BRPI0712758A2 - composto e sais farmaceuticamente aceitáveis do mesmo, composição farmacêutica, método de tratamento de uma doença. e, uso do compsoto - Google Patents
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Abstract
COMPOSTO E SAIS FARMACEUTICAMENTE ACEITáVEIS DO MESMO, COMPOSIçãO FARMACêUTICA, MéTODO DE TRATAMENTO DE UMA DOENçA, E, USO DO COMPOSTO. Formas cristalinas de 4-[2-(4-metil-fenil-sulfanil)-fenil]-piperidina e seus sais proporcionadas e.g. para o tratamento de dor neuropatica.
Description
"COMPOSTO E SAIS FARMACEUTICAMENTE ACEITÁVEIS DO MESMO, COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA, MÉTODO DE TRATAMENTO DE UMA DOENÇA, E, USO DO COMPOSTO"
A percepção de dor é mais complicada do que a transmissão direta de sinais de uma parte lesionada do corpo para receptores específicos no cérebro, e no qual a dor percebida é proporcional à lesão. Mais propriamente, dano em tecido periférico e lesão em nervos podem causar alterações nas estruturas neurais centrais envolvidas em percepção de dor afetando sensibilidade de dor subseqüente. Esta neuroplasticidade pode acarretar uma sensibilização central em resposta aos estímulos nóxios de duração mais longa, que podem se manifestar como e.g. dor crônica, i.e. que a percepção de dor permanente até mesmo após o estímulo nóxio ter interrompido, ou como hiperalgesia, i.e. uma resposta aumentada a um estímulo, que é normalmente doloroso. Um dos exemplos mais misteriosos e dramáticos disto é a "síndrome de membro fantasma", i.e. a persistência de dor que existia em um membro antes de sua amputação. Para uma revisão de neuroplasticidade central e dor veja Melzack et al in Ann. Ν. Y. Acad. Sci., 933, 157-174, 2001.
Dor crônica, tal com odor neuropática manifesta-se diferentemente de outros tipos de dor, e.g. dor somática ou visceral. A dor é muitas vezes descrita como aguda, ardente, formigante, dormente ou penetrante. Causas comuns de dor neuropática incluem alcoolismo, amputação, problemas nas costas, nas pernas e no quadril, quimioterapia, diabetes, HIV, esclerose múltipla, cirurgia em espinha dorsal, e infecção por vírus do herpes zóster.
O componente central para dor crônica pode explicar o por que de dor crônica, tal como e.g. dor neuropática muitas vezes responde insatisfatoriamente aos analgésicos clássicos, tais como drogas antiinflamatórias não-esteroidais (NSAIDS) e analgésicos opióides. Antidepressivos tricíclicos (TCA), tipificados por amitrilina, têm se tornado padrão para o tratamento de dor neuropática, e o efeito é credo em ser mediado pelo efeito inibitório combinado sobre o transportador de serotonina e o transportador de norepinefrina [Clin Ther., 26, 951-979, 2004]. Mais recentemente, os denominados antidepressivos de ação dual possuindo um efeito inibitório sobre a recaptação de ambas serotonina e norepinefrina têm sido usados clinicamente para o tratamento de dor neuropática [Human Psychopharm., 19, S21-S25, 2004]. Exemplos de antidepressivos de ação dual são venlafaxina e duloxetina, e esta classe de antidepressivos é muitas vezes referida como SNRI.
Dados sobre o uso de inibidores da recaptação de serotonina seletivos (SSRI) para dor neuropática são escassos, mas geralmente sugerem um efeito limitado [Bas. Clin. Pharmacol., 96, 399-409, 2005]. De fato, tem sido levantada a hipótese de que SSRTs são apenas fracamente antinociceptivos em e de si mesmos mas que inibição do transportador de serotonina aumenta o efeito antinociceptivo de inibição de recaptação de norepinefrina. Esta noção é suportada por uma revisão de 22 estudos em animal e cinco estudos em humanos mostrando que SNRTs possuem efeito antinociceptivo superior comparados com os inibidores da recaptação de norepinefrina, que de novo são superiores a SSRI [Pain Med. 4, 310-316, 2000].
Dados recentes sobre o antagonista de 5-HT3 odansetron implicam que antagonistas de 5-HT3 podem ter um efeito analgésico e assim serem úteis no tratamento de dor neuropática [Anesth.Analg., 97, 1474-1478, 2003].
O uso de antidepressivos tricíclicos está, contudo, associado com efeitos colaterais anticolinérgicos, conhecidos, tais como e.g. sonolência, ansiedade, inquietação, e dificuldades cognitivas e de memória. Conseqüentemente, há uma necessidade na arte de encontrar modos alternativos de tratamento de dor neuropática.
O pedido de patente internacional publicado como WO 2003/029232 descreve e.g. o composto 4-[2-(4-metil-fenil-sulfanil)-fenil]- piperidina como uma base livre e o correspondente sal de HCl. O composto é relatado em ser um inibidor do transportador de serotonina e do receptor de serotonina 2C (5-HT2c), é dito que é útil para o tratamento de distúrbios afetivos, e.g. depressão e ansiedade.
Sumário da invenção
Os presentes inventores têm surpreendentemente verificado em adição ao perfil farmacológico já conhecido que 4-[2-(4-metil-fenil- sulfanil)-fenil]-piperidina é um inibidor potente da recaptação de serotonina e da recaptação de norepinefrina, um antagonista do receptor 3 de serotonina (5-HT3), um antagonista do receptor 2A de serotonina (5-HT2a), e um inibidor do receptor adrenérgico al, e o composto pode como tal ser útil no tratamento de e.g. dor crônica. Conseqüentemente, a invenção ao composto I, que é 4-[2-(4-metil-fenil-sulfanil)-fenil]-piperidina e sais farmaceuticamente aceitáveis dos mesmos em uma forma cristalina desde que o citado composto não seja sal de adição de cloridrato de 4-[2-(4-metil- fenil-sulfanil)-fenil]-piperidina.
Em uma modalidade, a invenção refere-se ao composto I para uso em terapia.
Em uma modalidade, a invenção refere-se a um método de tratamento compreendendo a administração de uma quantidade terapeuticamente efetiva de composto I a um paciente em necessidade da mesma.
Em uma modalidade, a invenção refere-se a um composição farmacêutica compreendendo composto I.
Em uma modalidade, a invenção refere-se ao uso de composto I para a manufatura de um medicamento. Figuras
Figura 1: Padrão de difração de raios-X do sal de adição de HBr de composto I
Figura 2: Padrão de difração de raios-X do solvato se sal de adição de HBr de composto I
Figura 3: Padrão de difração de raios-X do sal de adição de ácido palmítico de composto I
Figura 4: Padrão de difração de raios-X do sal de adição de ácido DL-lático de composto I
Figura 5: Padrão de difração de raios-X do sal de adição de ácido adípico (1:1) de composto I (forma α+β)
Figura 6: Padrão de difração de raios-X do sal de adição de ácido adípico (2:1) de composto I
Figura 7: Padrão de difração de raios-X do sal de adição de ácido fumárico (1:1) de composto I
Figura 8: Padrão de difração de raios-X do sal de adição de ácido glutárico (1:1) de composto I
Figura 9: Padrão de difração de raios-X do sal de adição de ácido malônico (1:1) de composto I, forma-a
Figura 10: Padrão de difração de raios-X do sal de adição de ácido malônico de composto I, forma-β
Figura 11: Padrão de difração de raios-X do sal de adição de ácido oxálico (1:1) de composto I
Figura 12: Padrão de difração de raios-X do sal de adição de ácido sebacoínico (2:1) de composto I
Figura 13: Padrão de difração de raios-X do sal de adição de ácido succínico (2:1) de composto I
Figura 14: Padrão de difração de raios-X do sal de adição de ácido L-málico (1:1) de composto I, forma-a Figura 15: Padrão de difração de raios-X do sal de adição de ácido L-málico (1:1) de composto I, forma-β
Figura 16: Padrão de difração de raios-X do sal de adição de ácido D-tartárico (1:1) de composto I
Figura 17: Padrão de difração de raios-X do sal de adição de ácido L-aspártico (1:1) de composto I em mistura com ácido L-aspártico
Figura 18: Padrão de difração de raios-X do hidrato do sal de adição de ácido L-aspártico (1:1) de composto I em mistura com ácido L- aspártico
Figura 19: Padrão de difração de raios-X do sal de adição de ácido glutâmico (1:1) de composto I em mistura com mono-hidrato de ácido glutâmico
Figura 20: Padrão de difração de raios-X do sal de adição de ácido cítrico (2:1) de composto I
Figura 21: Padrão de difração de raios-X do sal de adição de ácido HCl de composto I
Figura 22: Padrão de difração de raios-X do sal de adição de ácido fosfórico (1:1) de composto I
Figura 23: Níveis de dopamina em córtex pré-frontal sob administração de compostos da presente invenção.
Figura 24: Nível de acetilcolina em córtex pré-frontal sob administração de compostos da presente invenção.
Figura 25a+b: Nível de acetilcolina em córtex pré-frontal e no hipocampo ventral sob administração de compostos da presente invenção.
Descrição detalhada da invenção
A presente invenção refere-se ao composto I, que é 4-[2-(4- metil-fenil-sulfanil)-fenil]-piperidina e sais farmaceuticamente aceitáveis dos mesmos em uma forma cristalina desde que o citado composto não seja o sal de adição de cloridrato. A estrutura de 4-[2-(4-metil-fenil-sulfanil)-fenil]- piperidina é
<formula>formula see original document page 7</formula>
O perfil farmacêutico dos compostos da presente invenção é mostrado nos exemplos, mas pode ser sumariado como segue. Os compostos são inibidores da recaptação de serotonina e de norepinefrina; inibem os receptores 2 A, 2C e 3 de serotonina; e inibem o receptor adrenérgico a-1.
Em uma modalidade, os citados sais farmaceuticamente aceitáveis são sais de adição de ácido que são não tóxicos. Os citados sais incluem sais preparados de ácidos orgânicos, tais como ácidos maleico, fumárico, benzóico, ascórbico, succínico, oxálico, bis-metileno-salicílico, metano-sulfônico, etano-dissulfônico, acético, propiônico, tartárico, salicílico, cítrico, glicônico, lático, málico, malônico, mandélico, cinâmico, citracônico, aspártico, esteárico, palmítico, itacônico, glicólico, p-amino-benzóico, glutâmico, benzeno-sulfônico, teofilina-acético, bem como 8-halo-teofilinas, por exemplo 8-bromo-teofilina. Os citados sais também podem ser preparados a partir de ácidos inorgânicos, tais como ácidos bromídrico, sulfórico, sulfâmico, fosfórico e nítrico. Sais úteis adicionais são listados na tabela em exemplo 1 d (tabela 1).
Em uma modalidade, o composto da presente invenção, i.e. o composto de fórmula I, é o sal de HBr
Em uma modalidade, o composto da presente invenção é o sal de adição de ácido DL-lático, e em particular o sal 1:1.
Em uma modalidade, o composto da presente invenção é o sal de adição de ácido L-aspártico, e em particular o sal 1:1.
Em uma modalidade, o composto da presente invenção o sal de adição de ácido glutâmico, e em particular o sal 1:1.
Em uma modalidade, o composto da presente invenção é o sal de adição de ácido glutárico, e em particular o sal 1:1.
Em uma modalidade, o composto da presente invenção é o sal de adição de ácido malônico, e em particular o sal 1:1 que é verificado em existir em duas modificações polimórficas α e β das quais acredita-se que a forma β é a mais estável baseado em uma solubilidade mais baixa.
