BRPI0708347A2 - inibição jak2 como um tratamento da hipertensão arterial pulmonar - Google Patents

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Abstract

INIBIçAO DE JAK2 COMO UM TRATAMENTO DE HIPERTENSAO ARTERIAL PULMONAR A presente invenção se refere a um método de tratar hipertensãO pulmonar arterial mediante administração de uma quantidade terapeuticamente eficaz de um inibidor seletivo do JAK2 a um paciente precisando do mesmo.

Description

INIBIÇÃO DE JAK2 COMO UM TRATAMENTO DE HIPERTENSÃOARTERIAL PULMONAR
CAMPO DA INVENÇÃO
A presente invenção se refere ao uso de um inibidor doJAK2 para tratar hipertensão arterial pulmonar.
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
Hipertensão arterial pulmonar (PAH) é definida comouma doença vascular pulmonar afetando os arteríolospulmonares resultando em uma elevação na pressão arterialpulmonar e resistência vascular pulmonar, mas com pressõesde enchimento do lado esquerdo, normais ou apenasbrandamente elevadas (1) . PAH é causada por uma constelaçãode doenças que afetam a vasculatura pulmonar. PAH pode sercausada por distúrbios vasculares de colágeno ou associadaaos mesmos, tal como esclerose sistêmica (escleroderma),doença cardíaca congênita não-corrigida, doença do fígado,hipertensão portal, infecção por HIV, Hepatite C, certastoxinas, esplenectomia, telangiectasia hemorrágicahereditária, e anormalidades genéticas primárias.Especificamente, uma mutação no receptor tipo 2 de proteínamorfogenética do osso (um receptor TGF-b) foi identificadacomo uma causa de hipertensão pulmonar primária familiar(PPH) (2,3). Estima-se que 6% dos casos de PPH sejamfamiliais, e que o restante seja "esporádico". A incidênciade PPH é estimada como sendo de aproximadamente 1 caso porpopulação de 1 milhão de pessoas. Causas secundárias de PAHtêm uma incidência muito superior. A assinatura patológicada PAH é a lesão plexiforme do pulmão que consiste emproliferação de células endoteliais obliterativas ehipertrofia de célula de músculo liso vascular emarteríolos pulmonares pré-capilares pequenos. PAH é umadoença progressiva associada à elevada mortalidade.Pacientes com PAH podem desenvolver insuficiênciaventricular direita (RV). A extensão da insuficiência do RVprediz o resultado (4).
A avaliação e o diagnóstico de PAH são analisados porMcLaughlin e Rich (1) e McGoon e outros (5). Um históricoclínico, tal como sintomas encurtamento da respiração, umhistórico familiar de PAH, presença de fatores de risco, edescobertas em exame físico, raio-X do peito eeletrocardiograma podem levar a suspeita de PAH. A próximaetapa na avaliação incluirá normalmente um ecocardiograma.
0 ecocardiograma pode ser usado para estimar a pressãoarterial pulmonar a partir da análise de Doppler do jato deregurgitação tricúspide. 0 ecocardiograma também pode serusado para avaliar a função do ventrículo direito e doventrículo esquerdo, e a presença de doença cardíacavalvular tal como estenose mitral e estenose aórtica. 0ecocardiograma também pode ser útil no diagnóstico dedoença cardíaca congênita tal como defeito septal atrialnão-corrigido ou duto arterioso patente. Descobertasatravés de ecocardiograma consistentes com o diagnóstico dePAH incluiriam: 1) evidência de Doppler de elevada pressãoarterial pulmonar; 2) ampliação atrial direita; 3)ampliação ventricular direita e/ou hipertrofia; 4) ausênciade estenose mitral, estenose pulmônica, e estenose aórtica;5) ventrículo esquerdo pequeno ou tamanho normal; 6)preservação relativa da, ou função ventricular esquerdanormal. Para confirmar o diagnóstico de PAH umacateterização cardíaca para medir diretamente as pressõesno lado direito do coração e na vasculatura pulmonar éobrigatória. Uma medição exata da pressão capilar pulmonarem cunha (PCWP) que proporciona uma estimativa exata dapressão diastólica de extremidade ventricular esquerda eatrial esquerda tambémé exigida. Se uma PCWP precisa nãopuder ser obtida então medição direta de pressão diastólica- de extremidade LV mediante cateterização do lado esquerdodo coração é aconselhado. Por definição, os pacientes comPAH devem ter uma PCWP baixa ou normal. Contudo, nosestágios tardios da PAH a PCWP pode se tornar de certo modoelevada embora normalmente não superior a 16 mmHg (1,5) . Olimite superior de pressão arterial pulmonar de normal paramédia em um humano adulto é de 19 mm Hg. Uma definiçãocomumente usada de pressão arterial pulmonar média é umterço do valor da pressão arterial pulmonar sistólicaacrescida de dois terços da pressão arterial pulmonardiastólica. PAH grave pode ser definida como uma pressãoarterial pulmonar média superior ou igual a 25 mm Hg comuma PCWP inferior ou igual a 15-16 mm Hg, e uma resistênciavascular pulmonar (PVR) maior ou igual a 24 0 dinas seg/cm5.Resistência vascular pulmonar é definida como a pressãoarterial pulmonar média menos a PCWP dividida pelo débitocardíaco. Essa relação é multiplicada por 8 0 para exprimiro resultado em dina-seg/cm5. A PVR também pode ser expressaem mililitros de Hg por litro por minuto o que é referidocomo Unidades de Wood. A PVR em um adulto normal é de 67±23dinas seg/cm5 ou uma Unidade de Wood (1,5,6) . Em testesclínicos para testar a eficácia de drogas para PHA, ospacientes com doença miocárdica do lado esquerdo ou doençacardíaca valvular são tipicamente excluídos (6).Até recentemente, a única terapia eficaz a longo prazopara PAH em conjunto com terapia anticoagulante eraadministração intravenosa contínua de prostaciclina, tambémconhecida como epoprostenol (PGI2) (7,8). Recentemente, oantagonista do receptor de endotelina não-seletivo, jbosentan, mostrou eficácia para o tratamento de PAH (9) .Como o primeiro agente biodisponível oralmente com eficáciano tratamento de PAH, bosentan representa um avançosignificativo. Contudo, um subconjunto de pacientestratados com bosentan pode continuar a deteriorar e exigira adição de PGI2. Inversamente, alguns pacientes em PGI2podem ser desacostumados desse medicamento com a adição debosentan. PGI2 tem as propriedades de antiplaqueta,inotrópicas, e vasodilatadoras. Evidência recente sugereque PGI2 pode ter efeitos benéficos adicionais naremodelagem vascular (10) . Na maioria dos casos, dosagemincrementai é necessária devido à resistência/taquifilaxiaaparente. 