BRPI0714073A2 - aparelho de percussão acionado por um lìquido incompressìvel pressurizado - Google Patents

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BRPI0714073A2
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piston
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Abstract

APARELHO DE PERCUSSAO ACIONADO POR UM LìQUIDO INCOMPRESSìVEL PRESSURIZADO O equipamento compreende um corpo (2) dentro do qual existe um furo no qual uma ferramenta (3) é montada deslizantemente e um furo escalonado que forma um cilindro para um pistão escalonado (1) que junto com este furo delimita uma câmara superior (5) e uma câmara inferior (4) a qual as câmaras sâo fornecidas seqüencialmente com o líquido incompressível sob alta pressâo sob a açâo de uma válvula de controle direcional (6) , um dispositivo de controle variando o curso do pistão de golpe entre um curso longo e um curso curto e reciprocamente. O dispositivo de controle compreende um cilindro dentro do qual se abre pelo menos uma porta (14) que também se abre no cilindro do pistão de golpe (1), e uma porta (13) conectada à válvula de controle direcional e na qual uma bobina (12) é montada, uma primeira face onde a bobina se encontra em uma primeira câmara (17) sujeita constantemente a uma pressão determinada e a segunda face onde a bobina se encontra em uma segunda câmara (21) conectada a uma câmara de travagem (10).

Description

APARELHO DE PERCUSSÃO ACIONADO POR UM LÍQUIDO INCOMPRESSIVEL
PRESSURIZADO
A presente invenção refere-se a um aparelho de percussão acionado por um liquido incompressivel pressurizado.
0 aparelho da percussão acionado por um liquido incompressivel pressurizado é fornecido com o liquido, tal que a resultante das forças hidráulicas sendo aplicadas sucessivamente ao pistão de golpe, movimenta o último reciprocamente em um sentido e então em outro.
No aparelho deste tipo, o pistão move-se reciprocamente no interior de um furo ou cilindro no qual estão arranjadas pelo menos duas câmaras antagônicas de seções transversais diferentes. Uma, fornecida constantemente com o liquido pressurizado, chamada câmara inferior, assegura que a ascensão do pistão e outra câmara antagônica de seção transversal maior, chamada câmara superior, é fornecida reciprocamente com o liquido pressurizado quando o curso acelerado do pistão para golpear está conectado ao circuito de retorno do aparelho quando o pistão se eleva.
Como uma regra geral, o aparelho é fornecido também com uma câmara, chamada a câmara de travagem, que serve para parar hidraulicamente o curso do pistão quando a ferramenta não estiver colocada no material a ser destruído. Conseqüentemente nunca há qualquer impacto metálico entre o pistão de golpe e o cilindro. Esta câmara de travagem pode vantajosamente ser arranjada na extensão da câmara de elevação anular.
Quando o aparelho funciona em uma superfície dura uniforme, sabe-se que é preferível favorecer a energia por golpe relativa à freqüência a fim de obter a produtividade ótima.
Por outro lado, também se sabe que, se a ferramenta não estiver pressionada corretamente no material a ser destruído ou se o material for muito macio, o aparelho terá uma tendência golpear a ferramenta "golpes de ar"; o que é muito destrutivo para a ferramenta e para o próprio aparelho. Desde que a energia do aparelho é expressa pelo produto do valor da freqüência de golpe e o valor da energia da batida, em uma energia hidráulica de entrada constante, é vantajoso reduzir a energia por batida e aumentar conseqüentemente a freqüência de golpe quando o aparelho tiver uma tendência a golpear batidas no ar.
Δ energia por batida é a energia cinética dada ao pistão, que depende do curso de golpe e da pressão da fonte.
Para ajustar a freqüência de golpe e a energia por batida apropriada à dureza de uma dada superfície, há pelo menos três soluções conhecidas descritas nas patentes EP 0 214 064, EP 0 256 955 e EP 0 715 932 em nome do solicitante.
Δ patente EP 0 214 064 descreve um aparelho que torna possível obter uma adaptação automática dos parâmetros de percussão, graças à presença no cilindro do aparelho de um canal fornecido com o líquido de acordo com a posição do pistão após o impacto e a possível repercussão do último na ferramenta.
