BRPI0615411A2 - uso de um ácido da bìlis ou de um sal de ácido da bìlis e um fosfolipìdeo - Google Patents

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Abstract

USO DE UM áCIDO DA BìLIS OU DE UM SAL DE áCIDO DA BìLIS E UM FOSFOLIPìDEO. São descritos o tratamento, a prevenção e a profilaxia de condições tais como sepse, choque séptico, síndrome da resposta inflamatória sistêmica ou "SIRS", SIRS com disfunção ou insuficiência de órgãos, insuficiência de órgãos e disfunção de órgão. Estas condições estão associadas à infecção por Bactérias Gram-positivas. O tratamento envolve a administração de composições que contêm um fosfolipídeo, um lipídeo neutro e um ácido da bílis ou um sal do ácido da bílis.

Description

"USO DE UM ÁCIDO DA BÍLIS OU DE UM SAL DE ÁCIDO DA BÍLIS E
UM FOSFOLIPÍDEO"
PEDIDO DE PATENTE RELACIONADO
Este pedido de patente reivindica a prioridades do pedido de patente U.S. provisório Serial N°. 60/712.075, depositado em 29 de agosto de 2005 incorporado como referência em sua totalidade. CAMPO DA INVENÇÃO
Esta invenção refere-se ao tratamento de infecções Gram- positivas. Mais particularmente, ela se refere ao tratamento de tal via de administração de várias composições que agem para neutralizar e/ou para remover toxinas Gram-positivas do organismo, assim como profilaxia utilizando estas composições. Mais preferivelmente ainda, estas composições contêm um ácido da bílis ou um sal de ácido da bílis, tal como ácido colanóico ou sal do ácido colanóico, um lipídeo neutro, tal como um triglicerídeo e um fosfolipídeo, tal como fosfatidilcolina e são usados para o tratamento ou para a profilaxia de condições causadas por bactérias gram- positivas, tais como, porém não sendo limitadas a, sepse, choque séptico, síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS), SIRS com disfunção e/ou insuficiência de órgãos, insuficiência de órgãos e disfunção de órgãos. FUNDAMENTOS DA INVENÇÃO
O soro normal contém algumas partículas de lipoproteína que são caracterizadas de acordo com a sua densidade, a saber, quilomícrons, lipoproteína de densidade muito baixa (VLDL), lipoproteína de densidade baixa (LDL) e lipoproteína de densidade alta (HDL). Elas são compostas de colesterol livre e esterificado, triglicerídeos, fosfolipídeos, diversos outros componentes lipídeos mínimos e proteína. A VLDL transporta energia, na forma de triglicerídeos, para as células do corpo para armazenagem e uso. Enquanto os triglicerídeos são liberados, a VLDL é convertida a LDL. A LDL transporta colesterol e outros materiais solúveis em lipídeo para as células do corpo, enquanto que HDL transporta lipídeos em excesso ou inutilizáveis para o fígado para eliminação. Normalmente, estas lipoproteínas estão em equilíbrio, garantindo liberação e remoção apropriada dos materiais solúveis em lipídeo. A HDL anormalmente baixa pode causar alguns estados de doença assim como constituir uma complicação secundária em outras.
Sob condições normais, uma HDL natural é uma particular sólida com a sua superfície recoberta por uma monocamada de fosfolipídeo que encerra um núcleo hidrófobo. As apolipoproteínas A-I e A-II se ligam à superfície por interação da face hidrófoba de seus domínios alfa helicoidais. Em sua forma nascente ou recém-secretada, a partícula tem o formato de disco e aceita colesterol livre em sua bicamada. O colesterol é esterifícado pela ação da lecitina: colesterol aciltransferase (LCAT) e é movido para o centro do disco. O movimento do éster de colesterol para o centro é o resultado de limitações de espaço e de solubilidade dentro da bicamada. A partícula de HDL "incha" a uma partícula esferoidal pois mais e mais colesterol é esterifícado e movido para o centro. O éster de colesterol e outros lipídeos solúveis em água que são coletados no "núcleo inchado" da HDL são então eliminados pelo fígado.
