BRPI0619166A2 - emulsão de bebidas - Google Patents

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BRPI0619166A2
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pectin
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drink
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Reginald Van Bokkelen
Bjarne Fallesen
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Danisco Sugar As
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Abstract

EMULSãO DE BEBIDAS. São reveladas novas emulsões de bebidas usando pectina como emulsificante, juntamente com bebidas prontas e processos para a sua preparação.

Description

RELATÓRIO DESCRITIVO
Pedido de Patente de Invenção para EMULSÃO DE BEBIDAS
Campo da invenção
A presente invenção se refere a uma emulsão de bebidas, as bebidas compreendendo tais emulsões, e processos para a preparação de tais emulsões. Particularmente, a presente invenção se refere a emulsões tipo cola.
Antecedentes
Emulsões de bebidas constituem uma classe bem conhecida de gêneros alimentícios. Elas consistem de uma fase aquosa contínua na qual uma fase oleosa descontínua é dispersa na forma de gotículas microscópicas. Elas são, dessa forma, caracterizadas como emulsões óleo-em-água (O/W).
A fase oleosa pode compreender um ou mais ingredientes lipofílicos, os quais poderiam de outro modo, ser imiscíveis na bebida, tais como óleos de flãvores.
Emulsões de bebidas tipo cola são usadas para manter uma bebida estável, incluindo óleos de flavores que não são solúveis de outra forma.
Os requerimentos da formulação colocados em tal emulsão de bebidas são muito exigentes. Elas devem ser estáveis, tanto como bebida concentrada quanto diluída (isto é, pronta), numa ampla faixa de temperaturas e condições de estocagem, enquanto também sendo diretas para formular e incorporar em bebidas.
Emulsões de bebidas são, por sua natureza, termodinamicamente instáveis e tendem a estragar durante a estocagem. As manifestações mais comuns de deterioração de emulsão de bebidas são o "anelamento" e a "sedimentação". 0 anelamento é a formação de um anel esbranquiçado ao redor do gargalo do recipiente, enquanto que a sedimentação é a precipitação de material no fundo.
Duas abordagens principais têm sido empregadas numa tentativa de controlar a estabilidade da emulsão de bebidas:
i. redução do tamanho das gotículas da fase dispersa (isto é, oleosa).
ii. redução da turbidez da emulsão.
O tamanho da gotícula é normalmente controlado através de uma combinação do processo empregado para obter a emulsão, e da natureza do emulsificante usado. Uma pressão de homogeneização de 15 a 3 0 MPa tem sido considerada como proporcionando bons resultados em termos de estabilidade de emulsão.
A goma arábica é o emulsificante de escolha em emulsões de bebidas. Entretanto, a goma arábica é uma goma de exsudato natural produzida pela Acacia senegal, um arbusto melhor adaptado às regiões áridas da África. Dessa forma, sua disponibilidade e preço estão sujeitos às flutuações nas condições políticas e climáticas nessa região do mundo.
Vários substituintes potenciais para a goma arábica têm sido sugeridos, notavelmente amido modificado.
Entretanto, eles podem afetar adversamente o flavor e o paladar do produto de bebida, especialmente se quantidades relativamente grandes de emulsificante forem requeridas. Quando incluídos nos produtos de bebida em níveis mais elevados, alguns emulsificantes podem adicionalmente desestabilizar a emulsão de bebida. Além disso, muitas gomas de carboidratos são relativamente caras.
A pectina de beterraba foi identificada como um substituinte possível para a goma arábica em emulsões de bebidas. A pectina de beterraba é obtida através da polpa da beterraba, e está disponível num preço economicamente atrativo; ela é um material de ocorrência natural e é, conseqüentemente, mais amplamente aceita pelos consumidores e pelas autoridades regulatórias; e ela não confere flavores desagradáveis ou características de paladar indesejáveis às bebidas formuladas.
Técnica anterior
O documento US 5.008.254 revela pectinas derivadas da extração aquosa hidrolítica controlada em altas temperaturas de polpa de beterraba gasta, e seus usos como ingredientes funcionais em comestíveis. As pectinas preparadas dessa forma são consideradas como tendo excelentes propriedades na estabilização de emulsões de óleos cítricos em água. Uma emulsão de óleo de flavorizante é revelada, compreendendo óleo de laranja Califórnia ajustado numa densidade de 1,046 com óleo vegetal bromado, juntamente com uma fase aquosa e com um emulsificante de pectina de beterraba.
Embora as emulsões obtidas dessa forma sejam de estabilidade comparável com emulsões empregando goma arábica como emulsificante, depois de três meses de estocagem, pôde ser observado alguma sedimentação gravitacional.
O documento DE 4313 54 9 revela um processo para obter extrato de pectina a partir de beterraba, omitindo o estágio habitual diferente de precipitação alcoólica. A pectina obtida é particularmente adequada para a estabilização de emulsões de alimentos.
O documento US 6.663.717 B2 revela um método de purificação e de separação simultânea de pectina e de açúcares/oligômeros de pectina da polpa da beterraba. As pectinas obtidas são consideradas como sendo úteis como emulsificantes.
A nota do pedido 0002082-02 (Copenhagen Pectin A/S, uma divisão da Hercules Incorporated) revela uma emulsão de bebidas compreendendo; i) uma fase oleosa consistindo de óleo de laranja pesado com goma de éster 8BG misturada até uma densidade de 0,93; ii) água; e iii) pectina GENU tipo BETA. A goma de és ter é relatada como retardadora do fenômeno de instabilidade conhecido como amadurecimento de Ostwald.
A publicação FA O 5.13.09-02 "Flavour Oil Emulsion with XPQ-EMP 3" (Degussa Texturant Systems) revela o uso da pectina de beterraba no preparo de emulsões de bebida. A fase oleosa nessa emulsão compreende óleo de laranja junto com agente densificante.
A Publicação "GENU pectin type BETA for flavour oil emulsions" (CPK Kelco, Dinamarca, 1999) revela pectina GENU tipo BETA (pectina de beterraba) como um emulsificante para uso em emulsões oleosas de f lavorizantes. Goma de éster Hércules 8BG é recomendada como um agente densificante de fase oleosa para evitar problemas de remoção de creme.
O artigo de conferência "Lecture of the Master Class on Emulsion Technology" mantido na FI Food Ingredients Europe, de 3 a 5 de novembro de 1998, Frankfurt, Alemanha (Herbstreith & Fox) revela emulsões óleo-em-água empregando pectina de beterraba como emulsificante. A fase oleosa compreende óleo cítrico pesando com goma de éster até uma densidade de 0,968 g/mL. A conclusão desse documento é que a pectina de beterraba é inadequada para emulsões compreendendo grandes quantidades de óleo.
