Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "MÉTODOPARA SÍNTESE DE ANTOCIANINAS".
A presente invenção refere-se a um método de preparação deantocianinas, e a um método de preparação de um precursor de antocianinas.
As antocianinas são glicosídeos de sais de flavílio. Cada antoci-anina desse modo, compreende três partes do componente: o núcleo hidro-xilado (a aglicona); a unidade de sacarídeo; e o contra-íon. As antocianinassão pigmentos de ocorrência natural, presentes em muitas flores e frutas eas antocianinas individuais estão comercialmente disponíveis como os saisde cloreto, por exemplo, de Pòlyphénols Laboratories AS, Sandnes1 Norway.
Como compostos individuais, as antocianinas foram propostaspara uso como antioxidantes (por exemplo, como seqüestrantes de radicallivre) para tratamento do sistema vascular.
Os usos de antocianinas na redução dos níveis de proteína C-reativa, tratando ou prevenindo diabetes tipo 2, tratando ou prevenindo pro-blemas cardiovasculares, e reduzindo o risco de efeitos colaterais adversosde terapia de substituição de hormônio, são descritos na publicação do pedi-do de patente internacional ne WO 04/096240.
As antocianinas têm ocorrência natural em várias frutas e legu-mes. As fontes particularmente adequadas para antocianinas são frutas taiscomo cerejas, uva-do-monte, mirtilo, cassis, groselha, uvas, oxicoco, moran-gos e maçãs, e legumes tal como repolho vermelho. A uva-do-monte, emparticular Vaccinium myrtillus, e cassis, em particular Ribes nigrum, são es-pecialmente adequados. As bagas de V.myrtillus contêm quinze antociani-nas de monossacarídeo, isto é, as combinações de aglicona:sacarídeo decianidina, peonidina, delfinidina, petunidina e malvidina com glicose, galacto-se e arabinose. As groselhas de R. nigrum contêm quatro antocianinas, istoé, os 3-glicosídeos e 3-rutinosídeos de cianidina e delfinidina.
Os produtos contendo antocianina podem ser preparados de taisfontes naturais. A Publicação de Pedido de Patente Internacional Ng WO03/039569 descreve um método de preparação de produtos contendo anto-cianina. Este método pode ser aplicado aos extratos de frutas ou legumes.
No lugar de obter antocianinas ou composições contendo anto-cianina de fontes naturais, eles podem ser preparados por métodos sintéti-cos. Os métodos sintéticos fornecem uma rotina alternativa para extração defontes naturais e podem ser preferíveis para a produção de grandes quanti-dades de antocianinas específicas. A síntese de antocianinas pode tambémfacilitar o processo regulador e/ou evitar os problemas de fornecimento seuma antocianina específica ou mistura desta tiverem que ser empregadascomo um medicamento. Desse modo, uma rotina sintética pode permitirmaior controle da pureza ou composição exata de um produto farmaceuti-camente ativo potencial.
As rotinas sintéticas conhecidas para íons de flavílio podem en-volver o acoplamento entre si de duas metades, as então chamadas porçõesOrientais" e Ocidentais" da molécula (veja, por exemplo, D. D. Pratt, R.Robinson, J. Chem. Soe. 1923, 745; T. J. Nolan, D. D. Pratt, R. Robinson, J.Chem. Soe. 1926, 1968; S. Murakami, R. Robinson, J. Chem. Soe. 1932,1537; W. BradIey, R. Robinson, J. Chem. Soe. 1932, 1541; L. Reichel, H. W.Doering, Justus Liebigs Ann. Chem, 1957, 606, 137; A. R. Katrízky, P. Czer-ney, J. R. Levell, W. Du, Eur. J. Org. Chem. 1998, 2623; C. Michaelidis, R.Wizinger, Helv. Chim. Aeta 1951, 34, 1761; K Kokkinos, R. Wizingerl HeIv.Chim. Aeta 1973, 56, 983; K. Kokkinos, R. Wizinger, Helv. Chim. Aeta 1973,56, 985; K. Kokkinos, R. Wizinger, Helv. Chim. Aeta 1973, 56, 987; F. Hers-tein, S. Von KostaneekilBer. Dtseh. Chem. Ges. 1899, 32, 318; A. Roque, C.Lodeiro, F. Pina, M. Maestri, R. Ballardini, V. Balzani, Eur,. J. Org. Chem.2002, 2699; e R. A. McCeIIand, G. H. McGaII1 J. Org. Chem. 1982, 47, 3730;O. Dangles, A. El Hajji, Helv. Chim. Aeta 1994, 77, 1595).
As porções "Orientais" e "Ocidentais" de antocianinas são ter-mos na técnica para a substância química orgânica sintética.
Por exemplo, as antocianinas podem ser preparadas pelo se-guinte método geral como ilustrado no Esquema 1 de acordo com o trabalhopioneiro de Sr. Robert Robinson (a primeira síntese total de cloreto de ciani-dina 3-Ο-β- glicopiranosídeo como reportado em S. Murakami, A. Robertson,R. Robinson1 J. Chem. Soe. 1931, 2665 e a primeira síntese total de cloretode 3-0 -β-glicopiranosídeo de delfinidina, como reportado em Τ. M. Rey-nolds, R. Robinson, J. Chem. Soe. 1934, 1039. A primeira antocianina a sersintetizada por síntese total foi cloreto de 3-0-p-glicopiranosídeo de pelargo-nidina (A. Robertson, R. Robinson, J. Chem. Soe. 1928, 1460). Para o me-lhor conhecimento do inventor, a última síntese total de antocianinas foi re-portada por O. Dangles, A. El Hajji, Helv. Chim. Acta 1994, 77, 1595).
Esquema 1
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Entretanto, os métodos conhecidos para preparar as antociani-nas resultam em rendimentos ruins. Robinson usou a reação de Koenigs-Knorr para preparar intermediários Orientais". Esta reação requer o uso decondições extremamente secas, resulta em baixos rendimentos, e não é fa-cilmente adaptável para uso em uma grande escala. Uma tentativa pelo in-ventor da presente invenção para sintetizar um intermediário Oriental" simi-lar àquele preparado por Robinson procedeu em somente 8% de rendimento(). Isto envolveu o acoplamento de 2-hidróxi-3',4'-difenilmetilenodioxiaceto-fenona com brometo de 2,3,4,6-tetra-O-acetil-a-D-glicopiranosila.Esquema 2
<formula>formula see original document page 5</formula>
Outros métodos conhecidos para preparar antocianinas sofremde desvantagens diferentes. Por exemplo, a redução de Clemmensen derutina para produzir a antocianina correspondente, cloreto de 3-rutinose decianidina (ceracianina), requer o uso de amálgama de zinco tóxico (M. Elha-biri, P. Figueiredo, A. Fougerousse, R. Brouillard, Tetrahedron, Lett., 1995,36,4611).
Há portanto ainda uma necessidade de rotinas sintéticas alterna-tivas para antocianinas, em particular, uma rotina que permite a preparaçãode antocianinas particulares em um rendimento elevado e em uma grandeescala. A presente invenção fornece um método melhorado de preparaçãode um intermediário "semi-Oriental" principal, desse modo fornecendo umasíntese melhorada de antocianinas.
De um primeiro aspecto, a presente invenção fornece um méto-do para preparar uma porção Oriental de uma antocianina, compreendendo:reagir um material de partida de cetona α-funcionalizada da fórmula geral S-1:
<formula>formula see original document page 5</formula>
em que LG é um grupo e saída ;
R1 é H, OMe ou OPG;R2 é OPG ;
e R3 é Η, OMe ou OPG; e
cada PG independentemente significa um grupo de proteção;(ao longo desta especificação PG significa um grupo de proteção e dessemodo OPG significa um grupo hidróxi protegido; onde PG estiver presenteem partes diferentes de um composto ele pode, porém não necessariamen-te, significar o mesmo grupo de proteção; e dois grupos OPG adjacentespodem opcionalmente ser considerados formar uma porção cíclica);com um ânion de açúcar da fórmula geral:
<formula>formula see original document page 6</formula>
em que XO- é um ânion formado por remoção de um próton de um átomo deoxigênio anomérico de um açúcar, qualquer outro grupo hidróxi do açúcarsendo protegido por grupos de proteção adequados; e
opcionalmente remover alguns ou todos os grupos de proteção ;
para produzir um intermediário semi-Oriental da fórmula geral E-1:
<formula>formula see original document page 6</formula>
E-1
em que R1, R2 , R3 e X1 são cada independentemente iguais a R1, R2, R3 e X,respectivamente, ou são seus análogos desprotegidos.
