BRPI0613842A2 - processo de enchimento a quente de um recipiente com um lìquido esterilizado - Google Patents

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Abstract

PROCESSO DE ENCHIMENTO A QUENTE DE UM RECIPIENTE COM UM LìQUIDO ESTERILIZADO.Esta invenção refere-se a um método para o enchimento a quente de um recipiente com líquido esterilizado, geralmente a uma temperatura situada entre 60 e 95<198>C, caracterizado pelo fato de incluir as seguintes etapas: a) dispor de um recipiente feito de um material e conforme um processo apto para restituir a resistência ao enchimento a quente do mencionado líquido, o mencionado recipiente tendo stress residual como resultado de sua manufatura; b) encher o mencionado recipiente com o mencionado líquido quente; c) fechar o mencionado recipiente cheio imediatamente depois que foi enchido d) deixar resfriar o mesmo pelo menos abaixo de uma temperatura de congelamento do recipiente, provocando uma deformação através da formação de uma depressão no interior do recipiente; e e) esquentar o recipiente para provocar um relaxamento do stress residual, o mencionado relaxamento levando a uma contração e subseqúentemente,à geração de uma pressurização interna do recipiente que compensa pelo menos as deformações causadas pelos efeitos da depressão da etapa d.

Description

"PROCESSO DE ENCHIMENTO A QUENTE DE UM RECIPIENTE COM UMLÍQUIDO ESTERILIZADO"
Campo da invenção
A presente invenção refere-se a um processo para oenchimento a quente de um recipiente de parede delgada,leve, em particular de polietileno e ao recipiente cheioassim obtido.
Antecedentes da invenção
Conhece-se um polímero, o politereftalato de etila, PET,muito utilizado para a fabricação de recipientes paralíquidos. Suas principais vantagens são a transparência,o peso leve, a liberação de formas, que comportam osperfis distintos em função dos produtos ou dasnecessidades comerciais, contrariamente às latasmetálicas que são todas da mesma forma e das mesmasdimensões. O mesmo acontece para os recipientesrealizados a partir de papelão cujas formas sãolimitadas.
O PET é inquebrável e têm boas propriedades mecânicas deconservação, de permeabilidade, as quais o tornam muitoatrativo e explicam, em grande parte, sua muito forteutilização.
As garrafas de PET são utilizadas para os líquidos planostais como óleos, as águas minerais. Nesse caso, osrecipientes submetem-se a muito poucas contriçõesmecânicas. O PET adapta-se totalmente. Em efeito, oenchimento com esses líquidos é a frio e sem pressão.Essas garrafas têm sido utilizadas igualmente no caso debebidas carbonatadas e, portanto, são susceptíveis depressurizar o'recipiente.
Os artifícios da concepção com sulcos no corpo da garrafaou dos fundos denominados petalóides permitem reforçar aresistência mecânica e/ou a resistência à pressão, semaumentar de forma penalizante o peso do recipiente.
Quando a indústria tem necessidade de encher a quente umrecipiente, é necessário então recorrer a concepçõesdiferentes que precisam de espessuras mais. importantes,geometrias diferentes inclusive de painéis arranjadosbaixo o corpo do recipiente para gerar as vigas. Esseselementos necessários para o enchimento a quente conduzema pesos elevados com forte consumo de material, até duasvezes o peso de uma mesma garrafa para líquidos enchidosa frio.
Em efeito, as características mecânicas do PET sedegradam fortemente quando se eleva a temperatura.
Existem os processos, chamados de "Resistentes a calor"("Heat Resistant"), conhecidos mais comumente pelasletras HR, que permitem melhorar a resistência ao calordo recipiente.
Um primeiro processo diz sobre uma roda que permiteatender temperaturas de enchimento de 80/88°C.
Um segundo processo diz sobre duas rodas que permitemcondicionar os líquidos a temperaturas de 88/95°C.
