BRPI0720106A2 - Processo para a fabricação de neohexeno. - Google Patents

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Jean-Marie Basset
Francois Stoffelbach
Mostafa Taoufik
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Description

PROCESSO PARA A FABRICAÇÃO DE NEOHEXENO
A presente invenção relaciona-se a um processo para fabricar neohexeno. Neohexeno, igualmente chamado 3,3- dimetil-l-buteno, pertence à família das a-olefinas ramificadas (ou alfa-olefinas) , isto é, olefinas tendo uma ligação dupla olefínica situada no primeiro átomo de carbono e possuindo uma ou mais ramificações de hidrocarboneto. De acordo com a definição do prefixo "neo", neohexeno possui uma ramificação terminal particular correspondendo ao radical - C(CH3)3.
O neohexeno conforma-se à fórmula geral (1):
CH2=CH-C(CH3)3 (D
O neohexeno é conhecido por possuir um número de octano muito elevado, por exemplo um RON (Número de Octano de Pesquisa) de 111,7, ura MON (Número de Octano Motor) de 93,3 (de acordo com Internai Combustion Engines and Air Pollution, 1973, por E. F. Obert), e uma pressão de vapor relativamente baixa de 4 8 kPa em 2 00C. Por este motivo, o neohexeno é um produto atrativo na indústria petroleira, e pode em particular ser usado como um aditivo em gasolinas para o motor de carro. Além disso, o neohexeno pode ser usado como um produto intermediário importante na síntese de perfume baseado no almíscar sintético, em particular sob o título "Tonalida"®. O neohexeno pode igualmente ser usado como um agente fungicida, em particular sob o título "Terbinafina"®. Seria, portanto altamente desejável desenvolver um processo para fabricação de neohexeno que fosse simples, direto e barato.
A patente americana US 7.041.861 B2 divulga processos para a metátese de olefinas e em particular um processo para fabricação de neohexeno compreendendo dois estágios. Antes de tudo, um primeiro estágio compreende a metátese de isobuteno com ele mesmo, para produzir uma mistura de etileno, 2,3-dimetil-2-buteno (ou tetrametiletileno), oligômero C8 de isobuteno, em particular diisobuteno (ou 2- metil-4,4-dimetil -2-penteno) , e oligomero C±2 pesado de isobuteno. Em seguida tendo separado os componentes da referida mistura e mais particularmente removido os oligômeros pesados, um segundo estágio de metátese entre o diisobuteno e o etileno é realizado, de modo a produzir neohexeno. É indicado mais geralmente que nos processos para a metátese de olefinas, é possível usar os catalisadores de metátese escolhidos dos óxidos suportados de cobalto, molibdênio ou rênio ou misturas de óxidos suportados de cobalto e molibdênio, com um suporte de sílica ou alumina. É indicado mais particularmente que no primeiro estágio de fabricação de neohexeno, como ilustrado na Figura 5, um catalisador baseado na resina de cátion ácida é usado. Parece que o processo para fabricação de neohexeno é complexo, já que compreende dois estágios distintos de reação e uma remoção intermediária de oligômeros pesados.
0 Pedido de Patente Internacional WO 98/02244 divulga um processo para a metátese de alcanos na presença de um catalisador de metal compreendendo um hidreto de metal enxertado e dispersado em um óxido sólido, tal como um hidreto de tântalo ou tungstênio enxertado em uma sílica. Entretanto, o referido processo se relaciona à fabricação de alcanos e não de olefinas, e ainda menos de a-olefinas ramificadas, tais como neohexeno. O Pedido de Patente Internacional WO 2004/089541 divulga um catalisador de metátese de alcano suportado compreendendo um hidreto de tungstênio e um suporte baseado em óxido de alumínio. É mostrado que o referido catalisador pode ser usado em reações para a metátese de hidrocarbonetos e pode exibir nas referidas condições uma seletividade muito elevada na produção de hidrocarbonetos normais (isto é, hidrocarbonetos não ramificados). Além disso, um uso do referido catalisador para fabricar uma olefina não é previsto nem sugerido, e ainda menos uma a- olefina ramificada, em particular neohexeno.
A Patente Americana US 6.878.660 B2 divulga um catalisador contendo um composto de rênio ativo tendo pelo menos um grupo carbeno, fixo a um suporte sólido. O catalisador pode ser usado em reações de metátese de olefina, em particular em reações de auto-metátese, em que uma olefina é convertida em duas olefinas de massa molar diferente, por exemplo, propileno convertido em etileno e 2-buteno. Pode igualmente ser usado em reações de co- metátese (ou metátese-cruzada), em que duas olefinas diferentes são convertidas em outras duas olefinas, por exemplo, propileno e 1-buteno convertidos em etileno e 2- penteno. Os exemplos do uso do catalisador de rênio suportado em sílica em várias reações de metátese são mostrados: um metátese de 3-hepteno convertido em 3-hexeno e 4-octeno, uma metátese de propileno convertido em 2- buteno e etileno, e uma co-metátese de propileno e isobuteno em que uma conversão em etileno, 2-metil-2-buteno e 2-buteno foi observada. A fabricação por este processo de 3 0 uma α-olefina não é prevista nem sugerida, e ainda menos uma α-olefina ramificada, em particular neohexeno.
O Pedido de Patente Internacional WO 2006/013251 divulga um processo para converter etileno em propileno, em que o etileno é reagido com um composto de metal suportado contendo um hidreto de tungstênio enxertado em um suporte baseado no oxido de alumínio. De acordo com o pedido de patente, é suposto que a reação envolve pelo menos em parte um primeiro estágio de dimerização do etileno em buteno, então uma reação entre o etileno e o buteno conduzindo ao propileno. O referido processo está longe de prever a fabricação de uma α-olefina ramificada, em particular neohexeno.
O Pedido de Patente Internacional WO 2006/013263 divulga um processo para a metátese de compostos contendo uma ligação dupla olefínica, em particular de olefinas, na presença de um catalisador baseado em hidreto de tungstênio e suportado em um óxido de alumínio. As olefinas usadas no processo são descritas em uma maneira muito geral, especificamente olefinas tendo uma cadeia de hidrocarboneto linear ou ramificada contendo uma ligação dupla olefínica do tipo Csp2 = Csp2 (estrutura olefínica) e com a fórmula RiR2C=CR3R4, em que os substituintes Ri (i = 1 a 4) são idênticos ou diferentes e podem ser do tipo: hidrogênio, metila, etila, propila ou isopropila, butila, sec-butila ou isobutila, pentila, sec-pentila, isopentila ou neopentila. Em particular, vários exemplos de metátese são mostrados: uma metátese de propileno converteu em etileno e butenos, e uma co-metátese de etileno e 2-buteno converteu em propileno. 0 uso do referido catalisador em uma reação para 3 0 a metátese de isobuteno não é previsto nem sugerido, e ainda menos com o objetivo de fabricar uma a-olefina ramificada, em particular com uma ramificação do tipo "neo", tal como neohexeno.
Descobriu-se de uma maneira inesperada que, contrariamente ao ensino da Patente Americana US 7.041.861 B2, é agora possível converter isobuteno diretamente em neohexeno por um processo simples compreendendo mais particularmente um único estágio (reação). Descobriu-se também de uma maneira surpreendente que, contrariamente ao ensino da Patente Americana US 6.878.660 B2 e do Pedido de Patente Internacional WO 2006/013263, é agora possível converter uma olefina, tal como isobuteno em uma a-olefina, mais particularmente uma α-olefina ramificada, em particular com uma ramificação do tipo "neo" , tal como neohexeno. Assim, pela primeira vez, devido a uma reação catalítica do isobuteno realizada na presença de um catalisador específico de tungstênio suportado em um sólido baseado em óxido de alumínio, é possível fabricar diretamente, em particular em um único estágio (reação), e com uma seletividade elevada, uma α-olefina ramificada, tal como neohexeno.
A presente invenção relaciona-se a um processo para fabricação de neohexeno, caracterizado pelo isobuteno estar em contato com um catalisador de metal suportado
2 5 compreendendo um composto de tungstênio escolhido de
hidretos de tungstênio, compostos organometálicos de tungstênio e hidretos de tungstênio organometálicos, e um suporte compreendendo um óxido de alumínio, de modo a formar uma mistura de reação compreendendo neohexeno, e em
3 0 que o neohexeno é preferivelmente separado e isolado da mistura de reação.
No processo, prefere-se usar o isobuteno sozinho ou substancialmente sozinho, isto é, o isobuteno opcionalmente misturado com outro(s) hidrocarboneto(s), em particular outra(s) olefina(s), de modo que o isobuteno represente na referida mistura mais de 80%, preferivelmente mais de 90%, em particular mais de 95% das olefinas totais em mols.
Em uma maneira altamente vantajosa, o processo pode ser realizado em um único estágio (reação) que compreende em particular o contato do isobuteno com o catalisador, de modo a formar uma mistura de reação compreendendo neohexeno, e preferivelmente separar e isolar o neohexeno da referida mistura.
Observou-se que de acordo com o processo da invenção, o contato do isobuteno com o catalisador conduz diretamente à formação de uma mistura de reação compreendendo neohexeno e geralmente outros compostos, tais como 2,3-dimetil-2- buteno (ou tetrametiletileno) , 2,3-dimetil-l-buteno e etileno, e opcionalmente diisobuteno (ou 2-metil-4,4- dimetil-2-penteno) e isobuteno não reagido. A proporção molar de neohexeno na mistura de reação assim obtida é geralmente pelo menos 5%, preferivelmente pelo menos 15%, e freqüentemente pode variar de 5 a 35% e às vezes até aproximadamente 50%. Além disso, a mistura de reação pode compreender 2,3-dimetil-1-buteno de 30 a 40%, 2,3-dimetil- 2-buteno de 7 a 10%, etileno de 10 a 30% e diisobuteno de 5 a 10% (porcentagens expressa em mols). Descobriu-se que a mistura de reação não compreende geralmente nenhum oligômero pesado de isobuteno, em particular Ci2 ou mais, ou pelo menos em concentrações tão baixas que não podem ser detectados. Isto representa uma vantagem óbvia do processo, já que é assim possível evitar um estágio específico de separação dos referidos oligômeros.
