BRPI0706694A2 - fornecimento de proteìna intraventricular para esclerose lateral amiotrófica - Google Patents

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BRPI0706694A2
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James Dodge
Ronald Sheule
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Abstract

FORNECIMENTO DE PROTEìNA INTRAVENTRICULAR PARA ESCLEROSE LATERAL AMIOTRóFICA. A presente invenção refere-se à Esclerose Lateral Amiotrófica que pode ser tratada de forma bem sucedida utilizando o fornecimento intra-ventricular de um fator de crescimento neurotrófico, IGF-1. A administração pode ser realizada lentamente para atingir um efeito máximo. Os efeitos são observados em ambos os lados da barreira sangue-cérebro, tornando este um meio de fornecimento para Esclerose Lateral Amiotrófica que afeta tanto o cérebro quanto o músculo esquelético.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "FORNECI-MENTO DE PROTEÍNA INTRAVENTRICULAR PARA ESCLEROSE LA-TERAL AMIOTRÓFICA".
CAMPO TÉCNICO DA INVENÇÃO
A presente invenção refere-se a área da Esclerose Lateral A-miotrófica. Em particular, refere-se ao tratamento e/ou à prevenção destadoença por terapia com proteína.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ALS) é uma doença fatal emque os neurônios motores se degeneram progressivamente na medula espi-nhal, no tronco cerebral e no córtex cerebral. A perda dos neurônios motoressuperiores é responsável pela perda da inervação supraespinhal descenden-te e a perda de neurônios motores inferiores é responsável pela perda dainervação do músculo esquelético. Danos cognitivos são freqüentementeobservados. Os sintomas da ALS incluem dispnéia em atividade/em repou-so, ortopnéia, tosse fraca, constipação, volume baixo da voz, qualidade bai-xa do sono, cefaléia matutina, sonolência durante o dia, apnéias, ataques desufocação, respiração com ruído, tosse na alimentação, desajeitamento,tremores, cãimbras, fraqueza, gagueira, dificuldade de falar e de engolir, erisos ou choros patológicos. A ALS ocorre mais freqüentemente em homensque em mulheres e a prevalência aumenta com a idade.
Há muitos tipos de ALS, incluindo esporádica, familiar e pacífico.Entre as pessoas que sofrem da ALS familiar, aproximadamente 14 contémuma mutação pontual no gene SOD, isto é, o gene que codifica a enzimaCu/Zn superóxido dismutase-1. Mais de 100 tais mutações foram identifica-das em seres humanos. As mutações são caracterizadas como mutações de"ganho de função", porque são dominantes em relação aos alelos do tiposelvagem. Além disso, pelo menos parte das mutações não parece afetar aatividade da enzima.
O fornecimento sistêmico de fatores neuroprotetores potencial-mente terapêuticos tem sido decepcionante. Recentemente, o fornecimentode IGF-1 codificado por vetor viral ao músculo periférico demonstrou efeitosbenéficos sobre a progressão da doença em um modelo de camundongo.Isto foi atribuído ao transporte retrógrado de partículas virais. Também foidescoberto que a administração intratecal de IGF-1 na medula espinhal lom-bar é eficiente em modelos de camundongos, melhorando o desempenhomotor, retardando o início de doenças e estendendo a sobrevivência.
Há ainda uma necessidade na técnica de métodos para tratar aALS em pacientes.
De acordo com uma modalidade da invenção, um paciente comEsclerose Lateral Amiotrófica (ALS) é tratado através da administração deum fator de crescimento similar à insulina - 1 (IGF-1). A administração aopaciente é realizada através do fornecimento intraventricular para o cérebro.É administrada uma quantidade do IGF-1 que é suficiente para reduzir aprogressão da doença ALS. Em um primeiro aspecto, a presente invençãofornece, portanto, um método para o tratamento e/ou para a prevenção deALS em um paciente, o dito método compreendendo a administração de umIGF-1, no cérebro do paciente através de fornecimento intraventricular. Emum aspecto relacionado, a invenção fornece o uso de um IGF-1, para a fa-bricação de um medicamento para o tratamento e/ou para a prevenção daALS em um paciente, em que o tratamento ou a prevenção compreende aadministração intraventricular de um IGF-1 no cérebro.
Um outro aspecto da invenção é um kit para o tratamento de umpaciente com Esclerose Lateral Amiotrófica. O kit compreende um fator decrescimento similar à insulina - 1 (IGF-1) e um cateter para o fornecimentodo dito fator de crescimento similar à insulina - 1 (IGF-1) a um ou mais dosventrículos cerebrais do paciente.
Ainda um outro aspecto da invenção é um kit adicional para otratamento um paciente com Esclerose Lateral Amiotrófica. O kit compreen-de um fator de crescimento similar à insulina -1 (IGF-1) e uma bomba para ofornecimento do dito fator de crescimento similar à insulina - 1 (IGF-1) a umou mais dos ventrículos cerebrais do paciente. Qualquer um dos kits da pre-sente invenção pode compreender tanto um cateter quanto uma bomba.Qualquer cateter ou bomba que é utilizada na presente invenção pode serespecificamente planejada ou adaptada para a administração intraventricularde um medicamento no cérebro.
Estas e outras modalidades que serão evidentes aos versadosna técnica após a leitura do relatório descritivo fornecem à técnica métodose kits para o tratamento da Esclerose Lateral Amiotrófica.BREVE DESCRIÇÃO DAS FIGURAS
A Figura 1 mostra uma vista da seção transversal do cérebrohumano com os ventrículos indicados.
As Figuras 2A e 2B mostram vistas lateral e superior, respecti-vãmente, dos ventrículos.
A Figura 3 mostra a injeção nos ventrículos.
A Figura 4 mostra o fluxo de CSF ao longo dos ventrículos comabsorção eventual através das vilosidades aracnóides para dentro do seiosagital superior e na circulação sangüínea.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
A prática da presente invenção empregará, a não ser que sejaindicado de outra maneira, técnicas convencionais de imunologia, biologiamolecular, microbiologia, biologia celular e DNA recombinante, que estãodentro da perícia da técnica. Vide, por exemplo, Sambrook, Fritsch e Mania-tis, MOLECULAR CLONING: A LABORATORY MANUAL, 2â edição (1989);CURRENT PROTOCOLS IN MOLECULAR BIOLOGY (F. M. Ausubel e ou-tros eds., (1987)); a série METHODS IN ENZYMOLOGY (Academic Press,Inc.): PCR 2: A PRACTICAL APPROACH (MJ. MacPherson, B.D. Hames eG.R. Taylor eds. (1995)), Harlow e Lane, eds. (1988) ANTIBODIES, A LA-BORATORY MANUAL AND ANIMAL CELL CULTURE (R.l. Freshney, ed.(1987)).
