BRPI0707228A2 - instrumento cirúrgico de jato de lìquido tendo uma extremidade distal com uma forma controlável seletivamente - Google Patents

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BRPI0707228A2
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James E Barrington
Kevin P Staid
Derek Bruce Eldridge
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Abstract

INSTRUMENTO CIRúRGICO DE JATO DE LìQUIDO TENDO UMA EXTREMIDADE DISTAL COM UMA FORMA CONTROLáVEL SELETIVAMENTE. A invenção fornece uma variedade de instrumentos cirúrgicos para formar um jato de liquido, os quais são úteis para executar uma grande variedade de procedimentos cirúrgicos. Em algumas modalidades, a invenção fornece instrumentos cirúrgicos de jato de liquido tendo um tubo de pressão e um tubo de evacuação, onde o tubo de pressão inclui pelo menos um bico para formar um jato de líquido e onde o tubo de evacuação inclui uma abertura de recebimento de jato para receber o jato de líquido quando o instrumento está em operação. Em algumas modalidades, as extremidades distais de ambos os tubos de pressão e evacuação têm uma primeira configuração em um estado não afrouxado e uma segunda configuração em um estado mais afrouxado. Em algumas modalidades, um endireitador é construído para controlar seletivamente a configuração das extremidades distais de ambos os tubos de pressão e evacuação. A invenção também fornece métodos cirúrgicos utilizando os inventivos instrumentos cirúrgicos de jato de liquido para cortar ou retirar cirurgicamente um tecido selecionado dentro de partes de uma coluna vertebral do paciente, tal como dentro do disco intervertebral.

Description

"INSTRUMENTO CIRÚRGICO DE JATO DE LÍQUIDO TENDO UMAEXTREMIDADE DISTAL COM UMA FORMA CONTROLÁVEL SELETIVAMENTE"
CAMPO DA INVENÇÃO
A invenção diz respeito, de uma maneira geral, a instrumentos cirúrgicos para criarum jato de líquido e métodos para usar os instrumentos em procedimentos cirúrgicos.
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
Tem existido uma tendência nos últimos anos para executar muitos procedimentoscirúrgicos usando técnicas menos invasivas ao acessar locais da cirurgia por meio de pe-quenos furos através da pele ou através de orifícios do corpo. Estas técnicas são conheci-das como "cirurgias minimamente invasivas". Técnicas cirúrgicas minimamente invasivascomumente empregadas incluem procedimentos cirúrgicos endoscópicos, laparoscópicos eartroscópicos. Procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos são comumente preferidospara procedimentos cirúrgicos abertos para muitas aplicações porque os procedimentosminimamente invasivos induzem menor trauma para o paciente durante a cirurgia e envol-vem, em muitos casos, complicações de menor potencial e tempo de recuperação reduzido.
Uma variedade de instrumentos têm sido desenvolvida e utilizada para procedimen-tos cirúrgicos minimamente invasivos. Instrumentos usados freqüentemente incluem instru-mentos de lâminas e tipo bisturi, instrumentos de lâmina giratória motorizada, instrumentos alaser e instrumentos eletrocirúrgicos ou de eletrocauterização. Tipicamente, estes instru-mentos de técnica anterior sofrem de uma variedade de desvantagens. Por exemplo, osinstrumentos podem ser lentos e difíceis para usar, tipicamente falta-lhes a capacidade paradiferenciar seletivamente tecido a ser cortado de tecido não alvo, eles tendem a ter tama-nhos e/ou formas que tornam difícil o acesso a muitos locais da cirurgia, e eles tendem cau-sar dano não pretendido ao tecido circundando o tecido alvo pretendido. A maioria dos ins-trumentos de técnica anterior também exige que o operador remova manualmente o tecidocortado, por exemplo, com fórceps, ou exigem uma fonte externa de vácuo para ser aplicadoao local da cirurgia, por exemplo, por meio de um tubo de aspiração que é separado do ins-trumento cirúrgico, a fim de remover o tecido cortado. Para muitas aplicações cirúrgicas mi-nimamente invasivas tais como artroscopia, certos procedimentos em colunas vertebraisetc., onde visualização do local da cirurgia é tipicamente efetuada usando um sistema deimageamento tendo uma sonda tal como uma sonda de fibra ótica inserida no local da cirur-gia, os instrumentos cirúrgicos de técnica anterior mencionados anteriormente também tipi-camente tornam difícil visualizar claramente o local da excisão de tecido dentro do campocirúrgico ao não evacuar efetivamente tecido e fragmentos do local da cirurgia. Durante umprocedimento minimamente invasivo, muitos dos instrumentos cirúrgicos de técnica anteriormencionados anteriormente também são difíceis para manobrar para uma localização dese-jada uma vez que no corpo.Instrumentos que empregam jatos de líquido têm também sido utilizados em proce-dimentos cirúrgicos para cortar e remover cirurgicamente tecido. Tais instrumentos têm mui-tas vantagens em relação aos instrumentos cirúrgicos mencionados anteriormente para e-xecutar tanto os procedimentos cirúrgicos abertos quanto minimamente invasivos. Por e-xemplo, instrumentos de jato de líquido podem evitar o dano térmico para tecidos circundan-tes que é freqüentemente causado por instrumentos tais como dispositivos a laser e eletroci-rúrgicos. Nos últimos anos, instrumentos de jato de líquido têm sido utilizados para uma va-riedade de procedimentos cirúrgicos incluindo procedimentos cirúrgicos abertos tais comoressecção de fígado, procedimentos endoscópicos tais como quebra e remoção de pedra norim, e procedimentos de artrectomia para remoção de tecido trombótico do sistema vascular.
Uma variedade de instrumentos de jato de líquido para cirurgia têm sido desenvol-vida, incluindo os instrumentos descritos na patente US 5.944.686, patente US 6.375.635,patente US 6.511.493, patente US 6.451.017, patente US 7.122.017, patente US 6.960.182,publicação de patente US US2003-0125660, publicação de patente US US2002-0176788,publicação de patente US US2004-0228736, publicação de patente US US2004-0243157,publicação de patente US US2006-0264808 e publicação de patente US US2006-0229550do mesmo requerente, as quais estão todas incorporadas nas suas totalidades pela referên-cia.
Estes sistemas cirúrgicos de corte de jato de líquido tipicamente têm uma bombapara pressurizar um líquido, tal como salina isotônica ou outro líquido fisiologicamente com-patível. Em certos casos, o líquido pressurizado é transportado, por exemplo, por meio detubulação flexível, para uma peça de mão a qual tem uma região de manuseio, e uma ex-tremidade distai configurada para executar um procedimento cirúrgico ou médico em umpaciente. A extremidade distai do instrumento em muitos casos tem uma forma ou contornofixa e invariável e inclui um tubo de pressão pressurizável fornecendo um lúmen para trans-portar o líquido pressurizado, e um bico, através do qual o líquido pressurizado sai para for-mar um jato de líquido. Estes instrumentos podem incluir um tubo de evacuação fornecendoum lúmen de evacuação, o qual recebe algum ou todo o líquido do jato, assim como o tecidocortado, e remove tais materiais para descarte. O tubo de evacuação pode ter um diâmetroconsideravelmente maior do que o diâmetro do tubo de pressão. Em algum destes instru-mentos, o jato é emitido "de forma proximal", isto é, em uma direção para trás voltada para aregião de manuseio. Em outras configurações, o jato pode ser emitido "lateralmente", isto é,em uma direção substancialmente perpendicular ao eixo geométrico longitudinal do tubo depressão nas regiões proximais à extremidade distai do instrumento, "de forma distai" ou emalgum ângulo intermediário.
Embora os instrumentos cirúrgicos de jato de líquido disponíveis atualmente repre-sentem, em alguns casos, aperfeiçoamentos significativos em relação a muitos instrumentoscirúrgicos de técnica anterior para executar procedimentos cirúrgicos abertos e minimamen-te invasivos, permanece uma necessidade na técnica para fornecer instrumentos cirúrgicosde jato de líquido que tenham certas capacidades aperfeiçoadas, e que tenham a capacida-de para ser utilizados em uma grande variedade de procedimentos cirúrgicos abertos e mi-nimamente invasivos. A presente invenção fornece, em muitas modalidades, tais instrumen-tos cirúrgicos de jato de líquido aperfeiçoados, e fornece adicionalmente métodos para seususos em uma variedade de procedimentos cirúrgicos.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
Neste documento é revelada uma série de dispositivos relacionados a procedimen-tos cirúrgicos utilizando jatos de líquido para cortar, remover cirurgicamente, modelar, retifi-car, etc., tecidos e/ou materiais do corpo de um paciente. A invenção inclui, em um aspecto,uma série de dispositivos compreendendo instrumentos cirúrgicos de jato de líquido paraformar um jato de líquido, em um outro aspecto, métodos para usar os instrumentos cirúrgi-cos de jato de líquido e, ainda em um outro aspecto, métodos para formar certos componen-tes dos instrumentos cirúrgicos de jato de líquido.
Em um aspecto, a invenção fornece um instrumento cirúrgico tendo uma extremi-dade distai adaptada para executar um procedimento cirúrgico em um paciente e uma ex-tremidade proximal. O instrumento inclui um tubo de pressão tendo suficiente resistência aoestouro para conduzir um líquido de alta pressão na direção da extremidade distai do ins-trumento, onde o tubo de pressão inclui pelo menos um bico fornecendo uma abertura dejato, o bico sendo modelado para formar um jato de líquido à medida que o líquido de altapressão flui através dele. O instrumento inclui adicionalmente um tubo de evacuação inclu-indo uma abertura de recebimento de jato localizável oposta à abertura de jato, onde o bicoé alinhado com a abertura de recebimento de jato para receber o jato de líquido quando oinstrumento está em operação. Pelo menos as extremidades distais de ambos os tubos depressão e de evacuação têm uma primeira configuração em um estado não afrouxado euma segunda configuração em um estado mais afrouxado. Um endireitador é construídopara controlar seletivamente a configuração das extremidades distais de ambos os tubos depressão e de evacuação para mudar um ou mais de o raio de curvatura das extremidadesdistais de ambos os tubos de pressão e de evacuação, o comprimento de arco de uma partecurva das extremidades distais de ambos os tubos de pressão e de evacuação, e a orienta-ção angular com relação a um eixo geométrico longitudinal da extremidade proximal do ins-trumento cirúrgico tanto de uma linha de centro do bico quanto de uma linha de centro daabertura de recebimento de jato.
Também em um outro aspecto, a invenção fornece um método compreendendo in-serir pelo menos uma parte de um instrumento cirúrgico de jato de líquido compreendendouma extremidade distai adaptada para executar um procedimento cirúrgico em um pacientee uma extremidade proximal em um local da cirurgia no corpo de um paciente. Movimentorelativo entre um endireitador e um tubo de pressão e um tubo de evacuação do instrumentocirúrgico de jato de líquido é criado onde pelo menos as extremidades distais de ambos ostubos de pressão e de evacuação sofrem dobramento ou endireitamento à medida que oendireitador e os tubos de pressão e de evacuação são deslocados um em relação ao outro.Um ou mais de o raio de curvatura das extremidades distais de ambos os tubos de pressãoe de evacuação, o comprimento de arco de uma parte curva das extremidades distais deambos os tubos de pressão e de evacuação, e a orientação angular das linhas de centrotanto de um bico em comunicação fluídica com o tubo de pressão quanto de uma aberturade recebimento de jato do tubo de evacuação, com relação a um eixo geométrico longitudi-nal da extremidade proximal do instrumento cirúrgico, mudam à medida que os tubos do-bram ou endireitam. Um jato de líquido é criado com o instrumento cirúrgico de jato de líqui-do ao escoar um líquido sob alta pressão através do bico em comunicação fluídica com otubo de pressão, e o jato de líquido é direcionado para a abertura de recebimento de jato dotubo de evacuação do instrumento cirúrgico de jato de líquido para cortar ou remover cirur-gicamente um tecido selecionado dentro do local da cirurgia com o jato de líquido.
Em um outro aspecto, a invenção fornece um método compreendendo inserir pelomenos uma parte de um instrumento cirúrgico de jato de líquido compreendendo uma ex-tremidade distai adaptada para executar um procedimento cirúrgico em um paciente e umaextremidade proximal em um local da cirurgia no corpo de um paciente, onde a extremidadedistai do instrumento cirúrgico de jato de líquido está em uma primeira configuração à medi-da que ela é inserida no local da cirurgia. A extremidade distai do instrumento cirúrgico dejato de líquido é posicionada em uma segunda configuração, onde a extremidade distai doinstrumento cirúrgico de jato de líquido compreende um tubo de pressão e um tubo de eva-cuação que sofrem dobramento ou endireitamento à medida que o instrumento é posiciona-do na segunda configuração, e a forma da extremidade distai dos tubos de pressão e deevacuação é especificamente adaptada para o local da cirurgia quando na configuração po-sicionada. Um jato de líquido é criado com o instrumento cirúrgico de jato de líquido ao es-coar um líquido sob alta pressão através de um bico em comunicação fluídica com o tubo depressão, e o jato de líquido é direcionado para uma abertura de recebimento de jato do tubode evacuação do instrumento cirúrgico de jato de líquido para cortar ou remover cirurgica-mente um tecido selecionado dentro do local da cirurgia com o jato de líquido.
Também em uma outra modalidade, a invenção fornece um método de fabricaçãode um instrumento cirúrgico de jato de líquido compreendendo um tubo de pressão e umtubo de evacuação. O método compreende formar uma dobra na extremidade distai de umtubo de pressão do instrumento cirúrgico de jato de líquido, onde o tubo de pressão tem su-ficiente resistência ao estouro para conduzir um líquido de alta pressão na direção de umaextremidade distai do instrumento, o tubo de pressão incluindo pelo menos um bico forne-cendo uma abertura de jato, onde o bico é modelado para formar um jato de líquido à medi-da que um líquido em alta pressão flui através dele. Uma dobra também é formada na ex-tremidade distai de um tubo de evacuação do instrumento cirúrgico de jato de líquido, ondeo tubo de evacuação inclui uma abertura de recebimento de jato tendo uma área seccionaltransversal localizada oposta à abertura de jato. Um endireitador é conectado de forma des-lizante a pelo menos as extremidades distais de ambos os tubos de pressão e de evacua-ção, onde o endireitador é construído para controlar seletivamente a configuração das ex-tremidades distais de ambos os tubos de pressão e de evacuação para mudar um ou maisde o raio de curvatura das extremidades distais de ambos os tubos de pressão e de evacua-ção, o comprimento de arco de uma parte curva das extremidades distais de ambos os tu-bos de pressão e de evacuação, e a orientação angular com relação a um eixo geométricolongitudinal da extremidade proximal do instrumento cirúrgico tanto de uma linha de centrodo bico quanto de uma linha de centro da abertura de recebimento de jato.
