BRPI0804454A2 - antena para veìculo automotor, porção de haste, processo de fabricação para antena e veìculo automotor - Google Patents

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BRPI0804454A2
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Alexandre Da Silva Filgueiras
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Olimpus Ind E Com Ltda
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Abstract

A presente invenção refere-se a uma antena (1) para veículo automotor dotada de um elemento elástico, tal como uma mola, ou outro elemento flexível, na forma de uma estrutura de plástico monobloco flexível e inteiramente sobreinjetado, sendo capaz de resistir a torção e flexão, sem deformar-se permanentemente quando solicitada.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "ANTENAPARA VEÍCULO AUTOMOTOR, PORÇÃO DE HASTE, PROCESSO DEFABRICAÇÃO PARA ANTENA E VEÍCULO AUTOMOTOR".
A presente invenção refere-se a uma antena para veículo auto-motor. Mais particularmente, a invenção refere-se a uma antena para veículoautomotor dotada de uma haste de reduzido comprimento e que possui umelemento elástico, ou outro elemento flexível, na forma de uma estrutura deplástico monobloco e inteiramente sobreinjetado, capaz de resistira esforçossem deformar-se permanentemente quando solicitada.
A presente invenção faz referência ainda à porção de haste, aum processo de fabricação para antena de veículo automotor conforme defi-nido na presente invenção.
Adicionalmente, a presente invenção refere-se a um veículo au-tomotor dotado da antena ora proposta.
Descrição do Estado da Técnica
As antenas são dispositivos destinados à transmissão e/ou re-cepção de ondas eletromagnéticas utilizando um meio de comunicação ade-quado.
Basicamente, a função principal de uma antena é a conversãode uma corrente elétrica em campo eletromagnético oscilante durante umprocesso de transmissão de dados. Por outro lado, uma antena tem comofinalidade a conversão de um sinal eletromagnético oscilante em correnteelétrica, quando se trata de um processo de recepção de dados e/ou infor-mações.
Atualmente, as antenas são criteriosamente projetadas e cons-truídas sob a égide da melhor eficiência e desempenho. Aspectos elétricos emecânicos são avaliados no desenvolvimento de uma antena em função dotipo de sinal que se deseja transmitir e/ou receber, além do local onde amesma será instalada.
O acoplamento ideal entre a antena e o dispositivo transmissorou receptor é fundamental para que o sinal eletromagnético seja aproveitadocom a máxima eficiência para posterior tratamento. O emprego de método-logias eficientes de acoplamento levam em consideração um parâmetro ex-tremamente relevante conhecido como impedância do sistema. Tal impe-dância é fator indispensável para a melhor transmissão e recepção de ener-gia em um sistema de telecomunicações.
Cabe ressaltar, porém, que as características mecânicas, parti-cularmente associadas aos aspectos construtivos de uma antena, tambémdevem ser exploradas com propriedade, a fim de não prejudicar a sua vidaútil e também o seu acoplamento com o equipamento transmissor/receptor.
No que tange à área automotiva, as antenas são projetadas apartir de características funcionais importantes, tendo em vista o seu rendi-mento e os possíveis esforços a que são submetidas, além de um espaço dealojamento muitas vezes reduzido.
Um problema freqüentemente encontrado na recepção de dadosem um veículo automotor diz respeito à atenuação do sinal oferecida pelaestrutura metálica do mesmo. Tal estrutura funciona como uma "Gaiola deFaraday", bloqueando grande parte do sinal nos casos em que uma antenaé instalada no interior do veículo.
Na esteira deste raciocínio é altamente recomendado o uso deantenas externas em veículos automotores para a recepção de sinais ele-tromagnéticos, muito embora alguns inconvenientes ainda sejam encontrados.
Normalmente, as antenas externas são submetidas a esforçosfísicos muitas vezes incompatíveis com a sua estrutura. Por exemplo, emsituações nas quais o veículo é colocado em máquinas de lavagem automá-tica, é comum ocorrer a danificação da antena por razões ligadas à falta deflexibilidade do seu material constituinte.
Em outras ocasiões, a antena pode encontrar durante o trajetodo veículo alguns obstáculos tais como galhos de árvores, fios elétricos, en-tre outros objetos, isso sem contar os atos de vandalismo.
