Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "PLACA DE RETENÇÃO PARA TROCANTER".
A presente invenção refere-se a um implante para a refixação de um trocanter maior osteotomizado ou fraturado (trocanter maior), a uma as- sim chamada placa de retenção de trocanter, e a um método para a refixa- ção operativa de um trocanter maior osteotomizado ou fraturado com uma placa de retenção de trocanter.
Vários trajetos de acesso para a união do quadril, dentre outras coisas, com osteotomia e subsequente refixação do trocanter maior, têm sido desenvolvidos uma vez que a introdução amplamente divulgada de en- dopróteses de quadril nos anos cinqüenta e sessenta. A refixação desse im- portante tendão aos músculos glúteos médios e aos músculos glúteos míni- mos, bem como a diferentes rotatores externos deve ser efetuada em uma maneira anatômica após a implantação da prótese. Sobretudo, a refixação desse importante tendão deve resistir às forças tensoras dos abdutores, que sob certas circunstâncias podem ter uma quantidade significativa de três vezes o peso do corpo. Várias técnicas têm sido desenvolvidas para esse propósito. Dentre essas técnicas existem, por exemplo, as técnicas de cer- clagem, que funcionam com arames e cabos. Esses podem ser suplementa- dos por implantes adicionais. Esses projetos alcançam a reposição e a com- pressão dos fragmentos presentes por meio de cerclage/bandagens de ten- são, sobre o local da osteotomia/local da fratura. Uma neutralização real da tensão dos abdutores é efetuada tanto através de um tipo de cercla- ge/braçadeira, que é fixada no fêmur proximal, ou de nenhuma forma. Os implantes servem para a fixação de cabos/arames no aspecto crânio lateral do trocanter maior. Uma fixação estável e direta dos implantes no fêmur pro- ximal não é efetuada.
Uma técnica adicional usa implantes do tipo placa tendo uma função de banda de tensão, que são fixados com parafusos ou por cerclages no aspecto lateral do fêmur proximal. A reposição e a fixação do trocanter maior são efetuadas na maioria das vezes através de excentricidades do tipo projeção pontiaguda aos implantes do tipo placa, que tanto somente engancham no trocanter quanto se dirigem para fora em uma maneira arqueada sobre o trocanter. Uma fixação na região do trocanter é efetuada tanto somente por projeções pontiagudas quanto com cerclages em torno do massivo trocanter (calcar femoris), ou com parafusos no fragmento do trocanter maior. Os im- plantes do tipo placa se estendendo lateralmente, os quais exclusivamente tiram a carga, requerem um projeto parcialmente de alto desempenho e es- tável, de modo a resistir às forças dos abdutores. A posição lateral direta- mente acima do tuberculum innominatum pode então levar à irritação do tra- to iliotibial, que deve deslizar sobre essa região. Sobretudo, com um raio maior ou com um curso de projeções pontiagudas em torno do fragmento do trocanter maior, existe o perigo de que as projeções pontiagudas do tipo ar- co dobrem abrindo, ou com ossos osteroporosos, de que as projeções ponti- agudas com bordas parcialmente afiladas cortem. Uma outra técnica torna o uso de implante que é fixado diretamente no corpo das próteses, em unhas intramedulares ou em parafusos dinâmicos de quadril (DHS). Muitos dos implantes mencionados não têm exibido uma estabilidade adequada em es- tudos clínicos e/ou de biomecânica, ou muitos dos implantes mencionados sofrem falha de material no curso de cargas dinâmicas.
É, portanto, um objetivo da presente invenção prover um implan- te para a refixação de trocanter maior osteotomizado ou fraturado, que evite as desvantagens dos implantes conhecidos.
É, sobretudo, um objetivo de a presente invenção prover um mé- todo para implantar um implante para a refixação do trocanter maior osteo- tomizado ou fraturado, que evite as desvantagens dos métodos conhecidos. Esses e outros objetivos são alcançados por uma placa de re-
tenção de trocanter de acordo com a reivindicação independente 1 da paten- te, e por um método de acordo com a reivindicação independente 9 da pa- tente.
A placa de retenção de trocanter de acordo com a presente in- venção permite a neutralização das forças abdutoras, sem corte significante das substâncias do osso do trocanter maior. Isso é significativamente vanta- joso, em particular quando a osteoporose está presente. O termo placa no relatório descritivo e nas reivindicações da presente invenção é para incluir placas no senso mais restrito, mas também projetos do tipo placa, por exemplo, tecidos de reforço (intertecidos) de dife- rentes materiais adequados, ou placas de diversas partes que são conecta- das ativamente uma na outra.
Materiais adequados para placas, parafusos, cabos, bandas de implante ou de placas de retenção de trocanter, de acordo com a presente invenção, são preferencialmente selecionados a partir do grupo de aço ino- xidável, ligas de aço inoxidável, titânio, ligas de titânio, plásticos para uso médico, carbono, Kevlar, materiais compósitos ou materiais bioabsorvíveis. Os últimos têm a vantagem de que uma operação para a remoção é feita para re- sistir, mas não tem uma estabilidade adequada para muitas aplicações. Dife- rentes combinações dos materiais acima mencionados são possíveis e van- tajosas. Assim, por exemplo, a perna de placa distai pode ser projetada em uma maneira rígida e a pelo menos uma projeção pontiaguda de placa pro- ximal pode ser projetada em uma maneira flexível, por meio da seleção de diferentes materiais adequados.
De acordo com as modalidades preferidas, a placa é projetada em uma maneira sólida ou de um tecido que é igualmente reforçado. A placa pode também consistir de uma combinação de componentes sólidos ou de tecido (inter tecido), como aquelas já indicadas acima, as propriedades do material, tal como elasticidade, por exemplo, podem ser localmente modifi- cadas. A porosidade do material da placa pode, do mesmo modo, ser modi- ficada nas regiões, que do mesmo modo permite uma adaptação das propri- edades locais, tal como a resistência e/ou a elasticidade, por exemplo.
As modalidades da invenção serão explicadas daqui por diante em mais detalhes por meio dos desenhos anexos. Eles são ilustrados:
a figura 1 é uma vista frontal da placa de retenção do trocanter, que compreende uma placa de base e que é fixada no fêmur proximal de um quadril esquerdo, em que a placa de base compreende uma seção inferior;
a figura 2 é um implante de acordo com a figura 1, em uma vista
lateral; a figura 3 é um implante das figuras 1 e 2, em uma vista dorso médio cranial;
a figura 4 é um corte simplificado da seção inferior da placa de base da figura 1, que é fixada no osso por meio de dispositivo de fixação;
a figura 5 é uma primeira modalidade do dispositivo de fixação
da figura 4, em uma vista lateral;
a figura 6 é uma segunda modalidade do dispositivo de trava- mento, em uma vista lateral;
a figura 7 é uma modalidade adicional do implante de acordo com a invenção, com o qual a seção inferior da placa de base é determinada como uma perna de placa estreita e longa;
a figura 8 é uma modalidade adicional do implante de acordo com a invenção, com a qual a seção inferior da placa de base é determinada como uma perna de placa bifurcada com duas asas longitudinais que são distanciadas uma da outra;
a figura 9 é uma modalidade adicional do implante de acordo com a invenção, com a qual a seção inferior da placa de base é determinada como uma perna de placa larga e longa;
a figura 10 é uma modalidade adicional do implante de acordo com a invenção, com a qual a placa de base é determinada como uma perna de placa estreita e longa com seis asas laterais projetando perpendicular- mente;
a figura 11 é uma modalidade adicional do implante de acordo com a invenção, com a qual não é formada a alma transversal da seção su- perior da placa de base;
as figuras 12a até 12c são representações esquemáticas da in- trodução de um implante de acordo com 1, distalmente a partir da origem do M. vastus Iateralis;
as figuras 13a até 13c são representações esquemáticas da in- trodução de um implante de acordo com a figura 7, a partir da proximal, após o corte em uma parte curta da origem do M. vastus Iateralis;
a figura 14a é uma modalidade adicional do implante de acordo com a invenção, com a qual não são formadas excentricidades guias dispos- tas em frente ao dispositivo de travamento;
as figuras 14b até 14d ilustram o implante de acordo com a figu- ra 14a, em vistas a partir das partes ventral, dorsal e proximal;
as figuras 14e e 14f ilustram o implante de acordo com a figura
14a em vistas em perspectiva a partir da parte de dorso mediai e da parte ventre lateral;
a figura 15 é uma vista aumentada detalhada F da extremidade de perna distai do implante de acordo com a figura 14a, em uma vista de acordo com a figura 14e;
a figura 16 é uma vista aumentada detalhada D da região de ex- tremidade proximal do implante de acordo com a figura 14a, da vista de a- cordo com a figura 14f;
a figura 17 é uma vista aumentada detalhada E da região proxi- mal do implante de acordo com a figura 14a, em uma vista de acordo com a figura 14e;
as figuras 18a e 18b ilustram o implante de acordo com a figura 14 junto com uma placa de travamento de acordo com uma modalidade adi- cionalmente da invenção, em vistas em perspectiva explodida a partir das partes de dorso mediai e dorso lateral; e
a figura 19 é um implante de acordo com uma modalidade adi- cional, em uma conexão ativa com um auxílio de implantação na forma de um arco-alvo, com uma pluralidade de luvas de orifício de um diâmetro dife- rente.