A patente EP 0 256 955 descreve um aparelho que torna possível obter o mesmo resultado, de acordo com as variações de pressão na câmara superior ou na câmara inferior, em conseqüência do efeito de repercussão do pistão na ferramenta, graças à presença do elemento hidráulico sensível a estas variações. A patente EP 0 715 932 descreve um sistema simplificado
que pode ser ajustado ao aparelho de baixa e média energia. Este sistema consiste, durante a fase da repercussão do pistão que segue o impacto, em determinar a existência possível de um fluxo instantâneo do líquido fluindo da câmara superior para o circuito de abastecimento e em usar este sinal para controlar os parâmetros da percussão tais como a pressão do golpe ou a freqüência do aparelho.
Estes três casos são sistemas bem adaptados ao equipamento sofisticado que modifica a superfície muito desuniforme e muito variada, mas que são considerados caros para os usos de um aparelho na superfície uniforme. O objeto da invenção é fornecer um aparelho de percussão acionado por um liquido incompressivel pressurizado que é simples, de confiança e não muito caro, enquanto torna possível proteger o aparelho contra os golpes no ar.
Dessa maneira, a invenção relaciona-se a um aparelho de
percussão acionado por um líquido incompressivel pressurizado, compreendendo:
- um corpo dentro do qual são arranjados dois furos coaxiais: um furo servindo para a montagem deslizável de uma
ferramenta e um furo que é escalonado, o que significa dizer, compreendendo seções transversais sucessivas diferentes, formando um cilindro para um pistão escalonado, o pistão sendo movido em uma maneira reciprocativa dentro do cilindro e vindo, durante cada ciclo, para golpear a ferramenta, o pistão delimitando com o cilindro pelo menos uma câmara superior e uma câmara inferior fornecida seqüencialmente com um líquido incompressivel sob alta pressão, sob ação de uma válvula de fluxo direcional,
- uma rede de canais que conduzem dentro do cilindro, a qual certamente pode, dependendo de sua função, ser conectada
através da válvula de fluxo direcional à rede de alta pressão e/ou à rede de baixa pressão, dependendo do momento na questão do ciclo de funcionamento,
um dispositivo de controle que torna possível a variação do curso do pistão de golpe entre um curso longo e um curso curto e vice-versa, o dispositivo de controle sendo conectado de um lado à válvula de fluxo direcional e de outro lado pelo menos a um canal que passa pelo cilindro do pistão de golpe e capaz de ser colocado em comunicação com a câmara inferior durante o movimento ascendente do pistão de golpe,
uma câmara de travagem colocada em uma zona do cilindro situada ao lado da ferramenta, capaz de ser fechada por um ombro do pistão quando o pistão se mover de volta a sua posição de golpe teórica, onde o dispositivo de controle compreende um cilindro,
no qual pelo menos um canal passa, igualmente passando pelo cilindro do pistão de golpe e um canal conectado à válvula de fluxo direcional, e na qual uma bobina é montada onde uma primeira face é situada em uma primeira câmara sujeita permanentemente a uma pressão determinada, e onde a segunda face é situada em uma segunda câmara conectada à câmara de travagem.
Especificamente isto envolve o uso da câmara de travagem de modo que esta cumpra uma função nova que consiste na atuação nos meios para controlar o curso do pistão. 0 resultado deste é que não é necessário fornecer meios específicos para atuação nos meios para controle do curso do pistão. Dessa forma, o aparelho de acordo com a invenção é mais simples, confiável e mais barato.
Vantajosamente, a primeira face da bobina do dispositivo de controle é sujeita à ação de uma mola enquanto a segunda face é sujeita à pressão que prevalece na câmara de travagem, a última estando em comunicação com uma câmara anular adjacente arranjada no cilindro, enquanto o pistão não tiver se movido de volta a sua posição de golpe teórica, a câmara anular sendo conectada à alta pressão
De acordo com outra característica da invenção, um orifício calibrado, consistindo em um bocal, é colocado no canal que conecta a câmara de travagem e a segunda câmara do dispositivo de controle. De acordo ainda com outra característica da invenção,
uma válvula de espera é colocada no canal que conecta a câmara de travagem e a segunda câmara do dispositivo de controle, e esta segunda câmara é conectada através de um canal que compreende um orifício calibrado que consiste em um bocal, ao canal que conecta o dispositivo de controle à válvula de fluxo direcional.
De acordo com outra alternativa da invenção, a primeira câmara do dispositivo de controle é conectada permanentemente a um circuito de alta pressão através de um canal que compreende um orifício calibrado que consiste em um bocal. Vantajosamente, a primeira câmara do dispositivo de controle é conectada permanentemente ao circuito de alta pressão através de um canal que passa dentro da câmara inferior do cilindro do pistão de golpe.