Algumas soluções de técnica anterior, comentadas a seguir, a-presentam configurações para antenas internas e externas envolvendo apli-cações na área automotiva.O documento brasileiro MU 7500057-1 revela uma antena paraser aplicada em vidro de veículos automotores.
Trata-se, neste caso, de uma antena interna constituída por umafita alongada e estreita. A referida antena é dotada, em um dos lados, deuma superfície com adesivo a fim de oferecer um meio de fixação com o vi-dro do veículo.
O documento brasileiro MU 8001947-1 descreve uma antenareceptora para automóveis dotada de um elemento receptor o qual é forma-do por um encordoado de elementos trançados (fios). A referida antena éprojetada para ser acomodada na moldura plástica de acabamento da colu-na do veículo, sendo fixada nesta posição por encaixe sob pressão.
O documento de patente PI 9304058-0 revela uma antena derádio veicular e, mais particularmente, uma antena de rádio embutida no pá-ra-brisa de um veículo automotor. A referida antena compreende um condu-tor incorporado a um vidro por meio de um elemento de fixação. Trata-se,neste caso, de uma outra solução voltada para o uso de uma antena interna.
No caso do pedido de patente MU 8502114-8, uma antena deteto para veículo automotor é descrita, particularmente configurada para ainstalação no teto do veículo e dotada de um dispositivo antifurto na base.
Neste caso, a dita antena apresenta na sua base um mecanismo na formade rosca capaz de acomodar a sua estrutura principal e também permitir asua remoção.
Nota-se, porém, que as soluções descritas no estado da técnica,e especialmente aquelas direcionadas para o uso de antenas veiculares ex-temas, não levam em conta os seus aspectos construtivos, principalmenteno tocante aos possíveis danos causados pelo choque da antena contraobstáculos, como no caso das escovas presentes nas máquinas destinadasà lavagem do veículo, nem tampouco atos de vandalismo.
Assim, a presente invenção oferece uma solução para a manipu-lação de uma antena veicular externa, aplicando na sua formação um mate-rial flexível monobloco, capaz de resistir a esforços sem deformar-se perma-nentemente quando solicitada, além do fato de a antena apresentar umaaparência estética bela e um ótimo acabamento superficial, atendendo aosanseios do mercado consumidor, quer como equipamento original ou no af-termarket.
Objetivos da Invenção
O objetivo da presente invenção e propor uma antena para veí-culo automotor dotada de uma haste que possui uma mola, ou outro elemen-to flexível, na forma de uma estrutura de plástico monobloco flexível e intei-ramente sobreinjetado, capaz de resistir a esforços sem deformar-se perma-nentemente quando solicitada.
É também um objetivo desta invenção uma antena de veículoautomotor dotada de haste de reduzido comprimento e ótimo acabamentosuperficial, apresentando um visual atrativo e desejado pelo mercado.
É também um objetivo desta invenção uma porção de haste do-tada de uma mola, ou outro elemento flexível, na forma de uma estrutura deplástico monobloco flexível e inteiramente sobreinjetado, capaz de resistir aesforços sem deformar-se permanentemente quando solicitada.
É também um objetivo desta invenção um processo de fabrica-ção para antena de veículo automotor conforme definido na presente inven-ção, quer como equipamento original ou no aftermarket.
Adicionalmente, é um outro objetivo da presente invenção umveículo automotor dotado de uma antena conforme definido na invenção oraproposta.
Breve Descrição da Invenção
Uma primeira maneira de alcançar os objetivos da presente in-venção é através da provisão de uma antena para veículo automotor, com-preendendo uma porção de base e uma porção de haste, a porção de hastecompreendendo pelo menos uma porção flexível e pelo menos uma porçãorígida associadas, a porção flexível compreendendo pelo menos um elemen-to elástico e a porção rígida compreendendo pelo menos um corpo de ante-na, o elemento elástico sendo associado ao corpo de antena, a porção dehaste sendo revestida por um material sobreinjetado capaz de manter a por-ção rígida resistente a esforços mecânicos sem deformar-se e capaz de ofe-recer suporte mecânico à porção flexível de modo que a porção flexível sejaa única deformada após a aplicação de um esforço mecânico na porção dehaste.