DESCRIÇÃO RESUMIDA DOS DESENHOS
Os desenhos anexos são esquemáticos e não são pretendidos para estar em esca-la. Nas figuras, cada componente idêntico ou substancialmente similar que está ilustrado emvárias figuras é tipicamente representado por um único número ou notação. Com o propósitode clareza, nem todo componente está desenhado em cada figura, nem cada componentede cada modalidade da invenção está mostrado onde a ilustração não é necessária parapermitir aos versados na técnica entender a invenção. Nos desenhos:
A figura 1 é uma ilustração esquemática de um sistema cirúrgico de jato de líquido;
A figura 2a é uma ilustração esquemática com uma parte parcialmente recortada deum instrumento cirúrgico de jato de líquido;
A figura 2b é uma ilustração esquemática detalhada de uma parte da extremidadedistai do instrumento cirúrgico de jato de líquido na figura 2a em uma configuração posicio-nada;
A figura 2c é uma ilustração esquemática detalhada de uma parte da extremidadedistai do instrumento cirúrgico de jato de líquido na figura 2a em uma configuração posicio-nada diferente;
A figura 2d é uma ilustração esquemática detalhada de uma parte da extremidadedistai de uma outra modalidade de um instrumento cirúrgico de jato de líquido;
A figura 3a é uma ilustração esquemática com uma parte parcialmente recortada deuma parte da extremidade distai de um instrumento cirúrgico de jato de líquido;
A figura 3b é uma ilustração seccional transversal esquemática do instrumento ci-rúrgico de jato de líquido feita ao longo da linha 3b-3b na figura 3a;
A figura 4 é uma ilustração seccional transversal esquemática de uma parte da ex-tremidade distai de uma modalidade de um instrumento cirúrgico de jato de líquido;
A figura 5a é uma ilustração esquemática de uma parte da extremidade distai deuma outra modalidade de um instrumento cirúrgico de jato de líquido;
A figura 5b é uma ilustração esquemática de uma parte da extremidade distai tam-bém de uma outra modalidade de um instrumento cirúrgico de jato de líquido em uma pri-meira configuração;
A figura 5c é uma ilustração esquemática da parte da extremidade distai da modali-dade mostrada na figura 5b em uma segunda configuração;
A figura 6 é uma ilustração esquemática com uma parte parcialmente recortada deuma modalidade de um mecanismo de avanço para controlar o movimento relativo do endi-reitador em relação ao tubo de pressão e ao tubo de evacuação;
A figura 7 é uma ilustração esquemática de um sistema cirúrgico de jato de líquidode acordo com uma outra modalidade; e
A figura 8 é uma ilustração seccional transversal esquemática de um instrumento α-rúrgico de jato de líquido inserido na coluna vertebral de um paciente.
DESCRIÇÃO DETALHADA
A presente invenção fornece uma variedade de instrumentos de jato de líquido úteisem uma variedade de aplicações, muitos dos quais são especialmente bem apropriadospara uma variedade de procedimentos cirúrgicos. Certas modalidades dos instrumentos dejato de líquido fornecidos pela invenção podem ser configuradas em uma variedade de mo-dos diferentes para uso em vários campos de operação cirúrgica. Certos instrumentos cirúr-gicos, de acordo com a invenção, são configurados como peças de mão cirúrgicas tendouma extremidade proximal com uma região de pega, ou de manuseio, modelada e configu-rada para ser retida confortavelmente pela mão de um operador. Os instrumentos tambémpodem ter uma extremidade distai que inclui pelo menos um bico para formar um jato delíquido. A extremidade distai de certas modalidades dos inventivos instrumentos cirúrgicospode ser usada para executar um procedimento cirúrgico em um paciente. Embora os ins-trumentos de jato de líquido descritos neste documento estejam mostrados como tendo umaconfiguração de peça de mão, deve ser entendido que a invenção não é rigorosamente Iimi-tada a peças de mão cirúrgicas, e que a invenção também pode ser praticada utilizando ins-trumentos de jato de líquido tendo uma variedade de configurações e propósitos. Certasmodalidades dos instrumentos de jato de líquido fornecidos pela invenção podem ser usa-das em uma grande variedade de aplicações cirúrgicas para utilizar um fluxo de líquido dealta pressão para cortar, atravessar, furar, perfurar, esvaziar, delaminar, liqüefazer, removercirurgicamente, modelar ou formar vários tecidos, órgãos, etc. do corpo de um paciente.
A princípio, deve ser notado que um tratamento e discussão detalhados de umagrande variedade de parâmetros de projeto, configurações, materiais de construção e outrosaspectos do projeto, fabricação e construção de instrumentos cirúrgicos de jato de líquidosão fornecidos nas patentes US 5.944.686, 6.375.635, 6.511.493, 6.451.017, 7.122.017 e6.960.182, nas publicações de pedido de patente US 2003/0125660 A1, US2002-0176788A1, US2004-0228736 A1, 2004/0243157 A1, US2006-0264808 A1 e US2006-0229550 domesmo requerente, cada qual está incorporada neste documento por meio desta referência.O leitor deve se reportar a estas patentes e publicações de patentes emitidas para conhecerdescrição detalhada e orientação quanto à construção e projeto de certas modalidades doscomponentes de jato de líquido dos instrumentos descritos neste documento. Por exemplo,a patente US 6.375.635 descreve detalhadamente considerações de projeto relacionadas àconfiguração e dimensionamento do bico, lúmen de evacuação, comprimento e dispersão dejato de líquido, materiais de construção, pressões de líquido para operação, etc. para jatosde líquido configurados para diretamente entrar em contato, cortar e/ou fragmentar e/ou se-parar tecido e facilitar remoção de tecido através de um lúmen de evacuação. Desta manei-ra, embora certos parâmetros específicos de projeto estejam salientados e discutidos commais detalhes a seguir, outros que possam não estar mencionados ou discutidos especifi-camente são discutidos detalhadamente em uma ou mais das patentes US ou publicaçõesde patente referenciadas anteriormente. Tais parâmetros, configurações e considerações deprojeto revelados nestas referências podem ser, em muitos casos, aplicáveis e úteis parapraticar muitos aspectos da presente invenção. Além disso, embora certos recursos forneci-dos de acordo com a presente invenção estejam ilustrados para o propósito de exemplifica-ção no contexto de alguns projetos e configurações de instrumentos ilustrados, deve serentendido que tais recursos podem ser úteis, em muitos casos, no contexto de outros proje-tos de instrumento, tais como, por exemplo, projetos de instrumento revelados nas patentese aplicações do mesmo requerente listadas diretamente acima.
Certas modalidades dos instrumentos cirúrgicos de jato de líquido fornecidos pelainvenção incluem um tubo de pressão, tendo uma extremidade terminal definida, formandoou circunscrevendo pelo menos um bico fornecendo uma abertura de jato de líquido, e tendouma extremidade proximal que é conectável a uma fonte de líquido sob alta pressão, forne-cido, por exemplo, por meio de uma bomba ou dispensador de líquido de alta pressão. Obico de jato de líquido é modelado para formar um jato de líquido à medida que um líquidosob alta pressão flui através do bico, tal como descrito a seguir. O jato de líquido, em certasmodalidades, pode ser usado para cortar, remover cirurgicamente, esculpir, acabar, formar,ressecar, etc., vários tecidos de um paciente em procedimentos cirúrgicos. Em certas moda-lidades, a pressão de líquido fornecida para o instrumento pela bomba ou dispensador écontrolável variavelmente por um operador do instrumento de maneira que a potência decorte ou remoção do jato de líquido é ajustável pelo operador. Esta ajustabilidade da pres-são pode permitir a um operador criar um jato de líquido com o instrumento que pode dife-renciar entre tipos diferentes de tecido dentro de um campo de operação cirúrgica. Por e-xemplo, uma pressão mais baixa pode ser utilizada para cortar ou remover cirurgicamenteum tecido macio tal como gordura ou o núcleo pulposo de um disco intervertebral de umasuperfície de um tecido mais duro, tal como músculo, osso, cartilagem, ou o anel fibroso deum disco intervertebral, onde o jato de líquido tem intensidade suficiente para cortar ou re-mover o tecido macio sem danificar o tecido mais duro subjacente, circundante, adjacentee/ou penetrado. Uma pressão mais alta pode então ser selecionada que seja suficiente paraformar um jato de líquido capaz de cortar ou remover cirurgicamente tecido duro, tal comomúsculo ou osso. Deste modo, um instrumento cirúrgico de jato de líquido fornecido por cer-tas modalidades da invenção pode fornecer corte de tecido altamente seletivo e controlávelem vários procedimentos cirúrgicos, tais como, por exemplo, procedimentos cirúrgicos nacoluna vertebral.
Várias modalidades da invenção são dirigidas para instrumentos cirúrgicos de jatode líquido nos quais a extremidade distai tem uma forma controlável seletivamente. O ins-trumento cirúrgico pode incluir um tubo de pressão e um tubo de evacuação onde as extre-midades distais destes tubos podem ter uma primeira configuração em um estado não a-frouxado e uma segunda configuração em um estado mais afrouxado. Um operador podemudar a forma das extremidades distais do tubo de pressão e do tubo de evacuação entre aprimeira configuração e a segunda configuração com base nas necessidades e restriçõesespaciais do procedimento cirúrgico ou espaço de operação particular. Em algumas modali-dades, um operador pode mudar a forma da extremidade distai do instrumento durante oprocedimento cirúrgico com base no tamanho e forma do local da cirurgia.
O instrumento cirúrgico em certas modalidades inclui um endireitador para controlarseletivamente a configuração das extremidades distais de ambos os tubos de pressão e deevacuação. Tal como discutido com mais detalhes a seguir, em certas modalidades, o endi-reitador é construído para mudar o raio de curvatura e/ou comprimento de arco das extremi-dades distais dos tubos. Na mesma ou em outras modalidades, o endireitador é construídopara mudar a orientação angular das extremidades distais dos tubos.
O "eixo geométrico longitudinal" do bico de jato, tal como será descrito com maisdetalhes a seguir, é definido pela linha de centro axial da região de bico do tubo de pressão,a qual é tipicamente na ponta terminal do tubo de pressão. O "eixo geométrico longitudinal"da abertura de recebimento de jato é definido pela linha de centro axial da abertura de rece-bimento de jato do tubo de evacuação. O "eixo geométrico longitudinal" do lúmen de evacu-ação se refere a um eixo geométrico definindo o centro geométrico do lúmen de evacuaçãoem uma região que é proximal à abertura de recebimento de jato. Em modalidades típicas,esta região do lúmen de evacuação terá um eixo geométrico longitudinal que é essencial-mente paralelo ao eixo geométrico longitudinal do corpo alongado do instrumento, o qual éretido e controlado pela mão do operador. Tal como usado neste documento no contexto dedescrever relações geométricas entre eixos geométricos longitudinais de vários componen-tes, o termo "co-linear" se refere aos componentes cujos eixos geométricos longitudinais sãosobrepostos substancialmente na mesma linha no espaço. O termo "paralelo" quando usadono mesmo contexto neste documento se refere a eixos geométricos longitudinais que nãosão co-lineares, mas que são orientados em uma direção substancialmente idêntica no es-paço.
Os inventivos instrumentos cirúrgicos de jato de líquido serão agora descritos comdetalhes mais completos no contexto das diversas modalidades específicas ilustradas nasfiguras anexas. É para ser entendido que as modalidades descritas são somente com pro-pósitos ilustrativos e que os recursos inéditos da invenção, tal como descrito nas reivindica-ções anexas, podem ser praticados em outros modos ou utilizados para instrumentos tendooutras configurações, tal como aparente para os versados na técnica.
Aspectos da presente invenção são dirigidos para um instrumento cirúrgico ondepelo menos as extremidades distais de ambos os tubo de pressão 110 e tubo de evacuação112 podem ser ajustadas controlavelmente para fornecer uma extremidade distai com maisde uma forma e/ou outra configuração. As extremidades distais dos tubos de pressão e deevacuação podem ter uma configuração/forma em um estado relativamente afrouxado euma outra configuração/forma diferente em um estado relativamente não mais afrouxado.Um "estado não afrouxado", "estado relativamente não afrouxado", ou "estado menos afrou-xado" tal como usado neste documento pode ser definido como a condição dos tubos quan-do uma força proveniente de um outro componente age sobre os tubos em um modo quepode alterar substancialmente a forma que as extremidades distais dos tubos teriam sem aaplicação da força. Um "estado afrouxado", "estado relativamente afrouxado", ou "estadomais afrouxado" tal como usado neste documento pode ser assim definido como a condiçãodos tubos sem a força mencionada anteriormente proveniente de um outro componente a-gindo nos tubos ou com um nível inferior de tal força agindo nos tubos e/ou com o mesmoou um nível inferior de tal força aplicada, mas agindo em uma parte menor do comprimentototal dos tubos do que quando os tubos estão no estado não afrouxado, estado relativamen-te não afrouxado, ou "estado menos afrouxado". Em uma modalidade, as extremidades dis-tais de ambos os tubos de pressão e de evacuação são substancialmente retas em um es-tado relativamente não afrouxado.
Tal como discutido com mais detalhes a seguir, em algumas modalidades, as ex-tremidades distais de ambos os tubos de pressão e de evacuação podem ser configuradas emodeladas de maneira tal que em um estado relativamente afrouxado as extremidades dis-tais dos tubos tenham uma configuração dobrada pré-formada. A configuração dobrada po-de ser definida pelo grau de dobramento. O "grau de dobramento" das extremidades distaisdos tubos de pressão e de evacuação é a quantidade em que os tubos desviam de umaforma reta. O dobramento pode resultar em uma extremidade distai tendo uma configuraçãocurva, uma extremidade distai tendo uma configuração inclinada caracterizada por pelo me-nos dois segmentos interligados ou materialmente contínuos substancialmente retos inclina-dos um em relação ao outro, ou uma extremidade distai tendo uma combinação de umaconfiguração tanto curva quanto angular.