De acordo com uma característica da invenção, a primeira
câmara do dispositivo de controle é conectada permanentemente ao circuito de alta pressão através de um canal conectado à fonte de abastecimento com o líquido sob a alta pressão.
Preferivelmente, o cilindro do dispositivo de controle compreende diversas seções transversais sucessivas diferentes, e a bobina compreende diversas seções transversais sucessivas diferentes, a bobina e o cilindro delimitando uma câmara anular conectada permanentemente à válvula de fluxo direcional, a bobina sendo arranjada a fim de permitir, durante seu movimento sob o efeito do líquido originado da câmara de travagem, a colocação em comunicação da câmara anular com os outros canais que passam pelo cilindro do pistão de golpe.
De acordo com outra característica da invenção, a bobina do dispositivo de controle compreende um furo central no qual é montado deslizantemente um pistão que compreende duas seções sucessivas de diâmetros diferentes, um grande diâmetro no lado da primeira câmara e um pequeno diâmetro no lado da segunda câmara, uma câmara anular sendo arranjada na zona central da bobina, entre a última e o pistão central, esta câmara anular sendo conectada permanentemente à câmara anular da bobina conectada à válvula de fluxo direcional, a última sendo conectada igualmente à segunda câmara através de um canal que compreende um orifício calibrado, e a extremidade do pistão com seção transversal pequena colocada oposta ao canal que conecta a segunda câmara à câmara de travagem.
De acordo com outra alternativa da invenção, a bobina do dispositivo de controle compreende um furo central no qual é montado deslizantemente um pistão que compreende duas seções sucessivas de diâmetros diferentes, um grande diâmetro no lado da primeira câmara e um pequeno diâmetro no lado da segunda câmara, uma câmara anular sendo arranjada na zona central da bobina, entre a última e o pistão central, esta câmara anular sendo conectada permanentemente a uma câmara anular da bobina conectada constantemente ao circuito de baixa pressão, o último sendo conectado igualmente à segunda câmara através de um canal que compreende um orifício calibrado, e a extremidade do pistão com a seção transversal pequena colocada oposta ao canal que conecta a segunda câmara à câmara de travagem.
De acordo ainda com outra alternativa da invenção, a bobina do dispositivo de controle compreende um furo central no qual é montado deslizantemente um pistão que compreende duas seções sucessivas de diâmetros diferentes, um grande diâmetro ao lado da primeira câmara e um pequeno diâmetro ao lado da segunda câmara, uma câmara anular sendo arranjada na zona central da bobina, entre a última e o pistão central, esta câmara anular sendo conectada permanentemente a uma câmara anular da bobina conectada constantemente ao circuito de baixa pressão, a segunda câmara sendo conectada à primeira câmara através de um canal que compreende um orifício calibrado e a extremidade do pistão com a seção transversal pequena colocada oposta ao canal que conecta a segunda câmara à câmara de travagem.
Em qualquer caso, a invenção será compreendida inteiramente com a ajuda da seguinte descrição feita em referência aos desenhos esquemáticos anexos que representam, como exemplos não limitantes, diversas modalidades deste aparelho.
Figura 1 representa uma vista na seção longitudinal de um primeiro aparelho.
Figuras 2, 3 e 4 representam vistas na seção longitudinal deste aparelho em outras posições de operação.
Figura 5 representa uma vista na seção longitudinal de uma variação do mesmo aparelho. Figuras 6, 7 e 8 representam vistas na seção longitudinal do aparelho da Figura 5 em outras posições de operação.
Figura 9 representa uma vista na seção longitudinal de outra variação do mesmo aparelho.
Figuras 10, 11 e 12 representam vistas na seção longitudinal do aparelho da Figura 9 em outras posições de operação.
Figura 13 representa vistas na seção longitudinal de uma variação da bobina de regulagem de curso descrita nas Figuras 1 a 4 em três fases diferentes de funcionamento.
As Figuras 14 a 16 representam vistas na seção longitudinal de outras variações do mesmo aparelho.
Figuras 17 e 18 representam vistas em uma seção longitudinal de duas variações da bobina de regulagem descrita nas Figuras 5 a 8.
O aparelho representado nas Figuras 1 a 4 é um aparelho de percussão acionado por um liquido incompressivel pressurizado entre um curso longo e um curso curto e vice- versa.