Anantharamaiah, em Segrest e outros, Meth. Enzymol. 128:627-647 (1986) descreve uma série de peptídeos que formam "rodas helicoidais", como um resultado da interação dos aminoácidos no peptídeo entre si. Tais rodas helicoidais apresentam uma face não polar e uma face polar em sua configuração. A referência demonstra, geralmente, que os peptídeos podem substituir as apoproteínas nestas partículas.
Jonas e outros, Meth. Enzym. 128A: 553-582 (1986) produziram uma ampla variedade de partículas reconstituídas que se parecem com a HDL. A técnica envolve o isolamento e a deslipidação da HDL por métodos padronizados (Hatch e outros, Adv. Lip. Res. 6: 1 - 68 (1968); Scanu e outros, Anal. Biochem. 44: 576-588 (1971)) para obter apo-HDL proteínas. As apoproteínas são fracionadas e reconstituídas com fosfolipídeo e com ou sem colesterol usando diálise com detergente.
Matz e outros, J. BioL Chem. 257(8): 4535-4540 (1982) descrevem uma micela de fosfatidilcolina, com a apolipoproteína Al. São descritas várias proporções dos dois componentes e é sugerido que o método descrito pode ser usado para obter outras micelas. É sugerido também usar as micelas como um substrato de enzima ou como um modelo para a molécula de HDL. Este artigo, no entanto, não discute a aplicação das micelas à remoção de colesterol, nem fornece quaisquer sugestões para diagnóstico ou uso terapêutico.
Williams e outros, Biochem. & Biophys. Acta 875: 183-194 (1986) ensinam lipossomos de fosfolipídeo introduzidos no plasma que captam apoproteínas e colesterol. São divulgados lipossomos, que captam a apoproteína in vivo, assim como colesterol e é sugerido que a captação de colesterol é melhorada em lipossomos de fosfolipídeo que interagiram com e captaram as apoproteínas.
Williams e outros, Persp. Biol. & Med. 27(3): 417-431 (1984) discutem os lipossomos lecitina como removedores de colesterol. O artigo faz um resumo dos trabalhos anteriores que demonstra que os lipossomos que contêm as apoproteínas removem o colesterol das células in vitro mais eficientemente do que os lipossomos que não o contêm. Eles não discutem o uso in vivo de lipossomos ou micelas que contêm apoproteína e aconselham cautela em qualquer trabalho in vivo com lipossomos.
As Patentes U.S. N°s. 5.506.218; 5.344.822; 5.614.507; .5.587.366; 5.674.855 e todas que são incorporadas como referência, descrevem como as formulações que contêm um fosfolipídeo, tal como uma fosfatidilcolina, um lipídeo natural, tal como um triglicerídeo e um ácido da bílis ou um sal do ácido da bílis, tal como o ácido colanóico ou o sal do ácido colanóico, tal como colato de sódio, funcionam para prevenir ou aliviar infecções bacterianas Gram-negativas, tal como infecção por meio de S. typhimurium, por inativação de molécula ancorada no lipídeo A "LPS".
Na Patente U.S. N0. 5.128.318 cuja divulgação é incorporada como referência, foi ensinado que as partículas reconstituídas que contêm tanto uma apolipoproteína associada a HDL como um lipídeo capaz de se ligar a uma endotoxina para inativá-la podia ser usada como materiais eficazes para aliviar a endotoxina causava toxicidade.
