BRPI0720295A2 - Processo e dispositivo para a produção e tratamento de péletes granulados - Google Patents

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BRPI0720295A2
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Frank Gloeckner
Fernando Eusebio
Brent Allan Culbert
Franziska Morganti
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Rieter Automatik Gmbh
Buehler Ag
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Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "PROCESSO E DISPOSITIVO PARA A PRODUÇÃO E TRATAMENTO DE PÉLETES GRANULADOS".
A presente invenção refere-se a um processo e a um dispositivo 5 para a produção e um tratamento de péletes granulados de material sintéti- co.
Geralmente estes processos apresentam as etapas da granula- ção de uma fusão do material sintético em forma de péletes granulados, o resfriamento desses péletes granulados em um fluido frigorígeno, a separa- 10 ção dos péletes granulados do fluido frigorígeno e o tratamento seqüencial dos péletes granulados especialmente a cristalização dos péletes granula- dos.
Na produção e tratamento de péletes granulados de material sintético, especialmente péletes granulados de polímeros de poliésteres ou copoliesteres termoplásticos, por exemplo, PET as quais, de acordo com o estado da técnica, podem ser produzidas, por exemplo, por granulação por extrusão subaquática ou granulação subaquática é comum, após um curto tempo de permanência do granulado em fluido frigorígeno, separar este mesmo fluido frigorígeno o mais rápido e eficaz possível dos péletes granu- lados e alimentar os péletes granulados, para uma unidade de cristalização para concretização da cristalização dos péletes granulados. Comumente, péletes granulados de material sintético somente podem ser processadas seqüencialmente com segurança após a cristalização terminada, já que an- tes de uma cristalização apresentam superfícies amplamente amorfas, de maneira que as temperaturas relativamente elevadas acima da temperatura de transição de vidro do material apresentam uma tendência à colagem, o que inviabiliza o tratamento seqüencial e a manipulação desses péletes gra- nulados ainda não cristalizados, ou seja, não cristalizadas ainda ao menos na sua superfície, o que dificulta, ou seja, em virtude da sua fácil colagem recíproca passa a ser inviável o processo. Quando apresentar uma falha na cristalização durante o processo da produção e tais corpos granulados ou até mesmo na falha total de um cristalizador correspondente, então toda a seqüência do processo terá que ser interrompida e a fusão ou péletes já granulados, porém, ainda não cristalizados, existentes no dispositivo corres- pondente, terão de ser eliminado de maneira dificultosa, o que dificulta, ou seja, torna inviável uma produção continuada dos péletes granulados.
A partir do relatório descritivo alemão DE 10 2005 010 706 A1
passou a ser conhecido um processo para um tratamento térmico de péletes de poliésteres, no qual uma fusão de poliéster é conduzida para um granula- dor subaquático, sendo feita a sua granulação e os péletes granulados em seguida serão secas e submetidas a uma etapa de cristalização, sendo que 10 se verificam um tratamento térmico que resulta na cristalização parcial dos péletes granulados, sendo que este tratamento térmico é feito com base no calor específico já existente nos granulados. Após a cristalização assim rea- lizada, os péletes granulados cristalizados já apresentam tendência seqüen- cial e podem ser alimentadas através de um desvio de granulado para um 15 conjunto de tratamento seqüencial adicional ou para um silo.
Constitui uma das tarefas da presente invenção prever um pro- cesso e um dispositivo para produção e tratamento de péletes granulados de material sintético que vencem as desvantagens do estado da técnica e pos- sibilita especialmente uma produção segura e confiável de péletes granula- dos, também no caso de falhas incidentes durante a cristalização.
