BRPI0718784A2 - Dispositivo e método de sensoriamento - Google Patents

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Robert Jan Uhlhorn
Der Heijden Lambertus Gerardus P Van
Jan E Veening
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Johnson Diversey Inc
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Description

“DISPOSITIVO E MÉTODO DE SENSORIAMENTO” CAMPO DA INVENÇÃO
A invenção refere-se a um dispositivo de sensoriamento e a um método de utiliza- ção de tal dispositivo. Em particular, a invenção refere-se a um dispositivo de sensoriamento capaz de determinar a temperatura de um líquido, preferencialmente, um líquido de lava- gem, e a condutividade elétrica do referido líquido sob a referida temperatura.
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
Dispositivos de sensoriamento para a determinação de uma temperatura e de uma condutividade elétrica podem ser utilizados para a monitoração de processos de lavagem (de pratos), de forma, por exemplo, a se determinar a concentração de detergente disponí- vel para o processo de lavagem (de pratos) e para a re-dosagem do detergente (preenchi- mento), caso isto se faça necessário. Embora a condutividade elétrica consista numa medi- ção da concentração de detergente, da mesma forma faz-se a medição da temperatura, uma vez que a condutividade elétrica é dependente da temperatura.
O documento norte-americano 4.733.798 descreve um método e aparelhagem para o controle da concentração da água de lavagem em uma máquina de lavagem de equipa- mentos, aonde se mede a condutividade da solução de lavagem de equipamentos, assim como a temperatura, de forma a se compensar pelas alterações aparentes da concentração, associadas, tão somente, com as mudanças na temperatura da solução de lavagem.
O documento EP 1.704.810, do mesmo titular do presente relatório, descreve um dispositivo de monitoração sem fiação e auto-embutido, por exp., para a monitoração de um processo de lavagem no interior de uma máquina industrial de lavagem de pratos, relativa- mente pequena, cujo dispositivo monitora a condutividade elétrica e a temperatura do líquido de lavagem. O sensor de temperatura no dispositivo de monitoração é fisicamente isolado do líquido, no sentido de se apresentar envolto por um material de proteção do sensor con- tra os efeitos químicos prejudiciais do ambiente em que o dispositivo de monitoração atua durante a lavagem de pratos. Conforme a descrição, o dispositivo de monitoração faz em- prego de um valor limite de armazenagem da condutividade elétrica, abaixo desse valor, a concentração de detergente no líquido de lavagem é considerada muito baixa e o usuário é alertado para o fato.
Um problema na determinação da quantidade de detergente pela medição da con- dutividade elétrica e temperatura é de que a qualidade, em particular, da condutividade elé- trica da água, sem o detergente, varia de uma região geográfica para outra. Esta variação pode ser maior do que a influência da adição de detergente. No sentido de determinar-se um valor limite confiável compensando-se esta variação é desejável obter-se informação sobre a condutividade elétrica e a temperatura, segundo a qual foi determinada a condutivi- dade elétrica do líquido de lavagem sem o detergente dissolvido. Contudo, frequentemente, os usuários dos dispositivos de sensoriamento mergulham o dispositivo de sensoriamento no líquido de lavagem quase que simultaneamente a ação de adicionar-se o detergente ao líquido. Porém, enquanto a condutividade elétrica da água pode ser prontamente medida, não se pode medir a temperatura associada em função do sensor de temperatura encontrar- se fisicamente embutido no dispositivo de sensoriamento.
Devido a isto, existe uma necessidade na área quanto a ter-se um dispositivo de sensoriamento que seja capaz de determinar a temperatura de um líquido e de uma condu- tividade elétrica para aquela temperatura de uma forma pronta e precisa.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
Consiste em um objetivo da invenção o fornecimento de tal dispositivo de sensori- amento. Este objetivo é levado a efeito através de um dispositivo de sensoriamento, definido de acordo com a reivindicação 1, e através de um método, definido de acordo com a reivin- dicação 15.