Em uma modalidade, os compostos da presente invenção estão em uma forma purificada. O termo "forma purificada" é intencionado para indicar que o composto está essencialmente livre de outros compostos ou de outras formas, i.e. formas polimorfas de citado composto, conforme for o caso.
Formas de dosagem orais, e em particular tabletes e cápsulas, são muitas vezes preferidas pelos pacientes e o médico devido à facilidade de administração e conseqüentemente melhor condescendência. Para tabletes e cápsulas, é preferível que os ingredientes ativos sejam cristalinos.
Cristais da presente invenção podem existir como solvatos, i.e. cristais nos quais moléculas de solvente formam parte da estrutura do cristal. O solvato pode ser formado de água, em cujo caso os solvatos são muitas vezes referidos como hidratos. Alternativamente, os solvatos podem ser formados de outros solventes, tais como e.g. etanol, acetona, ou acetato de etila. A quantidade exata de solvato muitas vezes depende das condições. Por exemplo, hidratos tipicamente perderão água à medida que a temperatura é aumentada ou à medida que a umidade relativa é diminuída. Compostos, que não mudam ou que mudam apenas pouco quando condições tais como e.g. mudança de umidade são geralmente considerados como melhor adaptados para formulações farmacêuticas. E observado que o sal de adição de HBr não forma hidratos quando precipitado de água enquanto que compostos tais como sais de adição de ácido de succinato, maleato e tartarato formam. Alguns compostos são higroscópicos, i.e. absorvem água quando expostos à umidade. Higroscopicidade é geralmente considerada como uma propriedade indesejada para compostos, que são para estarem presentes em uma formulação farmacêutica, em particular em uma formulação seca, tais como tabletes ou cápsulas. Em uma modalidade, a invenção proporciona cristais com higroscopicidade baixa.
Para formas de dosagem orais usando ingredientes ativos cristalinos também é benéfico se os citados cristais estiverem bem definidos. No presente contexto, o termo "bem definido" em particular significa que a estequiometria está bem definida, i.e. que a razão entre os íons formando o sal é a razão entre números inteiros pequenos, tais como 1:1, 1:2, 2:1, 1:1:1, etc. Em uma modalidade, os compostos da presente invenção são cristais bem definidos.
A solubilidade de um ingrediente ativo também é de significância para a escolha da forma de dosagem porque pode ter um impacto direto sobre a biodisponibilidade. Para formas de dosagem orais, acredita-se que uma solubilidade mais alta do ingrediente ativo é geralmente benéfica porque aumenta a biodisponibilidade. Alguns pacientes, e.g. pacientes idosos podem ter dificuldades para engolir tabletes, e soluções orais em gotas podem ser uma alternativa adequada evitando a necessidade de engolir tabletes. Com o propósito de limitar o volume de uma solução oral em gotas, é necessário ter uma concentração alta do ingrediente ativo na solução, que de novo requer uma solubilidade alta do composto, como mostrado em tabela 3, sais de adição de ácido DL-lático, ácido L-aspártico, ácido glutâmico, ácido glutárico e ácido malônico possuem solubilidade excepcionalmente alta.
Formas de cristal influenciam as propriedades de processamento e de filtração de um composto. Cristais formados como agulhas tendem a ser mais difíceis de manusear em um ambiente de produção por que a filtração torna-se mais difícil e consumidora de tempo. A forma cristalina exata de um dado sal pode depender e.g; das condições sob as quais o sal foi precipitado. O sal de adição de ácido HBr da presente invenção cresce como cristais solvatados, na forma de agulhas quando precipitado de etanol, ácido acético e propanol, mas cristais de uma forma não-hidratada, que não estão na forma de agulhas, quando o sal de adição de HBr é precipitado de água, proporcionam propriedades de filtração superiores.
Tabela 3 também mostra o pH resultante, i.e. o pH na solução saturada do sal. Esta propriedade é importante porque umidade nunca pode ser completamente evitada durante armazenagem e o acúmulo de umidade ocasionará um decréscimo de pH em ou sobre o tablete compreendendo um sal de pH resultante baixo, que pode diminuir a vida em prateleira. Além disso, um sal com um pH resultante baixo pode ocasionar corrosão do equipamento de processo se tabletes forem preparados por granulação úmida. Os dados em tabela 3 sugerem que os sais de adição de ácido adípico, HCl, e HBr podem ser superiores com respeito a isto.
Em uma modalidade, o composto da presente invenção é o sal de HBr em uma forma cristalina, em particular em uma forma purificada. Em uma outra modalidade, citado sal de HBr possui picos em um difratograma de raios-X em pó (XRPD) a aproximadamente 6,08°, 14,81°, 19,26° e 25,38°2Θ, e em particular citado sal de HBr possui um XRPD como mostrado na Figura 1.
Em uma modalidade, o composto da presente invenção é o sal de adição de ácido DL-lático (1:1) em uma forma cristalina, em particular em uma forma purificada. Em uma outra modalidade, citado sal de adição de ácido DL-lático possui picos em um XRPD a aproximadamente 5,30°, 8,81°, 9,44° e 17,24°2Θ, e em particular citado sal de adição de ácido DL-lático possui um XRPD como mostrado na Figura 4.
Em uma modalidade, o composto da presente invenção é o sal de adição de ácido L-aspártico (1:1) em uma forma cristalina, em particular em uma forma purificada. Em uma outra modalidade, citado sal de adição de ácido L-aspártico está não solvatado e possui picos em um XRPD a aproximadamente 11,05°, 20,16°, 20,60°, 25,00°20, e em particular citado sal L-aspártico, quando misturado com ácido L-aspártico, possui um XRPD como mostrado na Figura 17. Em uma modalidade, citado sal de adição de ácido L-aspártico é um hidrato, em particular está em uma forma purificada. Em uma outra modalidade, citado hidrato de sal de adição de ácido L- aspártico possui picos em um XRPD a aproximadamente 7,80°, 13,80°, 14,10°, 19,63°2Θ, e em particular citado hidrato de sal de adição de ácido L- aspártico, quando misturado com ácido L-aspartico, possui um XRPD como mostrado na Figura 18.
Em uma modalidade, o composto da presente invenção é o sal de adição de ácido glutâmico (1:1) em uma forma cristalina, em particular em uma forma purificada. Em uma outra modalidade, citado sal de adição de ácido glutâmico possui picos em um XRPD a aproximadamente 7,71°, 14,01°, 19,26°, 22,57°2Θ, e em particular citado sal de ácido glutâmico, quando misturado com mono-hidrato de ácido glutâmico, possui um XRPD como mostrado na Figura 19.
Em uma modalidade, o composto da presente invenção é o sal de adição de ácido malônico (1:1) em uma forma cristalina, em particular em uma forma purificada. Em uma outra modalidade, citado sal de adição de ácido malônico é a forma-α e possui picos em um XRPD a aproximadamente 10,77°, 16,70°, 19,93°, 24,01°20, ou citado sal de adição de ácido malônico é a forma-β e possui picos em um XRPD a aproximadamente 6,08°, 10,11°, 18,25°, 20,26°2Θ e em particular citado sal de adição de ácido malônico possui um XRPD como mostrado na Figura 9 ou 10.
Em uma modalidade, o composto da presente invenção é o sal de adição de ácido glutárico (1:1) em uma forma cristalina, em particular em uma forma purificada. Em uma outra modalidade, citado sal de adição de ácido glutárico possui picos em um XRPD a aproximadamente 9,39°, 11,70°, 14,05°, e 14,58°2Θ, e em particular citado sal de adição de ácido glutárico possui um XRPD como mostrado na Figura 8.
Como mencionado acima, compostos da presente invenção são em particular bem adequados para tratamento de dor crônica. Dor crônica inclui indicações tais como dor de membro fantasma, dor neuropática, neuropatia diabética, neuralgia pós-herpética (PHN), síndrome de túnel carpal (CTS), neuralgia de HIV, síndrome de dor regional complexa (CPRS), neuralgia trigeminal/neuralgia trigeminus/tique doloroso, intervenção cirúrgica (e.g. analgésicos pós-operatórios), vasculopatia diabética, resistência capilar ou sintomas diabéticos associados com insulite, dor associada com angina, dor associada com menstruação, dor associada com câncer, dor dental, dor de cabeça, enxaqueca, dor de cabeça do tipo tensão, neuralgia trigeminal, síndrome de articulação temporomandibular, lesão muscular de dor miofascial, síndrome de fibromialgia, dor de osso e articulação (osteoartrite), artrite reumatóide, artrite reumatóide e edema resultante de trauma associado com queimaduras, torceduras ou dor de osso fraturado devido à osteoartrite, osteoporose, metástase óssea ou razões desconhecidas, gota, fibrosite, dor miofascial, síndromes de saída torácica, dor dorsal superior ou dor dorsal inferior (na qual a dor dorsal resulta de doença da espinha dorsal (radiculopatia) primária, regional, ou sistemática, dor pélvica, dor no tórax cardíaca, dor no tórax não-cardíaca, dor associada à lesão na espinha dorsal (SCI), dor pós-derrame central, neuropatia de câncer, dor de AIDS, dor de célula falciforme ou dor geriátrica.
Em particular, os compostos da presente invenção são úteis para o tratamento de distúrbios de humor, tais como depressão associada com as indicações de dor crônica listadas acima.
Dor é definida pela International Association for the Study of Pain (IASP) como "uma experiência emocional e sensorial desagradável associada com dano de tecido real ou potencial, ou descrita em termos de tal dano (IASP Classification of chronic pain, 2a Edição, IASP Press (2002), 210). Embora dor sempre seja subjetiva sua causa ou síndromes podem ser classificadas. "Dor neuropática" como um subtipo é definida pela IASP como "dor iniciada ou causada por uma disfunção ou lesão primária no sistema nervoso".
Subtipos diferentes de dor neuropática são reconhecidos pela IASP, e exemplos são:
• Alodínia que é definida como "uma dor devido a um estímulo que normalmente não provoca dor".
• Causalgia que é definida como "uma síndrome de dor de queimadura prolongada, alodínia e hiperpatia após uma lesão de nervo traumática, muitas vezes combinada com disfunção vasomotora ou sudomotora e mudanças tróficas posteriores".
• Hiperestesia, que é definida como "sensibilidade aumentada à estimulação, excluindo os sentidos".
• Neuralgia, que é definida como "dor na distribuição de um nervo ou nervos".
• Neurite, que é definida como "inflamação de um nervo ou nervos".
• Neuropatia, que é definida como "um distúrbio de função ou mudança patológica em um nervo: em mononeuropatia de um nervo, em mononeuropatia multiplex de vários nervos, se difusa ou bilateral, polineuropatia". Neuropatia pode estar associada com e.g. diabetes em cujo caso é chamada de neuropatia diabética.
• Hiperalgesia, que é definida como "uma resposta aumentada a um estímulo que é normalmente doloroso".
Hiperpatia, que é definida como "uma síndrome dolorosa caracterizada por uma reação anormalmente dolorosa a um estímulo, especialmente a um estímulo repetitivo, bem como um limite aumentado".
Os estímulos evocadores da dor neuropática podem ser mecânicos ou térmicos.
