BRPI0610351A2 - uso de compostos de triazina e medicamentos compreendendo os mesmos - Google Patents

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Christopher Penney
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Abstract

A presente invenção refere-se a compostos úteis no tratamento de melanoma metastático e de outros tipos de câncer cuja estrutura contém um anel de triazina. Estes compostos podem ser classificados em dois grupos: (1) dois anéis de triazina dissubstituídos ligados covalentemente entre si por um agente de ligação orgânico e (2) um anel de triazina trissubstituído.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "COMPOS-TOS DE TRIAZINA E COMPOSIÇÕES DOS MESMOS PARA TRATAMEN-TO DE CÂNCERES".
Referência Cruzada a Pedido de Patente Relacionada
Este pedido de patente reivindica o benefício do pedido provisio-nal U.S. N9 60/682.374, depositado em 19 de maio de 2005.
Campo da Invenção
A presente invenção refere-se ao tratamento de melanoma me-tastático e de outros certos cânceres com novos compostos orgânicos cujaestrutura contém um anel de triazina. Estes compostos podem ser classifi-cados em dois grupos. O primeiro grupo é formado pelos compostos conten-do dois anéis de triazina dissubstituídos ligados covalentemente entre si porum agente de ligação orgânico. O segundo grupo compreende os compostoscom um anel de triazina trissubstituído.
Antecedentes da Invenção
O termo câncer refere-se a mais de cem formas clinicamentedistintas da doença. Quase todos os tecidos do corpo podem dar origem aum câncer e alguns podem até mesmo produzir vários tipos de câncer. Ocâncer é caracterizado por crescimento anormal de células que invadem otecido de origem ou se disseminam para outros sítios. De fato, a seriedadede um determinado tipo de câncer ou o seu grau de malignidade depende dapropensão para invasão e a capacidade de disseminação de células cance-rosas. Ou seja, vários cânceres humanos (por exemplo, carcinomas) diferemconsideravelmente em relação à sua capacidade de se disseminarem de umsítio ou tumor primário e criar metástases em todo o corpo. O fator que real-mente prejudica a sobrevida do paciente com câncer é o processo de metás-tases tumorais. Um tumor primário pode ser removido por um cirurgião, po-rém um câncer que deu origem a metástases atinge freqüentemente umnúmero grande demais de locais que possibilite uma cura cirúrgica. Para queum câncer eficazmente crie metástases, as células cancerosas precisam sedestacar de seu local de origem, invadir um vaso sangüíneo ou linfático, sercarregadas na circulação até um novo sítio e estabelecer um tumor.Os doze tipos principais de câncer são câncer de próstata, ma-ma, pulmão, colorretal, bexiga, linfoma não de Hodgkin, útero, melanoma,rim, leucemia, ovário e pancreático. O melanoma está incluído entre os prin-cipais tipos de câncer e tem se tornado um problema crescente de saúdepública em virtude de sua capacidade de dar origem a metástases na maio-ria dos órgãos do corpo, entre eles, linfonodos, pulmões, fígado, cérebro eossos. O desfecho clínico para pacientes com metástases para sítios distan-tes é significativamente pior do que o observado com metástases regionaisem linfonodos. O tempo mediano de sobrevida de pacientes com metástasespulmonares é de onze meses enquanto que de pacientes com metástaseshepática, cerebral e óssea é de quatro meses. Há quatro tipos utilizados detratamento para metástases distantes de melanoma: cirurgia, radioterapia,quimioterapia e imunoterapia. A cirurgia é mais freqüentemente utilizada pa-ra melhorar a qualidade de vida do paciente como, por exemplo, para remo-ção de uma metástase que está obstruindo o trato gastrointestinal. A radiote-rapia possui um certo nível de eficácia no controle local de metástase, porémé limitada primariamente a metástases cutâneas e/ou em linfonodos. Algunsagentes quimioterápicos foram avaliados para o tratamento de melanomametastático. No entanto, somente dois fármacos citotóxicos são capazes deatingir uma taxa de resposta de 10% ou mais. Estes fármacos são decarba-zina (DTIC) e nitrosouréias. Na maioria dos países, somente a DTIC é apro-vada para o tratamento de melanoma. Subseqüentemente, a ausência deefeitos benéficos prolongados clinicamente significativamente ou cirurgia,radioterapia e quimioterapia para o tratamento de melanoma metastáticolevou ao uso de imunoterapia. Até esta data, a maior parte da atenção foiconcedida para as citocinas interleucina-2 e interferon-a. A interleucina-2obteve melhores resultados em estudos clínicos, porém em média, somente15% dos pacientes com melanoma metastático exibem uma redução ex-pressiva, quanto à carga tumoral, em resposta ao uso de interleucina-2. Re-centemente foi concluído um estudo clínico de fase III para o tratamento demelanoma metastático com interleucina-2 e dicloridrato de histamina, porémeste não atingiu significância estatística em comparação ao uso de interleu-cina-2 isolada e este tratamento aguarda aprovação pelo FDA norte-americano. Por conseguinte, há necessidade de compostos eficazes, prefe-rencialmente com toxicidade reduzida, para o tratamento de melanoma.
Outros tipos de câncer podem ser tratados com mais efetividadedo que o melanoma. Agentes quimioterápicos sofrem contudo de duas res-trições importantes. Inicialmente, os agentes quimioterápicos não são espe-cíficos para células cancerosas e, principalmente, em doses altas eles sãotóxicos para células normais que se dividem com rapidez. Em segundo lu-gar, mais cedo ou mais tarde, as células cancerosas desenvolvem resistên-cia aos agentes quimioterápicos, os quais, desse modo, deixam de benefici-ar o paciente com câncer. Conforme foi descrito acima para melanoma, ou-tras modalidades de tratamento foram investigadas para tratar das limitaçõesimpostas pelo uso de agentes quimioterápicos. No entanto, como observadoacima para o tratamento de melanoma, a cirurgia (por exemplo, a incapaci-dade de remover completamente metástases extensas), radiação (por e-xemplo, a incapacidade de liberar radiação seletivamente para as célulascancerosas) e a imunoterapia (por exemplo, o uso de citocinas tóxicas comeficácia limitada) obtiveram êxito limitado para o tratamento de outros tiposde câncer. Por esse motivo, outras abordagens terapêuticas mais novas es-tão sob investigação (por exemplo, agentes antiangiogênese, terapia genéti-ca), no entanto, estes tratamentos estão, metaforicamente falando, em suaprimeira infância. Por conseguinte, conforme com o melanoma, há ainda ne-cessidade de novos compostos que tenham eficácia (por exemplo, reduzindoo tamanho do tumor ou a disseminação de metástases) e toxicidade reduzi-da para o tratamento de outros tipos de câncer.