O J. Agric. Food Chem. 2005, 53, 3592 a 3597, revela as propriedades de emulsificação de pectina de beterraba e suas frações. São misturados goma de éster e óleo de laranja numa proporção 1:1. Emulsões óleo-em-água são preparadas usando uma mistura de 10% de goma de éster/óleo de laranja e de 0,5 a 5% de pectina de beterraba.
Quando a pectina é usada para estabilizar uma emulsão, geralmente quantidades de 2% em peso de pectina ou mais são empregadas. Quantidades mais elevadas são geralmente empregadas se a emulsão não contém quaisquer agentes de densificação. Enquanto o uso de quantidades mais elevadas de pectina irá aumentar a capacidade emulsificante da mistura quando um passo de homogeneização é executado, ele também pode desencadear o problema de floculação por depleção.
O documento W00232236 revela bebidas tipo cola suplementadas com cálcio.
O documento US 5900268 envolve o uso de pectina como um agente emulsificante e estabilizante. Ela é usada, por exemplo, nas emulsões em refrigerantes. A pectina usada é originada da maçã ou de frutas cítricas. Ao produzir a emulsão de bebida, as fases oleosa e aquosa são misturadas uma com a outra e a mistura é homogeneizada.
O documento WO 03/096824 envolve emulsões flavorizadas "óleo-em-água" para bebidas como, por exemplo, refrigerantes. As emulsões em questão contêm pectina, e a homogeneização é usada na produção das emulsões. A pectina usada é a HM-pectina (elevado metoxil), como pectina de beterraba. O documento WO 03/015537 envolve compostos carotenóides usados como agentes corantes ou aditivos em bebidas, incluindo pectina de beterraba. As composições em questão podem estar na forma de emulsões.
0 documento WO 2004/000041 envolve emulsões "óleo-em- água" estáveis usadas em gêneros alimentícios incluindo pectina, por exemplo, pectina de beterraba.
O documento GB 1082284 envolve uma composição oleosa emulsionada comestível caramelizada e sua produção. A composição em questão pode ser adicionada em refrigerantes. Também o extrato de noz de cola pode ser adicionado. A publicação descreve também a adição de pectina na produção de emulsão.
O documento WO 03/003849 envolve composições de ácidos graxos compreendendo pectina, e as quais podem ser usadas em bebidas. A publicação menciona também as bebidas de cola como bebidas.
O documento US 2003/0064143 envolve bebidas límpidas compreendendo pectina, por exemplo, refrigerantes como bebidas tipo cola.
De acordo com o documento US 6576276, pectina e goma guar são dissolvidas em água e adicionadas num xarope de coca. A publicação descreve o uso de pectina como um agente emulsificante em emulsões de óleo cítrico usadas em refrigerantes. O documento EP 8 68854 descreve o uso de pectina como um agente estabilizante em bebidas.
O artigo "OPPORTUNITIES AND LIMITS FOR THE USE OF PECTIN AS AN EMULSIFIER. II". EUROPEAN FOOD & DRINK REVIEW, (1999), AUTUMN, p.53 a 54, 56, (RESUMO) FSTA 2000(07) descreve as possibilidades para o uso de pectina como um agente emulsificante em emulsões de óleo cítrico usadas em bebidas.
O artigo de ROLIN C., "PECTIN - LABEL FRIENDLY, CONSISTENT, VERSATILE". EUROPEAN FOOD AND DRINK REVIEW, 1994, (AUTUMN) , p.61 a 62, 65 descreve o uso de pectina incluindo, dentre outros, o uso de pectina como um emulsionante nos óleos flavorizados para os refrigerantes.
O artigo de HOEFLER A.C., "OTHER PECTIN FOOD PRODUCTS". THE CHEMISTRY AND TECHNOLOGY OF PECTIN., PUBLICADO POR: ACADEMIC PRESS, LONDRES, 1991, p. 56 a 66 descreve o uso de pectina como um agente emulsificante e estabilizante, e sua adição em bebidas.
Os inventores da presente invenção avaliaram as composições da técnica anterior e determinaram que enquanto na maioria dos exemplos as formulações concentradas proporcionam emulsões de bebidas um tanto estáveis, quando bebidas prontas são preparadas, um anel esbranquiçado proeminente no gargalo é geralmente observado em 4 8 horas sempre que produzidas sob condições mimetizando àquelas de uma fabrica de engarrafamento. Um problema que a técnica anterior não soluciona é a provisão de emulsões de bebida empregando pectina de beterraba como emulsificante com separação de fases reduzida na estocagem tanto como emulsões de bebida quanto como emulsões prontas.
Outro problema que a técnica anterior não soluciona é a provisão de emulsões de bebida empregando pectina de beterraba como emulsificante, as quais podem ser estocadas em temperatura ambiente ou abaixo da temperatura ambiente (isto é, abaixo de 20 °C) sem a gelificação e/ou contaminação microbiana.
Outro problema que a técnica anterior não resolve é a provisão de emulsões de bebida que são compatíveis com as condições de processamento atuais numa fabrica de engarrafamento.
Outro problema que a técnica anterior não resolve é a provisão de estabilizantes alternativos para uso em bebidas tipo cola.
Outro problema que a técnica anterior não resolve é o problema de compatibilidade do uso de pectina e de caramelo em bebidas tipo cola.
A presente invenção endereça um ou mais dos problemas associados com a técnica anterior.
Resvimo da invenção
De acordo com um primeiro aspecto, é fornecida uma emulsão de bebida tipo cola compreendendo: Uma fase oleosa;
Uma fase aquosa; e
Pectina, em que a emulsão compreende entre 0,05% e 0,50% p/p de pectina baseando-se no peso total da emulsão.
De acordo com outro aspecto, é fornecida uma bebida pronta compreendendo uma emulsão de bebida tipo cola da invenção.
De acordo com outro aspecto, é fornecido um processo para a preparação de uma emulsão de bebida tipo cola da invenção, compreendendo os passos de:
(i) colocar em associação os constituintes da fase oleosa e de uma fase aquosa compreendendo um componente de mucilagem para formar uma mistura;
(ii) homogeneizar a referida mistura;
(iii) colocar em associação a mistura homogeneizada e
caramelo;
(iv) homogeneizar para formar a emulsão de bebida.
De acordo com outro aspecto, é fornecido o uso de pectina de beterraba como um emulsificante numa emulsão de bebida tipo cola da invenção.
De acordo com outro aspecto, é fornecida uma bebida tipo cola compreendendo pectina de beterraba.
De acordo com outro aspecto, é fornecido o uso de pectina de beterraba como um emulsificante e/ou estabilizante em bebida tipo cola.
Descrição detalhada da invenção Conforme aqui utilizado, o termo "bebida tipo cola" se refere a uma bebida compreendendo uma fase oleosa e uma fase aquosa numa emulsão estável.