Uma segunda maneira de alcançar os objetivos da presente in-venção é através da provisão de uma antena para veículo automotor, com-preendendo uma porção de base e uma porção de haste, a porção de hastecompreendendo pelo menos uma porção flexível e pelo menos uma porçãorígida associadas, a porção flexível compreendendo pelo menos um elemen-to elástico e a porção rígida compreendendo pelo menos um corpo de ante-na, o elemento elástico sendo associado ao corpo de antena, a porção dehaste sendo revestida por um material sobreinjetado capaz de manter a por-ção rígida resistente a esforços mecânicos sem deformar-se e capaz de ofe-recer suporte mecânico à porção flexível de modo que a porção flexível re-torne à mesma posição por ela ocupada antes da aplicação do esforço me-cânico.
Uma terceira maneira de alcançar os objetivos da presente in-venção é através da provisão de um processo de fabricação para antena,particularmente a antena acima definida, compreendendo as etapas de (i)montagem da estrutura interna da haste, (ii) proteção da estrutura interna, e,(iii) sobreinjeção da haste.
Uma quarta maneira de alcançar os objetivos da presente inven-ção é através da provisão de uma porção de haste, compreendendo pelomenos uma porção flexível e pelo menos uma porção rígida associadas, aporção flexível compreendendo pelo menos um elemento elástico e a porçãorígida compreendendo pelo menos um corpo de antena, o elemento elásticosendo associado ao corpo de antena, a haste sendo revestida por um mate-rial sobreinjetado capaz de manter a porção rígida resistente a esforços me-cânicos sem deformar-se e capaz de oferecer suporte mecânico à porçãoflexível de modo que a porção flexível seja a única deformada após a aplica-ção de um esforço mecânico.
Uma quinta maneira de alcançar os objetivos da presente inven-ção é através da provisão de uma porção de haste, compreendendo pelomenos uma porção flexível e pelo menos uma porção rígida associadas, aporção flexível compreendendo pelo menos um elemento elástico e a porçãorígida compreendendo pelo menos um corpo de antena, o elemento elásticosendo associado ao corpo de antena, a haste sendo revestida por um mate-rial sobreinjetado capaz de manter a porção rígida resistente a esforços me-cânicos sem deformar-se e capaz de oferecer suporte mecânico à porçãoflexível de modo que a porção flexível retorne à mesma posição por ela ocu-pada antes da aplicação do esforço mecânico.
Uma sexta maneira de alcançar os objetivos da presente inven-ção é através da provisão de um processo de fabricação para antena, con-forme definida na presente invenção, mediante uma única operação de inje-ção plástica.
Uma sétima maneira de alcançar os objetivos da presente inven-ção é através da provisão de um veículo automotor, dotado de uma antenaconforme definida na presente invenção.Descrição Resumida dos Desenhos
A presente invenção será descrita a seguir em maiores detalhes,com referência aos desenhos anexos, nos quais:
figura 1 - representa uma vista em perspectiva da haste de ante-na para veículo automotor objeto da presente invenção;
figura 2 - representa uma vista esquemática da antena objeto dapresente invenção;
figura 3 - representa uma vista em corte da haste de antena ob-jeto da presente invenção, destacando os seus principais elementos; e
figura 4 - representa uma vista esquemática da antena objeto dapresente invenção, quando recebe um esforço mecânico externo.
Descrição Detalhada das Figuras
A presente invenção refere-se a uma antena para veículo auto-motor 1, ilustrada integralmente na figura 2, que compreende em essênciauma porção de base 50 e pelo menos uma porção de haste 10, de modopreferível formadas individualmente ou, como alternativa, constituídas comoum único componente. Para melhor entendimento, doravante a porção dehaste 10 e a porção de base 50 serão denominadas de haste 10 e base 50respectivamente.
A figura 1 ilustra uma vista em perspectiva da haste 10 da ante-na objeto da presente invenção. Como mencionado anteriormente, tal hastecorresponde ao elemento de antena responsável pela recepção e/ou trans-missão dos sinais eletromagnéticos.
A base 50 é a região onde a antena é afixada no teto de um veí-culo, podendo ainda ser afixada em outra região qualquer da superfície ex-terna do veículo automotor, e sua configuração pode variar livremente.
No que tange às características construtivas da haste 10, é pos-sível notar, a partir da figura 3, os seus principais elementos constituintes. Afigura 3 mostra uma vista em corte da haste 10, onde vê-se que ela compre-ende um elemento elástico ou resiliente 2 e um corpo de antena 5.
