BRPI0708756B1 - Lâmina de vidro revestida e método para a fabricação de lâminas de vidro laqueadas tratáveis termicamente - Google Patents

Lâmina de vidro revestida e método para a fabricação de lâminas de vidro laqueadas tratáveis termicamente Download PDF

Info

Publication number
BRPI0708756B1
BRPI0708756B1 BRPI0708756-0A BRPI0708756A BRPI0708756B1 BR PI0708756 B1 BRPI0708756 B1 BR PI0708756B1 BR PI0708756 A BRPI0708756 A BR PI0708756A BR PI0708756 B1 BRPI0708756 B1 BR PI0708756B1
Authority
BR
Brazil
Prior art keywords
layer
glass
enamel
resin
fact
Prior art date
Application number
BRPI0708756-0A
Other languages
English (en)
Inventor
Florent Scarso
Olivier Bouesnard
Nadia Jacobs
Original Assignee
Agc Flat Glass Europe Sa
Priority date (The priority date is an assumption and is not a legal conclusion. Google has not performed a legal analysis and makes no representation as to the accuracy of the date listed.)
Filing date
Publication date
Family has litigation
First worldwide family litigation filed litigation Critical https://patents.darts-ip.com/?family=37964494&utm_source=google_patent&utm_medium=platform_link&utm_campaign=public_patent_search&patent=BRPI0708756(B1) "Global patent litigation dataset” by Darts-ip is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Application filed by Agc Flat Glass Europe Sa filed Critical Agc Flat Glass Europe Sa
Publication of BRPI0708756A2 publication Critical patent/BRPI0708756A2/pt
Publication of BRPI0708756B1 publication Critical patent/BRPI0708756B1/pt

Links

Classifications

    • CCHEMISTRY; METALLURGY
    • C03GLASS; MINERAL OR SLAG WOOL
    • C03CCHEMICAL COMPOSITION OF GLASSES, GLAZES OR VITREOUS ENAMELS; SURFACE TREATMENT OF GLASS; SURFACE TREATMENT OF FIBRES OR FILAMENTS MADE FROM GLASS, MINERALS OR SLAGS; JOINING GLASS TO GLASS OR OTHER MATERIALS
    • C03C17/00Surface treatment of glass, not in the form of fibres or filaments, by coating
    • C03C17/001General methods for coating; Devices therefor
    • C03C17/002General methods for coating; Devices therefor for flat glass, e.g. float glass
    • CCHEMISTRY; METALLURGY
    • C03GLASS; MINERAL OR SLAG WOOL
    • C03CCHEMICAL COMPOSITION OF GLASSES, GLAZES OR VITREOUS ENAMELS; SURFACE TREATMENT OF GLASS; SURFACE TREATMENT OF FIBRES OR FILAMENTS MADE FROM GLASS, MINERALS OR SLAGS; JOINING GLASS TO GLASS OR OTHER MATERIALS
    • C03C17/00Surface treatment of glass, not in the form of fibres or filaments, by coating
    • C03C17/02Surface treatment of glass, not in the form of fibres or filaments, by coating with glass
    • CCHEMISTRY; METALLURGY
    • C03GLASS; MINERAL OR SLAG WOOL
    • C03CCHEMICAL COMPOSITION OF GLASSES, GLAZES OR VITREOUS ENAMELS; SURFACE TREATMENT OF GLASS; SURFACE TREATMENT OF FIBRES OR FILAMENTS MADE FROM GLASS, MINERALS OR SLAGS; JOINING GLASS TO GLASS OR OTHER MATERIALS
    • C03C17/00Surface treatment of glass, not in the form of fibres or filaments, by coating
    • C03C17/02Surface treatment of glass, not in the form of fibres or filaments, by coating with glass
    • C03C17/04Surface treatment of glass, not in the form of fibres or filaments, by coating with glass by fritting glass powder
    • CCHEMISTRY; METALLURGY
    • C03GLASS; MINERAL OR SLAG WOOL
    • C03CCHEMICAL COMPOSITION OF GLASSES, GLAZES OR VITREOUS ENAMELS; SURFACE TREATMENT OF GLASS; SURFACE TREATMENT OF FIBRES OR FILAMENTS MADE FROM GLASS, MINERALS OR SLAGS; JOINING GLASS TO GLASS OR OTHER MATERIALS
    • C03C17/00Surface treatment of glass, not in the form of fibres or filaments, by coating
    • C03C17/34Surface treatment of glass, not in the form of fibres or filaments, by coating with at least two coatings having different compositions
    • C03C17/42Surface treatment of glass, not in the form of fibres or filaments, by coating with at least two coatings having different compositions at least one coating of an organic material and at least one non-metal coating
    • YGENERAL TAGGING OF NEW TECHNOLOGICAL DEVELOPMENTS; GENERAL TAGGING OF CROSS-SECTIONAL TECHNOLOGIES SPANNING OVER SEVERAL SECTIONS OF THE IPC; TECHNICAL SUBJECTS COVERED BY FORMER USPC CROSS-REFERENCE ART COLLECTIONS [XRACs] AND DIGESTS
    • Y10TECHNICAL SUBJECTS COVERED BY FORMER USPC
    • Y10TTECHNICAL SUBJECTS COVERED BY FORMER US CLASSIFICATION
    • Y10T428/00Stock material or miscellaneous articles
    • Y10T428/26Web or sheet containing structurally defined element or component, the element or component having a specified physical dimension
    • Y10T428/263Coating layer not in excess of 5 mils thick or equivalent
    • YGENERAL TAGGING OF NEW TECHNOLOGICAL DEVELOPMENTS; GENERAL TAGGING OF CROSS-SECTIONAL TECHNOLOGIES SPANNING OVER SEVERAL SECTIONS OF THE IPC; TECHNICAL SUBJECTS COVERED BY FORMER USPC CROSS-REFERENCE ART COLLECTIONS [XRACs] AND DIGESTS
    • Y10TECHNICAL SUBJECTS COVERED BY FORMER USPC
    • Y10TTECHNICAL SUBJECTS COVERED BY FORMER US CLASSIFICATION
    • Y10T428/00Stock material or miscellaneous articles
    • Y10T428/26Web or sheet containing structurally defined element or component, the element or component having a specified physical dimension
    • Y10T428/263Coating layer not in excess of 5 mils thick or equivalent
    • Y10T428/264Up to 3 mils
    • YGENERAL TAGGING OF NEW TECHNOLOGICAL DEVELOPMENTS; GENERAL TAGGING OF CROSS-SECTIONAL TECHNOLOGIES SPANNING OVER SEVERAL SECTIONS OF THE IPC; TECHNICAL SUBJECTS COVERED BY FORMER USPC CROSS-REFERENCE ART COLLECTIONS [XRACs] AND DIGESTS
    • Y10TECHNICAL SUBJECTS COVERED BY FORMER USPC
    • Y10TTECHNICAL SUBJECTS COVERED BY FORMER US CLASSIFICATION
    • Y10T428/00Stock material or miscellaneous articles
    • Y10T428/31504Composite [nonstructural laminate]
    • Y10T428/31511Of epoxy ether
    • YGENERAL TAGGING OF NEW TECHNOLOGICAL DEVELOPMENTS; GENERAL TAGGING OF CROSS-SECTIONAL TECHNOLOGIES SPANNING OVER SEVERAL SECTIONS OF THE IPC; TECHNICAL SUBJECTS COVERED BY FORMER USPC CROSS-REFERENCE ART COLLECTIONS [XRACs] AND DIGESTS
    • Y10TECHNICAL SUBJECTS COVERED BY FORMER USPC
    • Y10TTECHNICAL SUBJECTS COVERED BY FORMER US CLASSIFICATION
    • Y10T428/00Stock material or miscellaneous articles
    • Y10T428/31504Composite [nonstructural laminate]
    • Y10T428/31551Of polyamidoester [polyurethane, polyisocyanate, polycarbamate, etc.]
    • Y10T428/31598Next to silicon-containing [silicone, cement, etc.] layer

