BRPI0715504A2 - Métodos e preparações farmacêuticas a fim de contribuir para o tratamento de neuropatia induzida por quimioterapia. - Google Patents
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Description
“MÉTODOS E PREPARAÇÕES FARMACÊUTICAS A FIM DE CONTRIBUIR PARA O TRATAMENTO DE NEUROPATIA INDUZIDA POR QUIMIOTERAPIA”
Campo da Invenção
A presente invenção se refere a métodos e preparações farmacêuticas a fim de contribuir para o tratamento de neuropatia induzida por quimioterapia (por exemplo, induzida por cisplatina).
Antecedentes da Invenção
Ao mesmo tempo em que os agentes quimioterapêuticos são vitais para o tra- tamento de câncer, seu uso pode estar limitado por efeitos colaterais tal como neuro- patia, que pode resultar em pelo menos uma perda parcial da sensação corpórea. Um exemplo de um tal agente de quimioterapia é a cisplatina, a qual é empregada extensi- vamente no tratamento de diversos tipos de cânceres incluindo tumores ovariano, tes- ticular e de bexiga (Williams e outros, (1979) Br. Med. J. 1: 1689-1691). Ao mesmo tempo em que a cisplatina pode produzir efeitos benéficos no tratamento de cânceres, a dose total que pode ser administrada é limitada por seus efeitos tóxicos no sistema nervoso periférico (Mollman, (1990) N. Engl. J. Med 322: 126-127). Especificamente, no exame patológico de pacientes tratados com cisplatina revela lesão seletiva ou per- da de grandes fibras nervosas sensoriais, que podem resultar na perda de sensação em várias partes do corpo (Thompson e outros, (1984) Cancer 54: 1269-1275). A recu- peração desta lesão do nervo é variável e muitos sobreviventes de câncer tratados com cisplatina sofrem de perda sensorial e lesão do nervo persistente. (CavaIetti e outros, (1994) Anticancer Res 14: 12871292).
Uma variedade de agentes tem mostrado atividade potencial como protetores de nervo contra lesão do nervo induzida por cisplatina em testes clínicos. Alguns destes agen- tes incluem um fragmento ACTH 4-9 com atividade do fator de crescimento (ORG2766) (Gerritsen e outros, (1990) N. Engl. J. Med. 322: 89-94), e as amifostina tiois (Kemp e outros, (1996) J. Clin. Oncol. 14: 2101-2112) e glutationa (Pirovano e outros, (1992) Tumori 78: 253-257). Em estudos pré-clínicos, os compostos tais como fator de cres- cimento nervoso (Apfel e outros, (1992) Ann. Neurol. 31: 76-80), neurotrofina-3 (Gao e outros, (1995) Ann. Neurol. 38 (1): 30-37) e glutamato (Boyle e outros, (1999) J. Neuro- Oncol. 41: 107-116) têm mostrado uma capacidade de ajudar a prevenir a lesão do nervo causada por cisplatina. Ao mesmo tempo em que todos estes agentes têm mos- trado o potencial para auxiliar na prevenção da lesão do nervo induzida por cisplatina, nesse ponto resta uma necessidade de agentes adicionais que podem obter esta fun- ção. A presente invenção produzir um tal agente.
Sumário da Invenção
A presente invenção é direcionada para composições que contem Ieteprinim (em quaisquer de suas várias formas incluindo sais e ácidos de leteprinim) e seu uso para contribuir para a prevenção de lesão do nervo induzida por quimioterapia (por e- xemplo, induzida por cisplatina) em pacientes com câncer. A presente invenção da mesma forma produz métodos de administração de leteprinim e formulações de Ietepri- 5 nim para ajudar a suavizar a neuropatia induzida por quimioterapia. Desse modo, a presente invenção abrange métodos e preparações farmacêuticas que podem ser em- pregadas para contribuir para a prevenção de lesão do nervo induzida por quimiotera- pia (por exemplo, induzida por cisplatina).
Especificamente, uma modalidade de acordo com a presente invenção inclui um método compreendendo administrar leteprinim (SPI-082) a um paciente, desse mo- do, contribuindo para o tratamento de neuropatia induzida por quimioterapia. Uma outra modalidade de acordo com a presente invenção inclui um método compreendendo ad- ministrar leteprinim (SPI-082) a um paciente, desse modo, contribuindo para o trata- mento de neuropatia induzida por cisplatina. Outro método de acordo com a presente invenção compreende administrar um quimioterapêutico (por exemplo, cisplatina) para contribuir para o tratamento de um câncer e administrar leteprinim, desse modo, contri- buindo para o tratamento de neuropatia induzida por quimioterapêutico (por exemplo, induzida por cisplatina). Outro método de acordo com a presente invenção compreende administrar cisplatina para contribuir para o tratamento de um câncer e administrar Ie- teprinim, desse modo, contribuindo para o tratamento de neuropatia induzida por cispla- tina.
De acordo com a presente invenção, administração de leteprinim pode prece- der o início do tratamento com um quimioterapêutico (por exemplo, cisplatina) ou a administração de leteprinim pode começar após o início do tratamento com um quimio- 25 terapêutico (por exemplo, cisplatina). Em certas modalidades leteprinim pode ser ad- ministrada, sem limitação, menos do que uma vez por dia em uma base semanal (isto é, até seis vezes por sete dias por semana), mais preferivelmente duas vezes por se- mana (isto é, duas vezes por sete dias por semana). Um quimioterapêutico pode ser administrado, sem limitação, por qualquer quantidade eficaz até sua quantidade tóxica. 30 Por exemplo, a cisplatina pode ser administrada duas vezes por semana. A leteprinim e administração quimioterapêutica (por exemplo, cisplatina) da mesma forma podem o- correr substancialmente de forma simultânea. Quando a administração ocorrer subs- tancialmente de forma simultânea, a leteprinim e o quimioterapêutico (por exemplo, cisplatina) podem ser parte de diferentes ou parte das mesmas preparações farmacêu- 35 ticas. As doses adequadas de leteprinim podem incluir, sem limitação, de cerca de 25 mg/kg a cerca de 100 mg/kg, por exemplo, cerca de 50 mg/kg. Em uma modalidade, a leteprinim e, opcionalmente, outro agente ativo (s) podem ser formulados como uma suspensão, opcionalmente, uma suspensão tamponada.
