadede uma instalação de acordo com os ensinamentos da invenção compreen-dendo, por meio de exemplo não limitador, sete estações de tratamento su-cessivas para o processamento do material básico;
a figura 2 é um diagrama em escala ampliada ilustrando, de for-ma simplificada, a circulação das várias misturas de ácidos orgânicos entreas três estações de tratamento consecutivas Ti-1, Ti e Ti+1;
a figura 3 é uma representação esquemática de uma seção dacorreia do transportador tipo correia; e
a figura 4 é uma representação esquemática ilustrando uma dis-posição particular das partes vazadas de coleta.
Descrição Detalhada das Figuras
Na descrição que segue, todos os elementos e componentesidênticos, similares ou análogos serão denotados pelas mesmas referênciasnuméricas.
Os termos longitudinal, vertical e transversal serão utilizadoscom referência ao triedro L, V, T indicado nas figuras.
A orientação a montante - a jusante também será utilizada paraa circulação longitudinal do material básico da direita para a esquerda,quando observando a figura 1, ao longo do eixo geométrico L.
A instalação 10 ilustrada de forma diagramática na figura 1,compreende uma câmara de tratamento 12 que pode ser observada como oformato geral de um paralelepípedo retangular orientado longitudinalmente esubstancialmente de forma horizontal, por exemplo, com uma leve inclinaçãoa partir de a jusante para a montante, como ilustrado na figura 1.
A câmara de tratamento 12 é impermeável para evitar qualquerdissipação de vapor ácido para dentro da atmosfera e compreende uma en-trada a montante 14 para suprimento de material básico e uma saída a ju-sante 16 para descarga do material básico tratado.
A pressão atmosférica prevalece dentro da câmara de tratamen-to 12.
Dentro da câmara 12, um transportador motorizado 18 é dispos-to do qual a correia 20, na parte superior, percorre de a montante para a ju-sante da direita para a esquerda e recebe, nas proximidades de sua extre-midade a montante, o material básico MP a ser tratado, entrando na câmarade tratamento 12 através da entrada 14.
O transportador 18 tipo correia 20, portanto, permite que o mate-rial básico seja circulado de a montante para a jusante dentro da câmara 12a uma velocidade constante ou controlada por meios de acionamento e con-trole, e por meios, não ilustrados, para o controle da velocidade de transpor-te do material básico MP.
Como pode ser observado no diagrama da figura 3, a correia 20se estende sobre uma largura transversal específica e consiste, por exem-plo, de uma folha metálica corrugada feita de material resistente a misturasácidas.
O material básico MP é, dessa forma, distribuído da forma maisuniforme possível, por meios não ilustrados, sobre toda a largura da correia 20 do transportador 18.
A correia 20 é disposta na câmara de tratamento 12 de formaque os líquidos que alcançam a face superior da correia superior 20 possamdrenar, nesse caso lateralmente, em ambos os lados das bordas longitudi-nais 22 da correia e/ou por meio de uma variação, não ilustrada, através dacorreia 20 que é, portanto, perfurada para essa finalidade.
A instalação 10 compreende uma tremonha 24 para suprir a câ-mara de tratamento 12 com material básico MP.A tremonha 24 é conectada à entrada 14 por um parafuso 26para impulsionar o material básico para dentro de um tubo 28 conectado àentrada 14.
Como ilustrado na figura 1, a tremonha 24 pode ser conectadaatravés de um duto 30 a um tanque 32 contendo uma mistura de ácidos or-gânicos a fim de realizar o processamento inicial do material básico MP natremonha 24 pela pré-impregnação do material básico.
A taxa de fluxo de suprimento da tremonha 24 da mistura de á-cidos para a pré-impregnação pode ser controlada por uma válvula solenói-de 34.
Quando o material básico MP deixa a correia superior 20 dotransportador 18, o mesmo cai por gravidade dentro da saída 16 e é descar-regado através de um tubo de descarga 36.
O tipo de materiais básicos utilizados, tal como, por exemplo,palha, além da composição de misturas de ácidos orgânicos e suas tempe-raturas dependem do método de produção da polpa de papel, lenhose e a-çúcares implementado por meio da instalação 10.
Por meio de exemplo, é feita referência em particular ao conteú-do da patente européia EP-B1-1.180.171 para se compreender esses parâ-metros físico-químicos.