Landscapes

  • Chemical & Material Sciences (AREA)
  • Life Sciences & Earth Sciences (AREA)
  • Engineering & Computer Science (AREA)
  • Chemical Kinetics & Catalysis (AREA)
  • General Chemical & Material Sciences (AREA)
  • Geochemistry & Mineralogy (AREA)
  • Materials Engineering (AREA)
  • Organic Chemistry (AREA)
  • Laminated Bodies (AREA)
  • Surface Treatment Of Glass (AREA)
  • Glass Compositions (AREA)

Abstract

lâmina de vidro revestida. lâminas de vidro de acordo com a invençào têm um revestimento provido sobre uma superfície sua, compreendendo o revestimento uma primeira camada que compreende um precursor de esmalte e uma segunda camada que compreende uma resina. tais lâminas de vidro podem ser termicamente tratadas e, antes do tratamento térmico, podem ser manuseadas e transportadas sem dano ao revestimento, podem ser cortadas e usinadas sem que com isso o revestimento se desprenda ou seja danificado nos limites da linha de corte e oferecem uma boa resistência sob água corrente impedindo o desprendimento ou a destruição do revestimento.

Description

A presente invenção se refere a lâminas de vidro revestidas, especialmente a lâminas de vidro com uma camada de laca formada sobre uma superfície sua, e a tais lâminas de vidro que são tratáveis termicamente e que podem ser manuseadas antes de tal tratamento térmico possivel. "Camada de laca" significa tinta, esmalte, laca ou outro tipo de camadas coloridas decorativas.
As lâminas de vidro de acordo com a presente invenção podem ter diversas aplicações. As lâminas de vidro laqueadas, por exemplo, podem ser usadas para fins decorativos, em mobiliário, armários, como portas para mobiliário, como repartições, em mesas, prateleiras, no banheiro, em mostruários em lojas, como cobertura de paredes, como repartições. Tal laca pode também ser usado em painéis vitrificados automotivos, ou pelo menos em partes destas vitrificações, em porções periféricas do pára-brisa, por exemplo. Um número cada vez maior destas aplicações necessita de lâminas de vidro temperadas, uma vez que as lâminas de vidro temperadas têm a vantagem de serem mais resistentes à quebra. Outros tratamentos térmicos são também se tornando frequências: curvatura, por exemplo.
Convencionalmente, lâminas de vidro laqueadas podem ser produzidas de acordo com diversos processos.
Em um processo conhecido, uma lâmina de vidro é coberta com uma camada de tinta de base orgânica que é então secada e cozida em um forno, a aproximadamente 150°C, por exemplo, durante aproximadamente 10 minutos. A tinta de base orgânica pode compreender, por exemplo, uma resina de poliuretano, uma resina alquidica, ou uma resina acrilica. Antes de se aplicar a camada de tinta, o vidro pode ser tratado com um silano. Quando lâminas de vidro esmaltadas convencionais cobertas com uma camada de tinta de base orgânica são tratadas termicamente a alta temperatura, o esmalte queima, se deteriora ou pode ser completamente destruído. Tais lâminas de vidro laqueadas convencionais geralmente não sobrevivem a temperaturas acima de 200°C sem degradação. Quando a lâmina de vidro é temperada antes de ser laqueada, é necessário que a lâmina de vidro esteja na sua dimensão final, uma vez que não é possivel o corte e a usinagem de uma lâmina de vidro temperada. Isto não permite uma produção em massa continua.
Em um outro processo conhecido, uma lâmina de vidro é coberta com um esmalte curável por IV ou UV, é então aquecida, em uma primeira etapa, a uma temperatura de aproximadamente 150 °C ou curada por UV, e finalmente é termicamente tratada a aproximadamente 600°C. A primeira etapa de aquecimento proporciona uma resistência mecânica limitada (o resultado do teste de Clemen é inferior a 50 g) à lâmina de vidro revestida, o que permite que ela seja manuseada na linha de fabricação até atingir o forno onde ocorre o tratamento térmico. Mesmo assim, a primeira etapa não proporciona uma resistência mecânica nem a água suficiente para que a lâmina de vidro revestida seja resistente a transporte, por caminhão, por exemplo, para ser cortada, ter as bordas usinadas ou para ser estocada antes do tratamento térmico. É necessário que tal vidro esmaltado convencional sofra o tratamento térmico imediatamente depois da produção e na mesma linha de produção. Lâminas de vidro de acordo com a presente invenção, antes do tratamento térmico, podem oferecer com vantagem boas propriedades em termos de resistência mecânica.
A não ser que seja indicado em contrário, as referências a temperaturas no presente documento são referência a temperaturas de forno, isto temperaturas atmosférica, em que o aquecimento ou o tratamento térmico ocorre.
De acordo com um dos seus aspectos, a presente invenção propõe uma lâmina de vidro.
De acordo com este aspecto, as lâminas de vidro revestidas podem compreender, na ordem, uma primeira camada que compreende um esmalte e uma segunda camada que compreende uma resina.
Isto pode proporcionar propriedades vantajosas de resistência mecânica antes do tratamento térmico. As lâminas de vidro de acordo com a presente invenção podem ser manuseadas e transportadas antes do tratamento térmico sem dano ao revestimento, sem produzir arranhões, por exemplo. Elas podem ser cortadas e usinadas antes do tratamento térmico sem que o revestimento se desprenda ou seja danificado nos limites da linha de corte. Além disso, elas oferecem antes do tratamento térmico, uma boa resistência sob água corrente, impedindo o desprendimento ou a destruição do revestimento quando se lavam as lâminas de vidro, por exemplo, ou quando se trabalham as bordas. As lâminas de vidro de acordo com a presente invenção, antes do tratamento térmico, podem vantajosamente oferecer boas propriedades em termos de resistência mecânica. Mais especialmente, a lâmina de vidro de acordo com a presente invenção, antes do tratamento térmico pode não apresentar nenhum arranhão visivel, observando-se lateralmente o vidro a 350 g ou 400 g, de preferência a 500 g ou a 650 g, sendo mais preferível a 700 g ou 750 g e sendo ainda mais preferível a 800 g ou 1000 g pelo teste de Clemen (de acordo com ISO 1518-1992).
A presente invenção tem vantagens especificas em relação às lâminas de vidro termicamente tratáveis. O termo "lâmina de vidro termicamente tratável", conforme empregado no presente, significa que a lâmina de vidro laqueada é adaptada para ser submetida a flexão e/ou a têmpera térmica e/ou operação de endurecimento térmico e/ou outro processo de tratamento térmico comparável sem criar defeitos (defeitos estéticos na laca, por exemplo) e tendo ainda uma boa adesão entre a lâmina de vidro e a laca. Tais processos de tratamento térmico podem envolver o aquecimento ou a exposição da lâmina de vidro que porta a laca a uma temperatura acima de aproximadamente 560°C, por exemplo, entre 560°C e 750°C na atmosfera, durante um periodo de 2 minutos a 20 minutos, de preferência de no máximo 15 minutos, dependendo da espessura da lâmina de vidro e do forno usado.
As lâminas de vidro de acordo com a presente invenção, uma vez termicamente tratadas podem ainda oferecer com vantagem propriedades similares a vidro laqueado convencional não termicamente tratado em termos de adesão do revestimento ao vidro, resistência quimica, resistência mecânica e resistência do adesivo. Mais especificamente uma lâmina de vidro de acordo com a presente invenção pode apresentar uma ou mais das seguintes propriedades, pelo menos depois de ter sido termicamente tratada:
Figure img0001
O teste de Clemen, o teste de UV e o teste de condensação são todos descritos abaixo.
É preferível que as lâminas de vidro de acordo com a presente invenção compreendem, nesta ordem, a lâmina de vidro, a primeira camada compreendendo um esmalte e em 10 seguida a segunda camada compreendendo uma resina. Esta ordem pode proporcionar propriedades especialmente boas de resistência mecânica. Por motivos semelhantes, a segunda camada que compreende uma resina pode com vantagem ser o último revestimento de uma pilha de camadas, isto é, ser exposta ao ar.