0 mecanismo para essa resistência não éconhecido. Antagonistas de receptor tipo A de endotelinaseletivos estão atualmente em desenvolvimento para otratamento de PAH (6,11). Sildenafil, um inibidor dafosfodiesterase tipo V (PDE-V) foi recentemente aprovadopara o tratamento de PAH (12, 13) . Inibição de PDE-Vresulta em um aumento em GMP cíclica que leva àvasodilatação da vasculatura pulmonar. Treprostinil, umanálogo de PGI2, pode ser administrado subcutaneamente empacientes apropriadamente selecionados com PAH (14, 15).Além disso, Iloprost, outro análogo de prostaciclina, podeser administrado na forma nebulizada mediante inalaçãodireta (16) . Esses agentes são usados para tratar PAH demúltiplas etiologias, incluindo PAH associado com oucausado por PAH familiar (hipertensão pulmonar primária ouPPH) , PAH idiopática, escleroderma, doença de tecidoconectivo misto, lúpus eritematoso sistêmico, infecção porHIV, toxinas tais como fentermina/fenfluramina, doençacardíaca congênita, Hepatite C, cirrose do fígado,hipertensão arterial pulmonar trombo-embólica crônica(distai ou inoperável) , telangiectasia hemorrágicahereditária, e esplenectomia.
O modelo de monocrotalina em ratos é um modelo padrãoe bem aceito de PAH. Aperfeiçoamento em hipertensãoarterial pulmonar a partir do tratamento com droga nomodelo de monocrotalina em ratos é preditivo da respostaterapêutica em humanos com PAH. Por exemplo, ambos osantagonistas do receptor ETA/B, seletivos e não-seletivosforam apresentados como aperfeiçoando a vasodilataçãopulmonar mediada por óxido nítricô, reduzsignificativamente a hipertensão pulmonar e melhorar asobrevivência em ratos com hipertensão arterial pulmonarinduzida por monocrotalina (17-20). Especificamente, oantagonista do receptor de endotelina não-seletivo,bosentan, foi comprovado como reduzindo a hipertensãopulmonar e diminuindo o espessamento arterial pulmonar nomodelo de monocrotalina de rato de PAH (21) . Atualmente oantagonista do receptor de endotelina não-seletivo,bosentan, é aprovado pela FDA para o tratamento de PAH, evários antagonistas dos receptores ETA seletivos estão emtestes clínicos de fase III para o tratamento de PAH em |seres humanos. Sildenafil oral, o qual é aprovado pela FDAcomo um tratamento de PAH, quando fornecido isoladamente ouem combinação com beraprost, também mostrou eficácia nomodelo de monocrotalina de rato de PAH (22) . O análogo deprostaciclina de longa ação, iloprost, o qual também éaprovado para o tratamento de PAH em seres humanos, mostroueficácia no tratamento de PAH induzido por monocrotalina norato (23) . Portanto, foi estabelecido que o modelo demonocrotalina de rato de PAH prediz resposta terapêutica,eficácia, e utilidade de agentes e drogas para o tratamentode PAH de múltiplas e diferentes etiologias em sereshumanos.
No modelo de monocrotalina em ratos, o inibidor daquinase-Rho, fasudil, impediu a progressão de PAH eaperfeiçoou sobrevivência (24). Nesse estudo, fasudildiminuiu a hipertensão arterial pulmonar, lesões vascularespulmonares, disfunção de células endoteliais, e hipertrofiado RV. Em outro estudo, inibição especifica de quinase MAPp38 com FR167653 mostrou diminuição da progressão de PAH nomodelo de monocrotalina de rato (25) . 0 inibidor PDGF,imantinib, diminuiu a pressão sistólica do RV, eaperfeiçoou a sobrevivência no modelo de monocrotalina derato de hipertensão arterial pulmonar (26).
A via JAK/STAT recentemente foi implicada napatof isiologia de PAH. JAKs são quinases as quaisfosforilam um grupo de proteínas denominadas Transdução deSinal e Ativadores de Transcripção ou STATs. Quandofosforiladas, as STATs dimerizam, deslocam-se para o núcleoe ativa a expressão de genes que levam à proliferação decélulas endoteliais e células de músculo liso, e causamhipertrofia dos miócitos cardíacos. Existem três isoformasdiferentes de JAK: JAKl, JAK2, e JAK3. Outra proteína comelevada homologia para JAKs é designada Tyk2. Um corpoemergente de dados mostrou que a fosforilação do STAT3; umsubstrato para JAK2; é aumentada em modelos de animais dePAH. No modelo de monocrotalina de rato, houverfosforilação aumentada do fator de transcripçãopromitogênica STAT3. Nesse mesmo estudo células endoteliaisarteriais pulmonares (PAECs) tratadas com monocrotalina |desenvolveram hiperativação de STAT3 (27) . Um agentepromitogênico ou proteína é um agente ou proteína que induzou contribui para a indução da proliferação celular.Portanto, um efeito da inibição de JAK2 seria a diminuiçãoda proliferação de células endoteliais ou outras células,tal como as células de músculo liso. Um efeito observado deum inibidor JAK2 seria a diminuição da proliferação decélulas endoteliais ou outras células as quais obstruem olúmen arteriolar pulmonar. Mediante diminuição daproliferação obstrutiva das células, um inibidor JAK2poderia ser um tratamento eficaz de PAH.