Como utilizado no relatório descritivo e nas reivindicações, asformas no singular "um", "uma", "o" e "a" incluem referências no plural a nãoser que o contexto determine claramente de outra maneira. Por exemplo, otermo "uma célula" inclui um grande número de células, incluindo misturasdas mesmas.
Como utilizado aqui, é pretendido que o termo "compreendendo"signifique que as composições e os métodos incluam os elementos citados,mas não excluindo outros. "Consistindo essencialmente em" quando utiliza-do para definir composições e métodos, devem significar a exclusão de ou-tros elementos de qualquer significância essencial à combinação. Assim,uma composição que consiste essencialmente nos elementos que são defi-nidos aqui não excluiria contaminantes traços do método de isolamento e depurificação e veículos farmaceuticamente aceitáveis, tais como solução sali-na tamponada com fosfato, conservantes e similares. "Consistindo em" devesignificar excluir mais que os elementos traços de outros ingredientes e ex-cluir etapas substanciais do método para a administração das composiçõesou dos medicamentos de acordo com esta invenção. As modalidades defini-das por cada um destes termos de transição estão dentro do escopo destainvenção.
Todas as designações numéricas, por exemplo, pH, temperatu-ra, tempo, concentração e peso molecular, incluindo faixas, são aproxima-ções que são variadas ( + ) ou (-) por incrementos de 0,1. Deve ser enten-dido, embora nem sempre explicitamente citado que todas as designaçõesnuméricas são precedidas pelo termo "aproximadamente". Também deveser entendido, embora nem sempre explicitamente citado, que os reagentesdescritos aqui são meramente exemplos e que equivalentes dos tais que sãoconhecidos na técnica também podem ser utilizados.
Os termos "terapêutica", "quantidade terapeuticamente eficien-te" e seus cognatos referem-se à quantidade de uma substância, por exem-plo, de uma proteína, por exemplo, de um IGF-1, que resulta na prevençãoou no retardo do início ou na melhora, de um ou mais sintomas de uma do-ença, por exemplo, ALS, em um indivíduo ou em uma realização de um re-sultado biológico desejado, tal como a correção da neuropatologia, por e-xemplo, patologia celular associada com uma doença de neurônios motorestal como a ALS. O termo "correção terapêutica" refere-se ao grau de corre-ção que resulta na prevenção ou no retardo do início ou na melhora, de umou mais sintomas em um indivíduo. A quantidade eficiente pode ser determi-nada através de métodos empíricos conhecidos.É também pretendido que uma "composição" ou um "medica-mento" abranja uma combinação de um agente ativo, por exemplo, IGF-1 eum veículo ou outro material, por exemplo, um composto ou uma composi-ção, que é inerte (por exemplo, um agente ou uma marcação que pode serdetectada) ou ativa, tal como um adjuvante, um diluente, um agente agluti-nante, um agente estabilizante, um tampão, um sal, um solvente Iipofílico,um conservante, um adjuvante ou similar ou uma mistura de duas ou maisdestas substâncias. Os veículos são preferencialmente farmaceuticamenteaceitáveis. Podem incluir excipientes e aditivos farmacêuticos, proteínas,peptídeos, aminòácidos, lipídeos e carboidratos (por exemplo, açúcares, in-cluindo monossacarídeos, di-, tri-, tetra- e oligossacarídeos; açúcares deriva-tizados tais como alditóis, ácidos aldônicos, açúcares esterificados e simila-res; e polissacarídeos ou polímeros de açúcar), que podem estar presentesisoladamente ou em combinação, compreendendo 1-99,99% em peso ouvolume isoladamente ou em combinação. Os exemplos de excipientes deproteínas incluem albumina do soro tal como albumina do soro humana(HSA), albumina humana recombinante (rHA), gelatina, caseína e similares.Os componentes de aminoácidos/anticorpos representativos, que podemtambém funcionar em uma capacidade tamponante, incluem alanina, glicina,arginina, betaína, histidina, ácido glutâmico, ácido aspártico, cisteína, lisina,leucina, isoleucina, valina, metionina, fenilalanina, aspartame e similares. Osexcipients de carboidratos também são pretendidos dentro do escopo destainvenção, cujos exemplos incluem, mas não estão limitados a monossacarí-deos tais como frutose, maltose, galactose, glicose, D-manose, sorbose esimilares; dissacarídeos, tais como lactose, sacarose, trealose, celobiose esimilares; polissacarídeos, tais como rafinose, melezitose, maltodextrinas,dextranas, amidos e similares; e alditóis, tais como manitol, xilitol, maltitol,lactitol, xilitol sorbitol (glucitol) e mioinositol.
O termo veículo inclui ainda um tampão ou um agente de ajustedo pH ou uma composição que contém o mesmo; tipicamente, o tampão éum sal preparado partindo de um ácido ou uma base orgânica. Os tampõesrepresentativos incluem sais de ácidos orgânicos tais como sais de ácidocítrico, de ácido ascórbico, de ácido glucônico, de ácido carbônico, de ácidotartárico, de ácido succínico, de ácido acético ou de ácido ftálico, Tris, clori-drato de trometamina ou tampões fosfato. Os veículos adicionais incluemexcipientes/aditivos poliméricos tais como polivinilpirrolidonas, ficóis (um a-çúcar polimérico), dextratos (por exemplo, ciclodextrinas, tal como 2-hidroxi-propil-.quadratura.-ciclodextrina), polietileno glicóis, agentes aromatizantes,agentes antimicrobianos, adoçantes, antioxidantes, agentes antistáticos,tensoativos (por exemplo, polissorbatos tais como "TWEEN 20" e "TWEEN80"), lipídeos (por exemplo, fosfolipídeos, ácidos graxos), esteróides (porexemplo, colesterol) e agentes quelantes (por exemplo, EDTA).
