BRPI0620890A2 - sistema de resfriamento para gases metalúrgicos - Google Patents

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BRPI0620890A2
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Wolfram Schalk
Karl-Heinz Daum
Bernd Kerstiens
Gertrud Serdarusic
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Outotec Oyj
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Abstract

SISTEMA DE RESFRIAMENTO PARA GASES METALúRGICOS. A presente invenção refere-se a um sistema de resfriamento para resfriar e/ou limpar gases metalúrgicos que são guiados na direção da corrente com um líquido contendo ácido, em particular ácido sulfúrico, inclui uma entrada de gás (51) através da qual os gases são fornecidos a partir do topo, um canal anelar (55) estendendo-se próximo à circunferência interna da porção superior do Venturi (52), sobre cuja parede de transbordamento interna (57) o líquido contendo ácido flui para a porção superior do Venturi (52), e bocais laterais (58) fornecidos abaixo do canal anelar (55), através dos quais é introduzido líquido adicional contendo ácido. Para se obter uma separação clara entre as porções de parede da porção do Venturi exposta a condições secas/quentes e úmidas/frias, o diâmetro interno (Dl) da porção superior do Venturi (52) é maior que o diâmetro interno (D2) da entrada de gás (51), de acordo com a presente invenção.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "SISTEMA DE RESFRIAMENTO PARA GASES METALÚRGICOS".
Campo da Invenção
A presente invenção refere-se a um sistema de resfriamento pa- ra resfriar e possivelmente limpar em particular gases metalúrgicos, que são guiados na direção da corrente com um líquido contendo ácido, em particular ácido sulfúrico, compreendendo uma entrada de gás através da qual os ga- ses são fornecidos a partir do topo, um canal anelar estendendo-se em torno da circunferência interna de uma porção superior do Venturi, sobre cuja pa- rede de transbordamento interno o líquido contendo ácido flui sobre a porção do Venturi, e compreendendo bocais laterais fornecidos abaixo do canal anelar, através dos quais é introduzido o líquido adicional contendo gás.
Sistemas de resfriamento são usados, por exemplo, para resfriar e, em parte, também para limpar gases contendo SO2, uma vez que eles são obtidos em processos metalúrgicos durante a fusão dos metais. Quando os gases contendo SO2 são subseqüentemente usados para produzir ácido sul- fúrico, eles devem ser liberados a partir de sólidos e impurezas antes de en- trar na região de contato da fábrica de ácido sulfúrico. Após separar gran- demente o teor de poeira, por exemplo, em separadores de poeira, precipi- tadores eletrostáticos e similares, a lavagem do gás é efetuada em um sis- tema de resfriamento, por exemplo, em um esfregador de fluxo radial. No sistema de resfriamento, os gases são resfriados até tal ponto que eles são adequados para o equipamento sucessivo,e são, em parte, limpos. As impu- rezas restantes são parcialmente absorvidas em ácido sulfúrico e separadas da corrente de gás.
Em um sistema de resfriamento convencional 1, conforme mos- trado na figura 1, a tampa 2 da torre inclui bocais 3 através dos quais, por exemplo, 25% do ácido sulfúrico são introduzidos. O gás quente contendo SO2 a ser limpo é introduzido através de uma entrada de gás 4 e guiado na direção contracorrente para o ácido sulfúrico. Para ser capaz de resistir ao ácido desnecessário, a torre de resfriamento tem um forro resistente ao áci- do 5. O material desse revestimento é escolhido correspondendo à exposi- ção respectiva e há materiais que são cada um particularmente adequados à exposição em condições seca/quente ou úmida/fria. O que é sempre crítico aqui é a transição entre as porções de parede expostas apenas a gás quen- te/seco ou apenas a ácido sulfúrico úmido, relativamente frio. Na configura- ção mostrada na figura 1, a área marcada X na entrada de gás 4 inclui repe- tidamente porções que de tempos em tempos são expostas apenas ao gás quente e então são expostas a condições secas/quentes ou de tempos em tempos são umedecidas com ácido sulfúrico e então são expostas a condi- ções úmidas/frias. Esta exposição alternada leva a um desgaste crescente do forro, de forma que o mesmo deve ser substituído.