A invenção permite se determinar tanto a condutividade elétrica quanto a tempera- tura do líquido essencialmente livre de detergente. A condutividade elétrica é medida, ins- tantaneamente, de maneira substancial, preferivelmente dentro do intervalo de 30 segundos, a partir da imersão no líquido, mais preferivelmente dentro de um intervalo de 20 segundos, e ainda mais preferivelmente, no intervalo de 15 segundos, e melhor ainda mais preferivel- mente no intervalo de 10 segundos para a determinação da condutividade elétrica. A condu- tividade elétrica pode ser medida através da medição da resistência elétrica. Deve-se obser- var que dentro desses limites temporais, ao invés de uma única medição, pode-se vir a obter uma gama de medições. Estas múltiplas medições podem ser então ponderadas para a de- terminação da condutividade elétrica do líquido essencialmente livre de detergente. Uma vez que o sensor de temperatura encontra-se fisicamente isolado do líquido, a temperatura da água, segundo a qual a condutividade elétrica terá sido instantânea e substancialmente me- dida, será determinada pela avaliação do dado da medição da temperatura durante somente uma fração da característica de resposta do sensor de temperatura entre uma temperatura inicial e uma temperatura intermediária. O tempo relacionado a esta fração avaliada é esco- lhido para a condição de detergente sem ter-se ainda dissolvido de forma significativa no líquido. Não é preciso se aguardar até que o sensor atinja a temperatura do líquido corres- pondendo à temperatura medida para a condutividade do líquido, uma vez que as caracte- rísticas de resposta da temperatura viabilizam a uma determinação pronta e precisa da tem- peratura do líquido. Consequentemente, tanto a condutividade elétrica quanto a temperatura relacionada com aquela condutividade elétrica podem ser determinadas de maneira pronta e confiável.
Nas reivindicações 2 e 16 define-se uma modalidade da invenção. Esta temperatu- ra adicional pode representar uma temperatura de referência aonde se é conhecida a con- dutividade elétrica do detergente dissolvido no referido líquido, e cuja temperatura é próxima à temperatura de lavagem presente.
Define-se nas reivindicações 3 e 15 uma modalidade adicional da invenção. Esta- belece-se que para tais frações de intervalo da temperatura, a temperatura do líquido pode ser precisamente determinada através de extrapolação através de uma maneira suficiente- mente rápida.
Nas reivindicações 4 e 16 define-se uma outra modalidade da invenção. Esta mo- dalidade corresponde a situações voltadas a aplicações práticas do dispositivo de sensoria- mento, em que o dispositivo de sensoriamento encontra-se a temperatura ambiente e o lí- quido encontra-se aproximadamente a 40-60° C.
São definidas ainda outras modalidades da invenção nas reivindicações 5-7 e 16-
18. Através da seleção de uma adequada mudança da temperatura fixada, pode-se fazer uma medição com curta sincronização apresentando uma alta precisão para a determinação da temperatura do líquido associada com a condutividade elétrica instantaneamente medida.
Na modalidade definida de acordo com as reivindicações 8 e 19, define-se uma medida para a situação em que o dispositivo de sensoriamento é imerso pela primeira vez em um líquido já contendo o detergente dissolvido. Não é confiável um limite determinado com base na condutividade elétrica assim obtida. Quando o dispositivo de sensoriamento é imerso, posteriormente, em um líquido substancialmente livre do detergente dissolvido, a condutividade elétrica originalmente armazenada é substituída pela condutividade elétrica determinada, apropriada para o estabelecimento de um limite confiável.
A modalidade da invenção definida de acordo com as reivindicações 9 e 20 é vanta- josa no sentido de que o limite indicativo de urgência por detergente é estabelecido de forma automática. No caso da temperatura do líquido para a condutividade elétrica instantanea- mente determinada ser substancialmente igual à temperatura de momento do processo de lavagem de pratos, a condutividade elétrica instantaneamente determinada pode ser utiliza- da em substituição da condutividade elétrica corrigida. O dado armazenado com respeito à condutividade elétrica de um detergente dissolvido no líquido pode consistir de um simples valor constante, bem como também de um dado de valor complexo, tal como um ajuste por curva, podendo depender de múltiplos fatores, por exp., da constituição química do deter- gente.
A modalidade da invenção definida conforme as reivindicações 10-12, 21 e 22 for- nece um dispositivo de sensoriamento adequadamente capacitado de alerta a um usuário quanto a urgência de detergente em um líquido de lavagem de uma máquina de lavagem de pratos.
A invenção será descrita com base nos desenhos de acompanhamento, que apre- sentam de forma esquemática uma modalidade da invenção. Deverá ficar claro que a inven- ção não fica, de modo algum, limitada por estes exemplos de modalidades. BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
Vê-se pelas figuras que:
A Figura 1 ilustra um corpo flutuante voltado para o um dispositivo de sensoriamen- to, de acordo com uma modalidade da invenção;
A Figura 2 ilustra de forma esquemática o dispositivo de sensoriamento incorporado no corpo flutuante da Figura 1;
A Figura 3 ilustra esquematicamente as características de resposta da temperatura conforme usadas em um dispositivo de sensoriamento de acordo com a invenção;
A Figura 4 consiste em um diagrama de barras que demonstra de maneira esque- mática a condutividade elétrica da água contendo o detergente, para várias regiões geográ- ficas diferindo em dureza da água;
A Figura 5 consiste de um diagrama de blocos que ilustra de forma esquemática o método de acordo com a invenção, conforme implementado no dispositivo da Figura 1; e
A Figura 6 consiste de um gráfico que ilustra de forma esquemática a provisão de dados de medição da condutividade em uma modalidade do dispositivo da invenção.
