BRPI0701681B1 - Equipamento para produção de fios mistos - Google Patents

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BRPI0701681B1
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BR
Brazil
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equipment
pulley
mixed
wire
production
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BRPI0701681-6A
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Inventor
Hermínio Marin Antonio
Original Assignee
Fios Texteis H. Marin Ltda.
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Abstract

equipamento para produção de fios mistos. compreende uma peça retangular (7), feita preferencialmente em aluminio, que abrange um guia fio (6), localizado preferencialmente na parte superior frontal e esquerda, e em sua porção central há 3 roldanas de diferentes diâmetros e axiais entre si, por meio do eixo (8); a roldana (1) alimenta o equipamento com o fio de efeito (a), a roldana (2) determina a quantidade de fio de efeito (a), sendo que a proporção pode variar de 1 % a 200% e a roldana (3) que alimenta o equipamento com o fio misto (b); dois tubos (4) e (5) interceptam perpendicularmente a peça (7), através desses tubos os fios primários vindo das gaiolas (g) adentram o equipamento (e); na parte central posterior da peça retangular (7) há uma roldana de freio (9) e um mancal com dois rolamentos (13). através de pesos (11), a cordinha de nylon (10), que semi circunda a roldana de freio (9) e é presa através de um prego (14), paralisa a rotação das roldanas (1), (2) e (3).