É preferível que a primeira camada esteja em contato direto com o substrato de vidro. Alternativamente, um promotor de adesão pode estar presente entre o vidro e o revestimento para melhorar a adesão do revestimento ao vidro. Este promotor de adesão pode compreender silano. É vantajoso que a segunda camada esteja em contato direto com a primeira camada, mas neste caso novamente pode estar presente um promotor de adesão entre a primeira camada e a segunda camada.
Tais estruturas preferidas podem proporcionar propriedades de resistência mecânica particularmente boas para o transporte, o corte e usinagem e resistência sob água corrente antes de qualquer tratamento térmico.
A primeira camada da presente invenção compreende um esmalte e consiste, de preferência, essencialmente em um esmalte. Isto pode assegurar uma adesão adequada do revestimento à lâmina de vidro. O termo "esmalte" é usado no presente documento tanto para uma composição de esmalte antes de qualquer secagem ou tratamento térmico, para uma composição de esmalte que tiver sido secada, mas ainda não sinterizada e para esmalte depois do tratamento térmico, que está sinterizado. Os esmaltes geralmente compreendem um pó feito de uma frita de vidro e pigmentos e um veiculo. O veiculo assegura que as partículas sólidas estão na suspensão correta e permite a aplicação e a adesão temporária do esmalte ao substrato. O veiculo pode ser orgânico e conter elementos reticuláveis por UV ou por IV. É preferível que o veiculo compreendido no esmalte da primeira camada seja orgânico e seja curável sob radiação no infravermelho. Isto pode melhorar a resistência do revestimento sob água corrente (de preferência sem nenhum desprendimento e/ou nenhuma dissolução). A espessura da primeira camada, uma vez seca e antes do tratamento térmico, pode ser superior ou igual a 5, 10, 20, 30, 40, 50 ou 60 μm; ela pode ser inferior ou igual a 150, 130, 120, 110, 100, 80, ou 70 μm. Exemplos de esmaltes adaptados para formar a primeira camada são esmalte 144001 preto 801029 da firma FERRO, o esmalte AF2600-65-96 da firma JOHNSON MATTHEY e o esmalte TEMPVER bianco 340006-011 da firma FENZI.
As referências a espessuras das camadas no presente documento são referências à espessura geométrica média da camada.
Em uma modalidade preferida a primeira camada da invenção pode ser contínua e se estender substancialmente sobre a totalidade da superfície da lâmina de vidro, isto é, sobre mais de 90% da superfície da lâmina de vidro, de preferência sobre mais de 95% da superfície da lâmina de vidro,. É preferível que a primeira camada da invenção possa ter coberta substancialmente toda a sua superfície pela segunda camada isto é, ter cobertos mais de 90% da sua superfície, de preferência, mais de 95% da sua superfície.
A segunda camada da invenção compreende a resina. Ela pode proteger o revestimento contra água e arranhões. Ela pode consistir em uma tinta, um aglutinante, um verniz ou uma cola, ela pode também ser um veículo, isto é um veiculo que poderia ser usado em uma composição de esmalte, mas que não estaria associado com frita e pigmentos. Alternativamente, ela pode consistir em uma "camada transparente", isto é, uma tinta sem carga (cargas também podem ser denominadas diluentes).
A resina da segunda camada pode ser uma resina curável por UV ou uma resina curável por IV.
Quando se emprega uma resina curável por UV, em uma modalidade preferida, ela pode compreender uma resina de poliéster. A espessura da segunda camada, uma vez seca e antes do tratamento térmico, pode ser superior ou igual a 5 ou 10 μm; ela pode ser inferior ou igual a 50, 30 ou 20 μm. Se a espessura da segunda camada for muito pequena, ela pode não proteger adequadamente a primeira camada em termos de resistência mecânica e a água; se ele for muito grande, a reticulação pode não ser boa e podem ocorrer desprendimentos. Exemplos de resinas curáveis por UV são: as cola UV LOCTITE, o veiculo UV MS105 de Johnson Matthey e a tinta UV compreendendo poliéster de Green Isolight International (G11206, G11207, por exemplo), com uma adição, opcionalmente, de negro de carbono.
Alternativamente, no caso de se empregar uma resina curável por IV, a resina curável por IV pode compreender pelo menos um material selecionado do grupo que consiste em resinas alquidicas, acrilicas, de acrilamida, acril- estirênicas, vinil-acrilicas, de uretano, de poliuretano, de poliéster, uretano-alquidicas, resinas aminicas, poliamidicas, epoxidicas, de éster epoxidicas, resinas fenólicas, resinas de silicio, PVC, PVB e resinas à base de água. A espessura da segunda camada, uma vez seca e antes do tratamento térmico, pode ser superior ou igual a 3, 5, 10, 15, 20, ou 25 μm; ela pode ser inferior ou igual a 80, 70, 60, 55 ou 50 μm. Se a espessura da segunda camada for demasiado pequena, ela pode não proteger adequadamente a primeira camada em termos de resistência mecânica e resistência a água; se ela for demasiado grande, ela pode influenciar a cor da primeira camada e apresentar manchas de diferentes cores depois do tratamento térmico final, que podem ser adequados para a segunda camada da invenção são: tinta SK1825 da firma VALSPAR, que compreende uma resina metacrilica associada com uma resina de aminoplasto do tipo melamina-aldeido fórmico; tinta AW de revestimento de topo verde para espelho da firma FENZI, que compreende uma resina alquidica ortoftálica associada com uma resina de aminoplasto do tipo melamina-aldeido fórmico;~ç tinta de FENZI compreendendo resinas acrílicas e epoxidicas; tinta de poliuretano de FENZI; um exemplo de camada transparente é a tinta SK1825 da firma VALSPAR que foi centrifugada para excluir as cargas.
Em uma modalidade especial, a segunda camada da invenção pode consistir essencialmente em uma resina.
Alternativamente, em uma modalidade vantajosa, a segunda camada da invenção pode compreender uma resina e cargas de esmalte, de preferência ela consiste essencialmente em uma resina e cargas de esmalte. Por "cargas de esmalte" entende-se a porção de um esmalte que não é orgânica, isto é, a frita. Exemplos desta modalidade incluem: (i) uma segunda camada consistindo essencialmente em uma resina de poliéster em que as cargas iniciais foram removidas por centrifugação e em que uma carga de esmalte, frita de esmalte, por exemplo, é acrescentada e (ii) uma segunda camada consistindo essencialmente em uma camada transparente e frita de esmalte.
A adição de cargas inorgânicas pode permitir uma redução na proporção de material orgânico presente na segunda camada, permitindo assim que a porção orgânica da camada queime mais suavemente durante o tratamento térmico e reduzindo ou evitando o risco de desprendimento entre a segunda camada e a primeira camada e entre a primeira camada e o vidro. É preferível que estas cargas inorgânicas sejam cargas de esmalte, de modo que com o tratamento térmico essas cargas se sinterizam formando uma segunda camada de esmalte sinterizado sobre a primeira camada de esmalte sinterizado.
Foi também descoberto que o uso de uma tinta curável por IV compreendendo cargas inorgânicas que não são fusiveis à temperatura do tratamento térmico final, como o material que compreende a resina para a segunda camada da invenção pode ter uma desvantagem: um pó, que não é aderente à lâmina de vidro revestida, pode aparecer depois do tratamento térmico. Ela pode ser facilmente lavada com água, possivelmente com água a alta pressão, mas naturalmente isto acrescenta uma etapa ao processo para a obtenção de lâmina de vidro revestida tratada termicamente, o que pode demandar tempo e investimento em nova maquinaria. Descobrimos que o uso de cargas de esmalte na segunda camada da invenção pode reduzir ou evitar o aparecimento de um pó que não adere sobre a lâmina de vidro revestida depois do tratamento térmico, uma vez que estas cargas se fundirão durante o tratamento térmico na primeira camada.