Uma garrafa enchida a quente sofre o efeito de numerosasconstrições mecânicas em diferentes fases.
Por isso, o fundo deve resistir à pressão hidrostática dolíquido quente no momento do enchimento.
O recipiente deve resistir aos esforços produzidos pelovazio gerado pelo resfriamento do líquido quando orecipiente tem sido fechado a quente, para assegurar ocaráter estéril do líquido. O esfriamento provoca umacontração dupla, a do líquido e a do ar do espaço dacabeça da mencionada garrafa.
É por essa razão que os perfis são bem mais complexos,com painéis e vigas no corpo, com cinturas marcadas nocorpo assim como no ombro entre o gargalo e o corpo, cujaforma é de preferência em forma de bulbo.
A vantagem da espessura necessária à resistência mecânicaé igualmente a de apresentar uma inércia muito forte àtemperatura.
A fabricação de garrafas leves de PET recorre ao processochamado de extrusão/soprar. Esse processo consiste darealização de uma pré-forma por extrusão, essa pré-formatendo um perfil de tubo com uma extremidade formada comdimensão e forma definitivas do gargalo, a outraextremidade sendo fechada.
Após o reaquecimento desta pré-forma, de preferência porradiação infravermelha, até 100/120°C, o material amorfoé amolecido e pode suportar o sopro pelo interior depoisde ter sido colocado em um molde adaptado.
Esse molde é de dimensões tais que a retirada do materialno resfriamento é levada em conta para que o recipientefinal apresente as dimensões desejadas.
No momento da fase de sopro, se produz um estiramentolongitudinal sob a ação de uma haste de estiramento e umadilatação por meio do ar sob pressão assim introduzido.Mais exatamente, o ar é primeiramente introduzido a baixapressão para assegurar uma deformação adaptada domaterial durante as fortes amplitudes e em seguida a altapressão para assegurar uma colagem contra as paredes domolde de finalização e para amplitudes muito leves.Os moldes também são resfriados com água a fim dedissipar o calor transmitido por contato, o qual tambémtem por efeito petrificar garrafa.
De fato, as garrafas assim obtidas são chamadas bi-orientadas, pois elas suportaram um estiramento em umadireção e uma dilatação unidirecional.
As cadeias macromoleculares, assim orientadas em duasdireções, levam a parâmetros excelentes de resistênciamecânica, a temperatura ambiente.
O inconveniente desta bi-orientação é a de ser, em parte,reversível e o material recupera assim uma certaliberdade desde que a temperatura se eleve.De fato, o material tende a recuperar a sua formainicial, na qual ele apresenta menos constrições.Esse é o fenômeno chamado de memória de forma.Para as garrafas com mais espessura destinadas a serutilizadas para bebidas com enchimento a quente, recorre-se também ao sopro por extrusão, porém com os parâmetrosde realização mais sofisticados e mais complexos.Em efeito, a proforma é reaquecida a uma temperatura maiselevada que no caso dos recipientes leves, próximo dacristalização a fim de minimizar essa memória de forma doPET e relaxar as restrições devidas ao sopro.No caso da fabricação em uma roda, para aumentar suaresistência à temperatura, submete-se a um tratamentotérmico ao material inicialmente amorfo desse recipiente,durante e após sua conformação.
O material, quando está esticado após amolecimento, gerauma cristalinidade induzida, mas reversível, o materialfica transparente. Aumentando-se as propriedadesmecânicas.
Depois, se o calor é mantido após ter gerado essacristalinidade induzida, se produz uma cristalizaçãoesferolitica, provocando uma certa cristalinidade dascadeias já organizadas pela bi-orientação.
Contrariamente â cristalização esferolitica direta doPET, a cristalização esferolitica posterior a uma bi-orientação conserva perfeitamente a transparência domaterial.
No caso da fabricação a duas rodas, o processo permiteatender os desempenhos mais elevados, porém ao preço deuma sucessão de etapas mais complexas.