Esta tarefa será solucionada de acordo com a invenção com um processo com as características de acordo com a reivindicação 1, bem como com as características de acordo com a reivindicação 13. Formas de realiza- ção preferidas são definidas na reivindicação dependentes correspondentes. O processo de acordo com a invenção para produção e trata-
mento de péletes granulados de material sintético apresenta os seguintes passos:
- granulação de uma fusão do material sintético par ao formato de péletes granulados;
- resfriamento dos péletes granulados em um fluido frigorígeno;
- separação dos péletes granulados do fluido frigorígeno;
- cristalização dos péletes granulados. De acordo com a invenção, neste processo será previsto um dispositivo de comando, pelo qual será controlado ao menos o passo pro- cessual da cristalização, sendo o processo de tal modo controlado que no caso de uma falha da cristalização os péletes granulados, após a separação 5 dos péletes granulados, serão conduzidas do fluido frigorígeno para um de- pósito intermediário e quando a interferência ou falha não mais estiver pre- sente, os péletes granulados armazenados em caráter intermediário no de- pósito intermediário serão conduzidas até a sua cristalização, passando a ser cristalizadas.
No processo preconizado pela presente invenção fica, pois, as-
segurado que a produção e o tratamento dos péletes granulados são viabili- zados de modo confiável também no modo de falhas durante o modo de cristalização. Consoante a invenção, a corrente dos péletes granulados, a- pós a sua separação do fluido frigorígeno, na incidência de uma falha nos 15 passos da cristalização será de tal modo desviada e armazenada que - quando a falha não mais estiver presente - os péletes granulados armaze- nados em caráter intermediário serão conduzidas do depósito intermediário para o processo da cristalização propriamente dito, podendo ser cristaliza- dos.
Ao todo, torna-se possível concretizar um processo para produ-
ção e tratamento de péletes granulados consoante a forma preconizada para presente invenção sendo que mesmo antes da cristalização, ou seja, nas falhas no passo da cristalização, ou seja, em uma falha do próprio passo da cristalização, não incidem mais quantidades excessivas como refugo e o 25 processo preconizado pela invenção, após a eliminação da interferência, pode ser avançado de forma especialmente simples.
O processo de acordo com a invenção é especialmente eficaz na produção e tratamento de péletes granulados de material sintético, sendo que no caso de material sintético trata-se preferencialmente de um policon- 30 densado termoplástico cristalizável, como, por exemplo, poliamida, poliéster, policarbonato, polilactídeo, poli-hidroxialcanoato ou seus copolímeros ou misturas, especialmente polietileno entereftalato ou um de seus copolímeros. No processo de acordo com a invenção, pelo dispositivo de co- mando a temperatura do fluido frigorígeno, no caso da falha da cristalização poderá ser reduzida para uma temperatura T2 < Ti sendo que a temperatura Ti é uma temperatura original do fluido frigorígeno no caso de não haver fa- 5 Iha na cristalização. De modo preferido, a temperatura no fluido frigorígeno poderá ser reduzida de tal maneira para uma temperatura T2 que os péletes granulados que se encontram no fluido frigorígeno são de tal modo resfria- das, que a temperatura dos péletes granulados, alimentada após o passo da separação para o depósito intermediário, estará situado em uma faixa de tal 10 ordem que esses péletes ao menos não fiquem colados na sua superfície.
Os péletes granulados podem, portanto, com seleção adequa- das das temperaturas, especialmente as temperaturas baixas adequadas, serem depositadas em caráter intermediário no depósito intermediário, de maneira especialmente simples e confiável sem colar entre si, sendo que os 15 péletes granulados ainda não cristalizados podem ali apresentar ao menos na superfície uma estrutura amorfa.
Será preferida uma regulagem de temperatura, sendo que pelo dispositivo de comando, no caso da falha da cristalização, a temperatura média dos péletes granulados é reduzida de uma temperatura T3 para uma 20 temperatura T4 < T3, sendo que a temperatura T3 corresponde a uma tempe- ratura média de granulado antes da cristalização no caso de ausência de falha na cristalização, e sendo que a temperatura T4 corresponde a uma temperatura de granulado média antes do depósito intermediário, estando T4 situada em uma faixa na qual os granulados não colam no depósito interme- 25 diário. Desta maneira, está assegurada a produção de péletes granulados segura e confiável com o processo concretizado de tal maneira consoante a invenção, já que pode ser evitado, de modo especialmente seguro, uma co- lagem dos péletes granulados desviadas para o depósito intermediário.
