BRPI0722306A2 - Artigo absorvente com a substância de controle de odores - Google Patents

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BRPI0722306A2
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Ulla Forsgren Brusk
Kent Malmgren
Chatrine Stridfeldt
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Sca Hygiene Prod Ab
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Description

"ARTIGO ABSORVENTE COM A SUBSTÂNCIA DE CONTROLE DE ODORES"
CAMPO DA TÉCNICA
A presente invenção refere-se a um artigo
absorvente tal como um absorvente íntimo, forro de calcinha, fralda, fralda calça, protetor de incontinência de adultos, dito artigo compreendendo um núcleo absorvente e uma folha traseira impermeável a líquido, onde o artigo contém uma substância de controle de odor.
10
FUNDAMENTOS DA INVENÇÃO
0 controle de odor tornou-se um fator importante em artigos absorventes. Odores ou cheiros desagradáveis ocorrem, por exemplo, como resultado de descargas do 15 usuário de um artigo absorvente ou como resultado do armazenamento de fluidos corporais no artigo. Estes odores podem ser embaraçosos para o portador do artigo. É importante, portanto, reduzir ou evitar a ocorrência de odores em artigos absorventes enquanto eles estão sendo 20 usados.
Exemplos de substâncias de controle de odor que podem ocorrer em artigos absorventes são compostos de enxofre, aldeídos, indóis, aminas, etc..
Vários métodos são usados para prevenir ou reduzir 25 os odores em artigos absorventes surgidos em decorrência das descargas de fluidos corporais. Os métodos são baseados em 1) "mascaramento" dos odores, 2) uma reação química, por exemplo, sob a forma de neutralização, com um sistema ácido/base, 3) de absorção/adsorção de odores que envolvem 30 a criação de superfícies que apresentam uma afinidade especial aos odores ou grandes superfícies/cavidades específicas que são capazes de ligar os odores em causa e, assim, impedi-los de permanecer na forma gasosa, ou 4) inibidores de bactérias que reduzem/ controlam o crescimento de bactérias e odores associados que tenham surgido por causa da alta contagem de bactérias.
Perfumes e fragrâncias são usados, por exemplo, a fim de mascarar os odores/cheiros. Mascaradores não removem os odores e devem ser adicionados em uma quantidade adequada para garantir que o cheiro não penetre, ou que o perfume não tenha cheiro muito forte. Zeólitas, dióxido de silicone, argila, carbono ativo e/ou ciclodextrina, por exemplo, são utilizados para a adsorção de substâncias de odor. Alguns destes, no entanto, são suscetíveis à umidade, o que limita a sua eficácia. Sódio, ácido cítrico e bicarbonato/ou materiais superabsorventes com baixo pH são utilizados para a neutralização de odores. As bactérias podem gerar substâncias com um cheiro desagradável, e acetato de cobre, um material superabsorvente com íons de prata e/ou um material superabsorvente ácido podem ser usados para reduzir o crescimento de bactérias.
As substâncias de controle de odor acima mencionadas são eficazes contra diferentes tipos de odores e agem com mecanismos diferentes.
Inúmeros odores/cheiros são hidrofóbicos, e tais cheiros são absorvidos e/ou adsorvidos por substâncias hidrofóbicas de controle de odor. Substâncias hidrofóbicas odoríferas incluem, por exemplo, alguns ácidos orgânicos, 25 compostos de enxofre, aldeídos, indóis, aminas, etc., que geralmente ocorrem em conjunção com o uso de artigos absorventes.
Uma substância de controle de odor descrita é em US
6 147 028 na forma de grânulos de amido revestido com polissiloxano que são usados em produtos absorventes. Os grânulos de amido têm uma superfície hidrofóbica e absorvem material hidrofóbico do ar.
US 6 479 150 descreve camadas de fibras de material termoplástico com uma substância hidrofóbica de controle de odor que é modificada com uma substância de superfície ativa, a fim de tornar a camada molhável. A substância de controle de odor é, por exemplo, uma substância aromática de controle de odor.
Substâncias de controle de odor anteriormente' divulgadas sofrem a desvantagem de, entre outras coisas, serem difíceis de distribuir de maneira uniforme ao longo de todo o produto absorvente. Isto pode ser atribuído ao fato de que materiais anteriormente divulgados de controle de odor, são muitas vezes compostos de partículas sólidas, que não podem ser distribuídas continuamente sobre as superfícies internas e externas do produto e, assim, reduzem o grau de cobertura. A possibilidade de interceptação de odores indesejáveis de uma forma eficaz é reduzida desta maneira.
Permanece assim a necessidade de desenvolver substâncias de controle de odor para produtos de higiene, e um objeto da presente invenção é resolver os problemas acima mencionados e desenvolver um material que funcione eficazmente no controle de odor.
BREVE DESCRIÇÃO DA INVENÇÃO
0 problema definido acima é resolvido na presente invenção através de um artigo absorvente tal como um absorvente íntimo, forro de calcinha, fralda, fralda calça, protetor de incontinência de adultos, dito artigo compreendendo um núcleo absorvente e uma folha traseira impermeável a líquido, onde foi adicionado ao artigo pelo menos um lipídio oxidado como uma substância de controle de odor.
Em um aspecto da invenção, os lipídios foram oxidados sob condições controladas. Preferencialmente, os lipídios oxidados têm um valor de peróxido medido pelo Método Oficial AOCS Cd 8-53 de pelo menos 20, de preferência pelo menos 3 0 e, poder preferência, pelo menos 40 meq/kg.
' V ·’ Em uma modalidade, o núcleo absorvente compreende
fibras hidrofílicas tratadas com ditos lipídios oxidados.
- 5Preferencialmente, pelo menos parte de ditas fibras ■hidrofílicas são fibras de celulose.
Em um outro aspecto da invenção, pelo menos, 0,2% em peso de lipídios oxidados foram adicionados a esse núcleo absorvente, calculado sobre o peso total das fibras 10.. hidrofílicas contidas no núcleo absorvente.