O aparelho da percussão compreende um pistão graduado 1 que pode ser movido reciprocamente dentro de um o furo graduado ou o cilindro arranjado no corpo 2 do aparelho, e vindo para golpear em cada ciclo uma ferramenta 3 montada deslizantemente em um furo arranjado no corpo 2 coaxialmente com o cilindro. 0 pistão 1 delimita com o cilindro 2 uma câmara anular inferior 4 e uma câmara superior 5 de seção transversal maior disposta acima do pistão.
Uma válvula de fluxo direcional principal 6 montada no corpo 2 torna possível colocar a câmara superior 5 alternativamente em relação com um fornecimento de líquido de alta pressão 7 durante o golpe descendente acelerado do pistão para a batida, como mostrado na Figura 2, ou com um circuito de baixa pressão 8 durante o golpe ascendente do pistão segundo as indicações da Figura 1. Δ câmara anular 4 é fornecida permanentemente com o liquido sob a alta pressão através do canal 9, de modo que cada posição da bobina da válvula de fluxo direcional 6 cause o curso da batida do pistão 1, e então o golpe ascendente 0 pistão 1 também forma com o corpo 2 a uma câmara
anular 10, chamada a câmara de travagem, arranjada na extensão da câmara inferior 4 e fornecida com o liquido sob alta pressão pela última. A câmara de travagem torna isso possível, pelo princípio "DASH POT", para dissipar a energia do golpe do pistão 1 quando a ferramenta 3 não estiver perto da sua posição de operação teórica, o que significa dizer pressionando na parte cônica 11 do corpo 2.
A escolha do curso pequeno ou grande do golpe é baseada em um dispositivo de controle. 0 dispositivo de controle compreende uma bobina 12 montada em um cilindro arranjado no corpo 2 e dentro do qual, deslocado axialmente, passam dois canais 13 e 14 também passando no cilindro do pistão 1. O canal 13 é conectado a uma seção de controle da válvula de fluxo direcional principal 6 por meio de um sulco anular 15 e de um canal 16. 0 canal 14 passa no cilindro que contem o pistão 1 e serve como um canal de controle da válvula de fluxo direcional principal 6 no caso de um curso curto. O dispositivo de controle pode, dependendo da posição da bobina 12 seletora de curso, conectar os canais 13 e 14 ou mantê-las isoladas uma da outra.
De acordo com a invenção, a bobina 12 delimita com o corpo 2 três câmaras distintas. Uma câmara 17 conectada constantemente ao líquido sob alta pressão por meio do canal 18 que contem um orifício calibrado 19, e por meio da câmara anular 4 e do canal 9. Uma câmara anular 20 sujeita à pressão de controle do canal 13 e finalmente uma câmara 21 oposta à câmara 17 é conectada à câmara de travagem 10 através de um canal 22.
No diagrama que representa o aparelho, a pressão de controle transmitida através do canal 16 à válvula de fluxo direcional principal 6 é igual à pressão da fonte durante o golpe descendente acelerado do pistão de golpe 1 e igual à pressão de retorno durante o golpe ascendente do mesmo pistão. As mudanças de pressão ocorrem graças às bordas do pistão de golpe 1; estas pressões são mantidas durante o movimento do pistão pelos orifícios calibrados não mostrados porque formam uma parte integrante da válvula de fluxo direcional principal 6.
Quando o aparelho está funcionando em uma superfície uniforme dura, a ferramenta 3 permanece perto de sua superfície de rolamento 11 sob o efeito da pressão exercida pela máquina transportadora no aparelho. Com cada impacto, a borda 23 do pistão 1 não passa a borda 24 da câmara inferior 4. As pressões estabelecidas nas câmaras anulares 4 e 10 são conseqüentemente idênticas e iguais à pressão da fonte. A pressão que é estabelecida na câmara 20 é
conseqüentemente equivalente ou menor do que aquela estabelecida nas câmaras 17 e 21.
A bobina 12 está na pressão igual ou empurrada para baixo e toma conseqüentemente uma posição que isole os circuitos 13 e 14. Somente o curso longo controlado diretamente através do canal 16 é possível.
Figura 1 representa o aparelho quando o pistão 1 fez um impacto e está começando seu golpe ascendente.
Quando o pistão faz um impacto na ferramenta, o canal 16 é conectado ao circuito de baixa pressão 8 por meio do canal e do sulco anular 15, que causa um movimento da bobina da válvula de fluxo direcional 6 na posição mostrada na Figura 1. O resultado deste é que a câmara superior 5 se torna conectada ao circuito de baixa pressão 8. A resultante das forças hidráulicas aplicadas ao pistão de golpe movem conseqüentemente o último no sentido ascendente.