Sumário da Invenção
Um dos objetivos da presente invenção é prover fármacos comum novo mecanismo de ação ou alvo bioquímico, por com toxicidade reduzi-da, para o tratamento de pelo menos alguns tipos de câncer, especialmentemelanoma metastático. Junto à escolha criteriosa de um alvo bioquímicoapropriado essencial para a sobrevida da célula cancerosa, e quando utiliza-do em combinação com outros compostos tradicionais, porém razoavelmen-te eficazes, torna-se então possível prover uma nova terapia mais duradoura(isto é, menos susceptível à resistência a fármaco) e menos tóxica para otratamento de câncer. Este novo alvo bioquímico é descrito em uma concre-tização da presente invenção uma vez que foi surpreendentemente desco-berto que compostos com capacidade para se ligarem a imunoglobulinashumanas, como alvo bioquímico, possuem atividade expressiva contra cân-cer. Ademais, essa ligação e, desse modo, a terapia contra câncer com oscompostos da presente invenção é relativamente não tóxica, especialmenteem comparação a fármacos tradicionais rotineiramente utilizados para tera-pia contra câncer.
Características adicionais da invenção se tornarão evidentespara versados na técnica a partir da descrição e reivindicações a seguir egeneralizações ao presente.
Breve descrição dos desenhos
A figura 1 apresenta a eficácia antitumoral do composto 2 oudoxorrubicina (Dox) sobre tumores primários de células B16F10.
A figura 2 apresenta a eficácia antitumoral dos compostos 1,2,8e doxorrubicina (Dox) sobre tumores primários de células B16F10.
A figura 3 apresenta a eficácia antimetastática dos compostos 1,2, 8 e 10 sobre metástases de tumor pulmonar de células B16F10.
A figura 4 apresenta a eficácia antimetastática dos compostos 1,2, doxorrubicina (Dox) e de Dox mais o composto 2 sobre metástases pul-monares de células B16F10.
A figura 5 apresenta a eficácia antimetastática dos compostos 14e doxorrubicina (Dox) sobre metástases pulmonares de células B16F10.
A figura 6 apresenta a eficácia antitumoral dos compostos 1, 2,
3, 8, ciclofosfamida (CY) e de CY mais o composto 2 sobre tumores de ma-ma DA-3.
A figura 7 apresenta a eficácia antitumoral do composto 14 eciclofosfamida (CY) sobre tumores de mama DA-3.
A figura 8 apresenta a eficácia antitumoral da injeção intratumo-ral do composto 2, ciclofosfamida (CY) e de CY mais o composto 2 sobretumores de mama DA-3.
A figura 9 apresenta a eficácia antitumoral da injeção intratumo-ral do composto 2, ciclofosfamida (CY) e de CY mais o composto 2 sobretumores de mama DA-3. São apresentados o peso (figura 9A) e volume (fi-gura 9B) dos tumores no final do estudo.
A figura 10 apresenta a eficácia antitumoral do composto 2, emcomparação a ácido acetilsalisílico, sobre tumores primários de célulasP815.
A figura 11 apresenta a eficácia antitumoral dos compostos 3, 14e 19, em comparação a ácido acetilsalisílico, sobre tumores primários decélulas P815.
A figura 12 apresenta a eficácia antitumoral da administraçãooral do composto 2 e de ácido acetilsalisílico sobre tumores primários decélulas P815.
A Figure 13 apresenta a eficácia antitumoral dos compostos 1 e2, em comparação a ciclofosfamida (CY) sobre tumores de xenoenxerto depróstata humana com células PC-3.
A figura 14 apresenta a eficácia antitumoral do composto 8 e deciclofosfamida (CY) sobre tumores de xenoenxerto de próstata humana comcélulas PC-3.
A figura 15 apresenta a eficácia antitumoral dos compostos 13 e19, em comparação a ciclofosfamida (CY), sobre tumores de xenoenxerto depróstata humana com células PC-3.
Descrição detalhada de certas concretizações da invenção
Os compostos da presente invenção, ou derivados farmaceuti-camente aceitáveis dos mesmos, são descritos pelas duas fórmulas seguin-tes, as quais representam compostos diméricos de triazina ou compostoscom dois anéis de triazina e compostos monoméricos de triazina ou compos-tos com um anel de triazina.<formula>formula see original document page 7</formula>
em que A = -(CH2)n-, n = 0,1,2,3 ou
<formula>formula see original document page 7</formula>
Y não é necessariamente igual a Y'
C= -(CH2)n-, n = 0,1,2,3 ou CH3
X = NH, O, S:
R' = hidrogênio ou Ci-4alquila, Ci-4N-metilaminoalquila ou N,N-di-metilaminoalquila;
A não é necessariamente igual a C;]
e em que Ri, R2, R3 e R4 são selecionados independentementedo grupo composto por hidrogênio, C2-e alquila ou alquenila, C2-6 hidroxialqui-la, C2-6 aminoalquila, trifluormetila, pentafluoretila, fenila, naftila, benzila, bi-fenila, fenetila, piperazinila, N-metilpiperazinila, N-etilpiperazinila, morfolinila,piperidinila, metilpiperidinila, etilpiperidinila, indenila, 2,3-dihidroindenila, C4-C7 cicloalquila ou cicloalquenila, indolila, metilindolila, etilindolila e anéis he-terocíclicos aromáticos substituídos de cinco elementos das seguintes fór-mulas:
<formula>formula see original document page 7</formula>
n = 0, 1,2
X é definido conforme acima e Z = NH ou CH2ou anéis de fenila substituídos das seguintes fórmulas:<formula>formula see original document page 8</formula>
X e R' são definidos conforme acima
<formula>formula see original document page 8</formula>
W = hidrogênio, CH3, NH2, COOR' ou OR'
X e R' são definidos conforme acima.
