BRPI0719565A2 - Polimorfos de motilídeo - Google Patents

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Description

"POLIMORFOS DE MOTILÍDEO" Esta invenção refere-se aos polimorfos de um motilídeo e aos métodos para a pre- paração e uso de tais polimorfos.
A motilidade gastrointestinal ("Gl") regula o movimento ordenado de material ingeri- do através do intestino, para assegurar a absorção adequada de nutrientes, eletrólitos, e fluidos. O trânsito adequado dos conteúdos Gl através do esôfago, estômago, intestino del- gado, e cólon depende do controle regional da pressão intraluminal e diversos esfíncteres, os quais regulam o seu movimento para frente e impedem o refluxo. O padrão normal de motilidade Gl pode ser prejudicado por uma variedade de circunstâncias, incluindo a doença e a cirurgia.
Os distúrbios de motilidade Gl incluem a gastroparesia e a doença de refluxo gas- tresofágico ("GERD"). A gastroparesia, cujos sintomas incluem o transtorno no estômago, a azia, a náusea, e o vômito, é o esvaziamento retardado dos conteúdos do estômago. A GERD refere-se às manifestações clínicas variadas do refluxo dos conteúdos do estômago e duodenais para o esôfago. Os sintomas mais comuns são a azia e a disfasia, com a perda sangüínea a partir da erosão esofágica também sabida ocorrer. Os outros exemplos de dis- túrbios Gl nos quais a motilidade Gl prejudicada está implicada incluem a anorexia, a estase da vesícula biliar, o íleo paralítico pós-operativo, a esclerodermia, a pseudo-obstrução intes- tinal, a síndrome do intestino irritável, a gastrite, a êmese, e a constipação crônica (inércia colônica).
A motilina é um hormônio de peptídeo de 22 aminoácidos, secretado por células endócrinas na mucosa intestinal. A sua ligação ao receptor de motilina no trato Gl estimula a motilidade Gl. A administração de agentes terapêuticos que atuam como agonistas da moti- lina ("agentes pró-cinéticos") tem sido proposta como um tratamento para distúrbios Gl. As eritromicinas são uma família de antibióticos macrolídeos feitos pela fermenta-
ção dos actinomicetos Saccharopolyspora erythraea. A eritromicina A, um antibiótico comu- mente usado, é o membro mais abundante e importante da família.
(1) Eritromicina A Ra = OH, Rb = Me
(2) Eritormicina B Ra = H, Rb = Me
(3) Eritromicina C Ra = OH, Rb = H
(4) Eritromicina D Ra = H, Rb = H
Os efeitos colaterais da eritromicina A incluem a náusea, o vômito, e o desconforto abdominal. Estes efeitos têm estado associados à atividade de agonista da motilina na eri- tromicina A (1) e, mais também, no seu produto inicial de degradação catalisada por ácido (5). (O produto de degradação secundário, espirocetal (6), é inativo.)
Estimulados pela descoberta da atividade de agonista da motilina na eritromicina e no produto de degradação 5, os pesquisadores esforçaram-se para descobrir novos motilí- deos, como são chamados os macrolídeos com atividade pró-cinética. Grande parte dos pesquisadores concentrou-se na geração de novos análogos de eritromicina, via transfor- mação química pós-fermentação de uma eritromicina naturalmente produzida, ou via modifi- cação (incluindo a engenharia genética) do processo de fermentação. As divulgações ilus- trativas relacionadas aos motilídeos incluem: Omura e col., US 5.008.249 (1991) e US 5.175.150 (1992); Harada e col., US 5.470.961 (1995); Freiberg e col., US 5.523.401 (1996); US 5.523.418 (1996); US 5.538.961 (1996); e US 5.554.605 (1996); Lartey e col., US 5.578.579 (1996); US 5.654.411 (1997); US 5.712.253 (1998); e US 5.834.438 (1998); Koga e col., US 5.658.888 (1997); Miura e col., US 5.959.088 (1998); Premchandran e col., US 5.922.849 (1999); Keyes e col., US 6.084.079 (2000); Ashley e col., US 2002/0025936 A1 (2002); Ashley e col., US 2002/0094962 A1 (2002); Carreras e col., US 2002/0192709 A1 (2002); Ito e col., JP 60-218321 (1985) (resumo do Chemical Abstracts correspondente n5 104:82047); Santi e col., US 2004/138150 A1 (2004); Carreras e col., US 2005/0113319 A1 (2005); Carreras e col., US 2005/0119195 A1 (2005); Liu e col., US 2005/0256064 A1 (2005); Omura e col., J. Antibiotics 1985, 38, 1631-2; Faghih e col., Biorg. & Med. Chem. Lett., 1998, 8, 805-810; Faghih e col., J. Med. Chem., 1998, 41, 3402-3408; Faghih e col., Synlett., jul. de 1998, 751; e Lartey e col., J. Med. Chem., 1995, 38, 1793-1798. As divulga- ções de todos os documentos precedentes são incorporadas neste documento por referên- cia.
Outros compostos de esqueleto da eritromicina são também potencialmente perti- nentes, mesmo onde não projetados para serem agonistas da motilina, as divulgações ilus- trativas sendo: Krowicki e col., US 3.855.200 (1974); Radobolja e col., US 3.939.144 (1976);
Kobrehel e col., US 3.983.103 (1976); Toscano, US 4.588.712 (1986); Agouridas e col., US 5.444.051 (1995); Agouridas e col., US 5.561.118 (1996); Agouridas e col., US 5.770.579 (1998); Asaka e col., US 6.169.168 B1 (2001); Kobrehel e col., DE 2.402.200 (1974); Pliva Pharmaceuticals, GB 1.416.281 (1975); Pliva Pharmaceuticals, GB 1.461.032 (1977); Asaga e col., JP 2002/241391 (2002); Ryden e col., J. Med. Chemistry, 1973, 16 (9), 1059-1060; Naperty e col., Roczniki Chemii, 1977, 51 (6), 1207-10; Kobrehel e col., Eur. J. Med. Che- mistry, 1978, 13 (1), 83-7; Egan e col., J. Antibiotics, 1978, 31 (1), 55-62; Matijasevic e col., Croatica Chemica Acta, 1980, 53 (3), 519-24; Radobolja e col., Croatica Chemiea Acta, 1985, 58 (2), 219-25; Hunt e col., J. Antibiotics, 1989, 42 (2), 293-298; Myles e col., J. Org. Chem., 1990, 55, 1636-1648. As divulgações de todos os documentos precedentes são in- corporadas neste documento por referência.
Aqueles versados na técnica entenderão que diversos parâmetros são relevantes para o desenvolvimento dos motilídeos. Primeiramente, a evolução do esqueleto de eritro- micina nos organismos produtores naturais tem sido motivada pela eficácia antibacteriana e não pela eficácia pró-cinética. Portanto, permanece um espaço considerável para a otimiza- ção da relação estrutura-atividade para os agonistas da motilina. Em segundo lugar, é, na realidade, indesejável para um motilídeo possuir atividade antibacteriana. O trato Gl é hos- pedeiro para uma grande população de bactérias, cuja exposição a um motilídeo tendo ati- vidade antibacteriana pode induzir nelas o desenvolvimento de resistência aos antibióticos de eritromicina. Ou, um motilídeo tendo atividade antibacteriana pode matar as bactérias benéficas do intestino. Assim, um motilídeo tem desejavelmente atividade pró-cinética au- mentada engenheirada dentro e atividade antibacteriana engenheirada fora. Em terceiro lugar, um problema comumente verificado entre os motilídeos avaliados até o momento é a sua propensão a dessensibilizar o receptor de motilídeo, significando que, após a dose inici- al, as doses subsequentes de um motilídeo produzem uma resposta mais fraca ou nenhuma resposta (taquifilaxia). Em quarto lugar, a estabilidade e a biodisponibilidade são também assuntos importantes - testemunham a rápida degradação da eritromicina A no estômago e a falta de atividade de seu produto de degradação secundário. Em quinto lugar, alguns compostos na família das eritromicinas foram descritos terem efeitos pró-arrítmicos indese- jáveis, incluindo o prolongamento do intervalo QT e a indução das arritmias ventriculares. É desejável limitar estes efeitos até um nível aceitável. Assim, existe uma necessidade contí- nua de desenvolver novos motilídeos, contrabalançando as diversas exigências diferentes de desempenho. Liu e col., US 2006/0270616 Α1 (2006), incorporado neste documento por referên- cia (nas partes a seguir, o "Pedido de Liu '616"), divulgam uma família de motilídeos repre- sentados pela fórmula geral I, onde Ra1 Rb1 Rc1 Rd1 e Re são variáveis estruturais. Um com- posto específico divulgado lá é o composto (Ia), que possui um equilíbrio de propriedades atraente para um motilídeo.