O perfil farmacológico único dos compostos da presente invenção torna-os adequados para o tratamento de outras doenças, que não estão diretamente relacionadas com dor crônica. Receptores de 5-HT2c estão localizados e.g. em neurônios dopaminérgicos onde ativação exerce uma influência inibitória tônica sobre a liberação de dopamina, e antagonistas de 5-HT2c efetuarão um aumento no nível de dopamina. Dados apresentados em exemplo 2E mostram que os compostos da presente invenção realizam, na realidade, um aumento dependente de dose nos níveis de dopamina extracelulares no cérebro. Baseando-se neste fundamento pode-se levantar a hipótese de que os antagonistas de 5-HT2c estão em particular bem adaptados para o tratamento de depressão que é refratária ao tratamento com inibidores da recaptação de serotonina seletivos [Psychopharmacol. Bull., 39, 147-166, 2006]. Esta hipótese encontra suporte em vários estudos clínicos mostrando que uma combinação de mirtazipina e SSRI é superior ao SSRI sozinho para o tratamento de pacientes deprimidos com uma resposta clínica inadequada (depressão resistente ao tratamento, TRD, ou depressão refratária) [Psychother. Psychosom., 75, 139-153, 2006]. Mirtazapina também é um antagonista de 5-HT2 e de 5-HT3, o que indica que os compostos exercendo inibição de recaptação de serotonina em combinação com antagonismo de 5- HT2 e 5-HT3, tais como compostos da presente invenção, são úteis para o tratamento de TRD, i.e. aumentarão a taxa de remissão para pacientes sofrendo de depressão resistente ao tratamento.
Dados apresentados em exemplo 2F e 2G mostram que os compostos da presente invenção acarretam um aumento no nível extracelular de acetilcolina no córtex pré-frontal e no hipocampo ventral. Há evidência clínica duradoura de que o aumento nos níveis de acetilcolina no cérebro é um modo de tratar mal de Alzheimer e enfraquecimento cognitivo em geral, cf. o uso de inibidores de acetilcolina esterase no tratamento de mal de Alzheimer. Baseando-se neste fundamento, acredita-se que os compostos da presente invenção são úteis no tratamento de mal de Alzheimer e enfraquecimento cognitivo, e também de distúrbios de humor, tais como depressão associada com mal de Alzheimer e enfraquecimento cognitivo.
Um segmento de pacientes deprimidos responderá ao tratamento com e.g. SSRI no sentido de que melhorarão sobre escalas de depressão clinicamente relevantes, tais como MADRD e HAMD, mas onde outros sintomas, tais como distúrbios de sono e enfraquecimento cognitivo permanecem. No presente contexto, estes pacientes são referidos como respondedores parciais. Devido aos efeitos discutidos acima sobre os níveis de acetilcolina, é esperado que os compostos da presente invenção sejam úteis no tratamento de enfraquecimento cognitivo em adição à depressão. Estudos clínicos têm mostrado que o composto prazosina, que é um antagonista de receptor adrenérgico a-1 reduz distúrbios de sono [Biol. Psychiatry, 61, 928- 934, 2007]. Além disso, também acredita-se que o antagonismo de 5-HT2a e 5- HT2c dos compostos da presente invenção tem um efeito sedativo, melhorador do sono [Neuropharmacol, 33, 467-471, 1994] o porquê os compostos da presente invenção são úteis para o tratamento de respondedores parciais, ou dito de outro modo que o tratamento de pacientes deprimidos com os compostos da presente invenção reduzirá a fração de respondedores parciais.
Distúrbio de hiperatividade com déficit de atenção (ADHD) é um dos distúrbios neurocomportamentais mais comuns. ADHD é caracterizado pela presença de uma tríade de enfraquecimentos comunicativos com comportamentos restringidos, repetitivos ou estereotipificados. ADHD normalmente começa na infância ou adolescência, mas sintomas podem continuar na idade adulta. Atomoxetina é correntemente o único não- estimulante aprovado pela FDA para o tratamento de ADHD [Drugs, 64, 205- 222, 2004]. Atomoxetina é um inibidor da recaptação de norepinefrina, e isto sugere que os compostos da presente invenção podem ser usados no tratamento de ADHD. Em adição, os compostos da presente invenção podem possuir um efeito sedativo devido ao receptor adrenérgico a-1 e ao antagonismo de 5HT2 discutido acima, que é benéfico no tratamento de ADHD.
Melancolia é um subtipo particular de depressão muitas vezes conectada à depressão severa; este tipo de depressão também é referido como depressão melancólica. Melancolia está associada com ansiedade, medo do futuro, insônia, e perda de apetite. Tem sido mostrado que compostos que inibem a recaptação de ambas serotonina e norepinefrina, tal como e.g. venlafaxina, são particularmente efetivos no tratamento de pacientes com depressão severa e melancolia [Depres. Ansiedade, 12, 50-54, 2000]. Como discutido acima, compostos exercendo antagonismo de 5-HT2C aumentam o nível de dopamina, conseqüentemente seria esperado que tais compostos sejam efetivos no tratamento de melancolia [Psychpharm. Bull., 39, 147-166, 2006]. Adicionalmente, é esperado que o receptor adrenérgico a-1 e antagonismo de 5-HT2 dos compostos da presente invenção ajudem a normalizar o sono, portanto os citados compostos são úteis no tratamento de melancolia.
FDA tem recentemente aprovado sertralina e paroxetina, dois SSRTs, para o tratamento de distúrbio de estresse pós-traumático (PTSD). Além disso, compostos possuindo atividade antagonística de 5-HT2A são úteis porque é esperado que sejam capazes para conterem agitação, insônia e suscetibilidade para explodir em pacientes PTSD [Curr opinion Invest. Drug, 4, 37-41, 2003]. Conseqüentemente, é esperado que os compostos da presente invenção sejam úteis no tratamento de PTSD.
Rubores quentes são um sintoma associado com a transição menopausal. Algumas mulheres podem sofrer disto em uma extensão onde isto interfere com o sono ou as atividades em geral, e onde tratamento é necessário. Terapia de reposição hormonal com estrogênio tem sido a prática estabelecida há décadas, contudo, preocupações recentes têm sido exprimidas sobre efeitos colaterais, tais como câncer de mama e eventos cardíacos. Testes clínicos com SSRI e SNRI têm mostrado que estes compostos possuem um efeito sobre rubores quentes, embora e menor do que o estrogênio [J.Am.Med.Ass., 295, 2057-2071, 2006]. Tratamento de rubores quentes com compostos inibidores da recaptação de serotonina e/ou de norepinefrina, e.g. compostos da presente invenção poderia, contudo, ser um tratamento alternativo para mulheres que não podem ou não aceitarão estrogênio.
Apnéia do sono ou síndrome obstrutiva de apnéia-hiponéia do sono ou respiração desordenada obstrutiva do sono é um distúrbio para o qual uma farmacoterapia efetiva permanece para ser identificada. Vários estudos em animais, contudo, sugerem que antagonistas de 5-HT3, e.g. compostos da presente invenção podem ser efetivos em uma intervenção terapêutica [Sleep, 21, 131-136, 1998; Sleep, 8, 871, 878, 2001],
Tem sido recentemente mostrado que o antagonista de 5-HT3 odansetron é efetivo no tratamento de ânsia e abuso de droga e álcool [Drug Alc.Depend., 84, 256-263, 2006; Pharmacol Therapeut., 111, 855-876, 2006]. Isto pareceria suportar a noção de que antagonistas de 5-HT3, e.g. compostos da presente invenção podem ser úteis no tratamento de ânsia, tal como ânsia por álcool, nicotina ou carboidrato; e abuso de droga e álcool.
Outros usos sugeridos de antagonistas de 5-HT3 incluem êmese, em particular êmese induzida por quimioterapia, distúrbios de alimentação, tal como bulimia, e síndrome do intestino irritável (IBS) [Exp. Opin. Ther. Targets, 11, 527-540, 2007].
É adicionalmente esperado que os compostos da presente invenção sendo dotados com um perfil farmacológico único sejam úteis no tratamento de distúrbios afetivos, depressão, distúrbio depressivo maior, depressão pós-parto, depressão associada com distúrbio bipolar, mal de Alzheimer, psicose ou mal de Parkinson, ansiedade, distúrbio de ansiedade geral, distúrbio de ansiedade social, distúrbio obsessivo compulsivo, distúrbio de pânico, ataques de pânico, fobia, fobia social, agorafobia e incontinência urinária de estresse.
Em uma modalidade, a invenção refere-se a um método de tratar dor crônica, depressão em respondedores parciais, depressão resistente ao tratamento, mal de Alzheimer, enfraquecimento cognitivo, ADHD, melancolia, PTSD, rubores quentes, apnéia do sono, ânsia de álcool, nicotina ou carboidrato, abuso de substância, abuso de álcool ou droga, êmese, distúrbios de alimentação, IBS, distúrbios afetivos, depressão, distúrbio depressivo maior, depressão pós-parto, depressão associada com distúrbio bipolar, mal de Alzheimer, psicose ou mal de Parkinson, ansiedade, distúrbio de ansiedade geral, distúrbio de ansiedade social, distúrbio obsessivo compulsivo, distúrbio de pânico, ataques de pânico, fobia, fobia social, agorafobia ou incontinência urinária de estresse, o método compreendendo administrar a um paciente em necessidade da mesma uma quantidade terapeuticamente efetiva de composto I. Em uma modalidade, citado paciente sendo tratado para qualquer uma das doenças listadas acima tem sido inicialmente diagnosticado com a citada doença.
Em uma modalidade, a invenção refere-se a um método para o tratamento de dor crônica, o método compreendendo administrar a um paciente em necessidade da mesma uma quantidade terapeuticamente efetiva de composto I. Em uma modalidade, citada dor crônica é selecionada de dor de membro fantasma, dor neuropática, neuropatia diabética, neuralgia pós- herpética (PHN), síndrome de túnel carpal (CTS), neuralgia de HIV, síndrome de dor regional complexa (CPRS), neuralgia trigeminal/neuralgia trigeminus/tique doloroso, intervenção cirúrgica (e.g. analgésicos pós- operatórios), vasculopatia diabética, resistência capilar ou sintomas diabéticos associados com insulite, dor associada com angina, dor associada com menstruação, dor associada com câncer, dor dental, dor de cabeça, enxaqueca, dor de cabeça do tipo tensão, neuralgia trigeminal, síndrome de articulação temporomandibular, lesão muscular de dor miofascial, síndrome de fibromialgia, dor de osso e articulação (osteoartrite), artrite reumatóide, artrite reumatóide e edema resultante de trauma associado com queimaduras, torceduras ou dor de osso fraturado devido à osteoartrite, osteoporose, metástase óssea ou razões desconhecidas, gota, fibrosite, dor miofascial, síndromes de saída torácica, dor dorsal superior ou dor dorsal inferior (na qual a dor dorsal resulta de doença da espinha dorsal (radiculopatia) primária, regional, ou sistemática, dor pélvica, dor no tórax cardíaca, dor no tórax não- cardíaca, dor associada à lesão na espinha dorsal (SCI), dor pós-derrame central, neuropatia de câncer, dor de AIDS, dor de célula falciforme ou dor geriátrica.
Em uma modalidade, citada dor crônica é dor neuropática.
Em uma modalidade, citada dor neuropática é selecionada de hiperpatia, hiperalgesia, neuropatia, neuropatia diabética, neurite, neuralgia, hiperestesia, causalgia, e alodínia.
Em uma modalidade, o composto da invenção é administrado em uma quantidade de cerca de 0,001 a cerca de 100 mg/kg de peso corporal por dia.
Uma dose oral típica está dentro da faixa de cerca de 0,001 a cerca de 100 mg/kg de peso corporal por dia, preferivelmente de cerca de 0,01 a cerca de 50 mg/kg de peso corporal por dia, administrada em uma ou mais doses tais como 1 a 3 dosagens. A dosagem exata dependerá da freqüência e do modo de administração, do sexo, da idade, do peso e da condição geral do indivíduo tratado, da natureza e da severidade da condição tratada e de quaisquer doenças concomitantes a serem tratadas e de outros fatores evidentes para aqueles pessoas experientes na arte.