DESCRIÇÃO DETALHADA DOS DESENHOS
As Figuras 1 e 2 apresentam um dispositivo de sensoriamento 1 ilustrado de manei- ra esquemática, incorporado junto a um compartimento 2, de acordo com a modalidade da invenção. Na modalidade mostrada, o dispositivo de sensoriamento 1 é auto-embutido e sem fio, capaz de flutuar no líquido contido numa máquina de lavar pratos (não apresenta- da) e de verificar a concentração de detergente na referida máquina de acordo com o descri- to no pedido de patente Europeu EP 1704810 do requerente incluído como referência no presente relatório descritivo. Após a montagem do dispositivo de sensoriamento 1 no seu compartimento 2, e o encerramento do dispositivo 1 em resina no interior do compartimento
2, este último protege o conjunto de circuitos do dispositivo de sensoriamento 1 contra o ambiente hostil constituído pela água de lavagem.
Deve-se observar que, tipicamente, o líquido de lavagem permanece, por vários ci- clos, no interior da máquina de lavagem após a finalização de um ciclo de lavagem. O dis- positivo de monitoração pode ser fornecido na máquina de lavagem após um ciclo (ou uma série de ciclos) de lavagem, posicionando-o (disponibilizando-o) tão simplesmente no líquido de lavagem.
Na Figura 2, o dispositivo de sensoriamento 1 compreende de um sensor de tempe- ratura 3, o qual, quando o dispositivo 1 é instalado no seu compartimento 2, encontra-se fisicamente isolado da parte externa através do compartimento 2, ou seja, de qualquer líqui- do no qual o dispositivo de sensoriamento 1 possa ser imerso. O dispositivo de sensoria- mento 1, em sendo um dispositivo auto-embutido, contém uma fonte de energia interna 8, de maneira a desempenhar suas funções de monitoração e sinalização. Na modalidade a- presentada, a fonte de energia consiste de uma bateria 8. O dispositivo de sensoriamento 1 contém ainda um sensor de condutividade, consistindo de dois eletrodos 5, fornecidos em diferentes posições no painel de circuito 6. Qualquer tipo de perfil apropriado dos eletrodos é do conhecimento dos especialistas na área de concentração. Os eletrodos 5, quando ativa- dos por um processador 7, fornecem os dados de medição para a determinação de uma condutividade elétrica do líquido entre os eletrodos 5.
O processador 7 serve, entre outras coisas, para o processamento do dado de me- dição da condutividade a partir dos eletrodos 5 e do dado de medição da temperatura a par- tir do sensor de temperatura 3.
O elemento de estocagem 4 contém uma quantidade de características de respos- tas da temperatura do sensor de temperatura 3, cujas características de respostas serão descritas em maiores detalhes abaixo com referência a Figura 3.
O processador 7 é disponibilizado de modo que ele seja auto-ativado mediante de- tecção de que o dispositivo de sensoriamento 1 encontra-se imerso no líquido, via uma me- dição instantânea substancial da condutividade elétrica entre os eletrodos 5, dando início a determinação da condutividade elétrica com base do dado de medição do referido sensor de condutividade. Como exemplo, a medição é realizada cinco vezes, com intervalos aproxi- mados de 2,3 segundos, e as condutividades medidas são ponderadas posteriormente para determinação da condutividade elétrica do líquido substancialmente isento de detergente. Além do mais, o processador 7 avalia o dado de medição da temperatura do sensor de tem- peratura 3 medido em uma fração de intervalo de temperatura entre uma temperatura inicial e uma temperatura intermediária que se encontra abaixo da temperatura do líquido após imersão do dispositivo de sensoriamento 1 no líquido, e dessa maneira, determinando a temperatura do líquido fazendo uso das características de resposta da temperatura armaze- nadas no elemento de estocagem 4. Pelo fato do intervalo de temperatura medido consistir de somente uma fração de intervalo de temperatura entre a temperatura inicial do dispositivo de sensoriamento 1 e a do líquido em torno do mesmo, a determinação da temperatura do líquido pode ser prontamente arranjada conforme explicado adiante.