De acordo com os ensinamentos da invenção, além da câmarade tratamento 12 e seus meios de suprimento de material básico MP, a ins-talação 10 compreende sucessivamente, de a montante para a jusante, umasérie de n estações de tratamento PTi com i ente 1 e n.
No exemplo ilustrado na figura 1, o número de estações de tra-tamento é sete.
Dessa forma, a primeira estação de tratamento a montante é aestação PT1 enquanto a última estação a jusante é a estação PT7.
Todos os componentes de uma estação PTi serão denotadospelas mesmas referências numéricas indexadas "I".
Cada estação de tratamento PTi é uma estação "autônoma" eserve para garantir a combinação ou contato breve do material básico MPcom uma mistura de ácidos orgânicos na forma líquida a fim de garantir a"impregnação" do material básico MP em cada estação de tratamento PTi.
Nas figuras, as várias estações de tratamento consecutivas sãodelimitadas pelas linhas pontilhadas verticais.
Cada estação de tratamento PTi, disposta verticalmente acimada correia superior 20 transportando o material básico MP, compreendemeios para pulverização do material básico com uma mistura de ácidos or-gânicos por ação da gravidade.
Por meio de exemplo não limitador, nesse caso os meios de pul-verização do material básico MP são constituídos em cada estação por umbalde Gi que é ilustrado nas figuras na posição de descanso e de enchimen-to e que é capaz de balançar em torno de seu eixo geométrico horizontalinferior Xi para descarregar seu conteúdo verticalmente, e substancialmentesobre todo o comprimento transversal da correia 20, no material básico MPlocalizado na correia superior 20 substancialmente para a direita do balde Gi.
Por meio de uma variação, não ilustrada, os meios de pulveriza-ção de material básico em cada estação podem ser constituídos por um oumais guindastes para pulverização do material básico por ação da gravida-de, de forma a garantir a distribuição mais uniforme possível da mistura deácidos orgânicos.
Cada estação PTi também compreende meios para recuperaçãoda mistura de ácidos orgânicos para impregnação do material básico MP,depois que essa mistura foi passada através do material básico MP, e entãodrenado para longe lateralmente em ambos os lados do transportador tipocorreia 20 e/ou passado através da correia se a dita correia for perfurada oucontiver aberturas para essa finalidade com perfurações de um tamanho pe-queno o suficiente de forma a permitir que apenas a passagem de líquidosseja recuperada.
Esses meios para coleta a mistura de ácidos orgânicos depoisde ter passado através do material básico MP são, nesse caso, constituídosem cada estação por uma parte vazada de coleta Ai que se estende de for-ma transversal sobre toda a largura da câmara de tratamento 12 e substan-cialmente longitudinalmente através de todo o comprimento de uma estaçãode tratamento PTi.
No sentido da invenção, a mistura de ácidos orgânicos que pre-enche o balde Gi em cada estação é conhecida como mistura "fresca" deácidos orgânicos e que, na estação relevante, é colocada temporariamenteem contato com o material básico MP para impregnar o dito material básicopela passagem através do mesmo.
Uma "imersão" temporária do material básico MP é, portanto,realizada na estação PTi pela passagem de uma mistura fresca de ácidosorgânicos através do material básico MP por meio da ação da gravidade.
Também vale a pena notar, de acordo com o princípio da inven-ção, que o material básico nunca é recebido em um banho da mistura deácidos orgânicos mas a dita mistura de ácidos orgânicos simplesmente im-pregna e passa brevemente através do material básico.
Cada balde Gi é suprido com uma mistura fresca por um tubo desuprimento CFi no qual uma válvula solenóide é intercalada para controlar ataxa de fluxo da mistura fresca EVFi.
Um permutador de calor Ei, ou qualquer outro meio de aqueci-mento equivalente, fornecido com meios Ti para o controle da temperatura,permite que a temperatura da mistura fresca que supre o balde Gi seja de-terminada com precisão.
Depois da recuperação na parte vazada de coleta Ai, a misturados ácidos orgânicos é sugada, nesse caso por uma bomba Pi, da qual aentrada de sucção é conectada à parte vazada Ai através de um tubo derecuperação CRi com uma válvula solenóide EVRi intercalada para o contro-le da taxa de fluxo no tubo CRi.
