BRPI0802577B1 - Dispositivo para identificação e monitoramento do trânsito de animais - Google Patents
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Abstract
dispositivo identificação e monitoramento do trânsito de animais a patente diz respeito a um dispositivo para identificação e monitoramento de trânsito de animais, utilizado na agropecuária, consistindo em dispositivo que integra a identificação eletrônica dos animais, a coleta de dados e a funcionalidade de leitura automática de identificação de todos os animais embarcados, ao mesmo tempo e com o caminhão em movimento, cujo dispositivo é composoto por identificadores eletrônicos [7] para identificação dos animais, leitor para leitura dos identificadores eletrônicos [1], tags [12] e leitor fixo para leitura do tag ativo [15]
Description
(54) Título: DISPOSITIVO PARA IDENTIFICAÇÃO E MONITORAMENTO DO TRÂNSITO DE ANIMAIS (51) Int.CI.: A01K 11/00; G01S 5/02 (73) Titular(es): EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA - EMBRAPA (72) Inventor(es): CARLOS GUSTAVO DE CAMARGO FERRAZ MACHADO; NELSON LUÍS MARGARIDO
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DISPOSITIVO PARA IDENTIFICAÇÃO E MONITORAMENTO DO TRÂNSITO DE ANIMAIS Campo da invenção
A presente patente diz respeito a um dispositivo para identificação e monitoramento do trânsito de animais, utilizado na agropecuária.
Antecedentes da Invenção
A sanidade animal é área extremamente sensível do comércio internacional de carnes, e é apontada, hoje, como elemento ainda mais limitante do intercâmbio entre nações do que as barreiras tarifárias. Os recentes casos de aftosa, ocorridos em países produtores e exportadores de carne, ressaltam a preocupação com a defesa sanitária, que normalmente sofre com falta de pessoal e recursos.
Mesmo que a aftosa esteja erradicada, a questão sanitária da pecuária não estará resolvida. Outras exigências serão criadas.
Acredita-se que a primeira exigência vá acontecer em relação a brucelose e à tuberculose. Depois virá a raiva, clostridiose, e outras mais.
São razões mais do que suficientes para que esses países produtores e exportadores de carne pensem em como fortalecer ainda mais seus sistemas de vigilância e defesa sanitária animal. Para garantir com absoluta segurança, a carne que produz, para consumo externo e também interno.
Diversas pesquisas têm sido desenvolvidas, no que diz respeito à identificação animai e rastreabtlidade. Muitas vertentes assinalam para a identificação eletrônica de animais utilizando os microchips chamados transponders.
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A identificação eletrônica proporciona a identificação segura dos animais e a coleta de dados eficaz. Entretanto, a fiscalização dos animais em barreiras sanitárias continuará exigindo a verificação de documentos e identificação dos animais transportados de forma não automática. Isso devido ao fato de que os transponders passivos aqueles não possuem fonte de alimentação própria e que segundo as normas ISO 11784 e ISO 11785 devem ser usados para identificação de animais - trabalham em baixa freqüência e proporcionam limitada distância de leitura. Dessa forma, para identificar todos os animais transportados em uma barreira de fiscalização é necessário: 1. desembarcar os animais; 2. passar um a um por um equipamento de leitura, identificando-os; e 3. embarcar novamente os animais no veículo de transporte. Esse processo, além de tomar muito tempo, exige muitos recursos de infra-estrutura e humanos.
Torna-se assim desejável um sistema de identificação e monitoramento do trânsito de animais que: 1. proporcione a identificação segura dos animais; 2. proporcione a coleta de dados eficaz; 3. automatize o processo de fiscalização lendo a identificação de todos os animais sem desembarcá-los, podendo ser utilizado em regiões afastadas, sem infra-estrutura, ou em condições adversas; 4. reduza o tempo de fiscalização para poucos segundos; e 5. permita a inspeção de 100% dos veículos informando quantos e quais animais passaram pelas barreiras.
Identificadores Eletrônicos [7] são dispositivos que formados por um Transponder, que podem variar quanto à forma e tamanho, e encapsulamento, que pode variar quanto ao material.
Transponders são basicamente microchips que agregam um circuito lógico de organização de dados a uma memória e que são
3/14 acionados por ondas de rádio. Os transponders são divididos em dois tipos básicos: os ativos e os passivos.
