BRPI0706558B1 - Composição polimérica injetável, métodos para preparar uma composição polimérica injetável e métodos para preparar um sal de um análogo de hormônio de liberação de hormônio luteínico (lhrh) - Google Patents

Composição polimérica injetável, métodos para preparar uma composição polimérica injetável e métodos para preparar um sal de um análogo de hormônio de liberação de hormônio luteínico (lhrh) Download PDF

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Yuhua Li
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Abstract

COMPOSIÇÕES FARMACÊUTICAS COM ESTABILIDADE APERFEIÇOADA A presente invenção propicia uma composição polimérica biodegradável estabilizada útil como um sistema de administração de liberação controlada para agente peptídico. As composições da presente invenção compreendem a) um sal benéfico de um agente peptídico formado com um ácido forte que minimiza ou impede a interação/reação entre o agente peptídico e o polímero em uma solução orgânica; b) um polímero biodegradável; c) um solvente orgânico farmaceuticamente aceitável; e d) opcionalmente um ou mais excipientes. A presente invenção também se refere a um método de fabricação e um método do uso do mesmo.

Description

FUNDAMENTOS DA INVENÇÃO
[001] Em anos recentes, um grande número e variedade de agentes peptídicos tais como peptídeos, oligopeptídeos, polipeptídeos, e proteínas foram descobertos e receberam muita atenção como candidatos a medicamentos. Contudo, muitos agentes peptídicos não são estáveis na medida em que são facilmente hidrolisados ou degradam-se in vivo por enzimas que resultam em uma meia- vida de circulação muito curta. Por conseguinte, a maior parte de remédios peptídicos tem sido administrada por injeção, normalmente diversas vezes ao dia.
[002] A administração por injeção, entretanto, é dolorosa, muito dispendiosa, e inconveniente. Freqüentemente, a condescendência do paciente é muito desafiada. Para muitos agentes peptídicos, especialmente hormônios, exige-se que o medicamento seja administrado continuamente em uma taxa controlada durante um longo período de tempo, e sendo assim um sistema de administração de liberação controlada é desejável. Tais sistemas podem ser propiciados ao incorporar os agentes peptídicos em matrizes de polímeros biodegradáveis e biocompatíveis. Em uma técnica, o polímero é dissolvido em um solvente orgânico e em seguida misturado com os agentes peptídicos que são fabricados nas formas de micro-cápsulas, micro- grânulos ou hastes implantáveis ao remover o solvente orgânico. O agente peptídico é encerrado dentro das matrizes de polímeros. Diversos produtos foram desenvolvidos de forma bem sucedida ao utilizar polímeros biodegradáveis nas formas de micro-partículas e implantes de hastes sólidas, tais como Lupron, Zoladex, Triptorelin, etc. Embora estes produtos pareçam ser eficazes, os mesmos possuem desvantagens e limitações, tais como o grande volume de fluidos de suspensão para micro-partículas ou inserção cirúrgica de implantes sólidos. Estes produtos não são muito convenientes para o paciente. Além disso, os processos de fabricação para produzir produtos estéreis e reproduzíveis são complicados, o que resulta em custo elevado de fabricação. É altamente desejável que uma composição possa ser fabricada e utilizada facilmente.
[003] Em outra técnica, o polímero biodegradável e os agentes peptídicos são dissolvidos em um solvente orgânico biocompatível para propiciar uma composição líquida. Quando a composição líquida é injetada no corpo, o solvente se dissipa no ambiente aquoso circundante, e o polímero forma um depósito sólido ou em gel a partir do qual o agente bioativo é liberado durante um longo período de tempo. Acredita-se que as seguintes Patentes U.S. de referência Nos. 6.565.874; 6.528.080; RE37, 950; 6.461.631; 6.395.293; 6.355.657; 6.261.583; 6.143.314; 5.990.194; 5.945.115; 5.792.469; 5.780.044; 5.759.563; 5.744.153; 5.739.176; 5.736.152; 5.733.950; 5.702.716; 5.681.873; 5.599.552; 5.487.897; 5.340.849; 5.324.519; 5.278.202; 5.278.201; e 4.938.763 sejam representativas nesta área e estão incorporadas aqui mediante referência. Não obstante algum sucesso, aqueles métodos não foram inteiramente satisfatórios para um grande número de agentes peptídicos que podem ser efetivamente administrados por tal técnica.
[004] É bem reconhecido na técnica que agente bioativo que contém grupos funcionais básicos interage com polímero biodegradável para catalisar (ou acelerar) a degradação do polímero e formar conjugado com o polímero e/ou seus produtos de degradação. A interação/reação entre os agentes bioativos básicos e carreadores de polímeros pode ocorrer: 1) durante formulação quando os agentes bioativos básicos são incorporados no carreador de polímero, tal como micro-encapsulamento, moldagem por injeção, moldagem por extrusão, mistura com soluções de polímero em solvente orgânico, e similares; 2) durante armazenamento e 3) durante o processo de biodegradação e a liberação de agentes bioativos in vivo.
[005] Sabe-se que a degradação de agentes peptídicos e polímeros biodegradáveis, e reações entre os dois normalmente ocorre muito mais rápido em solução do que em um estado sólido e seco. A interação/reação entre agentes bioativos que contêm grupos funcionais básicos, isto é, aminas, e polímeros durante o processo de formação de micro-partícula utilizando métodos de evaporação/extração em que o agente bioativo e o polímero foram dissolvidos/dispersos em solventes orgânicos não- polares foi descrito [Krishnan M. e Flanagan DR., J Control Release. 3 de novembro de 2000; 69 (2) : 273-81]. Quantidade significativa de porções de amida foi formada. Foi claramente mostrado que solventes comumente utilizados para fabricação de sistemas de administração de medicamentos de polímero biodegradável poderiam permitir reação rápida entre agente bioativo e polímero. Em outra descrição, a degradação acelerada de polímeros por aminas orgânicas em solvente orgânico prótico polar (por exemplo, metanol) foi também relatada [Lin WJ, Flanagan DR, Linhardt RJ. Pharm Res. Julho de 1994; 11(7) : 1030-4].
[006] Uma vez que o sistema de administração de liberação controlada é comumente fabricado através de uma etapa que envolve a dissolução/dispersão de agente peptídico em solução de polímero biodegradável em um solvente orgânico, a estabilização de todos os componentes na composição nesta etapa representa um desafio de formulação muito significativo. Uma técnica comum que tem sido utilizada para superar o desafio de fabricação e estabilidade de armazenamento de agente peptídico e polímero biodegradável em solução ou suspensão é manter o agente peptídico e a solução de polímero em dois recipientes separados e misturá-los logo antes do uso. Isto pressupõe que o solvente orgânico possa ser separado da matriz polimérica rapidamente através de difusão, extração ou evaporação após os agentes peptídicos e solução de polímero serem misturados. Um exemplo foi descrito nas Patentes U.S. Nos. 6.565.8784 e 6.773.714 que descrevem formulações de administração polimérica de acetato de leuprolídeo que está relacionado a um produto comercial Eligard® para tratamento de câncer de próstata. A fim de manter a estabilidade das formulações, este produto é fornecido em seringas separadas e os conteúdos nas seringas são misturados logo antes de uso. Contudo, por causa da natureza viscosa das formulações de polímero, é freqüentemente difícil misturar os conteúdos em duas seringas separadas por usuários finais. A uniformidade das formulações preparadas pelo usuário final pode variar significativamente, onde contaminação pode também ocorrer e a qualidade do tratamento pode ficar significativamente comprometida. Além disso, esta abordagem não impedirá a interação entre o agente peptídico e o polímero durante mistura e administração. Conforme descrito em US20060034923 A1, quando acetato octreotídeo foi combinado com solução polilactídeo-co-glicolídeo em NMP, mais do que 40% de octreotídeo foi acrilatado dentro de 5 horas. Esta modificação do peptídeo pode conduzir a uma perda significativa de atividade ou alteração de imunogenicidade. O peso molecular do polímero também diminuiu significativamente dentro do mesmo período de tempo. Esta degradação rápida do peptídeo e do polímero alterará o perfil de liberação do peptídeo e resulta em um resultado de tratamento comprometido. Por conseguinte, controle preciso para o processo de preparação e tempo são críticos e isto aumenta significativamente a dificuldade para o usuário final. Além disso, a formação in vivo do implante a partir da composição polimérica injetável não é instantânea. Normalmente o processo de dissipação de solvente pode levar umas poucas horas a diversos dias dependendo dos solventes utilizados. Durante este período, a presença de um solvente orgânico poderia também promover a interação/reação entre os agentes peptídicos e o polímero. Por conseguinte, há a necessidade em desenvolver uma composição farmacêutica que minimizará ou impedirá a interação/reação entre o agente peptídico e o polímero em uma solução orgânica. É necessário também desenvolver uma composição farmacêutica que seja estável com uma vida comercial de armazenamento satisfatória em uma configuração de produto pronta-para-uso.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
[007] Foi surpreendentemente descoberto que composições poliméricas biodegradáveis injetáveis que compreendem agentes peptídicos na forma de um sal formado com um ácido forte (por exemplo, ácido clorídrico) exibem estabilidade muito mais elevada do que aquelas na forma de um sal formado com um ácido fraco (por exemplo, ácido acético) ou na forma da base livre. Tais sais benéficos de agentes peptídicos podem ser formados através da neutralização de quaisquer grupos básicos dos agentes peptídicos com um ácido forte. Quando tais sais benéficos de agentes peptídicos formados com um ácido forte foram formulados dentro de composições poliméricas biodegradáveis injetáveis, as interações/reações entre os agentes peptídicos e o polímero são minimizadas ou impedidas. Utilizar tais sais benéficos de agentes peptídicos formados com um ácido forte permite a preparação de uma composição injetável estabilizada pré-preenchida em uma seringa única em uma configuração pronta-para-uso com estabilidade de armazenamento satisfatória. O uso do sal de agente peptídico formado com um ácido forte da presente invenção para aperfeiçoar a estabilidade das composições poliméricas injetáveis não é contemplado pelo estado da técnica.
[008] Conseqüentemente, a presente invenção propicia uma composição polimérica biodegradável injetável para formar um sistema de administração de liberação controlada econômico, prático e eficiente para agentes peptídicos. A presente invenção também propicia um método para fabricação e um método de uso da mesma. De acordo com a presente invenção, o sistema de administração de medicamento é produzido facilmente e convenientemente administrado a um paciente tal como um mamífero ou humano. As composições administram quantidade terapêutica de agentes peptídicos durante um período de tempo desejado, estendido, de preferência de diversas semanas a um ano. As composições são tanto biocompatíveis quanto biodegradáveis, e desaparecem sem causar dano após administrarem a dose dos agentes peptídicos.
[009] As composições de acordo com a presente invenção compreendem a) um sal benéfico de um agente peptídico formado com um ácido forte que minimiza ou impede a interação/reação entre o agente peptídico e o polímero em uma solução orgânica; b) um polímero biodegradável; c) um solvente orgânico farmaceuticamente aceitável. De acordo com a invenção, a composição farmacêutica pode opcionalmente incluir excipientes para alcançar administração ideal do agente peptídico. A composição farmacêutica pode ser um líquido viscoso ou não-viscoso, gel ou semi-sólido que se move como um fluido de modo que possa ser injetado utilizando uma seringa. A composição farmacêutica pode ser pré-preenchida em uma seringa para formar um produto em uma configuração pronta-para-uso.
[0010] O agente peptídico da presente invenção contém pelo menos um grupo básico. O agente peptídico pode ser qualquer peptídeo, oligopeptídeo, polipeptídeo, ou proteína que seja capaz de propiciar um efeito biológico, fisiológico ou terapêutico em um animal ou ser humano. O agente peptídico pode ser qualquer um ou mais do que um de agente peptídico, oligopeptídeo, polipeptídeo, ou proteína biologicamente conhecidos reconhecidos em quaisquer documentos citados aqui ou de outra forma reconhecidos na técnica. O agente peptídico pode também estimular ou inibir uma atividade biológica ou fisiológica desejada dentro do animal ou ser humano, incluindo sem limitação, estimular uma resposta imunogênica ou imunológica.