A placa de retenção do trocanter que, tal como acima e a seguir,
é também chamada de implante curto que, dentre outras coisas, serve para a reposição anatômica e para a fixação estável do trocanter maior 9 em um fêmur proximal 2 após a osteotomia ou a fratura. Um plano de osteotomia ou um plano de fratura do fragmento do trocanter maior é indicado na figura 2 em OF. O plano ilustrado corresponde essencialmente a um padrão de oste- otomia. Com a osteotomia total, a linha de osteotomia irá definir um plano, que, com um ponto de início aproximadamente igual, será levado adicional- mente de forma distai. Com uma assim chamada osteotomia trocantérica estendida (ETO), a linha de osteotomia será levada essencialmente ainda mais adicionalmente de forma distai para cima, para dentro do fêmur proxi- mal.
Na modalidade exemplificativa ilustrada, a presente invenção é
realizada com base em um princípio de tensão de banda, com dois retento- res, que resulta a partir de uma combinação de uma placa disposta lateral- mente e retentores dispostos medialmente.
O implante de acordo com uma primeira modalidade da inven- ção compreende uma placa de base 1 (figuras 1 e 2) que no caso ilustrado é determinada para o fêmur proximal lateral 2. A placa de base 1 é essencial- mente plana e pode assim ser disposta facilmente abaixo dos músculos vas- tos laterais e ao redor do tuberculum innominatum 10. A placa de base 1 compreende uma seção inferior 3, isto é, distante da extremidade superior do fêmur 2, bem como uma seção superior 4, isto é, uma disposta mais pró- xima da extremidade superior do fêmur 2.
A seção superior 4 da placa de base 1 compreende uma parte principal revestida 5 que é arqueada em uma maneira alongada. O eixo ge- ométrico longitudinal desse arqueamento coincide com o eixo geométrico longitudinal da curvatura da superfície externa do fêmur 2, ou ele se estende pelo menos paralelo ao mesmo. Esse curso de curvatura dessa seção supe- rior 4 da placa de base 1 deve corresponder ao curso de curvatura da super- fície daquela seção do fêmur 2, para a qual essa seção 4 da placa de base 4 é determinada. Deve ser entendido que o raio de curvatura dessa seção 4 da placa de base 1 pode mudar juntamente com seu eixo geométrico longi- tudinal se estendendo praticamente vertical, dependendo de como a curvatu- ra da superfície do fêmur 2 muda em sua direção longitudinal. A placa de base 1, adicionalmente, compreende dois membros estreitos 6 e 7 que são localizados a uma distância um do outro e que, em uma extremidade, conec- ta a borda superior 39 da seção superior 4 da placa de base 1 e parte dessa borda 37. Os membros 6 e 7 formam uma peça única com a seção superior 4 da placa de base 1, e eles se estendem para cima a partir da seção supe- rior 4 da placa de base 1. Os respectivos membros 6 e 7 são dispostos de forma ventral ou dorsal no tuberculum innominatum 10. Os membros 6 e 7 têm corpos de base 11 e 12 se estendendo em uma maneira essencialmente na forma de arco e eles são dispostos de forma convexa um com relação ao outro. A placa de base 1 também compreende uma alma revestida 13, que é conectada nas partes de extremidade livre superior dos membros 6 e 7 atra- vés de sua borda inferior. A alma 13 faz ponte dessas partes de extremidade dos membros 6 e 7 e conecta mecanicamente os mesmos uns aos outros. Os dois membros 6 e 7 são assim conectados um ao outro de forma proxi- mal do tuberculum innominatum 10 por meio da alma 13.
A parte de borda superior 39 do corpo de base 5 da seção de placa superior 4, bem como as bordas internas dos membros 6 e 7 e a alma 13, delimitam uma abertura 14, na placa de base 1, que tem uma linha ex- terna praticamente oval. O tuberculum innominatum 10 pode repousar nessa abertura 14 quando o implante é fixado no fêmur 2. Os membros 6 e 7 assim derivam o tuberculum innominatum 10, de modo que o trato iliotibial possa deslizar sem-problema ou obstáculo.
A região proximal 4 da placa de base 1 compreende quatro orifí- cios alongados 351, 352, 353 e 354, através dos quais os parafusos 36 pas- sam, com cuja ajuda a placa de base 1 pode ser ajustada no osso 2. Em cada caso, dois orifícios alongados 351 e 353, e 352 e 353, são determina- dos em um dos membros 6 e 7, respectivamente, da placa de base 1 e, es- pecificamente, em uma distância vertical um para com o outro. O primeiro orifício alongado 351 e 352 dos respectivos pares de orifícios estão onde os membros 6 e 7, respectivamente, encontram a alma 13. O segundo orifício alongado 353 e 354 do respectivo par de orifícios é localizado vagamente no meio do comprimento do membro 6 e 7, respectivamente, da placa de base 1. O eixo geométrico longitudinal dos orifícios alongados 351 a 354 é alinha- do em uma maneira caudal para mediai. A placa de base 1 é fixada no fêmur proximal 8 com a ajuda de
parafusos 36, que passam através dos orifícios 351 a 354. Esses parafusos 36 podem meramente passar através da superfície do osso 2 ou eles podem ser projetados tão longos que eles passem através do fragmento do trocan- ter 9, ou da região frontal 51 do parafuso de rosca do parafuso 36, que é rosqueado no fêmur proximal 8 (figura 2). No caso em que tal parafuso 36 passe através do fragmento do trocanter 9, sem a rosca de parafuso de ros- ca engatando com o material do fragmento do trocanter 9, então uma pes- soa pode chamar tal parafuso de parafuso de tensão.
O alinhamento dos orifícios de rosca 351 a 354 em combinação com sua forma de orifício alongada, permite uma posição fina dos parafusos 36 que é direcionada em uma maneira caudal para mediai, de modo a fixar o fragmento do trocanter 9 sobre o plano OF da osteotomia ou da fratura. Quando requerido, esses parafusos 36 podem ser incorporados no plano de base 1 em uma maneira angularmente estável. Isso significa que o lado infe- rior do cabeçote do parafuso 36 é determinado em uma maneira cônica, e que a superfície externa dessa seção de cabeçote é provida com uma rosca. É útil para projetar as superfícies laterais dos recessos 351 a 354 na placa de base 1 em uma maneira cônica ou afunilada, de modo que os recessos 352 a 354 tenham flancos se estendendo obliquamente. O material do cabe- çote do parafuso 36 é mais duro do que o material da placa de base 1, de modo que a rosca na seção cônica da cabeça do parafuso corte o material da placa de base 1 no rosqueamento do parafuso 26 e, dessa forma, isso assegura uma posição angular não-modificável do parafuso 36 com relação à placa de base 1. Tal conexão entre a respectiva parte da placa de base 1 e do parafuso 36 pode resistir a cargas alternativas também por longos perío- dos de tempo.
O fragmento do trocanter 9 pode ser fixado sobre a região pro-
ximal 4 da placa de base 1, se um rosqueamento direto não for possível. Desse modo, o uso de um parafuso angularmente estável 36 acima mencio- nado é vantajoso. Dois orifícios adicionais 355 e 356 são projetados na regi- ão de borda superior 39 da parte principal 5 da seção proximal 4. Em cada caso, um desses orifícios 355 e 356 pode ser localizado onde os membros 6 e 7 coincidem com essa região de borda superior 39 da parte principal 5 da seção proximal 4 da placa de base 1. Parafusos 36 podem também ser Ie- vados através desses orifícios 355 e 356, e ser rosqueados no fêmur proxi- mal 2.
O implante adicionalmente compreende um dispositivo para a retenção não-positiva do trocanter maior 9 no fêmur 2. Esse dispositivo de contenção 20 no caso representado compreende dois retentores essencial- mente flexíveis 41 e 42. Os retentores respectivos 41 e 42 compreendem uma projeção pontiaguda tipo tira 16 e 17, respectivamente. Essas projeções pontiagudas 16 e 17 são localizadas em uma distância uma da outra. Essas projeções pontiagudas 16 e 17 se estendem de forma proximal a partir da alma 13 e elas são projetadas de tal modo que elas possam ser adaptadas para a anatomia do trocanter maior. Para esse propósito, as projeções pon- tiagudas completas 16 e 17, ou pelo menos uma região 43 das projeções pontiagudas respectivas 16 e 17, é projetada de uma maneira flexível. As projeções pontiagudas flexíveis 16 e 17 têm um curso arqueado, em que esse arco é direcionado para cima. Uma pessoa pode assim dizer que as projeções pontiagudas 16 e 17 são pré-dobradas em um formato de gancho. Por essa razão, o fragmento do trocanter 9 é bem-circundado ou agarrado em uma maneira proximal, e uma boa reposição do fragmento do trocanter 9 pode ser obtida pelo puxamento manual. De modo a manter o corte das pro- jeções pontiagudas 16 e 17 dentro do fragmento do trocanter maior tão pe- queno quanto possível, as projeções pontiagudas 16 e 17 devem ser proje- tadas de forma significante mais larga do que alta. As projeções pontiagudas 16 e 17 podem assim também ser projetadas de tal modo que a rigidez das respectivas projeções pontiagudas 16 e 17 reduza com um aumento da dis- tância da alma 13, de modo que as projeções pontiagudas 16 e 17 se tor- nem mais flexíveis com um aumento da distância da alma 13. Um projeto das projeções pontiagudas 16 e 17 com o qual uma mudança na flexibilidade das projeções pontiagudas 16 e 17 é obtida por meio do uso de materiais com diferentes flexibilidades para as seções individuais das projeções ponti- agudas 16 e 17, é também possível.