Os transponders ativos são alimentados por uma fonte de energia (bateria) própria e tem como principais características a 5 distância de feitura, capacidade de armazenamento de dados e custo maiores.
Já os transponders passivos não possuem fonte de alimentação própria, sendo que sua energia para funcionamento é fornecida pelo próprio campo magnético da antena que faz a leitura. Suas principais 10 características são: longo tempo de vida útil (já que não depende de fonte própria de energia), tamanho bastante reduzido e baixo custo.
Tags Ativos [12] são normalmente utilizados para a identificação de veículos e cobrança eletrônica de pedágios em vias urbanas e auto estradas em diversos países. Trabalham em 15 freqüências que variam de 433 mhZ até 5,8 ghZ. O Tags Ativos tem um tempo de resposta curto cerca de 30 milissegundos. No Brasil como os pedágios são equipados com cancelas, o carro pode passar numa velocidade de até 40 km por hora. Na Europa, no Canadá e no Chile já existem pedágios, sem cancela, que permitem rodar a até 20 160 quilômetros por hora com esse sistema.
Na agropecuária, os identificadores utilizados são transponders passivos. A identificação dos animais com transponders passivos permitem a identificação segura e uma coleta de dados eficaz, de acordo com um dos objetivos do sistema proposto.
Diversos sistemas de coleta e transferência de dados aplicados na pecuária e abrangendo a integração desses dados com um servidor remoto com intenção de proporcionar a rastreabilidade, têm sido apresentados (US0101869 de Courtney Oldham (US) / Leland Curkendall (US); PI0605961-9 de Silvio de Melo e Souza (BR/SP);
4/14 ι
ΡΙ0503337-3 de Vasco Varanda Picchi (BR/SP) e US5322034 de Willham; Richard L. (US), Weber; Robert J. (US), Hassoun; Marwan M. (US)). O dispositivo proposto apresenta vantagens em relação às referidas patentes, pois, não se limita a coleta e transferência de dados na propriedade rural, estendendo sua abrangência para o transporte dos animais, área extremamente sensível para a defesa sanitária e chegando até o desembarque dos animais no frigorífico para o abate.
Outros dispositivos com patentes em trâmite ou deferida, 10 abordam soluções para a limitada distância de leitura dos identificadores eletrônicos de animais usando outras freqüências de transmissão, como em W02006055737 de GEISSLER RANDOLPH K (US). Entretanto, devemos considerar que existem normas internacionais para identificadores eletrônicos e os sistemas oficiais de rastreabilidade adotam tais normas, impossibilitando o uso de identificadores eletrônicos usando outras freqüências de transmissão.
A patente PI0210624-8 (PCT AU0200858) de John Douglas Frank Finalyson (AU) descreve um dispositivo para a identificação automática de animais portando identificadores eletrônicos no desembarque, por exemplo em um frigorífico. O dispositivo implica na utilização de leitores de transponders fixos montados em diversas passagens estreitas, dispostas lado a lado, imediatamente após a rampa de desembarque, de forma que todos os animais passem por uma das estreitas passagens sendo identificado pelo leitor fixo. O dispositivo também prevê que no caso de ausência do identificador eletrônico o animal é marcado usando-se um disparo de tinta. O método alcança amplamente seus objetivos, embora implique em alterações radicais na infra-estrutura física do local de desembarque e a utilização de diversos equipamentos leitores. O presente invento
5/14 apresenta vantagens em relação ao método proposto por John Douglas Frank Finalyson (AU), quando aplicado na mesma situação, por não ser necessário mudar a estrutura física da rampa de desembarque, evitar o estresse e contusões nos animais durante a leitura de identificadores, e proceder a identificação rápida e totalmente eficaz de todos os animais desembarcados ao ler o Tag Ativo que está fixado ao veículo de transporte. Animais sem identificadores ou com identificadores apresentando falhas de funcionamento são detectados no embarque e caso a falha ou perda do identificador ocorra no transporte, sua identificação permanece gravada na memória do Tag Ativo.
Nenhum dispositivo, entretanto, aponta uma solução inovadora para a fiscalização sanitária e monitoramento automático do trânsito animal. Em um projeto desenvolvido pela Embrapa com financiamento da FINEP/MCT/AÇÃO TRANSVERSAL, utilizou-se um identificador eletrônico do tipo brinco, sendo incluído no mesmo uma memória de leitura e gravação, onde dados necessários para o trânsito animal são gravados. Esses dados, entretanto, somente podem ser verificados na fiscalização em uma barreira sanitária ou no desembarque em um frigorífico através da leitura manual dos animais, um a um.