Como utilizado aqui, o termo "veículo farmaceuticamente acei-tável" abrange qualquer um dos veículos farmacêuticos padronizados, talcomo uma solução salina tamponada com fosfato, água e emulsões, tal co-mo uma emulsão óleo/água ou água/óleo e vários tipos de agentes umectan-tes. As composições e os medicamentos que são fabricados e/ou utilizadosde acordo com a presente invenção e que incluem um IGF-1 podem incluiragentes estabilizantes e conservantes e qualquer um dos veículos citadosanteriormente com a condição adicional de que sejam aceitáveis para uso invivo. Para exemplos de veículos, agentes estabilizantes e adjuvantes, videMartin REMINGTON'S PHARM. SCI., 15â Ed. (Mack Publ. Co., Easton(1975) e Williams & Williams, (1995) e na "PHYSICIAN'S DESK REFEREN-CE", 52â ed., Medicai Economics, Montvale, N.J. (1998).
Um "sujeito", "indivíduo" ou "paciente" é utilizado de forma inter-cambiável aqui, se referindo a um vertebrado, preferencialmente um mamífe-ro, mais preferencialmente um ser humano. Mamíferos incluem, mas nãoestão limitados a camundongos, ratos, macacos, seres humanos, animais defazenda, animais de esporte e animais de estimação.
Como utilizado aqui, o termo "modular" significa variar a quanti-dade ou a intensidade de um efeito ou resultado, por exemplo, intensificar,aumentar, diminuir ou reduzir.
Como utilizado aqui o termo "melhorar" é sinônimo de "aliviar" esignifica reduzir ou tornar mais suave. Por exemplo, se pode melhorar ossintomas de uma doença ou de um distúrbio tornando-os mais suportáveis.
Para a identificação de estruturas no cérebro humano, vide, porexemplo, The Human Brain: Surface, Three-Dimensional Sectional AnatomyWith MRI and Blood Supply, 2- ed., eds. Deuteron e outros, Springer Vela,1999; Atlas of the Human Brain, eds. Mai e outros, Academic Press; 1997; eCo-Planar Stereotaxie Atlas of the Human Brain: 3-Dimensional ProportionalSystem: An Approaeh to Cerebral lmaging, eds. Tamaraek e outros, ThymeMedicai Pub., 1988. Para a identificação de estruturas no cérebro de ca-mundongo, vide, por exemplo, The Mouse Brain in Stereotaxic Coordinates,2â ed., Academic Press, 2000.
O fornecimento intraventricular de IGF-1 a indivíduos com ALSleva a uma melhor condição do sistema nervoso central. Isto é particular-mente verdadeiro quando a taxa de fornecimento é lenta, em relação a umfornecimento em bolo. As proteínas particularmente úteis para o tratamentoda ALS são as isoformas A e B do fator de crescimento similar à insulina(IGF-1), mostradas na SEQ ID NO: 1 e na SEQ ID NO: 2. Outras isoformastambém podem ser utilizadas. As proteínas distintas que podem ser utiliza-das, isoladamente ou em combinação com cada outra de acordo com a pre-sente invenção incluem IGF-1, VEGF e GDNF.
O gene do fator de crescimento similar à insulina (IGF-1) possuiuma estrutura complexa, que é bem conhecida na técnica. Este possui pelomenos dois produtos de mRNA processados alternativamente que são obti-dos partindo do produto da transcrição do gene. Há um peptídeo de 153 a-minoácidos, conhecido através de vários nomes incluindo IGF-1A ou IGF-1 Ea e um peptídeo de 195 aminoácidos, conhecido através de vários nomesincluindo IGF-1 B ou IGF-1 Eb. A forma madura de IGF-1 é um polipeptídeode 70 aminoácidos. Tanto IGF-IEa quanto IGF-IEb contêm o peptídeo ma-duro de 70 aminoácidos, mas diferem em relação à seqüência e ao compri-mento de suas extensões do terminal carboxila. As seqüências peptídicas deIGF-1 Ea e de IGF-IEb são representadas pelas SEQ ID NOS: 1 e 2, res-pectivamente. Os cDNAs genômicos e funcionais do IGF-1 humano, assimcomo a informação adicional em relação ao gene IGF-1 e seus produtos,estão disponíveis na Unigene N2 de Acesso NM_00618. As variações aléli-cas podem diferir em um único ou em um número pequeno de resíduos deaminoácidos, tipicamente menor que 5, menor que 4, menor que 3 resíduos.
Embora uma seqüência de aminoácidos particular para IGF-1seja mostrada em cada uma das SEQ ID NO: 1 e SEQ ID NO: 2, tambémpodem ser utilizadas variações destas seqüências que mantêm a atividade,por exemplo, variações normais na população humana. Tipicamente, estasvariações normais diferem em apenas um ou dois resíduos da seqüênciamostrada na SEQ ID NO: 1 ou na SEQ ID NO: 2. As variações que serãoutilizadas devem ser pelo menos 95%, 96%, 97%, 98% ou 99% idênticas àSEQ ID NO: 1 ou à SEQ ID NO: 2. As variações que estão associadas comdoença ou atividade reduzida não devem ser utilizadas. Formas precursoras(pré-, pró- ou pré-pró-formas) podem também ser utilizadas para o proces-samento in vivo. Em uma modalidade, a proteína IGF-1 é uma forma recom-binante da proteína que é produzida utilizando métodos que são bem conhe-cidos na técnica. Em uma outra modalidade, esta é uma proteína IGF-1 hu-mana recombinante.
[Sem ficar limitado à teoria, o IGF-1 é uma proteína terapêuticapara o tratamento da ALS por causa de suas várias ações em níveis diferen-tes do eixo cerebroespinhal (vide Dore e outros, Trends Neurosci, 1997, 20:/ 326-331). No cérebro: acredita-se que reduza a apoptose tanto dos neurô-nios quanto da glia, que proteja neurônios contra a toxicidade induzida porferro, colchicina, agentes desestabilizantes de cálcio, peróxidos e citocinas.Acredita-se ainda que module a liberação de neurotransmissores acetilcolinae glutamato. Acredita-se ainda que induza a expressão da proteína básicade neurofilamento, tublina e mielina. Na medula espinhal: acredita-se queIGF-1 module a atividade de ChAT e atenue a perda do fenótipo colinérgico,aumente o desenvolvimento de neurônios motores, aumente a mielinização,iniba a desmielinização, estimule a proliferação e a diferenciação de neurô-nios motores partindo de células precursoras e promova a divisão, a matura-ção e o crescimento de células de Schwann. No músculo: acredita-se que oIGF-1 induza a formação de clusters receptores da acetilcolina na junçãoneuromuscular e aumenta a função neuromuscular e a resistência muscular.