A partir de um segundo aspecto, a presente invenção forneceum método para preparar uma antocianina, compreendendo o método acimadescrito para preparação de uma porção Oriental de uma antocianina segui-do por:
opcionalmente, no evento que quaisquer dentre R1, R2, R3 ou X1 sejam osanálogos desprotegidos R1, R2, R3 ou X respectivamente, reprotegendo umou mais dentre R1', R2', R3' e X'; e em seguida
reagir o intermediário semi-Oriental da fórmula geral E-1 ou seu derivadoreprotegido, com um intermediário semi-Ocidental da fórmula geral W-1:<formula>formula see original document page 7</formula>
em que ou R4 é OH1 R5 é OPG1 R6 é H1 e R7 é OH ou OPG;ou R4 é OH, R5 é H, R6 é OH ou OPG, e R7 é H;
desse modo acoplar os intermediários E-1 e W-1, e opcionalmente removerum, vários ou todos os grupos de proteção, para fornecer um produto de an-tocianina da fórmula geral P-1,
<formula>formula see original document page 7</formula>
em que R1", R2", R3", X", R5', R6' e R7' são cada independentemente iguais aR1', R2', R3', X, R5', R6' e R7' respectivamente, ou são seus análogos despro-tegidos; e
Y" é um contra-íon, preferivelmente um contra-íon fisiologicamente aceitável.
Acredita-se que alguns dos compostos das fórmulas P-1 e S-1sejam modernos. Tais compostos formam um aspecto adicional da invenção.
Os compostos de antocianina onde nenhum dos grupos hidróxi éprotegido ou derivado, exibem propriedades desejáveis. Entretanto, a etapade desproteção final é opcional uma vez que as antocianinas protegidas po-dem por elas mesmas ser útil. Opcionalmente, as etapas subseqüentes po-dem ser realizadas, por exemplo, para substituir os grupos de proteção queforam perdidos e/ou para trocar os grupos. Por exemplo, o grupo hidróxi emP-1 pode ser subseqüentemente derivado para grupos farmacologicamenteaceitáveis que podem ser facilmente removidos ex vivo ou no corpo. Em al-guns casos, pode ser vantajoso remover ou mudar os grupos de proteção,por exemplo, por razões de estabilidade ou toxicidade ou caso contrário. Emparticular, os compostos nos quais um, vários ou todos os grupos hidróxi sãoderivados para os grupos acetila podem exibir propriedades desejáveis. En-tretanto, os grupos acetila podem ser empregados como grupos de proteçãono escopo do método da presente invenção, independente se eles estãopresentes no produto P-1 ou qualquer produto subseqüente.
As definições de R1", R2", R3", R5', R6' e R7' são tais que os pro-dutos de antocianina da fórmula geral P-1 incluem os compostos que com-preendem os núcleos de aglicona de antocianinas de ocorrência natural eseus derivados. Entretanto, os compostos P-1 podem estar antocianinas deocorrência natural ou antocianinas de ocorrência não-natural ("antinatural").As definições de R1", R2", R3", R5', R6' e R7' para os núcleos de algumas an-tocianinas de ocorrência natural são como segue:
<table>table see original document page 8</column></row><table>
As definições de R1, R2, R31 R1', R2', R3', R5', R6' e R7' são prefe-rivelmente tais que as antocianinas de cianidina ou delfinidina ou os seusderivado possam ser preparados pelo método da presente invenção.
A presente invenção permite a produção de antocianinas por ummétodo conveniente e em rendimento elevado, devido ao método novo evantajoso para preparar os intermediários semi-Orientais da fórmula geral E-1.
Este método fornece compostos da fórmula E-1 e P-1 em rendi-mentos elevados e por uma rotina conveniente e moderada que evita pro-blemas de toxicidade associados com os métodos conhecidos. É surpreen-dente que rendimentos elevados de compostos da fórmula E-1 sejam obti-dos, devido à presença de dois centros eletrofílicos no material de partida a-funcionalizado S-1.
O acoplamento de um composto da fórmula geral S-1 com umânion de açúcar da fórmula geral XO" de acordo com a presente invenção éuma reação de glicosilação. Em geral, as reações de glicosilação podemresultar na formação de uma mistura de ambos anômeros α e β ou podepermitir acesso a somente um anômero com respeito à ligação de açúcar.Entretanto, uma vantagem adicional da etapa de glicosilação da presenteinvenção, comparada à maioria dos outros métodos de glicosilação, é queela pode ser controlada para resultar na formação do anômero ou α ou β.
No composto da fórmula S-1, qualquer grupo de saída adequadoLG pode ser empregado. O grupo de saída LG é preferivelmente bromo, io-do, tosilato, brosilato, triflato, mesilato, ou amônio quarternário (por exemplo,NR3+, onde cada R é independentemente H ou alquila Cm0), mais preferi-velmente bromo ou iodo, mais preferivelmente iodo. O grupo e saída é esco-lhido por sua reatividade e compatibilidade, e a reação trabalha particular-mente bem quando bromo ou iodo é empregado.
A porção de açúcar XO' pode ser um mono -, oligo- ou polissa-carídeo. Os exemplos de monossacarídeos adequados incluem glicose, ga-Iactose e arabinose. Um exemplo de um dissacarídeo adequado é rutinose(isto é, 6-ramnosil-gíicose). Os monossacarídeos, tal como glicose, são pre-feridos, devido à atividade e perfil de captação das antocianinas resultantes.Os monossacarídeos são também geralmente mais fáceis de trabalhar. Du-rante o método da presente invenção, todos os grupos hidróxi na porção deaçúcar deveriam carregar grupos de proteção para evitar reações colateraisindesejadas. Qualquer outro grupo funcional na porção de açúcar tambémpode requerer proteção adequada. A presente invenção abrange o uso deambos enantiômeros D e L do açúcar, porém o uso do enantiômeros de o-corrência natural é preferido. Os açúcares particularmente preferidos inclu-em D-glicose, D-galactose, D-arabinose e 6-L-ramnosil-D-glicose.
O ânion de açúcar XO" pode estar presente como um sal comqualquer cátion adequado que não previne o ataque nucleofílico de XO" nomaterial de partida de cetona α-funcionalizada da fórmula geral S-1. O salpode ser preparado por reação do açúcar XOH correspondente com umabase, por exemplo, um reagente de hidreto. Os cátions adequados incluemcátions dos metais do Grupo I, tal como Na+, em cujo caso a reação do açú-car XOH com hidreto de sódio é um modo conveniente de obter o ânion de-sejado. O hidreto de sódio é vantajoso porque é econômico e facilmente dis-ponível. Outros cátions adequados incluem, porém não estão limitados a,potássio e lítio.
A preparação da porção XO' in situ (isto é, na presença da ceto-na funcionalizada α S-1) reduz uma possibilidade de reações colaterais nãodesejadas.
A presente invenção permite a preparação de ambos estereoi-sômeros α β com respeito à ligação de açúcar. As antocianinas de ocorrên-cia natural geralmente têm uma ligação p-(equatorial), e a preparação deestereoisômeros (β) equatorialménte ligados empregando o método da in-venção é preferido. A preparação do ânion XO" empregando-se uma baseforte tal como hidreto de sódio resulta no intermediário Oriental que tem amesma configuração como o precursor de XOH (isto é, o produto cinético éformado). Desse modo é necessário usar um estereoisômero β de um pre-cursor de XOH e preparar o ânion de XO" empregando-se uma base forte talcomo hidreto de sódio in situ, para fornecer o estereoisômero β de interme-diário E-1. O uso do anômeroa do precursor de XOH com uma base fortelevará a formação do intermediário E-1 ligadoa.
