BRPI0709978A2 - tratamento em etapa única de produtos têxteis - Google Patents

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BRPI0709978A2
BRPI0709978A2 BRPI0709978-9A BRPI0709978A BRPI0709978A2 BR PI0709978 A2 BRPI0709978 A2 BR PI0709978A2 BR PI0709978 A BRPI0709978 A BR PI0709978A BR PI0709978 A2 BRPI0709978 A2 BR PI0709978A2
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Anna-Liisa Auterinen
Ayrookaran J Poulose
Mee-Young Yoon
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Genencor Int
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Abstract

<B>TRATAMENTO EM ETAPA úNICA DE PRODUTOS TêXTEIS<D>A presente invenção refere-se a novas composições e métodos para pré-tratamento enzimático em etapa única de produtos têxteis, fibras e tecidos celulósicos, contendo celulósicos (por exemplo, algodão e contendo algodão) e não-celulósicos. O pré-tratamento compreende desengorduramento e alvejamento, e opcionalmente, desengomagem dos têxteis.

Description

A presente invenção reivindica o pedido de prioridade ao PedidoProvisório U.S atualmente pendente Número de Série 60/792.111, deposita-do em 14 de abril de 2006. O presente pedido também é uma continuaçãoem parte do Pedido de Patente atualmente pendente Número U.S10/581.014 depositado em 30 de maio de 2006, que reivindica a prioridadesob 35 U.S.C. §371 a PCT/US2004/040438, intitulado "Peridrolase", deposi-tado em 3 de dezembro de 2004, que reivindica a prioridade sob 35 U.S.C.§119 ao Pedido de Patente Provisório Número de Série 60/526.764, deposi-tado em 3 de dezembro de 2003, agora desprezado.CAMPO DA INVENÇÃO
A presente invenção refere-se a métodos e composições para otratamento enzimático em etapa única para desengomagem, desengordura-mento e alvejamento de produtos têxteis.ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
No processamento têxtil de fibras têxteis, fios e tecidos, uma e-tapa de pré-tratamento ou preparação é tipicamente requerida para prepararde maneira apropriada os materiais naturais para uso adicional e em particu-lar para os estágios de fingimento, estampado e/ou acabamento tipicamenterequeridos por produtos comerciais. Essas etapas de tratamento de têxteisremovem as impurezas e corpos de cor, tanto naturalmente existentes comoaqueles adicionados pelas etapas de fiação e tecelagem às fibras e/ou teci-dos.
Embora os tratamentos de têxteis possam incluir inúmeros tra-tamentos e estágios variados, os mais comuns incluem: desengomagem, aremoção de agentes de engomagem, tais como, amidos, através de impreg-nação enzimática, alcalina ou oxidativa; desengorduramento - a remoção degraxas, óleos, ceras, substâncias pécticas, partículas de pó, proteína e gor-duras mediante contato com uma solução de hidróxido de sódio em tempe-raturas próximas ao ponto de ebulição; e alvejamento - a remoção e ciarea-mento de corpos de cor de têxteis comumente utilizando agentes oxidantes(tais como, peróxido de hidrogênio, hipoclorito, e dióxido de cloro), ou uti-lizando agentes redutores (tais como, dióxido de enxofre ou sais hidros-sulfito).
O processamento têxtil enzimático comercial requer tipicamentea separação dessas etapas de pré-tratamento devido à ampla variação decondições presentes em cada etapa. Entretanto, essa separação de etapasde tratamento resulta em custos adicionais pesados ao processo de trata-mento total devido ao uso de diversos banhos consecutivos com pH e condi-ções de temperatura variados e adições químicas, e a exigência de múltiplasetapas de enxágüe entre os respectivos estágios e altos custos de energiadevido a alta temperatura de processamento acima de 95°C. As etapas deenxágüe e/ou secagem adicionais acrescentam enormes custos adicionais emateriais de descarte ao processo de tratamento.
Conseqüentemente, a combinação de vários estágios de pré-tratamento em um tratamento em etapa única poderia ter um impacto signifi-cativo no tratamento comercial de têxteis na forma de custos reduzidos emateriais de descarte sobre os processos comerciais tipicamente emprega-dos.
Entretanto, a combinação dessas três etapas comuns, emboraanteriormente investigada, foi insatisfatória. A tecnologia de alvejamento a-tualmente empregada envolve o uso de peróxido de hidrogênio alcalino emtemperaturas maiores que 95° C. Tais altas temperaturas e sistemas de al-vejamento poderosos são completamente incompatíveis com as enzimasamilase necessárias em uma operação de desengomagem. Desta maneira,a combinação da tecnologia de desengomagem e alvejamento em tempera-turas maiores que 95°C resulta na destruição das enzimas de desengoma-gem e um resultado de desengomagem insatisfatório. As técnicas de desen-gomagem alternativas, tal como, impregnação alcalina ou oxidativa envol-vem o uso de produtos químicos agressivos que resultem em dano à fibra.Por outro lado, a redução da temperatura na qual o tratamento em etapaúnica é conduzido para permitir a desengomagem enzimática eficaz resultaem um alvejamento inaceitavelmente insatisfatório com valores de brancuraabaixo do limite comercialmente aceitável. Ademais, esse tipo de processoem baixa temperatura sem uma enzima de desengorduramento produz umtecido de baixa molhabilidade que é inaceitável para processos de tingimen-to, estampado e acabamento adicionais.
O documento US2002-0007516 descreve um processo em etapaúnica que usa um ativador de alvejamento hidrofóbico ou perácido pré-formado em conjunto com peróxido de hidrogênio. Entretanto, essa tecnolo-gia ainda requer uma entidade química que necessita processamento adi-cional do fluxo de descarte resultando em custos aumentados ao processa-dor de produtos têxteis. Similarmente, o documento US2003-041387 descre-ve o uso de um sistema de alvejamento que utiliza um perácido que é adi-cionado como um componente e não gerado in situ.
Nenhum desses sistemas conta com composições enzimáticaspara desengomagem, desengorduramento e alvejamento simultâneos dealgodão -e produtos têxteis à base de algodão e produtos têxteis celulósicossem algodão nem proporcionam um processo enzimático ambientalmentefavorável para tal processo em etapa única de produtos têxteis. Muito embo-ra possam representar um aperfeiçoamento em relação aos métodos con-vencionais, esses ainda deixam muito espaço para melhorias.
Conseqüentemente, ainda há a necessidade de um processo detratamento de produtos têxteis em etapa única eficaz e em particular para acombinação de desengomagem, desengorduramento e alvejamento em tra-tamento de têxteis que possa proporcionar benefícios de molhabilidade ebrancura superiores enquanto reduzem a área ambiental ocupada e custosàs fábricas de têxtil e proporcionar retenção de resistência de tecido aperfei-çoada e dano de fibra reduzido versus processos de alvejamento têxtil con-vencionais.
BREVE SUMÁRIO DA INVENÇÃO
Os requerentes descrevem aqui métodos e composições para otratamento enzimático em etapa única de produtos têxteis. Em um aspecto,proporcionam-se métodos para o alvejamento enzimático de produtos têx-teis. Em um segundo aspecto, proporcionam-se métodos para o tratamentode produtos têxteis com uma composição de tratamento em etapa única. Emum terceiro aspecto, proporcionam-se composições para o tratamento emetapa única para desengomagem, desengorduramento e alvejamento deprodutos têxteis. Em um aspecto, proporciona-se uma composição para oalvejamento enzimático de um produto têxtil. Em um aspecto, o tratamentode produtos têxteis serve para a desengomagem e/ou desengorduramentoe/ou alvejamento de produtos têxteis. Os produtos têxteis que podem sertratados pelos métodos e composições descritos aqui são celulósicos ouprodutos têxteis contendo celulose, tais como, algodão e misturas de algo-dão, porém o tratamento não se limita a materiais celulósicos.
Em uma modalidade, o método compreende o alvejamento en-zimático de produtos têxteis ao colocar um produto têxtil necessitado de al-vejamento em contato com uma composição de alvejamento enzimático quecompreende uma fonte de éster, uma acila transferase, e uma fonte de pe-róxido de hidrogênio durante um período de tempo e sob condições adequa-das para permitir o branqueamento moderado do produto têxtil. A fonte deéster pode ser qualquer éster acetato adequado. A fonte de éster está pre-sente no líquido de alvejamento em uma concentração entre cerca de 100ppm a 10.000 ppm, entre cerca de 1000 ppm a 5000 ppm ou entre cerca de2000 ppm a 4000 ppm.
Um éster acetato adequado é selecionado entre diacetato propi-Ieno glicol, diacetato etileno glicol, triacetina, acetato de etila, tributirina esimilares. As combinações dos ésteres acetato anteriores também são con-templadas.
A acila transferase pode ser qualquer transferase que possuauma razão de peridrólise para hidrolise maior que 1. A concentração da acilatransferase no líquido de alvejamento está entre cerca de 0,005 ppm a 100ppm, entre cerca de 0,01 a 50 ppm ou entre 0,05 a 10 ppm.
O peróxido de hidrogênio pode ser adicionado a partir de umafonte exógena. Alternativamente, o peróxido de hidrogênio pode ser enzima-ticamente gerado in situ por uma oxidase geradora de peróxido de hidrogê-nio e um substrato adequado. A oxidase geradora de peróxido de hidrogêniopode ser carboidrato oxidase, tal como, glicose oxidase. O substrato ade-quado pode ser glicose. A concentração do peróxido de hidrogênio no líqui-do de alvejamento está entre cerca de 100 a 5000 ppm, uma concentraçãoentre cerca de 500 a 4000 ppm ou uma concentração entre cerca de 1000 a3000 ppm.
As condições adequadas irão depender das enzimas e métodode processamento (por exemplo, processo contínuo versus lote versus loteacolchoado) usados, porém contempla-se compreender temperaturas, pHs,tempo de processamento variados e similares.
As condições de pH adequadas compreendem um pH entre cer-ca de 5 a 11, um pH entre cerca de 6 e 10, e um pH entre 6 e 8. As condi-ções de tempo adequadas para o alvejamento enzimático dos produtos têx-teis estão entre cerca de, preferivelmente, 5 minutos e 24 horas, um tempoentre cerca de 15 minutos e 12 horas, ou um tempo entre cerca de 30 minu-tos e 6 horas.
As condições de temperatura adequadas compreendem umatemperatura entre cerca de 15°C e 90°C, uma temperatura entre cerca de24°C e 80°C ou uma temperatura entre cerca de 40°C e 60°C.Em uma modalidade, os métodos para o tratamento de produtos
têxteis com uma composição de tratamento em etapa única compreendemcolocar um produto têxtil necessitado de processamento em contato comuma composição de tratamento em etapa única durante um período de tem-po e sob condições suficientes para permitir a desengomagem, desengordu-ramento e alvejamento do produto têxtil.
A composição de tratamento em etapa única compreende, depreferência, i) uma ou mais enzimas biodesengordurantes, ii) uma ou maisenzimas de desengomagem e iii) um ou mais sistemas de alvejamento en-zimático. A composição de tratamento em etapa única pode compreenderainda um ou mais componentes auxiliares selecionados entre tensoativos,emulsificantes, agentes quelantes e/ou estabilizaníes.
O sistema de alvejamento enzimático, as condições e período detempo adequados para essa modalidade são conforme descritos na primeiramodalidade.
A enzima biodesengordurante é uma pectinase, que inclui, po-rém sem caráter limitativo, pectato liases, pectina esterases, poligalacturo-nases, etc. como descrito por J. R. Whitaker (Microbial pectolytic enzimas,(1990) p. 133-176. In W. M. Fogarty e C. T. Kelly (ed.), Microbial enzimasand biotechnology. Elsevier Science Publishers, Barking, United Kingdom)ou uma combinação de pectinase e outras enzimas, tais como, cutinases,celulases, proteases, Iipases e hemicelulases. Em uma modalidade, a pecti-nase é uma pectato liase.
A enzima de desengomagem é selecionada a partir de um grupoque consiste em amilases e mananases. Uma amilase específica que encon-tra uso como uma enzima de desengomagem é uma alfa-amilase.
A composição de tratamento em etapa única pode compreenderainda componentes auxiliares selecionados entre tensoativos, emulsifican-tes, agentes quelantes e/ou estabilizantes. O tensoativo pode ser um tensoa-tivo não-iônico ou uma combinação de tensoativos não-iônicos e aniônicos.
Um agente de alvejamento químico pode ser usado em conjuntocom a composição de tratamento em etapa única. O(s) agente(s) químico(s)adequado(s) pode(m) ser selecionado(s) entre alvejantes oxidativos, peróxi-do de sódio, perborato de sódio, permanganato de potássio, hipocloreto desódio, hipocloreto de cálcio e dicloroisocianurato de sódio.
Em uma modalidade da composição, a composição de tratamen-to em etapa única compreende i) uma ou mais enzimas biodesengorduran-tes, ii) um sistema de alvejamento enzimático. Em um aspecto a composiçãopode incluir uma ou mais enzimas de desengomagem. A composição de tra-tamento em etapa única pode compreender ainda um ou mais componentesauxiliares selecionados entre tensoativos, emulsificantes, agentes quelantese/ou estabilizantes.
Outros objetivos, características e vantagens da presente inven-ção tornar-se-ão óbvios a partir da seguinte descrição detalhada. Deve serentendido, entretanto, que a descrição detalhada e exemplos específicos,muito embora indiquem as modalidades preferidas da invenção, são deter-minados apenas a título de ilustração, visto que diversas alterações e modi-ficações dentro do escopo e espírito da invenção se tornarão óbvios para osversados na técnica a partir dessa descrição detalhada.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
A Figura 1 ilustra os efeitos alvejantes de vários tratamentos.Fotografias de amostras após tratamentos com A) tampão. B) tampão + ten-soativo + PGDA + H2O2, C) tampão + tensoativo + BP 3000L e D) tampão +tensoativo + PGDA + H2O2 + AcT + OxAm + BP 30Q0L + cutinase.
A Figura 2 mostra fotografias de amostras tiradas após 12 horasde tratamento em lote acolchoado com controle (duas amostras superiores)e controle + enzima (duas amostras inferiores).
A Figura 3 mostra amostras logo após a coloração com iodo: A)tampão, B) Tampão + tensoativo + PGDA + H2O2, C) tampão + tensoativo +OxAm. D) tampão + tensoativo + PGDA + H2O2 + misturas de enzimas, E)algodão comercialmente alvejado (controle positivo), F) tampão + tensoativo+ PGDA + H2O2 (lote acolchoado), G) tampão + tensoativo + PGDA + H2O2 +misturas de enzimas tlote acolchoado).
A Figura 4 mostra fotografias de amostras após a coloração comvermelho de rutênio: A) algodão comercialmente alvejado (controle positivo)B) tampão, C) tampão + tensoativo + BP 3000L, D) Tampão + tensoativo +PGDA + H2O2, E) tampão + tensoativo + PGDA + H2O2 + mistura de enzi-mas, F) tampão + tensoativo + PGDA + H2O2 + (lote acolchoado), G) tampão+ tensoativo + PGDA + H2O2 + mistura de enzimas (lote acolchoado).
A Figura 5 proporciona um gráfico que mostra a capacidade dealvejamento de AcT testado em algodão.
A Figura 6 proporciona um gráfico que mostra a -capacidade dealvejamento de AcT testado em linho.