[0011] De acordo com uma modalidade da presente invenção, o agente peptídico possui um terminal-N que não é uma amina primária (por exemplo, agonistas LHRH, tais como leuprorelina, goserelina, antagonistas LHRH, tais como cetrorelix, enfuvirtida, timosina a1, abarelix, e similares). Em outra modalidade da presente invenção, o agente peptídico possui tanto uma amina primária de terminal-N quanto um grupo de amina primária de cadeia lateral covalentemente modificado com porções hidrofílicas e/ou lipofílicas que podem ser produzidas através de peguilação, acilação, e similares. Além disso, tanto a amina primária de terminal-N quanto grupos de amina primária de cadeia lateral do agente peptídico podem também ser covalentemente modificados simultaneamente com porções hidrofílicas e/ou lipofílicas através de peguilação, acilação, e similares.
[0012] O ácido forte pode ser qualquer ácido que possui um pKa em água inferior a 3, de preferência inferior a 0, mais preferivelmente inferior a -3. Por exemplo, um ácido forte pode ser selecionado a partir do grupo que consiste em ácido clorídrico, ácido hidrobrômico, ácido sulfúrico, ácidos sulfúricos orgânicos, ácidos sulfúricos de alquila de 1-40 carbonos, ácido nítrico, ácido crômico, ácido metanosulfônico, ácido sulfônico trifluormetano, ácidos sulfônicos orgânicos, ácido tricloroacético, ácido dicloroacético, ácido bromoacético, ácido cloroacético, ácido cianoacético, ácido 2-cloropropanóico, ácido 2- oxobutânico, ácido 2-clorobutanóico, ácido 4- cianobutanóico, ácido perclórico, ácido fosfórico, iodeto de hidrogênio, e similares, mas sem se limitar a estes.
[0013] O polímero biodegradável pode ser qualquer polímero biocompatível e farmaceuticamente aceitável. Os polímeros biodegradáveis podem ser termoplásticos, os quais derretem sob aquecimento e se solidificam sob esfriamento. Os polímeros biodegradáveis da invenção são substancialmente insolúveis em fluido aquoso ou corporal, porém são capazes de substancialmente se dissolver ou dispersar em um solvente orgânico miscível em água para formar uma solução ou suspensão. Sob contato com um fluido aquoso, o solvente orgânico miscível em água difunde- se/dissipa-se da composição da invenção, o que provoca a coagulação do polímero para formar um gel, ou matriz sólida que encapsula o agente peptídico. Exemplos dos polímeros adequados para a presente composição incluem, sem limitação, polilactídeos, poliglicolídeos, policaptrolactonas, polianidridos, poli-uretanos, poliéster-amidas, poliortoesteres, polioxanonas, poliacetais, poli-cetais, policarbonatos, poliorto- carbonatos, polifosfazenos, polihidrobutiratos, poliidroxi- valeratos, polialquileno oxalatos, polialquileno sucinatos, poli(ácido málico), poli(anidrido maléico), e copolímeros, terpolímeros, ou combinações ou misturas dos mesmos. Polímeros à base de ácido láctico, e copolímeros de ácido láctico e ácido glicólico (PLGA), que incluem poli(D,L- lactídeo-co-glicolídeo) e poli(L-lactídeo-co-lactídeo) são de preferência utilizados na presente invenção. Em algumas modalidades, os polímeros PLGA possuem uma média de peso de pesos moleculares entre aproximadamente 2.000 e aproximadamente 100.000 e razões de monômero de ácido láctico para ácido glicólico entre aproximadamente 50:50 e aproximadamente 100:0.
[0014] Os solventes orgânicos farmaceuticamente aceitáveis podem ser selecionados a partir de um grupo que consiste em N-metil-2-pirrolidona, metoxipolietileno glicol, alcoxi-polietileno glicol, ésteres de polietileno glicol, glicofurol, glicerol formal, metil acetato, etil acetato, metil etil cetona, dimetilformamida, dimetil sulfóxido, tetraidrofurano, caprolactam, decilmetilsulfóxido, benzil benzoato, etil benzoato, triacetina, diacetina, tributirina, trietil citrato, tributil citrato, acetil trietil citrato, acetil tributil citrato, trietil-glicérides, trietil fosfato, dietil fosfato, dietil tartrato, etil lactato, propileno carbonato, etileno carbonato, butirolactona, e 1- dodecilazaciclo-heptan-2-ona, e combinações destes.
[0015] De acordo com a presente invenção, um ou mais excipientes pode ser incorporado na composição inventiva para alcançar administração ideal do agente peptídico. Excipientes adequados podem incluir agentes que modificam a taxa de liberação, materiais que reduzem o efeito de ruptura, materiais tampão, antioxidantes, e similares.
[0016] De acordo com a presente invenção, agentes que modificam a taxa de liberação adequados incluem compostos ou copolímeros anfifílicos, tais como ácido alcanocarboxílico, ácido oléico, álcool de alquila, lipídios polares, agentes tensoativos, copolímeros de polietileneglicol e polilactídeo ou poli(lactídeo-co- glicolídeo), poloxâmeros, polivinilpirrolidona, poli- sorbatos, e similares; ésteres de ácidos mono-, di-, e tricarboxílicos, tais como acetato 2-etoxietil, citrato trietil, citrato acetil tributil, citrato acetil trietil, triacetato glicerol, sebecato di(n-butil), e similares; álcoois poliidroxi, tais como polietileno glicol, sorbitol, e similares; ácidos graxos; triésteres de glicerol, tais como triglicérides, triglicérides de meia-cadeia tais como MIGLYOL 810, 818, 829, 840, e similares, mas sem se limitar a estes. Misturas de agentes de modificação de taxa podem também ser utilizadas nos sistemas de polímero da invenção.
[0017] De acordo com a presente invenção, agentes tampão adequados incluem sais inorgânicos e orgânicos que incluem carbonato de cálcio, hidróxido de cálcio, miristato de cálcio; oleato de cálcio, palmitato de cálcio, estearato de cálcio, fosfato de cálcio, carbonato de magnésio, hidróxido de magnésio, fosfato de magnésio, miristato de magnésio, oleato de magnésio, palmitato de magnésio, estearato de magnésio, carbonato de zinco, hidróxido de zinco, miristato de zinco, oleato de zinco, palmitato de zinco, estearato de zinco, fosfato de zinco, e combinações destes, mas sem se limitar a estes.
[0018] De acordo com a presente invenção, antioxidantes adequados incluem acetato d-alfa tocoferol, palmitato de ascorbila, hidroxianidol butilado, hidroxianisol butilado, butilatodidroxiquinona, hidroxicomarina, hidroxitolueno butilado, etil galato, propil galato, octil galato, lauril galato, propilidroxibenzoato, triidroxibutilrofenona, vitmina E, vitamina E peguilatada ou vitamina E-TPGS peguilatada, e similares, mas sem se limitar a estes.
[0019] A presente invenção propicia ainda métodos para fabricar e utilizar tais composições. Por exemplo, um método para fabricar tais composições que compreende a neutralização de grupos de amina básicos de agentes peptídicos para formar um sal benéfico para minimizar ou impedir a interação/reação do grupo de amina básico com o polímero; e a combinação do sal benéfico com outros componentes e opcionalmente um ou mais excipientes. De preferência, o sal benéfico do agente peptídico é formado primeiro, e em seguida combinado com o polímero dissolvido em um solvente orgânico. Tais composições são físico- quimicamente estáveis antes e durante o processo de fabricação de um sistema de administração controlado tal como formação de micro-partícula ou outra formação de matriz capaz de se implantada. De preferência, tais composições injetáveis são físico-quimicamente estáveis durante preparação, armazenamento, e subseqüente administração a um paciente e formam implantes de liberação consistentes e controlados após administração a um local de tecido.
[0020] A presente invenção propicia ainda um kit para administração da composição injetável para formar um sistema de depósito de liberação consistente e controlado, o kit compreendendo: um polímero biodegradável dissolvido em um solvente farmaceuticamente aceitável; um sal benéfico de um agente peptídico que contém pelo menos um grupo de amina básico formado com um ácido forte dissolvido ou disperso no veículo polimérico; e opcionalmente um ou mais excipientes. A mistura uniforme de todos os componentes é embalada em um recipiente. De preferência, a presente invenção também propicia um método que compreende uma etapa de enchimento de uma seringa com a composição para formar um produto estável em uma configuração pronta-para-uso.
[0021] A presente invenção propicia ainda um método para formar in situ implante capaz de funcionar como um sistema de administração de liberação controlada do agente peptídico em um paciente. O agente peptídico é de preferência incorporado no implante formado in situ, e subseqüentemente liberado nos fluidos de tecido circundantes e no tecido ou órgão de corpo pertinente à medida que o polímero se degrada. O método compreende: administração das composições injetáveis da presente invenção a um local de implante por qualquer método adequado para aplicar um líquido, como por exemplo, por meio de uma seringa, agulha, cânula, cateter, aplicador de pressão, e similares.
BREVE DESCRIÇÃO DAS FIGURAS
[0022] Figura 1. Estabilidade de LA em Formulações a 40C após 16 Meses.
[0023] Figura 2. Peso molecular de PLGA em Formulações a 40C após 16 Meses.
[0024] Figura 3. Efeito de tipo e concentração de PLGA na liberação de leuprolídeo.
[0025] Figura 4. Efeito de vitamina E na liberação de LA a partir de composições injetáveis.
[0026] Figura 5. Efeito de Miglyol 812 na liberação de LA a partir das composições injetáveis.
[0027] Figura 6. Perfil de liberação de LA a partir de composições poliméricas injetáveis a seguir à administração SC em ratos.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
[0028] A presente invenção propicia uma composição polimérica biodegradável injetável estabilizada para formar um sistema de administração de liberação controlada eficiente para agentes peptídicos. A presente invenção também propicia um método para fabricação e um método de uso da mesma.
[0029] As composições da presente invenção compreendem a) um sal benéfico de um agente peptídico formado com um ácido forte que minimiza ou impede a interação/reação entre o agente peptídico e o polímero em uma solução orgânica; b) um polímero biodegradável; c) um solvente orgânico aceitável. De acordo com a invenção, a composição farmacêutica pode opcionalmente incluir um ou mais excipientes para alcançar administração ideal do agente peptídico. A composição polimérica injetável da presente invenção pode ser um líquido viscoso ou não- viscoso, gel ou semi-sólido que se move como um fluido de modo que o mesmo possa ser injetado utilizando uma seringa. A composição polimérica injetável pode ser pré-enchida em uma seringa para formar um kit de produto em uma configuração pronta-para-uso.
[0030] O sistema de administração de liberação controlada da presente invenção pode ser formado como uma matriz polimérica capaz de ser implantada in vitro, ou de forma alternativa, pode ser formado in-situ nas formas de um gel ou de um implante sólido. Quando administrado a um paciente, a liberação controlada do agente peptídico pode ser sustentada por um período desejado de tempo dependendo da composição do implante. Com as seleções do polímero biodegradável e de outros componentes, a duração da liberação sustentada do agente peptídico pode ser controlada durante um período de tempo de diversas semanas a um ano.
[0031] O termo “um”, conforme utilizado aqui, destina-se a ser interpretado como “um ou mais” e “pelo menos um”.
[0032] O termo “estabilizado”, conforme utilizado aqui, refere-se a um aperfeiçoamento significativo na estabilidade dos componentes na composição polimérica injetável, que é necessária para alcançar um estado estável exigido para desenvolver um produto viável. O termo “composição polimérica injetável estabilizada” conforme utilizado aqui significa que componentes, por exemplo, o polímero e o agente peptídico, da composição retém pelo menos 80%, de preferência pelo menos 90% do seu peso molecular, estrutura e/ou atividade biológica originais durante a fabricação e após armazenamento por um período de tempo extenso, por exemplo, meses a anos, de preferência mais do que 12 meses, sob condições apropriadas.
[0033] O termo “administração de liberação controlada”, conforme definido aqui, destina-se a fazer referência à administração de um agente peptídico in vivo durante um período de tempo longo desejado a seguir à administração, de preferência de pelo menos diversas semanas a um ano.
[0034] O termo “agente peptídico” conforme utilizado aqui serve em um sentido genérico para incluir poli(aminoácidos) que são em geral genericamente denominados “peptídeos”, “oligopeptídeos”, e “polipeptídeos” ou “proteínas” que são utilizados de forma intercambiável no mesmo. O termo também inclui análogos de agente peptídico, derivativos, derivativos acilatados, derivativos glicosilatados, derivativos peguilatados, proteínas de fusão e similares. O “agente peptídico básico” é um peptídeo que é básico por natureza, que surge da presença de aminoácidos básicos, por exemplo, arginina ou lisina, ou que surge do terminal-N do agente peptídico, ou simplesmente um agente peptídico que contém pelo menos um grupo básico, opcionalmente na presença de um ou mais grupos de aminoácidos ácidos. O termo também inclui análogos sintéticos de peptídeos, aminoácidos não naturais que possuem funcionalidade básica, ou qualquer outra forma de basicidade introduzida.
