BRPI0614618A2 - embreagem viscosa acionada eletromagneticamente - Google Patents

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David R Hennessy
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Abstract

EMBREAGEM VISCOSA ACIONADA ELETROMAGNETICAMENTE. Um conjunto de válvula (106) para uma embreagem viscosa acionada eletromagneticamente (100) inclui uma placa de cobertura (140) definindo uma parte de assento configurada para cobrir seletivamente uma abertura (138) de um reservatório (112), uma placa de montagem flexivel (142), e uma armadura (144) que é móvel em resposta ao fluxo magnético aplicado para deslocar a placa de cobertura (140) em relação à abertura (138) do reservatório (112) . A armadura (144) inclui uma parte de base (146) conectada à placa de cobertura (140) e à placa de montagem (142), e uma lingüeta (148) se estendendo a partir da parte de base (146) . A lingüeta (148) e a parte de base (146) definem um caminho para conduzir fluxo magnético.

Description

EMBREAGEM VISCOSA ACIONADA ELETROMAGNETICAMENTE
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
Embreagens são utilizadas em uma variedade de mon-tagens. Por exemplo, embreagens de ventilador são usadas emmontagens automotivas para permitir engrenamento seletivo deum ventilador para ajudar a refrigerar um motor, e embrea-gens de ventilador viscosas são comumente usadas com cami-nhões para serviço médio a pesado. Falando de uma maneirageral, estas embreagens de ventilador viscosas operam pelaintrodução de um fluido de cisalhamento em uma câmara detrabalho para engrenar por atrito dois componentes, tais co-mo um rotor conectado a uma entrada de acionamento e um alo-jamento conectado a um ventilador, pela transmissão de ener-gia rotacional por meio do fluido de cisalhamento. Uma em-breagem viscosa como esta pode engrenar rotação do ventila-dor quando o fluido de cisalhamento está presente na câmarade trabalho e desengrenar rotação do ventilador quando ofluido de cisalhamento é removido da câmara de trabalho.
Muitas embreagens viscosas conhecidas são aciona-das eletromagneticamente. Ou seja, estas embreagens viscosasincluem uma bobina eletromagnética que pode gerar fluxo mag-nético para controlar a operação de uma válvula que, no gi-ro, regula fluxo de fluido de cisalhamento de um reservató-rio de fornecimento de fluido para a câmara de trabalho. En-tretanto, existem inúmeras dificuldades na localização daválvula e da bobina de uma tal maneira que as capacidadesrotacionais do acionamento sejam mantidas adequadamente, aomesmo tempo que permitindo também controle eficiente e efe-tivo do fluxo de fluido com a válvula.
Por exemplo, o reservatório de uma embreagem vis-cosa é tipicamente fixado ao alojamento da embreagem. Pás deventilador são conectadas ao alojamento. O alojamento, o re-servatório e as pás de ventilador estão todos de uma maneirageral tanto estacionário quanto girando em uma velocidaderelativamente baixa quando a embreagem está em uma condição"desligada" ou desengrenada. Um reservatório relativamenteestacionário transmite pouca energia cinética para o fluidode cisalhamento contido no seu interior, o que pode diminuiro tempo de resposta para a embreagem deslocar fluido de ci-salhamento do reservatório para a câmara de trabalho quandoa válvula é aberta. Mas fixar o reservatório ao rotor é pro-blemático, por causa de ser difícil fornecer um conjunto deválvula adequado que possa girar com o rotor e também aindaser controlada efetivamente e de forma eficiente pela bobi-na, a qual de uma maneira geral deve ser fixada de forma ro-tativa para capacitar conexões elétricas seguras a ser fei-tas para a bobina. Além disso, muitos arranjos de circuitode fluxo para ligar magneticamente a válvula e a bobina sãoindesejáveis, por causa das exigências de tamanho e de po-tência para uma bobina capaz de gerar fluxo magnético sufi-ciente presente em um hospedeiro de problemas. Grandes bobi-nas indesejavelmente acrescentam peso e custo adicionais e,além do mais, podem superar as exigências admissíveis decorrente ou tensão para um motor particular, as quais sãotipicamente parâmetros de motor grande estabelecidos com re-ferência ao controlador de motor eletrônico para o veículono qual a embreagem é instalada.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
Um conjunto de válvula para uma embreagem viscosaacionada eletromagneticamente de acordo com a presente in-venção inclui uma placa de cobertura definindo uma parte deassento configurada para cobrir seletivamente uma aberturade um reservatório, uma placa de montagem flexível, e umaarmadura que é móvel em resposta ao fluxo magnético aplicadopara deslocar a placa de cobertura em relação à abertura doreservatório. A armadura inclui uma parte de base conectadaà placa de cobertura e à placa de montagem, e uma lingüetase estendendo a partir da parte de base. A lingüeta e a par-te de base definem um caminho para conduzir fluxo magnético.
DESCRIÇÃO RESUMIDA DOS DESENHOS
A Figura 1 é uma vista traseira de uma embreagemviscosa de acordo com a presente invenção.
A Figura 2A é uma vista seccional transversal daembreagem viscosa, feita ao longo da linha 2-2 na Figura 1.
A Figura 2B é uma vista ampliada de uma parte daseção transversal mostrada na. Figura 2A.
A Figura 2C é uma vista seccional transversal emperspectiva de uma parte da embreagem, feita ao longo da li-nha 2-2 na Figura 1.
A Figura 3 é uma vista frontal de um rotor da em-breagem viscosa das Figuras 1-2C.
A Figura 4 é uma vista em perspectiva do conjuntode válvula da embreagem viscosa das Figuras 1-2C.A Figura 5 é uma vista traseira do conjunto deválvula da Figura 4.
A Figura 6 é uma vista seccional transversal doconjunto de válvula, feita ao longo da linha 6-6 na Figura5.
A Figura 7 é uma vista seccional transversal daembreagem viscosa, feita ao longo da linha 7-7 na Figura 1.
A Figura 8 é uma vista seccional transversal daembreagem viscosa, feita ao longo da linha 8-8 na Figura 1.
A Figura 9 é uma vista traseira do alojamento daembreagem viscosa das Figuras 1-2C, 7 e 8.
A Figura 10 é uma vista seccional transversal emperspectiva de uma parte do alojamento da Figura 9.
A Figura 11 é uma vista seccional transversal emperspectiva de um lado dianteiro da parte do alojamento dasFiguras 9 e 10.
DESCRIÇÃO DETALHADA
Em geral, uma embreagem viscosa acionada eletro-magneticamente de acordo com a presente invenção permite en-grenamento seletivo entre um componente de entrada e um com-ponente de saida, por exemplo, para acionar seletivamente umventilador como uma função de uma entrada rotacional de ummotor. Um conjunto de válvula é controlado por meio de umcircuito de fluxo magnético que transmite fluxo magnéticogerado por uma bobina eletromagnética. O conjunto de válvulainclui uma armadura, uma placa de montagem e uma placa decobertura. A armadura inclui uma parte de base e uma ou maislingüetas se estendendo a partir dessa parte de base. A em-breagem é tipicamente configurada de maneira tal que o con-junto de válvula é suportado por um rotor, e as lingüetas daarmadura se estendem através das aberturas no rotor. Dessemodo a armadura "flutua" entre os lados dianteiro e traseirodo rotor.