Verificou-se, bastante surpreendentemente, que os fosfolipídeos podem ser usados sozinhos ou em combinação com materiais adicionais, tais como lipídeos neutros, sais do ácido da bílis etc., como agentes eficazes para aliviar e/ou prevenir infecções Gram-positivas. E especialmente preferível usar fosfatidilcolinas ("PC" aqui a seguir), sejam sozinhas ou em combinação com outros fosfolipídeos, tais como esfmgolipídeos, em composições que são essencialmente isentas de peptídeos e de proteínas, tais como as apolipoproteínas ou os peptídeos derivados dos mesmos. Os lipídeos neutros tais como mono-, di- e triglicerídeos podem ser combinados com os fosfolipídeos, desde que a quantidade total de lipídeos neutros esteja abaixo de certas percentagens em peso quando as composições são usadas na forma de um bolo intravenoso. Quando usadas em outras formas de administração, tal como intravenosamente, por exemplo, por infusão contínua, as percentagens em peso não são tão críticas, porém são desejáveis. Os ácidos da bílis ou os sais de ácido da bílis, tais como colatos, por exemplo, colato de sódio, podem ser combinados com estes outros dois componentes para produzir formulações particularmente eficazes.
As modalidades particularmente preferidas da invenção são aquelas composições em que o lipídeo neutro é um triglicerídeo, um éster de colesterol ou uma mistura de éster de colesterol e triglicerídeos.
A eficiência dos ácidos da bílis e dos sais de ácido da bílis, tais como colatos, no tratamento, na profllaxia e/ou na prevenção, de infecções Gram-positivas e/ou dos lipídeos neutros, tais como uma fosfatidilcolina e/ou um triglicerídeo é apresentada neste caso. Estes ácidos da bílis podem ser usados sozinhos ou em combinação com um ou mais fosfolipídeos e/ou com lipídeos neutros, tal como uma fosfatidilcolina e/ou um triglicerídeo. Estas composições podem ser usadas no tratamento ou na profllaxia de condições, inclusive mas não estando limitadas àquelas apresentadas antes, de preferência que usam composições tais como aquelas apresentadas acima, até mesmo mais preferivelmente, na forma de uma emulsão.
A invenção é descrita com mais detalhes, como a seguir: DESCRIÇÃO DETALHADA DAS MODALIDADES PREFERIDAS EXEMPLO
Nos experimentos que se seguem, foi determinado que uma emulsão que contém fosfatidilcolina, triglicerídeo e colato de sódio, era útil para eliminar toxinas Gram-positivas do sangue.
Foi preparada uma emulsão, que contém uma solução de fosfatidilcolina ("PC") aqui a seguir, a 99,7 mg/ml, colato de sódio 18 mM e triglicerídeos (TG) que chegava até 7,5 % do peso do peso total de lipídeo na emulsão em uma solução aquosa de glicerol (2,6 %).
Como um controle, foi usada uma solução a 2,6 % de glicerol.
A emulsão e o controle foram ambos diluídos, 1:10 e foram adicionados a soluções teste de EDTA tratadas com sangue integral, a 50 % de diluição, à qual foram adicionadas diluições variáveis de uma solução de 5 mg/ml de ácido lipoteicólico ("LTA") obtida de B. subtilis.
As amostras foram misturadas e incubadas durante 4 horas a .37 °C, depois do que elas foram resfriadas rapidamente com gelo. As amostras foram centrifugadas (1000 RPM, 2000 χ g) foi medido do fator de necrose de tumor no plasma ("TNF"), usando-se um ELISA padronizado, comercialmente disponível. Os resultados, que são apresentados na Tabela 1 (emulsão) e na Tabela 2 (controle), apresentam a eficiência das emulsões na remoção da toxina do sangue.
TABELA 1: EMULSÃO
<table>table see original document page 7</column></row><table>
Os exemplos anteriores detalham a invenção que envolve, em um aspecto, um processo de tratamento ou de prevenção de sepse, choque séptico, síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS), SIRS com disfunção e/ou insuficiência de órgãos, insuficiência de órgãos e disfunção de órgãos causados por Bactérias Gram-positivas.