A temperatura de lavagem presente não é necessariamente idêntica a temperatura do líquido no momento da imersão do dispositivo de sensoriamento 1, por exemplo, devido à água poder se apresentar um pouco mais fria do que uma temperatura de lavagem idealiza- da, em função, por exp., da adição de água fria isenta de detergente para compensar a per- da de líquido durante a drenagem da água de lavagem na extremidade do ciclo de lavagem anterior. Portanto, o elemento de estocagem 4 contém dados corretivos com respeito a uma dependência da temperatura da condutividade elétrica de um líquido livre de detergente, e o processador 7 é disponibilizado para a correção da condutividade elétrica com base do dado de correção, determinando-se uma condutividade elétrica corrigida em uma temperatura posterior. A temperatura posterior representa uma temperatura de lavagem. O dado de cor- reção contém, na presente modalidade, uma fórmula apresentando como dado de entrada, a temperatura da água tendo detergente já substancialmente dissolvido, e como dado de saída, a condutividade elétrica da água na temperatura posterior.
Na modalidade apresentada da invenção, o dado de correção consiste de uma quantidade de curvas, em que cada curva relaciona, para o caso de água isenta de deter- gente apresentando uma dada dureza, a condutividade daquela água com a sua temperatu- ra.
No dispositivo de sensoriamento 1, o processador 7 é disponibilizado para armaze-
nar no referido elemento de estocagem 4, um valor da condutividade elétrica medido e/ou armazenado, e para reposição do referido valor armazenado por um outro valor medido da condutividade elétrica caso, em uma posterior sessão de lavagem, este referido outro valor medido para a condutividade elétrica seja mais baixo do que o valor medido. Por intermédio 15 desta reposição, garante-se que a condutividade elétrica da água isenta de detergente seja medida na água mais limpa possível, na qual foi mergulhado o dispositivo de sensoriamento 1, desde a sua primeira mediação, e, dessa forma, a condutividade armazenada compreen- de o melhor valor para representar a dureza da água na região em que se instalou o lavador de pratos.
O processador 7 do dispositivo de sensoriamento 1 é ainda disponibilizado para a
determinação de um valor limite para a condutividade elétrica, de modo que o valor limite indique uma necessidade por detergente no líquido. Para a referida determinação do valor limite, o processador 7 faz uso do dado da condutividade elétrica de um detergente dissolvi- do no líquido, cujo dado é armazenado no elemento de estocagem 4. Caso a temperatura 25 do líquido de lavagem seja substancialmente idêntica a temperatura para a qual a condutivi- dade elétrica foi determinada, o limite é determinado através do somatório da condutividade do detergente e da condutividade do líquido de lavagem. Caso a temperatura do líquido de lavagem seja substancialmente diferente daquela temperatura para a qual a condutividade elétrica foi instantaneamente determinada (ou seja, a temperatura posterior difere da tempe- 30 ratura do líquido), o limite é obtido através do somatório da condutividade do detergente e da condutividade elétrica corrigida.
O processador 7 é ainda disponibilizado de maneira que, após a determinação de um valor da condutividade elétrica do líquido de lavagem com detergente dissolvido, ele for- neça um sinal de alerta junto a um transmissor RF 9, que por sua vez, transmite um sinal 35 fazendo uso de uma antena 10. Este último sinal é recebido, então, por um receptor (não mostrado), que sinaliza com uma Iuz e/ou então produz um sinal de alerta audível, de forma a informar ao operador da máquina de lavagem a colocação de mais detergente. Em uma modalidade alternativa, também não mostrada, o receptor faz parte de uma unidade de do- sagem automática auto-embutida posicionada na máquina de lavagem, ativando esta unida- de. Nesta modalidade alternativa é possível uma comunicação em via dupla entre o disposi- tivo de sensoriamento 1 e um receptor/transmissor, por exemplo, para a averiguação de se 5 o dispositivo de sensoriamento 1 apresenta uma quantidade de detergente ainda suficiente, sendo obtida a partir daí, uma resposta do mesmo. Modalidades alternativas adequadas com respeito à sinalização são descritas no pedido de patente Europeu EP 1 704 810 do requerente incluso neste relatório descritivo como referência.
Na Figura 3, três características de resposta da temperatura A, B, C são apresenta- das conforme armazenadas no elemento de estocagem 4 do dispositivo de sensoriamento
1. As características representam a resposta térmica do sensor, ou seja, a mudança de temperatura como uma função do tempo, conforme poderia vir a ocorrer quando todo o dis- positivo de sensoriamento apresentando uma temperatura inicial, fosse imerso em um líqui- do, essencialmente idêntico em composição ao líquido de lavagem isento de detergente, 15 que no caso trata-se da água, e que apresenta uma temperatura diferido daquela referida temperatura inicial. As características A, B e C foram obtidas para uma temperatura inicial do dispositivo de sensoriamento 1 de 20° C e temperatura de líquido de 40°, 50° C, e 60° C, respectivamente.