Em uma concretização da presente invenção, são providos dí-meros dissubstituídos de triazina, nos quais cada monômero de triazina éligado ao outro por um agente de ligação orgânico, em que o dito agente deligação contém um grupo fenila 1,3- ou 1,4-substituído. Ou seja,
<formula>formula see original document page 8</formula>
Nesses casos, é possível que A = C = 0 e que o grupo fenila tor-ne-se o agente de ligação que liga os dois monômeros de triazina. Nestescasos, a fórmula geral torna-se:
<formula>formula see original document page 8</formula>
Esta representa uma concretização preferida da presente inven-ção, quando A = C = 0, porém outra concretização preferida é provida quan-do A = -(CH2)n-, em que n = 1 ou 2, enquanto que C = 0 ou A = 0 enquantoque C = -(CH2)n-, em que n = 1 ou 2, ou A = C = -(CH2)n-, em que n = 1 ou 2.Dessa forma, por exemplo, uma concretização preferida da invenção é A= -(CH2)n- eC = 0,ouA = 0eC = -(CH2)n-. Em uma concretização preferida,a fórmula geral torna-se:
<formula>formula see original document page 9</formula>
Em uma concretização alternativa da presente invenção, o agen-te de ligação orgânico que liga os dois anéis dissubstituídos de triazina nãocontém um grupo fenila, ou B = 0. Ou seja, os dímeros de triazina são liga-dos por uma cadeia alquila. Dessa forma, por exemplo, outra concretizaçãopreferida da presente invenção é A = C = -(CH2)n- e B = 0. Por conseguinte,o agente de ligação orgânico contém um grupo -CH2CH2- ou etileno e a fór-mula geral torna-se:
<formula>formula see original document page 9</formula>
Independente do agente de ligação orgânica que ligue os doisanéis de triazina, em uma das concretizações preferidas da presente inven-ção Ri, R2, R3 e R4 são definidos da forma como segue:
Ri = hidroxietila, hidroxipropila, hidroxibutila
= aminoetila, aminopropila, aminobutila
= fenila, anilina, hidroxifenila
R2 = fenetila, hidroxifenetila, aminofenetila
= hidroxietila, hidroxipropila, hidroxibutila
R3= fenila, anilina, hidroxifenila
R4= fluorfenila, fenila, anilina, hidroxifenila= hidroxietila, hidroxipropila, hidroxibutila.
Em uma concretização da presente invenção, Ri, R2, R3 e R4não são iguais (isto é, pelo menos um, dois ou três são diferentes dos ou-tros). Em outra concretização da presente invenção, pelo menos um, dois,três ou todos os quatros radicais, Ri, R2, R3 e R4, são um anel fenila ou umanel fenila substituído.
Fórmula II
<formula>formula see original document page 10</formula>
Em outra concretização da presente invenção, o grupo -R-XHpode ser substituído por
Neste caso, a fórmula geral torna-se:
<formula>formula see original document page 10</formula>
em que R' é definido conforme acima, porém, se houverem dois substituintesR' no mesmo composto, estes dois substituintes R' poderão ser os mesmos(amino, metóxi, flúor) ou um substituinte R' pode ser um grupo amina ou á-tomo do flúor, enquanto que o segundo é um grupo metóxi. Além disso, m en são definidos conforme acima, porém não é necessário que m seja igual an.
Em ainda uma outra concretização da presente invenção, emcaso de R' ser meta amina e n = 0, então -R-XH poderá ser substituído deforma que a fórmula geral seja:
<formula>formula see original document page 11</formula>
em que m = 1 -2, n = 2-4, X = CHY, O ou S; Y = H ou OH; e Z = zero, O ou S.
Finalmente, em mais uma outra concretização da presente invenção, o grupo -R-XH pode ser substituído por um átomo de hidrogênio.
Nesse caso, a fórmula geral torna-se:
<formula>formula see original document page 11</formula>
em que R'en são definidos conforme acima.
Quando m for igual a n e R' for um grupo amina ou metóxiou umátomo de flúor, então o composto torna-se uma bis (alcaril) triazina substituí-da (m = n = 1 ou 2). Essa substituição simétrica não representa, contudo,uma concretização preferida da presente invenção. Uma concretização pre-ferida da presente invenção é provida pela bis (aril) triazina substituída queresulta quando n = 0 e o R' correspondente = meta NH2. A última é menossusceptível à oxidação.
Independente da estrutura definida acima, em uma das concreti-zações preferidas R' é um grupo amina. Mais preferencialmente, o grupoamina está localizado na posição meta. Menos preferencialmente, o grupoamina está localizado na posição orto por causa de sua bioatividade reduzi-da e aumento de susceptibilidade à oxidação.
Os compostos a seguir são particularmente preferidos:Composto n9 Estrutura
<table>table see original document page 12</column></row><table>Continuação
<table>table see original document page 13</column></row><table>Continuação
<table>table see original document page 14</column></row><table>
Compostos específicos das fórmulas acima, a síntese e caracte-rização dos mesmos são descritos no pedido de patente internacional NQPCT/CA2004/002003 "Dímeros da Triazina para o Tratamento de DoençasAuto-imunes" (os compostos 5 e 7 são tipos novos do composto geral expostono mesmo) e no pedido de patente internacional Ne PCT/CA2005/001344"Compostos que se ligam à Porção Final (Fc) e seu Uso". Foi também descritonestes dois pedidos que os ditos compostos ligam-se a imunoglobulinas hu-manas, especialmente à extremidade ou porção Fc da IgG. Esse fato foidemonstrado por um ensaio pela técnica ELISA de ligação competitiva deproteína A no qual os compostos da presente invenção competiriam com aIgG humana para ligação com a proteína A bacteriana e pela capacidadedestes compostos, quando ligados covalentemente a uma matriz de fasesólida, de se ligarem e serem extraídos de uma solução com IgG humana ede camundongo. Por conseguinte, o alvo bioquímico comum aparente queresulta na atividade anticancerígena destes compostos é a IgG ou, mais am-plamente, uma proteína semelhante à imunoglobulina. Alguma sustentaçãopara a noção de que o anticorpo IgG poderia representar um alvo bioquímicopara atividade anticancerígena subseqüente é provida na patente U.S. N9 5189 014, no qual foi demonstrado que a administração de proteína A bacte-riana a ratos com metástases pulmonares teve como resultado uma reduçãoexpressiva no número de metástases. A proteína A bacteriana pode se ligarà porção final da maioria dos anticorpos. Por exemplo, a proteína A se ligaráa imunoglobulinas lgG1, lgG2 e lgG4. A proteína A não é citotóxica para cé-lulas cancerosas, porém é tóxica para humanas e, por conseguinte, não po-de ser utilizada in vivo como um fármaco para o tratamento de cânceres hu-manos. Não tinha sido previamente descoberto que compostos de baixo pe-so molecular (< 1.000; a título de comparação, o peso molecular da proteínaA é 42.000), que se ligam a anticorpos e são citotóxicos para células cance-rosas, podem ser administrados in vivo para o tratamento de câncer. De fato,a maioria dos compostos utilizados, ou em desenvolvimento, para o trata-mento de câncer liga-se a uma enzima, receptor ou DNA. A questão é queembora estes alvos bioquímicos possam ser mais ativos ou estarem superexpressados em células cancerosas, em comparação a células normais, e-les não estão restritos a células cancerosas. Conseqüentemente, a maioriados compostos, especialmente agentes quimioterápicos, é tóxica uma vezque interfere com alvos bioquímicos que são importantes para proliferação efuncionamento celular normal. Mais uma vez, esse fato é particularmenteproblemático com populações de células normais com alto índice de prolife-ração.