Em uma modalidade entre 0,2 e 50%, em peso, de preferência entre 0,5 e 40%, em peso, mais preferivelmente entre 1 e 3 5%, em peso, e ainda mais preferencialmente entre 3 e 3 0% em peso de lipídios oxidados foram 15 adicionados ao núcleo absorvente, calculados sobre o peso total das fibras hidrofílicas contidas no núcleo absorvente.
Em um aspecto a invenção o artigo compreende ainda uma folha superior permeável a líquido e/ou uma ou mais camadas funcionais adicionais selecionadas dentre: camadas de recepção de líquido, camadas de distribuição de líquido.
Em um aspecto seguinte, pelo menos 0,2% em peso de lipídios oxidados foram adicionados a dita folha superior e/ou camada funcional adicional, calculados sobre o peso total da referida folha superior e/ou camada funcional adicional.
Em uma modalidade entre 0,2 e 50%, em peso, de preferência entre 0,5 e 40%, em peso, de preferência entre
1 e 35%, em peso, e ainda mais preferencialmente entre 3 e 3 0% em peso dos lipídios oxidados foram adicionados à folha superior e/ou à camada funcional adicional, calculados sobre o peso total da folha superior e/ou camadas adicionais funcionais.
Em uma modalidade da invenção, o referido artigo tem uma direção longitudinal, y, e uma direção transversal, x, um par de bordas longitudinais e um par de bordas transversais, onde a substância de controle de odor na forma de lipídios oxidados está presente em maiores quantidades nas áreas próximas à borda longitudinal e/ou borda transversal do artigo do que na área central do artigo, destinada a ser a área de recepção de líquido.
De acordo com uma concretização adicional o artigo absorvente inclui meios elásticos, por exemplo, elásticos de pernas e/ou elásticos de cintura, onde pelo menos um lipídio oxidado foi adicionado aos referidos meios elásticos.
De acordo com uma concretização, os lipídios são ácidos graxos ou seus derivados. Os derivados de ácidos graxos são, em outra concretização, ésteres de ácidos graxos, principalmente triglicérides.
De acordo com uma concretização adicional pelo menos uma parte desses ácidos graxos e/ou derivados de ácidos graxos é insaturada.
Em uma modalidade, ditos lipídios oxidados são oxidados por tratamento com ozônio.
DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
A Figura 1 é uma vista plana esquemática de um artigo absorvente, na forma de um absorvente higiênico ou protetor de incontinência.
A Figura 2 é -uma secção transversal de acordo com a linha II-Il na Figura 1.
DEFINIÇÕES
A expressão "artigo absorvente" se refere aos produtos que são colocados contra a pele do usuário para absorver e conter exsudados do corpo, como urina, fezes e fluido menstruai. A invenção refere-se principalmente a artigos absorventes descartáveis, o que significa que os artigos não se destinem a serem lavados ou restaurados ou reutilizados como um artigo absorvente após o uso. Exemplos de artigos absorventes descartáveis incluem produtos de 5 higiene feminina, tais como absorventes higiênicos, forros de calcinhas e calças sanitárias, fraldas e fraldas calças para crianças e adultos incontinentes, almofadas de incontinência, insertos para fraldas e artigos semelhantes.
0 termo lipídios denota todas as substâncias solúveis em gordura que ocorrem naturalmente (lipofílicas), tais como gorduras, óleos, ceras, colesterol, esteróides, monoglicerídeos, diglicerídeos , triglicerídeos,
fosfolipídios e outros.
A expressão "lipídios oxidados" significa que os 15 lipídios foram submetidos a um processo de oxidação em que o oxigênio foi introduzido na estrutura molecular do lipídio. 0 agente oxidante é qualquer agente que leva à oxidação da estrutura lipídica, por exemplo, gás de oxigênio, ozônio e peróxidos.
Por "oxidado sob condições controladas" entende-se
que o substrato, ou seja, os lipídios foram oxidados a um grau de oxidação onde uma auto oxidação adicional causada pelo contacto com o ar é substancialmente evitada. Preferencialmente, os lipídios foram oxidados para que eles 25 tenham um valor de peróxido medido pelo Método Oficial AOCS Cd 8-53 de pelo menos 20 meq/kg.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
As Figura 1 e 2 mostram uma concretização de um 30 artigo absorvente, na forma de um absorvente higiênico ou um protetor de incontinência destinado a ser utilizado como uma inserção em um par de calças. 0 artigo (1) compreende tipicamente uma folha superior permeável a líquido (2), uma folha traseira impermeável a líquido (3) e um núcleo absorvente (4) encerrado entre elas. 0 artigo tem uma direção longitudinal, y, e uma direção transversal, x. Ele tem um par de bordas laterais longitudinais (6) e (7) e um par de bordas transversais (8) e (9).
A folha superior permeável a líquido (2) pode ser composta por um material não-tecido, por exemplo, de fiação contínua, de via sopro, cardado, hidroentrelaçado, de via ar, etc.. Materiais não-tecidos adequados podem ser compostos de fibras naturais, como fibras de celulose ou de algodão, fibras sintéticas, como poliéster, polietileno, polipropileno, viscose etc., ou a partir de uma mistura de fibras naturais e artificiais. 0 material de folha superior pode ainda ser composto por fibras de estopa, que podem ser coladas umas às outras em um padrão de ligação, como, por exemplo, divulgado em EP-A-I 035 818. Outros exemplos de materiais folha superior são espumas porosas, películas plásticas perfuradas, etc.. Os materiais adequados como materiais de folha superior devem ser suaves, não devem irritar a pele e devem ser facilmente penetrados por fluidos corporais, tais como urina ou fluido menstruai.
A folha traseira impermeável a líquido (3) pode ser constituída por uma película plástica fina, por exemplo, uma película de polietileno ou polipropileno, um material não-tecido revestido com um material impermeável a líquido, um material não-tecido hidrofóbico, que resista à penetração de líquidos ou de laminados de películas plásticas e materiais não-tecidos. O material da folha traseira pode ser respirável, de modo a permitir que o vapor possa sair do núcleo absorvente, enquanto ainda impede a passagem de líquidos através do material da folha traseira.