Nas modalidades em que são usadas cargas de esmalte na resina para a segunda camada, a quantidade de cargas de esmalte na segunda camada medidas no produto final antes do tratamento térmico, pode ser, de preferência, superior ou igual a 10, 20, 30, 35 ou 40% em peso; ela pode ser inferior ou igual a 90, 80, 70, 60 ou 50% em peso.
Exemplos de cargas de esmaltes adaptadas para serem incorporadas à segunda camada são 144001, 14251, 14252, 14253 e 14054 de FERRO; 1T1415, 1T1430, 1T1035, AF2600, GB980BF, NK019, GB543AF de JOHNSON MATTHEY; cargas de TEMPVER, esmalte de FENZI.
Para fins decorativos, o revestimento pode ser colorido. A cor conferida ao revestimento pode ser conferida pela primeira camada ou pela segunda camada ou pelas duas camadas agindo em conjunto. A opacidade é também função da primeira camada ou da segunda camada ou das duas camadas agindo em conjunto. Para se conferir uma cor negra ao produto, por exemplo, pode ser usado um esmalte negro para a primeira camada e uma resina transparente para a segunda camada. Se a lâmina de vidro for tratada termicamente, a cor pode se alterar durante o tratamento térmico, dependendo da composição das camadas. Se isso ocorrer, isso deve ser levado em conta no produto tratado termicamente, para se assegurar que a cor final, depois do tratamento térmico é conforme desejado.
O substrato de vidro usado pode ser vidro plano, especialmente vidro de flutuação de diversas espessuras (entre 1,8 e 10,2 mm, por exemplo); ele pode ser vidro de tempo de soda e pode ser transparente, extratransparente, colorido, tratado com ácido ou jateado com areia. As lâminas de vidro de acordo com a invenção podem ter dimensão acima de 1 m x 1 m. Elas podem ter dimensões, conhecidas como PLF, de 3,21 m x 6 m ou de 3,21 m x 5,50 m ou de 3,21 m x 5,10 m ou de 3,21 m x 4,50 m, por exemplo, ou dimensões, conhecidas como DLF, de 3,21 m x 2,50 m ou de 3,21 m x 2,25 m, por exemplo.
De acordo com um outro dos seus aspectos, a presente invenção propõe um método para a fabricação de lâminas de vidro laqueadas tratáveis termicamente.
É preferível que o método de acordo com a presente invenção possa compreender as seguintes etapas, na ordem dada; - prover uma lâmina de vidro; - aplicar uma primeira camada compreendendo, sendo mais preferível consistindo em, um esmalte em uma superfície da lâmina de vidro, de preferência a uma espessura entre 30 e 300 μm, de preferência entre 70 e 200 μm no estado liquido; - curar a primeira camada sob radiação de UV ou de IV, dependendo da natureza do esmalte, de modo que o esmalte se segue, isto é, que a maior parte da porção orgânica se evapore ou seja reticulada, fazendo com que os solventes se evaporem, por exemplo, e adira ao vidro, mas que não esteja ainda substancialmente fundida ou sinterizada. É preferível se usar um esmalte curável por IV e que ele seja secado a uma temperatura que não exceda 250°C, de preferência que não exceda 200°C; isto pode levar aproximadamente 1 a 15 minutos, de preferência de 2 a 10 minutos (em um forno estático); ou, se em um forno industrial, isto pode levar aproximadamente 7 minutos com uma temperatura máxima medida no vidro de aproximadamente 220-240°C; - aplicar uma segunda camada compreendendo uma resina, de preferência a uma espessura entre 20 e 150 μm no estado liquido; e - curar a segunda camada sob radiação UV ou IV, dependendo da natureza da resina. Sob radiação UV isto pode levar alguns segundos e no máximo aproximadamente 5 minutos; sob radiação IV, isso pode levar alguns segundos e no máximo aproximadamente 20 minutos (em um forno estático), a uma temperatura entre 130 e 200°C.
As duas camadas podem ser aplicadas por qualquer método conhecido na técnica, pelos processos de revestimento com rolete ou revestimento em cortina, por exemplo, pelo processo de pulverização ou de fluxo. O método de impressão por tela pode também ser usado, especialmente se somente porções da lâmina de vidro forem ser revestidas.
Quando uma lâmina de vidro de acordo com a presente invenção é tratada termicamente, a primeira camada se funde e se sinteriza e a segunda camada pode ser parcialmente removida ou totalmente destruída. Em termos gerais, quando a segunda camada consiste essencialmente em uma resina, isto não se encontra nenhuma carga inorgânica na segunda camada, esta camada pode ser destruída; quando cargas inorgânicas, que não provem do esmalte, estão presentes na segunda camada, partículas desprendidas (em um pó, por exemplo) provenientes da segunda camada podem estar presentes na superfície da primeira camada, mas elas são laváveis; quando cargas de esmalte estão presentes na segunda camada, essas cargas fundem e se sinterizam formando uma segunda camada de esmalte sinterizado sobre a primeira camada de esmalte sinterizado.
É preferível que a lâmina de vidro de acordo com a invenção, uma vez enrijecida termicamente possa ser usada como vidro de segurança em prédios, de acordo com o padrão EN12150-1:2000. É preferível que uma lâmina de vidro de acordo com a invenção, uma vez termicamente enrijecida se quebre de acordo com o teste de fragmentação do padrão prEN14-179-l:2001 ou EN1863-1:2000.
As modalidades da presente invenção serão agora descritas com detalhes, a título de exemplo somente.
Exemplo 1
Uma lâmina de vidro é transportada por um trajeto por um transportador de cilindros. Ela é primeiro lavada de modo normal. Em seguida, ele passa sobre um revestidor de cortina onde ela é recoberta com um esmalte branco. Este revestimento é secado a uma temperatura moderada, de aproximadamente 150 °C, durante 15 minutos. A lâmina de vidro passa então sob um revestidor de rolos onde uma resina curável por UV compreendendo uma resina de poliéster da firma Green Isolight International (G11207) à qual foi acrescentado negro de carbono, é aplicada na primeira camada de esmalte. Esta segunda camada é curada imediatamente depois d aplicação em um forno de UV durante menos de 1 minuto, de preferência menos de 30 segundos. Duas modalidades foram realizadas, uma com 8% em peso de negro de carbono, a outra com 40% em peso de negro de carbono. As duas apresentaram resultados similares.
A espessura da primeira camada, uma vez seca e antes do tratamento térmico, é de 43 μm e a espessura da segunda camada, uma vez seca e antes do tratamento térmico, é de 13 μm. O produto final antes do tratamento térmico apresenta uma resistência contra água sob água corrente que é boa. A aderência do revestimento ao vidro é boa; isto pode permitir uma boa usinagem sem defeitos nas bordas. A resistência a arranhões é boa: nenhum arranhão foi detectado com o teste de Clemen sob um peso de 1000 g.
O produto final depois do tratamento térmico é branco com uma boa opacidade (transmitância luminosa inferior a 1%). Não foi detectada nenhuma alteração de cor depois do teste de UV, e não era visivel nenhuma formação de bolhas depois do teste de condensação.
Exemplo 2
Uma lâmina de vidro é transportada por um trajeto por um transportador de cilindros. Em primeiro lugar, ela é lavada de modo normal. Em seguida ela passa sob um revestidor de cortina onde ela é recoberta com um esmalte branco TEMPVER bianco 3400-06-011 da firma FENZI. O revestimento é secado a temperatura moderado, a uma temperatura medida no vidro de aproximadamente 220 °C durante 8 minutos. A lâmina de vidro então passa sob um revestidor de cortina onde um verniz de poliuretano SK1690 da firma Valspar é aplicado sobre a primeira camada de esmalte. Nenhuma carga de esmalte é acrescentada à resina. Esta segunda camada, de uma espessura de aproximadamente 30 μm no estado liquido, é então secada imediatamente depois da aplicação, em um forno de túnel, a uma temperatura medida no vidro de aproximadamente 140°C e durante aproximadamente 7 minutos.