A figura 1 mostra uma modalidade de um sistema cirúrgico de jato de líquido 100 u-tilizando um instrumento cirúrgico de jato de líquido 102, de acordo com uma modalidade dainvenção. O instrumento cirúrgico 102 é configurado como uma peça de mão cirúrgica tendouma extremidade proximal 103 incluindo um corpo 104 tendo uma região de pega 106 confi-gurada para colocação na mão de um operador do instrumento. O instrumento cirúrgico 102tem uma extremidade distai 108 incluindo um tubo de pressão 110 formando um lúmen depressão e um tubo de evacuação 112 formando um lúmen de evacuação. "Extremidade dis-tai" quando usada neste documento no contexto de uma região de um instrumento cirúrgicose refere à parte do instrumento cirúrgico que é adaptada para executar um procedimentocirúrgico em um paciente, e que é inserida em um local da cirurgia durante operação do ins-trumento. A extremidade distai 108 do instrumento 102 pode compreender, em algumasmodalidades, somente as extremidades distais do tubo de pressão 110 e do tubo de evacu-ação 112, ou em outras modalidades, pode incluir componentes proximais às extremidadesdistais do tubo de pressão 110 e do tubo de evacuação 112 que também são inseridas emum espaço de operação cirúrgica do paciente durante uso do instrumento. Na modalidadeilustrada, o instrumento cirúrgico 102 inclui adicionalmente um endireitador, cuja função éexplicada com mais detalhes a seguir, na forma do revestimento 114, o qual circunda pelomenos parcialmente o tubo de pressão 110 e o tubo de evacuação 112 e fornece suportepara os tubos para auxiliar a manter e/ou estabelecer uma configuração geométrica deseja-da entre o tubo de pressão e o tubo de evacuação, quando o instrumento 102 está em ope-ração. O lúmen de pressão formado pelo tubo 110 inclui adicionalmente na ponta terminalna sua extremidade distai um bico 116, o qual forma um jato de líquido à medida que umlíquido de alta pressão fornecido pelo tubo de pressão 110 flui através dele. O lúmen de e-vacuação formado pelo tubo 112 inclui uma abertura de recebimento de jato 118 localizadana ponta terminal na sua extremidade distai e posicionada, quando o instrumento 102 estáem operação, oposta ao bico de jato 116 a uma distância predeterminada deste a fim dereceber o jato de líquido 120.
O tubo de pressão 110 e o tubo de evacuação 112 podem ser construídos de umavariedade de materiais que serão discutidos com mais detalhes a seguir. Independente domaterial específico do qual o tubo de pressão é construído, o tubo de pressão deve ter sufi-ciente resistência ao estouro para capacitá-lo a conduzir um líquido para o bico 116 naspressões consideradas para operação para formar o jato de líquido 120. A resistência aoestouro do tubo de pressão deve ser selecionada para atender ou exceder a pressão maisalta considerada do líquido fornecido para uso no procedimento cirúrgico específico a serexecutado. Tipicamente, o instrumento cirúrgico 102 operará com pressão de líquido entrecerca de 500 psig (3.448,85 kPa) e cerca de 50.000 psig (34.488,5 kPa), dependendo domaterial pretendido para ser cortado e/ou removido cirurgicamente.
O tubo de pressão 110 está em comunicação fluídica com a bomba de alta pressão124 por meio do conduto de fornecimento de líquido de alta pressão 126. O conduto de for-necimento de líquido de alta pressão 126 também deve ter uma resistência ao estouro ca-paz de resistir às pressões de líquido mais altas consideradas para o uso do instrumento102 em uma aplicação cirúrgica particular. Em algumas modalidades, o conduto de forneci-mento de líquido de alta pressão 126 compreende um hipotubo de aço inoxidável resistenteao estouro construído para suportar pelo menos 50.000 psig (34.488,5 kPa).
Em comunicação fluídica com conduto de fornecimento de líquido de alta pressão126 está uma bomba de alta pressão 124, a qual pode ser qualquer bomba adequada capazde fornecer as pressões de líquido exigidas para executar o procedimento cirúrgico deseja-do. Os versados na técnica prontamente perceberão que muitos tipos de bombas de altapressão podem ser utilizados para o presente propósito, incluindo, mas não se limitando aestas, bombas de pistão e bombas de diafragma. Em certas modalidades, a bomba de altapressão 124 compreende uma bomba de pistão ou de diafragma descartável, a qual é aco-plada a um console de acionamento de bomba reutilizável 128. A bomba de alta pressão124 tem uma entrada que está em comunicação fluídica com uma linha de fornecimento delíquido de baixa pressão 130, a qual recebe líquido do reservatório de fornecimento de líqui-do 132. O console de acionamento de bomba 128 pode incluir um motor elétrico que podeser utilizado para fornecer uma força de acionamento para a bomba de alta pressão 124para fornecer um líquido de alta pressão no conduto de fornecimento de líquido 126.
Embora uma variedade de consoles de bomba conhecidos possa ser utilizada nocontexto da presente invenção, certos consoles de acionamento de bomba incluem um mo-tor elétrico de velocidade constante que pode ser ligado e desligado por meio de um comu-tador controlado por operador 134. Em certas modalidades, o comutador controlado por o-perador 134 compreende um pedal ou uma tecla ou gatilho localizado na região de pega106 do instrumento cirúrgico 102 que pode ser acessado facilmente pelo operador do ins-trumento. Em algumas modalidades, a pressão/taxa de fluxo pode ser controlada pelo ope-rador por meio de um componente de controle de pressão/taxa de fluxo ajustável 136, o qualpode controlar a velocidade de motor do console de acionamento de bomba e/ou o deslo-camento da bomba de alta pressão. Embora na figura 1 o componente de controle de pres-são/taxa de fluxo 136 esteja ilustrado como uma maçaneta no console de acionamento debomba 128, em certas modalidades tal componente compreenderia um pedal, ou gati-lho/tecla localizado na região de pega 106, tal como discutido anteriormente, para controlede ligar/desligar o console de acionamento de bomba 128. Também em outras modalidades,o console de acionamento de bomba 128 e a bomba de alta pressão 124 podem ser substi-tuídos por um dispensador de líquido de alta pressão ou por outro dispositivo para entregarum líquido de alta pressão, tal como aparente para os versados na técnica. Em certas mo-dalidades, um sistema de bombeamento, tal como um desses descritos nas publicações depedido de patente US 2002/0176788, ou 2004/0228736 do mesmo requerente, ambas in-corporadas neste documento por meio desta referência, pode ser usado.
O líquido utilizado para formar o jato de líquido de corte pode ser qualquer fluidoque possa ser mantido em um estado líquido nas pressões e temperaturas consideradaspara executar os procedimentos cirúrgicos. Para aplicações nas quais os instrumentos sãousados para executar procedimentos cirúrgicos em um paciente vivo, o líquido utilizadotambém deve ser fisiologicamente compatível. Em modalidades típicas, o líquido fornecidoserá uma solução salina cirúrgica estéril, ou água estéril e o reservatório de fornecimento delíquido 132 pode compreender um recipiente estéril, tal como um saco intravenoso (IV) con-tendo tal fluido. Em algumas modalidades, a fim de aperfeiçoar a característica de corte ouremoção cirúrgica do jato de líquido, o líquido pode conter abrasivos sólidos, ou o líquidopode compreender um gás liqüefeito, por exemplo, dióxido de carbono, o qual forma materi-al particulado sólido ao ser admitido pelo bico 116 para formar o jato de líquido 120. Em ou-tras modalidades, o líquido fornecido para o instrumento cirúrgico 102 pode incluir medica-mentos, tais como anti-sépticos, antibióticos, componentes antivirais, anestésicos, drogas,agentes de quimioterapia, etc., que são úteis no contexto de um procedimento cirúrgico es-pecífico. Em outras modalidades, o fluido pode incluir uma tinta para aperfeiçoar visualiza-ção do jato de líquido quando o instrumento está em operação.
O tubo de evacuação 112 é conectável na sua extremidade proximal a um condutode evacuação 138, o qual pode ser usado para transportar material e fragmentos retiradospara um reservatório de drenagem 140. O líquido contido no conduto de evacuação 138está tipicamente sob pressão relativamente baixa e, desta maneira, o conduto de evacuação138 pode ser construído, em certas modalidades, de um material flexível de baixo custo, porexemplo, tubulação polimérica, tal como tubulação de cloreto de polivinil (PVC), silicone,polietileno, borracha, etc. Em certas modalidades, o conduto de evacuação 138 deve teruma área seccional transversal interna mínima que iguala ou supera a área seccional trans-versal interna máxima do lúmen de evacuação.
Em certas modalidades, a força de evacuação criada pelo jato de líquido sendo di-rigido para dentro do lúmen de evacuação é suficiente para evacuar material do local daoperação para um reservatório de drenagem localizado na extremidade proximal do tubo deevacuação, ou para um conduto de evacuação conectado à extremidade proximal do tubode evacuação. Em tais modalidades, o jato de líquido e o tubo de evacuação conjuntamentepodem agir como uma bomba edutora, a qual utiliza a força e a energia cinética do deslo-camento de fluido do jato de líquido para criar uma força de evacuação capaz de impelir olíquido, material removido e fragmentos através do lúmen de evacuação e para longe dolocal da cirurgia. O leitor deve se dirigir à patente US 6.375.635 e ao pedido de patente pu-blicado US 2004/0243157 do mesmo requerente para uma discussão mais detalhada. Namodalidade ilustrada, o instrumento cirúrgico 102 é construído de maneira tal que o lúmende evacuação é capaz de evacuar o jato de líquido 120 e material e fragmentos removidospela abertura de recebimento de jato 118 para a extremidade proximal do lúmen de evacua-ção e através do conduto de evacuação 138 para dentro do reservatório de drenagem 140,sem a necessidade de uma fonte externa de sucção. Em tais modalidades, o conduto deevacuação 138 pode incluir um corta vácuo 142 ou uma extremidade proximal que não sejaacoplável a uma fonte externa de sucção, de maneira que não é possível um operador aco-plar inadvertidamente o conduto de evacuação 138 a uma fonte externa de sucção quando oinstrumento está em operação. Em outras modalidades, uma fonte externa de sucção, porexemplo, uma bomba de vácuo ou aspirador, pode ser fornecida em comunicação fluídicacom uma extremidade proximal de um lúmen de evacuação de um tubo de evacuação doinstrumento, a fim de fornecer a força de impulsão de sucção exigida para evacuar materialdo campo cirúrgico através de uma abertura de recebimento de jato do tubo de evacuação.
Em certas modalidades, o caminho de fornecimento de fluido do sistema cirúrgicode jato de líquido 100 é descartável, e esterilizável, por exemplo, por meio de métodos quí-micos tais como exposição ao óxido de etileno, ou por meio de irradiação gama ou beta, talcomo aparente para os versados na técnica. Em certas modalidades, o caminho de fluido éfornecido pré-esterilizado para o usuário para somente um único uso. Os versados na técni-ca entendem qual é o significado de "descartável" e "somente para um único uso".
A presente invenção fornece, em certas modalidades, instrumentos cirúrgicos de ja-to de líquido que são projetados e construídos especificamente para uso em um ambientecirúrgico particular. Especificamente, em algumas modalidades, a presente invenção forneceprojetos de instrumento cirúrgico de jato de líquido que são talhados para fornecer caracte-rísticas de desempenho altamente desejáveis em ambientes de operação cirúrgica onde ojato de líquido fica submerso em um ambiente líquido quando o instrumento está em opera-ção e, em outras modalidades, a presente invenção fornece projetos de instrumento cirúrgi-co de jato de líquido que são talhados para fornecer características de desempenho alta-mente desejáveis em ambientes de operação cirúrgica onde o jato de líquido é circundadopor um ambiente gasoso quando o instrumento está em operação. O leitor deve se reportarà patente US 6.375.635 e ao pedido publicado US 2006/0229550 A1 para descrição deta-lhada da orientação quanto à construção e projeto de certas modalidades dos componentesde jato de líquido dos instrumentos com base na natureza do ambiente cirúrgico.
As figuras 2a-2b ilustram uma configuração do instrumento cirúrgico de jato de lí-quido 102, de acordo com uma modalidade da invenção. O instrumento 102 inclui um tubode pressão 110 e um tubo de evacuação 112. Tal como mostrado na vista parcial com umaparte recortada na figura 2a, o instrumento é configurado como uma peça de mão com umcorpo 104 que pode ser fornecido na extremidade proximal 103 do instrumento 102. A peçade mão tem um corpo 104 e a extremidade proximal do tubo de pressão 110 e do tubo deevacuação 112 passam através do corpo do instrumento de peça de mão 102. Em algumasmodalidades, o corpo de peça de mão 104 pode ajudar um operador a usar e controlar oinstrumento. Em algumas modalidades o corpo 104 pode incluir vários controles, tais comocomutadores de ligar/desligar. Na modalidade particular ilustrada na figura 2a, uma parte daextremidade proximal 103 do tubo de evacuação 112 é rigidamente acoplada ao corpo depeça de mão 104. Entretanto, em outras modalidades, o instrumento 102 pode incluir nãoser configurado como uma peça de mão e pode faltar um corpo (por exemplo, o instrumentopode ser configurado como um cateter alongado).
Na extremidade distai 108, o tubo de pressão 110 inclui pelo menos um bico 116fornecendo uma abertura de jato, e o tubo de evacuação 112 inclui uma abertura de recebi-mento de jato 118 localizável oposta à abertura de jato. Na modalidade particular ilustradanas figuras 2a-2b, o bico 116 é formado em um coletor 200 que é acoplado ao tubo de pres-são 110. O coletor 200 é discutido com mais detalhes a seguir, mas tal como mostrado, emalgumas modalidades, o coletor acopla a extremidade distai do tubo de pressão 110 à ex-tremidade distai do tubo de evacuação 112 para impedir movimento relativo entre eles du-rante endireitamento e dobramento da extremidade distai 108 dos tubos.
Tal como mostrado, o bico 116 é alinhado com a abertura de recebimento de jato118 para receber um jato de líquido quando o instrumento 102 está em operação. Um filtro202 pode ser fornecido na extremidade proximal do tubo de pressão 110 para impedir quecontaminantes obstruam o bico 116. Tal como discutido anteriormente, a pressão do líquidode alta pressão fornecido para o bico 116 para formar o jato de líquido depende do projetoparticular do bico 116 e da dureza/tenacidade do tecido ou material a ser cortado ou removi-do cirurgicamente. Em certas modalidades, o líquido em alta pressão é fornecido para a a-bertura de jato em uma pressão de pelo menos 500 psig (3.448,85 kPa), em outras modali-dades em uma pressão de pelo menos cerca de 1.000 psig (6.897,7 kPa), 2.000 psig(13.795,4 kPa), 3.000 psig (20.693,1 kPa), ou 5.000 psig (34.488,5 kPa), e ainda outras mo-dalidades em uma pressão de pelo menos cerca de 10.000 psig (68.977,0 kPa) , ou 15.000psig (103.465,5 kPa), ou dentro de uma faixa de cerca de 10.000 psig (68.977,0 kPa) a20.000 psig (137.954,0 kPa), e ainda outras modalidades em uma pressão de pelo menos20.000 psig (137.954,0 kPa), e também em ainda outras modalidades em uma pressão depelo menos cerca de 30.000 psig (206.931,0 kPa), ou 50.000 psig (344.885,0 kPa). É consi-derado que a presente invenção pode incorporar vários tipos de tecnologia de formação debico, tal como aquele descrito na patente US 6.375.635 e no pedido publicado US2006/0264808 do mesmo requerente, os quais estão ambos incorporados nas suas totalida-des neste documento pela referência. A abertura de jato pode ter uma área seccional trans-versal circular, mas pode, em outras modalidades, ter outras formas seccionais transversais,tais como retangular, oval, semelhante a fenda, etc., para formar jatos tendo diferentes for-mas para propósitos desejados específicos.