Assim que um composto tiver sido selecionado para o desenvolvimento como um candidato clínico possível, deve ser dada consideração a formulá-lo em uma formulação farmacêutica apropriada. Por sua vez, isto significa que deve ser dada consideração à pos- sível existência de polimorfos. Se existem polimorfos, eles podem diferir em suas proprieda- des farmaceuticamente relevantes, incluindo solubilidade, estabilidade no armazenamento, higroscopicidade, densidade, e biodisponibilidade. Um polimorfo pode converter-se mais ou menos espontaneamente em um outro polimorfo durante o armazenamento. Como resultado de tal conversão, uma formulação projetada para distribuir um polimorfo particular pode a- cabar contendo um polimorfo diferente que seja incompatível com a formulação. Um poli- morfo higroscópico pode captar a água durante o armazenamento, introduzindo erros nas operações de pesagem e afetando a capacidade de manuseamento. Um procedimento de preparação projetado para uso com um polimorfo particular pode ser inadequado para uso com um polimorfo diferente. Mesmo se não ocorrer nenhuma interconversão, um polimorfo pode ser mais fácil de formulador do que o outro, tornando crítica a seleção do polimorfo certo. Assim, a escolha do polimorfo é um fator importante no projeto de uma formulação farmacêutica. (Como usado neste documento, o termo "polimorfo" inclui as formas amorfas e as formas cristalinas não-solvatadas e solvatadas, como especificadas na diretriz Q6A(2) da ICH (International Conference on Harmonization of Technical Requirements for Registration of Pharmaceuticals for Human Use ("Conferência Internacional sobre Harmonização de Exi- gências Técnicas para o Registro de Substâncias Farmacêuticas para Uso Humano"))).
A presente invenção refere-se aos polimorfos do composto Ia que são especialmen- te desejáveis para uso em formulações farmacêuticas.
O composto Ia, quando preparado de acordo com o Pedido de Liu '616, é obtido em uma forma que não está otimizada para o desenvolvimento da formulação (esta forma é
NHMe designada neste documento como Polimorfo I - ver o Exemplo 3 abaixo). Nós descobrimos polimorfos adicionais do composto Ia1 incluindo um (referido neste documento como Poli- morfo IV) que tem propriedades aperfeiçoadas para uso em uma formulação farmacêutica. Um outro polimorfo, designado Polimorfo II, também tem propriedades adequadas para uso em uma formulação farmacêutica. Assim, em uma modalidade, esta invenção proporciona o polimorfo IV purificado do composto Ia. Em uma outra modalidade, ela proporciona o poli- morfo Il purificado do composto Ia.
Em uma outra modalidade, esta invenção proporciona um método para preparar o Polimorfo IV purificado do Composto Ia, compreendendo submeter o polimorfo do Composto Ia, referido neste documento como Polimorfo II, a múltiplos ciclos de aquecimento e esfria- mento, na presença de um meio selecionado a partir de éter diisopropílico ("DIPE") e um alcano ou alqueno de C5-C7 (preferivelmente o heptano).
Em uma outra modalidade, esta invenção proporciona um método para preparar o Polimorfo IV purificado do Composto Ia, compreendendo preparar uma solução de acetato de etila do Composto Ia e adicionar um alcano ou alqueno de C5-C7 à solução, para causar a cristalização do Composto Ia como Polimorfo IV purificado.
Em uma outra modalidade, esta invenção proporciona uma formulação farmacêuti- ca compreendendo um Polimorfo IV purificado do Composto Ia e um excipiente farmaceuti- camente aceitável.
Em uma outra modalidade, esta invenção proporciona uma formulação farmacêuti-
ca compreendendo um Polimorfo Il purificado do Composto Ia e um excipiente farmaceuti- camente aceitável.
A invenção adicionalmente proporciona: um método de tratar uma doença de moti- Iidade gástrica prejudicada, compreendendo administrar a um paciente necessitado de tal tratamento uma quantidade terapeuticamente efetiva de um Polimorfo IV purificado do Com- posto Ia; um Polimorfo IV purificado do Composto Ia para uso como um medicamento; um Polimorfo IV purificado do Composto Ia para uso no tratamento de uma doença de motilida- de gástrica prejudicada; o uso de um Polimorfo IV purificado do Composto Ia para a manufa- tura de um medicamento para o tratamento de uma doença de motilidade gástrica prejudi- cada; e uma composição farmacêutica para o tratamento de uma doença de motilidade gás- trica prejudicada contendo um Polimorfo IV purificado do Composto Ia.
A invenção adicionalmente proporciona: um método de tratar uma doença de moti- lidade gástrica prejudicada, compreendendo administrar a um paciente necessitado de tal tratamento uma quantidade terapeuticamente efetiva de um Polimorfo Il purificado do Com- posto Ia; um Polimorfo Il purificado do Composto Ia para uso como um medicamento; um Polimorfo Il purificado do Composto Ia para uso no tratamento de uma doença de motilidade gástrica prejudicada; o uso de um Polimorfo Il purificado do Composto Ia para a manufatura de um medicamento para o tratamento de uma doença de motilidade gástrica prejudicada; e uma composição farmacêutica para o tratamento de uma doença de motilidade gástrica pre- judicada contendo um Polimorfo Il purificado do Composto Ia.
Os exemplos ilustrativos de distúrbios que são doenças de motilidade gástrica pre- judicada incluem (sem limitação) a gastroparesia, a doença de refluxo gastresofágico ("GERD"), a anorexia, a estase da vesícula biliar, o íleo paralítico pós-operativo, a esclero- dermia, a pseudo-obstrução intestinal, a síndrome do intestino irritável, a gastrite, a êmese, e a constipação crônica (inércia colônica). Os polimorfos da invenção são particularmente efetivos no tratamento de GERD. As Figs. 1a, 1b, 1c,1d, 1e,1fe1g são padrões representativos de difração de pós
de raios X ("XRPD") para os Polimorfos I, II, III, IV, V, Vl (forma de acetato de etila), e VII, respectivamente, do Composto Ia.
As Figs. 2a, 2b, 2c, 2d, 2e e 2f são varreduras representativas de calorimetria de varredura diferencial ("DSC") para os Polimorfos I, II, IV, V, Vl (forma de acetato de etila), e VII, respectivamente, do Composto Ia.
As Figs. 3a, 3b, 3c, 3d, e 3e são varreduras representativas de sorção de vapor gravimétrica ("GVS") para os Polimorfos I, II, IV, Vl (forma de acetato de etila), e VII, respec- tivamente, do Composto Ia.
A Fig. 4 mostra um esquema sintético para a preparação do composto Ia. A Fig. 5 é uma varredura representativa de FT-IR (transformada de fourier infraver-
melho) para o Polimorfo IV.
A Fig. 6 é uma varredura representativa de FT-Raman para o Polimorfo IV.
A Fig. 7 é uma varredura representativa de RMN 13C em estado sólido para o Poli- morfo IV.
A Fig. 8 é uma varredura representativa de RMN 15N em estado sólido para o Poli-
morfo IV.