Efetivamente, nesse caso, elabora-se primeiro um esboçode volume muito mais importante que o volume dorecipiente final, duas a três vezes, com uma tacha deestiramento proporcional.
Esse esboço é em seguida reaquecido além da transiçãovítrea para relaxar as restrições, as quais provocam umadiminuição do volume e um retorno para as dimensões dapré-forma, porém com uma forte taxa de cristalinidadeesferolitica, isso de uma forma proporcional conduzindo aum recipiente homotético. Há auto-regulação como PET.Quando esse esboço contraído ("restreinte") está natemperatura, uma etapa do processo de sopro com um moldenas dimensões do recipiente final a ser obtido, perto dosaque, permite fabricar o recipiente final.A forte taxa de cristalinidade confere a esse recipienteuma resistência melhorada ao enchimento a quente.Observa-se que, um tal processo é muito mais difícil decolocar em prática. O processo necessita umacompanhamento continuo aos limites de valores, necessitaA limpeza dos moldes assim como uma manutenção complexa eregular.
Ademais, deve-se observar que as garrafas obtidas peloprocesso HR têm uma tendência a absorver água assim queelas são fabricadas, o que diminui suas característicasde resistência mecânica e, portanto, de resistência àtemperatura. Pode-se obter assim a fabricação de umrecipiente que resiste inicialmente a uma temperatura de88°C e que, depois da reassunção da água, resiste somentea 82°C. Efetivamente, a temperatura de transição TGbaixa.
O armazenamento deve ser reduzido ao máximo, as garrafassão produzidas geralmente no local de reabastecimento,para uma utilização em fluxo estendido, o qual énovamente uma limitação.
Uma vez que esses recipientes são fabricados, existemvários métodos de enchimento e diferentes comportamentosdos líquidos a acondicionar.
Existem os líquidos sensíveis à luz tais como o leite oua cerveja, sensíveis à absorção de oxigênio e, portanto,sensíveis à oxidação, tais como os sucos de frutas ou delegumes, a cerveja, o óleo, porém sensíveis também àreassunção de água, à perda de gás, ao desenvolvimento defermento, de mofo ou de bactérias.
Os líquidos podem incluir conservantes e são dessa formapouco sensíveis, por outro lado certos líquidos chamadosde planos e delicados, tais como leites, sucos, café,chá, bebidas a base de frutas, certas águas, não incluemconservante algum e devem ser, porém, condicionados nasmelhores condições.
Para garantir tal condicionamento nas condições dehigiene adaptadas e com todas as garantias de uma boaconservação, são conhecidos dois caminhos principais: umchamado de "enchimento asséptico" e o outro chamado de"enchimento a quente".
O enchimento asséptico é simples em teoria, pois eleconsiste em encher o recipiente com um líquidoesterilizado e, em fechar o mencionado recipiente,estando as embalagens esterilizadas assim como as tampas,a operação sendo conduzida em sua totalidade em ambienteestéril.
Entretanto, compreende-se que é complexo colocar emprática a cadeia, manter ela continuamente nas mesmascondições de assepsia no decorrer do tempo, necessita umaforte vigilância e uma manutenção importante gerandocustos elevados. Em uma cadeia desse tipo, é necessáriorecorrer às esterilizações químicas que utilizam produtosquímicos com tratamentos que resultam, uma avaliação dopessoal, em um rendimento fraco devido às velocidadespouco elevadas de tratamento. 0 rendimento é de 40 a 50%do de uma cadeia de enchimento a quente.
Um inconveniente muito importante desse processo residena impossibilidade de controlar em linha a esterilidadedo conteúdo em cada recipiente. No máximo, o controlepode ser efetuado por extração.
A vantagem desse enchimento asséptico a frio é sórequerer as garrafas de paredes delgadas, de peso leve,de forma livre já que o enchimento a frio evita asdeformações devidas à temperatura.