A folha superior (2) e o material de folha traseira
(3) têm uma extensão um pouco maior no plano do núcleo absorvente (4) e se estendem para fora das bordas do mesmo. As camadas (2) e (3) estão ligadas uma a outra dentro das porções salientes (5), por exemplo, por colagem ou soldagem por calor ou ultra-som. A folha superior e/ou folha traseira pode ainda ser ligada ao núcleo absorvente por qualquer método conhecido na arte, como por adesivos ou soldagem por calor ou ultra-som, etc.. 0 núcleo absorvente também pode ser acoplado à folha superior e/ou folha traseira.
Um meio de fixação na forma de uma região (10) de um adesivo é fornecido no lado da folha traseira voltado opostamente ao usuário durante o uso. O adesivo pode destacavelmente fixado à roupa íntima do portador. Um papel de liberação (11) protege a região do adesivo antes da utilização. A região de adesivo (10) pode ter qualquer configuração adequada, como alongada ou faixas transversais, pontos, áreas totalmente revestidas, etc..
Em outras modalidades de artigos absorventes de acordo com a invenção, outros tipos de prendedores, tais como fixadores por atrito, fitas adesivas ou fixadores mecânicos, tais como fixadores gancho e laço, etc., podem ser utilizados para fixar os artigos á roupa íntima ou ao redor da cintura do usuário. Alguns artigos absorventes estão sob a forma de calças e, portanto, não necessitam de meios especiais de fixação. Em outros casos, o artigo absorvente é usado em calças elásticas especiais, sem necessidade de prendedores adicionais.
O núcleo absorvente (4) pode ser de qualquer tipo convencional. Exemplos de materiais absorventes que comumente ocorrem são polpa de felpa de celulose, camadas de papel tissue, polímeros altamente absorventes (chamados superabsorventes) , materiais de espuma absorvente, não- tecidos absorventes ou materiais similares. É comum a combinação de polpa de felpa de celulose com superabsorventes em um núcleo absorvente. Também é comum ter corpos absorventes compreendendo camadas de diferentes materiais com propriedades diferentes no que diz respeito à, capacidade de aquisição delíquido, à capacidade de ^ ·■ 3 distribuição de líquidos e à capacidade de armazenamento.
5 Isto é bem conhecido para a pessoa hábil na técnica, pelo que não precisam ser descritos em detalhes. Os corpos absorventes finos, que são comuns nos artigos absorventes de hoje, muitas vezes, incluem uma estrutura de comprimida, misturada ou em camadas, de polpa de felpa de celulose e 10 materiais superabsorventes. O tamanho e a capacidade de absorção do núcleo absorvente podem ser variados para serem adaptados aos diferentes usos, como absorventes higiênicos, protetores de calcinha, almofadas e fraldas para adultos incontinentes, fraldas infantis, fraldas calça, etc..
Entende-se que o artigo absorvente acima descrito e
apresentado nos desenhos representa apenas um exemplo, não limitante, e que a invenção não está limitada, mas pode ser usada em qualquer tipo de artigo absorvente, tal como definido anteriormente.
O objeto da presente invenção é proporcionar
artigos absorventes, tais como absorventes higiênicos, forros de calcinha, fraldas, protetores de incontinência, adequados para a absorção de fluidos corporais e que contêm uma substância de controle de odor que efetivamente impede 25 ou reduz os odores em tais artigos que surgiram em conjunto com a descarga de fluidos corporais.
De acordo com a invenção foi mostrado que os lipídios oxidados são muito eficazes na redução de determinadas substâncias odoríferas que geralmente ocorrem 30 em artigos absorventes. Lipídios naturais, de origem animal ou vegetal, são freqüentemente misturas de mono-, di- e triglicerídeos e ácidos graxos livres. Os lipídios podem ser purificados, hidratados, refinados, modificados e usados individualmente ou em misturas diferentes. Exemplos de lipídios adequados provenientes de animais podem ser encontrados em ceras de abelhas, óleo de emu, Iactis lipida, lanolina, óleo de fígado de tubarão, banha, óleo de baleia, manteiga de gordura e sebo. Exemplos de lipídios adequados que se originam de plantas podem ser encontrados no óleo de semente de damasco, óleo de amendoim, óleo/cera de abacate, óleo de semente de cassis, óleo de semente de borragem, óleo de castanha do Pará, óleo de mamona, manteiga de cacau, óleo de coco, óleo de milho, óleo de sementes de algodão, óleo de sementes de fruto da roseira, óleo de prímula, óleo de semente de uva, óleo de linhaça, óleo de semente de manga, óleo de rosa, azeite de oliva, cera de laranja, óleo de palma, óleo de amendoim, cera de arroz, óleo de semente de gergelim, manteiga de karité, óleo de soja, cera de girassol, óleo de amendoim, óleo de sésamo, óleo de cártamo, óleo semente de fumo, óleo de semente de papoula, óleo de semente de chá, óleo de sumaúma, óleo de farelo de arroz, óleo de sorgo, óleo de crambe, óleo de linhaça, óleo de perila, óleo de cânhamo, óleo de tungue, óleo de oiticica, óleo de gérmen de palma, óleo de amêndoa doce e óleo de gérmen trigo. Outros exemplos de lipídios são os óleos de cera, que são ésteres de monoálcoois, por exemplo, óleo de jojoba, fosfolipídios, etc. .
Os triglicerídeos comumente ocorrem em muitas gorduras e óleos naturais, como óleo de canola, azeite de oliva, óleo de milho, óleo de girassol, óleo de palma, óleo de coco e manteiga, óleo de palma, manteiga de cacau, óleo de teobromina, etc.. A maioria dos triglicerídeos naturais contém uma mistura de ácidos graxos saturados e ácidos graxos insaturados, enquanto a proporção de gorduras saturadas e ácidos graxos insaturados varia entre os diferentes óleos. Esta proporção é geralmente dada pelo quociente: insaturados/saturados. Os ácidos graxos insaturados podem ser tanto mono ou poli-insaturados. Os ácidos gordos de triglicérides que ocorrem mais geralmente são o ácido palmítico, um ácido graxo saturado, ácido oléico, um ácido graxo monoinsaturado, linoléico e linolênico, que são ácidos graxos poliinsaturados.