Vantagens do invento
O dispositivo ora reivindicado proporciona:
- a identificação segura dos animais [8] através de identificadores eletrônicos [7];
- a coleta de dados eficaz, durante o manejo, atavés do uso de leitores de transponders [1] e um sistema automático de coleta de dados composto por uma tabela [10] com cartões eletrônicos que representam cada um uma tarefa do manejo;
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- a identificação automática [16], nas barreiras sanitárias, de todos os animais transportados com o veículo de transporte [11] em movimento, sem a necessidade de desembarcar os animais;
- a disponibilização dos dados coletados para um sistema de rastreabilidade permitindo boa capacidade de resposta frente ao surgimento de eventuais emergências sanitárias;
- a identificação automática [16] de todos os animais desembarcados para abate no frigorífico.
- é um dispositivo de baixo custo;
- Automatiza o processo de fiscalização, mesmo em regiões afastadas, sem infra-estrutura, ou em condições adversas (chuva, noite, etc.);
- Reduz o tempo de fiscalização para poucos segundos;
- Permite a inspeção de 100% dos veículos;
- Permite saber quantos e quais animais passaram pelas barreiras, proporcionando um monitoramento total do trânsito animal;
- Proporciona boa capacidade de resposta frente ao surgimento de eventuais emergências sanitárias;
- Proporciona a otimização da estrutra existente da defesa sanitária animal: a fiscalização seria feita em um tempo muito menor, e os dados coletados podem gerar relatórios e alimentar um sistema informatizado, sem trabalho de anotação e digitação;
- Permite a liberação rápida dos animais no embarque, barreiras de fiscalização, e desembarque;
- No desembarque, evita o estresse e contusões nos animais durante a leitura de identificadores; e,
- Não é necessário mudar nada na rampa de desembarque ou na estrutura física do frigorífico e os dados lidos são inseridos no
7/14 sistema computadorizado do frigorífico e podem ser utilizados para proporcionar a rastreabilidade do campo ao prato.
Sumário da invenção
A novidade da presente invenção consiste em um dispositivo que integra a identificação eletrônica dos animais, a coleta de dados e a funcionalidade de leitura automática da identificação de todos os animais embarcados, ao mesmo tempo e com o caminhão em movimento. Isso possibilita a execução de uma fiscalização eficiente e rápida em barreiras sanitárias, mesmo com poucos recursos de infra-estrutura e humanos e em condições adversas. Também possibilita a identificação dos animais sem a necessidade de manejo, no desembarque em frigoríficos.
A leitura automática nas barreiras sanitárias automatiza o processo de fiscalização, mesmo em regiões afastadas, sem infra15 estrutura, ou em condições adversas (chuva, durante a noite, etc.), reduz o tempo de fiscalização para poucos segundos, permite a inspeção de 100% dos veículos e permite saber quantos e quais animais passaram pelas barreiras, proporcionando um monitoramento total do trânsito animal e boa capacidade de resposta frente ao surgimento de eventuais emergências sanitárias.
A leitura automática no frigorífico evita o estresse e contusões nos animais. Não é necessário mudar nada na rampa de desembarque ou na estrutura física do frigorífico e os dados lidos são inseridos no sistema computadorizado do frigorífico e podem ser utilizados para proporcionar a rastreabilidade do campo ao prato.
Todos os dados coletados são disponibilizados em uma base de dados remota hospedada em um servidor, com transmissão dos dados via TCP-IP através de modem GPRS integrado ao Leitor Portátil e Fixo, ou transmissão via FTP, SMTP ou outro protocolo
8/14 após descarregar os dados por cabo serial ou USB ou Bluetooth em uma estação de trabalho, ie, o computador da propriedade rural. Descrição detalhada do invento
O invento ora reivindicado é composto por Identificadores
Eletrônicos [7] para identificação dos animais, Leitor para leitura dos Identificadores Eletrônicos [1], Tags Ativos [12] e Leitor Fixo para leitura do Tag Ativo [15],
O Identificador Eletrônico [7] pode ser no formato de um brinco fixado a orelha do animal ou bólus ruminal, sem batería, que transmite o número do animal quando excitado por um sinal de rádio freqüência. Sua função é identificar o animal [8] e não localizar o animal. A distância de leitura de um Identificador Eletrônico é pequena pelo fato de não possuir bateria e trabalhar em freqüência de 134,2 khZde acordo com as normas ISO 11784 e ISO 11785.