Os exemplos também demonstram que a administração de um membro da família dos ácidos da bílis ou dos sais de ácido da bílis, tais como um ácido colanóico ou um sal do ácido colanóico também pode ser usado em combinação com o fosfolipídeo e o lipídeo neutro ou com o fosfolipídeo sozinho, por exemplo, para a profilaxia, o alivio, a prevenção ou o tratamento de infecções bacterianas Gram-positivas. Desse modo, as composições isentas de peptídeo e de proteína que contêm um, ou ambos, de um ácido da bílis/sal do ácido da bílis e um fosfolipídeo podem ser usadas para tratar tais infecções. Os ácidos colanóicos são descritos, por exemplo, por Hofmann, Hepatology 4(5): 4S-14S (1984), incorporado como referência. Chama-se atenção em particular para a página 5S, FIGS. 1 e 2, incorporada como referência, que apresenta a característica das estruturas dos ácidos colanóicos.
O sujeito que está sendo tratado é de preferência um ser humano, porém a prática da invenção pode ser igualmente aplicada em um contexto veterinário da mesma forma.
"Alívio" como usado neste caso refere-se ao tratamento para facilitar a carga da infecção causada por qualquer uma das várias toxinas produzidas por bactérias Gram-positivas (por exemplo, B. subtilis). A profilaxia pode ser realizada por administração do agente em um ponto em que o sujeito está em ou perto de estar em, uma situação onde possa resultar exposição a Bactérias Gram-positivas. Classicamente, isto ocorre durante a cirurgia. Desse modo, um sujeito que estiver próximo a ser submetido a um procedimento cirúrgico pode ter o ingrediente ativo administrado como preparação para o procedimento.
A quantidade eficaz de fosfolipídeo e a combinação de ácido da bílis necessária para tratamento do sujeito pode variar. Em geral, é preferível uma dose total de até aproximadamente 200 mg até aproximadamente 800 mg de fosfolipídeo por quilograma de peso do corpo do sujeito, embora a quantidade possa cair ou aumentar, dependendo da gravidade da infecção ou do grau de risco no contexto da profilaxia. Para ácidos e sais da bílis, tais como os ácidos colanóicos e sais dos mesmos, é usada uma dose de desde aproximadamente 10 mg até em torno de 300 mg/kg de peso do corpo, mais preferivelmente de desde 15 mg até aproximadamente .275 mg por kg de peso do corpo.
É desejável administrar o ácido da bílis/sal do ácido da bílis e os fosfolipídeos em composições que também contenham lipídeos neutros, porém isto não é necessário, pois são também previstas emulsões de fosfolipídeos isentas de lipídeo neutro. O desejo de administração combinada dos fosfolipídeos com os lipídeos neutros resulta do fato de que os lipídeos neutros e os fosfolipídeos se associam em partículas que se parecem com as lipoproteínas, porém diferem das mesmas pelo fato de que elas não contêm componentes proteínas nem peptídeos, que estão evidentemente, sempre presentes nas lipoproteínas.
As formas de tratamento especialmente desejáveis são aquelas em que o fosfolipídeo é uma fosfatidilcolina, tal como a fosfatidilcolina da gema do ovo, a fosfatidilcolina à base de soja ou um esfingolipídio. Para o ácido da bílis/sal do ácido da bílis, são preferidos o ácido colanóico e/ou seus sais, tais como colato de sódio, desoxicolato de sódio e quenodesoxicolato de sódio. Em relação aos lipídeos neutros, é preferível usar um éster de colesterol ou um triglicerídeo, porém podem também ser usados outros lipídeos neutros, tais como esqualeno ou outros óleos hiddrocarbonetos, di- e mono-glicerídeos e antioxidantes tal como a vitamina E.
A forma em que as composições podem ser administradas pode variar, com um bolo ou outras formas intravenosas sendo especialmente preferidas. Quando for usada uma forma de bolo e a composição contiver triglicerídeo, por exemplo, precisa ser tomado algum cuidado na dosagem. E bastante bem sabido que os triglicerídeos são tóxicos se administrados em uma quantidade demasiadamente grande. O perito na técnica, no entanto, pode facilmente formular as composições de modo que seja reduzido ou eliminado o risco de envenenamento por triglicerídeo. Em geral, quando for usada uma forma de bolo, as composições não deviam conter mais do que em torno de 80 por cento em peso de triglicerídeo ou de outro lipídeo neutro, de preferência não mais do que 70 por cento em peso. Mais preferivelmente ainda, as composições não deviam conter mais do que em torno de 50 por cento em peso, de lipídeo neutro, quando for administrado um bolo.