Uma dosagem oral típica para adultos está dentro da faixa de 1-100 mg/dia de um composto da presente invenção, tal como 1-30 mg/dia, ou 5-25 mg/dia. Isto pode ser tipicamente alcançado pela administração de 0,1-50 mg, tal como 1-25 mg, tal como 1,5, 10, 15, 20 ou 25 mg do composto da presente invenção uma ou duas vezes ao dia.
Uma "quantidade terapeuticamente efetiva" de um composto como aqui usada significa uma quantidade suficiente para curar, aliviar ou parcialmente interromper as manifestações clínicas de uma dada doença e suas complicações em uma intervenção terapêutica compreendendo a administração de citado composto. Uma quantidade adequada para realizar isto é definida como "quantidade terapeuticamente efetiva". O termo também inclui quantidades suficientes para curar, aliviar ou parcialmente interromper as manifestações clínicas de uma dada doença e suas complicações em um tratamento compreendendo a administração de citado composto. Quantidades efetivas para cada propósito dependerão da severidade da doença ou da lesão bem como do peso e do estado geral do indivíduo. Será entendido que a determinação de uma dosagem apropriada pode ser alcançada usando experimentação rotineira, pela construção de uma matriz de valores e pelo teste de pontos diferentes na matriz, que está tudo dentro das capacidades ordinárias de um médico treinado.
Os termos "tratamento" e "tratar" como aqui usados significam o manejo e o cuidado de um paciente para o propósito de combater uma condição, tal como uma doença ou um distúrbio. O termo é intencionado para incluir o espectro completo de tratamentos para uma dada condição da qual o paciente está sofrendo, tal como administração do composto ativo para aliviar os sintomas ou as complicações, para retardar a progressão da doença, do distúrbio ou da condição, para aliviar ou minorar os sintomas e as complicações, e/ou para curar ou eliminar a doença, o distúrbio ou a condição bem como para prevenir a condição, no qual prevenção é para ser entendida como o manejo e o cuidado de um paciente para o propósito de combater a doença, a condição, ou o distúrbio e inclui a administração dos compostos ativos para prevenir o início dos sintomas ou as complicações. Contudo, tratamento profilático (preventivo) e terapêutico (curativo) são dois aspectos separados da invenção. O paciente a ser tratado é preferivelmente um mamífero, em particular um ser humano.
Em uma modalidade, a invenção refere-se ao uso da presente invenção na manufatura de um medicamento para o tratamento de dor crônica, depressão em respondedores parciais, depressão resistente ao tratamento, mal de Alzheimer, enfraquecimento cognitivo, ADHD, melancolia, PTSD, rubores quentes, apnéia do sono, ânsia de álcool, nicotina ou carboidrato, abuso de substância, abuso de álcool ou droga, êmese, distúrbios de alimentação, IBS, distúrbios afetivos, depressão, distúrbio depressivo maior, depressão pós-parto, depressão associada com distúrbio bipolar, mal de Alzheimer, psicose ou mal de Parkinson, ansiedade, distúrbio de ansiedade geral, distúrbio de ansiedade social, distúrbio obsessivo compulsivo, distúrbio de pânico, ataques de pânico, fobia, fobia social, agorafobia ou incontinência urinária de estresse.
Em uma modalidade, a invenção refere-se ao uso da presente invenção na manufatura de um medicamento para o tratamento de dor crônica, tal como dor neuropática.
Em uma modalidade, a invenção refere-se aos compostos da presente invenção para uso como um medicamento para o tratamento de dor crônica, depressão em respondedores parciais, depressão resistente ao tratamento, mal de Alzheimer, enfraquecimento cognitivo, ADHD, melancolia, PTSD, rubores quentes, apnéia do sono, ânsia de álcool, nicotina ou carboidrato, abuso de substância, abuso de álcool ou droga, êmese, distúrbios de alimentação, IBS, distúrbios afetivos, depressão, distúrbio depressivo maior, depressão pós-parto, depressão associada com distúrbio bipolar, mal de Alzheimer, psicose ou mal de Parkinson, ansiedade, distúrbio de ansiedade geral, distúrbio de ansiedade social, distúrbio obsessivo compulsivo, distúrbio de pânico, ataques de pânico, fobia, fobia social, agorafobia ou incontinência urinária de estresse.
Em uma modalidade, a invenção refere-se aos compostos da presente invenção para uso como um medicamento para o tratamento de dor crônica, tal como dor neuropática.
Os compostos da presente invenção podem ser administrados sozinhos como um composto puro ou em combinação com excipientes ou carreadores farmaceuticamente aceitáveis, em doses quer únicas quer múltiplas. As composições farmacêuticas de acordo com a invenção podem ser formuladas com diluentes ou carreadores farmaceuticamente aceitáveis bem como com quaisquer outros adjuvantes ou excipientes de acordo com técnicas convencionais tais como aquelas descritas em Remington: The Science and Practice of Pharmacy, 19a Edição, Gennaro, Ed., Mack Publishing Co., Easton, PA, 1995.
As composições farmacêuticas podem ser especificamente formuladas para administração por qualquer rota adequada tal como a rota oral, retal, nasal, pulmonar, tópica (incluindo bucal e sublingual), transdermal, intracisternal, intraperitoneal, vaginal e parenteral (incluindo subcutânea, intramuscular, intratecal, intravenosa e intradermal), a rota oral sendo preferida. Será apreciado que a rota preferida dependerá da condição geral e da idade do indivíduo a ser tratado, da natureza da condição a ser tratada e do ingrediente ativo escolhido.
Composições farmacêuticas para administração oral incluem formas de dosagem sólidas tais como cápsulas, tabletes, drágeas, pílulas, pastilhas, pós e grânulos. Onde apropriado, podem ser preparadas com revestimentos. Formas de dosagem líquidas para administração oral incluem soluções, emulsões, suspensões, xaropes e elixires.
Composições farmacêuticas para administração parenteral incluem soluções, dispersões, suspensões ou emulsões injetáveis aquosas ou não-aquosas estéreis bem como pós estéreis a serem reconstituídos em soluções ou dispersões injetáveis estéreis antes do uso.
Outras formas de administração adequadas incluem supositórios, borrifos, pomadas, cremes, geles, inalantes, emplastros dermais, implantes, etc.
Convenientemente, os compostos da invenção são administrados em uma forma de dosagem unitária contendo os citados compostos em uma quantidade de cerca de 0,1 a 50 mg, tal como 1 mg, 5 mg 10 mg, 15 mg, 20 mg ou 25 mg de um composto da presente invenção.
Para rotas parenterais tais como administração intravenosa, intratecal, intramuscular e similar, tipicamente as doses são da ordem de cerca de a metade da dose empregada para administração oral.
Para administração parenteral, soluções do composto da invenção em solução aquosa estéril, propileno-glicol aquoso, vitamina E aquosa, ou óleo de sésamo ou de amendoim podem ser empregadas. Tais soluções aquosas devem estar adequadamente tamponadas se necessário e o diluente líquido primeiro é tornado isotônico com glicose ou solução salina suficiente. As soluções aquosas são particularmente adequadas para administração intravenosa, intramuscular, subcutânea e intraperitoneal. Os meios aquosos estéreis empregados estão todos prontamente disponíveis por técnicas padrão conhecidas por aqueles pessoas experientes na arte.
Carreadores farmacêuticos adequados incluem cargas ou diluentes sólidos, solução aquosa estéril e vários solventes orgânicos. Exemplos de carreadores sólidos são lactose, terra alba, sacarose, ciclo- dextrina, talco, gelatina, ágar, pectina, acácia, estearato de magnésio, ácido esteárico e alquil-éteres inferiores de celulose. Exemplos carreadores líquidos são xarope, óleo de amendoim, azeite de oliva, fosfolipídeos, ácidos graxos, aminas de ácido graxo, polioxietileno e água. As composições farmacêuticas formadas pela combinação do composto da invenção e os carreador farmaceuticamente aceitável são então prontamente administradas em uma variedade de formas de dosagem adequadas para as rotas de administração descritas.
Formulações da presente invenção adequadas para administração oral podem ser apresentar como unidades discretas tais como cápsulas ou tabletes, cada um contendo uma quantidade predeterminada de ingrediente ativo, e que pode incluir um excipiente adequado. Ademais, as formulações oralmente disponíveis podem estar na forma de um pó ou de grânulos, uma solução ou suspensão em um líquido aquoso ou não-aquoso, ou uma emulsão de óleo-em-água ou de água-em-óleo.
Se um carreador sólido é usado para administração oral, a preparação pode ser tablete, e.g. adicionada dentro de uma cápsula de gelatina dura na forma de pó ou pelota ou na forma de uma pastilha ou um comprimido. A quantidade de carreador sólido pode variar mas normalmente será de cerca de 25 mg a cerca de 1 g.
Se um carreador líquido é usado, a preparação pode estar na forma de um xarope, uma emulsão, cápsula de gelatina mole ou líquido injetável estéril como uma solução ou suspensão líquida aquosa ou não- aquosa.
Tabletes podem ser preparados por misturação do ingrediente ativo com adjuvantes e/ou diluentes ordinários seguida pela compressão da mistura em uma máquina de preparação de tabletes convencional. Exemplos de adjuvantes ou diluentes compreendem: Amido de milho, amido de batata, talco, estearato de magnésio, gelatina, lactose, gomas, e semelhantes. Quaisquer outros adjuvantes ou aditivos normalmente usados para tais propósitos tais como colorantes, aromatizantes, conservantes etc. podem ser empregados desde que sejam compatíveis com os ingredientes ativos.
Cápsulas compreendendo um composto da presente invenção podem ser preparadas pela misturação de um pó compreendendo o citado composto com celulose microcristalina e estearato de magnésio e adição de citado pó dentro de uma cápsula de gelatina dura. Opcionalmente, a citada cápsula pode ser colorida por meio de um pigmento adequado. Tipicamente, cápsulas compreenderão 0,25-20% de um composto da presente invenção, tal como 0,5-1,0%, 3,0-4,0%, 14,0-16,0% de um composto da presente invenção. Estas concentrações podem ser usadas para convenientemente liberar 1,5, 10, 15, 20 e 25 mg de um composto da presente invenção em uma forma de dosagem unitária.
Soluções para injeções podem ser preparadas pela dissolução do ingrediente ativo e possíveis aditivos em uma parte do solvente para injeção, preferivelmente água estéril, ajuste da solução para o volume desejado, esterilização da solução e enchimento de frascos ou ampolas com a mesma. Qualquer aditivo adequado convencionalmente usado na arte pode ser adicionado, tal como agentes de tonicidade, conservantes, antioxidantes, etc.
Composto I pode ser preparado como descrito em WO 2003/029232. Sais de composto I podem ser preparados pela adição de um ácido apropriado seguido por precipitação. Precipitação pode ser realizada e.g. por esfriamento, remoção de solvente, adição de outro solvente ou uma sua mistura.
Todas as referências, incluindo publicações, pedidos de patente, e patentes, aqui citadas são por meio desta aqui incorporadas como referências e fossem mostradas aqui em sua totalidade (na extensão máxima permitida pela lei), independente de qualquer incorporação separadamente proporcionada de documentos particulares feita aqui alhures.
Os usos dos termos "um", "uma", "o" e "a" e referências similares no contexto da descrição da invenção são para serem entendidos para cobrirem ambos o singular e o plural, a não ser que seja indicado de outro modo ou claramente contradito pelo contexto. Por exemplo, a frase "o composto" é para ser entendida como se referindo a vários "compostos" da invenção ou aspecto particular descrito, a não ser que seja indicado de outra maneira.
A não ser que seja indicado de outro modo, todos os valores exatos aqui proporcionados são representativos dos valores aproximados correspondentes (e.g., todos os valores exemplares exatos proporcionados com respeito a um fator ou a uma medição particular podem ser considerados para também proporcionarem uma medição aproximada correspondente, modificada por "cerca de", onde apropriado).