0 pedido de patente provisório US 60/704.063, in-titulado VISCOUS CLUTCH e depositado em 29 de julho de 2005,está incorporado com este em sua totalidade pela referência.
A Figura 1 é uma vista traseira de uma embreagemviscosa acionada eletromagneticamente 100, mostrando o ladotraseiro ou acionado da embreagem 100. A Figura 2A é umavista seccional transversal da embreagem 100 feita ao longoda linha 2-2 na Figura 1. A Figura 2B é uma vista ampliadade uma parte da seção transversal mostrada na Figura 2A. Talcomo mostrado nas Figuras 1-2B, a embreagem 100 inclui umalojamento de duas partes 102, um rotor 104, um conjunto deválvula 106, uma montagem de bobina eletromagnética 108, umeixo 110 e um reservatório 112. Uma câmara de trabalho 114 éformada entre o alojamento 102 e o rotor 104 onde um fluidode cisalhamento (por exemplo, um fluido de cisalhamento deóleo de silício convencional) pode fluir. Para simplicidade,nenhum fluido de cisalhamento não está mostrado nas Figuras.
O eixo 110 fornece uma entrada de acionamento ro-tativo para a embreagem. É feito de um material metálico ca-paz de conduzir fluxo magnético, tal como aço. Como será en-tendido pelos versados na técnica, uma extremidade acionada110D do eixo 110 pode ser conectada diretamente a uma saídarotacional de um motor, ligada a uma saída rotacional de ummotor por meio de correias e polias, ou fornecida com algumaoutra forma de entrada de acionamento rotativo. 0 eixo 110define um eixo geométrico de rotação A para a embreagem 100.
A montagem de bobina eletromagnética 108 inclui umcopo de bobina 116 e uma bobina enrolada 118 que é inseridano copo 116 e fixada dentro do copo (por exemplo, por meiode envasamento). O copo de bobina 116 pode ser feito de aço,e a bobina enrolada 118 pode ser formada de arame de cpbreenrolado. A montagem de bobina 108 é projetada para maximi-zar a força eletromagnética gerada pela montagem de bobina108 dentro de limites admissíveis. A montagem de bobina 108pode ser uma unidade relativamente pequena projetada assimcomo para não superar as exigências de corrente e tensão ad-missíveis estabelecidas pelas exigências de um controladorde motor eletrônico (não mostrado) para um veículo em que aembreagem 100 é instalada. A montagem de bobina 108 é supor-tada em relação a um lado traseiro ou acionado da embreagem100 por um conjunto de mancai de esferas de fileira única120, o qual é montado no eixo 110. A montagem de bobina 108é amarrada, de maneira tal que ela é fixada de forma rotati-va com relação a um ponto externo (por exemplo, fixada a umaestrutura de um veículo em que a embreagem 100 é montada) .Um conduíte de fiação 122 se estende a partir da montagem debobina 108 para permitir conexões elétricas a outros compo-nentes de veículo (não mostrados) tais como um fornecimentode energia, um controlador de motor eletrônico, etc.
O rotor 104 é localizado dentro do alojamento 102,e é de uma maneira geral circundado pelo alojamento 102. AFigura 2C é uma vista seccional transversal em perspectivade uma parte da embreagem 100, feita ao longo da linha 2-2na Figura 1, mostrando o rotor 104. O alojamento 102 estáomitido na Figura 2C para clareza. A Figura 3 é uma vistafrontal do rotor 104 mostrado isoladamente. Tal como mostra-do nas Figuras 2A-3, o rotor 104 é de uma maneira geral naforma de disco, e tem uma parte de diâmetro externo (DE) queé deslocada axialmente com relação a uma parte de diâmetrointerno (Dl), o que ajuda reduzir o tamanho axial total daembreagem 100 e ajuda alinhar forças dentro da embreagem 100em uma maneira desejável durante a operação. O rotor 104 temdiversas nervuras anulares concêntricas (coletivamente de-signadas pelo número de referência 124) em ambos os seus la-dos dianteiro e traseiro perto da parte de DE em um arranjoconvencional. As nervuras anulares 124 estão voltadas para acâmara de trabalho 114 para gerar força de engrenamento poratrito quando o fluido de cisalhamento está presente na câ-mara de trabalho 114 para engrenar a embreagem 100. 0 rotor104 pode ser formado por fundição, e as nervuras 124 podemser formadas por usinagem.
Seis aberturas de fluido de uma maneira geral oval126A-126F são formadas através do rotor 104, perto do DE dorotor 104, a fim de permitir que o fluido de cisalhamentopasse entre os lados dianteiro e traseiro do rotor 104 nacâmara de trabalho 114. Uma maior ou menor quantidade de a—berturas de fluido através do rotor 104 pode ser fornecidaem modalidades alternativas. As aberturas de fluido 126A-126F podem ser formadas por usinagem.Um canal se estendendo radialmente 128 é formadono lado dianteiro do rotor 104 radialmente para dentro dasnervuras anulares 124. O canal radial 128 cria um espaço pa-ra o conjunto de válvula 106 entre o reservatório 112 e olado dianteiro do rotor 104. Uma ranhura 130 é formada nolado traseiro do rotor 104, fornecendo um caminho de fluidoque conecta o canal 128 e a abertura de fluido 126A (ver aFigura 2C) . As funções do canal 128 e da ranhura 130 serãoexplicadas adicionalmente a seguir.
Os furos 132A e 132B são fornecidos no rotor 104para prender o conjunto de válvula 106 no lado dianteiro dorotor 104 com prendedores, tais como com parafusos ou ferro-lhos. Quatro aberturas arqueadas alongadas 134A-134D sãofornecidas ligeiramente para fora de forma radial do DI dorotor 104, entre o DI do rotor 104 e as nervuras anulares124. Cada uma das aberturas arqueadas 134A-134D tem uma for-ma parecida com fenda e é substancialmente espaçada de formaigual em volta do eixo geométrico A. Tal como explicado adi-cionalmente a seguir, as aberturas arqueadas 134A-134D per-mitem que partes móveis do conjunto de válvula 106 passematravés do rotor 104.