As modalidades da presente invenção, da mesma forma, incluem as prepara- ções farmacêuticas compreendendo leteprinim nas quais a preparação farmacêutica é vendida com informação instrutiva que direcionam a administração da preparação far- 5 macêutica para contribuir para o tratamento de uma neuropatia induzida por quimiote- rapêutico (por exemplo, induzida por cisplatina). Em certas modalidades, a informação instrutiva direcionará a administração da leteprinim de certo modo de um ou mais dos métodos descritos acima. As preparações farmacêuticas acompanhadas por tal infor- mação instrutiva podem incluir leteprinim como apenas o ingrediente ativo ou pode, 10 além disso, compreender pelo menos um outro agente ativo (por exemplo, um quimio- terapêutico tipo cisplatina). Estas preparações farmacêuticas, da mesma forma, podem incluir outros ingredientes ativos ou inativos.
As preparações farmacêuticas de acordo com a presente invenção podem, da mesma, incluir aquelas compreendendo quimioterapêutico (por exemplo, cisplatina) e leteprinim nas quais o quimioterapêutico na preparação farmacêutica é pretendido para contribuir para o tratamento de um câncer e a leteprinim é pretendida para contribuir para o tratamento de neuropatia induzida por cisplatina.
Breve Descrição dos Desenhos
A figura 1 mostra o efeito da leteprinim nas mudanças induzidas por cisplatina no peso corporal.
A figura 2 mostra o efeito da leteprinim nas mudanças induzidas por cisplatina em percepção sensória como medido em um modelo de placa quente.
As figuras 3 e 4 mostram o efeito da leteprinim nas mudanças induzidas por cisplatina em amplitude de onda H e latência respectivamente.
A figura 5 mostra o efeito de leteprinim nas mudanças induzidas por cisplatina
em velocidade de condução do nervo sensível (SNCV).
A figura 6 mostra o efeito da leteprinim nas mudanças induzidas por cisplatina em diâmetro axonal.
A figura 7 mostra o efeito da leteprinim nas mudanças induzidas por cisplatina em taxa g.
A figura 8 mostra o efeito da leteprinim nas mudanças na proporção de fibras degeneradas para não degeneradas em seguida à administração de cisplatina.
Descrição Detalhada
1. Definições
Informação Instrutiva: Como empregado aqui, o termo "informação instrutiva"
deve significar material acompanhando uma preparação farmacêutica que produz uma descrição de como administrar a preparação farmacêutica. Esta informação instrutiva de modo geral é considerada como o "rótulo" para uma preparação farmacêutica. A informação instrutiva pode vir de muitas formas incluindo, sem limitação, uma inserção de papel, c.d. rom ou orientações para um local na rede contendo informação relacio- nada à preparação farmacêutica.
Pró-fármaco: Como empregado aqui, o termo "pró-fármaco" deve significar compostos que se transformam rapidamente in vivo em um composto útil na invenção, por exemplo, por hidrólise. Uma discussão completa de pró-fármacos é fornecida em Higuchi e outros, Prodrugs as Novel Delivery Systems, Vol. 14, da Série A.C.S.D. Sym- posium, e em Roche (ed.), Bioreversible Carriers in Drug Design, American Pharmaceu- tical Association and Pergamon Press, 1987.
Substancialmente de Forma Simultânea: Como empregado aqui, o termo "subs- tancialmente de forma simultânea" deve significar que duas preparações farmacêuticas (isto é, leteprinim e cisplatina) sendo administradas ao mesmo tempo. De acordo com esta definição, "mesmo tempo" deve ser interpretado incluir exatamente de forma si- multânea, bem como, em cerca de dez minutos.
Tratar, Tratamento e Contribuindo para o Tratamento de: Como empregado aqui, os termos "tratar", "tratamento" e "contribuindo para o tratamento de” deve signifi- car prevenir, inibir, reduzir, ou reverter parcialmente ou completamente o desenvolvi- mento da lesão do nervo seguida à administração de cisplatina. Com referência aos cânceres os termos incluem prevenir, retardar a progressão ou crescimento de, diminu- ir, ou eliminar um câncer incluindo um tumor sólido. Como tal, estes termos incluem ambas administração profilática e/ ou terapêutica médica, como adequado.
Como empregado aqui, o termo "duas vezes por semana" significa que uma preparação farmacêutica é administrada duas vezes em um período de 7 dias. Geral- mente, estas administrações devem ser igualmente espaçadas durante o curso do perí- odo de 7 dias, mas esta característica não é necessária e as duas administrações po- dem ocorrer com qualquer espaçamento entre eles durante o curso período de 7 dias.
Como empregado aqui, o termo "leteprinim" se refere à propanamida de N-4- carboxifenil-3-(6-oxoidropurin-9-il) e suas várias formas (por exemplo, formas de sal e ácido de leteprinim). A leteprinim também variavelmente é conhecida como AIT-082, SPI-082, e SPI-205.
Os métodos e as composições da leteprinim da presente invenção podem ser empregados para tratar neuropatia periférica associada pelo menos em parte com a administração de qualquer agente(s) quimioterapêutico. Exemplares de classes quimio- terapêuticas incluem, mas não estão limitados a, agentes de alquilação, podofilotoxi- nas, terpenóides (por exemplo, taxanos e alcalóides de vinca), anti-metabólitos, antra- ciclinas, (por exemplo, platinas), e outros agentes anti-tumorais. Alcalóides de vinca incluem, entre outros, vincristina, vimblastina, vinorelbina, e vindesina. Outros exem- plares de agentes quimioterapêuticos incluem, mas não estão limitados a, etoposídeo, teniposídeo, cisplatina, carboplatina, oxaliplatina, paclitaxel, docetaxel, suramina, altre- 5 tamina, clorambucila, citarabina, dacarbazina, docetaxel, etoposídeo, fludarabina, ifos- famida com mesna, tamoxifeno, teniposídeo, e tioguanina. A neuropatia periférica as- sociada com a administração de drogas oncolíticas é descrita em C. M. Haskell, "Cân- cer Treatment" (õ.sup.th Ed., W.B. Saunders, Philadelphia, 2001), Ch. 10, pp. 104-214. Em uma modalidade, a presente invenção é direcionada para tratar neuropatia periféri- 10 ca induzida por droga associada com a administração de alcalóides de vinca (por e- xemplo, vincristina), taxanos (por exemplo, paclitaxel/Taxol®), ou agentes de alquilação (por exemplo, cisplatina). Em outra modalidade, a presente invenção é direcionada pa- ra tratar neuropatia periférica induzida por droga associada com a administração de cisplatina.