Preferivelmente, a bebida tipo cola compreende caramelo. Tais bebidas terão uma aparência marrom típica. Entretanto, o termo bebida tipo cola também compreende bebidas não incluindo caramelo, tais como bebidas límpidas (incolores).
Preferivelmente, a bebida tipo cola compreende cafeína. Opcionalmente, a bebida tipo cola compreende noz de cola ou extrato de noz de cola.
Conforme aqui utilizado, o termo "emulsão de bebida tipo cola" se refere a uma emulsão adequada para o preparo de uma bebida tipo cola. Preferivelmente, o tipo cola é preparado a partir da emulsão de bebida tipo cola por diluição com um componente aquoso, particularmente com água carbonatada.
A presente invenção proporciona emulsões óleo em água estáveis empregando pectina como um emulsificante. Uma descoberta surpreendente da invenção é que para obter emulsões óleo em água as quais são estáveis para estocagem prolongada, tanto como bebidas concentradas quanto como bebidas prontas (isto é, diluídas), enquanto utilizando pectina como um emulsificante, é necessário balancear a capacidade emulsificante de pectina com a possibilidade de que a pectina pode desencadear a floculação por depleção. Também foi descoberto que é importante controlar a incorporação do caramelo.
Fase oleosa
Conforme aqui utilizado, o termo "fase oleosa" se refere a uma composição a qual é substancialmente imiscível com uma fase aquosa quando presente como o componente oleoso de uma emulsão óleo-em-água.
Preferivelmente, a fase oleosa compreende um ou mais do grupo compreendendo: óleos de flavorizante, antioxidantes e pigmentos.
Óleos flavorizantes
O termo "óleo flavorizante", conforme aqui utilizado, significa qualquer liquido imiscível em água que serve para conferir flavor ou aroma ou ambos na fase oleosa que o contém.
Flavores adequados incluem: flavores de fruta, tais como de goiaba, kiwi, pêssego, manga, papaia, abacaxi, banana, morango, framboesa, mirtilo, laranja, toranja, tangerina, limão, lima, lima-limão, etc.; flavores de cola; flavores de chá; flavores de café; flavores de chocolate; flavores de leite; flavores de extratos de raízes e flavores de bétula, tais como salicilato de metila (óleo de gaultéria, óleo de bétula doce) e óleos incluindo noz- moscada, canela bergamota, cássia, neroli, coentro e lavanda. Em produtos de bebidas flavorizadas com cítricos, o óleo de flavor tipicamente contém vários óleos cítricos de diferentes tipos, de forma que um flavor bem balanceado seja produzido. Óleos citricos podem conter mais de 90% em peso de monoterpenos e uma quantidade menor de sesquiterpenos. Ambos são veículos dos terpenóides oxigenados, especificamente dos alcoóis, aldeídos, cetonas, ácidos e ésteres, que são responsáveis pelo aroma característico e perfil de flavor do óleo.
Àgentes densificantes
O termo "agente densificante", conforme aqui utilizado, se refere a um componente imiscível em água, o qual é solúvel ou miscível na fase oleosa, o qual tem uma densidade maior do que 1,00 g/cm"3 a 20 °C. Bebidas tipo cola geralmente não compreendem agentes densificantes, embora seu uso seja conhecido.
Exemplos de agentes densificantes para ajustar a densidade das fases oleosas da invenção incluem goma de éster, goma damar, óleo vegetal bromado (BVO), acetato de isobutirato de sacarose (SAIB), tribenzoato de glicerol e ésteres de decaglicerol. A fase oleosa da invenção pode compreender um ou mais de um agente densificante.
A goma de éster é produzida por esterificação de resina de madeira de estaca com glicerol de grau alimentício. Resina de madeira, um material resinoso sólido encontrado na oleorresina das árvores de pinheiro, contém cerca de 90% em peso de ácidos de resina, primariamente ácido abiético e ácido pimérico, e cerca de 10% de componentes neutros não-ácidos. A goma de éster é preparada pela esterificação da resina de madeira com glicerol, a qual produz uma mistura de mono-, di- e triglicerídeos. Depois da remoção do excesso de glicerina por destilação a vácuo e pulverização de vapor, a resina de madeira tipicamente tem um peso específico de cerca de 1,08 a 25 °C. Atualmente, a goma de éster é aprovada pelos Estados Unidos e de uma variedade de outros países como um aditivo alimentar.
Goma damar se refere a um grupo de exsudatos naturais insolúveis em água de arbustos do gênero Dammar, especialmente as famílias Caesalpinaceae e Dipterocarpacae, os quais são nativos da Malásia, Indonésia e das índias Orientais. Ele é altamente solúvel em óleos essenciais e é tipicamente usado como um agente densificante em emulsões turvas. Goma damar tem tipicamente uma gravidade específica de cerca de 1,0 até 1,08 a 20 °C.
Óleo vegetal bromado (BVO) se refere a um óleo vegetal insaturado que tenha reagido com bromo elementar. Óleo vegetal bromado tem tipicamente um peso específico de 1,23 a 1,33 a 20 °C.
Isobutirato de acetato de sacarose (SAIB) é uma mistura de ésteres de sacarose contendo cerca de 2 mols de acetato e 6 mols de isobutirato por mol de sacarose, primariamente 6,6'-diacetil-2,3,4,1',3',4'-hexaisobutiril sacarose. Ele é produzido por esterificaçao da sacarose com anidrido acético. 0 isobutirato de acetato de sacarose é um líquido viscoso sem sabor, sem odor e incolor com um peso específico de cerca de 1,146 a 20 °C.
Agentes de turvação
O termo "agente de turvação", conforme aqui utilizado, se refere a um componente imiscível em água o qual é solúvel ou miscível na fase oleosa conforme definido acima, o qual serve para aumentar a "turbidez" (cloudiness) ou turbidez da emulsão compreendendo a referida fase oleosa.
Agentes de turvação preferidos incluem óleos vegetais (tais como colza, amendoim, milho, linhaça, soja, girassol, caroço de algodão e combinações e misturas suas), óleos vegetais parcialmente e completamente hidrogenados e substitutos de óleo, tais como polióis prolongados de epóxido esterificado (eeeps).
Numa modalidade, entre 0,5% até 40,0% p/p de agentes de turvação podem ser usados baseando-se no peso total da fase oleosa.
Antioxidante
O termo "antioxidante", conforme usado nesse contexto, se refere a um componente imiscível em água o qual é solúvel ou miscível na fase oleosa, conforme definido acima, e serve para prevenir a oxidação e/ou rancificação da referida fase oleosa. Antioxidantes preferidos são os tocoferóis, hidroxianisol butilado (BHA) e hidroxitolueno butilado (BHT).