O outro caminho, o enchimento a quente garante igualmenteuma qualidade de assepsia uma vez que o controle datemperatura do conteúdo é simples e fácil em todomomento.
A linha de engarrafamento é simples e os tratamentos dorecipiente e da tampa são limitados, pois a esterilizaçãoé obtida pelo próprio líquido quente, introduzido norecipiente que é fechado imediatamente após o enchimento. Um balanço da garrafa assegura também a esterilização daface interior da tampa em contato com o líquido.Em contrapartida, é necessário recorrer aos recipientesresistentes à temperatura de enchimento situada entre 60e 95°C, mais particularmente entre 80 e 920C em funçãodos produtos.
Além disso, as garrafas têm os pesos elevados com asformas sensivelmente idênticas ligadas às restrições deresistência, o que só permite uma diferenciação muitofraca entre os produtos comercializados.
Ademais, conclui-se que existem dois processos queapresentam vantagens e inconveniências. Porém, o custosuplementar engendrado pelas características particularesdos recipientes utilizados atualmente e necessárias parao enchimento a quente tendem a orientar aos industriaispreocupados com colocação em serviço de linhas deenchimento pelo processo asséptico.
É importante fixar uma ordem de idéias dos pesos domaterial. Há 15 anos, um recipiente de 1,5 litrosnecessitava 49g de material no enchimento a frio e 55g dematerial no enchimento a quente, tratamento HR.Os ganhos importantes têm sido realizados para oenchimento a frio chegando a 2 8g, enquanto que aquantidade de material para o enchimento a quente não temdiminuído quase nada.
O compromisso procurado pelos industriais considera poderencher com líquidos quentes para obter a garantia deassepsia, mas nas garrafas de paredes mais delgadasdestinadas ao enchimento a frio para limitar os custostanto dos recipientes como da linha de condicionamento.Isso é o que propõe o processo segundo a presenteinvenção que é descrito agora em detalhe conforme um modode concretização preferido, não limitante.
Um jogo de Figuras permite ilustrar o processo de formaesquemática, essas figuras apresentam:
Figura 1: uma vista de um recipiente antes do enchimento;
Figura 2 : uma vista do mesmo recipiente da Figura 1 umavez enchido com um líquido a quente antes doresfriamento;
Figuras 3A e 3B: duas vistas a 90° do recipiente cheiodepois do resfriamento e tendo suportado o fenômeno docolapso;
Figura 4: o recipiente colapsado das Figuras 3A e 3B apóstratamento segundo o processo da presente invenção querecupera sua forma inicial.
0 exemplo dado referente às garrafas PET poderia seaplicar a todo recipiente em material polimérico da mesmanatureza e apresentando propriedades similares.
0 processo consiste em efetuar um enchimento a quente deum recipiente de paredes delgadas, esse recipientedevendo apresentar as tales características adaptadasdescritas aqui anteriormente. Esse recipiente é de formacilíndrica, eventualmente com sulcos para enrijecer ocorpo, com um fundo leve como aquele dos recipientes paraáguas minerais planas, mas reforçado, o peso total dorecipiente sendo sensivelmente aquele dos recipientesutilizados para recipientes de água mineral, à igualcapacidade.
O fundo reforçado consiste geralmente em um fundoarredondado cerca do gargalo com reforços para evitar seuretorno sob pressão ligeira.
Esse recipiente é fabricado a partir de um ou do outrodos dois métodos de tratamento chamados de "HR" uma ouduas rodas, em função da temperatura de condicionamento.
0 recipiente é dessa forma capaz de resistir ao calor efica com um peso reduzido. Ademais, observa-se a ausênciade elementos característicos das garrafas em PET datécnica anterior, condicionadas a quente, tais comocintura, bulbo no ombro, painéis. O recipiente, ilustradona Figura 1, possui uma geometria simples.
0 enchimento se efetua a partir do reservatório de umdispositivo de enchimento de tipo conhecido, geralmentepor gravidade diretamente no recipiente, o líquido sendolevado e mantido a uma temperatura de 60 a 950C em funçãodas aplicações desejadas.