A cisplatina é um agente anti-tumor geralmente empregada no tratamento de
muitos tumores terapeuticamente refratários e comuns. A cisplatina é útil como um a- gente anti-câncer devido a seus efeitos como um Inibidor da síntese de DNA que im- pedem a divisão celular. Contra-correntemente, a neuropatia (isto é, lesão do nervo) é reconhecida como uma toxicidade limitadora de dose, com sintomas de desenvolvi- 20 mento após uma dose cumulativa de mais do que cerca de 300 mg/m2. A neuropatia por cisplatina afeta predominantemente grande fibras nervosas sensoriais e é, de modo geral, associada com uma redução na amplitude do sinal, dos nervos sensoriais, resul- tando em uma profunda ataxia sensória incapacitante. Esta neuropatia pode continuar a progredir após cessar o tratamento da cisplatina. A presente invenção mostra que a 25 leteprinim pode contribuindo para o tratamento ou prevenção de lesão do nervo induzi- da por cisplatina.
Dependendo das necessidades particulares do sujeito individual envolvido, as composições de leteprinim da presente invenção podem ser administradas em várias doses e regimes para produzir tratamentos eficazes. Que constituem uma quantidade 30 eficaz da composição de leteprinim selecionada que irá variar com base nos fatores incluindo, mas não limitados a, a atividade do composto quimioterapêutico, a fisiologia do paciente, a condição ou doença do paciente, e o método/ freqüência/ modo de ad- ministração do agente(s) quimioterapêutico e/ ou leteprinim. Inicialmente, a dosagem e regime de dosagem podem ser modulados para determinar a dosagem ideal para um 35 paciente característico.
As concentrações de dosagem mínimas de leteprinim (peso da droga para o peso do paciente) eficazes em neuropatia induzida por quimioterapêutico atenuante são de cerca de 25 mg/kg, de cerca de 30 mg/kg, de cerca de 35 mg/kg, de cerca de 40 mg/kg, ou de cerca de 45 mg/kg. As concentrações máximas de dosagem eficazes na neuropatia induzida por quimioterapêutico atenuante são de cerca de 100 mg/kg, 75 mg/kg, de cerca de 65 mg/kg, de cerca de 60 mg/kg, ou de cerca de 55 mg/kg. Uma 5 concentração de dosagem eficaz em neuropatia induzida por quimioterapêutico (por exemplo, induzida por cisplatina) atenuante é de cerca de 50 mg/kg. As composições de leteprinim podem ser administradas menos do que uma vez por dia semanalmente com base em sete dias por semana (por exemplo, de três a seis vezes por semana), ou duas vezes por semana. Independente do regime, o intervalo de tempo entre as admi- 10 nistrações não necessitam, mas podem ser iguais.
As composições de leteprinim podem ser administradas empregando um núme- ro de rotinas diferentes incluindo oralmente, topicamente, transdermicamente, intraperi- tonealmente, subcutaneamente, ou intravenosamente. As quantidades eficazes dos compostos, da mesma forma, podem ser administradas por meio de injeção no líquido 15 cerebroespinal ou infusão diretamente no cérebro. Em uma modalidade, o modo de ad- ministração é administração subcutânea.
Os métodos da presente invenção podem ser afetados empregando leteprinim administrada a um paciente (por exemplo, mamífero com necessidade de tratamento) ou sozinha ou como uma formulação farmacêutica. Além disso, a leteprinim pode ser 20 combinada com excipientes farmaceuticamente aceitáveis e materiais transportadores tais como diluentes sólidos inertes, soluções aquosas ou solventes orgânicos não tóxi- cos. Se desejado, estas formulações farmacêuticas podem, da mesma forma, conter agentes de estabilização e preservativos e outros mais, assim como quantidades me- nos de substâncias auxiliares tais como agentes de emulsificação ou de umectação, 25 assim como agentes de tamponamento de pH e outros mais os quais realçam a eficá- cia do ingrediente ativo. O portador farmaceuticamente aceitável pode ser escolhido da- queles, geralmente, conhecidos na técnica, incluindo, mas não limitado a, albumina de soro humano, permutadores de íon, dextrose, alumina, lecitina, substâncias de tamponamento tais como fosfato, glicina, ácido sórbico, sorbato de potássio, propileno glicol, polietileno gli- 30 col, e sais ou eletrólitos tais como sulfato de protamina, cloreto de sódio, ou cloreto de po- tássio. Outros portadores podem ser empregados. As composições líquidas podem, da mesma forma, conter fases líquidas ou além de ou para a exclusão de água. Os exemplos de tais fases líquidas adicionais são glicerina, óleos vegetais tais como óleo de caroço de algodão, ésteres orgânicos tais como oleato de etil, e emulsões de água-óleo. Em uma mo- 35 dalidade, a formulação de leteprinim pode ser uma suspensão hidrofóbica opcionalmente tamponada. Em outra modalidade, a formulação de leteprinim pode ser uma suspensão lí- quida opcionalmente tamponada. As formulações podem ser tamponadas com tampões convencionais (por exemplo, ácidos ou sais). Em outra modalidade, a formulação é tampo- nada com, por exemplo, uma forma de ácido ou sal de leteprinim (por exemplo, forma de sal de potássio de leteprinim). Contudo em outra modalidade, a formulação de leteprinim é uma suspensão de lipídeo tamponada com a forma de sal de potássio de leteprinim.
Materiais e Métodos
1. Animais
Os ratos Dark Agouti fêmea de dez semanas de idade (Janvier, Le Genest-St- Isle, França) foram aleatoriamente distribuídos em 5 grupos experimentais: (a) um gru- po de controle (n = 17) recebendo tratamento de placebo por suspensão de ácido de leteprinim subcutânea (s.c.); (b) um grupo de controle (n = 17) recebendo tratamento de placebo de sal de leteprinim s.c. (0,9% de NaCI); (c) um grupo tratado apenas com cisplatina (n = 17) (d) um grupo tratado com cisplatina (n = 17) recebendo um trata- mento por suspensão de ácido de leteprinim s.c. de 50 mg/kg/d; e (e) um grupo tratado com cisplatina (n = 17) recebendo um tratamento de sal K de leteprinim s.c. a 50 mg/kg/d. Os animais foram alojados 2 por gaiola e mantidos em um ambiente com temperatura controlada (21-22°C) e um ciclo de luz-escuridão reverso (12 horas/ 12 horas) com alimento e água disponíveis ad libitum. Todos os experimentos foram reali- zados de acordo com normas institucionais.