Preferencialmente, d elemento elástico 2 é associado ao corpode antena 5 através de um elemento de junção 4, muito embora tal elemento4 possa ser eliminado em uma concretização alternativa. Neste caso, a as-sociação do elemento elástico 2 ao corpo de antena 5 ocorre de maneiradireta.
De modo preferível, o elemento de junção 4 é metálico e estáassociado ao corpo de antena 5 em uma primeira extremidade 100 e ao e-lemento elástico 2 em uma segunda extremidade 200.
Aliás, a associação entre ambos pode ocorrer de qualquer for-ma, sem que o produto resultante deixe de estar incluído no escopo de pro-teção das reivindicações.
Cabe frisar que o elemento elástico 2 é formado preferencial-mente por uma mola helicoidal, porém outros elementos quaisquer, desdeque confiram certa flexibilidade à haste 10 (o que será comentado em deta-lhes mais adiante), podem ser utilizados.
Segundo os ensinamentos da presente invenção, a haste 10compreende pelo menos uma porção rígida 15 e pelo menos uma porçãoflexível 25. A porção flexível 25 compreende o elemento elástico 2, bem co-mo outros elementos importantes para manter as propriedades físicas e elé-tricas da antena 1 e que não são o foco de proteção das reivindicações a-pensas.
A figura 3 mostra ainda que a antena 1 é revestida externamentepor um material sobreinjetado 6, sendo o mesmo capaz de manter a porçãorígida 15 rígida mesmo após a aplicação de esforços mecânicos considerá-veis. O material sobreinjetado 6 é adicionado à antena 1 mediante uma úni-ca operação de processo de injeção plástica por sobre os demais compo-nentes, o que é conhecido pelos experts no assunto. Preferivelmente, o ma-terial sobreinjetado 6 é constituído de plástico.
Cumpre ressaltar que a antena 1 apresenta como vantagens emrelação às soluções do estado da técnica o fato de que pode sofrer esforçosmecânicos diversos, tais como torções, flexões, trações, sem que ocorra adeformação permanente das porções rígida e flexível da haste. Ou seja, a-pós receber um esforço mecânico, a presente antena 1 retorna a sua exataposição inicial.
Em outras palavras, a porção rígida 15 é resistente a esforçosmecânicos sem deformar-se e capaz de oferecer suporte mecânico à porçãoflexível 25 de modo que a haste 10 retorne à mesma posição por ela ocupa-da antes da aplicação do esforço mecânico.
Em outras palavras, o material sobreinjetado 6 contribui paramanter a porção rígida 15 resistente a deformações (flexão/torção) quandosubmetida a esforços mecânicos sem deformar-se além de, análoga e con-comitantemente, oferecer suporte mecânico à porção flexível 25 de modoque a porção flexível 25 seja a única deformada após a aplicação de um es-forço mecânico na porção de haste 10, quer seja o esforço aplicado direta-mente na porção flexível ou, sobretudo, quando ele é aplicado na porçãorígida 15.
Quando algum esforço é aplicado na porção rígida 15, devido àsua rigidez ela não se deforma e acaba por articular, ou rotacionar, em rela-ção à (a partir da) porção flexível 25, que é aquela que se deforma em fun-ção dos esforços recebidos. Tal situação pode ser mais bem observada nafigura 4.A esse respeito, cabe salientar que o revestimento de materialsobreinjetado 6 oferece um suporte mecânico (resistência a esforços) impor-tante para a antena 1, de forma a controlar a flexibilidade de movimento daporção flexível 25 e a rigidez da porção rígida 15. Verifica-se que o processode sobreinjeção aplicado torna a haste 10 uma estrutura monobloco, propor-cionando, como mencionado anteriormente, maior resistência mecânica paraa antena 1, bem como a possibilidade de eliminar operações complexas defabricação e montagem, isso sem contar no acabamento superficial e altaqualidade.
Tais características acima fazem da antena 1 objeto da presenteinvenção um produto mais confiável e robusto quando comparada com asantenas tradicionais disponíveis no mercado, e mais particularmente, sãobastante vantajosas no que se refere à deformação da haste quando subme-tida, por exemplo, a um processo de lavagem do veículo, além de atender àsrígidas normas técnicas e à qualidade exigida pelas fabricantes de veículos.
Cabe destacar que as máquinas automáticas de lavagem, usu-almente disponíveis em postos de abastecimento, operam a partir de esco-vas as quais, em muitos casos, podem vir a danificar as antenas dotadas deuma estrutura menos resistente e/ou flexível.