A espessura da primeira camada, uma vez seca e depois do tratamento térmico se encontra entre 50-60 μm e a espessura da segunda camada, uma vez seca e antes do tratamento térmico, se encontra entre 10-15 μm. O produto final antes do tratamento térmico mostra um resultado do teste de Clemen em que não foi detectado nenhum arranhão sob um peso de 500 g.
Exemplo 3
A tinta SK1825 da firma VALSPAR, que compreende uma resina metacrilica associada com uma resina de aminoplasto do tipo melamina-aldeido fórmico é centrifugada em uma centrifuga Allegra 25R da firma Beckman-Coulter a 20°C durante 1 hora e meia a 13000 rpm. As cargas presentes na tinta inicial são removidas. As cargas 1T1415 de um esmalte JOHNSON MATTHEY são então acrescentadas na tinta sem cargas numa proporção de 40% em peso.
Uma lâmina de vidro é, primeiro, lavada de modo normal. Ela é então recoberta, usando um revestidor de barra, com um esmalte negro 144001 negro 801029 da firma FERRO, a uma espessura de aproximadamente 150 μm no estado liquido. O revestimento é secado à temperatura moderada, a aproximadamente 150°C, durante 15 minutos. A tinta SK1825 centrifugada incluindo as cargas 1T1415 de um esmalte de JOHNSON MATTHEY é então aplicada com um revestidor de barra sobre a primeira camada do esmalte. Esta segunda camada, que tem uma espessura de aproximadamente 60 μm no estado liquido, é então secada imediatamente depois da aplicação em um forno estático durante 20 minutos a aproximadamente 200°C.
O produto final antes do tratamento térmico apresenta uma resistência a água sob água corrente que é boa. A aderência do revestimento ao vidro é boa; isto pode permitir uma boa usinagem sem defeitos nas bordas. E a resistência a arranhões é boa: nenhum arranhão visivel quando se observa através do vidro com o teste de Clemen sob um peso de 500 g.
O produto final depois do tratamento térmico é negro com uma boa opacidade (transmitância luminosa inferior a 1%). A resistência a arranhões é boa: nenhum arranhão detectado com o teste de Clemen sob um peso de 3000 g. Nenhuma alteração foi detectada depois do teste de UV ou depois do teste de condensação. A resistência a colas é boa: nenhuma separação e nenhuma marca de cola visivel do lado do vidro.
Exemplo 4
A tinta AW de revestimento de topo verde para espelho da firma FENZI, que compreende uma resina alquidica ortoftálica associada com uma resina de aminoplasto do tipo melamina-aldeido fórmico é centrifugada em uma centrifuga Allegra 25R da firma Beckman-Coulter a 20°C durante 1 hora e meia a 13000 rpm. As cargas presentes na tinta inicial são removidas. As cargas 1T1415 de um esmalte de JOHNSON MATTHEY são então acrescentadas numa proporção de 70% em peso.
Lava-se primeiro uma lâmina de vidro de modo normal. Ela é então recoberta, usando-se um revestidor de barra com um esmalte branco TEMPVER bianco 3400-06-011 da firma FENZI, a uma espessura de aproximadamente 150 μm no estado liquido. O revestimento é secado a uma temperatura moderada, a aproximadamente 150°C, durante 15 minutos. A tinta AW de revestimento de topo verde centrifugada incluindo cargas 1T1415 de um esmalte de JOHNSON MATTHEY é então aplicada com um revestidor de barra sobre a primeira camada de esmalte. Esta segunda camada, tendo uma espessura de aproximadamente 60 μm no estado liquido, é então secada imediatamente depois da aplicação em um forno estático durante 20 minutos a aproximadamente 200°C.
O produto final antes do tratamento térmico apresenta uma resistência à água sob água corrente que é boa. A aderência do revestimento ao vidro é boa; isto pode permitir uma boa usinagem sem defeitos nas bordas. E a resistência a arranhões é boa: nenhum arranhão visivel quando se observa através do vidro com o teste de Clemen sob um peso de 500 g.
O produto final depois do tratamento térmico é branco com uma boa opacidade (transmitância luminosa inferior a 1%). A resistência a arranhões é boa: nenhum arranhão detectado com o teste de Clemen sob uma carga de 3000 g. Nenhuma alteração foi detectada depois do teste de UV ou depois do teste de condensação. A resistência a colas é boa: nenhuma separação e nenhuma marca de cola visivel do lado do vidro.
Exemplo 5
Uma lâmina de vidro é primeiro lavada de um modo normal. Em seguida ela é recoberta, usando-se um revestidor de cortina com um esmalte branco TEMPVER bianco 3400-06-011 da firma FENZI, numa proporção de 220 g/m2 (o que resulta em uma espessura, uma vez seca, de 60 μm). 0 revestimento é secado a uma temperatura moderada, a uma temperatura medida no vidro de aproximadamente 220°C, durante 7 minutos. Uma tinta de poliuretano da firma FENZI incluindo 40% em peso de cargas 1T1415 de um esmalte de JOHNSON MATTHEY é então aplicada com um revestidor de barra sobre a primeira camada de esmalte. Esta segunda camada é então secada imediatamente após a aplicação.
Duas séries de amostras foram avaliadas com diferentes espessuras para a segunda camada, uma série com uma espessura de 60 μm no estado liquido, a outra com uma espessura de 30 μm no estado liquido. Isto corresponde aproximadamente a espessuras secadas antes do tratamento térmico respectivamente de 46 μm e 26 μm.
O teste de Clemen não mostrou nenhum arranhão visivel sob uma carga de 1000 g quando a espessura era de 60 μm no estado liquido e nenhum arranhão visivel sob uma carga de 500 g quando a espessura era de 30 μm no estado liquido. Com as duas espessuras, o teste de Lucite é muito bom; quando observado do lado do vidro ou do lado revestido a lâmina de vidro não mostrou nenhum defeito visivel a 1000 ciclos.
Os mesmos resultados são obtidos se as cargas 1T1415 forem substituídas por cargas AF2000 de JOHNSON MATTHEY.
O teste de Clemen é usado para se avaliar a resistência a arranhões do revestimento. Uma agulha com ponta de carbida de tungsténio é comprimida sobre o revestimento por aplicação de uma carga sobre a agulha. A agulha é usada para arranhar o revestimento de uma distância de aproximadamente 60 mm. Diversos pesos (de 250 g a 2500 g com um intervalo de 250 g) podem ser aplicados sobre a mesma amostra com uma determinada distância entre cada dois arranhões. Portanto, pode ser produzida uma série de arranhões paralelos na amostra. Detalhes completos deste teste sâo apresentados em Padrão Internacional ISO 1518-1992.
O teste de UV é usado para simular a deterioração causada pela luz solar. Detalhes completos deste teste são apresentados no Padrão ASTM G53-88. As amostras são expostas a luz ultravioleta. As condições de exposição usadas aqui são: lâmpada de UVA a 340 nm; potência da lâmpada de UV: 300 W; tempo de exposição a UV: 1000 horas; temperatura da exposição a UV: 60°C; nenhuma exposição a condensação foi conduzida. Nenhuma alteração de cor deveria aparecer depois do teste, de preferência a variação de cor ΔE* deve ser inferior a 2. ΔE* é calculada do seguinte modo: ΔE* = /{IA*2 + a*2 + b*2) em que L*, a*, b* são medidos na escala CIElab.
O teste de condensação é usado para se avaliar o comportamento da amostra em atmosferas de ambiente úmido e para apontar qualquer defeito da proteção das amostras contra corrosão. Detalhes completos deste teste são apresentados no padrão DIN50 017. As condições usadas aqui são: umidade relativa de 98%, temperatura de 40°C; durante 20 dias. Nenhuma formação de bolhas, isto é, desprendimento local da laca, deve ser visivel após o teste.
O teste de Lucite é usado para se avaliar a resistência a arranhões do revestimento. A amostra é pulverizada do lado do revestimento com Lucite® 4F ou 47G (um quarto de uma colher de chá sobre uma amostra de 15 x 25 cm), sendo então coberta com um pedaço de vidro transparente de 6 mm de espessura (10 x 10 cm) no qual é colocado um peso de 3,938 kg. O conjunto "vidro superior e 5 peso" é submetido a um movimento de vaivém durante 100 ciclos ou mais.