[0035] O termo “agente peptídico” destina-se a incluir quaisquer agentes peptídicos que possuem propriedades de diagnóstico e/ou terapêuticas que incluem propriedades antimetabólica, antifúngica, antiinflamatória, antitumoral, antiinfecciosa, antibióticas, nutriente, agonista e antagonista, mas não se limitam a estas.
[0036] Especificamente, os agentes peptídicos da invenção podem ser quaisquer peptídeos capazes de formar um sal benéfico com um ácido forte, especificamente um agente peptídico que contém um grupo de base doador de elétrons como um átomo de nitrogênio, por exemplo, uma amina, imina ou anel de nitrogênio. Os agentes peptídicos de preferência contêm uma ou mais funcionalidades de amina protonável exposta. Agentes peptídicos úteis na preparação das composições da presente invenção incluem ocitocina, vasopressina, hormônio adrenocorticotrópico (ACTH), fator de crescimento epidérmico (EGF), fator de crescimento derivado de plaquetas (PDGF), prolactina, hormônio luteinico, hormônio de liberação de hormônio luteinico (LHRH), agonistas LHRH, antagonistas LHRH, hormônios de crescimento (que incluem humano, suíno, e bovino), fator de liberação de hormônio de crescimento, insulina, eritropoietina (que inclui todas as proteínas com atividade eritropoiética), somatostatina, glucagona, interleucina (que inclui IL-2, IL-11, IL-12 etc.), interferon-alfa, interferon-beta, interferon-gama, gastrina, tetragastrina, pentagastrina, urogastrona, secretina, calcitonina, enquefalis, endorfinas, angiotensinas, hormônio de liberação de tirotropina (TRH), fator de necrose de tumor (TNF), hormônio paratireóide (PTH), fator de crescimento de nervos (NGF), fator estimulante de granulócito-colônia (G- CSF), fator estimulante de macrófago-colônia (GM-CSF), fator estimulante macrófago-colônia (M-CSF), heparinase, fator de crescimento endotelial vascular (VEG-F), proteína morfogênica óssea (BMP), hANP, peptídeo tipo glucagon (GLP- 1), exenatida, peptídeo YY (PYY), renina, bradiquinina, bacitracinas, polimixinas, colistinas, tirocidina, gramicidinas, ciclosporinas, (que inclui análogos sintéticos e fragmentos farmacologicamente ativos dos mesmos), enzimas, citoquinas, anticorpos, vacinas, antibióticos, anticorpos, glico-proteínas, hormônio estimulante de folículo, ciotorfina, taftisina, timopoietina, timosina, timostimulina, fator humoral tímico, fator tímico de soro, fatores estimulantes de colônia, motilina, bombesina, dinorfina, neurotensina, ceruleina, uroquinase, calicreina, análogos e antagonistas de substância P, angiotensina II, fator de coagulação do sangue VII e IX, gramicidinas, hormônio estimulante de melanocite, hormônio de liberação de hormônio da tireóide, hormônio estimulante de tireóide, pancreozimina, colecistoquinina, lactógeno placental humano, gonadotrofina coriônica humana, peptídeo estimulante de síntese de proteína, peptídeo inibidor gástrico, peptídeo intestinal vaso-ativo, fator de crescimento derivado de plaquetas, e análogos sintéticos e modificações e fragmentos farmacologicamente ativos dos mesmos, mas não se limitam a estes.
[0037] Os agentes peptídicos preferidos utilizados aqui incluem os agentes peptídicos em que o terminal-N não é uma amina primária. Por exemplo, o terminal-N dos agentes peptídicos podem ser um ácido piroglutâmico, por exemplo, LHRH, e agonistas LHRH tais como leuprorelina, buserelina, gonadorelina, deslorelina, fertirelina, histrelina, lutrelina, goserelina, nafarelina, triptorelina, e similares. De forma alternativa, o grupo de amina de terminal-N pode ser revestido ou acilatado, por exemplo, cetrorelix, enfuvirtida, timosina a1, abarelix, e similares.
[0038] Os agentes peptídicos preferidos utilizados aqui também incluem os agentes peptídicos em que a amina primária de terminal-N é covalentemente modificada com porções hidrofílicas e/ou lipofílicas tais como através de peguilação, acilação, e similares. Os agentes peptídicos utilizados aqui incluem ainda os agentes peptídicos em que a(s) amina(s) primária(s) de cadeia lateral é(são) covalentemente modificada(s) com porções hidrofílicas e/ou lipofílicas tais como através de peguilação, acilação, e similares. Os agentes peptídicos preferidos utilizados aqui incluem ainda os agentes peptídicos em que ambos a amina primária de terminal-N e os grupos de amina primária de cadeia lateral são covalentemente modificados simultaneamente com porções hidrofílicas e/ou lipofílicas tais como através de peguilação, acilação, e similares.
[0039] O termo “porção hidrofílica” refere-se a qualquer oligômero ou polímero linear ou ramificado solúvel em água que inclui polietileno glicol e polipropileno glicol e polímeros ramificados ou lineares similares, mas não se limita a estes. De preferência, o peso molecular do polímero varia entre aproximadamente 500 daltons e aproximadamente 50.000 daltons. Polímeros hidrofílicos para uso na presente invenção podem possuir um grupo reativo incorporado para fixação ao agente peptídico de interesse através de grupos de amina, carboxílicos, hidroxílicos, ou de tiol.
[0040] O termo “peguilação” utilizado aqui se refere à conjugação covalente de um polietileno glicol solúvel aos agentes peptídicos. O polietileno glicol pode ser preparado de acordo com protocolos padrão com uma extremidade revestida como com um grupo de metóxi e a outra extremidade ativada para conjugação fácil para grupos ativos em agentes peptídicos. Por exemplo, diversos métodos para preparar polietileno glicóis e seu uso para peguilações são descritos na técnica: [por exemplo, Roberts MJ, Bentrley MD, Harris JM, Química para PEGuilação de peptídeo e proteína. Adv. Drug. Deliv. Rev. 17 de julho de 2002; 54(4): 459-76. Veronese FM. PEGuilação de peptídeo e proteína: uma revisão de problemas e soluções. Biomateriais. Março de 2001; 22(5): 405-17 e as Patentes U.S. Nos. 6.113.906; 5.446.090; 5.880.255], que são todos incorporados aqui mediante referência.
[0041] O termo “porções lipofílicas” se refere a quaisquer moléculas que possuem uma solubilidade em água a 200C inferior a 5 mg/ml, de preferência inferior a 0,5 mg/ml, mais preferivelmente inferior a 0,1 mg/ml. Tal porção lipofílica é de preferência selecionada dentre C2- 39alquila, C2-39alquenila, C2-39alcadienila e resíduos esteroidais. Os termos “C2-39alquila, C2-39alquenila, C2- 39alcadienila” destinam-se a cobrir hidrocarbonetos de 2-39 átomos de carbono de cadeia reta e ramificada, de preferência de cadeia reta, saturada, mono-insaturada e di- insaturada.
[0042] A introdução de uma porção lipofílica covalentemente a um agente peptídico da mesma conduz a um peptídeo lipofilicamente modificado que pode possuir efeito terapêutico aperfeiçoado quando comparado à molécula nativa. Isto pode ser normalmente feito ao reagir um grupo de amina em um agente peptídico com um ácido ou outros grupos reativos em uma molécula lipofílica. Alternativamente, a conjugação entre agente peptídico e molécula lipofílica é conseguida através de uma porção adicional tal como uma ligação, espaçador, ou porção de ligação, que pode ser degradável ou não-degradável. Alguns exemplos são descritos no estado da técnica, [por exemplo, Hashimoto, M., e outros, Pharmaceutical Research, 6:171-176 (1989), e Lindsay, D. G., e outros, Biochemical J. 121:737745 (9171), Patente U.S. No.5.693.609, WO95/07931, Patente U.S. No. 5.750.497, e WO96/29342, WO98/08871, WO98/08872, WO99/43708]. Estas descrições são expressamente incorporadas aqui mediante referência para descrever peptídeos lipofilicamente modificados e para permitir a preparação dos mesmos.
[0043] O termo “ácido forte”, conforme definido aqui, significa incluir quaisquer ácidos com um pKa inferior a 3, de preferência inferior a 0, e mais preferivelmente inferior a -3. Os ácidos fortes adequados para a presente invenção podem ser selecionados a partir do grupo que consiste em ácido clorídrico, ácido hidrobrômico, ácido nítrico, ácido crômico, ácido sulfúrico, ácido metanosulfônico, ácido sulfônico triflurometano, ácido tricloroacético, ácido dicloroacético, ácido bromoacético, ácido cloropropanóico, ácido 2-oxobutanóico, ácido 2- clorobutanóico, ácido 4-cianobutanóico, ácido pamóico, ácido perclórico, ácido fosfórico, iodeto de hidrogênio, e similares, mas não se limitam a estes.
[0044] O “ácido forte” da presente invenção também inclui quaisquer ácidos sulfúricos orgânicos tais como ácidos sulfúricos de alquila, arila ou alquilarila de 1-40 carbonos, de preferência de menos do que 18 carbonos, e mais preferivelmente de menos do que 6 carbonos, e ácidos sulfônicos orgânicos tais como alcano, arilalcano, areno, ou ácidos sulfônicos alquenos de 1-40 carbonos, de preferência de menos do que 18 carbonos, e mais preferivelmente de menos do que 6 carbonos.
[0045] O termo “um sal benéfico de um agente peptídico”, conforme definido aqui, significa incluir quaisquer sais de um agente peptídico formado com um ácido forte. Os sais benéficos de agentes peptídicos podem ser preparados por ácido simples e titulação ou neutralização de base. Os sais benéficos de agentes peptídicos podem ser preparados durante sua síntese e processos de purificação. De forma alternativa, os mesmos podem ser preparados a partir de agente peptídico na forma de uma base livre. A base livre é dissolvida em um meio líquido adequado. Esta solução do agente peptídico é misturada com uma solução de um ácido forte para formar os sais benéficos ao remover o solvente através de meios adequados tais como filtração ou liofilização. Se o agente peptídico estiver em sua forma comercialmente disponível comum de um sal formado com um ácido fraco (isto é, pKa>3), o ácido fraco pode ser substituído por um ácido forte através de métodos comuns de troca de íons tais como liofilização, precipitação ou outros métodos conhecidos na técnica. Por exemplo, acetato de leuprolídeo é dissolvido em um meio líquido adequado, por exemplo, água. Esta solução do agente peptídico é misturada com uma solução aquosa de um ácido forte tal como ácido clorídrico. Quando o acetato peptídico e um ácido forte tal como ácido clorídrico são dissolvidos em água, o peptídeo tende a ser associado com íon de cloreto, na medida em que o ácido forte HCl desloca o ácido acético carboxílico mais fraco. O solvente e ácido acético liberado (ou outro ácido carboxílixo fraco, porém volátil) pode ser removido sob vácuo. Sendo assim, a solução de mistura é seca por congelamento para remover água e ácido mais fraco para formar os sais benéficos. Se o agente peptídico não é estável sob pH baixo, os sais benéficos do agente peptídico podem ser preparados através de diálise extensiva contra concentração muito baixa de um ácido forte.
[0046] As composições poliméricas injetáveis da presente invenção podem conter agente peptídico em uma faixa de 0,01 a 40% em peso. Em geral, o carregamento ótimo de medicamento depende do período de liberação desejado e da potência do agente peptídico. Obviamente, para agente peptídico de potência baixa e período maior de liberação, níveis mais elevados de incorporação podem ser exigidos.
[0047] O termo “biodegradável” se refere a um material que gradualmente se decompõe, dissolve, hidrolisa e/ou corrói in situ. Normalmente, os “polímeros biodegradáveis” aqui são polímeros que são hidrolisáveis, e/ou bio-corroem in situ principalmente através de hidrólise e/ou enzimólise.