Como é ilustrado de forma diagramática nas figuras, a saída dedistribuição da bomba Pi é primeiramente conectada a um tubo de extraçãoCEi no qual uma válvula solenóide EVEi é intercalada para controlar a taxade fluxo de extração.
A saída de distribuição da bomba Pi também é conectada a umtubo CRUi para reciclagem de pelo menos uma parte da mistura recuperadados ácidos orgânicos, com uma válvula solenóide EVRUi intercalada no tuboCRUi para controlar a taxa de fluxo.
Todas as válvulas solenóides da instalação são conectadas auma unidade de controle central, não ilustrada, como os meios de aqueci-mento Ei e o controle térmico Ti.
O tubo de reciclagem CRUi e uma estação de tratamento PTi éconectado, nesse caso através do permutador de calor Ei-1, ao tubo CFi-1,que supre o balde Gi-1 da estação de tratamento PTi-1 localizada nesse ca-so imediatamente a montante da estação PTi.
Dessa forma, de acordo com os ensinamentos da invenção, na"segunda" estação de tratamento Pi, o material básico MP é impregnadocom uma "segunda" mistura fresca de ácidos orgânicos, então uma parte dasegunda mistura é recuperada após a impregnação do material MP de formaque a dita segunda mistura seja reciclada para formar pelo menos parcial-mente a "primeira" mistura ácida fresca destinada à impregnação o materialbásico MP, localizado imediatamente a montante da estação PTi, na "primei-ra" estação de tratamento PTi-1.
Naturalmente, na última estação a jusante PTn, isto é, nessecaso, na estação PT7, meios E7, T7 e EVF7 são fornecidos para suprir obalde G7 com uma mistura ácida fresca.
Para essa finalidade, o permutador de calor E7 propriamentedito é, por exemplo, conectado também ao tanque da mistura de ácidos or-gânicos 32 através de um tubo 36 com uma válvula solenóide 38 para con-trolar a taxa de fluxo.
A mistura original de ácidos orgânicos contida no tanque 32 quesupre a última estação a jusante PTn é, dessa forma, pelo menos parcial-mente reciclada de estação para estação até a primeira estação PT1.
Na primeira estação a montante PT1, o tubo CRU1 é, nesse ca-so, um tubo de descarga para a mistura de ácidos orgânicos sugada pelabomba P1 e que não é reciclada.
Sem se distanciar do escopo da invenção, é concebido que cadaestação PTi, isto é, cada balde Gi, além da mistura de ácidos orgânicos re-cuperada na estação localizada imediatamente a jusante, também seja par-cialmente suprida com uma mistura e ácidos orgânicos originando de outrafonte, e, por exemplo, o tanque 32 da mistura original de ácidos orgânicos.
O tubo de extração CE1 de cada estação de tratamento PTipermite que uma parte da mistura de ácidos orgânicos, tendo passada atra-vés do material básico MP nessa estação, seja removida para extração, emparticular, de monômeros e polímeros de açúcar dissolvidos, e lenhose deri-vados do material de planta original MP.
A possibilidade de remoção da mistura para fins de extração emcda estação de tratamento PTi fornece muitas vantagens.
Permite, em particular, que os lenhose de pesos molecularesespecíficos e conhecidos sejam extraídos, esses lenhose podendo ser ca-racterizados, de forma conhecida, em particular por espectrometria de mas-sa.
O mesmo se aplica a açúcares e, em particular, a hemiceluloseshidrolisadas.
Vale a pena notar que a recuperação e reciclagem da mistura deácidos orgânicos de estação para estação mude progressivamente a ditamistura em lenhose e açúcares, enquanto a alteração de sua concentraçãode ácidos orgânicos é observada.
Sendo capaz de realizar uma extração em cada estação, e emparticular na primeira estação PTi, também permite que o teor de água sejareajustado, em particular para determinar o teor de umidade ou água do ma-terial básico MP que depende de seu tipo particular e, por exemplo, tambémde suas condições de armazenamento antes de ser tratado na instalação.
A invenção não está limitada à modalidade que foi descrita aci-ma.
O transportador tipo correia pode ser substituído por qualquerdispositivo similar, tal como, por exemplo, um transportador tipo parafuso.
Todas as estações de tratamento podem ser divididas em gru-pos sucessivos em câmaras separadas com a transferência de material bá-sico e misturas de ácidos de uma câmara para a próxima.