Outros componentes
Conforme a pessoa habilitada irá perceber, a fase oleosa pode incluir um ou mais outros componentes os quais são imiscíveis com a fase aquosa, porém são miscíveis ou solúveis na referida fase oleosa, e servem para proporcionar características funcionais desejáveis à fase oleosa, a emulsão de bebidas compreendendo a referida fase oleosa, ou a bebida pronta da invenção.
Outros componentes incluem corantes, conservantes e vitaminas.
Densidade
O termo "densidade", conforme aqui utilizado, se refere à massa por unidade de volume de uma composição particular. A densidade é medida por um densitômetro (Density Meter DMA 38, Anton Paar) de acordo com o protocolo 2 abaixo. A medição é efetuada a 20 °C. Em toda a parte (a não ser que seja especificado de outra forma) , a densidade é expressa em g/cm3.
Para evitar dúvidas, o termo "densidade da fase oleosa" se refere à densidade da fase oleosa isolada (isto é, não a densidade quando presente numa emulsão).
Preferivelmente, a densidade da fase oleosa é de pelo menos 0,75 g/cm3. Mais preferivelmente, a densidade da fase oleosa é de pelo menos 0,80 g/cm3. Mais preferivelmente, a densidade da fase oleosa é de pelo menos 0,84 g/cm3. Mais preferivelmente, a densidade da fase oleosa é de pelo menos 0,87 g/cm3.
Preferivelmente, a densidade da fase oleosa é abaixo de 1,00 g/cm3. Mais preferivelmente, a densidade da fase oleosa está abaixo de 0,95 g/cm3. Mais preferivelmente, a densidade da fase oleosa é abaixo de 0,90 g/cm3. Mais preferivelmente, a densidade da fase oleosa é abaixo de 0,89 g/cm3.
Preferivelmente, a densidade está numa faixa entre qualquer um dos limites preferidos referidos acima. Mais preferivelmente, a densidade está entre 0,84 e 1,00 g/cm3. Mais pref erivelmente, a densidade está entre 0,85 e 0,90 g/'cm3. Mais preterivelmente, a densidade está entre 0,87 e 0,89 g/cm3. A pessoa habilitada irá perceber que num sistema de múltiplos componentes, tal como a fase oleosa da invenção, não é sempre possível prever a viscosidade e a densidade baseando-se na identidade dos componentes. Um grau de testes de rotina e erros será necessário. Os procedimentos detalhados para a determinação de viscosidade e densidade são dados nos exemplos 1 e 2, respectivamente.
A pessoa habilitada irá, além disso, perceber que embora as propriedades discutidas acima se refiram àquelas da fase oleosa isolada, na prática pode ser desnecessário ou indesejável preparar a fase oleosa isolada; pode ser mais conveniente preparar uma emulsão compreendendo tal fase oleosa.
Emulsões de bebida tipo cola
0 termo "emulsão", conforme aqui utilizado, se refere a uma mistura de duas substâncias (não-misturáveis) imiscíveis. Uma substância (a fase dispersa) é dispersa na outra (a fase continua).
Preferivelmente, a fase aquosa é a fase continua, e a fase oleosa é a fase dispersa; isto é, a emulsão é uma emulsão óleo-em-água.
Fase aquosa
Conforme aqui utilizado, o termo "fase aquosa" se refere a uma composição baseada em água a qual é substancialmente imiscível com a fase oleosa quando presente como o componente continuo de uma emulsão de bebida da invenção. Bebidas tipo cola preferivelmente compreendem caramelo na fase aquosa da emulsão.
Uma vantagem da presente invenção é que as emulsões de bebidas tipo cola obtidas são estáveis mesmo quando grandes quantidades de caramelo estão presentes.
A fase aquosa pode conter um ou mais ingredientes habituais na produção de emulsões de bebidas. Preferivelmente, a fase aquosa pode compreender um ou mais dos seguintes:
adoçantes tais como açúcares, adoçantes de baixa caloria e adoçantes de calorias reduzidas; açúcares incluindo sacarose;
adoçantes de baixa caloria incluindo acessulfame K, alitame, aspartame, ciclamato, neoesperidina, diidrochalcona, tagatose, neotame, sacarina, esteviosídeo e sucralose;
adoçantes de calorias reduzidas incluindo eritritol, hidrosilatos de amido hidrogenados e xarope de maltitol, isomalte, maltitol, lactitol, sorbitol e manitol, xilitol, frutose cristalina, xarope de milho com alto teor de frutose, isomaltulose, trealose, frutooligossacraídeos e polidextrose (tal como Litesse®);
flavorizantes solúveis em água; corantes solúveis em água; cafeína; giicerina;
ácidos incluindo ácido cítrico, ácido málico e ácido fosfórico, e os seus sais aceitáveis para alimentos;
conservantes solúveis em água incluindo ácido sórbico, ácido benzóico e os seus sais para alimentos aceitáveis, especialmente os sais de sódio e potássio;
emulsificantes adicionais incluindo goma arábica, amido modificado, goma xantana, lecitina e outros polissacarídeos.
Preferivelmente, a fase aquosa compreende ácido cltrico. Mais preferivelmente, a fase aquosa compreende ácido cítrico numa quantidade entre 0,1% p/p e 0,5% p/p baseando-se no peso da emulsão.
Preferivelmente, a fase aquosa compreende benzoato de sódio. Mais preferivelmente, a fase aquosa compreende benzoato de sódio numa quantidade entre 0,05% p/p e 0,1% p/p baseando-se no peso da emulsão.
Numa modalidade preferida alternativa, a fase aquosa compreende tanto benzoato de sódio quanto sorbato de potássio numa quantidade combinada entre 0,05% p/p e 0,18% p/p baseando-se no peso da emulsão.
Preferivelmente, o pH da fase aquosa está entre 1 e 7. Mais preferivelmente, o pH da fase aquosa está entre 2,5 e 4. Mais preferivelmente, o pH da fase aquosa está entre 3,2 e 3, 8 .
Freferivelmente, a tase aquosa está presente numa quantidade de 95,0% até 99,7% p/p baseando-se no peso da emulsão de bebidas. Mais preferivelmente, a fase aquosa está presente numa quantidade de 98,0% até 99,7% p/p baseando-se no peso da emulsão de bebidas. Mais preferivelmente, a fase aquosa está presente numa quantidade de 98,5% até 99,5% p/p baseando-se no peso da emulsão de bebidas.
Preferivelmente, a fase oleosa está presente numa quantidade de 0,3% até 5,0% p/p baseando-se no peso da emulsão de bebidas. Mais preferivelmente, a fase oleosa está presente numa quantidade de 0,3% até 2,0% p/p baseando-se no peso da emulsão de bebidas. Mais preferivelmente, a fase oleosa está presente numa quantidade de 0,5% até 1,5% p/p baseando-se no peso da emulsão de bebidas.