Na eventualidade da falha da cristalização o dispositivo de co- mando poderá baixar a temperatura média dos péletes granulados após a separação destes péletes do fluido frigorígeno a partir de uma temperatura T3 para uma temperatura T4 < T3, estando à temperatura T3 situada em uma faixa na qual os granulados colam no depósito intermediário e a temperatura T4 está em uma faixa onde os granulados não colam no depósito intermediá- rio.
A temperatura T4 poderá estar situada abaixo da temperatura de transição de vidro do material sintético, estando preferencialmente abaixo de 80°C, preferencialmente abaixo de 60°C.
A temperatura T3 também pode estar situada acima da tempera- tura de transição de vidro do material sintético, estando preferencialmente acima de 80°C, preferencialmente acima de 100°C.
No caso da eliminação da interferência da cristalização, o dispo-
sitivo de comando poderá elevar a temperatura média dos péletes granula- dos da temperatura T4 de uma temperatura T5 > T4, sendo que a temperatu- ra T5 corresponde a uma temperatura de granulado média antes da cristali- zação, no caso de ausência de interferência na cristalização, preferencial- mente e essencialmente correspondendo a temperatura T3.
Desta maneira, a seqüência do processo preconizado pela in- venção pode ser realizada sem colagem dos péletes granulados, com o que é especialmente assegurada de acordo com invenção uma produção segura e confiável dos péletes granulados, especialmente após a eliminação da cristalização quando esta passará normalmente a trabalhar "regime normal".
No processo de acordo com a invenção, a redução e/ou aumen- to da temperatura de granulado pode realizar-se pela elevação ou redução da temperatura ao menos de uma parte do fluido frigorígeno.
No processo da invenção a redução e/ou elevação da tempera- tura do granulado também pode ser feita pela elevação ou redução do tempo de contacto com ao menos uma parte do fluido frigorígeno.
É preferido de acordo com a invenção neste processo que, a ausência da falha, os péletes granulados armazenados em caráter interme- diário no depósito intermediário são de tal modo conduzidas par ao processo 30 da cristalização que são misturadas com outros péletes de granulado os quais serão então conduzidos de modo correspondente a seqüência proces- sual sem falhas da cristalização, em uma quantidade de até 20% de uma corrente de massa global dos péletes granulados alimentadas pela cristali- zação, preferencialmente em uma quantidade em até 10% de uma corrente de massa global dos péletes granulados e conduzidas até a cristalização, preferencialmente em uma quantidade de 5% até 10% de uma corrente de 5 massa global dos péletes granulados alimentadas para cristalização. Portan- to, a quantidade de péletes armazenados em caráter intermediário no depó- sito intermediário será então progressivamente alimentada novamente para a seqüência de processos "normal" após a separação dos péletes granula- dos do fluido frigorígeno e antes da cristalização destes mesmos péletes 10 granulados.
Além da alimentação dos péletes granulados armazenados em caráter intermediário e em seqüência progressiva também é possível que de acordo com a invenção e preferencialmente no processo quando não mais estiver presente e interferência, conduzir inicialmente todos os péletes gra- 15 nulados, armazenados no caráter intermediário no depósito intermediário, para a cristalização antes que outros péletes granulados sejam alimentados para cristalização de modo correspondente a sequencia do processo isento de falhas.
Tanto a alimentação dos péletes granulados armazenados em 20 caráter intermediário em forma seqüencial progressiva, como também a ali- mentação de todos os péletes granulados quando a falha da cristalização não mais estiver presente, sendo viabilizado para o passo da cristalização de acordo com o processo da invenção, oferecendo preferencialmente uma produção segura e confiável de péletes granulados que também não prejudi- 25 cam a seqüência do processo pela colagem, mesmo quando em período intermediário o passo Ada cristalização tenha apresentado interferência.