As projeções pontiagudas 16 e 17 representadas nos desenhos compreendem uma primeira parte de extremidade 18, uma segunda parte de extremidade 19 e uma parte mediana 43, que se estende através dessas partes de extremidade 18 e 19. A primeira parte de extremidade da base de projeções pontiagudas alongadas 18 é conectada na alma 13 e é projetada de forma útil como uma peça única a mesma. A segunda parte de extremi- dade 19 das projeções pontiagudas 16 e 17 é projetada como uma continua- ção mais espessa e é localizada de forma mediana na placa de tensão do Músculos glúteos médios e de forma mediana na ponta do fragmento do tro- canter maior 9.
O comprimento da continuação espessa 19 é praticamente igual ao comprimento das pontas aguadas 16 e 17. A altura da continuação es- pessa 19 por outro lado representa uma multiplicidade da espessura da par- te mediana 43 das projeções pontiagudas 16 e 17. A continuação 19 com- preende uma face de extremidade 44 (figuras 2 e 3). Um orifício 23 atraves- sa a espessura 19. Uma das excentricidades desse orifício 23 reside na face de extremidade 44 da espessura 19. O orifício 23 se estende obliquamente para cima através da espessura 19, de modo que uma segunda excentrici- dade 45 do orifício 23 se localiza na superfície da espessura 19 ou nas pro- jeções pontiagudas 16 e 17.
O retentor respectivo 41 e 42 adicionalmente compreende um elemento alongado flexível 21 e 22, respectivamente, que, de forma útil, tem uma seção transversal circular. O diâmetro do elemento longitudinal 21 e 22 é menor do que o comprimento das projeções pontiagudas 16 e 17, respec- tivamente. No caso representado, esses elementos alongados 21 e 22 são determinados como cabos. Esses cabos 21 e 22 podem ser cordas ou cabos e eles podem ser de aço inoxidável, titânio ou plástico. A primeira parte de extremidade 141 de um tal elemento alongado ou cabo 21 e 22 é conectada na segunda parte da extremidade livre 19 das projeções pontiagudas cor- respondentes 16 e 17, respectivamente (figuras 1 e 3).
A segunda ou parte de extremidade livre 142 do elemento Iongi- tudinal ou cabo 21 e 22, após os cabos 21 e 22 terem se cruzado, é ajustada na placa de base 1. A primeira parte de extremidade 141 do cabo 21 e 22 se estende através do orifício 23 na espessura 19 das projeções pontiagudas 16 e 17, respectivamente, em que uma seção de extremidade 46 dessa pri- meira parte de extremidade 141 projeta para fora da excentricidade superior 45 do orifício 23 nas projeções pontiagudas 16 e 17, respectivamente. Essa seção de extremidade 46 que se projeta para trás a partir da excentricidade de orifício 45 é provida com uma tampa 23, que é fixada nessa seção de extremidade de cabo 46. A tampa 25 impede que essa seção de extremida- de de cabo 46 se estenda através do orifício 23 na espessura 19 das proje- ções pontiagudas 16 e 17. Um recesso pode ser determinado no lado supe- rior da espessura 19 na região da excentricidade superior 45, no qual o re- cesso da tampa 25 tem um espaço. Esse recesso na parte de extremidade da projeção pontiaguda 19 pode ser definido tão profundo que o contorno superior da tampa 25 fique abaixo da superfície dessa parte de extremidade da projeção pontiaguda 19. Outras opções dessa conexão entre essa extre- midade da projeção pontiaguda 19 e a extremidade 141 do cabo 21 e 22 são conexões de compressão firme ou olhais móveis, projetos de juntas, etc. Após a saída a partir da face de extremidade 44 das projeções pontiagudas 16 e 17, os cabos 21 e 22 atravessam a fossa trocantérica 15. O resultado disso é o fato de que essa extremidade 21, que é conectada na projeção pontiaguda estendida de forma ventral 16, se estende de forma dorsal e dis- tal com relação à fossa trocantérica 15. Aquele cabo 22, que é conectado na projeção pontiaguda se estendendo de forma dorsal 17, é dirigido de forma ventral e distai com relação à fossa trocantérica 15. Os cabos que são cru- zados sobre a fossa trocantérica bloqueiam um outro em tensão intermediá- ria nas extremidades livres 19 das projeções pontiagudas 16 e 17. Após o cruzamento, os cabos 21 e 22 são levados para a placa de base 1, em que suas segundas partes de extremidade ou partes livres 142 são mantidas por um dispositivo de travamento 30.
O dispositivo de travamento 30 é disposto no lado externo da placa de base 1 e é disposto praticamente entre a seção inferior 3 e a seção superior 4 da placa de base 1. O dispositivo de travamento 30 (figuras 1 e 2) compreende uma placa de travamento 31, e no caso ilustrado, um parafuso 32, vantajosamente um parafuso de rosca fina. Nesse exemplo particular- mente vantajoso, a rosca de parafuso desse parafuso de rosca fina 32 tem um diâmetro tão grande quanto possível. A placa de base 1 nessa região da mesma tem um orifício rosqueado (não ilustrado), no qual a rosca de parafu- so do parafuso 32 pode ser rosqueada. As duas partes de extremidade 142 dos cabos 21 e 22 se estendem entre a placa de base 1 e a placa de trava- mento 31. Desse modo, a segunda parte de extremidade 142 do primeiro cabo 21 se estende abaixo da rosca de parafuso do parafuso 32, e da se- gunda parte de extremidade 142 do segundo cabo 22 se estende acima da rosca de parafuso do parafuso 32. De modo a manter a altura dessa região do implante tão baixa quanto possível, os recessos 33 são projetados na placa de base 1 e/ou na placa de travamento 31, na qual as duas partes de extremidade 142 dos cabos 21 e 22 estão localizadas. Esse recesso 33 a- comoda as partes de extremidade 142 dos cabos 21 e 22.
Tem sido geralmente considerado como sendo vantajoso, em cada caso, incorporar um recesso alongado acima e abaixo do orifício ros- queado no lado externo da parte principal de placa, para receber a respecti- va parte de extremidade livre dos cabos. Esses recessos se estendem, pre- ferencialmente, de forma quase perpendicular na direção longitudinal dos membros de placa e são projetados com somente uma tal profundidade, que o cabo aplicado nos respectivos recessos pode ser fixado entre a base des- se recesso e a placa de travamento, quando o parafuso é ajustado.
Como ainda será descrito daqui por diante, de acordo com e- xemplos de uma modalidade adicionalmente preferida, os retentores, ou e- Iementos longitudinais, não se engatam nas partes de extremidade livre das respectivas projeções pontiagudas, mas em uma posição que é ajustada na direção da base das projeções pontiagudas. Nessas modalidades preferidas, eles engatam na própria base das projeções pontiagudas, se estendem jun- tamente com as projeções pontiagudas, e passam através da espessura que é disposta na parte de extremidade livre respectiva das projeções pontiagu- das. Se uma tração é aplicada na extremidade livre de um elemento longitu- dinal, então a respectiva projeção pontiaguda é dobrada sobre a influência do elemento longitudinal, em que o elemento longitudinal introduz a força dentro da projeção pontiaguda uniformemente por toda a extensão. As extensões alongadas 26 e 27 para guiar a segunda parte de extremidade 142 dos cabos 21 e 22, que se estendem aqui, são providas (figuras 1 a 3), de modo que os cabos 21 e 22 não sejam torcidos por meio da fixação no dispositivo de travamento 30. A primeira extensão 26 é dire- cionada em uma maneira mediana, de forma ventral, no massivo trocanter (calcar femoris), e a segunda extensão 27 é direcionada em maneira mediai, de forma dorsal, no massivo trocanter (calcar femoris). Essas extensões de guia 26 e 27 são dispostas na frente do dispositivo de travamento 30. A ex- tensão de guia respectiva 26 ou 27 se projeta a partir de um dos lados das bordas da seção superior 4 da placa de base 1. A extensão de guia respecti- va 26 ou 27 conecta a parte principal 5 da placa de base 1, entre a parte de borda superior se estendendo horizontalmente 39 dessa parte principal 5, e a parte de borda inferior se estendendo horizontalmente 38 da mesma.