Figura 2 representa o aparelho quando o pistão 1 terminou seu golpe ascendente e está começando seu golpe descendente.
Quando o pistão termina seu golpe ascendente, o canal 16
é conectado ao circuito de alta pressão 7 por meio do canal 9 e da câmara inferior 4, que causa um movimento da bobina da válvula de fluxo direcional 6 na posição mostrada na Figura 2. O resultado disso é que a câmara superior 5 conectada-se ao circuito de alta pressão 7. A resultante das forças hidráulicas aplicadas ao pistão de golpe move o último no sentido do golpe.
Deve-se notar que, quando o aparelho funciona em superfície uniforme dura, a bobina 12 isola os canais 13 e 14 .
Por outro lado, segundo as indicações das Figuras 3 e 4,
quando o aparelho funciona em superfície muito macia ou com uma falta da pressão da máquina transportadora, a ferramenta 3 já não está perto de sua posição de golpe teórica, forçando o pistão de golpe 1 para alongar naturalmente seu curso de golpe. Neste caso, a borda 23 do pistão de golpe 1 passa a borda 24 da câmara inferior 4, a câmara 10 é então isolada e sua pressão aumentará consideravelmente (o líquido pressurizado pode escapar somente através de folgas funcionais muito pequenas) causando um retardamento repentino do pistão de golpe e uma ascensão na pressão na câmara 21 por meio do canal 22. A bobina 12 é então desequilibrada para cima e cria uma comunicação entre os canais 13 e 14 quando a borda 26 da bobina 12 destapa o canal 14. O curso curto controlado pelo canal 14 é então selecionado, segundo as indicações da Figura 3 quando o pistão 1 começa seu golpe ascendente.
Então, durante seu golpe ascendente, a borda 23 do pistão descobre o sulco anular 27 que é conectado ao circuito de alta pressão 7 por meio do canal 9 e da câmara inferior 4. Os canais 13, 14 e 16 são conseqüentemente conectados também ao circuito de alta pressão, causando um movimento da bobina da válvula de fluxo direcional 6 para posição mostrada na Figura 4. O resultado disso é que a câmara superior 5 é conectada ao circuito de alta pressão 7 e conseqüentemente que o pistão começa seu golpe descendente acelerado segundo as indicações de Figura 4. Então, quando a borda 28 do pistão destapa o sulco anular 15, o canal 16 é conectado ao circuito de baixa pressão 8 por meio do canal 25 e do sulco 15, causando um movimento da bobina da válvula de fluxo direcional 6 para a posição mostrada na Figura 3. 0 resultado disso é que a câmara superior 5 é conectada ao circuito de baixa pressão 8 e conseqüentemente que o pistão de golpe começa seu golpe ascendente acelerado.
0 orifício 19 posicionado sobre o circuito 18 tem a função de limitar a velocidade do movimento da bobina 12, impedindo desse modo todos os impactos na extremidade do curso.
0 retorno à posição inferior da bobina 12 ocorre progressivamente ao longo de diversos ciclos, quando a borda 23 do pistão 1 não passa mais a borda 24 da câmara inferior 4, cada vez que o canal de controle 13 é conectado à baixa pressão tanto através do pistão de golpe 1, ou através do sistema da válvula de fluxo direcional principal 6.
Figuras 5 a 8 representam uma variação do aparelho que compreende uma bobina 30 diferente de seleção de curso. As Figuras 5 e 6 representam respectivamente o aparelho quando a ferramenta 3 está próxima a sua zona de golpe com o pistão 1 começando seu golpe ascendente e o pistão começando seu golpe descendente acelerado. As Figuras 7 e 8 representam respectivamente o aparelho quando a ferramenta 3 está distante de sua zona de golpe teórica com o começo do golpe ascendente do pistão Ieo começo do golpe descendente do pistão 1.
De acordo com esta variação do aparelho, a bobina 30 delimita quatro câmaras com o corpo 2. Duas câmaras 31 e 32 que são opostas e de seção transversal idêntica, a câmara 32 sendo conectada constantemente ao circuito de abastecimento através do canal 18 e a câmara 31 conectada constantemente à câmara de travagem 10 através do canal 22. Finalmente, com o corpo 2, a bobina 30 delimita duas câmaras anulares opostas 33 e 34 com seções transversais idênticas. A câmara 33 está conectada constantemente ao circuito de baixa pressão 8 do aparelho. A câmara 34 é conectada ao circuito de controle da válvula de fluxo direcional principal 6 através dos canais 13 e 16.