[0048] O termo “polímero biodegradável” conforme utilizado aqui significa incluir quaisquer polímeros naturais e sintéticos biodegradáveis e/ou bio-compatíveis que possam ser utilizados in vivo, desde que o polímero seja pelo menos substancialmente insolúvel em meio aquoso ou fluido corporal. O termo “substancialmente insolúvel” conforme utilizado aqui significa que a insolubilidade do polímero deva ser suficiente para resultar em precipitação do polímero em meio aquoso ou fluido corporal. De preferência, a solubilidade dos polímeros é inferior a 1% em peso, e mais preferivelmente inferior a 0,1%. Quando a solução de polímero em uma água miscível ou solvente orgânico dispersível é misturada com uma solução aquosa, o polímero precipitar-se-á para formar um sólido ou matriz gelificada à medida que o solvente orgânico se dissipa. Polímeros biodegradáveis adequados são descritos, por exemplo, nas Patentes U.S. Nos. 4.938.763; 5.278.201; 5.278.2012; 5.324.519; 5.702.716; 5.744.153; 5.990.194; e 6.773.714. Alguns exemplos não-limitantes dos polímeros são poliláctidos, poliglicolídeos, policaprolactonas, poli- dioxanonas, policarbonatos, poliidroxibutiratos, poli- alquileno oxalatos, polianidridos, poliesteramidas, poli-uretanos, poliacetais, poliortocarbonatos, polifosfazenos, polihidroxivaleratos, polialquileno sucinatos, poli(ácido málico), e poliortoésteres, e copolímeros, copolímeros de blocos, copolímeros ramificados, terpolímeros e combinações e misturas destes.
[0049] Os copolímeros de blocos incluem copolímeros de blocos A-B-A, copolímeros de blocos B-A-B, e/ou copolímeros de bloco A-B e/ou copolímeros ramificados. Os copolímeros de blocos preferidos são aqueles em que o bloco A compreende um polímero hidrofóbico e o bloco B compreende um polímero hidrofílico. Especificamente, ao utilizar um dos copolímeros de blocos acima mencionados, as matrizes poliméricas mais preferidas são definidas onde o bloco A é um polímero biodegradável selecionado a partir do grupo que consiste em polilactídeos, poliglicolídeos, poli(lactídeo- co-glicolídeo)s, polianidridos, poli(orto éster)s, poli- eterésteres, policaprolactonas, poliesteramidas, poli(e- caprolactona)s, poli(ácido hidroxibutírico)s, e misturas e copolímeros destes, e o bloco B é polietileno glicol ou polietileno glicol monofuncionalmente derivado tal como metóxi polietileno glicol. Muitas destas combinações podem formar géis reversíveis térmicos aceitáveis.
[0050] Pesos moleculares adequados para polímeros podem ser determinados por uma pessoa versada na técnica. Fatores que podem ser considerados ao determinar pesos moleculares incluem taxa de degradação de polímero desejada, resistência mecânica, e taxa de dissolução de polímero em solventes orgânicos. Normalmente, uma faixa adequada de pesos moleculares médios em peso de polímeros está entre aproximadamente 2.000 Daltons e aproximadamente 100.000 Daltons com uma polidispersividade entre 1,1 e 2,5, dependendo de qual polímero é selecionado para uso, dentre outros fatores.
[0051] As composições poliméricas injetáveis da presente invenção podem conter polímero biodegradável em uma faixa entre 10% e 70% em peso. A viscosidade das composições injetáveis da invenção depende do peso molecular do polímero e do solvente orgânico utilizado. Normalmente, quando o mesmo solvente é utilizado, quanto mais elevado o peso molecular e a concentração do polímero, mais elevada a viscosidade. De preferência a concentração do polímero nas composições é inferior a 70% em peso. Mais preferivelmente a concentração do polímero nas composições está entre 30 e 60% em peso.
[0052] Poli(ácido láctico), e copolímeros de ácido láctico e ácido glicólico (PLGA), que incluem poli(D,L- lactídeo-co-glicolídeo) e poli(L-lactídeo-co-glicolídeo) são de preferência utilizados na presente invenção. Os polímeros (ou poliésteres termoplásticos) possuem razões de monômeros de ácido láctico para ácido glicólico entre aproximadamente 50:50 e aproximadamente 100:0 e pesos moleculares de média de peso entre aproximadamente 2.000 e aproximadamente 100.000. Os poliésteres termoplásticos biodegradáveis podem ser preparados utilizando os métodos conhecidos na técnica, por exemplo, policondensação e polimerização de abertura de anel (por exemplo, Patentes U.S. Nos. 4.443.340; 5.242.910; 5.310.865, que são todas incorporadas aqui mediante referência). Os grupos terminais do poli(DL—lactídeo-co-glicolídeo) podem tanto ser hidroxila, carboxílico, ou éster dependendo do método de polimerização. Os polímeros adequados podem incluir um álcool monofuncional ou um resíduo de poliol e podem não possuir um terminal de ácido carboxílico. Exemplos de álcoois multifuncionais são metanol, etanol, ou 1- dodecanol. O poliol pode ser um diol, triol, tetraol, pentaol e hexaol que inclui etileno glicol, 1,6-hexanediol, polietileno glicol, glicerol, sacarídeos, sacarídeos reduzidos tais como sorbitol, e similares.
[0053] Muitos PLGAs adequados estão disponíveis comercialmente, e os PLGAs de composições específicas podem ser prontamente preparados de acordo com o estado da técnica. Os PLGAs de diversas razões de monômero e pesos moleculares estão disponíveis de Boehringer-Ingelheim (Petersburg, Va, USA), Lakeshore Biomaterials (Birmingham, AL, USA), DURECT Corporation (Pelham, AL).
[0054] O tipo, peso molecular, e quantidade de polímero biodegradável presente nas composições podem influenciar o período de tempo no qual o agente peptídico é liberado a partir do implante de liberação controlada. A seleção do tipo, peso molecular, e quantidade de polímero biodegradável presente nas composições para alcançar propriedades desejadas do implante de liberação controlada pode ser determinada por experimentações simples.
[0055] Em uma modalidade preferida da presente invenção, a composição líquida pode ser utilizada para formular um sistema de administração de liberação controlada para hidrocloreto de leuprolídeo. Em tal modalidade, o poliéster termoplástico biodegradável pode de preferência ser 85/15 poli(DL-lactídeo-co-glicolídeo) que contém um grupo terminal de hidroxila e um terminal de éster lauril; pode estar presente entre aproximadamente 30% e aproximadamente 60% da composição em peso; e pode possuir um peso molecular médio entre aproximadamente 15.000 e aproximadamente 50.000.
[0056] Em outra modalidade preferida da presente invenção, a composição líquida pode ser utilizada para formular um sistema de administração de liberação controlada para hidrocloreto de leuprolídeo. Em tal modalidade, o poliéster termoplástico biodegradável pode de preferência ser 85/15 poli(DL-lactídeo-co-glicolídeo) que contém dois grupos terminais de hidroxila; pode estar presente entre aproximadamente 30% e aproximadamente 60% da composição em peso; e pode possuir um peso molecular médio entre aproximadamente 15.000 e aproximadamente 50.000.
[0057] Em ainda outra modalidade preferida da presente invenção, a composição líquida pode ser utilizada para formular um sistema de administração de liberação controlada para hidrocloreto de leuprolídeo. Em tal modalidade, o poliéster termoplástico biodegradável pode de preferência ser 85/15 poli(DL-lactídeo-co-glicolídeo) que contém grupos terminais de ácido carboxílico; pode estar presente entre aproximadamente 30% e aproximadamente 60% da composição em peso; e pode possuir um peso molecular médio entre aproximadamente 15.000 e aproximadamente 50.000.
[0058] Em ainda outra modalidade preferida da presente invenção, a composição pode ser utilizada para formular um sistema de administração de liberação controlada de leuprolídeo. Em tal modalidade, o polímero biodegradável pode de preferência ser 100/0 poli(DL- lactídeo) com ou sem grupos terminais de ácido carboxílico; pode estar presente entre aproximadamente 40% e aproximadamente 60% da composição em peso; e pode possuir um peso molecular médio entre aproximadamente 8.000 e aproximadamente 50.000.
[0059] O termo “solvente orgânico farmaceuticamente aceitável” significa incluir quaisquer solventes orgânicos biocompatíveis que sejam miscíveis ou dispersáveis em fluido corporal ou aquoso. O termo “dispersível” significa que o solvente é parcialmente solúvel ou miscível em água. De preferência, um solvente único ou uma mistura de solventes possui uma solubilidade ou miscibilidade em água maior do que 0,1% em peso. Mais preferivelmente, o solvente possui uma solubilidade ou miscibilidade em água maior do que 3% em peso. Mais preferivelmente, o solvente possui uma solubilidade ou miscibilidade em água maior do que 7% em peso. O solvente orgânico adequado deveria ser capaz de difundir-se em fluido corporal de modo que a composição líquida coagulasse ou se solidificasse. Mistura e/ou solventes únicos podem ser empregados; a adequação de tais solventes pode ser determinada prontamente por experimentações simples.
[0060] Exemplos de solvente orgânico farmaceuticamente aceitável incluem N-metil-2-pirrolidona, metoxipolietileno glicol, alcoxipolietileno glicol, ésteres de polietileno glicol, glicofurol, glicerol formal, metil acetato, etil acetato, metil etil cetona, dimetilformamida, dimetil sulfóxido, tetraidrofurano, caprolactam, decilmetil-sulfóxido, benzil benzoato, etil benzoato, triacetina, diacetina, tributirina, trietil citrato, tributil citrato, acetil trietil citrato, acetil tributil citrato, trietilglicérides, trietil fosfato, dietil pfalato, dietil tartrato, etil lactato, propileno pfalato, dietil tartrato, etil lactato, propileno carbonato, etileno carbonato, butirolactona, e 1-dodecilazaciclo-heptan-2-ona, e combinações destes, mas não se limitam a estes.
[0061] A solubilidade dos polímeros biodegradáveis em diversos solventes orgânicos farmaceuticamente aceitáveis diferirá dependendo das características dos polímeros e sua compatibilidade com diversos solventes. Sendo assim, o mesmo polímero não será igualmente solúvel em diferentes solventes. Por exemplo, PLGA possui uma solubilidade muito mais elevada em N-metil-2-pirrolidona (NMP) do que em triacetina. Contudo, quando a solução PLGA em NMP estiver em contato com solução aquosa, NMP dissipará muito rapidamente para formar uma matriz de polímero sólida devido a sua miscibilidade em água elevada. A taxa de difusão rápida do solvente pode resultar em um implante sólido rapidamente, contudo, pode conduzir também a uma liberação de ruptura inicial elevada. Quando a solução PLGA em triacetina estiver em contato com a solução aquosa, triacetina dissipará muito lentamente devido a sua miscibilidade em água baixa. A taxa de difusão lenta do solvente pode levar muito tempo para transformar um líquido viscoso em uma matriz sólida. Pode haver um balanço ideal no qual o solvente se difunda e a coagulação do polímero encapsule agentes peptídicos. Por conseguinte, pode ser vantajoso combinar solventes diferentes para obter um sistema de administração desejável. Os solventes de miscibilidade em água baixa e elevada podem ser combinados para aperfeiçoar a solubilidade do polímero, modificar a viscosidade da composição, otimizar a taxa de difusão, e reduzir a liberação de ruptura inicial.
[0062] As composições poliméricas injetáveis da presente invenção normalmente contêm um solvente orgânico em uma faixa entre 30% e 80% em peso. A viscosidade das composições injetáveis da invenção depende do peso molecular do polímero e do solvente orgânico utilizado. De preferência a concentração do polímero nas composições é inferior a 70% em peso. Mais preferivelmente a concentração do polímero em soluções está entre 30 e 60% em peso.
[0063] O termo “excipiente” conforme utilizado aqui significa incluir qualquer ingrediente útil na composição além do agente peptídico ou dos polímeros biodegradáveis utilizados para formar a composição. Excipientes adequados incluem agentes de modificação de taxa de liberação, materiais de redução de efeito de ruptura, materiais tampão, antioxidantes, e similares.
[0064] De acordo com a presente invenção, agentes de modificação de taxa de liberação adequados incluem compostos anfifílicos ou copolímeros, tais como ácido alcanecarboxílico, ácido oléico, álcool de alquila, lipídios polares, agentes tensoativos, copolímeros de polietilenoglicol e polilactídeo ou poli(lactídeo-co- glicolídeo), poloxâmeros, polivinilpirrolidona, polisorbatos, e similares; ésteres de ácidos mono-, di-, e tricarboxílicos, tais como 2-etoxietil acetato, trietil citrato, acetil tributil citrato, acetil trietil citrato, glicerol triacetato, di(n-butil) sebecato, e similares; álcoois de polihidróxi, tais como polietileno glicol, sorbitol, e similares; ácidos graxos; triésteres de glicerol, tais como triglicérides, triglicérides de cadeia média tais como MIGLYOL 810, 812, 818, 829, 840, e similares, mas não se limitam a estes. Misturas de agentes de modificação de taxa podem também ser utilizadas nos sistemas de polímeros da invenção.