A composição de alguns óleos naturais comuns é apresentada na Tabela 1 abaixo, que é tomada a partir de produtos da Bailey1S Industrial Oil and Fat, vol.l, editor: Daniel Swem, John Wiley & Sons Inc., New York,1979.
Tabela 1
Oleo Vegetal Acidos graxos saturados Acidos graxos (% em peso) insaturados (% em peso) Azeite de oliva 9,3- 18,8 o σΓ CO I T- OO Óleo de girassol 8,7-14,2 85-91 Óleo de semente de canola 6,2 - 9,5 90,5 - 93,8 Oleo de milho 12 - 18 82-88 Manteiga de cacau 59,8 40,2 Tais óleos e gorduras normalmente contêm antioxidantes, sejam eles de ocorrência natural ou adicionados por um fornecedor, a fim de que auto-oxidação causada pelo contato com o ar seja substancialmente impedida ou retardada.
Os lipídios utilizados na presente invenção são oxidados por um agente oxidante. Exemplos de agentes oxidantes úteis são: ozônio, peróxidos, gás oxigênio, peróxidos ácidos e dióxido de nitrogênio. Para lipídeos que contêm antioxidantes são necessários agentes oxidantes mais poderosos como o ozônio e peróxidos, mas para lipídios sem quantidades significativas de antioxidantes, pode ser suficiente oxigênio ou ar, ou seja, auto-oxidação em um período de tempo suficiente. A reatividade dos diferentes lipídios é dependente do número de ligações duplas, ou seja, o grau de insaturação. Lipídios saturados oxidam muito lentamente, enquanto os lipídios com alto grau de insaturação oxidam 5 mais rapidamente. As taxas relativas de auto-oxidação a uma temperatura de IOOaC de alguns ácidos graxos (não tratados com antioxidantes) encontram-se na Tabela 2 a seguir e retirados da mesma referência da Tabela 1.
Tabela 2
Acido graxo Fórmula química Taxa de oxidação relativa Acido esteárico C17H35COOH 0,6 Aeido oléieo C17H33COOH 6 Aeido linoléico C17H31COOH 64 Aeido linolênico Ci7H29COOH 100 A oxidação deve preferencialmente ser realizada sob condições controladas, de modo que após o processo de oxidação seja substancialmente evitada a auto-oxidação. 15 Preferencialmente, os lipídios oxidados devem ter um índice de peróxido medido pelo Método Oficial AOCS Cd 8-53 de pelo menos 20, de preferência pelo menos 3 0 e de maior preferência pelo menos 40 meq/kg.
Os lipídios podem ser oxidados por qualquer método adequado e por qualquer agente de oxidação adequado, por exemplo, ozônio, misturas de ozônio/ar, ou ozônio/oxigênio.
No processo de oxidação, uma série de produtos peroxídicos pode ser formada, como hidroperóxidos, ozonídeos, diperóxidos, peróxidos e poliperóxidos. Alguns 25 subprodutos também podem ser formados, por exemplo, cetonas e aldeídos, que são menos desejados. Estes subprodutos podem ser removidos com a lavagem dos lipídios com um solvente, após o processo de oxidação. Alternativamente substâncias voláteis indesejáveis podem ser removidas por evaporação, por exemplo, sob vácuo.
De acordo com a invenção foi demonstrado que polpa tratada com lipídios oxidados, especialmente triglicerídeos ozonizados, têm uma significativa capacidade de reduzir a emissão de compostos de odor indesejado que são freqüentes em artigos absorventes que absorvem líquidos corporais, como urina e fluido menstruai. Exemplos de tais compostos de odor são sulfureto de dimetilo (DMS), dimetil dissulfeto (DMDS) e aldeído isovalérico (IVA).
A quantidade de lipídios oxidados adicionada deve ser de pelo menos 0,2% do peso total da polpa tratada.
A polpa tratada pode ser misturada com polpa não tratada e/ou com material superabsorvente para formar um núcleo absorvente (4) . Um núcleo absorvente pode conter entre 0,2 e 50%, em peso, de preferência entre 0,5 e 40%, em peso, de mais preferência entre 1 e 35%, em peso, e mais preferencialmente entre 3 e 3 0% em peso de lipídios oxidados adicionados, calculado sobre o peso total das fibras hidrofílicas, por exemplo, fibras de celulose, contidas no núcleo absorvente.
Em certas áreas, por exemplo, ao longo das bordas do núcleo absorvente, uma maior proporção de lipídios oxidados pode ser utilizada do que na área central do núcleo absorvente. As fibras nas áreas de entorno podem ser mais ou menos saturadas com os lipídios oxidados e funcionam como barreiras de vazamento.
Diferentes tipos de lipídios afetam as propriedades de absorção da polpa em um grau maior ou menor. Por exemplo, trioleína, que é o triglicerídeo de ácido mono- insaturado de ácido graxo oléico, não diminui a captação de líquido da celulose tratada em qualquer grau mais elevado, enquanto que a mesma quantidade de triestearina, que é o triglicerídeo de ácido graxo saturado de ácido esteárico, resultou em uma clara hidrofobização da polpa tratada. Assim a quantidade de lipídios adicionados à polpa pode variar dependendo do lipídeo utilizado.
Os lipídios oxidados podem, portanto, ser adicionados à polpa, normalmente polpa de felpa de celulose, utilizada no núcleo absorvente (4) de um artigo absorvente. Em alternativa ou em complemento podem ser adicionados à folha superior (2) ou qualquer camada adicional funcional contida no artigo absorvente, tal como camada receptora de líquido, camada de distribuição de líquido, ou camada de armazenamento de líquido, etc..
Pelo menos uma parte das fibras de celulose tratadas no núcleo pode ser distribuída apenas em determinadas zonas do núcleo absorvente (4). Por exemplo, as fibras de celulose tratadas são distribuídas ou colocadas em áreas sob a forma de ilhas espaçadas. A proporção em peso do material hidrofóbico de controle de odor do núcleo nas ilhas acima mencionadas pode ser de 25 a 35% em peso, calculada em relação ao peso total do material hidrofílico fibroso no centro ou nas áreas das ilhas. Nessas áreas, a proporção em peso de lipídios oxidados pode ser mais elevada em comparação com a situação em que os lipídios oxidados são uniformemente distribuídos em um núcleo, uma vez que uma proporção maior de fibras absorventes de líquido está presente nas partes adjacentes núcleo absorvente de líquido, a fim de compensar a absorção de líquidos prejudicada pelas fibras de celulose tratadas nas áreas. As fibras tratadas podem ser misturadas com outras fibras e/ou com material superabsorvente em diferentes proporções. A proporção de lipídios oxidados não deve ser muito alta na área de molhadela, porque eles podem prejudicar a capacidade de absorção de líquido corporal. A área de molhadela está localizada essencialmente na parte de gancho central do artigo absorvente.