O rotor 104 é montado diretamente no eixo 110 (veras Figuras 2A e 2B) , e é fixado rotativamente ao eixo 110para co-rotação com ele. O rotor 104 é feito de um materialmagnético não-metálico leve (isto é, um material leve quenão seja um bom condutor de fluxo magnético), tal como alu-mínio. Um inserto 136, feito de um material não-magnéticometálico relativamente duro, tal como aço inoxidável, é lo-calizado no DI do rotor 104 para fornecer uma montagem ro-busta entre o rotor 104 e o eixo 110. O inserto 136 consti-tui uma parte de cubo do rotor 104. As aberturas arqueadas134A-134D através do rotor 104 também se estendem através doinserto 136. O inserto 136 pode ser pré-formado e o materialdo rotor 104 moldado em volta do inserto 136. A fixação doeixo 110 ao rotor 104 pode ser feita tal como uma junta re-cartilhada pressionada, já que uma extremidade do eixo 110 éenrolada contra o rotor 104 para retê-lo mecanicamente nadireção axial, embora outros tipos de conexões (por exemplo,conexões rosqueadas) possam ser usados em modalidades alter-nativas .
Tal como mostrado nas Figuras 2A-2C, o reservató-rio 112 é montado no rotor 104 para manter um fornecimentode fluido de cisalhamento, e o reservatório 112 gira com orotor 104. Na modalidade mostrada, o reservatório 112 é mon-tado entre o DI e DE do rotor 104 por uma conexão estampada,embora em modalidades alternativas a posição e fixação doreservatório 112 possa variar. O reservatório 112 de uma ma-neira geral tem uma configuração anular, e é similar aosprojetos de reservatório bem conhecidos para embreagens vis-cosas. Uma abertura 138 (isto é, um furo de retorno) em umaplaca traseira 112A do reservatório 112 está voltada para olado dianteiro do rotor 104. 0 reservatório 112 retém subs-tancialmente todo o fluido de cisalhamento enquanto a embre-agem 100 está desengrenada, ou seja, quando o conjunto deválvula 106 está em uma posição fechada tal como mostradonas Figuras 2A-2C. O fluido de cisalhamento pode passar parafora do reservatório 112 através da abertura 138 quando oconjunto de válvula 106 está em uma posição aberta para en-grenar a embreagem 100.
O conjunto de válvula 106 também é montado no ladodianteiro do rotor 104 (isto é, o lado do rotor 104 voltadopara a extremidade dianteira 110F do eixo 110) . O conjuntode válvula 106 está mostrado isoladamente nas Figuras 4-6,onde a Figura 4 é uma vista em perspectiva, a Figura 5 é umavista traseira, e a Figura 6 é uma vista seccional transver-sal feita ao longo da linha 6-6 da Figura 5. Tal como vistonas Figuras 2A-2C e 4-6, o conjunto de válvula 106 incluiuma placa de cobertura 140, uma placa de montagem 142 e umaarmadura "flutuante" 144. A armadura 144 é "flutuante" por-que ela é configurada para se estender entre os lados dian-teiro e traseiro do rotor 104, e é móvel em relação ao rotor104. A placa de cobertura 140 e a placa de montagem 142 sãoconectadas à armadura 144 opostas uma à outra, usando-se re-bites ou outros dispositivos de fixação adequados.
A placa de cobertura 140 pode cobrir e descobrir aabertura 138 na placa traseira 112A do reservatório 112, e éposicionada substancialmente entre o reservatório 112 e orotor 104 no lado dianteiro do rotor 104. A placa de cober-tura 140 inclui uma primeira parte 140A que é conectada àarmadura 144, uma segunda parte 140B que se estende a partirda primeira parte 140A em aproximadamente 90°, e uma tercei-ra parte 140C que se estende a partir da segunda parte 140Bem uma direção oposta à da primeira parte 140A. A terceiraparte 140C é ligeiramente inclinada de volta na direção daarmadura 144, e define uma parte de assento da placa de co-bertura 140 que pode vedar contra a placa traseira 112A doreservatório 112 para fechar a abertura 138 (tal como mos-trado nas Figuras 2A-2C), a qual substancialmente impede queo fluido de cisalhamento saia do reservatório 112. A placade cobertura 140 pode ser feita de um material metálico, talcomo aço. A placa de cobertura 140 de uma maneira geral per-mite alguma flexão para fornecer uma vedação robusta quandoem uma posição fechada em relação ao reservatório 112. En-tretanto, a vedação formada pela placa de cobertura 140 nãonecessita ser completamente estanque ao fluido para a embre-agem 100 funcionar.
A placa de montagem 142 inclui as primeira e se-gunda protuberâncias de montagem 142A e 142B. Cada uma dasprimeira e segunda protuberâncias de montagem 142A e 142B éarqueada em forma e fornece um furo para prender o conjuntode válvula 106 ao rotor 104 nos furos 132A e 132B, respecti-vamente, usando prendedores adequados tais como parafusos ouferrolhos. Um recorte tipo concha 142C é definido ao longode uma borda externa da placa de montagem entre as primeirae segunda protuberâncias de montagem 142A e 142B. A placa demontagem 142 define uma articulação para o conjunto de vál-vula 106. A placa de montagem 142 age como um feixe de mo-las, e na presente modalidade predispõe a armadura 144 e aplaca de cobertura 140 para descobrir a abertura 138 no re-servatório 112 por padrão (nas Figuras 2A-2C, o conjunto deválvula 106 está mostrado em uma posição "desligada" ou fe-chada com a placa de cobertura 140 cobrindo a abertura 138para restringir fluxo de fluido). O fluido de cisalhamentopode fluir para fora do reservatório 112 à medida que a pla-ca de cobertura 140 é deslocada de forma articulada paralonge da abertura 138 na placa traseira 112A do reservatório112, com o fluido de cisalhamento se deslocando para fora doreservatório 112 em maiores volumes quando a placa de válvu-la 140 é deslocada de uma maior distância para longe da a-bertura 138 na placa traseira 112A do reservatório 112.
A armadura 144 é um componente de condução de flu-xo magnético que é móvel em resposta a um campo magnéticoaplicado. A armadura 144 inclui uma parte de base em formade anel 146, a qual é posicionada no lado dianteiro do rotor104, e tem quatro lingüetas 148A-148D que se estendem a par-tir do perímetro da parte de base 146 em ângulos aproximada-mente retos. Cada uma das lingüetas 148A-148D tem uma formaligeiramente arqueada para seguir a circunferência da partede base 146. Um contrapeso 150, o qual pode ter uma formaparecida com rabicho, se estende a partir da parte de base146 da armadura 144 entre as lingüetas 148B e 148C oposto àplaca de cobertura 140. O contrapeso 150 pode atravessar orecorte tipo concha 142C da placa de montagem 142. O contra-peso 150 compensa a massa da placa de cobertura 140 no ladooposto da articulação definida pela placa de montagem 142.As lingüetas 148A-148D e o contrapeso 150 podem ser formadosintegralmente com a parte de base 146 da armadura, e o fluxomagnético pode fluir através das lingüetas 148A-148D para aparte de base 146 (ou vice-versa). A armadura 144 é formadapela estampagem da parte de uma folha de material metálico,e então dobrando-se as lingüetas 148A-148D e o contrapeso150 para a posição. A armadura 144 é feita de um materialcondutor de fluxo magnético, por exemplo, aço.