Apesar de os compostos da presente invenção se ligarem a an-ticorpos e serem citotóxicos para células cancerosas, isto não impossibilita oaparecimento da atividade anticancerígena que resulta quando os anticor-pos, com compostos ligados, liguem-se por sua porção final (Fc) a seus res-pectivos receptores Fc. Os receptores FC são glicoproteínas que podem serencontradas na circulação sistêmica (receptores solúveis) ou que podemestar presentes na superfície de células normais ou de algumas células can-cerosas. Os receptores Fc incluem FeyRI (CD64), FcyRII (CD32), e FcyRIII(CD16), os quais se ligarão a IgG. Dessa forma, por exemplo, Cassard etal.em Immunology Letters 75:1-8 (2000) relataram que receptores Fc, ligados aIgG, estão presentes em células de melanoma metastatico humano e sugeri-ram que estes receptores atuam na migração de células tumorais e/ou naformação de metástases. Realmente, Eshel etal. em Câncer Biology 12:139-147 (2002) afirmaram que a expressão de receptores Fc em células tumoraisé associada a um fenótipo mais tumorigênico que se liga a anticorpos anti-tumorais do hospedeiro. Uma hipótese simples é de que receptores Fc emcélulas tumorais seqüestrariam anticorpos do hospedeiro e deprimiriam aresposta imunológica. Se correta, esta hipótese sugere que os compostosprotegeriam anticorpos antitumorais ao interferirem com a capacidade dosmesmos de se ligarem firmes o suficiente a receptores Fc do tumor. Damesma forma, os compostos protegeriam também anticorpos antitumoraisde ficarem fortemente ligados a receptores Fc não tumorais (solúveis ou emcélula normal). Por outro lado, o efeito anticancerígeno dos compostos dapresente invenção pode ser ainda mais sutil no sentido de que eles não alte-ram significantemente a afinidade de ligação da porção Fc do anticorpo como seu receptor, porém em vez disso alteram ou deprimem a transdução desinal que pode ocorrer e a ativação celular subseqüente, sobre a ligação doanticorpo ao receptor Fc do tumor. Alguma sustentação para a afirmaçãoacima é provida por Gillies et ai em Câncer Research 59:2159-2166 (1999)e a sua observação de que a eficácia de uma proteína de fusão anticorpo-interleucina 2 foi intensificada pela ligação a receptores Fc.
O precedente sugere que pode haver uma correlação entre ex-pressão do receptor Fc sobre a célula tumoral e a capacidade dos compos-tos da presente invenção de exercerem um efeito antitumoral. Conforme foiobservado acima, os receptores Fc estão presentes na superfície de célulasde melanoma metastatico. Se, conforme também foi observado acima, estesreceptores Fc na superfície de células cancerosas atuarem não só sobre oseqüestro de anticorpos do hospedeiro, mas também se forem necessáriaspara a invasão e proliferação de células cancerosas (por exemplo, um fenó-tipo mais tumorigênico), então a citotoxicidade dos compostos da presenteinvenção torna-se mais compreensível. Isto ajuda também a explicar a cito-toxicidade seletiva destes compostos que é voltada para células cancerosase não para células normais. No último caso, os receptores Fc na superfíciecelular servem primariamente para ligar-se a anticorpos e não estão exten-samente envolvidos em proliferação celular. O corolário que se segue é queos compostos da presente invenção não seriam eficazes contra todos ostipos de câncer nem seriam capazes de extinguir todas as células cancero-sas dentro de um tumor. A letalidade dependeria da maturidade de cada cé-lula cancerosa dentro do tumor ou, coletivamente, a evolução do fenótipo(por exemplo, regulação positiva da expressão do receptor Fc) do tumor. Defato, essa expectativa é confirmada nos exemplos providos no presente, pe-los quais o tratamento de um animal com um tumor primário ou metastaticonão consegue eliminar completamente o câncer. Embora o uso dos compos-tos como monoterapia para o tratamento de câncer esteja incluído no esco-po da presente invenção, o uso destes compostos em combinação a agen-tes anticancerígenos já aprovados, porém mais tóxicos (por exemplo, agen-tes quimioterápicos, citocinas, radioterapia, etc.) é uma concretização prefe-rida da presente invenção. Exemplos de agentes quimioterápicos que podemser utilizados com os compostos da presente invenção incluem decarbazina,doxorrubicina, daunorrubicina, ciclofosfamida, bussulfex, bussulfan, vimblas-tina, vincristina, bleomicina, etoposide, topotecan, irinotecan, taxotere, taxol,5-fluoruracil, metotrexato, gencitabina, cisplatina, carboplatina e clorambucil.
Exemplos de citocinas que podem ser utilizadas com os compostos da pre-sente invenção incluem interleucina-2 e interferon (por exemplo, alfa, beta egama). Dessa forma, por exemplo, uma concretização particularmente prefe-rida da presente invenção, os compostos podem ser utilizados com interleu-cina-2 (com ou sem histamina e/ou dose baixa de ciclofosfamida) ou comdecarbazina (DTIC) para o tratamento de melanoma metastatico. Em outraconcretização da invenção, os compostos podem ser utilizados para modifi-car a disponibilidade de tratamento com agentes quimioterápicos pelo au-mento da eficácia destes agentes em doses mais baixas e menos tóxicas.
Os compostos da presente invenção incluem todos os derivadosfarmaceuticamente aceitáveis, como sais e pró-fármacos dos mesmos, eanálogos, bem como quaisquer isômeros ou enantiômeros geométricos. Asfórmulas do composto ativo podem ser preparadas para que seja providauma composição farmacêutica em uma forma adequada para administraçãoenteral, à mucosa (incluindo sublingual, pulmonar e retal), parenteral (inclu-indo intramuscular, intradérmica, subcutânea e intravenosa) ou tópica (inclu-indo pomadas, cremes ou loções). Especificamente, os compostos da pre-sente invenção podem ser solubilizados em álcool ou solvente poliol (porexemplo, solutol HS 15 (hidroxiesterato de polietilenoglicol 660 da BASF),glicerol, etanol, dextrose a 5%, etc.) ou em qualquer outro solvente biocom-patível como cremofor EL (também da BASF), dimetil sulfóxido (DMSO) oudimetilacetamida. A fórmula pode, quando apropriado, ser convenientementeapresentada em doses unitárias distintas por quaisquer processos bem-conhecidos na técnica de formulação farmacêutica. Todos os métodos inclu-em a etapa de combinação do ingrediente farmacêutico ativo com veículoslíquidos ou de este ser finamente dividido em veículos sólidos, ou ambas,conforme ditado pela necessidade. Quando apropriado, as fórmulas descri-tas acima podem ser adaptadas para que o ingrediente farmacêutico ativotenha liberação sustentada. Fórmulas de liberação sustentada bem-conhecidas da técnica incluem o uso de injeção de bólus, infusão contínua,polímeros biocompatíveis ou lipossomas.