DESCRIÇÃO DETALHADA
A invenção será descrita agora em detalhes apenas a título dereferência utilizando as seguintes definições e exemplos. Todas as patentese publicações, inclusive todas as seqüências descritas dentro de tais paten-tes e publicações, referidas aqui estão expressamente incorporadas a títulode referência.
As faixas numéricas são inclusivas dos números que definem afaixa.
Exceto onde indicado em contrário, os ácidos nucléicos são es-critos da esquerda para a direita em orientação 5' para 3'; as seqüências deaminoácido são escritas da esquerda para a direita em orientação aminopara carbóxi, respectivamente.
Os títulos fornecidos aqui não são limitações dos vários aspec-tos ou modalidades da invenção esses podem ser descritos a título de refe-rência ao relatório descritivo como um todo. Conseqüentemente, os termosdefinidos imediatamente abaixo são definidos de forma mais completa a títu-lo de referência ao relatório descritivo como um todo.
Definições
Exceto onde definido em contrário, todos os termos técnicos ecientíficos usados aqui possuem o mesmo significado comumente entendidopor um versado na técnica à qual essa invenção pertence. Por exemplo,Singleton e Sainsbury, Dictionary of Microbiology and Molecular Biology, 2dEd., John Wiley and Sons, NY (1994); and Hale and Marham, The HarperCollins Dictionary of Biology, Harper Perennial, NY (1991) fornecem aos ver-sados na técnica um dicionário geral de muitos dos termos usados na inven-ção. Embora quaisquer métodos e materiais similares ou equivalentes àque-les descritos aqui encontrem uso na prática da presente invenção, os méto-dos e materiais preferidos são descritos aqui. Conseqüentemente, os termosdefinidos imediatamente abaixo são descritos de maneira mais completa atítulo de referência ao relatório descritivo como um todo. Também, como u-sado aqui, os termos no singular "um", "uma", e "o" incluem as referênciasno plural exceto onde claramente indicado em contrário. Exceto onde indica-do em contrário, os ácidos nucléicos são escritos da esquerda para a direitaem orientação 5' para 3'; as seqüências de aminoácido são escritas da es-querda para a direita em orientação amino para carbóxi, respectivamente.Deve ser entendido que essa invenção não se limita à metodologia, protoco-Ios e reagentes particulares descritos, visto que esses podem variar, depen-dendo do contexto em que são usados pelo versado na técnica.
Almeja-se que cada limitação numérica máxima determinada aolongo desse relatório descritivo inclua cada limitação numérica inferior, comose tais limitações numéricas inferiores estivessem expressamente escritasaqui. Cada limitação numérica mínima determinada ao longo desse relatóriodescritivo irá incluir cada limitação numérica superior, como se tais limita-ções numéricas superiores estivessem expressamente escritas aqui. Cadafaixa numérica determinada ao longo desse relatório descritivo irá incluir ca-da faixa numérica mais estreita que está incluída em íal faixa numérica maisampla, como se tais faixas numéricas mais estreitas estivessem expressa-mente escritas aqui.
O termo "alvejamento", como usado aqui, significa o processopara tratar materiais têxteis, tais como, fibra, fio, tecido, roupa e não-tecidospara produzir uma cor mais clara na dita fibra, fio, tecido, roupa ou não-tecidos. Por exemplo, alvejamento como usado aqui significa o branquea-mento do tecido por remoção, modificação ou mascaramento de compostosgeradores de cor em materiais celulósicos ou outros materiais têxteis. Assim,"alvejamento" refere-se ao tratamento de um produto têxtil durante um perí-odo de tempo e sob condições de pH e temperatura apropriados para reali-zar o reavivamento (ou seja, branqueamento) do produto têxtil. O alvejamen-to pode ser realizado utilizando um agente de alvejamento químico e/ou a-gentes de alvejamento enzimaticamente gerados. Exemplos de agentes al-vejantes adequados incluem, porém sem caráter limitativo, CIO2, H2O2, pe-rácidos, NO2, etc. Nos presentes processos, métodos e composições, H2O2e perácidos são, de preferência, enzimaticamente gerados.
O termo "agente alvejante" como usado aqui abrange qualquermeio que seja capaz de alvejar tecidos.
"Agente(s) alvejante(s) químico(s)" é/são entidade(s) que é/sãocapaz(es) de alvejar um produto têxtil sem a presença de uma enzima. Es-ses podem requerer a presença de um ativador de alvejamento. Exemplosde agentes alvejantes químicos adequados úteis nos processos, métodos ecomposições descritos aqui são peróxido de sódio, perborato de sódio, per-manganato de potássio, outros perácidos. Em alguns aspectos, H2O2 podeser considerado um agente alvejante químico quando não for enzimatica-mente gerado in situ.
O termo "composição de processamento têxtil em etapa única"refere-se a uma preparação que compreende ao menos uma enzima biode-sengordurante e ao menos um agente alvejante enzimaticamente gerado.Em algumas modalidades, a composição de processamento compreendeainda ao menos uma enzima de desengomagem. O agente alvejante enzi-maticamente gerado é, de preferência, um perácido. Em um aspecto, o pe-rácido é gerado pela ação catalítica de uma acila trarísferase sobre um subs-trato adequado na presença de peróxido de hidrogênio. A composição deprocessamento têxtil em etapa única irá conter enzimas suficientes paraproporcionar os níveis de enzima fornecidos aqui no líquido de tratamento,ou seja, o meio aquoso. As enzimas úteis aqui são enzimas tipo selvagembem como variantes das mesmas. De preferência, as variantes foram enge-nheiradas para serem oxidativamente estáveis, por exemplo, estáveis napresença de peróxido de hidrogênio.
A frase "sistema de alvejamento enzimático" significa enzimas esubstratos capazes de gerar enzimaticamente um agente alvejante. Um sis-tema de alvejamento enzimático pode compreender uma fonte de éster, umaacila transferase (ou peridrolase) e uma fonte de peróxido de hidrogênio.
"Fonte de éster" refere-se a substratos de peridrolase que con-têm uma ligação éster. Os ésteres que compreendem ácidos carboxílicosalifáticos e/ou aromáticos e álcoois são utilizados com enzimas peridrolase.Em modalidades preferidas, a fonte de éster é um éster acetato. Em algu-mas modalidades preferidas, a fonte de éster é selecionada a partir de umou mais entre diacetato propileno glicol, diacetato etileno glicol, triacetina,acetato de etila, tributirina. Em algumas modalidades preferidas, as fontes deéster são selecionadas a partir dos ésteres de um ou mais dos seguintesácidos: ácido fórmico, ácido acético, ácido propiônico, ácido butírico, ácidovalérico, ácido capróico, ácido caprílico, ácido nonanóico, ácido décanóico,ácido dodecanóico, ácido mirístico, ácido palmítico, ácido esteárico, e ácidooléico.
O termo "fonte de peróxido de hidrogênio" significa peróxido dehidrogênio que é adicionado ao banho de tratamento têxtil tanto de uma fon-te exógena (ou seja, externa ou exterior) como gerado in situ pela ação deuma oxidase geradora de peróxido de hidrogênio sobre seu substrato.
O termo "oxidase geradora de peróxido de hidrogênio" significauma enzima que catalisa uma reação de oxidação/redução que envolve Oxi-gênio molecular (O2) como o aceitador de elétrons. Nessas reações, o oxi-gênio é reduzido para água (H2O) ou peróxido de hidrogênio (H2O2). As oxi-dases adequadas para uso aqui são as oxidases que geram peróxido dehidrogênio (em contraste com a água) sobre seu substrato. Um exemplo deuma oxidase geradora de peróxido de hidrogênio e seu substrato adequadopara uso aqui poderia ser glicose oxidase e glicose. Outras enzimas (porexemplo, álcool oxidase, etileno glicol oxidase, glicerol oxidase, aminoácidooxidase, etc.) que podem gerar peróxido de hidrogênio também encontramuso com substratos de éster em combinação com enzimas peridrolase dapresente invenção de modo a gerar perácidos. Em algumas modalidades, aoxidase geradora de peróxido de hidrogênio é uma carboidrato oxidase.
Como usado aqui, os termos "peridrolase" e "acila transferase"são usados de maneira intercambiável e referem-se a uma enzima que écapaz de catalisar uma reação que resulta na formação de quantidades sufi-cientemente altas de perácido adequadas para alvejamento. Em modalida-des particularmente preferidas, as enzimas peridrolase úteis nos processos,métodos e composições descritos aqui produzem razões muito altas de peri-drólise para hidrólise. As altas razões de peridrólise para hidrólise dessasenzimas distintas tornam essas enzimas adequadas para uso nos proces-sos, métodos e composições descritos aqui. Em modalidades particularmen-te preferidas, as peridrolases são aquelas descritas no WO 05/056782. En-tretanto, não pretende-se que os presentes processos, métodos e composi-ções sejam limitados a essa peridrolase específica de M. smegmatis, varian-tes específicas dessa peridrolase, nem homólogos-específicos dessa peri-Como usado aqui, a frase "razão de peridrólise para hidrólise" éa razão da quantidade de perácido enzimaticamente produzido para aquelade ácido enzimaticamente produzido pela peridrolase, sob condições defini-das e dentro de um tempo definido. Em algumas modalidades preferidas, asanálises proporcionadas no WO 05/056782 são usadas para determinar asquantidades de perácido e ácido produzidas pela enzima.
Como usado aqui, "produto têxtil" refere-se a fibras, fios, tecidos,roupas, e não-tecidos. O termo abrange produtos têxteis feitos de misturasnaturais, sintéticas (por exemplo, manufaturadas), e várias misturas naturaise sintéticas. Assim, o termo "produto(s) têxtil(eis)" refere-se a fibras, fios,tecido ou tecidos de malha, não-tecidos e roupas não-processados e pro-cessados. No presente relatório descritivo, os termos "produto(s) têxtil(eis)","tecido(s)" e "roupa(s)" serão intercambiáveis exceto onde expressamentefornecido em contrário. O termo "produto(s) têxtil(eis) que precisa(m) de pro-cessamento" refere-se a produtos têxteis que precisam ser desengomadose/ou desengordurados e/ou alvejados ou podem estar precisando de outrostratamentos, tal como, biopolimento.
O termo "produto(s) têxtil(eis) que precisa(m) de alvejamento"refere-se a produtos têxteis que precisam ser alvejados sem referência aoutros possíveis tratamentos. Esses produtos têxteis podem ou não já teremse submetido a outros tratamentos. Similarmente, esses produtos têxteispodem ou não precisar de tratamentos subseqüentes.
Como usado aqui, "materiais têxteis" é um termo geral para fi-bras, intermediários de fio, fios, tecidos, produtos feitos de tecidos (por e-xemplo, roupas e outros artigos) e não-tecidos.
Como usado aqui, o termo "compatível", significa que os compo-nentes de uma composição de processamento têxtil em etapa única não re-duzem a atividade enzimática da peridrolase a tal extensão que a peridrola-se não seja eficaz como desejado durante situações de uso normal. Os ma-teriais de composição específicos são exemplificados em detalhes a seguir.
Como usado aqui, "quantidade eficaz de enzima peridrolase"refere-se à quantidade de enzima peridrolase necessária para obter a ativi-dade enzimática requerida nos processos ou métodos descritos aqui. Taisquantidades eficazes são facilmente confirmadas por um versado na técnicae estão baseadas em muitos fatores, tal como, a variante de enzima particu-lar usada, o pH usado, a temperatura usada e similares, bem como os resul-tados desejados (por exemplo, nível de brancura).
Como usado aqui, "produto químico oxidante" refere-se a umproduto químico que possui a capacidade de alvejar um produto têxtil. Oproduto químico oxidante está presente em uma quantidade, pH e tempera-tura adequados para alvejamento. O termo inclui, porém sem caráter Iimitati-vo, peróxido de hidrogênio e perácidos.
Como usado aqui, "acil" é o nome geral de grupos ácido orgâni-co, que são os resíduos de ácidos carboxílicos após a remoção do grupo OH(por exemplo, cloreto de etanoíla, CH3CO-CI, é o cloreto de acila formado apartir de ácido etanóico, CH3COO-H). Os nomes dos grupos acila individuaissão formados ao substituir "-ic" do ácido por "-N".
Como usado aqui, o termo "transferase" refere-se a uma enzimaque catalisa a transferência de compostos funcionais a uma faixa de substra-tos.
Como usado aqui, o termo "conversão enzimática" refere-se àmodificação de um substrato para um intermediário ou a modificação de umintermediário para um produto final ao colocar o substrato ou intermediárioem contato com uma enzima. Em algumas modalidades, o contato é feito aoexpor diretamente o substrato ou intermediário à enzima apropriada. Assim,2a produção de peróxido de hidrogênio por, por exemplo, glicose Oxidase re-sulta da conversão enzimática de glicose em ácido glucônico na presença deoxigênio. Similarmente, por exemplo, um perácido pode ser gerado pelaconversão enzimática de um éster por uma acila transferase na presença deperóxido de hidrogênio.
Como usado aqui, a frase, "estabilidade à proteólise" refere-se àcapacidade de uma -proteína {por exemplo, uma enzima) para suportar a pro-teólise. Não pretende-se que o termo seja limitado ao uso de qualquer pro-tease particular para avaliar a estabilidade de uma proteína,
Como usado aqui, "estabilidade oxidativa" refere-se à capacida-de de uma proteína funcionar sob condições oxidativas. Em particular, otermo refere-se à capacidade de uma proteína funcionar na presença de vá-rias concentrações de H2O2 e/ou perácido. A estabilidade sob várias condi-ções oxidativas pode ser medida tanto por procedimentos padrão conheci-dos pelos versados na técnica como/ou pelos métodos descritos aqui. Umaalteração substancial em estabilidade oxidativa é evidenciada por um au-mento ou redução de ao menos cerca de 5% ou mais (na maioria das moda-lidades, é preferivelmente um aumento) na meia-vida da atividade enzimáti-ca, comparada com a atividade enzimática presente na ausência de com-postos oxidativos.
Como usado aqui, "estabilidade de pH" refere-se à capacidadede uma proteína funcionar em um pH particular. Em geral, a maioria das en-zimas possui uma faixa de pH limitada na qual essas irão funcionar. Alémdas enzimas que funcionam em pHs na faixa intermediária (ou seja, em tor-no de pH 7), há enzimas que são capazes de funcionar sob condições compHs muito altos ou muito baixos. A estabilidade em vários pHs pode ser me-dida tanto por procedimentos padrão conhecidos pelos versados na técnicacomo/ou pelos métodos descritos aqui. Uma alteração substancial na estabi-lidade de pH é evidenciada por um aumento ou redução de ao menos cercade 5% ou mais (na maioria das modalidades, é preferivelmente um aumento)na meia-vida da atividade enzimática, comparada com a atividade enzimáti-ca no pH ótimo da enzima. Entretanto, não pretende-se que os presentesprocessos, métodos e/ou composições descritos aqui sejam limitados a ne-nhum nível de estabilidade de pH nem faixa de pH.
Como usado aqui, "estabilidade térmica" refere-se à capacidadede uma proteína funcionar em uma temperatura particular. Em geral, a maio-ria das enzimas possui uma faixa de temperaturas limitada na qual essasirão funcionar. Além das enzimas que funcionam em temperaturas na faixaintermediária {por exemplo, temperatura ambiente), há enzimas que são ca-pazes de funcionar em temperaturas muito altas ou muito baixas. A estabili-dade térmica pode ser medida tanto por procedimentos como por métodosdescritos aqui. Uma alteração substancial na estabilidade térmica é eviden-ciada por um aumento ou redução de ao menos cerca de 5% ou mais (namaioria das modalidades, é preferivelmente um aumento) na meia-vida daatividade catalítica de um mutante quando exposto a uma temperatura dife-rente (ou seja, superior ou inferior) daquela temperatura ótima para atividadeenzimática. Entretanto, não pretende-se que os presentes processos, méto-dos e/ou composições descritos aqui sejam limitados a nenhum nível de es-tabilidade de temperatura nem faixa de temperatura.