[0065] Os agentes de modificação de taxa de liberação podem estar presentes na composição polimérica injetável em uma quantidade eficaz para reduzir a ruptura inicial de agente peptídico liberado da composição polimérica durante as primeiras 24 horas após implantação. De preferência, a composição polimérica inclui entre aproximadamente 1% e aproximadamente 50% em peso, mais preferivelmente entre aproximadamente 2% e aproximadamente 20% em peso dos agentes de modificação de taxa de liberação.
[0066] De acordo com a presente invenção, agentes tampão adequados incluem sais orgânicos e inorgânicos que incluem carbonato de cálcio, hidróxido de cálcio, miristato de cálcio, fosfato de cálcio, carbonato de magnésio, hidróxido de magnésio, fosfato de magnésio, miristato de magnésio, oleato de magnésio, plamitato de magnésio, estearato de magnésio, carbonato de zinco, hidróxido de zinco, miristato de zinco, oleato de zinco, palmitato de zinco, estearato de zinco, fosfato de zinco, e combinações destes, mas não se limitam a estes.
[0067] Os agentes tampão podem ser representados na composição polimérica injetável em uma quantidade eficaz para estabilizar o pH dentro dos implantes durante o processo de degradação. De preferência, a composição polimérica inclui entre aproximadamente 1% em peso e aproximadamente 30% em peso, mais preferivelmente entre aproximadamente 2% em peso e aproximadamente 15% em peso dos agentes tampão.
[0068] De acordo com a presente invenção, antioxidantes adequados incluem d-alfa tocoferol acetato, ascorbil acetato, hidroxianidol butilatado, hidroxianisol butilatado, butilatedidroxiquinona, hidroxicomarin, hidroxitolueno butilatado, etil glato, propil galato, octil galato, lauril galato, propilidroxibenzoato, triidroxi- butilrofenona, vitamina E, vitamina E peguilatada ou vitamina E-TPGS, e similares, mas não se limitam a estes.
[0069] Os antioxidantes podem estar presentes na composição polimérica injetável em uma quantidade eficaz para recolher quaisquer radicais ou peróxidos gerados dentro dos implantes. De preferência, a composição polimérica inclui entre aproximadamente 1% em peso e aproximadamente 30% em peso, mais preferivelmente entre aproximadamente 3% em peso e aproximadamente 15% em peso dos antioxidantes.
[0070] Em um aspecto a presente invenção propicia uma composição polimérica biodegradável injetável estabilizada para formar um sistema de administração de liberação controlada eficiente para agentes peptídicos que compreende a) um sal benéfico de um agente peptídico formado com um ácido forte que minimiza ou impede a interação/reação entre o agente peptídico e o polímero em uma solução orgânica; b) um polímero biodegradável; c) um solvente orgânico farmaceuticamente aceitável; e d) opcionalmente um ou mais excipientes para alcançar administração ideal do agente peptídico. De preferência, a composição injetável é embalada em um kit que compreende uma etapa para encher a composição dentro de uma seringa em uma configuração pronta-para-uso. A composição no kit é estável por um período razoável de tempo, de preferência pelo menos um ano, para possuir um tempo comercial de vida de armazenamento adequado sob condições de armazenamento controladas. A composição é de preferência injetada em um paciente para formar um implante in situ, a partir do qual o agente peptídico seja liberado em uma quantidade terapêutica eficaz durante um período de tempo estendido, desejado.
[0071] A composição polimérica biodegradável injetável estabilizada da presente invenção pode ser preparada ao combinar adequadamente um sal benéfico de um agente peptídico, um polímero biodegradável, um solvente orgânico farmaceuticamente aceitável, e um excipiente opcional de administração. A composição para administração pode ser convenientemente apresentada em forma unitária de dosagem e pode ser preparada por qualquer dos métodos conhecidos na técnica farmacêutica. Um método preferido para preparar a composição da presente invenção é dissolver um polímero biodegradável e/ou um excipiente em um solvente orgânico farmaceuticamente aceitável para obter uma primeira solução/suspensão uniforme de polímero. Em seguida o sal benéfico de um agente peptídico é adicionado a esta solução/suspensão. Os componentes são completamente misturados utilizando quaisquer meios para obter uma solução ou suspensão uniforme. Em seguida uma quantidade adequada da solução ou suspensão é transferida para dentro de uma seringa para obter um produto pronto-para-uso.
[0072] O nível de incorporação do sal benéfico e do polímero na composição da invenção variará naturalmente, dependendo da potência do componente de agente peptídico, do período de tempo durante o qual a administração do agente é desejada, da solubilidade do polímero no solvente, e do volume e viscosidade da composição injetável que é desejada administrar.
[0073] Em certas modalidades preferidas da presente invenção, a composição polimérica biodegradável injetável para formar um sistema de administração de liberação controlada eficiente, econômico e prático para agentes peptídicos contém entre aproximadamente 0,01% e 40% do sal benéfico de um agente peptídico e entre aproximadamente 10% e 70% de um polímero poli(lactídeo-co-glicolídeo). A composição contém ainda entre aproximadamente 30% e 70% de um solvente orgânico farmaceuticamente aceitável.
[0074] Em uma modalidade preferida da presente invenção, a composição contém ainda entre aproximadamente 1% e 40% de um excipiente que inclui agentes de modificação de taxa de liberação, materiais de redução de efeito de ruptura, materiais tampão, antioxidantes, agentes de transporte de tecidos e similares conforme definidos acima.
[0075] De acordo com a presente invenção, a composição injetável é transferida para dentro de um recipiente estéril adequado para administração de injeção, por exemplo, uma seringa. O recipiente é embalado para armazenamento e os componentes da composição retêm pelo menos 80%, de preferência 90%, de seu peso molecular original, estrutura e/ou atividade biológica durante processos de fabricação e armazenamento ou antes da administração a um paciente tal como um animal ou ser humano.
[0076] Sendo assim, de acordo com a presente invenção, as composições estabilizadas podem ser administradas a um paciente onde a administração de liberação controlada de um agente peptídico seja desejada. Conforme utilizado aqui, o termo “paciente” destina-se a incluir animais de sangue quente, de preferência mamíferos, mais preferivelmente humanos.
[0077] Conforme utilizado aqui, o termo “administrado a um paciente” destina-se a referir armazenamento, administração ou aplicação de uma composição (por exemplo, formulação farmacêutica) a um paciente por qualquer via adequada para administração da composição ao local desejado no paciente. De preferência, a composição da presente invenção pode ser administrada por injeção e/ou implantação subcutânea, intramuscular, intraperitoneal, ou intradérmica para propiciar a dosagem desejada com base nos parâmetros conhecidos para tratamento das diversas condições médicas com o agente peptídico.
[0078] O termo “administração de liberação controlada”, conforme definido aqui, refere-se à administração contínua de um agente peptídico in vivo durante um período de tempo que segue a administração, de preferência de pelo menos diversas semanas a um ano. A administração de liberação controlada sustentada do agente pode ser demonstrada, por exemplo, pelo efeito terapêutico continuado do agente ao longo do tempo (por exemplo, para um análogo LHRH, a administração sustentada do análogo pode ser demonstrada por supressão continuada de síntese de testosterona ao longo do tempo). De forma alternativa, a administração sustentada do agente peptídico pode ser demonstrada ao detectar a presença do agente in vivo ao longo do tempo.
[0079] A quantidade da composição injetável administrada dependerá normalmente das propriedades desejadas do implante de liberação controlado. Por exemplo, a quantidade da composição injetável pode influenciar o intervalo de tempo no qual o agente peptídico é liberado do implante de liberação controlado.
[0080] Em uma modalidade preferida, o volume da composição polimérica injetável da presente invenção a ser injetada a um paciente varia entre 0,1 mL e 2,0 mL; de preferência entre 0,2 mL e 1,0 mL; e ainda mais preferivelmente entre 0,3 mL e 0,5 mL.
[0081] A presente invenção propicia ainda um método para formar in situ um implante em um paciente que compreende administrar a um paciente uma quantidade eficaz da composição injetável que compreende: a) um sal benéfico de um agente peptídico formado com um ácido forte que minimiza ou impede a interação/reação entre o agente peptídico e o polímero em uma solução orgânica; b) um polímero biodegradável; c) um solvente orgânico farmaceuticamente aceitável; e d) opcionalmente um ou mais excipientes para alcançar administração ideal do agente peptídico; e permitir ao solvente dissipar-se dentro do ambiente aquoso circundante para transformar a composição líquida em um depósito por separação de fase. O depósito pode ser um gel viscoso, um semi-sólido, ou uma matriz sólida. O depósito pode também ser poroso ou não-poroso. O depósito serve como o sistema de administração a partir do qual o agente peptídico é liberado durante um período de tempo estendido e desejado.
[0082] Em outra modalidade preferida, a composição injetável da presente invenção pode ser administrada para caber em uma cavidade corporal para formar um sistema de depósito. Tais cavidades incluem as cavidades criadas após uma cirurgia ou cavidade corporal natural tal como a vagina, o ânus, ou similares.
[0083] Em outro aspecto, a presente invenção propicia uma composição polimérica biodegradável líquida estabilizada para formar um sistema de administração de liberação controlada econômico, prático e eficiente para agentes peptídicos que compreende a) um sal benéfico de um agente peptídico formado com um ácido forte que minimiza ou impede a interação/reação entre o agente peptídico e o polímero em uma solução orgânica; b) um polímero biodegradável; c) um solvente orgânico; e d) opcionalmente um ou mais excipientes para alcançar administração ideal do agente peptídico. A composição polimérica biodegradável líquida pode ser fabricada dentro de matrizes poliméricas implantáveis, onde a composição polimérica biodegradável líquida retém pelo menos 90%, de preferência 95%, ou seu peso molecular original, estrutura e/ou atividade biológica antes e durante o processo de fabricação.
[0084] Conforme utilizado aqui, o termo “matrizes poliméricas implantáveis” destina-se a incluir partículas, películas, bolinhas, cilindros, discos, micro-cápsulas, micro-esferas, nano-esferas, micro-partículas, bolachas, e outras configurações poliméricas conhecidas utilizadas para administração de medicamentos.
[0085] Métodos para formar diversos carreadores de polímeros farmaceuticamente aceitáveis são bem conhecidos na técnica. Por exemplo, diversos métodos e materiais são descritos nas Patentes U.S.: 6.410.044; 5.698.213; 6.312.679; 5.410.016; 5.529.914; 5.501.863; e Publicações PCT Nos. WO 93/16687; 4.938.763; 5.278.201; 5.278.202; EP 0.058.481; que são todas incorporadas aqui mediante referência.
[0086] De acordo com a presente invenção, as matrizes poliméricas implantáveis na forma de micro-esferas são produzidas ao encapsular o sal benéfico de agentes peptídicos no polímero. O sal benéfico de agentes peptídicos pode ser encapsulado utilizando diversos polímeros biocompatíveis e/ou biodegradáveis que possuem propriedades únicas que são adequadas para administração a ambientes biológicos diferentes ou para realizar funções específicas. A taxa de dissolução e, por conseguinte, administração de agente peptídico é determinada pela técnica de encapsulamento específico, composição de polímero, encadeamento de polímero, espessamento de polímero, solubilidade de polímero, tamanho e solubilidade de complexo de composto/poliânion biologicamente ativo.
[0087] Os sais benéficos de agentes peptídicos a serem encapsulados são dissolvidos ou suspensos em uma solução de polímero em um solvente orgânico. A solução de polímero deve ser concentrada o suficiente para cobrir completamente o sal benéfico após o mesmo ser adicionado à solução. Tal quantidade é uma que propicie uma razão de peso do sal benéfico de agentes peptídicos para polímero entre aproximadamente 0,01 e aproximadamente 50, de preferência entre aproximadamente 0,1 e aproximadamente 30. O sal benéfico de agentes peptídicos deveria ser mantido suspenso e não deixado agregar na medida em que os mesmos são cobertos por contato com o polímero.
[0088] Uma solução de polímero dos sais benéficos de agentes peptídicos pode, por conseguinte ser submetida a uma variedade de técnicas de micro-encapsulamento que incluem secagem por pulverização, congelamento por pulverização, emulsão, e emulsão por evaporação de solvente.