A parte de base 14 6 da armadura 144 é conectada àplaca de montagem 142, a qual capacita a armadura total 144para articular e para produzir movimento de uma maneira ge-ral axial na placa de cobertura 140 fixada com relação aorotor 104. O movimento de uma maneira geral axial da armadu-ra 144 pode deslocar a placa de cobertura 140 na direção daabertura 138, ou para longe dela, na placa traseira 112A doreservatório 112. O movimento da armadura 144 pode fornecercerca de 2-3 mm de movimento da terceira parte 140C da placade cobertura 140 em relação à placa traseira 112A do reser-vatório 112.
Considera-se que a armadura 144 pode ter diferen-tes configurações em modalidades alternativas. Por exemplo,a quantidade de lingüetas assim como as posições das lingüe-tas pode variar tal como desejado. Além disso, a placa decobertura 140, a placa de montagem 142 e o contrapeso 150também podem ter configurações diferentes daquelas modalida-des mostradas nas Figuras.
A Figura 7 é uma vista seccional transversal daembreagem 100, feita ao longo da linha 7-7 da Figura 1. Talcomo mostrado na Figura 7, as lingüetas 148A-148D da armadu-ra 144 são posicionadas para se estender através das abertu-ras arqueadas 134A-134D, respectivamente, no rotor 104 e nadireção do lado traseiro (ou lado acionado) da embreagem100. Em uma modalidade alternativa, um anel de estabilizaçãocondutor de fluxo magnético (não mostrado) pode ser preso àsextremidades distais das lingüetas no lado traseiro do rotor104. Um anel de estabilização como este pode reter as lin-güetas 148A-148D da armadura 144 para reduzir flexionamentoe aumentar a área de superfície da armadura 144 para atransmissão de fluxo magnético.
O alojamento de duas partes 102 fornece saída ro-tacional da embreagem 100 quando encaixado para rotação como rotor 104, e inclui uma parte de cobertura de alojamentodianteira 102A e uma parte de base de alojamento traseira102B que são presas conjuntamente usando-se parafusos, fer-rolhos ou outros prendedores adequados. Tanto a cobertura dealojamento 102A quanto a base de alojamento 102B são tipica-mente feitas de um material metálico, tal como alumínio. Abase de alojamento 102B tem um conjunto de mancai de duplafileira 160 pressionado para encaixe entre um DI da base dealojamento 102B e o eixo 110. O conjunto de mancai 160 é lo-calizado no lado traseiro do rotor 104, e de preferência ésubstancialmente alinhado de forma axial com as pás de ven-tilador 168 (ver a Figura 2A) . Desta maneira, o alojamento102 é suportado de forma rotativa no eixo 110 independentedo rotor 104, e o alinhamento axial do conjunto de mancai160 com as pás de ventilador 168 (assim como a câmara detrabalho 114) ajuda equilibrar as cargas operacionais noconjunto de mancai 160. Carregamento equilibrado de mancaipode ajudar a impedir danos e prolongar a vida de mancai. Oconjunto de mancai 160 leva em conta rotação relativa entreo alojamento de duas partes 102 e o rotor 104, com o rotor104 sendo fixado de forma rotativa ao eixo 110. Cada uma dea cobertura de alojamento 102A e a base de alojamento 102B éfornecida com uma série de nervuras anulares (coletivamente,cada conjunto de nervuras está designado pelo número de re-ferência 162) que estão voltadas para a câmara de trabalho114, e são encaixadas viscosamente com os conjuntos de ner-vuras anulares 124 nos lados dianteiro e traseiro do rotor104 para transmitir torque quando a embreagem 100 está en-grenada (isto é, quando fluido de cisalhamento é introduzidona câmara de trabalho 114). A operação da embreagem 100 seráexplicada adicionalmente a seguir.
Tal como mostrado na Figura 7, a cobertura de alo-jamento 102A inclui um sistema de bomba de fluido dinâmicoconvencional que opera pelo desenvolvimento de pressão nofluido de cisalhamento localmente na câmara de trabalho 114perto do DE do rotor 104. Um caminho de retorno 164 é defi-nido através da cobertura de alojamento 102A para o fluidode cisalhamento se deslocar do DE da câmara de trabalho 114para o reservatório 112.
O exterior do alojamento 102 tem as aletas de re-frigeração 166 (ver as Figuras 1, 8 e 9) para transferir ca-lor gerado pela embreagem para o ambiente circundante a ela.Alumínio é tipicamente usado para formar o alojamento 102,por causa das propriedades favoráveis de transferência decalor do alumínio que ajudam a dissipar calor da embreagem100. Tal como mostrado na Figura 2A, as pás de ventilador168 podem ser conectadas ao alojamento 102 para co-rotaçãocom o alojamento 102 quando a embreagem 100 está engrenada(as pás de ventilador 168 estão omitidas nas outras Figuraspara simplicidade). As pás de ventilador 168 podem ser partede uma montagem de lâmina de ventilador unitário conectadoao alojamento 102 com parafusos ou ferrolhos em uma maneirabem conhecida.
A Figura 8 é uma vista seccional transversal da embreagem100 feita ao longo da linha 8-8 da Figura 1. Tal como mos-trado nas Figuras 2A, 2B, 7 e 8, um inserto de alojamentocondutor de fluxo magnético 170 é disposto na base de aloja-mento 102B, e age como um conduite magnético entre a monta-gem de bobina eletromagnética 108 e a armadura "flutuante"144 do conjunto de válvula 106. O inserto de alojamento 170pode ser feito de aço. Este inserto de alojamento condutivomagneticamente 170 pode ser pré-formado em uma forma de umamaneira geral cilíndrica, com um chanfro 172 na sua bordaexterna dianteira, uma pluralidade de recortes tipo concha174 espaçados circunferencialmente na sua borda traseira(ver as Figuras 2A, 2B, 7 e 10) e uma nervura radial se es-tendendo para dentro 176. O inserto de alojamento 170 é mol-dado dentro da base de alojamento 102B. Os recortes tipoconcha 174 localizados na borda traseira do inserto de alo-jamento 170 permitem que material do alojamento 102 (por e-xemplo, alumínio) flua por lá durante a fundição, fornecendoassim uma conexão mais segura entre o inserto de alojamento170 e a base de alojamento 102B, embora fornecendo ainda umcaminho de fluxo magnético substancialmente axial. Tal comomostrado na Figura 8, o inserto de alojamento se estende pa-ra a traseira para uma localização que fica axialmente atrásda frente do copo de bobina 116 da montagem de bobina 108,formando uma pequena folga de ar radial Gi entre eles. Asvistas seccionais transversais das Figuras 2A, 2B e 7 sãofeitas em localizações onde os recortes tipo concha 174 seestendem para frente para dentro do inserto de alojamento170, o que é mostrado pelo fato de que o inserto de aloja-mento 17 0 tem um menor comprimento axial nas Figuras 2A, 2Be 7 quando comparado ao da Figura 8 (ver também a Figura10). A nervura radial 176 é localizada em uma parte centraldo inserto de alojamento 170, e funciona para facilitar fun-dição e para ajudar a estabilizar o inserto de alojamento170 em relação à base de alojamento 102B. A nervura radial176 e os recortes tipo concha de inserto 174 permitem que oinserto de alojamento 170 seja preso em relação ao alojamen-to 102, ao mesmo tempo que uma substancial área de superfí-cie do inserto 170 pode permanecer exposta, ou seja, desco-berta pelo material do alojamento 102.