Normalmente, as antenas da técnica anterior necessitam de altaflexibilidade, pois são fabricadas a partir de hastes mais longas, o que se deum lado melhora a recepção de ondas eletromagnéticas, de outro favoreceuma eventual deformação da sua estrutura após a solicitação de esforçosmecânicos. Ademais, as antenas fabricadas atualmente apresentam um pro-cesso de sobreinjeção aplicado apenas na sua base, sendo a haste formadapor outros processos menos elaborados, ou pelo menos revestida em outraetapa produtiva.
Outra característica importante da antena objeto da presenteinvenção reside no fato de que, preferivelmente, a haste 10 é dotada de umcomprimento inferior às hastes existentes nas antenas do estado da técnica,dificultando sobremaneira uma possível deformação da sua estrutura. A has-te 10 proporciona ainda, por meio do seu comprimento reduzido, um efeitoestético superior àquele alcançado pelas antenas formadas por hastes maio-res, acompanhando uma exigência cada vez maior do mercado automobilís-tico, quer como equipamento original ou no aftermarket.
Tal característica construtiva confere maior confiabilidade para aantena ora descrita, uma vez que a não deformação da sua estrutura impli-ca, pelo menos visualmente, em uma perspectiva funcional mais positivapara o produto.
A haste 10 compreende um elemento condutor de antena 8 dis-posto em um formato preferencialmente helicoidal, mormente em função docomprimento da haste 10, que é reduzido, conforme será discutido mais adi-ante. O referido formato pode variar com o comprimento da haste 10 ou ain-da de outra forma, livremente. O dito condutor 8 preferivelmente envolvesubstancialmente o corpo de antena 5 como pode ser visto na figura 3.
É importante ressaltar ainda que, de modo preferível, o condutorde antena 8 está conectado eletricamente ao elemento de junção 4 metálicoque por sua vez também se conecta eletricamente ao elemento flexível 2 e aum condutor 7 interno ao elemento elástico 2 (vide figura 3). O referido con-dutor 7 está associado eletricamente a uma extremidade roscada 3 da haste10, a fim de prover a corrente elétrica correspondente ao sinal eletromagné-tico recebido pela antena 1. Entretanto, é fato que podem existir outras solu-ções diversas, pois não é este o foco de proteção da presente invenção.
O condutor 7 é opcional e tem a função de garantir o contatoelétrico, de forma mais direta e curta possível, entre a antena helicoi-dal/elemento de junção metálico 8,4 e o elemento roscado 3.
O elemento elástico 2, quando na forma de mola helicoidal metá-lica, até já prove esse contato direto, até porque, com todas as suas espirasem contato, é equivalente a um cilindro condutor. Porém as seguintes situa-ções podem ocorrer prejudicando a performance eletromagnética da antena:a. Situação de falha da mola 2, como banho ou revestimentometálico de má qualidade, que passa a operar não como um condutor cilín-drico, mas uma helicoide elétrica, que pode ser comparada a um pequenoindutor, alterando sobremaneira as características eletromagnéticas da an-tena 1.
b. Ocorrência de esforços durante o processo de injeção queempurrem toda a estrutura interna da antena na direção da base, fazendocom que as espiras da mola 2 fiquem eqüidistantemente afastadas, trans-formando-a em um indutor problemático.
c. Ocorrência de esforços mecânicos muito intensos ou repetiti-vos que podem deformar a mola 2 fazendo com que algumas de suas espi-ras se afastem de forma permanente, novamente gerando problemas na per-formance da antena 1.
O condutor 7 sana os três casos acima, uma vez que ele confi-gura uma ligação elétrica para o elemento roscado 3. Porém, não obstante oacima exposto, o condutor 7 é considerado um item opcional.
A extremidade roscada 3 permite afixar a haste 10 no corpo dabase 50, como pode ser visto na figura 2.
As dimensões da haste 10, embora reduzidas em relação aosprodutos atuais para que o apelo estético da antena 1 seja maior (o desejomercadológico é de um comprimento de haste de cerca de 200 milímetros(mm)), deve sempre ser baseada também em premissas técnicas.
Sendo uma antena para uso veicular, ela deve operar na faixade freqüência das emissoras de FM (88 MHz a 108 MHz).