0 neohexeno pode ser produzido com uma seletividade molar relativamente elevada, em particular igual a ou mais de 5%, pref erivelmente igual a ou mais de 15% ou mesmo maior que 20%. Por seletividade molar em neohexeno (expressa em %) significa geralmente a razão (multiplicada por 100) do número de mols de neohexeno produzido ao número total de mols de todos os hidrocarbonetos produzidos, a qual a razão pode ser escrita de acordo com a seguinte equação (2):
Seletividade molar (neohexeno) = 100 x (número de mols de neohexeno produzido/número total de mols de todos os hidrocarbonetos produzidos) (2)
Na mesma maneira e em uma maneira mais geral, uma seletividade molar em uma olefina (O) (expressa em %) produzida durante o contato pode ser igualmente definida como sendo a razão (multiplicada por 100) do número de mols 2 0 da referida olefina (O) produzida ao número total de mols de todos os hidrocarbonetos produzidos, a qual a razão pode ser escrita de acordo com a seguinte equação (3):
Seletividade molar <olefina <o)) = 100 χ (número de mols de olefina (O) produzida/número total de mols de todos os hidrocarbonetos produzidos) (3)
O contato do isobuteno é realizado com um catalisador de tungstênio específico suportado em um sólido compreendendo um óxido de alumínio. Descobriu-se que, devido precisamente ao referido catalisador, é agora possível converter o isobuteno diretamente ao neohexeno, em particular em um único estágio (reação) e com uma seletividade relativamente elevada, como descrito acima.
O catalisador pode, preferivelmente, compreender um suporte compreendendo um óxido de alumínio em que é enxertado (ou preso) o composto de tungstênio, como descrito acima. Assim, um átomo de tungstênio do catalisador pode ser ligado a pelo menos um átomo de oxigênio do óxido de alumínio, em particular por uma ligação simples de tungstênio-oxigênio (W-OAl). 0 átomo de tungstênio pode, além disso, ser ligado a pelo menos um átomo de hidrogênio dos hidretos de tungstênio ou dos hidretos de organo-tungstênio, em particular por uma ligação simples de tungstênio-hidrogênio (W-H), e/ou a pelo menos um átomo de carbono dos compostos de organo- tungstênio ou dos hidretos de organo-tungstênio, em particular por uma ligação simples, dupla ou tripla de tungstênio-carbono.
0 suporte do catalisador pode ser qualquer suporte sólido compreendendo um óxido de alumínio, e em particular onde o óxido de alumínio é diretamente acessível na superfície do suporte. 0 suporte é escolhido, preferivelmente, dos suportes de óxido de alumínio homogêneos tendo em particular uma composição homogênea através de toda sua estrutura. Pode igualmente ser
2 5 escolhido dos suportes de óxido de alumínio heterogêneos,
em particular suportes em que o óxido de alumínio é o componente principal, preferivelmente disperso na superfície do suporte. Assim, por exemplo, o óxido de alumínio pode ser disperso, suportado sobre ou enxertado
3 0 em, um suporte sólido que pode ele próprio ser um suporte escolhido de óxidos metálicos ou refratários, sulfuretos, carbonetos, nitretos e sais, e de carbono, metais, de estruturas mesoporosas abertas ou fechadas MCM21 e MCM22, materiais híbridos orgânicos/inorgânicos e peneiras moleculares, em particular escolhidos de sílica e óxidos metálicos ou refratários.
0 suporte pode ter uma área de superfície específica (B.E.T) medida de acordo com a ISO padrão 9277 (1995) que é escolhida em uma faixa de 0,1 a 5000 m2/g, preferivelmente de 1 a 3000 m2/g, particularmente de 1 a 1000 m2/g, a área de superfície específica maior sendo preferida quando a difusão não controla a reação.
Mais particularmente, o suporte pode ser escolhido de óxidos de alumínio simples, óxidos de alumínio misturados e os óxidos de alumínio modificados, mais particularmente por um ou mais elementos dos Grupos 13 a 17, pref erivelmente dos Grupos 15 a 17 da Tabela Periódica dos Elementos. Na presente descrição, há a chamada Tabela Periódica dos Elementos que apresentada pela IUPAC em 1991 e publicada, por exemplo, por CRC Press, Inc., EUA no "CRC Handbook of Chemistry and Physics" 76a edição (1995-1996), por David R. Lide .
0 suporte pode preferivelmente ser escolhido dos óxidos de alumínio simples. Por oxido de alumínio simples,
2 5 também chamado alumina simples, é compreendido geralmente
um óxido de alumínio substancialmente livre de qualquer outro óxido, mais particularmente contendo menos de 2% de peso de um ou mais outros óxidos, que estão geralmente presentes na forma de impurezas. Se o óxido de alumínio
3 0 contém 2% de peso ou mais de um ou mais outros óxidos, é geralmente concordado em relação ao óxido como um óxido de alumínio misturado, geralmente um óxido de alumínio combinado com pelo menos outro óxido. Um óxido de alumínio simples pode ser escolhido em particular de aluminas porosas, aluminas semiporosas, aluminas não porosas e aluminas mesoporosas.
Assim, o suporte pode ser uma alumina porosa, chamada freqüentemente "alumina ativada" ou "alumina de transição". A alumina porosa corresponde geralmente aos vários tipos de óxido de alumínio parcialmente hidroxilado (Al2O3) . É obtida geralmente por um tratamento de ativação compreendendo, mais particularmente um tratamento térmico (ou desidratação) de um precursor escolhido, por exemplo, de hidróxidos de alumínio, tais como trihidróxidos de alumínio, hidróxidos do óxido de alumínio (ou hidratos do óxido de alumínio) e hidróxidos de alumínio gelatinoso (ou géis de alumina). 0 tratamento de ativação torna possível remover a água contida no precursor, e também uma parte dos grupos hidroxila, e permitir que alguns grupos hidroxila residuais e uma estrutura porosa permaneçam. Eventualmente, a estrutura porosa pode ser evitada, quando uma alumina de chama é usada, e neste caso o pré-tratamento também remove os grupos hidroxila. A superfície da alumina porosa compreende geralmente uma mistura complexa de átomos de alumínio e de oxigênio, e também de íons hidroxila que podem combinar de acordo com formas cristalinas específicas e apresentar sítios ácidos e básicos. As formas cristalinas diferentes dependem geralmente da escolha do precursor e das condições do tratamento de ativação, por exemplo o uso 3 0 de uma corrente de ar ou de outro gás, tal como um gás inerte, a pressão ou a temperatura, que podem ser escolhidas em uma faixa de 100 a 1000°C, preferivelmente de 150 a 1000°C. 0 suporte pode ser uma alumina porosa escolhida mais particularmente de uma γ-alumina (gama alumina), uma η-alumina (eta alumina), uma δ-alumina (delta alumina), uma θ-alumina (teta alumina), uma κ-alumina (kappa alumina), uma p-alumina (ro alumina), uma a-alumina (alfa-alumina) e uma x-alumina (ksi ou qui alumina). Prefere-se escolher o suporte de uma γ-alumina e uma η- alumina. A alumina porosa pode ter uma área de superfície específica (B.E.T.) escolhida em uma faixa de 100 a 1000 m2/g, preferivelmente de 100 a 5000 m2/g, mais particularmente de 200 a 3000 m2/g, em particular de 300 a 1000 m2/g. Pode também possuir um volume de poro específico igual a ou menos de 1,5 cm3/g, preferivelmente igual a ou menos de 1,2 cm3/g, mais particularmente igual a ou menos de 1,0 cm3/g.
0 suporte pode também ser uma alumina semiporosa. O último é geralmente obtido por um tratamento de ativação como descrito acima, mais particularmente em uma temperatura variando de 600 a 1000°C. Pode geralmente compreender uma mistura de uma alumina porosa, tal como uma daquelas descritas acima, com uma alumina não porosa escolhida, em particular de uma α-alumina (alfa alumina) e uma γ-alumina (gama alumina), em razões por peso entre a alumina porosa e a alumina não porosas que podem variar de 10/90 a 90/10, em particular 20/80 a 80/20.
O suporte pode também ser uma alumina não porosa, conhecida geralmente sob o termo "alumina calcinada" ou 3 0 "alumina de chama" . A alumina não porosas pode ser uma a- alumina (alfa alumina) ou uma γ-alumina (gama alumina). A α-alumina existe em estado natural sob o nome de "corindo" e pode conter impurezas, tais como outros óxidos na taxa de menos de 2% de peso, preferivelmente de menos de 1% de peso ou menos. Pode também ser sintetizada, geralmente por um tratamento térmico, de oxidação ou de calcinação de um precursor escolhido, mais particularmente de alquils de alumínio, sais de alumínio, hidróxidos do óxido de alumínio, trióxidos de alumínio e óxidos de alumínio, em particular em uma temperatura de mais de 1000°C, preferivelmente igual a ou mais de IlOO0C. As aluminas não porosas podem ter uma área de superfície específica (B.E.T.) escolhida em uma faixa de 0,1 a 3 00 m2/g, preferivelmente de 0,5 a 300 m2/g, mais particularmente de 0,5a 250 m2/g.
O suporte pode também ser uma alumina mesoporosa tendo mais particularmente uma área de superfície específica (B.E.T.) escolhida em uma faixa de 100 a 800 m2/g, e tendo em particular poros com uma largura escolhida em uma faixa
2 0 de 2 nm a 0 , 0 5 μτη.