Tal como mostrado na Figura 7, as lingüetas 148A e148C da armadura 144 são posicionadas na área do inserto dealojamento condutivo magneticamente, separadas por uma folgade ar radial substancialmente pequena G2. 0 fluxo magnéticopode passar entre o inserto de alojamento 170 e a armadura144 através da folga de ar G2. À medida que a armadura 144se desloca em resposta ao fluxo magnético aplicado, a orien-tação relativa da armadura com relação ao inserto de aloja-mento 170 muda. Entretanto, a folga de ar G2 permanece ori-entada substancialmente de forma radial.Tal como mostrado nas Figuras 2A, 2B, 7 e 8, umaplaca de pólo magnético substancialmente em forma de disco178 é montada em uma extremidade dianteira IlOF do eixo 110(por exemplo, por meio de uma conexão recartilhada pressio-nada). A placa de pólo 178 se estende totalmente para o ladodianteiro do rotor 178, e não atravessa qualquer parte dorotor 104. A placa de pólo 178 é fixada para co-rotação como eixo 110 e o rotor 104, mas não é de forma móvel tal comoa armadura 144. A placa de pólo 178 é feita de um materialcondutor de fluxo magnético, tal como aço, e age como umconduite magnético entre a armadura 144 e o eixo 110. Estaplaca de pólo 17 8 também age como um batente para a armadura144 quando a armadura 144 é arrastada na direção da placa depólo 178 pelas forças eletromagnéticas (isto é, a armadura144 faz contato com a placa de pólo 178 para limitar a faixade movimento da armadura) . Quando a embreagem 100 está in-teiramente desengrenada (tal como mostrado em todas as Figu-ras), a parte de base 146 da armadura 144 é arrastada magne-ticamente para contato físico com a placa de pólo 178. Quan-do a embreagem 100 está engrenada, existe uma pequena folgade ar variável substancialmente axial G3 (não mostrada) pre-sente entre a placa de pólo 178 e a armadura 144. Tal comoserá explicado com detalhes adicionais a seguir, o tamanhodessa folga de ar substancialmente axial G3 pode variar.
Durante a operação, o fluido presente na embreagem100 pode fazer com que a armadura 144 agarre na placa de pó-lo 178, diminuindo assim indesejavelmente o tempo de respos-ta de embreagem. A fim de abrandar esse problema, a facetraseira da placa de pólo 178 pode ser opcionalmente comtextura (isto é, feita para não ser lisa) ou ter recursoselevados (por exemplo, cabeças de rebite se estendendo) paraajudar a impedir que a armadura 144 agarre na placa de pólo178. Alternativamente ou além disto, a face frontal da arma-dura 144 pode ser com textura ou ter recursos elevados paraalcançar o mesmo objetivo.
Além do mais, tal como mostrado nas Figuras 2A,2B, 7 e 8, uma luva de guia de fluxo magnético 180 é posi-cionada no eixo 110 na traseira do conjunto de mancai 160, afim de ficar localizada radialmente entre o eixo 110 e o co-po de bobina 116 da montagem de bobina eletromagnética 108.A luva de guia de fluxo 180 é localizada axialmente entre oconjunto de mancai 160 para o alojamento 102 e o conjunto demancai 120 para a montagem de bobina eletromagnética 108. Aluva de guia de fluxo 180 tem uma forma de uma maneira geralcilíndrica, com uma borda externa chanfrada para frente180A. A luva de guia de fluxo 180 é feita de um materialcondutor de fluxo magnético (por exemplo, aço), e podetransmitir fluxo magnético entre o eixo 110 e a montagem debobina eletromagnética 108. Uma pequena folga de ar radialG4 separa a luva de guia de fluxo 180 e o copo de bobina116.
Em vista da descrição anterior, um circuito defluxo da embreagem 100 pode ser entendido. A montagem de bo-bina eletromagnética 108 pode gerar fluxo magnético à medidaque corrente elétrica flui através da bobina 118. O fluxomagnético proveniente da montagem de bobina 108 pode passaratravés da folga de ar radial Gi do copo de bobina 116 parao inserto de alojamento 170. Depois de passar axialmente a-través do inserto de alojamento 170, o fluxo magnético podeentão passar através da folga de ar substancialmente radialG2 para as lingüetas 148A-148D da armadura 144 do conjuntode válvula 106. 0 fluxo magnético pode passar através daslingüetas 148A-148D para a parte de base 146 da armadura144. Por padrão, quando a montagem de bobina 108 está semenergia e não gerando fluxo magnético, a armadura 144 é pre-disposta para longe da placa de pólo 178, e fluxo magnéticodeve atravessar a folga de ar variável substancialmente axi-al G3 a fim de se deslocar da armadura para a placa de pólo178. O fluxo magnético proveniente da montagem de bobina 108produz uma força eletromagnética que age na armadura 144, epode deslocar de forma articulada a armadura 144 na direçãoda placa de pólo 178 e para fazer contato com ela para fe-char a folga de ar axial G3. A placa de pólo 178 continua ocircuito de fluxo magnético entre a armadura 144 e a extre-midade dianteira 110F do eixo 110. O eixo 110 pode então Ie-var o fluxo magnético na direção do lado traseiro (isto é,acionado) da embreagem 100. O fluxo magnético então pode sedeslocar do eixo 110 através da luva de guia de fluxo 180 eatravés da folga de ar radial G4 de volta para o copo de bo-bina 116 da montagem de bobina eletromagnética 108 para com-pletar o circuito de fluxo.
A operação da embreagem 100 ocorre de uma maneirageral como se segue. A placa de cobertura 140 do conjunto deválvula 106 é projetada de maneira tal que ela é predispostapara descobrir a abertura 138 na placa traseira 112A do re-servatório 112 (isto é, uma posição "ligada" ou aberta ondea embreagem 100 está engrenada) por padrão, o que permite aofluido de cisalhamento fluir do reservatório 112 para a câ-mara de trabalho 114. O fluido de cisalhamento presente nacâmara de trabalho 114 transmite torque pela criação de umengrenamento por atrito entre o rotor 104 e o alojamento102, e a porcentagem instantânea de transmissão de torquepode variar como uma função da quantidade de fluido de cisa-lhamento na câmara de trabalho 114.