Contudo, se a inibição de JAK2, e a conseqüenteredução em fosforilação de STAT3, melhoram ou não PAH nãofoi previamente conhecido. Exemplos do uso de um inibidorJAK2 para tratar insuficiência cardíaca e hipertensãosistêmica foram reportados em PCT/US02/23444 "Method forReducing Hypertension and Heart Failure". PAH é uma doençasubstancialmente diferente da hipertensão sistêmica. PAH écaracterizada por elevada pressão ventricular direita earterial pulmonar devido à resistência vascular pulmonaraumentada; a hipertensão sistêmica é caracterizada porpressão elevada na circulação sistêmica. Tipicamente ospacientes com PAH não têm hipertensão sistêmica.PCT/US02/ 23444 não considera o uso de um inibidor JAK2seletivo como um tratamento para PAH.
Porque uma droga pode ser eficaz como um tratamentopara hipertensão sistêmica não significa que ela tambémpode ser eficaz para tratar PAH. Por exemplo, uma drogavasodilatadora que é eficaz para tratar hipertensãosistêmica, tal como o Captopril inibidor de ACE, podepiorar a hipertensão arterial pulmonar e insuficiência doRV em pacientes com PAH. Evidência para o efeito potencialdeletério de drogas usadas para tratar hipertensãosistêmica em PAH é fornecida por Packer M, VasodilatorTherapy for Primary Pulmonary Hypertension, Annals ofInternai Medicine 1985; 103: 258-270, que é aquiincorporada como referência (28) . A exceção conhecida aessa limitação é que aproximadamente 15-20% dos pacientescom PAH idiopática respondem aos bloqueadores de canal decálcio, agentes que também podem ser usados para tratarhipertensão sistêmica. Para determinar se um paciente tem aPAH assim chamada "reativa" e pode ser um respondedor àterapia com um bloqueador de canal de cálcio, avaliaçãodiagnostica de PAH inclui uma cateterização arterialpulmonar e desafio agudo com adenosina, prostaciclina, ouóxido nítrico inalado. Se o paciente tiver uma reduçãosuperior a 10 mm de Hg na pressão arterial pulmonar média,e se a pressão arterial pulmonar média diminuir para menosdo que, ou igual a 4 0 mm Hg com um desses agentes, entãoteste para determinar se o paciente responderá a umbloqueador de canal de cálcio pode ser realizado (29, 30).Alguns clínicos consideram PAH reativo se houver umadiminuição de 20% ou mais na pressão arterial pulmonarmédia em resposta à adenosina, prostaciclina, ou óxidoní tricô inalado. A razão pela qual o teste para vaso-reatividade aguda com prostaciclina, adenosina, ou óxidonitrico inalado é realizado antes do teste com umbloqueador de canal de cálcio é que alguns pacientes, quereceberam um bloqueador de canal de cálcio queanteriormente não mostraram ter vasoreatividade aguda,morreram (30). Esse algoritmo de tratamento e avaliaçãocomplicado enfatiza que a drogas usadas para tratarhipertensão sistêmica não são necessariamente apropriadaspara os pacientes com PAH.
Um inibidor do JAK2 é qualquer composto que inibeseletivamente a atividade do JAK2. Uma atividade do JAK2 éa de fosforilar uma proteína STAT. Portanto, um exemplo deum efeito de um inibidor do JAK2 é o de diminuir afosforilação de uma ou mais proteínas STAT. O inibidor podeinibir a forma fosforilada de JAK2 ou a forma não-fosforilada de JAK2. 0 inibidor do JAK2 pode ser qualquertipo de composto. Por exemplo, o composto pode ser umapequena molécula orgânica ou um composto biológico, talcomo um anticorpo ou uma enzima.
Exemplos de inibidores do JAK2 incluem alguns membrosde pequenas moléculas orgânicas denominadas tirfostinas.
Tirfostinas inibem a atividade de quinases de tirocina deproteína e têm a estrutura básica mostrada na estrutura 1abaixo:
<table>table see original document page 10</column></row><table>
Estrutura 1Uma classe preferida de tirfostinas para uso sãoaqueles compostos representados pela Estrutura 1 em que:
Rl=C6H5-CH2-NH
R2 e R3 = Hf OH, alquil inferior, F, NO2, CF3, C6H5-SO2, 0-R4, 0-C0-R4, ou R4
R4=fenil ou alquil inferior; e
Alquil inferior = alquil ramificado C1-C4 ou não-ramificado (por exemplo, metil ou etil) .
R2 e R3 podem ser idênticos ou diferentes exceto queR2 e R3 não podem ser ambos H. Preferivelmente, R2 e R3 são OH.
A tirfostina pode ser qualquer tirfostina que inibaseletivamente JAK2. Alguns exemplos de tirfostinas incluemestruturas descritas por Meydan et al. (1996) Nature,379:645-648; e Levitzki et al (1995) Science, 267:1782-1788, e referidas no Pedido PCT/US02/23444 (Número dePedido Internacional WO 03/020202 A2) . Essas estruturas sãoincorporadas aqui como referência.
O composto preferido é conhecido como TirfostinaAG4 90, o qual é um inibidor da quinase de tirosina deproteína JAK2 potente seletivo e específico. A estrutura deAG4 90 é mostrada como estrutura 2 abaixo:
<formula>formula see original document page 11</formula>
Um composto é considerado um inibidor seletivo do JAK2quando o composto inibe a atividade do JAK2 até um pontosignificativamente maior do que inibe a atividade de outrosmembros da família JAK, isto é, JAK1, JAK3, e Tyk2.Preferivelmente o inibidor do JAK2 seletivo inibe JAK2 pelomenos duas vezes mais do que inibe outros membros dafamília JAK, mais preferivelmente, ao menos aproximadamente5 vezes mais, e mais pref erivelmente ao menosaproximadamente 10 vezes mais.
Um Simpósio patrocinado por World Health Organization(WHO) foi realizado em 1998 o qual desenvolveu umaClassificação clínica de PAH. McLaughlin W e Rich S(Current Problems in Cardiology 2004; 29:575-634) resumirama classificação clínica de PAH desenvolvido nesse simpósio(1) . A presente invenção considera o uso de um inibidor doJAK2 para tratar as seguintes formas específicas de PAHdescritas na classificação WHO de PAH: PAH familiar ouidiopática; PAH associada com doença de tecido conectivo;PAH associada com doença cardíaca congênita; PAH associadacom hipertensão portal; PAH associada com infecção por HIV;PAH associada com drogas/toxinas; PAH associada comobstrução tromboembólica das artérias pulmonares distais.