A descrição aqui de qualquer aspecto ou aspecto da invenção usando os termos tais como "compreendendo", "possuindo","incluindo", ou "contendo" com referência a um elemento ou elementos, a não ser que enunciado de outro modo ou claramente contradito pelo contexto (e.g., uma composição aqui descrita como compreendendo um elemento particular deve ser entendida como também descrevendo uma composição consistindo daquele elemento, a não ser que enunciado ou claramente contradito pelo contexto).
Exemplos
Métodos analíticos
Difratogramas de raios-X em pó (XRPD) foram medidos em um Difratômetro de Raios-X PANalytical X1Pert PRO usando radiação CuKal. As amostras foram medidas no modo de reflexão na faixa-20 de 5-40° usando um detector X'celerator.
Composição elementar (CHN) foi medida em um instrumento Elementar Vario EL da Elementar. Cerca de 4 mg de amostra foram medidos para cada medição, e os resultados são dados como valores médios de duas medições.
Exemplo Ia Um sal HBr de composto I
Em 442 gramas de etil-éster de ácido 4-(2-p-Tolil-sulfanil-fenil)- piperidina-l-carboxílico agitado e ligeiramente aquecido (aprox. 45°C) como um óleo foram adicionados 545 ml de HBr 33% em peso em AcOH (5,7 M, 2,5 eqv.). Esta mistura dá uma exoterma de 10°C. Após adição final a mistura reacional é aquecida para 80°C e deixada por 18 horas. Uma amostra é retirada e analisada por HPLC e se reação não estiver completa mais HBr 33% em peso em AcOH tem que ser adicionado. Caso contrário a mistura é esfriada para 25°C fazendo precipitar o produto bromidrato de 4-(2-p-Tolil-sulfanil-fenil)- piperidina. Após uma hora a 25°C na suspensão espessa são adicionados 800 ml de dietil-éter. Agitação é continuada por outra hora antes de o produto ser isolado por filtração, lavado com 400 ml de dietil-éter e seco em vácuo a 40°C durante a noite. O bromidrato de composto I foi isolado como sólido branco.
Exemplo lb Sal HBr decomposto I
Brometo de 2-(4-tolil-sulfanil)-fenila
Em um reator agitado coberto com nitrogênio N-metil- pirrolidona, NMP (4,5L) foi submetida ao fluxo de nitrogênio por 20 minutos. 4-Metil-benzenotiol (900 g, 7,25 mol) foi adicionado e então 1,2-dibromo- benzeno (1709 g, 7,25 mol). Terc-butóxido de potássio (813 g, 7,25 mol) foi finalmente adicionado como o último reagente. A reação foi exotérmica dando uma elevação de temperatura da mistura reacional para 70°C. A mistura reacional foi então aquecida a 120°C por 2-3 horas. A mistura reacional foi esfriada para a temperatura ambiente. Acetato de etila (4L) foi adicionado e solução aquosa de cloreto de sódio (15%, 2,5L). A mistura foi agitada por 20 minutos. A fase aquosa foi separada e extraída com outra porção de acetato de etila (2L). A fase aquosa foi separada e as fases orgânicas foram combinadas e lavadas com solução de cloreto de sódio (15%, 2,5L). A fase orgânica foi separada, seca com sulfato de sódio em pressão reduzida para um óleo vermelho que contém 20 -30% de NMP. O óleo foi diluído para o dobro do volume com metanol e a mistura foi lentamente esfriada para a temperatura ambiente enquanto semeada. O produto cristaliza como cristais quase brancos, eles foram isolados por filtração e lavados com metanol e secos a 40°C em um forno a vácuo até peso constante.
4-Hidróxi-4-(2-(4-tolil-sulfanil)-fenil)-piperidin-1 -carboxilato de etila
Em um reator agitado sob cobertura de nitrogênio brometo de 2-(4-tolil-sulfanil)-fenila (600 g, 2,15 mol) foi suspenso em heptano (4,5 L). Na temperatura ambiente BuLi IOM em hexano (235 mL, 2,36mol) foi adicionado durante 10 minutos. Apenas uma exoterma pequena foi notada. A suspensão foi agitada por 1 hora na temperatura ambiente e então foi esfriada para -40°C. l-Carbetóxi-4-piperidona (368 g, 2,15 mol) dissolvida em THF (1,5L) foi adicionada em uma vazão não muito rápida de modo que a temperatura de reação fosse mantida a -40°C. Quando a reação alcançou a completitude, ela foi aquecida para 0°C e HCl IM (IL) foi adicionado mantendo a temperatura abaixo de 10°C. A fase aquosa ácida foi separada e extraída com acetato de etila (1L). As fases orgânicas foram combinadas e extraídas com solução de cloreto de sódio (15%, 1L). A fase orgânica foi seca sobre sulfato de sódio e evaporada para uma massa semi-cristalina. Foi transformada em lama com etil-éter (250 mL) e filtrada. Seca em um forno a vácuo a 40°C até peso constante.
4-(2-(4-Tolil-sulfanil)-fenil)-piperidin-1 -carboxilato de etila
Ácido trifluoroacético (2,8kg, 24,9mol) e trietil-silano (362 g, 3,1 mol) foram carregados em um reator com um agitador eficiente. 4- Hidróxi-4-(2-(4-tolil-sulfanil)-fenil)piperidin-l-carboxilato de etila (462 g, 1,24 mol) foi adicionado via um funil de pó em porções. A reação foi ligeiramente exotérmica. A temperatura subiu para 50°C. Após a finalização da adição a mistura reacional foi aquecida a 60°C por 18 horas. A mistura reacional foi esfriada para a temperatura ambiente. Tolueno (750 mL) e água (750 mL) foram adicionados. A fase orgânica foi isolada e a fase aquosa foi extraída com outra porção de tolueno (750 mL). As fases orgânicas foram combinadas e lavadas com solução de cloreto de sódio (15%, 500 mL) e secas sobre sulfato de sódio. O sulfato de sódio foi filtrado, o filtrado foi evaporado em pressão reduzida para um óleo vermelho que foi processado adicionalmente na etapa seguinte.
Bromidreto de 4-(2-(4-tolil-sulfanil)-fenil)-piperidina
O 4-(2-(4-tolil-sulfanil)-fenil)-piperidin-l-carboxilato de etila bruto como um óleo vermelho do exemplo 3 foi misturado em um reator agitado com ácido bromídrico em ácido acético (40%, 545 mL, 3,11 mol). A mistura foi aquecida a 80°C por 18 horas. A mistura reacional foi esfriada para a temperatura ambiente. Durante esfriamento o produto cristaliza. Após 1 hora na temperatura ambiente etil-éter (800 mL) foi adicionado na mistura reacional, e a mistura foi agitada por outra hora. O produto foi filtrado, lavado com etil-éter e seco em um forno a vácuo a 50°C até peso constante.
Exemplo 1 c Recristalização do sal de HBr de composto I
Uma mistura de 10,0 gramas do sal de HBr de composto I, e.g. preparado como acima, foi aquecida para refluxar em 100 ml de H2O. A mistura se tornou transparente e foi totalmente dissolvida a 80-90°C. Na solução transparente foi adicionado 1 grama de carvão e refluxo foi continuado por 15 minutos antes de ser filtrada e deixada esfriar espontaneamente para a temperatura ambiente.
Durante o esfriamento ocorre precipitação de sólido branco e a suspensão foi agitada por 1 hora na temperatura ambiente. Filtração e secagem em vácuo a 40°C durante a noite produziu 6,9 gramas (69 %) de sal de adição de ácido HBr de composto I. Veja Figura 1 para XRPD. Análise elementar: 3,92%N, 59,36%C, 6,16%H (teoria: 3,85%N, 59,34%C, 6,09%H)
Exemplo Id Preparação de soluções de estoque de base livre
Em uma mistura de 500 ml acetato de etila e 200 ml de H2O foram adicionados 50 gramas do sal de HBr de composto I produzindo uma lama de duas fases. Nesta lama foram adicionados aproximadamente 25 ml de NaOH conc. que causou formação de uma solução transparente de duas fases (pH medido foi de 13-14). A solução foi agitada por 15 minutos e a fase orgânica foi separada. A fase orgânica foi lavada com 200 ml de H2O, seca sobre Na2SO4, filtrada e evaporada em vácuo a 60°C produzindo a base livre em rendimento de 38 gramas (99%) como um óleo quase incolor.
Dissolução de 10 gramas do óleo e ajuste do volume para 150 ml usando acetato de etila produziu uma solução de estoque 0,235 M em acetato de etila da qual foram usadas alíquotas de 1,5 ml (100 mg de base livre).
Dissolução de 10 gramas do óleo e ajuste do volume para 100 ml usando EtOH 96% vol produziu uma solução de estoque 0,353 M em EtOH da qual foram usadas alíquotas de 1,0 ml (100 mg de base livre).
Exemplo 1 e Formação de sais usando soluções de estoque da base livre
As alíquotas dadas foram adicionadas em tubos de ensaio e enquanto agitadas a quantidade apropriada de ácido foi adicionada como indicado em Tabela 1. Se o ácido era um líquido ele foi adicionado puro caso contrário foi dissolvido no dado solvente antes da adição. Após misturação e precipitação agitação foi continuada durante a noite e o precipitado coletado por filtração. Antes da secagem em vácuo a 30°C uma amostra de referência pequena foi retirada e seca na temperatura ambiente sem vácuo. Este procedimento foi incluído com o propósito de testar os solvatos. Alguns resultados são apresentados em Tabela 1. Difratogramas de XRPD são mostrados em Figuras 1 -22, e posições de pico selecionadas são tabuladas em Tabela 2. Tabela 3 mostra as solubilidades dos compostos da presente invenção em água juntamente com pH na solução saturada resultante. A coluna "Precipitado" mostra se o precipitado isolado após a determinação de solubilidade é idêntico ao composto dissolvido, o que é indicativo da formação de hidratos.
Tabela 1
<table>table see original document page 31</column></row><table>
Tabela 2: posições de pico de raios-X selecionadas (°2Θ), 2:1 significa 2 bases para 1 ácido. Todos os valores ±0,1°
<table>table see original document page 31</column></row><table> <table>table see original document page 32</column></row><table>
Tabela 3
<table>table see original document page 32</column></row><table> Exemplo 2A Inibição da recaptação de serotonina (5-HT) e de norepinefrina (NE)
Alíquotas de composto de teste e preparação de sinaptossomo cortical de rato foram preparadas por 10 min/37°C, e então adicionados [3H]NE ou [3H]5-HT (concentração final 10 nM). Captação não-específica foi determinada na presença de talsupram ou citalopram 10μΜ e a captação total foi determinada na presença de tampão. Alíquotas foram incubadas por 15 minutos a 37°C. Após a incubação [3H]NE ou [3H]5-HT capturada pelos sinaptossomos foi separada por filtração através de Unifilter GF/C, pré- embebido em PEI 0,1% por 30 minutos, usando um programa Tomtec Cell Harvester. Filtros foram lavados e contados em um contador Wallac MicroBeta.
Em NET compostos da presente invenção exibem um valor de IC50 de 23 nM. Em SERT compostos da presente invenção exibem um valor de IC50 de 8 nM.
Exemplo 2B Antagonismo de 5-HT2a
Compostos da presente invenção foram testados para afinidades por receptores de serotonina e foi verificado que exibem um perfil antagonístico com afinidade em receptores de 5-HT2a (Ki 54 nM). A afinidade é calculada de Y = 100/(1 + 10(X-logIC50) onde Y denota ligação % e X denota a concentração de composto. 5 Concentrações de composto (1, 10, 30, 100, 1.000 nM) foram usadas para calcular o valor de IC50- Ki foi calculado da equação de Cheng-Prusoff Ki = (IC50/(1+ ([L]/Kd)). Afinidade foi determinada em número de catálogo de MDL Pharmaservices de 271650.