Pectina
A fase aquosa das emulsões da invenção compreende pelo menos uma pectina. O termo "pectina", conforme aqui utilizado, a não ser que seja especificado de outra forma, pode se referir à pectina de uma origem específica ou a mais de uma origem.
A pectina é um polissacarídeo estrutural, um carboidrato polimérico de elevado peso molecular, comumente encontrado na forma de protopectina nas paredes das células vegetais. A pectina tem um número EU E 440 e a referência do FDA americano 184.1588 (GRAS). Moléculas de pectina tipicamente têm um peso molecular de até 150.000 e um grau de polimerização de até 800 unidades. A pectina tem uma importante influência nas células vegetais, uma vez que é a protopectina e a celulose que formam a estrutura das paredes vegetais.
A estrutura da pectina compreende resíduos de ácido galacturônico a-1-4 ligados os quais são interrompidos com um pequeno número de unidades de α-L-ramnose 1,2-ligadas. Além disso, a pectina compreende regiões altamente ramificadas com uma cadeia de ramnogalacturonano quase alternante. Essas regiões altamente ramificadas também contêm outras unidades de açúcares (tais como D-galactose, L-arabinose e xilose) ligadas por ligações glicosídicas aos átomos C3 ou C4 das unidades de ramnose ou aos átomos C2 ou C3 das unidades de ácido galacturônico. As cadeias longas dos resíduos de ácido galacturônico a-1-4-ligados são comumente referidas como regiões "lisas", enquanto que as regiões altamente ramificadas são comumente referidas como as regiões "pilosas".
Preferivelmente, a pectina usada na emulsão da invenção tem um conteúdo de ácido galacturônico entre 50 e 85%. Mais preferivelmente, a pectina tem um conteúdo de ácido galacturônico entre 65 e 80%.
A pectina comercial é comumente derivada da casca de frutas cítricas (limão, lima, laranja e toranja) ou da polpa de maçã, todas as quais liberando pectina de qualidade superior para os propósitos de formação de gel.
A pectina de beterraba é extraída da polpa da beterraba subseqüentemente à extração de açúcar. Ela é geralmente considerada inferior em termos de propriedades de formação de gel em comparação com pectinas cítricas ou outras.
Várias pectinas quimicamente ou enzimaticamente modificadas também são contempladas no termo "pectina". Por exemplo, a pectina pode ser uma pectina de éster superior. "Pectina de éster superior" se refere a uma pectina na qual o grau de esterificação ou PE é maior do que ou igual a 50%. Pectinas de ésteres superiores também são conhecidas como "pectina HE".
Alternativamente, a pectina pode ser uma pectina de éster inferior. "Pectina de éster inferior" se refere a uma pectina na qual o grau de esterificação ou DE é menor do que 50%. Pectinas de ésteres inferiores também são conhecidas como "pectina LE".
Preferivelmente, a pectina da composição tem um grau de esterificação (DE) entre 55 e 60%.
Preferivelmente, a pectina da composição tem um grau de acetilação entre 5 e 5 0%. Mais preferivelmente, a pectina da composição tem um grau de acetilação entre 10 e 50%. Mais pref erivelmente, a pectina da composição tem um grau de acetilação entre 10 e 4 0%. Mais preferivelmente, o grau de acetilação está entre 15 e 35%.
Preferivelmente, a pectina compreende pelo menos pectina de beterraba. Mais preferivelmente, a pectina consiste essencialmente de pectina de beterraba. Ainda mais preferivelmente, a pectina consiste essencialmente de pectina de beterraba como o único emulsificante.
Preferivelmente, o peso molecular médio da pectina está acima de 10 KDa. Mais pref erivelmente, o peso molecular médio da pectina está acima de 15 KDa. Ainda mais preferivelmente, o peso molecular médio da pectina está acima de 2 0 KDa. Ainda mais preferivelmente, o peso molecular médio da pectina está acima de 25 KDa. Ainda mais preferivelmente, o peso molecular médio da pectina está acima de 3 0 KDa. Ainda mais pref erivelmente, o peso molecular médio da pectina está acima de 35 KDa. Ainda mais preferivelmente, o peso molecular médio da pectina está acima de 4 0 KDa. Mais pref erivelmente, o peso molecular médio da pectina está acima de 45 KDa.
Preferivelmente, o peso molecular médio da pectina está abaixo de 100 KDa. Mais preferivelmente, o peso molecular médio da pectina está abaixo de 90 KDa. Ainda mais preferivelmente, o peso molecular médio da pectina está abaixo de 80 KDa. Ainda mais pref erivelmente, o peso molecular médio da pectina está abaixo de 70 KDa. Mais preferivelmente, o peso molecular médio da pectina está abaixo de 65 KDa.
Preferivelmente, o peso molecular médio da pectina está numa faixa entre qualquer um dos limites preferidos referidos acima. Mais preferivelmente, o peso molecular médio da pectina está numa faixa entre 15 e 100 KDa. Ainda mais preferivelmente, o peso molecular médio da pectina está numa faixa entre 30 e 100 KDa. Ainda mais preferivelmente, o peso molecular médio da pectina está numa faixa entre 15 e 70 KDa. Ainda mais preferivelmente, o peso molecular médio da pectina está numa faixa entre 10 e 60 KDa. Ainda mais preferivelmente, o peso molecular médio da pectina está numa faixa entre 15 e 100 KDa. Ainda mais preferivelmente, o peso molecular médio da pectina está numa faixa entre 3 0 e 7 0 KDa. Ainda mais preferivelmente, o peso molecular médio da pectina está numa faixa entre 45 e 70 KDa.
Ainda mais pref erivelmente, o peso molecular médio está entre 3 0 e 65 KDa. Mais preferivelmente, o peso molecular médio está entre 45 e 65 KDa.
Preferivelmente, a emulsão de bebidas compreende entre 0,05 e 1,00% p/p de pectina baseando-se no peso total da emulsão. Mais preferivelmente, a emulsão de bebidas compreende entre 0,05 e 0,50% p/p da pectina baseando-se no peso total da emulsão. Mais preferivelmente, a emulsão de bebidas compreende entre 0,05 e 0,30% p/p da pectina baseando-se no peso total da emulsão. Mais preferivelmente, a emulsão de bebidas compreende entre 0,05 e 0,10% p/p da pectina baseando-se no peso total da emulsão.
Estabilidade
Preferivelmente, emulsões de bebidas da invenção são estáveis durante a estocagem. Nesse contexto, "estável" significa que a emulsão estocada passa pelo "teste de anelamento" descrito por Tan e Holmes, "Stability of beverage flavour emulsions", Perfumer and Flavourist 1988, 13, 23 a 41 (ver protocolo 3).