[0089] De acordo com uma modalidade da invenção, o sal benéfico de agentes peptídicos é dissolvido ou suspenso em uma solução de polímero em um solvente orgânico. A solução ou suspensão é transferida para um volume maior de uma solução aquosa que contém um emulsificador. Na solução aquosa, a fase orgânica é emulsificada, onde o solvente orgânico evapora ou se difunde para longe do polímero. O polímero solidificado encapsula o sal benéfico de agentes peptídicos para formar uma matriz de polímero. O emulsificador auxilia a reduzir a tensão de superfície interfacial entre as diversas fases de matéria no sistema durante a fase de endurecimento do processo. De forma alternativa, se o polímero de encapsulamento possui alguma atividade de superfície inerente, pode não ser necessária a adição de um agente de superfície-ativa separado.
[0090] Emulsificadores úteis para preparar o sal benéfico encapsulado de agentes peptídicos de acordo com a presente invenção incluem poloxâmeros e álcool polivinílico como exemplificado aqui, agentes tensoativos e outros compostos ativos de superfície que podem reduzir a tensão de superfície entre o sal benéfico encapsulado de polímero de agentes peptídicos e a solução.
[0091] Solventes orgânicos úteis para preparar as micro-esferas da presente invenção, exceto para aquelas descritas acima, também incluem ácido acético, acetona, metil cloreto, etil acetato, clorofórmio e outros solventes não-tóxicos que dependerão das propriedades do polímero. Solventes deveriam ser escolhidos para dissolver o polímero e são em princípio não tóxicos.
[0092] Sendo assim, de acordo com a presente invenção, estas matrizes poliméricas implantáveis podem ser administradas a um paciente onde a administração de liberação controlada sustentada de um agente peptídico seja desejada. De preferência, as matrizes poliméricas implantáveis da invenção podem ser administradas por injeção e/ou implantação subcutânea, intramuscular, intraperitoneal, ou intradérmica para propiciar a dosagem desejada com base nos parâmetros conhecidos para tratamento das diversas condições médicas com o agente peptídico.
[0093] Todos os livros, artigos e patentes mencionados aqui são completamente incorporados mediante referência.
EXEMPLOS
[0094] Os exemplos que se seguem ilustram as composições e métodos da presente invenção. Os exemplos que se seguem não deveriam ser considerados como limitações, porém deveriam meramente ensinar como produzir as composições úteis de administração de medicamento de liberação controlada.
Exemplo 1. Preparação de sais benéficos de agentes peptídicos e derivados peptídicos formados com ácidos fortes.
[0095] O agente peptídico ou derivado de peptídeo que contém pelo menos um grupo funcional básico é dissolvido em água. Quantidades estequiométricas de um ácido forte são adicionadas à solução aquosa do agente peptídico, resultando em neutralização dos grupos básicos no agente peptídico. O sal é obtido por precipitação, filtração e/ou liofilização.
Exemplo 2. Preparação de hidrocloreto de leuprolídeo
[0096] Leuprolídeo é um hormônio luteinizante que libera agonista de hormônio (LHRH) que contém 9 resíduos de aminoácidos e duas funcionalidades básicas (um grupo de histidina e um de arginina). Sua amina de terminal-N foi bloqueada na forma de ácido piroglutâmico. Tem sido utilizada no tratamento de câncer de próstata e endometriose. Acetato de leuprolídeo (LA-Ac) foi obtido a partir de Polipeptides Laboratories, Inc. (PPL Lot#PPL- LEUP0401A). Hidrocloreto de leuprolídeo (LA-HC1) foi preparado ao substituir ácido acético com HC1 através de um processo de troca de íons e liofilização. Tipicamente, 1.000 mg de acetato de leuprolídeo foram dissolvidos em 30 mL de água. 3,189 mL de 0,5 N HC1 (HC1:LA - 2,2:1) foram adicionados e bem misturados. A solução foi seca por congelamento por 72 horas para remover ácido acético. O pó seco foi re-dissolvido em água e seco por congelamento de novo.
Exemplo 3. Preparação de mesilato de leuprolídeo
[0097] 343,5 mg de acetato de leuprolídeo (PPL Lot#PPL-LEUP0401A) foram dissolvido em 20 mL de água. 32 mL de ácido metanosulfônico foram adicionados e bem misturados (razão molar de acetato de leuprolídeo para ácido metanosulfônico ~1:2). A solução foi seca por congelamento por 72 horas para remover ácido acético. O pó seco foi re- dissolvido em água e seco por congelamento novamente.
Exemplo 4. Preparação de hidrocloreto de goserelina
[0098] 766 mg de acetato de goserelina (PPL Lot#0603-219) foram dissolvidos em 20 mL de água. 2,12 mL de 0,5 N HC1 (razão molar de HC1: acetato de goserelina - 2,2:1) foram adicionados e bem misturados. A solução foi seca por congelamento por 72 horas para remover ácido acético. O pó seco foi re-dissolvido em água e seco por congelamento novamente.
Exemplo 5. Preparação de Palmitol-Octreotido (PAL- OCT)
[0099] 50 ng de acetato de octreotido foram dissolvidos em 1.000 uL de DMSO anidroso 100 u/l /TEA. 17,1 mg de éster N-hidroxisunimida de ácido Palmítico (Mw 353.50) foram dissolvidos em 3 mL de DMSO anidroso e adicionados por injeção direta à solução peptídica. Permitiu-se que a reação prosseguisse durante a noite em temperatura ambiente. A mistura foi despejada em dietil éter para precipitar octreotido palmitolado. O precipitado foi lavado com dietil éter duas vezes e em seguida seco sob vácuo. O agente peptídico resultante estava na forma de pó branco. O sal benéfico do peptídio acilatado foi formado ao neutralizar os grupos de amina básicos residuais utilizando um ácido forte.
Exemplo 6. Preparação de Decanal-Octreotido (DCL-OCT)
[00100] 50 mg de octreotido foram dissolvidos em 2 mL de solução de cianoboroidrato de sódio 20 mM (Mw 62,84, NaCNBH2) (2,51 mg) em tampão de acetato 0,1 M em pH 5. 13,7 mg de Decanal (Mw 156.27) (OCT:DCL « 1:2) foram adicionados por injeção direta à solução peptídica. Permitiu-se que a reação prosseguisse durante a noite a 40C. A mistura foi separada por centrifugação. O PAL-OCT precipitado foi seco por congelamento. O sal benéfico do peptídeo acilatado foi formado ao neutralizar os grupos de amina básicos residuais que utilizam um ácido forte.
Exemplo 7. Preparação de octreotido PEGuilatado
[00101] Uma solução de octreotido acetato (10 mg/mL) em água foi adicionada a um frasco contendo 2 quantidades equivalentes molares de sucinimidil propionato monotoxi PEG (SPA-mPEG, MW 2.000 dalton) em 0,1 M de tampão de fosfato em pH 7,4. Permitiu-se que a reação prosseguisse com agitação a 40C durante a noite. Em seguida a mistura de reação foi separada ao utilizar HPLC de fase revertida (RP- HPLC) em C-18 (YMC ODS-A 4,6x250 mm, 5 um, Waters Corporation). A fase móvel consistiu em 0,1% de TFA em água (A) e CAN que contém 0,1% TFA (B). A fase móvel foi executada com um gradiente linear entre 30 e 60% de eluente B por 20 minutos a uma taxa de fluxo de 1ml/min e a absorção de UV da elução foi monitorada a 215 nm. As frações de elução que correspondem a picos respectivos foram coletadas separadamente, depuradas com nitrogênio, e liofilizadas.
[00102] De forma alternativa, PEGuilação específica de local de octreotido pode ser obtida. Uma solução de octreotido acetato (10 mg/mL) em 20 mM de cianoboroidrato de sódio (NaCNBH3) e 0,1 M de tampão de acetato a pH 5 foi adicionado a um frasco contendo 3 quantidades equivalentes molares de monotoxi PEG-propionaldeído (ALD-mPEG, MW 2.000 dalton) em água. Permitiu-se que a reação prosseguisse com agitação a 40C durante a noite. Em seguida a mistura de reação foi separada ao utilizar HPLC de fase reversa (RP- HPLC) em C-18 (YMC ODS-A 5 um, 4,6x250 mm, Waters Corporation). A fase móvel consistiu de 0,1% TFA em água (A) e CAN contendo 0,1% TFA (B). A fase móvel foi executada com um gradiente linear entre 30 e 60% de eluente B por 20 min a uma taxa de fluxo de 1ml/min e a absorção UV da elução foi monitorada a 215 nm. As frações de elução que correspondem a picos respectivos foram coletadas separadamente, depuradas com nitrogênio, e liofilizadas. O sal benéfico do peptídeo peguilatado é formado ao neutralizar os grupos de amina básicos residuais que utilizam um ácido forte.
Exemplo 8. Estabilidade de agente peptídico e polímero biodegradável em composições poliméricas injetáveis.
[00103] Poli(DL-lactídeo-co-glicolídeo) (PLGA) de uma razão 85/15 de lactídeo para glicolídeo (DLPLG85/15, IV: 0,28) com um grupo final de éster de laurila foi dissolvido em N-metil-2-pirrolidona (NMP) para fornecer uma solução 50% em peso. Os sais de leuprolídeo foram misturados com uma solução PLGA em NMP para fornecer uma composição injetável uniforme em razões mostradas na Tabela 1. As composições injetáveis foram cheias em seringas de polipropileno de 1,2 mL com pontas de conector com mecanismo de travamento. Em seguida as seringas pré-cheias foram vedadas utilizando tampas de conector com mecanismo de travamento. As seringas cobertas foram embaladas em um recipiente e vedadas em uma bolsa plástica a vácuo e em seguida armazenadas a 40C e temperatura ambiente (~220C) por até 18 meses. A composição injetável foi amostrada em instantes de tempo de 24 horas, 1, 2, 3, 6, 12, e 18 meses. A pureza de leuprolídeo na amostra foi determinada por HPLC. O peso molecular do polímero foi determinado por cromatografia de permeação em gel (GPC) que utiliza padrões de poliestireno com pesos moleculares conhecidos. Tabela 1: Formulações poliméricas injetáveis testadas
[00104] Verificou-se surpreendentemente que o uso de hidrocloreto e sais de mesilato de leuprolídeo ao invés de acetato significativamente reduziu a degradação de leuprolídeo e polímero em soluções PLGA em NMP tanto a 40C quanto em temperatura ambiente ao longo do tempo. As Tabelas 2 e 3 mostraram a degradação de leuprolídeo em soluções PLGA em NMP a 40C e temperatura ambiente ao longo do tempo respectivamente. A 40c, até 23% de leuprolídeo foi degradado na composição polimérica que contém acetato de leuprolídeo, enquanto menos do que 2% de leuprolídeo foi degradado por aquelas formulações que contém hidrocloreto de leuprolídeo e mesilato de leuprolídeo após 18 meses. Em temperatura ambiente, mais do que 35% de degradação de leuprolídeo foi observado para formulações de acetato de leuprolídeo, enquanto apenas aproximadamente 11% para formulações de hidrocloreto de leuprolídeo e mesilato de leuprolídeo após 12 meses. Além disso, em temperatura ambiente, a alteração de cor (de leitoso para amarelo para cor de ferrugem) e separação de fase foram observados. A separação de fase resultou em formulações heterogêneas e degradação desigual do peptídeo e do polímero na formulação. A heterogeneidade das formulações pode ser a causa da flutuação dos resultados obtidos em diversos pontos de tempo. Tabela 2. Estabilidade de Leuprolídeo em Formulação PLGA/NMP a 40C Tabela 3. Estabilidade de Leuprolídeo em Formulação PLGA/NMP a Temperatura Ambiente
[00105] As Tabelas 4 e 5 mostraram as alterações de peso molecular do polímero em formulações diferentes. Ao comparar o controle em branco, o peso molecular de PLGA em acetato de leuprolídeo a formulação diminuiu mais do que 10% a 40C e mais do que 90% em temperatura ambiente após 6 meses. O peso molecular de PLGA em formulações de hidrocloreto de leuprolídeo e mesilato de leuprolídeo foi o mesmo daquele do controle em branco tanto em 40C quanto a temperatura ambiente mesmo após 12 meses. Contudo, após 12 meses, mais do que 90% do polímero proveniente tanto de controle em branco quanto formulações de hidrocloreto de leuprolídeo e mesilato de leuprolídeo foram degradados. Os resultados indicam que os sais de leuprolídeo formados com ácido forte tais como HC1 e ácido metanosulfônico impedem completamente a interação/reação entre o peptídeo e PLGA em solução, enquanto o ácido fraco tal como ácido acético não impede a interação/reação nociva entre o peptídeo e PLGA em solução. Sendo assim, o aperfeiçoamento da estabilidade da formulação ao utilizar o sal do peptídeo formado com um ácido forte permite a fabricação de uma composição injetável pronta-para-uso com uma estabilidade de armazenamento satisfatória de pelo menos um ano. Tabela 4. Peso molecular de PLGA em Formulações diferentes com o tempo a 40C Tabela 5. Pesos moleculares de PLGA em formulações diferentes com o tempo em temperatura ambiente.