O corpo da base alongada da extensão de guia respectiva 26 ou 27 é dobrado em duas direções. A primeira dobra da extensão de guia alon- gada 26 ou 27 se estende geralmente em um plano horizontal, e o curso dis- so corresponde geralmente ao curso de dobra da superfície do osso 2, para o qual as extensões 26 e 27 são projetadas. A segunda dobra da extensão de guia alongada 26 e 27 se estende geralmente em um plano vertical. A extensão de guia respectiva 26 e 27 é dobrada para cima nesse plano verti- cal e, especificamente, corresponde ao curso da segunda parte de extremi- dade 142 dos cabos transpassantes 21 e 22, que nessa região da placa de base 1 são mantidos pelo dispositivo de travamento 30.
A parte de extremidade exposta 29 da dobra da extensão de guia 26 e 27, no caso representado, é mais fina do que a parte de extremi- dade 34 da extensão de guia 26 e 27, que é conectada na parte principal 5 da placa de base 1. A parte da extremidade exposta 29 da extensão 26 e 27 compreende um orifício 28. Esse orifício 28 se estende da face de extremi- dade 49 da parte de extremidade exposta 29 da extensão de guia 26 e 27, na direção da placa de base 1 e, especificamente, de forma oblíqua para cima, de modo que a segunda excentricidade 48 desse orifício 28 fique na superfície externa da dobra da extensão de guia 26 e 27. O orifício 28 na extensão ventral 26 é provido para direcionamento através do cabo 22, que é conduzido a partir da projeção pontiaguda dorsal 17. O orifício 28 na ex- tensão dorsal 27 é destinado para direcionar através do cabo 21, que é con- duzido a partir da projeção pontiaguda central 16.
É particularmente o caso com as modalidades dos implantes de acordo com a invenção, que são aplicados com ETO1 que tem sido conside- rado como sendo vantajoso, como ainda será explicado em mais detalhes daqui por diante, para cruzar os membros alongados flexíveis sobre a fossa trocantérica 15 diretamente após deixar as projeções pontiagudas, para conduzir as mesmas a partir desse ponto para a periferia mediana do massi- vo trocanter (calcar femoris) e para cruzar o mesmo nesse lugar mais uma vez e então conduzir os mesmos aproximadamente, de forma perpendicular, para o eixo geométrico longitudinal da perna, de volta novamente para o dis- positivo de travamento da placa de base. Uma pessoa pode, portanto, fazê- lo sem as extensões de guia 26 e 27, conforme é indicado com as placas de base das figuras 14, 17 e 18.
A seção inferior 3 da placa de base 1 conecta a borda inferior 38 da parte principal 5 da seção de placa superior 4 e, especificamente, abaixo do dispositivo de travamento 30. A seção inferior 3 da placa de base 1 forma uma peça única com a seção de placa superior 4.
A seção inferior 3 da placa de base 1, de uma forma similar à da seção superior 4 da placa de base 1, compreende um corpo de base reves- tido ou parte principal que é projetado para arquear em uma maneira alon- gada. O eixo geométrico longitudinal dessa curvatura alongada coincide com o eixo geométrico longitudinal da curvatura da superfície externa do fêmur 2 ou ele se estende pelo menos paralelo ao mesmo. A curvatura dessa seção inferior 3 da placa de base 1 deve corresponder à curvatura da superfície daquela seção do fêmur 2, para a qual essa seção 3 da placa de base 1 é projetada. Deve ser compreendido que a curvatura dessa seção 3 da placa de base 1 pode mudar junto com seu eixo geométrico longitudinal se esten- dendo praticamente vertical, dependendo de como a curvatura se estende de forma horizontal da superfície dessa seção do fêmur 2 e muda em sua direção longitudinal.
Uma primeira tarefa principal da seção inferior 3 da placa de ba- se 1 está na neutralização das forças abdutoras chegando lateralmente a partir das projeções pontiagudas e de forma mediai a partir das extremida- des dos cabos. Uma segunda tarefa principal da seção inferior 3 da placa de base 1 é assegurar a estabilidade de rotação do projeto, no caso em que o vetor da tensão abdutora não é mais idêntico com o eixo geométrico longitu- dinal do fêmur 2.
A seção distai 3 da placa de base 1 compreende três regiões 81,
82, 83 (figura 1). A região superior 81 da seção distai 3 da placa de base 1 conecta a borda inferior 38 da região proximal 4 da placa de base 1. Uma primeira ranhura 67 é projetada entre a mesma, no lado externo da seção distai 3 da placa de base 1, e se estende praticamente perpendicular ao eixo geométrico longitudinal dessa seção distai 3 da placa de base 1. Dois orifí- cios alongados 68 e 69 que são localizados a uma distância um do outro são projetados nessa região superior 81 da seção distai 3 da placa de base 1. O eixo geométrico longitudinal desses orifício alongados 68 e 69 se estende verticalmente. Uma segunda ranhura 77 é projetada no lado externo da se- ção distai 3 da placa de base 1, entre a região superior 81 e a região media- na 82 da seção distai 3 da placa de base 1. Do mesmo modo, dois orifícios 72 e 73 são projetados na região mediana 82 da seção distai 3 da placa de base 1, que, contudo pode ter um contorno circular. Em cada caso, um des- ses orifícios circulares 72 e 73 se estende abaixo de um dos orifício alonga- dos 68 e 69, respectivamente, na região superior 81. Um orifício 74 é forma- do centralmente na região inferior 83 da seção distai 3 da placa de base 1. A fixação da seção distai 3 da placa de base 1 no fêmur lateral proximal 2 po- de ser efetuada por meio de elementos de parafuso, que se estende através dos orifícios 68 e 69 na região superior 81 da seção distai 3 da placa de ba- se 1 e/ou através dos orifícios 72 e 73 na região mediana 82 da seção distai 3 da placa de base 1.
A figura 4 ilustra um corte da seção inferior 3 da placa de base 1, que é ajustada no osso 2 com a ajuda dos dispositivos de fixação ou cercla- ges de cabo 50. O dispositivo de fixação 50 compreende um elemento flexí- vel e alongado 53 (figuras 1 e 4), que é aplicado em torno do fêmur em uma maneira anular. Esse elemento 53 é de forma útil um cabo. O cabo 53 se estende em uma das ranhuras 67 ou 77 na seção inferior 3 da placa de base 1, e sua parte restante circunda o fêmur 2. O cabo 53 tem partes de extremi- dade 55 e 56. O dispositivo de fixação 50 adicionalmente compreende um dispositivo de travamento 54 que pode manter juntas as partes de extremi- dade 55 e 56 do cabo 53 aplicadas em torno do fêmur 2. O dispositivo de travamento 54 tem um corpo de base 57 de um material, que é ilustrado ten- do uma forma estável, pode ser deformado, de forma intermediária, com a aplicação de uma força mecânica significativa, por exemplo, exercida por alicates. Dois orifícios contínuos 58 e 59 são formados no corpo de base 57 do dispositivo de travamento 54, e se estendem na direção longitudinal do dispositivo de travamento 54. Esses orifícios 58 e 59 se estendem próximos um do outro e eles se estendem praticamente próximos um do outro. O diâ- metro desses orifícios 58 e 59 é selecionado de tal forma que uma das ex- tremidades do cabo 55 e 56 pode passar através de um dos orifícios 58 e 59, respectivamente, em uma maneira reta. Após o corpo de base 57 do dis- positivo de travamento 54 conforme mencionado, ter sido deformado, em particular, comprimido, a forma da seção transversal dos orifícios 58 e 59 será também mudada, em particular, comprimida. Por meio disso, as extre- midades do cabo 55 e 56 são firmemente fixadas nesses orifícios 58 e 59 e são firmemente mantidas pelo dispositivo de travamento 54. A seção distai 3 da placa de base 1 pode ser fixada no fêmur 2
em uma maneira temporária por meio de ocupação primária dos orifícios alongados 68 e 69 e/ou 72 e 73 com parafusos. A ocupação dos orifícios 72 e 73 na região mediana 82 da seção distai 3 da placa de base 1 é efetuada seletivamente com parafusos de tensão ou parafusos angularmente está- veis. A abertura 74 se estende central e distalmente na região inferior 83 da seção distai 3 da placa de base 1 e serve para a aplicação de um aproxima- dor de placa para a digitalização do projeto de banda de tensão completo. Subseqüentemente, um ou dois dispositivos de fixação 50 são fixados, em que o cabo 53 do dispositivo de fixação respectivo 50 se estende em uma das ranhuras 67 ou 77.
O corpo de base da seção inferior 3 da placa de base 1 é relati- vãmente fino, de modo que as ranhuras 67 e 77 possam não ser muito pro- fundas aqui. Isso pode levar a que o cabo 53 deixe as ranhuras 67 e 77 sob certas circunstâncias, que podem resultar no dispositivo de fixação 50 ser deslocado em uma direção longitudinal do osso 2. De modo a impedir isso, o corpo de base da seção inferior 3 da placa de base 1 compreende orifícios alongados 78 e 79 se estendendo acima um do outro, cujo eixo geométrico longitudinal se estende de uma maneira praticamente vertical. Um suporte 60 é provido, que é destinado e projetado para posicionar o cabo 53 na dire- ção longitudinal da seção inferior 3 da placa de base 1 no fêmur 2.