Claims (12)

1. Lâmina de vidro tendo um revestimento provido na sua superfície, CARACTERIZADA pelo fato de que o revestimento compreende em ordem a partir do vidro, uma primeira camada que compreende um esmalte e uma segunda camada que compreende uma resina, em que o esmalte da primeira camada compreende um meio orgânico adaptado para ser curado sob radiação de infravermelho, em que a segunda camada compreende ainda cargas de esmalte, em que as cargas de esmalte estão presentes na segunda camada em uma quantidade que varia de 20% a 60% em peso, em que a resina da segunda camada é uma resina curável por IV.
2. Lâmina de vidro, de acordo com a reivindicação 1, CARAC TERIZADA pelo fato de que a primeira camada consiste essencialmente em um esmalte.
3. Lâmina de vidro, de acordo com a reivindicação 1 ou 2, CARACTERIZADA pelo fato de que a primeira camada está em contato direto com a lâmina de vidro.
4. Lâmina de vidro, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 3, CARAC TERI ZADA pelo fato de que a segunda camada se encontra em contato direto com a primeira camada.
5. Lâmina de vidro, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 4, CARAC TERI ZADA pelo fato de que a segunda camada consiste essencialmente em resina e cargas de esmalte.
6. Lâmina de vidro, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 5, CARAC TERI ZADA pelo fato de que a resina da segunda camada compreende pelo menos um material do grupo que consiste em alquídicas, acrílicas, de acrilamida, acril-estirênicas, vinil-acrílicas, de uretano, de poliuretano, de poliéster, uretano-alquídicas, resinas amínicas, poliamídicas, epoxídicas, de éster epoxídicas, resinas fenólicas, resinas de silício, PVC, PVB e resinas à base de água.
7. Lâmina de vidro, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 6, CARAC TERI ZADA pelo fato de que a espessura da primeira camada está na faixa de 5 a 120 μm, em que a espessura da camada refere-se a espessura uma vez seca e antes do tratamento térmico.
8. Lâmina de vidro, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 6, CARAC TERI ZADA pelo fato de que a espessura da segunda camada está na faixa de 5 a 50 μm, em que a espessura da camada refere-se a espessura uma vez seca e antes do tratamento térmico.
9. Lâmina de vidro, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 8, CARAC TERI ZADA pelo fato de que a primeira camada se estende sobre a totalidade da superfície da lâmina de vidro e é coberta em toda a sua superfície pela segunda camada.
10. Lâmina de vidro, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 9, CARAC TERI ZADA pelo fato de que o promotor de adesão está presente entre o vidro e o revestimento.
11. Lâmina de vidro, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 10, CARACTERIZADA pelo fato de que a lâmina de vidro é tratável termicamente.
12. Método para a fabricação de lâminas de vidro laqueadas tratáveis termicamente, como definidas em qualquer uma das reivindicações 1 a 11, CARACTERIZADO pelo fato de que compreende as seguintes etapas, na ordem dada: - prover uma lâmina de vidro; - aplicar uma primeira camada que compreende 10 esmalte sobre a superfície da lâmina de vidro; - curar a primeira camada usando radiação de IV de modo que o esmalte seja secado e adira ao vidro, mas ainda não esteja nem fundido nem sinterizado; - aplicar uma segunda camada que compreende uma 15 resina; e - curar a segunda camada usando radiação de IV; em que a segunda camada compreende adicionalmente cargas de esmalte.
BRPI0708756-0A 2006-03-13 2007-03-13 Lâmina de vidro revestida e método para a fabricação de lâminas de vidro laqueadas tratáveis termicamente BRPI0708756B1 (pt)