2. Indução de neuropatia por cisplatina, tratamento farmacológico e esquema de teste e monitoramento
A neuropatia foi induzida por injeção intraperitoneal (i.p.) de solução de cispla- tina a 0,1 mg/ml (Sigma, L1IsIe d'Abeau Chesnes, França) duas vezes em uma semana durante 4 semanas em uma dose de 2 mg/kg por injeção. Os tratamentos com letepri- nim foram realizados em uma base diária do primeiro dia de administração de cisplatina até o término do estudo (7 semanas). A cisplatina e o sal K de leteprinim foram dissol- vidos em soluções estéreis de 0,9% de NaCI (salina). A suspensão de ácido de letepri- nim e sua forma de placebo foram preparadas em uma solução de glicose a 5%. A sus- pensão de ácido de leteprinim e seu placebo e a solução de sal K de leteprinim foram preparadas recentemente todos os dias. O peso corporal e a taxa de sobrevivência fo- ram registrados diariamente. Placa quente e os testes de eletromiografia (EMG) foram realizados uma vez por semana. Os nervos ciáticos de 5 animais em cada grupo foram colhidos na semana 5 para análise histológica.
3. Teste sensorial: placa quente
Os ratos foram individualmente colocados dentro de um cilindro de vidro (altu- ra: 17 cm; diâmetro: 21 cm) em uma placa de aquecimento aquecida a 52°C (Medite OTS 40, Microm, Francheville, Rhône, França). O comportamento do animal foi obser- vado e registrado, em particular a lambida dos pés e o salto ajustado (saltando para escapar do calor). O tempo necessário para sentir a dor térmica (como evidenciado pela lambida e salto) está relacionado com a sensibilidade térmica e tende a aumentar quando a sensibilidade térmica é diminuída.
4. Eletromiografia
Os registros eletrofisiológicos foram realizados empregando uma eletromiogra-
fia Neuromatic 2000M (EMG) (Dantec, Les Ulis1 França). Os ratos foram anestesiados por injeção intraperitoneal de 60 mg/kg de cloridrato de cetamina (Imalgene 500, Rhône Mérieux, Lyon, França) e 4 mg/kg de hialina (Rompum 2%, Bayer Pharma, Kiel, Alema- nha. A temperatura normal do corpo foi mantida a 30°C com uma lâmpada de aqueci- 10 mento e controlada por um termômetro de contato (Quick, Bioblock Scientific, lllkirch, França) colocada na superfície da cauda.
O reflexo de onda H foi registrado no músculo da almofada da pata traseira a- pós estimulação do nervo ciático. Um eletrodo de referência e uma agulha de base fo- ram colocados sobre as costas inferiores do rato. O nervo ciático foi estimulado com um único pulso de 0,2 ms em intensidade supra-máxima. A amplitude (mV) e a latência das ondas H foram registradas.
A velocidade de condução do nervo sensível (SNCV) foi, da mesma forma, re- gistrada. Os eletrodos na pele da cauda foram colocados como segue: uma agulha de referência inserida na base da cauda e uma agulha de ânodo colocadas 30 mm distan- 20 te da agulha de referência na direção da extremidade da cauda. Um eletrodo de agulha de base foi inserido entre as agulhas de referência e o ânodo. O nervo caudal foi esti- mulado com uma série de pulsos 20 (durante 0,2 ms) a uma intensidade de 12,8 mA. A velocidade foi expressada em m/s.
5. Análise morfométrica
No término do estudo, cinco animais por grupo foram designados para análise
histológica a fim de avaliar o efeito de 50 mg/kg de leteprinim em mudanças patológicas induzida por cisplatina. Estes animais foram anestesiados com uma injeção intraperito- neal de 100 mg/kg de Imalgéne 500. Um segmento de 5 mm do nervo ciático foi exci- sado para histologia. O tecido foi fixado durante a noite com uma solução de glutaralde- 30 ído a 4% (Sigma, L1IsIe d'Abeau-Chesnes, França) em solução tamponada de fosfato (pH = 7,4) e mantida em 30% de sacarose a +4°C até o uso. As amostras do nervo fo- ram pós-fixadas em uma solução de tetróxido de ósmio a 1% (Sigma, Lisle d'Abeau- Chesnes, França) em solução de tamponamento de fosfato durante 2 horas, desidrata- das em solução de álcool em série, e incrustadas em Epon. Os tecidos incrustados fo- 35 ram em seguida colocados a +70°C durante 3 dias para permitir a polimerização da cera do tecido. As seções transversas de 1,5 μιτι foram cortadas com um micrótomo, tingidas com uma solução de azul de toluidina a 1% (Sigma, L1IsIe d'Abeau-Chesnes, França) durante 2 minutos, desidratadas e montadas em Eukitt. Uma seção de cada amostra de nervo ciático foi examinada empregando um microscópio óptico (Nikon, Tokyo, Japão). A análise foi realizada na superfície inteira da seção empregando software de imagem de análise digital semi-automatizado (Bio- com, França). Para cada fibra, os tamanhos de mielina e axonal foram automaticamen- te calculados e relatados na área de superfície (μιτι2). Estes dois parâmetros foram empregados para calcular a área equivalente da taxa g (diâmetro axonal/ diâmetro da fibra) de cada fibra (isto é, [A/(A+M)]0,5, A = área axonal, M = área de mielina), indicativa da espessura relativa da bainha de mielina. A espessura da mielina é inversamente propor- cional à taxa g.
O número de fibras degeneradas foi em seguida contado manualmente por um operador. As fibras mielinadas sem axônios, mielina redundante, e bainhas de aparên- cia de fibras muito grande de uma espessura comparada a seu diâmetro axonal foram considerados fibras suportando os processos de degeneração.
6. Análise dos dados
O peso corporal foi comparado sobre o curso do experimento por análise bidi- recional da variância (ANOVA). Os dados comportamentais, eletrofisiológicos e histoló- gicos foram analisados para cada momento individual por ANOVA, seguido por Fisher Protected Least Significant Difference como testes post-hoc (PLSD). O nível de signifi- cância foi ajustado em p < 0,05. Os resultados são expressados como erro da média ± padrão da média (s.e.m.).
RESULTADOS
1. Peso corporal
Em comparação com os ratos de controle mostrando um ganho de peso pro- gressivo do princípio ao fim do estudo, todos os animais recebendo cisplatina demons- traram perda de peso acentuada já no dia seguinte à administração de cisplatina (p < 0,001, ANOVA bidirecional) (Veja, Figura 1). A perda de peso mais severa foi observa- da durante a terceira e quarta semanas de administração de cisplatina. Após a absti- nência do tratamento da cisplatina, os ratos mostraram ganho de peso progressivo, mas permaneceram abaixo (cerca de 20%) do nível de controles. Estes resultados de- monstram que o tratamento com ácido de leteprinim ou sal K de leteprinim não preveniu o aparecimento de interrupção do crescimento, mas foi associado com um perfil de crescimento melhorado quando comparado ao grupo tratado somente com cisplatina (cerca de 10% acima do grupo tratado somente com cisplatina).