Em células de mamífero expressando receptores de 5-HT2a de humano compostos da presente invenção exibem propriedades antagonísticas competitivas. Os compostos se ligam em receptores de 5-HT2a com uma Ki de < 100 nM e em um ensaio funcional os compostos antagonizam liberação de Ca2+ evocada por 5-HT de depósitos intracelulares com uma Kb de 67 nM. Uma análise de Schild revelou antagonismo com uma Kb de 100 nM.
O experimento foi realizado como segue. 2 ou 3 Dias antes do experimento células CHO expressando 250 fmol/mg de receptores de 5-HT2a de humano são plaqueadas em uma densidade suficiente para dar uma monocamada confluente no dia do experimento. As células são carregadas com corante (kit-Ca2+ de Molecular Devices) por 60 minutos a 37°C em uma incubadora de CO2 5% em umidade de 95%. Fluorescência basal foi monitorada em uma leitora de placa de imagem fluorométrica ou FLIPR de Molecular Devices (Sunnyvale, CA) com um comprimento de onda de excitação de 488 nm e uma faixa de emissão de 500 a 560 nm. Intensidade de laser foi ajustada para um nível adequado para obter valores basais de aproximadamente 8.000-10.000 unidades de fluorescência. A variação em fluorescência basal deve ser menor do que 10%. Valores de EC50 são avaliados usando concentrações crescentes de composto de teste cobrindo pelo menos 3 décadas. Valores de pA2 são avaliados desafiando curvas de resposta-dose total de 5-HT com quatro concentrações diferentes de composto (150, 400 1500 e 4000 nM). Valores de Kb também foram avaliados desafiando 2 décadas de concentrações de substâncias de teste com EC85 de 5- HT. Substâncias de teste são adicionadas nas células 5 minutos antes de 5-HT. Valores de Ki são calculados usando equação de Cheng-Prusoff.
Exemplo 2C Antagonismo de receptor de 5-HT3A
Em oócitos expressando receptores de 5-HT3A homoméricos de humano 5-HT ativa correntes com uma EC50 de 2.600 nM. Esta corrente pode ser antagonizada com antagonistas clássicos de 5-HT3 tal como ondansetron. Ondansetron exibe um valor de Ki abaixo de 1 nM neste sistema. Compostos da presente invenção exibem antagonismo potente em concentrações baixas (0,1 nM - 100 nM) (IC50 ~ 10 nM/ Kb ~ 2 nM) e propriedades agonísticas quando aplicados em concentrações mais altas (100 - 100.000 nM) (EC50 ~ 2.600 nM) alcançando uma corrente máxima de aproximadamente 70-80% da corrente máxima induzida pela própria 5-HT. Em oócitos expressando receptores de 5-HT3A homoméricos de rato 5-HT ativa correntes com uma EC50 de 3,3 μΜ. Os experimentos foram realizados como segue. Oócitos foram cirurgicamente removidos de Xenepus laevis fêmea madura anestesiada em MS-222 0,4% por 10-15 min. Os oócitos foram então digeridos na temperatura ambiente por 2-3 horas com 0,5 mg/ml de colagenase (tipo IA Sigma-Aldrich) em tampão OR2 (NaCl 82,5 mN, KCl 2,0 mM, MgCl2 1,0 mM e HEPES 5,0 mM, pH 7,6). Oócitos escapados da camada de folículo foram selecionados e incubados por 24 horas em tampão Salino de Barth Modificado [NaCl 88 mM, KCl 1 mM, HEPES 15 mM, NaHCO3 2,4 mM, CaCl2 0,41 mM, MgSO4 0,82 mM, Ca(NO3)2 0,3 mM] suplementado com piruvato de sódio 2 mM, penicilina 0,1 U/l e estreptomicina 0,1 μl. Oócitos no estágio IV-IV foram identificados e injetados com 12-48 nl de água livre de nuclease contendo 14 - 50 pg de cRNA codificador de receptores de 5-HT3A de humano e incubados a 18°C até serem usados para leituras eletrofisiológicas (1-7 dias após injeção). Oócitos com expressão de receptores de 5-HT3 de humano foram deixados em um banho de 1 ml e perfundidos com tampão de Ringer (NaCl 115 mM, KCl 2,5 mM, HEPES 10 mM, CaCl2 1,8 mM, MgCl2 0,1 mM, pH 7,5). Células foram empaladas com ágar ligado em eletrodos de 0,5-1 ΜΩ contendo KCl 3 M e clampadas em voltagem a -90 mV por um amplificador GeneClamp 500B. Os oócitos foram continuamente perfundidos com tampão de Ringer e as drogas foram aplicadas no perfundido. Soluções de agonista de 5-HT foram aplicadas por 10 - 30 s. As potências de antagonistas de receptor de 5-HT3 foram examinados por medição de resposta à concentração contra estimulação de 5-HT de 10 μΜ.
Exemplo 2DAntagonismo de receptor α1A
Compostos da presente invenção foram testados para afinidades para o receptor α1A e foi verificado que exibem um perfil antagonístico com afinidade média para receptores aiA (Ki = 34 nM).
No dia dos experimentos membranas (veja abaixo para descrição de preparação de membrana) são descongeladas e homogeneizadas usando um ultra turrax e diluídas para a concentração desejada (5 μg/cavidade ~ 5 μg/900 μl, armazenar sobre gelo até o uso).
O experimento é iniciado por misturação de 50 μl de composto de teste, 50 μl de [3H]-Prazosin e 900 μl de membranas, e a mistura é incubada por 20 minutos a 25°C. Ligação não-específica é determinada na presença de WB-4101 10μΜ e a ligação total é determinada na presença de tampão. Após a incubação, ligante ligado é separado de desligado por filtração através de Unifilter GF/B, pré-embebido em PEI 0,1% por 30 minutos, usando um programa Tomtec Cell Harvester (D4,2.,4). 96 cavidades. Filtros são lavados 3 com 1 ml de tampão gelado, secos a 50°C e 35μ1 líquido de cintilação/cavidade são adicionados nos filtros. Radioatividade ligada é contada em um Wallac OY 1450 MicroBeta. A afinidade é calculada de Y = 100/(1+ io(x-logIC50) onde Y denota ligação % e X denota a concentração de composto. Concentrações de composto cobrindo 2 décadas foram usadas para calcular o valor de IC50. Ki foi calculado da equação de Cheng-Prusoff Ki = (IC50/(1+ ([L]/Kd)).
Em um ensaio funcional compostos da presente invenção antagoniza liberação de Ca2+ de estoques celulares evocada por adrenalina e um ensaio funcional revelou que os compostos foram antagonistas.
Estes experimentos foram realizados essencialmente como descrito abaixo.
As células foram cultivadas em meio DMEM suplementado com BCS 10%, L-glutamina 4 mM (ou 2 mM no caso de COS-7), e 100 unidades/ml de penicilina mais 100 μg/ml de estreptomicina, a 37°C, em CO2 5%.
Vinte e quatro horas antes do ensaio, células CHO expressando receptores alfa1A_7 foram semeadas em placas de microtítulo de parede preta de 384 cavidades revestidas com poli-D-lisina. Meio de cultura foi aspirado e as células foram carregadas com corante com Fluo-4 1,5 μΜ em tampão de ensaio composto de Solução de Sal Balanceada de Hank (NaCl 138 mM, KCl 5 mM, CaCl2 1,3 mM, MgCl2 0,5 mM, MgSO4 0,4 mM, KH2PO4 0,3 mM, Na2HPO4 0,3 mM, glicose 5,6 mM) mais HEPES 20 mM pH 7,4, BSA 0,05% e probenicida (2,5 mM 50 μl/cavidade) por 1 hora em CO2 5% a 37°C. Após excesso de corante ser descartado, as células foram lavadas em tampão de ensaio e dispostas em camadas com um volume final igual a 45 μΐ/cavidade (ou 30 μl/cavidade para ensaio de antagonista). No caso de avaliação de antagonista, antagonista ou veículo foi adicionado neste ponto como uma alíquota de 15 μl em tampão contendo DMSO 4% a 4x a concentração final (DMSO final = 1%), seguido por uma incubação de 20 min. Fluorescência basal foi monitorada em uma leitora de placa fluorométrica ou FLIPR™ de Molecular Devices (Sunnyvale, CA) com um comprimento de onda de excitação de 488 nm e uma faixa de emissão de 500 a 560 nm. Energia de excitação de laser foi ajustada de modo que as leituras de fluorescência basal fossem aproximadamente 8.000 unidades fluorescentes relativas (RFU). Células foram então estimuladas na temperatura ambiente com agonistas diluídos em tampão de ensaio (15 μl), e RFU foram medidas em intervalos de 1,5 segundos durante um período de 2,5 min. Mudança máxima em fluorescência foi calculada para cada cavidade. Curvas de concentração-resposta derivadas da mudança máxima em fluorescência foram analisadas por regressão não-linear (equação de Hill). Para determinações antagonísticas, após 20 min de incubação de composto (como acima), concentrações fixadas de agonista padrão serotonina foram adicionadas.
Exemplo 2E Aumento em dopamina
Uma injeção única de compostos da presente invenção dependentemente da dose aumentou os níveis de DA extracelular em córtex frontal de rato. O composto da presente invenção a 8,9mg/kg e 18 mg/kg s.c., aumentou os níveis de DA em aproximadamente 100% e 150%, respectivamente, acima dos níveis de linha base como mostrado na Figura 23. Quantidades são calculadas como a base livre.
Método.
Ratos machos Sprague-Dawley, inicialmente pesando 275-300 g, foram usados. Os animais foram alojados sob um ciclo de luz/escuro de 12 h sob condições controladas para temperatura interna regular (21±2°C) e umidade (55±5%) com alimento e água de torneira disponíveis ad libitum. Para os experimentos de tratamento de três dias minibombas osmóticas (Alzet, 2ML1) foram utilizadas. As bombas foram cheias sob condições assépticas e implantadas subcutaneamente sob anestesia de sevoflurance. Os experimentos foram realizados com minibombas a bordo. Amostras de sangue para medição de níveis plásmicos do composto de teste após 3 dias de tratamento foram coletadas no final dos experimentos.
Experimentos de cirurgia e de microdiálise.
Animais foram anestesiados com hipnorm/dormicum (2 ml/kg) e cânulas guia intracerebrais (CMA/12) foram esterotaxicamente implantadas no hipocampo, posicionando a ponta da sonda de diálise no hipocampo ventral (coordenadas: 5,6 mm anterior ao bregma, lateral -5,0 mm, 7,0 mm ventral à dura mater ou no córtex frontal (coordenadas: 3,2 mm anterior ao bregma; lateral, 3,0 mm; 4,0 mm ventral à dura mater). Parafusos de ancoragem e cimento acrílico foram usados para fixação de cânulas guia. A temperatura corporal dos animais foi monitorada por sonda retal e mantida em 37°C. Os ratos foram permitidos se recuperarem da cirurgia por 2 dias, alojados individualmente em gaiolas. No dia do experimento uma sonda de microdiálise (CMA/12, 0,5 mm de diâmetro, 3 mm de comprimento) foi inserida através da cânula guia. As sondas foram conectadas via um girador de canal dual em uma bomba de micro-injeção. Perfusão da sonda de microdiálise com solução de Ringer filtrada (NaCl 145 mm, KCl 3 mM, MgCl2 1 mM, CaCl2 1,2 mM) iniciou imediatamente antes da inserção da sonda no cérebro e continuou durante o experimento em uma vazão de fluxo constante de 1 (1,3) μL/min. Após 180 min de estabilização, os experimentos foram iniciados. Dialisados foram coletados a cada 20 (30) min.