O conjunto de válvula 106 pode ser acionado ele-tromagneticamente para fechar a abertura 138. Quando a mon-tagem de bobina eletromagnética 108 é energizada, fluxo mag-nético é gerado pela bobina 118 e é transmitido através docircuito de fluxo para deslocar a armadura 144 na direção daplaca de pólo 178, a qual por sua vez desloca a placa de co-bertura 140 na direção da abertura 138 na placa traseira112A do reservatório 112. Desta maneira, energizar a monta-gem de bobina 108 faz com que a embreagem 100 desengrene pe-Ia cobertura adicional da abertura 138, o que limita ou im-pede que fluido de cisalhamento passe do reservatório 112para a câmara de trabalho 114.
Tal como observado anteriormente, o canal radial128 é formado no lado dianteiro do rotor 104, em relação àlocalização da placa de cobertura 140 e da abertura na placatraseira 112A do reservatório 112. O canal radial 128 forne-ce espaço para a placa de cobertura 140 se deslocar axial-mente para cobrir e descobrir a abertura 138 na placa tra-seira 112A do reservatório 112. Além do mais, o canal radial128 e a ranhura 130 formam conjuntamente um caminho de flui-do entre a abertura 138 do reservatório 112 e a abertura126A perto do DE do rotor 104. Desse modo, a entrada defluido de cisalhamento na câmara de trabalho 114 ocorre emuma das aberturas de fluido (por exemplo, a abertura defluido 126A), a qual fornece uma saída de fluido que é subs-tancialmente centralizada de forma axial no rotor e é subs-tancialmente centralizada de forma radial em relação às ner-vuras anulares 124 (e 162) . Localizar a saída de fluido nocentro axial do rotor 104 ou perto dele permite alimentarfluido de cisalhamento para a câmara de trabalho 114 em am-bos os lados dianteiro e traseiro do rotor substancialmentede forma simultânea, assim como permite alimentar o fluidode cisalhamento para a câmara de trabalho 114 no meio dasnervuras anulares 124 perto do DE do rotor 104. Fornecerfluido de cisalhamento para a câmara de trabalho 114 pertodo DE do rotor 104 e em ambos os lados do rotor 104 simulta-neamente ajuda a melhorar os tempos de resposta de embrea-gem.
Durante operação, o sistema de bomba de fluido queinclui o caminho de retorno de fluido 164 bombeia fluido decisalhamento da câmara de trabalho 114 de volta para o re-servatório 112. 0 fluido de cisalhamento é essencialmentebombeado de forma contínua de volta da câmara de trabalho114 para o reservatório 112. A embreagem 100 permanece en-grenada somente ao continuar a manter o conjunto de válvula106 em uma posição aberta, permitindo que mais fluido de ci-salhamento se desloque (isto é, retorne) do reservatório 112para a câmara de trabalho 114. De modo oposto, a câmara detrabalho 114 pode ser efetivamente drenada ao se deslocar oconjunto de válvula 106 para uma posição inteiramente fecha-da, e impedir que fluido de cisalhamento retorne para a câ-mara de trabalho 114.
Uma variedade de esquemas de controle alternativosé possível para operar a embreagem 100. Em uma modalidade, amontagem de bobina eletromagnética 108 pode ser energizadaem uma maneira grosseira ligada/desligada, de maneira talque o conjunto de válvula 106 permanece em uma posição in-teiramente aberta (a posição padrão) ou em uma posição in-teiramente fechada quando a montagem de bobina é energizadaseletivamente.
Em uma outra modalidade, a montagem de bobina 108é energizada usando sinais de modulação de largura de pulso(PWM) provenientes de um controlador de motor eletrônico(não mostrado) . Os sinais PWM permitem que um volume médiovariável dinamicamente de fluido de cisalhamento flua parafora do reservatório 112. Os sinais PWM fazem com que a mon-tagem de bobina 108 gere fluxo magnético em uma maneira pul-sada ao longo do tempo. Dependendo da largura de pulso (istoé, duração) e da freqüência dos sinais PWM, o conjunto deválvula 106 pode ajustar de forma variável a quantidade defluido de cisalhamento permitida para passar para fora doreservatório 112 através da abertura 138 para a câmara detrabalho 114 ao longo do tempo. Ou seja, os sinais PWM fazemcom que a montagem de bobina 108 abra e feche o conjunto deválvula 10 6, e a quantidade média de tempo em que o conjuntode válvula 106 fica aberto dita a quantidade média de fluidode cisalhamento que flui para fora do reservatório 112. Mai-ores larguras de pulso e/ou maiores freqüências dos sinaisPWM tenderão a fechar o conjunto de válvula 106 mais em mé-dia, permitindo que volumes médios inferiores de fluido decisalhamento passem para a câmara de trabalho 114. Este es-quema PWM de controle permite que a embreagem 100 seja ope-rada em velocidades seletivamente variáveis, de maneira talque o alojamento 102 (e as pás de ventilador 168 fixadas)pode girar em qualquer lugar de 0% a aproximadamente 100% davelocidade de rotação do rotor 104 e do eixo 110, em vez desimplesmente em um modo grosseiro ligada/desligada. Freqüên-cias de sinal PWM em uma faixa de cerca de 0,5-5 Hz são ade-quadas.
Por causa de uma posição estável da armadura 144entre as posições aberta e fechada não poder ser alcançadapara um pequeno atuador de curso em um sistema atuador ele-tromagnético, a armadura 144 tenderá para uma das posiçõesde extremidade limitantes (isto é, inteiramente aberta oufechada). Portanto, a freqüência PWM deve ser ajustada rela-tivamente baixa para permitir que o disco de armadura alcan-ce as posições de extremidade em cada ciclo de função. En-tretanto, freqüências PWM que sejam muito baixas podem serdesfavoráveis porque mudanças na velocidade do ventilador168 (e do alojamento 102) podem produzir flutuações de ruidoaudíveis indesejáveis à medida que a velocidade de ventila-dor muda em resposta aos pulsos individuais dos sinais PWM.Assim, freqüências de sinal PWM próximas de cerca de 2 Hzsão preferidas.
Também deve ser notado que a pequena folga de arG3 limita o máximo de fluxo magnético e, portanto, o máximoda energia magnética do sistema, o que tem que ser aliviadoquando a montagem de bobina 108 está desligada. Com uma mai-or folga de ar G3, o tempo de reação do conjunto de válvula106 pode ser aumentado, mas a força magnética alcançável pa-ra deslocar o conjunto de válvula 106 é ligeiramente reduzi-da. Assim, a folga de ar G3 deve ser responsável por outrascaracterísticas de projeto da embreagem 100.