A figura 5 em uma vista lateral, ilustra uma primeira modalidade de um tal suporte 60 do dispositivo de fixação 50. Esse suporte 60 compre- ende um corpo de base 61 que é destinado e projetado para inserir em um dos orifícios alongados 78 e 79 na seção inferior 3 da placa de base 1. O corpo de base de suporte 61 é ligeiramente cônico, em que esse cone 61 tem uma face de extremidade superior 62 e uma face de extremidade inferior 63. A face de extremidade inferior 63 tem um diâmetro menor do que a face de extremidade superior 62. A distância entre as faces de extremidade 62 e 63 podem ser iguais à espessura da seção inferior 3 da placa de base 1, ou ela pode ser de alguma forma maior do que isso. A superfície 64 do cone 61 é provida com uma rosca ou pelo menos com projeções. Um olhai 65 se pro- jeta a partir de uma face de extremidade mais larga 62 do cone 61 e é de uma peça única com o corpo de base 61 do suporte de anel 60. Uma abertu- ra 66 através da qual a seção do cabo 53, que se estende entre as partes de extremidade pelas quais esse cabo passa, é formada no olhai 65. De uma forma útil, a abertura 66 é projetada como um orifício alongado, em que o eixo geométrico longitudinal desse orifício alongado 66 no suporte de anel 60 se estende ligeiramente paralelo à face de extremidade superior 62 do suporte de anel 60. Primeiramente, o cabo 53 é levado através da abertura 66 no olhai 65 do suporte de anel 60. Então, o suporte de anel 60 é inserido em uma das aberturas 78 e 79 na seção inferior 3 da placa de base 1. Após isso, o cabo 53 é aplicado em torno do osso 2, e as extremidade do cabo 55 e 56 são inseridas através dos orifícios 58 e 59 no dispositivo de travamento 54. O corpo de base desse dispositivo de travamento 54 é deformado, de forma intermediária, pela tensão das extremidades do cabo 55 e 56, especi- ficamente, comprimidas. O que é vantajoso com esse projeto do guia de anel 60 é que, de fato, o guia de anel 60 assenta firmemente na seção inferior 3 da placa de base, e que, portanto, não toca o osso 2 ou somente toca em uma extensão mínima. Sob certas circunstâncias, contudo, uma segunda modalidade do suporte de anel 70 é útil, a qual é representada na figura 6 em uma vista lateral. Esse suporte de anel 70 compreende um corpo de ba- se revestido essencialmente 71, cuja seção transversal pode ser oval. Como resultado, esse corpo de base 71 pode passar através de uma das aberturas ovais 78 e 79 na seção inferior 3 da placa de base 1. Na região superior da guia de anel 70, a abertura já descrita 66 para se direcionar através do cabo 53 está presente. Uma cavilha 80 se projeta a partir da face de extremidade inferior 76 do corpo de base do suporte de anel 70. A parte de extremidade livre 75 dessa cavilha 80 é redonda. De modo que esse guia de anel 70 seja capaz de ser inserido, um recesso (não ilustrado) deve ser firmemente perfu- rado no osso 2, dentro do qual a cavilha 80 se estende, após esse suporte de anel 70 ter sido inserido dentro de um dos orifícios alongados 78 e 79.
A placa de base 1 descrita, que é fixada no fêmur proximal 2, nas projeções pontiagudas 16 e 17, bem como nos cabos 21 e 22 forma um projeto de banda de tensão que engloba o fragmento do trocanter 9 lateral- mente, bem como de forma cranial e mediai, de modo que o mesmo seja mantido em uma posição anatômica.
O trocanter maior osteotomizado/fraturado 9 é fixado manual- mente ou com um grampo, e é circunscrito a partir da parte mediai ou dorsal com um adaptador de cabo tubular (não ilustrado). Desse modo, a placa de tendão vinda da parte mediai ou dorsal, é perfurada diretamente acima da ponta do fragmento do trocanter 9 na metade ventral. O cabo 21 da projeção pontiaguda ventral 16 é conduzido através do mesmo e, assim, apresentado ao adaptador de cabo, de modo que o cabo 21 se estenda a partir da parte ventral acima da ponta do trocanter e tracione a parte dorsal mediai. A partir daí, o cabo 21 é reintroduzido adicionalmente no lado dorsal ao longo do fêmur proximal 2, na placa de base 1. De uma forma subsequente, o segun- do cabo 22 é levado a partir da parte dorsal sobre a ponta do trocanter para a parte ventral e mediai e, então, adicionalmente, de forma ventral, no fêmur proximal 8 da placa de base 1. Tracionar, de forma intermediária, em duas extremidades de cabo livre 142 e simultaneamente pressionar, de forma Ii- geira, na região proximal 4 da placa de base 1 para a mediai, as projeções pontiagudas 16 e 17 são tencionadas através da placa de tendão dos Mús- culos glúteos médios até que a curvatura pré-dobrada das projeções pontia- gudas 16 e 17 englobem a ponta do trocanter. Por meio de tensão simultâ- nea das extremidades livres 142 dos dois cabos 21 e 22 e por meio de pres- são exercida simultaneamente na placa de base 1, a reposição do fragmento de trocanter 9 pode agora ser executada com o objetivo de teste. Com essa reposição, a perna deve vantajosamente ser mantida em abdução e em ro- tação externa. Por meio disso, a tensão dos músculos glúteos médios é re- duzida, e a reposição é simplificada. Com uma reposição anatômica, a placa de base 1 deve se estender de forma distai do tuberculum innominatum 10, o membro da placa ventral 6 deve se estender de forma ventral, e o membro de placa dorsal 7 deve se estender, de forma dorsal, a partir do tuberculum innominatum 10. Se a placa 1 não estiver corretamente posicionada em altu- ra, em particular é muito alta, isto é, se estende no tuberculum innominatum 10, então as projeções pontiagudas 16 e 17 devem ser dobradas após isso, de modo que a posição otimizada seja alcançada. Com uma posição correta da placa, os dois orifícios alongados 68 e 69 na região distai 3 da placa de base 1 podem agora ser providos com parafusos (não ilustrados) na extre- midade do orifício distai. De forma subsequente, as extremidades livres 142 dos cabos 21 e 22 são levadas através das extensões de guia 26 e 27, res- pectivamente, da placa de base 1, até o dispositivo de travamento 30 e abai- xo da placa de travamento 31. Desse modo, as extremidades 142 dos cabos 21 e 22 são aplicadas abaixo da placa de travamento 31, de tal modo que com um ajuste posterior do parafuso de rosca fina 32 do dispositivo de tra- vamento 30 (rosca à direita), os cabos 21 e 22 têm uma tendência a serem adicionalmente tencionados.
Agora os cabos 21 e 22 são tencionados com um tencionador de cabo de lado duplo (não representado). Desse modo, as partes de extremi- dade 19 das projeções pontiagudas de placa flexível 16 e 17 bloqueiam no cruzamento dos cabos 21 e 22, isto é, acima da fossa trocantérica 15. Com uma tensão adicional, as projeções pontiagudas flexíveis 16 e 17 da placa de base 1 se adaptam ao contorno da circunferência cranial do trocanter maior 9, e ajustam a mesma em uma posição anatômica. Os cabos 21 e 22 são tencionados em uma tal extensão que uma tensão alta adequada seja obtida, sem deformar o trocanter maior 9 ou luxar o mesmo para fora de sua posição de ajuste de osso.
Um projeto preferido das partes de extremidade ou espessuras 128, 129 das partes agudas da placa flexível é representado na figura 16, e esse projeto suporta o bloqueio das projeções pontiagudas por meio de um engate de ajuste positivo das superfícies internas dentadas correspondentes 137, 138.
De acordo com as modalidades preferidas, diversas opções e- xistem para as etapas adicionais:
Opção 1: Deixar o tensionador de cabo de lado duplo, ocupando pelo menos duas opções dos orifícios 68 e 69 na região distai 3 da placa de base 1 dos dois orifícios 72 e 73 na parte mediana 82 da região distai 3 da placa de base 1, com parafusos 36. Os orifícios de parafuso 355 e 356 são obrigatoriamente ocupados com parafusos 36. Dos quatro possíveis parafu- sos angularmente estáveis 36 na seção flexível proximal 4 da placa de base 1, pelo menos dois devem ser ocupados. De forma subsequente a isso, o tensionador de cabo deve ser reajustado uma vez mais, e assim a tensão definitiva dos cabos 21 e 22 é criada. Ao final, o parafuso de rosca fina 32 do dispositivo de travamento é ajustado, e as extremidades projetantes do cabo 142 são cortadas. Opção 2: Fixar os cabos 21 e 22 por meio de ajuste do parafuso de rosca fina 32 do dispositivo de travamento 30, e abrir ligeiramente os pa- rafusos 36 nos orifícios alongados 68 e 69. Instalar um aproximador no orifí- cio distai 74 da placa de base 1, por meio do qual o projeto completo do ca- bo de placa é deslocado de forma distai e uma pressão ainda maior acima da do trocanter osteotomizado/trocanter fraturado é produzida. Apertar os parafusos nos orifícios alongados 68 e 69 e ocupar os orifícios de parafusos 72 e 73, conforme é descrito na opção 1. Os orifícios de parafuso 355 e 366 devem ser ocupados. Finalmente, as extremidades de cabos 142 são corta- das.