Dada a aplicação para recepção de freqüências na faixa de FM(88 MHz a 108 MHz), tendo a haste um comprimento reduzido (cerca de200mm), isto automaticamente enseja o uso de um condutor de antena 8 dotipo helicoidal ou espiralado, que por sua vez, através de cálculos, simula-ções e validações de projeto em campo enseja o diâmetro ideal do corpo deantena 5, que preferivelmente, mas não obrigatoriamente, é de cerca de6mm.
Entretanto, é evidente que a haste de antena 10 pode apresen-tar outras medidas de comprimento, de acordo com a necessidade, conveni-ência ou desejabilidade. Exemplificativamente, a haste pode apresentar me-didas de comprimento entre 180mm e 200mm, ou até mesmo inferiores. A-inda, é possível que a haste 10 apresente valores de comprimento superio-res a 200mm ou até mesmo 250mm, no que se eqüivaleriam, em compri-mento, com as hastes das antenas atualmente disponíveis.
Analogamente, o diâmetro da haste 10 pode variar, mas preferi-velmente ele deve apresentar valores entre 5mm e 6mm.
O formato externo da haste 10, bem como da base 50, é pura-mente estético, desenvolvido respeitando-se o comprimento e o diâmetromínimo de toda a antena sobreinjetada.
Logicamente, o reduzido comprimento da haste causa um certodesequilíbrio no comportamento eletromagnético da antena, mas como é debaixa amplitude, isso pode ser corrigido aumentando-se ou diminuindo-se onúmero de espiras do condutor de antena 8.
Para compensar ainda mais eventuais deficiências na recepçãodo sinal advindas do menor comprimento da haste 10, a antena 1 compre-ende opcionalmente um circuito eletrônico amplificador capaz de auxiliar naamplificação do sinal captado.
Tal circuito, instalado na base 50, é implementado preferencial-mente usando a tecnologia conhecida como SMD (Surface Mount Device ouDispositivos Montados em Superfície), todavia outras tecnologias podem serempregadas na sua concepção.
A haste 10 compreende ainda um tubo isolante 9 (preferivelmen-te plástico e termorretratil), responsável por evitar possíveis deslocamentose/ou deformações durante o processo de injeção do revestimento sobreinje-tado 6, além de atuar protegendo os componentes elétricos do meio externo,no caso de infiltração de umidade (vide figura 3). O dito tubo isolante 9 en-volve a extremidade roscada 3, o elemento elástico 2 e também o corpo deantena 5, ou seja, fica corretamente posicionado sobre o elemento elástico 2e sobre as espiras do condutor de antena 8.
Ademais, o processo de sobreinjeção aplicado em toda a estru-tura da antena 1, incluindo a base quando ela for parte integrante com a has-te 10 (não ilustrado nas figuras), confere maior resistência não apenas noque se refere aos eventuais esforços mecânicos sofridos pela sua estrutura,mas também às possíveis substâncias químicas nocivas e/ou intempéries,as quais podem comprometer consideravelmente a vida útil da antena.
Finalmente, a presente invenção faz referência a um processode fabricação para antena de veículo automotor 1, conforme mencionadoanteriormente, sendo tal antena produzida a partir de um processo inteira-mente sobreinjetado. Todos os elementos que constituem a dita antena sãomontados e cobertos inicialmente pelo tubo isolante 9, conforme ilustrado nafigura 3, e em seguida revestidos com um material sobreinjetado 6 por meiode uma única operação de injeção plástica.
Em essência, o processo de fabricação da antena compreendeas etapas de (i) montagem da estrutura interna da haste 10, (ii) proteção daestrutura interna, e, (iii) sobreinjeção da haste.
Na etapa (i), primeiramente introduz-se o elemento condutor 7no interior do elemento elástico 2, já previamente obtido, após o qual asso-cia-se a uma de suas extremidades livre o elemento roscado 3 e, à outra desuas extremidades, o elemento de junção 4, se existente. Desta forma o e-lemento condutor flexível proporcionará um contato elétrico entre o elementoroscado 3 e o elemento de junção 4.
A seguir, o corpo de antena 5 é encaixado e cravado mecanica-mente na extremidade da junção metálica 4.
Para completar a estrutura interna, coloca-se todo o conjuntodescrito anteriormente em um equipamento (preferivelmente na forma deuma máquina bobinadeira), que automaticamente enrola o elemento condu-tor de antena 8 desde o extremo do corpo de antena 5 até o elemento dejunção 4. Para garantir um bom contato elétrico entre o elemento condutorde antena, preferivelmente um ponto de solda é feito unindo o elemento dejunção 4 e o condutor de antena 8.