Como usado aqui, o termo "estabilidade química" refere-se àestabilidade de uma proteína (por exemplo, uma enzima) frente a produtosquímicos que afetam de maneira adversa sua atividade. Em algumas moda-lidades, tais produtos químicos incluem, porém sem caráter limitativo, peró-xido de hidrogênio, perácidos, tensoativos aniônicos, tensoativos catiônicos,tensoativos não-iônicos, quelantes, etc. Entretanto, não pretende-se que ospresentes processos, métodos e/ou composições descritos aqui sejam limi-tados a qualquer nível de estabilidade química particular bem como faixa deestabilidade química.
Como usado aqui, os termos "purificado" e "isolado" referem-seà remoção de contaminantes de uma amostra. Por exemplo, as peridrolasessão purificadas por remoção de proteínas contaminantes e outros compostosdentro de uma solução ou preparação que não sejam peridrolases. Em al-gumas modalidades, as peridrolases recombinantes são expressas em célu-las hospedeiras bacterianas ou fungosas e essas peridrolases recombinan-tes são purificadas pela remoção de outros constituintes dê célula hospedei-ra; a porcentagem de polipeptídeos de peridrolase recombinante é, dessemodo, aumentada na amostra.
Como usado aqui, "proteína" refere-se a qualquer composiçãocompreendida de aminoácidos e reconhecida como uma proteína pelos ver-sados na técnica. Os termos "proteína", "peptídeo" e polipeptídeo são usa-dos aqui de maneira int-ercambiável. Quando um peptídeo for uma parte deuma proteína, os versados na técnica entenderão o uso do termo no contex-to.
Como usado aqui, proteínas funcional e/ou estruturalmente simi-lares são consideradas "proteínas relacionadas". Em algumas modalidades,essas proteínas são derivadas de um gênero e/ou espécie diferente, incluin-do diferenças entre classes de organismos (por exemplo, uma proteína bac-teriana e uma proteína fungosa). Em algumas modalidades, essas proteínassão derivadas de um gênero e/ou espécie diferente, incluindo diferenças en-tre classes de organismos (por exemplo, uma enzima bacteriana e uma en-zima fungosa). Em modalidades adicionais, as proteínas relacionadas sãoproporcionadas a partir da mesma espécie. Na verdade, não pretende-seque os presentes processos, métodos e/ou composições descritos aqui se-jam limitados às proteínas relacionadas de qualquer/quaisquer fonte(s) parti-cular(es). Ademais, o termo "proteínas relacionadas" abrange homólogosestruturais terciários e homólogos de seqüência primária. Em modalidadesadicionais, o termo abrange proteínas imunologicamente de reatividade cru-zada. Em modalidades mais particularmente preferidas, as proteínas peridro-Iase relacionadas úteis aqui possuem razões muito altas de peridrólise parahidrólise.
Como usado aqui, o termo "derivado" refere-se a uma proteínaque é derivada de uma proteína pela adição de um ou mais aminoácidos acada ou ambas as extremidade(s) C e N-terminal, substituição de um oumais aminoácidos em um ou inúmeros locais diferentes na seqüência deaminoácido, e/ou deleção de um ou mais aminoácidos em cada ou ambas asextremidades da proteína ou em um ou mais locais na seqüência de amino-ácido, e/ou inserção de um ou mais aminoácidos em um ou mais locais naseqüência de aminoácido. A preparação de um derivado de proteína é, depreferência, realizada ao modificar uma seqüência de DNA que codifica aproteína nativa, transformação daquela seqüência de DNA em um hospedei-ro adequado, e expressão da seqüência de DNA modificada para formar aproteína derivada.
As proteínas relacionadas <e derivadas) compreendem "proteí-nas variantes". Em algumas modalidades preferidas, as proteínas variantesse diferem de uma proteína original, por exemplo, uma proteína tipo selva-gem, e uma outra por um número pequeno de resíduos de aminoácido. Onúmero de resíduos de aminoácido diferentes pode ser um ou mais, de pre-ferência, 1, 2, 3, 4, 5, 10, 15, 20, 30, 40, 50, ou mais resíduos de aminoáci-do. O número de aminoácidos diferentes entre variantes é entre 1 e 10. Emalguns aspectos, as proteínas relacionadas e particularmente proteínas vari-antes compreendem ao menos 35%, 40%, 45%, 50%, 55%, 60%, 65%, 70%,75%, 80%, 85%, 90%, 95%, 97%, 98%, ou 99% de identidade de seqüênciade aminoácido, Adicionalmente, uma proteína relacionada ou uma proteínavariante, como usado aqui, refere-se a uma proteína que se difere de outraproteína relacionada ou proteína original no número de regiões prominentes.Por exemplo, em algumas modalidades, as proteínas variantes possuem 1,2, 3, 4, 5, ou 10 regiões prominentes correspondentes que se diferem daproteína de origem.
Diversos métodos conhecidos na técnica são adequados paragerar variantes das enzimas descritas aqui, incluindo, porém sem caráterlimitativo, mutagênese de saturação de sítios, mutagênese de varredura,mutagênese insercional, mutagênese aleatória, mutagênese dirigida ao sítio,e evolução dirigida, bem como várias outras abordagens recombihatórias.
Em modalidades particularmente preferidas, as proteínas homó-logas são engenheiradas para produzir enzimas com a(s) atividade(s) dese-jada(s).
Como usado aqui, o termo "seqüência análoga" refere-se a umaseqüência dentro de uma proteína que proporciona função similar, estruturaterciária, e/ou resíduos conservados como a proteína de interesse (ou seja,tipicamente a proteína original de interesse). Por exemplo, em regiões deepítopo que contêm uma estrutura de hélice alfa ou de folha beta, a substitu-ição de aminoácidos na seqüência análoga mantém de preferência, a mes-ma estrutura específica. O termo também refere-se a seqüências de nucleo-tídeo, bem como seqüências de aminoácido. Em algumas modalidades, asseqüências análogas são desenvolvidas de modo que os aminoácidos subs-titutos resultem em -uma enzima variante que mostre uma função similar ouaperfeiçoada. Em algumas modalidades preferidas, a estrutura terciária e/ouresíduos conservados dos aminoácidos na proteína de interesse são locali-zados próximo ao segmento ou fragmento de interesse. Assim, onde o seg-mento ou fragmento de interesse contém, por exemplo, uma estrutura dehélice alfa ou de folha beta, os aminoácidos substitutos mantêm aquela es-trutura específica.
Como usado aqui, "proteína homóloga" refere-se a uma proteína(por exemplo, peridrolase) que possui ação e/ou estrutura similar, como umaproteína de interesse (por exemplo, uma peridrolase de outra fonte).Não pretende-se que os homólogos sejam necessariamente relacionadosde maneira evolucionária. Assim, pretende-se que o termo inclua enzima(s)igual(is) ou similares) (ou seja, em termos de estrutura e função) obtida(s)de espécies diferentes. Em algumas modalidades preferidas, deseja-se iden-tificar um homólogo que possua estrutura quaternária, terciária e/ou primáriasimilar à proteína de interesse, visto que o substituto do segmento ou frag-mento na proteína de interesse por um segmento análogo do homólogo iráreduzir a interrupção da alteração. Em algumas modalidades, as proteínashomólogas induzem resposta(s) imunológica{s) similar(es) como uma proteí-na de interesse.
Como usado aqui, proteínas "tipo selvagem" e "nativas" são a-quelas encontradas na natureza. Os termos "seqüência tipo selvagem", e"gene tipo selvagem" são usados de maneira intercambiável aqui, para sereferir a uma seqüência que é nativa ou naturalmente ocorrente em uma cé-lula hospedeira. Em algumas modalidades, a seqüência tipo selvagem refe-re-se a uma seqüência de interesse que é o ponto de partida de um projetode engenharia de proteína. Os genes que codificam a proteína naturalmenteocorrente podem ser obtidos de acordo com os métodos gerais conhecidospelos versados na técnica. Os métodos geralmente compreendem sintetizarsondas marcadas que possuam supostas seqüências que codificam regiõesda proteína de interesse, preparara bibliotecas genômicas de organismosque expressam a proteína, e examinar as bibliotecas do gene de interessepor hibridização às sondas. Qs dones positivamente hibridizados são entãomapeados e seqüenciados.
O grau de homologia entre as seqüências pode ser determinadoutilizando qualquer método adequado conhecido na técnica (Veja, por e-xemplo, Smith and Waterman, Adv. Appl. Math., 2:482 [1981]; Needlemanand Wunsch, J. Mol. Biol., 48:443 [1970]; Pearson and Lipman, Proc. Natl.Acad. Sei. USA 85:2444 [1988]; programas tais como GAP, BESTFIT, FAS-TA, e TFASTA em Wisconsin Genetics Software Package (Genetics Com-puter Group, Madison, Wl); e Devereux et al., Nucl. Acid Res., 12:387-395[1984]).
Por exemplo, PILEUP é um programa útil para determinar níveisde homologia de seqüência. PILEUP cria um alinhamento de seqüência múl-tiplo de um grupo de seqüências relacionadas utilizando alinhamentos pro-gressivos, em pares. Esse também pode organizar uma árvore que mostraas relações de agrupamento usadas para criar o alinhamento. PILEUP usauma simplificação do método de alinhamento progressivo de Feng e Doolit-tle, (Feng and Doolittle, J. Mol. Evol., 35:351-360 [1987]). O método é similaràquele descrito por Higgins e Sharp <Higgins and Sharp, CABIOS 5:151-153[1989]). Os parâmetros de PILEUP úteis incluem um grau de ruptura padrãode 3,00, um grau de comprimento de ruptura padrão de 0,10, e ruptura finaisponderadas. Outro exemplo de um algoritmo útil é o algoritmo de BLAST,descrito por Altschul et al., (Altschul et al., J. Mol. Biol., 215:403-410, [1990];e Karlin et al., Proc. Natl. Acad. Sei. USA 90:5873-5787 [1993]). Um progra-ma BLAST particularmente útil é o programa WU-BLAST-2 (Veja, Altschul etal., Meth. Enzymol., 266:460-480 [1996]). Os parâmetros "W", "T", e "X" de-terminam a sensibilidade e velocidade do alinhamento. O programa BLASTusa como padrão um comprimento da palavra (W) de 11, a matriz de pontu-ação BLOSUM62 (Veja, Henikoff and Henikoff, Proc. Natl. Acad. Sei. USA89:10915 [1989]) alinhamentos (B) de 50, expectativa (E) de 10, M'5, N'-4, euma comparação de ambos os fios.
As frases "substancialmente similar" e "substancialmente idênti-co" no contexto de ao menos dois ácidos nucléicos ou polipeptídeos signifi-cam tipicamente que um polinucleotídeo ou polipeptídeo compreende umaseqüência que possui ao menos cerca de 40% de identidade, mais preferi-velmente, ao menos cerca de 50% de identidade, ainda mais preferivelmen-te, ao menos.60% de identidade, de preferência, ao menos cerca de 75% deidentidade, mais preferivelmente, ao menos cerca de 80% identidade, aindamais preferivelmente, ao menos cerca de 90%, com mais preferência ainda,cerca de 95%, com mais preferência, cerca de 97% de identidade, às vezesaté cerca de 98% e cerca de 99% de identidade de seqüência, comparadacom a seqüência de referência (ou seja, tipo selvagem). A identidade de se-qüência pode ser determinada utilizando programas conhecidos, tais como,BLAST, ALIGN, e CLUSTAL utilizando parâmetros padrão. (Veja, por exem-plo, Altschul1 et al, J. Mol. Biol. 215:403-410 [1990]; Henikoff et ai, Proc. Na-tl. Acad. Sei. USA 89:10915 [1989]; Karin et al., Proc. Natl. Acad. Sci USA90:5873 [1993]; e Higgins et al. Gene 73:237 - 244 [1988]). O software pararealizar as análises de BLAST está publicamente disponível através do Nati-onal Center de Biotechnology Information. Também, os bancos de dadospodem ser examinados utilizando FASTA (Pearson et al, Proc. Natl. Acad.Sei. USA 85:2444-2448 [1988]). Uma indicação que dois polipeptídeos sãosubstancialmente idênticos é que o primeiro polipeptídeo é imunologicamen-te de reatividade cruzada com o segundo polipeptídeo. Tipicamente, os poli-peptídeos que se diferem por substituições de aminoácido conservadorassão imunologicamente de reatividade cruzada. Desta forma, um polipeptídeoé substancialmente idêntico a um segundo polipeptídeo, por exemplo, ondedois peptídeos se diferem apenas por uma substituição conservadora. Outraindicação que duas seqüências de ácido nucléico são substancialmente i-dênticas é que as duas moléculas se hibridizam sob condições severas (porexemplo, dentro de uma faixa de severidade média a alta).
O termo "simultaneamente" ou "simultâneo" ou "única etapa" sedestina a indicar que ao menos uma parte (por exemplo, de preferência, cer-ca de 75% ou mais, mais preferivelmente, cerca de 90% ou mais) da desen-gomagem, desengorduramento e alvejamento é realizada em uma única o-peração. O termo não se destina a significar que os produtos têxteis tratadospelos métodos e composições não podem ser tratados mais de uma vez. Depreferência, o termo significa que para cada ciclo de tratamento, múltiploscomponentes, como detalhado nesse pedido, são usados no processamentodo produto têxtil ao mesmo tempo. Também, os componentes de tratamentopodem ser adicionados um de cada vez, todos de uma vez ou em gruposficando estabelecido que em ao menos uma parte do ciclo de tratamentotodos os componentes estejam presentes. A parte do ciclo de tratamento naqual todos os componentes estejam presentes pode variar dependendo daduração total do ciclo de tratamento.
O termo "simultaneamente" também se destina a indicar em al-gumas modalidades que ao menos uma parte do biodesengorduramento ealvejamento enzimático é realizada em uma única operação. Isso apresentaa vantagem óbvia que a lavagem e outros tratamentos normalmente realiza-dos entre as etapas de desengorduramento e alvejamento separadamenteconduzidas não são mais requeridos. Com isso, a demanda de água, tempoe energia bem como a demanda de equipamento diferente que será usadopara cada processo são consideravelmente reduzidas. Além disso, depen-dendo do tipo de tecido que será tratado e da natureza de impurezas pre-sentes no mesmo, um efeito de desengomagem pode ser obtido durante aexecução do processo da invenção. Assim, em tais casos, nenhum trata-mento de desengomagem adicional precisa ser realizado. Embora seja pre-ferido que toda a etapa de desengomagem seja realizada em conjunto coma etapa de alvejamento, um versado na técnica irá reconhecer que algumaparte da etapa de desengomagem pode ser realizada separadamente daetapa de alvejamento sem que se desvie do espírito da invenção.