O suporte pode ser escolhido de óxidos de alumínio misturados. Por óxido de alumínio misturado significa geralmente um óxido de alumínio combinado com pelo menos um outro óxido em uma proporção por peso que pode ser escolhida em uma faixa de 2 a menos de 80%, preferivelmente de 2 a menos de 50%, em particular de 2 a menos de 40% ou mesmo de 2 a menos de 30%. O outro óxido ou óxidos podem ser óxidos dos elementos (M) escolhidos dos metais de Grupos 1 a 13 e dos elementos de Grupo 14, com exceção de
3 0 carbono, da Tabela Periódica dos Elementos. O elemento (M) é em particular escolhido dos metais alcalinos, metais alcalinos terrosos, metais de transição, lantanideos e actinidas, escolhidos preferivelmente do silício, boro, de gálio, germânio, titânio, zircônio, cério, vanádio, nióbio, tântalo, cromo, molibdênio e tungstênio. Mais particularmente, os óxidos de alumínio misturados podem ser escolhidos de aluminatos anídricos, espinélios, sílica- aluminas e aluminosilicatos.
O suporte pode também ser escolhido dos óxidos de alumínio modificados, mais particularmente por um ou mais elementos dos Grupos 13 a 17, preferivelmente dos Grupos 15 a 17, da Tabela Periódica dos Elementos. Os óxidos de alumínio modificados por boro, fósforo, enxofre, flúor e/ou cloro podem ser escolhidos. 0 suporte pode ser escolhido em particular dos superácidos de alumina, ou de óxidos de boro, borato, bórico, fósforo, fosfatado, pirofosfatado, fosfórico, ortofosfórico, fosforoso, ortofosforoso, enxofre, sulfatado, sulfurizado, sulfúrico, sulfuroso, cloro, clorado, flúor ou fluorados de alumínio, preferivelmente dos óxidos clorados de alumínio. Os óxidos fosfatados de alumínio amorfos ou cristalinos ou outro em formas de peneira molecular podem também ser escolhidos como suportes de catalisador.
0 suporte está geralmente sob a forma de partículas
2 5 que podem ter qualquer formato e qualquer tamanho. As
partículas podem ter um tamanho médio escolhido em uma faixa muito ampla de 10 nm a 10 mm, pref erivelmente de 20 nm a 5 mm. Podem também ter um formato esférico, esferoidal, hemisférico, hemiesferoidal, cilíndrico ou
3 0 cúbico, ou um formato de anel, pelota, disco ou grânulo, ou então um formato de materiais de empacotamento, tais como aqueles usados em reatores de coluna de destilação, tais como descrito na Patente Americana US 4.242.530.
O catalisador compreende um composto de tungstênio escolhido de hidretos de tungstênio, compostos de tungstênio organometálicos e hidretos de tungstênio organometálicos. 0 tungstênio presente no catalisador pode ter um grau de oxidação de 2 a 6, preferivelmente de 4 a 6.
O composto de tungstênio pode primeiramente ser escolhido de hidretos de tungstênio em que o átomo de tungstênio pode ser ligado a um ou mais átomos de hidrogênio, em particular por uma ligação simples (W-H). O número de átomos de hidrogênio ligados por átomo de tungstênio pode ser escolhido de 1 a 5, preferivelmente de 1 a 4, mais particularmente de 1 a 3. Depende do grau de oxidação do tungstênio. Quando o composto de tungstênio é fixado ou enxertado no suporte, pode também depender do número de ligações existindo entre o tungstênio e o suporte, mais particularmente entre o átomo de tungstênio e
2 0 um ou mais átomos de oxigênio do óxido de alumínio.
O composto de tungstênio pode também ser escolhido de compostos de tungstênio organometálicos. Por composto de tungstênio organometálico significa geralmente um composto de tungstênio organometálico em que o átomo de tungstênio é ligado a pelo menos um átomo de carbono de um radical hidrocarboneto, em particular por uma ligação simples, dupla ou tripla. 0 número de radicais hidrocarboneto ligado por átomo de tungstênio pode ser de 1 a 5, pref erivelmente de 1 a 4, em particular de 1 a 3. Depende do grau de
3 0 oxidação do tungstênio, e opcionalmente do número de ligações existindo entre o tungstênio e o suporte, quando o composto de tungstênio é mais particularmente fixado ou enxertado no suporte. 0 composto de tungstênio organometálico pode compreender um ou mais radicais hidrocarbonetos (R), idênticos ou diferentes, lineares ou ramificados, saturados ou insaturados, em particular compreendendo de 1 a 20, preferivelmente de 1 a 14 átomos de carbono. 0 radical hidrocarboneto (R) pode ser monovalente, divalente ou trivalente. Podem ser escolhidos de radicais hidrocarbonetos lineares ou ramificados, alifáticos, alicíclicos ou aromáticos, saturados ou insaturados, em particular de radicais alquila (monovalente), mais particularmente de C1 a Ci0, por exemplo radicais metila, etila, n-propila, isopropila, n-butila, isobutila, neopentila ou alila, de radicais alquilideno (divalente), mais particularmente de Ci a Ci0, por exemplo radicais metilideno, etilideno, n-propilideno,
isopropilideno, n-butilideno, isobutilideno, neopentilideno ou alilideno, de radicais alquilidina (trivalentes), mais particularmente de Ci a Ci0, por exemplo radicais etilidina, propilidina, butilidina, neopentilidina ou alilidina, de radicais arila (monovalente) , mais particularmente de Ce a Ci2, por exemplo radical fenila, de radicais aralquila (monovalente), mais particularmente de C7 a C14, radicais aralquilideno (divalente), mais particularmente de C7 a Ci4, e radicais aralquilidina (trivalente), mais particularmente de C7 a Ci4. Os radicais hidrocarboneto podem também compreender as funções orgânicas, preferivelmente escolhidas de cetonas, ésteres e aminas. 3 0 0 composto de tungstênio pode também ser escolhido de hidretos de tungstênio organometálicos. Por hidreto de tungstênio organometálico significa que geralmente um hidreto de tungstênio em que o átomo de tungstênio já se ligou a pelo menos um átomo de hidrogênio está também ligado a pelo menos um átomo de carbono de um radical hidrocarboneto, mais particularmente um radical hidrocarboneto (R) como descrito acima. 0 hidreto de tungstênio organometálico pode compreender um ou mais radicais hidrocarboneto (R), idênticos ou diferentes, lineares ou ramificados, saturados ou insaturados, em particular compreendendo de 1 a 20, preferivelmente de 1 a 14 átomos de carbono. Os radicais hidrocarboneto (R) podem ser monovalentes, divalentes ou trivalentes, e podem ser escolhidos daqueles descritos acima. 0 número total de átomos de hidrogênio e de radicais hidrocarboneto ligados por átomo de tungstênio pode ser de 2 a 5, pref erivelmente de 2 a 4, mais particularmente de 2 a 3. Os respectivos números de átomos de hidrogênio e de átomos de carbono ligados por átomo de tungstênio podem ser respectivamente de 1 a 4 e de 4 a 1, pref erivelmente dela3ede3al, mais particularmente dela2ede2al, contanto que os números totais respectivos de átomos de hidrogênio e de carbono ligados por átomo de tungstênio que foram mencionados acima sejam respeitados. Prefere-se usar um catalisador tendo um composto de tungstênio escolhido, em particular de hidretos de tungstênio organometálicos.
0 catalisador é um composto de tungstênio como descrito acima, que também pode compreender um ou mais ligantes, tais como ligantes "auxiliares", preferivelmente 3 0 compreendendo pelo menos um átomo de oxigênio e/ou pelo menos um átomo de nitrogênio. Os ligantes podem ser idênticos ou diferentes, e são preferivelmente escolhidos de ligantes de oxo, alcoxo, ariloxo, aralquiloxo, nitrido, imido e amido. Significa geralmente por ligante oxo, alcoxo, ariloxo, aralquiloxo, nitrido, imido e amido respectivamente:
- um radical oxo divalente com a fórmula geral: =0,
um radical monovalente de alcoxo, ariloxo ou aralquiloxo com a fórmula geral: -OR', - um radical nitrido trivalente com a fórmula geral:
=N,
um radical divalente imido com a fórmula geral:
=NR", e
- um radical amido monovalente com a fórmula geral: - NR1R2 (uma descrição destas fórmulas gerais será dada mais
abaixo). A presença de ligantes oxo, alcoxo, ariloxo, aralquiloxo, nitrido, imido e/ou amido nos compostos de tungstênio pode influenciar favoravelmente o comportamento do catalisador no processo para fabricação de neohexeno.
