(54) Título: TRANSDUTOR DE ULTRASSOM E SISTEMA DE FORMAÇÃO DE IMAGEM DE UM ÓRGÃO COMPREENDENDO UM TRANSDUTOR (51) Int.CI.: A61B 5/103 (30) Prioridade Unionista: 12/08/2005 FR 0552503 (73) Titular(es): ECHOSENS (72) Inventor(es): LAURENT SANDRIN; JEAN-MICHEL HASQUENOPH
1/8 “TRANSDUTOR DE ULTRASSOM E SISTEMA DE FORMAÇÃO DE IMAGEM DE UM ÓRGÃO COMPREENDENDO UM TRANSDUTOR”
Campo da Invenção [001] A presente invenção refere-se a um transdutor de ultrassom destinado à formação de uma imagem de um órgão humano ou animal que permite ainda medir a elasticidade do referido órgão, bem como de um sistema de formação de imagem de um órgão humano ou animal que compreende esse transdutor.
Antecedentes da Invenção [002] Costuma-se medir a elasticidade de um órgão humano ou animal por meio de uma vibração de baixa freqüência que se propaga no corpo humano ou animal. A vibração é provocada por um impulso de baixa freqüência efetuado, por exemplo, por meio de um transdutor de ultrassom. O transdutor permite observar a propagação da vibração e formar uma imagem do órgão cuja elasticidade por iluminação de ultrassom está sendo medida. Esse dispositivo está descrito, por exemplo, no documento FR-2 843 290.
[003] Esse documento relata que o transdutor de ultrassom que provoca a vibração de baixa freqüência pode ser de pequena dimensão a fim de permitir que o dispositivo seja posicionado em espaços de dimensão reduzida, tais como o espaço intercostal quando se deseja, por exemplo, medir a elasticidade do fígado. Entretanto, a fim de obter uma imagem de ultrassom corretamente resolvida, o transdutor deveria apresentar uma grande dimensão, pois a mancha focal de ultrassom possui uma largura inversamente proporcional a essa dimensão.
[004] O documento FR-2 843 290 relata ainda que o impulso de baixa freqüência pode ser provocado por um barrete ecográfico padrão que é posto em movimento. Entretanto, como o barrete ecográfico apresenta uma grande dimensão, a imagem de ultrassom fica corretamente resolvida, mas a
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2/8 vibração de baixa freqüência sofre efeitos de difração e não se consegue introduzir o barrete ecográfico em um espaço de dimensão reduzida.
Descrição Resumida da Invenção [005] A presente invenção visa corrigir esses inconvenientes propondo um transdutor cuja dimensão seja apropriada para obter uma imagem corretamente resolvida e no qual pelo menos uma parte de pequena superfície seja móvel a fim de provocar uma vibração de ultrassom que permita ainda medir a elasticidade desse órgão evitando os efeitos de difração e podendo ainda ser introduzido em um espaço de pequena dimensão.
[006] O transdutor de ultrassom é utilizado em um sistema de formação de imagem. Nessa realização, surgem problemas de cálculo dos atrasos e das amplitudes, pois é preciso levar em conta o deslocamento da parte móvel em relação às partes fixas que provoca uma defasagem na emissão e na recepção das vibrações. A presente invenção propõe um sistema cujos meios de análise permitem levar em conta esse deslocamento.
[007] Para esse fim, e de acordo com um primeiro aspecto, a presente invenção trata de um transdutor de ultrassom destinado à formação da imagem de um órgão humano ou animal que compreende pelo menos uma parte móvel (3) estruturada para induzir a propagação de uma vibração de baixa freqüência na direção do órgão quando a parte móvel (3) é acionada e ocasiona um impacto sobre o corpo humano ou animal. Esse transdutor (2) compreende ainda pelo menos uma parte fixa (4).
[008] Assim, a presente invenção permite levar em conta as dificuldades ligadas à pequena dimensão que deve apresentar a superfície que provoca a vibração de baixa freqüência e à grande dimensão do transdutor de ultrassom que permite obter uma imagem de ultrassom corretamente resolvida.
[009] De acordo com um segundo aspecto, a presente invenção trata de um sistema de formação de imagem de um órgão humano ou animal
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3/8 que permite ainda medir a elasticidade do referido órgão, que compreende um transdutor tal como descrito acima, sistema esse que compreende ainda um dispositivo de comando e de cálculo estruturado para comandar a emissão e a recepção de ultra-sons e o deslocamento da parte móvel, dispositivo esse que compreende meios de análise dos ultra-sons emitidos e recebidos de pelo menos um transdutor e do deslocamento da parte móvel de modo a estabelecer a imagem do órgão, sendo que os referidos meios de análise permitem ainda a análise da vibração de baixa freqüência induzida de modo a medir a elasticidade do referido órgão.