Pelo menos uma parte dos lipídios oxidados pode estar contida em áreas ao longo das bordas laterais longitudinais do núcleo absorvente de líquido (4) e/ou outras camada funcionais. Os odores podem ser absorvidos pela oxidação lipídica, quando os odores estão a caminho do exterior através das bordas do artigo absorvente. Os odores podem avançar para as bordas laterais por uma variedade de razões. Eles podem ser levados a evaporar, de modo que eles se movem na direção das extremidades, o usuário do produto pode mover-se, de modo que a ventilação ocorre por causa do movimento.
A proporção em peso de lipídios oxidados nas áreas ao longo das bordas laterais longitudinais pode ser relativamente alta, uma vez que a capacidade de absorção de fluidos pode ser permitida ser menor nas bordas. Também é vantajoso ter os lipídios oxidados hidrofóbicos ao longo das bordas laterais do artigo, uma vez que pode funcionar como barreira de líquido e, como tal, reduzir o risco de vazamentos.
Em outras modalidades as fibras tratadas podem ser dispostas no núcleo absorvente em quatro áreas, como faixas que se estendem longitudinalmente ao longo do artigo.
Nos artigos de vestuário tais como fraldas e artigos tipo calça, as fibras tratadas podem ser posicionadas em uma região de cintura ou nas áreas em torno das aberturas de perna. Elas podem então prevenir que odores escapem do artigo. Em alternativa, os lipídios oxidados podem ser adicionados aos meios elásticos que fazem parte, por exemplo, dos elásticos de cintura ou elásticos de perna em um artigo absorvente. A adição de substâncias hidrofóbicas na forma de uma composição de cuidados está descrita em WO 2007/073270. Os lipídios oxidados de acordo com a presente invenção podem ser incorporados em meios elásticos de forma semelhante.
Da mesma forma como no núcleo absorvente (4) , os lipídios oxidados podem ser distribuídos uniformemente em qualquer outra camada no artigo absorvente, tal como na folha superior, na camada de recepção de líquido, na camada de distribuição de líquidos ou semelhantes. A proporção em 5 peso de líquido oxidado nestas camadas pode ser a mesma para o núcleo absorvente. Os lipídios oxidados podem também ser distribuídos em algumas áreas destas camadas da mesma forma como descrito no que diz respeito ao núcleo absorvente.
Dependendo do tipo de produto de artigo absorvente,
a proporção de lipídios oxidados pode variar. Forros de calcinha, por exemplo, não requerem a mesma quantidade de material de controle de odor como um produto de incontinência.
Odores em artigos absorventes diferentes em relação
a seu caráter. A fim de alcançar um efeito ainda melhor no controle de odor, outros tipos de materiais de controle de odor ou substâncias de controle de odor também podem ser utilizados nos artigos absorventes de acordo com a presente invenção. Estes podem ser fibras de celulose acidifiçadas, por exemplo, e/ou materiais superabsorventes com um pH baixo. Fibras de celulose podem ser acidifiçadas, por exemplo, pela adição de um tampão/ácido. Os materiais ácidos de controle de odor lidam com substâncias odoríferas que são alcalinas, por exemplo, como aminas e amônia. Os materiais ácidos de controle de odor são capazes, se adicionados em quantidade suficiente, de reduzir o pH e, ao fazê-lo, de inibir o crescimento ou atividade de bactérias que, por sua vez, produzem substâncias que são capazes de contribuir para um mau cheiro.
Outras substâncias de controle de odor também podem ser adicionadas ao artigo, por exemplo, a quitosana, substâncias de controle de odor à base de amido e ésteres. Os ésteres podem ser escolhidos entre ésteres cíclicos ou ésteres selecionados dentre isomentil acetato, isomentil isobutirato, isomentil propionato, e isomentil crotonato, isomentil butirato.
Os lipídios oxidados podem ser adicionados às fibras de celulose ou outras fibras, em conjunto com a produção de fibras ou podem ser adicionados no equipamento de produção em que os artigos absorventes são produzidos. Os lipídios podem ser oxidados antes de serem adicionados às fibras ou depois disso. Neste último caso, as fibras, por exemplo, fibras de celulose, são tratadas com os lipídios e a polpa tratada é então reagida com o agente oxidante, por exemplo, o ozônio. 0 ozônio pode, então, ao mesmo tempo atuar como agente de branqueamento da celulose.
EXEMPLOS
Ozonização de óleo/gordura
0 ozônio foi gerado em um gerador de ozônio Argenotox, tipo GL, Hamburgo, alimentado por uma tensão de 150V, um fluxo de entrada de oxigênio de 63 l/h. 200 g de cada óleo/gordura testado foram tratados durante um período de 2h com fluxo de ozônio/oxigênio de 0,061 g/min. A concentração de gás ozônio adicionado foi de 58 g/m3.
Para o óleo de girassol mais fortemente ozonizado conforme a tabela 7, com um valor de peróxido de 276,9 meq./kg, o ozônio foi borbulhado através de 50 g de óleo por 5,5 h.
0 gás foi borbulhado através do óleo que estava contido em um vaso ventilado. Um agitador magnético foi utilizado no vaso. As gorduras sólidas foram levemente aquecidas acima da temperatura de fusão, após o que o gás foi borbulhado através das gorduras líquidas. Os óleos/gorduras testados são os indicados na Tabela 3 abaixo. Tabela 3
Saturado Saturado Saturado Quociente único múltiplo Insaturado/saturado Oleo de girassol 11 28 56 7,64 Azeite de oliva 18 70 12 4,56 Oleo de semente 7 62 31 13,29 de canola Oleo de milho 12 28 55 6,92 Manteiga de 61 36 3 0,64 cacau O grau de oxidação foi avaliado através da determinação do índice de peróxido de acordo com o método de ensaio Método Oficial AOCS Cd 8-53 Surplus 2003 . O índice de peróxidos para os óleos/gorduras de partida e os óleos/gorduras ozonizados foi determinado. Os resultados são apresentados na Tabela 4 abaixo.