2 0 Oomposto de tungstênio compreendendo pelo menos um
ligante oxo significa geralmente um dos compostos de tungstênio mencionados acima, em que o átomo de tungstênio já ligado a pelo menos um átomo de hidrogênio e/ou a pelo menos um radical hidrocarboneto (R) é adicionalmente ligado a pelo menos um ligante oxo com a fórmula (4):
=0 (4)
em que a fórmula 0 representa um átomo de oxigênio. Assim, um hidreto de tungstênio, um composto de tungstênio organometálico ou um hidreto de tungstênio organometálico,
3 0 tal como aqueles descritos e compreendendo pelo menos um ligante oxo podem conformar-se às fórmulas (5) , (6) e (7) respectivamente:
H-W = O (5)
R_W = 0 (6)
H-W = O
I (7)
R
nas fórmulas W representa um átomo de tungstênio, 0 representa um átomo de oxigênio, H representa um átomo de hidrogênio e R representa o radical hidrocarboneto (R) descrito acima, sendo compreendido que o átomo de tungstênio pode também ser ligado, preferivelmente, ao suporte, mais particularmente por pelo menos uma ligação simples (não mostrada nas referidas fórmulas) ligadndo o átomo de tungstênio a um átomo de oxigênio do oxido de alumínio (W-OAl). Assim, pode-se considerar que o composto de tungstênio pode ser um hidreto de oxo-tungstênio de acordo com a fórmula (5), um composto de oxo-tungstênio hidrocarbil de acordo com a fórmula (6) ou um hidreto de oxo-tungstênio hidrocarbil de acordo com a fórmula (7). 2 0 0 número de ligantes oxo por o átomo de tungstênio
pode ser igual a 1, 2 ou 3, preferivelmente igual a 1 ou 2. Depende do grau de oxidação de tungstênio, no número de ligações (W-H) e/ou (W-R) existindo respectivamente entre o átomo de tungstênio e o(s) átomo(s) de hidrogênio e/ou o(s) radical(is) hidrocarboneto (R), e opcionalmente no número de ligações entre o tungstênio e o suporte. Assim, um composto de tungstênio compreendendo um ou mais ligantes oxo por átomo de tungstênio pode ser em particular um composto mono, bis- ou tris(oxo)-tungstênio,
preferivelmente um composto mono ou bis(oxo)-tungstênio. O composto de tungstênio compreendendo pelo menos um ligante alcoxo, ariloxo ou aralquiloxo significa geralmente um dos compostos de tungstênio mencionados acima, em que o átomo de tungstênio já ligado a pelo menos um átomo de hidrogênio e/ou a pelo menos um radical hidrocarboneto (R) é adicionalmente ligado a pelo menos um ligante alcoxo, ariloxo ou aralquiloxo de fórmula (8):
-OR' (8)
em que a fórmula 0 representa um átomo de oxigênio e R' representa um átomo de hidrogênio ou um radical hidrocarboneto monovalente selecionado respectivamente de radicais alquila, arila e aralquila. Mais particular, o radical hidrocarboneto monovalente (R') pode ser linear ou ramificado, saturado ou insaturado, compreendendo de 1 a 20, pref erivelmente de 1 a 14 átomos de carbono, e ser escolhido em particular de radicais alquila, mais particularmente de Ci a Ci0, radicais aralquila, mais particularmente de C7 a Ci4, e radicais arila, mais particularmente de C5 a Ci2. Assim, um hidreto de tungstênio, um composto de tungstênio organometálico ou um hidreto de tungstênio organometálico, tal como aqueles descritos acima e compreendendo pelo menos um ligante alcoxo, ariloxo ou aralquiloxo pode se conformar às fórmulas (9), (10) e (11) respectivamente:
H-W-OR' (9) R-W-OR' (10) H-W-OR'
I (H)
R
em que nas fórmulas W representa um átomo de tungstênio, O representa um átomo de oxigênio, H representa um átomo de hidrogênio, R representa o radical hidrocarboneto (R) descrito acima, e R' representa um átomo de hidrogênio ou o radical hidrocarboneto monovalente descrito previamente, sabendo que o átomo de tungstênio pode também ser ligado, preferivelmente, ao suporte, mais particularmente pelo menos por uma ligação simples (não mostrada nas referidas fórmulas) ligando o átomo de tungstênio a um átomo de oxigênio do óxido de alumínio (W- OAl) . Assim, pode ser considerado que o composto de tungstênio pode ser um hidreto de
alcoxo/ariloxo/aralquiloxo-tungstênio de acordo com a fórmula (9), um composto de hidrocarbil
alcoxo/ariloxo/aralquiloxo-tungstênio de acordo com a fórmula (10) ou um hidreto de hidrocarbil alcoxo/ariloxo/aralquiloxo-tungstênio de acordo com a fórmula (11).
O número de ligantes alcoxo, ariloxo ou aralquiloxo por átomo de tungstênio pode variar de 1 a 4, preferivelmente de 1 a 3, e mais particularmente igual a 1 ou 2. Depende do grau de oxidação do tungstênio, do número de ligações (W-H) e/ou (W-R) existindo respectivamente entre o átomo de tungstênio e o(s) átomo (s) de hidrogênio e/ou o(s) radical(is) hidrocarboneto (R), e opcionalmente do número de ligações entre o tungstênio e o suporte. Assim, um composto de tungstênio compreendendo um ou mais ligantes alcoxo/ariloxo/aralquiloxo por átomo de tungstênio pode ser em particular um composto de mono-, bis- ou tris(alcoxo/ariloxo/aralquiloxo)-tungstênio, de preferência um composto de mono- ou, bis(alcoxo/ariloxo/aralquiloxo)- 3 0 tungstênio. O composto de tungstênio compreendendo um ligante nitrido significa pelo menos geralmente um dos compostos de tungstênio mencionados acima, em que o átomo de tungstênio já ligado a pelo menos um átomo de hidrogênio e/ou a pelo menos um radical hidrocarboneto (R) está adicionalmente ligado a pelo menos um ligante nitrido de fórmula (12):
=N (12)
em que a fórmula N representa um átomo de nitrogênio. Assim, um hidreto de tungstênio, um composto de tungstênio
organometálico ou um hidreto de tungstênio organometálico, tal como aqueles descritos acima e compreendendo pelo menos um ligante nitrido pode se conformar às fórmulas (13), (14)
e (15) respectivamente:
H-W^N (13)
R-WüeN (14)
15
H-W^N
I (15)
R
em que nas fórmulas W representa um átomo de tungstênio, N representa um átomo de nitrogênio, H
2 0 representa um átomo de hidrogênio, e R representa o radical
hidrocarboneto (R) descrito acima, sabendo que o átomo de tungstênio pode também ser ligado, preferivelmente, ao suporte, mais particularmente por pelo menos uma ligação simples (não mostrada nas referidas fórmulas) ligando o
átomo de tungstênio a um átomo de oxigênio do óxido de alumínio (W-OAl). Assim, pode-se considerar que o composto de tungstênio pode ser um hidreto de nitrido-tungstênio de acordo com a fórmula (13), um composto de nitrido- tungstênio hidrocarbil de acordo com a fórmula (14), ou um
3 0 hidreto de nitrido-tungstênio hidrocarbil de acordo com a fórmula (15).
O número de ligantes de nitrido por átomo de tungstênio pode ser igual a 1 ou 2, preferivelmente igual a 1. Depende do grau de oxidação do tungstênio, do número de ligações (W-H) e/ou (W-R) existindo respectivamente entre o átomo de tungstênio e o(s) átomo(s) de hidrogênio e/ou o(s) radical(is) hidrocarboneto (R), e opcionalmente do número de ligações entre o tungstênio e o suporte. Assim, o composto de tungstênio compreendendo um ou dois ligantes de nitrido por átomo de tungstênio pode ser em particular um composto de mono- ou bis(nitrido)-tungstênio, preferivelmente um composto de mono(nitrido)-tungstênio.
0 composto de tungstênio compreendendo pelo menos um ligante imido significa geralmente um dos compostos de tungstênio mencionados acima, em que o átomo de tungstênio já ligado a pelo menos um átomo de hidrogênio e/ou a pelo menos um radical hidrocarboneto (R) é adicionalmente ligado a pelo menos um ligante imido de fórmula (16):
=NR" (16)
em que a fórmula N representa um átomo de nitrogênio e R" representa um átomo de hidrogênio ou um radical hidrocarboneto monovalente. 0 radical hidrocarboneto monovalente (R") pode ser linear ou ramificado, saturado ou insaturado, compreendendo de 1 a 20, preferivelmente de 1 a 14 átomos de carbono, e ser escolhido em particular dos radicais alquila, mais particularmente de Ci a Ci0, radicais aralquila, mais particularmente de C7 a Ci4, e radicais arílicos, mais particularmente de C6 a C 12· Assim, um hidreto de tungstênio, um composto de tungstênio organometálico ou um hidreto de tungstênio organometálico, tal como aqueles descritos acima e compreendendo pelo menos um ligante imido pode se conformar às fórmulas (17), (18) e (19) respectivamente:
H-W-NR" (17) R-W = NR" (18)
H-W = NR"
I (19)
R
em que nas fórmulas W representa um átomo de tungstênio, N representa um átomo de nitrogênio, H representa um átomo de hidrogênio, R representa o radical hidrocarboneto (R) descrito acima e R" representa um átomo de hidrogênio ou o radical hidrocarboneto monovalente descrito acima, sabendo que o átomo de tungstênio pode também ser ligado, preferivelmente, ao suporte, mais particularmente pelo menos por uma ligação simples (não mostrada nas referidas fórmulas) ligando o átomo de tungstênio a um átomo de oxigênio do óxido de alumínio (W- OAl) . Assim, pode-se considerar que o composto de tungstênio pode ser um hidreto de imido-tungstênio de acordo com a fórmula (17), um composto de imido-tungstênio hidrocarbil de acordo com a fórmula (18) ou um hidreto de imido-tungstênio hidrocarbil de acordo com a fórmula (19).
0 número de ligantes imido por átomo de tungstênio pode ser igual a 1, 2 ou 3, preferivelmente igual a 1 ou 2.
2 5 Depende do grau de oxidação do tungstênio, do número de
ligações (W-H) e/ou (W-R) existindo respectivamente entre o átomo de tungstênio e o(s) átomo(s) de hidrogênio e/ou o(s) radical(is) hidrocarboneto (R), e opcionalmente do número de ligações entre o tungstênio e o suporte. Assim, um
3 0 composto de tungstênio compreendendo um ou mais ligantes imido por átomo de tungstênio pode ser em particular um composto de mono-, bis- ou tris(imido)-tungstênio, preferivelmente um mono ou um composto de bis(imido)- tungstênio.