Certas modalidades dos inventivos instrumentos cirúrgicos de jato de líquido podemincluir extremidades distais que são projetadas e configuradas para impedir ou reduzir obs-trução do lúmen de evacuação, sopro através do jato de líquido, ou pulverização ou névoade volta do jato de líquido quando o instrumento está em operação. "Sopro através" do jatode líquido, tal como usado neste documento, se refere a uma parte do jato de líquido, ou aum fluido de alta velocidade arrastado pelo jato de líquido tendo uma área seccional trans-versal, no plano da abertura de recebimento de jato, que é maior do que a área seccionaltransversal da abertura de recebimento de jato, de maneira que pelo menos uma parte dojato de líquido ou fluido de alta velocidade não acerta a abertura de recebimento de jato ou"sopra através" dela. Sopro através é de uma maneira geral indesejável porque ele poderesultar em dano não pretendido de tecido e menor eficiência de evacuação. "Pulverizaçãode retorno" tal como usado neste documento se refere a um jato de líquido, ou fluido de altavelocidade arrastado pelo jato de líquido, entrando na abertura de recebimento de jato notubo de evacuação e subseqüentemente refletindo ou fluindo de volta para o campo cirúrgi-co a partir da abertura de recebimento de jato. Tal pulverização de retorno é indesejável emoperação por causa do potencial de contaminação do campo de operação cirúrgica e/ouaerossolização de material infectivo, além do mais, pulverização de retorno tipicamente indi-ca um menor nível de eficiência da evacuação de material pelo instrumento por meio de a-ção de bomba edutora. Tal como descrito com mais detalhes na patente US 6.375.635, oinstrumento cirúrgico pode ser configurado de vários modos para, em certas modalidades,reduzir substancialmente e em certas modalidades eliminar essencialmente problemas dedesempenho associados com sopro através e pulverização de retorno quando os instrumen-tos estão em operação.
Pelo menos as extremidades distais tanto do tubo de pressão 110 quanto do tubode evacuação 112 podem ser feitas vantajosamente de um material que seja capaz de su-portar movimento repetido entre estados relativamente afrouxado e relativamente não afrou-xado. Em uma modalidade, pelo menos as extremidades distais dos tubos de pressão e deevacuação 110, 112 são feitas de um metal, em certos casos de um metal elástico, muitoelástico ou superelástico, tal como esses termos seriam entendidos pelos versados na téc-nica. Em uma modalidade, pelo menos as extremidades distais dos tubos de pressão e deevacuação são feitas de um material tal como aço inoxidável, tungstênio, níquel-titânio, Mo-nel® que é uma liga de aço inoxidável composta primariamente de níquel e cobre fabricadapela Special Metals Corporation, Inconel® que é uma liga baseada em níquel fabricada pelaSpecial Metals Corporation, Hastelloy® que é uma outra liga de metal fabricada pela HaynesInternational, Inc., Elgiloy® que é uma outra liga de metal fabricada pela Elgiloy SpecialtyMetals Corporation, MP35N® uma outra liga de metal fabricada pela SPS Technologies,Inc., ou 35NLT® também uma outra liga de metal fabricada pela Fort Wayne Metals. Emuma outra modalidade, pelo menos a extremidade distai dos tubos de pressão e de evacua-ção é feita de um material superelástico, tal como ligas de níquel-titânio. Em uma modalida-de, um material conhecido como NITINOL pode ser usado. NITINOL é um acrônimo paraNickel Titanium Naval Ordnance Laboratório, e se refere a uma família de materiais interme-tálicos que contêm uma mistura quase igual de níquel e titânio. NITINOL é capaz de recupe-rar tensões na ordem de magnitude de 8%, o que torna este material superelástico. Tam-bém em uma outra modalidade, materiais elásticos não-metais, tais como materiais polimé-ricos elásticos rígidos, podem ser usados para formar pelo menos as extremidades distaisdos tubos de pressão e de evacuação.
Em uma modalidade, a configuração dobrada das extremidades distais dos tubosde pressão e de evacuação pode ser formada por meio de um processo de tratamento tér-mico. O método particular de tratamento térmico utilizado pode variar com base no materialparticular compreendendo os tubos, mas em uma modalidade, em que a dobra desejada éformada em um tubo de pressão 110 feito de tubulação de NITINOL com uma espessura deparede de aproximadamente 0,006 polegada (0,15 mm), tratamento térmico em uma tempe-ratura de aproximadamente 750°F-770°F (405°C-415°C) por cerca de 10-12 minutos é exe-cutado com o tubo imobilizado em uma configuração tendo o grau desejado de dobramento.Em seguida, e com o grau desejado de dobramento mantido, o tubo 110 é temperado emum fluido de resfriamento, tal como água, em uma temperatura de aproximadamente 55°F(29,7°C). Para uma tubulação de parede mais grossa, tal como um tubo de pressãoNITINOL 110 tendo uma espessura de parede de aproximadamente 0,020 polegada (0,5mm) e um diâmetro externo de aproximadamente 0,080 polegada (2 mm), a dobra pode serformada em uma temperatura de aproximadamente 975°F (525°C) por cerca de 12 minutos,seguida pelo esfriamento rápido em um fluido de resfriamento, tal como água.
Em uma modalidade, a extremidade proximal de um ou de ambos os tubo de pres-são 110 e tubo de evacuação 112 pode ser formada de um material diferente daquele daextremidade distai do tubo de pressão 110 ou do tubo de evacuação 112. Por exemplo, namodalidade ilustrada na figura 2a, o conduto de evacuação 138 se conecta à extremidadeproximal do tubo de evacuação 112 e leva o fluido de resíduos para um dreno ou reservató-rio de descarte de tecido. A forma da extremidade distai do tubo de pressão e do tubo deevacuação é configurada para ser mudada de forma controlável por um operador do instru-mento, enquanto que a forma da extremidade proximal destes tubos pode ser configuradapara permanecer substancialmente a mesma. Em algumas modalidades, a extremidadeproximal destes tubos pode ser formada de tubulação polimérica, tal como de cloreto depolivinil (PVC), silicone, polietileno, borracha, etc., contanto que o material escolhido tenha acapacidade de resistir às pressões e tensões de operação consideradas.
Em algumas modalidades, o instrumento cirúrgico inclui um endireitador para capa-citar a configuração das extremidades distais de ambos os tubos de pressão e de evacua-ção para ser controlada seletivamente. O endireitador pode ser construído para capacitarum usuário do instrumento para alterar seletivamente a configuração e/ou forma das extre-midades distais dos tubos de pressão e de evacuação, por exemplo, por impulsionar os tu-bos de um estado relativamente não afrouxado para um estado mais afrouxado ou vice-versa. O endireitador pode, por exemplo, efetuar tal implantação pela alteração do grau dedobramento e/ou do raio de curvatura e/ou do comprimento de arco das extremidades dis-tais dos tubos 110, 112.
Em certas modalidades, o endireitador é construído para mudar o raio de curvaturadas extremidades distais de ambos os tubos de pressão e de evacuação. Por exemplo, emuma primeira configuração, o raio de curvatura das extremidades distais dos tubos de pres-são e de evacuação pode ser essencialmente infinito se as extremidades distais forem subs-tancialmente retas. Em uma segunda configuração, o raio de curvatura das extremidadesdistais dos tubos de pressão e de evacuação pode ser dentro de aproximadamente 9-20 mme pode ser, por exemplo, aproximadamente 10 mm à medida que as extremidades distaiscurvam, onde o raio de curvatura pode ser definido como a quantidade que descreve umraio de um círculo cuja circunferência casaria com a forma da extremidade distai dos tubos110, 112. Os raios de curvatura Rp e Re tanto para o tubo de pressão quanto para o tubo deevacuação estão indicados para uma configuração ilustrada na figura 3a.
O endireitador também pode ser construído para mudar a orientação angular, tantode uma linha de centro 302 do bico quanto de uma linha de centro 302 da abertura de rece-bimento de jato, com relação a um eixo geométrico longitudinal 304 da extremidade proximaldo instrumento cirúrgico. A orientação angular das linhas de centro do bico e da abertura derecebimento de jato, com relação a um eixo geométrico longitudinal da extremidade proximaldo instrumento cirúrgico, é uma medida do movimento angular da extremidade distai dostubos de pressão e de evacuação com relação à extremidade proximal do instrumento. Aorientação angular tanto do bico 116 quanto da abertura de recebimento de jato 118 muda àmedida que as extremidades distais dos tubos dobram mais com relação à extremidade pro-ximal do instrumento.
Deve ser entendido que, em algumas modalidades, o endireitador pode ser constru-ído para mudar cada um de o raio de curvatura das extremidades distais de ambos os tubosde pressão e de evacuação, o comprimento de arco de uma parte curva das extremidadesdistais de ambos os tubos de pressão e de evacuação, e a orientação angular com relação aum eixo geométrico longitudinal da extremidade proximal do instrumento cirúrgico tanto deuma linha de centro do bico quanto de uma linha de centro da abertura de recebimento dejato. Entretanto, em outras modalidades, o endireitador pode ser construído para mudar so-mente um de o raio de curvatura, o comprimento de arco e a orientação angular. Por exem-pio, em uma modalidade na qual as extremidades distais dos tubos de pressão e de evacu-ação são dobradas dê uma tal maneira que elas são inclinadas de forma angular durante aimplantação sem se tornar curvadas, o endireitador mudaria a orientação angular da extre-midade distai dos tubos com relação ao eixo geométrico longitudinal da extremidade proxi-mal do instrumento, mas o raio de curvatura da extremidade distai dos tubos pode permane-cer essencialmente infinito, e não existiria mudança no comprimento de arco, uma vez queos tubos não são curvados.
Deve ser percebido que em algumas modalidades, uma vez que as extremidadesdistais dos tubos são posicionadas pelo endireitador, as extremidades distais dos tubos têmum raio de curvatura que pode não mais mudar à medida que as extremidades distais dostubos são posicionadas adicionalmente pelo endireitador. Implantação adicional das extre-midades distais dos tubos, entretanto, pode aumentar o comprimento de arco da parte curvadas extremidades distais dos tubos, o que pode mudar a orientação angular das linhas decentro do bico e da abertura de recebimento de jato com relação ao eixo geométrico longitu-dinal da extremidade proximal do instrumento.
O endireitador pode ser configurado diferentemente de acordo com diferentes mo-dalidades da presente invenção, tal como seria percebido pelos versados na técnica, e so-mente um número limitado de modalidades exemplares está ilustrado e discutido detalha-damente a seguir com o interesse de brevidade. Na modalidade particular ilustrada nas figu-ras 2a-2c, um revestimento tubular 114 age como um endireitador. Este revestimento 114circunda pelo menos uma parte do tubo de pressão 110 e do tubo de evacuação 112. Pelomenos um de o revestimento 114 e os tubos de pressão e de evacuação 110, 112 é deslizá-vel com relação ao outro para efetuar uma mudança na forma da extremidade distai tanto dotubo de pressão 110 quanto do tubo de evacuação 112 (por exemplo, o revestimento 114pode ser fixado na posição e os tubos podem deslizar dentro do revestimento, os tubos po-dem ser fixados e o revestimento pode deslizar com relação aos tubos, ou tanto o revesti-mento quanto os tubos podem ser deslizáveis um em relação ao outro). Em uma modalida-de, o revestimento tubular 114 tem uma seção transversal substancialmente circular. Emuma outra modalidade, o revestimento 114 pode ter uma forma substancialmente ovóideque pode auxiliar no alinhamento do tubo de pressão 110 com relação ao tubo de evacua-ção 112.
Na modalidade ilustrada na figura 2a, o revestimento 114 é posicionado adjacenteao corpo de peça de mão 104 e conectado permanentemente a ele. Em uma outra modali-dade, o revestimento 114 pode não formar uma parte do instrumento montado 102, mas emvez disto, a parte distai do instrumento pode ser inserida de forma reversível em um reves-timento tubular que é um elemento separado, tal como uma cânula 115, a qual age comoum endireitador. Uma configuração como esta é particularmente aplicável para instrumentosconfigurados como instrumentos laparoscópicos e cateteres.
Em uma modalidade, o revestimento 114 é deslizável com relação aos tubos depressão e de evacuação 110, 112. À medida que o revestimento 114 é deslocado de formaproximal em relação aos tubos de pressão e de evacuação 110, 112 o grau de dobramentopode aumentar e/ou o raio de curvatura das extremidades distais dos tubos pode diminuir,pelo menos até que um raio de curvatura final indicativo de uma configuração mais afrouxa-da ou completamente afrouxada seja alcançado. À medida que o revestimento 114 é deslo-cado de forma distai em relação aos tubos de pressão e de evacuação 110, 112 as extremi-dades distais dos tubos podem endireitar.
Também em uma outra modalidade, os tubos de pressão e de evacuação 110, 112são deslizáveis com relação ao revestimento 114. Nesta modalidade, o grau de dobramentopode aumentar e/ou o raio de curvatura das extremidades distais dos tubos pode diminuir àmedida que os tubos são deslocados de forma distai em relação ao revestimento 114, en-quanto que os tubos podem endireitar à medida que os tubos são deslocados de forma pro-ximal, indo de volta para dentro do revestimento 114.
Para facilitar o movimento relativo entre o revestimento 114 e os tubos de pressão ede evacuação 110, 112, em algumas modalidades, a ponta 206 do revestimento 114 podese alargar externamente. Além disso, as superfícies internas do revestimento 114 e/ou assuperfícies externas dos tubos de pressão e/ou de evacuação 110, 112 podem ter uma ca-mada lubrificante para facilitar o movimento de deslizamento relativo.
A figura 2c ilustra a extremidade distai 108 do instrumento 102 mostrada nas figuras2a-2b em uma outra configuração diferente. A linha de centro 302 do bico 16 e a linha decentro 302 da abertura de recebimento de jato 118 na extremidade distai do instrumentomostrado na figura 2c têm uma orientação angular diferente com relação à extremidade pro-ximal do instrumento, em comparação com a extremidade distai na posição ilustrada na figu-ra 2b. Além disso, o raio de curvatura na extremidade distai do instrumento tal como mos-trado na figura 2c é maior do que o raio de curvatura da extremidade distai do instrumentotal como mostrado na figura 2b. A configuração do instrumento 102 tal como mostrada nafigura 2c pode ser mais adequada para certos procedimentos cirúrgicos, enquanto que aconfiguração ilustrada nas figuras 2a-2b pode ser mais adequada para outros procedimen-tos cirúrgicos. Pelo controle do movimento relativo entre o revestimento tubular 114 e ostubos de pressão e de evacuação 110, 112 um operador pode mudar a configuração da ex-tremidade distai do instrumento com base nas necessidades de um procedimento cirúrgicoou espaço de operação cirúrgica particular. Além disso, o operador pode, em certas modali-dades, mudar a forma da extremidade distai de uma configuração para uma outra configura-ção enquanto a extremidade distai do instrumento 102 está dentro de um local da cirurgia nocorpo de um paciente.