As características A, B e C foram obtidas através da imersão de um dispositivo de 20 sensoriamento 1 na água e medindo-se a resposta térmica do dispositivo. Existem outras maneiras alternativas para obtenção das mesmas, por exp., através de modelagem mate- mática e simulação numérica da resposta térmica do dispositivo. A representação das carac- terísticas A, B e C no elemento de estocagem 4 pode se apresentar em qualquer formato adequado para armazenagem, por exemplo, via uma fórmula matemática ou uma tabela 25 numérica.
Utilízando-se as referidas características de resposta de temperatura A1B e C, o processador 7 determina a temperatura da água de lavagem conforme se segue. Primeira- mente, após a imersão do dispositivo 1 na água, ele faz a medição de uma temperatura fixa fazendo uso do sensor de temperatura 3, e mede a quantidade de tempo que esta operação 30 leva junto ao processador 7. Na Figura 3, a elevação da temperatura é indicada pelo aumen- to entre T1 ( a temperatura inicial) e T2 ( a temperatura intermediária), e o tempo t1, t2. En- tão, o processador 7 calcula At= t2-t1, e identifica qual curva que melhor se ajusta para T1, T2 e At; na Figura 3, isto representa a curva B, apresentando uma temperatura de extremi- dade de 50°C. São concebíveis outras maneiras de determinar-se a temperatura do líquido 35 fazendo-se uso das características, tal como utilizar-se um intervalo de temperatura fixo e um intervalo de temperatura variável. Contudo, um intervalo de temperatura fixo apresenta a vantagem de possibilitar-se a uma pronta a precisa determinação particular da temperatura do líquido. Na Figura 3, T1 e T2 compreendem, respectivamente, 32,5°C e 37,5°C, ou seja, o intervalo é de 5°C, o que significa que a medição ocorre em uma fração relativamente pe- quena de intervalo de temperatura entre 20°C e 50°C, com a fração sendo menor do que
0,25. A medição ocorre logo em seguida à imersão, em função de que a medição se baseia em parte na resposta térmica compreendendo um gradiente relativamente amplo da tempe- ratura. Resultando em que a temperatura da água pode ser determinada tão rápida quanto precisamente, independente de se um eventual detergente não tenha dissolvido ainda no líquido de lavagem.
Obviamente, caso se determine um tempo At’ ou At”, a temperatura do líquido é de- terminada como 40°C ou 60°c, respectivamente.
A Figura 4 ilustra as diferenças na dureza da água entre quatro regiões I, II, III, IV, respectivamente, e a influência destas diferenças na condutividade elétrica total E no //S do líquido de lavagem contendo o detergente. Por exemplo, na região III, a água se apresenta dura e contribui com 2400 Siemens junto à condutividade elétrica da água, enquanto que a 15 contribuição da concentração do detergente é suficiente o bastante para contribuir com so- mente 1600 Siemens de lavagem. Surge como indicativo que a condutividade total da água consiste essencialmente na soma destas duas condutividades individuais. Esta soma é igual a um valor limite que pode ser ajustado de maneira automática pelo método e dispositivos, de acordo com a modalidade descrita da invenção sinalizando a necessidade de reposição 20 de detergente.
A Figura 5 ilustra o método de acordo com a invenção, implementado junto ao dis- positivo da Figura 1. Primeiramente, na etapa 100, o dispositivo comuta, quando imerso na água, a partir de seu modo de descanso para seu modo ativo, e dá início a medição de da- dos para a determinação da condutividade elétrica e da temperatura da água, na etapa 200. 25 Em seguida, na etapa 210, a condutividade elétrica é determinada a partir do dado de resis- tência elétrica medido; isto será descrito em maiores detalhes na Figura 6. Em conexão com a etapa 210, a temperatura da água é determinada, na etapa 220, através da avaliação do dado de medição da temperatura, obtido entre uma temperatura inicial de 32,5°C e uma temperatura intermediária de 37,5° após o dispositivo ser imerso na água, extrapolando-se a 30 elevação da temperatura com o auxílio de uma característica de resposta de temperatura similar aquelas mostradas na Figura 3.
Em seguida, na etapa 230, calcula-se a condutividade da água, cuja água consiste de se apresentar essencialmente isenta de detergente, com uma correção para a sua tem- peratura com base do dado de correção que consiste de uma dependência em temperatura 35 da condutividade elétrica da água. Na etapa 240, um ponto de ajuste é determinado como a soma da condutividade corrigida e de uma condutividade do detergente dissolvido na água sob a mesma temperatura conforme a temperatura da água indicada. A condutividade do detergente dissolvido na água consiste na condutividade a 60°C, que compreende de uma temperatura, próxima ou, sendo a temperatura de lavagem e para a qual já são tabulados os valores padrões para a condutividade. Em uma modalidade alternativa, a condutividade do detergente dissolvido na água é obtida a partir de uma tabela que lista a condutividade em uma quantidade de temperaturas próximas da temperatura de lavagem.