O Leitor Portátil [1] é um equipamento dotado de uma antena que ao ser acionado faz a leitura do Identificador Eletrônico [7]. Tem alta resistência mecânica, é equipado com uma antena interna ou externa no formato de um bastão para facilitar a leitura dos animais, teclado alfanumérico, microprocessador, memória, e interfaces de saída como display, transmissão Bluetooth, cabo serial ou GPRS.
Através do Identificador Eletrônico [7] e do Leitor Portátil [8] o proprietário rural consegue uma identificação ausente de erros e coleta de dados eficaz utilizando um sistema baseado na leitura de cartões eletrônicos [10] dispostos em uma tabela, sendo que cada cartão representa uma tarefa do manejo.
O Leitor Portátil [1] é o responsável pela leitura dos
Identificadores Eletrônicos [7] e pela gravação [14] dos dados no Tag Ativo [12], no embarque dos animais. O mesmo leitor responsável / <
9/14 pela leitura do Identificador Eletrônico faz a gravação dos dados no Tag Ativo fixo no veículo de transporte [11].
O Tag Ativo [12] é um pequeno dispositivo de rádio freqüência, com batería interna de vida útil superior a 8 anos, similar aos utilizados nos pedágios das rodovias. Sua distância de leitura é significativamente maior que a dos Identificadores Eletrônicos.
O Tag Ativo [12] tem funcionalidade de leitura e gravação, possui memória para guardar dados, receptor e transmissor de rádio freqüência, microprocessador e bateria. O Tag Ativo [12] trabalha em freqüências maiores que a dos Identificadores Eletrônicos, por exemplo 433 mhZ.
O Tag Ativo [12] é fixado ao caminhão de transporte [11] de animais, do lado externo. Tem alta resistência mecânica, é hermeticamente fechado, e carrega em sua memória todos os dados referentes ao trânsito animal incluindo a lista de animais transportados.
O Leitor Fixo [15] é um equipamento no formato de painel, dotado de uma grande antena, e com alcance de leitura maior, possibilitando a leitura dos Tags Ativos [12]. O Leitor Fixo [15] tem funcionalidade de leitura e gravação, possui memória, microprocessador, bateria interna (podendo porém ser alimentado por uma bateria externa de 12V) e interfaces de saída como display, transmissão Bluetooth, cabo seriai ou GPRS.
O Leitor Fixo [15] é montado no pátio de fiscalização da barreira sanitária e no curral de desembarque do frigorífico. Também pode ser transportado e montado em barreiras volantes de fiscalização sendo alimentado por bateria externa de 12V.
O Leitor Fixo [15] faz a leitura do Tag Ativo [12] com o veículo de transporte [11] de animais em movimento. Todos os dados
TrC
10/14 referentes ao trânsito animal incluindo a lista dos animais embarcados são disponibilizados pelo leitor em sua memória - em uma estação local de trabalho [18] através de transmissão por cabo [17] e em seguida para uma base de dados [6] através da transmissão de dados via TCP-IP [19] - sem a necessidade de desembarcar os animais. A leitura é automática e evita o estresse e contusões nos animais.
Variáveis operacionais ou variantes construtivas
1. Os métodos de transmissão dos dados coletados pelos leitores fixo de tag ativo ou leitor portátil de identificadores eletrônicos podem variar; 2. Os Identificadores Eletrônicos podem variar embora os tipos mais comuns são o brinco e o bólus ruminal; 3. A freqüência dos Identificadores Eletrônicos pode variar, embora segundo as normas ISO 11784 e ISO 11785 essa freqüência deva ser de 134,2 khZ; 4. A freqüência do Tag Ativo pode variar embora a mais utilizada seja a de 433 mhZ; e 5. os dados gravados na memória do Tag Ativo e tidos na barreira sanitária ou no desembarque pode mudar em função da necessidade dos sistemas de rastreabilidade e monitoramento de trânsito animal.