0 composto de tungstênio compreendendo um ligante
amido significa pelo menos geralmente um dos compostos de tungstênio mencionados acima, em que o átomo de tungstênio já ligado a pelo menos um átomo de hidrogênio e/ou a pelo menos um radical hidrocarboneto (R) é adicionalmente ligado a pelo menos um ligante amido de fórmula (20):
-NR1R2 (20)
em que na fórmula N representa um átomo de nitrogênio,
e R1 e R2, sendo idênticos ou diferentes, representa um
átomo de hidrogênio ou um radical hidrocarboneto
monovalente. Os radicais hidrocarboneto monovalentes (R1) e
(R2) podem ser lineares ou ramificados, saturados ou
insaturados, compreendendo de 1 a 20, preferivelmente de 1
a 14 átomos de carbono, e sejam escolhidos em particular de
radicais alquila, mais particularmente de Ci a Ci0, radicais
2 0 aralquila, mais particularmente de C7 a Ci4, e radicais
arílicos, mais particularmente de Ce a C12- Assim, um
hidreto de tungstênio, um composto de tungstênio
organometálico ou um hidreto de tungstênio organometálico,
tal como aqueles descritos acima, compreendendo pelo menos
2 5 um ligante amido, pode se conformar às fórmulas (21), (22)
e (23) respectivamente:
H-W-NR1R2 (21)
R-W-NR1R2 (22) H-W-NR1R2
I (23) em que nas fórmulas W representa um átomo de tungstênio, H representa um átomo de hidrogênio, N representa um átomo de nitrogênio, R representa o radical hidrocarboneto (R) descrito acima e R1 e R2, sendo idênticos ou diferentes, representam um átomo de hidrogênio ou um radical hidrocarboneto monovalente descrito acima, sabendo que o átomo de tungstênio pode também ser ligado, preferivelmente, ao suporte, mais particularmente por pelo menos uma ligação simples (não mostrada nas referidas fórmulas) ligando o átomo de tungstênio a um átomo de oxigênio do óxido de alumínio (W-OAl). Assim, pode-se considerar que o composto de tungstênio pode ser um hidreto de amido-tungstênio de acordo com a fórmula (21) , um composto de amido-tungstênio hidrocarbil de acordo com a fórmula (22) ou um hidreto de amido-tungstênio hidrocarbil de acordo com a fórmula (23).
0 número de ligantes amido ligados por átomo de tungstênio pode variar de 1 a 4, preferivelmente de 1 a 3, e mais particularmente igual a 1 ou 2 . Depende do grau de oxidação do tungstênio, do número de ligações (W-H) e/ou (W-R) existindo respectivamente entre o átomo de tungstênio e o(s) átomo(s) de hidrogênio e/ou o(s) radical(is) hidrocarboneto (R) , e opcionalmente do número de ligações entre o tungstênio e o suporte. Assim, um composto de tungstênio compreendendo um ou mais ligantes amido por átomo de tungstênio pode ser em particular um composto de mono-, bis- ou tris(amido)-tungstênio, preferivelmente um composto de mono- ou bis(amido)-tungstênio.
0 composto de tungstênio escolhido dos hidretos de 3 0 tungstênio, dos compostos de tungstênio organometálicos e dos hidretos de tungstênio organometálicos pode compreender uma pluralidade de, em particular 2 ou 3, ligantes diferentes (ou ligantes "auxiliares") compreendendo preferivelmente pelo menos um átomo de oxigênio e/ou pelo menos um átomo de nitrogênio, escolhidos em particular de ligantes de oxo, alcoxo, ariloxo, aralquiloxo, nitrido, imido e amido, tais como aqueles descritos acima.
0 catalisador compreendendo um composto de tungstênio escolhido dos hidretos de tungstênio e dos hidretos de tungstênio organometálicos, pode exibir na espectroscopia de infravermelho uma ou mais bandas de absorção características da ligação (W-H), bandas cuja freqüência pode variar de acordo com a esfera de coordenação do tungstênio e pode depender do número de ligações do tungstênio com o suporte e opcionalmente com os radicais hidrocarboneto (R) descritos acima e com outros átomos de hidrogênio. Assim, por exemplo, pelo menos duas bandas de absorção foram descobertas em 1903 e 1804 cm"1, bandas características da ligação (W-H) considerada no ambiente das ligações (W-OAl) ligando o mesmo átomo de tungstênio a um átomo de oxigênio o próprio ligado a um átomo de alumínio do suporte, mais particularmente de uma a-alumina ou uma γ-alumina. A ligação (W-H) no catalisador pode também ser caracterizada por NMR do próton sob 500 MHz onde o valor do deslocamento químico do hidreto de tungstênio (5w-h) pode variar e depende dos outros ligantes e condições de preparação. Em alguns casos típicos, pode ser igual a 0,6 ppm (partes por milhão).
O catalisador usado na invenção e os procedimentos 3 0 para sua preparação são, por exemplo, descritos no Pedido de Patente Internacional WO 2004/089541.
Assim, por exemplo, a preparação do catalisador pode compreender os seguintes estágios:
(1) um estágio de calcinação sob ar ou sob oxigênio do suporte baseado no óxido de alumínio, por exemplo uma a- alumina ou uma γ-alumina, por um período de 1 a 24 horas, em uma temperatura preferivelmente escolhida em uma faixa de 200 a 1000°C, em particular de 300 a 700°C, o estágio de calcinação sendo preferivelmente seguido por um estágio de desidroxilação sob uma atmosfera de um gás inerte, tal como nitrogênio, argônio ou hélio, ou então sob vácuo, por um período de 1 a 24 horas, e em uma temperatura escolhida preferivelmente em uma faixa de 200 a 1000°C, em particular de 300 a 700°C,
(2) um estágio de dispersão e enxerto no suporte
preparado previamente de um precursor de tungstênio organometálico (Pr), em que o tungstênio pode ser ligado a pelo menos um radical hidrocarboneto (R) e opcionalmente a pelo menos um ligante "auxiliar", tal como aqueles descritos acima, de modo a formar um composto de tungstênio organometálico enxertado no suporte, e opcionalmente
(3) um estágio de hidrogenólise do composto preparado previamente, de modo a formar um hidreto de tungstênio ou um hidreto de tungstênio organometálico enxertado no suporte.
0 processo para fabricação de neohexeno compreende um contato do isobuteno com o catalisador. O contato pode ser realizado em várias maneiras, descontinuamente ou preferivelmente continuamente, em uma zona de reação (Z) . 3 0 Por exemplo, o isobuteno pode ser adicionado ao catalisador, ou o catalisador ser adicionado ao isobuteno, ou então o isobuteno e o catalisador ser simultaneamente adicionados em uma zona de reação (Z).
O contato pode ser realizado em uma temperatura escolhida em uma faixa de 50 a 600°C, preferivelmente de 70 a 550 °C, em particular de 100 a 500°C. Pode também ser realizado sob uma pressão absoluta total, escolhida em uma faixa de 0,01 a 100 MPa, pref erivelmente de 0,1 a 50 MPa, em particular de 0,1 a 30 MPa. Pode também ser realizado na presença de um agente
inerte, liquido ou gasoso, em particular de um gás inerte escolhido em particular de nitrogênio, argônio e hélio. Pode também vantajosamente ser realizado na presença de hidrogênio ou de um agente formando hidrogênio "in situ", tal como um hidrocarboneto cíclico escolhido em particular de ciclohexano, decahidronaftaleno e tetrahidronaftaleno. O hidrogênio presente durante o contato pode em particular ter o papel de um agente de ativação ou regeneração do catalisador. Por exemplo, o hidrogênio pode ser usado no contato com uma pressão parcial de hidrogênio escolhido em uma faixa ampla de 0,1 kPa a 10 MPa, preferivelmente 1 kPa a 1 MPa.
Além disso, o contato pode ser realizado com as quantidades de isobuteno e catalisador, tal que a razão molar do isobuteno ao tungstênio do catalisador é escolhido em uma faixa de 1 a IO7, pref erivelmente de 2 a IO5, em particular de 5 a IO4. Pode também ser realizado em uma zona de reação (Z) contendo o catalisador e em que o isobuteno é introduzido preferivelmente continuamente, e em 3 0 particular com uma taxa molar de introdução de isobuteno por mol de tungstênio do catalisador e por minuto que pode ser escolhido em uma faixa ampla, por exemplo, de 0,1 a IO5, preferivelmente de 1 a IO5, em particular de 5 a IO5.
O contato pode ser realizado em uma fase gasosa, ou fase gasosa/liquida misturada, ou na fase liquida, ou então na fase supercritica, em uma zona de reação (Z) adaptada à fase escolhida. Em particular, o contato pode ser realizado principalmente na fase gasosa em uma zona de reação (Z) , em particular sob uma pressão igual a ou mais do que a pressão atmosférica e menos do que a pressão de condensação de neohexeno, 2,3-dimetil-2-buteno, 2 , 3-dimetil-l-buteno e diisobuteno.
0 contato pode também ser realizado um uma fase gasosa/liquida misturada em uma zona de reação (Z), sob uma pressão igual a ou mais do que a pressão de condensação de 2,3-dimetil-2-buteno e 2,3-dimetil-1-buteno, e menos do que a pressão de condensação de neohexeno, de modo a manter o neohexeno, isobuteno e etileno principalmente na fase gasosa, preferivelmente separar e isolar pelo menos o neohexeno da fase gasosa, e preferivelmente separar da referida fase gasosa uma fase líquida compreendendo em particular 2,3-dimetil-l-buteno, 2,3-dimetil-2-buteno e diisobuteno.
O contato pode também ser realizado em uma fase gasosa/liquida misturada em uma zona de reação (Z) , sob uma pressão igual a ou mais do que a pressão de condensação de neohexeno e menos do que a pressão de condensação de isobuteno, de modo a manter o isobuteno e etileno principalmente na fase gasosa, para recuperar o neohexeno principalmente na fase líquida com 2,3-dimetil-l-buteno, 2,3-dimetil-2-buteno e diisobuteno, e preferivelmente separar e isolar pelo menos o neohexeno da referida fase liquida.