Opção 3: A fixação da placa de base 1 no fêmur proximal 2 pode ser efetuada exclusivamente ou em combinação com os cabos 21 e 22, a- través das ranhuras ou recessos 67 e 77 na seção distai 3 da placa de base 1, que são providas para isso. Essa variante é aplicada se danos nas pernas das próteses devido a uma possível perfuração na introdução dos parafusos 36, forem evitados a todo o custo. A fixação é então efetuada como na op- ção 2, não pela provisão dos parafusos 36, mas usualmente por meio da aplicação dos dispositivos de fixação 50. Os orifícios de parafusos 355 e 356 devem ser ocupados.
Opção 4: Os cabos 21 e 22, após saírem das projeções pontia- gudas 16 e 17 e de cruzarem a fossa trocantérica 15, podem adicionalmente ser levados ao redor do fêmur proximal 8 abaixo do trocanter menor media- no, e então levados de volta para a placa de base e fixados na mesma. Por meio disso, o vetor de tensão dos cabos 21 e 22 é direcionado para a parte caudal e mediai e, assim, uma possível luxação do projeto de banda de ten- são lateralmente sobre o plano osteotomizado OF é impedido. Os orifícios de parafusos 355 e 356 devem ser ocupados.
De acordo com uma modalidade vantajosa adicional da invenção acima mencionada, os implantes para a refixação do trocanter maior osteo- tomizado ou fraturado compreende pelo menos uma placa que pode ser fi- xada no fêmur proximal e que é mantida no fêmur com um ajuste não positi- vo. A placa compreende pelo menos uma extensão proximal que é conecta- da com pelo menos um retentor para um lado oposto do trocanter maior, o dito retentor reintroduzido na placa sendo fixado ali conforme descrito acima e formando um "sistema fechado" com a pelo menos uma extensão proxi- mal. A pelo menos uma extensão proximal e o pelo menos um retentor, jun- tos formam um projeto de banda de tensão que passa sobre o trocanter maior 9.
Em especial, a seção inferior da placa de base, daqui por diante também chamada de perna de placa ou perna curta, passa por modificações nas modalidades preferidas, conforme será descrito resumidamente daqui por diante.
O comprimento da perna pode variar, em que o comprimento máximo é o comprimento de um fêmur. Implantes de acordo com a invenção com uma perna curta são particularmente adequados para osteotomias tra- dicionais de trocanter maior, com os quais somente a ponta do trocanter maior é embutida obliquamente. Um comprimento de perna médio tem mos- trado seu valor para a osteotomia total, e implantes com uma perna longa são em particular adequados para a assim chamada osteotomia estendida. As versões de perna longa podem ser aplicadas em todos os tipos de osteo- tomia, em que apesar de serem técnica e operacionalmente possíveis para osteotomia tradicional e total, elas não são freqüentemente necessárias.
Em particular com a osteotomia total, de modo a impedir que o implante seja construído e se torne um obstáculo, a perna pode ser quase completamente reduzida, de modo que a placa de base seja fixa no fêmur, por exemplo, somente por meio de dois parafusos.
Uma modalidade adicional de um implante de acordo com a in- venção é representada na figura 7, com a qual a seção inferior de uma placa de base 100 é definida como uma perna de placa estreita e longa 101, que ainda será descrita daqui por diante, é muito adequada para deslizar sob o M. vastus Iateralis no implante. De acordo com uma modalidade vantajosa, que não é ilustrada nas figuras, a perna é projetada de uma maneira do tipo onda, de modo que com relação à sua construção, ela corresponda a uma placa contorcida, como é conhecida pela companhia lcotec. Com relação à perna do tipo onda, as aberturas do receptor para os parafusos não são dis- postas em linha, de modo que nenhuma linha de ruptura seja gerada.
Uma modalidade vantajosa adicional é ilustrada na figura 8, cuja seção inferior da placa de base é projetada como uma perna de placa bifur- cada 102 com duas asas longitudinais 103, 104, que são essencialmente paralelas e distanciadas uma da outra. As asas longitudinais 103, 104 enga- tam abaixo do dispositivo de travamento na extremidade distai da seção su- perior. Na presente modalidade, cada uma das asas pode ser projetada mais estreitamente do que a perna com variantes únicas de asa (tal como de Β- ΙΟ cordo com a figura 7, por exemplo), sem comprometer a estabilidade. As asas longitudinais estreitas têm a vantagem de que elas podem ser desliza- das ainda mais facilmente abaixo do M. vastus Iateralis com a operação. A origem do M. vastus Iateralis desse modo não necessita ser destacada, ou somente ligeiramente, durante a implantação, se o implante com a placa de duas asas 102 for introduzido a partir da parte proximal. As asas 103, 104, em uma modalidade não representada adicional, podem ser conectadas uma na outra em uma maneira rígida ou articulada.
Uma modalidade adicional vantajosa da placa de base do im- plante de acordo com a invenção é representada na figura 9. A seção inferior da placa de base é aqui projetada como uma perna larga 105, que permite até mesmo uma melhor fixação no osso. Uma fixação larga aperfeiçoa a re- sistência com relação ao efeito de alavanca com movimentos de rotação, em comparação com uma placa estreita. Uma vantagem adicional da perna lar- ga ocorre com a aplicação na assim chamada osteotomia trocantérica es- tendida (ETO). A perna 105 compreende três segmentos 106, 107, 108, em que componentes dos segmentos dorsal e ventral 106 e 108 se projetam além da linha de osteotomia da osteotomia trocantérica estendida, de modo que a perna 105 possa ser fixada no outro lado (região b), e nesse lado (re- gião a) da linha de osteotomia, preferencialmente, por meio de parafusos. A perna do tipo placa 105 é fixada com parafusos em ambos os lados da linha de osteotomia, o que significa que ela seja fixada no fragmento distai do fê- mur e no fragmento de osteotomia/fragmento trocantérico e, com isso, impe- de o movimento proximal do fragmento osteotomia/fragmento trocantérico.
Um efeito vantajoso similar com a osteotomia trocantérica es- tendida pode ser obtido com um implante com uma placa de base 109 de acordo com uma modalidade adicional, conforme é ilustrado na figura 10. A placa de base 109 é projetada como uma perna de placa estreita e longa 110, a partir da qual três pares de asas laterais 111, 112, 113 se projetam em uma maneira essencialmente perpendicular. É evidente para uma pes- soa versada na técnica que as asas laterais 111, 112, 113 que na ilustração são representadas aproximadamente em um plano com a perna 110, sejam adaptadas intraoperacionalmente com a geometria do fêmur, e sejam defle- tidas para formar esse plano comum após a fixação. A perna 110 provida com asas laterais 111, 112, 113 novamente é fixada com parafusos em am- bos os lados da linha de osteotomia no fragmento distai do fêmur, bem como no fragmento de osteotomia/fragmento trocantérico e, muito eficientemente, impede o movimento proximal do fragmento de osteotomia/fragmento trocan- térico.
Uma placa de base 114 de um implante de acordo com a inven- ção é representada em uma modalidade adicional na figura 11, com a qual a seção superior da placa de base é projetada sem uma alma transversal. Por meio disso, a placa de base 14, conforme as vistas esquemáticas das figu- ras 12a a 12c, pode ser conduzida com as duas projeções pontiagudas de placa superiores 115, 116, a partir da parte distai da origem do M. vastus lateralis, anterior e posterior do músculo original, sem com isso terem que ser separadas, em especial, com uma implantação minimamente invasiva (acima de tudo com osteotomia completa). A placa de base 114, por parte do fabricante, pode já ser fabricada sem uma alma transversal, ou uma placa com um projeto de alma transversal é provida com ranhuras adequadas ou localizações de ruptura similares, de modo que a alma transversal possa ser intraoperacionalmente removida pelo operador quando requerido.
Um exemplo da aplicação operativa de uma placa de base 120 com uma alma transversal 123 na seção superior, conforme é ilustrado, por exemplo, na figura 14, é representada nas figuras 13a a 13c. A placa de ba- se 123 com uma alma transversal é inserida a partir de cima/proximal abaixo da origem do M. vastus Iateralis (indicado na figura 13a por um pontilhado transversal curto escuro E) após incisão em uma parte pequena desse M. vastus lateralis.