O uso de uma base mais fraca para gerar o ânion XO' tenderá alevar a uma mistura dos nômeros α e β sendo formados. Se o ânion XO' épermitido equilibrar, então o anômero termodinâmico (geralmente o anômeroa) predominará.
O uso de um composto da fórmula S-1 que é um eletrófilo poten-te favorece o produto cinético. O uso de um eletrófilo pobre resulta em tem-pos de reação mais longos, promovendo a abertura de anel do açúcar e fa-vorecendo a formação do produto termodinâmico. Desse modo, o produtocinético é obtido nos rendimentos mais elevados (relativo ao produto termo-dinâmico) empregando-se uma base forte como hidreto de sódio e um ele-trófilo potente tal como um composto de iodo (isto é, compostos da fórmulaS-1 em que LG significa I).
Y' pode ser qualquer contra-íon adequado, preferivelmente umcontra-íon fisiologicamente aceitável tal como cloreto, ascorbato, sulfato,fosfato, succinato, fumarato, malato, maleato ou citrato. Preferivelmente ocontra-íon é um ânion de ácido de fruta, em particular um citrato, desde queestes tenham benefícios de paladar notáveis. Os íons de cloreto tambémsão preferidos. Os procedimentos conhecidos para acoplar os intermediáriosOrientais e Ocidentais incluem o uso de um ácido para inter alia extinguir areação e/ou remover os grupos de proteção, e um ácido apropriado pode serescolhido de forma que o contra-íon desejado esteja incorporado no produto.Opcionalmente, a troca de ânion pode ser realizada se desejado.
Os métodos para acoplar os intermediários semi-Orientais, talcomo E-1, com intermediários semi-Ocidentais, tal como W-1, são conheci-dos na técnica, e estão descritos em, por exemplo, A. Robertson, R. Robin-son, J. Chem. Soe. 1928, 1460; S. Murakami, A. Robertson, R. Robertson, J.Chem. Soe. 1931, 2665; A. Leon, A. Robertson, R. Robinson, T. R. Seshadri,J. Chem,. Soe. 1931, 2670; L. F. Levy, T. Posternack, R. Robinson, J. Chem.Soe. 1931, 2701; L. F. Levy, R. Robinson, J. Chem. Soe. 1931, 2715; Κ. E.Grove, R. Robinson, J. Chem. Soe. 1931, 2722; E. L. Fonseka, R. Robinson,J. Chem. Soe. 1931, 2730; A. Leon, R. Robinson, J. Chem. Soe. 1931, 2732;L. F. Levy, R. Robinson, J. Chem. Soe. 1931, 2738; R. Robinson, A. R. Todd,J. Chem. Soe. 1932, 2488; Τ. M. Reynolds, R. Robinson, J. Chem. Soe.1934, 1039; O. Dangles, A. El Hajji, Helv. Chim. Aeta 1994, 77, 1595.
Como descrito acima, os grupos de proteção são empregadosna presente invenção, em alguns dos grupos de hidróxi nos anéis Orientais eOcidentais e na porção de açúcar. O uso de grupos de proteção é bem co-nhecido na técnica (veja, por exemplo, T. W. Greene e P. G. M. Wuts, Pro-tective Groups in Organic Synthesis, 3§ Edição, John Wiley & Sons). A pes-soa versada estará ciente de grupos particulares disponíveis para protegergrupos hidróxi e outros grupos funcionais, e as condições sob as quais aproteção e desproteção podem ocorrer. Qualquer grupo de proteção ade-quado pode ser empregado no processo da invenção. Quaisquer tais gruposde proteção deveriam permanecer nos grupos hidróxi durante pelo menosparte da primeira etapa do processo (preparação de intermediário Oriental),de forma que o ataque nucleofílico do oxiânion de açúcar (XO") sobre a ce-tona α-funcionalizada possa ocorrer sem muitas reações colaterais indese-jadas. Na medida em que os grupos de proteção empregados na primeiraetapa são perdidos ou são inadequados para a segunda etapa (acoplamentodos intermediários Orientais e Ocidentais), os grupos de proteção deveriamser incorporados de forma que o acoplamento possa ocorrer sem muitasreações colaterais indesejadas. É evidentemente preferível empregar osmesmos grupos de proteção para ambas etapas, para minimizar a complexi-dade da síntese. Os grupos protegendo deveriam ser capazes de serem re-movidos durante ou subseqüente a segunda etapa se desejado.
Os grupos de proteção adequados para grupos hidroxila no mé-todo da invenção incluem, porém não estão limitados a grupos acila (por e-xemplo, acetila ou benzoíla), que pode ser facilmente removidos sob condi-ções básicas, e grupos benzila, que podem ser removidos por hidrogenação.O uso de grupos de proteção benzila é preferido particularmente para sínte-se em grande escala devido à sua remoção fácil por hidrogenação. Em to-dos os casos, as condições para remover os grupos de proteção deveriamser tais que o produto de antocianina P-1 não fosse indevidamente danificado.
Os dióis de Vicinal podem ser protegidos pela formação de gru-pos cíclicos tais como acetais, cetais e ortoésteres. Os grupos cíclicos prefe-ridos incluem estes mostrados abaixo:
<formula>formula see original document page 12</formula>
em que cada R independentemente significa, por exemplo, H, alquila (porexemplo, alquila Ci-C6), arila (por exemplo, fenila), ou alcóxi (por exemplo,alcóxi Ci-C6). Por exemplo, proteção de dióis vicinais como o derivado dedifenilmetilenodióxi:<formula>formula see original document page 13</formula>
pode ser realizado por reação do diol vicinal com diclorodifenilmetano, porexemplo, em refluxo de tolueno. Seguinte o acoplamento, tais grupos de pro-teção podem ser removidos por reação com ácido aquoso.
Porque os métodos de acoplamento de intermediários Ociden-tais e Orientais normalmente envolvem uma etapa de reação ácida, os gru-pos de proteção que não são lábeis em ácido, ou que são somente ligeira-mente lábeis em ácido, podem ser preferidos. Por exemplo, alguns gruposde proteção de acetato podem ser perdidos durante o acoplamento devido àsua Iabilidade ao ácido considerando que os ésteres de benzoíla são maisresistentes à hidrólise ácida. Não obstante, os grupos de proteção lábeis aoácido podem ser empregados. Por exemplo, como é exemplificado abaixo,alguns dos grupos hidróxi no intermediário semi-Ocidental e o açúcar podemser convertidos em grupos acetato, e os grupos hidróxi na porção Orientalpodem ser convertidos para um grupo difenilmetilenodióxi. Os grupos de pro-teção podem ser então simplesmente hidrolisados durante ou seguinte oacoplamento dos intermediários semi-Orientais e semi-Ocidentais para libe-rar os grupos hidróxi livres.
R2' ou R2" preferivelmente significam um grupo hidróxi ou umgrupo que é hidrolisado sob condições básicas para liberar um grupo hidróxi.O inventor descobriu que isto realça a estabilidade do produto de antociani-na P-1 e evita as reações colaterais sob condições básicas. R2' ou R2" po-dem, por exemplo, significar OH ou OCOCH3.
É vantajoso proteger o diol vicinal no anel aromático da metadeOriental da antocianina (isto é, os substituintes R2 e R3) convertendo-se estediol vicinal para um grupo difenilmetilenodióxi. Este grupo de proteção temum nível apropriado de estabilidade ácida para resistir às condições de rea-ção enquanto sendo removível sob condições moderadas.