O contato pode também ser realizado em uma fase gasosa/líquida misturada em uma zona de reação (Z), sob uma pressão igual a ou mais do que a pressão de condensação de isobuteno e menos do que a pressão de condensação de etileno, de modo a manter o etileno principalmente na fase gasosa, enquanto o resto da mistura de reação é mantido
principalmente na fase líquida.
O contato em uma fase gasosa/líquida misturada, tal como descrito acima pode vantajosamente ser realizado em um reator de coluna de destilação, como descrito abaixo ou na Patente Americana US 4.242.530.
O contato pode também ser realizado em uma fase
líquida em uma zona de reação (Z) , em particular sob uma pressão igual a ou mais do que a pressão de condensação de etileno.
O contato pode também ser realizado em uma fase
2 0 supercrítica em uma zona de reação (Z) em que o catalisador
está em suspensão no isobuteno, em particular em uma temperatura maior do que a temperatura crítica de todos os produtos envolvidos e produzidos no processo, ou sob uma pressão mais elevada do que a pressão crítica de todos os
produtos envolvidos e produzidos no processo.
Pode ser particularmente vantajoso para realizar o contato:
(i) continuamente introduzindo o isobuteno em uma zona de reação (Z) contendo o catalisador, de modo a formar a
3 0 mistura de reação preferivelmente continuamente, e (ii) continuamente retirando da referida zona (Z) pelo menos uma parte da mistura de reação, de modo a submeter preferivelmente continuamente a referida parte da mistura de reação a um ou mais fracionamento(s) externo(s) e preferivelmente contínuo(s) fora da zona de reação (Z), e preferivelmente separar e isolar um ou mais componentes da mistura de reação, em particular o neohexeno, preferivelmente continuamente.
Pode também foi descoberto ser particularmente
vantajoso realizar o contato:
(i) continuamente introduzindo o isobuteno em uma zona de reação (Z) contendo o catalisador, de modo a formar a mistura de reação preferivelmente continuamente, sob condições, tal que um ou mais componentes da referida
mistura de reação, em particular etileno, isobuteno e opcionalmente neohexeno, são essencialmente mantidos em uma fase líquida (isto é, sob condições conduzindo a uma fase gasosa/lxquida misturada),
(ii) continuamente retirando da referida zona (Z) pelo
2 0 menos uma parte da fase gasosa, de modo a submeter
opcionalmente a referida parte da fase gasosa a pelo menos um fracionamento externo e preferivelmente contínuo, e preferivelmente separar e isolar um ou mais componentes da referida fase gasosa, em particular o neohexeno,
preferivelmente continuamente, e opcionalmente reciclar pelo menos um dos referidos componentes assim separados e isolados, em particular o isobuteno, na zona de reação (Z), preferivelmente continuamente, e
(iii) continuamente retirar da referida zona (Z) pelo
3 0 menos uma parte da fase líquida, de modo a submeter opcionalmente a referida parte da fase líquida a pelo menos um fracionamento externo e preferivelmente continuo, e preferivelmente separar e isolar um ou mais componentes da referida parte da fase líquida, em particular o neohexeno, preferivelmente continuamente, e opcionalmente reciclar pelo menos um dos referidos componentes assim separados e isolados, em particular o isobuteno, na zona de reação (Z) , preferivelmente continuamente.
Foi também descoberto ser particularmente vantajoso
realizar o contato:
(i) continuamente introduzindo o isobuteno em uma zona de reação (Z) contendo o catalisador, de modo a formar preferivelmente continuamente à mistura de reação, sob condições tais que pelo menos dois componentes da mistura
de reação, em particular etileno, isobuteno e opcionalmente neohexeno, estão essencialmente mantidos em uma fase gasosa e são submetidos a um fracionamento interno e preferivelmente contínuo em uma parte da referida zona de reação (Z) , enquanto o resto da mistura é essencialmente
mantido em uma fase líquida (isto é, sob condições conduzindo a uma fase gasosa/líquida misturada),
(ii) continuamente retirando da referida zona de reação (Z) o(s) componente (s) da fase gasosa assim fracionada, de modo a isolá-lo (ou los) , em particular o
neohexeno, preferivelmente continuamente, e opcionalmente reciclá-lo (ou los), em particular o isobuteno, na zona de reação (Z), preferivelmente continuamente, e
(iii) continuamente retirando da referida zona de reação (Z) pelo menos uma parte da fase líquida, de modo a
3 0 submeter opcionalmente a referida parte da fase líquida a pelo menos um fracionamento externo e preferivelmente contínuo, e preferivelmente separar e isolar o(s) componente(s) da referida parte da fase líquida, em particular o neohexeno, preferivelmente continuamente.
Em todos os casos, o contato pode ser realizado em uma
zona de reação (Z) contendo o catalisador. 0 catalisador é geralmente sólido, em particular sob a forma de partículas sólidas, por exemplo, na forma de um empacotamento de destilação ou de um leito, através do qual uma corrente de isobuteno gasoso ou líquido passa, ou na forma de partículas sólidas que são mantidas em suspensão pelo isobuteno líquido ou gasoso, ou arrastado na forma de uma cadeia com o isobuteno gasoso ou líquido.
O contato pode ser realizado em uma zona de reação (Z) compreendendo um reator estático, um reator de reciclagem ou um reator dinâmico. Assim, por exemplo, o contato pode ser realizado em um reator estático contendo quantidades fixas de isobuteno e o catalisador introduzido para um ciclo de reação completo. 0 contato pode também ser realizado em um reator de reciclagem em que é possível reciclar pelo menos um dos componentes da mistura de reação formada, preferivelmente isobuteno não reagido, o qual pode ser separado da mistura de reação por um fracionamento prévio dentro ou fora do reator. 0 contato pode também ser realizado em um reator dinâmico em que uma corrente de de isobuteno gasoso ou líquido passa em ou através de um leito compreendendo o catalisador.
Na prática, o contato pode ser realizado em uma zona de reação (Z) compreendendo um reator escolhido dos reatores tubulares (ou multi-tubular), reatores de coluna de destilação, reatores de pasta, reatores de leito fluidizado, reatores de leito mecanicamente agitado, reatores de fluidizados e mecanicamente agitados, reatores de leito fixado e reatores de leito circulante. 0 catalisador geralmente sólido, em particular na forma de partícula, pode ser arranjado dentro do(s) tubo(s) de um reator tubular (ou multi-tubular). Assim, o isobuteno introduzido, preferivelmente continuamente, no(s) tubo(s) pode passar através dele (ou deles) na forma de uma corrente e assim ser colocado em contato com o catalisador, de modo a formar a mistura de reação. 0 catalisador pode também ser arranjado dentro de um reator de destilação, em que o catalisador é preferivelmente um componente de um sistema de destilação funcionando como um catalisador e um empacotamento de destilação, isto é um empacotamento para uma coluna de destilação tendo uma função de destilação e uma função catalítica: por exemplo, anéis, selas, granulados, folhas, tubos, espirais, embalados em sacos, como descrito na Patente Americana US 4.242.530. 0 catalisador pode também formar o leito de um reator de leito fluidizado e/ou mecanicamente agitado, de um reator de leito fixo, ou de um reator de leito circulante. O catalisador pode ser usado em um dos referidos reatores, opcionalmente em mistura com pelo menos um agente sólido inerte, escolhido preferivelmente de sílicas, aluminas, silica-aluminas e alumínio silicatos. 0 isobuteno pode ser introduzido em um dos referidos reatores preferivelmente continuamente, e geralmente pode passar ou circular preferivelmente continuamente na forma de uma corrente gasosa ou líquida no(s) tubo(s), ou através do leito ou empacotamento de destilação dos referidos reatores. A fim de promover o desenvolvimento da reação para uma produção ótima de neohexeno, o processo pode ser vantajosamente realizado retirando preferivelmente continuamente um ou mais componentes da mistura de reação, preferivelmente o neohexeno.
Preferivelmente, o processo também compreende a separação de neohexeno da mistura de reação, de modo a isolar o neohexeno. A separação pode ser realizada em várias maneiras, descontinuamente ou preferivelmente continuamente. Pode compreender um ou mais fracionamentos da mistura de reação, de um tipo idêntico ou diferente, e preferivelmente escolhido de:
fracionamento por mudança de estado físico, preferivelmente pela mudança de fase gasosa/líquida, em particular por destilação ou por condensação,
fracionamento por filtragem molecular,
preferivelmente por meio de membrana semipermeável e seletiva, e
- fracionamento por adsorção, preferivelmente por meio de peneira molecular.
A separação pode ser realizada em pelo menos uma zona de fracionamento (F) que é distinta e separada da zona de reação (Z) , por exemplo, em uma ou mais colunas ou torres de destilação/condensação, ou arranjada em uma parte da referida zona de reação (Z) , por exemplo, em um reator de coluna de destilação, tal como descrito previamente e na Patente Americana US 4.24 2.53 0.
A separação pode também ser realizada por um fracionamento duplo (ou múltiplo) da mistura de reação, compreendendo uma combinação de dois (ou mais) fracionamentos sucessivos, em particular de um tipo idêntico ou diferente, escolhido preferivelmente dos três tipos de fracionamento acima mencionados. Mais particularmente, a separação pode ser realizada em duas (ou mais) zonas de fracionamento sucessivas, por exemplo, em pelo menos uma zona de fracionamento arranjada dentro da zona de reação (Z) e a outra fora da zona de reação (Z) , por exemplo, sucessivamente em um reator de coluna de destilação e então em pelo menos uma coluna ou torre de destilação/condensação, ou todas elas arranjadas fora da zona de reação (Z), por exemplo, em duas ou mais colunas ou torres de destilação/condensação, de modo em particular preferivelmente separar e isolar o neohexeno e pelo menos um dos outros componentes da mistura de reação, preferivelmente o 2,3-dimetil-2-buteno, o 2,3-dimetil-l- buteno e/ou o isobuteno não reagido que é então preferivelmente reciclado no contato com o catalisador.