Os kits de acordo com a presente invenção são montagens decomponentes separados. Embora possam ser embalados em um único reci-piente, podem ser subembalados separadamente. Mesmo um recipiente iso-lado pode ser dividido em compartimentos. Tipicamente, um conjunto de ins-truções acompanhará o kit e fornecerá instruções para o fornecimento doIGF-1, de forma intraventricular. As instruções podem estar na forma im-pressa, na forma eletrônica, na froma de um vídeo ou um DVD instrucional,em um CD, em um disquete, na internet com um endereço fornecido na em-balagem ou uma combinação destes meios. Outros componentes, tais comodiluentes, tampões, solventes, fita, parafusos e instrumentos de manutençãopodem ser fornecidos em adição ao IGF-1, uma ou mais cânulas ou catete-res e/ou uma bomba.
As populações tratadas através dos métodos da invenção inclu-desenvolver ALS.
Uma proteína IGF-1 pode ser incorporada em uma composiçãofarmacêutica útil para tratar, por exemplo, inibir, atenuar, prevenir ou melho-rar, um sintoma causado pela ALS. A composição farmacêutica será admi-nistrada a um indivíduo que sofre de ALS ou alguém que está em risco dedesenvolver ALS. As composições devem conter uma quantidade terapêuti-ca ou profilática da proteína em um veículo farmaceuticamente aceitável. Oveículo farmacêutico pode ser qualquer substância não tóxica compatíveladequada para fornecer os polipeptídeos ao paciente. Água esterilizada, ál-cool, gorduras e ceras podem ser utilizados como o veículo. Os adjuvantes,os agentes tamponantes, os agentes dispersantes e similares farmaceutica-mente aceitáveis, também podem ser incorporados nas composições farma-cêuticas. O veículo pode ser combinado com a proteína em qualquer formaadequada para a administração através de injeção ou de infusão intraventri-cular (cuja forma é também possivelmente adequada para a administraçãointravenosa ou intratecal) ou de outra maneira. Os veículos adequados in-cluem, por exemplo, solução salina fisiológica, água bacteriostática, Cremo-phor EL.TM. (BASF, Parsippany, N.J.) ou solução salina tamponada comfosfato (PBS), outras soluções salinas, soluções de dextrose, soluções deglicerol, emulsões de água e óleos tais como as feitas com óleos de petró-leo, de origem animal, vegetal ou sintética (óleo de amendoim, óleo de soja,óleo mineral ou óleo de gergelim). Um CSF artificial pode ser utilizado comoum veículo. O veículo será preferencialmente esterilizado ou isento de agen-tes pirogênicos. A concentração da proteína na composição farmacêuticapode variar amplamente, isto é, de pelo menos aproximadamente 0,01% empeso, até 0,1% em peso, até aproximadamente 1% em peso, até tanto quan-to 20% em peso ou mais da composição total.
Para a administração intraventricular de IGF-1, VEGF ou GDNF,a composição tem que estar esterilizada e deve ser fluida. Tem que ser es-tável sob as condições de fabricação e de armazenamento e tem que serpreservada contra a ação contaminante de microorganismos tais como bac-térias e fungos. A prevenção da ação de microorganismos pode ser conse-guida através de vários agentes antibacterianos e antifúngicos, por exemplo,parabenos, clorobutanol, fenol, ácido ascórbico, timerosal e similares. Emmuitos casos, será preferível incluir agentes isotônicos na composição, porexemplo, açúcares, poliálcoois tais como manitol, sorbitol e cloreto de sódio.
A proteína IGF-1, VEGF ou GDNF pode ser infundida dentro dequalquer um dos ventrículos do cérebro. Os ventrículos são preenchidoscom fluido cerebrospinhal (CSF). O CSF é um fluido translúcido que preen-che os ventrículos, está presente no espaço subaracnóide e circunda o cé-rebro e a medula espinhal. O CSF é produzido pelos plexos coróides e atra-vés da exsudação ou da transmissão de fluido do tecido pelo cérebro paradentro dos ventrículos. O plexo coróide é uma estrutura que reveste o as-soalho do ventrículo lateral e a parte superior do terceiro e do quarto ventrí-culos. Certos estudos indicaram que estas estruturas são capazes de produ-zir 400-600 ccs de fluido por dia coerente com uma quantidade para preen-cher os espaços do sistema nervoso central quatro vezes em um dia. Emadultos, o volume deste fluido foi calculado como sendo de 125 até 150 mL(4-5 oz). O CSF está em formação, circulação e absorção contínuas. Certosestudos indicaram que aproximadamente 430 até 450 ml_ (aproximadamente2 xícaras) de CSF podem ser produzidos todo dia. Cetos cálculos estimamque a produção seja equivalente a aproximadamente 0,35 mL por minuto emadultos e 0,15 por minuto em crianças. Os plexos coróides dos ventrículoslaterais produzem a maior parte do CSF. Este flui através da foramina deMonro para dentro do terceiro ventrículo onde é adicionado pela produçãopartindo do terceiro ventrículo e continua para baixo através do aqueduto deSylvius até o quarto ventrículo. O quarto ventrículo adiciona mais CSF; ofluido então se move para dentro do espaço subaracnóide através da fora-mina de Magendie e Luschka. Este então circula por toda a base do cérebro,para baixo da medula espinhal e para cima ao longo dos hemisférios cere-brais. O CSF é despejado dentro do sangue através das vilosidades arac-nóides e dos seios vasculares intracraniais, fornecendo assim potencialmen-te uma proteína infundida para dentro dos ventrículos não somente para osistema nervoso central, mas também para a corrente sangüínea.
A dosagem da proteína IGF-1, pode variar de alguma maneirade indivíduo para indivíduo, dependendo da proteína particular e de sua ati-vidade in vivo específica, da rota de administração, do estado de saúde mé-dico, da idade, do peso ou do sexo do paciente, das sensibilidades do paci-ente ao IGF-1 ou a outro fator de crescimento neurotrófico ou componentesdo veículo e outros fatores que o médico atendente será facilmente capaz delevar em consideração.