A quantidade e esquema de doses, fórmula e vias de adminis-trações podem ser adequadamente escolhidos para ser obtida uma respostafavorável no mamífero (isto é, eficácia), e para se evitar toxicidade ou outrodano indevidamente causado ao mesmo (isto é, segurança). Por conseguin-te "eficaz" refere-se a essas escolhas que envolvem manipulação de rotinade condições para se atingir um efeito desejado: por exemplo, resposta totalou parcial, conforme evidenciada por fatores que incluem redução em cargatumoral e/ou tamanho de tumor, bem como aumento em tempo de sobrevidae/ou qualidade de vida, associados à redução em quantidade e/ou duraçãode tratamento com agentes anticancerígenos tradicionais, porém mais tóxi-cos.
A quantidade de composto administrada depende de fatorescomo, por exemplo, atividade biológica e biodisponibilidade do composto(por exemplo, meia-vida no corpo, estabilidade e metabolismo); proprieda-des químicas do composto (por exemplo, peso molecular, hidrofobicidade esolubilidade); via e esquema de administração e similares. Será também en-tendido que o nível específico de dose a ser atingido por qualquer pacienteem particular pode depender de uma variedade de fatores, entre eles, idade,saúde, história médica, peso, combinação com uma ou mais outros fárma-cos e gravidade da doença.
O termo "tratamento" ou "tratar" refere-se, inter alia, à reduçãoou alívio de um ou mais sintomas de doença autoimune em um mamífero(por exemplo, ser humano), acometido pela doença ou em risco de desen-volver doença. Por um determinado paciente, a melhora de um sintoma, asua piora, regressão ou progressão pode ser determinado objetiva ou subje-tivamente.
Finalmente, será apreciado por versados na técnica que a refe-rência no presente a tratamento estende-se à profilaxia, bem como terapiade um câncer estabelecido. Dessa forma, por exemplo, os compostos dapresente invenção poderiam ser utilizados após remoção cirúrgica do tumorprimário ou quimioterapia agressiva ou até mesmo quando o paciente estiverem remissão. A ausência relativa de toxicidade dos compostos, quandocomparado a terapias tradicionais contra câncer possibilita um uso profiláticomais liberal que seria recomendável para terapias tradicionais. A dose a seradministrada será definida em última instância a critério do oncologista. Demaneira geral, contudo, a dose variará de aproximadamente 1 a aproxima-damente 100 mg/kg por dia. Mais preferencialmente, o intervalo será entre2 a 50 mg/kg por dia. A dose unitária por dia pode ser de 10 mg ou mais,100 mg ou mais, 10 g ou menos, 20 g ou menos ou em qualquer intervaloentre os mesmos.
ExemplosOs exemplos seguintes ilustram a prática desta invenção, porémnão pretendem restringir a mesma.
Exemplo 1: Citotoxicidade in vitro de compostos em ensaios com célulasnormais e cancerosas
Este ensaio foi realizado para determinar o efeito de citotoxici-dade celular dos compostos da presente invenção. As células foram incuba-das na presença ou ausência de compostos em seus respectivos meioscondicionados. Após 24 horas de incubação, 50 uJ de brometo de 3-(4,5-dimetil-2-tiazil)-2,5-difenil-2H-tetrazólio (MTT; 2 mg/ml) foram acrescentadose incubados posteriormente por 4 horas. O sobrenadante foi descartado e100 uJ de dimetilsulfóxido (DMSO) foram acrescentados. Foi efetuada a leitu-ra da absorbância em 570 nm com uma leitora de placa de ELISA SUNRI-SE® da Tecan. O grupo de controle consistiu em células sem composto efaz referência a 100% de células viáveis. O IC5o foi determinado usando oprograma de computador PRISM®.
A Tabela 1 apresenta o efeito (IC5o) dos compostos em linha-gens celulares normais (PBML, Leucócitos mononucleares de sangue perifé-rico; NHDF, Fibroblastos dérmicos normais humanos) e cancerígenas (CAKI-2, célula renal humana; Hep-G2, célula hepática humana; PC-3, célula decarcinoma de próstata humano; B16F10, célula de melanoma murino eP815, célula de mastocitoma murino) em cultura celular de 24 horas. Não foiobservada citotoxicidade na presença de proteína A. Alguns compostos,principalmente compostos diméricos de triazina pareceram afetar predomi-nantemente células cancerosas que podem possuir, sobre suas superfícies,receptores Fc ou domínios semelhantes a imunoglobulinas como as célulasPC-3, DA-3, B16F10 e P815. A utilidade, em termos de previsão, de ensaioscelulares de toxicidade para avaliar o potencial de atividade anticancerígenain vivo de compostos com linhagens de células cancerosas selecionadas ébem-estabelecida na técnica e o uso de células íntegras em vez de isoladosde receptores ou enzimas protéicas proporciona uma determinação maisconfiável da atividade. Consultar, por exemplo,Paull et aí. J. Natl. CâncerInst. 81:1088-1092 (1989); Monks et ai J. Natl. Câncer Inst. 83:757-766(1991); Bandes et al. J. Natl. Câncer Inst. 86:770-775 (1994) e Kamate et al.Intl. J. Câncer 100:571-579 (2002).
Tabela 1. Efeito dos compostos de citotoxicidade em célula normal e cance-rosa em cultura de células de 24 horas.
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A Tabela 2 apresenta o efeito (IC50) dos compostos em linha-gens de células normais e cancerosas em cultura de células de 72 horas.Não foi observada citotoxicidade na presença de proteína A.
Tabela 2. Efeito de citotoxicidade dos compostos sobre célulanormal e cancerosa em cultura de células de 72 horas.
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Composto
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Exemplo 2: Efeitos antitumorais de compostos sobre um tumor de melanomaprimário de células B16F10
No dia 0, foi efetuada injeção por via intradérmica, em fêmeas decamundongos C57BL/6 com 6-8 semanas de vida, contendo 3,75 x104 decélulas B16F10 de melanoma, provenientes de ATCC (origem da cultura decélulas, Dr. I.J. Fidler). No 149 dia, os tumores atingiram 80 mm e os animaisforam randomizados para tratamentos. Os animais receberam, em seguida,injeções i.v. contendo solução salina (controle negativo) ou compostos (50mg/kg), no 14° 16Q e 18Q dias, ou 10 mg/kg de doxorrubicina (Dox, controlepositivo) no 149 dia. Os camundongos foram sacrificados no 29Q dia. O pesocorporal e volume do tumor foram registrados. O volume seriado do tumor foideterminado pela medição bidimensional de diâmetros com plicômeros, utili-zando a fórmula 0,4 (a x b2), em que "a" era o principal diâmetro do tumor e"b" o menor diâmetro perpendicular do tumor.