Tabela 4
Oleo Indice de peróxido Oleo de semente de canola 3,82 Oleo de semente de canola ozonizado 42,09 Oleo de milho 4,21 Oleo de milho ozonizado 60,04 Azeite de oliva 7,99 Azeite de oliva ozonizado 61,41 Oleo de girassol 7,10 Oleo de girassol ozonizado 65,49 Manteiga de cacau 3,32 Manteiga de cacau oxonizada 69,51 Tratamento da polpa com óleos/gorduras
Folhas de polpa de sulfato de Weyerhaeuser Inc., com a designação NB416, foram impregnadas com uma solução de óleo/gordura testada em hexano. A solução continha quantidades iguais de hexano e óleo/gordura. A solução foi igualmente distribuída sobre a superfície das folhas. Quando o hexano evaporou, as folhas continham 30% em peso de óleo/gordura e 7 0% em peso de fibras de celulose. As folhas tratadas foram desfibradas em um Multimixer Braun MX32 para produção felpa de polpa.
Análise de redução de odor
Ig de celulose tratada foi colocado em um ampola de 60 ml, e a seguir 3,9 ml de 0,01 M de solução salina tamponada com fosfato pH 7.4 de Sigma foram adicionados. Em seguida, 0,1 ml de PEG300 com DMS (dimetil sulfeto) , DMDS (dimetil dissulfeto) e IVA (aldeído isovalérico) foram adicionadas de modo que o montante total de todas as três substâncias de controle de odor foi de 1000 ng/ml de cada substância.
Após 3h a 352 C uma fibra de SPME (Supelco) , 7 5 um de Carboxen - PDMS, foi injetada no espaço acima da polpa e depois de 0,5h adicional, a fibra de SPME foi analisada através de cromatografia gasosa (GC), Thermo Finnigan Trace, com um detector de MS. A área de pico de cada substância de controle de odor foi determinada para as amostras de polpa de celulose tratada e não tratada de referência. As definições de GC foram:
Programa de temperatura para GC: 3 02 C (7 min), 3S C/min - 702 C (0 min), 40a C/min -250a C (7 min).
Coluna: ZB-624 (Zebron) , 30m, 0,25 mm i.d. 1,40 um de espessura de película
Temperatura de entrada: 250a C
Linha de transferência: 220a C
Modo: splitless
MS: SIM (monitoramento de íon único). Quando foram analisados DMS, IVA e DMDS os números de massa detectados foram: 45, 46, 47, 57, 58, 61, 62, 79, 86 e 94.
Resultados da redução de odor
Os testes mostraram que os óleos/gorduras ozonizados tiveram um efeito significativamente maior na redução das substâncias de odor do que os óleos/gorduras correspondentes que não tinham sido ozonizados. Os resultados da redução de odores são apresentados na Tabela
5 abaixo. A redução de odor foi determinada pela comparação da área de pico da amostra testada com a mesma área de pico alcançada no teste da polpa de referência não tratada. O cálculo da redução do odor em porcentagem foi feito pela equação:
Redução de Cheiro - 100 x (1-área de pico real/área de pico da amostra com polpa não tratada) [1]
Tabela 5
Redução de substâncias de controle de odor em %
DMS IVA DMDS Oleo de girassol 0 0 31,6 Oleo de girassol ozonizado 99,9 96,7 99,1 Manteiga de cacau 35,1 0 48,2 Manteiga de cacau oxonizada 79,8 50,0 59,1 Oleo de semente de canola 35,8 38,5 36,5 Oleo de semente de canola ozonizado 99,4 96,2 91,2 Oleo de milho 87,1 66,0 88,4 Óleo de milho ozonizado 99,9 96,4 99,6 Azeite de oliva 84,0 69,2 73,0 Azeite de oliva ozonizado 99,9 97,7 95,9 Testes com diferentes quantidades de óleos
adicionadas tendo valores diferentes de peróxido
Os testes foram realizados com a polpa tratada às quais haviam sido adicionadas diferentes quantidades de óleo de girassol ozonizado, 0, 3, 10 e 3 0%, em peso, respectivamente. Dois diferentes óleos de girassol ozonizados foram usados, um com um valor de peróxido de 65,6 meq./kg e o outro com um valor de peróxido de 27 6,9 meq/kg.
A polpa foi tratada da seguinte forma:
Uma folha de celulose kraft branqueada, com o nome comercial NB416 produzida pela Companhia Weyerhaeuser foi tratada com o óleo dissolvido em um solvente evaporável. A solução foi derramada em 10 g da folha, que absorveu o líquido e distribuiu bem o óleo na rede de fibras. O solvente foi então evaporado simplesmente mantendo as folhas a temperatura ambiente por pelo menos 3 h. As seguintes soluções foram preparadas:
a) 0,31 g de óleo de girassol ozonizado, com valor de peróxido de 65,5, dissolvido em 8,27 g de hexano. Isso significa que a folha de celulose conterá 3% de óleo.
b) 1,11 g de óleo de girassol ozonizado, com valor de peróxido de 65,5, dissolvido em 7,47 g de hexano. Isso significa que a folha de celulose conterá 10% de óleo.
c) 4,29 g óleo de girassol ozonizado, com valor de peróxido de 65,5, dissolvido em 4,29 g de hexano. Isso significa que a folha de celulose conterá 3 0% de óleo.
d) 0,31 g de óleo de girassol ozonizado, com um valor de peróxido de 27 6,9, dissolvido em 8,27 g de acetona. Isso significa que a folha de celulose conterá 3% de óleo.
e) 1,11 g de óleo de girassol ozonizado, com um valor de peróxido de 276,9, dissolvido em 7,47 g de acetona. Isso significa que a folha de celulose conterá 10% de óleo.
f) 4,29 g de óleo de girassol ozonizado, com um valor de peróxido de 276,9, dissolvido em 4,29 g de acetona. Isso significa que a folha de celulose conterá 3 0% de óleo. Após a evaporação do solvente, as folhas impregnadas com óleo foram separadas em pedaços e desfibradas secas em um Multimixer Braun MX32. 0 desfibramento foi realizado em uma intensidade máxima até ser formada uma polpa felpada bastante homogênea.