2. Teste sensorial: placa quente
A figura 2 mostra que de 2 semanas para a frente, os ratos do grupo tratado somente com cisplatina demonstraram um aumento significante em avaliações de Ia- tência limiar quando comparado aos grupos de controle (p <0,05, teste PLSD de Fi- sher). A disfunção mais severa foi observada na semana 4 (a última semana de admi- nistração de cisplatina) com um tempo de avaliação de cerca de 30% acima dos grupos de controle. Até o término do estudo, os animais do grupo tratado somente com cispla- tina não recuperaram o nível de desempenho dos animais de controle.
Como, da mesma forma, visto na Figura 2, o tratamento com ácido de letepri- nim ou com sal K de leteprinim melhora significantemente o desempenho da placa quente dos ratos tratados com cisplatina (p <0,05, teste PLSD de Fisher). Os efeitos significantes foram observados da semana 3 até a semana 7. Na semana 4, em que a disfunção por cisplatina severa foi observada, os ratos tratados com cisplatina com áci- do de leteprinim ou com sal K de leteprinim mostraram um tempo de avaliação de ape- nas de cerca de 15% acima dos valores de controle. Ao término do estudo (semana 7), o desempenho dos ratos tratados com cisplatina recebendo ácido de leteprinim ou com sal K de leteprinim foi comparável a aqueles ratos de controle. Estes resultados de- monstram que a leteprinim pode contribuir para a prevenção de patologias associadas com o tratamento da cisplatina.
3. Avaliações eletrofisiológicas
a. Amplitude de onda H
Como mostra na Figura 3, uma redução significante na amplitude da onda H foi observada no grupo de tratado somente com cisplatina tão cedo quanto 1 semana após a iniciação da administração de cisplatina. A redução mais severa na amplitude da on- da H ocorreu na semana 4, em que a perda excedeu 45% dos níveis de controle. A recuperação começa após a abstinência do tratamento da cisplatina (pontos do tempo pós-cisplatina) e foi completo na semana 7 (término do estudo).
Ratos com cisplatina tratados com ácido de leteprinim ou com sal K de letepri- nim demonstraram desempenho de onda H melhorado quando comparado ao grupo tratado somente com cisplatina. Estas diferenças foram evidentes já na semana 2. Na semana 4 em que a perda da amplitude de onda H foi máxima no grupo tratado somen- te com cisplatina, os ratos com cisplatina receberam leteprinim mostradas nas amplitu- des de onda de cerca de somente 20% abaixo os valores de controle. Durante a sema- na 5, os ratos com cisplatina tratados com leteprinim recuperada para a avaliação da onda dos ratos de controle. Estes resultados, da mesma forma, demonstram que a le- teprinim pode ajudar a prevenir ou aliviar mudanças fisiológicas associadas com a ad- ministração de cisplatina.
b. Latência de onda H
A Figura 4 mostra uma extensão significante de latência de onda H no grupo tratado somente com cisplatina partindo da semana 2 quando a aquela dos ratos de controle (p <0,05, teste de Fisher). A alteração mais severa foi observada na semana 4 com uma avaliação de estendida para cerca de 12%. Os ratos tratados somente com cisplatina recuperam completamente esta medida durante a semana 7.
O tratamento com ácido de leteprinim ou com sal K de leteprinim sígnificante- mente atenuou a alteração de latência de onda H induzida por cisplatina (p <0,05, tes- te de Fisher). Na semana 4 em que a alteração foi máxima no grupo tratado somente com cisplatina, apenas cerca de 4% da extensão da avaliação da latência (quando comparado com valor de controle) foi observada nos grupos com cisplatina recebendo tratamento de leteprinim.
c. Velocidade de condução do nervo sensível
Um aumento progressivo na SNCV foi observado no grupo com cisplatina inici- ado já na semana 1 (p <0,05, teste de Fisher) (Figura 5). A disfunção mais severa foi observada na semana 4 com uma avaliação de cerca de 15% abaixo do valores de con- trole. A recuperação iniciou em 5 semanas porém o desempenho não voltou a controlar os níveis.
O tratamento com leteprinim significantemente melhora o desempenho da SNCV de ratos tratados com cisplatina. Na semana 4 em que a disfunção de SNCV foi máxima no grupo tratado somente com cisplatina, a disfunção associada com ratos com cisplatina recebendo leteprinim foi no máximo de 7% abaixo do valor de controle. Na semana 7, o desempenho dos ratos com cisplatina tratados com leteprinim foi compa- rável com aqueles dos ratos de controle.
4. Análise morfométrica
a. Diâmetro axonal
Não houve diferença estatística entre os grupos (p > 0,05, ANOVA) (Figura 6), apesar de que os diâmetros axonais das fibras nervosas colhidas dos ratos tratados somente com cisplatina foram ligeiramente maiores do que aquelas dos outros grupos. O tratamento com leteprinim não modificou significantemente o tamanho axonal dos ratos tratados com cisplatina.
b. Espessura da mielina
Não existiram diferenças estatísticas entre os grupos quanto à espessura da bainha de mielina das fibras nervosas (p > 0,05, ANOVA) (Figura 7).
c. Porcentagem das fibras degeneradas
Como mostra na Figura 8, a proporção das fibras degeneradas nos nervos ciá- ticos do grupo tratado somente com cisplatina foi significantemente maior do que aque- le dos ratos de controle (p <0,05, teste de Fisher). Além disso, o tratamento com lete- prinim significantemente reduziu a proporção das fibras degeneradas nos nervos ciáti- cos dos ratos tratados com cisplatina. Os resultados descritos mostram a administração quimioterapêutica (neste ca- so, cisplatina) induz a disfunção acentuada do nervo indicados pela alteração de am- bos o sinal de onda H (amplitude reduzida e latência estendida) e SNCV, assim como, pela reatividade atrasada a quente. Estes sinais de neuropatia sensorial foram supor- tados pelos resultados histológicos mostrando um aumento significante na proporção das fibras do nervo ciático mostrando características de degeneração axonal, apesar de que a natureza destas fibras afetadas (sensorial ou motora) não foi identificada.
Os resultados descritos, também, demonstram que o tratamento com leteprinim podem acentuadamente atenuar a disfunção nervosa induzida por quimioterapêutico (neste caso, induzida por cisplatina) e podem acelerar a recuperação deste distúrbio. Estes melhoramentos foram evidentes em muitos parâmetros estudados (amplitude de onda H e latência, SNCV e degeneração axonal) e aparentaram estar em boa correla- ção com melhoramentos observados no teste de placa quente.