Description

(54) Título: EQUIPAMENTO PARA PRODUÇÃO DE FIOS MISTOS (51) Int.CI.: D01H 7/86 (73) Titular(es): FIOS TEXTEIS H. MARIN LTDA.
(72) Inventor(es): ANTONIO HERMÍNIO MARIN
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EQUIPAMENTO PARA PRODUÇÃO DE FIOS MISTOS”.
O presente relatório refere a um equipamento para produção de fios mistos, e mais especificamente a um equipamento de fabricação de fios mistos que trabalha em conjunto com um bico injetor de ar comprimido, estabilizando e fixando os fios para produção de fios do tipo boucle.
Como é de conhecimento de todos os técnicos no assunto, as retorcedeiras são máquinas para fiação que têm como finalidade retorcer dois fios ou mais cabos em um só fio. A fiação é um conjunto ordenado de operações, desde o tratamento dos diversos materiais têxteis (de origem natural ou manufaturado) até sua transformação em fio.
As retorcedeiras fantasia são um tipo de retorcedeira com a finalidade de retorcer dois ou mais fios para dar efeito fantasia, efeito este obtido por variações de cor, título, fibras ou torção. A retorção é a operação realizada após a torção do fto, proporcionando ao produto um determinado número de voltas em tomo do seu eixo, por unidade de comprimento, aplicada durante o processo de fiação, resultando em maior resistência e regularidade.
O fio fantasia é um fio têxtil ao qual é adicionada irregularidade intermitente em termos de torção e/ou grossura e/ou cor das fibras empregadas, com a finalidade de conferir-lhe um aspecto diferenciado. Dentre os métodos de produção, podemos destacar a inclusão de pequenas massas na estrutura do fio ou a variação do diâmetro induzido na produção de fibras não naturais
A torção é uma operação do processo de fiação que consiste em proporcionar a um material têxtil um determinado número de voltas em torno de seu eixo, por unidade de comprimento, com a finalidade de proporcionar-lhe uma maior resistência à ruptura.
Atualmente, os modelos atuais de retorcedeiras para fio fantasia são compreendidos por dois conjuntos de eixos aiimentadores, fusos de retorções, anéis e viajantes. Assim, para conseguir o efeito boucle são
2/6 necessários sempre dois fios como base, quando o fuso torce os dois fios, formase um pequeno triângulo na saida dos eixos alimentadores, onde entra o fio sobre alimentado, formando pequenas argolas que são envolvidas pelos dois fios da base. Para fixar bem essas argolas, este fio ainda tem que ser retorcido em sentido contrário com o quarto fio.
Ocorre que apesar de amplamente utilizado, esses equipamentos convencionais apresentam a necessidade de serem específicos (retorcedeira fantasia).
Outra desvantagem presente nos equipamentos convencionais de fabricação de fios mistos corresponde ao fato destes apresentarem baixa produção.
Outra desvantagem presente nos equipamentos convencionais de fabricação de fios mistos corresponde ao fato de haver a necessidade do fio de efeito ter mais torção inicial (fio especial) para formação das argolas, ou seja, 15 o fio dito especial já deve ser submetido a uma torção em tomo de seu próprio eixo antes de ser submetido à retorcedeira com os demais fios.
Outra desvantagem presente nos equipamentos convencionais de fabricação de fios mistos corresponde ao fato de haver investimento muito alto em equipamento importado.
É, pois, um dos objetivos da presente invenção prover um equipamento de produção de fios mistos que apresenta um reduzido tamanho e peso.
Outro objetivo da presente invenção é prover um equipamento de produção de fios mistos que possibilite que o próprio fio produzido pelo equipamento, force a alimentação dos fios primários.
Outro objetivo da presente invenção é prover um equipamento de produção de fios mistos que possibilite um rendimento alto em relação a retorcedeira fantasia (retorcedeira de anel e viajante).
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Outro objetivo da presente invenção é prover um equipamento de produção de fios mistos que possibilite várias combinações de fios e volumes e mesclas de filamentos de poliéster ou poliamida com fios fiados (convencional), algodão, viscose, lã, acrílico, etc.
Esses e outros objetivos e vantagens da presente invenção são alcançados através de um equipamento de fabricação de fios mistos que se auto alimenta dos próprios fios produzidos. Dito equipamento de fabricação de fios mistos tem a finalidade de produzir fio fantasia, através da sobrealimentação do fio de efeito, fixando e estabilizando através do ar comprimido (com pressão 10 de aproximadamente 6Bar) o mesmo fio sobre o fio base. O jato de ar comprimido entra pelo bico estabilizador e fixador, possibilitando que o fio de efeito seja fixado sobre o fio base formando e reservando pequenas argolas, produzindo um efeito boucle, variando o aspecto conforme o tipo de fio empregado e as variações de sobrealimentação.
A patente PI 8501514-8 refere-se a fio urdido a vácuo podendo ser produzido de modo a possuir resistência e propriedades que se aproximam daquelas do fio fiado por anéis e em velocidades bem acima das velocidades de produção para fios fiados por anéis um eixo oco alongado possui uma passagem passante a partir de uma primeira a uma segunda extremidade da mesma com uma porção de eixo adjacente a primeira extremidade perfurada, a perfuração é inclinada na direção da segunda extremidade e um reservatório de vácuo esférico é formado no eixo um difusor, na forma de um anel possuindo fendas alongadas, correspondendo às perfurações que envolvem o eixo circunda o eixo e é girado em tomo de um eixo geométrico em uma velocidade alta constante, de tal modo que as extremidades livres das fibras passem através do eixo e sejam conduzidas na direção das perfurações do eixo, podendo vir a girar com o eixo na medida em que as fibras se movem linearmente ao longo do eixo geométrico de rotação um fio de filamento de núcleo tal como um fio texturizado completamente esticado