Preparação de Emulsões de Bebidas
As emulsões de bebidas tipo cola da invenção são adequadamente preparadas por um processo compreendendo: (i) colocar em associação os constituintes da fase oleosa e uma fase aquosa, compreendendo um componente de mucilagem para formar uma mistura;
(ii) homogeneizar a referida mistura;
(iii) colocar em associação a mistura homogeneizada e caramelo;
(iv) homogeneizar para formar a emulsão de bebidas.
O passo de misturar a fase oleosa e a fase aquosa pode ser efetuado de qualquer uma de uma variedade de formas. Por exemplo, a fase oleosa pode ser adicionada à fase aquosa; alternativamente, a fase aquosa pode ser adicionada à fase oleosa. Entretanto, não é necessário preparar a fase oleosa ou a fase aquosa antes de colocá-las em associação, e num processo alternativo, os constituintes da fase aquosa e os constituintes da fase oleosa podem ser adicionados juntos em qualquer ordem conveniente.
Numa modalidade preferida da invenção, entretanto, a fase oleosa e a fase aquosa são preparadas separadamente antes de serem combinadas.
Homogeneização, conforme aqui utilizado, se refere a um processo por meio do qual a fase aquosa e a fase oleosa são transformadas numa emulsão estável de partículas de fase oleosa na fase aquosa contínua.
Preferivelmente, o processo de homogeneização é efetuado em dois passos, a saber, a homogeneização preliminar e a homogeneização final. Preferivelmente, a homogeneização final é efetuada depois da homogeneização preliminar.
A homogeneização preliminar é um passo de um processo o qual resulta nas partículas de fase oleosa obtendo um tamanho de partículas de 0,5 a 1,2 μιη, mais preferivelmente, de 0,5 a 1,0 μπι.
A homogeneização preliminar pode ser alcançada de uma variedade de formas conhecidas pelas pessoas da técnica. Métodos adequados para efetuar a homogeneização preliminar incluem o uso de um misturador de alta velocidade, de um misturador de hidrocisalhamento, de um homomisturador ou de uma homogeneização de única passagem numa pressão entre 0 e 5 MPa.
A homogeneização final é um passo de um processo o qual resulta nas partículas de fase oleosa, obtendo um tamanho de partículas de 0,3 a 1,0 μτη.
A homogeneização final pode ser alcançada de uma variedade de formas conhecidas pelas pessoas da técnica. Preferivelmente, a emulsão obtida como resultado da homogeneização preliminar acima é passada através de um homogeneizador numa pressão entre 15 e 30 MPa, mais preferivelmente numa pressão entre 20 e 25 MPa. Preferivelmente, a referida emulsão é passada através do homogeneizador mais de uma vez. Mais preferivelmente, a referida emulsão é passada através do homogeneizador de 2 a 3 vezes. Mais preferivelmente, a referida emulsão é passada através do homogeneizador 2 vezes.
Componente da mucilagem
Conforme é conhecido na técnica, a pectina pode formar uma goma gelatinosa ou um componente de mucilagem em solução. Esse componente também pode incluir outros componentes, tais como ácido cítrico e conservantes.
Bebidas prontas
As emulsões de bebidas da presente invenção podem ser combinadas com água e um ou mais ingredientes habituais na técnica para produzir uma bebida numa forma adequada para o consumo ("bebida pronta").
Preferivelmente, as bebidas prontas compreendem entre 0,01 e 1,00% p/p das emulsões de bebidas da invenção baseando-se no peso da bebida pronta. Mais preferivelmente, as bebidas prontas compreendem entre 0,02 e 0,40% p/p das emulsões de bebidas da invenção baseando-se no peso da bebida pronta. Mais preferivelmente, as bebidas prontas compreendem entre 0,10 e 0,40% p/p das emulsões de bebidas da invenção baseando-se no peso da bebida pronta. Mais preferivelmente, as bebidas prontas compreendem entre 0,10 e 0,20% p/p das emulsões de bebidas da invenção baseando-se no peso da bebida pronta.
A bebida pronta pode ser não carbonatada. Alternativamente, a bebida pronta pode ser carbonatada. Adequadamente, a bebida pronta é carbonatada na faixa de 0 a 4,5% v/v.
A bebida pronta pode conter álcool. Preferivelmente, a bebida pronta contém álcool numa quantidade entre 0,01 e 15% v/v baseando-se no volume da bebida pronta.
Preferivelmente, a bebida pronta está entre 0 e 15 °Brix.
Preferivelmente, a bebida pronta pode compreender um ou mais dos seguintes (além daqueles componentes presentes na emulsão de bebidas):
açúcares incluindo sacarose;
adoçantes de baixa caloria, incluindo acessulfame K, alitame, aspartame, ciclamato, neoesperidina, diidrochalcona, tagatose, neotame, sacarina, esteviosídeo e sucralose;
adoçantes de calorias reduzidas incluindo eritritol, hidrolisatos de amido hidrogenado e xarope de maltitol, isomalte, maltitol, lactitol, sorbitol e manitol, xilitol, frutose cristalina, xarope de milho com alto teor de frutose, isomaltulose, trealose, frutooligossacarídeos e polidextrose (tal como Litesse®);
flavorizantes solúveis em água;
corantes solúveis em água;
cafeína; sucos de frutas incluindo goiaba, kiwi, pêssego, manga, papaia, abacaxi, banana, morango, framboesa, mirtilo, laranja, toranja, tangerina, limão, lima e maçã;
ácidos incluindo ácido cítrico, ácido málico e ácido fosfórico, e os seus sais aceitáveis para alimentos;
conservantes solúveis em água incluindo ácido sórbico, ácido benzóico e os seus sais para alimentos aceitáveis, especialmente os sais de sódio e potássio;
emulsificantes adicionais incluindo goma arábica, amido modificado, goma xantana, lecitina e outros polissacarídeos.
Preferivelmente, a bebida pronta compreende ácido cítrico. Mais preferivelmente, a bebida pronta compreende ácido cítrico numa quantidade entre 0,1% p/p e 0,5% p/p baseando-se no peso da bebida pronta.
Preferivelmente, a bebida pronta compreende benzoato de sódio. Mais preferivelmente, a bebida pronta compreende benzoato de sódio numa quantidade de até 350 ppm.
Numa modalidade alternativa preferida, a bebida pronta compreende tanto benzoato de sódio quanto sorbato de potássio numa quantidade combinada de até 350 ppm.
As bebidas prontas podem ser adequadamente preparadas de acordo com os métodos de pós-mistura ou de pré-mistura.
Depois da formulação, a bebida pronta pode ser adequadamente pasteurizada usando um método conhecido na técnica. Por exemplo, a bebida pronta pode ser tratada entre 85 e 87 °C por entre 20 e 30 segundos.