O Polimorfo I foi caracterizado como um pó branco que era largamente amorfo, sendo deficientemente cristalino por XRPD. Ele era relativamente higroscópico, mostrando um aumento no peso de 8,5% entre 0 e 90% de UR (umidade relativa). A análise térmica mostrou uma endotermia entre a temperatura ambiente e 90 0C devido à perda de solvente. A perda de peso que acompanha a endotermia foi 3,0%, correspondendo a 1,4 mol de água. Quando aquecido até uma temperatura entre 75 e 100 0C, o Polimorfo I perdeu a cristalini- dade. Sob condições aquosas, o Polimorfo I converteu-se em um segundo polimorfo, referi- do como Polimorfo II. Estas duas últimas observações impediram a seleção do Polimorfo I como um polimorfo para o desenvolvimento da formulação. Os dados representativos de XRPD1 DSC, e GVS para o Polimorfo I são mostrados nas Figs. 1a, 2a, e 3a, respectiva- mente. O Polimorfo Il foi caracterizado como um pó branco com tamanho de partícula pe- queno (< 10 μητι) e nenhuma morfologia discernível. A XRPD mostrou que ele era cristalino com algum teor amorfo. Quando mantido entre 5 e 0% de UR1 o Polimorfo Il mostrou uma perda de peso de 4%, equivalente a 2 moles de água por mol de composto (Ia). Houve uma perda correspondente de cristalinidade, como evidenciada através de análise novamente por XRPD, sob condições ambientes, sugerindo que o Polimorfo Il é um diidrato. A análise térmica mostrou uma endotermia ampla entre a temperatura ambiente e 100 0C devido à perda de solvente (água). Esta perda corresponde a uma perda de peso de 5,0%, equivalen- te a 2,5 moles de água, o teor de água adicional atribuível ao Polimorfo Il sendo higroscópi- co. Houve uma perda de cristalinidade entre 50 e 75 °C. O Polimorfo Il também perde crista- linidade durante a secagem a vácuo a 30 0C por 72 h. Os dados representativos de XRPD, DSC, e GVS para o Polimorfo Il são mostrados nas Figs. 1b, 2b, e 3b, respectivamente.
O Polimorfo IV foi caracterizado como um pó branco com tamanho de partícula até 50 μίτι e morfologia acicular. Ele era cristalino por XRPD. A sua solubilidade aquosa era 0,77 mg/ml_. Em um nível de pureza de 97,9%, ele não era altamente higroscópico, com uma absorção de peso de 3,5% entre 0 e 90% de UR. A absorção de peso não resultou em uma alteração no padrão de XRPD na análise novamente sob condições ambientes. A análise térmica mostrou uma endotermia ampla entre a ambiente e 65 0C devido à perda de solven- te (água) (perda de peso de 1,5%). Houve uma transição de fusão com início a 150 0C, sem nenhuma alteração no padrão de XRPD ao aquecer até a fusão. Nem a armazenagem a 40 0C em 75% de UR por 10 semanas, nem o manuseio durante a análise da solubilidade pro- duziram quaisquer alterações significativas. A sua conservação de cristalinidade no aqueci- mento e a sua estabilidade no armazenamento tornam o Polimorfo IV um bom candidato para o desenvolvimento em formulações farmacêuticas. Os dados representativos de XRPD, DSC, e GVS para o Polimorfo IV são mostrados nas Figs. 1d, 2c, e 3c, respectivamente. Os dados representativos de FT-IR, FT-Raman, RMN 13C em estado sólido e RMN 15N em es- tado sólido para o Polimorfo IV são mostrados nas Figs. 5, 6, 7 e 8, respectivamente.
O Polimorfo IV pode ser preparado a partir do Polimorfo Il por maturação (ciclos re- petidos de aquecimento e esfriamento) em éter diisopropílico. Um alcano ou alqueno de C5- C7, tal como (preferivelmente) o heptano, também pode ser usado - o material assim produ- zido inicialmente continha algum Polimorfo II, que, entretanto, foi removido (como determi- nado por XRPD) após secagem sob vácuo. O número de ciclos é pelo menos dois, preferi- velmente 3, embora um número maior de ciclos (p.ex., até 12) possa ser usado. A faixa de temperaturas para os ciclos está tipicamente entre 5 e 50 0C, preferivelmente entre 25 e 50 0C, durante um período de 24 h.
Adicionalmente, nós também descobrimos diversos outros polimorfos do Composto Ia, a preparação e as características de tais outros polimorfos sendo resumidas abaixo. Por razões variadas, estes polimorfos são menos desejáveis do que os Polimorfos Il e IV para o desenvolvimento da formulação.
O Polimorfo Ill é um polimorfo obtido após maturação (ciclos repetidos de aqueci- mento e esfriamento) do sal de estearato amorfo do Composto Ia em DIPE. Este polimorfo não pôde ser isolado em escalonamento e não foi adicionalmente investigado. A Fig. 1c mostra os dados representativos de XRPD para o Polimorfo III.
O Polimorfo V foi preparado por maturação em éter f-butilmetílico ("TBME"). Ele foi caracterizado como um pó branco com pequeno tamanho de partícula (<10 μηι) e nenhuma morfologia definível. Ele era cristalino por XRPD e a sua solubilidade aquosa era 0,72 mg/mL. A análise térmica mostrou uma transição de fusão com início em 100 0C. Isto teve uma relação com uma perda de peso de 8,7% por TGA, equivalente a 1 mol de TBME, su- gerindo que o Polimorfo V é um solvato de mono TBME. O Polimorfo V diminuiu na cristali- nidade após armazenamento de uma semana a 40 0C e 75% de UR e converteu-se no Po- limorfo Il durante a análise da solubilidade. Ser um solvato impediu a sua conveniência co- mo um candidato para o desenvolvimento da formulação. Os dados representativos de XRPD e DSC para o Polimorfo V são mostrados nas Figs. 1e e 2d, respectivamente.
O Polimorfo Vl é um polimorfo parcialmente cristalino, obtido a partir de acetato de etila, acetato de isopropila, ou anisol. Foram observadas pequenas perdas de peso graduais durante a análise termogravimétrica (TGA), sugerindo que ele é uma família de solvatos iso- estruturais. O início da endotermia para a forma derivada de acetato de etila foi 107 0C; o início correspondente para a forma de acetato de isopropila foi 90 0C. A forma de anisol teve duas endotermias, com inícios a 98 e 110 0C. O Polimorfo Vl converteu-se no Polimorfo IV no armazenamento a 40 0C, a 75% de UR, ou no Polimorfo IV ou Il durante a análise da solubilidade. A sua conversão em Polimorfo IV sugere que ele não é estável o suficiente para ser um candidato desejável para o desenvolvimento da formulação.
Os dados representativos de XRPD1 DSC, e GVS para o Polimorfo Vl (forma de a- cetato de etila) são mostrados nas Figs. 1f, 2e, e 3d, respectivamente.
O Polimorfo Vll foi obtido após maturação em tolueno. Ele foi caracterizado como um pó branco com tamanho de partícula pequeno (< 20 μηι), sem nenhuma morfologia dis- cernível. Ele era parcialmente cristalino por XRPD. A sua solubilidade aquosa era 0,75 mg/mL. Ele mostrou perda de peso constante por análise de sorção de vapor gravimétrica ("GVS"), com uma perda de cristal i η idade correspondente de acordo com a análise nova- mente por XRPD, sob condições ambientes. A análise térmica mostrou uma transição de fusão com um início a 103 0C acompanhada por uma perda de peso de 4,7% por TGA, equi- valente a 0,5 mol de tolueno. Assim, parece que o Polimorfo Vll é um solvato de hemitolue- no. O Polimorfo Vll perdeu a cristalinidade após armazenamento de uma semana a 40 0C e 75% de UR, e converteu-se em uma mistura de Polimorfos Il e IV durante a análise da solu- bilidade. Ser um solvato e a sua instabilidade o tornaram um candidato menos desejável para o desenvolvimento da formulação. Os dados representativos de XRPD1 DSC, e GVS para o Polimorfo Vll são mostrados nas Figs. 1g, 2f, e 3e, respectivamente.