Exemplo 9. Estabilidade de leuprolídeo e polímero em composições poliméricas injetáveis
[00106] Poli(DL-lactídeo-co-glicolídeo) (PLGA) de uma razão 85/15 de lactídeo para glicolídeo (DLPLG85/15, IV: 0,28) com um grupo final de éster de laurila foi dissolvido em dimetilsulfóxido (DMSO) para fornecer uma solução a 50% em peso. Os sais de leuprolídeo foram misturados com a solução em DMSO para fornecer uma composição injetável uniforme em razões mostradas na Tabela 6. As composições injetáveis foram cheias em seringas de polipropileno de 1,2 mL com pontas de conector com mecanismo de travamento. Em seguida as seringas pré-cheias foram vedadas utilizando tampas de conector com mecanismo de travamento. As seringas cobertas foram embaladas em um recipiente e vedadas em uma bolsa plástica a vácuo e em seguida armazenadas a 40C e temperatura ambiente (~220C) por até 16 meses. A composição injetável foi amostrada em instantes de tempo de 24 horas, 1, 2, 3, 6, 12, e 18 meses. A pureza de leuprolídeo na amostra foi determinada por HPLC. O peso molecular do polímero foi determinado por cromatografia de permeação em gel (GPC) que utiliza padrões de poliestireno com pesos moleculares conhecidos. Tabela 6: composições poliméricas injetáveis testadas
[00107] Verificou-se surpreendentemente que o uso de hidrocloreto e sais de mesilato de leuprolídeo ao invés de acetato significativamente reduziu a degradação de leuprolídeo e polímero em soluções PLGA em NMP a 40C ao longo do tempo. As Figuras 2 e 3 mostraram a degradação de leuprolídeo em PLGA em soluções em DMSO a 40C ao longo do tempo. Até aproximadamente 20% de leuprolídeo foi degradado no caso de acetato de leuprolídeo, enquanto menos do que 5% de leuprolídeo foi degradado por formulações de hidrocloreto de leuprolídeo e mesilato de leuprolídeo após 16 meses. A Figura 5 mostrou as alterações de peso molecular de PLGA em formulações diferentes. Comparando o controle em branco, o peso molecular de PLGA em formulação de acetato de leuprolídeo diminuiu aproximadamente 40% a 40C após 16 meses. O peso molecular de PLGA em composições poliméricas injetáveis contendo hidrocloreto de leuprolídeo e mesilato de leuprolídeo foi comparável àquele do controle a 40C após 16 meses. Os resultados indicam que os sais de leuprolídeo formados com ácido forte tais como HC1 e ácido metanosulfônico quase impedem completamente a interação/ reação entre o peptídeo e PLGA em solução DMSO. Embora o ácido fraco tal como ácido acético não impeça a interação/reação nociva entre o peptídeo e PLGA em solução DMSO.
Exemplo 10. Liberação in vitro de leuprolídeo a partir de formulações poliméricas injetáveis
[00108] Três soluções de veículo de polímero foram preparadas como se segue: PLG 85/15 (0,28 IV) com um grupo final de éster de laurila foi dissolvido em NMP a 50% e 55% em peso, e RG503 (0,42 IV) com um grupo final de ácido carboxílico foi dissolvido em NMP a 50% em peso. Em seguida quantidade adequada de hidrocloreto de leuprolídeo (LAHC1) e mesilato de leuprolídeo (LAMS) foi misturada com as soluções de polímero a 6% em peso cada. As formulações foram completamente misturadas para obter formulações uniformes.
[00109] Uma alíquota da suspensão de formulação (aproximadamente 100 mg) foi injetada em solução salina tampão de fosfato de 3 mL em pH 7,4 com 0,1% de azida de sódio a 370C. O fluido de recepção foi substituído em instantes de tempo selecionados com solução tampão fresca, e a solução tampão removida diluída 2-vezes com tampão de fosfato em pH 7,4 foram analisadas por concentração de medicamento por HPLC. A quantidade liberada em cada instante de tempo foi calculada. A Figura 3 mostra a liberação cumulativa de leuprolídeo para formulações diferentes ao longo do tempo.
[00110] Conforme mostrado na Figura 3, não há diferença significativa em liberação de leuprolídeo entre LACHC1 e LAMS. Contudo, o tipo e a concentração de PLGA parecem afetar a liberação de leuprolídeo significativamente. A taxa de liberação de leuprolídeo proveniente de formulação RG503H foi muito mais rápida do que aquela proveniente de formulações PLG85/15. Sendo assim, RG503H pode ser adequado para administração de mais curto prazo de leuprolídeo, enquanto PLG85/15 pode ser útil para administração de mais longo prazo do peptídeo. A taxa de liberação do peptídeo pode também ser ainda modificada ao alterar a concentração do PLGA. Uma vez que a concentração de PLG85/15 foi aumentada de 50% para 55%, a taxa de liberação inicial de leuprolídeo foi significativamente reduzida. Sendo assim, os parâmetros para uma formulação específica para o peptídeo alcançar um perfil de liberação desejado podem ser prontamente obtidos através de experimentações simples.
Exemplo 11. Efeito de excipientes na liberação in vitro de leuprolídeo
[00111] As soluções de veículo de polímero com e sem excipientes foram preparadas como se segue: PLA 100DLPL (0,26 IV, Lakeshore, AL) com um grupo final de éster de laurila e vitamina E TPGS foram dissolvidos em NMP em quantidade adequada de acordo com a Tabela 7. Em seguida a quantidade adequada de hidrocloreto de leuprolídeo (LAHC1) foi misturada com as soluções de polímero em 15% em peso. As formulações foram completamente misturadas para obter formulações uniformes. Tabela 7. Efeito de excipientes na liberação in vitro de leuprolídeo Amostra PLA 100DLPL NMP (%) Vitamina E LAHC1 (%)
[00112] Uma alíquota da suspensão de formulação (aproximadamente 100 mg) foi injetada em solução salina tampão de fosfato de 3 mL em pH 7,4 com 0,1% de azide de sódio a 370C. O fluido de recepção foi substituído em instantes de tempo selecionados com solução tampão fresca, e a solução tampão removida diluída 10-vezes com PBS em pH 7,4 foi analisada para concentração de medicamento por HPLC. A quantidade liberada em cada ponto de tempo foi calculada. A Figura 4 mostra a liberação acumulativa de leuprolídeo para formulações diferentes com o tempo.
[00113] Conforme mostrado na Figura 4, a incorporação de vitamina E TPGS não afeta a ruptura inicial, mas parece reduzir a taxa de liberação de leuprolídeo em estágios posteriores. Sendo assim, a vitamina E TPGS pode ser útil para estender a administração do peptídeo e também funcionar como um antioxidante.
Exemplo 12. Efeito de excipientes na liberação in vitro de leuprolídeo
[00114] As soluções de veículo de polímero com e sem excipientes foram preparadas como se segue: PLA 100D040 (0,34 IV, Durect, CA) com um grupo final de éster de laurila e Miglyol triglicéride de cadeia média 812 foram dissolvidos em NMP em quantidade adequada de acordo com a Tabela 8. Em seguida a quantidade adequada de hidrocloreto de leuprolídeo (LAHC1) foi misturada com as soluções de polímero em 15% em peso. As formulações foram completamente misturadas para obter formulações uniformes. Tabela 8. Efeito de excipientes na liberação in vitro de leuprolídeo
[00115] Uma alíquota da suspensão de formulação (aproximadamente 100 mg) foi injetada em um frasco solução contendo 3 mL de solução salina tampão de fosfato em pH 7,4 com 0,1% de azide de sódio a 370C. O fluido de recepção foi substituído em instantes de tempo selecionados com solução tampão fresca, e a solução tampão removida diluída 10-vezes com PBS em pH 7,4 foi analisada para concentração de medicamento por HPLC. A quantidade liberada em cada instante de tempo foi calculada de volta utilizando uma curva padrão. A Figura 5 mostra a liberação cumulativa de leuprolídeo para formulações diferentes com o tempo.
[00116] Conforme mostrado na Figura 5, a incorporação de Miglyol 812 não reduziu significativamente a liberação de ruptura inicial de leuprolídeo, mas parece manter a taxa de liberação de leuprolídeo em estágios posteriores. Sendo assim, Miglyol 812 pode ser útil para estender a administração do peptídeo. Comparando aos resultados em Exemplo 1, parece que o peso molecular do polímero também afeta significativamente a liberação de ruptura inicial de leuprolídeo. Parece que quanto menor o peso molecular do PLA, menor a taxa de liberação de ruptura inicial de leuprolídeo.
Exemplo 13. Liberação in vivo de leuprolídeo
[00117] Poli(DL-lactídeo-co-glicolídeo) de uma razão 85/15 de lactídeo para glicolídeo (DLPLG85/15, IV: 0,28) que contém um grupo final de éster de laurila foi dissolvido em N-metil-2-pirrolidona (NMP) para fornecer uma solução 55% em peso. O sal de leuprolídeo, isto é, mesilato de leuprolídeo ou leuprolídeo HC1, foi misturado com uma solução PLGA em NMP para fornecer uma formulação injetável uniforme em uma carga de medicamento de aproximadamente 12%. As formulações injetáveis foram transferidas para dentro de seringas de polipropileno de 1,2 mL com pontas de conector com mecanismo de travamento e uma agulha de parede fina de bitola 19 fixada. Cada formulação foi em seguida injetada nos ratos de forma subcutânea em um volume de aproximadamente 100 µL com 6 animais por grupo. As amostras de soro foram coletadas de cada animal em 3 horas, 1, 3, 7, 14, 28, 42, 56, e 70 dias pós-injeção. As amostras de soro foram analisadas para concentração de leuprolídeo por ELISA utilizando os kits disponíveis de Peninsula Laboratories Inc. O leuprolídeo restante que permaneceu nos implantes em diversos tempos foi analisado por HPLC.
[00118] A Figura 6 mostra o perfil de liberação de leuprolídeo de duas formulações diferentes até 70 dias. Ambas as formulações mostraram liberação de ruptura inicial de leuprolídeo. A formulação que contém LAHC1 alcançou Cmax de 661,6 ng/mL em 3 horas, e a formulação que contém LAMS alcançou Cmax de 370,6 ng/mL também em 3 horas. Ambas as formulações mostraram liberação sustentada de leuprolídeo ao longo de um período de tempo estendido. A formulação que contém LAMS mostrou um nível de soro mais constantes de leuprolídeo do que aquele obtido a partir da formulação que contém LAHC1.
Exemplo 14. Liberação in vivo de leuprolídeo
[00119] Poli(DL-lactídeo-co-glicolídeo) de uma razão 85/15 de lactídeo para glicolídeo (DLPLG85/15, IV: 0,27) que contém uma porção de 1,6-hexanediol é dissolvido em N- metil-2-pirrolidona (NMP) para fornecer uma solução 50% em peso. O sal de leuprolídeo, isto é, acetato de leuprolídeo ou leuprolídeo HC1, é misturado com uma solução PLGA em NMP para fornecer uma formulação injetável uniforme em uma carga de medicamento de aproximadamente 12%. As formulações injetáveis são transferidas para dentro de seringas de polipropileno de 1,2 mL com pontas de conector com mecanismo de travamento e uma agulha de parede fina de bitola 19 fixada. Cada formulação é em seguida injetada nos ratos de forma subcutânea em um volume de aproximadamente 100 µL com 6 animais por grupo. As amostras de soro foram coletadas de cada animal em 3 horas, 1, 3, 7, 14, 28, 42, 56, 70, 91, 112, 133, 154, 175 e 206 dias pós-injeção. As amostras de soro são analisadas para concentração de leuprolídeo por ELISA utilizando os kits disponíveis de Peninsula Laboratories Inc. O leuprolídeo restante que permaneceu nos implantes em diversos tempos pode ser analisado por HPLC.