Na etapa 250, um sinal de alerta é disparado caso a condutividade media esteja abaixo do ponto de ajuste, o que resulta na emissão de indicação de Iuz vermelha com uma alta intensidade através de um LED, conforme indicado na etapa 260. Na mesma etapa 250, o LED será ativado para emitir uma Iuz verde, conforme destacado pela etapa 270. Isto ser- ve a finalidade de indicação quanto a uma quantidade suficiente de presença de detergente na água de lavagem. A etapa 250 é seguida pela etapa 280, nesta etapa, a condutividade elétrica da água é determinada novamente. Em uso normal, esta segunda medição ocorre na água com o detergente dissolvido na mesma. A temperatura da água é determinada também uma vez mais, desta vez sem extrapolação. As etapas 250 e 280 são repetidas em um intervalo regular durante um ciclo de lavagem de pratos (indicado pela seta 290). Uma vez que o dispositivo seja retirado da água, preferencialmente após ter se encerrado o ciclo de lavagem, o dispositivo passa de um modo ativo para um modo de descanso (esta transi- ção não é mostrada na Figura 5).
Na Figura 6 apresenta-se como a condutividade elétrica do líquido é determinada a partir de um valor medido da resistência do líquido entre dois eletrodos 5. Primeiramente, o valor da resistência é determinado através da medição de uma corrente elétrica para uma certa voltagem em função de ambos eletrodos 5. Em seguida, a condutividade elétrica é lida a partir de uma curva que relaciona a resistência com a condutividade empiricamente de- terminada em um estagio anterior, cuja curva é mostrada pela Figura 6.
A Figura 6 apresenta também como a partir do ponto de ajuste para a condutivida- de elétrica, conforme determinado na etapa 240 da Figura 5, determina-se um ponto de a- juste para a resistência elétrica. O ponto de ajuste para a condutividade elétrica, etapa 240, é determinado pela adição da condutividade determinada da água essencialmente isenta de detergente junto à condutividade da água com detergente dissolvido na mesma, conforme representado na Figura 6 por X1 e respectivamente Y1 para uma situação, eX2e respecti- vamwnte Y2 para outra situação. Em seguida, o ponto de ajuste para a resistência elétrica é lido a partir da curva em que se calculou o ponto de ajuste da condutividade. O valor X1 re- presenta uma situação de água com relativamente poucas partículas conduzindo eletricida- de no meio, tal como para o caso de sais ionizados, interpretado como “água doce”. O valor X2 representa a “dureza da água”. Os valores Y1, e Y2 representam, neste exemplo, uma concentração de detergente de 0,9 gramas/litro, equivalente a uma condutividade de 1600 //Siemens. Os exemplos apresentados não devem ser interpretados como limitações, mas so- mente para finalidades ilustrativas. Por exemplo, o circuito presente na Figura 2 não precisa fazer parte de um dispositivo de monitoração sem fio e auto-embutido para uma pequena máquina de lavagem de pratos industrial, mas, pode por outro lado, ser instalado como uma 5 parte fixa de uma máquina de lavagem de grande porte. Mais ainda, a faixa de temperaturas de uma medição pode diferir a partir de um intervalo entre 32,5°C e 37,5°C, conforme utili- zado no exemplo. Várias outras modificações são possíveis, sem ocorrência de afastamento do escopo da invenção, definida através das reivindicações a seguir.

Claims (23)

1. Dispositivo de sensoriamento (1), CARACTERIZADO pelo fato de ser capaz de determinar uma temperatura de um líquido e de uma condutividade elétrica de referido líqui- do à referida temperatura, em que o referido dispositivo de sensoriamento consiste, pelo menos, de um sensor de temperatura (3) para fornecimento de dado de medição da tempe- ratura, disponibilizado de modo que o referido sensor de temperatura apresente-se fisica- mente isolado do referido líquido quando o referido dispositivo de sensoriamento encontra- se imerso no referido líquido, com o referido dispositivo compreendendo ainda de: sensor de condutividade elétrica disponibilizado para o fornecimento de dado de medição da condutividade para a determinação de uma condutividade elétrica do referido líquido; elemento de estocagem (4) contendo uma ou mais características de resposta da temperatura de referido sensor de temperatura, cada característica de resposta de tempera- tura indicando as variações de temperatura de referido sensor de temperatura, como função do tempo em um intervalo de temperatura; processador (7) para o processamento de referido dado de medição da condutivi- dade e referido dado de medição da temperatura de referido sensor de condutividade elétri- ca e, pelo menos, um referido sensor de temperatura em que o referido processador é dis- ponibilizado para: medição instantânea substancial de referida condutividade elétrica, quando o referi- do dispositivo de sensoriamento é imerso no referido líquido, com base de referido dado de medição da condutividade, e avaliação de referido dado de medição da temperatura de referido sensor de tem- peratura medido quando o referido dispositivo de sensoriamento é imerso no referido líqui- do, em uma fração de referido intervalo de temperatura de referida característica de tempe- ratura entre uma temperatura inicial e uma temperatura intermediária medida pelo referido sensor de temperatura após imersão no referido líquido e, por conseguinte, determinando a temperatura de referido líquido fazendo uso de uma ou mais características de resposta da temperatura armazenada.