A figura 1 apresenta o efeito do composto 2 sobre o tumor pri-mário de células B16F10. T/C é calculado como (Volume do tumor trata-do/Volume do tumor de controle) x 100%. O composto 2 induziu uma redu-ção pequena (T/C em torno de 70%) do volume do tumor, comparado aocontrole. Nessa experiência, este efeito foi comparável ao da doxorrubicina.
A figura 2 apresenta o efeito do composto 1, 2 ou 8 sobre o tu-mor primário de células B16F10. O composto 8 induziu uma pequena redu-ção (T/C em torno de 70%) do volume do tumor, comparado ao controle. Ocomposto 1 ou 2 induziu uma redução significativa (T/C entre 40% a 50%).Além disso, o efeito do composto 1 ou 2 foi comparável ao da doxorrubicina.Exemplo 3: Efeitos antimestatáticos de compostos sobre tumores metastáti-cos de células B16F1 Os
No dia 0, foi efetuada injeção intravenosa, em fêmeas de ca-mundongos C57BL/6 com 6-8 semanas de vida, contendo 1-2,5 x 105 decélulas B16F10 de melanoma, provenientes de ATCC (origem da cultura decélulas, Dr. I.J. Fidler). As células B16F10 de melanoma pertencem a umalinhagem celular altamente metastática que formam preferencialmente nódu-los nos pulmões. As células foram cultivadas em DMEM complementadocom soro bovino fetal a 10%. Os animais receberam em seguida injeção i.v.com ou sem compostos (50 mg/kg) no dia -3, -2, -1, 3, 5 e 7 e/ou doxorrubi-cina (10 mg/kg) no dia 0. Quatorze dias após a inoculação, os camundongosforam sacrificados e seus pulmões foram removidos, lavados em PBS e co-locados no meio de fixação de Bouin. Foi efetuada a contagem do númerode nódulos metastáticos (colônias pretas) na superfície dos pulmões.
A figura 3 apresenta a eficácia antimetastática do composto 1, 2,8 ou 10. Todos os compostos induziram uma inibição significativa (p < 0,001)do número de nódulos tumorais nos pulmões. Além disso, em comparação àdoxorrubicina que induziu citotoxicidade significativa conforme observadopela redução (10%) do peso corporal, os camundongos tratados com oscompostos exibiram crescimento normal em comparação aos camundongosde controle. Adicionalmente, em uma experiência separada, a figura 4 de-monstra que a atividade antimetastática foi empreendida na presença e au-sência dos compostos em combinação com doxorrubicina em uma concen-tração mais baixa não tóxica (1 mg/kg) em um modelo de melanoma comcélulas B16F10. O composto 2 induziu uma forte e significativa redução(87%) do número de nódulos tumorais, semelhante a doxorrubicina (90%),quando utilizada isoladamente. Foi observado um efeito anticancerígenomais forte quando o composto 2 foi utilizado em combinação com doxorrubi-cina (95%). Ademais, o composto 14 induziu uma inibição significativa (50%;p < 0,05) do número de nódulos tumorais nos pulmões (Figura 5).
Exemplo 4: Efeitos antitumorais de compostos sobre tumor de mama primá-rio DA-3
O tumor singênico DMBA3 (DA-3, modelo de carcinoma de ma-ma) deriva de uma lesão pré-neoplásica tratada com 7,12-dimetil-benzantraceno em fêmeas de camundongos BALB/c. Células DA-3 foramcultivadas em culturas de monocamada em frascos de plástico em RPMI-1640 contendo aminoácidos não essenciais a 0,1 mM, piruvato de sódio a0,1 jlíM e L-glutamina a 2 mM. Esse meio foi ainda complementado com 2-mercaptoetanol a 50 jiM e soro bovino fetal a 10%. Os tumores DA-3 foramsubmetidos a passagens seriadas in vivo por inoculação intradérmica de 5 x105 células viáveis do tumor para produzir tumores localizados em camun-dongos BALB/c com 6 a 8 semanas. Os animais foram monitorados em sériede palpações manuais para evidências de tumor. Os camundongos recebe-ram tratamento nos dias 11, 18 e 25 com ciclofosfamida (100 mg/kg) e nosdias 11, 12, 13, 15, 18, 20, 22, 25, 27 e 29 com o composto 1, 2, 3 ou 8 (50mg/kg). Os camundongos foram sacrificados no 43e dia. O volume seriadodo tumor foi determinado pela medição bidimensional de diâmetros com pli-cômeros, utilizando a fórmula 0,4 (a x b2), em que "a" era o principal diâme-tro do tumor e "b" o menor diâmetro perpendicular do tumor. De modo geral,os tumores eram palpáveis de 7-10 dias após a inoculação. O Instituto Na-cional do Câncer (EUA) define o produto como eficaz quando T/C é < 40%.
A figura 6 exibe a eficácia antitumoral do composto 1,2, 3 ou 8 eda combinação de ciclofosfamida e o composto 2. Todos os compostos, ex-ceto o composto 8, induziram uma inibição significativa do volume do tumor.O composto 1 induziu uma inibição significativa (p < 0,05) de volume de tu-mor com T/C entre 28% a 74%. O composto 2 induziu uma inibição significa-tiva (p < 0,02) de volume de tumor com T/C entre 22% a 79%. O composto 3induziu uma inibição significativa (p < 0,05) de volume de tumor com T/C en-tre 37% a 64%. Ademais, em comparação a ciclofosfamida que induz inibi-ção significativa (p < 0,03) de volume de tumor com T/C entre 18% a 43%,os camundongos tratados com a combinação de ciclofosfamida e composto2 induziu também uma inibição significativa (p < 0,02) de volume de tumorcom T/C entre 16% a 47%. A figura 7 apresenta a eficácia antitumoral docomposto 14 que induziu uma inibição de 25% a 60% do volume do tumor.
Em outras experiências, camundongos foram tratados com umainjeção intratumoral do composto 2 ou ciclofosfamida (três doses) ou injeçãointratumoral do composto 2 em combinação com a ciclofosfamida. A figura 8apresenta a eficácia antitumoral da injeção intratumoral do composto 2, comou sem ciclofosfamida combinada. A injeção intratumoral do composto 2 in-duziu uma inibição significativa (p < 0,05) de volume de tumor com T/C entre25% a 70%, acompanhada por uma regressão total do tumor no 46Q dia. Aciclofosfamida induziu uma inibição pequena de volume de tumor com T/Centre 55% a 80%. Camundongos tratados com a combinação de ciclofosfa-mida e injeção intratumoral do composto 2 demonstraram uma inibição signi-ficativa (p < 0,001) de volume de tumor com T/C de 10%, acompanhado porquatro regressões totais do tumor no 46Q dia. A figura 9 apresenta o peso(figura 9A) e volume (figura 9B) do tumor no final da experiência (46- dia).