A etapa (ii) compreende o posicionamento do tubo isolante 9 porsobre a estrutura interna, envolvendo-a completamente, seguido da aplica-ção de um jato de ar quente sobre o mesmo, fazendo com que o diâmetrointerno do tubo 9 se contraia, amoldando-se e ao mesmo tempo protegendotoda estrutura interna da antena.
A necessidade do tubo isolante 9 reside no fato de que existemdois fatores críticos para se manter os parâmetros eletromagnéticos da an-tena, a saber:
O primeiro fator é a necessidade de manutenção do espaçamen-to entre as espiras do elemento condutor de antena 8, que deve ser corre-tamente determinado e observado para o correto funcionamento da antena 1.
O segundo fator é a necessidade de que não haja nenhum pre-enchimento do elemento elástico 2 por plástico, porquanto alteraria seucomportamento eletromagnético em altas freqüências, prejudicando o de-sempenho da antena 1 (queda na qualidade de recepção).
Por fim, a etapa (iii) de sobreinjeção do material sobreinjetado 6compreende a associação de toda a estrutura interna da haste de antena àbase de um molde de injeção de plástico, preferivelmente por meio do ros-queamento da extremidade roscada 3.
A seguir, a base com a estrutura interna associada é posiciona-da no interior do molde de injeção. De modo preferível, mas não obrigatório,oito pinos posicionadores são introduzidos no molde para se garantir o corre-to alinhamento da estrutura interna da antena dentro do molde (o que garan-tirá o sucesso da injeção plástica), quatro dos posicionadores suportando aregião do corpo de antena e quatro suportando a região do elemento elástico 2.
Uma vez corretamente posicionada e alinhada a estrutura inter-na da antena, injeta-se o plástico no interior do molde formando-se assim orevestimento de material sobreinjetado 6.
Por fim, remove-se a haste monobloco 10 já sobreinjetada dointerior do molde.
O revestimento sobreinjetado 6 da antena 1 pode ser obtido apartir de uma gama muito grande de polímeros, cada qual interferindo nocomportamento eletromagnético da antena de uma forma específica, de talforma que a escolha de um ou outro material dependerá das situações es-pecíficas de projeto.
Exemplificativamente, podem ser utilizados quaisquer tipos deElastômero Termoplástico tais como:
- TPU - Termoplástico Poliuretano
- TPE - Termoplástico Poliéster Elastômero
- TPO - Termoplástico Olef ínicos
A haste 10, por si só, é uma invenção nova e inventiva, estandoincluída no escopo de proteção das reivindicações apensas.
Um veículo automotor dotado de uma antena, conforme as ca-racterísticas acima definidas, é previsto ainda na presente invenção e estáincluído no escopo de proteção das reivindicações apensas.
Tendo sido descritos exemplos de concretizações preferidos,deve ser entendido que o escopo da presente invenção abrange outras pos-síveis variações, sendo limitado tão somente pelo teor das reivindicaçõesapenas, aí incluídos os possíveis equivalentes.

Claims (18)

1. Antena para veículo automotor (1), compreendendo uma por-ção de base (50) e uma porção de haste (10), a porção de haste (10) com-preendendo pelo menos uma porção flexível (25) e pelo menos uma porçãorígida (15) associadas, a porção flexível (25) compreendendo pelo menosum elemento elástico (2) e a porção rígida (15) compreendendo pelo menosum corpo de antena (5), o elemento elástico (2) sendo associado ao corpode antena (5), a antena sendo caracterizada pelo fato de que a porção dehaste (10) é revestida por um material sobreinjetado (6) capaz de manter aporção rígida (15) resistente a esforços mecânicos sem deformar-se e capazde oferecer suporte mecânico à porção flexível (25) de modo que a porçãoflexível (25) seja a única deformada após a aplicação de um esforço mecâni-co na porção de haste (10).
2. Antena para veículo automotor de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que o elemento elástico (2) é uma mola helicoidal.
3. Antena para veículo automotor de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que o material sobreinjetado (6) é constituídode plástico.
4. Antena para veículo automotor de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que a porção de haste (10) compreende umelemento de junção (4) dotado de primeira e segunda extremidades (100, 200).