Como acima, a bobina 30 será movida pela pressão criada
na câmara 10 quando o pistão 1 alonga seu curso de golpe em superfície macia, determinando desse modo a operação curta do curso. Por outro lado, o retorno à posição inferior da bobina ocorrerá em cada ciclo quando a câmara 34 é fornecida com o liquido pressurizado através do circuito de controle 16, 13. Especificamente, as câmaras 31 e 32 sujeitas à mesma pressão e de seções transversais iguais não aplicam forças na bobina 30; por outro lado as pressões respectivas das câmaras anulares 33 e 34 permitem o desequilíbrio da bobina 30 para baixo de acordo com a representação esquemática.
As Figuras 9 a 12 representam uma variação do aparelho com um conjunto do pistão 1 e corpo 2 que delimita três câmaras distintas das quais a câmara de travagem anular 10 é conectada constantemente ao circuito de retorno 8. As Figuras 9 a 12 representam respectivamente os inícios do golpe ascendente e do golpe descendente acelerado do pistão 1 nos casos de superfícies uniformes duras ou superfícies desuniformes macias.
Como acima, quando a borda 35 do pistão 1 passa a borda 36 da câmara 10, a pressão na câmara 10 aumenta já que o líquido pode passar somente pelas folgas funcionais.
Nesta conFiguração, a bobina 37 do seletor de curso delimita com o corpo 2 quatro câmaras distintas que incluem duas câmaras 38 e 39 as quais são opostas e de seções transversais equivalentes, a câmara 38 ainda estando conectada ao circuito de retorno 8, e a câmara 39 sendo conectada à câmara de travagem 10 através do canal 22. As outras duas câmaras anulares 40 e 41 são como acima, conectadas respectivamente ao circuito de retorno e ao circuito de controle. A pressurização do circuito de controle em cada ciclo reinicializa o sistema. Figura 13 representa três fases de funcionamento de uma variação da bobina 12 de regulagem de curso descrita com referência as Figuras 1 a 4. A bobina 42 ainda determina três câmaras 17, 20 e 21 com o furo no gual é montada, como era a caixa para a bobina 12. A bobina 42 compreende um furo central no qual é montado deslizantemente um pistão 43 que compreende duas seções sucessivas de diâmetros diferentes, um grande diâmetro no lado da câmara 17 e um pequeno diâmetro no lado da câmara 21. Uma câmara anular 44 é arranjada na zona central da bobina, entre a última e o pistão 43, esta câmara anular sendo conectada permanentemente a câmara anular 20 por meio de um orifício 45. A câmara anular 20 é também conectada à câmara 21 através de um canal 46 que compreende um orifício calibrado 47, e a extremidade do pistão com a seção transversal pequena é colocada oposta ao canal 22 que conecta a câmara 21 à câmara de travagem 10.
O pistão 43 atua como uma válvula de espera que permite a injeção do líquido pressurizado entre o canal 22 e a câmara 21 e, quando está pressionando no corpo 2, força o líquido contido na câmara 21 a escapar através do canal 4 6 e do orifício 47 para a câmara anular 20. Isto origina um sistema que é independente de qualquer ondas de pressão negativa transmitida através do canal 22 durante os impactos repetidos na ferramenta 3.
Naturalmente as seções transversais anulares da bobina
42 e do pistão 43 são projetadas de modo que o último mova-se nas mesmas condições de pressão como a bobina 12 descrita com referência às Figuras 1 a 4.
A Figura 14 representa a operação de outra variação da bobina de regulagem do curso 12 descrita com referência às Figuras 1 a 4. Neste caso, a bobina 48 compreende uma primeira face sujeita à ação de uma mola 49 e uma segunda face sujeita à pressão que prevalece na câmara de travagem 10. Um orifício calibrado 50, consistindo em um bocal, é colocado no canal 22 que conecta a câmara de travagem e a bobina 48. A velocidade da bobina 48 é limitada em ambos os sentidos pelo orifício calibrado 50, e a bobina volta a sua posição original pela mola 49.
A Figura 15 representa uma variação do aparelho da Figura 14 em que a mola 49 foi substituída por um retorno hidráulico fornecido através de um canal 51 que compreende um orifício calibrado 52 que limita a velocidade do movimento da bobina 48.
Δ Figura 16 representa outra variação do aparelho da Figura 14 na qual um movimento da bobina 48 é causado por uma circulação do óleo no canal 22 através de uma válvula de espera 53 e a bobina retorna por uma mola 49. Δ velocidade da bobina 48 é limitada por um bocal 54 situado em um canal 55 que conecta a câmara de controle 56 da bobina 12 ao canal 13.