Quando o líquido na temperatura penetra no recipiente, seproduzem três ações:- subida rápida da temperatura da parede posto que aespessura é fraca e a inércia correspondente é limitada.
- ação da pressão hidrostática devido à carga resultantedo derramamento gravitacional, e
- ação devido à carga do volume de líquido introduzido norecipiente.
0 recipiente se deforma pouco sob o efeito da subida detemperatura sob o efeito do enchimento, pois o recipienteé fabricado para responder a essa subida de temperatura,quando muito uma ligeira forma de tonei no momento daobturação. Essa é a representação da Figura 2.
Afirma-se que a cristalinidade pode ser melhorada comoindicado no preâmbulo do presente pedido, o que melhorafortemente a resistência mecânica. Afirma-se também quese o recipiente é utilizado logo após sua fabricação, oretorno da umidade é muito limitado e a resistênciainicial à temperatura é conservada quase de modointegral.
O fundo tendo sido concebido com uma resistência mecânicamelhorada assim como seu tratamento "HR" evita o retornodo arredondamento desse fundo sob o efeito da carga e doaumento de pressão uma vez o mencionado recipiente fecha.Efetivamente, o aumento da temperatura provoca umaretração rápida do volume do recipiente enquanto que olíquido contido conserva seu volume o que gera umapressão no interior do recipiente.
De fato, o fundo concebido para resistir conserva suaforma enquanto que o corpo do recipiente apresenta umadeformação importante no momento do resfriamento dolíquido e do espaço da cabeça. Deve-se notar que essadeformação não é irreversível, pois se o recipiente éaberto, o corpo retoma sua forma inicial.
Diz-se que a deformação se localiza na zona mais propíciaà deformação mecânica como as paredes, por exemplo, nocaso de recipientes conhecidos para os quais nenhumamodificação particular foi empregada.
Constata-se também que no caso de uma zona menosresistente mecanicamente, a deformação é reproduzível emtodos os recipientes idênticos enchidos nas mesmascondições.
É, portanto possível criar voluntariamente uma zonaadaptada em todo recipiente do tipo que suporta adeformação sobre essa zona específica e determinada, demodo reproduzível.
Diz-se que um recipiente quadrado ou cilíndrico resistebem á pressão, mas resiste mal ao vazio exceto ao proveros artifícios como os sulcos ou as pregas.
Segundo o processo da invenção, se obtém, portanto, umrecipiente com um fundo e uma cintura de junção do fundoe do mencionado corpo não deformados, graças àresistência da dobra formada nessa junção. 0 recipiente éestável no seu fundo, mas com um corpo deformado,colapsado segundo o vocábulo do mestre, o que o tornaimpróprio para uma colocação no comércio. Essas são asrepresentações nas Figuras 3A e 3B.
O processo de acordo com a presente invenção consiste emreduzir o volume do recipiente provocando uma redução dovolume do recipiente depois do resfriamento parcial outotal do líquido.
Tem-se constatado que a garrafa mesmo se recebe umtratamento HR "Resistente ao calor", permite minimizar oefeito de memória de forma do PET sem, porém suprimi-lointegralmente.
O processo consiste em relaxar as restrições fixadas demodo que o recipiente tende a retomar sua forma inicial,aquela da pré-forma e, portanto, tende a reencontrar umvolume mais reduzido. Esse é o comportamentoparticularmente surpreendente e atrativo da presenteinvenção.
Tendo isto em vista, uma vez o líquido introduzido aquente, após uma vez o recipiente fechado e operado umresfriamento parcial ou total, o recipiente é submetido auma subida de temperatura de pelo menos uma parte domencionado recipiente de modo a relaxar as restrições e adeformar de modo reversível o recipiente sobre toda ousobre parte de sua superfície.
0 aumento de temperatura deve ser rápido para nãoprovocar o aumento da temperatura do líquido, o queanularia o diferencial necessário para compensar adepressão.