Após os experimentos os ratos foram mortos por decapitação, seus cérebros foram removidos, congelados e fatiados para verificação de colocação de sonda.
Análise de dialisados.
Concentração de dopamina nos dialisados foi analisada por meio de HPLC com detecção eletroquímica. As monoaminas foram separadas por cromatografia líquida em fase reversa (ODS 150 mm χ 3 mm, 3 μm). Dopamina: fase móvel consistindo de NaH2PO4 90 mM, citrato de sódio 50 mM, 1-octano-sulfonato de sódio 367 mg/l, EDTA 50 μΜ e acetonitrila 8% (pH 4,0) em uma vazão de fluxo de 0,5 ml/min. Detecção eletroquímica foi realizada usando um detector coulométrico; potencial ajustado a 250 mV (célula guarda a 350 mV) (Coulochem II, ESA).
Exemplo 2F Aumento em acetilcolina
O experimento foi planejado para avaliar os efeitos de compostos da presente invenção sobre níveis extracelulares de acetilcolina no córtex pré-frontal de ratos se movimentando livremente.
Ratos machos Wistar (280-350 g; Harlan, Zeist, Países- Baixos) foram usados para os experimentos. Ratos foram inicialmente alojados em gaiolas plásticas (30 cm χ 30 cm χ 40 cm) e tiveram acesso ad libitum a alimento e água.
Ratos foram anestesiados usando isoflurano (2%, 400 mL/min de N2O, 400 ml/min de O2). Lidocaína (10% m/v) foi utilizada para anestesia local. Cada animal foi posicionado em uma armação esterotáxica (Kopf Instruments, USA), e sondas na forma de I preparadas em casa (membrana Hospal AN 69, 4 mm de superfície exposta) foram inseridas no córtex pré- frontal mediai (mPFC) usando o atlas de cérebro de rato de Paxinos e Watson (1982). Coordenadas para a ponta da sonda foram mPFC [AP = 3,4 mm, L = - 0,8 mm, V = 5,0 mm].A sonda foi então fixada no crânio com cimento dental e um parafuso. Flunixina (1 mg/kg s.c.) foi administrada como analgésico pós-operatório.
Experimentos foram realizados 24-48 horas após cirurgia. No dia do experimento, ratos foram conectados com tubulação flexível PEEK nas bombas de microperfusão (CMA 102), e as sondas de diálise foram perfundidas com um tampão de Ringer contendo NaCl 147 mM, KCl 3,0 mM, CaCl2 1,2 mM, e MgCl2 1,2 mM, em uma vazão de fluxo de 1,5 μL/min. Amostras de microdiálise foram coletadas em intervalos de 30 min para dentro de minifrascos contendo 55 μL de ácido fórmico 0,02 M para determinação de acetilcolina. Amostras foram coletadas por um coletor de fração automático (CMA 142), e armazenadas a -80°C até serem analisadas. Após completitude dos experimentos os ratos foram motos. Os cérebros foram removidos e curados em solução de paraformaldeído (4% m/v). O posicionamento de cada sonda foi verificado histologicamente de acordo com Paxinos e Watson (1982), pela realização de seções coronais do cérebro.
O composto de teste foi dissolvido em 2-OH-propil-beta-ciclo- dextrina 10% e administração ocorreu por injeções subcutâneas de 5 mL/kg volumes em doses diferentes.
Concentrações de acetilcolina foram determinadas por HPLC com detecção por espectrometria de massa em tandem (MS/MS).
Alíquotas (25 μΕ) foram injetadas na coluna de HPLC por um injetor de amostra automático (PerkinElmer Instruments, série 200). Separação cromatográfica foi realizada em uma coluna analítica de fase reversa de 150 mm χ 2,00 mm (4 μm) (Phenomenex Synergy MAX-RP, Bester) protegida por uma coluna guarda de 4 mm χ 2,0 mm (Phenomenex Synergy MAX-RP AJO-6073, Bester), ambas mantidas em uma temperatura de 30° C. A fase móvel (isocrática) consistiu de água ultrapurificada (UP), acetonitrila (ACN), e ácido trifluoroacético (TFA) (UP:ACN:TFA = 95,0:0,5:0,1 v/v/v%). Fase móvel foi corrida através do sistema em uma vazão de fluxo de 0,300 mL/min por uma bomba de HPLC (PerkinElmer Instruments, microbomba de série 200).
As análises por LC/MS foram realizadas usando um sistema API 4000 MS/MS consistindo de um detector API 4000 MS/MS e uma interfase Turbo Ion Spray (ambos de Applied Biosystems, Países-Baixos). As aquisições foram realizadas no modo de ionização positiva, com voltagem de pulverização de elétrons ajustada em 5,5 kV, a pressão de gás nebulizador em 345 kPa (relativa) (em uma escala SCIEX de 0-90) com uma temperatura de sonda de 600°C. O instrumento foi operado no modo de monitoração de múltiplas reações (MRM) para detecção de acetilcolina (precursor 146,1 Da, produto 86,8 Da). A energia de colisão foi 21,0 eV, e a pressão do gás de colisão (nitrogênio) foi mantida em 7 (em uma escala SCIEX de 0-12). Dados foram calibrados e quantificados usando o sistema de dados Analysttm (Applied Biosystem, versão 1.2).
Duas amostras consecutivas de microdiálise com variação menor do que 50% foram tomadas como níveis de linha base e ajustadas em 100%. Mudanças em concentração de acetilcolina foram expressadas como percentagem de linha base dentro do mesmo objeto.
Os dados são mostrados em Figura 24
Exemplo 2G Aumento em acetilcolina
O experimento foi planejado para avaliar os efeitos de compostos da presente invenção sobre níveis extracelulares de acetilcolina no córtex pré-frontal e no hipocampo ventral de ratos de movendo livremente.
Ratos machos Sprague-Dawley, inicialmente pesando 275-300 g, foram usados. Os animais foram alojados sob um ciclo de luz/escuro de 12 horas sob condições controladas para temperatura interna regular (21±2°C) e umidade (55±5%) com alimento e água de torneira disponíveis ad libitum. Experimentos de cirurgia e de microdiálise
Animais foram anestesiados com hipnorm/dormicum (2 ml/kg) e cânulas guia intracerebrais (CMA/12) foram esterotaxicamente implantadas no hipocampo, almejando o posicionamento da ponta da sonda de diálise no hipocampo ventral (coordenadas: 5,6 mm anterior ao bregma, lateral -5,0 mm, 7,0 mm ventral à dura mater ou no córtex frontal (coordenadas: 3,2 mm anterior ao bregma; lateral, 0,8 mm; 4,0 mm ventral à dura mater). Parafusos de ancoragem e cimento acrílico foram usados para fixação de cânulas guia. A temperatura corporal dos animais foi monitorada por sonda retal e mantida em 37°C. Os ratos foram permitidos se recuperarem da cirurgia por 2 dias, alojados individualmente em gaiolas. No dia do experimento uma sonda de microdiálise (CMA/12, 0,5 mm de diâmetro, 3 mm de comprimento) foi inserida através da cânula guia.
As sondas foram conectadas via um girador de canal dual em uma bomba de micro-injeção. Perfusão da sonda de microdiálise com solução de Ringer filtrada (NaCl 145 mm, KCl 3 mM, MgCl2 1 mM, CaCl2 1,2 mM contendo neostigmina 0,5 μΜ) foi iniciada imediatamente antes da inserção da sonda no cérebro e continuada durante o experimento em uma vazão de fluxo constante de 1 μl/μm. Após 180 min de estabilização, os experimentos foram iniciados. Dialisados foram coletados a cada 20 min. Após os experimentos os ratos foram mortos por decapitação, seus cérebros foram removidos, congelados e fatiados para verificação de colocação de sonda. Análise de acetilcolina em dialisado
Concentração de acetilcolina (ACh) nos dialisados foi analisada por meio de HPLC com detecção eletroquímica usando uma fase móvel consistindo de hidrogeno-fosfato de dissódio 100 mM, ácido octano- sulfônico 2,0 mM, cloreto de tetrametil-amônio 0,5 mM e MB (ESA) 0,005%, pH 8,0. Um reator de enzima de pré-coluna (ESA) contendo colina oxidase imobilizada eliminou colina da amostra injetada (10 μl) antes da separação de ACh na coluna analítica (ESA ACH-250); vazão de fluxo de 0,35 ml/min, temperatura: 35°C. Após a coluna analítica a amostra passou através de um reator de fase sólida de pós-coluna (ESA) contendo acetilcolina esterase e colina oxidase imobilizadas. O último reator converteu ACh em colina e subseqüentemente colina em betaína e H2O2. A última foi detectada eletroquimicamente pelo uso de um eletrodo de platina (Analytical cell: ESA, modelo 5040).
Apresentação de dados
Em experimentos de injeção única o valor médio de 3 amostras consecutivas de ACh imediatamente precedendo a administração de composto serviu como o nível basal para cada experimento e dados foram convertidos para percentagem de basal (valores de pré-injeção basais médios normalizados para 100%). Os dados são apresentados em Figuras 25a e 25b.
Os dados apresentados em Figura 24 mostram quedas surpreendentes nos níveis de acetilcolina (veja e.g. 8 mg/kg) que são difíceis de explicar e que são atribuídos à incerteza experimental. Em geral, ambos os conjuntos de dados de exemplos 2F e 2G mostram o mesmo, i.e. um aumento dependente de dose nos níveis de acetilcolina extracelular no cérebro. E esperado que esta descoberta pré-clínica seja traduzida em uma melhoria em cognição em um ambiente clínico útil e.g. no tratamento de doenças caracterizadas por um enfraquecimento cognitivo, tal como e.g. pacientes com Alzheimer, respondedores parciais, enfraquecimento cognitivo etc.
Exemplo 3 Efeito sobre dor neuropática
Para demonstrar uma eficácia contra dor neuropática, o composto da presente invenção foi testado no modelo de formalina de dor neuropática [Neuropharm., 48, 252-263, 2005; Pain, 51, 5-17, 1992]. Neste modelo, camundongos recebem uma injeção de formalina (4,5%, 20 μl) na superfície plantar da pata traseira esquerda e depois são posicionados em béqueres de vidro individuais (capacidade de 2 L) para observação. A irritação causada pela injeção de formalina gera uma resposta comportamental bifásica característica, conforme quantificada pela quantidade de tempo consumido lambendo a para lesionada. A primeira fase (-0-10 minutos) representa irritação química direta e nocicepção, enquanto que a segunda (20- 30 minutos) é considerada em representar dor de origem neuropática. As duas fases são separadas por um período quiescente no qual o comportamento retorna para normal. Medição da quantidade de tempo consumida lambendo a pata lesionada nas duas fases avalia a efetividade dos compostos de teste em reduzir os estímulos dolorosos.
Oito camundongos C57/B6 (ca. 25g) foram testados por grupo. Tabela 4 abaixo mostra a quantidade de tempo consumida lambendo a pata lesionada nas duas fases, i.e. 0-5 minutos e 20-30 minutos após injeção de formalina. A quantidade de composto administrada é calculada como a base livre.
Tabela 4
<table>table see original document page 44</column></row><table>
Os dados em Tabela 4 mostram que o composto da presente invenção tem pouco efeito na primeira fase representando irritação química direta e nocicepção. Mais notavelmente, os dados também mostram um decréscimo claro e dependente de dose no tempo consumido lambendo as patas na segunda fase indicando um efeito do composto da presente invenção no tratamento de dor neuropática.