Em modalidades alternativas da torre de resfriamento, o gás contendo SO2 é guiado na direção da corrente com o ácido sulfúrico usado para resfriar e limpar. Na configuração da torre de resfriamento do tipo Ven- turi 10 conforme mostrado na figura 2, o ácido sulfúrico, o ácido sulfúrico é injetado através de bocais laterais 11 no gás fornecido a partir do topo. Aci- ma dos bocais 11, é fornecido um tubo anelar 12, através do qual o ácido adicional é pulverizado contra a parede da porção Venturi, para umedecer a mesma. Isto pode garantir uma separação clara entre regiões quentes/secas e úmidas/frias. Entretanto, problemas de corrosão levam a uma umidade não uniforme da parede da porção Venturi e então regiões indefinidas com por- ções de parede expostas tanto a condições quentes/secas quanto úmi- das/frias.
Na torre de resfriamento do tipo Venturi 20 conforme mostrado na figura 3, o umedecimento das porções da parede acima dos bocais Iate- rais 21 é efetuado através de um dueto anelar circunferencial 22, ao qual é fornecido o ácido sulfúrico. O ácido sulfúrico flui do dueto anelar 22 através de uma parede de transbordamento 23 na porção Venturi da torre de resfri- amento 20 e umedece as paredes. Devido ao depósito no dueto anelar 22 e devido às turbulências provocadas pela corrente de gás contendo sólidos, um transbordamento não-uniforme pode ocorrer também aqui, o que pode levar a zonas do forro expostas alternadamente a condições secas/quentes e úmidas/frias. É o objetivo da presente invenção alcançar uma separação clara entre as zonas secas/quentes e úmidas/frias na porção Venturi, e assim me- lhorar a durabilidade das torres de resfriamento.
Pelos meios da invenção, esse objetivo é substancialmente re- solvido pelo fato de que o diâmetro interno da porção superior do Venturi antes do gargalo do Venturi é maior que o diâmetro interno da entrada do gás. Portanto, é conseguido que o gás que flui a partir do topo através da entrada não prejudique o transbordamento do líquido contendo ácido, em particular ácido sulfúrico, a partir do canal anelar, de forma que a parede periférica da porção Venturi possa ser uniformemente umedecida com ácido sulfúrico. Isto garante uma clara separação entre regiões do forro da parede na vizinhança da entrada de gás que são apenas expostas a condições se- cas e quentes é regiões procedentes do canal anelar que são expostas a condições úmidas e frias. Por uma seleção correspondente de materiais pa- ra forrar a torre de resfriamento, a sua vida de serviço pode ser aumentada substancialmente, de forma que os intervalos de serviço possam ser prolon- gados.
As torres de resfriamento conhecidas do tipo Venturi, conforme mostrado nas figuras 2 e 3, entretanto, têm em comum que a entrada de gás e a porção Venturi antes do gargalo do Venturi têm o mesmo diâmetro. A torre de resfriamento 1 operada contra a corrente da configuração conforme mostrada na figura 1 tem também um diâmetro interno constante.
De acordo com um aspecto preferido da invenção, o diâmetro interno da porção superior do Venturi é maior que o diâmetro interno da en- trada de gás em 5 - 15%, preferivelmente em 7 - 10%. Isto garante que o ácido sulfúrico do canal anelar pode fluir sobre a parede de transbordamento sem ser perturbado, e pode umedecer uniformemente a parede da porção Venturi. Com um diâmetro da entrada de gás de, por exemplo, 2.800 mm, um aumento no diâmetro interno da porção Venturi de 100 - 500 mm, prefe- rivelmente de cerca de 300 mm, revelou-se ser vantajoso.
De acordo com uma configuração particularmente preferida da presente invenção, o canal anelar é alargado na direção do topo. Isto forne- ce uma alta taxa de fluxo no fundo do canal anelar, o que evita que os sóli- dos contidos no ácido sulfúrico sejam depositados no dueto. Por outro lado, a expansão do canal anelar na sua porção superior garante uma baixa velo- cidade de transbordamento do ácido sulfúrico, de forma que um líquido uni- forme é formado na parede da porção Venturi.
De acordo com um aspecto desta invenção, o canal anelar é a - largado de forma cônica na direção do topo, a expansão do canal anelar sendo preferivelmente alcançada pela chanfradura da superfície externa da parede de transbordamento com um dos lados dando para o canal anelar. A parede externa da torre de resfriamento pode então ser fornecida com um isolamento uniforme.
Revelou-se ser vantajoso aumentar a largura do canal anelar a partir de sua porção inferior até sua porção superior em 100 - 200%, preferi- velmente cerca de 150%.