As combinações preferidas de porções no material de partida S-1 incluem as seguintes (Ac significa acetila, Bn significa benzila, e Bz signifi-ca benzoíla de acordo com as abreviações de química-orgânica normais):<table>table see original document page 14</column></row><table>
As combinações preferidas das porções, em intermediário Oci-dental W-1 incluem as seguintes:
<table>table see original document page 14</column></row><table>
Os grupos de proteção preferidos para os grupos hidróxi em XO"incluem acetila, benzila e benzoíla.
As antocianinas de cianidina podem, em uma modalidade, serpreparadas pelo uso de grupos de proteção acetila na metade Ocidental eaçúcar, e o uso de proteção de difenilmetilenodióxi na metade Oriental.
As antocianinas de delfinidina podem, em uma modalidade, serpreparadas pelo uso de grupos de proteção acetila na metade Ocidental eaçúcar, e o uso de proteção benzila na metade Oriental.A reação de material de partida da fórmula geral S-1 com ânionde açúcar XO" para formar o intermediário semi-Oriental da fórmula geral E-1é realizada preferivelmente sob as seguintes condições. O tempo de reaçãoe a temperatura são tais que a reação prossiga para uma conversão eleva-da. Por exemplo, descobriu-se que os tempos de reação de O a 30 horas,preferivelmente 5 a 20 horas, e temperaturas de 0 a 50°C, mais preferivel-mente 10 a 35°C, mais preferivelmente em cerca de temperatura ambiente,são adequados.
Preferivelmente o material de partida da fórmula S-1 e açúcar dafórmula XOH são dissolvidos em um solvente e uma base (por exemplo, umreagente de hidreto, preferivelmente hidreto de sódio) é adicionada a estasolução, preferivelmente em porções para que a reação prossiga de umamaneira controlada, preferivelmente sob agitação. A reação é realizada pre-ferivelmente em um solvente razoavelmente polar, sob condições secas. Ossolventes adequados incluem, por exemplo, sulfóxido de dimetila (DMSO),tetraidrofurano (THF), 1,2-dimetoxietano (DME) e diclorometano (DCM). Ossolventes que são polares ou semipolares, porém que não são desprotona-dos na presença de uma base forte, são preferidos devido aos rendimentosmais elevados obteníveis nestes solventes. Por exemplo, cuidado deveriaser tomado se um excesso de NaH for empregado em DCM, uma vez queNaH pode causar a decomposição de DGM. Tal decomposição pode ser mi-nimizada mantendo-se a temperatura de reação baixa (por exemplo, emtemperatura ambiente ou baixa). Sob as condições de reação descritas naparte experimental, nenhuma decomposição significante de diclorometanofoi observada apesar do uso de NaH em excesso.
Na reação de acoplamento, descobriu-se que os compostos dafórmula S-1 na qual LG é Br ou I são os materiais de partida mais preferí-veis, com os compostos I sendo particularmente preferidos. DME, THF eDCM são preferivelmente empregados como solventes quando empregandocompostos Br, mais preferivelmente THF e DME, com DME sendo o solven-te mais preferido. O uso de THF e DME como solventes resultou em rendi-mentos mais elevados durante a reação de acoplamento empregando oscompostos Br (o uso de DCM resultou na formação de subprodutos, resul-tando em rendimentos mais baixos). A reatividade dos compostos I na rea-ção de acoplamento foi constatada ser amplamente independente do solven-te, embora DCM seja preferivelmente empregado por razões de custo e umavez que ele é mais fácil de secar do que THF ou DME. Sem desejar estarligada à teoria, acredita-se que iodeto seja um grupo e saída melhor do quebrometo, e que então um solvente altamente polar não é requerido parapromover a reação de acoplamento.
Os materiais de partida da fórmula geral S-1, intermediários se-mi-Ocidentais da fórmula geral W-1, intermediários semi-Orientais da fórmu-la geral E-1 e ânions de açúcar da fórmula geral XO", estão comercialmentedisponíveis ou obteníveis por métodos sintéticos orgânicos padrão.
Por exemplo, o material de partida da fórmula S-1 onde R1 é Hpode ser preparado a partir da cetona de α-cloro correspondente que estácomercialmente disponível. Um modo de se obter o material de partida S-1onde R1 é hidróxi protegido começa a partir dos compostos comercialmentedisponíveis com base em ácido gálico (ácido 3,4,5-triidroxibenzóico). Oscompostos de XOH protegidos são comercialmente disponíveis ou facilmen-te preparáveis, por exemplo, por reação dos compostos de XBr correspon-dentes com carbonato de prata (C. M. McCIoskey, G. H. Coleman, OrganicSyntheses, Coll. Vol. 3, 434).
De acordo com as modalidades preferidas da presente invenção,cloreto de cianidina-3-0-p-glicopiranosídeo (1) e cloreto de delfinidina-3-0 -β-glicopiranosídeo (9) foram preparados de acordo com os seguintes es-quemas de reação (Esquemas 3 e 4) e métodos experimentais. Acredita-seque os compostos (3), (5), (10) e (11) empregados nestes Esquemas sejamnovos, e formem um outro aspecto da invenção.Esquema 3
<formula>formula see original document page 17</formula>Esquema 4
<formula>formula see original document page 18</formula>No Esquema 4, a desproteção para produzir o composto final (9)envolve a remoção dos grupos de proteção benzila e acetila presentes noscompostos (2) e (10). Descobriu-se que a ordem da remoção dos grupos deproteção é importante para otimizar o rendimento do produto. A remoção dosgrupos de proteção acetato pode ser realizada empregando hidróxido desódio aquoso, enquanto os grupos benzila são desprotegidos por hidrogena-ção. A remoção dos grupos de proteção acetato primeiro, antes da remoçãodo grupo benzila, tende a levar à decomposição do produto, considerandoque a remoção dos grupos benzila primeiramente seguida por tratamentocom hidróxido de sódio para remover os grupos acetato, produz bons rendi-mentos do produto (9). É postulado que esta diferença é devido às tendên-cias diferentes dos vários intermediários parcialmente desprotegidos envol-vidos para decompor sob condições básicas.
Uma rotina sintética preferida alternativa para cloreto de cianidi-na-3-Ο-β- glicopiranosídeo (1) usa iodeto como o grupo e saída na reaçãode acoplamento para formar o composto (3). Neste método, o composto (6)é convertido para o iodeto correspondente (19). O iodeto (19) é instável atemperaturas mais altas, assim as condições de reação deveriam ser esco-lhidas para minimizar qualquer decomposição do produto. As condições dereação adequadas compreendem agitação com iodeto de sódio em acetoni-trila seca à temperatura ambiente durante a noite.
O composto (19) é reagido então com o composto (8) em DCMpara produzir o composto (3) em rendimento significantemente mais elevadodo que o acoplamento de (5) com (8). Em geral, a rotina sintética através docomposto de iodo (19) é preferida devido ao rendimento elevado da etapa deacoplamento entre o composto (19) e o composto (8).
Também é possível sintetizar o composto (1) empregando gru-pos de proteção benzila para os grupos OH nos compostos S-1 em vez dogrupo de proteção difenilmetileno mostrado no Esquema 3. O uso de gruposde proteção benzila é particularmente preferido para síntese de grande esca-la devido à sua remoção fácil por hidrogenação (por exemplo, empregandogás de hidrogênio com um catalisador Pd/C).
Foi constatado que a síntese de cloreto de delfinidina-3-Ο-β-glicopiranosídeo (9) pelo composto de iodo (20) também resulta em produ-ções melhores do que empregando o composto de bromo (11) como mos-trado no Esquema 4.