Applications Claiming Priority (5)

Application Number Priority Date Filing Date Title
EP06111034 2006-03-13
EP06111034.2 2006-03-13
EP06120436.8 2006-09-11
EP06120436 2006-09-11
PCT/EP2007/052328 WO2007104752A1 (en) 2006-03-13 2007-03-13 Coated glass sheet

Publications (2)

Publication Number Publication Date
BRPI0708756A2 BRPI0708756A2 (pt) 2011-06-14
BRPI0708756B1 true BRPI0708756B1 (pt) 2021-10-19

Family

ID=37964494

Family Applications (1)

Application Number Title Priority Date Filing Date
BRPI0708756-0A BRPI0708756B1 (pt) 2006-03-13 2007-03-13 Lâmina de vidro revestida e método para a fabricação de lâminas de vidro laqueadas tratáveis termicamente

Country Status (8)

Country Link
US (1) US20090220778A1 (pt)
EP (1) EP2004563B1 (pt)
JP (1) JP5694646B2 (pt)
BR (1) BRPI0708756B1 (pt)
ES (1) ES2721804T3 (pt)
PL (1) PL2004563T3 (pt)
RU (1) RU2457188C2 (pt)
WO (1) WO2007104752A1 (pt)

Families Citing this family (18)

* Cited by examiner, † Cited by third party
Publication number Priority date Publication date Assignee Title
EP2029497B1 (en) 2006-05-24 2019-08-21 AGC Glass Europe Coated glass sheet
FR2925483B1 (fr) * 2007-12-20 2010-01-08 Saint Gobain Vitrage decoratif.
AU2009297243B2 (en) * 2008-09-29 2015-10-29 Proyecto De Biomedicina Cima S.L. Porphobilinogen deaminase gene therapy
EP2316799A1 (en) * 2009-10-30 2011-05-04 AGC Glass Europe Coated glass sheet
BE1019170A3 (fr) 2010-02-03 2012-04-03 Agc Glass Europe Procede de chauffage dans un four de feuilles de verre revetues.
WO2013135637A1 (en) 2012-03-15 2013-09-19 Agc Glass Europe Glass sheet with an enamel-based coating
CN104395258B (zh) 2012-04-20 2018-10-12 肖特股份有限公司 设置有装饰性涂层的玻璃或玻璃陶瓷基板及其制备方法
FR2993880B1 (fr) 2012-07-27 2019-08-30 Saint-Gobain Glass France Verre laque trempable
US20150060401A1 (en) * 2013-08-29 2015-03-05 Corning Incorporated Method of edge coating a batch of glass articles
US20150064479A1 (en) * 2013-08-30 2015-03-05 Guardian Industries Corp. Heat treatable painted glass substrate, and/or method of making the same
FR3010992B1 (fr) * 2013-09-20 2021-01-01 Saint Gobain Verre email trempable
KR101560049B1 (ko) 2013-10-10 2015-10-13 주식회사 엘지화학 유리 기판 표면 코팅 장치
FR3020807A1 (fr) * 2014-05-07 2015-11-13 Saint Gobain Verre emaille trempable a tenue mecanique amelioree
RU2647710C1 (ru) * 2016-12-29 2018-03-19 Автономная некоммерческая организация высшего образования "Белгородский университет кооперации, экономики и права" Способ получения стемалита
EP3630691A1 (en) 2017-06-02 2020-04-08 Guardian Glass, LLC Glass article containing a coating with an interpenetrating polymer network
WO2019123477A1 (en) 2017-12-20 2019-06-27 Saint-Gobain Glass France Temporary protection for heat treatable coated glass articles comprising acrylic monomer
CN113924278A (zh) * 2019-04-16 2022-01-11 康宁公司 用于离子交换和汽车玻璃的填充孔装饰层
FR3163647A1 (fr) 2024-06-24 2025-12-26 Saint-Gobain Glass France Substrat comprenant un revetement en email protege

Family Cites Families (26)