Para melhorar o umedecimento uniforme da parede periférica da porção Venturi, a borda superior da parede de transbordamento é preferi- velmente inclinada de 20 a 70°, preferivelmente de 30 a 60° e normalmente cerca de 45° na direção do fluxo do líquido contendo o ácido.
De acordo com um aspecto da invenção, o canal anelar é forne- cido com ácido sulfúrico através de várias aberturas de entrada, em particu- lar seis aberturas. Para alcançar um fluxo uniforme, as aberturas de entrada são preferivelmente uniformemente distribuídas próximas à circunferência da porção Venturi e abertas tangencialmente no canal anelar.
Em adaptação à exposição que ocorre, as paredes da porção Venturi na vizinhança da entrada de gás, o teto do Venturi e o canal anelar são forrados com diferentes qualidades de tijolos de acordo com a invenção. Revelou-se ser vantajoso forrar-se a região de entrada do gás com tijolos resistentes à temperatura, em particular tijolos de carboneto de silício ligados com nitreto, que têm propriedades particularmente boas de resistência à ex- posição a condições quentes e secas. Por outro lado, a região do canal ane- lar é preferivelmente forrada com tijolos de carbono/grafite, que podem fa- cilmente suportar uma exposição a condições úmidas e frias. O tijolo de gra- fite tem uma boa resistência ao choque térmico e ao ácido, de forma que esse material levemente mais oneroso é preferivelmente usado na vizinhan- ça do teto do Venturi e/ou na transição da entrada do gás até o teto do Ven- turi bem como possivelmente no topo da parede de transbordamento.
Como os cimentos ou argamassa usado para emparedar os tijo- los do forro também podem suportar facilmente uma exposição ou a condi- ções secas/quentes ou a condições úmidas/frias, os tijolos para forrar as paredes da entrada de gás, o teto do Venturi e o canal anelar são assenta- dos usando-se diferentes qualidades de cimentos ou argamassas adaptadas aos respectivos perfis de exposição, de acordo com uma configuração da invenção.
A invenção será, a seguir, explicada em detalhes em relação a uma configuração e ao desenho. Todas as características descritas e/ou i- lustradas por si ou em qualquer combinação formam o assunto da invenção, independente de sua inclusão nas reivindicações ou suas referências anteri- ores.
Breve Descrição dos Desenhos
A figura. 1 mostra uma representação esquemática de uma torre de resfriamento convencional que é operada no sentido contracorrente.
A figura 2 mostra uma representação esquemática de uma torre de resfriamento Venturi convencional que é operada no sentido da cor- rente.
A figura 3 mostra uma representação esquemática de outra torre de resfriamento do tipo Venturi convencional que é operada no sentido da corrente.
A figura 4 mostra a representação esquemática do sistema de resfriamento conforme a presente invenção.
A figura 5 mostra uma seção parcial ampliada através do sistema de resfriamento conforme mostrado na figura 4 na vizinhança do canal anelar.
A figura 6 mostra uma seção ao longo da linha Vl-Vl da figu- ra.4, e A figura 7 mostra esquematicamente o aperfeiçoamento de uma torre de resfriamento convencional com a presente invenção.
Descrição da Configuração Preferida
As 7 figuras 4 a 6 mostram esquematicamente um sistema de resfriamento do tipo Venturi de acordo com a presente invenção.
Em sua extremidade superior, o Venturi 50 compreende uma entrada de gás 51, uma porção adjacente superior do Venturi 52 e o suces- sivo gargalo do Venturi 53. Na configuração ilustrada, o diâmetro interno D1 da porção superior do Venturi 52 é maior que o diâmetro interno D2 da en- trada de gás 51 em cerca de 7,5%. O dimensionamento da porção alargada depende do tamanho total da fábrica. A transição entre os diferentes diâme- tros é mencionada como teto do Venturi 54.
Abaixo do teto do Venturi 54, é fornecido um canal anelar do ti- po ranhura 55 se estendendo em torno da porção Venturi 52. O canal anelar 55 é definido pela parede externa 56 do Venturi 50 e por uma parede de transbordamento 57. Abaixo do canal anelar 55, no final da porção superior do Venturi 52, são fornecidos vários bocais laterais 58, por exemplo, oito bocais, distribuídos uniformemente próximos à circunferência do Venturi 50 para injeção de ácido sulfúrico. Os bocais 58 são preferivelmente bocais 60°, que injetam e pulverizam o ácido sulfúrico com uma perda de pressão de 0,1 -0,2 MPa(1-2 bar).