Exemplo 5: Efeitos antitumorais de compostos sobre tumor mastocitomaprimário P815
O tumor singênico P815 é um mastocitoma derivado de célulasDBA/2 (H-2d), obtidas de ATCC (TIB64). As células P815 foram cultivadasem DMEM contendo soro bovino fetal a 10%. No dia 0, foi efetuada injeçãointradérmica contendo 5x105 células P815 viáveis para produzirem tumoreslocalizados em camundongos DBA/2 com 6 a 8 semanas de vida. Os ani-mais foram monitorados em séries de palpações manuais para evidênciasde tumor. Os camundongos receberam em seguida tratamento todos os diascom injeção intraperitoneal contendo veículo (controle negativo), ácido ace-tilsalisílico (controle positivo, 50 mg/kg) ou o composto 2 (50 mg/kg). Os ca-mundongos foram sacrificados no 23Q dia. O volume seriado do tumor foideterminado pela medição bidimensional de diâmetros com plicômeros, utili-zando a fórmula 0,4 (a x b2), em que "a" era o principal diâmetro do tumor e"b" o menor diâmetro perpendicular do tumor. De modo geral, os tumoresforam palpáveis de 3 a 5 dias após a inoculação.
A figura 10 apresenta o efeito do composto 2 sobre células P815do tumor primário. O composto 2 induziu uma redução significativa (T/C en-tre 40% a 50%) do crescimento do tumor. Além disso, o efeito do composto2 foi comparável ao da solução de ácido acetilsalisílico.
A figura 11 apresenta o efeito da injeção intraperitoneal do veí-culo (controle negativo), do ácido acetilsalisílico (controle positivo, 50 mg/kg),composto 3 (50 mg/kg), composto 14 (25 mg/kg) e do composto 19 (50mg/kg) sobre células P815 do tumor primário. Todos os compostos induzi-ram uma redução (T/C entre 60% a 80%) do crescimento do tumor, compa-rável ao da solução de ácido acetilsalisílico.
Em outra experiência, os camundongos foram tratados com ad-ministração oral diária de ácido acetilsalisílico ou composto 2 na dose de 50mg/kg. A figura 12 apresenta os efeitos da administração oral de compostossobre células P815 do tumor primário. Todos os compostos induziram umaredução (T/C entre 30% a 60%) do crescimento do tumor. Ademais, o com-posto 2 foi comparável à solução de ácido acetilsalisílico.Exemplo 6: Efeitos antitumorais de compostos sobre tumor de xenoenxertode células PC-3 de próstata humana
O tumor xenogênico PC-3 de próstata humana foi obtido deATCC (CRL1435). As células PC-3 foram cultivas em RPMI-1640 contendosoro bovino fetal a 10%. No dia 0, 50 \i\ de células PC-3 viáveis (1,5 a 2 x106) foram injetadas por via intradérmica para produzirem tumores localiza-dos em camundongos machos CD1 nu/nu de 6 a 8 semanas de vida. Osanimais foram monitorados em seguida por séries de palpações manuaispara evidências do tumor. Quando os tumores atingiram um volume satisfa-tório, os camundongos foram randomizados e tratados, em seguida, quatro,três e três vezes por semana, na primeira, segunda e terceira semana, res-pectivamente, com injeção intravenosa de veículo (controle negativo), ciclo-fosfamida (controle positivo, 100 mg/kg), composto 1 (50 mg/kg), composto 2(50 mg/kg) ou composto 8 (50 mg/kg). Os camundongos foram sacrificadosentre o 56Q ao 65e dia. O volume seriado do tumor foi determinado pela me-dição bidimensional de diâmetros com plicômeros, utilizando a fórmula 0,4 (ax b2), em que "a" era o principal diâmetro do tumor e "b" o menor diâmetroperpendicular do tumor.
A figura 13 apresenta os efeitos do composto 1, composto 2 eciclofosfamida sobre as células PC-3 do xenoenxerto de próstata humana. Ocomposto 1 induziu uma redução significativa (T/C entre 1% a 52%) do cres-cimento tumoral. O composto 2 induziu uma redução significativa (T/C entre16% a 84%) do crescimento tumoral. A ciclofosfamida induziu uma reduçãosignificativa (T/C entre 1% a 23%) do crescimento tumoral.
A figura 14 apresenta os efeitos do composto 8 e da ciclofosfa-mida sobre as células PC-3 do tumor de xenoenxerto de próstata humana. Ocomposto 8 induziu uma redução significativa (T/C entre 29% a 75%) docrescimento do tumor. A ciclofosfamida induziu uma redução significativa(T/C entre 1 % a 52%) do crescimento do tumor.
A figura 15 apresenta os efeitos do composto 13, composto 19 eda ciclofosfamida sobre células PC-3 do tumor de xenoenxerto de próstatahumana. O composto 13 induziu uma redução significativa (T/C entre 8% a36%) do crescimento do tumor. O composto 19 induziu uma redução signifi-cativa (T/C entre 20% a 68%) do crescimento do tumor. A ciclofosfamidainduziu uma redução significativa (T/C entre 1% a 50%) do crescimento dotumor.
As patentes, os pedidos de patente e outras publicações, citadosno presente, são aqui incorporados, em sua totalidade, por referência nestepedido de patente.
Todas as modificações e substituições que se enquadrarem nosignificado das reivindicações e nos limites de seus equivalentes legítimosdeverão ser englobadas em toda a sua extensão. Uma reivindicação queutiliza a passagem "compreendendo" possibilita que outros elementos sejamincluídos no escopo da reivindicação; a invenção é descrita também pelasreivindicações que utilizam a frase de passagem "consistindo essencialmen-te em" (ou seja, possibilitando que outros elementos sejam incluídos na a-brangência da reivindicação se eles não afetarem relevantemente a opera-ção da invenção) e a passagem "consistindo" (ou seja, possibilitando somen-te que os elementos listados na reivindicação, com exceção de impurezasou atividades sem conseqüências ordinariamente associadas à invenção),em vez de o termo "compreendendo". Qualquer uma das três passagenspode ser utilizada para reivindicar a invenção.