Uma "preparação purificada" ou uma "preparação substancial-mente pura" de um polipeptídeo (tal como, uma enzima), como usado aqui,significa um polipeptídeo que foi separado de outras proteínas, lipídeos, eácidos nucléicos com os quais esse ocorre naturalmente. De preferência, opolipeptídeo também é separado de substâncias, por exemplo, anticorpos oumatriz de gel (por exemplo, poliacrilamida), que são usadas para purificar omesmo. De preferência, o polipeptídeo constitui ao menos 10, 20, 50, 70, 80ou 95% de peso seco da preparação purificada. As enzimas podem ser usa-das ou fornecidas em algumas modalidades como uma preparação purificada.
Os termos "peptídeos", "proteínas" e "polipeptídeos" são usadosde maneira intercambiável aqui. As "enzimas" são um tipo de proteína quesão capazes de catalisar reações bioquímicas. Nos presentes processos,métodos e composições, as enzimas são predominantemente enzimas ca-pazes de se decompor (ou seja, degradar) várias substâncias naturais, taiscomo, porém sem caráter limitativo, proteínas e carboidratos.
Os termos "goma" ou "engomagem" referem-se a compostosusados na indústria têxtil para aperfeiçoar o desempenho de tecelagem aoaumentar a resistência à abrasão e resistência do fio. A goma é geralmentefeita, por exemplo, de amido ou compostos similares a amido.
Os termos "desengomar" ou "desengomagem", como usadosaqui, referem-se ao processo de eliminação de goma, geralmente amido, deprodutos têxteis geralmente antes da aplicação a acabamento, corantes oualvejantes especiais.
"Enzima(s) de desengomagem" como usado aqui, refere-sé(m) aenzimas que são usadas para remover enzimaticamente a goma. As enzi-mas exemplificativas são amilases, celulases e mananases.
O termo "peridrolisação" ou "peridrolisado", como usado aqui,refere-se a uma reação em que o ácido peracético é gerado de substratosde éster na presença de peróxido de hidrogênio. Em uma modalidade prefe-rida, a reação de peridrolisação é catalisada com a enzima acila transferase.
O termo "ácido peracético", como usado aqui, refere-se a umperácido derivado dos grupos éster de uma molécula doadora. Em geral, umperácido é derivado de um éster de ácido carboxílico que foi reagido comperóxido de hidrogênio para formar um produto de perácido altamente reati-vo que seja capaz de transferir um de seus átomos de oxigênio. A capacida-de de transferir átomos de oxigênio permite que o ácido peracético funcionecomo um agente alvejante.
O termo "desengorduramento", como usado aqui, significa re-mover impurezas, por exemplo, muitos dos compostos não-celulósicos (porexemplo, pectinas, proteínas, cera e impurezas indesejáveis (motes), etc)naturalmente encontrados em algodão ou outros produtos têxteis. Além dasimpurezas não-celulósicas naturais, o desengordurante pode remover, emalgumas modalidades, materiais residuais introduzidos pela manufatura, taiscomo, lubrificantes de fiação, conicidade ou engomagem.
O termo "enzima(s) biodesengordurante(s)" refere-se, portanto,a uma enzima(s) capaz(es) de remover ao menos uma parte das impurezasencontradas no algodão ou outros produtos têxteis.
O termo "talos gramados" refere-se a impurezas indesejadas,tais como, fragmentos de semente de algodão, folhas, caules e outras partesdas plantas, que se aderem à fibra mesmo após o processo de descaroça-mento mecânico.
O termo "tecidos crus" (greige) (pronunciado gray), como usadoaqui, refere-se a produtos têxteis que não receberam nenhum tratamento dealvejamento, tingimento ou acabamento após serem produzidos. Por exem-pio, qualquer tecido ou tecido de malha fora do tear que ainda não foi aca-bado (desengomado, desengordurado, etc.), alvejado ou tingido é chamadode tecido cru. Os produtos têxteis usados nos exemplos, infra, são tecidoscrus.
O termo "tingimento", como usado aqui, refere-se à aplicação deuma cor, especialmente por imersão em uma solução corante, aos, por e-xemplo, produtos têxteis.
O termo fibra "celulósica sem algodão", fio ou tecido significafibras, fios ou tecidos que são compreendidos principalmente de uma com-posição à base de celulose exceto algodão. Exemplos de tais composiçõesincluem linho, rami, juta, raiom, liocel, acetato de celulose e outras composi-ções similares que são derivadas de celulósicos sem algodão.
O termo "protease" significa um domínio de proteína ou polipep-tídeo de uma proteína ou polipeptídeo derivado de um microorganismo, porexemplo, fungo, bactéria, ou de uma planta ou animal, e que possua a capa-cidade de catalisar a clivagem de ligações de peptídeo em uma ou mais dasdiversas posições de uma cadeia principal de proteína é carboidrato.
O termo "acila transferase", como usado aqui, refere-se às en-zimas funcionais na decomposição de ésteres e outras.composições à basede óleo que precisam ser removidas no processamento (por exemplo, o de-sengorduramento) de produtos têxteis. A acila transferase, no contexto dacomposição, refere-se a enzimas que catalisam a conversão de compostosadequados (por exemplo, diacetato propileno glicol) em vários componentes,inclusive, ácido peracético.
O termo "cutinase", como usado aqui, refere-se a uma enzimaderivada -de uma planta, bactéria ou fungo no processamento do produtotêxtil. As cutinases são enzimas lipolíticas capazes de hidrolisar a cutina dosubstrato. As cutinases podem decompor os ésteres de ácidos graxos e ou-tras composições à base de óleo que precisam ser removidas no processa-mento (por exemplo, desengorduramento) de produtos têxteis. "Cutinase"significa uma enzima que possui atividade de hidrólise significativa na cutinadas plantas. Especificamente, a cutinase terá atividade hidrolítica sobre acutina polímero de biopoliéster encontrada nas folhas das plantas. As cuti-nases adequadas podem ser isoladas de muitas fontes de plantas, fungos ebactérias diferentes. Exemplos de cutinases são proporcionados em Lipa-ses: Structure, Mechanism and Genetic Engineering, VCH Publishers, edita-do por Alberghina, Schmid & Verger (1991) pp. 71-77; Lipases, Elsevier, edi-tado por Borgstrom & Brockman (1984) pp. 471-477; e Sebastian et al., J.Bacteriology, vol. 169, Nq 1, pp. 131-136 (1987).
O termo "pectato liase", como usado aqui, refere-se a um tipo depectinase. "Pectinase" refere-se a uma enzima pectinase definida de acordocom a técnica em que pectinases são um grupo de enzimas que cliva as Ii-gações glicosídicas de substâncias pécticas principalmente poli(1,4-alfa-D-galacturonida e seus derivados (veja referência Sakai et al., Pectin, pectina-se and protopectinase: production, properties and applications, pp 213-294in: Advances in Applied Microbiology vol:39, 1993). De preferência, uma pec-tinase útil aqui é uma enzima pectinase que catalisa a clivagem aleatória dealfa-1,4-ligações glicosídicas em ácido péctico também chamado de ácidopoligalacturônico por transeliminação, tal como, enzima da classe poligalac-turonato liase (EC 4.2.2.2) (PGL) também conhecida como poli(1,4-alfã-D-galacturonida) liase também conhecida como pectato liase.
O termo "pectina" refere-se a pectato, ácido poligalacturônico epectina que podem ser esterificados a um grau superior ou inferior.
O termo "α-amilase", como usado aqui, refere-se a uma enzimaque cliva as ligações de α (1 -4)glicosídicas de amilose para produzir molécu-las de maltose (dissacarídeos de α-glicose). As amilases são enzimas diges-tivas encontradas na saliva e também são produzidas por muitas plantas. Asamilases decompõem os carboidratos de cadeia longa (tal como, amido) emunidades menores. Uma α-amilase "estável oxidativa" é uma α-amilase queé resistente à degradação por meio oxidàtivo, quando comparada com a-amilase estável não-oxidativa, especialmente quando comparada com a a-amijase estável não-oxidativa da qual a α-amilase estável oxidativa é deri-vada.
Como usado aqui, "microorganismo" refere-se a uma bactéria,um fungo, um vírus, um protozoário, e outros micróbios ou organismos mi-croscópicos.
Gomo usado aqui, "derivado" significa uma proteína que é deri-vada de uma proteína precursora (por exemplo, a proteína nativa) pela adi-ção de um ou mais aminoácidos a cada ou tanto à extremidade CeN termi-nal, substituição de um ou mais aminoácidos em um ou inúmeros sítios dife-rentes na seqüência de aminoácido, deleção de um ou mais aminoácidos emcada ou ambas as extremidades da proteína ou em um ou mais sítios naseqüência de aminoácido, ou inserção de um ou mais aminoácidos em umou mais sítios na seqüência de aminoácido. As enzimas podem ser deriva-das de enzimas conhecidas desde que essas funcionem como a enzimanão-derivada até a extensão necessária para ser útil nos presentes proces-sos, métodos e composições.
Como usado aqui, uma substância (por exemplo, um polinucleo-tídeo ou proteína) "derivada de" um microorganismo significa que a substân-cia é nativa ao microorganismo.Enzimas de Desenqomaqem
Qualquer enzima de desengomagem adequada pode ser usadana presente invenção. De preferência, a enzima de desengomagem é umaenzima amilolítica. As mananases e glucoamilases também encontram usoaqui. Mais preferivelmente, a enzima de desengomagem é uma α ou β-amilase e combinações das mesmas.
Amilases
As α e β-amilases que são apropriadas no contexto da presenteinvenção incluem aquelas de origem bacteriana ou fungosa. Os mutantesquímica ou geneticamente modificados de tais amilases também estão inclu-ídos nessa conexão. As α-amilases preferidas incluem, por exemplo, a-amilases obteníveis de espécie Bacillus. As amilases úteis incluem, porémsem caráter limitativo, Optisize 40, Optisize 160, Optisize HT 260, OptisizeHT 520, Optisize HT Plus, Optisize FLEX (todos de Genencor Int. Inc.), Du-ramyl™, Termamyl™, Fungamyl™ e ΒΑΝ™ (todos disponíveis junto a No-vozymes A/S, Bagsvaerd, Denmark). Outras enzimas amilolíticas preferidassão CGTases (ciclodextrina glucanotransferases, EC 2.4.1.19), por exemplo,aquelas obtidas de espécies Bacillus, Thermoanaerobactor ou Thermoanae-no-bacterium.
A atividade de Optisize 40 e Optisize 160 é expressa em RAU/gde produto. Um RAU é a quantidade de enzima que irá converter 1 grama deamido em açúcares solúveis em uma hora sob condições padrão. A ativida-de de Optisize HT 260, Optisize HT 520 e Otpsize HT Plus é expressa emTTAU/g. Um TTAU é a quantidade de enzima que é necessária para hidroli-sar 100 mg de amido em açúcares solúveis por hora sob condições padrão.A atividade de Optisize FLEX é determinada em TSAU/g. Um TSAU é aquantidade de enzima necessária para converter 1 mg de amido em açúca-res solúveis em um minuto sob condições padrão.
A dosagem da amilase varia dependendo do tipo de processo.Dosagens menores poderiam requerer mais tempo do que dosagens maio-res da mesma enzima. Entretanto, não há um limite superior sobre a quanti-dade de amilase de desengomagem exceto o que pode ser dito pelas carac-terísticas físicas da solução. O excesso de enzima não danifica o tecido; issopermite um tempo de processamento mais curto. Baseado na descrição an-terior e na enzima utilizada as seguintes dosagens mínimas para desengo-magem são sugeridas:
<table>table see original document page 28</column></row><table>
As enzimas de desengomagem também podem ser, de prefe-rência, derivadas das enzimas listadas acima em que um ou mais aminoáci-dos foram adicionados, deletados, ou substituídos, inclusive polipeptídeoshíbridos, desde que os polipeptídeos resultantes apresentem atividade dedesengomagem. Tais variantes úteis na prática da presente invenção podemser criadas utilizando procedimentos de mutagênese convencionais e identi-ficadas utilizando, por exemplo, técnicas de seleção de alto rendimento, talcomo, o procedimento de seleção de placa de ágar.
A enzima de desengomagem é adicionada à solução aquosa (ouseja, a composição de tratamento) em uma quantidade eficaz para desen-gomar os materiais têxteis. Tipicamente, as enzimas de desengomagem, taiscomo, α-amilases, são incorporadas na composição de tratamento em umaquantidade de 0,00001% a 2% de enzima de proteína por peso do tecido, depreferência, em uma quantidade de 0,0001% a 1% de enzima de proteínapor peso do tecido, com mais preferência, em uma quantidade de 0,001% a0,5% de enzima de proteína por peso do tecido, e com ainda mais preferên-cia, em uma quantidade de 0,01% a cerca de 0,2% de enzima dè proteínapor peso do tecido.
Enzimas BiodesengordurantesPectinases
Qualquer composição de enzima pectinolítica com a capacidadede degradar a composição de peetina, por exemplo, das paredes celularesda planta pode ser usada na prática presente invenção. As pectinases ade-quadas incluem, sem caráter limitativo, aquelas de origem fungosa ou bacte-riana. As pectinases química ou geneticamente modificadas também estãoincluídas. De preferência, as pectinases usadas na invenção são recombi-nantemente produzidas ou são de origem natural. Essas podem ser enzimasmonocomponentes.
As pectinases podem ser classificadas de acordo com seu subs-trato preferido, peetina metil muito esterificada ou peetina metil pouco esteri-ficada e ácidos poligalacturônicos (pectato), e seu mecanismo de reação, β-eliminação ou hidrólise. As pectinases podem ser principalmente endo-atuantes (endo-acting), cortando o polímero em locais aleatórios dentro dacadeia para obter uma mistura de oligômeros, ou podem ser exo-atuantes,atacando de uma extremidade do polímero e produzindo monômeros ou dí-meros. Diversas atividades de pectinase que atuam sobre as regiões maciasda peetina estão incluídas na classificação de enzimas proporcionadas pelaEnzyme Nomenclature (1992), por exemplo, pectato Iiase (EC 4.2.2.2), pee-tina Iiase (EC 4.2.2.10), poligalacturonase (EC 3.2.1.15), exo-poligalactu-ronase (EC 3.2.1.67), exo-poligalacturonato-liase (EC 4.2.2.9) e exo-poli-alfa-galacturonosidase (EC 3.2.1.82). Em modalidades preferidas, os méto-dos da invenção utilizam pectato liases.
A atividade enzimática da pectato Iiase como usada aqui refere-se à catálise da clivagem aleatória de ligações cx-1,4-glicosídicas em ácidopéctico (também chamado de ácido poligalcturônico) por transeliminação. Aspectato liases também são chamadas de poligalacturonato liases e poli(1,4-D-galacturonida). Para propósitos da presente invenção, a atividade enzimá-tica de pectato Iiase é a atividade determinada ao medir o aumento da ab-sorbância em 235 nm de uma solução de 0,1% p/v de poligalacturonato desódio em 0,1 M de tampão glicina em pH 10 (Veja, Collmer et al., 1988,(1988). Assay methods for pectic enzymes. Methods Enzymol 161, 329-335).A atividade enzimática é tipicamente expressa como χ mol/min, ou seja, aquantidade de enzima que catalisa a formação de produto χ mol/min. Umaanálise alternativa mede a redução na viscosidade de uma solução de 5%p/v de poligalacturonato de sódio em 0,1 M de tampão glicina em pH 10,como medido pelo viscosímetro de vibração (unidades APSU). Será enten-dido que qualquer pectato Iiase pode ser usada na prática da presente in- venção.