Descrição do funcionamento do dispositivo e do processo de fiscalização
- Na invenção proposta, todos os animais [8] são identificados com os Identificadores Eletrônicos [7];
- Utilizando o Leitor Portátil [1] e o sistema de cartões eletrônicos [10] dispostos em uma tabela, sendo que cada cartão representa uma tarefa do manejo, o proprietário rural faz a identificação e coleta de dados referente ao manejo do animal, vinculando ao número do animal dados de pesagem [9], vacinas, dados reprodutivos, e etc.;
11/14 tais dados coletados são transmitidos [3] através da interface de saída do Leitor Portátil até uma base de dados remota[6], hospedada em um servidor. A transmissão pode ser via TCP-IP [5] através de modem GPRS integrado ao Leitor [1], ou descarregando os dados através de cabo serial ou USB ou Bluetooth em uma estação de trabalho, ie, o computador da propriedade rural e posteriormente transmitindo esses dados por FTP, SMTP ou outro protocolo;
- os dados transmitidos e armazenados na base de dados remota [6], podem ser acessados nas estação locais de trabalho, ie, o computador da propriedade rural. Um software dedicado a gestão da atividade pecuária utiliza os dados para emitir relatórios e indicadores, ajudando no aumento de produtividade e tomada de decisões;
- no embarque dos animais [8] para transferência de propriedade ou abate, um operador credenciado, responde a um questionário eletrônico [13] apresentado pelo Leitor Portátil [1]. São informados, por exemplo: o número da guia de trânsito animal, a identificação do veículo, a propriedade de procedência, a propriedade de destino, a data de embarque, a finalidade do transporte e a quantidade de animais que serão transportados;
- em seguida é feita a leitura do Identificador Eletrônico [7] de cada animal [8] que embarca. Se faltar algum animal ou embarcar um animal a mais o Leitor Portátil [1] avisa o responsável pelo transporte. Ao ler o Identificador Eletrônico [7] o Leitor Portátil [1] registra o número do animal [8];
- os dados coletados no Leitor Portátil [1] são gravados [14] na memória do Tag Ativo [12]. O Tag Ativo [12] fica fixado ao caminhão [11] de transporte de animais, do lado externo. O mesmo leitor [1] responsável pela leitura do Identificador Eletrônico [7] faz a gravação
12/14 dos dados no Tag Ativo [12], A transmissão [14] dos dados de embarque e identificação dos animais coletados é enviada ao Tag Ativo [12] por rádio freqüência. O Leitor Portátil [1] liga e desliga a modulação de sua antena [2], produzindo bits 0 e 1 de acordo com a informação que deseja transmitir. O campo produzido pela modulação da antena do Leitor Portátil [2] é percebida pelo Tag Ativo [12] e decodificada nos dados enviados;
- no pátio de fiscalização da barreira sanitária, todos os dados gravados no Tag Ativo [12] são lidos [16], com o veículo [11] em movimento e a uma distância acima de 3 metros, pelo Leitor Fixo [15]. Os dados são transmitidos [16] pelo Tag Ativo [12] ao Leitor Fixo [15] por rádio freqüência usando a freqüência de transmissão de 433 mhZ;
- o Leitor Fixo [15] pode controlar um semáforo ou sinal luminosos orientando o tráfego dos caminhões [11] no pátio de fiscalização. O
Leitor Fixo [15] também pode imprimir guia de comprovação fiscalização, devendo, apenas nesse caso, o veículo de transporte [11] parar para retirar sua guia;
- todos os dados coletados [13] no embarque do animal ficam assim disponíveis para o fiscal. Tais dados coletados são transmitidos [17] através da interface de saída do Leitor Fixo [15] até uma base de dados remota [6], hospedada em um servidor. A transmissão pode ser direta, via TCP-IP através de modem GPRS integrado ao Leitor [15], ou indireta, descarregando os dados através de cabo serial [17] ou USB ou Bluetooth em uma estação de trabalho [18], ie, o computador da barreira sanitária e em seguida transmitindo esses dados por FTP, SMTP ou outro protocolo;
- no desembarque dos animais [8] para o abate, um Leitor Fixo [15] é posicionado na rampa do frigorífico, recebendo [16] os dados
13/14 gravados no Tag Ativo [13]: os dados do trânsito animal e os números de identificação dos animais embarcados. A leitura é automática e evita o estresse e contusões nos animais [8]. Não é necessário mudar nada na rampa de desembarque ou na estrutura física do frigorífico: e,