A Fig. 1b mostra um padrão representativos de XRPD para o Polimorfo II. A Tabela 1 é uma tabulação dos principais picos na Fig. 1b. Assim, em um aspecto, o Polimorfo Il pode ser definido por seus picos de XRPD característicos em 3,5±0,1, 6,9+0,1, 9,2±0,1, 9,6±0,1, e 10,4±0,1 graus 2Θ ou por seus picos de XRPD característicos em 3,5+0,1, 6,9±0,1, 9,2+0,1, 10,4+0,1 e 18,0+0,1 graus 2Θ.
Tabela 1 Dados de XRPD para o Polimorfo Il Purificado do Composto Ia N2 do Pico Angulo 2Θ (graus) Intensidade Relativa (%) 1 3,5 22,5 2 6,2 12,7 3 6,9 100,0 4 7,9 18,0 8,5 12,7 6 9,2 26,2 7 9,6 47,7 8 10,4 23,4 9 11,0 14,2 11,9 13,0 11 12,4 16,5 12 13,8 19,2 13 14,7 15,4 14 15,2 17,9 18,0 22,9 16 19,5 31,4 17 21,8 29,4 18 22,6 17,5
A Fig. 1d mostra um padrão representativos de XRPD para o Polimorfo IV. A Tabela 2 é uma tabulação dos principais picos na Fig. 1d. Assim, em um aspecto, o Polimorfo IV pode ser definido por seus picos de XRPD característicos em 3,8+0,1, 7,5+0,1, 8,1+0,1, 9,6+0,1, e 11,0+0,1 graus 2Θ ou por seus picos de XRPD característicos em 3,8±0,1, 7,5±0,1, 16,1+0,1, 16,5+0,1, e 17,1+0,1 graus 2Θ. Tabela 2 Dados de XRPD para o Polimorfo IV Purificado do Composto Ia Nq do Pico Angulo 2Θ (graus) Intensidade Relativa (%) 1 3,8 52,3 2 6,5 20,7 3 7,5 33,3 4 8,1 45,7 8,9 15,9 6 9,6 100,0 7 11,0 83,0 8 11,3 28,1 9 12,2 27,2 13,0 25,8 11 13,3 31,8 12 13,6 25,0 13 14,4 25,6 14 15,4 25,5 16,1 37,4 16 16,5 43,2 17 17,1 39,5 18 17,4 38,5 19 19,3 31,4 20,2 28,6 21 21,1 38,0 22 21,8 20,9 23 22,2 23,7
A Fig. 2c mostra uma varredura representativa de DSC do Polimorfo IV. (Neste ca- so, a amostra de Polimorfo IV foi preparada com DIPE de acordo com o Exemplo 4.) O Po- limorfo IV exibe uma endotermia ampla entre a temperatura ambiente e 110 0C1 atribuível à perda de solvente, seguida por uma endotermia de fusão com um início em 143-156 0C e um mínimo em 149-161 0C. Tal endotermia está ausente nos outros polimorfos do Composto Ia identificados por nós. Assim, em um aspecto, o Polimorfo IV pode ser caracterizado como tendo uma endotermia de fusão com uma temperatura de início de entre cerca de 143 e cer- ca de 156 0C1 distinguindo-o dos outros polimorfos do Composto Ia.
A Fig. 3c mostra uma varredura representativa de GVS do Polimorfo IV em uma temperatura constante de 25°C. O Polimorfo IV exibe uma absorção de massa de 3,5% en- tre 0 e 90% de UR. O ganho/a perda de massa é muito uniforme com os ciclos múltiplos de sorção e dessorção. Os Polimorfos I (Fig. 3a), Il (Fig. 3b), e Vl (Fig. 3d) exibiram absorções de massa de 6-10% entre 0 e 90% de UR1 e o seu ganho/a sua perda de massa alterou-se drasticamente com os ciclos múltiplos de sorção e dessorção. O Polimorfo Vll (Fig. 3e) exi- biu uma absorção de massa de 3% entre 0 e 90% de UR1 porém o seu ganho/a sua perda de massa alterou-se drasticamente com os ciclos múltiplos de sorção e dessorção. Assim, em um aspecto, o Polimorfo IV pode ser caracterizado como tendo uma absorção de massa de 3,5% entre 0 e 90% de UR (a 25 0C) e um ganho/uma perda de massa uniforme com os ciclos múltiplos de sorção e dessorção.
A Fig. 5 mostra uma varredura representativa de FT-IR do Polimorfo IV. Podem ser observadas as seguintes bandas de absorção principais (cm"1) (s = forte, m = média, w = fraca, o erro experimental é +/- 2 cm"1): 3381 (m), 2973(m), 2936(m), 1721(m), 1674(m), 1558(w), 1450(m), 1408(w), 1375(m), 1347(m), 1325(w), 1272(w), 1250(w), 1176(s), 1167(s), 1130(w), 1108(s); 1080(w), 1053(w), 1038(w), 1029(w), 993(s), 982(w), 958(m), 930(w), 898(m), 864(w), 844(w), 833(w), 804(w), 778(w), 753(w), 724(w), 701 (w) e 668(w). Os seguintes picos são particularmente característicos: 1558(w), 1347(m), 1130(w), 1108(s) e 993(s).
A Fig. 6 mostra uma varredura representativa de FT-Raman do Polimorfo IV. Po- dem ser observados os seguintes deslocamentos de Raman principais (cm1) (vs = muito forte, s = forte, m = médio, w = fraco, o erro experimental é +/- 2 cm"1): 2977(vs); 2940(vs), 2916(m), 2848(s), 2719(m), 1726(w), 1662(w), 1463(s), 1412(w), 1374(w), 1356(m), 1330(w), 1282(w), 1249(w), 1208(w), 1160(m), 1130(w), 1109(w), 1058(w), 1037(w), 1000(w),
983(w), 960(w), 933(w), 900(w), 865(m), 829(w), 812(w), 773(w), 753(w), 736(w), 670(w), 615(w), 527(w), 486(w), 460(w), 433(w), 407(w), 346(w), 279(w) e 226(w). Os se- guintes deslocamentos são particularmente característicos: 1463(s), 933(w), 736(w) e 615(w).
A Fig. 7 mostra uma varredura representativa de RMN 13C em estado sólido do Po- limorfo IV. São observados os seguintes deslocamentos químicos (ppm em relação a uma amostra externa de adamantina a 29,5 ppm, as intensidades equivalentes às alturas dos picos entre parênteses): 177,6 (4,68), 177,3 (3,6), 171,7 (1,18), 170,8 (2,68), 103,2 (5,08), 101,2 (5,08), 97,1 (5,09), 95,7 (6,76), 85,6 (2,27), 80,3 (2,72), 78,2 (6,35), 77,4 (5,09), 77,1 (5,42), 76,4(11,6), 74,7(7,69), 74,1 (9,97), 73,9(10,11), 73,4(4,39), 72,1 (2,62), 71,6 (6,35), 71,2 (5,61), 69,8 (1,75), 69,5 (4,22), 68,8 (5,34), 68,4 (4,79), 66,0 (5,13), 65,3 (5,72), 62,0 (2,31),
52,9 (2,59), 51,2 (5,06), 49,5 (5,74), 45,7 (12), 44,4 (5,26), 39,9 (3,58), 36,6 (3,32), 35,6 (3,82), 35,5 (3,41), 34,6 (3,29), 34,0 (2,48), 33,5 (5,01), 32,9 (2,86), 32,8 (7,31), 32,2 (5,15), 29,4 (1,69), 28,4 (6,71), 27,1 (5,53), 26,2 (3,22), 23,6 (7,16), 23,3 (1,67), 22,6 (5,05), 22,3 (10,17), 22,1 (6,25), 21,9 (4,88), 21,4 (7,3), 21,2 (6,22), 20,6
(7,42), 20,5 (8,01), 19,9 (9,82), 19,5 (2,79), 19,2 (6,23), 18,9 (7,85), 18,4 (2,93), 17,8 (5,67), 12,7 (6,44), 11,6 (4,1), 11,3 (5,13), 9,6 (6,09) e 7,7 (7,11). Os seguintes deslo- camentos químicos são particularmente característicos: 177,6, 170,8, 45,7, 28,4, 12,7 e 7,7 PPm-
A Fig. 8 mostra uma varredura representativa de RMN 15N em estado sólido do Po- limorfo IV. São observados os seguintes deslocamentos químicos (ppm em relação a uma amostra externa de DL-alanina a -331,5 ppm, as intensidades equivalentes às alturas dos picos entre parênteses): -270,8 (4,29), -273,4 (12), -342,4 (8,16) e -345,1 (9,27).