Um problema defrontado com operar embreagens vis-cosas acionadas eletromagneticamente é que a configuração detais embreagens pode ter a conseqüência não pretendida deformar efetivamente um transformador adjacente ao circuitode fluxo magnético. Alumínio é um material comumente usadopara componentes de embreagem porque ele é relativamente le-ve, relativamente barato, fundível, paramagnético e tem pro-priedades de resistência e de transferência de calor desejá-veis. Entretanto, por causa de alumínio poder conduzir ele-tricidade, partes do alojamento 102 e/ou do rotor 104 adja-centes ao circuito de fluxo podem agir efetivamente como en-rolamentos secundários. Leva um tempo relativamente grandepara correntes parasitas em alumínio dissipar como calor.Isto pode afetar o movimento da armadura 144, e pode indese-javelmente abaixar o tempo de resposta da embreagem 100 pelaretenção do conjunto de válvula 106 em uma posição aberta oufechada. Constatou-se que efeitos de corrente parasita podemter um efeito substancial no tempo de resposta de embreagem,um efeito maior mesmo do que a massa da armadura 144. Isto éparticularmente indesejável quando a embreagem 100 é contro-lada usando-se um esquema de controle PWM. O efeito das cor-rentes parasitas na embreagem 100 é de uma maneira geralmaior quando a montagem de bobina 108 pára de fornecer fluxomagnético (isto é, é desligada) em uma tentativa para pre-dispor a armadura 144 da posição fechada para a posição a-berta padrão, por causa de menos fluxo magnético ser neces-sário para reter a armadura 144 na posição fechada do que éexigido para deslocar a armadura 144 da posição aberta paraa posição fechada.
A fim de abrandar problemas de corrente parasita,a embreagem 100 pode incluir um recurso de redução de cor-rente parasita localizado adjacente ao circuito de fluxomagnético. Em uma modalidade, o recurso de redução de cor-rente parasita compreende geometria de alojamento especialque forma um padrão de interrupção na base de alojamento102B. A Figura 9 é uma vista traseira da base de alojamento102B da embreagem 100 mostrada isoladamente. A Figura 10 éuma vista seccional transversal em perspectiva de uma parteda base de alojamento 102B. Tal como mostrado nas Figuras 8,9 e 10, doze recortes tipo concha 190 igualmente espaçadoscircunferencialmente formam rebaixos no lado traseiro (acio-nado) da base de alojamento 102B perto do DI do alojamento102. Os recortes tipo concha 190 são formados radialmentepara dentro do inserto de alojamento 170, a fim de ficar lo-calizados em relação ao interior do circuito de fluxo. Osrecortes tipo concha 190 têm uma forma parecida com lágrima,com uma abertura ampla voltada para a traseira e estreita-mento na direção do lado dianteiro da base de alojamento102B. Entretanto, os recortes tipo concha 190 podem ter ou-tras formas e configurações em modalidades alternativas. Osrecortes tipo concha 190 funcionam para reduzir a quantidadede material que é disposto adjacente ao circuito de fluxo.Mais particularmente, tal como mostrado na Figura 8, os re-cortes tipo concha 190 reduzem a quantidade de material con-dutivo eletricamente do alojamento 102 formando um anel fe-chado em uma localização que é de uma maneira geral axial-mente adjacente ao eixo 110 no interior do circuito de flu-xo, reduzindo assim a condução de correntes parasitas.
Adicionalmente, a geometria de redução de correnteparasita especial pode incluir formações no lado dianteiroda base de alojamento 102B. Δ Figura 11 é uma vista seccio-nal transversal em perspectiva de uma parte da base de alo-jamento 102B mostrada pelo lado dianteiro. Tal como mostradonas Figuras 10 e 11, os recortes tipo concha de lado dian-teiro 192 são formados no lado dianteiro da base de aloja-mento 102B. Doze recortes tipo concha de lado dianteiro 192igualmente espaçados circunferencialmente são posicionadosperto do DI da base de alojamento 102B, de maneira tal queos recortes tipo concha de lado dianteiro 192 ficam locali-zados ao longo de um canal anular 194 posicionado radialmen-te entre o inserto de alojamento 170 e o DI da base de alo-jamento 102B onde o conjunto de mancai 160 é localizado. Osrecortes tipo concha de lado dianteiro 192 são arranjadospara alinhar com os recortes tipo concha 190 no lado trasei-ro da base de alojamento 102B. Desse modo, os recortes tipoconcha 190 e 192 reduzem a quantidade de material condutivoeletricamente localizado adjacente ao circuito de fluxo mag-nético. Estruturas parecidas com nervuras são formadas entrerecortes tipo concha 190 e 192 adjacentes, as quais ajudam afornecer resistência mecânica suficiente para o alojamento102.
De forma similar, o rotor 104 pode ser formado comuma geometria especial que forma recursos de interrupção e-létrica para reduzir correntes parasitas na embreagem, 100adjacente ao circuito de fluxo. Um recurso de redução decorrente parasita como este pode ser formado em conjunto comum recurso de redução de corrente parasita do alojamento 102ou no lugar dele.
Em uma modalidade alternativa, o recurso de redu-ção de corrente parasita é um material especial usado na em-breagem 100 adjacente ao circuito de fluxo. Uma parte da ba-se de alojamento 102B entre o seu DI e aproximadamente a Io-calização do inserto de alojamento 170, a base de alojamento102B total ou o alojamento 102 total podem ser feitos de ummaterial paramagnético que é um condutor elétrico inferior,tal como magnésio, para reduzir a condução de correntes pa-rasitas adjacentes ao circuito de fluxo magnético da embrea-gem 100. Igualmente, em modalidades adicionais, o rotor 104ou uma parte do rotor 104 podem ser feitos de um materialnão condutivo eletricamente, tal como magnésio. O uso de ma-teriais especiais como estes, tais como magnésio, limitaqualquer corrente parasita que de outro modo se desenvolve-ria adjacente ao circuito de fluxo, e pode assim ajudar amelhorar o tempo de resposta de embreagem.
Será reconhecido que a presente invenção forneceuma embreagem viscosa eficiente, efetiva e segura tendo inú-meras vantagens. Por exemplo, uma embreagem de acordo com apresente invenção pode ter seu reservatório configurado parase deslocar com o rotor, o que transmite energia cinética(rotacional) para o fluido de cisalhamento para entrega maisrápida para a câmara de trabalho quando um conjunto de vál-vula para o reservatório é aberto. A entrega de fluido decisalhamento para a câmara de trabalho também é melhorada eacelerada pela entrega de fluido aproximadamente através docentro axial do rotor para dispersão para a câmara de traba-Iho em ambos os lados dianteiro e traseiro substancialmentede forma simultânea, assim como por entregar o fluido de ci-salhamento perto do DE do rotor. Além do mais, a embreagemda presente invenção fornece transmissão de fluxo magnéticoeficiente através de um circuito de fluxo que tem. relativa-mente poucas folgas de ar. Não mais do que quatro folgas dear são exigidas, o que reduz uma perda de força eletromagné-tica por causa de maiores quantidades de folgas de ar. Alémdisso, as folgas de ar em uma embreagem de acordo com a pre-sente invenção podem ser orientadas de uma maneira geralmais radialmente, e folgas de ar radiais de uma maneira ge-ral permitem tolerâncias mais consistentes e precisas do quefolgas de ar orientadas axialmente. Além disso, uma embrea-gem de acordo com a presente invenção pode incluir um recur-so de redução de corrente parasita para abrandar perda dedesempenho de circuito de fluxo magnético indesejada. Todosos benefícios indicados anteriormente ajudam a melhorar tem-po de resposta de embreagem, o qual é uma medida de quão ra-pidamente uma embreagem pode ajustar seu grau de engrenamen-to entre uma entrada e uma saída. Bom tempo de resposta deembreagem é particularmente importante onde uma embreagem écontrolada usando-se um esquema de controle PWM para forne-cer engrenamento de embreagem variável dinamicamente. Alémdos benefícios indicados anteriormente, o projeto da embrea-gem de acordo com a presente invenção também facilita monta-gem e desmontagem para reparo.