O dispositivo de acordo com a invenção para a produção e tra- tamento de péletes granulados de material sintético, aponta um dispositivo de granulação de uma fusão do material sintético para um formato de péle- 30 tes granulados, sendo que os péletes granulados podem ser refrigerados com um fluido frigorígeno, preferencialmente em um dispositivo de refrigera- ção dos péletes granulados no fluido frigorígeno, sendo que os péletes gra- nulados, após a granulação, preferencialmente são conduzidos no fluido fri- gorígeno, na direção de um dispositivo de separação dos péletes granulados do fluido frigorígeno e um dispositivo de cristalização dos péletes granula- dos. O dispositivo de acordo com a invenção apresenta também um disposi- 5 tivo defletor, integrado entre o dispositivo de separação e o dispositivo de cristalização, dispositivo este que, está em contacto com um depósito inter- mediário para os péletes granulados ramificados pelo dispositivo defletor. O dispositivo defletor pode ser de tal modo controlado através de um dispositi- vo de comando, pelo qual pode ser ao menos controlado um dispositivo de 10 cristalização, que no caso de uma interferência do dispositivo de cristaliza- ção, os péletes granulados possam ser conduzidos para o depósito interme- diário e quando a interferência não mais estiver presente os péletes granula- dos depositados em caráter intermediário no depósito intermediário podem ser conduzidos até o dispositivo de cristalização. A condução até e a partir 15 do depósito intermediário pode ser realizada no caso pelo transporte, por exemplo, por uma corrente de ar ou por transporte mecânico em forma de sem-fins, conjuntos transportadores de tipo conhecido ou similar dispositivo consoante a invenção. Pelo dispositivo de acordo com a invenção torna-se possível na produção e tratamento de péletes granulados de material sintéti- 20 co obter uma produção segura e confiável dos péletes granulados mesmo na falha de um dispositivo de cristalização, ou seja, de um cristalizador.
Será preferido de acordo com a invenção que o dispositivo de- fletor seja de tal modo configurado que através deste dispositivo defletor os péletes granulados armazenados em caráter intermediário no depósito in- 25 termediário podem ser conduzidos para o dispositivo cristalizador. Ocorre, portanto, que o dispositivo defletor, configurado correspondentemente, os péletes granulados percorrem o mesmo caminho no depósito intermediário e no escoamento deste mesmo depósito intermediário. Isto possibilita concre- tizar uma configuração especialmente simples e a custo vantajoso do dispo- 30 sitivo da invenção.
A fora ou acima mencionado, com o dispositivo da invenção po- dem ser concretizadas vantagens e características descritas em conexão com o processo da invenção. A descrição em conexão com o processo de acordo com a invenção aplica-se, desde que possa ser empregada, neste sentido também para o dispositivo preconizado pela presente invenção. Es- pecialmente o dispositivo de acordo com a invenção poderá concretizar o processo da invenção.
Uma matriz de funcionamento, que apresenta a guisa de exem- plo, o presente processo está mostrado na tabela 1.
Tabela 1:
Temperatura Dispositivo Depósito Recipiente Dispositivo do fluido cristalizador Intermediário para refugo Defletor frigorígeno (opcional) Operação > 80°C 100% em Vazio Vazio Do dispositi¬ normal operação vo separa¬ dor até o dispositivo cristalizador Movimento Baixar para Com falha Vazio Está sendo Até o recipi¬ de descida < 60°C enchido ente coletor Operação < 60°C Em Está sendo Esvaziar Até o depó¬ de armaze¬ manutenção enchido sito inter¬ namento mediário Movimento Aumentar Em Está cheio Está sendo Até o recipi¬ de para > 80°C prontidão enchido ente coletor ascensão Operação > 80°C Em Está sendo Esvaziar Para o dis¬ de reali- operação esvaziado positivo de mentação 100% cristalização no depósito intermediᬠrio alimentar até 20% Operação Conforme acima normal A seguir, a invenção será descrita em formas de realização e- xemplificadas e não-restritivas, e não fazendo referência as figuras anexas que são explicitadas mais detalhadamente. As Figuras mostram:
Figura 1 é uma vista esquemática de um dispositivo para produ- ção e tratamento de péletes granulados de material sintético, de acordo com uma forma de realização da invenção;
Figura 2 é uma vista esquemática de um dispositivo para produ- ção e tratamento de péletes granulados de material sintético de acordo com outra forma de realização da invenção;
5 Figura 3 é uma vista esquemática de um dispositivo para produ-
ção e tratamento de péletes granulados de material sintético de acordo com outra forma de realização da invenção; e
Figura 4 é uma vista esquemática de um dispositivo para produ- ção e tratamento de péletes granulados de material sintético de acordo com outra forma de realização da invenção.