A taxa de administração é tal que a administração de uma doseúnica pode ser feita na forma de um bolo. Uma dose única pode ser infundi-da ao longo de aproximadamente 1-5 minutos, aproximadamente 5-10 minu-tos, aproximadamente 10-30 minutos, aproximadamente 30-60 minutos, a-proximadamente 1-4 horas ou utilizada mais de quatro, cinco, seis, sete ouoito horas. Pode levar mais de 1 minuto, mais de 2 minutos, mais de 5 minu-tos, mais de 10 minutos, mais de 20 minutos, mais de 30 minutos, mais de 1hora, mais de 2 horas ou mais de 3 horas. As requerentes observaram que,embora a administração intraventricular em bolo de uma proteína possa sereficiente, a infusão lenta é muito eficiente. Embora os requerentes não dese-jem ficar ligados a qualquer teoria particular de operação, acredita-se que ainfusão lenta seja eficiente devido à circulação do fluido cerebrospinhal(CSF). Embora estimativas e cálculos na literatura variem, acredita-se que ofluido cerebrospinhal em seres humanos circule dentro de um período deaproximadamente 4, 5, 6, 7 ou 8 horas. A infusão lenta da invenção deve sermedida de forma que seja aproximadamente equivalente ou maior ao tempode circulação do CSF. O tempo de circulação pode depender da espécie, dotamanho e da idade do indivíduo, mas pode ser determinado utilizando mé-todos conhecidos na técnica. A infusão também pode ser contínua ao longode um período de um ou mais dias. O paciente pode ser tratado uma vez,duas vezes ou três ou mais vezes por mês, por exemplo, semanalmente, porexemplo, a cada duas semanas. As infusões podem ser repetidas ao longodo curso da vida de um indivíduo.
O CSF é despejado no sangue através das vilosidades aracnói-des e dos sinos vasculares intracraniais, fornecendo assim a proteína infun-dida para os neurônios motores inferiores e para os músculos esqueléticos.A redução nos sintomas pode ser drástica e pode incluir a redução em umdos seguintes: uma redução na fraqueza dos membros do indivíduo, umaredução da gagueira da fala do indivíduo, uma redução dificuldade de engolirdo indivíduo e uma redução na dificuldade de respiração do indivíduo. O/ tempo de sobrevivência do indivíduo tratado pode aumentar em relação aode um indivíduo não tratado com ALS.
Podem ser atingidas reduções maiores que 10%, 20%, 30%,40%, 50%, 60%, 70%, 80%, 90%. A redução atingida não é necessariamen-te uniforme de paciente para paciente ou até mesmo de sintoma para sinto-ma em um único paciente.
Em uma modalidade, a administração de um IGF-1, é realizadaatravés da infusão da proteína para dentro de um ou de ambos os ventrícu-los laterais de um indivíduo ou de um paciente. Através da infusão para den-tro dos ventrículos laterais, a proteína é fornecida no local no cérebro emque a maior quantidade de CSF é produzida. A proteína pode também serinfundida para dentro de mais de um ventrículo do cérebro. O tratamentopode consistir em uma única infusão por sítio alvo ou esta pode ser repetida.Podem ser utilizados vários sítios de infusão/injeção. Por exemplo, os ventrí-culos dentro dos quais a proteína é administrada podem incluir os ventrícu-los laterais e o quarto ventrículo. Em algumas modalidades, em adição aoprimeiro sítio de administração, uma composição contendo a proteína IGF-1é administrada em um outro sítio que pode ser contralateral ou ipsilateral aoprimeiro sítio de administração. As injeções/infusões podem ser únicas oumúltiplas, unilaterais ou bilaterais.
Para fornecer a solução ou outra composição contendo a prote-ína especificamente a uma região particular do sistema nervoso central, talcomo a um ventrículo particular, por exemplo, aos ventrículos laterais ou aoquarto ventrículo do cérebro, esta pode ser administrada através de microin-jeção estereotáxica. Por exemplo, no dia da cirurgia, os pacientes terão umabase de armação estereotáxica fixada no local (aparafusada dentro do crâ-nio). O cérebro com a base de armação estereotáxica (MRI-compatível commarcações fiduciárias) terá imagens obtidas utilizando MRI de alta resolu-ção. As imagens de MRI serão então transferidas para um computador queroda o software estereotáxico. Uma série de imagens coronais, sagitais eaxiais será utilizada para determinar o sítio alvo de injeção e de trajetória dovetor. O software traduz diretamente a trajetória em coordenadas tridimensi-onais apropriadas para a armação estereotáxica. Orifícios de Burr são perfu-rados no local de entrada e o aparato estereotáxico é localizado com a agu-lha implantada na profundidade fornecida. A solução de proteína em um veí-culo farmaceuticamente aceitável será então injetada. Podem ser utilizadasrotas adicionais de administração, por exemplo, aplicação cortical superficialsob visualização direta ou outra aplicação não estereotáxica.
Uma bomba é um meio de infundir lentamente uma proteína te-rapêutica para dentro dos ventrículos de um indivíduo. Tais bombas estãodisponíveis comercialmente, por exemplo, na Alzet (Cupertino, CA) ou naMedtronic (Minneapolis, MN). A bomba pode ser opcionalmente implantável.Uma outra maneira conveniente de administrar a proteína, é utilizar uma câ-nula ou um cateter. A cânula ou o cateter podem ser utilizados para váriasadministrações separadas no decorrer do tempo. As cânulas e os cateterespodem ser implantados de forma estereotáxica. É considerado que váriasadministrações ao longo do tempo serão utilizadas para tratar o pacientetípico com ALS. Os cateteres e as bombas podem ser utilizados separada-mente ou em combinação.
A presente invenção fornece métodos para modular, corrigir ouaumentar a função motora em um indivíduo que está sofrendo um dano neu-rológico motor. Apenas com a finalidade de ilustração, o indivíduo pode so-frer de um ou mais dos sintomas da esclerose lateral amiotrófica (ALS), taiscomo dispnéia em atividade/em repouso, ortopnéia, tosse fraca, constipa-ção, volume baixo da voz, baixa qualidade do sono, cefaléia matutina, sono-lência durante o dia, apnéias, ataques de sufocação, respiração com ruído,tosse com alimentação, desajeitamento, tremores, cãimbras, fraqueza, ga-gueira da fala, dificuldade na fala e para engolir, e risos e choros patológicos.
A capacidade de organizar e executar ações motoras complexasdepende dos sinais provenientes das áreas motoras no córtex cerebral, istoé, no córtex motor. Os comandos motores corticais descendem em dois tra-tos. As fibras corticobulares controlam os núcleos motores no tronco cerebralque movem músculos faciais e as fibras corticospinhais controlam os neurô-nios motores espinhais que inervam os músculos do tronco e dos membros.O córtex cerebral também influencia diretamente a atividade motora espinhalatuando sobre as vias do tronco cerebral descendentes.