2. Dispositivo de sensoriamento (1), de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato do referido elemento de estocagem conter o dado de correção com respeito a uma dependência na temperatura da condutividade elétrica de referido líqui- do, e o referido processador ser disponibilizado para a correção da referida condutividade elétrica determinada com base de referido dado de correção para determinar uma condutivi- dade elétrica corrigida em uma temperatura posterior diferente da referida temperatura de referido líquido.
3. Dispositivo de sensoriamento (1), de acordo com uma ou mais das reivindicações anteriores, CARACTERIZADO pelo fato da referida fração de referido intervalo de tempera- tura para a avaliação do referido dado de medição da temperatura ser menor do que 0,25.
4. Dispositivo de sensoriamento (1), de acordo com uma ou mais das reivindicações anteriores, CARACTERIZADO pelo fato do referido intervalo de temperatura variar de apro- ximadamente 20°C a aproximadamente 60°C.
5. Dispositivo de sensoriamento (1), de acordo com uma ou mais das reivindicações anteriores, CARACTERIZADO pelo fato da referida fração de referido intervalo de tempera- tura para a avaliação do referido dado de temperatura consistir de um intervalo de tempera- tura fixo, pré-determinado.
6. Dispositivo de sensoriamento (1), de acordo com a reivindicação 5, CARACTERIZADO pelo fato do referido intervalo de temperatura fixo, pré-determinado vari- ar de aproximadamente 32,5°C a aproximadamente 37,5°C.
7. Dispositivo de sensoriamento, de acordo com uma ou mais das reivindicações anteriores, CARACTERIZADO pelo fato do referido processador ser disponibilizado para a determinação de referida temperatura de referido líquido através da sincronização de uma variação de temperatura medida pelo referido sensor de temperatura entre a referida tempe- ratura inicial e a referida temperatura intermediária.
8. Dispositivo de sensoriamento (1), de acordo com uma ou mais das reivindicações anteriores, CARACTERIZADO pelo fato do referido processador (7) ser disponibilizado para armazenagem no referido elemento de estocagem de referida condutividade elétrica, e para a reposição de referida condutividade elétrica determinada armazenada por um novo valor da condutividade elétrica determinada, caso o referido novo valor da condutividade elétrica determinada seja menor do que a referida condutividade elétrica determinada armazenada.
9. Dispositivo de sensoriamento (1), de acordo com a reivindicação 1 ou 2, CARACTERIZADO pelo fato do referido elemento de estocagem conter dados com respeito a condutividade elétrica do detergente de um detergente dissolvido no referido líquido a uma referida temperatura posterior de referido líquido, com o referido processador apresentando- se disponibilizado para a determinação de um valor limite para a condutividade, indicativo da necessidade de detergente no referido líquido, o referido valor limite consistindo na soma da referida condutividade elétrica determinada ou referida condutividade elétrica corrigida e da referida condutividade elétrica do detergente.
10. Dispositivo de sensoriamento (1), de acordo com a reivindicação 9, CARACTERIZADO pelo fato do referido processador ser disponibilizado para a determina- ção de um valor da condutividade elétrica de referido líquido contendo o detergente dissolvi- do para fornecimento de um sinal de alerta mediante a determinação de um valor para o referido valor da condutividade elétrica do líquido contendo detergente ali dissolvido que represente um valor menor do que o referido valor limite.
11. Dispositivo de sensoriamento (1), de acordo com qualquer uma das reivindica- ções anteriores, CARACTERIZADO pelo fato do referido dispositivo de sensoriamento con- sistir de um dispositivo sem fio e auto-embutido capaz de flutuar no referido líquido.
12. Dispositivo de sensoriamento (1), de acordo com a reivindicação 10, CARACTERIZADO pelo fato do referido dispositivo de sensoriamento compreender de um mecanismo de sinalização disponibilizado de modo a que os referidos mecanismos de sina- lização sejam ativados em resposta ao referido sinal de alerta.