Evidência da associação de PAH com a escleroderma dedoença de tecido conectivo é fornecida por Badesch e outros(31). Nesse pedido doença de tecido conectivo e distúrbiovascular de colágeno são sinônimos. A evidência daassociação de PAH com o distúrbio vascular de colágenodenominada "doença de tecido conectivo misto", síndrome deSjogren, e/ou eritematoso de lúpus sistêmico é fornecidapor Humbert e outros (32) . Robbins e outros (33)previamente informaram o uso de epoprostenol para tratarPAH associada com lúpus eritematoso sistêmico. A evidênciapara associação de PAH com infecção por HIV é fornecida porAguilar e Farber (34) . Evidência para a associação de PAHcom defeitos cardíacos congênitos é fornecida porRosenzweig e outros (35). Evidência para associação de PAHcom fenfluramina, um anorexígeno, é fornecida por Archer eoutros (36). Evidência para associação de PAH comfentermina é fornecida por Reeve e outros (37). A evidênciapara associação de PAH com doença tromboembólica éfornecida por Nagaya e outros (38) . Evidência paraassociação de PAH com telangiectasia hemorrágicahereditária é fornecida por McGoon e outros (5) . Análisedas doenças associadas com PAH é fornecida por MacGoon eoutros (5) e Badesch e outros (30).
A presente invenção também considera o uso de uminibidor do JAK2 para tratar PAH associada comesplenectomia. Evidência para associação de PAH comesplenectomia é fornecida por Hoeper e outros (39) .Evidência para associação de PAH com hipertensão portal éfornecida por Hoeper e outros (40).
DESCRIÇÃO RESUMIDA DOS DESENHOS
A Figura 1 mostra a pressão sistólica média do RV +/-um desvio padrão para cada grupo experimental no estudoresumido na Tabela 1.
A Figura 2 mostra a pressão diastólica final do RV (mmHg) no estudo resumido na Tabela 1.
A Figura 3 mostra as colorações H&E de pulmões fixadoscom formalina a partir de ratos com hipertensão pulmonarinduzida por monocrotalina demonstrando que a inibiçãoseletiva do JAK2 com AG4 90 impediu a formação de lesõesplexiformes que constituem a patologia subjacente de PAH.A. Pulmão normal; B. Pulmão de animal tratado commonocrotalina. C. Pulmão de rato que recebeu monocrotalinae AG4 90, 1 mg/kg tid. A seta aponta para arteríolospulmonares.
DESCRIÇÃO DETALHADA
Para testar a eficácia da inibição de JAK2 como umtratamento para PAH, o modelo de monocrotalina de rato dehipertensão arterial pulmonar foi utilizado. Animais comhipertensão arterial pulmonar induzida por monocrotalinaforam tratados por três semanas com o inibidor do JAK2seletivo, AG4 90, ou veiculo. AG4 90 é um inibidor da quinasede tirosina baseado em tirfostina seletivo para JAK2.
As principais descobertas desse estudo foram que AG4 90em uma dose de 1 mg/kg tid. (três vezes ao dia) reduziusignificativamente as pressões sistólicas ventricularesdireitas (RV) em ratos tratados com monocrotalina emcomparação com veículo no dia 21. (Pressão sistólica do RVno grupo tratado com AG490: 29.23±4.5 mm Hg versus38.44±3.1 mm Hg no grupo tratado com veiculo, uma reduçãode 24%, p=0.023). A pressão sistólica do RV reflete apressão sistólica arterial pulmonar, e é geralmente aceitoque a pressão sistólica do RV pode ser usada como umamedida substituta da pressão sistólica arterial pulmonar.
O modelo do estudo é resumido na Tabela 1.
Tabela 1. Modelo de estudo.
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Adicionalmente, a Figura 1 mostra a pressão sistólicamédia do RV +/- um desvio padrão para cada grupoexperimental. Houve uma redução significativa na pressãosistólica do RV no grupo 5 (AG490) 1 m/kg tid em comparaçãocom o grupo 2 (apenas veículo) (p=0.023). Definições degrupo: 1, veículo não-monocrotalina apenas controles; 2,monocrotalina, veículo; 3, monocrotalina, AG490 1mg/kg/dia; 4, monocrotalina, AG490 3 mg/kg uma vez ao dia;5, monocrotalina, AG490 1 mg/kg três vezes ao dia (tid).
A Tabela 2 mostra os resultados da análise estatísticapara pressão sistólica do RV. A principal descoberta foique a pressão sistólica média do RV foi significativamenteinferior no grupo 5 (AG490 1 mg/kg tid) em comparação com ogrupo 2 (apenas veículo) . A pressão sistólica do RV foisignificativamente inferior no grupo de controle de soluçãosalina (grupo 1) em comparação com o grupo deveículo/monocrotalina (grupo 2) demonstrando que amonocrotalina causou um aumento significativo na pressãosistólica do RV. Nenhum aperfeiçoamento na pressãosistólica do RV foi observado no grupo tratado apenas com 1mg/kg/dia de AG490 (grupo 3).
Tabela 2. ANOVA seguido pela correção Bonferroni foiusada para analisar pressão sistólica do RV. A principaldescoberta foi que a pressão sistólica do RV (RVS) foiinferior no grupo 5 em comparação com o grupo 2.
Múltiplas ComparaçõesVariável Dependente: RVS
Bonferroni
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Com base em meios observados.
*Diferença média é significativa no nível de 0,05.Pressão Diastôlica Final do RV. Estatísticasdescritivas para Pressão Diastôlica Final do RV sãomostradas na Tabela 3 e Figura 2. Análises estatísticas deRVEDP demonstraram uma redução significativa no grupo 5 emcomparação com o grupo 2 (Tabela 4).
Tabela 3. Sumário de Dados de RVEDP (mm Hg)
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A Figura 2 mostra a pressão diastôlica final do RV (mmHg) significativamente inferior no grupo 5 (Ag490 1 mg/kgtid) em comparação com o grupo 2 (veículo) (p=0.05).Tabela 4. Sumário de ANOVA seguida por teste decomparação múltipla de Bonferroni para dados RVEDP. RVEDPfoi significativamente inferior no grupo 5 em comparaçãocom o grupo 2.