<formula>formula see original document page 20</formula>
O composto (20) pode ser sintetizado do composto (11) por tro-ca de haleto, por exemplo, por tratamento com Nal em acetonitrila em tem-peratura ambiente. Como com o composto (19), as condições de reação de-veriam ser escolhidas para minimizar a decomposição do iodeto de produto(20), que é instável a temperaturas elevadas. Alternativamente, e preferivel-mente, o composto (20) pode ser sintetizado diretamente do composto (12)empregando N-iodossucinamida (NIS) em THF seco. O composto (20) é re-agido então com composto (8) em DCM para formar o composto (10) emproduções elevados. Descobriu-se que o rendimento total de cloreto de del-finidina-3-0-p-glicopiranosídeo (9) pode ser melhorado primeiro converten-do-se o composto (11) em composto (20), e em seguida subseqüentementeacoplando-se este composto de iodo com composto (8) para formar o com-posto (10), a despeito do fato que isto requer uma etapa sintética adicional.A melhora no rendimento é devido à reação de acoplamento eficiente entre ocomposto (20) e composto (8). Os rendimentos são melhorados também seconvertendo o composto (12) diretamente em composto (20) empregando NIS.
O análogo de tosilato dos compostos (11) e (20) também podeser empregado como um intermediário no Esquema 4. Isto pode ser formadodiretamente do composto (13) empregando o reagente de Koser. O tosilatopode então ser empregado na reação de acoplamento com composto (8)para formar o composto (10).
As antocianinas que compreendem outros núcleos de agliconapodem ser feitas empregando-se metodologias análogas àquelas mostradasnos Esquemas 3 e 4. Por exemplo, as antocianinas de pelargonidina podemser sintetizadas do material de partida comercialmente disponível 4-hidroxiacetofenona, as antocianinas de peonidina do material de partida co-mercialmente disponível 4-hidróxi-3-metoxiacetofenona e as antocianinas demalvidina do material de partida comercialmente disponível 3,5-dimetóxi-4-hidroxiacetofenona. As antocianinas de petunidina podem ser sintetizadasde uma forma protegida de 3,4-diidróxi-5-metoxiacetofenona (17), que podepor si mesmo ser sintetizado do material de partida comercialmente disponí-vel ácido 3,4,5- triidroxibenzóico (18) como mostrado abaixo (Esquema 5).
Esquema 5
<formula>formula see original document page 21</formula>
Qualquer e todas as combinações das características preferidasreferidas aqui formam parte da invenção, quer ou não tais combinações se-jam especificamente descritas.
Os seguintes exemplos são ilustrações não-limitantes da invenção.
Detalhes Experimentais
Os espectros de 1H-RMN de 300 MHz de ressonância magnéti-ca nuclear e espectros de 13C-RMN de 75 MHz foram registrados em umespectrômetro de 300 MHz Varian. Tetrametilsilano (TMS) foi empregadocomo referência interna. Os desvios químicos dos espectros de 1H-RMN sãoreportados a jusante em ppm de TMS. Os espectros de 13C-RMN são refe-renciados em ppm para deuteroclorofórmio (δ = 76,9 ppm) ou para DMSO-d6(δ = 39,5 ppm) ou para MeOH-d4 (δ = 49,0 ppm). As análises de cromatogra-fia líquida de alta pressão/desempenho (HPLC) foram realizadas em um Wa-ters 2695 (módulo de separação) conectado com um Waters 996 (detectorde disposição de fotodiodo). A coluna empregada foi Hewlett Packard, HPODS Hypersil (4,6 χ 200 mm, tamanho de partícula de 5 pm). O eluente foiágua-acetonitrila. As análises de espectrometria de massa (MS) foram reali-zadas em um espectrômetro de Micromass Plataform LCZ empregando ioni-zação por eletrovaporização que opera em modo positivo. A cromatografiainstantânea seca foi realizada com sílica-gel (Fluka: sílica-gel 60, tamanhode partícula 0,040 - 0,063 mm (230 - 400 malha)). Vazio foi criado por umaspirador de água. A cromatografia em camada fina (TLC) foi realizada em-pregando placas de sílica-gel de Fluka (sílica-gel/dc-alufolien-dialomita comindicador fluorescente, prod.- ne 60778). As manchas foram detectadas porUV (extinção em λ = 254 nm ou fluorescência em λ = 366 nm) em um UVP-UV-gabinete e/ou manchando com MOP (molibdato do ácido fosfórico (14 g)em etanol (125 ml)) ou CER-MOP (molibdato de ácido fosfórico (5 g), sulfatode cério(IV) (2 g) e 98% de H2SO4 (16 ml) em água (180 ml)) e desenvolvi-das aquecendo-se com uma pistola de aquecimento até que as manchasapareçam. A cromatografia em camada fina em antocianinas foi realizadaem folhas de celulose (Merck, 1.05565, F celulose) empregando FHW (98%de ácido fórmico - 37% de HCI-água, 4:1:8) como eluente. As substânciasquímicas comercialmente disponíveis foram adquiridas de Fluka, Aldrich,Acros, Merck e Lancaster. Os métodos de purificação padrão foram aplica-dos se necessário. A acetona seca, acetonitrila, DCM, DMSO, THF, DME eEtOAc seco foram adicionalmente adquiridos de Fluka.
2,4-Diacetóxi-6-hidroxibenzaldeído (2): 2,4,6-Triidroxibenzaldeído (4) (4,62g, 30 mmols), anidrido acético (6,13 g, 60 mmols) e uma quantidade catalíti-ca de Ν,Ν-dimetilaminopiridina (DMAP) em acetato de etila seco (EtOAc)(100 mL) foram refluxados durante a noite. A mistura de reação foi filtrada, aágua (50 mL) foi adicionada e a fase de água extraída com EtOAc (4 χ 25mL). As fases orgânicas combinadas foram lavadas com água (2 χ 25 mL) esecadas (MgSO4). O produto bruto foi recristalizado a partir de 1,2-dimetoxietano (DME) para produzir o composto titulado como cristais bran-cos, ponto de fusão 103 a 105°C. rendimento 4,3 g. (60%). 1H RMN (300MHz, CDCI3): δ = 2,29 (3H, s), 2,36 (3H, s), 6,61 (1H, s), 6,63 (1H, s), 10,04(1H,s), 11,77 (1H,s);
13C RMN (75 MHz): δ = 20,6 (CH3), 21,0 (CH3), 107,6 (CH), 108,1 (CH)1111,0 (C), 153,5 (C)1 157,2 (C), 163,9 (C)1 169,7 (C=O), 168,1 (C=O), 191,8(HCO).
2-Cloro-3,,4'-difenilmetilenodioxiacetofenona (6): 2-Cloro-3',4,-diidroxiace-tofenona (7) (9,33 g, 50 mmols) foi dissolvido em tolueno (125 mL), e α,α-diclorodifenilmetano (11,86 g, 50 mmols) foi adicionado. A mistura de reaçãofoi refluxada durante 24 horas, eesfriada em temperatura ambiente lavadacom água (6 χ 20 mL). A fase de água foi extraída com tolueno (3 χ 50 mL) eas fases orgânicas combinadas secadas (MgSO4). A filtração e evaporaçãodo solvente deixaram um sólido amarelo que foi o produto essencialmentepuro. A recristalização de uma mistura de éter de petróleo e acetato de etilaproduziu o composto titulado como cristais brancos, ponto de fusão 100 a1010C. rendimento 15,7 g (89%); 1H RMN (300 MHz, CDCI3): δ = 4,55 (2H,s), 6,89 (1H, d, J = 8,7 Hz), 7,34 - 5,57 (12H, m);
13C RMN (75 MHz): δ = 45,5 (CH2), 108,1 (2 χ CH), 108,2 (C), 118,4 (C),124,9 (CH), 126,0 (2 χ CH), 128,2 (4 χ CH), 128,8 (C), 129,3 (4 χ CH), 139,2(2 χ C), 147,8 (C), 151,8 (C), 189,0 (C=O).