Quando forem empregados formas não bolo, no entanto, tais como outras formas intravenosas, o risco de envenenamento é diminuído. Não obstante, as faixas delineadas acima são preferidas para formas intravenosas ou outras formas de administração, embora deva ser entendido que elas não são necessárias. Preferivelmente, é administrada uma dose de até aproximadamente 200 mg per kg de peso do corpo de ácido da bílis, sal do ácido da bílis ou fosfolipídeo. A administração de até aproximadamente 800 mg/kg também é possível. As doses são gerais, entretanto e irão variar segundo o sujeito e a forma de administração.
Como indicado acima, as formulações isentas de proteína e de peptídeo requerem que, pelo menos, esteja presente, um ácido da bílis, um sal do ácido da bílis ou um fosfolipídeo. Para os fosfolipídeos, é preferível que pelo menos um lipídeo neutro, tal como um triglicerídeo, um diglicerídeo ou um monoglicerídeo esteja presente. As composições podem inclui materiais adicionais tais como esteróis (por exemplo, colesterol, beta-sitoesterol), lipídeos esterificados ou não esterificados (por exemplo, éster de colesterol ou colesterol não esterificado), óleos hidrocarbonetos tais como esqualeno, antioxidantes tal como a vitamina E, porém estes não são necessários. Evidentemente, pode ser usado mais do que um fosfolipídeo e/ou mais do que um lipídeo neutro em qualquer tal formulação. Quando forem usadas combinações de lipídeo neutro e fosfolipídeo, o lipídeo neutro devia estar presente a desde aproximadamente 3% até aproximadamente 50 % em peso em relação à quantidade total de lipídeo na composição. No caso de ácido da bílis sais do ácido da bílis, estes podem ser usados separadamente ou em combinação com um fosfolipídeo, um lipídeo neutro ou ambos. Em relação a estes materiais adicionais (por exemplo, fosfolipídeos e lipídeos neutros), espécies preferidas são aquelas discutidas e mencionadas acima. Os ingredientes adicionais opcionais incluem aqueles relacionados acima.
Também uma parte da invenção é o uso de composições no tratamento de condições específicas associadas com infecção por bactérias, tais como aquelas condições descritas acima. Estas composições preferivelmente contêm, em por cento em peso, desde aproximadamente 5 % até aproximadamente 30 % em peso de ácido da bílis/sal do ácido da bílis, desde aproximadamente 3 % até aproximadamente 50 % em peso de lipídeo neutro e desde aproximadamente 10 % até aproximadamente 95 % em peso de fosfolipídeo e são isentos de proteína e de peptídeo. Preferivelmente, estas composições estão na forma de uma emulsão. Especialmente preferidas são as composições que contêm desde aproximadamente 10 - 15 % em peso de ácido da bílis/sal do ácido da bílis, desde aproximadamente 5% até aproximadamente 10 % em peso de lipídeo neutro e o restante da composição sendo fosfolipídeo. "Isento de proteína e de peptídeo," como esta expressão é aqui usada, refere-se a composições que não contêm suficiente proteína ou peptídeo, ou ambos, para tratar ou prevenir condições tais como aquelas aqui apresentadas, embora possam estar presentes quantidades insuficientes de proteína ou de peptídeo.
Devia ser observado que estas percentagens em peso são relativas às composições que consistem de três componentes. Quando o sistema de três componentes for combinado, por exemplo, com um veículo, adjuvante ou ingredientes opcionais tais como aqueles discutidos acima, a percentagem em peso em relação à composição inteira irá diminuir; no entanto, as razões de cada componente, em relação um ao outro, irá permanecer a mesma. Deve ser lembrado que tais composições terapêuticas sempre são substancialmente isentas de proteína e isentas de peptídeo.