Como pode ser percebido em particular da figura 6, seis abertu- ras de entrada 59 em particular distribuídas uniformemente próximas à cir- cunferência do Venturi 50 se abrem tangencialmente no canal anelar 55 para fornecimento de ácido sulfúrico.
Conforme melhor mostrado na figura 5, a porção inferior do ca- nal anelar 55, na qual se abrem as aberturas de entrada 59, tem uma largura relativamente pequena de, por exemplo, 80 mm, que corresponde aproxima- damente à abertura da seção transversal das aberturas de entrada 59. Na direção do topo, o canal anelar 55 é alargado uniformemente devido à chan- fradura da superfície externa 60 da parede de transbordamento 57, até ter uma largura de, por exemplo, 200 mm em sua extremidade superior, o que corresponde a uma expansão do canal anelar 55 de 150%. A borda superior 61 da parede de transbordamento 57, que leva à porção superior do Venturi 52, é inclinada para baixo em cerca de 45°.
O Venturi 50 é emparedado em várias camadas com forros a- daptados às respectivas exposições ao gás introduzido ou ácido sulfúrico, que estão mostrados na figura 5. Na vizinhança da entrada de gás 51, é for- necido, de fora para dentro, primeiramente um tijolo simplesmente isolante ou espuma de vidro 62, e então um tijolo isolante refratário (tijolo queimado leve) 63 e finalmente um tijolo de carboneto de silício ligado com nitreto re- sistente à temperatura 64. Na vizinhança do teto do Venturi 54, e em particu- lar na região de transição entre a entrada do gás 51 e o teto do Venturi 54, um tijolo de grafite 65, por exemplo, como um tijolo de teto de grafite con- formado, é fornecido ao invés do tijolo de carboneto de silício. Na figura 5 o tijolo de grafite 65 é meramente fornecido na região de passagem entre a entrada de gás 51 e o teto do Venturi 54, mas pode também se estender sobre a parte do teto do Venturi 54 que está arranjada acima do canal anelar 55. Na vizinhança do canal anelar 55 e da porção superior do Venturi 52, é inicialmente fornecida uma camada de tijolos-padrão resistentes ao ácido 66 do lado de fora, que é seguido de uma camada de tijolos de carbono 67. A parede de transbordamento 57 também consiste em tijolos de carbono 67, por exemplo, na forma de um tijolo de cunha de carbono. Se necessário, o topo da parede de transbordamento 57. que entra em contato com a corren- te de gás, pode também ser feito de tijolos de grafite. Dependendo da expo- sição, os forros são emparedados com diferentes tipos de cimento ou arga- massa.
O Venturi 50 do sistema de resfriamento da presente invenção é substancialmente projetado conforme descrito acima. Sua operação será explicada abaixo.
Um gás quente contendo SO2, que se origina de uma usina si- derúrgica, é fornecido ao Venturi 50 do topo até a entrada de gás 51. O res- friamento e a limpeza da corrente de gás são efetuados por meio de ácido sulfúrico, o qual inicialmente é injetado via o bocal lateral 58 e resfria a cor- rente de gás, de forma que o mesmo possa ser fornecido a outro equipa- mento e então a uma usina de contato de ácido sulfúrico. Ao mesmo tempo, as impurezas são absorvidas e as partículas de poeira são aglutinadas.
O ácido sulfúrico é igualmente fornecido ao canal anelar circun- ferencial 55 arranjado acima dos bocais laterais 58, cujo ácido sulfúrico flui sobre a parede de trasbordamento 57 e umedece a parede da porção supe- rior do Venturi 52. Devido à seção transversal alargada do canal anelar 55, o ácido sulfúrico na porção inferior do canal anelar 55 flui com uma taxa de fluxo relativamente alta, de forma que os sólidos contidos no ácido sulfúrico são mantidos em suspensão e na podem se assentar. Devido à seção trans- versal alargada do canal anelar 55, a taxa de fluxo vai diminuindo na direção do topo e na região superior é de apenas cerca de 30 - 40% da taxa de ali- mentação através das aberturas de entrada 59, de forma que o ácido sulfúri- co possa fluir lentamente sobre a parede de transbordamento 57 e umede- cer uniformemente a parede da porção superior do Venturi 52. Isto garante que uma película líquida uniforme seja formada na porção superior do Ven- turi 52, de forma que o forro 67 é exclusivamente exposto a condições úmi- das e frias nesta região. Na vizinhança da entrada de gás 51, entretanto, apenas o gás quente e seco entra em contato com o forro 64. O diâmetro aumentado D1 da porção superior do Venturi 52 ga- rante que a corrente de gás não prejudique e rompa a película líquida da porção superior do venturi 52. Desta forma, uma clara separação é alcança- da entre as regiões da parede expostas exclusivamente a condições quentes e secas e exclusivamente a condições úmidas e secas. Isto prolonga a vida útil do forro e, por conseguinte, os intervalos de serviço.