As partes vazadas de coleta foram ilustradas nas figuras na for-ma de componentes discretos, isto é, cada estação PTi compreendendo suaparte vazada Ai.
Como foi ilustrado de forma diagramática na figura 4, as partesvazadas Ai podem pertencer a um conjunto que permite que todas as mistu-ras que passaram através do material básico MP e tenham sido descarrega-das a partir do transportador tipo correia 18 sejam coletadas por uma partevazada de coleta, substancialmente para a direita de cada estação de tratamento PTi.
As dimensões na direção longitudinal L de cada parte vazada decoleta Ai e entre as zonas consecutivas permitem, em particular, que os pe-sos moleculares ou grupos de pesos moleculares dos lenhose extraídos emcada estação sejam "controlados".
A invenção também refere-se a um método de produção de pol-pa de papel por meio de uma instalação de acordo com a invenção que écaracterizada pelo fato de uma parte da dita quantidade de segunda misturaser removida para extração a partir da mesmas de monômeros e polímerosde açúcar de pesos moleculares específicos. A invenção também refere-se amonômeros e polímeros de açúcar de pesos moleculares específicos obtidosde acordo com esse método.

Claims (17)

1. Instalação (10) para implementação de um método de produ-ção de polpa de papel, lenhose e açúcares, na qual:plantas anuais ou perenes, utilizadas em sua totalidade ou par-cialmente, que constituem o material básico lignocelulósico original (MP) sãocombinadas com uma mistura de ácidos orgânicos durante uma etapa deimpregnação;durante uma etapa de fracionamento, a fração sólida constituin-do a polpa de papel é então separada da fase orgânica contendo, em parti-cular, os ácidos orgânicos originais em solução, monômeros e polímeros deaçúcar dissolvidos, e lenhose derivados do material de planta básico original;a impregnação e fracionamento são conduzidos em pressão at-mosférica;caracterizada pelo fato de compreender:meios (18, 20) para transferência do material básico (MP), e amontante para a jusante, sucessivamente para uma primeira estação de tra-tamento (PTi-1) e pelo menos uma segunda estação de tratamento (PTi)para o material básico e que são dispostos consecutivamente a partir de amontante para a jusante e constituindo um primeiro par de estações de tra-tamento consecutivas, cada estação de tratamento (Pi) compreendendo:meios (Gi) conhecidos como meios de impregnação para a com-binação temporária, na primeira estação (PTi-1), o material básico (MP) comuma quantidade de uma primeira mistura de ácidos orgânicos, conhecidacomo mistura de impregnação e, na segunda estação (PTi), para combinartemporariamente o material básico (MP) com uma quantidade de uma se-gunda mistura de impregnação de ácidos orgânicos; emeios, após a impregnação, para pelo menos parcialmente re-cuperar a dita quantidade da segunda mistura após a impregnação e parareciclar pelo menos uma parte da segunda mistura recuperada para formarpelo menos parcialmente a dita primeira mistura de impregnação utilizada naprimeira estação (PTi-1).
2. Instalação, de acordo com a reivindicação anterior, caracteri-zada pelo fato de cada estação (PTi) compreender meios (Pi), após a im-pregnação, para remover uma parte da dita quantidade de segunda misturapara extrair a partir da mesma, em particular, monômeros e polímeros deaçúcar dissolvidos e lenhose derivados do material de planta básico original.
3. Instalação, de acordo com qualquer uma das reivindicaçõesanteriores, caracterizado pelo fato de os ditos meios de impregnação (Gi)para a combinação temporária do material básico (MP) com uma quantidadede uma mistura de ácidos orgânicos compreenderem meios para pulveriza-ção do material básico (MP) de forma que a mistura de impregnação passeatravés do material básico.
4. Instalação, de acordo com qualquer uma das reivindicaçõesanteriores, caracterizada pelo fato de os ditos meios de transferência de ma-terial básico de a montante para a jusante compreenderem um transportador(18), em particular do tipo de correia (20), no qual o material básico (MP) édepositado a montante (14) da primeira estação (PTi) e é transportado deforma contínua.
5. Instalação, de acordo com a reivindicação 4, em combinaçãocom a reivindicação 3, caracterizada pelo fato de depois de ter passada a-través do material básico (MP), a dita mistura de impregnação ser descarre-gada do transportador (18) por ação da gravidade.