Para efeito de comparação, uma folha de celulose kraft branqueada não tratada (NB416) foi desfibrada da mesma maneira.
Produtos químicos utilizados:
Óleo de girassol: óleo de grau alimentício entregue por uma loja local de provisão (Konsum)
Hexano: Pro Analysi, da Merck
Acetona: Puriss, disponibilizado por Fluka
Os testes foram realizados da mesma forma como
descrito acima. Os resultados são apresentados nas Tabelas
6 e 7 abaixo.
Tabela 6
Redução de substâncias de odor em % por meio da adição de óleo de girassol
ozonizado tendo um valor de peróxido de 65,6 meq./kg
Adição de óleo de girassol DMS DMDS IVA ozonizado (% em peso) 0 0 0 0 3 50,4 21,7 0 95,8 73,3 73,3 98,7 93,5 86,7 Tabela 7
Redução de substâncias de controle de odor em % através da adição de óleo de girassol ozonizado tendo um valor de peróxido de 276,9 meq./kg
Adição de óleo de girassol DMS DMDS IVA ozonizado (% em peso) 0 0 0 0 3 94,6 55,6 92,8 100,0 95,2 92,9 100,0 100,0 96,0 10
Estes resultados mostram que um baixo acréscimo de 3% em peso de óleo de girassol ozonizado pode dar uma forte redução de substâncias de odor adicionadas e que o óleo com o maior valor de peróxido fornece uma redução de odor mais forte. Pode ser mencionado que os óleos de girassol ozonizados com valores de peróxido acima de 1000 meq./kg são conhecidos na literatura. Assim, pode-se supor que uma adição muito inferior a 3% em peso de um óleo tendo um alto índice de peróxido pode dar uma inibição de odor aceitável.
15
20
Teste prático de odor
Um teste prático de odor sensorial também foi realizado, onde as pessoas participantes do teste cheiravam as amostras após os testes de CG. Os resultados obtidos foram os seguintes:
Exemplo
Referência:
Cheiro
Muito forte, odor desagradável
3% de óleo de girassol
ozonizado, valor de peróxido 65, 5
10% de óleo de girassol
ozonizado, valor de peróxido
Odor claro, reduzido relação ao de referência
Odor fraco
em 65, 5
30% de ozonizado, 65, 5
3% vde· ozonizado, 276, 9 10% de ozonizado, 276, 9 3 0% de ozonizado, 276, 9
óleo de
valor de
óleo . de
valor de
óleo de
valor de
óleo de
valor de
girassol
peróxido
girassol
peróxido
girassol
peróxido
girassol
peróxido
Nenhum odor desagradável
Odor fraco
Nenhum odor desagradável
Nenhum odor desagradável
Medições de crescimento bacteria.no
O líquido de teste 1 foi utilizado para medições de crescimento bacteriano: urina sintética, estéril, à qual 5 foi adicionado um meio de crescimento para microrganismos. A urina sintética continha cátions e ânions, monovalentes e divalentes a uréia e tinha sido produzida em conformidade com as informações de Geigy, Scientific Tables, vol. 2, 8â ed. , 1981, página 53. O meio de crescimento para os 10 microorganismos se baseia em dois meios de crescimento comuns, meio para enterobactérias Hook e FSA. 0 pH desta mistura foi de 6,6.
Uma mistura homogênea de celulose felpada foi preparada da seguinte maneira (Método 1)
polpas não tratadas ou tratadas Weyerhauser (NB416)
foram pesadas nas proporções desejadas e colocadas no Multimixer Braun, MX32. A polpa foi misturada cerca de 30 segundos.
Núcleos absorventes para o teste foram apresentados da seguinte forma (Método 2):
Núcleos absorventes foram preparados utilizando um formador de amostra ligeiramente modificado de acordo com
SCAN C 33:80. Polpas felpadas do tipo desejado foram pesadas e uma mistura homogênea da polpa felpada foi ida em um fluxo de ar com uma pressão negativa de
j.lose foi recolhida na rede de metal e, posteriormente, constituiu a amostra absorvente. 0 núcleo absorvente foi comprimido para um volume na faixa de 6 a 12
produzidos, o núcleo de referência composto por 2,0 g de polpa não tratada Weyerhauser (NB 416) e o núcleo de teste composto por uma mistura de 1,4 g de polpa tratada 15 Weyerhauser (NB 416), tratada com óleo de girassol oxidado, valor de peróxido de 65,5 meq./kg, de acordo com o método descrito em "Tratamento da polpa com óleos/gorduras" acima (quantidade adicionada foi de 30% em peso de óleo), e 1,0 g de polpa Weyerhauser não tratada (NB 416) . 0 tamanho dos 20 núcleos absorventes foi de 5 cm de diâmetro.
foram adicionados a um núcleo de teste colocado em um 25 ampola estéril (ampola Nunc sputum/organ, 100 ml) e uma tampa foi montada a ampola. A ampola foi virada de cabeça para baixo e incubada em um armário aquecido a 352 C. Após a incubação por 0, 6 e 12 horas, os núcleos de teste foram colocados em um saco plástico com água peptonada e o 30 conteúdo foi homogeneizado (agitado e trabalhado) em um stomacker por 3 minutos. O homogenato foi diluído em tubos de diluição com água peptonada e uma cultura microbiológica foi espalhada em placas de ágar. Ágar de Slanetz Bartley foi utilizada para E. faecalis, e ágar Drigalski para E.
5.£-’aproximadamente -75mbar, através de um tubo com um diâmetro - Y de-10 mm e equipado no fundo com uma rede de metal. A felpa
cm3/g.