Os resultados histológicos mostraram que o diâmetro axonal do grupo tratado somente com cisplatina foi ligeiramente aumentado. Isto poderia representar a degene- ração axonal, um fenômeno observado como uma conseqüência da administração de cisplatina no desenvolvimento do cérebro do rato (Rzeski e outros, (2004) Ann. Neurol. 56 :351-360). O tratamento com leteprinim aparentou prevenir completamente esta tu- mefação axonal. Em resumo, os resultados descritos mostram que o tratamento diário com leteprinim pode melhorar a neuropatia sensorial relacionada com a cisplatina.
As preparações farmacêuticas contendo os ingredientes ativos descritos são adequadas para administração a humanos ou outros mamíferos. Tipicamente, as pre- parações farmacêuticas são estéreis, e não contêm compostos tóxicos, carcinogênicos, ou mutagênicos que devem causar uma reação adversa quando administrada. A admi- nistração da preparação farmacêutica pode ser realizada antes, durante, ou após o iní- cio da administração quimioterapêutica.
Um método da presente invenção pode ser efetuado empregando os ingredien- tes ativos como descrito acima, ou com um sal fisiologicamente aceitável, derivado, pró-fármaco, ou solvato deste. Os ingredientes ativos podem ser administrados como o composto puro, ou como uma preparação farmacêutica contendo outra ou ambas as entidades.
As preparações farmacêuticas incluem aquelas nas quais os ingredientes ati- vos são administrados em uma quantidade eficaz para obter seu propósito pretendido. Mais especificamente, uma "quantidade terapeuticamente eficaz" significa uma quanti- dade eficaz para prevenir o desenvolvimento de, para eliminar, para atrasar a progres- são de, ou para reduzir o tamanho de um tumor sólido. A determinação de uma quanti- dade terapeuticamente eficaz está bem na capacidade daqueles versados na técnica, especialmente à Iuz da descrição detalhada produzida aqui. Uma "dose terapeuticamente eficaz" se refere àquela quantidade dos ingredi- entes ativos que resultados em obter o efeito desejado. A eficácia terapêutica e toxici- dade de tais ingredientes ativos podem ser determinadas por procedimentos farmacêu- ticos padrão nas culturas de células ou animais experimentais, por exemplo, determi- nando o LD50 (a dose letal para 50% da população) e o ED50 (a terapeuticamente eficaz em 50% da população). A relação da dose entre os efeitos terapêuticos e tóxicos é o índice terapêutico, que é expressado como a relação entre LD50 e ED50. Um índice te- rapêutico leve é preferido. Os dados obtidos podem ser empregados formulando uma faixa de dosagem para uso em humanos. A dosagem dos ingredientes ativos preferi- velmente situa-se em uma faixa de concentrações circulantes que inclui o ED50 com pequena ou não toxicidade. A dosagem pode variar nessa faixa dependendo da forma de dosagem empregada, e a rotina de administração empregada.
A dosagem e formulação exata é determinada por um médico especial em vis- ta da condição do paciente. O intervalo e a quantidade da dosagem pode ser ajustada individualmente para produzir os níveis dos ingredientes ativos que são suficientes para manter os efeitos terapêuticos ou profiláticos.
A quantidade da preparação farmacêutica administrada pode ser dependente no indivíduo sendo tratado, no peso do indivíduo, a severidade da aflição, o modo de administração, e o julgamento na prescrição do médico.
Os ingredientes ativos podem ser administrados sozinhos, ou em mistura com um portador farmacêutico selecionado com referência a rotina pretendida da adminis- tração e pratica farmacêutica padrão. As preparações farmacêuticas para uso de acor- do com a presente invenção, desse modo, podem ser formuladas de um modo conven- cional empregando um ou mais portadores fisiologicamente aceitáveis compreendendo excipientes e auxiliares que facilitam o processo dos ingredientes ativos nas prepara- ções que podem ser empregadas farmaceuticamente.
Quando uma quantidade terapeuticamente eficaz dos ingredientes ativos é administrada, a preparação pode ser na forma de uma solução aquosa aceitável paren- teralmente, sem pirogênio. A preparação de tais soluções parenteralmente aceitáveis, tendo consideração devida ao pH, isotonicidade, estabilidade, e outros mais, é na ver- satilidade da técnica. Uma preparação preferida para injeção intravenosa tipicamente conterá um veículo isotônico apesar de que esta característica não ser necessária.
Para uso veterinário, os ingredientes ativos são administrados como uma for- mulação adequadamente aceitável de acordo com a pratica veterinária normal. O vete- rinário pode facilmente determinar o regime de dosagem que é mais adequado para um animal específico. Várias adaptações e modificações das modalidades podem ser preparadas e empregadas sem afastar-se da avaliação e espírito da presente invenção quem pode ser praticadas diferente de como especificamente descrito aqui. A descrição acima é pretendida ser ilustrativa, e não restritiva. A escopo da presente invenção é para ser
determinado apenas pelas reivindicações.
Os termos e expressões que têm sido empregados aqui são empregados como termos de descrição e não de limitação, e não existe intenção no uso de tais termos e expressando equivalentes das características mostradas e descritas, ou porções des- tes, sendo reconhecido que várias modificações são possíveis sem o escopo da pre- 10 sente invenção reivindicada. Além do mais, qualquer uma ou mais características de qualquer modalidade da presente invenção pode ser combinada com qualquer uma ou mais outras características de qualquer outra modalidade da presente invenção, sem afastar-se do escopo da presente invenção.
A não ser que de outra forma indicado, todos os números expressam quantida- 15 des de ingredientes, propriedades tais como peso molecular, condições de reação, e assim por diante, empregadas na especificação e reivindicações são para serem en- tendidas como sendo modificadas em todos os casos pelo termo "cerca de." Conse- quentemente, a não ser que indicado ao contrário, os parâmetros numéricos apresen- tados na especificação e reivindicações fixadas são aproximações que podem variar 20 dependendo das propriedades desejadas procurando ser obtidos pela presente inven- ção. Nas muito mínimas, e não como uma tentativa para limitar a aplicação da doutrina de equivalentes para o escopo das reivindicações, cada parâmetro numérico deve, pelo menos ser interpretado à Iuz do número de dígitos significante relatado e por aplicação ordinária arredondando as técnicas. Apesar de que as faixas numéricas e parâmetros 25 apresentando o escopo amplo da presente invenção são aproximações, os valores nu- méricos apresentados nos exemplos específicos são relatados tão precisamente quanto possível. Qualquer valor numérico, entretanto, inerentemente contem certos erros ne- cessariamente resultando de desvio padrão encontrando seus respectivos testes de avaliações.