No caso de composições que não contêm um ácido da bílis ou um sal do ácido da bílis, tais composições isentas de proteína, isentas de peptídeo contêm, preferivelmente, pelo menos aproximadamente 3 % em peso de um lipídeo neutro, até aproximadamente 50 % em peso de lipídeo neutro, o restante sendo pelo menos um fosfolipídeo. Preferivelmente, o lipídeo neutro é um triglicerídeo, porém pode ser qualquer um dos lipídeos neutros adicionais discutidos acima. Além disso, o fosfolipídeo é preferivelmente a fosfatidilcolina.
As composições da invenção são ineficientes no tratamento ou na prevenção de condições causadas por Bactérias Gram-positivas, que incluem, porém não sendo limitadas a condições tais como, porém não limitadas a sepse, síndrome do choque séptico, síndrome da resposta inflamatória sistêmica ou "SIRS", SIRS com disfunção e/ou insuficiência de órgãos, insuficiência de órgãos e/ou disfunção de órgão causadas por Bactérias Gram-positivas.
Outros aspectos da invenção serão evidentes para o perito na técnica e não precisam ser repetidas aqui.
Será entendido que o relatório descritivo e os exemplos são ilustrativos, porém não limitativos, da presente invenção e que outras modalidades dentro do espírito e do âmbito da invenção irão, elas próprias, se sugerir aos peritos na técnica.

Claims (16)

1. Uso de um ácido da bílis ou de um sal de ácido da bílis e um fosfolipídeo, caracterizado pelo fato de ser no preparo de uma composição isenta de proteína, isenta de peptídeo para tratar ou a prevenir um estado provocado por Bactérias Gram-positivas, selecionado do grupo que consiste de: sepse, choque séptico, síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS), SIRS com disfunção ou insuficiência de órgãos, insuficiência de órgãos e disfunção de órgão em um sujeito.
2. Uso de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o dito ácido da bílis ou sal do ácido da bílis é um ácido colanóico ou um sal do ácido colanóico.
3. Uso de acordo com a reivindicação I5 caracterizado pelo fato de que o dito fosfolipídeo é uma fosfatidilcolina.
4. Uso de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a dita composição também compreende um lipídeo neutro.
5. Uso de acordo com a reivindicação 4, caracterizado pelo fato de que o dito lipídeo neutro é um triglicerídeo.
6. Uso de acordo com a reivindicação 2, caracterizado pelo fato de que o dito ácido da bílis é um ácido colanóico.
7. Uso de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que em que o dito ácido da bílis é um sal colato.
8. Uso de acordo com a reivindicação 7, caracterizado pelo fato de que o dito sal colato é um colato de sódio.
9. Uso de acordo com a reivindicação 2, caracterizado pelo fato de que a dita composição também compreende um lipídeo neutro.
10. Uso de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que o dito fosfolipídeo é uma fosfatidilcolina e o dito lipídeo neutro é um triglicerídeo.
11. Uso de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que compreende administrar a dita composição intravenosamente.
12. Uso de acordo com a reivindicação I9 caracterizado pelo fato de que as ditas Bactérias Gram-positivas compreendem Bacillus subtilis.
13. Uso de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que as ditas Bactérias Gram-positivas produzem ácido lipoteicólico (LTA).
14. Uso de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a dita composição está na forma de uma emulsão.
15. Uso de acordo com a reivindicação 4, caracterizado pelo fato de que a dita composição compreende desde aproximadamente 5 % até aproximadamente 30% em peso de ácido da bílis ou de sal de ácido da bílis, desde aproximadamente 3 % até aproximadamente 50 % em peso de lipídeo neutro e desde aproximadamente 10 % até aproximadamente 95 % em peso de fosfolipídeo.
16. Uso de um ácido da bílis ou de um sal de ácido da bílis e um fosfolipídeo, caracterizado pelo fato de ser no preparo de uma composição isenta de proteína, isenta de peptídeo, para tratar ou prevenir uma infecção por Bactérias Gram-positivas, pelo administração intravenosa a um sujeito.
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