Os polimorfos da invenção podem ser usados em formulações do composto Ia, em combinação com os veículos farmaceuticamente aceitáveis, não-tóxicos, usuais para com- primidos, pílulas, cápsulas, supositórios, pessários, soluções, emulsões, suspensões, e qualquer outra forma adequada para uso. O Polimorfo IV é especialmente preferido para propósitos de manuseio como a substância de fármaco e para uso em formulações sólidas.
Os excipientes que podem ser usados incluem os veículos, os agentes tensoativos, os agentes espessantes ou emulsificantes, os aglutinantes sólidos, os auxiliares de disper- são ou suspensão, os solubilizantes, os colorantes, os agentes aromatizantes, os revesti- mentos, os agentes desintegrantes, os lubrificantes, os adoçantes, os conservantes, os a- gentes isotônicos, e as suas combinações. A seleção e o uso de excipientes adequados são ensinados em Gennaro, ed., Remington: The Science and Practice of Pharmacy, 20- Ed. (Lippincott Williams & Wilkins 2003), cuja divulgação é incorporada neste documento por referência.
Os polimorfos da invenção podem ser administrados oralmente. A administração oral pode envolver o engolir, de modo que o composto entra no trato gastrointestinal, ou a administração bucal ou sublingual pode ser empregada, pela qual o composto entra na cor- rente sangüínea diretamente a partir da boca. As formulações adequadas para a administra- ção oral incluem as formulações sólidas, tais como os comprimidos, as cápsulas contendo particulados, os líquidos, ou os pós, as pastilhas (incluindo as recheadas com líquidos), os caramelos, os multi- e nano-particulados, os géis, a solução de sólido, o lipossomo, os fil- mes, os óvulos, os sprays e as formulações líquidas.
As formulações líquidas incluem as suspensões, as soluções, os xaropes e os elixi- res. Tais formulações podem ser empregadas como cargas em cápsulas moles ou duras e tipicamente compreendem um veículo, por exemplo, a água, o etanol, o polietileno glicol, o propileno glicol, a metilcelulose, ou um óleo adequado, e um ou mais agentes emulsificantes e/ou agentes de suspensão. As formulações líquidas podem também ser preparadas pela reconstituição de um sólido, por exemplo, a partir de um sachê. Para as formas de dosagens de comprimidos, dependendo da dose, o fármaco po- de constituir de 1 % em peso a 80 % em peso da forma de dosagem, mais tipicamente de 5 % em peso a 60 % em peso da forma de dosagem. Além do fármaco, os comprimidos ge- ralmente contêm um desintegrante. Os exemplos de desintegrantes incluem o amido glicola- to de sódio, a carboximetil celulose sódica, a carboximetil celulose cálcica, a croscarmelose sódica, a crospovidona, a polivinilpirrolidona, a metil celulose, a celulose microcristalina, a hidroxipropil celulose substituída com alquila inferior, o amido, o amido pré-gelatinizado e o alginato de sódio. Geralmente, o desintegrante compreenderá de 1 % em peso a 25 % em peso. Em uma modalidade da presente invenção, o desintegrante compreenderá de 5 % em peso a 20 % em peso da forma de dosagem. Os aglutinantes são geralmente usados para conferir qualidades coesivas a uma formulação de comprimido. Os aglutinantes adequados incluem a celulose microcristalina, a gelatina, os açúcares, o polietileno glicol, as gomas naturais e sintéticas, a polivinilpirrolidona, o amido pré-gelatinizado, a hidroxipropil celulose e a hidroxipropil metilcelulose. Os comprimidos podem também conter diluentes, tais como a Iactose (monoidrato, monoidrato secado por pulverização, anidra e similar), o manitol, o xili- tol, a dextrose, a sacarose, o sorbitol, a celulose microcristalina, o amido e o fosfato de cál- cio dibásico diidrato. Os comprimidos podem também opcionalmente compreender agentes tensoativos, tais como o Iauril sulfato de sódio e o polissorbato 80, e agentes de deslizamen- to, tais como o dióxido de silício e o talco. Quando presentes, os agentes tensoativos podem compreender de 0,2 % em peso a 5 % em peso do comprimido, e os agentes de desliza- mento podem compreender de 0,2 % em peso a 1 % em peso do comprimido. Os comprimi- dos também geralmente contêm lubrificantes, tais como o estearato de magnésio, o esteara- to de cálcio, o estearato de zinco, o estearil fumarato de sódio, e as misturas de estearato de magnésio com Iauril sulfato de sódio. Os lubrificantes geralmente compreendem de 0,25 % em peso a 10 % em peso. Em uma modalidade da presente invenção, os lubrificantes compreendem de 0,5 % em peso a 3 % em peso do comprimido. Os outros ingredientes possíveis incluem os antioxidantes, os colorantes, os agentes aromatizantes, os conservan- tes e os agentes que mascaram o sabor.
Os comprimidos ilustrativos contém até cerca de 80% de fármaco, de cerca de 10 % em peso a cerca de 90 % em peso de aglutinante, de cerca de 0 % em peso a cerca de 85 % em peso de diluente, de cerca de 2 % em peso a cerca de 10 % em peso de desinte- grante, e de cerca de 0,25 % em peso a cerca de 10 % em peso de lubrificante.
As misturas de comprimidos podem ser comprimidas diretamente ou por rolo para formar comprimidos. As misturas de comprimidos ou as porções das misturas podem alter- nativamente ser granuladas a úmido, a seco, ou na fusão, congeladas na fusão, ou extruda- das antes da transformação em comprimidos. A formulação final pode compreender uma ou mais camadas e pode estar revestida ou não revestida; ela pode ainda ser encapsulada. As formulações dos comprimidos são discutidas em Pharmaceutical Dosage Forms: Tablets1 Vol. 1 , por H. Lieberman e L. Lachman (Mareei Dekker1 Nova York1 1980).
Geralmente, o Polimorfo IV é purificado como um resultado de um procedimento de preparação que converte um outro polimorfo do Composto Ia nele. Em tal situação, a quan- tidade de Polimorfo IV em uma amostra é aumentada em relação à sua quantidade (que poderia ser zero) na amostra antes do procedimento de preparação. Adicionalmente, outras impurezas podem ter sido removidas como um resultado de tal purificação. De preferência, o Polimorfo IV purificado contém uma quantidade predominante de Polimorfo IV1 excluindo os outros polimorfos do Composto Ia. Um método preferido de preparar o Polimorfo IV purificado é dissolver o Composto
Ia em acetato de etila e então adicionar um alcano ou alqueno de C5-C7 para causar a crista- lização do Polimorfo IV. O alcano ou o alqueno deve ter um baixo nível de água, preferivel- mente abaixo de 0,005 % v/v. Este procedimento é algo sensível ao teor de água na solução de acetato de etila do Composto Ia e à temperatura de cristalização. A água pode encontrar- se na solução por algumas rotas. O Composto Ia usado pode estar na forma de um polimor- fo tendo algum teor de água (por exemplo, o Polimorfo II, um diidrato). Ou, o acetato de etila pode conter quantidades residuais de água. De preferência, o teor de água na solução de acetato de etila do composto Ia é abaixo de 3,6 %, mais preferivelmente abaixo de 1,9 %, e mais preferivelmente ainda entre cerca de 1,1 e cerca de 1,9 % (volume/volume, ou v/v). O teor de água pode ser mantido nos níveis baixos desejados por diversas técnicas, usadas individualmente ou em combinação:
(a) Utilizar um polimorfo do Composto Ia que não seja um hidrato.
(b) Pré-secar o Composto Ia usado, por exemplo, a 40 °C, por 17 h, sob um
vácuo.
(c) Utilizar acetato de etila com baixo teor de água, de alta pureza, ou pré-
secar o acetato de etila.