[0010] De acordo com uma realização, o sistema compreende um sensor de posição da parte móvel. Assim, os meios de análise compreendem módulos de ajuste dos atrasos na emissão e na recepção dos sinais de ultrassom emitidos e recebidos pela parte móvel quando a referida parte se desloca de modo a fazer com que esses sinais concordem como os sinais emitidos e recebidos pela parte fixa, e os referidos meios utilizam em tempo real as informações fornecidas pelo sensor de posição. Assegura-se assim uma concordância entre os sinais emitidos e recebidos pela parte móvel e os sinais emitidos e recebidos pela parte fixa e o deslocamento da parte móvel é efetivamente levado em conta para estabelecer a imagem do órgão humano ou animal.
Breve Descrição dos Desenhos [0011] Mais aspectos e vantagens da presente invenção aparecerão com a leitura da descrição a seguir, feita em relação às figuras anexas, nas quais:
a Figura 1 é uma representação esquemática de um sistema de formação de imagem de acordo com a presente invenção;
a Figura 2 é uma representação esquemática do transdutor de ultrassom da Figura 1, que ilustra o deslocamento que a parte móvel pode sofrer; e a Figura 3 é uma representação esquemática em perspectiva do
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4/8 transdutor de ultrassom de acordo com a presente invenção.
Descrição Detalhada da Invenção [0012] Em relação à Figura 1, descreve-se um sistema de formação de imagem de um órgão humano ou animal que permite ainda medir a elasticidade do referido órgão. O sistema 1 compreende um transdutor de ultrassom 2 de dimensão geral adaptada para obter uma imagem de ultrassom corretamente resolvida. Para esse fim, o transdutor apresenta, por exemplo, a dimensão de um barrete ecográfico padrão.
[0013] O transdutor 2 compreende pelo menos uma parte móvel 3 e pelo menos uma parte fixa 4. De acordo com a realização representada nas figuras, a parte móvel 3 se desloca em translação em uma direção sensivelmente perpendicular à direção na qual se estende o transdutor 2. De acordo com outras realizações não representadas, a parte móvel 3 pode se deslocar em translação na direção na qual se estende o transdutor ou se deslocar em rotação de modo a provocar a vibração de baixa freqüência.
[0014] A dimensão da parte móvel 3 é reduzida em relação à dimensão do transdutor 2. Em particular, a parte móvel 3 apresenta uma superfície apropriada para limitar os efeitos de difração durante a propagação da vibração de baixa freqüência e para que a parte móvel possa ser introduzida no espaço intercostal do corpo humano ou animal. A parte móvel está, por exemplo, situada sensivelmente no centro do transdutor 2 entre duas partes fixas 4, como representam as Figuras 1 e 3.
[0015] De acordo com uma realização não representada, o transdutor 2 pode compreender uma pluralidade de partes móveis 3 distribuídas em alternância com partes fixas 4 ao longo do transdutor 2. De acordo com outra realização, o transdutor 2 pode compreender partes móveis 3 situadas lado a lado.
[0016] O sistema 1 compreende meios de colocação em movimento 8 da parte móvel 3. Dessa maneira, a parte móvel está estruturada
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5/8 para provocar a propagação de uma vibração de baixa freqüência em direção ao órgão quando a parte móvel 3 é acionada em translação e ocasiona um impacto sobre o corpo humano ou animal. Os meios de colocação em movimento 8 são comandados por um dispositivo de comando e de cálculo 5 que comanda ainda a emissão de ultra-sons pela parte fixa 4 e pela parte móvel 3. No caso de estarem previstas várias partes móveis 3, o dispositivo de comando e de cálculo 5 pode comandar os meios de colocação em movimento 8 de modo que as partes móveis 3 se desloquem em oposição de fase.
[0017] O dispositivo de comando e de cálculo 5 compreende um módulo de geração dos sinais de emissão 6 e um módulo de formação de vias 7. O módulo de geração 6 fornece um sinal de emissão de ultrassom à parte móvel 3 e à parte fixa 4 por meio de uma lei de emissão escolhida para permitir formar uma imagem corretamente resolvida do órgão observado. O módulo de geração 6 está ligado à parte fixa 4 e à parte móvel 3 por meio de conversores digitais analógicos 9, como representa a Figura 1. Da mesma forma, a parte fixa 4 e a parte móvel 3 estão ligadas ao módulo de formação de vias 7 por meio de conversores analógicos digitais 10. O módulo de formação de vias 7 pode ser ligado a seguir a um módulo de cálculo da elasticidade 19. O módulo de comando e de cálculo 5 está ligado a um dispositivo de exibição 20 que permite visualizar a imagem do órgão e os resultados da medida de elasticidade do órgão ou a um sistema operacional, por exemplo, uma interface com o usuário.