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* Diferença média é significativa no nível de 0,05.
Estudos histológicos dos pulmões a partir do grupo 2 egrupo 5 foram realizados para determinar o efeito deinibição de JAK2 seletiva nas lesões vasculares pulmonaresassociadas com PAH. A Figura 3, demonstra que AG490 em umadose de 1 mg/kg três vezes ao dia diminuiu as lesõesplexiformes associadas à hipertensão arterial pulmonar.
0 uso de AG4 90 como um inibidor seletivo de JAK2 tem opropósito apenas de exemplo. Outros inibidores seletivos deJAK2 que demonstram inibição seletiva de JAK2 em comparaçãocom JAK3 e/ou outras quinases são consideradas por essasreivindicações. AG490 é um inibidor da quinase de tirosinaà base de trifostina que é seletivo para JAK2. Contudo,outras entidades químicas de uma estrutura diferente deAG4 90 e/ou em uma classe diferente de estruturas químicasAG4 90 que são inibidores seletivos de JAK2 são consideradaspela presente invenção. O grau de seletividade pode variar.0 grau de seletividade de um inibidor seletivo de JAK2 podeser de 1 a 2 vezes, 2 a 5 vezes, 5 a 10 vezes, ou 10 a 100vezes ou maior em sua seletividade em relação a JAK3 quandomedida pelo IC50 in vitro ou na cultura de célula.
A presente invenção também abrange as composiçõesfarmacêuticas contendo pró-drogas.
Onde o composto possui um centro quiral o compostopode ser usado como um isômero purificado ou como umamistura de qualquer relação de isômeros. Contudo, épreferido que a mistura compreenda ao menos 70%, 80%, 90%,95% ou 99% do isômero preferido.
Em um segundo aspecto a presente invenção compreendeuma composição compreendendo um carreador e pelo menos umcomposto do primeiro aspecto da presente invenção.
A presente invenção provê composições farmacêuticascompreendendo ao menos um composto que é um inibidorseletivo de JAK2 em uma quantidade eficaz para o mesmo, eum seu veículo ou diluente farmaceuticamente aceitável. Ascomposições da presente invenção podem conter outrosagentes terapêuticos conforme descrito abaixo, e podem serformulados, por exemplo, mediante emprego de veículos oudiluentes sólidos ou líquidos convencionais, assim comoaditivos farmacêuticos de um tipo apropriado ao modo deadministração desejada (por exemplo, excipientes,aglutinantes, conservantes, estabilizantes, sabores, etc.)de acordo com as técnicas tais como aquelas conhecidas naarte de formulação farmacêutica.
0 inibidor seletivo de JAK2 pode ser administradomediante qualquer meio adequado, por exemplo, de formatransdérmica, intraperitoneal; oral, tal como na forma decomprimidos, cápsulas, grânulos ou pós; sublingual, bucal,parenteral, tal como mediante técnicas de infusão ouinjeção subcutânea, intravenosa, intramuscular, ouintracisternal (por exemplo, como soluções ou suspensõesaquosas ou não-aquosas injetáveis estéreis); nasalmente talcomo mediante spray de inalação; topicamente, tal como naforma de um creme ou ungüento; ou de forma retal tal comona forma de supositórios; em formulações unitárias dedosagem contendo veículos ou diluentes farmaceuticamenteaceitáveis não-tóxicos. 0 inibidor seletivo de JAK2 tambémpode ser administrado mediante inalação para os pulmõesmediante um nebulizador ou um inalador de múltiplas doses.Os compostos podem, por exemplo, ser administrados em umaforma adequada para liberação imediata ou liberaçãoestendida. Liberação imediata ou liberação estendida podeser obtida por intermédio do uso de composiçõesfarmacêuticas adequadas compreendendo os presentescompostos ou, particularmente, no caso de liberaçãoestendida, por intermédio do uso de dispositivos tais comoimplantes subcutâneos ou bombas osmóticas. A formulação deliberação controlada ou estendida pode ser administrada porvias diferentes, incluindo oral, subcutânea, ou medianteinalação.
Além dos primatas, tal como seres humanos, váriosoutros mamíferos podem ser tratados de acordo com o métododa presente invenção. Por exemplo, mamíferos incluindo, masnão limitado a vacas, ovelhas, cabras, cavalos, cães,gatos, porquinhos-da-índia, ratos ou outros bovinos,ovinos, eqüinos, caninos, felinos, roedores ou espécies demurino podem ser tratados. Contudo, o método também podeser praticado em outras espécies, tal como espéciesaviárias (por exemplo, galinhas).
Os indivíduos tratados nos métodos acima, nos quais ainibição de JAK2 é desejada, são mamíferos, incluindo, masnão limitado a vacas, ovelhas, cabras, cavalos, cães,gatos, porquinhos-da-índia, ratos ou outros bovinos,ovinos, eqüinos, caninos, felinos, roedores ou espécies demurino, e preferivelmente um ser humano sendo do sexomasculino ou feminino.