6. Instalação, de acordo com qualquer uma das reivindicação 4ou 5, caracterizada pelo fato de cada estação (PTi) compreender meios (Ai)abaixo do transportador (18) que coletam a mistura de ácidos orgânicos de-pois de ter passado através do material básico (MP).
7. Instalação, de acordo com a reivindicação anterior, caracteri-zada pelo fato de os meios de coleta compreenderem pelo menos uma partevazada (Ai) que recebe, por ação da gravidade, a mistura de ácidos orgâni-cos depois de ter passado através do material básico (MP).
8. Instalação, de acordo com a reivindicação 6 ou 7, caracteriza-da pelo fato de cada estação (PTi) compreender pelo menos uma bomba(Pi) da qual a entrada ou sucção é conectada aos meios de coleta (Ai) daestação (PTi) e da qual a saída ou descarga pode ser conectada seletiva-mente a um circuito de reciclagem (CRUi) e/ou um circuito de extração (CEi).
9. Instalação, de acordo com qualquer uma das reivindicaçõesanteriores, caracterizada pelo fato de em cada estação (PTi), a mesma com-preender meios para aquecimento (Ei) e para controle (Ti) da temperatura dadita quantidade de mistura de impregnação.
10. Instalação, de acordo com qualquer uma das reivindicaçõesanteriores, caracterizada pelo fato de compreender meios (24, 26) para su-prir continuamente a dita primeira estação (PTi) com material básico (MP).
11. Instalação, de acordo com qualquer uma das reivindicaçõesanteriores, caracterizada pelo fato de compreender meios (30, 32, 34) parapré-impregnação, ou para impregnação prévia, do material básico (MP) comuma mistura de ácidos orgânicos, antes da introdução do material básico(MP) na primeira estação (PT1).
12. Instalação, de acordo com qualquer uma das reivindicaçõesanteriores, caracterizada pelo fato de compreender meios (32, E7) para su-prir pelo menos uma estação a jusante (PT7) com uma mistura de ácidosorgânicos para impregnação.
13. Instalação, de acordo com a reivindicação 12, caracterizadapelo fato de compreender meios (32, E7) para suprir a estação (PT7) locali-zada mais para baixo com uma mistura de ácidos orgânicos para impregnação.
14. Instalação, de acordo com a reivindicação 12 ou 13, caracte-rizada pelo fato de compreender meios (E7) para aquecer e para controlar(T7) a temperatura da dita mistura.
15. Instalação, de acordo com qualquer uma das reivindicaçõesanteriores, caracterizada pelo fato de compreender uma câmara (12), dentroda qual a pressão atmosférica prevalece e dentro da qual os ditos meios (18,20) são dispostos para transferência do material básico (MP) sucessivamen-te para cada uma das estações de tratamento consecutivas (PTi), e quecompreende uma entrada (14) para introdução do material básico (MP) den-tro da câmara (12) para suprir a dita primeira estação (PT1), uma saída (16)para descarga do material básico depois de ser transferido para a última es-tação (PT7) e dentro da qual os ditos meios de impregnação (Gi) e os ditosmeios de recuperação (Ai) são pelo menos parcialmente dispostos.
16. Instalação, de acordo com qualquer uma das reivindicaçõesanteriores, caracterizada pelo fato de compreender, sucessivamente a partirde a montante para a jusante, n estações de tratamento (PT1 ou PTn) àsquais o material básico (MP) é sucessivamente transferido, e pelo fato decada par de estações consecutivas (PTi-1, PTi) ser produzido da mesmaforma que o dito primeiro par de estações consecutivas (PTi-1, PTi).
17. Método de produção de polpa de papel por meio de uma ins-talação, de acordo com a reivindicação 2, caracterizado pelo fato de umaparte da dita quantidade da segunda mistura ser removida para extrair a par-tir do mesmo monômeros e polímeros de açúcar de pesos moleculares es-pecíficos.
BRPI0610190A 2005-05-03 2006-04-20 instalação para implementação de um método para produção de polpa de papel, lenhose e açúcares e método de produção utilizando tal instalação BRPI0610190B1 (pt)

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FR0551158 2005-05-03
PCT/EP2006/061715 WO2006117295A1 (en) 2005-05-03 2006-04-20 Installation for implementing a method for producing paper pulp, lignins and sugars and production method using such an installation

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