Embora a presente invenção tenha sido descrita comreferência a modalidades preferidas, os versados na técnicareconhecerão que mudanças podem ser feitas na forma e deta-lhe sem fugir do espírito e escopo da invenção. Por exemplo,as estruturas e configuração particulares de uma embreagemde acordo com a presente invenção podem variar tal como de-sejado para aplicações particulares.

Claims (22)

1. Conjunto de válvula para uma embreagem viscosaacionada eletromagneticamente, o conjunto de válvula sendoCARACTERIZADA pelo fato de que compreende:uma placa de cobertura definindo uma parte de as-sento configurada para cobrir seletivamente uma abertura apartir de um reservatório;uma placa de montagem flexível; euma armadura que é móvel em resposta ao fluxo mag-nético aplicado para deslocar a placa de cobertura em rela-ção à abertura a partir do reservatório, a armadura compre-endendo :uma parte de base conectada à placa de cobertura eà placa de montagem; euma lingüeta se estendendo a partir da parte debase, em que a lingüeta e a parte de base definem um caminhopara conduzir fluxo magnético.
2. Conjunto de válvula, de acordo com a reivindi-cação 1, CARACTERIZADA pelo fato de que a lingüeta se esten-de a partir da parte de base da armadura em aproximadamente90°.
3. Conjunto de válvula, de acordo com a reivindi-cação 1, CARACTERIZADA pelo fato de que a · parte de base daarmadura é substancialmente em forma de anel.
4. Conjunto de válvula, de acordo com a reivindi-cação 1, CARACTERIZADA pelo fato de que a placa de montagemfornece predisposição de mola para predispor a armadura doconjunto de válvula para uma posição aberta por padrão.
5. Conjunto de válvula, de acordo com a reivindi-cação 1, CARACTERIZADA pelo fato de que a placa de montageminclui primeira e segunda protuberâncias de montagem.
6. Conjunto de válvula, de acordo com a reivindi-cação 5, CARACTERIZADA pelo fato de que cada uma das primei-ra e segunda protuberâncias de montagem tem uma forma de umamaneira geral arqueada.
7. Conjunto de válvula, de acordo com a reivindi-cação 6, CARACTERIZADA pelo fato de que a placa de montageminclui adicionalmente:um recorte tipo concha disposto entre as primeirae segunda protuberâncias de montagem.
8. Conjunto de válvula, de acordo com a reivindi-cação 1, CARACTERIZADA pelo fato de que a placa de coberturae a placa de montagem são conectadas à parte de base da ar-madura opostas uma à outra.
9. Conjunto de válvula, de acordo com a reivindi-cação 1, CARACTERIZADA pelo fato de que a placa de montagemé configurada para girar com uma entrada rotacional para aembreagem.
10. Conjunto de válvula, de acordo com a reivindi-cação 1, CARACTERIZADA pelo fato de que compreende adicio-nalmente :uma ou mais lingüetas adicionais se estendendo apartir da parte de base da armadura, em que todas as lingüe-tas são espaçadas circunferencialmente umas das outras.
11. Conjunto de válvula, de acordo com a reivindi-cação 10, CARACTERIZADA pelo fato de que existe um total dequatro (4) lingüetas.
12. Conjunto de válvula, de acordo com a reivindi-cação 1, CARACTERIZADA pelo fato de que a placa de coberturacompreende:uma primeira parte conectada à armadura;uma segunda parte se estendendo a partir da pri-meira parte em um ângulo aproximadamente reto; euma terceira parte se estendendo a partir da se-gunda parte em um ângulo na direção de um plano no qual aparte de base da armadura se estende, em que a terceira par-te define a parte de assento da placa de cobertura.
13. Conjunto de embreagem viscosa acionada eletro-magneticamente, CARACTERIZADA pelo fato de que compreende:um eixo giratório;um rotor montado no eixo giratório, o rotor tendoum lado dianteiro e um lado traseiro;um alojamento circundando o rotor;uma câmara de trabalho definida entre o rotor e oalojamento; euma armadura configurada com pelo menos uma parteque se estende entre os lados dianteiro e traseiro do rotor,em que a armadura é articulável em volta de uma fixação dearticulação para controlar o fluxo de fluido para a câmarade trabalho para controlar seletivamente o engrenamento vis-coso do rotor e do alojamento.
14. Conjunto de embreagem, de acordo com a reivin-dicação 13, CARACTERIZADO pelo fato de que a armadura com-preende uma parte de base em forma de anel.
15. Conjunto de embreagem, de acordo com a reivin-dicação 14, CARACTERIZADO pelo fato de que a parte de baseda armadura é posicionada totalmente para o lado dianteirodo rotor.
16. Conjunto de embreagem, de acordo com a reivin-dicação 14, CARACTERIZADO pelo fato de que a armadura com-preende adicionalmente pelo menos uma lingüeta se estendendoa partir da parte de base em forma de anel.
17. Conjunto de embreagem, de acordo com a reivin-dicação 16, CARACTERIZADO pelo fato de que a pelo menos umalingüeta se estende entre os lados dianteiro e traseiro dorotor através de pelo menos uma abertura correspondente norotor.
18. Conjunto de embreagem, de acordo com a reivin-dicação 16, CARACTERIZADO pelo fato de que quatro (4) Iin-güetas se estendem a partir da parte de base em forma de a-nel.
19. Conjunto de embreagem, de acordo com a reivin-dicação 13, CARACTERIZADO pelo fato de que compreende adi-cionalmente :uma placa de cobertura fixada à armadura.
20. Conjunto de embreagem, de acordo com a reivin-dicação 19, CARACTERIZADO pelo fato de que compreende adi-cionalmente :uma placa de montagem fixada à armadura oposta àplaca de cobertura, em que a placa de montagem age como umfeixe de molas.
21. Conjunto de embreagem, de acordo com a reivin-dicação 13, CARACTERIZADO pelo fato de que compreende adi-cionalmente :um reservatório montado no rotor.
22. Conjunto de embreagem, de acordo com a reivin-dicação 13, CARACTERIZADO pelo fato de que a armadura é pre-sa ao rotor para girar com ele.
BRPI0614618-0A 2005-07-29 2006-07-28 Embreagem viscosa acionada eletromagneticamente BRPI0614618B1 (pt)

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