Deve ser entendido que um elemento descrito nesse relatóriodescritivo não deve ser interpretado como uma limitação à invenção reivindi-cada, a não ser que o mesmo seja explicitamente dito nas reivindicações.Dessa forma, as reivindicações são a base para a determinação do escopode proteção legal concedida em vez de uma limitação a partir do relatóriodescritivo, o qual é lido nas reivindicações. Por outro lado, a técnica anterioré explicitamente excluída da invenção, visto em que concretizações especí-ficas antecipariam a invenção reivindicada ou destruiriam a inovação.
Ademais, nenhuma relação específica entre limitações de umareivindicação é intencional, a não ser que esta relação seja explicitamentedita (por exemplo, o arranjo de componentes em uma reivindicação de pro-duto ou ordem de etapas em uma reivindicação de processo não é uma limi-tação da reivindicação, a não ser que explicitamente declarada como assimo sendo). Todas as combinações e trocas possíveis dos elementos indivi-dualizados, discritos no presente, são consideradas características da inven-ção; da mesma forma, as generalizações da descrição da invenção são con-sideradas partes da invenção.
A partir do precedente, seria evidente para um versado nestatécnica que a invenção pode ser concretizada em outras formas específicassem se distanciar de seu espírito ou características essenciais. As concreti-zações descritas devem ser consideradas somente como ilustrações e nãorestrições, uma vez que a extensão da proteção legal provida para a inven-ção será indicada pelas reivindicações anexadas em vez de por este relató-rio descritivo.

Claims (13)

1. Método de tratamento de um mamífero com câncer, compre-endendo a administração para o dito mamífero de uma quantidade terapeuti-camente eficaz de um composto dimérico de triazina, descrito pela Fórmula I:Fórmula 1 <formula>formula see original document page 29</formula> em que A = -(CH2)n-, n = 0,1,2,3 ou CIÍ3 <formula>formula see original document page 29</formula> y não é necessariamente igual a y' <formula>formula see original document page 29</formula> C=-(CH2)n-, n = 0,1,2,3 ou CH3X = NH, O, S:R' = hidrogênio ou Ci-4alquila, Ci^N-metilaminoalquila ou N,N-di-metilaminoalquila;A não é necessariamente igual a C;e em que Ri, R2, R3 e R4 são selecionados independentementedo grupo composto por hidrogênio, C2-6 alquila ou alquenila, C2-6 hidroxialqui-la, C2-6 aminoalquila, trifluormetila, pentafluoretila, fenila, naftila, benzila, bi-fenila, fenetila, piperazinila, N-metilpiperazinila, N-etilpiperazinila, morfolinila,piperidinila, metilpiperidinila, etilpiperidinila, indenila, 2,3-dihidroindenila, C4-C7 cicloalquila ou cicloalquenila, indoíla, metilindoíla, etilindoíla e anéis hete-rocíclicos aromáticos substituídos de cinco elementos das seguintes fórmulas:<formula>formula see original document page 30</formula>X é definido conforme acima e Z = NH ou CH2n = 0, 1, 2ou anéis de fenila substituída das seguintes fórmulas:<formula>formula see original document page 30</formula>X e R' são definidos conforme acima<formula>formula see original document page 30</formula>[n não é necessariamente igual aW = hidrogênio, CH3, NH2) COOR' ou OR'<formula>formula see original document page 30</formula>Hal = Halogênio (F, Cl, etc.)<formula>formula see original document page 30</formula>X e R' são definidos conforme acima.
2. Método de tratamento de um mamífero com câncer, compre-endendo a administração para o dito mamífero de uma quantidade terapeuti-camente eficaz de um composto monomérico de triazina, descrito pela Fór-mula II:Fórmula II<formula>formula see original document page 30</formula>em que R =]<formula>formula see original document page 31</formula>n = 0-2X = NH, O, ou Se R' = NH2) OCH3) F ou Clou em que o grupo -R-XH é substituído por<formula>formula see original document page 31</formula>neste caso, a fórmula geral torna-se:<formula>formula see original document page 31</formula>em que R' é definido conforme acima, porém se dois substituintes R' estive-rem presentes no mesmo composto, os dois substituintes R' podem ser osmesmos (amino, metóxiou flúor) ou um substituinte R' pode ser um grupoamina ou átomo de flúor, enquanto que o segundo é um grupo metoxi, e mnão é necessariamente igual a n;ou se R' for meta amina e n = 0, então -R-XH poderá ser substituído de for-ma que a fórmula geral torne-se:<formula>formula see original document page 31</formula>em que m = 1-2, n = 2-4, X = CHY, O, S; Y = H, OH e Z = zero, O, Sou se -R-XH for substituído por um átomo de hidrogênio, a fórmula geraltorna-se:<formula>formula see original document page 32</formula> em que R'en são definidos conforme acima.
3. Método de tratamento de um mamífero com câncer, compre-endendo a administração para o dito mamífero de uma quantidade terapeuti-camente eficaz de um composto selecionado do grupo composto por: <table>table see original document page 32</column></row><table>Composto nQ<table>table see original document page 33</column></row><table><table>table see original document page 34</column></row><table>
4. Composição compreendendo pelo menos um composto comodefinido em qualquer uma das reivindicações de 1 a 3, em que o dito com-posto é combinado a um veículo farmaceuticamente aceitável.
5. Composição de acordo com a reivindicação 4, em que o ditoveículo solubiliza o dito composto e é selecionado do grupo composto porálcoois, solvente poliol e soluções aquosas de um mono ou dissacarídeo.
6. Composição de acordo com a reivindicação 4, em que o ditoveículo é dimetilacetamida.
7. Composição de acordo com a reivindicação 4 compreendendoainda um agente quimioterápico.
8. Composição de acordo com a reivindicação 7, em que o ditoagente quimioterápico é selecionado do grupo composto por decarbazina,doxorrubicina, daunorrubicina, ciclofosfamida, vimblastina, vincristina, bleo-micina, etoposídeo, topotecan, irinotecan, taxotere, taxol, 5-fluoruracil, meto-trexato, gencitabina, cisplatina, carboplatina e clorambucil.
9. Composição de acordo com a reivindicação 4, compreenden-do ainda uma citocina como interleucina-2.
10. Método de tratamento de um paciente com câncer, compre-endendo a administração para o dito paciente de uma quantidade terapeuti-camente eficaz de um composto como definido em qualquer uma das reivin-dicações de 1 a 3 ou uma composição como definido em qualquer uma dasreivindicações de 4 a 9.
11. Método de tratamento de um paciente com câncer de acordocom a reivindicação 10, em que o dito câncer é caracterizado por célulascancerosas que expressam receptores Fc na superfície celular.
12. Método de tratamento de um paciente com câncer de acordocom a reivindicação 10, em que o dito câncer é melanoma metastático.
13. Uso de um composto como definido em qualquer uma dasreivindicações de 1 a 3, para a produção de um fármaco para tratamento decâncer.
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