A seguir, características vantajosas adicionais da presente in- venção são dadas por meio da placa de base 120, como é representada nas figuras 14 a 19, e essas características, considerando que não são expres- samente mencionadas, podem também ser realizadas com outras modalida- des dos implantes de acordo com a invenção.
Uma pessoa poderá facilmente reconhecer, a partir das várias vistas da figura 14 e, em especial, a partir do detalhe aumentado D conforme é representado na figura 16, que as seções de extremidade dos retentores podem não ser apenas engatadas na primeira parte de extremidade, que significa a ponta, das projeções pontiagudas 121, 122, mas podem também ser engatadas na parte de extremidade disposta de forma oposta, assim, na base da projeções pontiagudas. Para isso, em cada caso, uma espessura 123, 124 é disposta na base das projeções pontiagudas 121, 122 e essa es- pessura é provida com um orifício para conduzir através dos membros alon- gados flexíveis, conforme já foi descrito acima para as espessuras de pontas das projeções pontiagudas da modalidade de acordo com as figuras 1 a 3. Os membros, preferencialmente cabos, que não são ilustrados nas figuras 14 a 18, são novamente providos com tampas, preferencialmente, em suas seções de extremidade projetando para trás, que impedem que as seções de cabos respectivas sejam capazes de serem tencionadas através do orifí- cio da espessura 124, 125. As projeções pontiagudas são providas com uma ranhura guia 126, 127 no lado superior, que guiam o cabo junto com as pro- jeções pontiagudas 121, 122 para o orifício longitudinal na espessura 128, 129 da ponta das projeções pontiagudas, e prende a mesma contra deslo- camentos sob carga de tensão.
A placa de base 100 ilustrada na figura 12, com uma perna lon- ga 130, tem se mostrado como sendo vantajosa para a osteotomia trocanté- rica estendida (ETO), com a qual um curso alternativo dos retentores, prefe- rencialmente na forma de cabos, é provido. A placa de base 120 não tem extensões de guia para receber os cabos conduzidos para trás. Com as mo- dalidades acima descritas (de acordo com a figura 2) tais extensões de guia são dispostas nas bordas laterais da parte principal 5 da placa de base 1, entre a parte de borda disposta horizontalmente superior 39 da parte principal 5 e a parte de borda se estendendo horizontalmente inferior 38 da mesma, na altura do dispositivo de travamento 30. Com relação à placa de base de acordo com a figura 14, uma pessoa pode sem as extensões de guia receber os cabos conduzidos para trás, o que pode ser obstáculo, em particular com implantes minimamente invasivos, uma vez que os cabos retornem para a placa de base horizontalmente ao redor do massivo trocanter (Calcar femoris). Os dois cabos, após deixar as projeções pontiagudas, se estendem de uma maneira cruzada sobre a fossa trocantérica e a partir daí para a periférica mediai do massivo trocanter (calcar femoris). Ali, os cabos novamente cruzam e se estendem, de forma aproximada, perpendicularmente, ao eixo geométrico longitudinal da perna, de volta para o dispositivo de travamento 103, da pla- ca de base 120. Desse modo, com o ETO, uma pessoa efetivamente impede que os cabos deslizem na osteotomia, e sem ter agarramento no fêmur.
Nos casos de osteotomia-padrão ou de condições mais difíceis para o direcionamento do cabo, de forma mediai, ao longo do fêmur (calcar femoris), os cabos, após o primeiro cruzamento sobre a fossa trocantérica, conforme as modalidades anteriormente descritas, podem opcionalmente ser levados de volta diretamente para a placa. Em tais casos, uma pessoa pode aplicar uma placa de travamento ilustrada na figura 18, ou uma placa de compressão 132 com extensões laterais 133, 134, para guiar de forma aper- feiçoada, os cabos na região de extremidade. Uma abertura transpassante 135 na ponta da excentricidade 133, 134 em cada caso acomoda um cabo e leva o mesmo para a região de travamento real no centro da placa de com- pressão. O travamento dos cabos e o projeto das ranhuras ou recessos 136 para reduzir a altura da construção do implante na região do dispositivo de travamento, desse modo não difere de forma significativa das modalidades anteriormente descritas. Para a osteotomia-padrão e a osteotomia completa, ao contrário da ETO1 uma pessoa vantajosamente usa um implante, com o qual a placa de base corresponde à placa de base de acordo com a figura 18 com rela- ção a todas as características essenciais, mas a perna é projetada muito mais encurtada.
De acordo com uma modalidade adicional, a placa de base é montada a uns poucos milímetros ou centímetros de distância do osso. Esse projeto de não-contato ou de baixo contato tem a vantagem de que o osso, periósteo ou músculo não é comprometido abaixo da placa. Uma vez que a circulação de sangue do osso, do periósteo ou do músculo abaixo da placa não seja comprometida ou somente a uma pequena margem, o risco de ne- crose do osso e/ou dos músculos abaixo da placa é reduzido, e os os- sos/músculos permanecem vitais e intactos, o que por sua vez significa que a placa permanece fixa em uma maneira estável. Sem a necrose, não é pro- vida qualquer base para uma infecção bacteriana, e uma circulação intacta do osso e/ou do músculo significa que a cura da osteotomia, pelo menos nas regiões nas quais a linha de osteotomia se estende na vizinhança da placa de base, não é negativamente influenciada.
Para realizar o projeto de não-contato ou de baixo contato, uma pluralidade de carnes espaçadores são dispostos no lado da placa de base, que está voltado para o osso, ou espaçadores 140 são dispostos em torno dos orifícios de parafuso 139 no mesmo lado da placa de base, conforme é indicado na figura 17.
Se sistemas de parafuso angularmente estáveis são aplicados na compressão da perna ou da placa de base no fêmur, ou outros orifícios rosqueados adequados estão disponíveis, então a distância entre a placa e o osso pode também ser ajustada por meio de parafusos rosqueáveis, como são conhecidos os espaçadores, por exemplo, do sistema NCB da compa- nhia ZIMMER. Os parafusos são girados nos orifícios de rosca/orifícios de parafuso antes da implantação da placa e, dependendo do tipo de parafuso, permitem o ajuste de distâncias variáveis e, se desejado, podem ser removi- dos novamente após a implantação da placa. Geralmente, para a fixação da perna da placa no osso, uma pessoa pode dizer que sistemas de parafuso de bloqueio/estáveis angular- mente ou não-estáveis angularmente, convencionais, forem adequados para a fixação da perna de placa no osso. Se sistemas de parafuso de bloquei- o/estáveis angularmente são usados, então sistemas monoaxiais, com os quais somente uma direção de parafuso predefinida possível (por exemplo, um sistema LCP da companhia SYNTHES) ou sistemas de parafuso poliaxi- ais, com os quais uma escolha de direção livre do parafuso é possível (por exemplo, Polyax da companhia DEPUY ou o sistema NCB da companhia ZIMMER), têm sido considerados como sendo vantajosos.
A fixação das placas de base dos implantes de acordo com a invenção pode ser realizada com parafusos monocorticais ou bicorticais. Uma vantagem dos parafusos monocorticais reside no fato de que a perna das próteses ou o revestimento de cimento da perna das próteses não é afe- tado pelo parafuso e, assim, não existe perigo de um afrouxamento da perna da prótese. A vantagem dos parafusos bicorticais reside na retenção aper- feiçoada. No caso em que eles devem ser preferidos, ou não deve ser con- siderada uma fixação com parafusos, então uma pessoa pode também fixar por meio de cabos, arames ou tiras. Uma fixação por meio de roscas reabsorvíveis ou não-reabsorví-
veis é, da mesma forma possível, e tem a vantagem de que um desgaste metálico, que pode ser induzido por um afrouxamento da prótese, é evitado.