13. Método para a determinação de uma temperatura de um líquido e de uma con- dutividade elétrica de referido líquido para a referida temperatura, CARACTERIZADO pelo fato de compreender de um dispositivo de sensoriamento capaz de determinar a referida temperatura e referida condutividade elétrica, em que o referido dispositivo de sensoriamen- to compreende de, pelo menos, um sensor de temperatura (3) para o fornecimento do dado de medição da temperatura disponibilizado de modo que o referido sensor de temperatura apresente-se fisicamente isolado do referido líquido quando o referido dispositivo de senso- riamento encontra-se imerso no referido líquido, e em que o referido dispositivo de sensori- amento compreende, pelo menos, de um sensor para fornecer o dado de medição da con- dutividade para a determinação de uma condutividade elétrica de referido líquido, com o referido método consistindo das etapas de: medir instantânea e substancialmente a referida condutividade elétrica com base no referido dado de medição da condutividade de referido sensor de condutividade, avaliação do referido dado de medição da temperatura entre uma temperatura inici- al e uma temperatura intermediária após a imersão de referido dispositivo de sensoriamento no referido líquido, com a referida temperatura intermediária sendo mais baixa do que a re- ferida temperatura de referido líquido, e determinar a referida temperatura de referido líquido através da comparação de re- ferido dado de medição avaliado da temperatura com as características de resposta da tem- peratura de referido sensor de temperatura, cada referida característica de resposta da tem- peratura indicando variações da temperatura de referido sensor de temperatura como uma função do tempo em um intervalo de temperatura, em que o referido intervalo de temperatu- ra inclui a referida temperatura inicial e a referida temperatura intermediária.
14. Método, de acordo com a reivindicação 13, CARACTERIZADO pelo fato de compreender ainda a etapa de correção da referida condutividade elétrica determinada com base no dado de correção, referido dado de correção dizendo respeito a uma dependência da temperatura da condutividade elétrica de referido líquido, para determinação de conduti- vidade elétrica corrigida para uma temperatura posterior diferindo da referida temperatura de referido líquido.
15. Método, de acordo com a reivindicação 13 ou 14, CARACTERIZADO pelo fato da referida temperatura inicial e da referida temperatura intermediária determinarem uma faixa consistindo em uma fração de referido intervalo de temperatura em que a referida fra- ção é menor do que 0,25.
16. Método, de acordo com uma ou mais das reivindicações 13-15, CARACTERIZADO pelo fato do referido intervalo de temperatura variar de aproximadamen- te 20°C a aproximadamente 60°C.
17. Método, de acordo com uma ou mais das reivindicações 13-16, CARACTERIZADO pelo fato da referida temperatura inicial e a temperatura intermediária determinarem um intervalo de temperatura fixo, pré-determinado.
18. Método, de acordo com a reivindicação 17, CARACTERIZADO pelo fato do re- ferido intervalo de temperatura fixo, pré-determinado variar de aproximadamente 32,5°C a aproximadamente 37,5°C.
19. Método, de acordo com uma ou mais das reivindicações 13-18, CARACTERIZADO pelo fato de compreender ainda a etapa de determinação de um interva- lo de tempo para uma variação de temperatura entre a referida temperatura inicial e a referi- da temperatura intermediária.
20. Método, de acordo com uma ou mais das reivindicações de 13-19, CARACTERIZADO pelo fato de compreender ainda as etapas de armazenagem de referida condutividade elétrica determinada, reposição de referida condutividade elétrica determinada, quando através de uma nova condutividade elétrica determinada esta nova condutividade elétrica determinada for menor do que o referido valor da condutividade elétrica armazenada.
21. Método, de acordo com a reivindicação 13 ou 14, CARACTERIZADO pelo fato de compreender ainda a etapa de determinação de um valor limite para a condutividade, indicativo de uma urgência de detergente no referido líquido, referido valor limite consistindo da soma de uma referida condutividade elétrica ou da condutividade elétrica corrigida e uma condutividade elétrica de um detergente dissolvido no referido líquido, para uma ou mais das referidas temperaturas do líquido e referidas temperaturas posteriores.
22. Método, de acordo com a reivindicação 20, CARACTERIZADO pelo fato de compreender ainda as etapas de: medição de uma condutividade elétrica de referido líquido com o detergente dissol- vido, e produzir um sinal de alerta caso a referida condutividade elétrica medida de referido líquido com o detergente dissolvido apresentar-se menor do que o referido valor limite.
23. Método, de acordo com a reivindicação 21, CARACTERIZADO pelo fato do mecanismo de sinalização ser ativado em resposta ao referido sinal de alerta.
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