Exemplos não-limitativos de pectato Iiases cujo uso é abrangidopela presente invenção incluem pectato Iiases que foram clonadas a partirde gêneros bacterianos diferentes, tais como, Erwinia, Pseudomonas, Baeil-lus, Klebsiella e Xanthomonas. As pectato Iiases adequadas para uso aqui são de Bacillus subtilis (Nasser, et al. (1993) FEBS Letts. 335:319-326) Ba-cillus sp. YA-14 (Kim, et al. (1994) Biosci. Biotech. Biochem. 58:947-949).Outras pectato Iiases produzidas por Bacillus pumilus (Dave and Vaughn(1971) J. Bacteriol. 108:166-174, B. polymyxa (Nagel and Vaughn (1961)Arch. Biochem. Biophys. 93:344-352;, B. stearothermophilus (Karbassi and Vaughn (1980) Can. J. Microbiol. 26:377-384), Bacillus sp. (Hasegawa andNagel (1966) J. Food Sei. 31 :838-845) e Bacillus sp. RK9 (Kelly and Fogarty(1978) Can. J. Microbiol. 24:1164-1172) também foram descritas e são con-templadas para serem usadas nas presentes composições e métodos.Qualquer uma dessas, bem como pectato Iiases divalentes cátion-indepen- dentes e/ou termoestáveis, pode ser usada na prática da invenção.
Em modalidades preferidas, a pectato Iiase compreende, porexemplo, aquelas descritas do documento WO 04/090099 (Diversa) e WO03/095638 (Novo).
Uma quantidade eficaz de enzima pectolítica que será usada de acordo com o método da presente invenção depende de muitos fatores, po-rém de acordo com a invenção a concentração da enzima pectolítica nomeio aquoso pode ser de cerca de 0,0001% a cerca de 1% micrograma deenzima de proteína por peso do tecido, de preferência, 0,0005% a 0,2% deenzima de proteína por peso do tecido, com mais preferência, 0,001% a cer- ca de 0,05% de enzima de proteína por peso do tecido.
Cutinases
Qualquer cutinase adequada para uso na presente invenção po-de ser usada, inclusive, por exemplo, a cutinase derivada de cepa de cutina-se Humicola insolens DSM 1800, como descrito no Exemplo 2 da Patente N9U.S. 4.810.414 (incorporada aqui a título de referência) ou, em uma modali-dade preferida, a cutinase microbiana de Pseudomonas mendocina descritana Patente Ne US 5.512.203, variantes da mesma e/ou equivalentes. As va-riantes adequadas são descritas, por exemplo, no WO 03/76580.
As cutinases bacterianas adequadas podem ser derivadas deuma espécie Pseudomonas ou Acinetobacter, de preferência, de P. stutzeri,P. alcaligenes, P. pseudoalcaligenes, P. aeruginosa ou A. calcoaceticus,com mais preferência, da cepa P. stutzeriThai IV 17-1 (CBS 461.85), PG-1-3(CBS 137.89), PG-1-4 (CBS 138.89), PG-ll-11.1 (CBS 139.89) ou PG-ll-11.2(CBS 140.89), P. aeruginosa PAO (ATCC 15692), P. alcaligenes DSM50342, P pseudoalcaligenes IN II-5 (CBS 468.85), P. pseudoalcaligenes M-1(CBS 473.85) ou A. calcoaceticus Gr V-39 (CBS 460.85). Com relação aouso de cutinases derivadas de plantas, sabe-se que há cutinases no pólende muitas plantas e tais cutinases poderiam se úteis nos presentes proces-sos, métodos e composições. As cutinases também podem ser derivadas deum fungo, tal como, Absidia spp.] Acremonium spp.] Agaricus spp.] Anae-romyces spp.] Aspergillus spp., inclusive A. auculeatus, A. awamori, A. fla-vus, A. foetidus, A. fumaricus, A. fumigatus, A. nidulans, A. niger, A. oryzae,A. terreus e A. versicolor, Aeurobasidium spp.; Cephalosporum spp.; Chae-tomium spp.] Coprinus spp.·, Dactyllumspp.; Fusarium spp., inclusive F. con-glomerans, F. decemcellulare, F. javanicum, F. lini, F.oxysporum e F. solanr,Gliocladium spp.] Humicola spp., inclusive H. insolens e H. lanuginose] Mu-cor spp.] Neurospora spp., inclusive N. crassa e N. sitophila] Neocallimastixspp.] Orpinomyces spp.; Penicillium spp; Phanerochaete spp.; Phlebia spp.;Piromyces spp.; Pseudomonas spp.; Rhizopus spp.; Schizophyllum spp.;Trametes spp.; Trichoderma spp., inclusive T. reesei, T. reesei (Iongibrachia-tum) e T. viride] e Zygorhynchus spp. Similarmente, prevê-se que uma cuti-nase pode ser encontrada em bactérias, tais como, Bacillus spp.; Cellulomo-nas spp.; Clostridium spp.; Myceliophthora spp.; Pseudomonas spp., inclusi-ve P mendocina e P putida] Thermomonospora spp.; Thermomyces spp.,inclusive Τ. lanuginose-, Streptomyees spp., inclusive S. olivoehromogenes; ebactérias ruminais degradantes de fibra, tais como, Fibrobacter succinoge-nes; e em levedura inclusive Candida spp., inclusive C. Antarctica, C. rugo-sa, torresii; C. parapsilosis; C. sake; C. zeylanoides; Pichia minuta; Rhodoto-rula giutinis; R. mucilaginosa\ e Sporobolomyces holsaticus.
As cutinases são, de preferência, incorporadas na solução deenzima aquosa em uma quantidade de 0,00001% a 2% de enzima de prote-ína por peso do tecido, de preferência, em uma quantidade de 0,0001% a1% de enzima de proteína por peso do tecido, com mais preferência, emuma quantidade de 0,005% a 0,5% de enzima de proteína por peso do teci-do, e com ainda mais preferência, em uma quantidade de 0,001% a 0,5% deenzima de proteína por peso do tecido.Celulases
As celulases também são contempladas para uso nos métodos ecomposições descritos aqui para biodesengorduramento. As celulases sãoclassificadas em uma série de famílias de enzimas que incluem éndo- e exo-atividades bem como capacidade de hidrolisação de celobiose. A celulaseusada na prática da presente invenção pode ser derivada de microorganis-mos que são conhecidos por serem capazes de produzir enzimas celulolíti-cas, tais como, por exemplo, espécies de Humicola, Thermomyces, Bacillus,Trichoderma1 Fusariuml Myeeliophthora, Phaneroehaete, Irpexi ScytaIidium,Sehizophylium, Penieillium, Aspergillus ou Geotrieum. As espécies conheci-das capazes de produzir enzimas celuloíticas incluem Humicola insolens,Fusarium oxyspomm ou Triehoderma reesei. Exemplos não-limitativos decelulases adequadas são descritas na Patente N5 U.S. 4.435.307; Pedido depatente européia Ne 0 495 257; Pedido de patente PCT N9 W091/17244; ePedido de patente européia N9 EP-A2-271 004, todos os quais estão aquiincorporados, a título de referência.
As celulases também são úteis para biopolimento do produtotêxtil. O algodão e outras fibras naturais à base de celulose podem ser aper-feiçoados por um tratamento enzimático conhecido como "biopolimento".Esse tratamento proporciona uma aparência mais macia e mais brilhosa aotecido. O tratamento é usado para remover "felpa" - os minúsculos filamen-tos de fibra que se projetam da superfície do fio. Uma bola de felpa é cha-mada de "bolinhas" no comércio têxtil. Após o biopolimento, a felpa e a for-mação de bolinhas são reduzidas. Os outros benefícios da remoção de felpasão maior maciez e suavidade ao toque e brilho de cor superior.
Em uma modalidade do processo da invenção, a celulase podeser usada em uma concentração na faixa de 0,0001% a 1% de enzima deproteína por peso do tecido, de preferência, 0,0001% a 0,05% de enzima deproteína por peso do tecido, especialmente 0,0001 a cerca de 0,01% de en-zima de proteína por peso do tecido.
Determinação de atividade de celulase (ECU). A atividade celu-lolítica pode ser determinada em unidades endocelulase (ECU) ao medir acapacidade da enzima para reduzir a viscosidade de uma solução de carbo-ximetil celulose (CMC). A análise de ECU quantifica a quantidade de ativida-de catalítica presente na amostra ao medir a capacidade da amostra parareduzir a viscosidade de uma solução de carboximetilcelulose (CMC). A aná-lise é realizada em um viscosímetro de vibração (por exemplo, MIVI 3000 deSofraser, France) a 40°C; pH 7,5; 0,1 M de tampão fosfato; tempo 30 minu-tos utilizando um padrão de enzima relativo para reduzir a viscosidade dosubstrato CHIC (Hercules 7 LED), concentração de enzima de aproximada-mente 0,15 ECU/ml. O padrão de arco é definido a para 8200 ECU/g.
Uma ECU é a quantidade de enzima que reduz a viscosidadepara a metade sob essas condições.
Outras Enzimas Biodesengordurantes
A presente invenção não se limita ao uso das enzimas discutidasacima para biodesengorduramento. Outras enzimas podem ser usadas tantoseparadas como em combinação umas com as outras ou com aquelas lista-das acima. Por exemplo, as proteases podem ser usadas na presente inven-ção. As proteases adequadas incluem aquelas de origem animal, vegetal oumicrobial, de preferência, de origem microbial. A protease pode ser uma se-rina protease ou uma metaloprotease, de preferência, uma protease micro-bial alcalina ou uma protease tipo tripsina. Exemplos de proteases incluemaminopeptidases, inclusive prolil aminopeptidase (3.4.11.5), X-pro aminopep-tidase (3.4.11.9), Ieucil aminopeptidase bacterial (3.4.11.10), aminopeptidasetermofílica (3.4.11.12), Iisil aminopeptidase (3.4.11.15), triptofanil aminopep-tidase (3.4.11.17), e metionil aminopeptidase (3.4.11.18); serina endopepti-dases, inclusive quimotripsina (3.4.21.1), tripsina (3.4.21.4), cucumisina(3.4.21.25), braquiurina (3.4.21.32), cerevisina (3.4.21 48) e subtilisina(3.4.21.62); cisteína endopeptidases, inclusive papaína (3.4.22.2), ficaína(3.4.22.3), quimopapaína (3.4.22.6), asclepaína (3.4.22.7), actinidaína(3.4.22.14), caricaína (3.4.22.30) e ananaína (3.4.22.31); endopeptidasesaspárticas, inclusive pepsina A (3.4.23.1), Aspergilopepsina I (3.4.23.18),Penicilopepsina (3.4.23.20) e Sacaropepsina (3.4.23.25); e metaloendopep-tidases, inclusive Bacilosina (3.4.24.28).
Exemplos não-limitativos de subtilisinas incluem subtilisina BPN1,subtilisina amilosacaritico, subtilisina 168, subtilisina mesentericopeptídase,subtilisina Carlsberg, subtilisina DY subtilisina 309, subtilisina 147, termitase,aqualisina, protease Bacilo PB92, proteinase K, protease TW7, e proteaseTW3.
As proteases comercialmente disponíveis incluem Alcalase®,Savinase®, Primase®, Duralase®, Esperase®, Kannase®, e Durazym® (NovoNordisk A/S), Maxatase®, Maxacal®, Maxapem®, Properase®, Purafect®, Pu-rafect OxP®, FN2® e FN3® (Genencor International Inc.).
As variantes de protease também são úteis na presente inven-ção, tais como, aquelas descritas nas patentes ou pedidos de patente publi-cados EP 130.756 (Genentech), EP 214.435 (Henkel), WO 87/04461 (Am-gen), WO 87/05050 (Genex), EP 251.446 (Genencor), EP 260.105 (Genen-cor), Thomas, et ai, (1985), Nature. 318. p. 375-376, Thomas, et ai, (1987),J. Mol. Biol., 193, pp. 803-813, Russel, et al., (1987), Nature, 328, p. 496-500, WO 88/08028 (Genex), WO 88/08033 (Amgen)1 WO 89/06279 (NovoNordisk A/S), WO 91/00345 {Novo Nordisk AJS), EP 525.610 (SoIvay) e WO94/02618 (Gist-Brocades N.V.), todos os quais estão aqui incorporados, atítulo de referência.
A atividade de proteases pode ser determinada como descritoem "Methods of Enzymatic Analysis", terceira edição, 1984, Verlag Chemie,Weinheim, vol. 5.
Em outras modalidades da presente invenção, contempla-se queas Iipases são usadas para o biodesengorduramento de têxteis tanto sepa-radamente ou com outras enzimas biodesengordurantes da presente inven-ção. As Iipases adequadas (também chamadas de hidrolases de éster car-boxílico) incluem, porém sem caráter limitativo, aquelas de origem bacteria-na ou fungosa, inclusive triacilglicerol Iipases (3.1.1.3) e Fosfolipase A2(3.1.1.4.). As Iipases para uso na presente invenção incluem, sem caráterlimitativo, Iipases de Humicola (sinônimo de Thermomyces), tais como, dacepa de H. Ianuginosa (T. lanuginosus), como descrito nas patentes ou pe-didos de patente publicados EP 258.068 e EP 305.216 ou de H. insolenscomo descrito no WO 96/13580; uma Iipase de Pseudomonas, tais como, deP. alcaligenes ou P. pseudoalcaligenes (EP 218,272), P. cepacia (EP331.376), P. stutzeri (GB 1.372.034), P. fluorescens, cepa Pseudomonas sp.SD 705 (WO 95/06720 e WO 96/27002), P. wisconsinensis (WO 96/12012);uma Bacilo lipase, tal como, de B. subtilis (Dartois et al., Biochem. Biophys.Acta, 1131:253-360, 1993); B. stearothermophilus (JP 64/744992) ou B. pu-milus (WO 91/16422), todos os quais estão aqui incorporados, a título dereferência. Outros exemplos são variantes de lipase, tais como, aquelasdescritas no WO 92/05249, WO 94/01541, EP 407 225, EP 260 105, WO95/35381, WO 96/00292, WO 95/30744, WO 94/25578, WO 95/14783, WO95/22615, WO 97/04079 e WO 97/07202, todos os quais estão aqui incorpo-rados, a título de referência. As enzimas lipase comercialmente disponíveispreferidas incluem Lipolase® e Lipolase Ultra®, Lipozyme®, Palatase®, No-vozym® 435 e Lecitase® (todas disponíveis junto a Novo Nordisk A/S). A ati-vidade da lipase pode ser determinada como descrito em "Methods ofEnzymatic Analysis", terceira edição, 1984, Verlag Chemie, Weinhein, vol. 4.