(d) Secar a solução de acetato de etila antes da adição do alcano ou do al- queno de C5-C7, por exemplo, com sulfato de sódio anidro.
Por causa da sensibilidade ao teor de água na solução de acetato de etila, reco- menda-se que, antes da adição do alcano ou do alqueno de C5-C7, o seu teor de água seja calculado ou testado e, se acima de 3,6 %, o teor de água seja diminuído antes da adição do alcano ou do alqueno de C5-C7.
A temperatura de cristalização pode variar de cerca de 20 0C a cerca de 36 0C. Ge- ralmente, onde o teor de água na solução de acetato de etila for a, ou abaixo de, 1,9 %, re- comendam-se temperaturas acima de 25 0C (i.e., 25 a 36 0C) para a geração do Polimorfo IV.
Os exemplos de alcano ou alquenos de C5-C7 adequados, que podem ser usados no procedimento acima descrito (ou no procedimento de maturação alternativo), incluem: n- pentano, ciclopentano, 1-penteno, 2-penteno, isopentano, neopentano, n-hexano, 1-hexeno, cicloexano, n-heptano, 1-hepteno, e similares. O n-heptano é preferido.
A prática desta invenção pode ser adicionalmente entendida por referência aos e- xemplos a seguir, que são proporcionados como ilustração e não limitação.
Exemplo 1 - Procedimentos Analíticos Gerais
Os padrões de XRPD foram coletados sobre um difratômetro Bruker AXS C2 GADDS usando radiação de Cu Ka (40 kV, 40 mA), estágio XYZ automatizado, microscópio de vídeo a laser para posicionamento da autoamostra e um detector de área bidimensional HiStar. A óptica de raios X consistia em um único espelho de múltiplas camadas Gõbel aco- plado com um colimadorde furinho de 0,3 mm.
A divergência do feixe, i.e., o tamanho efetivo do feixe de raios X sobre a amostra, era aproximadamente 4 mm. Um modo de varredura contínuo Θ-Θ foi empregado, com uma distância de amostra-detector de 20 cm, o que deu uma faixa efetiva de 2Θ de 3,2° a 29,7°. Tipicamente, a amostra seria exposta ao feixe de raios X por 120 segundos.
Os padrões de XRPD foram obtidos pela Pharmorphix Ltd. (Cambridge, Reino- Unido). Os padrões de difração de pós de raios X para as amostras foram adquiridos em um difratômetro Siemens D5000 usando radiação de CuKa (40 kV, 40 mM), goniômetro Θ-Θ, divergência automática e fendas receptoras, um monocromador secundário de grafite e um contador de cintilação. Os dados foram coletados sobre uma faixa angular de 2° a 42° 2Θ em modo de varredura contínuo, usando um tamanho gradual de 0,02° 2Θ e um tempo gradual de 1 s. As amostras foram secadas sob vácuo, a 30 0C, por 24 h, antes da análise, embora outros regimes de secagem sejam aceitáveis.
As amostras de XRPD corridas sob condições ambientes foram preparadas como amostras de placas planas usando o pó conforme recebido, sem moagem. Aproximadamen- te 25-50 mg da amostra foram suavemente acondicionados em cavidades de 0,5 mm de profundidade, 12 mm de diâmetro, cortadas em lâminas de silício de fundo zero (510), poli- das (The Gem Dugout, 1652 Princeton Drive, Pennsylvania State College, PA 16803, EUA). Todas as amostras foram corridas no modo estacionário. Os dados de GVS também foram coletados pela Pharmorphix, Ltd. Todas as amos-
tras foram corridas sobre um analisador de sorção de umidade Hiden IGASorp, executando o software CFRSorp. Os tamanhos das amostras eram tipicamente 10 mg. Uma isotermia de adsorção-dessorção de umidade foi efetuada como resumido abaixo, com duas varredu- ras dando um ciclo completo. Todas as amostras foram carregadas e descarregadas em umidade e temperatura ambientes (do local) típicas (40 % de UR, 25 0C). Todas as amostras foram analisadas por XRPD após a análise de GVS. A isotermia padrão foi efetuada a 25 0C, em intervalos de 10 % de UR, sobre uma faixa de 0 a 90 % de UR. Varredura 1 Varredura 2
Adsorção (% de UR) Dessorção (% de UR) Adsorção (% de UR)
40 85 10 50 75 20 60 65 30 70 45 40 80 35 90 25 15 5 0
O teor de água do acetato de etila, do n-heptano, e do composto Ia foi determinado pelo método de Karl Fischer. O teor de água do composto Ia/soluções de acetato de etila foi calculado com base no balanço de massa e os resultados foram expressos como % v/v.
Os dados de FT-IR foram adquiridos usando um espectrômetro FTIR ThermoNico- Iet Avatar 360, equipado com um acessório ATR de reflexão única Smart Golden Gate® (cristal ATR de diamante com óptica de seleneto de zinco) e detector de KBr d-TGS. O es- pectro foi coletado em resolução de 2 cm"1 e uma co-adição de 256 varreduras. A apodiza- ção de Happ-Genzel foi usada. Porque o espectro de FT-IR foi registrado usando ATR de reflexão única, não foi requerida nenhuma preparação da amostra. A utilização de ATR FT- IR fará com que as intensidades relativas das bandas infravermelhas difiram daquelas vistas em um espectro de absorbância de FT-IR usando preparações de amostras em musselina clara de disco de KBr ou nujol. Devido à natureza do ATR FT-IR, as bandas em número de ondas menor são mais intensas do que aquelas em número de ondas maior. O erro experi- mental, a não ser que de outro modo observado, era ± 2 cm"1. Os picos foram coletados u- sando o software ThermoNicoIet Omnic 6.1a. As atribuições das intensidades são em rela- ção à banda principal no espectro, de modo que elas não são baseadas em valores absolu- tos medidos a partir da linha de base. Quando se avaliando os picos fracionados, o valor da intensidade foi retirado da linha de base, porém novamente a intensidade foi atribuída em relação à banda mais forte no espectro. Os dados de FT-Raman foram coletados usando um espectrômetro FT-IR Bruker
Vertex70 com um módulo de FT-Raman Ramll equipado com um laser NdYAG a 1064 nm e detector de LN-Germânio. Todos os espectros foram registrados usando resolução de 2 cm"1 e apodização de Blackman-Harris de 4 componentes, potência do laser de 300 mW e 4096 varreduras. A amostra foi medida diretamente a partir de seu frasco pequeno de vidro e ex- posta à radiação de laser. O dado é apresentado como intensidade, como uma função do deslocamento de Raman, e é corrigido para a dispersão dependente da resposta e da fre- qüência do instrumento usando um espectro de luz branco a partir de uma lâmpada de refe- rência, usando a função Bruker Raman Correct (software Bruker - OPUS 6.0). O erro expe- rimental, a não ser que de outro modo observado, era ± 2 cm"1. Os picos foram coletados usando o software ThermoNicoIet Omnic 6.1a. As atribuições das intensidades são em rela- ção à banda principal no espectro, de modo que elas não são baseadas em valores absolu- tos medidos a partir da linha de base. Quando se avaliando os picos fracionados, o valor da intensidade foi retirado da linha de base, porém novamente a intensidade foi atribuída em relação à banda mais forte no espectro. Os dados de RMN C13 e N15 em estado sólido foram coletados em condições ambi-
entes, sobre uma sonda de CPMAS de 4 mm Bruker-Biospin, posicionada em um espectrô- metro de RMN Bruker-Biospin Avance 500 MHz de orifício padrão. O espectro de nitrogênio foi coletado usando a sonda BL de CPMAS de 7 mm. A amostra foi acondicionada em roto- res de ZrO2 de 4 e 7 mm, colocada no ângulo mágico e girada a 7,0 kHz. Os espectros de carbono e nitrogênio foram coletados usando um experimento de polarização cruzada e ro- tação em torno do ângulo mágico (CPMAS) separado de prótons. O tempo de polarização cruzada foi ajustado para 2,5 ms. Aplicou-se um campo de separação de prótons de apro- ximadamente 90 kHz (sonda de 4 mm) e 70 kHz (sonda de 7 mm). 5120 (13C) e 30.000 (15N) varreduras foram coletadas. Os retardos de reciclo foram ajustados para aproximadamente 1,5*T ih (onde T-ih significa o tempo de relaxamento longitudinal do próton calculado com base em um experimento de relaxamento de recuperação por inversão de próton detecta- do). O espectro de carbono utilizou como referência um padrão externo de adamantano cris- talino, ajustando a sua ressonância, em uma direção que corresponde à resistência de cam- po crescente, para 29,5 ppm. O espectro de nitrogênio utilizou como referência um padrão externo de D,L-alanina cristalina marcada com 15N a 98%, ajustando a sua ressonância para -331,5 ppm.