Em uma outra configuração as extremidades distais dos tubos de pressão e de e-vacuação 110, 112 do instrumento 102 mostradas nas figuras 2a-2c estão inteiramente re-traídas para dentro do revestimento 114 (não ilustrado). Nesta configuração a extremidadedistai dos tubos de pressão e de evacuação 110, 112 pode ser substancialmente reta, demaneira tal que o raio de curvatura é essencialmente infinito e a orientação angular da linhade centro tanto do bico quanto da abertura de recebimento de jato é substancialmente igualao eixo geométrico longitudinal da extremidade proximal do instrumento. Nesta configuraçãoreta relativamente não afrouxada, o eixo geométrico longitudinal da extremidade proximal doinstrumento é substancialmente colinear ou paralelo à linha de centro 302 do bico e aberturade recebimento de jato.
Voltando à figura 3a, está ilustrada uma vista esquemática detalhada de uma ex-tremidade distai de um instrumento cirúrgico com um coletor 200 acoplado ao tubo de pres-são 110. Nesta modalidade o bico 116 é formado no coletor 200. Um lúmen (não mostrado)também é formado dentro do coletor 200 de maneira tal que quando o coletor 200 é acopla-do em um modo à prova de vazamento, por exemplo, por meio de soldagem, soldagem for-te, encaixe de pressão, colagem, ou de outro modo ao tubo de pressão 110, o lúmen depressão do tubo de pressão fica em comunicação fluídica com o bico 116. O bico 116 é lo-calizado oposto à abertura de recebimento de jato 118 de maneira tal que a abertura de re-cebimento de jato 118 recebe o jato de líquido 120. Embora o coletor ilustrado na figura 3aesteja acoplado ao tubo de pressão 110, deve ser percebido que em outras modalidades ocoletor 200 pode ser formado integralmente com o tubo de pressão 110. Além disso, tam-bém é considerado que, em algumas modalidades, um coletor separado 200 não é utilizadoe em vez disto o bico 116 pode ser formado na ponta distai do tubo de pressão 110 propri-amente dito.
Na modalidade ilustrada na figura 3a, o coletor 200 inclui uma luva 260 que acoplaa ponta distai do tubo de pressão 110 à ponta distai do tubo de evacuação 112 para impedirmovimento relativo entre elas à medida que a forma da extremidade distai 108 do instrumen-to é mudada de uma primeira configuração para uma segunda configuração. Acoplar a pon-ta distai do tubo de pressão 110 com a ponta distai do tubo de evacuação 112 pode facilitarmanter o bico 116 alinhado com a abertura de recebimento de jato 118. Na modalidade ilus-trada, a luva de coletor 260 é construída para deslizar nas extremidades distais do tubo deevacuação 112 e do tubo de pressão 110. Nesta modalidade particular o coletor 200 é for-mado de pelo menos dois componentes, a luva 260 e a extremidade de bico 250, as quaispodem ser soldadas conjuntamente. Deve ser percebido que, em outras modalidades, a luva260 pode ser formada integralmente com a extremidade de bico 250, e que o coletor 200pode ser acoplado ao tubo de pressão 110 e/ou ao tubo de evacuação 112 de modo diferen-te. Também deve ser percebido que, em outras modalidades, as pontas distais dos tubos110, 112 podem ser acopladas em uma variedade de outros modos, e/ou os tubos podemser acoplados conjuntamente em uma(s) localização(s) a não ser em suas pontas distais oualém dessas, ou os tubos podem não ser acoplados conjuntamente de qualquer modo, jáque a invenção não é limitada neste aspecto. A figura 4 ilustra uma outra modalidade de umcoletor 200 que é acoplado à ponta distai de um tubo de pressão 110. O coletor particular200 ilustrado na figura 4 não é configurado para ser acoplado também ao tubo de evacua-ção 112. Em uma modalidade, o coletor 200 é fabricado de um bloco de material, tal comoaço inoxidável. O coletor 200 pode incluir um primeiro lúmen 402 para acoplar o tubo depressão 110 ao coletor e um segundo lúmen 404 pode ser criado em um ângulo transversalao tubo de pressão 110 para conectar fluidicamente o tubo de pressão 110 a um bico 116.
Em uma modalidade, o segundo lúmen 404 é formado pela construção de um furo no coletor200 através de uma extremidade 406 e em seguida fechando a extremidade 406, por exem-plo, com um filete soldado 405. As aberturas de lúmens e bico no coletor podem ser forma-das em uma variedade de modos conhecidos na técnica de usinagem, tais como por meiode furação ou corte por máquina de descarga elétrica (EDM). Em uma modalidade, o diâme-tro do bico 116 é entre aproximadamente 0,003 polegada - 0,008 polegada (0,075 mm - 0,2mm). Em uma outra modalidade, o diâmetro do bico é entre aproximadamente 0,004 pole-gada - 0,0055 polegada (0,1 mm - 0,175 mm). Em uma outra modalidade, o bico podecompreender um inserto de bico feito do mesmo material que o coletor 200 ou de um mate-rial diferente. Por exemplo, em uma modalidade como esta, o bico é formado de um discode metal duro, um inserto tubular de cerâmica, vidro ou não-metálico similar com um orifícioque é fixado dentro de uma abertura do coletor 41, por exemplo, por meio de estampagemde um colar circundando o disco, colagem, brasagem ou soldagem. Na modalidade da figura4, partes da extremidade distai do tubo de evacuação 112 podem ser acopladas ao tubo depressão 110, tal como por meio de colagem ou por prendedores. Outros tipos de coletoresconsiderados são discutidos no pedido provisório co-pendente 60/794.867, o qual está nasua totalidade incorporado neste documento pela referência.
Em certas modalidades, à medida que as extremidades distais dos tubos de pres-são e de evacuação 110, 112 são alteradas de uma primeira configuração, na qual as ex-tremidades distais estão retraídas dentro do revestimento 114, para uma segunda configu-ração posicionada que pode ser, por exemplo, similar às configurações ilustradas nas figu-ras 2a-2b ou 2c, pode ser importante manter ou conduzir o bico 116 em alinhamento com aabertura de recebimento de jato 118 e manter uma distância consistente separando o bicoda abertura de recebimento de jato. Alinhamento e espaçamento consistente do bico 116 eda abertura de recebimento de jato 118 impede que o jato de líquido 120 emitido pelo bico116 se torne mal direcionado e perdido ou que perca parcialmente a abertura de recebimen-to de jato 118 alvo ou que o comprimento de jato de líquido mude indesejavelmente. Entre-tanto, à medida que a extremidade distai do instrumento é posicionada de uma primeira con-figuração alojada para a segunda configuração posicionada, a mudança no raio de curvaturado lúmen de pressão 110 pode ser menor do que a mudança no raio de curvatura do lúmende evacuação 112, uma vez que o comprimento de arco do lúmen de pressão será maior doque aquele do lúmen de evacuação na segunda configuração. Certamente, para outras mo-dalidades tendo outras configurações implementadas, a situação pode ser invertida ou osraios de curvatura e comprimentos de arco dos dois tubos podem não mudar um em relaçãoao outro (ver discussão a seguir). Por exemplo, tal como mostrado na figura 3a, em umaconfiguração particular, o raio de curvatura Rp do tubo de pressão 110 é maior do que o raiode curvatura Re do tubo de evacuação 112. Esta diferença no raio de curvatura pode tornardifícil manter alinhamento e espaçamento consistente entre o bico 116 e a abertura de rece-bimento de jato 118 para tubos de comprimento fixo rigidamente acoplados conjuntamente,porque o lúmen de pressão 110 dobrará ligeiramente menos do que o lúmen de evacuação112 durante a implantação e o comprimento da parte distai do tubo de pressão necessitaráse tornar um pouco maior do que aquele do tubo de evacuação. Tenderá a ser ainda maisdifícil manter alinhamento e espaçamento do bico 116 e da abertura de recebimento de jato118 se a diferença entre o comprimento de arco das formas de extremidade distai nas pri-meira e segunda configurações forem ainda mais radicais do que ilustrado.
Uma abordagem para manter ou levar o bico 116 em alinhamento com a aberturade recebimento de jato 118 e/ou manter um comprimento de jato consistente durante a im-plantação é tornar as partes de um ou de outro ou tanto do tubo de pressão quanto do tubode evacuação extensíveis. Por exemplo, quando o tubo de pressão 10 é extensível, já que aconfiguração das extremidades distais de ambos os tubos de pressão e de evacuação 110,112 é controlada e posicionada seletivamente, partes do tubo de pressão 110 podem seestender para facilitar a manutenção do aumento necessário no comprimento de arco dotubo de pressão em relação àquele do tubo de evacuação. Em uma modalidade, tal comoilustrado na figura 2a, o tubo de pressão 110 inclui uma seção estendível espiralada 211fornecendo o afrouxamento necessário para compor a mudança no comprimento de arcodurante a implantação e endireitamento da extremidade distai do instrumento. Nesta moda-lidade particular ilustrada, a seção espiralada 211 é contida dentro do corpo 104 do instru-mento 102. Na modalidade ilustrada na figura 2a a seção espiralada 211 é de forma helicoi-dal, mas em outras modalidades a seção espiralada 211 pode incluir uma ou mais dobrase/ou partes esticáveis no tubo 5 de maneira tal que o tubo seja extensível, ou qualquer outromeio de fornecer comprimento em excesso (isto é, afrouxamento).
Em uma outra modalidade, o tubo de pressão 110 pode ser feito extensível pelofornecimento de uma seção espiralada a qual pode se estender para fora do corpo de peçade mão. Por exemplo, tal como ilustrado na figura 5a, uma seção espiralada 510 do tubo depressão pode se enrolar no tubo de evacuação 520. Na modalidade ilustrada, substancial-mente toda a extremidade distai do tubo de pressão é espiralada, mas deve ser percebidoque, em outras modalidades, somente partes menores da extremidade distai do tubo depressão podem formar uma seção espiralada 510 em volta do tubo de evacuação 520. Talcomo mostrado, um coletor 530 pode ser acoplado ao tubo de pressão e o bico 116 podeser formado no coletor para dirigir um jato de líquido 120 na direção da abertura de recebi-mento de jato 118 do tubo de evacuação 520. Para manter um comprimento de jato consis-tente durante a implantação, o tubo de pressão pode ser acoplado rigidamente ao tubo deevacuação em pelo menos um local na extremidade distai longe de pelo menos uma parteda parte espiralada do tubo de pressão.
Em uma outra modalidade, ilustrada nas figuras 5b-5c, a extremidade distai do tubode pressão 550 é móvel em relação à extremidade distai do tubo de evacuação 560, de ma-neira tal que o bico 116 pode manter alinhamento com relação à abertura de recebimento dejato 118 à medida que os tubos dobram, enquanto que ao comprimento de jato 204 é permi-tido mudar à medida que os tubos dobram. Nesta modalidade particular, o tubo de pressão-550 é acoplado de forma deslizante ao tubo de evacuação 560 pelas faixas 570 que sãoespaçadas lado a lado ao longo da extremidade distai dos tubos. Um coletor 580 é acopladoao tubo de pressão 550 e o bico 116 é formado no coletor 580. À medida que a forma daextremidade distai deste instrumento é alterada da primeira configuração na figura 5b para asegunda configuração mostrada na figura 5c, a distância 204 entre o bico 116 e a aberturade recebimento de jato 118 diminui para compensar a diferença no raio de curvatura e com-primento de arco. Em uma modalidade, a extensão na qual a distância 204 entre o bico 116e a abertura de recebimento de jato 118 diminui é aproximadamente igual a um diâmetro dotubo de evacuação 560 quando o tubo está dobrado em um arco de cerca de 90 graus.
Também deve ser reconhecido que em outras modalidades o tubo de evacuação,tal como o oposto ou além do tubo de pressão, pode ser extensível de maneira tal que, co-mo a configuração das extremidades distais de ambos os tubos de pressão e de evacuaçãoé controlada seletivamente, o bico 116 mantém ou é levado em alinhamento com a aberturade recebimento de jato 118 e, em certas modalidades, o comprimento de jato permanecerelativamente constante. Para uma modalidade onde somente o tubo de evacuação é exten-sível, as extremidades distais dos tubos de pressão e de evacuação durante a implantaçãopodem dobrar em uma direção substancialmente oposta àquela mostrada nas figuras 2a-2b(isto é, dobrar para o lado esquerdo da figura em vez do lado direito), de maneira tal que adiferença no raio de curvatura do lúmen de evacuação 112 é ligeiramente menor do que adiferença no raio de curvatura do lúmen de pressão 110. É considerado que o tubo de pres-são 112 pode ser extensível em qualquer um dos modos nos quais o tubo de pressão 110pode ser extensível tal como discutido anteriormente.
Tal como mostrado nas figuras 3a-3b, o instrumento cirúrgico também pode incluirum alinhador 370 construído e posicionado para manter a posição do tubo de pressão 110em relação ao tubo de evacuação 112. Nesta modalidade ilustrativa o alinhador 370 é posi-cionado dentro do revestimento tubular 114, é acoplado ao tubo de pressão 110 ou ao tubode evacuação 112 e recebe de forma deslizante pelo menos uma parte do outro (isto é, otubo ao qual ele não está acoplado). O alinhador 370 pode ser usado para manter um ali-nhamento substancialmente paralelo do tubo de pressão 110 e do tubo de evacuação 112dentro do revestimento 114 para minimizar atrito durante o movimento relativo do revesti-mento 114 e dos tubos. Na vista mostrada na figura 3b o alinhador 370 está acoplado aotubo de evacuação 112. Nesta modalidade particular, o alinhador 370 compreende doissegmentos em forma de "C" costa com costa 375, 377 que apoiam os tubos 110 e 112, res-pectivamente. Um alinhador na forma de um oito (não mostrado) também pode ser usadoem modalidades onde existe espaço suficiente dentro do revestimento 114. Também é con-siderado que em algumas modalidades o alinhador pode ser formado integralmente com orevestimento. Em uma modalidade particular o comprimento do alinhador é aproximadamen-te 12 mm.