[00120] Experimentos similares podem ser projetados e realizados utilizando outros análogos de LHRH tais como buserelina, deslorelina, fertirelina, histrelina, lutrelina, goserelina, nafarelina, triptorelina, cetrorelix, abarelix, e outros peptídeos, tais como GLP-1, PYY etc., e outros polímeros e solventes.
Exemplo 15. Uso de composições poliméricas injetáveis estabilizadas.
[00121] A administração da composição polimérica injetável estabilizada a um paciente pode ser conseguida de diversas formas. Uma composição polimérica biodegradável pode ser injetada de forma subcutânea ou intramuscular para formar um implante in situ, aplicado como um creme transdérmico, e também introduzido ao paciente como um supositório retal ou vaginal.
Exemplo 16. Preparação de micro-esferas de polímero que contêm LAHC1
[00122] Micro-esferas de Poli(DL-lactídeo-co- glicolídeo) (PLGA) são preparadas por uma técnica de emulsão única (O/W) óleo-em-água. PLGA é dissolvido em cloreto de metileno (DCM). Para o encapsulamento de LAHC1, o medicamento é misturado com a solução de PLGA em DCM. A solução ou suspensão misturada é emulsificada em 500 mL de 0,5-1% (w/v) PVA (PVA, 88% hidrolizado, peso molecular médio de 31,000-50,000, Sigma-Aldrich) solução pré-esfriada no refrigerador a 40C. A emulsão é agitada continuamente por 3 horas em temperatura ambiente para evaporar o DCM. As micro-esferas endurecidas são coletadas, lavadas três vezes com água deionizada, e em seguida secas por congelamento.
Exemplo 17. Uso de composição polimérica líquida estabilizada para preparar matrizes de polímero implantáveis
[00123] O polímero biodegradável que consiste em poli-(ácido láctico -co- ácido glicólico) que possui uma razão de lactídeo para glicolídeo de 50:50 a 100:0 tal como RG503H (Boehringer Ingelheim Chemicals, Inc. USA) é dissolvido em um solvente orgânico volátil, tal como etil acetato ou cloreto de metileno. Uma quantidade apropriada de sal benéfico conforme definido aqui tal como goserelin mesilato (0,01%-30% em peso relativo ao polímero) é dissolvido/disperso na solução de polímero. A solução é completamente misturada para obter uma solução ou suspensão uniforme. Após a mistura estar completa, o solvente é removido por evaporação. Isto é feito por um processo de secagem por pulverização para formar pequenas partículas uniformes por injeção. Isto pode ser deito também em um molde para formar um implante. As matrizes de polímero resultantes podem também ser reduzidas a um pó e formuladas como uma suspensão injetável.
[00124] Sendo assim formas de dosagem sólidas obtidas podem ser injetadas de forma subcutânea ou intramuscular, ou podem ser colocadas cirurgicamente sob a pele na forma de um implante, ou oralmente fornecidas como parte de um sistema de administração oral para agentes peptídicos. As micro-partículas sólidas podem também ser preparadas como uma suspensão ou uma solução não aquosa, que pode também ser administrada a um paciente via inalação, por administração de medicamento pulmonar. As micro-partículas podem também ser suspensas em óleo e introduzidas ao paciente como um supositório retal ou vaginal.

Claims (25)

1. Composição polimérica injetável, caracterizada por compreender: a) um sal de um análogo de hormônio de liberação de hormônio luteínico (LHRH) formado com um ácido forte selecionado dentre o grupo que consiste em ácido metanosulfônico, ácido clorídrico, e ácido sulfúrico; b) um polímero biodegradável selecionado dentre o grupo de polilactídeo, poli(ácido láctico), poli(ácido láctico-co-ácido glicólico), e poli(lactídeo-co- glicolídeo); c) um solvente orgânico farmaceuticamente aceitável, que é miscível ou dispersível em fluido aquoso ou biológico; e d) opcionalmente um ou mais excipientes farmaceuticamente aceitáveis; e em que a composição não contém excesso de ácido forte além do ácido forte usado para formar o sal do agente peptídico.
2. Composição polimérica injetável, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de estar na forma de uma solução, uma suspensão, um gel ou um semi-sólido.
3. Composição polimérica injetável, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato do análogo de hormônio de liberação de hormônio luteínico (LHRH) ser selecionado dentre o grupo que consiste em leuprorelina, buserelina, gonadorelina, deslorelina, fertirelina, histrelina, lutrelina, goserelina, nafarelina, triptorelina, cetrorelix, enfuvirtida, timosina a1, e abarelix.
4. Composição polimérica injetável, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato do sal de um análogo de hormônio de liberação de hormônio luteínico (LHRH) estar presente entre 0,01% e 40% da composição em peso.
5. Composição polimérica injetável, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato do polímero biodegradável ser copolímeros poli(lactídeo-co-glicolídeo) que possuem uma razão ácido láctico para ácido glicólico entre 50:50 e 100:0, e um peso molecular de média de peso entre 2.000 e 100.000.
6. Composição polimérica injetável, de acordo com a reivindicação 5, caracterizada pelo fato dos copolímeros poli(lactídeo-co-glicolídeo) conterem um grupo de hidroxila, carboxílico, ou de éster terminal.
7. Composição polimérica injetável, de acordo com a reivindicação 5, caracterizada pelo fato dos copolímeros poli(lactídeo-co-glicolídeo) conterem um álcool monofuncional e um resíduo de poliol e não possuírem um ácido carboxílico terminal.
8. Composição polimérica injetável, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato do polímero biodegradável estar presente entre 30 e 70% da composição em peso.
9. Composição polimérica injetável, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato do solvente orgânico farmaceuticamente aceitável ser selecionado a partir de um grupo de N-metil-2-pirrolidona, dimetilsulfóxido, glicerol formal, glicofurol, metoxipolietileno glicol 350, alcoxipolietileno glicol, ésteres de polietileno glicol, benzil benzoato, etil benzoato, ésteres de ácido cítrico, triacetin, diacetin, trietil citrato, acetil trietil citrato, e misturas destes.
10. Composição polimérica injetável, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato do solvente orgânico farmaceuticamente aceitável estar presente entre 30% e 80% da composição em peso.
11. Composição polimérica injetável, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de compreender ainda um ou mais agentes de modificação de taxa de liberação selecionados do grupo que consiste em ácido alcanocarboxílico, ácido oléico, álcool de alquila, lipídios polares, agentes tensoativos, copolímeros de polietilenoglicol e polilactídeos ou poloxâmeros de poli(lactídeo-co-glicolídeo), polivinilpirrolidona, polisorbatos, 2-etoxietil acetato, triacetina, trietil citrato, acetil tributil citrato, acetil trietil citrato, glicerol triacetato, di(n-butil) sebecato, polietileno glicol, sorbitol, triglicérides, triglicérides de cadeia média e misturas destes.
12. Composição polimérica injetável, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de compreender ainda um ou mais agentes tampão.
13. Composição polimérica injetável, de acordo com a reivindicação 12, caracterizada pelo fato dos agentes tampão serem selecionados a partir do grupo que consiste em carbonato de cálcio, hidróxido de cálcio, miristato de cálcio, oleato de cálcio, palmitato de cálcio, estearato de cálcio, fosfato de cálcio, carbonato de magnésio, hidróxido de magnésio, fosfato de magnésio, miristato de magnésio, oleato de magnésio, palmitato de magnésio, estearato de magnésio, carbonato de zinco, hidróxido de zinco, miristato de zinco, oleato de zinco, palmitato de zinco, estearato de zinco, fosfato de zinco, e combinações destes.
14. Composição polimérica injetável, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de compreender ainda um ou mais antioxidantes.
15. Composição polimérica injetável, de acordo com a reivindicação 14, caracterizada pelo fato dos antioxidantes serem selecionados a partir do grupo que consiste em acetato d-alfa tocoferol, palmitato ascorbil, hidroxianidole butilatado, hidroxianisole butilatado, butilatedidroxiquinona, hidroxicomarin, hidroxitolueno butilatado, etil galato, propil galato, octil galato, lauril galato, propilhidroxibenzoato, triidroxibutil- rofenona, vitamina E, vitamina E peguilatada e vitamina E E-TPGS.
16. Composição polimérica injetável, caracterizada pelo fato de compreender: a) sal de mesilato de um agonista ou antagonista de LHRH; b) um copolímero poli(lactídeo-co-glicolídeo), em que a razão de lactídeo:glicolídeo do copolímero seja entre 50:50 e 100:0; c) N-metil-2-pirrolidona (NMP); em que a composição não contém excesso de ácido forte além do ácido forte usado para formar o sal do sal de mesilato de um agonista ou antagonista de LHRH.
17. Composição polimérica injetável, de acordo com a reivindicação 16, caracterizada pelo fato do sal de mesilato de leuprolídeo estar presente em uma quantidade de 5 a 15% por peso.
18. Método para preparar um sal de um análogo de hormônio de liberação de hormônio luteínico (LHRH), conforme definido na reivindicação 1, caracterizado pelo fato de compreender as etapas de dissolver uma base livre de um análogo de LHRH em um meio líquido para formar uma solução, e misturar a solução com uma solução aquosa de um ácido forte para formar o sal do análogo de LHRH.
19. Método para preparar um sal de um análogo de hormônio de liberação de hormônio luteínico (LHRH), conforme definido na reivindicação 1, caracterizado pelo fato de compreender: a) dissolver um primeiro sal de análogo de LHRH formado com um ácido fraco volátil em um meio líquido adequado para formar uma solução; b) misturar a solução com uma solução aquosa de um ácido forte para formar uma mistura; c) remover o solvente da mistura; e d) remover o ácido fraco para formar um segundo sal do análogo de LHRH.
20. Método para preparar uma composição polimérica injetável para formar um sistema de liberação controlada sustentada para administrar uma quantidade terapêutica de análogo de hormônio de liberação de hormônio luteínico (LHRH), conforme definido na reivindicação 1, a um paciente, caracterizado pelo fato de compreender as etapas de: a) dissolver um polímero biodegradável em um solvente orgânico farmaceuticamente aceitável; b) combinar um sal de um análogo de LHRH formado com um ácido forte com a solução de polímero da etapa a) e misturar para formar uma composição injetável; em que o ácido forte é selecionado a partir do grupo que consiste em ácido clorídrico, ácido sulfúrico e ácido metanosulfônico.
21. Método, de acordo com a reivindicação 20, caracterizado pelo fato do polímero biodegradável ser dissolvido com um ou mais excipientes farmaceuticamente aceitáveis em um solvente orgânico farmaceuticamente aceitável.
22. Método para produzir uma composição polimérica como um sistema de liberação controlada para administrar uma quantidade terapêutica de um análogo de hormônio de liberação de hormônio luteínico (LHRH), conforme definido na reivindicação 1 a um paciente, caracterizado pelo fato de compreender: a) dissolver um polímero biodegradável em um solvente orgânico; b) dissolver ou suspender um sal do análogo de hormônio de liberação de hormônio luteinizante (LHRH) formado com um ácido forte na solução de polímero da etapa a) para formar uma formulação uniforme; e c) formar micro-partículas ou nano-partículas que compreendem o polímero biodegradável que encapsula o sal do análogo de hormônio de liberação de hormônio luteinizante (LHRH), onde o ácido forte é selecionado a partir do grupo que consiste em ácido clorídrico, ácido sulfúrico e ácido metanosulfônico.
23. Método para produzir uma composição polimérica como um sistema de liberação controlada para administrar uma quantidade terapêutica de um análogo de hormônio de liberação de hormônio luteínico (LHRH), conforme definido na reinvindicação 1, a um paciente, caracterizado pelo fato de compreender: a) dissolver um polímero biodegradável em um solvente orgânico; e b) dissolver ou suspender um sal do análogo de hormônio de liberação de hormônio luteinizante (LHRH) formado com um ácido forte na solução de polímero da etapa a) para formar uma formulação uniforme; e c) formar uma matriz de polímero sólido que compreende o polímero biodegradável que encapsula o agente peptídico, onde o ácido forte é selecionado a partir do grupo que consiste em ácido clorídrico, ácido sulfúrico e ácido metanosulfônico.
24. Método, de acordo com a reivindicação 23, caracterizado pelo fato da matriz de polímero sólida estar na forma de micro-partículas, nano-partículas, haste, película, grânulo, cilindro ou bolacha.
25. Método, de acordo com a reivindicação 24, caracterizado pelo fato da matriz de polímero sólida ser adequada para administração parenteral; administração mucosal; administração oftálmica; injeção ou inserção subcutânea ou intramuscular; ou inalação.
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