2-Bromo-3',4'-difenilmetilenodioxiacetofenona (5): 2-Cloro-3',4,-difenilme-tilenodioxiacetofenona (6) (7,02 g, 20 mmols) foi dissolvido em acetona seca(150 mL) e brometo de sódio (2,26, 22 mmols) foi adicionado. A mistura dereação foi refluxada durante a noite. Filtração e evaporação do solvente dei-xaram um sólido amarelo que foi o produto essencialmente puro. A recristali-zação de uma mistura de éter de petróleo e acetato de etila produziu o com-posto titulado como cristais brancos, ponto de fusão 78 a 79°C. rendimento7,71 g (97%); 1H RMN (300 MHz1 CDCI3): δ = 4,34 (2Η, s), 6,93 (1Η, d), 7,34- 7,52 (12Η, m);
13C RMN (75 MHz): δ = 30,5 (CH2), 108,1 (2 χ CH), 108,6 (C), 118,4 (C),125,5 (C), 126,0 (2 χ CH), 128,1 (4 χ CH), 128,4 (C),129,3 (4 χ CH), 139,3 (2χ C), 147,9 (C)1 151,9 (C), 189,4 (C=O).
2-Iodo-3,,4'-difenilmetilenodioxiacetofenona (19): 2-Cloro-3',4'-difenil-metilenodioxiacetofenona (6) (52,62 g, 0,15 mol) e iodeto de sódio (34,47 g,0,23 mol) foram dissolvidos em acetonitrila seca (400 mL) e agitados durantea noite em temperatura ambiente. A solução foi filtrada e a acetonitrila remo-vida sob vácuo. A água (200 mL) foi adicionada e a solução foi extraída cométer de dietila (4 χ 150 mL). A fase orgânica foi secada (MgSO4) e os solven-tes removidos em vácuo. A recristalização de metilcicloexano proporcionou ocomposto titulado como cristais amarelos, ponto de fusão 105-107°C. rendi-mento 65,0 g (98%). 1H RMN (300 MHz, CDCI3) δ = 4,26 (s, 2H), 6,91 - 7,04(m, 2H), 7,26 - 7,30 (m, 5H), 7,42 - 7,50 (m, 6H);
13C RMN (75 MHz, CDCI3), δ·= 1,3 (CH2), 108,1 (2 χ CH), 108,7 (C), 118,4(C), 125,5 (C), 126,1 (2 χ CH), 128,0 (C), 128,3 (4 χ CH), 129,3 (4 χ CH),139,3 (2 χ C), 147,9 (C), 151,7 (C), 191,0 (C=O).2-(2,3,4,6-Tetra-0-acetila-p-D-glicopiranosilóxi)-3,,4'-difenilmetilenodioxiacetofenona (3):
Método Α: 2-Bromo-3,,4'-difenilmetilenodioxiacetofenona (5) (1,98 g, 5mmols) e 3-D-glicose-2,3,4,6-tetraacetato (8) (C. M. McCIoskey, G. H. Cole-man, Organic Synthesis, Coll. Vol. 3 434) (1,74 g, 5 mmols) foi dissolvido emDCM seco (50 mL) e hidreto de sódio (0,18 g, 7,5 mmol (0,3 g de suspensãode NaH a 60% em óleo)) foi adicionado em pequenas porções. A mistura dereação foi agitada durante a noite em temperatura ambiente. A água (50 mL)foi adicionada e a fase de água extraída com DCM (3 χ 25 mL). As camadasorgânicas foram combinadas e lavadas com água (2 χ 50 mL), secadas(MgSO4) e evaporadas para produzir um óleo amarelo. O produto bruto foiisolado por cromatografia instantânea seca (PE/EtOAc 6:4) (PE = éter depetróleo) para produzir 1,22 g (37%) de um óleo viscoso amarelo que lenta-mente solidificou em repouso. A repetição da reação empregando tetraidro-furano seco (THF) como solvente no lugar de DCM resultou em um produtode 51%. A repetição da reação empregando DME seco como solvente resul-tou em um produto de 63%. 1H RMN (300 MHz1 CDCI3): δ = 1,90 (3H, s),1,92 (3H, s), 1,94 (3H, s), 1,95 (3H, s), 4,01 - 4,07 (2H, m), 4,61 - 4,75 (5H,m), 5,01 - 5,10 (1H, m), 5,15 - 5,25 (1H, m), 6,80 (1H, d, J = 8,4 Hz), 7,27 -7,48 (12H, m);
13C RMN (75 MHz): δ = 20,4 (4 χ CH3), 61,5 (CH2), 68,0 (CH2), 70,1 (CH),70,7 (CH), 71,6 (CH), 72,3 (CH), 99,9 (CH), 107,8 (2 χ CH), 108,0 (C), 118,4(C)1 124,3 (CH, C), 125,9 (2 χ CH), 128,1 (4 χ CH), 128,2 (C), 129,2 (4 χCH), 139,2 (2 χ C), 147,5 (C), 151,4 (C), 169,1 (C=O), 169,4 (C=O), 169,8(C=O), 170,3 (C=O), 192,6 (C=O).
Método B: 2-lodo-3',4'-difenilmetilenodioxiacetofenona (19) (6,63 g, 15mmols) e β- D-glicose-2,3,4,6-tetraacetato (8) (6,27 g, 18 mmols) foram dis-solvidos em DCM seco (50 mL) e hidreto de sódio (0,72 g, 30 mmol (1,2 g desuspensão de NaH a 60% em óleo)) foi adicionado em pequenas porções. Amistura de reação foi agitada em temperatura ambiente durante a noite. Oexcesso de hidreto de sódio foi decomposto por adição de uma quantia ade-quada de água. O diclorometano foi removido sob vácuo. A água (100 mL)foi adicionada e a fase de água extraída com éter de dietila (4 χ 75 mL). Ascamadas orgânicas foram combinadas e lavadas com água (2 χ 50 mL), se-cadas (MgSO4) e evaporadas para produzir um óleo escuro. O produto brutofoi isolado por cromatografia instantânea seca (PE/EtOAc 6:4) para produzir7,26 g (73%) de um sólido amarelo-pálido.
Cloreto de 3-0-p-glicopiranosídeo de cianidina (1): 2,4-Diacetóxi-6-hidroxibenzaldeído (2) (0,38 g, 1,58 mmol) e 2-(2,3,4,6-tetra-0-acetil-p-D-glicopiranosilóxi)-3',4,-difenilmetilenodioxiacetofenona (3) (1,05 g, 1,58 mmol)foram dissolvidos em EtOAc seco (75 mL) e HCI seco (g) (gerado por açãode 98% de H2SO4 em NaCI sólido) foi borbulhado pela solução durante vá-rias horas. A reação foi agitada em temperatura ambiente durante a noite, ea mistura de reação foi de incolor para vermelho intenso após algumas ho-ras. TLC mostrou que todos os materiais de partida foram consumidos, edois produtos formados. A co-eluição com benzofenona confirmou a identi-dade do produto menos polar e mostrou que a desproteção ocorreu. O EtO-Ac foi evaporado e o produto bruto foi dissolvido em uma quantidade peque-na de MeOH acidificado. A desacetilação completa foi realizada por trata-mento com NaOH (2 Μ). A solução se tornou azul-verde. Quando a hidrólisefoi concluída HCI (2 M) foi adicionado até que a solução se tornasse verme-lha novamente. MeOH foi evaporado, e o produto foi dissolvido em HCIaq(0,1%) e extraído com EtOAc para remover a benzofenona. A camada deágua foi concentrada em vácuo e o resíduo eluído com água por uma colunaAmberlite XAD-7 para remover o ácido acético formado na reação de hidróli-se. A antocianina foi finalmente eluída com MeOH acidificado. A evaporaçãocuidadosa do solvente deixou um sólido preto vermelho que foi o produtoessencialmente puro. Produto 0,73 g (95%). A molécula-alvo foi idêntica pe-los critérios habituais (TLC, HPLC, MS, 1H-RMN, 13C-RMN) com uma amos-tra autêntica. 1H RMN (300 MHz, CD3OD, 10% de CF3 COOD): δ = 3,45-3,88(6H, m), 5,26 (1H, d, J = 7,7 Hz), 6,58 (1H, s (amplo), 6,80 (1H, d, J = 1,8Hz), 6,89 (1H, d, J = 8,7 Hz), 7,89 (1H, d, J = 2,3 Hz), 8,09 (1H, dd, J = 2,3Hz, J = 8,7 Hz), 8,85(1 H,s);
13C RMN (75 MHz):, = 62,8 (CH2), 72,5 (CH), 75,3 (CH), 77,5 (CH), 78,6(CH), 95,5 (CH), 103,7 (CH), 103,9 (CH), 113,4 (C), 116,1 (CH), 118,1 (CH),121,3 (C), 127,5 (CH), 136,6 (CH), 145,7 (C), 147,4 (C), 155,9 (C), 158,9 (C),159,4 (C), 163,8lC), 170,6 (C). ESI-MS: m/z = 449 [MCI-CI], + 1H-RMN, 13C-RMN de acordo com T. Fossen, 0. M. Andersen, D. O. Ovstedal, A. T. Pe-dersen, Â, Raknes, J. Food Sei. 1996, 61, 703.3,4,5-Tribenziloxibenzoato de metila (15)
Método A: 3,4,5-triidroxibenzoato de metila (16) (55,24 g, 0,3 mol), cloretode benzila (113,93 g, 0,9 mol), carbonato de potássio seco (124,39 g, 0,9mol) e iodeto de potássio (quantidade catalítica) foram agitados em refluxode acetona seca (600 mL) durante 12 horas. Após o resfriamento, a acetonafoi evaporada, e a solução foi dissolvida em água (250 mL). A fase de águafoi extraída com éter de dietila (4 χ 100 mL), a fase orgânica foi lavada comsalmoura (2 χ 50 mL), secada (MgSO4) e o solvente foi removido em vácuo.A recristalização de éter de petróleo e acetato de etila produziu o compostotitulado como cristais brancos, ponto de fusão 102-103°C. rendimento: 121,4g (89%). Os dados espectroscópicos foram de acordo com a literatura (J.Barbera, R. Iglesias, J. L. Serrano, T. Sierra1 M. R. de Ia Fuente1 B. Palacios1M. A. Perez-Jubindo, J. T. Vazquez1 o J. É. Chem. Soe. 1998,120, 2908).