As Figuras 17 e 18 representam duas variações da bobina de regulagem 30 descrita com referência às Figuras 5 a 8. As bobinas 57 e 58 ainda determinam quatro câmaras 31, 32, 33 e 34 com os furos nos quais são montados, como era a caixa para a bobina 30.
A bobina 57 compreende um furo central no qual é montado deslizantemente um pistão 59 que compreende duas seções sucessivas de diâmetros diferentes, um grande diâmetro no lado da câmara 32 e um pequeno diâmetro no lado da câmara 31. Uma câmara anular 60 é arranjada na zona central da bobina, entre a última e o pistão 59, esta câmara anular sendo conectada permanentemente à câmara anular 33 por meio de um orifício 61. A câmara anular 33 é conectada igualmente à câmara 31 através de um canal 62 que compreende um orifício calibrado 63, e a extremidade do pistão com o secção transversal pequeno é colocada oposta ao canal 22 que conecta a câmara 31 à câmara de travagem 10.
A bobina 58 difere da bobina 57 essencialmente pelo fato de que a câmara 31 não está conectada à câmara 33 através do canal 62, mas é conectada à câmara 32 através de um canal 64 que compreende um orifício calibrado 65. Como para o pistão 43, o pistão 59 atua como uma válvula
de espera que permite a injeção do líquido pressurizado. Não é necessário dizer que a invenção não está limitada unicamente às modalidades deste aparelho que foram descritas acima como exemplos; pelo contrário esta cobre todas as modalidades variantes da mesma.

Claims (11)

1. Aparelho de percussão acionado por um líquido incompressível pressurizado, caracterizado pelo fato de compreender: - um corpo (2) dentro do qual são arranjados dois furos coaxiais: um furo servindo para a montagem deslizável de uma ferramenta (3) e um furo que é escalonado, o que significa dizer compreendendo diferentes seções transversais sucessivas, formando um cilindro para um pistão (1) escalonado, o pistão que pode ser movido de uma maneira reciprocativa dentro do cilindro (2) e vindo, durante cada ciclo, para golpear a ferramenta (3), o pistão delimitando com o cilindro pelo menos uma câmara superior (5) e uma câmara inferior (4) fornecida seqüencialmente com um líquido incompressível sob alta pressão, sob a ação de uma válvula de fluxo direcional (6), - uma rede dos canais que conduzem dentro do cilindro, os quais certamente podem, dependendo de sua função, serem conectados através da válvula de fluxo direcional (6) à rede de alta pressão (7) e/ou à rede de baixa pressão (8), dependendo do momento em questão do ciclo de funcionamento, um dispositivo de controle que torna possível a variação do curso do pistão de golpe entre um curso longo e um curso curto e vice-versa, o dispositivo de controle que está sendo conectado de um lado á válvula de fluxo direcional (6) e de outro lado pelo menos a um canal que conduz no cilindro do pistão de golpe e capaz de ser colocado em comunicação com a câmara inferior (4) durante o movimento ascendente do pistão de golpe, - uma câmara de travagem (10) colocada em uma zona do cilindro situada ao lado da ferramenta, capaz de ser fechado por um ombro (23) do pistão quando o pistão (1) se mover para sua posição de golpe teórica, onde o dispositivo de controle compreende um cilindro, dentro do qual pelo menos um canal (14) conduz, também conduzindo no cilindro do pistão de golpe (1) e um canal (13) conectado à válvula de fluxo direcional, e no qual uma bobina (12, 30, 37, 42, 48, 57, 58) é montada onde uma primeira face é situada em uma primeira câmara (17, 32, 38) sujeita permanentemente a uma pressão determinada, e onde a segunda face é situada em uma segunda câmara (21, 31, 39, 56) conectada à câmara de travagem (10).
2. Aparelho, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a primeira face da bobina do dispositivo de controle é sujeito a ação da mola (49) enquanto a segunda face é sujeita à pressão que prevalece na câmara de travagem (10), a última estando em comunicação com uma câmara anular adjacente (4) arranjada no cilindro, enquanto o pistão não tiver se movido de volta a sua posição de golpe teórica, a câmara anular sendo conectada à alta pressão.
3. Aparelho, de acordo com a reivindicação 2, caracterizado pelo fato de que um orifício calibrado (50), consistindo em um bocal, é colocado no canal (22) que conecta a câmara de travagem (10) e a segunda câmara do dispositivo de controle.