Dois diferentes núcleos absorventes foram
0 crescimento bacteriano nos núcleos absorventes foi medido da seguinte forma (Método 3):
10 ml de um líquido de teste contendo bactérias coli e P. mirabilis. As amostras foram incubadas a 35a C por 1 a 2 dias antes de serem contadas as colônias e calculados os Iog CFU/ml. Testes de controle também foram realizados com núcleos absorventes
Resultados do teste: crescimento bacteriano
As bactérias foram cultivadas em caldo nutriente e diluídas para a concentração desejada de cerca de Log 3,3 no líquido de teste (método 3). Núcleos absorventes de teste foram produzidos de acordo com o método 2. O crescimento bacteriano foi medido de acordo com o método 3.
O resultado é apresentado na Tabela 6, que ilustra claramente que o crescimento de todas as 3 bactérias de teste é consideravelmente inferior após 6 e 12 horas, em comparação com o núcleo de referência.
Tabela 6
Oh 6h 12h PH Amstar E.coli P. E.faec E.coli P. E.faec E.coli P. E.faec Oh 6h 12h mir mir mir Teste 1 3,5 3,2 3,2 <2 <2 <2 <2 <2 <2 6,2 5,9 5,6 Teste 2 3,4 3,2 3,3 <2 <2 <2 <2 <2 <2 6,3 5,9 5,6 Teste 3,5 3,2 3,3 <2 <2 <2 <2 <2 <2 6,2 5,9 5,6 mv Ref. 1 3,5 3,2 3,2 6,1 5,0 6,3 9,7 8,8 9,1 6,6 6,6 8,9 Ref. 2 3,4 3,2 3,3 6,5 5,1 6,2 8,8 7,8 8,1 6,6 6,6 8,6 Ref. 3,5 3,2 3,3 6,3 5,0 6,3 9,5 8,5 8,8 6,6 6,6 8,7 mv

Claims (16)

1. Artigo absorvente tal como um absorvente íntimo, forro de calcinha, fralda, fralda calça, protetor de incontinência de adultos, dito artigo compreendendo um núcleo absorvente (4) e uma folha traseira impermeável a líquido (3), caracterizado pelo fato de que ao dito artigo foi acrescentado pelo menos um lipídio oxidado como uma substância de controle de odor, dito lipídio tendo sido oxidado sob condição controlada e tendo um valor de peróxido medido pelo Método Oficial AOCS Cd 8-53 de pelo menos 2 0 meq/kg.
2. Artigo absorvente, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que os lipídios oxidados têm um valor de peróxido medido pelo Método Oficial AOCS Cd 8-53 de pelo menos 30, de preferência pelo menos 40 meq/kg.
3. Artigo absorvente, de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizado pelo fato de que dito núcleo absorvente (4) compreende fibras hidrofílicas tratadas com ditos lipídios oxidados.
4. Artigo absorvente, de acordo com a reivindicação 3, caracterizado pelo fato de que pelo menos parte de ditas fibras hidrofílicas são fibras de celulose.
5. Artigo absorvente, de acordo com a reivindicação 3 ou 4, caracterizado pelo fato de que ao dito núcleo absorvente (4), foi acrescentado pelo menos 0,2% em peso de lipídios oxidados, calculado sobre o peso total das fibras hidrofílicas contidas no núcleo absorvente.
6. Artigo absorvente, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato de que ao dito núcleo absorvente (4), foi acrescentado entre 0,2 e 50% em peso, de preferência entre 0,5 e 40%, em peso, de mais preferência entre 1 e 35%, em peso, e de maior preferência entre 3 e3 0% em peso de lipídios oxidados, calculado sobre o peso total de fibras hidrofílicas contidas no núcleo absorvente.
7. Artigo absorvente, de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizado pelo fato de que o artigo ainda inclui uma folha superior permeável a líquido (2) e/ou uma ou mais camadas funcionais adicionais selecionadas dentre: camadas de recepção de líquido, camadas de distribuição de líquido.
8. Artigo absorvente, de acordo com a reivindicação 7, caracterizado pelo fato de que à folha superior e/ou pelo menos a uma das ditas camadas funcionais adicionais foi acrescentado pelo menos um lipídio oxidado como uma substância de controle de odor.
9. Artigo absorvente, de acordo com a reivindicação 8, caracterizado pelo fato de que à dita folha superior ou à camada funcional adicional foi acrescentado pelo menos 0,2% em peso de lipídios oxidados, calculado sobre o peso total da referida folha superior e/ou camada funcional adicional
10. Artigo absorvente, de acordo com a reivindicação9, caracterizado pelo fato de que à dita folha superior e/ou à camada funcional adicional foi acrescentado entre0,2 e 50%, em peso, de preferência entre 0,5 e 40%, em peso, de mais preferência entre 1 e 35% em peso e mais preferivelmente entre 3 e 30% em peso de lipídios oxidados, calculado sobre o peso total da folha superior e/ou camada funcional adicional.
11. Artigo absorvente, de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores, dito artigo tendo uma direção longitudinal (y) e uma direção transversal (x) , um par de bordas longitudinais (6, 7) e um par de bordas transversais (8, 9), caracterizado pelo fato de que a substância de controle de odor na forma de lipídios oxidados situa-se em teores mais elevados em áreas próximas às bordas longitudinal e/ou transversal do artigo do que na área central do artigo, destinada como área de recepção de líquido.
12. Artigo absorvente, de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores, dito artigo compreendendo meios elásticos, por exemplo, elásticos de pernas e/ou elásticos de cintura, caracterizado pelo fato de que pelo menos um lipídio oxidado foi adicionado aos referidos meios elásticos.
13. Artigo absorvente, de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizado pelo fato de que os lipídios são ácidos graxos ou seus derivados.
14. Artigo absorvente, de acordo com a reivindicação 13, caracterizado pelo fato de que os derivados de ácidos graxos são ésteres de ácidos graxos, principalmente triglicerídeos .
15. Artigo absorvente, de acordo com a reivindicação 13 ou 14, caracterizado pelo fato de que pelo menos parte dos ácidos graxos e/ou derivados de ácidos graxos é insaturada.
16. Artigo absorvente, de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizado pelo fato de que ditos lipídios oxidados são oxidados por tratamento com ozônio.
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