A Figura 1 apresenta esquematicamente uma formação de um dispositivo de acordo com invenção para produção e tratamento de péletes granulados de material sintético, consoante uma forma de realização da in- venção, sendo que as setas contínuas mostram a trajetória do material sinté- 15 tico, ou seja, dos péletes granulados, bem como a trajetória do frigorígeno. O dispositivo de acordo com a invenção consiste, conforme a Figura 1, em um dispositivo de granulação 1 para granular uma fusão do material sintético em forma de péletes granulados, sendo que a fusão do material sintético é ali- mentada a partir de um reator ou extrusor 2 até o dispositivo granulador 1. 20 Após o passo da granulação do dispositivo granulador 1, os péletes granula- dos serão resfriadas com um frigorígeno, especialmente preferido em um dispositivo de refrigeração dos péletes granulados no frigorígeno, sendo que preferencialmente os péletes granulados são transportadas do dispositivo de granulação 1 sendo afastadas no fluido do frigorígeno. Como frigorígenos 25 são configurados preferencialmente água de refrigeração ou gases adequa- dos. O fluido de frigorígeno com os péletes granulados alcançam um disposi- tivo separador 3 para a separação dos péletes granulados do fluido do frigo- rígeno, isto é, os péletes granulados serão separadas do fluido frigorígeno e secas de modo correspondentes. Como dispositivo separador 3 pode estar 30 previsto um dispositivo separador já amplamente conhecido, por exemplo, um secador centrífugo. Estes dispositivos já são conhecidos do especialista e, portanto, não serão aqui descritos mais detalhadamente. Após o dispositi- vo de separação 3, os péletes granulados serão conduzidos no regime de operação normal do dispositivo de acordo com a invenção (isto é, quando não estiver presente uma falha do dispositivo cristalizador 4) para o disposi- tivo cristalizador 4, ou seja, para o cristalizador 4, para finalidade da cristali- 5 zação dos péletes granulados. Eventualmente, após a cristalização dos péle- tes granulados no cristalizador poderá ainda ser realizada um passo de (poly) condensação de fases fixas em um dispositivo condensador corres- pondente 13.
Um ciclo de frigorígeno está previsto conforme a Figura 1, sendo que a partir do dispositivo separador 3 o fluido frigorígeno separado é con- duzido através de um tanque de reserva 9 e a través de filtros e bombas, bem como válvulas adequadas, para trocadores de calor 10 e/ou 11 através dos quais de acordo com a necessidade, pode produzir um aquecimento ou um resfriamento do frigorígeno, conforme indicado pelas setas na Figura 1. O fluido frigorígeno assim refrigerado ou aquecido será depois (novamente) aduzido para o dispositivo granulador 1. O comando do ciclo de fluido de frigorígeno verifica-se, no caso, através de um comando de ciclo de frigorí- geno/temperatura 12 que especialmente comanda e/ou controla as tempera- turas do frigorígeno, conforme indicado pelas linhas tracejadas na Figura 1. De acordo com a invenção o dispositivo da Figura 1, entre o
dispositivo separador 3 e o dispositivo cristalizador 4, está integrado um dis- positivo defletor 6, que através de válvulas está em contacto com o depósito intermediário 5. A temperatura no interior do depósito intermediário 5 prefe- rencialmente será solucionada de tal maneira que possa ser evitada uma 25 colagem dos péletes granulados que ali são armazenados em caráter inter- mediário que ainda não estão cristalizados, isto é, a temperatura está situa- da abaixo da temperatura da transição de vidro do material sintético, a partir do qual são produzidas os péletes granulados. Em caráter adicional, além do depósito intermediário 5, poderá estar previsto um depósito para refugo 8, 30 que pode acolher péletes granulados que não serão mais utilizadas.