Será entendido que qualquer enzima que apresenta atividadebiosengordurante pode ser usada na prática da invenção. Ou seja, as enzi-mas biodesengordurantes derivadas de outros organismos, ou enzimas bio-desengordurantes derivadas das enzimas listadas acima às quais um oumais aminoácidos foram adicionados, deletados, ou substituídos, inclusivepolipeptídeos híbridos, podem ser usadas, desde que os polipeptídeos resul-tantes apresentem atividade biodesengordurante. Tais variantes úteis naprática da presente invenção podem ser criadas utilizando procedimentos demutagênese convencionais e identificadas utilizando, por exemplo, técnicasde seleção de alto rendimento, tal como, o procedimento de varredura deplaca de ágar. Por exemplo, a atividade de pectato Iiase pode ser medida aoaplicar uma solução de teste a orifícios de 4 mm perfurados em placas deágar (tal como, por exemplo, ágar LB), contendo 0,7% em p/v de poligalactu-ronato de sódio (Sigma P 1879). As placas são então incubadas durante 6 ha uma temperatura particular (tal como, por exemplo, 75°G). As placas sãoentão imersas em éter <i) CaCb a 1 M durante 0,5 h ou (ii) 1% de alquil tri-metilamônio misturado Br (MTAB, Sigma M-7635) durante 1 h. Ambos osprocedimentos causam a precipitação de poligalacturonato no ágar. A ativi-dade de pectato Iiase pode ser detectada pela aparência de zonas claras emuma base de poligalacturonato precipitado. A sensibilidade da análise é cali-brada utilizando diluições de uma preparação-padrão de pectato liase.Agentes Alveiantes
Em uma modalidade da presente invenção, os agentes alvejan-tes são usados para tratar os produtos têxteis da presente invenção. A pre-sente invenção não se limita ao uso de um agente alvejante ou ao uso dequalquer agente alvejante particular. Também, a presente invenção não selimita ao uso de apenas um agente alvejante. Agentes alvejantes exemplifi-cativos da presente invenção são, por exemplo, peróxido de hidrogênio, pe-róxido de carbamida, peróxido de carbonato de sódio, peróxido de sódio,perborato de sódio, hipocloreto de sódio, hipocloreto de cálcio e dicloroisoci-anurato de sódio. Em uma modalidade preferida, peróxido de hidrogênio éusado como um agente alvejante. Em outra modalidade, os agentes de bio-alvejamento enzimáticos são usados separados ou com agentes de alveja- mento não-enzimáticos. Exemplos não Iimitativos de agentes de alvejamentoenzimáticos são peroxidases {Colonna, et al. Recent biological develop-ments in the use of peroxidases, Tibtech, 17:163-168, 1999)e oxidorreduc-tases (por exemplo, glicose oxidases) (Pramod, Liquid Iaundry detergentscontaining stabilized glicose-glicose oxidative system for hydrogen peroxidegeneration, US 5288746).
O uso das peridrolases das presentes composições e métodosem combinação com agente(s) de alvejamento químico(s) adicional(is), taiscomo, percarbonato de sódio, perborato de sódio, aducto de sulfato de só-dio/peróxido de hidrogênio e aducto de cloreto de sódio/peróxido de hidro-gênio e/ou um corante de alvejamento fotossensível, tal como, zinco ou salde alumínio de ftalocianina sulfonada otimiza adicionalmente os efeitos dealvejamento. Em modalidades adicionais, as peridrolases da presente inven-ção são usadas em combinação com ativadores de alvejamento (por exem-plo, TAED, NOBS).
Sistemas de Alvejamento Enzimático
Os componentes-chave para produção de perácido por peridróli-se enzimática são enzima, substrato de éster, e peróxido de hidrogênio.
Peróxido de hidrogênio
O peróxido de hidrogênio pode ser tanto diretamente adicionadoem lote, como gerado de maneira contínua "in sitW. As enzimas acila trans-ferase também encontram uso com qualquer outra fonte adequada de H2O2,inclusive aquela gerada por meio químico, eletroquímico, e/ou enzimático.Exemplos de fontes químicas são os percarbonatos e perboratos, enquantoum exemplo de uma fonte eletroquímica é um gás oxigênio e hidrogênio ali-mentado por célula de combustível, e um exemplo enzimático inclui a produ-ção de H2O2 a partir da reação de glicose com glicose oxidase. A seguinteequação proporciona um exemplo de um sistema acoplado que encontra usocom a presente invenção.
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A presente invenção não se destina a se limitar a nenhuma en-zima específica, visto que qualquer enzima que gera H2O2 com um substratoadequado encontra uso nos métodos da presente invenção. Por exemplo, asIactato oxidases da espécie Lactobacillus que são conhecidas por criar H2O2a partir de ácido lático e oxigênio encontram uso com a presente invenção.Na verdade, uma vantagem dos métodos da presente invenção é que a ge-ração de ácido (por exemplo, ácido glucônico no exemplo acima) reduz o pHde uma solução básica para a faixa de pH na qual O perácido é mais eficazem alvejamento (ou seja, no ou abaixo do pKa). Outras enzimas (por exem-plo, álcool oxidase, etileno glicol oxidase, glicerol oxidase, aminoácido oxi-dase, etc.) que podem gerar peróxido de hidrogênio também encontram usocom substratos de éster em combinação com as enzimas peridrolase dapresente invenção para gerar perácidos. Em algumas modalidades preferi-das, os substratos de éster são selecionados de um ou mais dos seguintesácidos: ácido fórmico, ácido acético, ácido propiônico, ácido butírico, ácidovalérico, ácido capróico, ácido caprílico, ácido nonanóico, ácido decanóico,ácido dodecanóico, ácido mirístico, ácido palmítico, ácido esteárico e ácidooléico. Assim, como descrito aqui, a presente invenção proporciona vanta-gens definidas com relação aos métodos e composições de uso atualmenteusados para alvejamento de produto têxtil.
Acila Transferase
As acila transferases que encontram uso na presente invençãoestão descritas no WO 05/056782.
O uso de enzimas obtidas de microorganismos é ultrapassado.Na verdade, há inúmeros biocatalisadores conhecidos na técnica. Por e-xemplo, a Patente N2 U.S. 5.240.835 (incorporada aqui a título de referência)fornece uma descrição da atividade de transacilase obtida de C. oxydans esua produção. Ademais, a Patente Ne U.S. 3.823.070 (incorporada aqui atítulo de referência) fornece uma descrição de um Corynebacterium que pro-duz certos ácidos graxos de uma n-parafina. A Patente Nq U.S. 4.594.324(incorporada aqui a título de referência) fornece uma descrição de Methyl-coccus capsulatus que oxida alcenos. Os biocatalisadores adicionais sãoconhecidos na técnica (Veja, por exemplo, Patente NQs U.S. 4.008.125 e4.415.657; estando ambos aqui incorporados, a título de referência). O do-cumento EP 0 280 232 descreve o uso de uma enzima C. oxydans em umareação entre um diol e um éster de ácido acético para produzir monoacetato.Referências adicionais descrevem o uso de uma enzima C. oxydans paraformar ácido hidroxicarboxílico quiral a partir de um diol pró-quiral. Detalhesadicionais com relação à atividade da transacilase C. oxydans bem como acultura de C. oxydans, a preparação e purificação da enzima são proporcio-nadas pela Patente N- U.S. 5.240.835 (incorporada aqui a título de referên-cia, como indicação acima). Assim, as capacidades de transesterificaçãodessa enzima, que utilizam principalmente ácido acético foram conhecidas.Entretanto, a determinação de que essa enzima poderia realizar a reação deperidrólise foi totalmente inesperada. Foi ainda mais surpreendente que es-sas enzimas apresentaram altas eficiências em reações de peridrólise. Porexemplo, na presença de tributirina e água, a enzima atua para produzir áci-do butírico, enquanto que na presença de tributirina, água e peróxido de hi-drogênio, a enzima atua para produzir principalmente ácido peracético emuito pouco ácido butírico. Essa alta razão de peridrólise para hidrólise éuma propriedade exclusiva exibida pela classe peridrolase de enzimas dapresente invenção e é uma característica exclusiva que não é exibida pelasIipases anteriormente descritas, cutinases, nem esterases.
A peridrolase da presente invenção é ativa com relação a umagrande faixa de pH e temperatura e aceita uma grande faixa de substratospara transferência de acila. Os aceitadores incluem água (hidrólise), peróxi-do de hidrogênio (peridrólise) e álcoois (transferência de acila ótima). Paramedidas de peridrólise, a enzima é incubada em um tampão de seleção emuma temperatura especificada com um substrato de éster na presença deperóxido de hidrogênio. Os substratos típicos usados para medir a peridróli-se incluem ésteres, tais como, acetato de etila, triacetina, tributirina e outros.Ademais, a enzima tipo selvagem hidrolisa nitrofenilésteres de ácidos decadeia curta. Os últimos são substratos convenientes para medir a concen-tração de enzima. O perácido e ácido acético podem ser medidos pelas aná-lises descritas aqui. A hidrólise de nitrofeniléster também é descrita.
Embora o exemplo básico usado durante o desenvolvimento dapresente invenção seja a peridrolase e M. smegmatis, qualquer peridrolaseobtida de qualquer fonte que converte o éster principalmente em perácidosna presença de peróxido de hidrogênio encontra uso na presente invenção.
Em uma modalidade do processo, a peridroliase pode ser usadaem uma concentração em líquido de lavagem na faixa de 0,0001 a 100 ppm;de preferência, 0,0001 a 50 ppm; com mais preferência, 0,0001 a 25 ppm;de preferência, 0,0001 a 10 ppm. Em outra modalidade do processo, a peri-droliase pode ser usada em uma concentração de: 0,0001 a 1% por gramade tecido; com mais preferência, 0,0001 a 0,1% por grama de tecido, ou0,0001 a 0,01% por grama de tecido.
Substratos
Em algumas modalidades preferidas da presente invenção, osésteres que compreendem ácidos carboxílicos alifáticos e/ou aromáticos eálcoois são utilizados com as enzimas peridrolase nas presentes composi-ções. Em algumas modalidades preferidas, os substratos de éster são sele-cionados de um ou mais entre os seguintes: ácido fórmico, ácido acético,ácido propiônico, ácido butírico, ácido valérico, ácido capróico, ácido capríli-co, ácido nonanóico, ácido decanóico, ácido dodecanóico, ácido mirístico,ácido palmítico, ácido esteárico, e ácido oléico. Assim, em algumas modali-dades preferidas, as composições que compreendem ao menos uma peri-drolase, ao menos uma fonte de peróxido de hidrogênio, e ao menos umácido éster são proporcionadas. Em modalidades adicionais, triacetina, tribu-tirina e outros ésteres servem como doadores de acila para formação de pe-rácido.
Condições de Processo
A maneira na qual a solução aquosa contém a(s) enzima(s) e osistema de alvejamento entra em contato com o material têxtil irá dependerse o regime de processamento é contínuo, semicontínuo, batelada em blocodescontínuo, batelada (ou fluxo contínuo). Por exemplo, para processamentoem lote acolchoado contínuo ou descontínuo, a solução de enzima aquosaestá, de preferência, contida em um banho saturado e é aplicada continua-mente ao material têxtil à medida que se move através do banho, durante talprocesso o material têxtil absorve tipicamente o líquido de processamentoem uma quantidade de, por exemplo, 0,5 a 1,5 vez seu peso. Em operaçõesem batelada, o tecido é exposto à solução de enzima durante um períodoque varia de cerca de 2 minutos a 24 horas em uma razão de líquido paratecido de 5:1 a 50:1. Esses são parâmetros gerais. Em algumas modalida-des, o tempo pode ser reduzido mediante o uso de soluções mais concen-tradas das enzimas e outros compostos da presente invenção. Um versadona técnica é capaz de determinar os parâmetros mais bem-adequados parasuas necessidades particulares.
Os métodos descritos aqui podem ser realizados em temperatu-ras menores do que as técnicas de desengorduramento, desengomagem ealvejamento. Em uma modalidade, os métodos são realizados em tempera-turas abaixo de 95°C, de preferência, entre cerca de 15°C e 95°C. Em umamodalidade mais preferida, os métodos da presente invenção são realizadosentre cerca de 24°C e 80°C. Na modalidade preferida, os métodos da pre-sente invenção são realizados em cerca de 40°C a cerca de 60°C com resul-tados satisfatórios.
Os métodos da presente invenção podem ser realizados emuma faixa de pH mais próxima à neutra do que as técnicas de desengoma-gem, desengorduramento ou alvejamento tradicionais. Embora os presentesmétodos encontrem uso em um pH entre cerca de 5 e 11, prefere-se um pHmenor que 9. Em uma modalidade, o pH no qual os métodos da presenteinvenção são realizados está entre 6 e 9, e de preferência, entre 6 e 8. Emuma modalidade mais preferida, o pH no qual os métodos da presente in-venção são realizados está entre cerca de 7,5 e 8,5. Em uma modalidadeainda mais preferida, o pH é cerca de 8,0.
Um versado na técnica irá reconhecer que as condições de pro-cesso serão usadas para realizar a presente invenção podem ser seleciona-das para adaptar um equipamento particular ou um tipo particular de procès-so que é desejado para uso. Por exemplo, enquanto o produto têxtil que pre-cisa de tratamento permanece, de preferência, em contato com a solução detratamento em uma temperatura de cerca de 15°C a cerca de 90°C, commais preferência, de cerca de 24°C a cerca de 80°C, com mais preferência,cerca de 40°C a cerca de 60°C e durante um período de tempo adequadopara tratar o produto têxtil que é de ao menos cerca de 2 minutos a 24 ho-ras, com mais preferência, de cerca de 30 minutos a cerca de 12 horas, depreferência, de cerca de 30 minutos a cerca de 6 horas e, com mais prefe-rência, de cerca de 30 a cerca de 90 minutos. Naturalmente, um versado natécnica irá reconhecer que as condições de reação, tais como, tempo e tem-peratura irão variar dependendo do equipamento e/ou processo empregadonos tecidos tratados.
Os exemplos preferidos de tipos de processo que serão usadosem conjunto com a presente invenção incluem, porém sem caráter limitativo,tipos Jet, Jigger/Winch, Pad-Roll e Pad-Steam, e faixa de alvejamento contí-nua. O processo combinado da invenção pode ser realizado como um pro-cesso em lote, semicontínuo ou contínuo utilizando vapor ou os princípios dealvejamento a frio. Como um exemplo o processo pode compreender as se-guintes etapas: a) impregnar o tecido em um banho de desengordurante ealvejante como descrito aqui seguido por espremer o líquido em excessopara manter a quantidade de líquido necessária para a reação ser realizada(normalmente entre 60% e 120% do peso do tecido seco), (b) submeter otecido impregnado a vapor para induzir o tecido à temperatura de reaçãodesejada, geralmente entre cerca de 20°C e cerca de 80°C, e (c) manipularao dobrar o pano em uma máquina J-Box, U-Box, carpet ou similar duranteum período suficiente de tempo para permitir que ocorra o desengordura-mento e alvejamento.
Como mencionado em outro lugar, a desengomagem pode serum resultado desejado. Portanto, para certos tipos de tecido pode ser vanta-joso e/ou necessário submeter o tecido a um tratamento de desengomagempara obter um produto final de qualidade desejada. Em tais casos, a presen-te invenção pode ser empregada como um processo de desengomagem,alvejamento e desengorduramento combinado, ou processo de desengoma-gem e alvejamento combinado, ou um processo de desengomagem e de-sengorduramento combinado.O método da presente invenção envolve proporcionar um com-ponente têxtil não-acabado na solução de tratamento, como descrito. Ocomponente têxtil pode compreender fibras, fios, tecidos inclusive tecidos,malhas, roupas e não-tecidos. Por não-acabado, entende-se que o compo-nente têxtil é um material que não foi desengomado, desengordurado, alve-jado, tingido, impresso, ou de outro modo submetido a uma etapa de aca-bamento, tal como, uma prensa durável. Naturalmente, um versado na técni-ca irá reconhecer que o produto têxtil da presente invenção são aqueles quenão passaram por um processo de fabricação de roupas ou outro processoque envolve o corte e costura do material.
O presente processo pode ser empregado com qualquer materi-al têxtil inclusive celulósicos, tais como, algodão, linho, rami, cânhamo, rai-om, liocel, acetato de celulose e triacetato de celulose, e material sintéticoinclusive, porém sem caráter limitativo, poliéster, náilon, elastano, lyçra, acrí-licos, e várias outras misturas de material natural e sintético. Para os propó-sitos da presente invenção, o material natural pode incluir fibras de proteína,tais como, lã, seda, caxemira, bem como celulósicos como descrito aqui.