O córtex motor primário fica ao longo do giro pré-ceritral na áreade Broadmann (4). Os axônios dos neurônios corticais que se projetam paraa medula espinhal correm juntos no trato corticospinhal, um feixe forte defibras contendo aproximadamente 1 milhão de axônios. Aproximadamenteum terço destes se origina no giro pré-central do lóbulo frontal. Um outro ter-ço se origina da área 6. O restante se origina nas áreas 3, 2 e 1 no córtexsensorial somático e regula a transmissão da entrada aferente ao longo docorno dorsal.
As fibras corticospinhais correm junto com as fibras corticobul-bares ao longo do membro posterior da cápsula interna para atingir a porçãoventral do cérebro intermediário. Se separam nas pontes em feixes peque-nos que percorrem entrem os núcleos pontinos. Se reagrupam na medulapara formar a pirâmide medular. Aproximadamente três quartos das fibrascorticospinhais cruzam a linha média no cruzamento em forma de X pirami-dal na junção da medula e da medula espinhal. As fibras cruzadas descen-dem na parte dorsal das colunas laterais (coluna dorsolateral) da medulaespinhal, formando o trato corticoespinhal lateral. As fibras não cruzadasdescendem nas colunas ventrais na forma do trato corticospinhal ventral.
As divisões laterais e ventrais do trato corticospinhal terminamaproximadamente nas mesmas regiões da matéria cinzenta espinhal na for-ma dos sistemas laterais e mediais do tronco cerebral. O trato corticospinhallateral se projeta primariamente para os núcleos motores na parte lateral docorno ventral e para os interneurônios na zona intermediária. O trato corti-cospinhal ventral se projeta de forma bilateral para a coluna da célula ven-tromedial e para as partes que se unem da zona intermediária que contêmos neurônios motores que invervam os músculos axiais.
Profundamente dentro do cerebelo fica a matéria cinzenta cha-mada de núcleos cèrebelares profundos denominados o núcleo mediai (fas-tigial), o núcleo interposto (interpositus) e o núcleo lateral (dentado). Comoutilizado aqui, o termo "núcleos cerebelares profundos" refere-se coletiva-mente a estas três regiões.
Se desejado, a estrutura cerebral humana pode ser correlacio-nada com estruturas similares no cérebro de um outro mamífero. Por exem-pio, a maior parte dos mamíferos, incluindo seres humanos e roedores, exi-be uma organização topográfica similar das projeções entorrinais-hipocam-po, com neurônios na parte lateral do córtex entorrinal lateral quanto mediaique se projeta para a parte dorsal ou para o pólo septal do hipocampo, en-quanto a projeção para o hipocampo ventral se origina primariamente dosneurônios nas partes médias do córtex entorrinal (Principies of Neural Scien-ce, A- ed., eds Kandel e outros, McGraw-HiII, 1991; The Rat Nervous Sys-tem, 2- ed., ed. Paxinos, Academic Press, 1995). Além disso, as células decamada Il do córtex entorrinal se projetam para o giro dentado e terminamnos dois terços externos da camada molecular do giro dentado. Os axôniosprovenientes das células de camada Ill se projetam de forma bilateral paraas áreas de cornu ammonis CA1 e CA3 do hipocampo, terminando na ca-mada molecular do estrato lacunoso.
A divulgação acima descreve de forma geral a presente inven-ção. Todas as referências divulgadas aquo são expressamente incorporadascomo referência. Um entendimento mais completo pode ser obtido com refe-rência aos exemplos específicos a seguir que são fornecidos aqui apenascom a finalidade de ilustração e não são pretendidos como sendo Iimitantesdo escopo da invenção.
EXEMPLO 1
Modelos de Animais
Foram desenvolvidos vários modelos de animais transgênicosde início de doenças dos neurônios motores em adultos que empregam mu-tações SOD1 associadas com a ALS humana. Estes modelos são úteis paraestudos terapêuticos pré-clínicos. Um modelo popupar e estabelecido em-prega o alelo SOD1G93A como um transgene em camundongos. Gurney, MEe outros, Science, 264: 1772-1775, 1994; e Tu, P.H e outros, Proc. Natl. A-cad. Sei. USA 93: 3155-3160 (1996). Este alelo foi originalmente encontrado/ em alguns pacientes humanos com ALS familiar. Li, B. e outros, Brain Res.Mol. Brain Res. 111, 155-164, 2003. Foi observado que estes camundongoscompartilham as características fenotípicas da ALS. Tais camundongos es-tão disponíveis no Jackson Laboratory, Bar Harbor, Maine.
EXEMPLO 2
Infusão intraventricular de rhlGF-1 no camundongo SOP1G93A
Meta: Determinar qual efeito a infusão intraventricular do IGF-1humano recombinante (rhlGF-1) possui sobre a progressão da doença ALS.
Métodos: Os camundongos SOD1G93A recebem implantes deforma estereotáxica com uma cânula de guia em permanência entre 12 e 13semanas de idade. Em 14 semanas de idade os camundongos recebem in-fusão com rhlGF-1 (n=5) ao longo de um período de 24 h durante quatro di-as seguidos utilizando uma sonda de infusão (se encaixa dentro da cânulade guia) que é conectada a uma bomba. O rhlGF-1 liofilizado é dissolvidoem fluido espinhal cerebral artificial (aCSF) antes da infusão. Os camundon-gos são sacrificados 3 dias após a infusão. No momento do sacrifício os ca-mundongos recebem uma overdose de euthasol (>150 mg/kg) e então so-frem perfusão com PBS ou 4% de parformaldeído. Os neurônios motoressão examinados histologicamente. Os níveis no soro de IGF-1 são avaliadosperiodicamente durante a fase "em vida" do experimento. A progressão dadoença ALS é avaliada ao longo do tempo.
EXEMPLO 3
Fornecimento intraventricular de rhlGF-1 em Camundongos SOP1G93A
Meta: determinar a dose eficiência mais baixa ao longo de umperíodo de infusão de 6 horas.