As bebidas prontas produzidas dessa forma exibem níveis excelentes e estáveis de turbidez. Adicionalmente, elas são estáveis por períodos prolongados sem evidência de anelamento ou de sedimentação.
Bebida tipo cola
Bebidas tipo cola são bebidas límpidas e não-turvas.
De acordo com outro aspecto, é fornecida uma bebida tipo cola compreendendo pectina de beterraba.
Preferivelmente, a bebida tipo cola compreende pectina de beterraba como um emulsificante e/ou estabilizante.
Mais preferivelmente, a bebida tipo cola compreende pectina de beterraba como o único emulsificante.
Mais preferivelmente, a bebida tipo cola compreende pectina de beterraba como o único estabilizante.
Preferivelmente, a bebida tipo cola compreende pectina de beterraba numa quantidade entre 0,005 e 0,200% p/p baseando-se no peso total da bebida. Mais preferivelmente, a bebida tipo cola compreende pectina de beterraba numa quantidade entre 0,005 e 0,100% p/p baseando-se no peso total da bebida. Mais pref erivelmente, a bebida tipo cola compreende pectina de beterraba numa quantidade entre 0,05 e 0,10% p/p baseando-se no peso total da bebida. A bebida tipo cola irá preferivelmente incluir um ou mais ingredientes típicos de tais comestíveis. Esses incluem:
flavorizantes, especialmente óleos flavorizantes, tais como cola, limão, lima e baunilha; também incluindo flavores de alcaçuz; caramelo;
adoçantes, tais como açúcares, adoçantes de baixa caloria e adoçantes com calorias reduzidas; açúcares, incluindo sacarose;
adoçantes de baixas calorias incluindo acessulfame K, alitame, aspartame,ciclamato,neoesperidina, diidrochalcona, tagatose, neotame, sacarina, esteviosídeo e sucralose;
adoçantes de calorias reduzidas incluindo eritritol, hidrosilatos de amido hidrogenados e xarope de maltitol, isomalte, maltitol, lactitol, sorbitol e manitol, xilitol, frutose cristalina, xarope de milho com alto teor de frutose, isomaltulose, trealose, frutooligossacarídeos e polidextrose (tal como Litesse®);
flavorizantes solúveis em água; corantes solúveis em água; cafeína;
ácidos incluindo ácido cítrico, ácido málico e ácido fosfórico, e os seus sais aceitáveis para alimentos, especialmente ácido fosfórico; conservantes solúveis em água incluindo ácido sórbico, ácido benzóico e os seus sais para alimentos aceitáveis, especialmente os sais de sódio e potássio;
De acordo com outro aspecto, é proporcionado o uso de pectina de beterraba como um emulsificante e/ou estabilizante numa bebida tipo cola.
Num outro aspecto, as bebidas tipo cola são límpidas, bebidas não-turvas que compreendem uma emulsão compreendendo partículas de uma fase oleosa que têm um tamanho de partícula médio menor do que 300 nm.
A presente invenção será agora descrita em detalhes adicionais nos seguintes exemplos. Exemplos Exemplo 1
Preparação de uma emulsão de bebida tipo cola Uma emulsão de bebida tipo cola foi preparada usando um óleo flavorizado de cola conforme dado na Tabela 1. Esse óleo flavorizado de cola foi usado para preparar um integrante de cola conforme dado na Tabela 2. Esse integrante de cola foi usado para preparar uma emulsão de bebida tipo cola conforme dado na Tabela 3.
<table>table see original document page 34</column></row><table> <table>table see original document page 35</column></row><table>
Tabela 3
Foi obtida uma emulsão de bebida tipo cola estável.
Exemplo 2 A emulsão de bebida tipo cola do Exemplo 1 é combinada com outros ingredientes nas quantidades e ordem indicadas na tabela 4 para proporcionar um xarope, o qual foi depois diluído numa bebida pronta carbonatada.
<table>table see original document page 36</column></row><table>
Tabela 4
Exemplo 3
A emulsão de bebida tipo cola foi preparada usando um óleo flavorizado de cola conforme dado na Tabela 5. Esse óleo flavorizado de cola foi usado para preparar uma emulsão de flavorizante de cola conforme estabelecido na tabela 7.
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Tabela 5 <table>table see original document page 37</column></row><table>
Tabela 7
A emulsão de bebida tipo cola preparada compreendia 0,2% p/p de pectina. Ela apresenta uma boa estabilidade.
A emulsão de bebidas é usada para preparar uma bebida tipo cola pronta pela adição de água carbonatada.
Protocolos de teste
Protocolo 1
A viscosidade da fase oleosa é medida por viscosimetria rotacional (Viscosímetro Modelo LVF,
Brookfield, EUA). As amostras foram colocadas numa sala de MEDIÇÃO termostatizada (20 °C). O cilindro interno foi impulsionado num torque ou estresse constante e a força resultante foi medida como a velocidade na qual o cilindro interno rodou. Essa velocidade é governada pela viscosidade do fluido entre as placas, de forma que quanto mais rapidamente ela gire num dado torque, menor é a viscosidade do líquido sendo analisado. A viscosidade foi computada a partir do registro de estresse de cisalhamento/força de acordo com os parâmetros dimensionais do cilindro interno. A viscosidade da fase oleosa foi medida com uma velocidade de 30 RPM a 20 ºC usado um fuso LV (LV 2).
Protocolo 2
A densidade da fase oleosa é medida por um densitômetro (Density Meter DMA 38, Anton Paar™). A amostra a ser analisada é bombeada num tubo de vidro em U, o qual é forçado a oscilar de forma sinusóide pela aplicação de uma força mecânica alternante. A densidade de um fluido é determinada pela medição da freqüência ressonante do tubo em U e relacionando isso com a densidade usando uma equação matemática apropriada. 0 instrumento é calibrado com dois fluidos de densidade precisamente conhecidos.
Protocolo 3
O "teste de anelamento" é o método mais popular para avaliar a estabilidade das emulsões flavorizantes de bebida num refrigerante. Ele é um teste no qual garrafas de refrigerante contendo a emulsão de bebida são mantidas numa posição para cima a 4, 20 e 35 °C + 2 para a visualização do anelamento ou da sedimentação durante um período de pelo menos 2 meses. 0 teste do anelamento é efetuado conforme descrito por Tan e Holmes (1998): Stability of beverage flavour emulsions, Perfumer and Flavourist, 13: 23-41.