Em algumas das modalidades descritas anteriormente o tubo de pressão 110 émantido substancialmente paralelo ao tubo de evacuação 112. Em outras modalidades,também é considerado que pelo menos partes do tubo de pressão 110 podem ficar contidasdentro do tubo de evacuação 112. Em uma modalidade, pelo menos certas partes do tubode pressão são contidas dentro do tubo de evacuação, entretanto, a extremidade distai dotubo de pressão se estende para longe da ponta distai do tubo de evacuação, de maneiraque o bico é posicionado oposto à abertura de recebimento de jato em uma distância deseparação desejada. Em uma modalidade, o eixo geométrico longitudinal do tubo de pres-são pode ser substancialmente coaxial com o eixo geométrico longitudinal do tubo de eva-cuação. Uma vantagem de um arranjo substancialmente coaxial é que, à medida que ostubos são curvados e endireitados durante implantação e retração, a diferença entre os raiosde curvatura e o comprimento de arco destes dois tubos pode ser minimizada ou essencial-mente eliminada, reduzindo a necessidade do fornecimento de afrouxamento para um outrotubo para manter alinhamento ou comprimento de jato. Uma modalidade onde uma parte deextremidade distai do tubo de pressão é contida dentro do tubo de evacuação, e é substan-cialmente coaxial com ele, pode ajudar a manter o comprimento de jato e/ou alinhamentoentre o bico e a abertura de recebimento de jato à medida que a forma da extremidade distaido instrumento muda durante implantação e retração.
A figura 2d ilustra também uma outra modalidade da extremidade distai de um ins-trumento cirúrgico de jato de líquido de acordo com a presente invenção. Tal como mostra-do, nesta modalidade, as extremidades distais dos tubos de pressão e de evacuação 110,112 são dobradas em um plano diferente daquele das modalidades mostradas nas figuras2a-2c, de maneira tal que o raio de curvatura e o comprimento de arco do tubo de evacua-ção 112 são substancialmente iguais ao raio de curvatura e ao comprimento de arco do tubode pressão 110 à medida que o comprimento de arco dos dois tubos muda durante a im-plantação. A configuração ilustrada na figura 2d seria similar a uma modalidade na qual aextremidade distai do instrumento ilustrado na figura 2a fosse dobrada para fora ou paradentro da página. Nesta modalidade, o bico 3 pode manter alinhamento mais facilmente coma abertura de recebimento de jato 38.
A configuração e a forma particulares da extremidade distai do tubo de pressão edo tubo de evacuação em uma segunda configuração posicionada podem variar de acordocom diferentes modalidades da presente invenção. Em uma modalidade, a curvatura de ex-tremidade distai do instrumento mostrado nas figuras 2a-2b alcançou por completo um esta-do substancialmente afrouxado. Nesta modalidade, movimento relativo adicional do revesti-mento 114 de forma proximal com relação aos tubos 110, 112 pode não alterar adicional-mente de modo substancial a forma da extremidade distai dos tubos 110, 112. Em uma mo-dalidade, a extremidade distai do tubo de pressão 110 em uma segunda configuração posi-cionada tem uma configuração dobrada de maneira tal que um ângulo entre um eixo geomé-trico longitudinal da extremidade proximal do instrumento cirúrgico e a linha de centro dobico é pelo menos cerca de 180 graus (por exemplo, ver as figuras 2a-2b onde o ângulo éem torno de 180 graus). Em uma outra modalidade, a extremidade distai do tubo de pressãona segunda configuração tem uma configuração dobrada de maneira tal que um ângulo en-tre um eixo geométrico longitudinal da extremidade proximal do instrumento cirúrgico e alinha de centro do bico é pelo menos cerca de 90 graus. A figura 2c ilustra uma modalidadeonde na segunda configuração o ângulo entre um eixo geométrico longitudinal da extremi-dade proximal do instrumento cirúrgico e a linha de centro do bico é cerca de 90 graus. Ostubos 110 e 112, do instrumento 102 na configuração mostrada na figura 2c estão em umestado relativamente afrouxado (isto é, em relação à sua configuração essencialmente retaquando o revestimento 114 está inteiramente deslizado de forma proximal), mas não estãopor completo substancialmente afrouxados tal como ilustrado na figura 2b. Embora não ilus-trado explicitamente deve ser percebido que, também em outras modalidades, a extremida-de distai do tubo de pressão em uma segunda configuração tem uma configuração dobradade maneira tal que um ângulo entre um eixo geométrico longitudinal da extremidade proxi-mal do instrumento cirúrgico e a linha de centro do bico é pelo menos cerca de 45 graus emuma modalidade, e é pelo menos cerca de 10 graus em uma outra modalidade.
Embora as modalidades descritas anteriormente estejam dirigidas para configura-ções onde o endireitador circunda pelo menos parcialmente os tubos de pressão e de eva-cuação 110, 112, a invenção não é limitada neste aspecto. Modalidades onde o endireitadorse estende dentro ou adjacente a pelo menos um de os tubos de pressão e de evacuaçãotambém são consideradas pela presente invenção. Por exemplo, em uma modalidade, emvez de encerrar parcialmente os tubos 110, 112 o(s) endireitador(s) pode(m) ser contido(s)dentro ou adjacente(s) a um ou a ambos os tubos e ser(m) móvel(s)/deslizável(s) com rela-ção aos tubos para efetuar implantação/endireitamento. É considerado que, em algumasmodalidades, um ou mais endireitadores podem ser contidos e se estender dentro de ambosos tubos de pressão e de evacuação. Em outras modalidades o endireitador pode se esten-der adjacente a ambos os tubos. Em uma modalidade, quando o endireitador se estende e écontido dentro ou é adjacente a um ou a ambos os tubos de pressão e de evacuação, o en-direitador pode ser deslizável com relação aos tubos. Enquanto que em uma outra modali-dade os tubos de pressão e de evacuação são deslizáveis com relação ao endireitador paraefetuar uma mudança na forma da extremidade distai de ambos os tubos de pressão e deevacuação.
Os instrumentos cirúrgicos em certas modalidades podem ser configurados de ma-neira que o movimento relativo entre o endireitador e os tubos de pressão e de evacuaçãopode ser controlado por um operador do instrumento. Em uma modalidade o operador podedeslocar manualmente o endireitador ou os tubos para causar o movimento relativo. O endi-reitador e/ou os tubos podem incluir um posicionador para facilitar o controle do movimentode implantação por um operador. Muitas potenciais configurações de posicionador para faci-litar este controle estarão prontamente aparentes para os versados na técnica e estarãodentro do escopo da presente invenção. Em uma modalidade exemplar o posicionador podecompreender uma região de pega, colar ou maçaneta fixada ao revestimento para ajudar afacilitar este movimento relativo manual. Por exemplo, tal como mostrado na figura 2a, oendireitador é um revestimento 114 que inclui um posicionador compreendendo um colarcom uma região de pega 216 que se projeta para fora do revestimento 114 e é fixada a ele.Um operador pode deslocar o revestimento ao reter a região 216 e deslocar o posicionadorde forma distai ou de forma proximal. À medida que o posicionador 216 é deslocado o re-vestimento 114 desliza através de um suporte 209 no corpo de peça de mão 104. Marca-ções podem ser fornecidas no endireitador e/ou nos tubos para fornecer uma indicação daposição relativa. Em uma modalidade o revestimento 114 pode incluir uma pluralidade desegmentos telescópicos distintos tendo um comprimento conhecido, onde retração do reves-timento por um certo número de segmentos pode transladar para uma configuração distaipredeterminada. Em algumas modalidades o movimento do endireitador em relação aostubos de pressão e de evacuação 110, 112 pode ser controlado, de maneira tal que a orien-tação angular e/ou o raio de curvatura da extremidade distai dos tubos de pressão e de eva-cuação podem ser conhecidos com base na quantidade de movimento relativo entre o endi-reitador e os tubos.
Em uma outra modalidade um posicionador pode ser conectado operacionalmentea pelo menos um de o endireitador e os tubos de pressão e de evacuação, e ser controlávelpor um operador do instrumento para controlar movimento do endireitador em relação aostubos de pressão e de evacuação. Um tipo de posicionador está ilustrado na figura 6 e incluium mecanismo rosqueado 602. Nesta modalidade, uma rosca de parafuso macho oco 604 éacoplada a uma parte 606 do instrumento 102 e o revestimento 114 passa através da roscade parafuso 604. Um tubo rosqueado fêmea de casamento 608 pode se fixar diretamente ouindiretamente (tal como por meio de um suporte) ao revestimento 114. O tubo rosqueadofêmea 608 pode ser girado manualmente por meio de uma roda de acionamento manual610 para fazer com que o tubo rosqueado fêmea 608 gire e se desloque em uma direçãolongitudinal. Este movimento longitudinal do tubo rosqueado fêmea 608 causa o movimentolongitudinal do revestimento 114 para facilitar o controle do movimento relativo entre o re-vestimento 114 e os tubos de pressão e de evacuação.
Deve ser percebido que em outras modalidades o posicionador pode ser configura-do de modo diferente, já que a invenção não é limitada neste aspecto. Por exemplo, outrosmecanismos rosqueados conhecidos podem ser usados para controlar o movimento relativoentre o revestimento e os tubos de pressão e de evacuação. Em outras modalidades umaengrenagem de cremalheira e pinhão pode ser usada como um posicionador. A rotação deuma roda de acionamento manual 610 pode girar uma engrenagem de pinhão (não mostra-da) para fazer com que a cremalheira (não mostrada) e o revestimento 114 se desloquemlongitudinalmente. Em uma outra modalidade o posicionador inclui uma alavanca (não mos-trada). Vários outros tipos de mecanismos posicionadores conhecidos podem ser usadospara controlar o movimento relativo do endireitador e dos tubos de pressão e de evacuação.
Em algumas modalidades, uma ou mais superfícies da extremidade distai do ins-trumento cirúrgico podem ser construídas para ser superfícies de corte de tecido, por exem-pio, pelo fornecimento de uma borda de corte aguçada. Em uma modalidade, superfícies docoletor 200, do tubo de pressão 110 e ou do tubo de evacuação 112 podem incluir superfí-cies de corte para fornecer remoção de tecido mecânica. O tecido removido por estas super-fícies de corte pode ser evacuado pelo jato de líquido através do lúmen de evacuação 112em certas modalidades. Uma variedade de projetos para tais superfícies de raspagem/corteestá descrita no pedido publicado co-pendente US 2004-0243157 A1 que está incorporadoneste documento por meio desta referência.
Também é considerado que, em algumas modalidades onde o tubo de pressão éestendível para manter ou levar o bico em alinhamento com a abertura de recebimento dejato ou para manter um comprimento de jato consistente, o tubo de pressão pode ser so-mente estendível seletivamente. Em outras palavras, o operador pode controlar quando otubo de pressão é capaz de ser estendido. Em uma modalidade, uma junta de vedação 702tal como aquela descrita na patente US 6.923.792 do mesmo requerente, a qual está incor-porada neste documento pela referência, é usada na extremidade proximal do tubo de pres-são 704 para controlar seletivamente a capacidade de extensão do tubo de pressão. Umailustração esquemática de um sistema cirúrgico de jato de líquido incluindo uma junta devedação 702 está mostrada na figura 7. O sistema inclui um tubo de pressão 704 e um tubode evacuação adjacente 706 com uma extremidade distai 708, tal como discutido anterior-mente. Nesta modalidade particular, a extremidade distai do tubo de evacuação 706 e dotubo de pressão 704 se estendem dentro do revestimento 714 em uma configuração nãoimplantada substancialmente reta não afrouxada. A junta de vedação 702 é posicionada naextremidade proximal do tubo de pressão 704 de maneira tal que o fluido de alta pressãoveda a junta 702 no tubo de pressão 704. Em uma modalidade a junta de vedação 702 podeser, por exemplo, fixada ao corpo de peça de mão (não mostrado). Em uma modalidade, ajunta de vedação 702 é posicionada a jusante de um filtro 714 e pode capacitar um operadorpara controlar seletivamente o comprimento do tubo de pressão 704. Tal como discutidocom mais detalhes na patente 6.923.792, quando o um fluido de alta pressão flui através dotubo de pressão 704, o fluido de alta pressão cria uma vedação estanque em volta da junta702 de maneira tal que o tubo de pressão 704 não é móvel com relação à junta de vedação702. Na ausência de uma pressão alta, fluido escoando através do tubo de pressão 704, otubo de pressão 704 é deslizável com relação à junta 702. Em modalidades onde o tubo depressão 704 é estendível, a junta de vedação 702 pode ser usada seletivamente para es-tender uma parte do tubo de pressão se necessário. Nesta modalidade, a junta de vedação702 é construída de maneira tal que o tubo de pressão 704 é estendível somente quandonão existe fluido de alta pressão escoando através do tubo de pressão 704. Assim, um ope-rador pode desligar o fornecimento de fluido de alta pressão para o tubo de pressão 704, demaneira que ele pode mudar a forma da extremidade distai do instrumento, tal como discuti-do anteriormente. Deve ser percebido que de modo similar o tubo de evacuação pode serconfigurado para ser de forma similar estendível seletivamente, já que a invenção não é as-sim limitada. Também é considerado que em outras modalidades uma junta de vedação quepermite movimento do tubo de pressão enquanto sob pressão de fluido também pode serempregada.
A distância de separação 120 entre o bico e a abertura de recebimento de jato de-pende das exigências do procedimento cirúrgico particular para o qual o instrumento cirúrgi-co é usado; entretanto, para algumas modalidades típicas, a distância terá um valor máximode cerca de 1 cm, para outras modalidades típicas entre cerca de 2-6 mm e para tambémoutras modalidades típicas em torno de 3 mm. A abertura de recebimento de jato 118 podeter um diâmetro entre cerca de 0,01 (0,25 mm) e cerca de 0,2 polegada (5,08 mm), em ou-tras modalidades entre cerca de 0,03 (0,76 mm) e cerca de 0,1 polegada (2,54 mm) e emalgumas modalidades um diâmetro de cerca de 0,06 polegada (1,52 mm).
Em certas modalidades da invenção um instrumento cirúrgico de jato de líquido éempregado para uso em um método cirúrgico. A extremidade distai de um instrumento cirúr-gico de jato de líquido é inserida em um local da cirurgia no corpo de um paciente. Movimen-to relativo entre um endireitador e um tubo de pressão e um tubo de evacuação do instru-mento cirúrgico de jato de líquido é criado de maneira tal que pelo menos as extremidadesdistais de ambos os tubos de pressão e de evacuação sofrem dobramento à medida que oendireitador, o lúmen de pressão e o de evacuação são deslocados um em relação ao outro.Um ou mais de o raio de curvatura das extremidades distais de ambos os tubos de pressãoe de evacuação, o comprimento de arco de uma parte curva das extremidades distais deambos os tubos de pressão e de evacuação e a orientação angular das linhas de centrotanto de um bico em comunicação fluídica com o tubo de pressão quanto de uma aberturade recebimento de jato do tubo de evacuação, com relação a um eixo geométrico longitudi-nal da extremidade proximal do instrumento, mudam à medida que os tubos dobram. Umjato de líquido é criado com o instrumento cirúrgico de jato de líquido ao escoar um líquidosob alta pressão através do bico em comunicação fluídica com o tubo de pressão. O jato delíquido é direcionado para a abertura de recebimento de jato do tubo de evacuação do ins-trumento cirúrgico de jato de líquido e tecido selecionado dentro do local da cirurgia é corta-do ou removido cirurgicamente com o jato de líquido.