O termo "quantidade terapeuticamente eficaz" significaa quantidade da composição que eliciará a respostabiológica ou médica de um tecido, sistema, animal ou humanoque está sendo procurado pelo pesquisador, veterinário,médico ou outro clinico. No caso de PAH em seres humanos,uma resposta médica a uma quantidade terapeuticamenteeficaz pode incluir qualquer um ou mais dos seguintes: 1)Um aperfeiçoamento no teste de caminhar de seis minutos por5-10 metros, 10-20 metros, 20-30 metros, ou mais emcomparação com o estudo de linha base antes do início daterapia; 2) um aperfeiçoamento na Classe funcional daOrganização Mundial de Saúde a partir da Classe IV para aClasse III, Classe IV para Classe II, Classe IV para ClasseI, Classe III para Classe II, Classe III para Classe I, ouClasse II para Classe I com a classe anterior sendo aClasse WHO antes da iniciação da terapia; 3) uma diminuiçãona pressão arterial pulmonar média em 2-4 mm Hg, 4-6 mm Hg,6-10 mm Hg ou superior em comparação com um estudo de linhabase realizado antes do início da terapia; 4) um aumento noíndice cardíaco em 0,05-0,1; 0,1-0,2; 0,2-0,4 litros/min/m2ou superior em comparação com o estudo de linha baserealizado antes do início da terapia; 5) um aperfeiçoamento |em PVR (isto é, uma diminuição) em 25-100, 100-200, 200-300dinas-seg/cm5 ou superior a partir dos valores de linhabase obtidos antes do início da terapia; 6) uma diminuiçãoda pressão atrial direita por 0,1-0,2; 0,2-0,4; 0,4-1; 1-5mm Hg ou superior em comparação com o estudo de linha baserealizado antes do início da terapia; 7) um aperfeiçoamentona sobrevivência em comparação com um grupo de pacientesque não receberam a terapia. 0 tempo entre o estudo delinha base antes do início da terapia e o tempo deavaliação da eficácia pode variar, mas tipicamente estariacompreendido na faixa de 4-12 semanas, 12-24 semanas, ou24-52 semanas. Exemplos de pontos finais de eficáciaterapêutica são fornecidos nas referências 4, 6-9, 11 e 31.
0 termo "composição" conforme aqui usado pretendeabranger um produto compreendendo os ingredientesespecificados nas quantidades especificadas, assim comoqualquer produto que resulte, direta ou indiretamente, dacombinação dos ingredientes especificados nas quantidadesespecificadas. Por "farmaceuticamente aceitável" se querdizer que o carreador, diluente ou excipiente deve sercompatível com outros ingredientes a formulação e nãoprejudicial ao seu recebedor.
Os termos "administração de" e/ou "administrando um"composto deve ser entendido como significando prover umcomposto da presente invenção ao indivíduo precisando detratamento.
As composições farmacêuticas para administração doscompostos da presente invenção podem ser apresentadasconvenientemente na forma de unidade de dosagem e podem serpreparados mediante quaisquer dos métodos conhecidos naarte de farmácia. Todos os métodos incluem a etapa detrazer o ingrediente ativo para associação com o carreadorque constitui um ou mais ingredientes acessórios. Em geral,as composições farmacêuticas são preparadas mediante açãode colocar uniformemente e intimamente ingrediente ativo emassociação com o carreador líquido ou um carreador sólidofinamente dividido ou ambos, e então, se necessário,modelar o produto na formulação desejada. Na composiçãofarmacêutica o composto de objeto ativo é incluído em umaquantidade suficiente para produzir o efeito desejado sobreo processo ou condição das doenças.
O termo "hipertensão pulmonar pré-capilar" é aquiusado para indicar hipertensão pulmonar que não é causadapor pressões elevadas de preenchimento do lado esquerdo nocoração. O termo hipertensão pulmonar pré-capilar ehipertensão arterial pulmonar são usados como sinônimosnesse pedido.
As composições farmacêuticas contendo o ingredienteativo podem estar em uma forma adequada para uso oral, porexemplo, como comprimidos, trociscos, pastilhas, suspensõesaquosas ou oleosas, pós ou grânulos dispersíveis, emulsões,cápsulas duras ou macias, ou xaropes ou elixires.Composições destinadas ao uso oral podem ser preparadas deacordo com qualquer método conhecido na arte para afabricação de composições farmacêuticas e tais composiçõespodem conter um ou mais agentes selecionados do grupoconsistindo em agentes adoçantes, agentes flavorizantes,agentes corantes e agentes de conservação para proverpreparações palatáveis e farmaceuticamente distintos.Comprimidos contêm o ingrediente ativo em mistura comexcipientes não-tóxicos farmaceuticamente aceitáveis osquais são adequados para a fabricação dos comprimidos.Esses excipientes podem ser, por exemplo, diluentesinertes, tal como carbonato de cálcio, carbonato de sódio,lactose, fosfato de cálcio ou fosfato de sódio, agentes degranulação e desintegração, por exemplo, amido de milho,ácido algínico; agentes aglutinantes, por exemplo, amido,gelatina ou acácia, e agentes lubrificantes, por exemplo,estearato de magnésio, ácido esteárico ou silicato demagnésio. Os comprimidos podem ser não-revestidos ou elespodem ser revestidos mediante técnicas conhecidas pararetardar a desintegração e absorção no tratogastrointestinal e desse modo prover uma ação sustentadapor um período mais longo. Por exemplo, um material deretardo de tempo tal como monoestearato de gliceril oudistearato de gliceril pode ser empregado. Eles tambémpodem ser revestidos para formar comprimidos terapêuticososmóticos para liberação controlada.
Formulações para uso oral também podem serapresentadas como cápsulas duras de gelatina em que oingrediente ativo é misturado com um diluente sólidoinerte, por exemplo, carbonato de cálcio, fosfato de cálcioou caulim, ou como cápsulas macias de gelatina em que oingrediente ativo é misturado com água ou um meio de óleo,por exemplo, óleo de amendoim, parafina líquida, ou óleo deoliva.
Suspensões aquosas contêm os materiais ativos emmistura com excipientes adequados para a fabricação desuspensões aquosas. Tais excipientes são agentes desuspensão, por exemplo, carboximetilcelulose de soja,metilcelulose, hidroxi-propilmetilcelulose, alginato desódio, polivinil-pirrolidona, goma tragacanto e gomaacácia; agentes de dispersão ou umedecimento podem serfosfatídeos de ocorrência natural, por exemplo, lecitina,ou produtos de condensação de um óxido de alquileno comácidos graxos, por exemplo, estearato de polioxietileno, ouprodutos de condensação de óxido de etileno com alcoóisalifáticos de cadeia longa, por exemplo,heptadecaetilenooxicetanol, ou produtos de condensação deóxido de etileno com ésteres parciais derivados de ácidosgraxos e um hexitol tal como polioxietileno sorbitolmonooleato, ou produtos de condensação de óxido de etilenocom ésteres parciais derivados de ácidos graxos e anidridosde hexitol, por exemplo, polietileno sorbitana monooleato.As suspensões aquosas também podem conter um ou maisconservantes, por exemplo, etil, ou n-propil, p-hidroxibenzoato, um ou mais agentes corantes, um ou maisagentes flavorizantes, e um ou mais agentes adoçantes, talcomo sacarose ou sacarina.