Todas as publicações mencionadas na especificação acima são aqui incorporadas por referência. Várias modificações e variações dos métodos e sistema descritos da invenção serão aparentes para aquelas pessoas versadas na técnica sem sair do escopo e espírito da invenção. Embora a invenção tenha sido descrita juntamente com modalidades preferidas específicas, deve ser entendido que a invenção conforme reivindicada não deve ser indevidamente limitada a tais modalidades específicas. Realmente, várias modificações dos modos descritos para executar a invenção, os quais são óbvios para aquelas pessoas versadas em química ou campos relacionados, são tencionadas para estarem dentro do escopo das seguintes reivindicações.

Claims (32)

1. Emulsão de bebidas tipo cola, caracterizada pelo fato de compreender: uma fase oleosa; uma fase aquosa; e pectina, em que a emulsão de pectina compreende entre 0,05% e 0,50% p/p de pectina, baseando-se no peso total da emulsão.
2. Emulsão de bebidas tipo cola, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de ter uma densidade entre 0,84 e 1,00 g/cm3 a 20 °C.
3. Emulsão de bebidas tipo cola, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de ter uma densidade entre 0,87 e 0,89 g/cm3 a 20 °C.
4. Emulsão de bebidas tipo cola, de acordo com qualquer reivindicação precedente, caracterizada pelo fato de compreender óleo citrico.
5. Emulsão de bebidas tipo cola, de acordo com qualquer reivindicação precedente, caracterizada pelo fato de compreender óleo flavorizante.
6. Emulsão de bebidas tipo cola, de acordo com qualquer reivindicação precedente, caracterizada pelo fato de compreender triglicerideo.
7. Emulsão de bebidas tipo cola, de acordo com qualquer reivindicação precedente, caracterizada pelo fato de compreender entre 0,3 e 2,0% p/p de fase oleosa baseando-se no peso total da emulsão.
8. Emulsão de bebidas tipo cola, de acordo com qualquer reivindicação precedente, caracterizada pelo fato de compreender entre 98 e 99,7% p/p de fase aquosa baseando-se no peso total da emulsão.
9. Emulsão de bebidas tipo cola, de acordo com qualquer reivindicação precedente, caracterizada pelo fato de compreender entre 0,05% e 0,30% p/p de pectina baseando- se no peso total da emulsão.
10. Emulsão de bebidas tipo cola, de acordo com qualquer reivindicação precedente, caracterizada pelo fato de compreender entre 0,05% e 0,10% p/p de pectina baseando- se no peso total da emulsão.
11. Emulsão de bebidas tipo cola, de acordo com qualquer reivindicação precedente, caracterizada pelo fato de compreender um ou mais dos seguintes: adoçantes, flavorizantes, corantes, cafeína, ácidos, conservantes e emulsificantes.
12. Emulsão de bebidas tipo cola, de acordo com qualquer reivindicação precedente, caracterizada pelo fato de que a referida pectina compreende pelo menos pectina de beterraba.
13. Emulsão de bebidas tipo cola, de acordo com qualquer reivindicação precedente, caracterizada pelo fato de a emulsão compreender partículas de fase oleosa com um tamanho de partícula médio inferior a 1 μm;
14. Bebida pronta tipo cola, caracterizada pelo fato de compreender uma emulsão de bebidas tipo cola conforme reivindicado em qualquer uma das reivindicações de 1 a 13.
15. Bebida pronta tipo cola, de acordo com a reivindicação 14, caracterizada pelo fato de a emulsão de bebidas estar presente numa quantidade de 0,10 até 0,40% p/p, baseando-se no peso total da bebida.
16. Processo para a preparação de uma emulsão de bebidas tipo cola, de acordo com qualquer uma das reivindicações de 1 a 13, caracterizado pelo fato de compreender os passos de: (i) colocar em associação os constituintes da fase oleosa e de uma fase aquosa "compreendendo um componente de mucilagem para formar uma mistura; (ii) homogeneizar a referida mistura; (iii) colocar em associação a mistura homogeneizada e caramelo; (iv) homogeneizar para formar a emulsão de bebidas.
17. Processo, de acordo com a reivindicação 16, caracterizado pelo fato de compreender os passos de formar a fase oleosa; formar a fase aquosa compreendendo um componente de mucilagem; colocar a fase oleosa e a fase aquosa compreendendo um componente de mucilagem em associação; e homogeneizar a mistura resultante.
18. Processo, de acordo com a reivindicação 16 ou 17, caracterizado pelo fato de a homogeneização compreender os passos de: homogeneização preliminar para produzir um tamanho de partícula de fase oleosa médio entre 0,5 e 1,2 μπι; e homogeneização final para produzir um tamanho de partícula de fase oleosa médio entre 0,3 e 1,0 μπι.
19. Processo, de acordo com a reivindicação 18, caracterizado pelo fato de a homogeneização final ser conseguida pela passagem através de um homogeneizador numa pressão entre 15 e 30 MPa.
20. Processo, de acordo com a reivindicação 19, caracterizado pelo fato de a mistura ser passada através do homogeneizador mais de uma vez.
21. Uso de pectina de beterraba como um emulsificante numa emulsão de bebidas tipo cola, caracterizado pelo fato de ser conforme reivindicado em qualquer uma das reivindicações de 1 a 13.
22. Bebida tipo cola, caracterizada pelo fato de compreender pectina de beterraba.
23. Bebida tipo cola, de acordo com a reivindicação 22, caracterizada pelo fato de compreender uma pectina de beterraba como um emulsificante e/ou um estabilizante.
24. Bebida tipo cola, de acordo com a reivindicação 22 ou -23, caracterizada pelo fato de compreender pectina de beterraba como o único emulsificante.
25. Bebida tipo cola, de acordo com qualquer uma das reivindicações 22 a 24, caracterizada pelo fato de compreender pectina de beterraba numa quantidade entre -0,005 e 0,200% p/p baseando-se no peso total da bebida.
26. Bebida tipo cola, de acordo com qualquer uma das reivindicações 22 a 24, caracterizada pelo fato de compreender pectina de beterraba numa quantidade entre -0,005 e 0,100% p/p baseando-se no peso total da bebida.
27. Uso de pectina de beterraba, caracterizado pelo fato de ser um emulsif icante e/ou estabilizante numa bebida tipo cola.
28. Emulsão de bebidas, caracterizada pelo fato de ser substancialmente como descrito aqui com referência aos exemplos.
29. Bebida pronta, caracterizada pelo fato de ser substancialmente como descrito aqui com referência aos exemplos.
30. Processo, caracterizado pelo fato de ser substancialmente como descrito aqui com referência aos exemplos.
31. Uso, caracterizado pelo fato de ser substancialmente como descrito aqui com referência aos exemplos.
32. Emulsão de bebidas, caracterizada pelo fato de compreender: uma fase oleosa; uma fase aquosa; e pectina, em que a emulsão compreende entre 0,05% e -0,50% p/p de pectina baseando-se no peso total da emulsão.
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