Entretanto, a escolha de meios para realizar esse aumentode temperatura é muito ampla, pois a proporção da massacolocada em jogo é muito importante. As algumas gramas dePET de um recipiente enfrentam às centenas de gramas doconteúdo conduzindo necessariamente a uma elevação datemperatura mais rápida do invólucro que do conteúdo.
Ademais, em caso de aquecimento por radiação emparticular, o invólucro é o primeiro submisso àsradiações infravermelhas e absorve em primeiro lugar ascalorias.
É conveniente somente evitar os meios de aquecimento portransmissão o banho Maria ou a pasteurização. Nesse caso,é um outro parâmetro que não está mais adaptado, é otempo necessário, muito longo com esse tipo de técnica.
Um outro prejuízo a vencer é o volume de compensaçãonecessário. Após observação do recipiente depois doresfriamento, a deformação permite pensar que énecessário gerar uma redução importante de volume.
Para uma garrafa de 50 0 ml, a redução de volume apósresfriamento é de 3,5% somente do volume líquido,portanto 17ml.
De fato, sobre uma garrafa tal, geralmente deaproximadamente 6Omm de diâmetro, para dar uma idéia, épossível prever a contração ("rétreint") sobre a alturada mencionada etiquetagem, ou seja, sobre a zona deoposição de uma etiqueta.
A cintura entre a zona de etiquetagem e o fundo assimcomo a zona de sustentação sendo indeformáveis, ésuficiente prever uma retração de 1 a 2 mm do diâmetro. Emesmo possível prever uma leve supressão a fim decompensar a eventualmente rétreint suplementar no momentode colocar no refrigerador de um tal recipiente.Deve-se observar também que no momento do enchimento aquente, subsiste sempre um espaço da cabeça cheio de ar.
Também, é possível deitar a garrafa de modo a conduzirsistematicamente esse ar conforme uma geratriz damencionada garrafa em parte alta. DE fato, o processopode colocar a funcionar um aquecimento a ar quente, poisa transmissão de calorias entre a parede e o ar é muitodifícil, estando o ar muito isolado. As calorias seconcentram na parede da mencionada garrafa na zonaconcernente e provoca muito rapidamente a contraçãoprocurada.
Para não ter que proceder a um novo aumento total datemperatura, também é possível realizar esse aquecimentodo invólucro depois que o líquido interior passou abaixoda temperatura de transição da ordem de 4 0 a 50°C.Pode-se notar também que o processo segundo a presenteinvenção permite realizar os recipientes de secçãoquadrada, a contração provocando então a deformação dorecipiente por triangulação que é igualmente compensadano momento do relaxamento das restrições e, portanto, dacontração do recipiente.
Assim, de acordo com a presente invenção, o processoconsiste em recorrer a um recipiente apto para resistirmecanicamente sem deformação ao enchimento a quente comum líquido, em uma faixa de temperaturas de um líquidoesterilizado, geralmente de 80 a 95 °C, por exemplo, umrecipiente em polietileno, o mencionado recipiente sendorealizado por extrusão/sopro e apresentando uma memóriade forma antes do sopro; em encher o mencionadorecipiente com o mencionado líquido quente; em fecharesse recipiente cheio e deixar resfriar pelo menos abaixode uma temperatura de congelamento do recipiente,provocando então uma deformação por meio da formação deuma depressão no interior do recipiente; depois emaquecer o recipiente para provocar um relaxamento dasrestrições e um retorno para a forma antes do sopro,gerando uma contração e uma pressão interna do recipienteconduzindo pelo menos a compensar as deformações sofridaspelos efeitos da depressão.
Obtém-se assim segundo a presente invenção um recipientepreenchido com um conteúdo pasteurizado, no qual se podegarantir a pasteurização através de uma simples medida detemperatura de enchimento. 0 custo do recipiente paradesenvolver o processo não é mais prejudicial ecompletamente comparável com aquele dos recipientes aptosa suportar um enchimento asséptico.