Exemplo 2 - Procedimento Geral para a Preparação do Composto Ia
O composto Ia foi preparado conforme descrito no Pedido de Liu '616, incorporado neste documento por referência. A Fig. 7 resume o esquema sintético empregado. A eritro- micina A (1) foi reduzida com o boroidreto de sódio para produzir a (9S)-diidroeritromicina A intermediária (7). A desmetilação da (9S)-diidroeritromicina A (7) com o iodo, na presença de uma base, tal como o acetato de sódio ou o tris(hidroximetil)aminometano ("TRIS"), pro- duziu a N-desmetil-(9S)-diidroeritromicina A (8), cuja alquilação com o 2-iodopropano, por sua vez, produziu o intermediário 9. A alquilação do intermediário 9 com a N- metiIbromoacetamida produziu o composto Ia. O polimorfo do composto Ia obtido dependerá das etapas de isolamento e purificação pós-químicas.
A preparação do intermediário 9 também é descrita em Santi e col, US 6.946.482 Β2 (2005), incorporada neste documento por referência. A etapa de demetilação também é descrita em Liu1 Pedido US N- 11/591.726, depositado em 1 de nov. de 2006, cuja divulga- ção é incorporada neste documento por referência.
Exemplo 3 - Preparação do Composto Ia e Isolamento como Polimorfo I Um frasco de fundo redondo com três gargalos, de 5 litros, equipado com um agita-
dor mecânico e uma sonda de temperatura de termopar interna, foi carregado com uma so- lução de composto 9 (156,7 g, 205 mmoles), N-metil bromoacetamida (37,4 g, 246 mmoles) em tetraidrofurano seco ("THF", 1.800 mL), com esfriamento para 0 0C1 em um banho de gelo. O f-butóxido de potássio sólido (25,3 g, 226 mmoles, 1,1 eq) foi adicionado em uma batelada, com agitação e sob nitrogênio. A mistura de reação foi agitada a 0 0C por 1 h. A cromatografia em camada fina (eluente de hexano-acetona a 1:2) mostrou que a reação estava completa. A reação foi finalizada por adição de solução saturada de NaHCO3 (300 mL). A mistura foi dividida entre o NaHCO3 diluído (2.500 mL) e o acetato de etila ("EtOAc", 1.500 mL). A camada aquosa foi extraída com EtOAc (2 χ 1.500 mL). As camadas orgânicas combinadas foram secadas sobre Na2SO4. O composto Ia bruto (178,1 g) foi obtido como um sólido ligeiramente amarelo, o qual foi então purificado sobre uma coluna de sílica gel (2.800 g de sílica gel, gradiente de eluição de 20 a 40 % de acetona em hexano, 1% de trie- tilamina), para dar o composto Ia puro (135 g, rendimento de 79%).
Para remover os solventes e a trietilamina residuais, o produto acima mencionado foi repetidamente dissolvido em diclorometano e submetido a quatro ciclos de evaporador rotativo e então secado sob alto vácuo. Ele foi então Iiofilizado a partir de acetonitrila-água (1:1 v/v, 4 mL/g), secado em um forno a vácuo (16 h, 50 0C) para dar o produto final (pf 106- 108 0C por aparelhagem de ponto de fusão capilar). Este procedimento de preparação pro- duz o composto Ia como o Polimorfo I (observar a ligeira endotermia como circa 110 0C na DSC do Polimorfo I na Fig. 2a). O pedido de Liu '616 relatou um ponto de fusão similar, des- se modo parece que este é o polimorfo descrito lá.
Exemplo 4 - Preparação do Composto Ia e Isolamento como Polimorfo Il O composto 9 (material laranja-claro, 353 g, 462 mmoles) e a A/-bromoacetamida (84 g, 600 mmoles, 1,3 eq) foram dissolvidos em THF (3,9 L, anidro e sem inibidor). A solu- ção amarela foi esfriada para 0±2 0C1 diluída com f-butóxido de potássio a 1 M em THF (549 mL, 549 mmoles, 1,2 eq.) durante 20 min, ao mesmo tempo mantendo-se a temperatura entre 0 e 3 0C. A agitação foi continuada a 0+2 °C, enquanto o progresso da reação era mo- nitorado por HPLC, no processo, quanto ao desaparecimento do material de partida. Após min, somente cerca de 0,34 % do material de partida permaneceu. A reação foi finalizada com 5 % de NaHCO3 (2,6 L). As camadas foram separadas e a fase aquosa foi extraída com EtOAc (2,9 L). As camadas orgânicas combinadas foram lavadas com água (1,2 L) e então salmoura (1,2 L). A fase orgânica foi secada sobre MgSO4 (75 g). O agente de secagem foi removido por filtração e enxaguado com EtOAc (200 ml_). Os filtrados combinados foram concentrados para produzir o composto Ia como um resíduo amarelo-claro (392 g).
O resíduo foi dissolvido em acetona (3,1 L, 8 mL/g) e a solução amarelo-clara foi di- luída com água deionizada (3,1 L). A solução ligeiramente turva foi esfriada para uma faixa de 0 a 5 0C por 20 min, resultando em um precipitado (cristais visíveis em circa 10 0C). A suspensão foi agitada por 15 min a 0-5 0C e diluída com água deionizada adicional (3,1 L) por 30 min. A mistura foi agitada por uns 30 min adicionais, a 0-5 0C. Os sólidos foram isola- dos por filtração e então enxaguados com uma mistura de acetona (0,15 L) e água deioni- zada (0,30 L). Os sólidos foram secados ao ar durante a noite (ca. 16 h) e então secados adicionalmente (30 0C; 98,21 kPa (29 pol. de Hg)) por 64 h, para dar o Composto Ia (322 g) como um sólido não totalmente branco.
Exemplo 5 - Preparação do Polimorfo IV
O DIPE (1,0 ml_) foi adicionado ao polimorfo Il do composto (Ia) (250 mg) em um pequeno frasco com topo de rosca. O frasco e os seus conteúdos foram submetidos a três ciclos de aquecimento e esfriamento entre a temperatura ambiente e 50 0C, durante um pe- ríodo de 24 h. O sólido resultante foi filtrado e analisado por XRPD após secagem a 30 0C por 24 h, que mostrou que a conversão no Polimorfo IV tinha ocorrido.
A análise por RMN-1H do Polimorfo IV assim obtido mostrou quantidades residuais (0,9%; 0,07 equivalente) de DIPE presentes. O DIPE foi removido por transformação em uma pasta semifluida, em água, como se segue: a água (1,0 mL) foi adicionada a uma a- mostra de Polimorfo IV (30 mg) em um pequeno frasco com tampa de rosca e agitada a 25 0C por 72 h. O sólido resultante foi filtrado e secado. A análise por XRPD e RMN-1H mostrou que o DIPE tinha sido removido, sem alterar a forma da amostra.