O uso de um arco-alvo montado na placa de base em uma ma- neira temporária tem se mostrado como sendo vantajoso, para a implanta- ção minimamente invasiva das placas de base com pernas longas, conforme são representados por meio de exemplo nas figuras 7 ou 14 a 19, e esse arco-alvo permite a ocupação dos orifícios de placa sem a abertura do mús- culo e/ou o empurramento do mesmo para longe. Um arco-alvo 150 de acor- do com uma modalidade preferida, junto com uma placa de base 143, de acordo com uma modalidade adicional da invenção, é representado na figura 19. O arco-alvo 150 é ajustado de forma liberável abaixo do dispositivo de travamento na região da extremidade proximal da perna na figura, de modo que a placa de base 143 com o arco-alvo 150 possa ser mantida em uma maneira temporária e ser puxada sob os músculos vastos laterais. O arco- alvo na forma de L com uma peça abaxial 151, que é essencialmente per- pendicular à perna, engata na perna. Um braço de arco 152, que é disposto em ângulo reto na peça abaxial 151, se estende uma maneira posicional- mente precisa, paralela e distanciada, da perna 143, de modo que os para- fusos angularmente estáveis possam ser introduzidos através do braço de arco 152 do arco-alvo 150 nos orifícios de parafuso 144 na perna de placa 143, após o ajuste do cabo por meio de luvas de perfuração 160. Orifícios de posicionamento 153 para receber luvas de perfuração 160 são dispostos no braço de arco 152, correspondendo a orifícios de parafusos na perna de pla- ca 143. Na modalidade exemplificativa da figura 19, os orifícios de posicio- namento 153 passam através do braço de arco 152 essencialmente na dire- ção perpendicular à direção da perna 143, de modo que os orifícios que se- rão criados, e assim também os parafusos de fixação, são alinhados per- pendicularmente ao eixo geométrico longitudinal do fêmur. Se uma posição angular diferente dos orifícios e/ou dos parafusos no osso for requerida, en- tão a posição e a inclinação dos orifícios de posicionamento no braço de ar- co com relação à perna podem ser selecionadas de acordo. De acordo com um método de implantação minimamente invasi-
vo preferido, os cabos são pré-dispostos em uma primeira etapa, o que sig- nifica antes da inserção da placa de base abaixo dos músculos vastos late- rais. Em uma segunda etapa, a placa de base é inserida com a ajuda de um arco-alvo e, subseqüentemente, os cabos são relaxados com um tenciona- dor de cabo de lado duplo e são firmemente fixados na placa de base por meio de um dispositivo de travamento. O arco-alvo com o conjunto de luva de perfuração é subseqüentemente usado para criar orifícios no osso, para girar os parafusos angularmente estáveis, e para assegurar que a fixação seja efetuada em uma maneira exatamente posicionada, mas a parte macia traumatizada é, contudo, mantida em um mínimo. A cerclage com cabo ou arame ao redor do fêmur e da perna de placa é difícil de aplicar quando o arco-alvo é montado. Se um aparafusamento não-angularmente estável tiver que ser aplicado (isto é, um aparafusamento com roscas sem uma rosca na região da cabeça), então a combinação preferível dos orifícios é incorporada na placa de base, conforme é conhecida, por exemplo, nos sistemas LCP da companhia Synthes. Esses orifícios combinados têm duas regiões, em que um parafuso com um efeito de compressão pode ser introduzido em uma primeira região, ou um parafuso angularmente estável pode ser incorporado na segunda região, do mesmo orifício. Ambos os parafusos podem não ser implantados simultaneamente, mas um após o outro. Se uma perna com orifícios combinados é implantada, então do mesmo modo dois orifícios de posicionamento no arco-alvo são requeridos para cada orifício, em que o orifício de posicionamento para incorporar o parafuso agularmente estável se estende de forma inclinada de acordo com a posição angular desejada.
De forma especificamente preferencial, os implantes de acordo com a invenção ou suas placas de base são fixadas por uma combinação das técnicas descritas acima. Assim, por exemplo, parafusos angularmente estáveis, mono corticais (monoaxiais ou poliaxiais) impedem um "efeito de limpeza de parabrisa" da perna de placa, sem afetar a perna implantada da prótese de união de quadril ou seu revestimento de cimento, e cerclages adicionais com cabos provêm estabilidade adicional.
É basicamente o caso em que as projeções pontiagudas e as asas das placas de base podem ser, por parte do fabricante, dobradas ou ser retas. Modalidades retas podem ser adaptadas para as condições no osso completamente de acordo com os desejos do operador por meio de dobramento intraoperação. Preferencialmente, contudo, uma pessoa usa variantes pré-dobradas, parcial ou completamente, que não somente ofere- cem uma economia de tempo durante a operação, mas no caso de proje- ções pontiagudas pré-dobradas também ajuda no agarramento e no ajuste ao osso do segmento do trocanter. Variantes parcialmente pré-dobradas têm sido consideradas como sendo especificamente vantajosas no caso das pro- jeções pontiagudas.
As projeções pontiagudas são preferencialmente flexíveis e, por meio de aperto nos cabos, permitem uma perfeita adaptação à anatomia individual da ponta do trocanter ou do fragmento do trocanter. Um alto grau de estabilidade pode ser obtido por meio de um curso fechado do cabo, com o qual os cabos deixados sobre as projeções pontiagudas se estendem adi- cionalmente para a parte lateral e distai, até o dispositivo de travamento.
Se a estabilidade intrínseca ou o meio auxiliar assegura a guiar o elemento flexível, então é suficiente dispor tal elemento, por exemplo, na forma de um cabo, em uma maneira mediana. Desse modo, também somen- te uma projeção pontiaguda é necessária, de acordo com tal modalidade.
Implantes com um curso de projeção pontiaguda lateral e um curso de cabo mediano têm sido considerados como sendo possíveis alter- nativas, mas esses requerem mais esforços durante a operação e são, as- sim, menos preferidos. Cabos que são firmemente conectados na placa de base, por exemplo, são soldados ou aderidos na ponta mediai das projeções pontiagudas, em contraste, são uma alternativa prática dos cabos para ros- queamento ou inserção, que são descritos acima.
De acordo com modalidades adicionais, o bloqueio mediano das projeções pontiagudas pode também ser obtido sem um cruzamento media- no dos cabos, por meio de cabos sendo laçados medianamente através de um olhai, um anel ou um grampo, de modo que uma pessoa possa fazer sem o cruzamento.
Com uma modalidade adicional com um cabo e duas projeções pontiagudas, o um cabo é laçado através dos olhais nas extremidades das projeções pontiagudas ou ganchos nas mesmas, ou fixado à mesma, de modo que um aperto desse cabo, como inicialmente considerado, as proje- ções pontiagudas se dobrem até que elas contatem uma outra medialmente, e ambas as extremidades do cabo podem ser fixadas no dispositivo de tra- vamento na condição tensionada.
a figura 15, em um detalhe aumentado, ilustra uma extremidade da perna afilada a qual simplifica a inserção da perna abaixo do M. vastus lateralis, e que pode ser concretizada em modalidades diferentes, em parti- cular, com implantes para uma implantação minimamente invasiva. Listagem de referência
1 placa de base 2 fêmur 3 seção inferior 4 seção superior parte principal revestida 6 membro estreito 7 membro estreito 8 massivo trocanter/fêmur proximal 9 fragmento do trocanter/trocanter maior tuberculum innominatum 11 corpo de base do 6 12 corpo de base do 7 13 alma revestida fossa trocantérica 16 projeções pontiagudas 17 projeções pontiagudas 18 base das projeções pontiagudas 19 parte de extremidade, continuação de maior espessura dispositivo de contenção 21 elemento flexível de 41 22 elemento flexível de 42 23 orifício transpassante 19 tampa em 46 26 extensão alongada 28 orifício transpassante 29 29 parte de extremidade exposta de 26/27 dispositivo de travamento 31 placa de travamento 32 parafuso de rosca fina 33 recessos 36 parafusos 37 borda
38 borda inferior de 5
39 borda superior de 5
41 retentor
42 retentor
43 parte mediana das regiões de projeções pontiagudas
44 face de extremidade de 19
45 segunda excentricidade de 23
46 seção de extremidade de 141 48 face de extremidade de 29
50 dispositivos de fixação ou cerclagens de cabos
53 elemento flexível e alongado/cabo
54 dispositivo de travamento
55 extremidade do cabo/parte de extremidade de 53
56 extremidade do cabo/parte de extremidade de 53
57 corpo de base de 54
58 orifício contínuo em 57
59 orifício contínuo em 57
60 suporte/guia de anel
61 cone/corpo de base de 60
62 face de extremidade superior de 61
63 face de extremidade inferior de 61
64 revestimento de 61
65 olhai
67 ranhura
68 orifício alongado em 81
69 orifício alongado em 81
70 suporte de anel
71 corpo de base de 70
72 orifício em 82
73 orifício em 82
74 orifício em 83 75 parte de extremidade livre de 7 76 face de extremidade de 71 77 ranhura 78 orifício alongado 79 orifício alongado 80 cavilha 81 região superior de 3 82 região mediana de 3 83 região inferior de 3 100 placa de base 101 perna de placa estreita 102 perna de placa de duas asas 103 asa longitudinal de 102 104 asa longitudinal de 102 105 perna de placa grande 106 segmento de perna 107 segmento de perna 108 segmento de perna 109 placa de base 110 perna de placa 111 asa 112 asa 113 asa 114 placa de base 115 projeção pontiaguda 116 projeção pontiaguda 120 placa de base 121 projeção pontiaguda 122 projeção pontiaguda 123 alma transversal 124 espessamento 125 espessamento 126 ranhura de guia 127 ranhura de guia 128 espessamento 129 espessamento 130 dispositivo de travamento 131 perna 132 placa de travamento com extensões 133 extensão 134 extensão 135 abertura transpassante 136 recesso/ranhura 137 lado interno 138 lado interno 139 orifício de parafuso 140 espaçador 141 primeira parte de extremidade de 41 142 segunda/ parte de extremidade livre de 41 143 perna de placa 144 orifício de parafuso 150 arco-a Ivo 151 peça abaxial 152 braço de arco 153 orifício de posicionamento 160 luva de perfuração 351 orifício alongado em 4 352 orifício alongado em 4 353 orifício alongado em 4 354 orifício alongado em 4 355 orifício de parafuso 356 orifício de parafuso