Suspensões oleosas podem ser formuladas mediante *suspensão do ingrediente ativo em um óleo vegetal, porexemplo, óleo araquis, óleo de oliva, óleo de sésamo ouóleo de coco, ou em um óleo mineral tal como parafinalíquida. As suspensões oleosas podem conter um agenteespessante, por exemplo, cera de abelha, parafina dura ouálcool cetílico. Agentes adoçantes tais como aquelesapresentados acima, e agentes flavorizantes podem seradicionados para prover preparação oral palatável. Essascomposições podem ser preservadas através da adição de umantioxidante tal como ácido ascórbico.
Pós ou grânulos dispersíveis adequados para preparaçãode uma suspensão aquosa através da adição de águaproporcionam o ingrediente ativo em mistura com um agentede dispersão ou umedecimento, agente de suspensão e um oumais conservantes. Agentes de dispersão ou umedecimentoadequados e agentes de suspensão são exemplificados poraqueles já mencionados acima. Excipientes adicionais, porexemplo, agentes adoçantes, flavorizantes e corantes,também podem estar presentes.As composições farmacêuticas da presente invençãotambém podem estar na forma de emulsões de óleo em água. Afase oleosa pode ser um óleo vegetal, por exemplo, óleo deoliva ou óleo araquis, ou um óleo mineral, por exemplo,parafina líquida ou mistura dos mesmos. Agentesemulsificadores adequados podem ser gomas de ocorrêncianatural, por exemplo, goma de acácia ou goma de tragacanto,fosfatídeos de ocorrência natural, por exemplo, feijãosoja, lecitina, e ésteres ou ésteres parciais derivados deácidos graxos e hexitol anidritos, por exemplo, monooleatode sorbitana, e produtos de condensação dos ésteresparciais com óxido de etileno, por exemplo, monooleato depolioxietileno sorbitana. As emulsões também podem conteragentes adoçantes e flavorizantes.
Xaropes e elixires podem ser formulados com agentesadoçantes, por exemplo, glicerol, propileno glicol,sorbitol, ou sacarose. Tais formulações também podem conterum demulcente; um conservante; e agentes flavorizantes ecorantes.
As composições farmacêuticas podem estar na forma deuma suspensão aquosa ou oleaginosa injetável estéril. Essasuspensão pode ser formulada de acordo com a técnicaconhecida utilizando aqueles agentes de dispersão ouumedecimento adequados e agentes de suspensão os quaisforam mencionados acima. A preparação injetável estériltambém pode ser uma solução injetável estéril ou suspensãoem um diluente, ou solvente não-tóxico parenteralmenteaceitável, por exemplo, como uma solução em 1,3-butanodiol.Entre os veículos e solventes aceitáveis que podem serempregados estão: água, solução de Ringer e soluçãoisotônica de cloreto e sódio. Além disso, óleos estéreis,fixados são convencionalmente empregados como um solventeou meio de suspensão. Para essa finalidade qualquer óleofixado brando pode ser empregado incluindo mono oudiglicerídios sintéticos. Além disso, os ácidos graxos talcomo ácido oléico têm utilização na preparação e agentesinj etáveis.
Os compostos da presente invenção também podem seradministrados na forma de supositórios para administraçãoretal da droga. Essas composições podem ser preparadasmediante mistura da droga com um excipiente adequado não-irritante o qual é sólido em temperaturas normais, maslíquido na temperatura retal e, portanto, dissolverão noreto para liberar a droga. Tais materiais são manteiga decacau e polietileno glicóis.
Para uso tópico ou transdérmico, cremes, ungüentos,geléias, esponjas, soluções ou suspensões, etc., contendoos compostos da presente invenção são empregados. (Parapropósitos desse pedido, aplicação tópica incluirá lavagensbucais e gargarejos.)
Os compostos da presente invenção também podem seradministrados na forma de lipossomas. Como sabido na técnica, os lipossomas são geralmente derivadas defosfolipídios ou outras substâncias de lipídio. Oslipossomas são formados mediante cristais líquidos mono oumultilamelares hidratados que são dispersos em um meioaquoso. Qualquer lipídio não-tóxico, fisiologicamenteaceitável e metabolizável capaz de formar lipossomas podeser usado. A presente composição na forma de lipossoma podeconter, em adição a um composto da presente invenção,estabilizantes, conservantes, excipientes e semelhantes. Oslipídios preferidos são os fosfolipídios efosfatidilcolinas, tanto natural como sintético. Métodospara formar lipossomas são conhecidos na arte.
A presente invenção também considera o uso de uminibidor seletivo de JAK2 contido dentro ou ligado a umimplante, tal como um stent de artéria pulmonar, o qualpode atuar localmente, ou ser liberado do stent para acirculação pulmonar onde a droga pode exercer atividadeterapêutica na vasculatura pulmonar.
A composição farmacêutica e o método da presenteinvenção podem compreender ainda outros compostosterapeuticamente ativos e assinalados aqui os quais sãonormalmente aplicados no tratamento das condiçõespatológicas mencionadas acima. A seleção dos agentesapropriados para uso em terapia combinada pode ser feitapor aqueles versados na técnica, de acordo com princípiosfarmacêuticos convencionais. A combinação de agentesterapêuticos pode atuar sinergisticamente para realizar otratamento ou prevenção dos vários distúrbios descritosacima. Utilizando essa abordagem, se pode obter eficáciaterapêutica com dosagens inferiores de cada agente, dessemodo reduzindo o potencial de efeitos colaterais adversos.
Exemplos de outros agentes terapêuticos incluem, masnão são limitados aos seguintes: Prostaciclina (sinônimo:epoprostenol, PGI2), treprostinil, iloprost, beraprost,bosentan (um antagonista do receptor e endotelina não-seletivo), Sintaxsentan (um antagonista receptor deendotelina tipo A seletivo), ambrisentan (um antagonista doreceptor de endotelina tipo A seletivo), sildenafil (uminibidor do PDE-V), óxido nítricô, oxigênio, heparina,warfarina, diuréticos, digoxina.