- os dados lidos no desembarque ficam assim disponíveis para o sistema computadorizado do frigorífico e podem ser utilizados para proporcionar a rastreabilidade do campo ao prato [20], pois são anexados aos dados informados pelo produtor durante a criação do animal, e aos dados de movimentação e fiscalização dos animais. Descrição das figuras
A figura 1 ilustra, os animais [8] marcados com identificadores eletrônicos [7] tais quais brincos eletrônicos, bólus intraruminal ou outro tipo de dispositivo eletrônico de identificação animal. Esses identificadores eletrônicos seguem as normas de identificação animal, ISO 11784 e ISO 11785 e trabalham na freqüência de 134,2 kHz. Um equipamento leitor de transponder [1] que pode ser do tipo portátil, com antena no formato de bastão [2] ou fixo faz a leitura da identificação do animal e coleta dados de peso [9] e manejo através de um sistema de cartões eletrônicos dispostos em uma tabela, sendo que cada cartão representa uma tarefa do manejo [10]. Os dados ficam armazenados na memória do referido leitor de transponder [1], juntamente com a data, hora e os dados de longitude e latitude recebidos pelo GPS integrado ao leitor [4]. O leitor de transponder transmite os dados através de conexão TCP-IP [3], pela Internet [5], até uma base de dados remota [6]. Esses dados podem então ser acessados pelo produtor em qualquer localidade através de uma estação de trabalho conectada a Internet.
14/14
A figura 2 demonstra que no momento do embarque dos animais para transferência de propriedade ou abate, o responsável pelo transporte ou pessoa credenciada responde a um questionário [13] apresentado pelo leitor de transponder [1], Em seguida faz a leitura dos identificadores eletrônicos [7] de cada animal a ser embarcado [8] no caminhão de transporte [11], Os dados de embarque coletados são transferidos por rádio freqüência [14], em 134,2 kHz, para um tag ativo [12] fixado ao caminhão [11]. Na figura o tag ativo [12] é representado em tamanho ampliado para melhor visualização. O tag ativo [12] tem memória para armazenar a lista dos animais embarcados [8] e o questionário respondido pelo responsável pelo transporte, e opera nas freqüências de 134,2 para recepção de dados e 433 mHz para transmissão, proporcionando assim uma distância de leitura maior mesmo com o caminhão [11] em movimento.
A figura 3, apresenta a fiscalização em barreiras sanitárias ou no desembarque dos animais [8] na propriedade de destino ou frigorífico, um leitor de tag ativos [15] faz a leitura pro rádio freqüência [16] do tag ativo [12] fixado ao caminhão [11]. Na figura o tag ativo [12] é representado em tamanho ampliado para melhor visualização.
A leitura dos dados do tag ativo [16] pode ser feita com o caminhão [11] em movimento. Os dados recebidos pelo leitor [15] são transmitidos para um computador [18] da barreira sanitária ou frigorífico por cabo [17] ou conexão Bluetooth. Os dados de fiscalização e/ou desembarque podem ser enviados pela Internet [19] para um banco de dados remote [6], e anexados aos dados enviado pelo produtor [3], proporcionando a rastreabilidade [20] da carne produzida.
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Claims (9)
- REIVINDICAÇÕES1) DISPOSITIVO PARA IDENTIFICAÇÃO E MONITORAMENTO DO TRÂNSITO DE ANIMAIS, caracterizado por ser composto de Identificadores Eletrônicos [7] para identificação dos animais, Leitor para leitura dos Identificadores Eletrônicos [1], Tags Ativos [12] e Leitor Fixo para leitura do Tag Ativo [15].
- 2) DISPOSITIVO PARA IDENTIFICAÇÃO E MONITORAMENTO DO TRÂNSITO DE ANIMAIS, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo identificador eletrônico [7] ser no formato de um brinco fixado a orelha do animal ou bólus ruminal, sem bateria, que transmite o número do animal quando excitado por um sinal de rádio frequência.
- 3) DISPOSITIVO PARA IDENTIFICAÇÃO E MONITORAMENTO DO TRÂNSITO DE ANIMAIS, de acordo com as reivindicações 1 e 2, caracterizado pela distância de leitura de um Identificador Eletrônico ser pequena e trabalhar em frequência de aproximadamente 134,2 khZ.