Em certas modalidades da invenção, um inventivo instrumento cirúrgico de jato delíquido é empregado para uso em um método cirúrgico, onde a extremidade distai do ins-trumento é inserida em um local da cirurgia no corpo de um paciente em uma primeira confi-guração. A extremidade distai do instrumento cirúrgico de jato de líquido é posicionada emuma segunda configuração. As extremidades distais de um tubo de pressão e de um tubo deevacuação do instrumento cirúrgico de jato de líquido sofrem dobramento ou endireitamentoà medida que o instrumento é posicionado na segunda configuração. A forma da extremida-de distai dos tubos de pressão e de evacuação é adaptada especificamente para o localparticular da cirurgia quando posicionada na segunda configuração. Um jato de líquido écriado com o instrumento cirúrgico de jato de líquido ao escoar um líquido sob alta pressãoatravés do bico em comunicação fluídica com o tubo de pressão. O jato de líquido é direcio-nado para a abertura de recebimento de jato do tubo de evacuação do instrumento cirúrgicode jato de líquido e tecido selecionado dentro do local da cirurgia é cortado ou removido ci-rurgicamente com o jato de líquido.
Em certas modalidades, o instrumento cirúrgico de jato de líquido e os métodos ci-rúrgicos descritos anteriormente podem ser usados para cirurgia da coluna vertebral, cére-bro, próstata, bexiga, seio, coração, cavidades nasais, fígado, pulmões, várias juntas, bexigade fel, rins, ovários e outros órgãos tendo um espaço confinado.
Um aspecto da invenção envolve a descoberta de que certos problemas podem a-parecer quando certos instrumentos cirúrgicos de jato de líquido convencionais são usadosem procedimentos cirúrgicos, especialmente em um espaço confinado dentro do corpo. Porexemplo, quando um instrumento é inserido em um espaço de corpo confinado, o instrumen-to pode não ser configurado para ser capaz de manobrar bem dentro do espaço confinado.As dimensões dos componentes na extremidade distai do instrumento podem ser seleciona-das para ser pequenas para capacitar o instrumento para se encaixar no espaço confinado.Entretanto, uma vez que no espaço confinado, a configuração da extremidade distai do ins-trumento pode não ser adequada para executar um procedimento cirúrgico particular no es-paço confinado.
Tal como mostrado na figura 8, os inventivos instrumentos cirúrgicos de jato de lí-quido onde as extremidades distais tanto dos tubos de pressão quanto dos tubos de evacu-ação têm mais de uma configuração podem ser bem apropriados para inserção na colunavertebral de um paciente para aplicações de cirurgia de coluna vertebral. A coluna vertebralé feita dos ossos vertebrais que são conectados na parte anterior (frente) da coluna verte-bral por meio de discos intervertebrais. Os discos intervertebrais fornecem suporte e amor-tecimento para a coluna vertebral, servindo como o sistema de absorção de choque da co-luna vertebral. As facetas 800 são onde uma vértebra entra em contato com uma outra vér-tebra. Os discos também permitem algum movimento de coluna vertebral, embora movimen-to de disco individual seja muito limitado . Muitos Iigamentos e músculos também são fixa-dos à parte posterior (costa) da coluna vertebral para fornecer potência para movimento decoluna vertebral. A protuberância espinhosa 802 e as protuberâncias transversais 804 ser-vem como ancoragens para os ligamentos. Cada disco intervertebral é composto de umcomponente semelhante a anel externo constituído de lâminas concêntricas de fibras decolágeno, chamado de o anel fibroso 806, e de um tecido semigelatinoso interno, chamadode o núcleo pulposo 808. A estrutura radial do anel fibroso 806 impede que o núcleo pulposo808 se estenda a partir do disco. Na coluna vertebral existem quatro segmentos de curvatu-ras de coluna vertebral. Das partes superiores (topo) para as inferiores (parte de baixo) dacoluna vertebral, estas curvaturas incluem as partes cervical, tòrácica, Iombare sacral.
Procedimentos cirúrgicos em discos intervertebrais nas partes lombar, cervical outorácica da coluna vertebral são executados por uma variedade de motivos, os quais inclu-em tratamento de lacerações em herniação ou ruptura do anel fibroso 806, herniação ouperda do núcleo pulposo 808 e perda significativa de altura de disco. Herniação resultaquando o anel fibroso 806 enfraquece de maneira tal que o núcleo pulposo central macio808 se torna saliente através das camadas do anel fibroso 806. O núcleo pulposo 808 podese tornar saliente ou vazar posteriormente na direção do cordão espinhal 810 e das raízesde nervo principal 812, causando dor e desconforto significativos.
Um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns para tratar uma herniação de discoé uma discectomia. Este procedimento envolve a remoção de partes do disco que colidemcom as raízes de nervo 812 ou com o cordão espinhal 810 posterior ao disco. Todo ou par-tes do núcleo pulposo 808 podem ser removidas para minimizar o risco de herniações adi-cionais. O núcleo pulposo 808 pode ser acessado por meio de uma variedade de técnicascirúrgicas reconhecidas. Em certas modalidades, o núcleo pulposo 808 é acessado direta-mente através do anel fibroso 806. Por exemplo, o núcleo pulposo pode ser acessado poruma incisão através da parte anterior ou da parte posterior do anel fibroso 806. Em outrasmodalidades, onde uma abertura já tenha se formado dentro do anel fibroso, pode ser dese-jável acessar o núcleo pulposo através desta abertura. Também em outras modalidades, onúcleo pulposo é acessado por meio do corpo vertebral ou através de uma placa de extre-midade. Por exemplo, em certas modalidades, o núcleo pulposo pode ser acessado ao sepenetrar na coluna vertebral através da parte sacral. Deve ser percebido que, em certasmodalidades, os inventivos instrumentos cirúrgicos podem ser inseridos na coluna vertebralusando uma variedade de técnicas conhecidas para entrar na coluna vertebral, tal comoseria reconhecido pelos versados na técnica.
Vários dispositivos podem ser usados para substituir partes do núcleo pulposo e/ouanel fibroso removidos, ou o disco totalmente. Por exemplo, quando somente o núcleo pul-poso 808 é substituído, um dispositivo protético pode ser inserido através de um furo criadono anel fibroso 806. Uma vez que o dispositivo protético esteja dentro dos limites do anelfibroso 806, o dispositivo pode expandir, inflar ou se posicionar para preencher a área dodisco que foi removida.
Em certas aplicações cirúrgicas, pode ser desejável remover todo ou partes do nú-cleo pulposo interno 808, deixando o anel fibroso 806 tão intacto quanto possível. Entretan-to, instrumentos cirúrgicos convencionais que são usados para remover partes do disco in-tervertebral podem não ser capazes de manobrar dentro do anel fibroso 806 para seremcapazes de acessar e remover as partes apropriadas do núcleo pulposo interno 808. Porexemplo, no local confinado de cirurgia mostrado na figura 8, pode ser desejável que o ins-trumento acesse partes do núcleo pulposo 808 perto do cordão espinhal 810 na região B,assim como em um outro lado do disco na região B.
Tal como mencionado anteriormente, por causa de os inventivos instrumentos ci-rúrgicos de jato de líquido poderem ser configurados e operados para fornecer uma plurali-dade de configurações de extremidade distai com uma geometria e um contorno (ou faixa degeometrias e contornos sobre uma faixa de implantação) projetados especificamente paraum local específico da(s) cirurgia(s), eles podem, de acordo com certas modalidades da in-venção em que os instrumentos são configurados especificamente para procedimentos ci-rúrgicos dentro da coluna vertebral, ser utilizados vantajosamente em procedimentos cirúrgi-cos para remover todo ou partes do núcleo pulposo interno. Por causa de a forma da extre-midade distai do instrumento poder ser mudada quando o instrumento já está posicionadono local da cirurgia, o instrumento pode ser particularmente bem apropriado para removerpartes do núcleo pulposo, por exemplo, nas regiões A e Β. O instrumento pode ser configu-rado e posicionado a fim de deixar outras partes do núcleo pulposo, e/ou do anel fibrosoe/ou outras partes da coluna vertebral, tais como a cartilagem das placas de extremidade,tão intactas quanto possível.
Por exemplo, tal como ilustrado na figura 8, um instrumento 850, o qual pode incluiruma cânula 852, pode ser inserido através de uma abertura 854 no anel fibroso 806 em umaprimeira configuração, a qual pode ter uma extremidade distai substancialmente reta. A a -bertura 854 através da qual um instrumento cirúrgico pode ser inserido pode ser só de apro-ximadamente 1 cm de diâmetro, ou em uma outra modalidade, de aproximadamente 0,5 cmde diâmetro. A cânula deve ser inserida na coluna vertebral em um modo para evitar o cor-dão espinhal 810, as facetas 800, o pedículo 816, a protuberância espinhosa 802 e as pro-tuberâncias transversais 804. Em seguida, a forma da extremidade distai pode ser mudadapara uma segunda configuração dobrada, tal como ilustrado na figura 8. Para acessar outraspartes no local da cirurgia, a forma da extremidade distai do instrumento 850 pode ser ajus-tada adicionalmente para uma terceira configuração. Deve ser percebido que, em algumasmodalidades, a extremidade distai do instrumento é configurada para ajustar a sua formapara seguir o contorno interno do anel fibroso 806 de um disco intervertebral.
Em certas modalidades, tais como para aqueles instrumentos projetados especifi-camente para aplicações em coluna vertebral, o diâmetro externo do tubo de evacuaçãopode variar de cerca de 0,5 mm a cerca de 2 mm, e o diâmetro externo da extremidade dis-tai do instrumento, incluindo o tubo de evacuação combinado com o tubo de pressão, podevariar de cerca de 0,8 mm a cerca de 3 mm. Durante a inserção do instrumento no disco, ooperador do instrumento pode então posicionar a extremidade distai do instrumento em umaconfiguração diferente. O operador pode então ligar uma bomba ou dispensador fornecendolíquido de alta pressão para o dispositivo, tal como discutido anteriormente, a fim de criar umjato de líquido com o instrumento cirúrgico. O jato de líquido pode então ser direcionado pa-ra a abertura de recebimento de jato do tubo de evacuação do instrumento, o qual pode serefetivo para cortar ou remover cirurgicamente um tecido selecionado dentro do disco inter-vertebral.
Embora diversas modalidades da invenção tenham sido descritas e ilustradas nestedocumento, os versados na técnica prontamente visualizarão uma variedade de outros dis-positivos e estruturas para executar as funções e/ou obter os resultados ou vantagens des-critas neste documento, e cada um de tais variações, modificações e aperfeiçoamentos ésuposto estar dentro do escopo da presente invenção. De uma maneira mais geral, os ver-sados na técnica prontamente perceberão que todos os parâmetros, dimensões, materiais econfigurações descritos neste documento são pretendidos para serem exemplares e queparâmetros, dimensões, materiais e configurações reais dependerão das aplicações especí-ficas para as quais os preceitos da presente invenção serão usados. Os versados na técnicareconhecerão, ou serão capazes de averiguar usando não mais do que experimentação derotina, muitas equivalências às modalidades específicas da invenção descrita neste docu-mento. Portanto, é para ser entendido que as modalidades anteriores são apresentadas so-mente a título de exemplo e que, dentro do escopo das reivindicações anexas e equivalên-cias a elas, a invenção pode ser praticada de outro modo a não ser tal como especificamen-te descrito. A presente invenção diz respeito a cada recurso, sistema, material e/ou métodoindividual descrito neste documento. Além do mais, qualquer combinação de dois ou maistais recursos, sistemas, materiais e/ou métodos, desde que tais recursos, sistemas, materi-ais e/ou métodos não sejam mutuamente inconsistente, está incluída no escopo da presenteinvenção. Todas as definições, tal como definido e usado neste documento, devem ser en-tendidas para domínio além das definições de dicionário, definições ou uso em documentosincorporados pela referência, e/ou significados usuais dos termos definidos.
Também deve ser entendido que, a não ser que claramente indicado ao contrário,em quaisquer métodos reivindicados neste documento que incluem mais de uma etapa ouato, a ordem das etapas ou atos do método não é necessariamente limitada à ordem naqual as etapas ou atos do método são relatadas.
Nas reivindicações (assim como na especificação anterior), todas as expressõestransicionais ou expressões de inclusão e termos, tais como "compreendendo", "incluindo","carregando", "tendo", "contendo", "composto de", "feito de", "formado de", "envolvendo" eoutros mais serão interpretados para ser finalizados abertos, isto é, para significar "incluindo,mas não se limitando a estes" e, portanto, abrangendo os itens listados em seguida e equi-valências dos mesmos, assim como itens adicionais. Somente as expressões transicionaisou expressões de inclusão "consistindo de" e "consistindo essencialmente de" são para serinterpretadas como fechadas ou expressões semifechadas, respectivamente. Os artigosindefinidos "um" e "uma", tal como usado aqui na especificação e nas reivindicações, a nãoser que claramente indicado ao contrário, devem ser entendidos para significar "pelo menosum".

Claims (48)

1. Instrumento cirúrgico, CARACTERIZADO pelo fatode que compreende:uma extremidade distai adaptada para executar umprocedimento cirúrgico em um paciente e uma extremidade pró-xima 1 ;um tubo de pressão tendo suficiente resistência aoestouro para conduzir um liquido de alta pressão na direçãoda extremidade distai do instrumento-, o tubo de pressão in-cluindo pelo menos um bico fornecendo uma abertura de jato,o bico sendo modelado para formar um jato de liquido à medi-da que o liquido de alta pressão escoa através dele;um tubo de evacuação incluindo uma abertura de re-cebimento de jato localizável oposta à abertura de jato, emque o bico é alinhado com a abertura de recebimento de jatopara receber o jato de liquido quando o instrumento está emoperação;em que pelo menos as extremidades distais de ambosos tubos de pressão e evacuação têm uma primeira configura-ção em um estado não afrouxado e uma segunda configuração emum estado de mais afrouxado; eum endireitador construído e arranjado para con-trolar seletivamente a configuração das extremidades distaisde ambos os tubos de pressão e evacuação para mudar um oumais de o raio de curvatura das extremidades distais de am-bos os tubos de pressão e evacuação, o comprimento de arcode uma parte curva das extremidades distais de ambos os tu-bos de pressão e evacuação, e a orientação angular com rela-ção a um eixo geométrico longitudinal da extremidade proxi-mal do instrumento cirúrgico tanto de uma linha de centro dobico quanto de uma linha de centro da abertura de recebimen-to de jato.
2. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que as extremidadesdistais de ambos os tubos de pressão e evacuação são subs-tancialmente retas na primeira configuração.
3. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que as extremidadesdistais de ambos os tubos de pressão e evacuação são curva-das na segunda configuração.
4. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que o endireitador éconstruído e arranjado para mudar o raio de curvatura dasextremidades distais de ambos os tubos de pressão e evacua-ção .
5. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que o endireitador éconstruído e arranjado para mudar a orientação angular comrelação a um eixo geométrico longitudinal da extremidadeproximal do instrumento cirúrgico tanto de uma linha de cen-tro do bico quanto de uma linha de centro da abertura de re-cebimento de jato.
6. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que o endireitador éconstruído e arranjado para mudar cada um de o raio de cur-vatura das extremidades distais dos tubos de pressão e eva-cuação, o comprimento de arco de uma parte curva das extre-midades distais de ambos os tubos de pressão e evacuação, ea orientação angular com relação a um eixo geométrico longi-tudinal da extremidade proximal do instrumento cirúrgicotanto de uma linha de centro do bico quanto de uma linha decentro da abertura de recebimento de jato.
7. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que o endireitadorcompreende um revestimento tubular que circunda pelo menosuma parte do tubo de pressão e do tubo de evacuação, e emque pelo menos um de o revestimento e os tubos de pressão eevacuação são deslizáveis um em relação ao outro para efetu-ar uma mudança na forma das extremidades distais tanto dotubo de pressão quanto do tubo de evacuação.
8. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 7, CARACTERIZADO pelo fato de que o revestimento tu-bular compreende uma cânula através da qual o instrumentocirúrgico é introduzido no corpo do paciente.
9. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 7, CARACTERIZADO pelo fato de que o revestimento édeslizável com relação aos tubos de pressão e evacuação.
10. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 7, CARACTERIZADO pelo fato de que os tubos de pres-são e evacuação são deslizáveis com relação ao revestimento.
11. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que pelo menos umaparte do tubo de pressão é estendivel de maneira tal que,como a configuração das extremidades distais de ambos os tu-bos de pressão e evacuação é controlada seletivamente, o bi-co mantém ou é levado para alinhamento com a abertura de re-cebimento de jato.
12. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que pelo menos umaparte do tubo de evacuação é estendivel de maneira tal que,como a configuração das extremidades distais de ambos os tu-bos de pressão e evacuação é controlada seletivamente, o bi-co mantém ou é levado para alinhamento com a abertura de re-cebimento de jato.
13. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 11, CARACTERIZADO pelo fato de que o tubo de pressãoinclui uma seção espiralada.
14. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que compreende adicio-nalmente uma peça de mão tendo um corpo, em que a extremida-de proximal do tubo de pressão e do tubo de evacuação passamatravés do corpo.
15. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que compreende adicio-nalmente um posicionador conectado operacionalmente a pelomenos um de o endireitador e os tubos de pressão e evacuaçãoe controlável por um operador do instrumento, em que o posi-cionador controla o movimento do endireitador em relação aotubo de pressão e ao tubo de evacuação.
16. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 14, CARACTERIZADO pelo fato de que o tubo de pressãoinclui uma seção espiralada de maneira tal que pelo menosuma parte do tubo de pressão é estendível, e em que a seçãoespiralada do tubo de pressão fica dentro do corpo de peçade mão.
17. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 13, CARACTERIZADO pelo fato de que pelo menos umaparte da seção espiralada do tubo de pressão se enrola emvolta do tubo de evacuação.
18. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que pelo menos umaparte da extremidade distai do tubo de pressão é acoplada àextremidade distai do tubo de evacuação para impedir movi-mento relativo entre eles.
19. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 18, CARACTERIZADO pelo fato de que o lúmen de pres-são compreende adicionalmente um coletor, em que o bico éformado no coletor.
20. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 19, CARACTERIZADO pelo fato de que o coletor acoplaa extremidade distai do tubo de pressão à extremidade distaido tubo de evacuação.
21. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que pelo menos uma dea extremidade distai do tubo de evacuação e a extremidadedistai do tubo de pressão é formada de uma liga de metal.
22. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 21, CARACTERIZADO pelo fato de que a liga de metalcompreende NITINOL.
23. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que a extremidade pro-ximal do tubo de pressão é formada de um material diferentedaquele da extremidade distai do tubo de pressão.
24. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 8, CARACTERIZADO pelo fato de que compreende adicio-nalmente um alinhador posicionado dentro do revestimento, emque o alinhador é acoplado a um de o tubo de pressão e o tu-bo de evacuação e recebe de forma deslizante pelo menos umaparte do outro do tubo de pressão e o tubo de evacuação.
25. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que o liquido de altapressão é fornecido para a abertura de jato quando o instru-mento está em operação em uma pressão de pelo menos 1.000psig (6.894,7 kPa).
26. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 25, CARACTERIZADO pelo fato de que o liquido de altapressão é fornecido para a abertura de jato quando o instru-mento está em operação em uma pressão dentro de uma faixa decerca de 10.000 psig (68.947,5 kPa) a 20.000 psig (137.895,1kPa) .
27. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que a extremidade dis-tai do instrumento cirúrgico tem uma forma e tamanho confi-gurados especificamente para executar um procedimento cirúr-gico em uma região predeterminada do corpo do paciente defi-nindo um local da cirurgia.
28. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 27, CARACTERIZADO pelo fato de que a região prede-terminada do corpo do paciente definindo um local da cirur-gia é a coluna vertebral do paciente.
29. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 28, CARACTERIZADO pelo fato de que a extremidadedistai do instrumento cirúrgico é configurada para ajustarsua forma ao contorno interno do anel fibroso de um discointervertebral.
30. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que a extremidade dis-tai do tubo de pressão na segunda configuração tem uma con-figuração dobrada de maneira tal que um ângulo entre um eixogeométrico longitudinal da extremidade proximal do instru-mento cirúrgico e a linha de centro do bico é pelo menoscerca de 10 graus.
31. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 30, CARACTERIZADO pelo fato de que a extremidadedistai do tubo de pressão na segunda configuração tem umaconfiguração dobrada de maneira tal que um ângulo entre umeixo geométrico longitudinal da extremidade proximal do ins-trumento cirúrgico e a linha de centro do bico é pelo menoscerca de 45 graus.
32. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 31, CARACTERIZADO pelo fato de que a extremidadedistai do tubo de pressão na segunda configuração tem umaconfiguração dobrada de maneira tal que um ângulo entre umeixo geométrico longitudinal da extremidade proximal do ins-trumento cirúrgico e a linha de centro do bico é pelo menoscerca de 90 graus.
33. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 32, CARACTERIZADO pelo fato de que a extremidadedistai do tubo de pressão na segunda configuração tem umaconfiguração dobrada de maneira tal que um ângulo entre umeixo geométrico longitudinal da extremidade proximal do ins-trumento cirúrgico e a linha de centro do bico é pelo menoscerca de 180 graus.
34. Instrumento cirúrgico, de acordo com a reivin-dicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que o lúmen de evacua-ção é modelado e posicionável para capacitar evacuação basi-camente de todo o liquido compreendendo o jato de liquido daabertura de recebimento de jato para a extremidade proximaldo instrumento, sem a necessidade de uma fonte de sucção externa.
35. Método, CARACTERIZADO pelo fato de que compre-ende:inserir pelo menos uma parte de um instrumento ci-rúrgico de jato de liquido compreendendo uma extremidadedistai adaptada para executar um procedimento cirúrgico emum paciente e uma extremidade proximal em um local da cirur-gia no corpo de um paciente;criar movimento relativo entre um endireitador eum tubo de pressão e um tubo de evacuação do instrumento ci-rúrgico de jato de liquido, em que pelo menos as extremida-des distais de ambos os tubos de pressão e evacuação sofremdobramento ou endireitamento à medida que o endireitador eos tubos de pressão e evacuação são deslocados um em relaçãoao outro de maneira tal que um ou mais de o raio de curvatu-ra das extremidades distais de ambos os tubos de pressão eevacuação, o comprimento de arco de uma parte curva das ex-tremidades distais de ambos os tubos de pressão e evacuação,e a orientação angular das linhas de centro tanto de um bicoem comunicação fluidica com o tubo de pressão quanto de umaabertura de recebimento de jato do tubo de evacuação com re-lação a um eixo geométrico longitudinal da extremidade pro-ximal do instrumento cirúrgico muda à medida que os tubosdobram;criar um jato de liquido com o instrumento cirúr-gico de jato de liquido ao escoar um liquido sob alta pres-são através do bico em comunicação fluidica com o tubo depressão;dirigir o jato de liquido na direção da aberturade recebimento de jato do tubo de evacuação do instrumentocirúrgico de jato de liquido; ecortar ou retirar cirurgicamente um tecido sele-cionado dentro do local da cirurgia com o jato de liquido.
36. Método, de acordo com a reivindicação 35,CARACTERIZADO pelo fato de que compreende adicionalmente:deslocar de forma distai o endireitador em relaçãoaos tubos de pressão e evacuação para endireitar as extremi-dades distais tanto do tubo de pressão quanto do tubo de e-vacuação.
37. Método, de acordo com a reivindicação 35,CARACTERIZADO pelo fato de que compreende adicionalmente:deslocar de forma proximal o endireitador em rela-ção aos tubos de pressão e evacuação para aumentar o grau dedobramento das extremidades distais tanto do tubo de pressãoquanto do tubo de evacuação.
38. Método, de acordo com a reivindicação 35,CARACTERIZADO pelo fato de que o local da cirurgia é a colu-na vertebral do paciente.
39. Método, de acordo com a reivindicação 38,CARACTERIZADO pelo fato de que o local da cirurgia é um dis-co intervertebral do paciente.
40. Método, de acordo com a reivindicação 39,CARACTERIZADO pelo fato de que a extremidade distai do ins-trumento cirúrgico de jato de liquido é inserida no discointervertebral através do anel fibroso.
41. Método, CARACTERIZADO pelo fato de que compreende:inserir pelo menos uma parte de um instrumento ci-rúrgico de jato de liquido compreendendo uma extremidadedistai adaptada para executar um procedimento cirúrgico emum paciente e uma extremidade proximal em um local da cirur-gia no corpo de um paciente, em que a extremidade distai doinstrumento cirúrgico de jato de liquido está em uma primei-ra configuração à medida que ela é inserida no local da ci-rurgia;posicionar a extremidade distai do instrumento ci-rúrgico de jato de liquido em uma segunda configuração, emque a extremidade distai do instrumento cirúrgico de jato deliquido compreende um tubo de pressão e um tubo de evacuaçãoque sofrem dobramento ou endireitamento à medida que o ins-trumento é posicionado na segunda configuração, em que aforma da extremidade distai dos tubos de pressão e evacuaçãoé especificamente adaptada para o local da cirurgia quandona configuração posicionada;criar um jato de liquido com o instrumento cirúr-gico de jato de liquido ao escoar um liquido sob alta pres-são através de um bico em comunicação fluidica com o tubo depressão;dirigir o jato de liquido na direção de uma aber-tura de recebimento de jato do tubo de evacuação do instru-mento cirúrgico de jato de liquido; ecortar ou retirar cirurgicamente um tecido sele-cionado dentro do local da cirurgia com o jato de liquido.
42. Método, de acordo com a reivindicação 41,CARACTERIZADO pelo fato de que o procedimento de posicionara extremidade distai do instrumento cirúrgico de jato de li-quido na segunda configuração compreende:criar movimento relativo entre um endireitador eos tubos de pressão e evacuação de maneira tal que os tubosde pressão e evacuação sofram dobramento ou endireitamento àmedida que o endireitador e os tubos de pressão e evacuaçãosão deslocados um em relação ao outro, de maneira que a ori-entação angular tanto de uma linha de centro do bico quantode uma linha de centro da abertura de recebimento de jatocom relação ao eixo geométrico longitudinal da extremidadeproximal do instrumento cirúrgico muda à medida que os tubosdobram ou endireitam.
43. Método, de acordo cora a reivindicação 42,CARACTERIZADO pelo fato de que compreende adicionalmente:deslocar de forma distai o endireitador em relaçãoaos tubos de pressão e evacuação para endireitar as extremi-dades distais tanto do tubo de pressão quanto do tubo de e-vacuação.
44. Método, de acordo com a reivindicação 42,CARACTERIZADO pelo fato de que compreende adicionalmente:deslocar de forma proximal o endireitador em rela-ção aos tubos de pressão e evacuação para aumentar o grau dedobramento das extremidades distais tanto do tubo de pressãoquanto do tubo de evacuação.
45. Método, de acordo com a reivindicação 41,CARACTERIZADO pelo fato de que o local da cirurgia é a colu-na vertebral do paciente.
46. Método para fabricação de um instrumento ci-rúrgico de jato de liquido compreendendo um tubo de pressãoe um tubo de evacuação, o método CARACTERIZADO pelo fato deque compreende:formar uma dobra na extremidade distai de um tubode pressão do instrumento cirúrgico de jato de liquido, emque o tubo de pressão tem suficiente resistência ao estouropara conduzir um liquido de alta pressão na direção de umaextremidade distai do instrumento, o tubo de pressão inclu-indo pelo menos um bico fornecendo uma abertura de jato, emque o bico é modelado para formar um jato de liquido à medi-da que um liquido em alta pressão escoa através dele;formar uma dobra na extremidade distai de um tubode evacuação do instrumento cirúrgico de jato de liquido, emque o tubo de evacuação inclui uma abertura de recebimentode jato tendo uma área seccional transversal localizada o-posta à abertura de jato;conectar de forma deslizante um endireitador a pe-lo menos às extremidades distais de ambos os tubos de pres-são e evacuação, em que o endireitador é construído e arran-jado para controlar seletivamente a configuração das extre-midades distais de ambos os tubos de pressão e evacuação pa-ra mudar um ou mais de o raio de curvatura das extremidadesdistais de ambos os tubos de pressão e evacuação, o compri-mento de arco de uma parte curva das extremidades distais deambos os tubos de pressão e evacuação, e a orientação angu-lar com relação a um eixo geométrico longitudinal da extre-midade proximal do instrumento cirúrgico tanto de uma linhade centro do bico quanto de uma linha de centro da aberturade recebimento de jato.
47. Método, de acordo com a reivindicação 46,CARACTERIZADO pelo fato de que o endireitador compreende umrevestimento circundando pelo menos as extremidades distaisde ambos os tubos de pressão e evacuação.
48. Método, de acordo com a reivindicação 46,CARACTERIZADO pelo fato de que as dobras nas extremidadesdistais tanto do tubo de pressão quanto do tubo de evacuaçãocriadas durante os procedimentos de formação são formadaspelo aquecimento das extremidades distais para uma tempera-tura de pelo menos aproximadamente 750°F (398,9°C) e em se-guida resfriamento rápido das extremidades distais em umfluido de resfriamento.
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