4. Aparelho, de acordo com a reivindicação 2, caracterizado pelo fato de que uma válvula de espera (53) é colocada no canal (22) que conecta a câmara de travagem (10) e a segunda câmara (56) do dispositivo de controle, e esta segunda câmara é conectada através de um canal (55) que compreende um orifício calibrado (54) consistindo em um bocal, ao canal (13) que conecta o dispositivo de controle à válvula de fluxo direcional (6).
5. Aparelho, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a primeira câmara do dispositivo de controle é conectada permanentemente a um circuito de alta pressão através de um canal (18, 51) compreendendo um orifício calibrado (19, 52) consistindo em um bocal.
6. Aparelho, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato de que a primeira câmara (17, 32) do dispositivo de controle é conectada permanentemente ao circuito de alta pressão através de um canal (18) que conduz à câmara inferior (4) do cilindro do pistão de golpe (1).
7. Aparelho, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato de que a primeira câmara do dispositivo de controle é conectada permanentemente ao circuito de alta pressão através de um canal (51) conectado à fonte de abastecimento com o liquido sob a alta pressão (7).
8. Aparelho, de acordo com uma das reivindicações de 1 a 7, caracterizado pelo fato de que o cilindro do dispositivo de controle compreende diversas seções transversais sucessivas diferentes, e a bobina (12, 30, 37, 42, 57, 58) compreende diversas seções transversais sucessivas diferentes, a bobina e o cilindro delimitando uma câmara anular (20, 34, 41) conectada permanentemente à válvula de fluxo direcional (6), a bobina (12, 30, 37, 42, 57, 58) sendo arranjada a fim de permitir, durante seu movimento sob o efeito do liquido originado a partir da câmara de travagem (10), a colocação em comunicação da câmara anular (20, 34, 41) com os outros canais (13, 14) conduzindo no cilindro do pistão de golpe.
9. Aparelho, de acordo com a reivindicação 8, caracterizado pelo fato de que a bobina (42) do dispositivo de controle compreende um furo central em que é montado deslizantemente a um pistão (43) que compreende duas seções sucessivas de diâmetros diferentes, um grande diâmetro no lado da primeira câmara e em um pequeno diâmetro no lado da segunda câmara, uma câmara anular (44) sendo arranjada na zona central da bobina, entre a última e o pistão central (43), esta câmara anular sendo conectada permanentemente a câmara anular (20) da bobina conectada à válvula de fluxo direcional (6), a última igualmente sendo conectada à segunda câmara (21) através de um canal (4 6) que compreende um orifício calibrado (47), e a extremidade do pistão com a seção transversal pequena sendo colocada oposta ao canal (22) que conecta a segunda câmara à câmara de travagem (10).
10. Aparelho, de acordo com a reivindicação 8, caracterizado pelo fato de que a bobina (57) do dispositivo de controle compreende um furo central no qual é montado deslizantemente um pistão (59) que compreende duas seções sucessivas de diâmetros diferentes, um grande diâmetro no lado da primeira câmara e um pequeno diâmetro no lado da segunda câmara, uma câmara anular (60) sendo arranjada na zona central da bobina, entre a última e o pistão central (59) , esta câmara anular sendo conectada permanentemente a uma câmara anular (33) da bobina conectada constantemente ao circuito de baixa pressão (8), o último igualmente sendo conectado â segunda câmara (31) através de um canal (62) que compreende um orifício calibrado (63), e a extremidade do pistão com a seção transversal pequena sendo colocada oposta ao canal (22) que conecta a segunda câmara à câmara de travagem (10).
11. Aparelho, de acordo com a reivindicação 8, caracterizado pelo fato de que a bobina (58) do dispositivo de controle compreende um furo central em que é montado deslizantemente a um pistão (59) que compreende duas seções sucessivas de diâmetros diferentes, um grande diâmetro no lado da primeira câmara e um pequeno diâmetro no lado da segunda câmara, uma câmara anular (60) sendo arranjada na zona central da bobina, entre a última e o pistão central (59), esta câmara anular sendo conectada permanentemente a uma câmara anular (33) da bobina conectada constantemente ao circuito de baixa pressão (8), a segunda câmara (31) sendo conectada à primeira câmara (32) através de um canal (64) que compreende um orifício calibrado (65) e a extremidade do pistão com a seção transversal pequena sendo colocada oposta ao canal (22) que conecta a segunda câmara à câmara de travagem (10).
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