De acordo com invenção, o dispositivo defletor 6 integrado entre o dispositivo separador 3 e o dispositivo cristalizador 4, dispositivo este 6, está em contacto com o depósito intermediário 5 e o depósito de refugo 8, através de um dispositivo de comando 7, pelo qual pode ser controlado ao menos o dispositivo de cristalização 4, podendo ser de tal modo comandado que na hipótese de uma interferência do dispositivo cristalizador 4, os péle- tes granulados podem ser conduzidos na direção do depósito intermediário 5 e quando a interferência não mais estiver presente, os péletes granulados armazenados em caráter intermediário no depósito intermediário 5 podem ser conduzidos para o dispositivo cristalizador 4. No caso, os péletes granu- lados, depositados em caráter intermediário no depósito intermediário 5, quando não mais estiver presente uma interferência ou falha, podem ser conduzidos (novamente) para o dispositivo cristalizador 4 através do disposi- tivo defletor 6 de configuração correspondente ou diretamente ou a alimen- tação pode se processar em forma direta. Especialmente, portanto, o dispo- sitivo defletor 6 pode simultaneamente também ser configurado como dispo- sitivo de reciclagem combinado, que pode ser regulada e comanda pelo dis- positivo de comando 7 (ativo). A alimentação/escoamento dos péletes granu- lados até e a partir do depósito intermediário podem ser realizadas pelo transporte de ao menos, por exemplo, uma corrente de ar ou transporte me- cânico em forma de sem-fins, conjuntos transportadores de espécie conhe- cida ou equipamentos similares.
Com o dispositivo de acordo com a invenção mostrado esque- maticamente na Figura 1 (como também nas Figuras 2 até 4) também pode- rá ser realizado o processo de acordo com a invenção, descrito mais acima, especialmente também com formas de realização preferidas.
De uma maneira geral, números de referência idênticos nas Fi-
guras identificam os mesmos elementos da invenção.
As Figuras 2 a 4 mostram dispositivo de granulação como ele- mento de formas de realização preferenciais do presente dispositivo para produção e tratamento de péletes granulados. As formas de realização indi- 30 cadas nas Figuras 2 a 4 apresentam dispositivo de granulação 1, o dispositi- vo separador 3 para uma separação de fluido frigorígeno bem como um ciclo de água quente (tanque, ativação inicial, aquecedor, bomba, resfriador). De- pois do dispositivo separador 3 segue-se o dispositivo cristalizador 4. Opcio- nalmente (não-mostrados nas Figuras) poderá ser previsto ainda um sepa- rador de tamanho excedente entre o dispositivo granulador 1 e o dispositivo separador 3.
5 As Figuras 2 a 4 mostram pelas setas de maneira geral após o
dispositivo cristalizador 4 e o depósito intermediário 5 que daqueles pontos também pode-se produzir um transporte seqüencial dos péletes granulados até um dispositivo de condensação 13 (SSP)1 sendo que especialmente a depósito intermediário 5 pode servir de back-up.
A Figura 2 apresenta uma Figura esquemática de um dispositivo
para produção e tratamento de péletes granulados de material sintético, con- forme outra forma de realização da invenção. No cão, a forma de realização mostrada na Figura 2 apresenta um dispositivo de frigorígeno 14 adicional entre o dispositivo defletor 6 e o depósito intermediário 5, a fim de garantir 15 uma regulagem das temperaturas desejadas, visando evitar de modo espe- cialmente confiável a colagem dos péletes granulados ramificadas, também na incidência de uma falha da cristalização, e para garantir uma operação continuada. O dispositivo de refrigeração 14 pode ser operado por gás ou líquido.