Exemplo 6 - Preparação Alternativa do Polimorfo IV O composto Ia (2,0 g) foi dissolvido em acetato de etila (12,0 mL), na temperatura
ambiente. O teor de água da solução de acetato de etila era 1,1 % v/v. A solução amarelo- clara foi colocada em um frasco de fundo redondo com três gargalos, de 500 mL, equipado com um agitador suspenso (1KA RW16 básico). A solução foi agitada a 32 0C1 a 180-185 rpm, e o n-heptano (80 mL) foi adicionado em uma taxa de 0,8 mL/min, usando uma bomba de seringa (KdScientific). A adição do heptano foi interrompida por 4 min, após 50 mL do heptano terem sido adicionados, para permitir o enchimento novamente da seringa. Após outros 30 mL de heptano (para uma quantidade total de 80 mL) terem sido adicionados, a suspensão resultante foi agitada por outras 2,5 h, a 185 rpm e 32 0C. Os cristais suspensos do Polimorfo IV foram coletados por filtração usando um funil cerâmico de Buchner de 5 cm e papel de filtro Whatman ne 4. Os cristais foram enxaguados com heptano:acetato de etila a 90:10 v/v (20 mL) e secados ao ar por 10 min. Os cristais foram adicionalmente secados a 40 0C1 sob vácuo [99,90 kPa (29,5 pol. de Hg)], por 16 h, produzindo 1,62 g de Polimorfo IV. A identidade do produto como Polimorfo IV foi confirmada por DSC e XRPD.
O experimento foi repetido a 25 0C1 o que também produziu o Polimorfo IV (embora com um rendimento ligeiramente menor).
Exemplo 7 - Uma outra preparação alternativa do Polimorfo IV
Este exemplo descreve a preparação do Polimorfo IV por maturação em n-heptano. O n-heptano (500 μΙ_) fòi adicionado ao Polimorfo I em um pequeno frasco de tampa de ros- ca. O frasco foi submetido a 12 Ciclos de calor/frio entre 5 e 40 0C1 durante um período de 24 h, com agitação. A análise por XRPD confirmou a produção do Polimorfo IV. O mesmo procedimento pode ser usado com o DIPE.
A descrição da invenção detalhada precedente inclui trechos que são principal ou exclusivamente sobre partes ou aspectos particulares da invenção. É para ser entendido que isto é para clareza e conveniência, que uma característica particular pode ser relevante em mais que simplesmente o trecho no qual ela é divulgada, e que a divulgação aqui conti- da inclui todas as combinações de informação apropriadas encontradas nos diferentes tre- chos. Similarmente, embora os diversos números e descrições aqui contidos refiram-se a modalidades específicas da invenção, é para ser entendido que, onde uma característica específica for divulgada no contexto de um número ou modalidade particular, tal característi- ca pode também ser usada, na medida apropriada, no contexto de um outro número ou mo- dalidade, em combinação com outra característica, ou na invenção em geral.
Ademais, embora a presente invenção tenha sido particularmente descrita em ter- mos de certas modalidades preferidas, a invenção não está limitada a tais modalidades pre- feridas. Mais exatamente, o escopo da invenção é definido pelas reivindicações em anexo.

Claims (21)

1. Polimorfo IV purificado de um composto tendo uma estrutura representada pela fórmula Ia <formula>formula see original document page 22</formula> CARACTERIZADO por picos de XRPD a 3,8, 7,5, 16,1, 16,5, e 17,1 graus 2Θ (±0,1) obtidos usando cobre K-alfa, raios X (comprimento de ondas = 1,5406 Angstroms).
2. Polimorfo Il purificado de um composto tendo uma estrutura representada pela fórmula Ia <formula>formula see original document page 22</formula> CARACTERIZADO por picos de XRPD a 3,5, 6,9, 9,2, 10,4 e 18,0 graus 2Θ (±0,1) obtidos usando cobre K-alfa, raios X (comprimento de ondas = 1,5406 Angstroms).
3. Método para preparar um Polimorfo IV purificado de um composto tendo uma es- trutura representada pela fórmula Ia, como definida na reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que compreende submeter um polimorfo de tal composto que não o Polimorfo IV a múltiplos ciclos de aquecimento e esfriamento, na presença de um meio selecionado a partir de éter diisopropílico e um alcano ou alqueno de C5-C7.
4. Método, de acordo com a reivindicação 3, CARACTERIZADO pelo fato de que o meio é o heptano.
5. Método para preparar um Polimorfo IV purificado de um composto tendo uma es- trutura representada pela fórmula Ia, como definida na reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que compreende preparar uma solução de acetato de etila de tal composto e adicionar à solução um alcano ou alqueno de C5-C7, para causar a cristalização de tal com- posto como Polimorfo IV purificado.
6. Método, de acordo com a reivindicação 5, CARACTERIZADO pelo fato de que o alcano ou alqueno de C5-C é o heptano.
7. Método, de acordo com a reivindicação 5 ou a reivindicação 6, CARACTERIZADO pelo fato de que a adição de um alcano ou alqueno de C5-C7 para cau- sar a cristalização é efetuada em uma temperatura entre cerca de 20 e cerca de 36 0C (pre- ferivelmente entre cerca de 25 e cerca de 36 0C).
8. Método, de acordo com qualquer uma das reivindicações 5 a 7, CARACTERIZADO pelo fato de que o teor de água na solução é menos do que 3,6 % (pre- ferivelmente menos do que 1,9 %) v/v.
9. Método, de acordo com qualquer uma das reivindicações 5 a 8, CARACTERIZADO pelo fato de que adicionalmente compreende a etapa de testar o teor de água da solução e, se o teor de água estiver acima de 3,6 % v/v, reduzir o teor de água an- tes de adicionar o alcano ou o alqueno de C5-C7.
10. Formulação farmacêutica CARACTERIZADA por compreender o Polimorfo IV purificado de um composto tendo uma estrutura representada pela fórmula Ia, como definida na reivindicação 1, e um excipiente farmaceuticamente aceitável.
11. Método de tratar uma doença de motilidade gástrica prejudicada, CARACTERIZADO pelo fato de que compreende administrar a um paciente necessitado de tal tratamento uma quantidade terapeuticamente efetiva de um Polimorfo IV purificado de um composto tendo uma estrutura representada pela fórmula Ia, como definida na reivindi- cação 1.
12. Método, de acordo com a reivindicação 11, CARACTERIZADO pelo fato de que a doença de motilidade gástrica prejudicada é a doença de refluxo gastresofágico ("GERD").
13. Polimorfo IV purificado de um composto tendo uma estrutura representada pela fórmula Ia, como definida na reivindicação 1, CARACTERIZADO por ser para uso como um medicamento.
14. Polimorfo IV purificado de um composto tendo uma estrutura representada pela fórmula Ia, como definida na reivindicação 1, CARACTERIZADO por ser para uso no trata- mento de doença de refluxo gastresofágico ("GERD").
15. Formulação farmacêutica CARACTERIZADA por compreender o Polimorfo Il purificado de um composto tendo uma estrutura representada pela fórmula Ia, como definida na reivindicação 2, e um excipiente farmaceuticamente aceitável.
16. Método de tratar uma doença de motilidade gástrica prejudicada, CARACTERIZADO pelo fato de que compreende administrar a um paciente necessitado de tal tratamento uma quantidade terapeuticamente efetiva de um Polimorfo Il purificado de um composto tendo uma estrutura representada pela fórmula Ia, como definida na reivindicação
17. Método, de acordo com a reivindicação 16, CARACTERIZADO pelo fato de que a doença de motilidade gástrica prejudicada é a doença de refluxo gastresofágico ("GERD").
18. Polimorfo Il purificado de um composto tendo uma estrutura representada pela fórmula Ia1 como definida na reivindicação 2, CARACTERIZADO por ser para uso como um medicamento.
19. Polimorfo Il purificado de um composto tendo uma estrutura representada pela fórmula Ia, como definida na reivindicação 2, CARACTERIZADO por ser para uso no trata- mento de doença de refluxo gastresofágico ("GERD").
20. Polimorfo IV purificado de um composto tendo uma estrutura representada pela fórmula Ia <formula>formula see original document page 24</formula> CARACTERIZADO por ser substancialmente como descrito neste documento, com referência à descrição e aos desenhos.
21. Polimorfo Il purificado de um composto tendo uma estrutura representada pela fórmula Ia <formula>formula see original document page 24</formula> CARACTERIZADO por ser substancialmente como descrito neste documento, com referência à descrição e aos desenhos.
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