Método B: 3,4,5-triidroxibenzoato de metila (16) (55,24 g, 0,3 mol), cloretode benzila (113,93 g, 0,9 mol), carbonato de potássio (124,39 g, 0,9 mol) eiodeto de potássio (quantidade catalítica) foram mecanicamente agitados emDMSO seco (200 mL) em temperatura ambiente durante a noite. A água(200 mL) foi adicionada e o produto bruto isolado através de filtração. A eva-poração de solventes residuais em um dessecador a vácuo deixou um sólidoamarelo-claro que foi o produto essencialmente puro. Produto: 128,2 g(94%).
Ácido 3,4,5-tribenziloxibenzóico (14): A uma mistura de 3,4,5-tribenziloxibenzoato de metila (15) (20,60 g, 45,30 mmols) em 2-propanol(200 mL) foi adicionada uma solução de hidróxido de potássio (3,50 g, 85%,53,00 mmols) em 2-propanol (25 mL). A mistura foi refluxada durante 1 hora,resfriada, e a água foi adicionada (250 mL). Um precipitado branco apare-ceu, e a mistura foi filtrada. A recristalização acetato de etila proporcionou ocomposto desejado como cristais brancos, ponto de fusão 194-195°C. ren-dimento 17,2 g (86%). 1H RMN (300 MHz1 DMSO-d6): δ = 5,05 (2H, s), 5,1814H, s), 7,24-7,50 (17H, m), 13,4 (1H, s, amplo);
13C RMN (75 MHz): δ = 70,3, 74,3, 108,3, 126,1, 127,7, 128,0, 128,2, 128,3,128,5, 136,9, 137,5, 141,0, 152,1,
3,4,5-Tribenziloxiacetofenona (13): A uma solução de ácido 3,4,5-tribenziloxibenzóico (14) (11,01 g, 25,0 mmols) em DME seco (1L), metilítio(36,6 mL, 1,5 M, 55,0 mmols) foi adicionado a O2C. A mistura foi agitada du-rante 1 h, em seguida água (150 mL) foi adicionada. A mistura foi extraídacom éter de dietila (2 χ 250 mL), a fase orgânica lavada com salmoura (2 χ50 mL), secada (MgS04), e os solventes foram removidos em vácuo. A re-cristalização de éter de petróleo e acetato de etila forneceu um compostotitulado como cristais brancos, ponto de fusão 116-117°C. rendimento: 10,2g (93%) 1H RMN (300 MHz, CDCI3):õ = 2,49 (3H, s), 5,14 (6H, s), 7,23-7,48(17Η, m);
13C RMN (75 ΜΗζ):δ = 26,3, 71,3, 75,1, 108,2, 127,4, 127,8, 127,9, 128,1,128,4, 132,3, 136,5, 137,2 (C) 142,8, 152,5, 196,7.
1 -Acetóxi-1-(3',4',5'-tribenzilóxOfenileteno (12): 3,4,5-Tribenziloxiaceto-fenona (13) (4,38 g, 10,0 mmols) e ácido p-tolueno sulfônico (quantidadecatalítica) foram dissolvidos em acetato de isopropenila (100 ml_) e aqueci-dos até que um destilado aparecesse. O aquecimento da mistura continuouaté que toda a acetona gerada na reação fosse removida. Então água (50mL) foi adicionada. A fase orgânica foi separada da fase de água, e a últimafoi extraída com éter de dietila (3 χ 50 mL). As fases orgânicas combinadasforam secadas (MgSO4) e os solventes removidos em vácuo. A recristaliza-ção de uma mistura de éter de petróleo e acetato de etila proporcionou ocomposto desejado como cristais marrons-claros, ponto de fusão 99-1OO0C.rendimento: 4,50 g (87%); 1H RMN (300 MHz, CDCI3): δ = 2,14 (3H, s), 4,93(1H, d, J= 2,1 Hz), 5,06 (2H, s), 5,11 (4H, s), 5,29 (1H, d, J =2,1 Hz), 6,73(2H, s), 7,20,7,50 (15H, m);
13C RMN (75 MHz): δ = 20,7, 71,3, 75,1, 101,7, 105,1, 127,2, 127,4, 127,7,127,8, 127,9, 128,0, 128,4, 128,5, 129,8, 136,8, 152,7, 168,8.2-Bromo-3',4,,5'- tribenziloxiacetofenona (11): 1 -Acetóxi-1 -(3',4',5'-tribenzilóxi)-fenileteno (12) (4,80 g, 10,0 mmols), N-bromossuccinimida (2,67g, 15 mmols) e água (0,27 g, 15 mmols) foram dissolvidos em THF (100 mL)e agitados durante a noite. A água (50 mL) em seguida adicionada. A faseorgânica foi separada da fase de água, e a última foi extraída com éter dedietila (3 χ 50 mL). As fases orgânicas combinadas foram secadas (MgSO4)e os solventes removidos em vácuo. A recristalização de uma mistura deéter de petróleo e acetato de etila proporcionou o composto desejado comocristais brancos, ponto de fusão 112 - 113°C. rendimento: 4,91 g (95%). 1HRMN (300 MHz, CDCI3) δ = 4,29 (s, 2H), 5,14 (s, 2H), 5,16 (s, 4H), 7,24,7,46(m, 17H);
13C RMN (75 MHz) δ = 30,3, 71,3, 75,1, 108,9, 127,4, 127,9, 128,0, 128,1,128,4, 128,5, 128,9, 136,3, 137,1, 152,4, 152,6, 190,0.2-lodo-3l,4,,5'- tribenziloxiacetofenona (20)
Método A: 2-Bromo-3',4,,5'-tribenziloxiacetofenona (5,17 g, 10,0 mmols) (11)e iodeto de sódio (2,25 g, 15 mmols) foram dissolvidos em acetonitrila seca(50 mL) e agitados durante a noite em temperatura ambiente. A solução foifiltrada e acetonitrila removida sob vácuo. A água (30 mL) foi adicionada e asolução foi extraída com éter de dietila (4 χ 25 mL). A fase orgânica foi seca-da (MgS04) e os solventes removidos a vácuo. A recristalização de metilci-cloexano proporcionou o composto titulado como cristais amarelos, ponto defusão 110 - 112°C. rendimento: 3,6 g (64%). 1H RMN (300 MHz, CDCI3): δ =4,21 (2H, s), 5,15 (6H, s), 7,22-7,48 (17H, m);
13C RMN (75 MHz): δ = 1,0, 71,3, 75,1, 109,0, 127,4, 127,9, 128,0, 128,1,128,3,128,4,128,5,136,3,137,1,143,4,152,6,191,5.