A outra forma de realização esquematicamente indicada na figu-
ra 3 diferencia-se da forma de realização da Figura 2 essencialmente pelo fato de que de acordo com a forma de realização da Figura 3 existe, além disso, ainda a possibilidade de remanejar o ciclo do frigorígeno de um ciclo de água quente para um ciclo de água fria. Depósitos de reserva 9 separa- 25 dos para água quente e água fria permitem no caso um remanejamento rá- pido. Ao remanejar um ciclo de água quente para uma operação de água fria, os péletes granulados não deveriam mesmo ser produzidos durante a fase de transição (por curta interrupção da granulação), ou durante o rema- nejamento deveria verificar-se um resfriamento correspondente (adicional) 30 ou os péletes granulados produzidos durante o remanejamento deverão ser conduzidos através de um transportador já conhecido para um dispositivo de refrigeração, sendo que também o próprio transportador pode atuar como dispositivo refrigerador.
A outra forma de realização da invenção, mostrada esquemati- camente na Figura 4, diferencia outras formas de realização mostradas nas Figuras 2 e 3 essencialmente pelo fato de que conforme a realização da Fi- 5 gura 4 está previsto uma reversão adicional entre uma separação de água e o dispositivo separador 3, o que permite um modo de operação alternativo da instalação através de um ciclo adicional de água fria.

Claims (14)

1. Processo para produção e tratamento de péletes granulados a partir de material sintético, apresentando os passos - granulação de uma fusão do material sintético para péletes granulados; - resfriamento dos péletes granulados em um frigorígeno; - separação dos péletes granulados do frigorígeno; - cristalização dos péletes granulados; caracterizado pelo fato de que está previsto um dispositivo de comando pelo qual ao menos é controlado ao passo do processo da cristali- zação, sendo o processo de tal modo controlado que no caso de uma falha ou interferência na cristalização, os péletes granulados, após a sua separa- ção frigorígeno, são conduzidos para um depósito intermediário e quando a interferência não mais estiver presente, os péletes granulados depositados em caráter intermediário no depósito intermediário poderão ser conduzidos até a cristalização sendo cristalizadas.
2. Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que no material sintético trata-se de policondensado termoplástico cristalizável, como, por exemplo, poliamida, poliéster, policarbonato, poliactí- deo, poli-hidroxialcanoato ou seus copolímeros ou misturas, especialmente polietileno entereftalato ou um dos seus copolímeros.
3. Processo de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizado pelo fato de que pelo dispositivo de comando, no caso da interferência da cristalização, a temperatura do frigorígeno será abaixada para uma tempera- tura T2 < T1, sendo que a temperatura T1 representa a temperatura original do frigorígeno no caso de ausência de falha da cristalização, sendo prefe- rencialmente de tal maneira que os péletes granulados, integrantes do frigo- rígeno, são de tal modo refrigeradas que a temperatura dos péletes granula- dos, alimentados para o depósito intermediário após a etapa da separação, está situada em uma faixa que essas unidades não colam ao menos nas suas superfícies.
4. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a .3,caracterizado pelo fato de que pelo dispositivo de comando, no caso da falha da cristalização, a temperatura média dos péletes granulados é reduzi- da de uma temperatura T3 para uma temperatura T4 < T3, sendo que a tem- peratura T3 corresponde a uma temperatura de granulado média antes da cristalização no caso de ausência de falha da cristalização e sendo que a temperatura T4 corresponde a uma temperatura de granulado média antes do depósito intermediário 3 T4 está situado em uma faixa, na qual os granu- lados não colam no depósito intermediário.
5. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 3, caracterizado pelo fato de que pelo dispositivo de comando, no caso da interferência da cristalização, a temperatura média dos péletes granulados após a separação dos péletes granulados do frigorígeno, é reduzida de uma temperatura T3 para uma temperatura T4 < T3, sendo que a temperatura T3 está situada em uma faixa na qual os granulados colam dentro do depósito intermediário, e a temperatura T4 está situada em uma faixa, na qual não colam os granulados no depósito intermediário.
6. Processo de acordo com a reivindicação 4 ou 5, caracterizado pelo fato de que a temperatura 4 está situada abaixo da temperatura de transição de vidro no material sintético estando situada preferencialmente abaixa de 80°C preferencialmente abaixo de 60°C.
7. Processo de acordo com a reivindicação 4, caracterizado pelo fato de que a temperatura T3 está situada acima da temperatura de transição vítrea do material sintético, preferencialmente acima de 80°C, e ainda mais preferido acima de 100°C.
8. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 7, caracterizado pelo fato de que pelo dispositivo de comando, no caso da eliminação da interferência da cristalização, a temperatura média dos péle- tes granulados é elevada de uma temperatura de T4 para uma temperatura T5>T4, sendo que a temperatura T5 corresponde a uma temperatura média de granulado antes da cristalização, na hipótese de não haver interferência alguma na cristalização, correspondendo, preferencial e essencialmente à temperatura de T3.
9. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 8, caracterizado pelo fato de que a redução e/ou elevação da temperatura de granulado verifica-se pelo aumento ou redução da temperatura de ao menos uma parte do frigorígeno.
10. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 9, caracterizado pelo fato de que a redução e/ou aumento da temperatura do granulado realiza-se pelo aumento ou redução do tempo de contato com ao menos uma parte do frigorígeno.
11. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 10, caracterizado pelo fato de que não mais estando presente a interferên- cia, os péletes de granulado depositados em regime intermediário no depósi- to intermediário, são de tal modo conduzidas para a cristalização que são integradas na mistura de outros péletes granulados, os quais, então, corres- pondendo à seqüência do processo sem interferência, são conduzidas para a cristalização, em uma quantidade de até 20% de uma corrente de massa global dos péletes granulados integrados, de preferência em uma quantida- de de até 10% de uma corrente global de massa dos péletes granulados e integrados ao processo da cristalização, preferencialmente em uma quanti- dade de 5% -10% de uma corrente de massa global dos péletes granulados integrados na cristalização.
12. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 10, caracterizado pelo fato de que, uma vez eliminada a interferência, ini- cialmente todos os péletes de grãos, armazenados em regime intermediário no depósito intermediário, são integrados ao processo da cristalização antes de serem integradas para cristalização outros péletes granulados, de acordo com a seqüência do processo isento de falhas.
13. Dispositivo para produzir e tratar péletes granulados de ma- terial sintético, apresentando um dispositivo de granulação (1) para granular uma fusão do material sintético em forma de péletes granulados, sendo que os péletes granulados podem ser resfriados com um frigorígeno, um disposi- tivo de separação (3) para separar os péletes granulados antes do frigoríge- no e um dispositivo de cristalização (4) para cristalizar os péletes granula- dos, caracterizado pelo fato de que entre o dispositivo separador (3) e o dis- positivo de cristalização (4) está integrado um dispositivo defletor (6), em contato com um depósito intermediário (5), e que através de um dispositivo de comando (7), pelo qual ao menos o dispositivo de cristalização (4) pode ser controlado, pode ser controlado de tal forma que na eventualidade de uma interferência do dispositivo de cristalização (4), os péletes granulados podem ser conduzidos para o depósito intermediário ()5), e quando a interfe- rência não mais estiver presente, os péletes granulados, armazenados em regime intermediário em um depósito intermediário (5), podem ser conduzi- dos para o dispositivo de cristalização (4).
14. Dispositivo de acordo com a reivindicação 13, caracterizado pelo fato de que através do dispositivo defletor (6), os péletes granulados, armazenados em caráter intermediário no depósito intermediário (5), podem ser integradas ao dispositivo de cristalização (4).
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