Métodos: Os camundongos SOD1G93A recebem implantes deforma estereotáxica com uma cânula de guia em permanência entre 12 e 13semanas de idade. Em 14 semanas de idade os camundongos recebem in-fusão ao longo de um período de 6 horas com rhlGF-1 ou aCSF (fluido espi-nhal cerebral artificial). Dois camundongos de cada nível de dose sofremperfusão com 4% de parformaldeído imediatamente após a infusão de 6 hpara avaliar a distribuição de proteína no cérebro (o sangue é coletado des-tes camundongos para determinar os níveis de IGF-1 no soro). O restantedos camundongos de cada grupo é sacrificado 1 semana após a infusão. Osneurônios motores são verificados histologicamente. Os níveis no soro deIGF-1 são examinados periodicamente durante a fase "em vida" do experi-mento. O progresso da doença ALS é avaliado ao longo do tempo.Tabela de SeqüênciasSEQ ID NO Nome do Clone
1 IGF-IA
2 IGF-lB
Listagem de Seqüência
<110> Genzyme CorporationJames, DodgeScheule, Ronald<120> FORNECIMENTO DE PROTEÍNA INTRAVENTRICULAR PARA
ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA
<130> 5308PCT<140> PCT/US2007/001599<141> 2007-01-22<150> US 60/760,377<151> 2006-01-20<160> 2
<170> Patente versão 3.3<210> 1<211> 153<212> PRT
<213> Homo sapiens<400> 1
Met Gly Lys Ile Ser ser Leu Pro Thr Gln Leu Phe Lys Cys Cys Phe1 5 10 15
Cys Asp Phe Leu Lys Val Lys Met His Thr Met Ser ser ser His Leu20 25 30
Phe Tyr Leu Ala Leu Cys Leu Leu Thr Phe Thr ser ser Ala Thr Ala35 40 45
Gly Pro Glu Thr Leu Cys Gly Ala Glu Leu Val Asp Ala Leu Gln Phe50 55 60
Val Cys Gly Asp Arg Gly Phe Tyr Phe Asn Lys Pro Thr Gly Tyr Gly65 70 75 80
Comprimento Ti po
153 Proteína
195 ProteínaSer ser Ser Arg Arg Ala Pro Gln Thr Gly Ile Val Asp Glu Cys Cys85 90 95
Phe Arg ser Cys Asp Leu Arg Arg Leu Glu Met Tyr Cys Ala Pro Léu100 105 110
Lys Pro Ala Lys Ser Ala Arg Ser Val Arg Ala Gln Arg His Thr Asp115 120 125
Met Pro Lys Thr Gln Lys Glu Val His Leu Lys Asn Ala Ser Arg Gly130 135 140
Ser Ala Gly Asn Lys Asn Tyr Arg Met145 150
<210> 2<211> 195<212> PRT<213> Homo sapiens<400> 2
Met Gly Lys Ile Ser ser Leu Pro Thr Gln Leu Phe Lys Cys Cys Phe1 5 10 15
Cys Asp Phe Leu Lys Val Lys Met His Thr Met Ser ser ser His Leu20 25 30
Phe Tyr Leu Ala Leu Cys Leu Leu Thr Phe Thr Ser Ser Ala Thr Ala35 40 45
Gly Pro Glu Thr Leu Cys Gly Ala Glu Leu Val Asp Ala Leu Gln Phe
50 55 60
Val Cys Gly Asp Arg Gly Phe Tyr Phe Asn Lys Pro Thr Gly Tyr Gly65 70 75 80
Ser Ser Ser Arg Arg Ala Pro Gln Thr Gly Ile Val Asp Glu Cys Cys
85 90 95
Phe Arg Ser Cys Asp Leu Arg Arg Leu Glu Met Tyr Cys Ala Pro Leu100 105 110
Lys Pro Ala Lys Ser Ala Arg ser Val Arg Ala Gln Arg His Thr Asp115 120 125
Met Pro Lys Thr Gln Lys Tyr Gln Pro Pro Ser Thr Asn Lys Asn Thr130 135 140
Lys Ser Gln Arg Arg Lys Gly Trp Pro Lys Thr His Pro Gly Gly Glu145 150 155 160
Gln Lys Glu Gly Thr Glu Ala Ser Leu Gln Ile Arg Gly Lys Lys Lys
165 170 175
Glu Gln Arg Arg Glu Ile Gly Ser Arg Asn Ala Glu Cys Arg Gly Lys180 185 190
Lys Gly Lys195

Claims (39)

1. Processo de tratamento de um paciente com Esclerose Late-ral Amiotrófica (ALS), que compreende: a administração de um fator decrescimento similar à insulina -1 (IGF-1), ao paciente através do fornecimen-to intraventricular ao cérebro em uma quantidade suficiente para reduzir aprogressão da doença ALS.
2. Processo da reivindicação 1 em que a quantidade administra-da é suficiente para aumentar o tempo de sobrevivência.
3. Processo da reivindicação 1 ou da reivindicação 2 em que aquantidade administrada é suficiente para reduzir a fraqueza dos membros.
4. Processo de qualquer uma das reivindicações 1-3 em que aquantidade administrada é suficiente para reduzir a gagueira da fala.
5. Processo de qualquer uma das reivindicações 1-4 em que aquantidade administrada é suficiente para reduzir a dificuldade de engolir.
6. Processo de qualquer uma das reivindicações 1-5 em que aquantidade administrada é suficiente para reduzir a dificuldade de respirar.
7. Processo de qualquer uma das reivindicações 1-6 em que aquantidade administrada é suficiente para reduzir a apnéia durante o sono.
8. Processo de qualquer uma das reivindicações 1-7 em que oprocesso compreende a administração de um fator de crescimento similar àinsulina - 1 (IGF-1) e o dito IGF-1 é preferencialmente um fator de cresci-mento similar à insulina -1 (IGF-1) humano.
9. Processo de qualquer uma das reivindicações 1 -8 em que ofornecimento intraventricular no cérebro é realizado através da injeção dofator de crescimento similar à insulina - 1 (IGF-1) dentro de um ventrículolateral do paciente.
10. Processo da reivindicação 9 em que o fornecimento intra-ventricular no cérebro é realizado através da injeção do fator de crescimentosimilar à insulina -1 (IGF-1) dentro dos ventrículos laterais do paciente.
11. Processo da reivindicação 10 em que o fornecimento intra-ventricular no cérebro é realizado através da injeção do fator de crescimentosimilar à insulina - 1 (IGF-1) dentro dos ventrículos laterais e do quartoventrículo do paciente.
12. Processo de qualquer uma das reivindicações anteriores emque o fator de crescimento similar à insulina - 1 (IGF-1) compartilha pelomenos 95% de identidade de seqüência de aminoácidos com um fator decrescimento similar à insulina - 1 (IGF-1) que é mostrado na SEQ ID NO: 1ou 2.