Quando outros agentes terapêuticos são empregados emcombinação com os compostos da presente invenção eles podemser usados, por exemplo, em quantidades conforme observadono Physician Desx Reference (PDR) ou de outro mododeterminado por aqueles versados na técnica.
No tratamento ou prevenção de condições que exigeminibição de JAK2 um nível de dosagem apropriado geralmenteserá de aproximadamente 0,01 a 500 mg por kg de pesocorpóreo do paciente por dia que podem ser administrados emdoses únicas ou múltiplas. Preferivelmente, o nível dedosagem será de aproximadamente 0,1 a aproximadamente 250mg/kg por dia; mais preferivelmente de aproximadamente 0,5a aproximadamente 100 mg/kg por dia. Um nível de dosagemadequado pode ser de aproximadamente 0,01 a 250 mg/kg pordia, aproximadamente 0,05 a 100 mg/kg por dia, ouaproximadamente 0,1 a 500 mg/kg por dia. Dentro dessa faixaa dosagem pode ser de 0,05 a 0,5; 0,5 a 5 ou 5 a 50 mg/kgpor dia. Para administração oral, as composições sãoprovidas preferivelmente na forma de tablete contendo 1,0 a1.000 miligramas do ingrediente ativo, particularmente 1,0;5,0; 10,0; 15,0; 20,0; 25,0; 50,0; 75,0; 100,0; 150,0;200,0; 250,0; 300,0; 400,0; 500,0; 600,0; 750,0; 800,0;900,0 e 1.000 miligramas do ingrediente ativo para o ajustesintomático da dosagem ao paciente a ser tratado. Oscompostos podem ser administrados em um regime de 1 a 4vezes por dia, pref erivelmente uma vez ou duas vezes pordia. 0 intervalo de dosagem pode ser uma vez ao mês, ou umavez por semana.Será entendido, contudo, que o nível de dosagemespecífico e freqüência da dosagem para qualquer pacienteespecífico pode variar e dependerá de uma variedade defatores incluindo a atividade do composto específicoempregado, a estabilidade metabólica e a extensão da açãodaquele composto, a idade, peso corpóreo, saúde geral,sexo, dieta, modo e tempo de administração, taxa deexcreção, combinação de drogas, a gravidade do estado desaúde específico, e o hospedeiro sendo submetido à terapia.
A presente invenção considera o uso de um inibidor doJAK2 seletivo modificado o qual é administrado como umapró-droga, mas o qual é metabolizado para a forma ativaquando administrado. A presente invenção também considera, ouso de um inibidor seletivo de JAK2 anexado mediante meioquímico ou outro meio a uma substância de transporte inerteou biodegradável tal como uma nanopartícula, polímero, ouproteína carreadora.
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Todas as referências citadas e/ou discutidas nesserelatório descritivo são incorporadas aqui como referência emsua totalidade e na mesma amplitude como se cada referênciafosse individualmente incorporada aqui mediante referência.

Claims (15)

1. Uso de inibidor seletivo de JAK2 caracterizado pelofato de ser no tratamento de hipertensão arterial pulmonar(PAH) em um paciente precisando do tratamento.
2. Uso, de acordo com a reivindicação 1, caracterizadopelo fato de que a hipertensão arterial pulmonar éassociada com telangiectasia hemorrágica hereditária;doença cardíaca congênita; doença do fígado; infecção porHIV ou Hepatite C; esplenectomia; toxinas; anorexígenos;distúrbios mieloproliferativos; doença tromboembólica;hipertensão portal; ou distúrbio vascular de colágeno.
3. Uso, de acordo com a reivindicação 2, caracterizadopelo fato de que o distúrbio vascular de colágeno éselecionado a partir de esclerodermia, doença de tecidoconectivo misto, e lúpus eritematoso sistêmico ou em que adoença do fígado resulta em hipertensão portal.
4. Uso, de acordo com a reivindicação 1, caracterizadopelo fato de . que a hipertensão arterial pulmonar éidiopática ou familiar.
5. Uso de um inibidor seletivo do JAK2 caracterizadopelo fato de ser para reduzir a ocorrência de obstruçãoarteriolar pulmonar em um paciente precisando dotratamento.
6. Uso, de acordo com a reivindicação 1 ou 5,caracterizado pelo fato de que o inibidor seletivo do JAK2é uma tirfostina.
7. Uso, de acordo com a reivindicação 6, caracterizadopelo fato de que a tirfostina é AG490.
8. Uso, de acordo com a reivindicação 1 ou 5,caracterizado pelo fato de que o inibidor do JAK2 inibe aatividade do JAK2 pelo menos duas vezes mais do que inibe aatividade de JAKl, JAK3, ou Tyk2.
9. Uso, de acordo com a reivindicação 8, caracterizadopelo fato de que o inibidor do JAK2 inibe a atividade doJAK2 pelo menos cinco vezes mais do que inibe a atividadede JAKl, JAK3, ou Tyk2.
10. Uso, de acordo com a reivindicação 9,caracterizado pelo fato de que o inibidor do JAK2 inibe aatividade de JAK2 pelo menos dez vezes mais do que inibe aatividade de JAKl, JAK3, ou Tyk2.
11. Uso, de acordo com a reivindicação 1 ou 5,caracterizado pelo fato de que o paciente é um ser humano.
12. Uso, de acordo com a reivindicação 1 ou 5,caracterizado pelo fato de que o inibidor do JAK2 éadministrado em uma dosagem diária total de aproximadamente-3 mg/kg/dia.
13. Uso, de acordo com a reivindicação 1 ou 5,caracterizado pelo fato de que o inibidor do JAK2 éadministrado oralmente, mediante inalação,intravenosamente, subcutaneamente, transdermicamente, ouintraperitonealmente.
14. Uso, de acordo com a reivindicação 1 ou 5,caracterizado pelo fato de que o inibidor do JAK2 estácontido em ou fixado a um implante.
15. Uso de uma quantidade eficaz de um inibidorseletivo do JAK2 caracterizado pelo fato de ser nafabricação de um medicamento para o tratamento dehipertensão arterial pulmonar (PAH) ou para reduzir aocorrência de obstrução arterial pulmonar em um pacienteprecisando do tratamento.
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