A vantagem é poder responder às necessidades industriaisreferentes a enchimentos, às necessidades de garantia deassepsia sem por isso precisar de linhas deengarrafamento custosas em investimentos, igualmentecustosas e complexas em funcionamento.
Dessa forma, graças ao processo segundo a presenteinvenção, não somente o custo da matéria prima parafabricar um recipiente cheio a quente é reduzida, mastambém essa quantidade menor de matéria prima conduz acustos ulteriores de reciclagem reduzidos por um mesmovolume engarrafado.
Conforme a presente invenção deve-se notar que se podeprever um dispositivo adaptado para o desenvolvimento doprocesso.
Uma solução consiste em realizar conchas compreendendopelo menos duas partes, de forma a envolver o recipiente,as mencionadas conchas sendo aquecidas por todos os meiosadaptados a fim de emitir as calorias necessárias.As conchas têm um perfil sensivelmente conjugado daqueledo recipiente para emitir as calorias pelo menos próximodas paredes, até mesmo em uma zona localizada dessaparede, essas conchas são orientadas horizontalmente se oaquecimento é efetuado sobre uma geratriz com o ar naparte superior. Nesse caso, é possível então provocar umaquecimento mais intenso em uma zona particular.

Claims (9)

1. Processo de enchimento a quente de um recipiente comum líquido esterilizado, geralmente a uma temperaturasituada entre 60 à 95°C, caracterizado pelo fato deconsistir na realização das seguintes etapas:а. dispor de um recipiente realizado em um material esegundo um processo apto para restituir a resistência aoenchimento a quente do mencionado líquido, o mencionadorecipiente tendo stress residual devido a sua fabricação;b. encher o mencionado recipiente com o mencionadolíquido quente;c. fechar imediatamente após o enchimento esse recipientecheio;d. deixar resfriar pelo menos abaixo de uma temperaturade congelamento do recipiente, provocando uma deformaçãopela formação de uma depressão no interior do recipiente;ee. aquecer o recipiente para provocar um relaxamento dostress residual, esse relaxamento conduzindo a umacontração e consecutivamente, gerando uma pressão internado recipiente a qual compensa pelo menos as deformaçõessofridas pelos efeitos da depressão da etapa (d).
2. Processo de enchimento a quente, de acordo com areivindicação 1, caracterizado pelo fato de que oprocesso que permite fazer o recipiente resistente é umprocesso de extrusão/sopro seguido de um tratamento "HR" .
3. Processo de enchimento a quente, de acordo com areivindicação 1 ou 2, caracterizado pelo fato do materialser politereftalato de etila, PET.
4. Processo de enchimento a quente, de acordo com areivindicação 1, 2 ou 3, caracterizado pelo fato de seprever no recipiente uma zona localizada de contração.
5. Processo de enchimento a quente, de acordo comqualquer uma das reivindicações de 1 a 4, caracterizadopelo fato de que a zona localizada de contração é a zonade etiquetagem.
6. Processo de enchimento a quente, qualquer uma dasreivindicações de 1 a 5, caracterizado pelo fato de que oaquecimento da etapa (e) é prosseguida para provocar umapressão no interior do recipiente.
7. Processo de enchimento a quente, de acordo comqualquer uma das reivindicações de 1 a 6, caracterizadopelo fato de compreender um aquecimento do tipo aradiação infravermelha.
8. Processo de enchimento a quente, de acordo com areivindicação 7, caracterizado pelo fato de que oaquecimento do tipo infravermelho é obtido por meio deconchas aquecidas compreendendo pelo menos duas partes demodo a envolver o recipiente, para emitir as caloriasnecessárias.
9. Processo de enchimento a quente de acordo com qualqueruma das reivindicações de 1 a 6, caracterizado pelo fatode compreender um aquecimento do tipo a ar quente.
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