Os termos "um" e "uma" e "o" e similares referentes empregados no contexto
descrevendo a invenção (especialmente no contexto das seguintes reivindicações) são para ser interpretados para cobrir ambos o singular e o plural, a não ser que de outra maneira indicado aqui ou claramente contradizendo o contexto. A recitação das faixas de valores aqui é meramente pretendida para servir como um método taquigráfico de 35 referindo-se individualmente para cada valor separado sendo na faixa. A não ser que de outra maneira indicada aqui, cada valor individual é incorporado na especificação como se fossem individualmente relacionado aqui. Todos os métodos descritos aqui podem ser realizados em qualquer ordem adequada a não ser que de outra maneira indicado aqui ou de outra maneira claramente contradizendo o contexto. O uso de qualquer e todos os exemplos, ou exemplares de linguagem (por exemplo, "tal como") produzidos aqui é pretendido meramente ser melhor esclarecido na invenção e não re- 5 presenta uma limitação no escopo da presente invenção, de outra maneira reivindicada. Sem Iinguaguem na especificação deve ser interpretado como indicado por qualquer elemento essencial não reivindicado para a pratica da presente invenção.
Os agrupamentos dos elementos alternativos ou modalidades da presente in- venção descritos aqui não são para serem interpretados como limitações. Cada mem- 10 bro do grupo pode ser referido para e reivindicado individualmente ou em qualquer combinação com outros membros do grupo ou outros elementos apresentados aqui. É antecipado que um ou mais membros de um grupo pode ser incluído em, ou deletado de, um grupo por razões de conveniência e/ ou patenteabilidade. Quando qualquer tal, inclusão ou deleção ocorrer, a especificação é aqui considerada conter o grupo como 15 modificado, desse modo cumprindo a descrição escrita de todos os grupos Markush empregados nas reivindicações anexas.
Certas modalidades desta invenção são descritas aqui, incluindo o modo mais conhecido para o inventores para realizar a invenção. Certamente, as variações naque- las certas modalidades devem tornar-se evidentes para aqueles de ordinário conheci- 20 mento na técnica na leitura da descrição antecedente. O inventor espera técnicos ver- sados para emprego de tais variações quando adequada, e os inventores tencionam para a invenção ser praticada diferente do que especificamente descrito aqui. Conse- quentemente, esta invenção inclui todas as modificações e equivalentes do caso do indivíduo relacionado nas reivindicações anexas relativas a este assunto como permiti- 25 do pela Iei aplicável. Além do mais, qualquer combinação dos elementos descritos aci- ma em todas as variações possíveis destes é abrangida pela invenção a não ser que de outra maneira indicada aqui ou de outra maneira claramente contradizendo o con- texto.
Além disso, referencias numerosas tem sido preparadas para patentes e publi- cações impressas do princípio ao fim desta especificação. Cada uma das referencias acima citadas e publicações impressas são aqui individualmente incorporadas por refe- rencia em sua totalidade.
No fechamento, é para ser entendido que as modalidades da presente inven- ção descrita aqui são ilustrativos dos princípios da presente invenção. Outras modifica- ções que podem ser empregadas estão no escopo da presente invenção. Desse modo, por meio do exemplo, mas não de limitação, as configurações alternativas da presente invenção podem ser utilizadas de acordo com os ensinamentos aqui. Consequentemen- te, a presente invenção não está limitada a aquelas precisamente como mostrada e descrita.
Claims (44)
1. Método, CARACTERIZADO pelo fato de que, compreende: administrar uma suspensão de Ieteprinim a um paciente com necessidade des- te, desse modo, contribuindo para o tratamento de neuropatia induzida por quimiotera- pia.
2. Método, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que a referida administração de Ieteprinim precede o início do tratamento com um a- gente quimioterapêutico; a referida administração de Ieteprinim começa após o início do tratamento com o referido agente quimioterapêutico; ou, a referida administração de Ieteprinim e o referida administração do agente quimioterapêutico ocorre substancial- mente de forma simultânea.
3. Método, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que a referida Ieteprinim é administrada seis vezes ou menos por semana.
4. Método, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que a referida Ieteprinim é administrada duas vezes por semana.
5. Método, de acordo com a reivindicação 2, CARACTERIZADO pelo fato de que a referida administração de Ieteprinim e a referida administração do agente quimio- terapêutico ocorrem substancialmente de forma simultânea.
6. Método, de acordo com a reivindicação 5, CARACTERIZADO pelo fato de que a referida Ieteprinim e o referido agente quimioterapêutico são parte da mesma preparação farmacêutica.
7. Método, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que a referida administração de Ieteprinim ocorre em uma dose de menos do que cerca de 100 mg/kg.
8. Método, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que a referida administração de Ieteprinim ocorre em uma dose de cerca de 50 mg/kg.
9. Método, de acordo com a reivindicação 2, CARACTERIZADO pelo fato de que o referido agente quimioterapêutico é selecionado de agentes de alquilação, podo- filotoxinas, terpenóides, anti-metabólitos, antraciclinas, outros agentes anti-tumorais, e combinações destes.
10. Método, de acordo com a reivindicação 2t CARACTERIZADO pelo fato de que o referido agente quimioterapêutico é selecionado de vincristina vimblastina, vino- relbina, vindesina, etoposídeo, teniposídeo, cisplatina, carboplatina, oxaliplatina, pacli- taxel, docetaxel, suramina, altretamina, clorambucila, citarabina, dacarbazina, doceta- xel, etoposídeo, fludarabina, ifosfamida com mesna, tamoxifeno, teniposídeo, tioguani- na, e combinações destes.
11. Método, de acordo com a reivindicação 2, CARACTERIZADO pelo fato de que o referido agente quimioterapêutico é selecionado de agentes de alquilação, alca- lóides de vinca, taxanos, e combinações destes.
12. Método, de acordo com a reivindicação 2, CARACTERIZADO pelo fato de que o referido agente quimioterapêutico é selecionado de vincristina, paclitaxel, cispla- tina, e combinações destes.
13. Método, de acordo com a reivindicação 2, CARACTERIZADO pelo fato de que o referido agente quimioterapêutico é cisplatina.
14. Método, de acordo com a reivindicação 13, CARACTERIZADO pelo fato de que a referida cisplatina é administrada duas vezes por semana.