[0018] Um sensor de posição 11 da parte móvel 3 está associado a essa parte móvel 3. O sensor de posição 11 permite detectar a posição da parte móvel 3 quando ela se desloca e não está mais alinhada com a parte fixa 4. O deslocamento da parte móvel 3 pode ser feito ao longo de uma distância ε, como representa a Figura 2. O sensor de posição 11 é, por exemplo, um sensor com efeito Hall ligado ao módulo de geração 6 e ao módulo de
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6/8 formação de vias 7 por meio de um conversor analógico digital 12 apto a digitalizar o sinal fornecido por esse sensor. Por outro lado, o dispositivo de comando e de cálculo 5 compreende meios de geração e de processamento dos ultra-sons emitidos e recebidos pelo transdutor de modo a estabelecer a imagem do órgão e os referidos meios de geração e de processamento que permitem ainda a análise da vibração de baixa freqüência induzida de modo a medir a elasticidade do referido órgão. Esses meios de geração e de processamento 6 e 7 estão associados a módulos de ajuste em tempo real dos atrasos 14 e 15 na emissão e na recepção dos sinais de ultrassom emitidos e recebidos pela parte móvel quando a referida parte se desloca de modo a fazer com que esses sinais concordem com os sinais emitidos e recebidos pela parte fixa. Eles compreendem ainda módulos de ajuste em tempo real dos ganhos 14 e 15 na emissão dos sinais de ultrassom emitidos pela parte móvel quando a referida parte se desloca de modo a fazer com que esses ganhos concordem com os ganhos dos sinais de ultrassom emitidos pela parte fixa. Esses módulos de ajuste 14 e 15 estão situados entre um módulo de cálculo das correções 21 e o módulo de geração 6 e o módulo de formação de vias 7, como representa a Figura 1, e seu funcionamento está descrito a seguir.
[0019] O sensor de posição 11 emite um sinal representativo do deslocamento ε da parte móvel 3. Esse sinal é digitalizado através do conversor analógico digital 12 e comunicado a seguir ao módulo de cálculo das correções 21 que utiliza em tempo real as informações fornecidas pelo sensor de posição 11. As correções são fornecidas aos módulos de ajuste 14 e 15. O transdutor de ultrassom 2 é um transdutor clássico que compreende uma pluralidade de elementos 16 que podem emitir e receber ultra-sons. Designa-se pela referência δ o passo entre cada elemento 16, ou seja, a distância que separa dois elementos consecutivos. Além disso, designa-se pela referência F o ponto focal situado sobre a linha formada pelo transdutor 2. Indica-se pela
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7/8 referência d(i, F) a distância entre o ponto focal F e um elemento do transdutor 2 e d0 a maior distância entre um elemento 16 da abertura utilizada e o ponto focal F. Vs é a velocidade dos ultra-sons que se propagam no corpo.
[0020] De acordo com as referências acima, os atrasos na emissão Re e os atrasos na recepção Rr para um elemento i imóvel e para a construção de uma linha numerada c são calculados da seguinte maneira: do - d(i, F)
Re (c, i) =
Rr (c, i) = d (iF) Vs [0021] Para um elemento i deslocado de uma distância ε em relação à posição na qual ele está alinhado com os elementos 16 da parte fixa, os atrasos corrigidos são calculados da seguinte maneira:
d0 -^F - ε ]2 + [(i - c)δ]2
Re (c. i) =
Rr (c, i) = ,/[F - ε]2 + [(i - c)δ]2 V.
[0022] As correções em relação aos atrasos aplicados quando o deslocamento ε for nulo são expressas do modo indicado a seguir quando o deslocamento ε é desprezível em relação à distância focal:
&Re (c, i ) = 1 , [(i - c)δ] F2
Δ R (c, i) = -Δ Re (c, i)
-1/2 [0023]O módulo de cálculo das correções 21 permite efetuar esses cálculos e fornecer os resultados aos módulos de ajuste na emissão e na recepção 14 e 15 como representa a Figura 1. No módulo de formação de vias 7, um somador permite adicionar os sinais recebidos pela parte fixa 4 e os sinais recebidos pela parte móvel 3 a fim de formar a
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8/8 imagem do órgão.
[0024] Os dados fornecidos pelo sensor de posição 11 são utilizados em tempo real de modo a fornecer a imagem do órgão a qualquer momento sem demora significativa de processamento.
[0025] Os módulos de ajuste 14 e 15 permitem ainda a adaptação do ganho à emissão dos sinais de ultrassom emitidos pela parte móvel 3 em função de sua posição, como representa a Figura 1. De fato, como a parte móvel 3 não emite sinais a partir do mesmo lugar que a parte fixa 4, é preciso adaptar a amplitude dos sinais emitidos pela parte móvel 3 de modo que ela seja igual à dos sinais emitidos pela parte fixa 4.
[0026] A medida da elasticidade do órgão por meio do sistema 1 é conhecida em si e pode, por exemplo, inspirar-se na solução proposta pelo documento FR-2 843 290.
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