0 processo da invenção pode ser vantajosamente realizado por meio de um reator de coluna de destilação, como descrito acima, compreendendo uma zona de reação e uma zona de f racionamento. Na zona de reação do referido reator, o isobuteno pode ser colocado em contato com o catalisador, preferivelmente continuamente, de modo a formar a mistura de reação preferivelmente na forma de uma fase gasosa/líquida misturada, e simultaneamente na zona de fracionamento do referido reator, um ou mais componentes da referida mistura de reação são preferivelmente continuamente separados, em particular etileno, isobuteno não reagido e preferivelmente neohexeno, de modo a particularmente isolar o neohexeno e mais particularmente o isobuteno não reagido que é então preferivelmente reciclado na referida zona de reação.
0 fracionamento pela mudança do estado físico, preferivelmente da fase gasosa/líquida da mistura de reação, pode ser realizado em um ou mais colunas ou torres de destilação/condensação, ou então em um reator de coluna de destilação, em particular refrigerando ou aquecendo a mistura de reação, de modo a condensar ou vaporizar pelo menos um dos componentes da mistura de reação, preferivelmente neohexeno, e preferivelmente separá-lo e isolá-lo do resto da mistura. 0 fracionamento pode, em particular ser realizado pela destilação da mistura de reação, mais particularmente em pelo menos uma coluna de destilação ou um reator de coluna de destilação, de modo a retirar no topo o referido etileno da coluna ou reator, então em um nível inferior o isobuteno não reagido, que é pref erivelmente reciclado na zona de reação, e em um nível ainda inferior o neohexeno, que pode assim ser separado e isolado pó sua vez do resto da mistura líquida contendo em particular 2 , 3-dimetil-2-buteno, 2,3-dimetil-l-buteno e diisobuteno. 0 resto da mistura líquida pode então ser submetido a um fracionamento em sua vez, em particular por destilação, de modo a separar e isolar o 2,3-dimetil-2- buteno e/ou 2,3-dimetil-l-buteno do diisobuteno, assim promovendo o processo, já que 2,3-dimetil-2-buteno e/ou 2,3-dimetil-l-buteno são produtos procurados por causa de seu número de octano relativamente elevado.
0 fracionamento por filtração molecular pode ser realizado passando a mistura de reação através de uma ou mais membranas semipermeáveis e seletivas, de modo a prender pelo menos um dos componentes de mistura da reação, preferivelmente o neohexeno, e permitir o resto da mistura de reação, em particular o etileno, o 2,3-dimetil-2-buteno, o 2,3-dimetil-1-buteno, o diisobuteno e opcionalmente o isobuteno não reagido, passar completamente.
0 fracionamento por adsorção pode ser realizado passando a mistura de reação em uma ou mais peneiras moleculares, de modo a reter pelo menos um dos componentes da mistura de reação, preferivelmente o neohexeno, e permitir o(s) outro(s) componente(s) da mistura de reação, em particular o etileno, o 2,3-dimetil-2-buteno, o 2,3- dimetil-l-buteno, o diisobuteno e opcionalmente o isobuteno não reagido, passar completamente, e submeter o(s) componente(s) da mistura de reação assim retido a pelo menos uma etapa de dessorção, preferivelmente pelo método TSA ("Adsorção por Alternância de Temperatura") ou o método PSA ("Adsorção por Alternância de Pressão"), de modo a isolá-lo (ou -los). A separação pode também compreender uma combinação de
pelo menos dois ou três f racionamentos sucessivos de um tipo diferente, escolhido preferivelmente dos três fracionamentos acima mencionados, de modo em particular a preferivelmente separar (a) neohexeno e pelo menos um dos seguintes outros componentes da mistura de reação: (b) 2,3- dimetil-l-buteno, (c) 2,3-dimetil-2-buteno, (d)
diisobuteno, (e) etileno e (f) isobuteno não reagido.
O processo pode vantajosamente compreender a separação de isobuteno não reagido da mistura de reação, e então preferivelmente reciclá-lo em contato com o catalisador, de modo em particular a aumentar a saída do processo.
0 processo pode também compreender a separação de 2,3- 1-dimetil-buteno e/ou 2,3-dimetil-2-buteno da mistura de reação, e preferivelmente isolá-lo (ou Ios) , em particular por causa de seu (seus) número de octano relativamente elevado.
O processo pode vantajosamente compreender a separação e isolamento dos produtos de hidrocarboneto C5+ (isto é, compreendendo pelo menos 5 átomos de carbono), por exemplo olef inas C5+ e opcionalmente alcano(s) C5+; incluindo neohexeno, da mistura de reação como um único componente, de modo em particular a misturar o referido único componente com gasolina para melhorar o número de octano da gasolina, ou em particular usar o referido único componente como uma material de mistura de gasolina.
A presente invenção também relaciona-se ao uso do único componente previamente mencionado para misturá-lo com gasolina para melhorar o número de octano da gasolina. Também relaciona-se ao uso do único componente previamente
2 0 mencionado como um material de mistura de gasolina.
0 processo pode também vantajosamente compreender a separação dos produtos de hidrocarboneto C5+, por exemplo, olef inas C5+ e opcionalmente alcano C5+, incluindo neohexeno, da mistura de reação como um único componente, seguido pela separação e isolamento de pelo menos uma fração separada do referido único componente, de modo em particular a misturar pelo menos uma fração separada com gasolina para melhorar o número de octano da gasolina, ou em particular ao referido uso de pelo menos uma fração
3 0 separada como um material de mistura de gasolina. A presente invenção também relaciona-se ao uso de pelo menos uma fração separada previamente mencionada, para misturá-la com gasolina para melhorar o número de octano da gasolina. Também relaciona-se ao uso de pelo menos uma fração separada previamente mencionada como um material de mistura de gasolina.
0 processo da invenção é também particularmente vantajoso para a fabricação de neohexeno, especificamente em um único estágio (reação) e com uma especificidade relativamente elevada.
Os seguintes exemplos ilustram a presente invenção.
Exemplo 1: Preparação de um catalisador de metal compreendendo um hidreto de tungstênio organometálico enxertado na alumina (W-H/Al) . Em uma primeiro estágio, 2,5 g de uma γ-alumina
vendida sob a referência de comércio "Aeroxide® Alu C" por Degussa (Alemanha), tendo uma área de superfície específica (B.E.T.) de 100 m2/g e contendo 94,95% de peso de alumina e 5% de peso de água, foi submetida a um tratamento de calcinação em 500°C sob uma corrente de ar por 15 horas, então a um tratamento de desidroxilação em 500 °C sob uma pressão absoluta de IO"2 Pa por 15 horas. A alumina assim tratada exibiu na espectroscopia de infravermelho três bandas de absorção, em 3774, 3727 e 3683 cm"1 respectivamente, característico de ligações residuais (A10- H) .
Em um segundo estágio, 1,8 g de alumina preparada previamente foi isolada e introduzida em 25 0C sob uma atmosfera de argônio em um reator ajustado com meios de agitação. Então, 305 mg de tris(neopentil)neopentilidina de tungstênio, atuando como um precursor (Pr) do catalisador, foram introduzidos no reator, o referido precursor tendo a fórmula geral (24) :
WC-CH2-C(CH3)3I3 [=C-C(CH3)3J (24) 0 reator foi então aquecido a 66 0C e a mistura assim obtida foi agitada no estado seco por 4 horas, de modo a obter um composto de tungstênio organometálico enxertado na alumina. No final deste tempo, o reator foi refrigerado a 250C e o excesso de precursor não reagido (Pr) foi removido por lavagem da mistura com n-pentano em 25°C. O composto de tungstênio organometálico enxertado na alumina foi então seco a vácuo, e então isolado sob uma atmosfera de argônio. Continha 4,4% de peso de tungstênio e fornecido com a fórmula geral (25):
(Al-O)x W [ - CH2 - C (CH3) 3 ] y N=C-C(CH3)3] (25) com χ = 1 e y = 2.
Em um terceiro estágio, 500 mg do composto de tungstênio organometálico enxertado na alumina preparada previamente foram colocados em um reator com uma capacidade de 500 ml a fim de realizar um tratamento de hidrogenólise colocando em contato o referido composto com o hidrogênio, sob uma pressão absoluta de hidrogênio de 73 kPa, em 1500C por 15 horas. No final deste tempo, o reator foi refrigerado a 25 °C, e foi obtido e isolado sob uma atmosfera de argônio em pressão atmosférica um catalisador (W-H/Al) compreendendo um hidreto de tungstênio organometálico enxertado na alumina. 0 catalisador continha 4,4% de peso de tungstênio e exibiu na espectroscopia de infravermelho duas bandas de absorção em 1903 e 1804 cm"1 respectivamente, característica da ligação (W-H) enxertada na alumina. Além disso, exibiu na ressonância magnética nuclear (1H-NMR sólido) sob 500 MHz um valor para o deslocamento químico do hidreto de tungstênio (õw_H) de 0,6 ppm (partes por milhão).
Exemplo 2 (comparativo): Preparação de um catalisador
de metal compreendendo um hidreto de tântalo organometálico enxertado em sílica (Ta-h/Si).
Em um primeiro estágio, 1,8 de um sílica vendida sob o a referência de comércio "Aerosil 200®" por Degussa (Alemanha), tendo uma área de superfície específica (B.E.T.) de 200 m2/g, foi submetida a um tratamento de desidroxilação em 500°C sob uma pressão absoluta de IO"2 Pa por 15 horas. A sílica assim obtida exibiu na espectroscopia de infravermelho uma banda de absorção em 3747 cm"1, característico da ligação residual (SiO-H).