5. Antena para veículo automotor de acordo com a reivindicação 4, caracterizada pelo fato de que o elemento de junção (4) está associado aocorpo de antena (5) pela primeira extremidade (100) e ao elemento elástico(2) pela segunda extremidade (200).
6. Antena para veículo automotor de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que a porção de haste (10) compreende umelemento condutor de antena (8) disposto na forma helicoidal.
7. Antena para veículo automotor de acordo com a reivindicação 6, caracterizada pelo fato de que o elemento condutor de antena (8) envolveo corpo de antena (5).
8. Antena para veículo automotor de acordo com a reivindicação-5, caracterizada pelo fato de que a porção de haste (10) é dotada de umaextremidade roscada (3).
9. Antena para veículo automotor (1), de acordo com a reivindi-cação 8, caracterizada pelo fato de que a porção de haste (10) é afixada abase (50) por meio da extremidade roscada (3).
10. Antena para veículo automotor (1), de acordo com a reivindi-cação 9, caracterizada pelo fato de que a porção de haste (10) compreendeum tubo isolante (9) que envolve a extremidade roscada (3), o elemento e-lástico (2), a porção de junção (4) e o corpo de antena (5).
11. Antena para veículo automotor (1), de acordo com a reivindi-cação 1, caracterizada pelo fato de que a porção de haste (10) é uma estru-tura monobloco.
12. Antena para veículo automotor (1), de acordo com a reivindi-cação 1, caracterizada pelo fato de que a porção de base (50) compreendeum circuito eletrônico amplificador.
13. Antena para veículo automotor (1), compreendendo umaporção de base (50) e uma porção de haste (10), a porção de haste (10)compreendendo pelo menos uma porção flexível (25) e pelo menos umaporção rígida (15) associadas, a porção flexível (25) compreendendo pelomenos um elemento elástico (2) e a porção rígida (15) compreendendo pelomenos um corpo de antena (5), o elemento elástico (2) sendo associado aocorpo de antena (5), a antena sendo caracterizada pelo fato de que a porçãode haste (10) é revestida por um material sobreinjetado (6) capaz de mantera porção rígida (15) resistente a esforços mecânicos sem deformar-se e ca-paz de oferecer suporte mecânico à porção flexível (25) de modo que a por-ção flexível (25) retorne à mesma posição por ela ocupada antes da aplica-ção do esforço mecânico.
14. Porção de haste, compreendendo pelo menos uma porçãoflexível (25) e pelo menos uma porção rígida (15) associadas, a porção flexí-vel (25) compreendendo pelo menos um elemento elástico (2) e a porçãorígida (15) compreendendo pelo menos um corpo de antena (5), o elementoelástico (2) sendo associado ao corpo de antena (5), caracterizada pelo fatode ser revestida por um material sobreinjetado (6) capaz de manter a porçãorígida (15) resistente a esforços mecânicos sem deformar-se e capaz de ofe-recer suporte mecânico à porção flexível (25) de modo que a porção flexível(25) seja a única deformada após a aplicação de um esforço mecânico.
15. Porção de haste, compreendendo pelo menos uma porçãoflexível (25) e pelo menos uma porção rígida (15) associadas, a porção flexí-vel (25) compreendendo pelo menos um elemento elástico (2) e a porçãorígida (15) compreendendo pelo menos um corpo de antena (5), o elementoelástico (2) sendo associado ao corpo de antena (5), caracterizada pelo fatode ser revestida por um material sobreinjetado (6) capaz de manter a porçãorígida (15) resistente a esforços mecânicos sem deformar-se e capaz de ofe-recer suporte mecânico à porção flexível (25) de modo que a porção flexível(25) retorne à mesma posição por ela ocupada antes da aplicação do esfor-ço mecânico.
16. Processo de fabricação para antena, particularmente umaantena como definida nas reivindicações Ia 13, caracterizado pelo fato deque compreende as etapas de (i) montagem da estrutura interna da haste-10, (ii) proteção da estrutura interna, e, (iii) sobreinjeção da haste.
17. Processo de fabricação para antena, particularmente umaantena como definida nas reivindicações 1 a 13, caracterizado pelo fato deque a antena compreende uma porção de haste revestida de um materialsobreinjetado (6) mediante uma única operação de sobreinjeção plástica.
18. Veículo automotor caracterizado pelo fato de que compreen-de pelo menos uma antena (1) como definida nas reivindicações 1 a 13.
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