Exemplo 4 Cápsulas
Bromidrato de 4-[2-(4-metil-fenil-sulfanil)-fenil]-piperidina foi misturado com celulose microcristalina em uma primeira etapa. Em uma segunda etapa estearato de magnésio foi misturado. Cápsulas com quatro concentrações foram preparadas - o ingrediente ativo é enunciado como a base livre.
<table>table see original document page 45</column></row><table>
10.000 Cápsulas foram preparadas de cada batelada.
Claims (32)
1. Composto e sais farmaceuticamente aceitáveis do mesmo, caracterizado pelo fato de ser composto I que é 4-[2-(4-metil-fenil-sulfanil)- fenil]-piperidina <formula>formula see original document page 46</formula> em uma forma cristalina desde que o citado composto não seja sal de adição de cloridrato de 4-[2-(4-metil-fenil-sulfanil)-fenil]-piperidina.
2. Composto de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de ser o sal de HBr.
3. Composto de acordo com a reivindicação 2, caracterizado pelos picos em um XRPD a aproximadamente 6,08, 14,81, 19,26 e 25,38°2Θ.
4. Composto de acordo com a reivindicação 2, caracterizado por um XRPD como mostrado na Figura 1.
5. Composto de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de ser o sal de adição de ácido DL-lático.
6. Composto de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelos picos em um XRPD a aproximadamente 5,30, 8,18, 9,44 e 17,24°2Θ.
7. Composto de acordo com a reivindicação 5, caracterizado por um XRPD como mostrado na Figura 4.
8. Composto de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de ser o sal de adição de ácido glutárico (1:1).
9. Composto de acordo com a reivindicação 8, caracterizado pelos picos em um XRPD a aproximadamente 9,39, 11,70, 14,05 e 14,58° 2Θ.
10. Composto de acordo com a reivindicação 8, caracterizado por um XRPD como mostrado na Figura 8.
11. Composto de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de ser o sal de adição de ácido malônico (1:1).
12. Composto de acordo com a reivindicação 11, caracterizado pelos picos em um XRPD a 10,77°, 16,70°, 19,93° e 24,01°2Θ, ou a 6,08°, - 10,11°, 18,25° e 20,26° 2Θ.
13. Composto de acordo com a reivindicação 11, caracterizado por um XRPD como mostrado na Figura 9 ou 10.
14. Composto de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de ser o sal de adição de ácido L-aspártico (1:1) ou o hidrato de sal de adição de ácido L-aspártico (1:1).
15. Composto de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de ser o sal de adição de ácido glutâmico (1:1) ou o mono-hidrato de sal de adição de ácido glutâmico.
16. Composto de acordo com qualquer uma das reivindicações - 1 a 15, caracterizado pelo fato de ser para uso em terapia.
17. Composição farmacêutica, caracterizada pelo fato de compreender o composto como definido em qualquer uma das reivindicações - 1 a 15 junto com um excipiente farmaceuticamente aceitável.
18. Método de tratamento de uma doença selecionada de dor crônica, depressão em respondedores parciais, depressão resistente ao tratamento, mal de Alzheimer, enfraquecimento cognitivo, ADHD, melancolia, PTSD, rubores quentes, apnéia do sono, ânsia de álcool, nicotina ou carboidrato, abuso de substância, abuso de álcool ou droga, êmese, distúrbios de alimentação, IBS, distúrbios afetivos, depressão, distúrbio depressivo maior, depressão pós-parto, depressão associada com distúrbio bipolar, mal de Alzheimer, psicose ou mal de Parkinson, ansiedade, distúrbio de ansiedade geral, distúrbio de ansiedade social, distúrbio obsessivo compulsivo, distúrbio de pânico, ataques de pânico, fobia, fobia social, agorafobia ou incontinência urinária de estresse, caracterizado pelo fato de compreender administrar a um paciente em necessidade da mesma uma quantidade terapeuticamente efetiva de composto como definido em qualquer uma das reivindicações 1 a 15.
19. Método de acordo com a reivindicação 18, caracterizado pelo fato de que a citada doença é dor crônica.
20. Método de acordo com a reivindicação 19, caracterizado pelo fato de que a citada dor crônica é selecionada de dor de membro fantasma, dor neuropática, neuropatia diabética, neuralgia pós-herpética (PHN), síndrome de túnel carpal (CTS), neuralgia de HIV, síndrome de dor regional complexa (CPRS), neuralgia trigeminal/neuralgia trigeminus/tique doloroso, intervenção cirúrgica (e.g. analgésicos pós-operatórios), vasculopatia diabética, resistência capilar ou sintomas diabéticos associados com insulite, dor associada com angina, dor associada com menstruação, dor associada com câncer, dor dental, dor de cabeça, enxaqueca, dor de cabeça do tipo tensão, neuralgia trigeminal, síndrome de articulação temporomandibular, lesão muscular de dor miofascial, síndrome de fibromialgia, dor de osso e articulação (osteoartrite), artrite reumatóide, artrite reumatóide e edema resultante de trauma associado com queimaduras, torceduras ou dor de osso fraturado devido à osteoartrite, osteoporose, metástase óssea ou razões desconhecidas, gota, fibrosite, dor miofascial, síndromes de saída torácica, dor dorsal superior ou dor dorsal inferior (na qual a dor dorsal resulta de doença da espinha dorsal (radiculopatia) primária, regional, ou sistemática, dor pélvica, dor no tórax cardíaca, dor no tórax não-cardíaca, dor associada à lesão na espinha dorsal (SCI), dor pós-derrame central, neuropatia de câncer, dor de AIDS, dor de célula falciforme e dor geriátrica.
21. Método de acordo com a reivindicação 20, caracterizado pelo fato de que a citada dor crônica é dor neuropática.
22. Método de acordo com a reivindicação 21, caracterizado pelo fato de que a citada dor neuropática é selecionada de hiperpatia, hiperalgesia, neuropatia, neuropatia diabética, neurite, neuralgia, hiperestesia, causalgia, e alodínia.
23. Uso do composto como definido em qualquer uma das reivindicações 1 a 15, caracterizado pelo fato de ser na manufatura de um medicamento para o tratamento de uma doença selecionada de dor crônica, depressão em respondedores parciais, depressão resistente ao tratamento, mal de Alzheimer, enfraquecimento cognitivo, ADHD, melancolia, PTSD, rubores quentes, apnéia do sono, ânsia de álcool, nicotina ou carboidrato, abuso de substância, abuso de álcool ou droga, êmese, distúrbios de alimentação, IBS, distúrbios afetivos, depressão, distúrbio depressivo maior, depressão pós- parto, depressão associada com distúrbio bipolar, mal de Alzheimer, psicose ou mal de Parkinson, ansiedade, distúrbio de ansiedade geral, distúrbio de ansiedade social, distúrbio obsessivo compulsivo, distúrbio de pânico, ataques de pânico, fobia, fobia social, agorafobia ou incontinência urinária de estresse.
24. Uso de acordo com a reivindicação 23, caracterizado pelo fato de que a citada doença é dor crônica.
25. Uso de acordo com a reivindicação 24, caracterizado pelo fato de que a citada dor crônica é selecionada de dor de membro fantasma, dor neuropática, neuropatia diabética, neuralgia pós-herpética (PHN), síndrome de túnel carpal (CTS), neuralgia de HIV, síndrome de dor regional complexa (CPRS), neuralgia trigeminal/neuralgia trigeminus/tique doloroso, intervenção cirúrgica (e.g. analgésicos pós-operatórios), vasculopatia diabética, resistência capilar ou sintomas diabéticos associados com insulite, dor associada com angina, dor associada com menstruação, dor associada com câncer, dor dental, dor de cabeça, enxaqueca, dor de cabeça do tipo tensão, neuralgia trigeminal, síndrome de articulação temporomandibular, lesão muscular de dor miofascial, síndrome de fibromialgia, dor de osso e articulação (osteoartrite), artrite reumatóide, artrite reumatóide e edema resultante de trauma associado com queimaduras, torceduras ou dor de osso fraturado devido à osteoartrite, osteoporose, metástase óssea ou razões desconhecidas, gota, fibrosite, dor miofascial, síndromes de saída torácica, dor dorsal superior ou dor dorsal inferior (na qual a dor dorsal resulta de doença da espinha dorsal (radiculopatia) primária, regional, ou sistemática, dor pélvica, dor no tórax cardíaca, dor no tórax não-cardíaca, dor associada à lesão na espinha dorsal (SCI), dor pós-derrame central, neuropatia de câncer, dor de AIDS, dor de célula falciforme e dor geriátrica.
26. Uso de acordo com a reivindicação 25, caracterizado pelo fato de que a citada dor crônica é dor neuropática.
27. Uso de acordo com a reivindicação 26, caracterizado pelo fato de que a citada dor neuropática é selecionada de hiperpatia, hiperalgesia, neuropatia, neuropatia diabética, neurite, neuralgia, hiperestesia, causalgia, e alodínia.
28. Composto de acordo com qualquer uma das reivindicações -1 a 15, caracterizado pelo fato de ser para uso no tratamento de uma doença selecionada de dor crônica, depressão em respondedores parciais, depressão resistente ao tratamento, mal de Alzheimer, enfraquecimento cognitivo, ADHD, melancolia, PTSD, rubores quentes, apnéia do sono, ânsia de álcool, nicotina ou carboidrato, abuso de substância, abuso de álcool ou droga, êmese, distúrbios de alimentação, IBS, distúrbios afetivos, depressão, distúrbio depressivo maior, depressão pós-parto, depressão associada com distúrbio bipolar, mal de Alzheimer, psicose ou mal de Parkinson, ansiedade, distúrbio de ansiedade geral, distúrbio de ansiedade social, distúrbio obsessivo compulsivo, distúrbio de pânico, ataques de pânico, fobia, fobia social, agorafobia ou incontinência urinária de estresse.
29. Composto de acordo com a reivindicação 28, caracterizado pelo fato de ser para uso no tratamento de dor crônica.
30. Composto de acordo com a reivindicação 29, caracterizado pelo fato de ser para uso no tratamento de dor de membro fantasma, dor neuropática, neuropatia diabética, neuralgia pós-herpética (PHN), síndrome de túnel carpal (CTS), neuralgia de HIV, síndrome de dor regional complexa (CPRS), neuralgia trigeminal/neuralgia trigeminus/tique doloroso, intervenção cirúrgica (e.g. analgésicos pós-operatórios), vasculopatia diabética, resistência capilar ou sintomas diabéticos associados com insulite, dor associada com angina, dor associada com menstruação, dor associada com câncer, dor dental, dor de cabeça, enxaqueca, dor de cabeça do tipo tensão, neuralgia trigeminal, sindrome de articulação temporomandibular, lesão muscular de dor miofascial, síndrome de fibromialgia, dor de osso e articulação (osteoartrite), artrite reumatóide, artrite reumatóide e edema resultante de trauma associado com queimaduras, torceduras ou dor de osso fraturado devido à osteoartrite, osteoporose, metástase óssea ou razões desconhecidas, gota, fibrosite, dor miofascial, síndromes de saída torácica, dor dorsal superior ou dor dorsal inferior (na qual a dor dorsal resulta de doença da espinha dorsal (radiculopatia) primária, regional, ou sistemática, dor pélvica, dor no tórax cardíaca, dor no tórax não-cardíaca, dor associada à lesão na espinha dorsal (SCI), dor pós-derrame central, neuropatia de câncer, dor de AIDS, dor de célula falciforme ou dor geriátrica.
31. Composto de acordo com a reivindicação 30, caracterizado pelo fato de ser para uso no tratamento de dor neuropática.
32. Composto de acordo com a reivindicação 31, caracterizado pelo fato de que a citada dor neuropática é selecionada de hiperpatia, hiperalgesia, neuropatia, neuropatia diabética, neurite, neuralgia, hiperestesia, causalgia, e alodínia.
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