Em um segundo estágio, 1,4 g da sílica preparada previamente foi isolado e introduzido em 25 0C sob uma atmosfera de argônio em um reator ajustado com meios de agitação. Então, 15 ml de n-pentano contendo 270 mg de tris(neopentil)neopentilideno de tântalo, atuando como um precursor (Pr') do catalisador, foram introduzidos no reator, o referido composto tendo a fórmula geral (26):
Ta [ -CH2-C (CH3) 3] 3 [=CH-C(CH3)3] (26) A mistura assim obtida foi agitada em 25 0C por 2 2 5 horas, de modo a obter um composto de tântalo organometálico enxertado na sílica. No final deste tempo, o excesso de precursor não reagido (Pr') foi removido lavando com n-pentano em 25°C. O composto de tântalo organometálico enxertado na sílica foi então seco a vácuo. Continha 5,2% de peso e fornecido com as fórmulas gerais (27) e (28): (Si-O)x Tat-CH2-C(CH3)3Jy [ = CH-C(CH3)3] com χ = 1, y = 2 (27) e com χ = 2, y = 1 (28) .
Em um terceiro estágio, o composto de tântalo organometálico enxertado na sílica preparado previamente foi submetido a um tratamento de hidrogenólise colocando em contato o referido composto com hidrogênio, sob uma pressão absoluta de hidrogênio de 73 kPa, em 1500C por 15 horas. No final deste tempo, foi obtido e isolado sob uma atmosfera de argônio um catalisador (Ta-H/Si) compreendendo um hidreto de tântalo organometálico enxertado na sílica. 0 catalisador continha 5,2% de peso de tântalo e exibiu na espectroscopia de infravermelho uma banda de absorção em 183 Ocm"1, característico da ligação (Ta-H) enxertada na sílica.
Exemplo 3: Preparação de neohexeno com o catalisador (W-H/Al).
0 isobuteno foi introduzido continuamente em um reator dinâmico com uma capacidade de 5 ml, aquecido a 1500C e contendo 500mg do catalisador (W-H/Al) preparado no Exemplo 1, em uma taxa de 1,52 mols de isobuteno por mol de tungstênio do catalisador e por minuto, sob uma pressão absoluta total de 0,1 MPa. Foi observado que inicialmente a taxa de conversão do isobuteno foi da ordem de 4 0% e que
2 5 após 3 00 minutos da colocação em contato, a taxa de
conversão foi estabilizada em torno de 10%. A mistura de reação obtida após 500 minutos do contato compreendeu neohexeno, 2,3-dimetil-2-buteno, etileno, diisobuteno e isobuteno não reagido. As seguintes seletividades molares
3 0 foram então medidas e calculadas: - neohexeno: 21%
- 2,3-1-dimetil-buteno: 33%
- 2,3-dimetil-2-buteno: 8%
- etileno: 30%
- diisobuteno: 8%.
No final de 1000 minutos do contato, uma quantidade de hidrogênio foi adicionada no reator, tal que a proporção molar de hidrogênio no reator foi 4,5%. A taxa de conversão do isobuteno aumentou imediatamente de 10% a 23% e então estabilizou neste último valor.
Após 1200 minutos do contato, o reator foi refrigerado a 20°C, a introdução de isobuteno foi parada, a mistura de reação foi recuperada e o neohexeno foi isolado do resto da mistura por microdestilação.
Exemplo 4 (comparativo) : Preparação de neohexeno com o catalisador (Ta-h/Si).
O mesmo procedimento foi adotado exatamente como no Exemplo 3, exceto que em vez do catalisador (W-H/Al), o catalisador (Ta-h/Si) preparado no Exemplo 2 (comparativo) foi usado. Observou-se que inicialmente a taxa de conversão do isobuteno foi da ordem de 12% e que após 3 00 minutos de contato estabilizou em torno de 1,5%. A mistura obtida após 500 minutos do contato compreendeu neohexeno, 2,3-dimetil- 2-buteno, etileno, propeno, isopenteno, diisobuteno e isobuteno não reagido. As seguintes seletividades molares foram então medidas e calculadas:
- neohexeno: 2%
- 2,3-dimetil-1-buteno: 32%
- 2,3-dimetil-2-buteno: 9%
- etileno: 20% - isopenteno: 22%
- propeno: 10%
- diisobuteno: 5%
Descobriu-se que a seletividade molar para o neohexeno foi muito fraca (aproximadamente 10 vezes mais fraca do que a obtida no Exemplo 3), e que outras olefinas diferentes foram formadas, em particular isopenteno e propeno.

Claims (22)

1. Processo para fabricação de neohexeno caracterizado pelo fato de que isobuteno é colocado em contato com um catalisador metálico suportado compreendendo um composto de tungstênio escolhido de hidretos de tungstênio, compostos de tungstênio organometálicos e hidretos de tungstênio organometálicos, e um suporte compreendendo um óxido de alumínio, de modo a formar uma mistura de reação compreendendo neohexeno.
2. Processo, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o catalisador compreende um suporte compreendendo um óxido de alumínio em que é enxertado o composto de tungstênio.
3. Processo, de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizado pelo fato de que o suporte é escolhido dos óxidos simples de alumínio, óxidos misturados de alumínio e õxidos de alumínio modificados por um ou mais elementos dos Grupos 13 a 17 da Tabela Periódica dos Elementos.
4 . Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1, 2 ou 3, caracterizado pelo fato de que o suporte é escolhido de aluminas porosas, aluminas semiporosas, aluminas não porosas e aluminas mesoporosas.
5. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1, 2, 3 ou 4, caracterizado pelo fato de que o suporte é uma alumina porosa ou não porosas escolhida a partir de uma γ-alumina (gama-alumina), uma η-alumina (eta- alumina), uma δ-alumina (delta-alumina), uma θ-alumina (teta-alumina), uma κ-alumina (kappa-alumina) uma p-alumina (ro-alumina) , uma x-alumina (ksi ou qui-alumina) e uma a- alumina (alfa-alumina).
6. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1, 2, 3, 4 ou 5, caracterizado pelo fato de que o composto de tungstênio escolhido a partir dos compostos de tungstênio organometálicos e dos hidretos de tungstênio organometálicos compreende um ou mais radicais hidrocarboneto, idênticos ou diferentes, lineares ou ramificados, saturados ou insaturados.
7. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1, 2, 3, 4, 5 ou 6, caracterizado pelo fato de que o composto de tungstênio compreende um ou mais ligantes, sendo idênticos ou diferentes, compreendendo pelo menos um átomo de oxigênio e/ou pelo menos um átomo de nitrogênio.
8. Processo, de acordo com a reivindicação 7, caracterizado pelo fato de que o ligante é escolhido de ligantes oxo, alcoxo, ariloxo, aralquiloxo, nitrido, imido e amido.
9. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 ou 8, caracterizado pelo fato de que o contato é realizado em uma temperatura escolhida em uma faixa de 50 a 600°C.
10. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 ou 9, caracterizado pelo fato de que o contato é realizado sob uma pressão absoluta total escolhida em uma faixa de 0,01 a 100 MPa.
11. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 ou 10, caracterizado pelo fato de que o contato é realizado com quantidades de isobuteno e catalisador, tal que a razão molar de isobuteno ao tungstênio do catalisador é escolhida em uma faixa de 1 a IO7.
12. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 ou 11, caracterizado pelo fato de que o contato é realizado em uma zona de reação contendo o catalisador e no qual o isobuteno é introduzido.
13. Processo, de acordo com a reivindicação 12, caracterizado pelo fato de que o isobuteno é introduzido na zona de reação em uma taxa molar de introdução de isobuteno por mol de tungstênio do catalisador e por minuto escolhido em uma faixa de 0,1 a IO5.
14. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12 ou 13, caracterizado pelo fato de que o contato é realizado na presença de hidrogênio, mais particularmente sob uma pressão parcial de hidrogênio escolhida em uma faixa de 0,1 kPa a 10 MPa.
15. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13 ou 14, caracterizado pelo fato de que o neohexeno é separado da mistura de reação por um ou mais fracionamentos sucessivos da referida mistura de reação, de um tipo idêntico ou diferente.
16. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13,14 ou 15, caracterizado pelo fato de que o neohexeno é separado da mistura de reação em pelo menos uma zona de fracionamento que é distinta e separada da zona de reação, ou arranjada em uma parte da zona de reação.
17. Processo, de acordo com a reivindicação 15 ou 16, caracterizado pelo fato de que a separação do neohexeno é realizada em uma ou mais colunas ou torres de destilação/condensação.
18. Processo, de acordo com a reivindicação 15 ou 16, caracterizado pelo fato de que a separação do neohexeno é realizada em um reator de coluna de destilação.
19. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17 ou 18, caracterizado pelo fato de que o processo compreende a separação de isobuteno não reagido da mistura de reação, e então a reciclagem do mesmo em contato com o catalisador.
20. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18 ou 19, caracterizado pelo fato de que o processo compreende a separação e isolamento dos produtos de hidrocarboneto C5+ incluindo neohexeno como um único componente da mistura de reação.
21. Processo, de acordo com a reivindicação 20, caracterizado pelo fato de que o processo adicionalmente compreende misturar o referido único componente com gasolina para melhorar o número de octano de gasolina, ou usar o referido único componente como um material de mistura de gasolina.
22. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13,14, 15, 16, 17, 18 ou 19, caracterizado pelo fato de que o processo compreende a separação dos produtos de hidrocarboneto C5+ incluindo neohexeno da mistura de reação como um único componente, seguido pela separação e isolamento de pelo menos uma fração separada do referido único componente, de modo a misturar pelo menos uma fração separada com a gasolina para melhorar o número de octano da gasolina, ou usas pelo menos uma fração separada como um material de mistura de gasolina.
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