15. Preparação farmacêutica, CARACTERIZADA pelo fato de que contribui pa- ra o tratamento of neuropatia induzida por quimioterapia compreendendo uma suspen- são de leteprinim.
16. Preparação farmacêutica, de acordo com a reivindicação 15, CARACTERIZADA pelo fato de que a referida leteprinim compreende uma dose de menos do que cerca de 100 mg/kg.
17. Preparação farmacêutica, de acordo com a reivindicação 15, CARACTERIZADA pelo fato de que a referida leteprinim compreende uma dose de cerca de 50 mg/kg.
18. Preparação farmacêutica, de acordo com a reivindicação 15, CARACTERIZADA pelo fato de ser na forma de uma suspensão.
19. Método, CARACTERIZADO pelo fato de que, compreende administrar uma suspensão de leteprinim a um paciente com nessecidade des- te, desse modo, contribuindo para o tratamento de neuropatia induzida por cisplatina.
20. Método, CARACTERIZADO pelo fato de que, compreende administrar a cisplatina para contribuir para o tratamento de um câncer e administrar uma suspensão de leteprinim a um paciente com necessidade des- te, desse modo, contribuindo para o tratamento de neuropatia induzida por cisplatina.
21. Método, de acordo com a reivindicação 19, CARACTERIZADO pelo fato de que a referida administração de leteprinim precede o início do tratamento com cisplati- na ou a referida administração de leteprinim começa após o início do tratamento com tratamento com cisplatina.
22. Método, de acordo com a reivindicação 20, CARACTERIZADO pelo fato de que a referida leteprinim é administrada diariamente.
23. Método, de acordo com a reivindicação 20, CARACTERIZADO pelo fato de que a referida cisplatina é administrada duas vezes por semana.
24. Método, de acordo com a reivindicação 20, CARACTERIZADO pelo fato de que a referida leteprinim é administrada diariamente e a referida cisplatina é adminis- trada duas vezes por semana.
25. Método, de acordo com a reivindicação 20, CARACTERIZADO pelo fato de que a referida administração de leteprinim e a referida administração de cisplatina ocor- re substancialmente de forma simultânea.
26. Método, de acordo com a reivindicação 25, CARACTERIZADO pelo fato de que a referida leteprinim e a referida cisplatina são parte da mesma preparação farma- cêutica.
27. Método, de acordo com a reivindicação 19, CARACTERIZADO pelo fato de que a referida administração de leteprinim ocorre em uma dose de menos do que cerca de 100 mg/kg.
28. Método, de acordo com a reivindicação 27, CARACTERIZADO pelo fato de que a referida administração de leteprinim ocorre em uma dose de cerca 50 mg/kg.
29. Preparação farmacêutica, CARACTERIZADA pelo fato de que compreende uma suspensão de leteprinim na qual a preparação farmacêutica é vendida com infor- mação instrutiva direcionando a administração da referida preparação farmacêutica a um paciente com necessidades desta para contribuir para o tratamento de neuropatia induzida por cisplatina.
30. Preparação farmacêutica, de acordo com a reivindicação 29, CARACTERIZADA pelo fato de que a referida informação instrutiva direciona para que a referida administração da preparação farmacêutica preceda o início do tratamento com cisplatina ou que a referida administração da preparação farmacêutica começa após o início do tratamento com cisplatina.
31. Preparação farmacêutica, de acordo com a reivindicação 29, CARACTERIZADA pelo fato de que quando o tratamento da cisplatina e a referida ad- ministração da preparação farmacêutica têm ambos os começos, a referida informação instrutiva direciona para que a referida preparação farmacêutica seja administrada dia- riamente.
32. Preparação farmacêutica, de acordo com a reivindicação 29, CARACTERIZADA pelo fato de que quando o tratamento da cisplatina e a referida ad- ministração da preparação farmacêutica têm ambos os começos, a referida informação instrutiva direciona para que a referida cisplatina seja administrada duas vezes por se- mana.
33. Preparação farmacêutica, de acordo com a reivindicação 29, CARACTERIZADA pelo fato de que quando o tratamento da cisplatina e a referida ad- ministração da preparação farmacêutica têm ambos os começos, a informação instruti- va direciona para que a referida preparação farmacêutica seja administrada diariamen- te e para que a referida cisplatina seja administrada duas vezes por semana.
34. Preparação farmacêutica, de acordo com a reivindicação 29, CARACTERIZADA pelo fato de que quando o tratamento da cisplatina e a referida ad- ministração da preparação farmacêutica têm ambos os começos, a referida informação instrutiva direciona para que a referida administração da preparação farmacêutica e o referido tratamento da cisplatina ocorram substancialmente de forma simultânea.
35. Preparação farmacêutica, de acordo com a reivindicação 34, CARACTERIZADA pelo fato de que a referida preparação farmacêutica também com- preende cisplatina.
36. Preparação farmacêutica, de acordo com a reivindicação 29, CARACTERIZADA pelo fato de que a referida informação instrutiva direciona para que a referida administração da preparação farmacêutica ocorra em uma quantidade para liberar uma dose de leteprinim de menos do que cerca de 100 mg/kg.
37. Preparação farmacêutica, de acordo com a reivindicação 29, CARACTERIZADA pelo fato de que a referida informação instrutiva direciona para que a referida administração da preparação farmacêutica ocorra em uma quantidade para liberar uma dose de leteprinim de cerca de 50 mg/kg.
38. Preparação farmacêutica, CARACTERIZADA pelo fato de que compreende cisplatina e leteprinim na qual a referida cisplatina na referida preparação farmacêutica é pretendida para contribuir para o tratamento de um câncer e a referida leteprinim é pretendida para contribuir para o tratamento de cisplatina induzida neuropatia.
39. Preparação farmacêutica, de acordo com a reivindicação 15, CARACTERIZADA pelo fato de que a referida preparação é administrada subcutanea- mente.
40. Método, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1, 19, ou 20, CARACTERIZADO pelo fato de que a referida leteprinim é administrada subcutanea- mente.
41. Preparação farmacêutica, de acordo com a reivindicação 15, CARACTERIZADA pelo fato de que a referida Ieteprininn compreende leteprinim em forma de ácido.
42. Método, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1, 19, ou 20, CARACTERIZADO pelo fato de que a referida leteprinim compreende leteprinim na forma de ácido.
43. Preparação farmacêutica, de acordo com a reivindicação 15, CARACTERIZADA pelo fato de que a referida leteprinim compreende leteprinim na forma de sal.
44. Método, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1, 19, ou 20, CARACTERIZADO pelo fato de que a referida leteprinim compreende leteprinim na forma de sal.
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