4/6 pode ser alimentado no eixo com as fibras do pavio ou maçaroca penteado fios podem ser produzidos possuindo uma aparência fiada um efeito de volta ou boucle ou de um fio possuindo um núcleo com torcimentos reais com fibras enroladas em torno do núcleo para proporcionar e feitos de superfície.
Ora, fica fácil de perceber que o equipamento acima descrito não utiliza ar comprimido para possibilitar a fixação dos fios.
A seguir, para melhor entendimento e compreensão de como se constitui o equipamento para produção de fios mistos serão apresentados os seguintes desenhos ilustrativos:
A Figura 1 representa uma vista frontal e em perspectiva do equipamento para produção de fios mistos;
A Figura 2 representa uma vista lateral do bico estabilizador;
A Figura 3 representa uma vista frontal do bico estabilizador, vista através do corte A-A da figura 2;
A Figura 4 representa uma vista lateral interna do bico estabilizador;
A Figura 5 representa uma vista frontal do equipamento para produção de fios mistos;
A figura 6 é uma vista lateral esquerda do equipamento para produção de fios mistos;
A figura 6A é uma vista lateral direita do equipamento para produção de fios mistos; e
A Figura 7 é uma vista posterior em perspectiva do equipamento para produção de fios mistos.
De acordo com as ilustrações, o equipamento de fabricação de fios mistos (E), objeto da presente inovação consiste em uma peça retangular (7), feita preferencialmente em alumínio, que suporta um guia fio (6) na forma de uma aba em L” deitado provida de um furo passante na extremidade de sua porção
5/6 horizontal, dito guia fio (6) localizado preferencialmente na parte superior frontal e esquerda da peça retangular (7), que comporta em sua porção central um eixo (8) o qual suporta axialmente 3 roldanas de diferentes diâmetros entre si. A roldana (1) alimenta o equipamento com o fio de efeito (a), a roldana (2) determina a quantidade de fio de efeito (a), sendo que a proporção pode variar de 1% a 200% e a roldana (3) alimenta o equipamento com o fio base (b). Na parte superior da peça retangular (7) transpassam ortogonalmente dois tubos (4) e (5), de modo que através desses tubos passem os fios primários vindo das gaiolas (G), (não representadas nas figuras) e adentram no equipamento (E)
Observando as figuras 6, 6A e 9, se analisa que na parte central posterior da peça retangular (7) há uma roldana de freio (9) e um mancai com dois rolamentos (13). Através de pesos (11), a cordinha de nylon (10), que semi circunda a roldana de freio (9) e é presa através de um ponteiro (14), paralisa a rotação das roldanas (1), (2) e (3).
Conforme podemos notar, o mecanismo do equipamento para fabricação de fios inicia quando o fio escolhido para efeito (a) sai da gaiola (G) passando pelo tubo (4) efetuando de 3 a 5 voltas sobre a roldana (1). O fio para base (b), também chamado de fio alma, sai da gaiola (G) passando pelo tubo (5) efetuando de 3 a 5 voltas sobre a roldana (2). As duas pontas dos fios efeito (a) e base (b) passam pelo bico estabilizador (12), também chamado de bico fixador, e em seguida esses fios efetuam de 3 a 5 voltas sobre a roldana (3) e pelo guia fio (6).
Em seguida, a entrada de ar comprimido para o bico estabilizador (12) é aberta e o fio misto é puxado manualmente por alguns metros, a fim de verificar o bom funcionamento do equipamento.
Com o fio parado fecha-se a passagem do ar comprimido. Coloca-se a ponta fio misto no suporte de enrolamento (14) ainda levando do eixo para o eixo (13). Abra-se novamente a entrada do ar comprimido e no mesmo
6/6 instante abaixa-se o suporte da máquina para enrolar o fio misto na bobina, que ficará apoiada no rolete da máquina que está em movimento.
O fio misto que está no equipamento (E) é enrolado sobre o suporte (14) e posteriormente é distribuído pelo guia fio vai-vem (6).
O fio misto pronto (m) é puxado através da roldana (3). As roldanas (2) e (1) giram com a mesma rotação. Para se conseguir uma boa estabilidade e fixação, a tensão de entrada do fio de efeito (a) sobre o fio base (b) no bico estabilizador (12) deve ser a menor possível. Para se conseguir esse efeito a roldana (2) deve ser ligeiramente maior do que a roldana (3). Devido à diferença no diâmetro, a roldana (2), onde é enrolado o fio base (b), permite que a metragem desse fio (b) seja um pouco maior na entrada do bico estabilizador (12) do que a metragem do fio misto pronto (m) procedente da roldana (3) e conseqüentemente garantindo um mínimo de tensão necessária para o tracionamento dos referidos fios. A roldana (1) fornece o fio de efeito (a), que devido a sua maior sobrealimentação (de 1 % a 200 %) proporciona naturalmente um mínimo de tensão na entrada do bico estabilizador (12).
Vale ressaltar que o equipamento de fabricação de fios mistos (E) pode ser adaptado a qualquer dispositivo capaz de puxar e enrolar o fio, com velocidade constante em qualquer tipo de suporte.
Pelas vantagens que oferece, e ainda, por revestir-se de características verdadeiramente inovadores que preenchem todos os requisitos de novidade e originalidade no gênero, o presente equipamento (E) reúne condições necessárias para merecer privilégio de patente de Invenção.
Apesar de ter sido descrito e ilustrado um conceito preferido dessa solução, cabe salientar que outras soluções são passíveis de realização, sem que se fuja do escopo da presente invenção.
1/2