A figura 7 mostra como uma torre de resfriamento convencional 1, que foi operada previamente, por exemplo, conforme a configuração mos- trada na figura 1, pode ser aperfeiçoada com a invenção. O Venturi 50 de acordo com a presente invenção é fornecido após a entrada de gás 3 con- forme mostrado na Figura, 1 e montado lateralmente na abertura de entrada da torre de resfriamento 1. O gás, guiado na direção da corrente com o ácido sulfúrico, flui através do Venturi 50 e então entra na torre de resfriamento existente 1, na qual o gás sai através da abertura de saída superior, de mo- do a ser fornecido, por exemplo, a uma limpeza de gás subseqüente. O áci- do sulfúrico é retirado do poço de drenagem 6 da torre de resfriamento 1 e descarregado através do conduto 7. Os bocais 3, que na torre de resfriamen- to 1 anterior são fornecidos no teto 2 da torre de resfriamento, são, por e- xemplo, apenas operados a 50%. Em adição, bocais emergenciais de água para o posterior resfriamento da corrente de gás, são fornecidos no teto da torre de resfriamento, no caso da mencionada corrente de gás ainda estar muito quente para ser fornecida aos elementos plásticos subseqüentes. Uma vez que a torre de resfriamento existente é aperfeiçoada com o Venturi da invenção, um forro adequado para a exposição correspondente pode tam- bém ser usado na zona problemática X na transição da entrada do gás na torre de resfriamento, cujo forro não é danificado por uma exposição alterna- da.
Exemplo:
Em uma torre de resfriamento de acordo com a invenção, o di- âmetro interno D1 da porção superior do Venturi 52 é de cerca de 3000 mm e é maior que o diâmetro interno D2 da vizinhança da entrada de gás 51 em cerca de 200 mm.
Através da entrada de gás 51, são introduzidos cerca de 200.000 Nm3/h de gás contendo SO2 com uma temperatura de 350°C. Para resfriar e limpar o gás, um total de cerca de 450 m3/h de no máximo 25% de ácido sulfúrico com uma temperatura de 60-70°C são fornecidos e, por e- xemplo, 370-390 m3/h são fornecidos através dos bocais 58 e analogamente 60-80 m3/h através do canal anelar. Nos bocais 58, o ácido sulfúrico é pulve- rizado com uma perda de pressão de 0,1-0,2 MPa(1-2 bar). O ácido sulfúrico é introduzido no canal anelar 55 com uma taxa de fluxo de cerca de 1 -2 m/s, de forma que os sólidos contidos no ácido sulfúrico (não mais de 10 g/l) são mantidos em suspensão na porção inferior do canal anelar 55 e não podem assentar. Na porção inferior, a largura do canal anelar é de cerca de 80 mm e é alargada na direção do topo até cerca de 200 mm. Isto reduz a taxa de fluxo do ácido sulfúrico na porção superior do canal anelar quando flui na porção superior do venturi 52 até cerca de 40% da taxa de alimentação. Isto fornece um umedecimento uniforme da porção superior do Venturi. Listagem de Referência
1. torre de resfriamento 2. tampa 3. bocal 4. entrada de gás 5. forro resistente ao ácido 6. poço de drenagem 7. conduto 10. torre de resfriamento 11. bocal 12. tubo anelar 20. torre de resfriamento 21. bocal 22. canal anelar 23. parede de transbordamento 50. Venturi 51. entrada de gás 52. porção superior do venturi 53. gargalo do Venturi 54. teto do Venturi 55. canal anelar 56. parede externa 57. parede de transbordamento 58. bocal 59. abertura de entrada 60. superfície externa 61. borda superior 62. espuma de vidro 63. tijolo isolante refratário 64. tijolo de carboneto de silício 65. tijolo de grafite
66. tijolo resistente ao ácido
67. tijolo de carbono
D1. diâmetro interno da porção superior do venturi 52
D2. diâmetro interno da entrada de gás 51

Claims (13)

1. Sistema de resfriamento para resfriar e/ou limpar, em particu- lar, gases metalúrgicos, que são guiados na direção da corrente com um líquido contendo ácido, em particular ácido sulfúrico, compreendendo: uma entrada de gás (51), através da qual os gases são forneci- dos a partir do topo, um canal anelar (55) estendendo-se próximo à circunferência in- terna de uma porção superior do Venturi (52), sobre cuja parede de trans- bordamento interna (57) o líquido contendo ácido flui para a porção superior do Venturi (52), è bocais laterais (58) fornecidos abaixo do canal anelar (55), atra- vés dos quais é introduzido um líquido adicional contendo ácido, em que o diâmetro interno (D1) da porção superior do Venturi (52) é maior que o diâmetro interno (D2) da entrada de gás (51), e em que o canal anelar (55) é alargado na direção do topo.