- 4) DISPOSITIVO PARA IDENTIFICAÇÃO E MONITORAMENTO DO TRÂNSITO DE ANIMAIS, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo Leitor Portátil [1] ser um equipamento dotado de uma antena de alta resistência, disposta de forma interna ou externa no formato de um bastão, cujo leitor portátil [1] é dotado de teclado alfanumérico, microprocessador, memória, e interfaces de saída como display, transmissão Bluetooth, cabo serial ou GPRS.
- 5) DISPOSITIVO PARA IDENTIFICAÇÃO E MONITORAMENTO DO TRÂNSITO DE ANIMAIS, de acordo com as reivindicações 1 e 4, caracterizado pelo Leitor Portátil [1] fazer a gravação [14] dos dados no Tag Ativo [12], fixo no veículo de transporte [11], durante embarque dos animais.2/2
- 6) DISPOSITIVO PARA IDENTIFICAÇÃO E MONITORAMENTO DO TRÂNSITO DE ANIMAIS, de acordo com as reivindicações 1,4 e 5 caracterizado pelo Tag Ativo [12] ser um pequeno dispositivo de rádio frequência, com bateria interna de vida útil superior a 8 anos, cujo Tag Ativo [12] possui memória para guardar dados, receptor e transmissor de rádio frequência, microprocessador e bateria.
- 7) DISPOSITIVO PARA IDENTIFICAÇÃO E MONITORAMENTO DO TRÂNSITO DE ANIMAIS, de acordo com as reivindicações 1,4, 5 e 6 caracterizado pelo Tag Ativo [12] ser fixado ao caminhão de transporte [11] de animais, do lado externo.
- 8) DISPOSITIVO PARA IDENTIFICAÇÃO E MONITORAMENTO DO TRÂNSITO DE ANIMAIS, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo Leitor Fixo [15] ser equipamento no formato de painel, dotado de uma grande antena, e com alcance de leitura maior, possibilitando a leitura dos Tags Ativos [12], cujo Leitor Fixo [15] efetua leitura e gravação, possui memória, microprocessador, bateria interna (podendo porém ser alimentado por uma bateria externa de 12V) e interfaces de saída como display, transmissão Bluetooth, cabo serial ou GPRS.
- 9) DISPOSITIVO PARA IDENTIFICAÇÃO E MONITORAMENTO DO TRÂNSITO DE ANIMAIS, de acordo com a reivindicações 1 e 8 e caracterizado pelo Leitor Fixo [15] fazer a leitura do Tag Ativo [12] com o veículo de transporte [11] de animais em movimento, em uma estação local de trabalho [18] através de transmissão por cabo [17] e em seguida para uma base de dados [6] através da transmissão de dados via TCP-IP [19],1/2
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| BRPI0802577-0A BRPI0802577B1 (pt) | 2008-07-18 | 2008-07-18 | Dispositivo para identificação e monitoramento do trânsito de animais |
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2008
- 2008-07-18 BR BRPI0802577-0A patent/BRPI0802577B1/pt active IP Right Grant
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| BRPI0802577A2 (pt) | 2011-08-23 |
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Legal Events
| Date | Code | Title | Description |
|---|---|---|---|
| B06G | Technical and formal requirements: other requirements [chapter 6.7 patent gazette] |
Free format text: SOLICITA-SE A REGULARIZACAO DA PROCURACAO, UMA VEZ QUE BASEADO NO ARTIGO 216 1O DA LPI, O DOCUMENTO DE PROCURACAO DEVE SER APRESENTADO NO ORIGINAL, TRASLADO OU FOTOCOPIA AUTENTICADA. |
|
| B03A | Publication of a patent application or of a certificate of addition of invention [chapter 3.1 patent gazette] | ||
| B25A | Requested transfer of rights approved |
Owner name: EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUARIA - EMBR Free format text: TRANSFERIDO DE: KORTH RFID LTDA. |
|
| B11A | Dismissal acc. art.33 of ipl - examination not requested within 36 months of filing | ||
| B04C | Request for examination: application reinstated [chapter 4.3 patent gazette] | ||
| B06A | Patent application procedure suspended [chapter 6.1 patent gazette] | ||
| B08F | Application dismissed because of non-payment of annual fees [chapter 8.6 patent gazette] | ||
| B08H | Application fees: decision cancelled [chapter 8.8 patent gazette] | ||
| B09A | Decision: intention to grant [chapter 9.1 patent gazette] | ||
| B16A | Patent or certificate of addition of invention granted [chapter 16.1 patent gazette] |