Claims (9)

  1. Reivindicações
    1- “EQUIPAMENTO PARA PRODUÇÃO DE FIOS MISTOS”, caracterizado pelo fato de compreender uma peça retangular (7), feita preferencialmente em alumínio, que abrange um guia fio (6) na forma de uma
    5 aba em “L” deitado, provida de um furo passante na extremidade de sua porção horizontal, dito guia fio (6) localizado preferencialmente na parte superior frontal e esquerda da peça retangular (7), que comporta em sua porção central um eixo (8) o qual suporta axialmente 3 roldanas de diferentes diâmetros entre si; sendo que a roldana (1) alimenta o equipamento com o fio de efeito (a), a roldana (2) ίο determina a quantidade de fio de efeito (a), sendo que a proporção pode variar de 1% a 200% e a roldana (3) que alimenta o equipamento com o fio misto (b); dois tubos (4) e (5) interceptam perpendicuiarmente a peça (7), sendo que através desses tubos os fios primários vindo das gaiolas (G) adentram o equipamento (E); ainda na parte central posterior da peça retangular (7) há uma
    15 roldana de freio (9) e um mancal com dois rolamentos (13), de modo que através de pesos (11), a corda (10), que semi circunda a roldana de freio (9) e é presa através de um ponteiro (14), paralisa a rotação das roldanas (1), (2) e (3).
  2. 2- “EQUIPAMENTO PARA PRODUÇÃO DE FIOS MISTOS”, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato do fio efeito (a) sair da
    20 gaiola (G) passando pelo tubo (4) efetuando de 3 a 5 voltas sobre a roldana (1).
  3. 3- “EQUIPAMENTO PARA PRODUÇÃO DE FIOS MISTOS”, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato do fio para base (b), também chamado de fio alma, sair da gaiola (G) passando pelo tubo (5) efetuando de 3 a 5 voltas sobre a roldana (2).
    25
  4. 4- “EQUIPAMENTO PARA PRODUÇÃO DE FIOS MISTOS”, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato dos fios efeito (a) e base (b) passarem pelo bico estabilizador (12) e em seguida esses fios efetuam de 3 a 5 voltas sobre a roldana (3) e pelo guia fio (6); em seguida, a entrada de
    2/2 ar comprimido para o bico estabilizador (12) é aberta e o fio misto é puxado manualmente por alguns metros, a fim de verificar o bom funcionamento do equipamento.
  5. 5- “EQUIPAMENTO PARA PRODUÇÃO DE FIOS MISTOS”, 5 de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de colocar ponta do fio misto no suporte de enrolamento (14) ainda levando do eixo para o eixo (13); em seguida abra-se novamente o registro do ar comprimido e no mesmo instante abaixa-se o suporte sobre o rolete da máquina que está em movimento.
  6. 6- “EQUIPAMENTO PARA PRODUÇÃO DE FIOS MISTOS”, io de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato do fio misto que está no equipamento (E) ser enrolado sobre o suporte (14) e posteriormente ser distribuindo pelo guia fio vai-vem (6).
  7. 7- “EQUIPAMENTO PARA PRODUÇÃO DE FIOS MISTOS”, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato do fio misto pronto (m)
    15 ser puxado através da roldana (3).
  8. 8- “EQUIPAMENTO PARA PRODUÇÃO DE FIOS MISTOS”, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato das roldanas (2) e (1) girarem com a mesma rotação.
  9. 9- “EQUIPAMENTO PARA PRODUÇÃO DE FIOS MISTOS”, 20 de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato da roldana (2) ser ligeiramente maior do que a roldana (3).
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BR102021011444A2 (pt) 2021-06-11 2022-12-27 Antonio Herminio Marin Processo de produção de fios mistos biodegradáveis duráveis e fios mistos obtidos por meio do referido processo

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