Método B: 1-Acetóxi-1-(3,,4',5,-tribenzilóxi)-fenileteno (12) (4,80 g, 10mmols) e N-iodossuccinimida (2,25 g, 10 mmols) foram dissolvidos em THFseco (100 mL) e agitados durante a noite. Mais N-iodossuccinimida (2,25 g,10 mmols) foi adicionado e a mistura de reação agitada a temperatura ambi-ente até que TLC mostrasse que o acetato de vinila foi consumido. O tetrai-drofurano foi removido sob vácuo. A água (75 mL) foi então adicionada. Afase orgânica foi separada da fase de água, e a última foi extraída com éterde dietila (4 χ 50 mL). As fases orgânicas combinadas foram secadas (Mg-SO4) e os solventes removidos em vácuo. A recristalização de uma misturade éter de petróleo e acetato de etila proporcionou a combinação desejadacomo cristais brancos, ponto de fusão 110 -112°C. rendimento: 5,2 g (92%).2-(2,3,4,6-tetra-0-acetil-p-D-glicopiranosilóxí)-3,,4,,5'-tribenziloxiacetofenona (10):
Método A: 2-Bromo-3',4,,5'-tribenziloxiacetofenona (11) (2,59 g, 5 mmols) ep-D-glicose-2,3,4,6-tetraacetato (8) (1,74 g, 5 mmols) foram dissolvidos emDME seco (50 mL) e hidreto de sódio (0,18 g, 7,5 mmols) (0,3 g de suspen-são de NaH a 60% em óleo) foi adicionado em porções pequenas. A misturade reação foi permitida ser agitada durante a noite em temperatura ambien-te. A água (50 mL) foi adicionada e a fase de água extraída com DCM (3 χ25 mL). As camadas orgânicas foram combinadas e lavadas com água (2 χ50mL), secadas (MgSO4) e evaporadas para produzir um óleo viscoso escu-ro. O produto foi isolado através de cromatografia instantânea seca(PE/EtOAc 6:4) (PE = éter de petróleo). A recristalização de uma mistura demetilcicloexano e acetato de etila proporcionou a combinação desejada co-mo cristais brancos, ponto de fusão 156 - 158°C. rendimento: 0,51 g (13%).1H RMN (300 MHz, CDCI3): δ = 1,98 (3H, s), 2,00 (3H, s), 2,02 (3H, s), 2,06(3H, s), 3,63 - 3,73 (2H, m), 4,08 - 4,30 (5H, m), 4,62 - 4,94 (1H, m), 5,02 -5,34 (7H, m), 7,20 - 7,56 (17H, m);
13C RMN (75 MHz): δ = 20,5, 20,6, 61,6, 68,2, 70,5, 70,8, 71,2, 71,8, 72,4,75,0, 100,1, 107,9, 127,4, 127,9, 128,0, 128,1, 128,4, 128,5, 129,6, 136,4,137,1,143,2,152,6,169,3,169,5,170,0,170,5,193,4.
Método B: 2-lodo-3',4',5,-tribenziloxiacetofenona (20) (5,64 g, 10 mmols) ep-D-glicose-2,3,4,6-tetraacetato (8) (4,18 g, 12 mmols) foram dissolvidos emDCM seco (50 mL) e hidreto de sódio (0,48 g, 20 mmols) (0,8 g de suspen-são de NaH a 60% em óleo)) foi adicioado em porções pequenas. A misturade reação foi permitida ser agitada durante a noite em temperatura ambien-te. Excesso de hidreto de sódio foi decomposto por adição de água emquantidade adequada. O diclorometano foi removido sob vácuo para simplifi-car a preparação. A água (100 mL) foi adicionada e a fase de água extraídacom éter de dietila (4 χ 75 mL). As camadas orgânicas foram combinadas elavadas com água (2 χ 50 mL), secadas (MgSO4) e evaporadas para produ-zir um óleo viscoso escuro. O produto ficou isolado através de cromatografiainstantânea seca (PE/EtOAc 6:4). A recristalização de uma mistura de metil-cicloexano e acetato de etila proporcionou a combinação desejada comocristais brancos, ponto de fusão 156 - 158 eC. rendimento 5,1 g (65%).
Cloreto de 3-O-p-glicopiranosídeo de delfinidina (9): 2,4-Diacetóxi-6-hidroxibenzaldeído (2) (0,38 g, 1,58 mmol) e 2-(2,3,4,6-tetra-0-acetil-p-D-glicopiranosilóxí)-3, 4', 5'-tribenziloxiacetofenona (10) (1,24 g, 1,58 mmol)foram dissolvidos em EtOAc seco (75 mL) e HCI seco (g) (gerado por açãode H2SO4 a 98% em NaCI sólido) foi borbuíhado pela solução durante váriashoras. A reação foi agitada em temperatura ambiente durante a noite, e amistura de reação ficou de incolor a vermelho intenso após algumas horas. Amistura de reação foi agitada em temperatura ambiente até que TLC mos-trasse que todos os materiais de partida foram consumidos. O EtOAe foi e-vaporado e o rendimento bruto foi dissolvido em uma quantidade pequenade MeOH acidificado. Os grupos benzila foram removidos por hidrogenação(H2 1atm. 10% de Pd/C) em temperatura ambiente. O curso da reação foimonitorado por TLC. O catalisador foi removido por filtração e a mistura dereação foi mantida em MeOH acidificado sob nitrogênio. A desacetilaçãocompleta foi realizada através de tratamento com NaOH (2 Μ). A solução setornou azul-verde. Quando a hidrólise foi concluída, HCI (2 M) foi adicionadoaté que a solução ficasse vermelha novamente. MeOH foi evaporado, e orendimento foi dissolvido em HCIaq (0,1%) e extraído com EtOAc para re-mover os traços de tolueno. A camada de água foi concentrada em vácuo eo resíduo eluído com água por uma coluna Amberlite XAD-7 para remover oácido acético formado na reação de hidrólise. O rendimento (9) foi finalmenteeluído com MeOH acidificado. A evaporação cuidadosa do solvente deixouum sólido preto vermelho que foi o rendimento essencialmente puro (9).Rendimento: 0,65 g (82%). A molécula alvo foi idêntica pelos critérios habi-tuais (TLC, HPLC, MS, 1H-RMN, 13C-RMN) com uma amostra autêntica. 1HRMN (300 MHz, CD3OD, 10% de CF3COOD δ = 3,45 - 3,88 (6H, m), 5,32(1H, d,J = 7,6 Hz), 6,61 (1H, d,J = 2,0 Hz), 6,81 (1H, d amplo, J = 2,0 Hz),7,70 (2H, s), 8,90(1 H,s);
13C RMN (75 MHz): δ = 62,7 (CH2)1 71,0 (CH)1' 75,1 (CH), 77,9 (CH), 79,1(CH), 95,6 (CH), 102,8 (CH), 104,0 (CH), 112,6 (2 χ CH), 113,6 (C), 121,0(C), 136,4 (CH), 145,0 (C) 146,6 (C)1 147,9 (2 χ C), 158,0 (C) 159,3 (C),164,0 (C), 170,2 (C). ESI-MS: m/z = 465 [MCI-CI]. 1H-RMN, 13C-RMN de a-cordo com T. Tsuda, K. Ohshima, S. Kawakishi, T. Osawa, J. Agric. FoodChem. 1994, 42, 248.