O presente processo pode ser empregado para alvejamento semdano de fibra ou tecido aos diversos tipos de produtos têxteis sintéticos esuas misturas, inclusive, porém sem caráter limitativo, poliéster, raiom, ace-tato, náilon, algodão/poliéster, algodão/lycra, etc., que podem ser suscetíveisà hidrólise e degradação alcalina.
O método da presente invenção pode incluir as etapas adicio-nais de chamuscagem, e mercerização após a etapa de tratamento. Emboraa desengomagem possa ser empregada em uma etapa separada, em moda-lidades preferidas, a etapa de desengomagem está incluída no tratamentoem etapa única da presente invenção através da inclusão de enzima(s) dedesengomagem no banho de tratamento combinando, assim alvejamento,desengomagem e desengorduramento em uma única etapa.
Naturalmente, o processo da presente invenção inclui na aplica-ção preferida uma etapa de lavagem ou uma série de etapas de lavagemseguindo os métodos de tratamento em etapa única proporcionados aqui. Alavagem de têxteis tratados é bem-conhecida e está dentro do nível de habi-lidade do elemento versado na técnica. As etapas de lavagem estarão tipi-camente presentes após cada etapa de desengomagem, desengorduramen-to e alvejamento quando presentes após a etapa de tratamento da presenteinvenção. Ademais, as etapas de tratamento, independente de sua ordeme/ou combinações, pode incluir, em modalidades preferidas, uma etapa demolhagem ou pré-molhagem para garantir ainda uma molhagem uniforme notêxtil.
O método da presente invenção proporciona molhabilidade su-perior aos componentes têxteis tratados através do método. A molhabilidadedos têxteis é importante para qualquer etapa de tingimento e acabamentodos têxteis. A molhabilidade resulta em penetração superior do têxtil pelosagentes corantes ou de acabamento e um resultado de tingimento ou aca-bamento superior. Conseqüentemente, a molhabilidade do têxtil é uma indi-cação dè quanto o processo de tratamento foi eficaz. Molhabilidade superiorsignifica um processo de tratamento mais eficaz e superior, ou seja, um pe-ríodo mais curto de tempo de molhagem. O alvejamento por peroxigênio detêxtil convencional proporcionou perfis de molhagem aceitáveis apenas emtemperatura acima de 95°C, enquanto que o alvejamento em temperaturainferior (70°C) resulta em perfis de molhabilidade de mais de 40%. Entretan-to, o processo da presente invenção proporciona tecidos que possuem umaumento no índice de molhabilidade de menos de cerca de 10%, de prefe-rência, menos de cerca de 5%, onde o índice de molhabilidade é definidocomo:
[(molhabilidade a 70°C) - (molhabilidade a 95°C)]/(molhabilidade
a 95°C) em percentagem. Um teste alternativo de absorvência, por exemplo,Método de Teste AATCC 79-1995, pode ser usado para verificar rapidamen-te a molhagem após o tratamento.
Para os propósitos da presente invenção, o dano à fibra basea-do na fluidez é medido através do método de teste AATCC 82-1996 que en-volve a dispersão das fibras em cuprietileno diamina (CP). Uma amostra re-presentativa de fibras de cerca de 1,5 mm é cortada e dissolvida em CP co-mo definido pela equação CP=120.yezes o peso da amostra.vezes.0,98 emuma garrafa de espécime com diversas esferas de vidro, colocadas sob ni-trogênio e dissolvidas por agitação durante aproximadamente 2 horas. CPadicional é adicionado como definido pela equação CP=80.vezes. peso daamostra.vezes.0,98 e agitação adicional sob nitrogênio durante três horas. Asolução é colocada sob agitação constante para impedir a separação da dis-persão. A solução é então medida em um viscosímetro Oswald Canon Fens-ke calibrado em um banho de temperatura constante de 25°C para determi-nar o tempo de efluxo. A fluidez é, então, calculada a partir da fórmulaF=100/ctd, onde c=constante de viscosímetro, t=tempo de efluxo ed=densidade da solução 1,052.
Componentes Auxiliares
As soluções de tratamento da presente invenção também podemincluir vários componentes auxiliares, também referidos aqui como produtosquímicos auxiliares. Tais componentes incluem, porém sem caráter Iimitati-vo, agentes seqüestrantes ou quelantes, agentes umectantes, agentes e-mulsificantes, agentes de controle de pH (por exemplo, tampões), catalisa-dores de alvejamento, agentes estabilizantes, agentes dispersantes, agentesantiespumantes, detergentes e misturas dos mesmos. Entende-se que taiscomponentes auxiliares são além das enzimas da presente invenção, fontede peróxido de hidrogênio e/ou peróxido de hidrogênio e material que com-preende uma porção de éster. Os agentes umectantes são tipicamente sele-cionados entre tensoativos e em particular tensoativos não-iônicos. Quandoempregados, os agentes umectantes são tipicamente incluídos em níveis decerca de 0,1 a cerca de 20 g/L, com mais preferência, de cerca de 0,5 a cer-ca de 10 g/L, e com mais preferência, 0,5 a cerca de 5 g/L do banho. Os a-gentes estabilizantes são empregados por uma variedade de razões inclusi-ve capacidade de tamponamento, seqüestrante, dispersante e, além disso,aumentam a performance dos tensoativos. Os agentes estabilizantes podemretardar a taxa de decomposição de peróxido e podem se combinar ou neu-tralizar impurezas metálicas que podem catalisar a decomposição de peróxi-do e induzir o dano à fibra. Os agentes estabilizantes são bem-conhecidostanto com espécies inorgânicas Como orgânicas que são bem-conhecidas esilicatos e organofosfatos que obtêm a mais ampla aceitação e quando pre-sentes são empregados em níveis de cerca de 0,01 a cerca de 30 g/L, commais preferência, de cerca de 0,01 a cerca de 10 g/L e com mais preferên-cia, de cerca de 0,01 a cerca de 5 g/L do banho.Tensoativos
Os ténsoativos adequados para uso na prática da presente in-venção incluem, sem caráter limitativo, ténsoativos não-iônicos (veja, porexemplo, Patente Nq U.S. 4.565.647, que está aqui incorporada a título dereferência); aniônicos; catiônicos; e zwiteriônicos (veja, por exemplo, PatenteN° U.S. 3.929.678, que está aqui incorporada a título de referência); que es-tão tipicamente presentes em uma concentração entre cerca de 0,2% a cer-ca de 15% por peso, de preferência, de cerca de 1% a cerca de 10% porpeso. Os ténsoativos aniônicos incluem, sem caráter limitativo, alquilbenze-nossulfonato linear, a-olefinsulfonato, sulfato de alquila (sulfato de álcoolgraxo), etoxissulfato de álcool, alcanossulfonato secundário, metil éster deácido alfa-sulfo graxo, ácido alquil- ou alquenilsuccínico e sabão. Os ténsoa-tivos não-iônicos incluem, sem caráter limitativo, etoxilato de álcool, etoxilatode nonilfenol, alquilpoliglicosídeo, alquildimetilaminaóxido, ácido monoetano-lamida graxo etoxilado, ácido monoetanolamida graxo, amida ácido poliidróxialquil graxo, e derivados de N-acil N-alquil de glucosamina ("glucamidas").Um tensoativo preferido para uso em modalidades da presente invenção éum tensoativo não-iônico ou uma mistura não-iônica e aniônicá.
Agentes Quelantes
Os agentes quelantes também podem ser empregados e podemser selecionados do grupo que consiste em amino carboxilatos, amino fosfo-natos, agentes quelantes aromáticos polifuncionalmente substituídos e mis-turas desses, todos definidos mais adiante neste documento.
Os amino carboxilatos úteis como agentes quelantes opcionaisincluem etilenodiaminatetracetatos, N-hidroxietiletilenodiaminatriacetatos,nitrilotriacetatos, tetrapropionatos de etilenodiamina, trietilenotetraaminaexa-cetatos, fosfonatos para não conter grupos alquila ou alquenila com mais decerca de 6 átomos de carbono.
Os agentes quelantes aromáticos polifuncionalmente substituí-dos também são úteis na composição do presente documento. A Patente NeU.S. 3.812.044, emitida em 21 de maio de 1974, por Connor et ai Os com-postos preferidos desse tipo em forma de ácido são diidroxidissulfobenze-nos, tais como, 1,2-diidróxi-3,5-dissulfobenzenodietilenotriaminapentaaceta-tos e etanoldiglicinas, metal alcalino, amônio e sais de amônio substituídos emisturas desses.
Os amino fosfonatos também são adequados para uso comoagentes quelantes nas composições da invenção quando ao menos baixosníveis de fósforo total são permitidos.
Um agente quelante biodegradável preferido para uso aqüi édisuccinato de etilenodiamina ("EDDS"), especialmente o isômero [S,S] co-mo descrito na Patente N° U.S. 4.704.233, 3 de novembro de 1987, porHartman e Perkins.
Quando presentes, os agentes quelantes são empregados emníveis de cerca de 0,01 a cerca de 10g/L, com mais preferência, de cercade 0,1 a cerca de 5 g/L, e com mais preferência, de cerca de 0,2 a cerca de2 g/L.
Aplicações Industriais da Invenção
A presente invenção possui muitas aplicações práticas na indús-tria, como contemplado aqui, e sua descrição é destinada a ser exemplifica-tiva, e não-inclusiva.
Em uma modalidade, a presente invenção contempla o uso naindústria têxtil principalmente no processamento de fibras, fios, tecidos, rou-pas, e não-tecidos. Maiores aplicações incluem: o processamento enzimáti-co em etapa única de têxteis que envolve o desengorduramento e alveja-mento de têxteis. A desengomagem dos têxteis também pode ser realizadasimultaneamente com o desengorduramento, alvejamento.
A dosagem determinada (ou seja, níveis) dos componentes en-zimáticos na composição depende da atividade específica, das condições deprocesso e do resultado desejados. Os níveis de dosagem podem ser de-terminados por um elemento versado na técnica.
As composições e métodos descritos aqui proporcionam trata-mentos têxteis eficazes com perda de resistência reduzida comparados comtratamentos químicos tradicionais, por exemplo, desengorduramento e alve-jamento à base de álcali. Sem se ater à teoria, acredita-se que ás composi-ções e métodos danificam menos as fibras e, assim, reduzem a perda deresistência quando comparados com tratamentos químicos convencionais. Aperda de resistência pode ser medida por técnicas bem-conhecidas, taiscomo, ASTM D 5034 (Grab test), ASTM D 5035 (Strip test), ASTM D 3787(Bali burst test) e/ou ASTM D 3786 (resistência ao rompimento hidráulico deprodutos de malha e panos de não-tecido).
Na descrição experimental que se segue, se aplicam as seguin-tes-abreviações: eq (equivalentes); M (Molar); μΜ (micromolar); N (Normal);mol (rnols); mmol (milimols); pmol (micromols); nmol (nanomols); g (gramas);mg (miligramas); kg (quilogramas); pg (microgramas); L (litros); ml (mililitros);μl (microlitros); cm (centímétros); mm (milímetros); pm (micrômetros); nm(nanômetros); 0C {graus Centígrados); h (horas); min (minutos); sec (segun-do); msec (milisegundos); Ci (Curies) mCi (miliCuries); pCi (microCuries);TLC (cromatografia de camada fina); Ts (tosila); Bn (benzila); Ph (fenila); Ms(mesila); Et (etila); Me (metila).
EXEMPLOS
A presente invenção está descrita em mais detalhes nos seguin-tes exemplos que não têm a intenção de limitar o escopo da invenção comoreivindicado. As Figuras em anexo destinam-se a ser consideradas comopartes integrais do relatório descritivo e descrição da invenção. Todas asreferências citadas aqui especificamente incorporadas a título de referênciaem sua totalidade. Os seguintes exemplos são oferecidos para ilustrar, po-rém não para limitar a invenção reivindicada.
Exemplo 1
Pré-Tratamento Enzimático em Etapa Única de Algodão
Esse exemplo ilustra uma modalidade do pré-tratamento enzi-mático em etapa única <desengomagem, desengorduramento e alvejamento)• de algodão e fibras contendo algodão.
Os testes foram realizados em tecido cru de cetim de algodãopesado cardado de Testfabrics (West Pittiston, PA), style #428U.
As enzimas usadas foram:
Variante de acila transferase S51A98T (Genencor; WO05/056782) a 1 ppm
Purastar OxAm 4000E (α-amilase estável oxidativa Genencor) a1 g/L
Optisize 160 (α-amilase convencional Genencor) a 2 ml/L
Bioprep 3000L (Novozimas pectato liase) em 6 l/L
Cutinase (Genencor; cutinase P. mendocina descrita na PatenteN0 U.S. 5.512.203 ou uma variante descrita no WO 03/76580 que possui asseguintes mutações: F180P/S205G) a 4 ppmOutros compostos usados foram:
Tensoativo: Triton X-100 a 0,25 g/L
Diacetato Propileno Glicol a 3000 ppm
Peróxido de hidrogênio a 2000 ppm
0,01% de corante vermelho de rutênio em pH 6,8, 50 mM de so-lução tampão fosfato
Solução de iodo (a solução de iodo foi preparada ao dissolver 10g de iodo de potássio em 100 mL de água Dl seguida pela adição de 0,65 gde iodo e agitação da solução até completar a dissolução. Então, induzir asolução para 800 mL com água Dl e então para 1 L com etanol).
Para verificar os efeitos de desengomagem, desengorduramentoe alvejamento, os experimentos mostrados na Tabela 1 foram feitos utilizan-do três amostras de tecido cru de Army Carded Cotton Sateen (Cetim Pesa-do de Algodão Cardado) medindo 10,16 cm χ 7,62 cm (4 polegadas χ 3 po-legadas). Todos experimentos (1 a 19) foram feitos em um medidor-O-Launder a 50°C e pH 8 durante 60 minutos. Os experimentos em lote acol-choado foram feitos após imergir o tecido na solução de reação durante 5minutos, passar através de cilindros e então incubar em temperatura ambi-ente (24°C) durante 24 horas. Após os tratamentos, todas as amostras detecidos foram enxaguadas com água de entrada e então secas a ar antes daavaliação. O Cetim Pesado de Algodão Cardado comercialmente alvejadode Testfabrics foi usado como controles positivos em todos os tratamentos.
TABELA 1
<table>table see original document page 50</column></row><table>
Os efeitos alvejantes foram quantificados ao medir valores CIEL*, que indicam a brancura, utilizando um espectrofotômetro por Minolta,número de modelo CR-2000. CIE L* superior indica alvejamento aperfeiçoa-do.
Os efeitos de desengomagem foram medidos com testes de iodopara medir o amido residual que permanece no tecido após cada tratamento.Um disco de pano 5 com 9,652 cm (3/8 polegada) foi cortado de cada amos-tra e colocado em 2 ml de solução de iodo por disco durante aproximada-mente um minuto. Os discos foram então rapidamente enxaguados com á-gua fria e borrifados em papel de filtro. Os valores CIE L* dos discos foramimediatamente medidos por Refletômetro. Os valores CIE L* indicam menosamido restante no pano e melhor desempenho de desengomagem.