13. Processo da reivindicação 12 em que o fator de crescimentosimilar à insulina - 1 (IGF-1) compartilha pelo menos 96% de identidade deseqüência de aminoácidos com um fator de crescimento similar à insulina -1(IGF-1) que é mostrado na SEQ ID NO: 1 ou 2.
14. Processo da reivindicação 13 em que o fator de crescimentosimilar à insulina - 1 (IGF-1) compartilha pelo menos 97% de identidade deseqüência de aminoácidos com um fator de crescimento similar à insulina -1(IGF-1) que é mostrado na SEQ ID NO: 1 ou 2.
15. Processo da reivindicação 14 em que o fator de crescimentosimilar à insulina - 1 (IGF-1) compartilha pelo menos 98% de identidade deseqüência de aminoácidos com um fator de crescimento similar à insulina -1(IGF-1) que é mostrado na SEQ ID NO: 1 ou 2.
16. Processo da reivindicação 15 em que o fator de crescimentosimilar à insulina - 1 (IGF-1) compartilha pelo menos 99% de identidade deseqüência de aminoácidos com um fator de crescimento similar à insulina -1(IGF-1) que é mostrado na SEQ ID NO: 1 ou 2.
17. Processo da reivindicação 16 em que o fator de crescimentosimilar à insulina - 1 (IGF-1) possui uma seqüência que é mostrada na SEQID NO: 1.
18. Processo da reivindicação 16 em que o fator de crescimentosimilar à insulina - 1 (IGF-1) possui uma seqüência que é mostrada na SEQID NO: 2.
19. Processo de qualquer uma das reivindicações anteriores emque a etapa de administração compreende um grande número de infusões.
20. Processo de qualquer uma das reivindicações anteriores emque a etapa de administração é realizada a uma taxa tal que a administraçãode uma dose única é consumida durante mais de quatro horas.
21. Processo da reivindicação 20 em que a etapa de administra-ção é realizada a uma taxa tal que a administração de uma dose única éconsumida durante mais de cinco horas.
22. Processo da reivindicação 21 em que a etapa de administra-ção é realizada a uma taxa tal que a administração de uma dose única éconsumida durante mais de seis horas.
23. Processo da reivindicação 22 em que a etapa de administra-ção é realizada a uma taxa tal que a administração de uma dose única éconsumida durante mais de sete horas.
24. Processo da reivindicação 23 em que a etapa de administra-ção é realizada a uma taxa tal que a administração de uma dose única éconsumida durante mais de oito horas.
25. Kit para o tratamento um paciente com Esclerose LateralAmiotrófica, que compreende: um fator de crescimento similar à insulina - 1(IGF-1); e um cateter para o fornecimento do dito fator de crescimento simi-lar à insulina -1 (IGF-1) para os ventrículos cerebrais do paciente.
26. Kit para o tratamento um paciente com Esclerose LateralAmiotrófica, que compreende: um fator de crescimento similar à insulina - 1(IGF-1); e uma bomba para o fornecimento do dito fator de crescimento simi-lar à insulina -1 (IGF-1) para os ventrículos cerebrais do paciente.
27. Kit da reivindicação 25 que compreende ainda uma bombapara o fornecimento do dito fator de crescimento similar à insulina -1 (IGF-1)para os ventrículos cerebrais do paciente.
28. Kit da reivindicação 25 ou 26 em que o fator de crescimentosimilar à insulina -1 (IGF-1) que é preferencialmente um fator de crescimen-to similar à insulina -1 (IGF-1) humano.
29. Kit da reivindicação 25 ou 26 em que o fator de crescimentosimilar à insulina - 1 (IGF-1) compartilha pelo menos 95% de identidade deseqüência de aminoácidos com um fator de crescimento similar à insulina -1(IGF-1) que é mostrado na SEQ ID NO: 1 ou 2.
30. Kit da reivindicação 25 ou 26 em que o fator de crescimentosimilar à insulina - 1 (IGF-1) compartilha pelo menos 96% de identidade deseqüência de aminoácidos com um fator de crescimento similar à insulina -1(IGF-1) que é mostrado na SEQ ID NO: 1 ou 2.
31. Kit da reivindicação 25 ou 26 em que o fator de crescimentosimilar à insulina - 1 (IGF-1) compartilha pelo menos 97% de identidade deseqüência de aminoácidos com um fator de crescimento similar à insulina -1(IGF-1) que é mostrado na SEQ ID NO: 1 ou 2.
32. Kit da reivindicação 25 ou 26 em que o fator de crescimentosimilar à insulina - 1 (IGF-1) compartilha pelo menos 98% de identidade deseqüência de aminoácidos com um fator de crescimento similar à insulina -1(IGF-1) que é mostrado na SEQ ID NO: 1 ou 2.
33. Kit da reivindicação 25 ou 26 em que o fator de crescimentosimilar à insulina - 1 (IGF-1) compartilha pelo menos 99% de identidade deseqüência de aminoácidos com um fator de crescimento similar à insulina -1(IGF-1) que é mostrado na SEQ ID NO: 1 ou 2.
34. Kit da reivindicação 25 ou 26 em que o fator de crescimentosimilar à insulina - 1 (IGF-1) possui uma seqüência que é mostrada na SEQID NO: 1 ou 2.
35. Uso de um fator de crescimento similar à insulina -1 (IGF-1)para a produção de um medicamento para o tratamento ou para a prevençãoda Esclerose Lateral Amiotrófica (ALS), em que o medicamento deve seradministrado no cérebro através de fornecimento intraventricular.
36. Uso da reivindicação 35 em que o fator de crescimento simi-lar à insulina - 1 (IGF-1) é um fator de crescimento similar à insulina -1 (IGF--1) humano.
37. Uso da reivindicação 35 em que o fator de crescimento simi-lar à insulina - 1 (IGF-1) possui uma seqüência que é mostrada na SEQ IDNO: 1 ou 2.
38. Uso de qualquer uma das reivindicações 35-37 em que aadministração de uma dose única do medicamento é consumida durantemais de quatro horas, mais preferencialmente durante mais de cinco horas,mais preferencialmente durante mais de seis horas, mais preferencialmentedurante mais de sete horas e mais preferencialmente durante mais de oitohoras.
39. Uso de qualquer uma das reivindicações 35-38 em que omedicamento deve ser administrado em um ou ambos os ventrículos lateraise/ou no quarto ventrículo do cérebro.
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