2. Sistema de resfriamento de acordo com a reivindicação 1, ca- racterizado pelo fato de que o diâmetro interno (D.1) da porção superior do Venturi (52) é maior que o diâmetro interno (D2) da entrada de gás (51) em 5 a 15%, preferivelmente 7 a 10%.
3. Sistema de resfriamento de acordo com a reivindicação 2, ca- racterizado pelo fato de que o diâmetro interno (D1) da porção superior do Venturi (52) é maior que o diâmetro interno (D2) da entrada de gás (51) em -100 a 500 mm, preferivelmente cerca de 200 a 400 mm.
4. Sistema de resfriamento de acordo com qualquer uma das reivindicações de 1 a 3, caracterizado pelo fato de que a expansão do canal anelar (55) é alcançada pela chanfradura da superfície externa (60) da pare- de de transbordamento (57) que dá para o canal anelar (55).
5. Sistema de resfriamento de acordo com qualquer uma das reivindicações de 1 a 4, caracterizado pelo fato de que a largura do canal anelar (55) é aumentada da sua extremidade inferior para sua extremidade superior em 100 a 200%, preferivelmente cerca de 150%.
6. Sistema de resfriamento de acordo com qualquer uma das reivindicações de 1 a 5, caracterizado pelo fato de que a borda superior (61) da parede de transbordamento (57) é preferivelmente inclinada de 20 a 70°, preferivelmente de 30 a 60°, e normalmente cerca de 45°, na direção do flu- xo do líquido contendo ácido.
7. Sistema de resfriamento de acordo com qualquer uma das reivindicações de 1 a 6, caracterizado pelo fato de que uma pluralidade de aberturas de entrada (59) para o líquido contendo ácido se abrem tangenci- almente no canal anelar (55).
8. Sistema de resfriamento de acordo com a reivindicação 7, ca- racterizado pelo fato de que as aberturas de entrada (59) são uniformemente distribuídas próximo à circunferência da porção superior do Venturi (52).
9. Sistema de resfriamento de acordo com qualquer uma das reivindicações de 1 a 8, caracterizado pelo fato de que as paredes do venturi (50) na vizinhança da entrada de gás (51), o teto do Venturi (54) e o canal anelar (55) são forrados com diferentes qualidades de tijolos.
10. Sistema de resfriamento de acordo com qualquer uma das reivindicações de 1 a 9, caracterizado pelo fato de que a região de entrada do gás (51) é forrada com tijolos resistentes à temperatura, em particular tijolos de carboneto de silício.
11. Sistema de resfriamento de acordo com qualquer uma das • reivindicações de 1 a 10, caracterizado pelo fato de que a região do canal anelar (55) é forrada com tijolos de carbono/grafite.
12. Sistema de resfriamento de acordo com qualquer uma das reivindicações de 1 a 11, caracterizado pelo fato de que a região do teto do Venturi (54) e/ou a região de transição da entrada de gás (51) para o teto do Venturi (54) é forrada com tijolos de grafite.
13. Sistema de resfriamento de acordo com qualquer uma das reivindicações de 1 a 12, caracterizado pelo fato de que os tijolos para forra- ção das paredes da entrada de gás (51), do teto do Venturi (54) e do canal anelar (55) são assentados com diferentes qualidades de cimento ou arga- massa.
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