* Cited by examiner, † Cited by third party
Publication number Priority date Publication date Assignee Title
US2980533A (en) * 1953-03-06 1961-04-18 Photoceramics Inc Translucent objects decorated with designs or images
US3445266A (en) * 1963-07-22 1969-05-20 Anchor Hocking Glass Corp Production of decorated,polytetrafluoroethylene coated glass cooking vessel
US3796718A (en) * 1970-07-27 1974-03-12 Owens Illinois Inc Glass decoration
US3937853A (en) * 1973-07-12 1976-02-10 Anchor Hocking Corporation Method of making a color decorated, plastic coated glass article
US4306012A (en) * 1979-12-05 1981-12-15 Hercules Incorporated Process of radiation and heat treatment of printing medium
FR2512434A1 (fr) * 1981-09-04 1983-03-11 Saint Gobain Vitrage Depot d'email sur des objets en verre
US4649062A (en) * 1983-01-05 1987-03-10 Ciba-Geigy Corporation Ultraviolet radiation curable vehicle for ceramic colors, composition and method
US4770685A (en) * 1987-07-13 1988-09-13 Ford Motor Company Method of manufacturing a formed glass sheet with paint thereon
US4975301A (en) * 1987-08-07 1990-12-04 The O. Hommel Company Glass coating
FR2652037B1 (fr) * 1989-09-18 1992-04-03 Saint Gobain Vitrage Int Vitrage feuillete chauffant.
JP2733595B2 (ja) * 1990-06-22 1998-03-30 太田工業 株式会社 ガラス基板への模様付け方法
FR2672044B1 (fr) * 1991-01-25 1993-10-01 Saint Gobain Vitrage Internal Procede pour l'emaillage d'un substrat en verre et composition d'email utilisee.
US5328753A (en) * 1992-10-30 1994-07-12 Ford Motor Company Glass sheets having painted exterior surfaces
US6565948B1 (en) * 1994-05-04 2003-05-20 Chii-Hsiung Lin Laminated ornamental glass
FR2723366B1 (fr) * 1994-08-03 1996-09-20 Saint Gobain Vitrage Procede d'obtention d'un panneau decoratif a partir d'un substrat transparent
GB2328181B (en) * 1997-08-16 1999-11-03 Willett Int Ltd Pivotable beam mechanism for ink ribbon feeding
US6136382A (en) * 1997-12-29 2000-10-24 Deco Patents, Inc. Method and compositions for decorating vitreous articles with radiation curable inks having improved adhesion and durability
EP0955274B1 (de) * 1998-04-27 2004-01-02 Ferro GmbH Niedrig schmelzende, bleifreie Glas- und Emailzusammensetzungen mit hohem Bismutgehalt
AT406280B (de) * 1998-05-07 2000-03-27 Heimo Setten Glasfliese
US6277492B1 (en) * 1998-07-06 2001-08-21 Visteon Global Technologies, Inc. Providing organic paint on glass to match automotive body color
US6214414B1 (en) * 1999-07-22 2001-04-10 Ppg Industries Ohio, Inc. Method for forming a sequence of crosslinked pigmented coatings on ceramic substrates
US20020132871A1 (en) * 2000-11-13 2002-09-19 Martin Colton Transparent UV curable coating system
US7157119B2 (en) * 2002-06-25 2007-01-02 Ppg Industries Ohio, Inc. Method and compositions for applying multiple overlying organic pigmented decorations on ceramic substrates
FR2857007B1 (fr) * 2003-07-04 2006-09-08 L Et L Procede d'application d'email melange a un solvant liquide pour l'obtention de decors sur des objets en verre
DE20315625U1 (de) * 2003-10-10 2003-12-24 Döller, Bettina Glasfliesen mit Farbträgerglasur
JP2005276584A (ja) * 2004-03-24 2005-10-06 Sanka Kogyo Kk トッププレート

Also Published As

Publication number Publication date
WO2007104752A1 (en) 2007-09-20
JP2009530215A (ja) 2009-08-27
RU2008140116A (ru) 2010-04-20
PL2004563T3 (pl) 2019-06-28
RU2457188C2 (ru) 2012-07-27
EP2004563A1 (en) 2008-12-24
EP2004563B1 (en) 2019-01-02
JP5694646B2 (ja) 2015-04-01
US20090220778A1 (en) 2009-09-03
ES2721804T3 (es) 2019-08-05
BRPI0708756A2 (pt) 2011-06-14

Similar Documents

Publication Publication Date Title
BRPI0708756B1 (pt) Lâmina de vidro revestida e método para a fabricação de lâminas de vidro laqueadas tratáveis termicamente
ES2715637T3 (es) Lámina de vidrio recubierta
AU2014304330B2 (en) Substrate having a functional coating and a temporary protection layer
JP2000129172A (ja) 遮熱性塗料及びその塗装方法
AU2013231443B2 (en) Glass sheet with an enamel-based coating
EP2029497B1 (en) Coated glass sheet
EA027427B1 (ru) Цветная композиция, подходящая для трафаретной печати на листе полимерного материала, многослойное остекление и способ трафаретной печати
CN101415653A (zh) 涂覆玻璃板
BR112016025334B1 (pt) Vidro esmaltado temperável com resistência mecânica melhorada
Hartin et al. Caring for paintings
CA2558420C (en) Silicone-coated architectural glass
JP2004027241A (ja) 遮熱性塗料及びその塗装方法
US7309734B2 (en) Silicone-coated architectural glass
ES2405332T3 (es) Procedimiento para la preparación de una lámina de revestimiento multicapa
US7838116B2 (en) Silicone-coated architectural and decorative glass
KR20150073335A (ko) 무광 도료 조성물 및 이를 이용한 코팅 방법
HK1169823B (en) Coated glass sheet
WO2018043174A1 (ja) 放熱塗料組成物、硬化膜の製造方法、硬化膜、金属部材、放熱部材および電子部品
JP4235761B2 (ja) 高耐食性粉体塗装方法
CN106243991A (zh) 一种uv固化修补涂料及其修补方法
BRPI0701207A2 (pt) composiÇço e processo para obtenÇço e aplicaÇço de isolantes e revestimentos de alta resistÊncia À abrasço

Legal Events

Date Code Title Description
B07A Application suspended after technical examination (opinion) [chapter 7.1 patent gazette]
B09B Patent application refused [chapter 9.2 patent gazette]
B12B Appeal against refusal [chapter 12.2 patent gazette]
B16A Patent or certificate of addition of invention granted [chapter 16.1 patent gazette]

Free format text: PRAZO DE VALIDADE: 20 (VINTE) ANOS CONTADOS A PARTIR DE 13/03/2007, OBSERVADAS AS CONDICOES LEGAIS. PATENTE CONCEDIDA CONFORME ADI 5.529/DF, QUE DETERMINA A ALTERACAO DO PRAZO DE CONCESSAO.

B21F Lapse acc. art. 78, item iv - on non-payment of the annual fees in time

Free format text: REFERENTE A 18A ANUIDADE.

B24J Lapse because of non-payment of annual fees (definitively: art 78 iv lpi, resolution 113/2013 art. 12)

Free format text: EM VIRTUDE DA EXTINCAO PUBLICADA NA RPI 2822 DE 04-02-2025 E CONSIDERANDO AUSENCIA DE MANIFESTACAO DENTRO DOS PRAZOS LEGAIS, INFORMO QUE CABE SER MANTIDA A EXTINCAO DA PATENTE E SEUS CERTIFICADOS, CONFORME O DISPOSTO NO ARTIGO 12, DA RESOLUCAO 113/2013.