Os efeitos desengordurantes foram quantificados pelo teste degotejamento de água, coloração com vermelho de rutênio e avaliação visualde talos. O teste de gotejamento de água realizado ao pingar 10 μΙ de águasobre a superfície do tecido tratado e então ao medir o tempo no qual a gotade água será absorvida pelo tecido. Também, todos os tecidos tratados fo-ram coloridos com 0,01% de solução de corante vermelho de rutênio durante5 minutos para quantificar a quantidade de pectina restante no tecido apósos tratamentos. Então, os tecidos coloridos foram completamente enxagua-dos e secos a ar antes de medir os valores CIE L*. O valor CIE L* indicamaior ligação de pectina com relação ao desempenho de desengorduramen-to inferior. A remoção dos talos foi quantificada por unidades de pontuaçãode painel (PSU) onde 0 indica nenhuma impureza e 5 indica uma alta quan-tidade de talos. Os resultados são mostrados na Tabela 2.
TABELA 2
<table>table see original document page 51</column></row><table><table>table see original document page 52</column></row><table>
Como mostrado na Tabela 2 e nas Figuras 1 a 4, os tecidos dealgodão cardado tratados simultaneamente com acila transferase, a-amilase, pectato Iiase na presença de peróxido e diacetato de propileno gli-col, apresentaram quantidades significativas de efeitos de desengomagem,5 desengorduramento (com remoção de talos) e alvejamento.
Exemplo 2
ALVEJAMENTO DE ALGODÃO
Neste exemplo, são descritos experimentos para avaliar o usoda peridrolase da presente invenção para alvejamento de tecidos de algo-dão.
Nesses experimentos, seis amostras de algodão por tubo foramtratadas a 55°C durante 60 minutos em um medidor-O-Launder. Os substra-tos usados nesses experimentos foram: 428U 3 (3"x3") e 400U 3 (3"x3") porexperimento. Dois tipos-diferentes de tecidos 100% algodão não-alvejadosde Testfabrics foram testados style 428U (cetim de algodão pesado cardadodesengomado, porém não-alvejado); e style 400 U (pano estampado de al-godão desengomado, porém não-alvejado). A razão de líquido é cerca de 26para 1 7,7 g de tecido/- 200 ml de volume de líquido). A enzima peridrola-se foi testada em 12,7 mgP/ml, com acetato de etila (3% (v/v), peróxido dehidrogênio (1500 ppm) e Triton X-100 (0,001%) em um tampão fosfato desódio (100 mM) para pH 7 e pH 8; bem como em um tampão de carbonatode sódio (100 mM), para pH 9 e pH 10.
Os efeitos alvejantes foram quantificados com diferença de cortotal ao obter 4 valores CIE L*a*b* por cada amostra antes e após os trata-mentos utilizando um Medidor Chroma CR-200 (Minolta), e diferença de cortotal das amostras após os tratamentos foi calculada de acordo com a equa-ção a seguir:
<formula>formula see original document page 53</formula>
(onde λL, λa, λb, são diferenças nos valores CIE L*, CIE a* e CIE b* respec-tivamente antes e após os tratamentos).
Os valores superiores ΔΕ indicam maiores efeitos alvejantes. Osresultados (veja, Figura 5) indicaram que a peridrolase mostrou efeitos alve-jantes significativamente aperfeiçoados em ambos os tipos de tecidos 100%algodão em pH 7 e pH 8 sob as condições testadas.
Também foi observado que grandes quantidades de impurezasindesejáveis {por exemplo, manchas pigmentadas) desapareceram dossubstratos tratados com enzima.
Exemplo 3
ALVEJAMENTO DE LINHO
Nesse exemplo, são descritos experimentos realizados paraavaliar a capacidade de alvejamento de Iinho da peridrolase da presente in-venção. Os mesmos métodos e condições descritos acima para testar o al-godão (no Exemplo 2) foram usados para testar amostras de linho. Comoindicado acima, os experimentos foram realizados em um medidor-O-Launder utilizando um tecido de linho (linho para fazer ternos, Style L-53;Testfabrics).
Nesses experimentos, 3 amostras de linho (4"x4") foram tratadascom 12,7 mgP/ml da enzima peridrolase com acetato de etila (3% v/v), peró-xido de hidrogênio (1200 ppm) e Triton X-100 (0,001%), em um tampão fos-fato de sódio (100 mM) para pH 7 e pH 8. Os efeitos alvejantes foram calcu-lados como descrito acima no Exemplo 2. A Figura 6 fornece um gráfico quemostra os efeitos alvejantes da peridrolase da presente invenção testadosem pH 7 e pH 8 no linho.
Entende-se que os exemplos e modalidades descritos aqui ser-vem apenas para propósitos ilustrativos e que modificações ou alteraçõesnos mesmos serão sugeridas pelos elementos versados na técnica e devemser incluídas dentro do caráter e âmbito desse pedido e escopo das reivindi-cações em anexo. Todas as publicações, patentes e pedidos de patente ci-tados aqui estão incorporadas aqui a título de referência, em sua totalidadepara todos os propósitos.

Claims (63)

1. Composição alvejante enzimática que compreende: i) umafonte de éster, ii) uma acila transferase, iii) fonte de peróxido de hidrogênio.
2. Composição, de acordo com a reivindicação 1, que compre-ende adicionalmente uma enzima biodesengordurante.
3. Composição, de acordo com a reivindicação 1, que compre-ende adicionalmente uma enzima de desengomagem.
4. Composição, de acordo com a reivindicação 1, em que a ditafonte de éster é um éster acetato.
5. Composição, de acordo com a reivindicação 1, em que a ditafonte de éster é selecionada entre diacetato propileno glicol, diacetato etilenoglicol, triacetina, acetato de etila e tributirina.
6. Composição, de acordo com a reivindicação 1, em que a ditaacila transferase apresenta uma razão de peridrólise para hidrólise que émaior que 1.
7. Composição, de acordo com a reivindicação 1, em que a fontede peróxido de hidrogênio compreende uma oxidase geradora de peróxidode hidrogênio e um substrato adequado.
8. Composição, de acordo com a reivindicação 7, em que a oxi-dase é uma carboidrato oxidase.
9. Composição de tratamento em etapa única que compreende:uma ou mais enzimas biodesengordurantes, ii) uma ou mais enzimas dedesengomagem, e iii) uma composição alvejante enzimática.
10. Composição, de acordo com a reivindicação 9, que compre-ende adicionalmente um ou mais componentes auxiliares selecionados entretensoativos, emulsificantes, agentes quelantes, agentes dispersantes e/ouestabilizantes.
11. Composição, de acordo com a reivindicação 9, que compre-ende adicionalmente um ativador de alvejamento.
12. Composição, de acordo com a reivindicação 9, que compre-ende adicionalmente um agente alvejante químico.
13. Composição, de acordo com a reivindicação 12, em que oagente alvejante químico é selecionado entre alvejantes oxidativos, peróxidode sódio, hipocloreto de sódio, hipocloreto de cálcio e dicloroisocianurato desódio ou combinações dos mesmos.
14. Composição, de acordo com a reivindicação 9, em que a dita enzima biodesengordurante é selecionada entre um grupo que consiste empectinases, cutinases, celuiases, hemicelulases, proteases e lipases.
15. Composição, de acordo com a reivindicação 14, em que adita enzima biodesengordurante é pectato Iiase e/ou uma combinação depectato Iiase com outras enzimas, tais como, protease, cutinases, lipases eceluiases.
16. Composição, de acordo com a reivindicação 9, em que a ditaenzima de desengomagem é selecionada entre α-amilases e β-amilases.
17. Composição, de acordo com a reivindicação 16, em que adita enzima de desengomagem é uma a-amilase.
18. Composição, de acordo com a reivindicação 10, em que odito tensoativo é selecionado entre tensoativos não-iônicos, aniônicos, catiô-nicos, zwiteriônicos ou combinações dos mesmos.
19. Composição, de acordo com a reivindicação 18, em que odito tensoativo é um tensoativo não-iônico.
20. Composição, de acordo com a reivindicação 12, em que odito agente alvejante químico é selecionado entre alvejantes oxidativos, pe-róxido de sódio, hipocloreto de sódio, hipocloreto de cálcio e dicloroisocianu-rato de sódio ou combinações dos mesmos.
21. Método para o alvejamento de têxteis que compreende: a. proporcionar: i) uma fonte de éster, ii) uma acila transferase,iii) fonte de peróxido de hidrogênio, e iv) um têxtil que precisa de alvejamen-to;b. colocar o dito têxtil em contato com a dita fonte de éster, acilatransferase e fonte de peróxido de hidrogênio durante um período de tempoe sob condições adequadas para permitir o branqueamento mensurável dotêxtil.
22. Método, de acordo com a reivindicação 21, que compreendeadicionalmente uma ou mais enzimas biodesengordurantes.
23. Método, de acordo com a reivindicação 22, em que a ditafonte de éster é um éster acetato.
24. Método, de acordo com a reivindicação 23, em que a ditafonte de éster é selecionada entre diacetato propileno glicol, diacetato etilenoglicol, triacetina, acetato de etila e tributirina.
25. Método, de acordo com a reivindicação 21, em que a ditaacila transferase apresenta uma razão de peridrólise para hidrólise que émaior que 1.
26. Método, de acordo com a reivindicação 21, em que a fontede peróxido de hidrogênio compreende uma oxidase geradora de peróxidode hidrogênio e um substrato adequado.
27. Método, de acordo com a reivindicação 26, em que a oxida-se é uma carboidrato oxidase.
28. Método, de acordo com a reivindicação 21, em que as ditascondições adequadas compreendem um pH entre cerca de 5 a 11.
29. Método, de acordo com a reivindicação 28, em que o pH es-tá entre cerca de 6 e 10.
30. Método, de acordo com a reivindicação 28, em que o pH es-tá entre cerca de 6 e 8.
31. Método, de acordo com a reivindicação 21, em que as ditascondições adequadas compreendem um período de tempo entre cerca de 2minutos e 24 horas.
32. Método, de acordo com a reivindicação 31, em que o períodode tempo está entre cerca de 15 minutos e 12 horas.
33. Método, de acordo com a reivindicação 31, em que o períodode tempo está entre cerca de 30 minutos e 6 horas.
34. Método, de acordo com a reivindicação 21, em que as ditascondições adequadas compreendem uma temperatura entre cerca de 15°Ce 95°C.
35. Método, de acordo com a reivindicação 34, em que as ditascondições adequadas compreendem uma temperatura entre cerca de 24°Ce 60°C.
36. Método, de acordo com a reivindicação 34, em que as ditascondições adequadas compreendem uma temperatura entre cerca de 30°Ce 50°C.
37. Método, de acordo com a reivindicação 21, em que o ditoperóxido de hidrogênio está em uma concentração entre cerca de 100 ppm a5000 ppm.
38. Método, de acordo com a reivindicação 21, em que o ditoperóxido de hidrogênio está em uma concentração entre cerca de 500 ppm a4000 ppm.
39. Método, de acordo com a reivindicação 21, em que o ditoperóxido de hidrogênio está em uma concentração entre cerca de 1000 ppma 3000 ppm.
40. Método, de acordo com a reivindicação 21, onde a dita acilatransferase está em uma concentração entre cerca de 0,005 ppm a 100ppm.
41. Método, de acordo com a reivindicação 21, onde a dita acilatransferase está em uma concentração entre cerca de 0,01 ppm a 50 ppm.
42. Método, de acordo com a reivindicação 21, onde a dita acilatransferase está em uma concentração entre cerca de 0,05 ppm a 10 ppm.
43. Método, de acordo com a reivindicação 21, em que a ditafonte de éster está em uma concentração entre cerca de 100 ppm a 10.000ppm.
44. Método, de acordo com a reivindicação 21, em que a ditafonte de éster está em uma concentração entre cerca de 1000 ppm a 5000ppm.
45. Método, de acordo com a reivindicação 21, em que a ditafonte de éster está em uma concentração entre cerca de 2000 ppm a 4000ppm.
46. Método para o tratamento de têxteis que compreende:a. proporcionar: i) uma composição de processamento de têxtilem etapa única e ii) um têxtil que precisa de processamento;b. colocar o dito têxtil em contato com a dita composição de pro-cessamento em etapa única, durante um período de tempo e sob condiçõesadequadas para permitir a desengomagem, desengorduramento e alveja-mento do têxtil.
47. Método, de acordo com a reivindicação 46, em que a com-posição de processamento em etapa única compreende i) uma ou mais en-zimas biodesengordurantes e ii) um ou mais sistemas de alvejamento enzi-mático.
48. Método, de acordo com a reivindicação 47, que compreendeadicionalmente uma ou mais enzimas de desengomagem.
49. Método, de acordo com a reivindicação 47, em que o siste-ma de alvejamento enzimático compreende uma acila transferase, uma fontede éster e uma fonte de peróxido de hidrogênio.
50. Método, de acordo com a reivindicação 49, em que a fontede peróxido de hidrogênio compreende uma oxidase geradora de peróxidode hidrogênio e um substrato adequado.
51. Método, de acordo com a reivindicação 50, em que a okida-se é uma carboidrato oxidase.
52. Método, de acordo com a reivindicação 47, em que a ditaenzima biodesengordurante é selecionada de um grupo que consiste empectinases, cutinases, proteases, celulase, hemicelulase, e lipases.
53. Método, de acordo com a reivindicação 52, em que a ditaenzima biodesengordurante é pectato Iiase e/ou combinação de pectato lia-se e outras enzimas, tais como, cutinases, celulases proteases, lipases ehemicelulases.
54. Método, de acordo com a reivindicação 48, em que a ditaenzima de desengomagem é selecionada entre um grupo que consiste emamilases, celulases e mananases.
55. Método, de acordo com a reivindicação 54, em que a ditaenzima de desengomagem é a-amilase.
56. Método, de acordo com a reivindicação 47, que compreendeadicionalmente componentes auxiliares selecionados entre tensoativos, e-mulsificantes, agentes quelantes, dispersantes e/ou estabilizantes.
57. Método, de acordo com a reivindicação 56, em que o ditotensoativo é um tensoativo não-iônico.
58. Método, de acordo com a reivindicação 47, em que o ditosistema de alvejamento enzimático gera um agente alvejante, em que aindao dito agente alvejante é ácido peracético gerado peia peridrolização de gru-pos éster acetato na presença de peróxido de hidrogênio e que é catalisadopor acila transferase.
59. Método, de acordo com a reivindicação 47, em que a com-posição em etapa única compreende ainda um agente alvejante químico se-lecionado entre alvejantes oxidativos, peróxido de sódio, hipocloreto de só-dio, hipocloreto de cálcio e dicloroisocianurato de sódio ou combinações dosmesmos.
60. Método, de acordo com a reivindicação 46, em que o ditotêxtil é selecionado do grupo que consiste em têxteis celulósicos, Gontendocelulósicos e não-celulósicos.
61. Método, de acordo com a reivindicação 60, em que os ditostêxteis celulósicos ou contendo celulósicos compreendem algodão.
62. Método, de acordo com a reivindicação 46, em que as ditascondições suficientes para permitir o desengorduramento e alvejamento dodito têxtil são temperatura entre cerca de 15 e 95°C e pH entre cerca de 5 e-11 durante um tempo entre cerca de 2 minutos e 24 horas.
63. Método, de acordo com a reivindicação 46, em que as ditascondições suficientes para permitir a desengomagem, desengorduramento ealvejamento do dito têxtil são temperatura entre cerca de 15 e 95°C e pHentre cerca de 5 e 11 durante um tempo entre cerca de 2 minutos e 24 ho-ras.
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